Sendo este o circuito mais rápido de todo o calendário ao nível de velocidade média e num dia em que Dani Pedrosa regressou da reforma para substituir o lesionado Franco Morbidelli neste e nos próximos dois Grandes Prémios, a corrida não podia ter tido um arranque mais frenético com os pilotos a correrem todos muito perto uns dos outros.
Após a primeira passagem pela meta os três primeiros eram Bagnaia, Jorge Martin e Marc Marquez sendo que Miguel Oliveira, anterior vencedor deste GP passou na 15.ª posição.
Não deu tempo para mais já que na saída da curva 3, Dani Pedrosa caiu e viu a sua KTM ser abalroada pela mota de Lorenzo Savadori, que por precaução teve de sair de maca e fez com que a Direção da Corrida exibisse a Red Flag, sinalética utilizada sempre que uma corrida necessita de ser interrompida.
Foi dada a indicação que a corrida na Estíria iria recomeçar, desta feita com 27 voltas e com os pilotos a assumirem novamente as posições da qualificação.
A volta mais rápida do recomeço pertenceu a Joahnn Zarco, sendo que Aleix Espargaró teve de abandonar a corrida devido a um problema técnico com a sua mota enquanto o líder do campeonato Fábio Quartararo, ia protagonizando uma luta intensa com o piloto espanhol Joan Mir.
Miguel Oliveira foi ao Pit Lane a faltarem 13 voltas do término da corrida e abandonou a corrida devido a problemas mecânicos.
Com o decorrer da prova na Estíria aconteceu uma nova queda, desta vez de Jack Miller, na curva 7, numa tentativa de se aproximar de Fabio Quartararo.
Até ao término da corrida Joan Mir deu o seu máximo para tentar apanhar e ultrapassar Jorge Martin, contudo, foi cometendo pequenos erros nas suas trajetórias o que impossibilitaram que conseguisse o primeiro lugar, lugar este que pertenceu ao rookie e piloto espanhol da Ducati.
Os Estados Unidos venceram pela primeira vez o título olímpico de voleibol feminino. Na final jogada na Ariake Arena, em Tóquio, as norte-americanas derrotaram na final o Brasil por 3-0. Após falharem o terceiro título de campeão olímpico, as brasileiras levam para casa uma inédita medalha de prata.
O primeiro set começou com uma vantagem de 4-0 a favor das norte-americanas. O Brasil equilibrou tarde para conseguir impedir que os Estados Unidos terminassem o parcial inicial na frente por 25-21.
A seleção orientada por Karch Kiraly manteve o domínio claro sobre as brasileiras. Com isso, as campeãs do mundo em 2014, fecharam o segundo set em 25-20.
José Roberto Guimarães, treinador do Brasil, tentou recuperar os índices anímicos da equipa, mas as jogadoras continuaram muito erráticas. Com facilidade, os Estados-Unidos fecharam o jogo em 3-0, após vencerem o último set por 25-14. A oposta Andrea Drews foi a melhor marcadora do jogo com 15 pontos.
Este foi o quinto jogo a valer medalhas olímpicas entre as duas seleções líderes do ranking mundial, o terceiro com o ouro em disputa. As anteriores duas finais de Jogos Olímpicos que opuseram Brasil e Estados Unidos, em Pequim 2008 e Londres 2012, terminaram com vitória da canarinha, que no Rio de Janeiro, em 2016, a jogar em casa, caiu nos quartos de final. Ainda assim, o Brasil tinha perdido os últimos quatros jogos diante dos Estados Unidos, de entre os quais as duas mais recentes finais da Liga das Nações, a última delas em junho.
No caminho até à final, o Brasil terminou em primeiro lugar do grupo A sem derrotas e, na fase a eliminar, deixou pelo caminho o Comité Olímpico Russo e a Coreia do Sul. A derrota dos Estados Unidos frente ao Comité Olímpico Russo não impediu a seleção norte-americana de terminar na frente do grupo B antes de enviar República Dominicana e Sérvia para casa nos quartos de final e nas meias-finais, respetivamente.
No jogo de atribuição do terceiro lugar, a Sérvia venceu a Coreia do Sul por 3-0. As campeãs do mundo garantiram assim a medalha de bronze depois de terem terminado em segundo lugar no Rio de Janeiro.
A FIGURA
GOLD! 🥇🥇🥇
USA 🇺🇸 defeats Brazil 🇧🇷 3-0 for the first-ever Olympic gold medal for U.S. women’s volleyball. @JordanLarson10 with the final point. #Tokyo2020
Jordyn Poulter – O bom primeiro toque da equipa facilitou-lhe a tarefa de distribuição. Meteu a bola alternadamente e com precisão em todas as suas atacantes, deixando toda a gente contente, menos o Brasil. Ainda deu contributos de qualidade no bloco.
Carol Gattaz – A central brasileira chegava como uma das melhoras blocadoras da competição, mas falhou nesse aspeto. Quando foi procurada para atacar, esteve bastante descoordenada com a sua passadora e também aí não foi capaz de deixar a sua marca.
ANÁLISE TÁTICA – BRASIL
O Brasil vinha conseguindo bastantes pontos de bloco ao longo da competição. No entanto, na final, as brasileiras tiveram muita dificuldade em montá-lo devido ao atraso das centrais em chegar às pontas. A alguns erros no serviço, juntaram-se erros ainda mais graves na receção que não permitiram à distribuidora Macris ter múltiplas opções de ataque disponíveis.
EQUIPA E PONTUAÇÕES
Carol Gattaz (4)
Rosamaria (5)
Macris (4)
Roberta (4)
Gabi (6)
Natália (4)
Carol (5)
Fe Garay (6)
Ana Cristina (-)
Camila Brait (5)
Ana Beatriz (-)
ANÁLISE TÁTICA – ESTADOS UNIDOS
Jordyn Poulter variou bastante a distribuição, iludindo o bloco contrário. Conseguiu envolver Michelle Bartsch-Hackley e Jordan Larson em zona quatro, Andrea Drews em zona dois e Foluke Akinradewo no centro da rede. Ao nível do bloco, também foram bastante eficientes. Quando não o conseguiram ser, resgataram muitas bolas na defesa. A líbero Justine Wong-Orantes foi muito importante na garantia de coberturas e no resgate de muitas bolas.
O silêncio tornou-se uma das características mais marcantes destes Jogos Olímpicos. Depois do crescente aumento da pandemia da Covid-19 no Japão, as bancadas do Estádio Olímpico e as ruas de Tóquio estiveram praticamente desertas durante toda a competição.
Apesar de termos todos assistido a feitos históricos, faltou o público para condimentar uma organização quase sem falhas.
Quanto à participação portuguesa no certame, é preciso esboçar um sorriso. Entre as quatro medalhas conquistadas, metade foram no Atletismo.
Nos últimos três dias, no entanto, ainda faltavam decidir algumas participações. Quando muitos achavam que as medalhas já eram uma miragem, a comitiva lusa levantou-se para aplaudir João Vieira.
Aos 45 anos, o marchador terminou em 5.º lugar dos 50km marcha e fechou a carreira olímpica de forma categórica. Não chegou para subir ao pódio, mas conquistou muitos corações.
Para fechar a participação portuguesa no Atletismo, faltava a Maratona. Carla Salomé Rocha terminou no 30.º lugar, enquanto que Sara Catarina Ribeiro se ficou pelo 70.º posto. Pior sorte teve Sara Moreira, que teve de abandonar depois de desmaiar durante a prova.
O Comité Olímpico de Portugal pode sair contente de Tóquio, mas continuam os mesmos problemas estruturais dos apoios.
Todos os dias, os atletas dão tudo para honrar o país. Contudo, é preciso reforçar esta temática e não falar apenas de quatro em quatro anos. Que venha Paris 2024 e novos campeões!
1.ª jornada da Primeira Liga: domingo, 18h00, 8 de agosto de 2021 ANTEVISÃO: DRAGÕES E BELENENSES SAD MEDEM FORÇAS NUM JOGO ONDE PREDOMINA O AZUL
Já está à porta o primeiro jogo do campeonato português para o FC Porto e para o Belenenses SAD. A época passada já lá vai e agora já não se pode olhar para trás. É hora de restabelecer objetivos e apontar baterias para cumpri-los.
Esta será a estreia dos dragões em jogos oficiais na temporada 2021/2022, mas é importante realçar que o Belenenses SAD já cumpriu o seu primeiro encontro em competições oficiais – a 24 de julho o CD Mafra eliminou a equipa de Petit das eliminatórias da Taça da Liga.
A equipa caiu com estrondo frente a um emblema que milita na Segunda Liga Portuguesa, afastando assim o Belenenses SAD de lutar pelo título da Taça da Liga ao chegar à fase de grupos. O FC Porto, ainda sem competir oficialmente, deixou bons indicadores nos jogos da pré-epoca que realizou, tendo vencido todos os encontros à exceção do jogo com a AS Roma que terminou num empate 1-1.
As duas equipas vão querer entrar da melhor forma nesta época, mas o Belenenses SAD e o próprio treinador, Petit, tem noção das dificuldades que o FC Porto pode causar no jogo de domingo, um jogo difícil para a equipa mais a sul. Sérgio Conceição assume que a equipa está preparada para a partida, mas sabe que encontrará um adversário que exibe uma boa organização defensiva.
O Belenenses SAD conta com seis reforços para esta nova temporada (Luiz Felipe, Pedro Nuno, Trova Boni, Rafael Santos, Andrija Lukovic e Sandro) enquanto que o FC Porto recebeu Bruno Costa, Fábio Cardoso, Pepê e Marko Grujic a título definitivo. Para os dragões uma vitória seria um excelente arranque da temporada, mas o Belenenses SAD certamente que vai dar tudo para sair do Estádio do Dragão com pontos.
10 DADOS RÁPIDOS:
O FC Porto nunca perdeu com o Belenenses SAD (desde 2018, aquando a mudança de nome e estrutura do clube);
Em oito jogos entre ambas as equipas houve apenas dois empates, em 2019 e este ano, na época passada;
Belenenses SAD saiu derrotado por seis vezes frente ao FC Porto;
Em todas as vitórias do FC Porto a equipa da cidade Invicta marcou dois ou mais golos;
A maior goleada foi na temporada 2019/2020 no Estádio do Dragão por 5-0;
Curiosamente, Diogo Leite e Otávio dividem o lote de melhores marcadores do plantel atual frente ao Belenenses SAD;
Dos oitos jogos realizadosapenas três foram abaixo dos três golos marcados;
O jogador do atual plantel do FC Porto com mais minutos frente ao Beleneses SAD é Jesús Corona com 504 minutos;
O jogador do atual plantel do Belenenses SAD com mais minutos frente ao FC Porto é Alhassane Keita;
O último jogo entre ambos terminou numa goleada em casa do FC Porto por 4-0;
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Mehdi Taremi (FC Porto) – Foi o melhor marcador da época passada com 23 golos, 16 deles na Primeira Liga Portuguesa. Para além disso, o ponta de lança iraniano somou 11 passes para golo, ou seja, esteve influenciado diretamente em 34 golos dos dragões. Estranho seria se Mehdi Taremi não estivesse presente no desenrolar deste jogo, o que faz dele um jogador a ter em conta.
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede
Mateo Cassierra (Belenenses SAD) – A referência do ataque do emblema de Belém na época passada foi o avançado Cassierra. O número 9, de 24 anos, fez 11 golos em 2020/2021 e foi uma das revelações do campeonato português. Para além do bom sentido de posicionamento na grande área adversária, Cassierra também consegue descer para vir buscar jogo e tem a capacidade de descair para os flancos para assistir. A defesa portista terá que dar a atenção necessária a Cassierra.
XI’S PROVÁVEIS:
FC Porto (4-4-2): Diogo Costa; João Mário, Pepe, Mbemba, Manafá; Pepê, Sérgio Oliveira, Bruno Costa, Otávio; Toni Martínez e Mehdi Taremi.
Treinador: Sérgio Conceição
“Espero uma equipa organizada e que tem avançados fortes e rápidos, que vão dar muito trabalho à nossa organização defensiva. Tem laterais que se projetam bem e dão largura à equipa. Não acredito que venham jogar num 3x4x3, mas sim num 3x5x2. Temos de estar atentos a esses aspetos. São uma equipa que, mesmo não fazendo muitos golos, criam problemas aos adversários.”
“Temos jogadores diferentes e cada jogo tem a sua história, mas o mais importante é ter equilíbrio defensivo e ofensivo. Todos querem mostrar um futebol positivo, mas o futebol é feito de pontos. Vamos defrontar uma equipa candidata ao título, muito forte, que quer entrar bem, e temos de ser inteligentes.”
PREVISÃO DE RESULTADO: FC PORTO 3-1 BELENENSES SAD
Muito se falou no facto do Sporting CP ter conquistado o último campeonato com as bancadas despidas de público (sem adeptos). Bastantes foram as questões quanto ao facto de a equipa poder fraquejar com a presença dos adeptos no estádio. A resposta a tais inquéritos ridículos, que curiosamente só são aplicados a um único clube, está a ser dada de forma categórica.
As dúvidas, claramente inocentes, já evoluíram para outro patamar. Existe agora a dúvida se os jogadores do Sporting CP se poderão ressentir de eventuais assobios por parte dos adeptos. Note-se: jogadores profissionais de futebol, grande parte dos quais já jogou com adeptos nos estádios (os mais jovens só agora o conseguiram), recebendo aplausos e vaias, como é natural.
— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) August 7, 2021
Se estas questões fossem verdadeiramente genuínas, por que é que um atleta de alta competição não conseguiria lidar com assobios? Aliás, por que é que os sportinguistas iriam assobiar a equipa num momento histórico como este – após a conquista de três troféus em apenas sete meses – com um futebol personalizado e um treinador que foi uma autêntica lufada de ar fresco no clube? É uma “questão” aparentemente sem sentido, mas com um propósito.
Bem sabemos que a grandeza do Sporting CP incomoda muito boa gente neste país, em vários quadrantes da sociedade. Somos uma nação pequena (não apenas em território, como em espírito) na qual plano ideal dos senhores feudais passaria por duas agremiações a dividir o poder nos bastidores e os títulos no campo, algo que vem acontecendo desde o início da década de 80 – três clubes a ganhar é algo demasiado incómodo para os vícios instalados.
Independentemente do transtorno causado, o Sporting CP continuará a vencer, com ou sem adeptos, com aplausos ou com assobios, se a situação o justificar. Até se pode dizer que nenhum outro clube ganhou um campeonato na “normalidade” e na “anormalidade”. Uma conquista única faz com que se esqueçam das outras vinte e duas? A amnésia em Portugal é contagiosa…
Concluídas as competições de ensino, nas quais Portugal fez história com a 8.ª posição por equipas e o 7.º lugar de Rodrigo Torres na disputa individual nos Jogos de Tóquio. Num evento que viu a germânica Isabell Werth, por conta do ouro obtido na competição por equipas, torna-se na primeira/o praticante da modalidade a lograr amealhar seis metais ao longo de toda a carreira olímpica.
Era agora tempo do Parque Natural de Tóquio, reservado às competições hípicas, acolher o concurso individual de saltos de obstáculos. Competição esta pautada normalmente por muito espetáculo e que dividir-se-ia por dois dias: o primeiro destinado à realização de uma qualificação com 50 conjuntos à partida dos quais sairiam os 30 melhores, com base nas pontuações dos seus percursos. Estes teriam acesso a disputar no dia seguinte uma finalíssima na qual se decidiriam os lugares medalháveis! TTóquioóquio
Acrescente-se que a responsabilidade da feitura dos percursos e subsequente colocação dos obstáculos a transpor cabia ao colombiano Santiago Varela, um dos mais renomados cavaleiros de sempre do país, aos dias de hoje já retirado.
Refira-se ainda que o detentor em título, o britânico Ben Mahir, era candidato a revalidar a coroa olímpica, em Tóquio, contudo não podia esquecer a temível armada sueca, os representantes do país do “Tio Sam” e as surpresas bem tradicionais dos Jogos que sempre acontecem neste tipo de concursos. Tóquio
A defesa da bandeira lusa, estava mais uma vez entregue a Luciana Diniz, cavaleira de 50 anos e que montando “Vertigo Do Deserte”, participava na sua quarta olimpíada, após o 38.º lugar em Atenas 2004 ainda em representação do seu país natal, o Brasil. A atleta voltaria ao palco de todos os sonhos já em representação de Portugal: em Londres 2012 onde ficando entre os 20 melhores conjuntos se apurou para a final, culminando com a participação no Rio 2016 onde registou um fantástico nono posto, apesar de ter visto o estribo do seu montado soltar-se em plena prova. Posto isto e fruto de toda a sua experiência internacional, a carioca era garantia de bons resultados para a nossa pátria.
Com a qualificação em marcha, eram visíveis as dificuldades e “armadilhas” colocadas ao longo deste exigente percurso que ia fazendo “vítimas atrás de vítimas”, sendo que poucos eram os conjuntos a passarem incólumes tamanha era a complexidade do traçado nipónico. Bem se podia dizer que mais que impressionar era vital assegurar!
Só para que se tenha ideia: eram somente cerca de uma dezena os conjuntos a concluírem a sua primeira atuação, que esperavam não fosse a última, sem penalizações. Tóquio
Luciana entrava para a pista, cerca das 12h de Portugal continental, com legítimas ambições a tentar melhorar o desempenho conseguido cinco anos antes, e o conjunto patrício não fez a coisa por menos! Com uma solidez, uma rapidez e serenidade maravilhosas conseguiram sem qualquer mácula, apresentando uma prestação irrepreensível, carimbar presença na finalíssima do dia seguinte, tendo sido um de entre 12 conjuntos a concluírem sem qualquer falta. Era agora fundamental começar a redirecionar atenções para o dia seguinte, com as medalhas a serem um objetivo bem palpável, mas para o qual ainda havia muito que galopar!
A corrida pelas medalhas iniciava-se, mas o filme esse parecia voltar a ser reescrito, uma vez que a exigência e a complexidade do percurso pareciam ser ainda superiores aos apresentados no dia anterior, visto que cumpridos os primeiros 12 percursos apenas três haviam sido “limpos”, estando desde já apurados para uma “barrage” (desempate) que decidiria a atribuição de medalhas.
Se há ensinamento que o Grande Prémio da Hungria de Fórmula 1 nos deixou, é o de que o trabalho de equipa aproxima sempre mais uma equipa do sucesso do que do fracasso, seja em que modalidade for. Exemplo maior disso foi a corrida da Alpine, que teve em Esteban Ocon o vencedor da corrida, mas também teve um papel fundamental de Fernando Alonso para que tal acontecesse. Mas não foi só esse exemplo, quer na corrida, quer nesta temporada (já para não falar de exemplos mais antigos na Fórmula 1).
Portanto, como referido na introdução (e como foi referido pelo engenheiro de Ocon ao próprio piloto francês depois da corrida), Alonso foi uma das razões principais para que o seu colega tenha conseguido vencer no Hungaroring. Lewis Hamilton (Mercedes) vinha em franca recuperação e chegou a pensar-se que o britânico podia mesmo chegar à vitória e impedir Ocon de festejar o seu primeiro triunfo numa corrida de Fórmula 1. Até que Hamilton encontrou o espanhol, que o atrasou durante uma mão-cheia de voltas. Quando Hamilton passou, já não chegou a tempo de apanhar o grupo da frente.
Mas continuando na Hungria, se falamos da Alpine, porque não falar da Williams? A história de George Russell não conseguir pontuar na F1 ao serviço da equipa britânica já tinha conhecido demasiados capítulos. Depois da primeira volta ter retirado da corrida cinco ou seis pilotos que costumam estar com frequência no top-10, a Williams voltou para a pista com Nicholas Latifi no terceiro lugar e Russell em sétimo. A determinada altura, Russell ofereceu-se a comprometer a sua própria corrida se isso ajudasse o seu companheiro canadiano.
RUS: “If you need to compromise my race to help Nicky, I’ll do it. Prioritise Nicky”
Acabou por não ser preciso. Latifi não conseguiu manter o pódio, mas ambos os pilotos conseguiram terminar a prova dentro dos pontos, acabando com uma longa seca para a Williams. Claro que a equipa provavelmente nunca teria chegado aos pontos se a corrida fosse normal, mas a disponibilidade de Russell para ajudar Latifi estava lá e prova que, quando voltar a ser preciso, estes dois vão trabalhar em equipa de novo.
A harmonia entre colegas de equipa (fora de pista, claro que sim, mas sobretudo dentro, que é onde as corridas se decidem) é, na minha opinião, fundamental para que as equipas alcancem os seus objetivos, sejam eles quais forem. Na luta pelo título, vemos com frequência Valtteri Bottas e Sergio Pérez a abdicarem dos seus objetivos individuais de corrida para ajudarem os colegas de Mercedes e Red Bull, Lewis Hamilton e Max Verstappen, respetivamente.
Portanto, cumprida a primeira metade da época de Fórmula 1, vai ser interessante perceber como decorre a segunda metade. E quando olharmos para as classificações, será igualmente relevante perceber que peso é que momentos como o que a Alpine e a Williams protagonizaram na Hungria terão no resultado final.
A CRÓNICA: EXPULSÃO TRAVOU ASPIRAÇÕES DOS CAMPEÕES
O AFC Ajax até podia ter beneficiado do facto de estar a jogar a decisão da Supertaça Holandesa em Amesterdão, mas foi o PSV Eindhoven que, de uma forma muito pragmática, goleou por 4-0 e levou o troféu para casa, pela 12.ª vez na história.
O jogo não poderia ter começado melhor para a equipa de Eindhoven. Logo na primeira jogada, o primeiro golo, ainda sem que estivessem decorridos dois minutos de jogo. À semelhança do que tem sido o seu estilo de jogo, o PSV recuperou a bola no meio-campo, rapidamente mobilizou as peças ofensivas em transição e Noni Madueke tratou de inaugurar o marcador.
O Ajax não tardou em reagir e ameaçou o empate por duas vezes ainda dentro do primeiro quarto de hora. Primeiro, Berghuis obrigou Drommel a desviar a bola para a barra, a seguir foi a vez de Haller finalizar uma fantástica jogada coletiva, mas que viria a ser anulada pelo VAR devido a um fora de jogo
No entanto, contra a corrente de jogo, seria o PSV a chegar ao segundo golo. Götze inventou um lance de génio lá atrás e originou um contra-golpe que seria exemplarmente concluído por Madueke, assinalando o “bis” no encontro à meia hora de jogo. O nervosismo de uns era a euforia de outros, de tal forma que o jogo começou a entrar numa espiral de conflitos individuais e de difícil gestão para o árbitro Björn Kuipers. O lance mais flagrante originaria mesmo a expulsão de Tagliafico, após uma entrada imprudente sobre Philipp Max ao minuto 40 a valer um cartão vermelho direto e a deixar o Ajax em apuros, com menos uma unidade em campo.
Para o segundo tempo, perspetiva-se um PSV a gerir o resultado (também devido ao ciclo de jogos disputados nesta reta inicial de época) e um Ajax a correr riscos para reduzir a desvantagem e sonhar com algo mais. Num ritmo de jogo mais “morno”, Madueke e van Ginkel tiveram a possibilidade de ampliar a vantagem para os philips em transições, enquanto que os lancers apenas ameaçaram numa incursão de Mazraoui.
A verdade é que o terceiro golo do encontro estaria reservado para o minuto 76, a cargo do recém-entrado Vertessen, que viu ainda o companheiro de equipa Mario Götze assinar o último tento da goleada do PSV por 4-0, diante do rival Ajax.
Ao nono jogo na competição entre as duas equipas, a formação do português Bruma (que não chegou a sair do banco) vence o Ajax pela quarta vez, vinga a derrota da última edição, por 2-0, e arrecada a 12.ª supertaça da história, também designada por “Johan Cruyff Schaal”, em homenagem à mítica estrela do emblema de Amesterdão.
Noni Madueke – Mas que grande exibição do jovem avançado do PSV! Condução de bola, leitura de jogo, eficácia de passe, potência de remate e movimentações imprevisíveis e desequilibradoras. Nada falhou na atuação de Madueke que, juntando todos estes ingredientes, teve a capacidade e frieza necessárias para somar dois excelentes golos, obtidos através de remates muito fortes. Mesmo na segunda parte, o jovem, de 19 anos, dispôs de mais duas grandes ocasiões para ampliar a vantagem. Há condições para que este seja um dos grandes destaques da equipa esta época.
Nicolás Tagliafico – Um dia para esquecer por parte do lateral esquerdo do Ajax. Uma sucessão de erros nas abordagens às movimentações dos oponentes permitiu que fosse a partir do seu corredor que nascessem os dois golos do PSV no primeiro tempo. E se isso já tinha manchado a exibição do argentino, o cenário ficou ainda pior quando a sua imprudência valeu a expulsão ainda antes do intervalo. Talvez esse momento tenha “arrumado” com as aspirações do Ajax para o que restava do encontro, e muito por culpa de Tagliafico.
ANÁLISE TÁTICA – AFC AJAX
Erik ten Hag optou por repetir o “onze” que lançou no particular diante do RB Leipzig (1-1), mexendo apenas no dono das redes, ao colocar Remko Pasveer no lugar de Maarten Stekelenburg.
Alinhado em 4-3-3, o conjunto de Amesterdão soube reagir ao golo madrugador sofrido e quase todas as jogadas foram caracterizadas por momentos de entreajuda e um forte espírito coletivo, causando muitas dificuldades à linha de quatro do PSV. O golo obtido aos 14 minutos nasceu precisamente dessa união e parecia que podia mudar o destino do jogo, dada a intensidade colocada em campo. No entanto, o facto de ter sido anulado traiu as esperanças da equipa, que voltou a pecar nas transições defensivas, por culpa do enorme espaço concedido ao adversário.
A ligação entre os setores intermédio e ofensivo estava a funcionar na perfeição, mas o mesmo não foi possível dizer relativamente às descoordenações entre o meio-campo e a defesa. A expulsão de Tagliafico fez com que Blind recuasse no terreno e as organizações para o ataque até fluíssem de forma mais direta, mas o PSV impediu que os lancers pudessem sonhar em relançar a partida.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Remko Pasveer (6)
Nicolás Tagliafico (3)
Lisandro Martínez (5)
Jurriën Timber (5)
Noussair Mazraoui (6)
Daley Blind (7)
Ryan Gravenberch (6)
Davy Klaassen (5)
Dusan Tadic (7)
Steven Berghuis (6)
Sébastien Haller (6)
SUBS UTILIZADOS
Devyne Rensch (6)
David Neres (6)
Danilo (5)
Jurgen Ekkelenkamp (5)
Lisandro Magallán (-)
ANÁLISE TÁTICA – PSV EINDHOVEN
Em relação ao triunfo por 3-0 diante do FC Midtjylland, a contar para a Liga dos Campeões (o terceiro jogo da época), Roger Schmidt promoveu apenas uma alteração no “onze” estável que tem utilizado, com o regresso de Olivier Boscagli ao eixo da defesa, para render Armando Obispo.
O PSV apresentou-se em 4-3-3 e apoiou-se nas fortes movimentações de Götze para levar perigo à baliza contrária, assim como de Zahavi (ambos já com três golos cada neste início de época). Apesar disso, a verdade é que foi no corredor direito que houve um nome a brilhar mais na hora de rematar à baliza, o de Noni Madueke, ao furar a defensiva contrária com desequilíbrios notáveis. Nos momentos em que foi chamada a defender, a equipa de Eindhoven formou um 4-4-2 compacto e a missão passou sempre por recuperar e sair em transição rápida ao primeiro toque. Tal pragmatismo foi crucial para o filme de grande parte do primeiro tempo, numa altura em que ainda estavam onze para onze.
Já na segunda parte, foi notória a gestão do esforço, mantendo-se intacta a estratégia planeada para o jogo, com um bloco defensivo coeso e boas saídas em profundidade para o contra-ataque. As substituições de Roger Schmidt foram plenamente estratégicas para equilibrar a equipa perante as investidas adversárias e dar frescura ao ataque, de tal forma que o terceiro golo nasceu…do banco.
O SL Benfica foi vencer por 2-1 a Moreira de Cónegos, amealhando os primeiros três pontos na Primeira Liga 2021/22. Numa partida difícil como manda a tradição, as águias não deixaram fugir a vantagem que alcançaram, apesar do esforço e do golo dos visitados. Atentemos agora nas incidências da partida (marcada por uma expulsão e duas partes bem distintas).
Após oito minutos mornos, as águias voaram a pique para a baliza dos cónegos. No caso, foi a mais jovem águia a fazê-lo. Gonçalo Ramos desmarcou-se bem e conduziu a bola até à área dos visitados, sem conseguir, todavia, desfeitear Pasinato. Contudo, na sequência do canto originado, Lucas Veríssimo aproveitou bem um conjunto de ressaltos para empurrar com a cabeça a bola para as malhas do Moreirense FC.
Dois minutos depois, poderia ter surgido novo rude golpe para os minhotos, mas a expulsão de Artur Jorge foi revertida por Vítor Ferreira, após o juiz da partida ter visionado as imagens e ter percebido que o “4” dos cónegos havia tocado a bola antes de derrubar Waldschmidt (o alemão preparava-se para se isolar, bem solicitado por Taarabt).
Dez minutos volvidos após o primeiro tento, eis que o segundo se escreve. Desta feita, em alemão. Procurado e achado em profundidade por Veríssimo (que mantém a toada dos bons passes), Diogo Gonçalves consegue cruzar rasteiro, sem conseguir encontrar Ramos. Todavia, o esférico sobeja para Waldschmidt que, com o auxílio do seu pé predileto – o esquerdo -, fuzila as redes de Pasinato.
Waldschmidt atira para o segundo!
Boa incursão de Diogo Gonçalves pela direita com um cruzamento para área que sobrou para o alemão na marca de pénalti e este só teve de finalizar.
As peças do xadrez verde-e-branco tardaram a aparecer, mas quando o fizeram – à passagem da meia hora de jogo – alcançaram mesmo o golo da redução. Na sequência de um lançamento lateral, Yan Matheus encontrou muito bem Rafael Martins em profundidade. Já na área, o “99” do Moreirense FC contornou Vlachodimos e atirou para a baliza deserta.
Estava dado o mote para o ressurgir da fénix alviverde. Os pupilos de João Henriques granjearam confiança e cresceram no jogo nos minutos seguintes, tendo mesmo colocado o guardião encarnado à prova, que o grego passou com distinção. A lesão de Walterson veio travar o momento dos cónegos, não tanto pela preponderância do brasileiro, mas pelo “gelo” que veio colocar no encontro.
Não surpreendeu, assim, que as oportunidades de golo até ao intervalo tenham circundado apenas a baliza à guarda de Pasinato. Com Ramos endiabrado e irrequieto, as águias encostaram o adversário às cordas e desferiram vários golpes, nenhum para knockout, muito graças à boa prestação do guarda-redes dos da casa.
O início da segunda parte não foi disruptivo em relação ao início da primeira. O primeiro lance digno de registo no segundo tempo foi mesmo a expulsão de Diogo Gonçalves, por vermelho direto após entrada dura sobre Conté, que ficou lesionado e foi substituído. Num segundo tempo acidentado e mal jogado, as oportunidades de par a par foram escassas.
Vlachodimos ainda foi posto à prova (mais uma vez passou), Pasinato nem tanto (exceção feita a um lance já nos descontos, em que Gonçalo Ramos tentou picar a bola por cima do “14” alviverde, com o guardião a levar a sua avante). O resultado permaneceu inalterado até ressoar o apito final e o SL Benfica mantém viva a tradição recente de entrar a vencer na Primeira Liga Portuguesa.
A FIGURA
Gonçalo Ramos esteve em bom plano do lado dos encarnados. Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
Gonçalo Ramos – A par de Rafael Martins, o melhor e mais irrequieto em campo. Ao contrário do homólogo do Moreirense FC, Ramos não marcou, mas trabalhou ainda mais do que o imenso que trabalhou Rafael Martins.
Também pela diluição da importância do golo de Martins pelo resultado final, o prémio segue para o olhanense que, por certo, terminou o encontro sem uma gota de água na parte de dentro do corpo. Kudos para o “99” do Moreirense FC, ainda assim.
O FORA DE JOGO
Diogo Gonçalves foi expulso no primeiro jogo do SL Benfica na Primeira Liga 2021/2022 Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede
Diogo Gonçalves – O lateral português ainda mostrou estar bem ofensivamente no primeiro tempo, mas apagou-se na restante partida. Quando ressurgiu, escolheu a pior forma para o fazer: num lance no primeiro terço ofensivo dos alviverdes, com Meïté no apoio e sem possibilidade de conquistar a bola, Diogo entrou duro sobre Abdu Conté, atingindo-o com os pitões no tornozelo e obrigando mesmo o “5” do Moreirense FC a abandonar a partida, deixando o SL Benfica a jogar 35 minutos em inferioridade numérica e em sobre-esforço.
ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC
Sem receio de utilizar um bloco médio com tendência a bloco alto e sem medo de pressionar a primeira fase construção das águias – caindo sobre o portador da bola, sobretudo quando o mesmo era um dos médios (Meïté ou Taarabt), os comandados de João Henriques colocaram algumas dificuldades ao ataque posicional dos encarnados.
Todavia, quando os homens de vermelho conseguiam ludibriar esta pressão e encontravam um homem entre linhas (geralmente Taarabt, mas também – e com alguma supresa – Everton), eram os homens de verde e branco quem sofriam. Na construção, o Moreirense FC começava por apostar no seu bom jogo interior – graças ao bom trabalho de Fábio Pacheco e Filipe Soares -, procurando, numa fase mais avançada do processo, lateralizar o seu jogo.
Para tal, muito contribuíam as subidas dos homens dos corredores laterais e a entrega ao jogo dos homens da frente (Yan Matheus e Rafael Martins mais do que todos), que procuravam zonas mais próximas das linhas laterais para receber a bola e combinar entre si.
Eram também os homens da frente os primeiros e mais proeminentes elementos na pressão exercida pela turma alviverde, que se apresentou num 3-4-3 até aos últimos 15 minutos da partida. Com a entrada de André Luís e com a saída de Artur Jorge, o Moreirense FC passou a alinhar num 4-4-2, com Rafael Martins e André Luís em parceira na frente de ataque, procurando aproveitar o homem em falta do lado encarnado da contenda.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Pasinato (7)
Artur Jorge (6)
Rosic (5)
Abdoulaye Ba (6)
Abdu Conté (6)
Fábio Pacheco (6)
Filipe Soares (6)
Walterson (5)
Felipe Pires (5)
Yan Matheus (6)
Rafael Martins (8)
SUBS UTILIZADOS
Ismael (5)
Gonçalo Franco (5)
Frimpong (5)
André Luís (5)
Galego (5)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Subvertendo as expetativas, Jorge Jesus manteve a aposta nos três centrais e no seu novo “brinquedo” – o 3-4-3. Com Gil Dias na ala esquerda e com Everton e Waldschmidt a ladearem Ramos (pela canhota e pela direita do ataque, respetivamente – ainda que alternando regularmente), o SL Benfica procurou ser dinâmico e móvel, fazendo uso dos movimentos interiores dos extremos de “pés trocados” e das subidas dos laterais com propensão ofensiva (ambos conhecem bem os terrenos mais avançados).
A capacidade demonstrada pelos três centrais para construir e o apoio sólido de Meïté (que funcionou como um “6” altamente fixo, possibilitando maior liberdade ao colega de meio-campo) permitiam que os restantes elementos canalizassem a maioria dos seus esforços no momento ofensivo e facultava-lhes a possibilidade de ocuparem espaços avançados mais tempo.
No momento de defender, eram notórias maiores dificuldades da dupla Meïté/Taarabt em relação ao evidenciado na quarta-feira em Moscovo pela dupla Weigl/João Mário (com bola estiveram bem).
Conhecida e reconhecidamente precipitado e pouco dado a rigores táticos, Taarabt precisava de uma companhia que estivesse mais entrosada no plantel. Não obstante, ambos mostraram vontade e agressividade (da boa) sem bola. Além disso, também a falta de capacidade para proteger as costas da linha defensiva ficou patente em alguns momentos ofensivos do Moreirense FC (em particular no golo cónego).
A expulsão de Diogo Gonçalves forçou as águias a alinharem o restante tempo em 3-4-2, com Everton e Ramos na frente, ficando o brasileiro a dar continuidade ao trabalho interior que havia feito durante a partida (nunca havia o “Cebolinha” alinhado tanto tempo por dentro ao serviço do SL Benfica).
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Vlachodimos (7)
Diogo Gonçalves (4)
Lucas Veríssimo (7)
Otamendi (6)
Vertonghen (5)
Gil Dias (6)
Meïté (7)
Taarabt (6)
Waldschmidt (6)
Everton (6)
Gonçalo Ramos (8)
SUBS UTILIZADOS
Gilberto (5)
Weigl (5)
Rafa (5)
Gedson (5)
Grimaldo (5)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Moreirense FC
BnR: Fez três alterações aos 78 minutos. Pergunto-lhe: que leitura fez do jogo nessa altura e o que tentou alterar em termos táticos com essas substituições?
João Henriques: Tivemos a saída do Abdu Conté, tínhamos o Yan Matheus a pedir para sair. Decidimos arriscar e colocar dois avançados, passámos para o 4-4-2, porque também temos vindo a trabalhar nesse sistemas para soluções de recurso como era o caso. A substituição foi logo imaginada a partir dos 70 minutos e aquelas entradas foram para, precisamente, manter os dois alas para continuar a carregar, ter dois avançados. Decidimos colocar mais risco e mais gente na área, para ter mais oportunidades de concretizar.
SL Benfica
Não foi possível colocar questões ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.
A CRÓNICA: EMPATE JUSTO QUE AFASTA FANTASMAS DO PASSADO
O FC Porto B recebeu o CD Trofensee empatou por 2-2, num encontro que marcou o regresso da equipa da Trofa à Segunda Liga.
À procura da melhor estreia possível para afastar os ‘fantasmas’ do passado, os azuis e brancos foram mais fortes durante a maioria do encontro e assumiram as rédeas da partida, não obstante o CD Trofense se tenha apresentado cínico e muito eficaz nas poucas oportunidades que dispôs.
Na primeira parte o jogo revelou-se morno e até perto do final apenas alguns sustos tímidos aqueciam as luvas do guardião do CD Trofense.
Ao minuto 26, Gonçalo Borges foi o primeiro a enquadrar um remate na baliza da equipa visitante, depois, logo de seguida, Tomás Esteves – sempre mais perigoso em terrenos interiores – também alarmou a defensiva trofense, mas o disparo saiu por cima.
Como referido, estas jogadas não passaram de uns sustos tímidos, na medida em que a oportunidade mais flagrante do encontro esteve nos pés do inglês Namaso ao minuto 45.
A jogada, diga-se, foi ‘quase perfeita’. Depois da associação incrível entre o meio-campo portista e o seu ponta de lança, Namaso viu o seu remate negado de forma in extremis pelo defesa João Faria em cima da linha. Para o leitor entender o insólito – e o quão perto a equipa portista esteve do golo – já se ouvia música alusiva a festejos no recinto portista…
Tudo a zeros, o duelo entre azuis e vermelhos ia para os balneários empatado, com sabor a injustiça para a equipa da casa.
Na entrada para o segundo tempo, a turma da Trofa alvoreceu e por duas vezes colocou Ricardo Silva em alerta. Apesar de ambas as tentativas terem saído ao lado da baliza, Bruno Almeida primeiro fora da área, e João Paulo Gomes através de um cabeceamento, trouxeram sinais de um CD Trofense mais ambicioso na partida.
E quem avisa, teu amigo é. Depois dos avisos, eis o golo: Bruno Moreira, ao minuto 57, aproveitou um desentendimento na defensiva portista e rematou sem hipóteses de defesa para Ricardo Silva. Estava aberto, com alguma surpresa, o marcador para a equipa da Trofa.
Depois do golo sofrido a resposta foi imediata por parte dos dragões e a entrada de Silvestre Varela em detrimento de Peglow – muito apagado no segundo tempo – respondeu na perfeição ao pedido de António Folha.
Foi um golaço sem intenção, uma vez que o cruzamento de Varela surtiu tão enquadrado com a baliza que o guardião da Trofa não teve reação. Após o jogo estar novamente na estaca zero, o CD Trofense voltou a aparecer e Tiago André voltou a assistir. Desta feita, o cruzamento-remate apanhou Simão Martins que só teve de encostar para colocar o resultado novamente favorável (1-2) para os forasteiros.
Até final, o ímpeto azul e branco voltou a sentir-se (e de que maneira), com Varela, novamente, a revelar-se chave no golo do empate.
Após um cruzamento do internacional português, Rogério Santos não agarrou a bola, que sobrou para Vasco Sousa e este, com a baliza escancarada, não vacilou e ofereceu o 2-2 final no duelo nortenho.
Com este resultado, ambas as equipas entram a pontuar na Segunda Liga, num desfecho que foi inteiramente justo pelo que se passou durante os 90 minutos.
Silvestre Varela – Entrou, pegou no jogo e decidiu. O internacional português regressou ao FC Porto (desta vez pela equipa secundária) e voltou a lembrar os adeptos portistas dos tempos dourados. Realizou o primeiro golo do jogo e teve participação decisiva no segundo.
O FORA DE JOGO
Bem-vindo, João Peglow! 🔵⚪
⚽ Extremo 👉 19 anos
🎙 “Não se pode recusar este clube. O FC Porto é gigantesco”
🇧🇷 Internacional jovem pelo Brasil
ℹ️ Vai integrar o plantel da equipa B#FCPorto#FCPortoBpic.twitter.com/hG9RYQ6Ab9
João Peglow – Esperava-se mais do internacional sub-17 brasileiro. Esta menção é exatamente feita com base na expectativa em torno do extremo que, depois de uma primeira parte interessante, não mais se “fez ouvir”.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B
A equipa comandada por António Folha alinhou num 4-3-3 compacto e divergente do 3-5-2 da época transata, com vários jogadores no miolo com características mais ofensivas.
Com Mor N’diaye a servir como o “tampão” do meio campo portista e Bernardo Folha e Rodrigo Valente um pouco mais adiantados, a equipa azul e branca construia desde atrás, pacientes, com Loader a ser crucial no apoio aos médios e Peglow a servir como o principal «abre-latas», aparecendo com perigo entrelinhas.
Defensivamente, a equipa azul e branca não teve muitos problemas na primeira parte, não obstante se desmontava com alguma facilidade depois da perda da bola. Ainda assim, a reação à perda e a transição defensiva era efetuada com competência.
Do ponto de vista ofensivo, o FC Porto B teve quase sempre em organização ofensiva, ao passo que a versatilidade do modus operandi da equipa azul e branca foi posto à prova, com Peglow e Rodrigo Valente a servirem como o principal elo de ligação no ataque portista.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Silva (5)
Tomás Esteves (8)
João Marcelo (6)
Zé Pedro (7)
João Mendes (5)
Mor N’Diaye (5)
Rodrigo Valente (6)
Bernardo Folha (5)
Gonçalo Borges (5)
Namaso (4)
João Peglow (5)
SUBS UTILIZADOS
Silvestre Varela (8)
Vasco Sousa (7)
Caíque (5)
ANÁLISE TÁTICA – CD TROFENSE
A equipa orientada por Rui Duarte alinhou num 3-5-2, que variava para um 5-4-1/5-3-2, aquando da organização defensiva. Ofensivamente, a turma forasteira procurava essencialmente explorar as costas da defensiva azul e branca, tendo na transição ofensiva o principal primor no seu jogo.
Defensivamente, a equipa orientada por Rui Duarte procurou tapar ao máximo o espaço entrelinhas da equipa portista, e, de forma intermitente, pressionar alto a linha à quatro da defensiva do FC Porto B.