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UFC 187 – É melhor não duvidar

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É certo que ainda só vamos em Maio, mas o UFC 187 é o principal candidato a evento do ano. A força dos nomes aliada à qualidade dos combates fez com que este fosse um dos mais empolgantes até ao momento. Desde as vitórias de Cormier e Weidman até ao domínio de Cerrone, passando pelo combate entre Travis Browne e Andrei Arlovsky, que pode muito bem vir a ser o combate do ano, UFC 187 em momento algum retirou bocejos do espectador.

O primeiro combate foi, talvez, o menos interessante (e mesmo assim…) quando comparado com os restantes do cartaz principal. Isso talvez se deva ao facto de ter sido o único a ir a decisão. Ao longo de 5 rondas, Joseph Benavidez e John Moraga disputaram um combate que, inicialmente, até estava bastante renhido, com destaque para um belly to belly suplex de Moraga, mas que a partir da segunda ronda teve mais domínio de Benavidez, que conseguiu abrir um corte no escalpe do seu adversário. Benavidez por muitas vezes levou o combate para o chão, onde o seu domínio foi claro. No final, a decisão foi para Benavidez, de forma unânime.

Esqueçam o Mayweather v Pacquiao: vejam (se ainda não o fizeram) Browne vs Arlovsky. Um verdadeiro espetáculo de desportos de combate. O bielorusso, que é um dos históricos do MMA, era tido como algo do passado, isto após ter perdido 4 combates seguidos entre 2009 e 2011. No entanto, desde que voltou à UFC que só tem ganho… E de forma assertiva! O mesmo se passou no combate contra Travis Browne, seu amigo de longa data e #3 do ranking de Peso Pesado.

As minhas palavras nunca farão jus àquela que é, sem claro oponente, candidata a luta do ano. Posto isto, não a descreverei. Não por preguiça, mas por achar que é algo de visualização absolutamente obrigatória.  Uma coisa é certa: Arlovsky voltou para ter um título à cintura. Que Velasquez ou Werdum (lutam daqui a duas semanas para unificarem os títulos) se preparem.

O combate entre Arlovsky (esq.) e Browne (dir.) é um combate de "ver para crer". Fonte: ufc.com
O combate entre Arlovsky (esq.) e Browne (dir.) é um combate de “ver para crer”.
Fonte: ufc.com

Seguiu-se o combate entre Donald Cerrone e John Makdessi, que substituiu o lesionado Khabib Nurmagomedov, adversário original de Cerrone. Este foi mais um ao estilo de “Cowboy”, que, curiosamente lutou contra “The Bull”. Cerrone “agarrou o touro pelos cornos” e dominou Makdessi, o qual nunca mostrou ter real capacidade para dar luta ao #3 do ranking de Peso Leve. Na segunda ronda, Cerrone entrou fortíssimo, acertando bastante boas sequências que, visivelmente, estavam a surtir o seu efeito.

Após uma cotovelada ao queixo, Cerrone desferiu um pontapé alto que fez Makdessi… desistir! Soube-se após a luta que o canadense partiu o maxilar com o pontapé, o que só demostra a brutalidade do jogo de pés de Cerrone e aquilo que Dos Anjos tem à espera na sua primeira defesa de título. Dana White já o confirmou! Finalmente Cerrone terá a sua chance, após oito vitórias seguidas. Um combate a não perder.

“Parem de duvidar de mim, juntem-se à equipa. É o meu último convite” – foram estas a palavras de Weidman após o verdadeiro desmantelamento de Vitor Belfort. Peço, desde já, desculpa pelo “anti-climax”, mas pouco mais há a dizer do que isso: desmantelamento. Belfort pareceu uma sombra daquilo que era quando usava terapia de substituição hormonal. Apesar de ter entrado bem, encostando Weidman à rede com uma distribuição furiosa de socos, acabou por ficar sem caixa depressa, sendo derrubado.

Apesar da faixa preta em jiu-jitsu, Belfort parecia um amador: para se proteger do “ground and pound” de Weidman deu as costas, ficando numa posição ainda menos vantajosa do que antes. Weidman não parou de golpear, Belfort não parou de se proteger em vão. O árbitro acabou por parar, dando assim a vitória ao americano, que tem feito uma carreira de “acabar” com lendas do MMA brasileiro. A lista conta com vitórias contra Anderson Silva (duas vezes), Lyoto Machida e Vitor Belfort. Por esta altura, não há mesmo como questionar a competência de Weidman: é um campeão invicto, e, contra a concorrência que já teve, isso há de significar algo.

Weidman (topo) desferiu uma verdadeira tareia a Belfort (baixo), defendendo assim o título. Fonte: ufc.com
Weidman (topo) desferiu uma verdadeira tareia a Belfort (baixo), defendendo assim o título.
Fonte: ufc.com

Quer se queira quer não, o fantasma de Jon Jones pairou mesmo sobre o octógono, mas não foi durante o combate entre Daniel Cormier e Anthony Johnson. Este teve o seu próprio valor, e não poderia ter começado de melhor maneira: Johnson deu um verdadeiro aviso a Cormier ao desferir uma direita que abalou o antigo olímpico, mas que teria deixado qualquer outro lutador estatelado no centro do octógono. Cormier caiu, de facto, mas rapidamente se levantou. Percebendo que em pé não teria chance, procurou sempre o derrube e o jogo no chão. A ronda, no entanto, foi para Johnson.

A segunda foi diferente: só Cormier. O rei do “grind” fez juz ao seu nome, pegando em Johnson, plantando-o no octógono e desgastando-o com o seu peso. De quando em vez desferia alguns golpes, com destaque para uma cotovelada que abriu o sobrolho de “Rumble”. À entrada para a terceira ronda, Johnson estava magoado e exausto.

Cormier percebeu isso. Apesar de Johnson ter feito um esforço inicial, derrubando provisoriamente “DC”, este rapidamente ganhou o controlo do combate. Encostou Johnson à rede e arrastou-o para o chão. Por entre alguns golpes, Cormier colocou sorrateiramente um braço por debaixo do queixo de Johnson. Ajustou-o e fechou um mata-leão. Ou melhor, “O” mata-leão. Aquele que lhe deu o título de Peso Meio-Pesado. Depois da derrota contra Jones, Cormier conseguiu cumpriu o seu sonho (com um aviso de menos de quatro semanas!) de vencer um título na UFC.

Eis um momento que ficará para a história: o "coroar" de Cormier (frente) por Johnson (trás).
Eis um momento que ficará para a história: o “coroar” de Cormier (frente) por Johnson (trás).
Fonte: ufc.com

E só depois de o fazer o fantasma de Jones pairou sobre o octógono. Em curtas declarações após o combate, Cormier disse: “Jon Jones, trata das tuas m*****, estou à tua espera!”. Muitos se questionam se Cormier poderá vencer Jones à segunda tentativa. A maior parte considera que, por não o ter vencido, não é campeão com mérito. Isto porque Jones nunca perdeu o título, pelo menos dentro do octógono. Mas é aí que reside o cerne da questão: Cormier tem tudo para ser um bom campeão, dentro e fora do octógono, algo que Jones tinha muita dificuldade em fazer. É certo que “DC” terá sempre uma mancha no currículo, mas não é isso que o diminuirá enquanto detentor do título. Jones era o melhor Peso Meio-Pesado do mundo, o melhor “pound for pound” do mundo. Decidiu deitar tudo a perder, pelo que a culpa é apenas sua. Poderá ser difícil de acostumar, mas Cormier é agora o melhor Meio-Pesado.  E essa é uma realidade de que não devemos estar descontentes. Será um reinado que tanto Cormier como os fãs irão desfrutar – antevêem-se combates como “Cormier v Bader” ou “Cormier v Gustafsson”. “DC” tem imenso para dar, e, se há coisa que Arlovsky, Weidman e Cormier nos ensinaram no final do UFC 187 é que “é melhor não duvidar”.

O tr(i)ajeto

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paixaovermelha

Na era do futebol moderno, é absolutamente imprescindível que qualquer clube tenha um projeto económico e desportivo solidificado que vá ao encontro dos objetivos propostos, mas, principalmente, que seja altamente eficaz a potenciar os valores desse mesmo clube. Já não é uma questão de projetar o futuro; é, sim, a necessidade de sobreviver numa selva onde a desigualdade de forças aumenta a cada dia. No entanto, todo e qualquer projeto está sujeito a falhas ou, de uma forma mais bárbara, ao falhanço.

O projeto do Benfica, nestes últimos anos, mudou o paradigma do futebol português. Com Jorge Jesus ao comando da equipa técnica, Luís Filipe Vieira conduziu um projeto com a clara intenção de recuperar a hegemonia do futebol nacional e, caso fosse possível, reaver o prestígio internacional. Com a conquista do bicampeonato, a nível nacional, o projeto esteve perto de atingir a perfeição. Três campeonatos em seis possíveis não é excelente, mas é demasiado bom se tivermos em conta o passado negros dos últimos vinte anos. Para além disso, o Benfica conquistou uma Taça de Portugal (chegou a outra final), cinco Taças da Liga (que podem ser seis) e uma Supertaça Cândido de Oliveira (que podem ser duas). Repito, não sendo perfeito, o Benfica demonstrou uma grande força a nível interno neste último projeto.

 Jesus e Vieira, as duas caras de um projeto de sucesso do Benfica Fonte: Facebook do Benfica
Jesus e Vieira, as duas caras de um projeto de sucesso do Benfica
Fonte: Facebook do Benfica

No escalão internacional, a história muda de figura, ainda que a glória tenha estado a poucos centímetros das nossas mãos. Foram duas finais da Liga Europa perdidas, que, ainda assim, permitiram ao Benfica beneficiar de algum reconhecimento do mundo do futebol. Em suma, foi um projeto de sucesso, obviamente.

Resta-nos saber se o trajeto deste projeto terá o seu fim já na próxima sexta-feira, depois da partida frente ao Marítimo, ou se, pelo contrário, o caminho deste plano está longe de se extinguir.

O que é certo é que, independentemente da continuidade deste projeto ou da implantação de um novo, a conquista do tricampeonato terá obrigatoriamente de se tornar a prioridade máxima.

A qualidade desportiva que o Benfica alcançou nestes últimos anos tem claramente o dedo de Jorge Jesus, mas os objetivos do clube não podem ser revistos em momento algum, fique ou não o treinador português ao comando da equipa.

Felizmente para nós, já não é uma questão de treinador, mas sim de mentalidade. E foi precisamente essa falta de mentalidade vencedora, a cultura de vitória semana após semana, que tanta falta fez ao Benfica durante anos a fio. Agora que a recuperámos, caros leitores, este é o único traço que o Benfica não pode trocar, vender ou emprestar. Enquanto tivermos essa identidade em nós, estaremos sempre mais perto do sucesso.

Foto de capa: Sport Lisboa e Benfica

Sevilha 3-2 Dnipro: os reis da segunda

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Na final da Liga Europa, em Varsóvia, que opôs Sevilha e Dnipro, foram os espanhóis a sorrir no fim, confirmando, assim, o destacado favoritismo com que partiam para o encontro. O clube que conta com os portugueses Daniel Carriço (titular), Beto e Diogo Figueiras levantou o troféu (Liga Europa/Taça UEFA) pela quarta vez na sua história, tornando-se no clube mais galardoado da competição.

Numa partida desta dimensão, foi notório o desejo de ambas as equipas em vencerem, tendo em conta que o prémio era bem aliciante: uma entrada direta na fase de grupos da Liga dos Campeões, algo que acontece pela primeira vez na história destas competições (e que vale, desde logo, 12 milhões de euros). Assim sendo, Espanha poderá ser o país mais representado na Champions da próxima época, isto se o Valência passar o play-off de acesso, de modo a juntar-se a Barcelona, Real Madrid, Atlético de Madrid e, agora, Sevilha.

Os minutos iniciais viram os andaluzes controlarem o ritmo do jogo, com posse de bola e a tentarem criar perigo junto à área adversária, culminando com uma grande penalidade a favor do Sevilha, cometida sobre José Antonio Reyes que a equipa de arbitragem deixou por marcar. Porém foi o Dnipro (com Bruno Gama entre os suplentes), que esteve presente pela primeira vez na final de uma competição europeia, a inaugurar o marcador e bem cedo, logo aos sete minutos, na primeira vez que chegaram à baliza de Sergio Rico, numa jogada a quatro toques, fazendo lembrar o antigo futebol inglês, finalizada por Kalinic com um golpe de cabeça, em resposta a cruzamento de Matheus (antigo jogador do Sporting de Braga).

A partir daí, a sorte parecia favorecer o Dnipro, que pretendia fazer história em Varsóvia, tendo em conta que a equipa ucraniana havia vencido seis dos sete jogos na Liga Europa deste ano nos quais marcou o primeiro golo. Só que os campeões em título pretendiam algo diferente. Tendo estado por cima durante largo tempo na primeira parte, ao impor a sua alma de combate no jogo, o Sevilha protagonizou a cambalhota no marcador, com golos do polaco Grzegorz Krychowiak (aos 28’) e do colombiano Carlos Bacca (aos 31’). Mas, numa autêntica prova de que esta partida estava a ser disputada ao mais alto nível, o Dnipro voltou a restabelecer a igualdade no marcador, através do capitão dos ucranianos, Rotan, num livre direto bem marcado, no qual o guarda-redes Sergio Rico poderia ter ficado melhor na fotografia. Saiu, então, tudo em aberto para o intervalo.

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Varsóvia foi o palco da final entre Sevilha e Dnipro
Fonte: Facebook da UEFA Europa League

O segundo tempo viu o ritmo baixar em relação à vibrante primeira parte e foi o Sevilha a chegar-se à frente no momento determinante. Aos 72 minutos, perto da reta final do encontro, Vitolo aproveitou um erro da defesa adversária para fazer a assistência para o colombiano Bacca, figura de destaque, que fez o bis na partida e pôs o marcador em 3-2, resultado que perdurou até final. Até ao jogo terminar, ainda houve apreensão em torno de Matheus, que caiu sozinho no relvado, aparentemente tendo desmaiado, sendo posteriormente levado de maca para fora do relvado.

Uma palavra de apreço, ainda, para o Dnipro, cuja caminhada histórica, na qual eliminou vários adversários de maior portento europeu, apenas terminou na final, sendo um honroso vice-campeão. Caíram, mas de pé e com orgulho. E atenção ao que esta equipa, alinhavada no emergente talento da sua estrela, Konoplyanka, pode alcançar num futuro bem próximo.

O Sevilha conquistou, assim, a Liga Europa pela segunda vez consecutiva, afirmando-se, cada vez mais, como o clube a temer na competição. De salientar que três portugueses festejaram: Daniel Carriço (o único que participou no jogo e o atual recordista de jogos), Diogo Figueiras e Beto (herói na final do ano passado, que conquistou pela terceira vez este troféu). Agora, seguir-se-ão os milhões das Champions para os comandados de Unai Emery.

A Figura:

Carlos Bacca – Avançado colombiano confirmou o estatuto de goleador e afirmou-se como a figura de destaque da partida. Na primeira parte fez o golo que deu a primeira vantagem na partida ao Sevilha e na segunda, isolado por Vitolo, não tremeu e foi decisivo ao dar a vitória aos andaluzes, num momento crucial.  Com um bis, e ainda uma assistência para o golo de Krychowiak, Bacca deu a quarta Liga Europa/Taça UEFA ao seu clube.

O fora-de-jogo:

Dnipro sem conseguir segurar vantagem – A equipa ucraniana apanhou-se em vantagem no marcador logo no início da partida, porém não conseguiu contrariar o favoritismo e poderio ofensivo que o Sevilha vinha a demonstrar na partida, o que resultou na cambalhota no marcador por intermédio dos andaluzes ainda na primeira parte. Certamente que se o Dnipro tivesse conseguido segurar a vantagem até momentos mais avançados do jogo, poderia ter sido feliz no final.

Foto de Capa: Facebook da UEFA Europa League

Ajax, uma revolução na formação

cab reportagem bola na rede

O Bola na Rede sentou-se lado a lado com Paulo Bento, Domingos Paciência, José Couceiro, Ricardo Sá Pinto e muitos, muitos outros, no Fórum do Treinador em que se debateu o que às vezes falta debater no jornalismo desportivo: o futebol propriamente dito. Falou-se de lesões e das formas de as evitar, das experiências e virtudes dos treinadores portugueses que vão para o estrangeiro, da tecnologia e de como os treinadores a podem incorporar nas suas funções mas foi Ruben Jongkind, responsável pelo desenvolvimento de talentos da formação do Ajax, quem emprestou as mais interessantes ideias. Sobre a forma como é e como será a formação daqui em diante, o membro da estrutura do Ajax apresentou ideias como a divisão dos jovens em três grupos de desenvolvimento (Sub-7/Sub-12, Sub-13/Sub-16, Sub-17/Sub-21) ao invés dos escalões utilizados na Europa, a implementação de treinos na rua e de Futsal, para os sub-12 ou o acompanhamento aos jovens por três mentores, focando o desenvolvimento no individual ao invés do colectivo.

O Ajax sempre foi uma referência na formação. Provavelmente, dado os resultados apresentados, seria um dos clubes no mundo que menos necessidade teria de mudar. Mas, como todos aqueles que se querem manter no topo, o Ajax não se contenta com o sucesso passado e, ao olhar para dentro, altera e inova.

Os grupos de desenvolvimento

Ruben Jongkind surpreendeu ao apresentar uma nova forma de divisão sectorial: Sub-7/Sub-12, Sub-13/Sub-16, Sub-17/Sub-21 em vez dos escalões muito mais restritos que, por norma, não permitem a confluência de jovens com mais de dois anos de diferença. Qual o objectivo do Ajax? Promover às crianças estímulos competitivos maiores e dificuldades acrescidas. Em Portugal, Sporting, Benfica e Porto têm equipas infinitamente superiores às restantes (os resultados provam-no). Mas essa superioridade não estagna o desenvolvimento dos jovens? Não se tornariam melhores se competissem com equipas de um valor competitivo equivalente ao seu? Se pensarmos, as crianças que actuam nos grandes portugueses, no final de uma época… jogaram apenas 4x contra equipas de qualidade similar à sua. Se os jovens são promovidos aos escalões acima dos seus? Sim, claro. Mas, no caso do Ajax, essa promoção não acontece apenas para os dois ou três melhores jogadores, mas para todos. E não acontece apenas no momento de um jogo em específico, mas de forma regular.

Os treinos na rua e de Futsal

“Em Portugal é normal jogar em campos reduzidos. Na Holanda não. Estamos a mudar isso”. Se o Futsal é uma modalidade que predomina muito mais em Portugal e Espanha, comparativamente com os outros grandes países europeus futebolisticamente falando, também é verdade que cá não há o hábito de colocar jogadores de Futebol a praticar Futsal para o seu desenvolvimento. O benefício consiste em tentar inverter o cada vez menor tempo de prática em idades inferiores, visto que no futebol de rua ou no Futsal cada jogador tem um tempo de actividade directa (com bola ou, se sem ela, a disputá-la) muito superior ao Futebol de 7 ou, principalmente, ao de 11. Mais do que componentes tácticas ou físicas, em idades mais baixas os aspectos fundamentais a ser trabalhados são os técnicos, e nada há melhor para o desenvolvimento desses aspectos do que o tempo de prática. Nesse sentido, diz Ruben Jongkind, “há sempre um parque de estacionamento livre“. Para além disso, o Futsal e o Futebol na rua significam tornar cada vez mais rápido o raciocínio e a tomada de decisão, pela intensidade que o pouco espaço confere ao jogo.

Ruben Jongkind, no Fórum do Treinador Fonte: Facebook do Fórum do Treinador
Ruben Jongkind, no Fórum do Treinador
Fonte: Facebook do Fórum do Treinador

Os mentores 

Uma das ideias menos expectáveis terá sido a de que o foco do desenvolvimento nos jovens se centra no individual e não no colectivo. A razão, disse o holandês, é simples. “Um plantel inteiro nunca se estreou na equipa principal, chegam lá individualmente”. Por isso, o plano passa por colocar três profissionais, cada um na sua área predilecta, à volta do jogador e esperar que ele, desta forma, tenha todas as condições para não depender de factores externos que o possam prejudicar. Um treinador com quem se dá mal, por exemplo. Assim, os mentores têm um grupo de cerca de dez jogadores de diferentes idades (mas do mesmo grupo de desenvolvimento, conforme foi explicado anteriormente) e, uma vez por semana, orientam uma sessão de treino integrada pelos seus jovens… de diferentes idades. Outro dos objectivos e fundamentos é que “mais olhos analisam melhor” e, com vários mentores envolvidos, há uma maior capacidade de correcção de erros e de consequente evolução para os jogadores. No fim, tudo se trata de evolução. “A nossa forma de pensar mudou do ganhar para o desenvolver. Se o melhor jogador dos sub-17 deve ir aos sub-19, vai. Se perdemos, é igual. Chegámos a jogar com jogadores sub-15 na equipa sub-19”, encerrou Ruben Jongkind.

A alimentação de que a formação também precisa

Sobre a formação mas não só, o Ajax também planeia lançar os jogadores que não forma… ou que não forma desde início. Só no seu país, o clube de Amsterdão revelou que trabalha com mais de 40 equipas amadoras e 25 mil jogadores. Segundo diz, se “há menos peixe, tem de se pescar melhor”. O mesmo será dizer que, com o crescimento do scouting nos restantes clubes a coincidir com uma regressão do tempo de prática dos jovens, o Ajax tem de se aplicar para conseguir atrair os melhores jovens que ainda não estão nos maiores clubes holandeses. Para isso, o clube já sugeriu à federação holandesa aumentar as compensações aos clubes amadores em caso de transferências de forma a possibilitar a esses clubes condições que lhes permitam continuar a desenvolver bons talentos, mais tarde muito rentáveis para clubes como o Ajax ou PSV, mas que só o serão se desenvolvidos com qualidade na sua fase mais embrionária da formação.

Perante estas quatro questões fundamentais na formação do Ajax, uma das mais bem cotadas no mundo, resta a questão: e em Portugal, fariam sentido as mesmas medidas e a mesma linha de pensamento? Jongkind disse que em Portugal se olha mais para o resultado na formação e “que é uma forma de ver as coisas”. É a correcta? O tempo dirá se esta reformulação na academia do Ajax vai dar os seus frutos ou se não, mas o espírito inovador e a coragem para mudar terá de ser admitida aos dirigentes do Ajax que, sobretudo, não pretendem dormir nos louros passados.

Época de lançamento… ou de falhanço total!

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atodososdesportistas

Depois do jogo de ontem em Penafiel, que culminou com vitória por 2-0 a favor dos Dragões, fecham-se as cortinas da época desportiva azul-e-branca e já se começa a olhar para a que vem aí. Como sempre afirmei, Lopetegui teve um enorme desafio pela frente ao ter de montar uma equipa praticamente de raiz e sem o seu capitão Helton, única figura dos Dragões que se pode assemelhar a João Pinto, Jorge Costa, Deco ou Victor Baía.

Com um começo atribulado devido à excessiva rotação no meio campo Portista, Lopetegui fez um mea-culpa e começou a solidificar o seu tridente do sector intermédio e assim a criar um 11 base, constituído por: Fabiano (quanto a mim um dos elos mais fracos deste Porto); Danilo, Maicon, Marcano e Alex Sandro; Casemiro, Herrera e Óliver; Brahimi, Tello e Jackson. E foi este 11 que fez o Porto ser, de longe e durante largos meses, a melhor equipa a jogar futebol em Portugal. Mas o técnico espanhol voltou a claudicar quando não devia, como por exemplo, no jogo dos barreiros, onde “inventa” um Quintero a extremo ou na Luz quando se apresenta com uma equipa com 5 alterações em relação ao “normal”. Não falarei hoje das arbitragens, que foram a principal causa do Benfica campeão e do Porto não campeão, até porque já o fiz e hoje quero focar-me no meu clube e não nos claros factores externos que toda a época empurraram uns para cima e puxaram outros para baixo.

Como disse também anteriormente, acho Lopetegui o homem certo no lugar certo, e mantenho isso. Penso que cresceu e que a comunicação social também fez dele um “fantoche”, a lembrar o que a comunicação espanhola fazia com Mourinho. E claro, o timoneiro dos Dragões tinha de se defender, e a distorção do contexto de suas palavras fizeram-no parecer um “chorão”. Mas, continuando, penso que o Porto tinha obrigação de fazer muito mais do que fez, mas ainda assim dou uma segunda e derradeira chance ao meu treinador. Como sei que ter Mourinho, Villas-boas, Klopp ou Ancelotti no Porto não é sequer um possibilidade, apenas “trocava” o meu técnico por Jorge Jesus ou… Vítor Pereira. Sou um fã de Jorge Jesus assumido desde os tempos do Braga, e penso que tem feito maravilhas no reino da Luz e que com uma estrutura como a do Porto tinha condições de fazer bem mais e melhor. Já VP, o eterno “mal-amado” da atmosfera azul-e-branca, pegou no plantel com o balneário mais difícil de sempre do Porto e tornou-o bicampeão nacional – duas vezes de forma épica. Seria sempre um “seja muito bem-vindo, mister!”, da minha parte.

Lopetegui (na foto) é o treinador certo para o FC Porto. Fonte: Facebook Oficial FC Porto
Lopetegui (na foto) é o treinador certo para o FC Porto.
Fonte: Facebook Oficial FC Porto

Mas isto tudo são ilusões, por isso, o que fará Lopetegui na época que vem, sabendo que vai ter de “montar” nova equipa, agora que conhece a realidade do nosso futebol?

Helton: Tem de se manter como “número 1”, com Fabiano a ser emprestado, Ricardo a suplente e com o jovem Godiño a completar o lote de guardiões, sendo que o último jogaria pela equipa B;

Danilo: Com a já mais que certa saída para o Real Madrid, penso que é uma das prioridades da equipa azul-e-branca adquirir um lateral tão competente como Danilo; e desse ponto de vista, Marcos Rocha perfila-se como natural sucessor, embora um lateral com experiência na europa fosse mais a minha escolha…

Casemiro: Ainda é incerta a permanência do internacional brasileiro nas fileiras do Dragão. Depois de uma época fantástica, os adeptos do Real Madrid exigem a integração do jovem jogador no plantel madrileno já na próxima temporada. Dadas as boas relações entre as instituições e o excelente trabalho que o Porto fez com Danilo, não era de estranhar que o Real enviasse para o Dragão Lucas Silva ou Illarramendi, com o mesmo propósito de fazer o mesmo que fez com Casemiro. De todo o caso, eu preferia que fosse alcançada a permanência do médio defensivo.

Óliver: Aqui se prende uma das dúvidas “nucleares” deste futebol clube do Porto (a par de Jackson). O jovem espanhol demonstrou ser o próximo maestro da selecção espanhola e pegou cedo na batuta portista, mostrando uma maturidade não vista até então desde Lucho Gonzalez, em estilos diferentes, claro. Não passa de uma ilusão pensar que o espanhol irá permanecer no Norte do país, pois Simeone não anda a dormir e sabe que está ali um diamante com todas as condições de jogar num Atlético que sente, por vezes, falta deste “sangue fresco”. Com Quintero a continuar sem se afirmar e sem conseguir expor o seu futebol (que em nada é inferior ao de Óliver), quem poderá o Porto “repescar” para aquela posição de dinamização de jogo?

Brahimi/Tello: Duas dúvidas também no ar da próxima época: Brahimi, pois tem “tubarões” como Bayern ou Manchester atrás dele e Tello, pois, com a imposição da UEFA de impedir o Barcelona de inscrever jogadores durante dois anos, a solução de Luis Henrique pode ser a de repescar de jogadores emprestados, embora no caso do Espanhol, o Porto tenha salvaguardada uma opção de compra. Resta saber se o Espanhol aceita permanecer do Dragão…

Jackson: É praticamente uma certeza: vamos perder uma dos melhores avançados da Europa. E as baterias já se devem apontar para o seu sucesso: Aboubakar estará preparado para tamanha pressão? Demonstrou ser um jogador muito interessante e quando jogou, marcou e jogou bem, com grandes golos à mistura; mas é uma pressão enorme, e veremos se o avançado Camaronês está preparado. Quero e exijo ver Gonçalo Paciência integrado no plantel da época que vem e gostei da contratação Alberto Bueno ao Vallecano, jogador que me parece muito interessante.

Posto isto, e voltando ao título do meu texto, ou esta foi uma época de “lançamento” daquilo que será um Porto mais sólido no futuro (ou seja, próxima época) ou esta aposta na ruptura revelar-se-á um falhanço total! Mas eu acredito que o nosso ciclo ainda não terminou, apenas temos um Benfica mais competente e com um treinador que sabe um pouquinho mais que os outros em Portugal…

Vamos lá, somos Porto e a nossa chama não se apagará só porque em dois anos apenas ganhámos uma supertaça de Portugal… Quem dera a muitos em dois anos terem ganho isso a certo momento de um passado recente… Continuamos a ser os melhores do Século XXI em Portugal, quer se queira, quer não!

Foto de capa: Facebook Oficial FC Porto

“A única coisa que transcende a existência do ser humano é a sua obra” – Maxim Gorky

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Numa altura em que havia um número considerável de jogadores russos a jogar na liga espanhola, chegou às Astúrias, proveniente do Dynamo Moscovo, um avançado altamente versátil com uma velocidade fora do normal e com uma taxa de eficácia bastante considerável para um jogador com as suas características. Nascido na antiga cidade de Gorky (actual Nizhny Novgorod), este pequeno avançado de nome Dmitri Cheryshev veio reforçar o contingente russo do Sporting Gijón, no qual já figuravam dois internacionais de grande qualidade daquele país do leste da Europa: Igor Lediakhov e Yuri Nikiforov.

Dmitri, actualmente com 46 anos, é a razão pela qual temos hoje no futebol espanhol um futebolista de elevada qualidade como é o seu filho Denis Cheryshev, que completou uma época de elevada qualidade ao serviço do Villarreal por empréstimo do Real Madrid.

Denis Cheryshev – O novo menino de ouro do futebol russo Fonte: Página do VK de Denis Cheryshev
Denis Cheryshev – O novo menino de ouro do futebol russo
Fonte: Página do VK de Denis Cheryshev

Tal como o seu pai, Denis nasceu em Nizhny Novgorod e foi para Espanha com apenas seis anos, quando Dmitri assinou pelo Sporting Gijón, e foi nessa equipa Asturiana onde começou a dar os primeiros toques na bola. Em 2001, depois de cinco anos no El Molinón, Dmitri assinou contrato com o Burgos e o jovem Denis seguiu novamente as pisadas de seu pai. Aos 12 anos de idade, Denis dá o salto para as equipas jovens do Real Madrid, mas mais uma vez não foi sozinho, já que o seu pai, que havia pendurado as botas após uma curta passagem pelo Real Aranjuez, se juntou a ele ocupando o cargo de treinador nas camadas jovens da equipa Merengue.

O pequeno Denis Cheryshev cresceu e foi, aos poucos, tornando-se um jogador de excelência, cujas excelentes exibições não passaram ao lado de Alejandro Menéndez que, na temporada de 2010-11, comandava o Castilla (a fábrica de futebol Madrilista) e que antevia um futuro brilhante para o jovem russo: “Tiene mucho margen de progresión. En los últimos años le faltaban minutos y algo de tranquilidad en su juego y ahora los ha adquirido y tiene confianza. Puede convertirse en un jugador de élite”.

Em 2012, ainda ao serviço do Castilla mas já sob a batuta de um treinador diferente (Alberto Toril), Cheryshev deixou de jogar como avançado, posição que tinha vindo a ocupar até então, e passou a desenrolar o papel de extremo esquerdo. Foi aliás a actuar nessa posição que Denis começou a provar ser um jogador altamente desiquilibrador, fazendo uso da sua velocidade, excelente visão de jogo e finta curta, algo que o tornava num verdadeiro tormento para as defesas adversárias.

O clã Cheryshev – Dmitri e Denis Fonte: Página do Sovsport.ru
O clã Cheryshev – Dmitri e Denis
Fonte: Página do Sovsport.ru

A evolução de Denis não passou ao lado do sempre atento José Mourinho, que convidou o jovem a integrar os treinos da equipa principal do Real Madrid e que o incluiu nos eleitos para a Champions League, após Cheryshev ter marcado um dos golos do Castilla no mini-Classico frente ao Barcelona B nesse ano. Numa entrevista dada a um jornal russo em 2012, Cheryshev não poupou elogios ao treinador português e realçou a forma como este tratava os jogadores mais jovens: “Mourinho no es el mismo que pinta la Prensa. Tengo grabado cómo nos trata a nosotros, los canteranos. Lo hace con todo respeto, sin hacer distinciones entre los jugadores. La primera vez que hablé con él cara a cara creía que el corazón se me salía del pecho”.

A saída de José Mourinho e as ideias algo irrealistas que Carlo Ancelotti tinha para o jogador (o técnico italiano via em Cheryshev uma possível alternativa a Marcelo para o lado esquerdo da defesa Merengue) precipitou a saída, por empréstimo, para o Sevilla em Setembro de 2013. O que começou como uma época promissora terminou numa verdadeira desilusão, uma vez que Cheryshev, por motivos vários, incluindo diversas lesões, não conseguiu deixar a sua marca no Sanchez Pizjuán.

No passado Verão, Cheryshev rumou ao Villarreal, dando assim um passo bastante importante na sua carreira. Contrariando a ideia de alguns que o criticaram por recusar uma proposta tentadora do FC Zenit, o jovem russo pegou de estaca na equipa de Marcelino Toral. O talentoso treinador do Submarino Amarillo soube retirar o melhor do extremo russo que rapidamente se tornou um dos principais jogadores da equipa. Cheryshev marcou quatro golos esta época, um deles em Camp Nou frente ao todo-poderoso Barcelona de Luis Enrique, mas mais importante do que isso foram as nove assistências para golo que fez (apenas Ronaldo e Messi atingiram um número maior). Cheryshev participou em mais de 40 partidas esta época mas uma lesão algo complicada afastou o russo da equipa nesta fase final da temporada. De qualquer forma, o jogador russo assinou uma temporada de alto nível com o Villarreal varrendo para canto todos os seus críticos, que, não há muito tempo atrás, teimavam em apelidá-lo de “flop” e punham constantemente em causa todo o seu valor.

Denis, que de acordo com os meios de comunicação social estará a caminho da Premier League para jogar no Liverpool na próxima época, é um jogador de excepção dentro e fora de campo, sendo descrito por todos como um individuo extremamente educado e, acima de tudo, como um excelente companheiro. O seu pai Dmitri, que em 2011 voltou ao país que o viu nascer para dar continuidade à sua carreira de treinador, corrobora essa teoria e não hesita em realçar todas as qualidades do novo representante do clã Cheryshev: “Es rápido, valiente, técnico, zurdo, con buen golpeo y gran visión de juego. Puede dar último pase. Trabaja muchísimo. Y lo más importante: es un buen compañero”.

Perder e ganhar, tudo no mesmo dia

cab desportos motorizados

Chegou o fim-de-semana do Grande Prémio do Mónaco. E com ele, todas as emoções, curvas apertadas e toques perigosos que tornaram o circuito monegasco no mais famoso do Campeonato do Mundo de F1. E quem, como eu, vivia a magia do Mónaco nos jogos para a PlayStation, pode somente imaginar o que deve ser vivê-la na realidade. Como já várias vezes aqui referi, a competição está claramente partida e dividida; Rosberg, Hamilton e Vettel voltaram a ser os protagonistas.

Lewis Hamilton começou bem, ao garantir a sua primeira pole em Monte Carlo. Numa qualificação atribulada, com duas penalizações, Rosberg garantiu a saída da segunda posição e Vettel colocou o Ferrari na segunda linha. A Red Bull volta a afirmar-se como a terceira melhor equipa: aliás, Ricciardo e Kvyat conseguiram mesmo qualificar-se à frente de Raikkonen. Os dois jovens pilotos voltaram a pôr a equipa nos lugares cimeiros e estão a devolvê-la à glória que outrora teve.

Hamilton saiu forte e manteve bem seguro o primeiro lugar, chegando aos 3 segundos de diferença à décima primeira volta. O piloto da Mercedes controlou a corrida desde o arranque e acabou por perdê-la por motivos alheios a si mesmo. Mas já lá vamos. O inglês foi fugindo durante toda a corrida, mostrando um grande controlo da vantagem; a Mercedes, até aqui, ia garantindo mais uma dobradinha.

Mas, à 62ª volta, o acidente entre Grosjean e Verstappen alterou o curso de toda a prova. Apesar de, felizmente, o piloto da Toro Rosso ter saído ileso, o embate foi violento e o carro do holandês ficou desprovido da roda esquerda frontal. Mas mais do que o abandono de Max Verstappen, este acidente foi fulcral na frente da corrida: com a entrada do safety-car, a vantagem de 15 segundos de Hamilton sobre Rosberg é completamente anulada.

O vencedor e o derrotado do GP do Mónaco Fonte: Facebook Mercedes AMG Petronas
O vencedor e o derrotado do GP do Mónaco
Fonte: Facebook Mercedes AMG Petronas

E se tenho vindo a elogiar a estratégia de paragem nas boxes da Mercedes, admito hoje o erro monumental de Toto Wolff, chefe de equipa. Depois da entrada em pista do safety-car, o inglês foi chamado a trocar de pneus, perdendo assim a liderança. Quando regressa, Rosberg e Vettel já haviam arriscado e passado para a frente da corrida. Apesar de ter pneus novos, contrastantes com os de 30 voltas dos oponentes, Lewis Hamilton não mais consegue aproximar-se dos lugares cimeiros, chegando mesmo a desabafar via rádio: “perdi esta corrida”.

Rosberg venceu. Vettel garantiu o segundo lugar. Hamilton ficou na última posição do pódio por erros de timing da Mercedes. E no campeonato, apesar de continuar em primeiro, a diferença para Rosberg é de apenas 10 pontos. Nota positiva para Jenson Button, que garantiu os primeiros pontos da McLaren. Desilusão, mais uma vez, para Pastor Maldonado: o piloto da Lotus apenas terminou o GP do Bahrain.

Rosberg junta-se a Senna e ganha pela terceira vez consecutiva em Monte Carlo, que volta a revelar-se um circuito complicado para Lewis Hamilton. A Mercedes perdeu e ganhou o GP do Mónaco, tudo no mesmo dia. A 7 de Junho, no Canadá, Rosberg tem a oportunidade de discutir a liderança do campeonato.

Foto de Capa: Facebook Mercedes AMG Petronas

Olheiro BnR – Fábio Sturgeon

olheiro bnr

A boa campanha do Belenenses neste campeonato nacional, que até poderá ainda passar por um surpreendente apuramento para a Liga Europa, está também a ser assente em algumas jovens promessas, sendo um perfeito exemplo o avançado Fábio Sturgeon.

Atacante polivalente, rápido e evoluído tecnicamente, trata-se claramente de um jogador a prometer altos voos, lembrando, inclusivamente, pelas suas características os primeiros tempos de Jorge Cadete, quando o ex-internacional português também era colocado preferencialmente nos flancos do ataque.

Há seis anos no Belenenses

Fábio Miguel dos Santos Sturgeon nasceu a 4 de Fevereiro de 1994 na Charneca da Caparica, tendo começado a sua carreira precisamente no Charneca da Caparica, isto antes de mudar-se para o Pescadores e, em 2010/11, para o seu actual clube, o Belenenses.

No emblema do Restelo, estreou-se ao nível do futebol sénior logo em 2011/12, quando o Belenenses ainda se encontrava na Segunda Liga, ainda que apenas tenha começado a jogar com verdadeira regularidade na presente temporada de 2014/15, na qual soma 35 jogos e dois golos.

Faz todas as posições do ataque

Fábio Sturgeon faz todas as posições do ataque, podendo actuar como extremo (à direita ou à esquerda), segundo avançado ou mesmo “dez”, ainda que me pareça que acabará por perceber-se que será em zonas centrais, como avançado de suporte, que terá mais condições de desenvolver todo o seu potencial.

Nesta fase mais embrionária da carreira, ainda assim, é muitas vezes colocado nas faixas, nomeadamente a direita, onde também mostra valências mais do que suficientes para ser útil, uma vez que é raçudo, rápido, explosivo, tecnicista e desequilibrador.

Inegável, de qualquer maneira, é que, enquanto joga sobre os flancos, se desvanecem muitas outras das suas qualidades, sendo de destacar a sua excelente visão de jogo e capacidade de criação em zonas centrais, isto sem esquecer a excelência do seu último passe e a sua boa meia-distância.

Foto de Capa:  Os Belenenses SAD

A parábola da ingratidão

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Que o futebol é um jogo de emoções, isso já toda a gente sabe. Que o futebol nos leva a estados de alma como talvez nenhuma outra coisa consegue, isso também é de conhecimento geral. É um jogo e só por isso, nesta equação, a emoção está presente. É indiscutível que sempre foi assim e sempre será no futebol e no desporto em geral. Quanto a isso, não há volta a dar. Quer queiramos quer não, no que toca a emoções, é uma evidência que estas se tornam cada vez mais intensas à medida que o fim da história se aproxima. Como em tantas outras áreas – o cinema, a música, a literatura – não raras vezes o clímax de cada atividade leva a que a nossa exteriorização emocional seja mais forte que nunca.

No futebol, os picos de emoção não são constantes. Afinal de contas, para um simples adepto, não é a mesma coisa ver um FC Porto – Penafiel ou um FC Porto – Bayern, como não será a mesma coisa para um amante de literatura ler um clássico ou um livro de trazer por casa. No campeonato que termina este fim de semana, os adeptos portistas terão tido possivelmente mais picos de emoção do que o que esperavam. Aliás, não deixa de ser interessante recuar na história cerca de dez meses e ver que, no início da temporada, seriam quase todos os que previam um passeio ao longo desta época para o FC Porto. Não vou dissecar novamente o porquê de esta época ter sido um fracasso em termos desportivos, e não, não vou voltar a carregar sobre Julen Lopetegui ou sobre a atitude de muitos dos jogadores.

Neste texto, decidi analisar uma das semanas mais tristes a que assisti nos últimos tempos na nação portista. O empate no Restelo, que simbolizou a entrega final do título ao rival, foi o rastilho para que a fogueira finalmente se acendesse. A partir daquele momento, e até porque as televisões, as rádios e os jornais nos preenchiam o olhar com a festa adversária, a contestação acabou por chegar. Mascarada ou não, o que é facto é que, mesmo tendo visto as competições a cair aos poucos, aquilo que aconteceu à chegada da equipa ao Dragão no último domingo foi o primeiro e único capítulo deste tipo de manifestações. Justo ou não, o facto é que os adeptos portistas, tão contestatários em outras ocasiões – em que provavelmente tinham menos razões para protestar – decidiram, ao fim de nove meses de competição, sair à rua. Como em outras ocasiões, esperaram pelos principais jogadores. De treinador a jogadores, ninguém escapou à sua fúria e à sua indignação pelo jogo miserável que a equipa tinha acabado de realizar no Estádio do Restelo. Enquanto observador, considerei de todo justa aquela receção. Depois de uma exibição tão miserável como aquela, alguém tinha de fazer alguma coisa. E não, não estou a falar do joelho no chão de Lopetegui ou do banco partido no Restelo. Falo dos adeptos porque, quer se queira quer não, são eles que sustentam o clube nos bons e nos maus momentos e por isso devem ser os primeiros a poder reclamar.

Uma das frases que marcou o jogo Fonte: Fotos da Curva
Uma das frases que marcou o jogo
Fonte: Fotos da Curva

No entanto, o que mais me preocupou foi o que vi a seguir, no primeiro treino da semana. Com pás e picaretas, os Super Dragões decidiram bloquear as ruas que dão acesso ao Centro de Estágios do Olival. A meu ver, a ideia foi, a todos os níveis, notável. De facto, depois de um jogo como o do Restelo, também eu fiquei com a opinião de que se calhar os jogadores não precisavam de trabalhar mas sim de umas boas horas no duro para verem o que realmente é trabalho. Contudo, e voltando ao início do parágrafo, aquilo que se seguiu a este episódio foi, a meu ver, ridículo. Em primeiro lugar, a reação da direção portista, na newsletter Dragões Diário, que aceitou o descontentamento dos adeptos mas se insurgiu contra aquela suposta interferência da claque na planificação da equipa, utilizando o histórico bloqueio de Cuba para mostrar ao público portista que uma ação daquelas já não se justificava. Objetivamente, parece-me claro que a direção portista deu um completo tiro ao lado ao usar uma analogia destas e a repudiar de forma tão veemente um protesto tão pacífico. Ao ler uma inquietação tão grande apenas porque uma centena de adeptos decidiu ser “original”, não deixei de me lembrar daquela célebre noite, depois de uma derrota em Coimbra, em que os adeptos portistas atiraram tochas para o autocarro e quase obrigaram a que este parasse. Naquela altura, se bem me recordo, não houve newsletter alguma ou recado algum que repudiasse o que quer que fosse. Talvez seja uma simples curiosidade ou coincidência.

Como não podia deixar de ser, a claque acabou por não se esconder atrás das palavras da direção. Num texto com várias referências a palavras do comunicado portista na newsletter do clube, a claque vincou o seu direito à contestação. “Os deveres que temos perante o nosso clube são também acompanhados pelos direitos. Não perceber isso é pensar que só servimos para aplaudir”, lia-se na mensagem dos Super Dragões. Tivesse esta troca de palavras ficado por aqui e seria o primeiro a dizer que a claque portista teria dado uma verdadeira bofetada de luva branca à direção portista. De facto, um protesto com pás e picaretas não justificava uma reação daquelas, até pela importância que os Super Dragões têm para o FC Porto.

É certo que a claque liderada por Fernando Madureira tem vários capítulos que envergonharam o clube mas também é facto que, de há uns anos para cá, a situação tem-se alterado, o que tem contribuído para uma maior pacificação entre as claques dos clubes grandes. Para além disto, para um clube como o FC Porto, penso que uma mensagem destas só mostra a tal ingratidão de que hoje falo. Nas vitórias e nas derrotas, nos bons e nos maus jogos, eles estiveram sempre lá. Vendo equipas gloriosas e outras absolutamente medíocres, eles estiveram sempre lá. Por tudo isso, uma mensagem como aquelas era completamente desnecessária, tendo em conta a razão pela qual os protestos tinham sido originados.

Ainda assim, neste “duelo de emoções e de recados”, o jogo contra o Penafiel acabou por simbolizar o toque final, não só na época mas nesta disputa entre os dois lados da barricada. E aqui eu não posso concordar totalmente com o que as duas claques portistas fizeram durante o jogo contra os durienses. Mas vamos por partes: ao longo da temporada, não raras vezes eu próprio alertei para algo que me perturbava no clube. A falta de palavras da direção levou a que Lopetegui tenha sido quase sempre o único a dar o peito às balas. Também por isso, por parecer estar tão sozinho, o treinador espanhol cometeu tantos erros, ao não saber nunca quando falar e quando estar calado. Pinto da Costa admitiu-o, na entrevista dada ao JN, mas diria que, neste caso, as ações teriam sido bem mais importantes do que estas palavras. Aquilo que a direção devia ter percebido desde o início é que Lopetegui estava no seu primeiro ano enquanto treinador de equipa grande, no primeiro ano enquanto treinador no campeonato português e, no meio de tantos erros próprios e alheios, alguém o devia ter protegido.

Este foi o jogo de despedida de Danilo(e provavelmente de Helton) Fonte: Facebook do FC Porto
Este foi o jogo de despedida de Danilo(e provavelmente de Helton)
Fonte: Facebook do FC Porto

Nunca o fizeram e também por isso, tal como referi no meu último texto, tornou-se difícil separar o trigo do joio relativamente ao técnico espanhol. Por tudo isto, aquela primeira tarja mostrada pelos Super Dragões, no início da partida contra o Penafiel, fazia todo o sentido. “Existe no silêncio tão profunda sabedoria, que às vezes ele se transforma na mais perfeita resposta”, lia-se. A frase, tão simples quanto acertada, simbolizava muito daquilo que tinha sido a época e muito do que tinham sido os erros da estrutura portista. Infelizmente, o problema veio depois, com o decorrer dos minutos e da exibição paupérrima da equipa.

Mesmo tendo feito mais uma exibição muito cinzenta, penso que a equipa não merecia grande parte do comportamento que os adeptos tiveram. Em relação às claques, ver mensagens como “Hoje são 90 minutos à vossa imagem, sem mexer uma palha” é, a meu ver, absolutamente ridículo, sobretudo se atentarmos que estes são os mesmos adeptos que há bem pouco tempo foram ao aeroporto depois de uma goleada sofrida em Munique. Para além disso, e apesar dos erros que a equipa cometeu, dizer que a equipa não “mexeu uma palha” durante a época não tem o mínimo fundamento. É certo que o campeonato foi, em grande parte, perdido por erros próprios, mas não nos podemos esquecer do futebol de qualidade que a equipa praticou em vários momentos e da imagem europeia que deixou na Liga dos Campeões. É certo, e eu sou o primeiro a admitir, que um plantel como estes podia e devia ter sido campeão. Mas uma coisa é mostrar onde se errou e outra bem diferente é ser-se demagogo e mudar de postura de forma tão fácil como se muda de camisa. Para mim ser adepto não é isso.

Para além da inacreditável assistência da época (pouco mais de 16000 adeptos), outra das coisas que mais me perturbaram na última sexta-feira foi ter visto as duas claques – Coletivo Ultras 95 e Super Dragões – abandonarem as bancadas do Dragão a cerca de cinco minutos do fim da partida. Num jogo que é o último do campeonato, sendo um jogo que simbolizava a despedida de jogadores como Danilo, (muito provavelmente) Jackson e talvez Helton, como é que se explica que as duas claques tenham simplesmente saído do estádio? Sendo os últimos momentos de pelo menos dois dos jogadores mais importantes do clube nas últimas temporadas, há algo que explique um comportamento destes? Sinceramente, eu acho que não. Neste mesmo texto, dei a razão às claques de protestarem pelo comportamento da equipa. Com uma exibição daquelas no Restelo, aquilo que os Super Dragões fizeram se calhar até foi pouco para aquilo que os jogadores mereciam, tendo em conta o clube que defendem.

Aquilo que eu não consigo perceber é que, no meio de birrinhas idiotas com a direção, este tipo de adeptos possa fazer uma coisa destas a alguns jogadores do plantel. Mesmo podendo ter alguma razão do seu lado, penso que eles próprios tê-la-ão perdido ao fazerem aquilo, abandonando a equipa e deixando sem uma última despedida jogadores que a mereciam. Não é preciso fazer-se grandes cálculos para se perceber a importância de Danilo e Jackson ao longo das últimas épocas: 92 golos marcados pelo colombiano, com mais dez do brasileiro e vários momentos de bom futebol dados por dois jogadores de classe mundial. Ao longo de três épocas e meia (Danilo) e três (Jackson), mesmo tendo cometido muitos erros, eles foram quase sempre as figuras maiores do plantel. Por tudo isso, aquilo que vi no Dragão na última sexta-feira envergonhou-me. E envergonhou-me mais por saber que os adeptos que abandonaram o Dragão são os mesmos que veneram um jogador que foi parar ao museu do clube por ter feito um golo aos 92 minutos. E envergonhou-me por saber que são os mesmos adeptos que veneram um jogador que acabou um clássico aos beijos com o treinador rival.

Possivelmente serei muito criticado por este texto, mas depois do que vi no anfiteatro portista não podia deixar de assinalar aquilo que aconteceu na última semana, porque me entristeceu. E sobretudo porque mostrou uma das coisas mais tristes que alguém pode demonstrar: ingratidão. Em primeiro lugar a direção, pelo que disse do protesto da claque. Depois os adeptos, que não apareceram no último jogo de campeonato. E por último as claques, que decidiram abandonar o estádio e esquecer-se de que havia jogadores que não mereciam aquilo que eles fizeram. Talvez não fosse mal pensado mostrarem a todos as imagens deste fim de semana – em Espanha, com a despedida de Xavi; na Alemanha, com a despedida de Klopp; ou em Londres, com a despedida de Drogba – para ilustrar que a falta de memória é uma das piores coisas no futebol. Para mim, o que se passou na semana portista foi triste e sinceramente espero que tenha sido uma exceção de ambas as partes. E isto porque, mesmo quando se perde, há certos valores que não podem ficar esquecidos. Espero é que no fim de tudo isto, todos sem exceção metam isto na cabeça. Pelo bem do clube.

Foto de capa: Fotos da Curva

Benfica vence Sporting na final da Taça e faz dobradinha

cab hoquei
Depois de ontem o Benfica ter eliminado o Óquei de Barcelos com uma vitória apertada (3-2) e de o Sporting ter deixado pelo caminho a formação da Oliveirense (4-1), os encarnados levantaram hoje a Taça de Portugal de hóquei em patins após um triunfo por 3-0 sobre os leões. Numa tarde de muito calor em Vila Franca de Xira, o pavilhão José Mário Cerejo aqueceu com o ambiente que os adeptos construíram à volta do jogo. Terão estado cerca de 1300 adeptos nas bancadas, o que significa dizer que o recinto esgotou.

O Benfica começou o jogo a dominar. Os encarnados tinham a posse da bola, atacavam e rematavam mais mas não conseguiam marcar. Por entre uma série de defesas, umas mais complicadas que outras, o guarda redes do Sporting André Girão ia gritando com os colegas para que estes não dessem tanto espaço para o remate exterior das águias. Faltava inspiração de ambos os lados e quando, aos 21 minutos, Carlos Nicolia falhou um penálti, parecia inevitável que o jogo chegasse ao intervalo empatado a zero. No entanto, a 30 segundos do descanso, Nicolia redimiu-se do erro e, aproveitando um buraco enorme na zona central da defesa do Sporting, inaugurou o marcador.

Na zona de acesso aos balneários instalou-se a confusão entre os jogadores, que chegaram mesmo a trocar agressões. A polícia foi forçada a intervir para acalmar os atletas, as respetivas equipas técnicas e também os adeptos. Na sequência dos incidentes, Tiago Losna, do Sporting, e Pedro Henriques, do Benfica, foram expulsos.

À saída para o intervalo  instalou-se a confusão entre os jogadores
À saída para o intervalo instalou-se a confusão entre os jogadores

Na segunda parte, o Sporting continuou com dificuldades em contruir jogadas de ataque e só não viu a vantagem encarnada aumentar mais cedo porque Nicolia continuava perdulário no frente a frente com Girão. Desta vez, desperdiçou um livre direto a castigar um cartão azul mostrado a Daniel Oliveira. Os cartões azuis sucediam-se para o lado verde e branco, com André Moreira e Ricardo Figueira a serem afastados do jogo por dois minutos. O capitão do Sporting, Ricardo Figueira, não conseguir concretizar um livre direto (o Benfica tinha atingido as 10 faltas) e simulou uma grande penalidade, o que lhe valeu o cartão azul.

A decisão, diga-se algo exagerada, fez aumentar o tom dos protestos vindos do banco de suplentes dos leões e também das bancadas. Protestos que atingiram o seu auge, quando, num lance muito discutível, a equipa de arbitragem decide marcar mais um penálti a favor do Benfica. Desta vez, João Rodrigues foi chamado a marcar e não falhou, aos 13 minutos da segunda parte. Mal se deu o reatar da partida, o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, abandonou as bancadas do pavilhão.

Nicolia ainda iria bisar na partida e fazer o 3-0 para os encarnados. Quando soou a buzina no pavilhão a marcar o fim da partida, os jogadores leoninos recolherem de imediato aos balneários. No terreno de jogo, ficaram os jogadores do Benfica, que, depois de receberam as medalhas, festejaram largos minutos com os adeptos, mostrando a taça e distribuindo sticks, joelheiras e camisolas.

Com esta vitória, o Benfica soma o campeonato à taça e ultrapassa o FC Porto como o clube com mais Taças de Portugal (15).