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Tóquio 2020, Ténis de Mesa #3: China, como o algodão, não engana

É com muita pena que relembro o pouco balanço que houve a fazer da participação portuguesa nos Jogos Olímpicos no que toca ao Ténis de Mesa, uma vez que não conseguimos avançar no pote dos últimos 16. Não obstante este facto, a modalidade que mais se parece com xadrez a alta velocidade trouxe-nos momentos bastante intensos ao longo das últimas duas semanas, e tudo graças aos protagonistas do Oriente.

Teríamos de andar a dormir desde 1988 se não soubéssemos que é sempre a China a “roubar” praticamente tudo o que é medalha em cima da mesa, contribuindo agora com mais sete (quatro de ouro e três de prata) para o total de 76 medalhas arrecadadas no conjunto de todas as modalidades, até ao momento. De louvar o facto de ficar atrás apenas dos Estados Unidos da América nesta edição da competição. Como, aliás, já vem sendo costume desde 2012.

Depois de vermos os chineses a vencer ouro e prata, tanto em singulares femininos como masculinos, com Cheng Meng e Ma Long no ouro e Sun Yingsha e Fan Zhendong na prata, esta semana viria a proporcionar-nos duelos entre equipas a roçar o surreal, dos quais destaco, também, as participações alemã e japonesa.

Do lado feminino, a Alemanha chegou a ver a vida a andar para trás nos quartos de final contra a República da Coreia, mas seria capaz de avançar depois de cinco sets para loucos. Depois de tanto esforço, seria com muita pena que perderia na fase seguinte, contra a China, e veria mais tarde a possibilidade de alcançar o bronze ser-lhe negada pelas atletas de Hong Kong.

Na luta pelo ouro, as japonesas pouco puderam fazer contra as chinesas, que ganhariam com relativa facilidade, por três sets a zero.

Do lado masculino, a Alemanha chegaria à final com alguma dificuldade e foi nos “quartos” que começou a encarar maiores aflições; primeiro, contra a Taipei Chinesa e, depois, frente ao Japão, em partidas que nos dariam muita água na boca e só terminariam após cinco sets.

Honestamente, fiquei com a sensação de que a Alemanha teria ficado pelo caminho nas meias finais, como aconteceu no Rio 2016, caso o Japão tivesse a sorte de ter dois em vez de um só Tomokazu Harimoto. Foi com toda a justiça que os nipónicos venceram hoje e levaram o bronze para casa, contra a equipa coreana que, no déjà vu de há cinco atrás, voltou a sair de mãos a abanar.

Na derradeira batalha para o ouro, os chineses entraram com o pé direito e venceram por um expressivo 3-0 a primeira partida a pares, entre Xu Xin e Ma Long e Patrick Franziska e Timo Boll.

A segunda partida daria muito mais que falar, com Dimitrij Ovtcharov a bater-se muito bem no primeiro e terceiro sets, sem que, contudo, isso pudesse evitar a derrota face ao n.º 1 mundial, Fan Zhendong.

Os atletas Ma Long e Timo Boll seriam os últimos a “abanar a mesa” nesta edição dos Jogos Olímpicos. O alemão venceria apenas um set e a história repetir-se-ia: à semelhança da equipa feminina, os atletas da China vencem, indiscutivelmente, pela quarta vez consecutiva, a medalha de ouro por equipas no Ténis de Mesa.

Foto de Capa: Olympics
Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

As 5 grandes transferências que não aconteceram neste mercado

Os grandes campeonatos europeus estão agora a começar e, com isso, muitos dos rumores de transferências abrandam e os clubes veem-se obrigados a fechar os plantéis. Todos os anos são vários os rumores de transferências, alguns que se concretizam e outros que apenas têm capacidade de entrar na chamada “silly season”, onde os interesses não são seguros e não passam de uma tentativa de venda.

Todos os jogadores são observados e falados para mudanças nos clubes, mas o mediatismo e talento de uns faz com que o rumor seja maior que outros, podendo vir a envolver maiores valores e um maior interesse por parte dos adeptos.

É verdade que o mercado de transferências ainda está aberto e muitas mudanças serão feitas, mas também é verdade que muitas já foram concretizadas e muitas defraudadas, encerrando qualquer negociação que pudesse haver.

Como o mercado está ainda aberto, alguns dos nomes desta lista poderão mudar de situação contratual repentinamente, por isso chama-se à atenção do leitor para a data de publicação.

México 3-1 Japão: Medalha de bronze para El Tri Olímpico

A CRÓNICA: FIM DE TARDE NO JAPÃO, MAS AINDA DEU PARA OS MEXICANOS SE BRONZEAREM

Num jogo que valia a medalha de bronze do Futebol masculino, a seleção do México começou melhor, nomeadamente através das iniciativas individuais de Diego Lainez. Com apenas 12 minutos, o árbitro assinalou grande penalidade a favor do México.

Alexis Vega começou a jogada no lado esquerdo do ataque mexicano, entrou na área e foi derrubado por Endo. Um dos craques da companhia, Sebastián Córdova não perdoou e apontou de pé esquerdo o primeiro golo do encontro. Guarda-redes para um lado, bola para o outro.

A seleção mexicana tinha mais posse de bola, pelo que a congénere japonesa se revelou bastante tímida no que a oportunidades de golo diz respeito. À passagem do 21º minuto, livre batido por Sebastián Córdova na esquerda e o defesa central Johan Vasquez, sem oposição, cabeceou para dentro da baliza nipónica. Estava feito o 2-0.

Ao contrário do Japão, que até ao segundo golo mexicano não tinha nenhum remate efetuado, o México marcou duas vezes em três remates à baliza.

Aos 25 minutos, chega o primeiro remate do Japão, com Yuki Soma a fazer uma boa incursão pela esquerda após um grande passe de Kubo, mas o remate saiu ao lado do poste direito de Ochoa.

A seleção japonesa mostrou-se pouco objetiva, não conseguindo reduzir a desvantagem, apesar de terminar a primeira parte com mais tentativas de golo.

Hayashi e Doan foram dos jogadores mais inconformados, com iniciativas individuais tanto pelo meio como pelas alas, que acabaram por não resultar em golo – dos quatro remates do Japão, só um foi enquadrado com a baliza.

Ao intervalo, o México vencia com justiça, dado que foi mais eficaz que o adversário.

A segunda parte começou com o Japão a correr atrás do prejuízo. Ritsu Doan cabeceou por cima da barra após um bom cruzamento de Endo, mas o México revelou-se muito mais confiante a atacar e, num contra-ataque rápido, Sebastián Córdova efetuou um remate cruzado que o guarda-redes Tani defendeu. Ficou, no entanto, o aviso.

Aos 58 minutos, chegaria o terceiro golo mexicano. Canto marcado por Córdova no lado esquerdo, cruzando na perfeição para Alexis Vega, que cabeceia sem hipóteses para o fundo da baliza. O Japão tentava, mas o México foi sempre uma equipa cínica, sentenciando o encontro.

Mitoma, por sua vez, entrou muito bem e voltou a ameaçar a baliza do México, com um remate de pé esquerdo. O guarda-redes mexicano conseguiu defender em esforço. O avançado japonês já havia ameaçado e acabou mesmo por marcar ao minuto 78.

Kubo deixou a bola com Mitoma, que ultrapassou os adversários e atirou de pé esquerdo para o canto superior esquerdo da baliza de Ochoa. Um bom golo através de uma iniciativa corajosa do atacante nipónico.

Até final, o Japão foi uma equipa mais perigosa, acabando com muito mais remates que o México, pelo que a seleção da América do Norte procurou gerir o resto da partida.

Melhor jogador japonês no jogo, Mitoma podia ter marcado o segundo golo na sua conta pessoal em cima do minuto 90, mas o remate saiu ao lado e o resultado não se alterou mais.

Depois da medalha de ouro conquistada em Londres’2012, diante do Brasil, o México volta a arrecadar uma medalha no futebol masculino. Desta feita, é a de bronze, em Tóquio’2020.

Por sua vez, a seleção de futebol japonesa sai destes Jogos Olímpicos com um sentimento de frustração, apesar do bom torneio que realizou.

A única vez que os japoneses conquistaram uma medalha (bronze) foi em 1968 na Cidade do México, diante… do próprio México.

 

 

A FIGURA

Sebastián Córdova – O médio ofensivo do América apontou um golo e efetuou duas belas assistências, num jogo verdadeiramente fantástico de um jogador que, apesar de já ter 24 anos, tem qualidade mais do que suficiente para brilhar nos relvados europeus.

Esteve em grande nesta edição dos Jogos Olímpicos, registando 4 golos e 3 assistências em 6 jogos disputados.

 

O FORA DE JOGO

Wataru Endo – O médio defensivo do Estugarda, apesar da sua reconhecida qualidade, teve um dia para esquecer.

Cometeu a falta que originou a grande penalidade a favor do México, desbloqueando o jogo para os mexicanos. Para além disso, foi admoestado com um cartão amarelo ainda a meio da primeira parte, passando o resto do jogo condicionado nas suas ações.

 

ANÁLISE TÁTICA – MÉXICO

A seleção mexicana apresentou-se num 4-1-2-3 e conseguiu sempre ser mais incisiva nas suas ações em campo, ao contrário do adversário.

A equipa orientada por Jaime Lozano não fez um jogo extraordinário, mas conseguiu ser melhor com bola e isso refletiu-se nas oportunidades flagrantes que teve ao longo da partida.

As alterações no decorrer da segunda parte mudaram ligeiramente o esquema tático inicial, mas, a partir do terceiro golo, o México passou a não arriscar e adotou uma postura mais conservadora até ao final do encontro, garantindo a medalha.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ochoa (7)

Sánchez (6)

Montes (6)

Vásquez (8)

Angulo (6)

Romo (6)

Córdova (9)

Rodríguez (6)

Lainez (7)

Vega (8)

Martín (7)

 

SUBS UTILIZADOS

Antuna (6)

Beltrán (6)

Alvarado (6)

Esquivel (-)

Aguirre (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – JAPÃO

Hajime Moriyasu começou o jogo num 4-2-3-1, apostando na irreverência de Yuki Soma e Doan, para além da criatividade de Takefusa Kubo, que deambulava entre o meio-campo e o ataque.

A seleção japonesa nunca conseguiu dominar o confronto, apesar de ter sido mais rematadora.

O meio-campo nipónico não esteve particularmente inspirado, muito embora tenha conseguido mais posse de bola durante praticamente todo o jogo. As jogadas e iniciativas dos jogadores japoneses mostraram-se, na grande maioria das vezes, tímidas e inconsequentes – só a entrada de Kaoru Mitoma deu alguma esperança ao Japão, ele que marcou um belo golo já perto do final.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tani (6)

Sakai (6)

Yoshida (6)

Tomiyasu (7)

Nakayama (6)

Endo (6)

Tanaka (6)

Kubo (7)

Soma (6)

Doan (6)

Hayashi (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Hatate (6)

Mitoma (8)

Ueda (6)

Itakura (6)

Miyoshi (-)

Foto de capa: Selección Nacional

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Sporting CP x FC Vizela | Encontro inaugural em Alvalade

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1.ª jornada da Primeira Liga: sexta-feira, 20:15h – 6 de agosto de 2021
ANTEVISÃO: LEÕES QUEREM ENTRAR COM O PÉ DIREITO, RUMO À REVALIDAÇÃO DO TÍTULO

Após a conquista da Supertaça, o Sporting CP começa o campeonato a jogar em casa, com os adeptos leoninos de volta a Alvalade. O adversário da primeira jornada do campeonato português é o FC Vizela, equipa que não ocupava um lugar no principal escalão há 36 anos.

É A ESTREIA DOS LEÕES NA LIGA E É LOGO CONTRA UM ADVERSÁRIO DE BOA MEMÓRIA PARA O CLUBE. SERÁ QUE HAVERÁ TRIUNFO DO SPORTING CP? APOSTA JÁ NA BET.PT!

A equipa de Ruben Amorim vai a jogo com contrariedades nas alas: para além da ausência de Pedro Porro, Nuno Mendes contraiu uma lesão no tornozelo e não está convocado para a partida

Do lado do FC Vizela, Pedro Silva, Aidara e Evrard Zag estão ausentes por lesão, e Igor Julião e Claudemir encontram-se em isolamento profilático.

10 DADOS RÁPIDOS:

  • Em seis partidas entre as duas formações, o Sporting CP é 100% vitorioso.
  • A última partida entre Sporting CP e FC Vizela foi na temporada 2014/2015, na Taça de Portugal.
  • Em Alvalade, as duas equipas encontraram-se em 2005/2006 pela última vez, também na prova rainha.
  • O Sporting CP é invicto em Alvalade há 26 partidas consecutivas.
  • Nas últimas seis temporadas, o Sporting CP venceu cinco jogos inaugurais da Liga Portuguesa.
  • Em 27 jogos na Liga Portuguesa, Rúben Amorim nunca perdeu a jogar em casa.
  • Em encontros entre as duas equipas, o Sporting CP marcou sempre, pelo menos, dois golos.
  • O Sporting CP, em jogos a contar para a Liga Portuguesa, marca golos em Alvalade há 17 partidas.
  • O FC Vizela joga o primeiro jogo na liga portuguesa em 36 anos.
  • O treinador do FC Vizela, Álvaro Pacheco, faz a sua estreia como treinador no principal escalão do futebol português.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Pedro Gonçalves: Depois do golaço que efetuou na Supertaça, e de ter sido considerado o melhor em campo, Pote está, com certeza, confiante para a jornada inaugural do campeonato. Recorde-se que o jogador foi o melhor marcador da temporada passada, pelo que não quererá baixar os níveis de influência na equipa de Alvalade.

Samu Silva: O médio, de 25 anos, poderá ser uma das principais dores de cabeça para o Sporting CP. Na temporada passada, foi peça-chave no meio-campo do Vizela FC: teve participação direta em 16 golos.

 

XI’s PROVÁVEIS:

Sporting CP: (3-4-3): Adán; Gonçalo Inácio, Coates, Feddal; Esgaio, Matheus Nunes, João Palhinha, Rúben Vinagre; Pote, Paulinho, Jovane Cabral.

Treinador: Rúben Amorim

Se não estivermos na máxima força, podemos perder pontos e até perder o jogo. Alertámos os jogadores para isso, para esquecerem a Supertaça e focarem no campeonato. Todos os pontos são importantes, e o Vizela tem um espírito muito forte.”

 

FC Vizela: (4-3-3): Charles; Koffi, Bruno Wilson, Vilela, Kiki Afonso; Marcos Paulo, Guzzo, Samu; Nuno Moreira, Cassiano, Bondoso.

Treinador: Álvaro Pacheco

É uma grande aprendizagem para os jogadores. A maior parte deles estava há dois anos no Campeonato de Portugal e hoje está na Primeira Liga. Vou pedir aos meus jogadores que desfrutem, que não pensem no resultado, mas em divertir-se.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: SPORTING CP 3-0 FC VIZELA

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Tóquio 2020, Natação #3: Cumpriu-se momento histórico para os nacionais nas Águas Abertas

ANGÉLICA BEM SUCEDIDA NUMA PROVA EM QUE O OURO FALOU PORTUGUÊS 

Concluída uma semana de grande emoção na natação pura, onde se quebraram vários recordes mundiais, era agora tempo de os nadadores/as de Águas Abertas iniciarem as hostilidades.

A prova teria como palco a Odaiba Marine Park em Tóquio, disputando-se sob condições demoníacas, sendo que as senhoras eram as primeiras a enfrentar o exigente percurso.

Seriam sete as voltas a terem de ser efetuadas pelas 25 guerreiras, num total de dez quilómetros.

Destaque-se os cerca de 30 graus de temperatura da água, com a do ar a fixar-se nos 27, para além da humidade, que se cifrava nos 86%.

O primeiro objetivo a atingir pelas nadadoras seria superar as mais duras condições de uma competição na vertente de Águas Abertas, disciplina que apareceu pela primeira ocasião nos Jogos de Pequim, em 2008.

De entre as destemidas, destacava-se o nome de Angélica André, atleta do Clube Fluvial Portuense, que em Tóquio fazia a sua estreia, tendo a responsabilidade de defender a bandeira das quinas na modalidade de Natação – Águas Abertas.

Ainda de destacar a presença de uma praticante treinada por Ricardo Santos, no SL Benfica, e que representava a Argélia.

À partida para a mais dura prova de Natação, haviam alguns nomes a encabeçar o lote de maiores favoritas: uma delas, a campeã olímpica no Rio, a representante dos Países Baixos, Sharon Van Rouwendaal, que já atuara na Natação Pura na presente olimpíada na prova dos 200m costas.

No entanto, a holandesa não teria tarefa facilitada, pois a brasileira Ana Marcela Cunha também sonhava com a eternidade.

Quanto a Angélica, os objetivos passavam por tentar manter-se com as da frente durante o maior tempo que lhe fosse possível, não quebrando quando perdesse o contacto com o grupo da dianteira, esperando ser capaz de imprimir um ritmo que lhe possibilitasse concluir num lugar honroso.

Foi pelas 22h30, hora de Portugal continental, que as praticantes de Natação deram as primeiras braçadas, para uma competição tudo menos fácil e na qual a condição física desempenharia “papel-chave”.

Percorrida a volta inaugural, de cerca de dois quilómetros, ninguém parecia querer assumir as despesas da prova, com a mesma a ser lançada em moldes bastante equilibrados e que poderiam originar alguma surpresa.

Por esses instantes, Angélica ia tendo a virtude de conseguir aguentar no principal grupo, passando na primeira zona de abastecimento, por volta dos quatro quilómetros, bem integrada no top-10, mantendo assim bem vivas as suas legítimas ambições em representar condignamente a sua pátria.

O figurino foi-se mantendo idêntico até que, a meados da segunda volta, aquando do cumprimento de novo abastecimento, a norte-americana Michel e a canarinha Ana Marcela Cunha, optando por não cumprir tal situação, ganhavam assim uma vantagem face à mais direta concorrência.

Seria também com este “esticão” provocado pelo não cumprimento do abastecimento, estratégia muito vulgar neste tipo de compitas e replicada por mais nadadoras, daria origem ao fracionamento do pelotão em três: na dianteira, iam sendo cerca de 15 as atletas que mantinham o sonho de uma subida ao pódio.

A cerca de 30 segundos, ia estando um grupo perseguidor, no qual se ia integrando Angélica e mais uma série de atletas bem conceituadas. Mais atrasada ia “rodando” e fazendo a solo a sua competição a atleta argelina que, de certa forma, era outra competidora a ter debaixo de olho, pela sua ligação ao nosso país.

Contudo, e com o passar dos quilómetros, as favoritas iam-se perfilando como tal, com poucas a seguirem na pegada de Ana Marcela, campeã mundial da especialidade em 2017. Bem como de Sharon Van Rouwendaal, atleta que parecia ser a única com capacidade para disputar e tentar “roubar” o ouro à representante brasileira, que ambicionava ser a primeira a resgatar o metal para o “país do samba” nesta especialidade em Jogos Olímpicos.

Angélica, revelando grande serenidade, maturidade competitiva e grande espírito de compromisso, não se deixava esmorecer, isto mesmo após pela metade da prova ter perdido bastante tempo para o grupo da frente, hipotecando, deste modo, as suas aspirações a um lugar entre as dez primeiras.

Apesar das adversidades provocadas por um ritmo bastante forte ao qual a atleta norte-americana sucumbiria, a lusitana, beneficiando de uma espetacular reta final, na qual “trepou” bastantes posições, terminaria em 17º posto, igualando assim o melhor registo de sempre, obtido por Daniela Inácio na estreia da prova em certames olímpicos.

De mencionar que a atleta de 26 anos, natural da cidade Invicta, concluiu a exigente e demoníaca competição em 2.4.40h, a cerca de cinco minutos da líder.

O ouro, esse, ficaria na posse de Ana Marcela Cunha, que em tempos de pandemia se havia refugiado em Portugal, onde nas piscinas do Jamor treinou para tão grandioso momento.

A representante do país irmão garantiria a vitória mesmo sob a linha de meta, ao impor-se na chegada ante Sharon Van Rouwendaal que, desta forma, cedeu o seu título olímpico à desportista brasileira, perdendo-o por escassas milésimas de segundo. Já em posição de bronze ficaria a grande surpresa deste pódio na Natação, a australiana, de somente 21 anos, Kareena Lee.

Quanto aos tempos realizados, a vencedora conseguia o feito de cumprir aquele que seria reconhecido de forma unânime como o percurso mais duro de sempre em 1.59.30h, com a medalhada de prata a registar mais 20 milésimas.

Kareena Lee, a  primeira mulher do seu país a conquistar um lugar de tamanha magnitude em certames do género, ficaria a dois segundos do ouro, dando assim novo metal a um dos países mais bem sucedidos na piscina no decurso da presente olimpíada.

Foto de capa: COP

Tóquio 2020, Canoagem #2: À quarta foi de vez!

A participação portuguesa na Canoagem, nos dias 4 e 5 de agosto, nos Jogos Olímpicos, ocorreu apenas com duas participantes, e ambas na prova de Kayak monolugar em 500 metros (K1 500).

Por um lado, tivemos a presença de Teresa Portela, atleta oriunda de Esposende e com 33 anos que representa o SL Benfica e que, depois do afastamento inglório da Final A de K1 200, tentava fazer um resultado de relevo na prova mais longa, pese embora não fosse essa a sua prova predileta.

Também tivemos em competição Joana Vasconcelos, atleta de Vila Nova de Gaia com 30 anos e que representou o clube encarnado até ao início deste ano, período no qual o contrato expirou, e que conseguiu um apuramento à última oportunidade, numa Taça do Mundo na Rússia.

No primeiro destes dois dias, disputavam-se as eliminatórias e os quartos de final, se necessário. Para passar diretamente das eliminatórias para a meia final, era necessário terminar a primeira ronda entre os dois melhores classificados (os restantes iriam voltar a competir nesse dia.

Teresa provou que estava entre as atletas em melhor forma, ao conseguir o apuramento direto para as meias finais e em grande estilo, ao ser segunda na sua eliminatória, terminando antecipadamente a sua prova nesse dia, estando já apurada para a ronda de acesso à final, disputada no dia seguinte.

Joana Vasconcelos, por seu turno, terminou em quinto lugar na sua série e foi relegada para a ronda seguinte, voltando a correr nesse dia para tentar o acesso às regatas do dia seguinte. Nesta fase seguinte, Joana mostrou estar numa fase descendente da sua forma, cujo pico deverá ter sido atingido em finais de maio, na Taça do Mundo, onde conseguiu a vaga olímpica. Terminou em sexto lugar e, portanto, fora das rondas decisivas.

MEIA-FINAL DE SONHO E DIPLOMA GARANTIDO!

No dia seguinte, teríamos apenas Teresa a lutar por uma inédita final A olímpica, na sua quarta participação. Não seria nada fácil, mas o espírito lutador da atleta portuguesa permitia sonhar com um apuramento histórico.

Antes da participação brilhante de Pedro Pablo Pichardo, havia o atrativo da prova da nortenha, e quem presenciou em direto pôde assistir a uma exibição categórica e fabulosa da portuguesa, que conseguiu a vaga entre as melhores do nundo, a tão ansiada e merecida final A.

A história já tinha sido feita e, agora, o importante era dar tudo e desfrutar desta final, tentando o tão ambicionado pódio olímpico. Tal não sucedeu, mas o sétimo lugar não deixa de ser absolutamente brilhante, garantindo assim um diploma (atribuído aos atletas entre o quarto e o oitavo lugar) e tendo alcançado um resultado maravilhoso, tendo em conta que esta não é a sua prova de eleição.

Hoje, entra em ação a equipa portuguesa de Canoagem K4 500m e só lhe posso desejar a melhor das sortes, numa prestação que será a última de Portugal em Tóquio 2020, na canoagem.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Canoagem

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

CD Santa Clara 2-0 NK Olimpija Ljubljana: Mágica quinta-feira açoriana

A CRÓNICA: VANTAGEM PARA O CD SANTA CLARA

Quinta feira europeia no Estádio de S. Miguel. Mais uma partida que irá por à prova o CD Santa Clara, que deseja prolongar a sua estadia na Liga das Conferências, após a vitória caseira frente Skhupi, e o NK Olimpija Ljubljana que no seu último jogo arrecadou um empate na competição. Está tudo reunido para ser um encontro memorável para os dois clubes.

O apito soou e a primeira parte começava com o Santa Clara superior na partida, com uma atitude mais agressiva e preponderante. Essa atitude viria a comprovar-se aos 15 minutos, depois duma recuperação Morita, veio a mágica combinação por Rafa, Lincoln, Jean Patric e, por fim, Carlo Jr. que cabeceia e inaugura o marcador. Após o golo, a equipa eslovena, tentou ser mais agressiva e expor-se mais ao jogo tentando aproveitar espaços de linha de passe no entanto, a defesa atenta, não facilita. O jogo acaba por acalmar o ritmo, sem grandes oportunidades de golo e centrado a meio campo. Depois da bonança, os bravos voltam a atacar através de Carlos Jr. que remata contra ao poste e Morita aproveita o momento e volta a rematar mas já em fora de jogo. Ao cair do pano, depois dum canto batido por Lincoln, Mansur cabeceia e faz o segundo golo da partida deixando, a equipa açoriana, em vantagem ao intervalo.

A segunda parte começava um pouco mais calma. Apesar disso, o Santa Clara continuava a tentar chegar o mais perto possível da baliza de Nejc Vidmar. E a primeira tentativa de remate, desta segunda parte, viria através de Carlos Jr. aos 52 minutos.

Aos 62 minutos um toque com a mão na bola, faz Uros Korun, ver o cartão vermelho e ser expulso.

Após a expulsão do defesa do Olimpija, o jogo acalmou e não houve muitas mais oportunidades de golo. A equipa açoriana manteve-se por cima de forma a conseguir manter a superioridade no marcador e assim foi. Apito final e a equipa açoriana ficaria em vantagem para a segunda mão com dois golos arrecadados dando, assim, uma vantagem confortável à turma de Daniel Ramos.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Rafael Ramos – O defesa da equipa açoriana foi uma peça importante no jogo. Para além de manter uma atitude assertiva, ajudou a aumentar a velocidade na partida e esteve presente em várias situações de jogo. Sem dúvida, que se destacou pela positiva e elevou o nível de jogo nesta partida.

 

O FORA DE JOGO

Mustafa Nukic – O avançado esteve completamente fora da partida. Foi presa fácil para os centrais encarnados e nunca conseguiu criar calafrios à baliza dos açorianos.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

A turma de Daniel Ramos alinhou-se em 4-3-3. O mister procurou trabalhar a agressividade de forma a criar mais oportunidades de jogo e trabalhar o interior e as costas do adversário. Manteve uma boa dinâmica e esforçou-se em ter alguma velocidade nas alas para, assim, conseguir a vantagem.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Pereira (3)

Rafa Ramos (6)

Mikel Villanueva (5)

João Afonso (5)

Mansur (6)

Anderson Carvalho (4)

Lincoln (5)

Carlos Jr. (5)

Crysan (6)

Morita (5)

Jean Patric (5)

SUBS UTILIZADOS

Costinha (4)

Rui Costa (3)

Néné (3)

Ricardinho (-)

Júlio Romão (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – NK OLIMPIJA LJUBLJANA

O mister alinhou-se em 3-4-2-1. Tentou ser agressivo e aproveitar os poucos espaços existentes para criar mais oportunidades de jogo. As substituições procuravam trazer novidade e mais algum ritmo para a partida mas não surtiram muito efeito.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nejc Vidmar (3)

Mustafa Nukic (3)

Timi Elsnik (4)

Djordje Crnomarkovic (3)

Gal Kurez (2)

Eric Boakye (3)

Nik Kapun (3)

Michael Pavlovic (5)

Uros Korun (2)

Tomislav Tomic(4)

Aldair (6)

SUBS UTILIZADOS

Svit Seslar (4)

Jan Andrejasic (4)

Delamba Milnar (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD SANTA CLARA

BnR:  Mais um jogo histórico para o Santa Clara. Quais foram os aspetos que fizeram a diferença nesta vitória?

Daniel Ramos: Abordamos muito bem o jogo, estivemos bem preparados. Conseguimos uma primeira parte com qualidade e boa dinâmica. Fechamos jogadas e criamos oportunidades. Trabalhamos jogo interior e nas costas do adversário. Dá-nos satisfação. Vemos trabalho de treino ser aplicado no jogo.

Tentamos criar as mesmas dinâmicas nas segunda parte. O procurar não sofrer foi bem conseguido na segunda parte. Mas nunca tivemos grande situações de perigo na nossa baliza mas podíamos ter sido mais agressivos na segunda parte. Isso dá-nos muita confiança para a segunda mão. Estamos em vantagem mas ninguém ganha antes de jogar.

 

NK Olimpija Ljubljana

BnR: Este era um jogo importante para a vossa equipa. Quais foram os pontos fracos que aponta à sua equipa?

Savo Milosevic: O Santa Clara foi melhor e esse era um grande problema. Mudamos alguns jogadores e esperávamos que ajudasse mas foi difícil ir contra a equipa. Sabemos que a segunda mão vai ser muito difícil principalmente com a diferença de golos mas vamos tentar.

FC Paços de Ferreira 4-0 Larne FC: Quatro ‘Paços’ rumo ao playoff

A CRÓNICA: PRIMEIRO GOLO ATÉ DEMOROU A SURGIR, MAS AS DIFERENÇAS ENTRE AS EQUIPAS SÃO MAIS DO QUE MUITAS

Depois de uma brilhante temporada 2020/21, o FC Paços de Ferreira começou hoje a ser premiado pela mesma, com o jogo da primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga Conferência Europa, em casa, frente ao Larne FC, da Irlanda do Norte. E mesmo sabendo que a chegada à fase de grupos será difícil (o Tottenham Hotspur FC está à espera no playoff), os primeiros ‘paços’ foram dados na direção certa.

Tiernan Lynch, treinador da equipa britânica, tinha dito na antevisão que o Paços de Ferreira era “extraordinariamente favorito” para esta eliminatória e, mesmo que a intenção fosse a de colocar pressão na equipa portuguesa, o técnico conhecia as (muitas) limitações da sua equipa. E essas foram bem visíveis, embora o caminho para o primeiro golo não tenha sido assim tão fácil…

É justo dizer que a equipa de Jorge Simão entrou bem no jogo, a tentar chegar rapidamente ao primeiro golo, fazendo sobretudo uso das bolas paradas (lançamentos e livres laterais que criaram algum perigo, com destaque para um remate à meia volta de Denilson Jr. que obrigou Rohan Ferguson a uma boa defesa após lançamento lateral longo de Jorge Silva). Mas o golo não surgiu rápido e o jogo ameaçou complicar-se.

Apesar de muito inferior, a formação da Irlanda do Norte foi acertando as marcações e foi fechando melhor os espaços, complicando a tarefa do Paços, que ia revelando pouca paciência e ia recorrendo em demasia aos cruzamentos, o que diminui quase sempre as possibilidades de sucesso quando se defronta uma equipa que joga à base do kick and rush (embora com Herron e Randall a tratarem melhor a bola sempre que possível). Até que as já referidas limitações do Larne vieram ao de cima…

Ao minuto 44, pouco antes do intervalo, o guarda-redes Rohan Ferguson recebeu um atraso de um colega de equipa, deixou-se pressionar por Denilson Jr. e já nem foi a tempo de despachar a bola. O avançado do Paços de Ferreira colheu os frutos da pressão que exerceu e desbloqueou o jogo para a equipa lusa. Instantes antes, João Vigário saiu lesionado depois de uma entrada mais forte de Bolger (entrada limpa, mas firme) e Antunes entrou para o seu lugar, voltando a jogar com a camisola dos castores.

Em desvantagem no marcador, foi visível a intenção do Larne de fazer algo diferente no segundo tempo e tentar chegar de outra forma (e com algum tipo de perigo) à baliza de André Ferreira. Contudo, as dificuldades em sair a jogar foram notórias e o Paços não precisou de fazer muito mais do que esperar pelos erros dos jogadores adversários. Aos 70 minutos, Hélder Ferreira, recém-entrado na partida, aproveitou uma bola perdida pela deficiente tentativa de sair a jogar por parte dos norte-irlandeses, e assistiu Denilson Jr. para o bis do avançado.

Construída uma vantagem de algum conforto, e com o Larne já algo em baixo física e psicologicamente, o Paços chegou com naturalidade a mais dois golos. Aos 73’, Stephen Eustáquio, recém-regressado da Gold Cup pelo Canadá, fez o melhor golo do jogo, num belo remate de fora da área, muito colocado, para o fundo da baliza. E o 4-0 chegou aos 90’, com Uilton a encostar novo passe de Hélder Ferreira, depois de o jogador português se ter desmarcado nas costas da defensiva adversária.

Resultado natural face à enorme diferença entre as duas equipas, embora o erro alheio tenha sido fundamental na forma como o Paços chegou a uma vantagem confortável. A não ser que aconteça uma hecatombe na próxima semana, no jogo da segunda mão, os pacenses defrontarão um adversário radicalmente diferente (o Tottenham) no playoff. Difícil (muito), mas ninguém lhes tira o direito de sonhar.

 

A FIGURA

Denilson Jr. – Pode parecer básico atribuir esta distinção ao homem que fez os dois primeiros golos da equipa, mas num jogo em que o golo estava difícil de aparecer, num contexto de eliminatória europeia, Denilson Jr. fez o que se pede a um ponta de lança, aproveitando erros e estando no sítio certo para fazer a diferença. Destaque positivo também para as exibições de Lucas Silva e Stephen Eustáquio.

 

O FORA DE JOGO

Rohan Ferguson – O guarda-redes escocês foi o maior exemplo da intranquilidade demonstrada pela sua equipa. Teve bastante trabalho, mas desde cedo se percebeu que se mostrava intranquilo em alguns lances. A recolher cruzamentos e a jogar com os pés, mostrou sempre desconforto, facilitando assim a tarefa da equipa portuguesa.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

Jorge Simão apresentou-se para este jogo num 4-3-3, com o meio-campo com dois médios mais recuados (Luiz Carlos e Eustáquio) atrás de Nuno Santos. Os homens das alas (Jorge Silva e Juan Delgado à direita, Vigário e Lucas Silva à esquerda) tentavam criar desequilíbrios, embora Lucas Silva tenha sido mais eficiente do que Juan Delgado nessa tarefa. De resto, os pacenses denotaram algumas dificuldades de construção no primeiro tempo, recorrendo em demasia ao cruzamento contra uma equipa algo confortável a defender esse tipo de bolas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Ferreira (6)

Jorge Silva (6)

Marco Baixinho (6)

Maracás (6)

João Vigário (6)

Luiz Carlos (6)

Stephen Eustáquio (7)

Nuno Santos (6)

Juan Delgado (5)

Lucas Silva (7)

Denilson Jr. (8)

SUBS UTILIZADOS

Antunes (6)

Uilton (7)

Hélder Ferreira (7)

Matchoi Djaló (6)

Douglas Tanque (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – LARNE FC

Tiernan Lynch veio à Capital do Móvel num sistema de 5-4-1, com Watson, Bolger e Hughes a serem os três centrais da formação norte-irlandesa, Balmer à direita e Jarvis à esquerda a completarem o quinteto defensivo. Herron e Sule foram os dois médios mais centrais, com Cosgrove e Randall nas alas, todos atrás do avançado McDaid. Os britânicos tentaram ao máximo organizar-se defensivamente, mas não esperavam o erro do seu guarda-redes antes do intervalo e, quando tentaram ir atrás, ofereceram mais possibilidades ao Paços de Ferreira.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ferguson (3)

Balmer (5)

Watson (5)

Bolger (6)

Hughes (5)

Jarvis (5)

Sule (5)

Herron (4)

Cosgrove (4)

Randall (5)

McDaid (4)

SUBS UTILIZADOS

Mitchell (4)

Kelly (-)

Hale (-)

Que futuro podem ter os excedentários? | Sporting CP

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O Sporting CP tem, neste momento, um plantel que mantém a base da última temporada, na qual se sagrou campeão nacional. Neste arranque de época, os leões, liderados por Rúben Amorim, já conquistaram um título – a Supertaça Cândido de Oliveira. No entanto, o emblema de Alvalade tem ainda o futuro de alguns atletas por definir – aqueles que, neste momento, não integram a equipa principal.

O guarda-redes, Renan Ribeiro, chegou ao Sporting CP na época 2018/2019, nas últimas três temporadas disputou 56 jogos e conquistou uma Taça de Portugal e uma Taça da Liga. O guardião brasileiro tem um contrato válido até 2023, com um valor de mercado de 600 mil euros, tendo sido uma aquisição no valor de um milhão de euros. Renan, na última época, não somou qualquer minuto de jogo e, por isso, deverá prosseguir a sua carreira fora de Alvalade.

Tiago Ilori é outro dos jogadores que poderá estar de saída do Sporting CP, tendo chegado em janeiro de 2019, num negócio a rondar os dois milhões de euros, proveniente do Reading. Na última época, esteve ao serviço dos franceses do Lorient, não tendo sido utilizado. Em Alvalade, na sua segunda passagem, em duas épocas disputou 24 jogos. O defesa-central tem um contrato válido até 2024 e um valor de mercado de apenas um milhão de euros.

O atleta formado em Alcochete, Ivanildo Fernandes, após uma época no Almeria por empréstimo, onde disputou 17 jogos, deverá também sair. Aos 25 anos, Ivanildo já esteve por empréstimo ao serviço de vários emblemas, não tendo espaço no Sporting.

Renan Ribeiro integra o lote de preteridos por Rúben Amorim, téncico do Sporting CP
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O médio-defensivo, Idrissa Doumbia, chegou ao Sporting numa transferência a rondar os quatro milhões de euros em 2018/2019, rubricando um contrato válido até 2024. O médio representou os espanhóis do Huesca, emblema da La Liga, na temporada transacta, somando 25 jogos. Doumbia poderá prosseguir a sua carreira ao serviço de outro clube.

Outro médio que deve sair do Sporting é Eduardo Henrique, que tem um contrato até 2024 e não entra nas contas de Ruben Amorim. O jogador brasileiro esteve na Serie A, ao serviço do Crotone, na última época, tendo disputado 19 jogos nos quais apontou um golo.

O internacional argentino, Rodrigo Battaglia poderá vir a ser um encaixe financeiro para o emblema de Alvalade. O médio vestiu a camisola do Alavés na época passada, somando 35 jogos e um golo. Battaglia tem um valor de mercado fixado nos quatro milhões de euros e um contrato válido até 2023.

O extremo internacional português, Rafael Camacho, é mais um dos jogadores que pode abandonar o clube. Camacho vestiu a camisola do Rio Ave, na segunda metade da época passada. O extremo tem um valor de mercado de três milhões e meio de euros e um contrato válido até 2024.

Abdoulay Diaby é outro dos dossiers por resolver: o extremo tem um valor de mercado fixado em dois milhões de euros e o seu vínculo com o Sporting termina em 2023. Nas últimas duas temporadas, representou por empréstimo o Besiktas, o Getafe e o Anderlecht. Assim, o cenário mais provável passa por uma saída a título definitivo.

Em dúvida estará ainda o destino dos dois pontas-de-lança, Andraz Sporar e Luiz Phellype. O dianteiro brasileiro contraiu uma lesão grave, que o obrigou a uma paragem de cerca de um ano e está a adquirir os seus melhores indíces físicos. Sporar foi incluído por empréstimo de meia época, no negócio de Paulinho com o SC Braga, por isso poderá ser transferido para outro emblema.

O futuro destes atletas é uma das prioridades para o Sporting, facto que poderá permitir fazer um encaixe financeiro e baixar a folha salarial de modo que outras posições do plantel às ordens de Rúben Amorim saia reforçado.

Os 5 equipamentos mais bonitos do futebol europeu 2021/2022

Os 5 equipamentos mais bonitos do futebol europeu

Gosto não se discute, cada um tem o seu.  Ao menos este é o ditado comumente dito quando realizamos uma lista que é mais do que certo de que teremos divergências. Especialmente num campo tão subjetivo quanto o gosto pelos equipamentos mais bonitos do futebol europeu. Estes mesmos equipamentos são encarados desde trajes de guerra usados na batalha dentro do campo, até como peças indispensáveis que se destacam dentro de um universo ligado ao design de moda.

Com o iminente início da nova época, clubes e seus fornecedores preparam suas novas criações para serem lançadas ao mundo. Assim temos uma imensidão de novos equipamentos à espera dos ávidos consumidores e críticos que irão selecionar e discutir quais serão os próximos clássicos e sucesso de vendas entre os torcedores, que consequentemente levarão as cores e o escudo do clube dos estádios ao roupeiro dos adeptos. Equipamentos mais bonitos

Posto isso, nós do Bola Na Rede, preparamos uma lista com os equipamentos mais bonitos da Europa para a época 21/22. Tendo em conta principalmente detalhes importantes como a relação de tradição e inovação usadas, potencialidade de se tornar um equipamento clássico e o objetivo proposto por cada design como critério de análise. Portanto, deixo-vos com a nossa lista de equipamentos mais bonitos.

Top 5 dos equipamentos mais bonitos do Futebol Europeu