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Brasil 2-1 Espanha (AP): Da inquietação à felicidade

A CRÓNICA: SAMBANDO ATÉ AO TOPO DO PÓDIO

Chegado o dia do tudo o nada, entraram em campo as duas seleções finalistas destes Jogos Olímpicos de Tóquio em Futebol, a sempre mítica Canarinha e a La Roja, sendo que ambas as equipas já tiveram o gosto do ouro olímpico, curiosamente tendo ambas vencido em casa, nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro e nos Jogos de 1992 em Barcelona, respetivamente.

Devido ao facto de serem duas das seleções com maior peso histórico no futebol, aliado ao facto de ambas estarem recheadas de enormes talentos, era difícil perspetivar de antemão qual lado partiria como favorito.

É aos 16 minutos de jogo que surge a primeira ocasião de perigo do jogo e calhou à La Roja, num lance que se inicia com uma magnifica bola de Asensio para a receção de Oyarzabal, que faz um passe de bandeja para Dani Olmo, que vê Diego Carlos a tirar-lhe autenticamente o pão da boca, quase fazendo autogolo.

O tempo de jogo foi correndo, com investidas perigosas de parte a parte e um remate perigoso de Richarlison.

A quase dez minutos do intervalo e na sequência de um livre, Unai Simón falha a saída e choca de forma violenta com Matheus Cunha, lance que foi revisto pelo VAR e, após visionamento das imagens pelo árbitro da partida, foi assinalada grande penalidade, que foi falhada por Richarlison.

Nos dois minutos de compensação na primeira parte, fruto do ataque avassalador do Brasil, surge o golo de Matheus Cunha, aos 45+3 minutos. O jogo foi então para intervalo com vantagem canarinha.

Richarlison voltou a vacilar no momento de finalização e permitiu que o guarda-redes espanhol fizesse nova defesa e enviou a bola a barra.

À uma hora de jogo, a La Roja faz o empate no marcador com um golaço de Oyarzabal que, de primeira, rematou cruzado com muita força após assistência de Carlos Soler, que entrou no decorrer do segundo tempo.

No decorrer da segunda metade do jogo, o Brasil foi sendo mais vezes perigoso, porém, até perto dos 90 minutos, foi a Espanha que mais vezes tentou o golo, mas não surtiu efeito.

Na segunda parte do prolongamento, continuou a superioridade canarinha, confirmada através de um golo de Malcom, decorria o minuto 109, ganhando na corrida ao seu marcador e finalizando de forma irrepreensível para o 2-1.

Até ao final dos 120 minutos, foi o tudo por tudo da armada espanhola, que arriscou tudo e deu tudo o que tinha, mas acabou por não conseguir contrariar o Brasil, sendo a seleção canarinha campeã olímpica de forma consecutiva, depois de o ter celebrado também nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

 

A FIGURA

Malcom – Saltou do banco na primeira parte do prolongamento cheio de ganas de mexer com o encontro, foi o melhor jogador em campo, trocando as voltas a toda a equipa espanhola e sendo uma autêntica lufada de ar fresco nos processos de uma equipa brasileira cansada e sem ideias. O avançado que atua na Rússia foi o herói da conquista do ouro olímpico por todo o seu contributo físico e emocional para os seus companheiros, para a partida e para a sua nação.

O FORA DE JOGO

Richarlison – A par de Dani Alves, Richarlison era um dos nomes mais sonantes em campo e, como tal, era um dos elementos em que pessoas mais depositavam as suas esperanças. Na verdade, hoje foi um dia não para o astro brasileiro, que esteve desinspirado durante toda a partida, não mostrando os níveis de eficácia e rendimento a que nos habituou e inclusive protagonizando um momento capital da partida, em que assume a marcação de uma grande penalidade que colocaria o Brasil em vantagem.

 

ANÁLISE TÁTICA – BRASIL

O Brasil manteve-se fiel ao seu onze base, sendo que o selecionador brasileiro não quis mexer naquela que considera ser a melhor equipa. Apresentou sempre o mesmo quarteto defensivo, apostando na solidez e consistência como fator chave no bom funcionamento da equipa, e jogou sob uma tática de 4-2-3-1, que é uma tática que exige muita coordenação entre os dois médios.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Santos (7)

Alves (7)

Nino (6)

Diego Carlos (6)

Arana (6)

Luiz (5)

Bruno Guimarães (6)

Antony (6)

Cunha (6)

Claudinho (5)

Richarlison (6)

SUBS UTILIZADOS

Malcom (9)

Gabriel Menino (6)

Paulinho (6)

Reinier (7)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

O selecionador espanhol optou novamente pelo esquema tático 4-3-3, mantendo os mesmos três homens do meio-campo e Oyarzabal, que protagonizou uma exibição de classe frente à Costa do Marfim e vinha para a final com uma elevada confiança.

A tática espanhola foi muito assente na troca de bola, procura de espaços e do erro do adversário, fazendo um verdadeiro jogo de paciência e preparando cada jogada de forma meticulosa. O treinador, com as substituições que foi promovendo, conseguiu agitar o jogo de forma significativa, fazendo o jogo pender para a sua equipa durante um determinado período de tempo, face a um Brasil que mantinha o mesmo onze fatigado.

11 INCIAL E PONTUAÇÕES

Unai Simon (8)

Cucurella (6)

Torres (6)

Garcia (5)

Oscar Gil (5)

Zubimendi (5)

Pedri (6)

Merino (5)

Dani Olmo (6)

Oyarzabal (7)

Asensio (7)

SUBS UTILIZADOS

Carlos Soler (7)

Bryan Gil (7)

Juan Miranda (5)

Rafa Mir (5)

Jon Moncayola (5)

Jesus Vallejo (6)

 

Rescaldo de opinião de Henrique Gil

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Liga Espanhola | Os 5 jovens a observar em 2021/22

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A Liga Espanhola 2021/2022 vai ter menos brilho do que as 17 edições anteriores. Lionel Messi, para muitos o melhor de sempre, vai abandonar o FC Barcelona e – salvo alguma transferência absolutamente bombástica– o futebol espanhol. A saída do astro argentino é impossível de colmatar, mas tal não significa que não possam aparecer outros jogadores de grande qualidade.

Entre a nova geração, há nomes que, com maior ou menor afirmação, já ecoam por todos os cantos onde se fala de futebol: Pedri, Ansu Fati, João Félix, Barrenetxea, Sancet, Kubo e outros, como os cinco que apresentamos nesta lista, que podem esta época juntar-se a esse lote.

Tóquio 2020, Canoagem #3: Últimas remadas em águas japonesas

UM BRONZE E DOIS DIPLOMAS DA CANOAGEM VIAJAM ATÉ PORTUGAL

O complexo de Sea Forest Waterway, em Tóquio, já tinha vislumbrado uma alegria de um canoísta português. Na categoria de K1 1.000 metros, Fernando Pimenta conquistou o bronze na canoagem e uma das quatro medalhas da comitiva portuguesa nos Jogos Olímpicos de 2020. Contudo, ainda faltava conhecer o destino de mais atletas em prova na Canoagem.

Longe da melhor forma, Joana Vasconcelos foi precocemente afastada na prova de K1 500 metros. No entanto, Teresa Portela, depois de eliminada na distância que mais aprecia: os 200 metros, conseguiu um diploma olímpico em K1 500 metros. O sétimo lugar na final foi histórico e bem saboreado pela atleta natural de Esposende.

Para terminar com chave de ouro a participação de Portugal na Canoagem, faltava a categoria de K4 500 metros. A embarcação constituída por Emanuel Silva, João Ribeiro, Messias Baptista e David Varela terminou a final num honroso 8.º lugar, com o tempo de 1:25.324.

Já com o diploma garantido depois da passagem ao palco de todas as decisões, o quarteto fez história em águas japonesas. Tendo em conta os percalços que alguns atletas tiveram antes da competição, este resultado demonstra muita dedicação dos canoístas lusos.

A Missão Portugal, em Canoagem, fecha o ciclo de Tóquio com uma medalha de Bronze e dois diplomas olímpicos na mão. Segue-se o objetivo de Paris 2024, onde alguns atletas já não vão competir, mas outros esperam entrar e renovar as esperanças de mais medalhas e bons resultados para Portugal.

NOTA EXTRA: Projeto do COP em parceria com a Bridgestone – Emanuel Silva é um dos participantes no projeto “Sou Olímpico”. Trata-se de uma websérie que conta três histórias de quatro atletas olímpicos que representam os três valores olímpicos – Excelência, Respeito e Amizade; Além de Emanuel Silva, o projeto conta com Naide Gomes, Diogo Ganchinho e Diogo Abreu. São os quatro protagonistas e contam como a sua carreira teve – e tem – uma forte ligação com cada valor olímpico. A Bridgestone prepara-se como Parceiro Olímpico e Paralímpico para os próximos Jogos de Tóquio 2020 na sua cidade e país de origem.

Foto de Capa: Comité Olímpico de Portugal

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

França 82-87 Estados Unidos: Ouro sobre azul

A CRÓNICA: NO FINAL É QUE CONTA

Ao contrário do que se possa ter chegado a pensar, os Estados Unidos revalidaram o título de campeões olímpicos de Basquetebol masculino com uma vitória por 87-82 diante da França.

Esta foi a quarta medalha de ouro consecutiva da seleção norte-americana e a 16ª no seu historial. Os bleus conquistaram pela terceira vez a medalha de prata.

A derrota dos Estado Unidos no primeiro encontro da fase de grupos dos Jogos Olímpicos, diante da França, pôs fim a uma série de 25 partidas consecutivas a vencer no torneio.

O desaire foi suficiente para se generalizar a opinião de que os norte-americanos não iam conseguir chegar ao ouro em Tóquio.

Ajustada a estratégia e feitas as adaptações ao contexto competitivo, eis que o desempenho dos norte-americanos quis que chegassem à final, onde, após vitórias diante de Irão, República Checa e, já na fase a eliminar, de Espanha e Austrália, viriam a encontrar novamente a seleção gaulesa, com que já em 1948 e 2000 tinham jogado a final.

A França chegava à decisão do título olímpico invicta. Além da vitória diante dos Estados Unidos, que fez as expectativas subirem ao nível da Torre Eiffel, na fase de grupos os franceses ganharam à República Checa e ao Irão, antes de deixarem pelo caminho Itália e Eslovénia.

Eliminar a seleção de Luka Doncic não foi tarefa fácil e só com um desarme de lançamento de Nicolas Batum no último instante do jogo o passaporte para a final foi validado.

O reconhecimento da qualidade existente de parte a parte levou as equipas a entrarem no jogo com muitas cautelas defensivas. A França saiu na frente, graças à obtenção de pontos na área pintada, mas não conseguiu uma vantagem significativa.

Os lançamentos de média e longa distância dos Estados Unidos começaram a cair, de modo que o parcial no final do primeiro quarto de 22-18 era favorável à equipa de Gregg Popovich.

No segundo período, Kevin Durant abriu o vasto catálogo de manobras ofensivas e escolheu algumas para penalizar os franceses, terminando a primeira parte com 21 pontos.

Enquanto que os Estados Unidos executavam bem no ataque, a França ia tendo problemas no manuseamento da bola. Ao fim de 20 minutos jogados, os comandados de Vincent Collet tinham já perdido a bola dez vezes sem lançarem ao cesto, o que, tudo somado, levou a menos 11 tiros do que o adversário.

Durante a segunda parte, a seleção francesa teria que recuperar de um resultado negativo de 44‑39. No entanto, a Saitama Super Arena continuava a assistir a uma exibição inspirada de Kevin Durant.

Ao mesmo tempo, o jogo passou a ser jogado a um ritmo acelerado, contornos que convinham aos Estados Unidos, que obtiveram pontos fáceis em contra-ataque.

Apesar de a vantagem norte-americana ter chegado a estar nos 14 pontos, o marcador indicava 71-63 no final do terceiro quarto.

Thomas Heurtel teve pouco tempo de jogo e não foi influente nos minutos em que marcou presença dentro das quatro linhas. Vincent Collet procurou outras soluções e Frank Ntilikina trouxe uma nova energia à equipa.

Mesmo assim, as perdas de bola continuaram a ser penalizadoras e os Estados Unidos não vacilaram nos últimos instantes, fixando o resultado em 87-82. A medalha de ouro mostra que no final é que conta.

 

 

A FIGURA

Kevin Durant – Já durante estes Jogos Olímpicos, tornou-se no melhor marcador de sempre dos Estados Unidos na competição, ultrapassando Carmelo Anthony. Nesta final, embora tenha abrandado na segunda parte, esteve extraordinário ao nível do ataque e liderou a equipa na conquista do título.

Acabou com 29 pontos, seis ressaltos e três assistências. Conquistou, na capital japonesa, a terceira medalha de ouro consecutiva.

 

O FORA DE JOGO

Devin Booker – Numa equipa com tanto talento, onde só há uma bola para partilhar por todos, é natural que, por vezes, vejamos jogadores que nos habituaram a dar nas vistas a não terem tanto protagonismo. Foi o que aconteceu com Devin Booker.

Não conseguiu converter qualquer lançamento de campo, mas, diga-se em sua defesa, não forçou, reconhecendo que, se deixasse os outros brilharem, também ele iria recolher os louros no fim. As faltas pessoais foram um problema difícil de lidar e que se vem tornando crónico.

 

ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

Os postes estão bem e recomenda-se que sejam utilizados da maneira que a França o fez. Em vários momentos, utilizou dois jogadores interiores em simultâneo.

Não é de estranhar que o pintado tenha sido bastante procurado no ataque, fruto da vantagem de centímetros.

Essas situações eram geradas, principalmente, por bloqueios centrais envolvendo o desfazer para o cesto de Gobert e por isolamentos de Fall na zona do poste baixo. Com a utilização de Gobert e Fall, mas também de Poirier, a superioridade na luta das tabelas também se fez sentir.

Os franceses procuraram baixar o ritmo do jogo. Ainda assim, os turnovers foram bastante prejudiciais, gerando situações de ataque rápido para os Estados Unidos.

Para tentar travar o talento do adversário, nada como tentar levar os atacantes para debaixo do cesto, onde contavam com a presença do três vezes Defensor do Ano da NBA, Rudy Gobert.

Com esta estratégia, obrigaram os adversários a lançamentos mais distantes do cesto e, por isso, em teoria, menos eficazes. O jogador com o inglório objetivo de tentar travar Kevin Durant foi Yabusele.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nando de Colo (6)

Evan Fournier (6)

Guerschon Yabusele (6)

Nicolas Batum (5)

Rudy Gobert (6)

SUBS UTILIZADOS

Frank Ntilikina (6)

Thomas Heurtel (4)

Timothé Luwawu-Cabarrot (6)

Vincent Poirier (-)

Moustapha Fall (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESTADOS UNIDOS

A capacidade de passe dos três ball handlers e dos restantes elementos do cinco inicial justificava a média de 25,6 assistências por partida – melhor marca do torneio ‑ que os Estados Unidos traziam para a final.

Era de esperar que a seleção americana reproduzisse esta matriz de jogo de partilha da bola em busca dos melhores lançamentos. Em vez disso, viveram muito de situações de um para um.

Desta vez, os norte-americanos não puderam abdicar do poste tantas vezes como habitual, dado o poderio da França no jogo interior. Com menos centímetros, mas mais capacidade atlética, os jogadores tentaram aumentar o ritmo do jogo, aproveitando para converterem pontos fáceis.

Grande parte do ataque passou pelas mãos de Kevin Durant. O jogador dos Brooklyn Nets até começava os ataques longe da bola, mas, sempre que os colegas o descobriam, ele tomava boas decisões para o sucesso da equipa.

Na defesa, trocaram em todos os bloqueios. Esta estratégia nem sempre resultou na plenitude. Por falta de comunicação entre os defensores, várias vezes os atacantes franceses tiveram lançamentos abertos.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jrue Holiday (7)

Damian Lillard (6)

Devin Booker (4)

Kevin Durant (8)

Bam Adebayo (6)

SUBS UTILIZADOS

Zach Lavine (5)

Khris Middleton (5)

Jayson Tatum (8)

Draymond Green (5)

Foto de capa: USA Basketball

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Matheus Nunes: O substituto ideal ou a venda ideal? | Sporting CP

Matheus Nunes, médio do Sporting CP, ainda não sabe onde vai jogar na época 2021/2022. O clube de Alvalade necessita de vender e o centrocampista luso-brasileiro é um dos ativos de maior interesse. Além disso, Ugarte está cada vez mais perto de vestir a verde e branca.

  • Um jogador de momentos decisivos

O jovem, de 22 anos, foi um dos amuletos da sorte dos leões na época passada. Marcou três golos no campeonato. Marcou por duas vezes aos SC Braga. No terreno dos minhotos, marcou o primeiro e único golo do jogo, numa partida em que o Sporting CP esteve desde cedo reduzido a dez unidades. Em casa, selou a vitória nos últimos dez minutos do encontro. O outro golo foi diante do SL Benfica, em Alvalade, ao cair do pano, garantindo a vitória e os três pontos para os verde e brancos, frente ao rival da cidade.

Contra o FC Porto, na segunda volta do campeonato, Matheus Nunes entrou a meia hora do fim e esteve muito perto de desatar o empate após conduzir a bola desde o meio-campo até  à área adversária, enviando-a muito perto da trave do guardião dos dragões.

  • Um futuro pela frente

Matheus Nunes é um miúdo de 22 anos de idade. É um jogador que já demonstrou ter qualidade para jogar a titular na equipa comandada por Rúben Amorim. Combina juventude com qualidade e irreverência. Na época transata, entrou em campo 39 vezes, somou 1707 minutos, contabilizando, além dos três golos, três assistências, e protagonizou diversas exibições brilhantes.

Foi um época muito interessante de um rapaz que, em menos de dois anos, passou das distritais para o principal palco do futebol português. Esta primeira temporada ao serviço dos leões foi certamente uma amostra daquilo que pode fazer. É um talento com muito potencial.

Matheus Nunes foi, por muitos adeptos, considerado o talismã do título leonino.
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
  • Parte em vantagem

A dúvida, inicialmente, era entre Matheus Nunes e Daniel Bragança. A verdade é que, na pré-época, vimos Bruno Tabata fazer a posição “oito”. Na Supertaça jogou Matheus, ficando o médio português fora dos convocados e Tabata a jogar pela linha.

Na antevisão ao jogo com o FC Vizela, Amorim voltou a referir, à semelhança do que acontecia na época passada, que são os jogadores que decidem quem joga, por aquilo que mostram nos treinos.

A verdade é que Matheus Nunes parece estar, à partida, mais confortável na posição ao lado de Palhinha. É um jogador muito presente em campo. Não tem medo de arriscar, basta pensar na assistência para o golo fantástico que Pote marcou, no sábado passado, frente ao SC Braga, na Supertaça. E essa é uma característica que o destacava na última época em comparação a João Mário, que se limitava a passes para trás e para o lado.

Enquanto o internacional português procura avançar no terreno por intermédio de tabelinhas, Matheus Nunes procura passes de rutura que possam desequilibrar por completo a defensiva adversária. Algo que os assemelha é a capacidade de transporte de bola muito acima da média que têm. É muito difícil de lhes arrancar a bola dos pés. Acontece que o luso-brasileiro se destaca pela força física e pela velocidade, conseguindo arrancadas mais poderosas que o atual médio dos encarnados.

  • Será Ugarte o passaporte de Matheus Nunes?

O médio do FC Famalicão já vem sendo associado aos leões há algum tempo. E, após muitos avanços e recuos, parece estar – finalmente – à porta do clube de Alvalade.

Com Amorim a decidir contar com um plantel tão curto, fará sentido ter três médios para a posição ao lado de Palhinha (sem contar com a possibilidade de Tabata fazer o lugar)?

Com a vinda do médio uruguaio, e com a necessidade que o Sporting CP tem de vender, aliadas ao facto de Matheus Nunes ter interessados na Premier League, como tem vindo a ser noticiado, será este o passaporte para um novo palco europeu? Sabendo que Rúben Amorim voltou a falar no facto de o Sporting CP precisar de vender, esta parece ser a melhor opção que o clube tem.

Artigo da autoria de Miguel Rodrigues

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Moreirense FC x SL Benfica | Começar com o pé direito

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Primeira Liga, jornada 1: sábado, 18h, 7 de agosto de 2021

ANTEVISÃO: ENTRAR A GANHAR NO MINHO

O SL Benfica desloca-se, este sábado, a Moreira de Cónegos na jornada inaugural da Primeira Liga desta época. Depois de uma pré-época recheada de jogos de preparação, as águias querem entrar com o pé direito nesta nova temporada e, para tal, têm de vencer o Moreirense FC, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas.

AS ÁGUIAS TENTAM ENTRAR COM O PÉ DIREITO NA LIGA BWIN E A DESLOCAÇÃO A MOREIRA DE CÓNEGOS PROMETE DIFICULDADES. EM QUEM APOSTAS? SEGUE JÁ PARA A BET.PT!

No início do campeonato, todos têm os mesmos zero pontos, mas a verdade é que as equipas que se defrontam nem sempre estão em pé de igualdade e o SL Benfica quer provar isso mesmo. Os encarnados vêm de uma vitória importantíssima frente ao FK Spartak Moscovo e querem continuar nesta maré de triunfos. Motivação não falta, resta agora saber se também vão sair vitoriosos frente aos minhotos.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Este é o 30º encontro oficial entre as duas equipas.
  2. O Moreirense FC vem de uma derrota frente ao FC Penafiel e o SL Benfica de uma vitória frente ao FK Spartak Moscovo.
  3. Na época passada, o Moreirense FC terminou em oitavo lugar e o SL Benfica em terceiro.
  4. Os cónegos marcaram 37 golos e sofreram 43, ao passo que, os encarnados marcaram 69 golos e sofreram 27.
  5. Na época transata, as águias venceram por 2-0, na primeira volta, mas na segunda apenas conseguiram um empate a uma bola.
  6. Nos 29 jogos oficiais, a superioridade dos encarnados é notória: 22 vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas.
  7. No que a golos diz respeito, o SL Benfica também se destaca: 67 golos marcados contra 24 do Moreirense FC.
  8. A maior vitória dos lisboetas em Moreira de Cónegos foi em 2015/16, num jogo da Taça CTT. Os encarnados venceram por 1-6.
  9. Analisando os 29 encontros, podemos constatar que o resultado final mais comum é a vitória das águias por 2-0.

10. Jorge Jesus não pode contar com Helton Leite, que vai cumprir castigo, nem com Seferovic e Rodrigo Pinho, que estão lesionados. João Henriques não tem à disposição Pedro Amador e Nikola Jambor (lesionados), nem Rodrigo Conceição (suspenso).

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Rafael Martins (Moreirense FC) – O avançado, de 32 anos, para além de ser uma das principais figuras do plantel de João Henriques, é considerado o melhor marcador da história do clube, desde a época de 2015/16, onde apontou 20 golos em 31 jogos.

Na época transata, apesar de só ter chegado a Moreira de Cónegos em janeiro, continuou a assumir o estatuto de melhor marcador dos cónegos. O ponta de lança brasileiro marcou sete golos e fez uma assistência, em 19 jogos. Rafael Martins é, sem dúvida, a maior ameaça para a baliza das águias.

 

Rafa Silva tem estado em destaque neste início de época do SL Benfica
Rafa Silva tem estado em destaque neste início de época do SL Benfica.
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Rafa Silva (SL Benfica) – Se, na época passada, falar de Rafa era sinónimo de qualidade, esta época parece que o cenário se mantém. Em 2020/21, o internacional português marcou cinco golos e fez cinco assistências. Na presente temporada, parece que vamos continuar a ver exibições muito boas do médio.

Ainda agora começaram os jogos “a sério” e Rafa já marcou um golo muito importante, tendo inaugurado o marcador frente ao FK Spartak Moscovo, na vitória dos encarnados por 2-0. Se o português continuar inspirado, e de pé quente, vai ser uma grande dor de cabeça para a defesa dos cónegos.

 

XI’S PROVÁVEIS

Moreirense FC: Miguel Oliveira, Rúben Ramos, Rosic, Artur Jorge, Abdu Conté, Fábio Pacheco, Gonçalo Franco, Filipe Soares, Felipe Pires, Walterson Silva, Rafael Martins.

Treinador: João Henriques

“Espero uma equipa a saber o que pretende e com os pontos a ficarem em nossa casa. Sabemos as nossas nuances e as deles, vai ser jogo do rato e do gato, mas de forma competitiva. Temos uma filosofia de que gosto, vamos a jogo para atacar, com ou sem bola: quando não temos bola, é atacá-la, quando temos, é atacar a baliza. Eles já têm isto na cabeça e é assim que vamos disputar o primeiro jogo, que calha ser frente ao SL Benfica. Queremos fazê-lo em todas as partidas”.

 

SL Benfica: Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Otamendi, Vertonghen, Diogo Gonçalves, Adel Taarabt, Weigl, Grimaldo, Pizzi, Rafa, Gonçalo Ramos.

Treinador: Jorge Jesus

“O Moreirense FC ficou em 8.º no ano passado, conhecemos e sabemos que as equipas grandes têm alguma dificuldade em vencer em Moreira de Cónegos. Não mudou muito, no treinador sim, só dois ou três jogadores novos no onze, e sabemos que vamos ter um jogo difícil pelo que o Moreirense FC tem transmitido ao longo dos últimos anos. Quanto ao jogo, o ideal era não ter este jogo no meio dos dois da Champions, mas por isso é que o plantel está preparado, tem mais do que dois jogadores por posição para fazer mudanças jogo a jogo. Isso é o que vamos fazer”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: Moreirense FC 0-2 SL Benfica

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Sporting CP 3-0 FC Vizela: Leões começam campeonato a “ir com sede ao Pote”

A CRÓNICA: SPORTING CP ARRANCA COM O PÉ DIREITO

Arranque do campeonato e mais um passo na vitória sob o vírus que nos roubou a magia do futebol durante meses. Que bom que é ver os adeptos a voltar aos estádios depois de uma época cheia de vazio e silêncio nas bancadas. O ambiente prometia e, por falar em prometer, Álvaro Pacheco disse e cumpriu: o FC Vizela mostrou-se aguerrido e marcou o ritmo inicial do jogo frente ao campeão em título. Aproveitando talvez um Sporting CP que até costuma começar a partida a “lume brando”.

O ritmo de jogo mostrou-se elevado desde o início e era o FC Vizela que o procurava impor numa fase inicial. Muito daquilo que se viu a época passada desta equipa, verificou-se esta noite: Álvaro Pacheco preparou os seus jogadores ao milímetro. O seu conjunto estava a conseguir explorar, e muito bem, as principais limitações dos leões.

Apesar de ter jogado mais na reação, o FC Vizela aparentava processos muito bem definidos e a não estava a deixar o Sporting CP sair com a bola controlada nos primeiros 25 minutos de jogo. Pelo menos maior parte das vezes. Depois dessa altura do duelo, o Sporting CP começa a impor mais o seu jogo e a ganhar ênfase ofensivo no final da primeira parte. Conseguiu explorar melhor as dinâmicas ofensivas de que tanto gosta e talvez as individualidades começassem a pesar mais um pouco na balança por esta altura da partida. Aos 29 minutos, vê-se perto o golo inaugural do jogo e do campeonato através de grande penalidade, mas Jovane pontapeia por cima. O Sporting CP e o FC Vizela regressaram então aos balneários com um nulo, mas com espetáculo vendido.

Pouco depois do arranque do segundo tempo, eis que se faz magia em Alvalade. Aos 48 minutos, golo para os leões por Pedro Gonçalves. Quem mais poderia ser que não o melhor artilheiro da ultima época? Que calma, que classe e que talento. Sem qualquer hipótese para Charles ir buscar a bola ao canto superior esquerdo. Uma jogada que advém de uma recuperação de Palhinha no meio-campo e que contou com Paulinho na progressão. Um balde de água fria para os nortenhos numa altura em que, à semelhança do que aconteceu no final da primeira parte, estavam a mostrar dificuldades.

E cuidado que ele estava endiabrado. Pedro Gonçalves marcou cedo o segundo (aos 64′) para os leões. O Sporting CP começou a pagar fatura na segunda parte e a partir dos golos, só faltava o som dos violinos. Uma equipa mexida, esclarecida e com qualidade. Palhinha acrescentou classe nas variações de flanco, Paulinho foi preponderante na ligação e progressão do jogo e que crescimento de Matheus Nunes!

O resultado começava a ser justo face a uma superioridade clara dos atletas leoninos. O FC Vizela, por sua vez, foi tentando reagir ao longo da partida, voltando a subir linhas e a criar pressão no portador da bola, mas iam faltando argumentos para responder em golos. E, por falar em golos, eles foram surgindo do outro lado do campo, na baliza de Charles. Aos 74′, Paulinho fecha as contas do jogo depois de assistência de Nuno Santos pelo flanco esquerdo. O Sporting CP entra com o pé direito na Liga finalmente perto dos seus adeptos no estádio e com a equipa de Rúben Amorim a continuar a mostrar perfume.

 

 

 

A FIGURA

Sporting CP
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Pedro Gonçalves – E pensar que nem um minuto teve no Europeu. Pote é sinal de clarividência no ataque, muita classe e sobretudo golo. Depois de ter sido o melhor marcador na época passada, a mira continua afinada. Pedro Gonçalves volta a ser preponderante para o Sporting CP neste arranque de época.

 

O FORA DE JOGO

Sporting CP
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Jovane – Não é pelo penálti falhado, mas a verdade é que também acaba por espelhar um pouco daquilo que se passou em campo com Jovane esta noite. O jogador não teve um jogo feliz e esse momento mostrou também a dificuldade de finalização que estava a mostrar até então. Ninguém lhe tira qualidade, muito menos a pré-época feita, mas de facto hoje a inspiração não estava no seu forte.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Os leões começaram logo alerta porque o Vizela assim os obrigou. O Sporting CP tentou jogar tudo ao primeiro toque e em processos simples. Apesar disto, a simplicidade não dava por vencida a complicação que o FC Vizela estava a causar na primeira fase de construção. Uma estratégia que até poderia beneficiar os de verde e branco. No final de contas, não seria a primeira vez que o Sporting CP iria aproveitar o “atrevimento” do adversário em terrenos mais avançados. Apesar de um começo um pouco atribulado (se é assim que lhe podemos chamar), os leões foram equilibrando e assumindo posteriormente o domínio do duelo. Pressão alta no portador da bola quando não tinham a posse e, quando a tinham, eficiência alta para responder à primeira linha de pressão.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Adán (6)

Feddal (7)

Coates (7)

Palhinha (6)

Matheus Nunes (8)

Jovane (4)

Rúben Vinagre (7)

Paulinho (7)

Gonçalo Inácio (7)

Pedro Gonçalves (8)

Ricardo Esgaio (6)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Santos (6)

Daniel Bragança (6)

Matheus Reis (5)

Tabata (-)

Tiago Tomás (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

Num 4-1-4-1 meio campo do FC Vizela começou com a evidenciar a capacidade de jogar com bola e ter qualidade na posse. Em termos defensivos, a descida dos dois extremos foi essencial para compensar e equilibrar as contas sobretudo nas investidas de Esgaio e Vinagre. Álvaro Pacheco, digo mais uma vez, veio com a lição bem estudada sabendo perfeitamente a forma como Sporting CP costuma sair do setor mais recuado. Houve especial atenção para impedir a saída dos leões com bola controlada. O FC Vizela foi muito inconformado em grande parte do tempo e, nessas alturas, conseguiu circular a bola em toda a largura do terreno. Depois de estar a perder, o treinador ainda lança Nuno Moreira para tentar acrescentar mais qualidade ofensiva na esperança de reacender a partida, mas sem efeito.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Charles (5)

Raphael Guzzo (6)

Cassiano (6)

Kiko (5)

Marcos Paulo (5)

Mendez (5)

Samu (6)

Kiki (6)

Richard Ofori (5)

Koffi Kouao (5)

Francis Cann (6)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Moreira (5)

Kevin Zohi (5)

Tomás Silva (5)

Schettine (-)

Hugo Oliveira (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Peço-lhe uma análise à evolução de Matheus Nunes que hoje foi notória. Quer a reagir à pressão, quer na condução e no conseguir ganhar espaços.

Rúben Amorim: O Matheus está cada vez mais jogador. Tem capacidade física, é muito rápido e está cada vez melhor com a bola. Está cada vez melhor a conseguir perceber o que tem de fazer dependendo das zonas onde joga. Se tem de recuar, tem de arriscar. Está muito melhor a perceber os momentos do jogo. Agora, há que recordar que até há bem pouco tempo o Matheus estava no Ericeirense e a trabalhar numa padaria. Há que ter essa noção e dar esse mérito ao jogador que trabalha muito, é muito humilde. E eu acho que ele ainda vai crescer mais porque é muito novo. Já é português (risos). Portanto, mais uma opção para a Seleção.

FC Vizela

BnR: Notou-se uma especial atenção do FC Vizela para impedir que o Sporting CP saísse com a bola controlada. Pergunto-lhe se foi algo que treinou e, se sim, com que intuito?

Alvaro Pacheco: Nós sabemos que o Sporting CP é uma equipa que gosta de ter bola. Tentamos tirar tempo e espaço para eles não terem essa bola. É uma equipa que gosta de construir, de atrair à marcação, aproveitar o espaço na profundidade. E nós para retirar esse espaço na profundidade, tentamos retirar espaço a quem pudesse tomar decisões. Penso que ficou demonstrado a atitude que tivemos de tentar condicionar ao máximo o Sporting CP. Faltou-nos ser mais criteriosos com bola, ter melhor timing. Mas sabemos que a equipa vai melhorar isso no futuro.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Se Kim Min-jae entra, quem sai? | FC Porto

As ordens vindas do Dragão parecem claras e as movimentações no mercado exibem, cada vez mais, o desespero de Sérgio Conceição em contar com mais um central no plantel do FC Porto para 2021/22 – Kim Min-jae.

De relembrar que, até ao momento, há cinco jogadores para a posição: o indiscutível Pepe, o supostamente transferível Mbemba, a eterna promessa que demora a assumir Diogo Leite, Marcano, que passou quase um ano parado devido a lesão, e o mais recente contratado, Fábio Cardoso.

Chancel Mbemba foi o defesa mais utilizado na última época (participou em 43 jogos).
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Não satisfeito com os cinco citados em cima, o FC Porto está a apontar todas as balas para Kim Min-jae. Aos 24 anos, o sul-coreano quer ingressar na Europa – a vontade do jogador é conhecida e no FC Porto pode assumir um papel de destaque.

Afinal, as suas características são bem apreciadas pelo treinador, o que pode facilitar a sua integração no onze. É muito bem conhecido o jogo físico dos portistas, e na defesa são pedidos jogadores impiedosos que consigam impor o corpo no momento do um para um com os atacantes adversários.

Min-jae traz uma grande capacidade de passe longo desde a defesa para o ataque, algo que vemos Pepe fazer muitas vezes para aliviar a pressão do centro do campo. Apresenta também uma grande segurança a defender no espaço, a controlar muito bem a distância a que deixa o adversário da baliza que defende.

Consegue ainda levar a bola com alguma segurança para o meio-campo contrário. Além disso, com 1,90m de altura é capaz finalizar e cortar bolas paradas, algo que tem sido o calcanhar de Aquiles deste FC Porto.

O “namoro” deverá estar muito perto de ser assumido pelos portistas, no entanto, chega um jogador que não esconde a ambição de arrancar para voos mais altos e ligas mais lucrativas.

Mas há algo de que o jogador se está a esquecer: vencer no FC Porto é um processo muito complicado, a pressão é gigante e o treinador é muito exigente, os erros não são facilmente perdoados e o onze faz-se nos treinos.

Volto a lembrar, se Kim Min-jae assinar contrato, Sérgio Conceição fica com seis jogadores para a posição de central. Veremos o FC Porto a jogar com três centrais? Não. Arrisco-me a dizer que nunca veremos o treinador a assumir regularmente uma tática com três centrais. Portanto, algum dos defesas terá que sair.

É seguro assumir que Pepe é o único central intocável, Diogo Leite é o fetiche de manutenção da administração, que se recusa a ceder o jogador, Fábio Cardoso acabou de chegar e pode ser um bom suplente, Marcano não tem mercado, e resta-nos Mbemba.

O jovem central pode ser um dos centrais a sair, com um empréstimo a ser uma possibilidade séria.
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Diga-se que é um dos centrais mais competentes da Liga e, com Pepe, faz uma dupla muito segura, mas é o único que tem mercado capaz de encher as finanças do FC Porto, que ainda não conseguiu fazer qualquer venda neste defeso. Ou veremos a administração a soltar, finalmente, Diogo Leite?

O mercado de transferências ainda será longo, certamente ainda vai agitar o Dragão. Resta-nos esperar e tentar perceber qual será a abordagem da administração para o que falta do defeso, se Kim Min-jae será jogador do FC Porto e se Mbemba ou Diogo Leite abandonam o clube.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Suécia 1-1 Canadá (2-3 GP): Final de antologia dá ouro inédito ao Canadá

A CRÓNICA: QUANDO UMA MEDALHA DE OURO NÃO É SUFICIENTE

Dezasseis dias depois do pontapé de saída para o torneio de Futebol feminino, Suécia e Canadá alinharam à partida para a final, na disputa pelo ouro olímpico. Alterado à última hora de Tóquio para Yokohama, de modo a evitar temperaturas diurnas elevadas e contornar o mau estado do relvado da principal arena olímpica, o jogo iria marcar a estreia de uma das equipas enquanto campeã olímpica, depois de Suécia e Canadá terem conquistado prata e bronze nos Jogos Olímpicos de 2016, respectivamente.

A Suécia vinha de uma campanha imaculada, com vitórias convincentes sobre a natural candidata (e medalhista de bronze) selecção americana, a Austrália e a Nova Zelândia, na fase de grupos, juntando a isso vitórias tranquilas sobre Japão e novamente Austrália, nos quartos de final e meias finais da competição, respectivamente. Já a selecção do Canadá, vista como a eterna promessa do futebol internacional feminino, teve caminho mais complicado até à final, conseguindo cinco pontos no Grupo E composto também por Chile, Japão e Grã-Bretanha, e obtendo vitórias marginais sobre Brasil (4-3 nos penáltis), nos “quartos”, e a eterna rival dos Estados Unidos (1-0), nas “meias”.

Esperava-se, por isso, algum favoritismo inicial para a selecção sueca e um confronto de ataque contra defesa: com sete golos marcados entre as duas jogadoras, Stina Blackstenius e Fridolina Rolfö apontavam a mira à baliza canadiana, que por sua vez chegava à final com apenas três golos sofridos em cinco jogos disputados.

O jogo começou algo “partido”, com um canto para cada lado a abrir os primeiros dez minutos e poucas oportunidades claras de golo. Aos 16 minutos, oportunidade para Rolfö com um remate cruzado, bem defendido pela guarda-redes Stephanie Labbé. Feito o aviso, o Canadá tentava recuperar algum controlo da partida, com o jogo a meio campo a passar sobretudo por Christine Sinclair na frente do diamante composto também por Desiree Scott, Jessie Fleming e Quinn.

Quinn, apesar de alguns furos abaixo nos primeiros minutos de jogo, com várias perdas de bola e pouca iniciativa ofensiva, havia já feito história pessoal e colectiva ao tornar-se a primeira atleta transgénero e não-binário dos Jogos Olímpicos, e em particular numa final.

Nesta altura, a iniciativa ofensiva era toda da Suécia que, aos 32 minutos, apelava uma mão na bola de Quinn à entrada da área defensiva e logo depois chegava ao primeiro golo do jogo. Nova perda de bola de Quinn a meio campo, desarmada pela incansável capitã sueca, Caroline Seger, e que Rolfö, Kosovare Asllani e Blackstenius aproveitaram da melhor forma numa saída rápida pela direita e finalização irrepreensível da então melhor marcadora sueca na competição.

Vantagem justa para a Suécia a fechar o primeiro tempo e mais um passo em direcção à cobiçada medalha de ouro. O Canadá ainda tentaria responder antes do fim do primeiro tempo, mas sem sucesso. A experiente Suécia mostrava-se confiante e fechava a primeira parte novamente com mais posse de bola, sobretudo no meio campo ofensivo.

Mais vontade e mais bola para a equipa de Priestman nos primeiros minutos da segunda parte e duas boas oportunidades pela direita do ataque a prenunciar um Canadá à procura do golo. A definição de jogo não foi a melhor durante os primeiros 15 minutos do segundo tempo, com várias perdas de bola de parte a parte mas com Grosso e Asllani a destacarem-se de cada lado.

Nova substituição canadiana aos 63 minutos e o impacto de Rose fez-se sentir quase de imediato: jogada pela esquerda iniciada pela substituta, cruzamento de Allysha Chapman e penálti cometido pela central Amanda Ilestedt sobre Sinclair, confirmado pelo VAR. Fleming, chamada à conversão, bate sem hipótese para a direita da veterana guarda-redes Hedvig Lindahl e faz o 1-1, deixando a final completamente aberta uma vez mais.

Após sete minutos de um jogo dividido, mas sobretudo de “água na fervura” por parte do Canadá, tripla substituição na Suécia com Jonna Andersson, Lina Hurtig e Hanna Bennison a renderem Magdalena Eriksson, Jakobsson e Angeldahl, numa tentativa de reassumir algum controlo a meio campo. De imediato, a Suécia cresceu no jogo, conseguindo uma excelente oportunidade para se colocar de novo na dianteira aos 78 minutos, mas o remate de Rolfö saiu centímetros ao lado do poste direito de Labbé.

Apesar de algumas investidas ofensivas de parte a parte, entre elas um remate de Asllani cortado em cima da linha pela central Kadeisha Buchanan aos 88 minutos, o jogo parecia mesmo destinado ao prolongamento e no fim do tempo regulamentar não havia decisão.

Os primeiros minutos do prolongamento continuaram a mostrar duas selecções muito equiparadas. Enquanto a defesa Jayde Riviere rendia Chapman na defesa do Canadá e a equipa de vermelho conseguia duas boas chances de golo através de remates perigosos de Rose e Grosso, a Suécia respondia por Rolfö e Blackstenius, as duas unidades mais inconformadas do ataque da equipa de amarelo. A terminar a primeira parte do prolongamento, remate perigoso de longe de Andersson por cima da barra de Labbé.

A Suécia entrou mais determinada a evitar os penáltis, acumulando cantos e remates bloqueados nos primeiros minutos do segundo tempo extra. No entanto, a primeira grande oportunidade de golo foi mesmo para o Canadá, aos 112 minutos. Grande jogada individual de Rose sobre Björn na direita, cruzamento teleguiado e correspondido por um bom cabeceamento de Huitema, com este a sair ligeiramente ao lado do poste esquerdo de Lindahl. Pouco depois, a Suécia apelou um penálti por mão na bola, não concedido por Pustovoitova, e aos 117 minutos teve oportunidade flagrante de golo após cruzamento da esquerda de Andersson e uma carambola na pequena área, que Bennison não conseguiu aproveitar.

Depois de mais um desperdício sueco aos 118 minutos, desta feita por Hurtig, que se viu isolada no centro da área canadiana, mas cabeceou para fora, nova ronda de substituições de parte a parte – Emma Kullberg rendeu Ilestedt na defesa da Suécia enquanto Shelina Zadorsky entrou para o lugar de Scott. Alterações possivelmente com vista ao desempate por grandes penalidades, que chegaram para desfazer um empate que em tudo se justificou durante os 120 minutos mais compensações.

Na “lotaria”, a fortuna do pontapé vencedor sorriu a cinco jogadoras apenas, com as duas guarda-redes a terem também um impacto decisivo no desfecho. Duas das jogadoras mais habilidosas e experientes da Suécia, Asllani e Seger, falharam. Vanessa Gilles e Lawrence, ambas incansáveis e com exibições muito sólidas na defesa do Canadá, falharam também a conversão. Com cinco penáltis batidos para cada lado, a decisão na “morte súbita” recaiu então sobre Andersson, que viu o seu pontapé defendido por Labbé, e sobre a jovem Julia Grosso, que, apesar de um desvio de Lindahl, conseguiu mesmo confirmar a medalha de ouro para o Canadá, a sexta da nação nestes Jogos Olímpicos.

Uma final de antologia entre duas equipas muito equilibradas e com sede de se estrear a vencer nesta competição; com os olhos do mundo postos em Yokohama, esta pode ter sido uma bela, e muito necessária, montra para uma modalidade a que se deve maior reconhecimento. Com estrelas emergentes, e agora medalhadas, como Jordyn Huitema, Hanna Bennison ou Catarina Macario, e jogadoras consagradas como Jessie Fleming, Stina Blackstenius ou Lindsey Horan, o Futebol feminino prepara aquela que pode ser uma “idade de ouro” da modalidade e cujo início pode ter estado, mesmo, nestes Jogos Olímpicos de 2020.

 

A FIGURA

Jessie Fleming – Fez praticamente tudo bem na “sala das máquinas” do Canadá. A jogar na frente do diamante do meio-campo, recuperou bolas à frente e atrás, criou perigo e não vacilou na hora de bater as duas grandes penalidades que ajudaram a trazer uma medalha de ouro inédita para o Canadá.

A jovem suplente Deanne Rose e a treinadora britânica Beverly Priestman também merecem destaque; a primeira por mostrar uma maturidade e qualidade de jogo acima da média desde a sua entrada em campo aos 63 minutos, e a segunda por, mais uma vez, ter acertado em todas as mudanças no alinhamento que promoveu durante o encontro.

O FORA DE JOGO

Quinn – A sua incontestável importância fora das quatro linhas não se materializou numa boa exibição nesta final. A jogar no lado esquerdo do diamante canadiano, Quinn perdeu várias vezes a posse de bola e vacilou na hora de definir o passe frontal ou lateral.

O golo da Suécia resulta, precisamente, de uma perda de bola sua a meio campo. De qualquer forma, a sua contribuição no torneio resulta na primeira medalha de qualquer tipo para um atleta transgénero e não-binário em Jogos Olímpicos – um feito que merece destaque e que uma exibição pobre não pode apagar.

 

ANÁLISE TÁCTICA – SUÉCIA

A Suécia não promoveu alterações em relação ao onze inicial da meia final frente à Austrália, alinhando no seu típico 4-2-3-1, com Angeldal e Seger no miolo, atrás da linha ofensiva composta por Jakobsson e Rolfö (nas alas), a média criativa Asllani e a figura de proa Blackstenius. Seger destacou-se, em particular, pelas recuperações de bola.

Já as constantes trocas de flanco de Jakobsson e Rolfö não resultaram tão bem desta feita, apesar de a Suécia ter criado oportunidades de golo suficientes para resolver o jogo no tempo regulamentar.

Das suplentes, Andersson foi quem mais acrescentou com subidas constantes a partir da faixa direita da defesa sueca. Apesar das seis alterações, e à semelhança do que aconteceu com a equipa do Canadá, Peter Gerhardsson nunca desvirtuou o alinhamento táctico.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lindahl (7)

Glas (6)

Ilestedt (5)

Björn (6)

Eriksson (6)

Angeldal (6)

Seger (7)

Jakobsson (7)

Asllani (7)

Rolfö (7)

Blackstenius (7)

SUBS UTILIZADOS

Andersson (6)

Hurtig (5)

Bennison (5)

Schough (6)

Anvegård (5)

Kullberg (-)

 

ANÁLISE TÁCTICA – CANADÁ

À semelhança da Suécia, o Canadá alinhou com o mesmo onze inicial da meia final e no sistema táctico privilegiado por Beverly Priestman durante a competição: um 4-1-2-1-2 em diamante, com Scott a bascular atrás de Fleming e Quinn, e Sinclair ligeiramente mais adiantada a servir a linha de dois avançados composta por Beckie e Prince.

A equipa canadiana tentou sair, sobretudo, em contra-ataque, usando a velocidade de Prince, primeiro, e de Rose, a partir dos 63 minutos, com Lawrence em particular a desencadear muitos dos ataques pela faixa direita em combinação com Fleming. A treinadora britânica também esgotou as substituições, primeiro conferindo rapidez ao ataque por intermédio de Rose e, depois, colocando Huitema mais estática na frente, já à entrada para o prolongamento.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Labbé (7)

Lawrence (7)

Gilles (7)

Buchanan (6)

Chapman (5)

Scott (6)

Fleming (8)

Quinn (5)

Sinclair (7)

Beckie (6)

Prince (6)

SUBS UTILIZADOS

Grosso (6)

Leon (6)

Rose (8)

Huitema (5)

Riviere (-)

Zadorsky (-)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Os 5 candidatos a vencer a Primeira Liga 21/22

A Liga Portuguesa está quase aí e, pela primeira vez em 19 anos, o Sporting CP irá defender o troféu conquistado em maio deste ano.

Os comandados de Rúben Amorim começaram a temporada a vencer, ultrapassando o SC Braga na Supertaça, e sonham repetir um feito com quase 70 anos: o bicampeonato.

Para tal, os leões precisam de ser mais fortes e consistentes do que os dois históricos rivais e dois outsiders. 

Quem será o grande vencedor da Liga e qual a vossa aposta?

5.

Vitória SC – Uma conquista da equipa vimaranense poderia ser vista como uma história de um “Leicester FC à portuguesa”. A equipa, agora comandada por Pepa, tem jogadores experientes e de enorme qualidade e, após uma temporada 2020/2021 para esquecer, o foco está em voltar aos bons momentos.

Após o excelente trabalho no FC Paços de Ferreira, Pepa muda-se agora para Guimarães onde, perante os exigentes adeptos do Vitória SC, vai assumir o maior desafio da carreira até ao momento. Conseguirá o treinador, de 40 anos, levar os vitorianos a um feito ímpar?

Aposta já na Liga com a BETANO