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FC Porto 5-3 Olympique Lyonnais: Ataque esconde erros defensivos

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A CRÓNICA: ESPETÁCULO DE CHUVA DE GOLOS NUMA APRESENTAÇÃO SEM ADEPTOS!

Este sábado, no Estádio do Dragão, o FC Porto apresentou o seu plantel oficial com o qual irá competir na época 2021/22. Sérgio Conceição apresentou um plantel muito extenso e recheado de soluções, o que deixa a prever que irá acontecer o mesmo que na última época, com jogadores a terem escassas oportunidades de se mostrar a um bom nível.

No jogo em si, o FC Porto iniciou a partida ao seu estilo, muito pressionante no último terço e a obrigar os franceses a errar. Essas iniciativas levaram a equipa a marcar cedo, num golo de pénalti, concretizado por Sérgio Oliveira.

Com vantagem cedo, o FC Porto foi mais expectante para contra-atacar, embora sem abandonar a ideia de, sempre que possível, controlar o jogo com bola. Num meio-campo em que Sérgio Oliveira ficou recuado e Fábio Vieira adiantado, Vitinha ia variando o seu posicionamento, sendo elemento fundamental na forma de atacar e no ritmo que esse ataque continha.

O FC Porto chegaria ao 2-0 à meia hora de jogo, numa aceleração de Francisco Conceição, com Díaz a cruzar para um grande golo de primeira de Fábio Vieira. Apesar dos dois golos, não estava a ser um FC Porto convincente, com muita lentidão e apatia nas abordagens defensivas. Devido a isso, não foi estranho que o Lyon tenha chegado ao empate, a abrir a segunda parte.

Os azuis e brancos voltaram à vantagem num lance bem desenhado por Otávio e Vitinha, que acabou com Pepe, a finalizar de cabeça, de forma imperial. Contudo, mais do mesmo viria a acontecer e uma má abordagem permitiu a Slimani voltar a igualar o marcador.

A dupla de avançados acabaria por salvar o espetáculo com mais dois golos. Em apenas dois minutos, Toni Martínez e Taremi mostraram que também tinham algo a acrescentar à partida. Com sois lances com instinto de ponta de lança, os avançados deram o triunfo aos portistas.

A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Vitinha e a concretização ofensiva do FC Porto – Pelo golaço e pela prestação em campo, Fábio Vieira também podia levar este prémio, contudo Vitinha acabou por ser o jogador com mais minutos em campo, o mais consistente a atacar e defender, assistindo também Pepe para o 3-2.

Assistimos muitas vezes, na época passada, à ineficácia a ser o problema numa equipa que criava muito jogo. Porém, nesta partida o FC Porto foi bastante concretizador e pareceu prometer para o início de época.

O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Defesa portista – Tudo bem que houve muita rotatividade e desgaste pela sucessão de jogos da pré-época, mas de certeza que Sérgio Conceição terá algumas coisas a retificar na forma como a equipa aborda os lances em termos defensivos. Muita facilidade do Lyon a perfurar a defesa portista nos três golos marcados.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Na primeira parte, Sérgio Conceição apresentou-se com um 4x3x3 tradicional, com um ponta de lança fixo e dois extremos a subir nas linhas. Na segunda parte, viu-se um 4x1x3x2, com Bruno Costa a médio defensivo e Vitinha à sua frente, e com os dois pontas de lança em missões constantes, com e sem bola.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (7)

Nanú (5)

Iván Marcano (6)

Chancel Mbemba (6)

Zaidu Sanusi (6)

Sérgio Oliveira (7)

Vítor Ferreira (8)

Fábio Vieira (8)

Francisco Conceição (7)

Evanilson (6)

Luis Díaz (6)

SUBS UTILIZADOS

Marchesín (7)

Carraça (5)

Wilson Manafá (6)

João Mário (5)

Fábio Cardoso (5)

Pepe (7)

Diogo Leite (6)

Marko Grujic (5)

Otávio (6)

Bruno Costa (6)

Rodrigo Valente (5)

Romário Baró (7)

Mehdi Taremi (7)

Toni Martínez (7)

Pepê (6) 

ANÁLISE TÁTICA – OLYMPIQUE LYON

Peter Bosz manteve-se, do início ao fim, fiel ao seu 4x3x3, e foi aproveitando as debilidades defensivas do FC Porto para criar perigo.

Foi uma equipa bem estruturada do meio-campo para a frente, com avançados muito possantes e perigosos. Contudo, apresentou uma defesa também, um tanto ou quanto, desorganizada, que se desmontava facilmente com a pressão e as mudanças de velocidade dos avançados portistas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Anthony Lopes (7)

Malo Gusto (6)

Marcelo (7)

Castello Lukeba (6)

Maxwel Cornet (7)

Maxence Caqueret (6)

Habib Keïta (6)

Houssem Aouar (6)

Karl Toko-Ekambi (7)

Moussa Dembélé (7)

Rayan Cherki (6)

SUBS UTILIZADOS

Sinaly Diomandé (6)

Léo Dubois (7)

Jean Lucas (5)

Bradley Barcola (5)

Tino Kadewere (6)

Islam Slimani (7)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Liga Inglesa | Os 5 jovens a ter em conta em 2021/22

Um dos fatores mais aliciantes do futebol moderno é que grande parte das equipas das principais ligas europeias – e não só – já começam a apostar de forma mais séria e reiterada no lançamento de jogadores jovens, seja da sua formação, seja da formação de outros clubes. O rigor tático e qualidade das camadas jovens é cada vez mais uma realidade e, por isso, as novas esperanças do futuro já chegam ao presente com uma preparação muito boa.

A Primeira Liga Inglesa é um claro exemplo disso. Neste artigo, vou destacar os cinco jovens jogadores cujo percurso vou acompanhar com especial atenção.

Antevisão GP Hungria: As luvas saíram…

A ANTEVISÃO: LEWIS HAMILTON CONSEGUE POLE POSITION… E MAIS UMA POLÉMICA COM VERSTAPPEN

Após a explosão em Silverstone da, até agora, respeitosa rivalidade entre Lewis Hamilton e Max Verstappen, este fim de semana, na Hungria, vinha carregado de intriga, sobre se iam tentar acalmar os ânimos, ou tirar as luvas. A escolha foi a segunda, e a corrida de amanhã tem tudo para nos dar mais uma batalha épica entre os dois rivais do título.

Os Mercedes continuam o caminho de Silverstone, onde as atualizações colocadas parecem ter apertado novamente a margem para a Red Bull, colocando ainda mais a diferença nos pilotos, com os carros tão equilibrados. Desta feita, a pole position caiu do lado de Lewis Hamilton, acompanhado do colega de equipa Valtteri Bottas.

O britânico conseguiu uma excelente primeira volta na Q3, que lhe garantiu a pole position, no entanto, a polémica surge quando, à frente de Max Verstappen, aparenta seguir muito mais devagar do que o normal na volta de aquecimento. Esta maior demora fez com que Max Verstappen conseguisse fazer uma última volta por pouquíssimos segundos, e que Sergio Pérez, que seguia ambos, fosse incapaz de melhorar o seu tempo.

Não parece haver quebra de qualquer regra, no entanto, os fãs irão guerrear entre si nas redes sociais.

Os Red Bull vão começar em terceiro (Max Verstappen) e quarto (Sergio Pérez), numa qualificação onde o mexicano não conseguiu aproximar-se mais do que meio segundo do colega de equipa. Apesar do quarto lugar, não pode esperar ficar contente com a diferença.

No entanto, o fator de maior curiosidade para a corrida de amanhã é que ambos os Red Bull começam a corrida de pneus macios, enquanto os Mercedes o farão de médios. Normalmente, as equipas do topo da tabela, apostam num começo de pneus médios, no entanto, a Red Bull aparenta estar confiante de que é capaz de ultrapassar os dois Mercedes nas primeiras voltas.

É uma estratégia muito arriscada, mesmo tendo em conta que terão o pneu mais rápido, visto que o Hungaroring é conhecido pela grande dificuldade em ultrapassar. Caso a ultrapassagem não seja realizada na primeira volta, ou a Red Bull apresenta uma gestão de pneus e ritmo de corrida sublime, ou as coisas ficarão mais fáceis para a Mercedes.

A quinta posição na grelha está reservada para Pierre Gasly (Alpha Tauri), enquanto Tsunoda começa no fundo da grelha, em 16.º. O sexto lugar ficou para o McLaren de Lando Norris, com o colega de equipa Daniel Ricciardo, mais uma vez, a não conseguir acompanhar o ritmo, começando de 11.º.

A Ferrari aparentava ser a terceira equipa mais rápida durante todo o fim-de-semana na Hungria, no entanto, na qualificação estiveram muito mais equilibrados com os restantes carros do pelotão, com apenas um dos “cavalino rampante” em sétimo, nas mãos de Charles Leclerc, sendo que Carlos Sainz vai começar de 15.º, após um despiste na Q2.

A Alpine foi uma das surpresas positivas da qualificação, ao colocar ambos os pilotos no top 10, com destaque para Esteban Ocon, que voltou a estar à frente de Fernando Alonso, em oitavo e nono respetivamente. A fechar o top 10, vemos Sebastian Vettel no Aston Martin, enquanto que Lance Stroll irá começar de 12.º.

A corrida de amanhã pode fechar a primeira parte da temporada em grande, após os acontecimentos de Silverstone. A Red Bull apostou numa estratégia de risco máximo, que ou corre extremamente bem ou muito mal. A Mercedes poderá utilizar Valtteri Bottas como tampão na primeira volta de modo a manter os Red Bull à distância. Na Hungria, os carros são tradicionalmente “mais largos”, havendo poucas oportunidades para ultrapassar, e poderemos ver uma repetição de 2020, no entanto, esta não é a mesma Red Bull do ano passado.

Tóquio 2020, Atletismo #1: O tiro de partida no Estádio Olímpico

Ao sétimo dia, depois de acendida a Chama Olímpica, começaram as provas de Atletismo. Tendo em conta que é a modalidade com maior quantidade de atletas portugueses (20), existe uma grande expectativa de bons resultados. Além disso, também temos a oportunidade de ver atletas mais conhecidos e outros que se dão a conhecer ao mundo.

Na estreia dos atletas lusos em pista esteve Lorene Bazolo. A competir nas eliminatórias dos 100 metros, a velocista ficou no 25.º lugar da geral e foi eliminada. De seguida, na qualificação para a final do triplo salto, Patrícia Mamona garantiu a passagem no primeiro salto, mas pior sorte teve Evelise Veiga, que terminou no 19.º lugar e ficou fora do palco das grandes decisões.

Auriol Dongmo, campeã europeia de pista coberta, obteve, logo na primeira tentativa (18,80m), o bilhete de passagem à final de lançamento do peso. No dia seguinte, Irina Rodrigues terminou a participação nos Jogos Olímpicos depois de acabar a qualificação do lançamento do disco em 25.º lugar. Por outro lado, Liliana Cá conseguiu o apuramento e vai estar na final da especialidade.

A fechar o segundo dia, terminou o sonho do estreante Carlos Nascimento na prova dos 100 metros masculinos, uma das categorias mais aguardadas. Os 10.37 segundos não foram suficientes para seguir em frente na competição, que foi encabeçada pelo velocista canadiano Andre De Grasse.

Nos dois primeiros serões de competição, já houve espaço para vitórias e muitas surpresas. O pódio do Estádio Olímpico foi inaugurado com a prova dos 10.000 metros, que foi vencida por Selemon Barega, atleta da Etiópia, seguido de dois corredores do Uganda, Joshua Cheptegei e Jacob Kiplimo, prata e bronze, respetivamente.

Já no dia 31 de julho, Daniel Stahl, da Suécia, sagrou-se campeão olímpico do lançamento do disco. A fechar o top 3, esteve o também sueco Simon Pettersson, com a medalha de prata, e Lukas Weisshaindinger, da Áustria, que colocou o bronze ao peito.

A maior surpresa até agora, no Atletismo, veio nos 100 metros femininos. Elaine Thompson-Herah venceu a prova e bateu o recorde Olímpico de Florence Griffith Joyner, que subsistia desde Seul 1988. Na segunda posição, ficou a grande favorita, Shelly-Ann Fraser-Pryce e, com o bronze e a completar um pódio 100% jamaicano, ficou Shericka Jackson.

Nos primeiros dias de agosto, a competição de Atletismo continua. No dia 1, Auriol Dongmo será a representante portuguesa na final do lançamento do peso – a prova começa às 02h35 de Portugal continental. Mais tarde, às 12h20, Patrícia Mamona vai, também ela, tentar dar uma alegria na final do triplo salto.

No dia 2, será a vez de Liliana Cá entrar em pista para a final do lançamento do disco feminino – competição prevista para começar às 12h. Durante os intervalos das provas lusas, existe muito desporto para ver e esperam-se mais surpresas e boas prestações dos atletas.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Tóquio 2020, Ténis de Mesa #1: Continuaremos a lutar em equipa contra o “Adamastor”, mas primeiro a Alemanha

Deitando um olho ao panorama atual, é no mínimo curioso pensar que o desporto mais praticado do mundo começou por ser, há 200 e poucos anos atrás, um simples passatempo para as famílias da classe alta em… Inglaterra. E só depois do jantar.

O Ténis de Mesa chegou a ser dominado pelos países da Europa Central, como a Hungria, a Áustria, a Alemanha e a República Checa, até meados do século XX. Contudo, a verdade é que não há ninguém no mundo alheio ao facto de que Portugal (ou qualquer outro país), ao enfrentar a China nestes mares, sente sempre que está a fazer uma viagem parecida à dos navegadores portugueses quando passaram o Cabo das Tormentas. Mas sem o final feliz.

Posto isto, é perfeitamente normal contar-vos aqui que, desde que o Ténis de Mesa se juntou à lista de desportos olímpicos, em Seul 1988, a China já colocou no baú 30 das 35 medalhas de ouro disponíveis até agora.

No que toca à campanha portuguesa, a primeira ronda começou da melhor forma com vitórias de Jieni Shao, por 4-3 frente à sueca Christina Kaellberg, e de Tiago Apolónia, com um expressivo 4-0 face ao nigeriano Olajide Omotayo.

Infelizmente, os dois atletas acabariam por abandonar a competição individual em confrontos bastante desnivelados, principalmente no caso da portuguesa. Na ronda seguinte, Jieni Shao cedeu um 4-0 sem resposta contra Mengyu Yu, enquanto Tiago Apolónia foi derrotado, por 4-2, face ao tenista de mesa Kamal Achanta.

O passado dia 26, porém, trouxe-nos algumas alegrias, protagonizadas por Fu Yu, que arrebatou uma vitória por 4-0, ainda na ronda dois da competição feminina, face à indiana Sutirtha Mukherjee. Do lado masculino, Marcos Freitas, já na ronda três, brilharia na disputa intensa contra o austríaco Daniel Habesohn e avançaria para os últimos 16, com uma vitória por 4-3.

Bem-vindo de volta, Grujic! | FC Porto

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Marko Grujic, o médio-defensivo de 25 anos que vestiu a camisola azul e branca na época passada, regressou a “casa” na passada terça-feira e, desta vez, veio para ficar. Enquanto que na temporada transacta o sérvio ingressara no FC Porto a título de empréstimo sem qualquer opção de compra, desta vez, existe uma cláusula de compra obrigatória, entre os 10 e os 12 milhões de euros.

Este é um verdadeiro reforço para os dragões, dada a escassez de opções que existiam para papéis mais defensivos no centro do terreno, não esquecendo da segurança que Marko proporcionou nos jogos em que participou.

O número 16 vem suprir uma lacuna que há muito não é preenchida – o papel de nº6, um médio mais recuado e com tarefas praticamente defensivas, participando na construção de jogo a partir de trás. Papel este que foi durante muito tempo cumprido por Danilo Pereira, que abandonara os azuis e brancos no mercado de verão na época passada e fez com que Grujic fosse o escolhido como seu substituto.

Tendo jogado Uribe e Sérgio Oliveira no meio campo praticamente a época toda (Uribe faz mais o papel de 8 do que de 6), seria natural vermos um FC Porto mais desfalcado a defender por faltar uma referência no meio campo que ajudasse a defesa a destruir o jogo do adversário e a construir o próprio jogo ofensivo. E isso, Grujic fá-lo perfeitamente.

De realçar a vontade que Grujic teve em regressar ao FC Porto. Segundo a comunicação social afirmou, o centro-campista sérvio rejeitou propostas oriundas da Holanda, Itália e inclusive do Sporting CP para que pudesse vestir novamente a “pele” do dragão.

Este foi um ato decisivo para a transferência de Grujic para o FC Porto e certamente que caiu bem no seio dos adeptos, da equipa técnica e também da direção do clube, que podem agora contar com um jogador que dá garantias dentro de campo e fora dele.

Marko Grujic treinou no próprio dia em que foi novamente apresentado no Estádio do Dragão e seguiu para o estágio no Algarve. Tendo em conta que Matheus Uribe saiu lesionado da Copa América e está, neste momento, na Colômbia a recuperar da mesma, é muito provável que Grujic esteja no onze inicial aquando do arranque do campeonato.

Marko Grujic
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

É que, para além do tempo de recuperação de Uribe, o jogador terá ainda de cumprir uma quarentena de 14 dias após aterrar em Portugal e só depois poderá treinar com a equipa principal. Nasce assim uma oportunidade para Marko Grujic assumir, desde cedo, a titularidade, o que poderá originar alterações no sistema tático de Sérgio Conceição.

À partida, no centro do terreno, fará parelha com Sérgio Oliveira, isto se o português não concretizar uma transferência para outro emblema antes do início da Primeira Liga.

Sendo assim, o FC Porto adquire um médio-defensivo com 25 anos, mas ainda em ascensão, dado o percurso que a sua carreira teve até ao momento. É que, nas cinco épocas como jogador do Liverpool FC (irá agora para a sexta, pois ainda está emprestado), quatro delas foram como emprestado – um ano no Cardiff City FC, duas temporadas no Hertha Berlin SC e outra no FC Porto.

Agora, Marko Grujic tem uma perspetiva de carreira mais estável e o FC Porto conta com um médio que oferece essa mesma estabilidade no centro do terreno e uma qualidade acima da média. Bem-vindo de volta, Grujic!

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Supertaça | Começar a época da melhor maneira

Supertaça Cândido de Oliveira: sábado, 20h45, 31 de julho de 2021
ANTEVISÃO: CAMPEÃO NACIONAL MEDE FORÇAS COM O VENCEDOR DA TAÇA

Sporting CP e SC Braga enfrentam-se, neste sábado, no Estádio Municipal de Aveiro. Num encontro que terá a Supertaça Cândido de Oliveira em jogo, leões e arsenalistas querem levar mais um troféu para casa. A equipa de Rúben Amorim conquistou a Primeira Liga, para além da Taça da Liga, pelo que os comandados de Carlos Carvalhal venceram a Taça de Portugal.

AMORIM E CARVALHAL TENTAM CONQUISTAR A SUA PRIMEIRA SUPERTAÇA! QUEM É QUE ARRISCAS QUE VAI VENCER O JOGO? SEGUE JÁ PARA A BET.PT E APOSTA!

Na pré-época, o Sporting CP venceu oito dos nove encontros que disputou, arrecadando o Troféu Cinco Violinos após uma vitória por 3-2 diante do Lyon. Por sua vez, o SC Braga apenas conseguiu ganhar quatro jogos de oito disputados. Ainda assim, não perdeu nenhum, empatando os restantes.

No que diz respeito a baixas, o espanhol Pedro Porro será a única ausência no lado dos campeões nacionais, pelo que deverá avançar Ricardo Esgaio, ex-SC Braga, para o seu lugar. Na equipa minhota, destaque para as ausências de Lucas Piazón, que não poderá jogar por ter sido expulso na final da Taça de Portugal, Fábio Martins, também ele a cumprir castigo, e de David Carmo, ainda a recuperar de uma grave lesão contraída na temporada passada.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O Sporting CP participará enquanto campeão nacional na Supertaça Cândido de Oliveira pela primeira vez desde 2002 (vitória por 5-1 diante do Leixões… de Carlos Carvalhal).
  2. Os leões já conquistaram a prova oito vezes, a última em 2015, diante do SL Benfica. O SC Braga nunca venceu a competição, tendo sido derrotado na final em três ocasiões.
  3. O único confronto entre ambas as equipas na Supertaça Cândido de Oliveira foi em 1982, conquistada pelo Sporting CP (7-3 no agregado).
  4. O último jogo entre as duas equipas foi histórico para o Sporting CP: vitória (0-1) em Braga, a jogar em inferioridade numérica quase desde o início da partida, naquele que foi o encontro que praticamente sentenciou o título para os leões.
  5. Será um jogo de muitos reencontros: para além de Rúben Amorim, João Palhinha e Paulinho, Ricardo Esgaio irá reestrear-se oficialmente pelo Sporting CP diante da sua antiga equipa.
  6. Paulo Oliveira, de regresso a Portugal, irá enfrentar o Sporting CP, o último clube português que representou antes de se transferir para o Eibar.
  7. Em finais nacionais, o SC Braga nunca derrotou o Sporting CP (duas finais da Taça de Portugal, uma da Taça da Liga e uma da Supertaça Cândido de Oliveira).
  8. O melhor marcador deste confronto é Manuel Fernandes, do Sporting CP, que apontou 23 golos em 26 jogos diante do SC Braga.
  9. As equipas já se enfrentaram 152 vezes em jogos oficiais, com 94 vitórias do Sporting CP, 23 empates e 35 vitórias do SC Braga.
  10. Se derrotar o SC Braga, o Sporting CP terá conquistado todos os troféus a nível nacional num espaço de dois anos.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Paulinho – Contratação mais cara da história do clube, o avançado, de 28 anos, trocou Braga por Alvalade. Apesar de não ter marcado tantos golos quanto seria esperado, apontou o golo do título no jogo decisivo diante do FC Boavista. No último jogo desta pré-época, deixou uma boa impressão, marcando duas vezes frente ao Lyon. Um bom cartão de visita para a principal referência do Sporting CP, que certamente quererá marcar diante da sua antiga equipa.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Al Musrati – O médio defensivo líbio foi um dos melhores jogadores do último campeonato e, caso permaneça na cidade dos arcebispos, continuará a ser um jogador absolutamente fundamental para Carlos Carvalhal. O camisola oito arsenalista é um jogador com grande capacidade de passe e fortíssimo nas recuperações, um papel semelhante ao de João Palhinha no Sporting CP. Será travada, naturalmente, uma dura batalha a meio-campo em Aveiro.

 

XI’S PROVÁVEIS

Sporting CP: Adán, Inácio, Coates, Feddal, Nuno Mendes, João Palhinha, Matheus Nunes, Ricardo Esgaio, Pedro Gonçalves, Jovane e Paulinho.

Treinador: Rúben Amorim

‘’Estamos bem, foi um mês que deu para trabalhar bem, recuperar os índices físicos e para a malta voltar a ganhar rotinas. Estamos preparados para o jogo de amanhã.’’

 

SC Braga: Matheus, Paulo Oliveira, Raul Silva, Sequeira, Fabiano, Al Musrati, Castro, Galeno, Fransérgio, Ricardo Horta e Abel Ruiz.

Treinador: Carlos Carvalhal

‘’Com muito respeito pelo Sporting CP, mas queremos vencer e trazer a Supertaça para Braga. Em cem anos de história, o clube nunca venceu.’’

 

PREVISÃO DO RESULTADO: SPORTING CP 1-0 SC BRAGA

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Os 3 principais candidatos a subir na Segunda Liga em 2021/2022

A Segunda Liga, assim como a generalidade das divisões inferiores, tem sido cada vez mais alvo de foco e atenção nos últimos anos por parte de adeptos e televisões nacionais. A transmissão de jogos deste campeonato em diferentes órgãos de comunicação social tem chamado a atenção para a qualidade que, de facto, existe na Segunda Liga Portuguesa.

Na época anterior, a luta pela subida foi levada até à última jornada e a competitividade foi palavra-chave. Intenso e imprevisível é como podemos descrever este campeonato. No arranque para uma nova temporada, muitas são as equipas que se perfilam como potenciais promovidos ao principal escalão.

Ainda que o futebol seja pouco dado a previsões, aqui ficam aqueles que considero serem os três conjuntos que têm tudo para escalar até ao próximo patamar.

Editorial BnR: Bola na Rede impedido de estar na Conferência de Imprensa da Supertaça

Quase onze anos passaram desde o nosso nascimento, numa tarde de Outono e numa das colinas de Benfica. Poucas semanas depois, a Federação Portuguesa de Futebol recebia a sua congénere Espanhola, então campeã do mundo e golearia por 4-0 nuestros hermanos.

Nesses onze anos, passámos de um pequeno estúdio de rádio da ESCS (Escola Superior de Comunicação Social) para uma bancada de imprensa do Estádio de São Miguel, deixámos de comentar o jogo da Champions League do dia anterior para irmos a Varsóvia cobrir um jogo da liga milionária.

Contudo, nos longos dias que têm onze anos, o futebol português e, mais concretamente, membros da Federação Portuguesa de Futebol parecem não querer acompanhar o tempo.

Durante este tempo, o Bola na Rede transformou-se num Orgão de Comunicação Social (OCS), teve colaboradores nos Açores, Madeira, Minho, Trás-os-Montes e Algarve, cobrimos jogos das ligas distritais com o mesmo orgulho e empenho de um clássico da principal liga e, acima de tudo, criámos um estilo muito próprio, focado na opinião e, de forma obrigatória, no jogo em si.

Tivemos desafios, tivemos momentos onde fomos testados e sempre soubemos ouvir um “Não” com a certeza que se nos esforçássemos e mostrássemos o nosso valor iríamos acabar por ter o “Sim”.

Há menos de seis meses, escrevemos um texto sobre o que considerávamos ser o caminho e, após os elogios de um treinador campeão nacional, quisemos partilhar os mesmos com os leitores e com quem mais o merece: os nossos redatores.

Assim, e depois de mais de uma centena de jogos da Primeira Liga, dezenas de encontros das competições europeias e, certamente, mais de duas mãos cheias de jogos da seleção A portuguesa, foi com estupefacção que recebemos a notícia que, para o gabinete de acreditação da Federação Portuguesa de Futebol, o BnR não é um Orgão de Comunicação Social com pleno direito para estar numa conferência de imprensa com lugar para trinta pessoas, rejeitando assim, mais uma vez, o nosso pedido para estar presentes no momento do rescaldo do encontro.

É profundamente triste e revoltante que o maior organismo desportivo português revele falta de conhecimento sobre o que se passa semanalmente em dezenas de estádios portugueses (entre eles, claro, Sporting CP e SC Braga) onde o BnR faz questão de marcar presença e fazer perguntas que, nas redes sociais, são vistas como pertinentes e até – perdoem-nos a parca modéstia – fazem falta a algumas mentalidades do nosso país.

Este tratamento perante um OCS é um momento pouco digno e é, para os milhares de leitores que nos acompanham diariamente e que se revêem no nosso projeto, uma amostra da pouca noção da realidade que existe neste nosso Portugal.

Convém lembrar que nos quadros do Canal 11, OCS da própria Federação, são vários os elementos com passagem no nosso projecto e que são vistos como o futuro do jornalismo desportivo em Portugal. Para os que ainda estão no nosso projeto, queremos afirmar que não iremos desistir de lhes dar a formação e as oportunidades de brilhar e mostrar o valor que têm, seja com ou sem o reconhecimento de “alguém” que tem o dever de representar Portugal e os Portugueses.

Continuaremos aqui à espera de todos aqueles que tenham o sonho de ser jornalistas desportivos, que não queiram falar em polémicas mas sim de sistemas tácticos e iremos sempre olhar com a mesma atenção para todas as equipas, independentemente de datas de criação, volume de tiragens ou até de nomes conhecidos.

Iremos estar aqui para tentar dar o máximo por este projeto, por esta equipa e por todos os nossos leitores, tentando sempre falar sobre o jogo. Para tal, basta deixarem-nos fazer o que queremos: bom jornalismo.

Que amanhã seja um grande jogo e venha daí uma ótima época desportiva.

A Direção do Bola na Rede

Tóquio 2020, Remo: Portugal arrecada 13.º lugar numa prova em que a República da Irlanda fez história

Mesmo depois de alguns constrangimentos provocados por um tufão que assolou a cidade de Tóquio, foi, por fim, e com um dia de atraso, que se iniciaram as provas de Remo na presente edição das Olimpíadas de 2020. Portugal fez-se representar na modalidade pelos remadores Afonso Costa e Pedro Fraga, com o segundo a ser um repetente neste certame.

Os mesmos competiriam na classe Double Scull peso ligeiro (LM2x), entrando em água logo na primeira eliminatória, que qualificaria diretamente os primeiros dois de cada uma das séries qualificativas.

Numa regata dominada pelos barcos germânico e italiano, a dupla lusitana obteve a 3.ª posição, terminando com o tempo de 6.44.09, atrás dos transalpinos que registaram 6.24.25 e dos alemães que averbaram um tempo de 6.21.71. Assim sendo, os lusos seguiam para uma repescagem a ter lugar na madrugada seguinte (horas portuguesas).

UM APURAMENTO FALHADO POR PEQUENAS “MARGENS”

Relegados, pois, para a repescagem, a dupla portuense sabia que, para seguir rumo às meias-finais, necessitava de ficar entre os três melhores da sua série. Com o equilíbrio entre as embarcações participantes a ser nota predominante, ao longo da primeira metade do percurso na pista olímpica a dupla lusitana, formada por Fraga, 38 anos, e Costa, de 25 anos, ia estando no controlo da regata, mantendo-se sempre em lugares de passagem.

No entanto, o último pedaço de compita seria crucial, e um súbito aumentar de intensidade de “pagaiada” por parte da tripulação nativa do Uruguai colocaria o exército luso fora das posições qualificativas para a fase seguinte.

Esta eliminação tornou-se ainda mais complicada de aceitar e de “digerir”, uma vez que a diferença entre a equipa vencedora, a ucraniana, e a nacional, que fechou no quarto posto, foi de escassas décimas de segundo, com os remadores naturais da cidade Invicta a ficarem a cerca de oito décimas do apuramento.

Isto originava uma “queda” de Pedro e Afonso para a Final C, que definiria as classificações entre o 13.º e o 18.º posto da classificação geral.

APESAR DO DESAIRE, HOUVE FORÇAS PARA “RESGATAR” A MELHOR PRESTAÇÃO POSSÍVEL

Seria dois dias depois, na quinta-feira, que, integrados na Final C dos Jogos Olímpicos e após a enorme desilusão sofrida pelos remadores, que a veterania de Pedro e a juventude de Afonso uniram novamente esforços e, mesmo frustrados, voltaram a remar na direção do melhor resultado para a nossa bandeira.

Como que refletindo a injustiça verificada anteriormente e sabendo transformá-la em algo positivo, os atletas “esmagaram” literalmente os demais contendores. A dupla arrecadou o triunfo nesta derradeira regata, adquirindo uma vantagem final de mais de sete segundos face ao barco chileno e de doze perante a embarcação venezuelana.

Foi com uma 13.ª posição e com uma vitória moralizante, de certo modo compensatória, que se concluiu a participação portuguesa na modalidade de Remo em Tóquio, na presente edição dos Jogos.

Ainda nesta categoria, o duo irlandês fez história, tornando-se no primeiro ouro para esta nação no que ao Remo diz respeito, modalidade na qual apenas contavam com um bronze, conseguido em tempos bem distantes.

Com a prata ficaram os dinamarqueses, uma das nações mais bem sucedidas de sempre nesta variante, conjuntamente com a Grã-Bretanha. Esta, fruto de um engano seguindo por uma rota mais longa, acabou fora do pódio, com a medalha de bronze a sorrir aos germânicos. Esta foi a única ocasião em que, nesta categoria, os britânicos falharam o pódio desde que o remo passou a integrar o programa olímpico.

Espera-se que em, Paris 2024, consigamos colocar o remo nacional num patamar de excelência!

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos