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República Checa 0-1 Inglaterra: O “Leão” é o rei do Grupo D

A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE UMA INGLATERRA DOMINADORA, SEGUNDA PARTE CONTROLADORA

Hoje é o dia das contas finais do Grupo D e ambas as seleções disputam o primeiro lugar. Aos checos, basta o empate – fruto da sua belíssima campanha no Europeu até ao momento. Já os “Três Leões” necessitam da vitória para se afirmarem como os Reis (não da selva), mas sim do Grupo D. Quem sairá líder?

A Inglaterra entrou em campo muito melhor, deixando bem claro que não iria facilitar. Um minuto passado, uma bola no poste. Através de um passe magistral de Luke Shaw, Sterling fica isolado e ameaça seriamente a baliza de Vaclik. O aviso estava entregue e cerca de dez minutos depois, Sterling completa a missão depois de um passe teleguiado do seu cúmplice Jack Grealish. A Inglaterra adiantava-se assim no marcador (1-0). Ainda no primeiro tempo, os checos dispuseram de alguns momentos de perigo com alguma personalidade, porém sem qualquer efeito.

Na segunda parte, a soberana Inglaterra passa a controladora. Baixa as linhas , apresenta um bloco médio-baixo e joga em transições rápidas na profundidade, isto porque está na frente do marcador. A intensidade fogosa dos primeiros 45 minutos congelar-se-ia no segundo tempo. A partida acalmou e constatava-se um “equilíbrio controlado”, sem grandes sobressaltos.

A quatro minutos do fim, Jordan Henderson marcaria o seu primeiro golo com a camisola dos “Três Leões”, porém foi anulado. Termina assim a última jornada do Grupo D com a liderança da Inglaterra.

 

A FIGURA


Entrada eletrizante da Inglaterra – Num jogo maioritariamente dominado pela seleção inglesa, considero que a sua entrada abrasadora tenha influenciado muitíssimo o resultado final do jogo. Desde muito cedo, transpareceram uma equipa motivada com vontade de vencer e rapidamente marcaram o único golo da partida que colocaria a Inglaterra no topo do Grupo D.

O FORA DE JOGO


Dificuldades na definição – Na minha opinião, não houve um jogador checo que se destacasse de tal forma pela negativa e por isso, seria injusto escolher um. Considero que são uma equipa forte coletivamente, mas pecaram na hora da verdade, na hora da definição. Podiam ter conseguido o primeiro lugar do grupo com um empate, mas ainda assim alcançaram os oitavos de final.

 

ANÁLISE TÁTICA – REPÚBLICA CHECA

Com o objetivo de selar a primeira posição do grupo, a República Checa encerra a última jornada com um 4-2-3-1, frente à Inglaterra. Os checos apresentam um coletivo muito forte, com destaque no jogo interior de Soucek e Holes. No panorama ofensivo, protagonizaram algumas oportunidades de golo, todavia pecaram na definição e no critério. Patrick Schick, um dos jogadores-revelação do Euro, foi o homem da frente da República Checa, mas nada conseguiu fazer.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tomas Vaclik (7)

Jan Boril (5)

Tomas Kalas (6)

Ondrej Celustka (6)

Vladimír Coufal (7)

Tomás Soucek (7)

Tomás Holes (7)

Jakub Jankto (6)

Vladimír Darida (6)

Lukás Masopust (6)

Patrik Schick (6)

SUBS UTILIZADOS

Petr Sevcík (6)

Alex Král (5)

Matej Vydra (6)

Adam Hlozek (6)

Tomás Pekhart (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA

Tal como a República Checa, Gareth Southgate apostou no esquema tático 4-2-3-1. No onze inicial, as maiores surpresas foram Jack Grealish, Bukayo Saka e Harry Maguire – todos eles titulares pela primeira vez neste Campeonato da Europa. No meio campo inglês, é utilizado uma vez mais o duplo pivôt Kalvin Phillips e Declan Rice. Defensivamente, estiveram sólidos e não sofreram qualquer golo. Do ponto de vista ofensivo, verificou-se uma saída de bola, muitas vezes, em transições rápidas com Sterling e Saka nas alas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordan Pickford (7)

Luke Shaw (7)

Harry Maguire (7)

John Stones (6)

Kyle Walker (7)

Declan Rice (6)

Kalvin Phillips (7)

Raheem Sterling (8)

Jack Grealish (8)

Bukayo Saka (8)

Harry Kane (6)

SUBS UTILIZADOS

Jude Bellingham (6)

Jadon Sancho (6)

Jordan Henderson (7)

Marcus Rashford (6)

Tyrone Mings (6)

Croácia 3-1 Escócia: Brilho croata ofusca garra escocesa

A CRÓNICA: QUALIDADE TÉCNICA DA CROÁCIA BATE CORAÇÃO ESCOCÊS

No “dia D” do grupo com a mesma inicial do Campeonato da Europa 2020, Croácia e Escócia defrontaram-se sabendo que uma vitória de qualquer das seleções garantir-lhes-ia a passagem aos oitavos-de-final.

Num encontro com tanto em jogo, esperava-se uma partida com ritmo alto desde início, e assim foi. As primeiras oportunidades até pertenceram aos escoceses, mas a verdade é que foi a Croácia, na primeira verdadeira oportunidade de que dispôs, a inaugurar o marcador. Logo ao minuto 12, Nikola Vlasic surgiu no centro da área e emendou da melhor forma o desvio inicial de Perisic, batendo David Marshall. Os croatas disferiam o primeiro golpe.

Se na resposta ao golo da Croácia a posse continuou a ser propriedade maioritária da seleção em vantagem, os remates eram em número equiparado. Assim, a poucos minutos do intervalo, uma das investidas da Escócia acabou por resultar no golo do empate. Depois de um ressalto na área e de muita insistência, a bola sobrou para Callum McGregor, à entrada da área, e o médio do Celtic FC pontapeou forte e rasteiro para o fundo das redes adversárias. Reposta a igualdade e tudo em aberto em tempo de intervalo.

Na segunda parte, a toada manteve-se: a Croácia a dominar a posse, a Escócia a apostar nas saídas rápidas. Para quebrar o empate a um pedia-se um rasgo de génio, e eis que surgiu Luka Modric. Assistido por Kovacic à entrada da àrea, o capitão croata rematou de primeira com a parte de fora do pé e não deu qualquer hipótese a David Marshall. A superioridade na posse de bola dos homens de Zlatko Dalic voltava a traduzir-se em vantagem no marcador.

Depois do golo, a Croácia ganhou outro ânimo e, aos 78 minutos, deu a “machadada final” nas aspirações escocesas. Na sequência de um canto de Modric, foi Perisic a elevar-se ao primeiro posto e a desviar subtilmente a bola do alcance do guardião adversário. Estava feito o 3-1 e os croatas colocavam um pé e meio nos oitavos-de-final.

Os escoceses não desistiram de lutar, mas o esforço final foi insuficiente para lutar com a qualidade técnica croata. A Croácia “carimbou o passaporte” para a fase a eliminar graças a uma vitória suada frente à Escócia, que deixou a alma em campo em todos os jogos que realizou.

 

A FIGURA

Luka Modric – O capitão da Croácia foi fundamental no embalo da sua equipa para a vitória e, consequentemente, para o apuramento. Marcou o 2-1 e assistiu o terceiro golo croata, assumindo assim papel de destaque quando a sua nação mais precisava. Classe pura nos momentos decisivos.

O FORA DE JOGO

Bruno Petkovic – Mal se notou a presença do avançado croata durante o jogo. Numa partida em que a sua seleção dominou a posse de bola, pedia-se a Petkovic que surgisse como apoio para a desconstrução da barreira defensiva adversária, mas entregou-se muito à marcação e acabou substituído aos 70 minutos. Estreia em falso para o ponta-de-lança do GNK Dinamo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CROÁCIA

4-2-3-1 croata foi soberano ao nível da posse de bola, mas algo estéril em termos de criação de oportunidades. A mais flagrante, na primeira parte, até foi a do lance do golo, sem outros grandes momentos de perigo para o adversário. Na segunda parte foi Modric a assumir a batuta, com nota positiva para todo o trio do meio-campo. Mérito também para o pragmatismo dos dois extremos, Perisic e Vlasic, no lance do primeiro golo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dominik Livakovic (6)

Josip Juranovic (6)

Dejan Lovren (6)

Domagoj Vida (6)

Josko Gvardiol (6)

Marcelo Brozovic (6)

Mateo Kovacic (6)

Luka Modric (6)

Nikola Vlasic (6)

Ivan Perisic (7)

Bruno Petkovic (5)

SUBS UTILIZADOS

Andrej Kramaric (5)

Borna Barisic (5)

Luka Ivanusec (5)

Ante Rebic (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESCÓCIA

Dispostos em 5-3-2, os escoceses socorreram-se muitas vezes das subidas dos laterais, como já é habitual. Mais do que ao rigor tático a atacar, foi ao coração e à garra que os jogadores de Steve Clarke se agarraram para lutar pelo resultado. Já a defender, a barreira de cinco defesas mais três médios foi quase intransponível na primeira parte, mas sucumbiu no segundo tempo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

David Marshall (5)

Stephen O’Donnell (5)

Scott McTominay (5)

Grant Hanley (5)

Kieran Tierney (5)

Andrew Robertson (6)

John McGinn (6)

Stuart Armstrong (5)

Callum McGregor (6)

Lyndon Dykes (6)

Ché Adams (5)

SUBS UTILIZADOS

Scott McKenna (5)

Ryan Fraser (5)

Kevin Nisbet (5)

Nathan Patterson (5)

Playoffs NBA #2 | Segunda Ronda: Restam 4 equipas improváveis

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Milwaukee Bucks e Atlanta Hawks no Este e Phoenix Suns e Los Angeles Clippers no Oeste. Depois da segunda ronda dos Playoffs, estas são as quatro equipas que vão disputar um lugar nas finais da NBA.

Algumas das séries foram mais emocionantes que outras, mas em todas assistimos ao expoente do basquetebol a nível mundial. Em quatro confrontos, três precisaram de um Jogo 7 para encontrar os finalistas.

Os melhores intervenientes não desiludiram e ainda tivemos direito a algumas surpresas. O maior exemplo foi a eliminação de um dos grandes favoritos à vitória, os Brooklyn Nets, aos pés de Giannis Antetokounmpo e de uns Milwaukee Bucks que parecem finalmente prontos para os grandes palcos.

Foram precisos sete jogos para se encontrar o vencedor, mas não foi a única série e precisar de “queimar todos os cartuxos”.

Há quem diga que as duas palavras mais bonitas do Desporto são “Jogo 7” e, na Conferência Este, este lema foi seguido à risca. O embate entre os Atlanta Hawks e os Philadelphia 76ers também foi decidido da derradeira partida em que ganhas ou vais de férias. Nos primeiros Playoffs de Trae Young, o base já parece um veterano nestas andanças.

No Oeste, os Clippers precisaram de suar bastante frente aos Utah Jazz. Depois do Jogo 7, ficou pelo caminho o detentor do primeiro lugar da conferência durante a temporada regular, numa época que vai ser difícil de esquecer em Salt Lake City. Se ainda existissem dúvidas sobre o talento de Donovan Mitchell, elas ficaram dissipadas.

Com tantas eliminatórias decididas no último suspiro, os Phoenix Suns quiseram tratar rápido do assunto. O adversário, os Denver Nuggets, chegaram à final da conferência no ano transato, mas a ausência de Jamal Murray fez mossa no plantel do Colorado.

Apesar disso, esperava-se uma série mais renhida, mas o veterano Chris Paul e os discípulos, desde Devin Booker e passando por DeAndre Ayton e Mikal Bridges.

O pior desta segunda ronda foram claramente as lesões. Nomes como Kawhi Leonard, James Harden e Kyrie Irving sentiram na pele a dureza de uma temporada que foi uma verdadeira “panela de pressão”. Se todos estivessem saudáveis, a história da época podia ser outra, mas tudo não passa de especulações.

De entre as quatro equipas que chegaram a esta fase da temporada, apenas os Milwaukee Bucks (1971) e Atlanta Hawks (1958) sabem o que é vencer na NBA. Os Los Angeles Clippers atingiram pela primeira vez as finais da conferência e os Phoenix Suns chegaram duas vezes às finais, mas nunca conseguiram vencer. O campeão será, sem dúvida, uma lufada de ar fresco na lista das últimas décadas.

Foto de capa: NBA

Tour de France | Ás de ouro(s) esloveno promete destacar-se de um baralho de luxo

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De Brest até Paris. 21 dias de competição, centenas de localidades, milhares de quilómetros, milhões de fãs. Sobre o alcatrão, Alpes, Pirenéus, Campos Elísios e tinta, muita tinta para escrever o nome de tantos craques. Um alguidar de enormes e variadas expectativas abençoa a 108.º edição da Volta a França, que se inicia no próximo sábado, dia 26 de junho.

Mais não seja pela dimensão da competição gaulesa, unanimemente reconhecida em todo o mundo, o trunfo na manga da caravana de 23 equipas, dirigida por Christian Prudhomme, envolve-se num cartaz em muito prometedor de um grande espetáculo, a par de um percurso que contará com duas explosivas etapas iniciais, Tourmalet, Mount Ventoux (duas vezes), Portet, Colombière e muito mais.

O tal espetáculo, sempre badalado no sentido tático e vistoso da palavra, tem sido um termo que pouco se relaciona com esta corrida, isto sobretudo se compararmos o produto final das últimas edições com outras grandes voltas. Obviamente, não influencia a reputação da mesma, que encontra muito mais do que o já referenciado ás de ouro(s) proveniente da Eslovénia dentro de um baralho repleto de ciclistas de grande nível.

Luzes, câmara, ação. Mathieu Van der Poel fará a sua estreia, Mark Cavendish está de volta à prova, Ineos Grenadiers e até a Movistar prometem contrariar os blocos com chefia eslovena… Beneficia o adepto, beneficia o Tour, beneficia o ciclismo. O desfecho final da última edição desta prova trouxe um dos momentos mais épicos da história da modalidade – um prelúdio desta magnitude que servirá de alimento para os “esfomeados” que vibram, que se emocionam, que vivem para os grandes dias de Tour -.

A última bolacha deste pacote compreende o plantel inteiro em prova, os dias D, o circo estratégico e a imensidão de vetores derivados do mediatismo da grande Volta a França. Está quase, está quase, e acredite que há muito por descobrir!

Foto de Capa: Tour de France

«O CD Tondela era o único clube em que não me via como suplente» – Entrevista BnR com Tozé Marreco

Tozé Marreco e golos formaram durante anos uma simbiose perfeita. Aliás, é até hoje o jogador com mais golos na Taça da Liga. A carreira dentro das quatro linhas, por opção do próprio, acabou cedo. Agora, é fora do campo que celebra quando as bolas entram na rede. Começou o percurso como treinador na formação, nos juvenis da Académica, sendo que, na temporada que findou, esteve ao serviço do Oliveira do Hospital, clube com o qual conseguiu o acesso à nova Liga 3 e onde vai continuar em 2021/22.

– Da grande área ao banco de suplentes –

«O melhor Tozé jogava muito facilmente na Primeira Liga, o pior ia ter dificuldades no distrital»

 

Bola na Rede: Uma vez que terminaste a carreira de jogador há relativamente pouco tempo e agora estás a iniciar a de treinador, o Tozé Marreco treinador contratava o Tozé Marreco jogador?

Tozé Marreco: Dependia da forma como fosse jogar, muito sinceramente. Dependia do tipo de campo, dependia do clube, dependia da forma como a equipa fosse montada. Também tenho a certeza de uma coisa, quem contratasse o Tozé jogador sabia que dez golos, de uma forma ou de outra, iam acabar por aparecer.

Bola na Rede: Dizias-lhe para ele fazer alguma coisa diferente do que fazia antes?

Tozé Marreco: Obviamente que o Tozé jogador cometeu erros em alguns momentos, isso faz parte do crescimento. Também te digo que o Tozé jogador sempre foi honesto e sincero com as pessoas que o rodeavam. Cometeu erros em algumas tomadas de decisão na carreira. Se fosse possível alterar alguns momentos, com certeza que alterava.

Bola na Rede: Uma vez, admitiste que não eras um jogador fácil. Por que é que dizes isso?

Tozé Marreco: Disse isso porque precisava de ter muita confiança naquilo que estava à minha volta. Precisava de ter ali alguém sempre a ajudar-me, sempre a apoiar-me. Se sentia que duvidavam de mim, deixava-me cair. O melhor Tozé jogava muito facilmente na Primeira Liga, sei que o pior Tozé ia ter dificuldades no distrital. Se sentisse que um treinador na Primeira Liga confiava em mim, eu daria uma resposta excelente, se fosse para uma equipa de distrital e sentisse que o treinador duvidava um pouco de mim, eu não ia conseguir dar resposta. Foi um dos problemas da minha carreira enquanto jogador que não consegui resolver até ao fim. Por isso, disse que não era um jogador fácil. Tenho consciência que para um treinador que tem 20 e poucos jogadores para cuidar e olhar, sabia que não era fácil essa gestão comigo. Quando a conseguiram fazer minimamente, dei sempre respostas muito boas.

Bola na Rede: Cruzaste-te com o mister Vítor Oliveira que é considerado um senhor do balneário por lidar muito bem com os jogadores. Normalmente, diz-se que ele só conseguia o que conseguia, porque tinha um lote de jogadores da sua confiança que levava consigo para os clubes para onde ia. Vês as coisas desta forma? Consideras que eras um desses jogadores?

Tozé Marreco: Não, não concordo. Ele sempre teve o mérito de escolher bem os jogadores. Depois havia uma questão que, para ele, era fundamental, que era o caráter e aquilo que o jogador era extracampo. Ele aí confiava em mim, porque falávamos todas as pré-épocas sobre alguns jogadores em que ele tinha interesse para perceber como é que eles eram nesse aspeto. Ele ia variando, não gostava muito de ter o jogador preso três, quatro anos. Potenciava e explorava o jogador ao máximo e era muito exigente nesse momento. A grande qualidade dele era a frontalidade na gestão do balneário. Foi isso que senti sempre que faltou na minha carreira: quem está à frente, ser verdadeiro e só haver uma cara. [Com Vítor Oliveira,] sabias que o caminho era aquele e quem não estava naquele caminho ia ter chatices, seja A, B ou C, não interessa. Nessa gestão, ele era muito bom. Se tu disseres “ele fazia alguma coisa diferente no treino?”. Não, tudo absolutamente básico. 

Bola na Rede: Outra das confissões que já fizeste foi a de que sentias saudades de marcar golos. Qual é a diferença entre celebrares um golo como jogador e como treinador?

Tozé Marreco: Este ano tive, efetivamente, golos maravilhosos para festejar. Também há ali uma adrenalina grande. Houve golos que parecia que tinha sido eu a marcá-los. Festejei muitos deles, porque, na maior parte das vezes, os golos têm que ser festejados. A adrenalina é diferente, mas o sentimento de orgulho e até de alguma pertença é igual. Tinha sempre, antes dos jogos, uma ansiedade. Não era ansiedade de nervosismo, era a ansiedade de querer ver o jogo. É aquele momento em que tu sentes “ok, treinaste isto, falaste aquilo, sabíamos que eles podiam fazer mal ali, nós vamos criar-lhes dificuldades” e queria ver se aquilo ia surtir efeito ou não no jogo. Isso sim era a minha grande curiosidade. O golo mais incrível que tivemos, o último golo, nem festejei, porque toda a gente saltou e olhei para o relógio e pensei que tínhamos dois minutos para não sofrer golo. Só estava preocupado, nesses dois minutos, em segurar a vantagem. Não festejei o golo, foi o único em que fiquei no banco, porque a minha preocupação foi essa.

Bola na Rede: É curioso falares nessa ansiedade de ver o jogo e depois falares nesse golo. No outro dia, publicaste um plano de treino onde havia um exercício onde treinavam o “canto do cacho” e o golo nasce desse esquema tático. 

Tozé Marreco: Fala-se em estrelinha e sorte no futebol. Obviamente, não há campeões sem sorte, tem que existir alguma coisa que nos ajude em alguns momentos. A verdade é que, nesse plano de treino, está lá a entrada do Bonilla, que fez o golo, nessa zona. Metemos o Alphonse no campo, essencialmente, por causa das bolas paradas. Ele era o nosso melhor batedor de bolas paradas e praticamente não jogou esta época, mas eu sabia que ele batia como ninguém. Depois, tivemos a sorte do jogo, mas também a procurámos. Sabíamos que o Loures tinha dificuldades naquela zona. Correu bem, como outras tantas correram mal.

Fotografia gentilmente cedida por Tozé Marreco

Ver a partir do minuto 2:00:10

Uma nação que promete tomar de assalto o ténis mundial | Ténis

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Esta semana verificaram-se vários marcos históricos para o ténis a nível mundial: a tunisina Ons Jabeur tornou-se a primeira mulher de origem árabe a sagrar-se vencedora de um torneio no mais alto patamar do ténis feminino, o WTA Tour, ao consegui-lo sob a relva de Birmingham, em Inglaterra, num evento de categoria 250.

Outro facto de extrema relevância na modalidade, sendo o mesmo ponto de partida para o artigo desta semana, foi o título obtido por Liudmila Samsonova.

RÚSSIA: UMA NAÇÃO QUE AMEAÇA DOMINAR

Se entre os homens a nação soviética já havia dado provas mais que evidentes de que pode, num futuro não muito distante, ser o país mais bem sucedido da atualidade na modalidade da bola amarela, nas senhoras, e no decurso das semanas mais recentes, estas parecem voltar a adquirir um protagonismo perdido nos últimos anos.

De entre a elite masculina destacam-se nomes como: Daniil Medvedev‎ (segundo ATP), Andrey Rublev (sétimo ATP) que marcou presença nos courts germânicos de Haale sob relva na sua primeira final neste piso, encontro esse perdido para o gaulês Ugo Humbert.

Também Karen Khachanov e Aslan Karatsev – todos dentro dos trinta primeiros da hierarquia individual masculina – têm mais que provas dadas quanto ao seu potencial.

Quanto às russas, outrora grandes vedetas do circuito, contando nas suas fileiras e apenas olhando às últimas décadas com nomes entre os quais se destacam Maria Sharapova, antiga número um mundial e vencedora de seis títulos do Grand Slam. O primeiro conquistado em 2004 na relva de Wimbledon, quando, com apenas 17 anos, derrotou a favorita incontestada ao troféu a “campeoníssima” Norte Americana Serena Williams.

Dinara Safina, irmã do grande Marat Safin, foi uma das três atletas que, estando na liderança do ranking, nunca logrou conquistar nenhum dos quatro grandes. Ana Kournikova e Svetlana Kuznetsova foram, entre tantas outras jogadoras de culto, oriundas destas paragens.

Êxitos recentes como os de Anastacia Pavlyuchenkova (19.ª WTA), que jogou o derradeiro encontro em Roland Garros, imitando a façanha na variante de pares, e Liudmila Samsonova parecem fazer esperar o melhor do lado das raparigas.

Tecatito Corona: O jogo das duas caras | FC Porto

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Na semana passada, a imprensa desportiva noticiou que o empresário de Jesús Corona ofereceu os serviços do jogador a “custo zero”, após terminar o seu contrato com o FC Porto, a troca de dez milhões de euros, em comissões.

O problema desta notícia está na ética ou falta dela por parte do agente do mexicano, que à luz das regras da FIFA, cometeu uma ilegalidade. As normas desportivas acerca deste assunto referem que apenas a 6 meses do fim do vínculo laboral com o clube atual é que o jogador em questão pode negociar livremente com outro emblema qualquer, sem prestar esclarecimentos à sua entidade patronal.

Deste modo, apesar de Corona estar já a um ano de expirar o seu contrato, este prazo ainda não respeita o prazo legal, pelo que o FC Porto tem motivos para apresentar uma queixa contra Matias Bunge.

No entanto, falta saber se Corona consentiu este comportamento por parte do seu empresário, algo que não seria muito surpreendente, uma vez que o jogador, em declarações recentes, deu a entender estar aberto a qualquer opção, pelo que a renovação não é uma obsessão para “Tecatito”. Porém, este comportamento pode ser claramente visto como uma “traição” para com o FC Porto, além de poder ser também um ato que lesaria diretamente os interesses dos portistas, caso o Club Atlético Madrid aceitasse fazer parte deste negócio, os dragões iam ver um dos seus principais ativos sair sem qualquer compensação financeira.

Por outro lado, esta informação que saiu a público mostra mais uma vez que os agentes de futebol são um grande problema no futebol mundial, que tentam colocar os clubes reféns dos jogadores e que só uma coisa os move, o dinheiro. E a pergunta que se coloca a estes agente é a seguinte: O que é mais importante, a carreira do seu agenciado ou o dinheiro que possam ganhar com eles? Perante esta notícia, a resposta não parece ser difícil de adivinhar, infelizmente…

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Neste caso, parece claro que o FC Porto tem de ter mão pesada sobre este caso, até para que esta situação possa servir de exemplo para outros casos que possam vir a acontecer. Ou seja, ou Corona se desfaz do seu empresário e renova, mostrando a sua boa-fé com o emblema azul e branco, ou a sua saída neste defeso parece inevitável. Digo isto, porque a ideia do empresário parece já está definida, não esquecendo do estratagema que já arranjou na última renovação com a cláusula de rescisão, pelo que o FC Porto se quer vir ainda a ser ressarcido pelo passe do jogador, a venda será a melhor solução.

Desta forma, apesar da conduta do empresário, “Tecatito” também não fica muito bem na fotografia e arrisca-se a sair do Estádio do Dragão pela porta pequena. Este comportamento em nada espelha a classe que Corona espalha semanalmente nos relvados, mas já se sabe, as ações ficam para quem as pratica.

Rússia 1-4 Dinamarca: Jogaram por todos os dinamarqueses

A CRÓNICA: DE ÚLTIMO PARA OS OITAVOS DE FINAL DO EURO

O Parken Stadium recebeu aquele que era o jogo mais ansiado do Grupo B. Tanto pela incerteza de como ficariam organizadas as seleções, mas principalmente para ver o que estas duas formações podiam ainda oferecer. A Dinamarca, a nação menos afortunada deste Euro 2020, queria presentear os seus cidadãos com uma vitória. Já vindo de São Petersburgo vinha uma seleção à procura dos mínimos, a Rússia.

Com uns a querer jogar e outros a fazer de conta que sim. Foram escassas a oportunidades que iam acontecendo. A Rússia parecia estar ainda em mood de Guerra Fria, mas desta vez com a Dinamarca. Uma potência sem armas nenhumas. Golovin ainda tentou, mas Schmeichel esteva atento. Os nórdicos avisaram uma vez por Hojberg e à segunda foi sem aviso.

Aos 38 minutos, saiu um autêntico míssil do pé de Damsgaard para se tornar o mais jovem dinamarquês a marcar em Campeonatos da Europa. Naquele pé direito esteve os cerca de cinco milhões de dinamarqueses, especialmente Christian Eriksen, que sonhavam chegar à fase seguinte do Europeu. A Dinamarca mostrou que mesmo de longe se podia fazer estragos diretos – e não indiretos – e ia em vantagem para os balneários. Uma lição de história (e de futebol) para os russos.

A segunda parte começou com um autêntico brinde por parte da Rússia. Brindou tantas nações com o “mau” que, agora, deu o ouro para os dinamarqueses. Poulsen foi esperto e ficou à espera no sítio certo para apenas receber, fintar Safonov e fazer o segundo golo dinamarquês.

Como pode as contas de um grupo pode mudar totalmente? Explico. Isto está quase ao nível de um 9,5 passar para um 9,4… Enquanto que as bancadas do Parken Stadium festejavam um golo belga, que viria a ser anulado, o balde foi de água russa bem gelada. Na primeira jogada decente da Rússia, foi marcado penalti e Dzyuba finalizou-o.

Olhos continuavam em Copenhaga, mas os ouvidos em São Petersburgo. O primeiro belga foi anulado, mas à segunda contou e houve nova explosão de alegria dinamarquesa. Havia o segundo lugar assegurado para os lados dinamarqueses. Mas mais motivos estavam para vir e foram logo três de seguida!

Christensen decidiu que nas regras vigoravam as “bujas” e assim foi. Um autêntico estoiro lá para dentro e era o terceiro. Depois, os russos meteram a carne toda no assador e queimou-se… Um contra-ataque que vem nos livros como se faz de forma perfeita. Maehle fez tudo bem: a condução, a finta e a finalização.

O resultado final é mais do que justo para os dinamarqueses, a equipa que mais quis passar à próxima fase do Europeu. No início deste europeu, certamente, não estaria nos planos passar de forma tão sofrida à próxima fase, mas o mote foi dado por Christian Eriksen e estes guerreiros dignificaram toda uma nação ao conseguirem a qualificação para os oitavos de final. Foi por todo um povo.

 

A FIGURA

Joakim Maehle – Podia estar aqui mais dois nomes, o de Christensen e de Damsgaard. Um por o autêntico “golaço” que marcou e o o outro por ter feito história neste jogo. Contudo, está o nome de defesa da Atalanta. Um grande jogo, principalmente na segunda parte, pois foi do seu lado que passou grande parte do jogo dinamarquês. Depois, pelo seu grande golo. Sim, foi uma exibição de gala. Foi sim.

O FORA DE JOGO

Daler Kuzyaev – A sua equipa já pouco produzia para um jogo muito pobre, mas o passe que dá um brinde a Poulsen eliminou qualquer esperança russa. Foi um momento-chave para o desenrolar da partida. Muito por culpa desse passe arriscado, que nem nos infantis nos permitem que o façamos, damos esta atribuição.

 

ANÁLISE TÁTICA – RÚSSIA

Os russos vieram à Dinamarca numa tentativa mais de contenção e na procura de um ponto. A defender era visível o sistema 5-2-3 com Dzyuba a ser a opção mais avançada e ajudar sempre que possível a zona interior. Mário Fernandes e Kuzyaev tinham também a tarefa de serem laterais subidos. O meio campo era controlado por Ozdoev e Zobnin. Já as alas eram Miranchuk e Golovin, que iam provocar o pânico na defensiva dinamarquesa.

Stanislav Cherchesov montou uma equipa para jogar simplesmente pelo ponto que podia ser mais do que suficiente para passar o grupo, visto que a Finlândia jogava com «a toda poderosa» Bélgica. Pouco interesse no jogo ofensivo e o lado mais defensivo estava na tentativa de encaixar o máximo possível no sistema dinamarquês.

Na segunda parte tinha de haver mudanças, mas, apesar da vontade, não surtiu grande efeito. Os processos teimavam em não dar certo e sempre que passavam a primeira pressão da Dinamarca o meio-campo lá estava para abafar qualquer incursão. Apenas uma (!) jogada deu certo e foi o lance que deu o penalti.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matvei Safonov (4)

Igor Diveev (5)

Georgi Dzhikiya (5)

Fedor Kudryashov (5)

Mário Fernandes (4)

Daler Kuzyaev (3)

Magomed Ozdoev (5)

Roman Zobnin (5)

Aleksei Miranchuk (4)

Aleksandr Golovin (5)

Artem Dzyuba (4)

SUBS UTILIZADOS

Aleksandr Sobolev (5)

Rifat Zhemaletdinov (5)

Vyacheslav Karavaev (5)

Maksim Mukhin (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – DINAMARCA

A atacar os dinamarqueses apresentaram-se num 3-4-3 com os três centrais e havia assim a possibilidade de Wass e Maehle fazerem o papel de laterais mais subidos. Na frente, Braithwaite será o mais avançado dos três homens com Poulsen e Damsgaard no apoio. Contudo, a nível defensivo apresentavam-se num 5-2-3 com ajuda dos laterais numa linha defensiva de cinco.

O bloco russo coeso permitia jogar à vontade a meio-campo, mas quando os dinamarqueses queriam passar para o lado adversário havia muitas dificuldades. Os processos estavam confusos com muito jogo a ser solucionado com bolas longas para as alas, sempre descaídos para o lado direito. Delaney era o jogador que mais tentava oferecer ao jogo com excelentes passes.

Com o golo marcado a acabar a primeira parte, os dinamarqueses deram um pouco de jogo aos russos, mas parecia ser o dia “não” da Rússia. Com a entrada de Kasper Dolberg a situação ficou muito mais fácil e o jogo interior começou a surgir. Os golos começaram a surgir naturalmente e os processos ofensivos também.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kasper Schmeichel (6)

Andreas Christensen (8)

Simon Kjaer (6)

Jannik Vestergaard (5)

Joakim Maehle (8)

Daniel Wass (5)

Thomas Delaney (6)

Pierre-Emile Hojbjerg (7)

Mikkel Damsgaard (7)

Yussuf Poulsen (6)

Martin Braithwaite (6)

SUBS UTILIZADOS

Kasper Dolberg (7)

Jens Stryger (5)

Christian Norgaard (5)

Mathias Jensen (-)

Andreas Cornellius (-)

Finlândia 0-2 Bélgica: Apuramento belga selado com registo perfeito

A CRÓNICA: PODERIO BELGA DÁ FINAL INGLÓRIO À FINLÂNDIA

Chegada a hora das decisões no Grupo B do Campeonato da Europa 2020, Finlândia e Bélgica subiram ao relvado do Estádio de São Petersburgo com os oitavos-de-final no horizonte. Com os belgas já apurados, os finlandeses sabiam que uma vitória lhes podia garantir uma passagem histórica, mas também a “ajuda” da Dinamarca, que defrontou a Rússia à mesma hora, podia servir os interesses dos homens de Markku Kanerva.

Numa primeira parte totalmente dominada pela seleção belga, que apresentou um onze com jogadores menos utilizados, mas recheado de craques, a oportunidade mais clamorosa de golo surgiu por volta do minuto 40, quando Jeremy Doku acelerou, fintou e finalizou com qualidade. Para azar do belga, Hradecky protagonizou mais uma grande defesa neste Euro 2020.

No segundo tempo, a Finlândia mostrou-se mais disposta para o momento ofensivo e, por vezes, o jogo esteve partido, mas o poderio dos pupilos de Roberto Martínez foi soberano. Depois de Lukaku ter visto um golo anulado por milímetros, foi Hradecky, até aqui figura do jogo, a tocar por último na bola que deu o golo inaugural à Bélgica. O cabeceamento inicial de Vermaelen foi poderoso, mas acabou por ser o guarda-redes finlandês a marcar autogolo.

A Finlândia tentou reagir, mas acabou por sofrer o segundo golo. Se o primeiro tento lhe tinha sido anulado, Lukaku não descansou até deixar a sua marca no jogo. Aguentou a pressão do opositor direto, recebeu o passe de costas para a baliza, virou-se e disparou forte de pé direto. Um movimento notável de um dos melhores pontas de lança do mundo.

Até final, pouco de relevante aconteceu. A Bélgica venceu o terceiro jogo em três disputados neste Euro, fazendo o pleno na fase de grupos. Já os finlandeses, fruto da vitória da Dinamarca diante da Rússia, terminam na terceira posição, ficando a aguardar o desfecho dos restantes grupos.

 

A FIGURA

Romelu Lukaku – Um dos melhores goleadores da atualidade, o ponta-de-lança belga leva já três golos marcados no Euro 2020. Num momento de forma incrível, precisa de “meia oportunidade” para fazer golo. Menção honrosa para Lukas Hradecky, apesar do autogolo que marcou, que evitou o golo dos belgas numa fase mais precoce da partida.

 

O FORA DE JOGO

Teemu Pukki – Tanto ele como Pohjanpalo, avançados da Finlândia, estiveram muito longe da ação, por culpa do fluxo de jogo. Todavia, nas poucas vezes em que tiveram hipótese de se acercar da área belga, definiram mal. Pedia-se mais sobretudo a Pukki, que já demonstrou ser um avançado goleador.

 

ANÁLISE TÁTICA – FINLÂNDIA

5-3-2 voltou a ser a aposta de Markku Kanerva, desta vez ainda com mais reservas do que nas duas partidas anteriores. Com os avançados Pohjanpalo e Pukki sempre muito isolados do resto da equipa, foi sobre a linha defensiva que caiu a maior parte da pressão. Na zona mais central, os três médios juntaram-se muito aos três centrais, de forma a não dar os espaços interiores ao adversário. Contudo, o desgaste acumulou-se e a barreira defensiva dos finlandeses acabou por ser quebrada. Final inglório.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lukas Hradecky (6)

Jukka Raitala (6)

Joona Toivio (6)

Paulus Arajuuri (6)

Daniel O’Shayghnessy (6)

Jere Uronen (6)

Robin Lod (4)

Tim Sparv (5)

Glen Kamara (6)

Joel Pohjanpalo (4)

Teemu Pukki (4)

SUBS UTILIZADOS

Rasmus Schuler (5)

Joni Kauko (5)

Nikola Alho (5)

Marcus Forss (-)

Fredrik Jansen (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BÉLGICA

Roberto Martínez manteve o habitual 3-4-3, mas mudou muitas peças em relação ao onze que alinhou diante da Dinamarca, na segunda jornada. As inclusões de Witsel, De Bruyne e Eden Hazard, menos utilizados nas primeiras duas partidas, acrescentaram uma constelação à equipa. Num jogo de domínio belga, em termos de posse de bola, nota mais baixa para os dois alas, Trossard e Chadli, que estiveram pouco em jogo e, quando chamados, muito erráticos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thibaut Courtois (6)

Dedryck Boyata (6)

Jason Denayer (6)

Thomas Vermaelen (6)

Leandro Trossard (5)

Kevin De Bruyne (7)

Axel Witsel (6)

Nacer Chadli (4)

Jeremy Doku (6)

Eden Hazard (6)

Romelu Lukaku (7)

SUBS UTILIZADOS

Thomas Meunier (5)

Michy Batshuayi (5)

Christian Benteke (-)

Hans Vanaken (-)

Macedónia do Norte 0-3 Países Baixos: À Altura das Expectativas

A CRÓNICA: QUALIDADE INDIVIDUAL SOBRESSAI EM EMBATE DESIGUAL

Com as posições finais já decididas para ambas as seleções, Macedónia do Norte e Países Baixos não tinham nada a perder, o que proporcionou um jogo aberto e recheado de remates.

Desde início que a Macedónia do Norte quis pressionar o adversário. Conseguia chegar à grande área e com o jogo ainda empatado, enviou uma bola ao poste por intermédio de Trickovski. Mas os Países Baixos jogavam com muito mais critério e aproximavam-se da área adversária com facilidade.

Aos 23 minutos o marcador foi inaugurado: num contra-ataque muito bem trabalhado entre Mallen e Depay, o primeiro assistiu para o segundo, que marcou o seu 28.º golo pela “Laranja Mecânica”. Poucos minutos depois, Mallen isolou mais uma vez um companheiro de equipa, desta vez Dumfries, mas este não conseguiu vencer o duelo com o guardião macedónio, Dimitrivieski.

Na 2.ª parte o decorrer do jogo não se alterou: apesar da vontade da Macedónia do Norte, foram os Países Baixos quem conseguiu chegar aos golos.

Ao minuto 50, Depay desmarcou-se na grande área e passou para um isolado Wijnaldum, que só teve de encostar. Cinco minutos depois, a Macedónia do Norte fez o seu único remate à baliza, através de um livre direto batido por Bardhi. E logo a seguir, mais um golo holandês: Mallen isolou Depay, que viu o seu remate ainda ser defendido, mas Wijnaldum apareceu muito bem na recarga e bisou na partida. Os Países Baixos continuaram a somar oportunidades, mas não as voltaram a aproveitar.

Até ao final do jogo, há que destacar a despedida do futebol internacional do eterno Goran Pandev.

A Macedónia do Norte, após um remate de Churlinov, ainda introduzia a bola na baliza, mas o golo foi anulado por fora de jogo. Nos minutos finais o jogo esteve bastante aberto, mas as redes não voltaram a abanar.

A FIGURA

Trio Atacante Holandês – Desfizeram por completo a defesa da Macedónia do Norte de forma recorrente. Depay marcou e assistiu, Wijnaldum bisou e Donyell Mallen, pela primeira vez titular neste Euro, fez uma assistência e colocou toda a sua qualidade em evidência.

Não é ao acaso que os Países Baixos são a seleção com mais golos marcados neste Europeu, com um total de oito.

O FORA DE JOGO

Vontade Desmedida da Macedónia do Norte – Era grande o desejo de marcar pelo menos um golo aos Países Baixos e proporcionar a melhor despedida possível a Goran Pandev. Os macedónios atacaram muito, mas desvalorizaram em demasia as tarefas defensivas, o que acabou por se refletir no resultado.

 

ANÁLISE TÁCTICA – MACEDÓNIA DO NORTE

O selecionador Igor Angelovski mudou de sistema para esta partida, abandonando os três centrais para apostar num 4-2-3-1, com Pandev como homem central na manobra atacante da equipa. A ideia era disponibilizar mais homens para o ataque e a equipa, quando tinha bola, subia com muitos jogadores.

O problema de reduzir o número de defesas foi ter aberto demasiado espaço para os holandeses atacarem, o que acabou por ser fatal.

A diferença de qualidade individual entre as duas equipas também foi notória e toda a vontade macedónia apenas resultou num remate á baliza em 13 tentativas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dimitrievski (7)

Aliovski (5)

Musliu (6)

Velkovski (5)

Ristovski (6)

Bardhi (7)

Ademi (6)

Trajkovski (5)

Elmas (5)

Trickovski (7)

Pandev (6)

SUPLENTES UTILIZADOS

Churchilnov (6)

Hasani (6)

Kostadinov (6)

Stojanovski (6)

Nikolov (7)

 

ANÁLISE TÁCTICA – PAÍSES BAIXOS

Mantendo-se fiel ao sistema dos jogos anteriores, Frank de Boer alinhou a sua equipa num 3-4-1-2, sendo Wijnaldum o homem-chave para ligar o meio-campo e o ataque.

Apostaram também em bolas longas para explorar as costas da defesa adversária e aproveitar a velocidade de Depay e Mallen. Este último também se evidenciou ao recuar no terreno para combinar com os colegas e depois acelerar para cima do adversário.

Ter jogado com três centrais podia parecer excessivo tendo em conta o adversário, mas foi aposta correta e provou a eficácia deste sistema.

Na segunda parte, de Boer fez cinco substituições que não retiraram nenhuma qualidade a esta seleção muito competente dos Países Baixos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Stekelenburg (6)

Blind (8)

de Ligt (7)

de Vrij (7)

van Aanholt (7)

Gravenberch (7)

de Jong (8)

Dumfries (6)

Wijnaldum (9)

Mallen (8)

Depay (9)

SUPLENTES UTILIZADOS

Timber (7)

Berghuis (6)

Weghorst (7)

Promes (6)

Gakpo (6)