O rol de jogadores apontados ao SL Benfica volta a ser de uma extensão assinalável. Ainda que com menos fulgor nos dias mais recentes, um dos nomes badalados foi o de Marcos “Rony” Lopes.
O extremo de 25 anos constituiria um regresso a casa, tendo feito parte da sua formação futebolística nas águias, formação essa que completou no Manchester City FC, clube que lhe permitiu estrear-se como sénior aos 17 anos (e até marcou) e que fez dele a primeira grande venda de jogadores “made in Seixal”.
A carreira de Rony Lopes não seguiria o trajeto mais previsível, mas ainda assim o tecnicista luso-brasileiro já teve a oportunidade de jogar no campeonato francês (por Lille OSC, AS Monaco e OGC Nice) e no campeonato espanhol, pelo Sevilla FC. Como tal, foi granjeando experiências importantes em ligas do “top 5”, podendo isso haver-lhe aportado a experiência necessária para, em conluio com a sua capacidade intrínseca, singrar num clube da dimensão do SL Benfica.
A sua capacidade de desequilíbrio em drible, em velocidade e em um para um são atributos que devem interessar a Jorge Jesus, que pretenderá substituir (de forma mais ou menos direta) Pedrinho. No entanto, a contratação de Rony Lopes fará mais sentido num sistema de 3-4-3, um dos mais utilizados pelos encarnados na ponta final da época transata.
Another season is coming to an end. A very difficult season for me. I would like to thank all those who helped me, the staff, my teammates and @ogcnice fans. Now it’s time for me to rest and prepare well for next season which will be incredible. Thank you !#smashyourgoals🎯 pic.twitter.com/cw9ycU3qyz
No “antigo” 4-4-2 de JJ, Rony Lopes perderia espaço para jogadores do estilo de Pizzi. Sendo canhoto, Lopes procura muitos movimentos interiores, é verdade, mas em zonas mais avançadas do terreno e mais com o intuito de desequilibrar num lance individual do que auxiliar os médios, como Jorge Jesus pede ao ala direito habitualmente no seu 4-4-2.
Todavia, caso seja necessário jogar mais por dentro, Rony Lopes cumprirá os mínimos, fazendo uso da sua visão de jogo e segurança (com risco) no passe. Também o remate do jogador de 1,74m e 70Kg funciona como uma das suas armas. De resto, na época 20/21, que realizou ao serviço do OGC Nice por empréstimo do Sevilla FC, o extremo apontou cinco golos (dois na Taça de França e três na liga Francesa).
Posto isto, a sua contratação teria tudo para resultar, sobretudo se for para manter a aposta no 3-4-3. Sobeja conhecer os moldes do negócio, mas a realizar-se na modalidade que tem sido noticiada – empréstimo com opção de compra a rondar os oito milhões de euros -, seria uma aposta de grande potencial de rentabilização e muito baixo risco. No fundo, seria uma aquisição em sentido contrário às mais recentes…
A CRÓNICA: BRILHANTISMO DA ÁUSTRIA VULGARIZA EQUIPA DE SHEVCHENKO
Foi uma entrada a todo o gás da seleção austríaca. A grande dúvida residia no posicionamento de David Alaba e foi, com alguma surpresa, que Franco Foda colocou o novo jogador do Real Madrid CF no lado esquerdo. A equipa ganhou muito com isso, está claro. Um vendaval de futebol ofensivo e de grande qualidade no primeiro tempo foi fundamental para este crescimento austríaco no jogo. Com Alaba “libertado” do sistema de três centrais, a Áustria também se libertou do pragmatismo de outros jogos e foi capaz de se assumir perante a Ucrânia.
O golo de Baumgartner – infeliz com a lesão aos 33 minutos -, apesar de ter surgido de bola parada, surgiu com naturalidade no jogo, dada a superioridade austríaca na primeira-parte. No segundo tempo, a Áustria retraiu-se um pouco e permitiu que a Ucrânia crescesse e criasse situações de maior perigo junto de Bachmann, que, sempre que foi solicitado, respondeu com segurança.
Uma exibição de mão-cheia da Áustria, balanceando períodos de brilhantismo com momentos de maior segurança e pragmatismo capazes de comprovar a sua total superioridade no jogo. Um apuramento mais do que justo para a turma de Franco Foda. Tinha apostado neles como equipa-revelação deste campeonato e, para já, estão bem encaminhados. Quanto à Ucrânia, fica agora à espera de mais resultados para saber o seu futuro na prova.
A FIGURA
⌚️35′ UKR🇺🇦 0-1 🇦🇹AUT
🇦🇹David Alaba é o primeiro austríaco a fazer 2+ assistências em Europeus.
Entrou 🇦🇹Alessandro Schopf, para o lugar de Baumgartner, o único autor do golo da 🇦🇹Áustria no 🏆Euro 2016 (com assistência de Alaba) pic.twitter.com/plO9Dh4GWS
David Alaba – Voltou à lateral e foi feliz. Um dos principais responsáveis pela boa dinâmica ofensiva criada pela Áustria no jogo. Vê-lo na linha de três centrais é um perfeito desperdício para tudo aquilo que pode oferecer à seleção austríaca.
O FORA DE JOGO
Dynamo center-back Illya Zabarnyi has been nominated for the Golden Boy 2021 award!
— Dynamo Abroad Podcast (@dynamoabroad) June 15, 2021
Zabarnyi – Era difícil escolher qual o pior no setor defensivo. Entre Zabarnyi, Mykolenko e o próprio Matviyenko, qualquer um poderia ser o eleito. Muitas dificuldades para travar os austríacos e várias descoordenações básicas na linha defensiva que acabaram por ditar grande parte do insucesso na partida. Jogo para esquecer neste aspeto.
ANÁLISE TÁCTICA – UCRÂNIA
A seleção ucraniana entrou em campo num sistema tático que assentou num 4-3-3, com Malinovskyi, Yarmolenko e Yeremchuk soltos na frente e em busca de transições rápidas capazes de surpreender a Áustria. Surpreendido pelo abandono do sistema de três centrais, Shevchenko não conseguiu criar uma dinâmica positiva capaz de se desdobrar e fugir da teia montada pela equipa austríaca.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Bushcan (6)
Karavaev (6)
Zabarnyi (4)
Matviyenko (5)
Mykolenko (5)
Sydorchuk (5)
Zinchenko (6)
Shaparenko (6)
Malinovskyi (5)
Yarmolenko (6)
Yeremchuk (6)
SUBS UTILIZADOS
Tsygankov (5)
Marlos (5)
Besedin (-)
ANÁLISE TÁCTICA – ÁUSTRIA
A grande dúvida nesta seleção austríaca era a mesma de sempre: onde jogaria David Alaba? Desta vez, o craque da turma de Franco Foda largou a zona central e alinhou no corredor esquerdo, criando uma maior capacidade e dinâmica ofensiva nesse setor do terreno. A Áustria jogou em 4-2-3-1 e conseguiu criar dinâmicas variadas para atacar a baliza de Bushcan. Do lado esquerdo, maior organização e jogo focado em apoios frontais com Alaba e Laimer. Do lado direito, Lainer foi menos acutilante, mas procurou incorporar-se, quando possível, também nas ações mais ofensivas.
Com um total de três combates iguais aos da Wrestlemania, um que já víramos na Wrestlemania do ano passado, e outro marcado por causa de uma boneca, este evento nunca teve pernas para andar. E notou-se.
Findada uma época como há muito já não se via em Alvalade, é hora de arrumar a casa e preparar a próxima época, que se espera que seja tão boa ou melhor que esta.
O primeiro passo para começar a próxima época é dispensar quem não conta para Rúben Amorim e sabemos bem que o Sporting CP tem vários jogadores que são cartas fora do baralho para o técnico. Posto isto, neste artigo nomeamos cinco jogadores que dificilmente vestirão de verde e branco em 2021/22.
Numa entrevista ao jornal Record, Nani deixou bem clara a vontade que tem em terminar a sua carreira no Sporting CP. O atleta formado em Alcochete já teve três passagens pela formação principal verde e branca, mas ainda assim, mais uma vez, transparece todo o carinho que tem pelo clube onde cresceu.
O internacional português estreou-se no mais alto patamar do futebol português na época 2005/2006. Dois anos depois, mudou-se para o Manchester United, clube onde apresentou a sua melhor forma. Na temporada 2014/2015, voltou por empréstimo do Manchester United e foi um dos jogadores mais importantes da equipa. A sua última passagem por Alvalade verificou-se em 2018/2019, onde esteve sete meses antes de sair para os Estados Unidos da América.
É sempre bom ver atletas que já não fazem parte dos quadros leoninos demonstrarem o sentimento que nutrem quando veem jogar os rapazes de verde e branco. Nani afirma que viveu com muita emoção a conquista do 23.º campeonato nacional do Sporting CP, e que espera vir a ter a oportunidade de vencer o principal título do futebol português ao serviço dos leões.
Nani tem 34 anos de idade. Embora já não possua a velocidade explosiva e a rapidez de execução de outros tempos, penso que seria um bom reforço desportivo, e uma excelente adição para o balneário. Tal como João Pereira, Antunes e Luís Neto, elementos mais velhos são muito importantes para o crescimento dos mais novos. Nani nunca seria um titular indiscutível, mas poderia contribuir em determinados momentos do jogo.
Olhando para o plantel que Ruben Amorim tem à disposição, existem algumas opções para a posição de extremo interior. Pedro Gonçalves e Nuno Santos foram aqueles que mais vezes foram titulares, mas surgem também nomes como Tabata, Gonzalo Plata e Jovane Cabral. Tendo em conta que poderá existir a ascensão de Joelson Fernandes na próxima temporada, Nani poderia ser a voz da experiência para este conjunto de jogadores tão jovens, tanto na parte desportiva, como no sentimento daquilo que é ser um verdadeiro leão.
Sinceramente, não acho que o regresso de Nani a Alvalade seja muito provável. Para além do fator idade, também o salário que aufere nos EUA pode impossibilitar o seu fim de carreira no Sporting CP. Ainda assim, se o jogador estivesse disposto a aceitar um rendimento acessível ao clube, concordaria a 100% com a sua vinda. Seria um final de carreira muito especial, e, quem sabe, uma porta para integrar a estrutura leonina no futuro.
A CRÓNICA: VITÓRIA TÁCTICA DEIXA SUÍÇA CONFIANTE NA PASSAGEM AOS OITAVOS
Com tudo por jogar para as duas equipas na última jornada do Grupo A, ambos os treinadores promoveram mudanças no onze inicial. Apenas a vitória interessava à Suíça e Turquia, que com um e zero pontos, respectivamente, tentavam alcançar os pontos suficientes para se manterem na discussão por um lugar nos oitavos de final.
Yann Sommer abandonou temporariamente a concentração suíça para assistir ao nascimento da segunda filha, mas regressou a tempo de assumir a titularidade entre os postes. Fabian Schär e Kevin Mbabu, até aqui primeiras escolhas para o treinador Vladimir Petković, cederam lugar a Steven Zuber e Silvan Widmer, com o trio ofensivo Shaqiri/Embolo/Seferović a permanecer intocável.
Na Turquia, três alterações relativamente ao onze inicial da derrota com o País de Gales. O lesionado Umut Meraş dava lugar a Mert Müldür no lado esquerdo da defesa, com Okay Yokuşlu e Kenan Karaman a perderem lugar para Merih Demiral e İrfan Can Kahveci, respectivamente, por opção do treinador Şenol Güneş.
A Turquia até entrou melhor nos primeiros minutos de jogo, incentivada pelos cerca de 20 mil adeptos turcos nas bancadas do Estádio Olímpico de Baku, mas foi mesmo a Suíça a abrir o marcador à viragem do minuto cinco. Haris Seferović dispara forte e cruzado de pé esquerdo após jogada de insistência da Suíça, sem hipótese para Çakır e abrindo, assim, a sua contabilidade individual no Euro 2020.
Com a vantagem assegurada, a Suíça ia pressionando alto e travando logo a meio campo as investidas turcas, que apostava sobretudo na saída pelas alas. A Turquia, por sua vez, tentava assumir o controlo da posse de bola e ia criando oportunidades de golo (remate perigoso de Müldür aos 15 minutos para boa defesa de Sommer). No entanto, o segundo golpe da Suíça chegou ao minuto 25 pelo contestado Shaqiri, a mostrar toda a sua técnica e o porquê da insistência de Petković ao disparar um remate indefensável de fora de área. Novamente assistência de Zuber a causar problemas entre a faixa esquerda e o centro do ataque suíço, ele que se ia tornando na figura dos primeiros 45 minutos de jogo.
Sem resposta para a qualidade helvética, a Turquia via Shaqiri perder oportunidade de ouro para o 3-0, dois minutos depois, com Çakır a fazer uma boa intervenção. Müldür era o mais inconformado dos turcos, com novo remate colocado à entrada da área, ao qual Sommer respondeu mais uma vez com categoria. O jogo ia ficando partido, sem períodos extensos de posse por parte de qualquer uma das equipas, e exemplo disto foi o minuto 42: remate de Seferović, bloqueado corajosamente por Söyüncü, e, logo na resposta, Sommer a levar de vencida o terceiro duelo com Müldür, após grande arrancada individual do lateral turco. O intervalo chegava, então, com vantagem sólida para a Suíça, mas a Turquia parecia determinada a defender a sua honra no torneio durante a segunda parte.
O jogo recomeçou sem alterações no alinhamento das duas equipas e com um perfil semelhante ao final da primeira parte – posse de bola equilibrada, mas de curta duração, com a Turquia a procurar mais o jogo directo para Yılmaz e a Suíça a construir com passes curtos e mais pela faixa esquerda. Aos 51 minutos, grande defesa de Çakır a remate de Embolo, após saída rápida, desta vez pela direita. Período de mais posse de bola para a Suíça e com uma Turquia aparentemente resignada ao seu destino, lenta nos processos e sem pressionar no momento defensivo, a equipa de Petković ia criando oportunidades como um bom remate de Seferović aos 60 minutos, desviado para canto por Çakır.
No entanto, um momento de inspiração, logo de seguida proveniente do pé esquerdo de Kahveci, traz a Turquia de volta ao jogo. Remate à entrada da área, indefensável para Sommer, a reduzir o marcador para 2-1 e encorajar o treinador Şenol Güneş a fazer uma dupla substituição, predominantemente ofensiva, e ir em busca de um resultado mais positivo. O jogo voltava a animar, com a Suíça a tentar responder de imediato, mas a Turquia a mostrar-se mais concentrada e activa, tentando finalmente assumir o controlo da posse.
Aos 68 minutos, porém, novo balde de água fria para os adeptos turcos em Baku. Shaqiri finaliza de pé esquerdo uma saída rápida, novamente pela esquerda e que deu a Zuber o seu hat-trick de assistências. Sem dúvida a dupla em evidência, até então, na partida. Com o 3-1 alcançado, Petković tenta refrescar a equipa e manter a positividade no jogo com a entrada do avançado Mario Gavranović e do médio Ruben Vargas, para os lugares de Seferović e do influente Shaqiri. Pouco depois, Xhaka dispara um livre à entrada da área ao poste esquerdo da baliza turca e Cengiz Ünder responde com um tiro de pé esquerdo que sai pouco por cima da baliza de Sommer.
Mais duas substituições ofensivas por parte da Turquia à entrada dos últimos dez minutos, com o jovem médio Orkun Kökçü a render o marcador do golo turco Kahveci, e o avançado Kenan Karaman a entrar para o lugar do, algo apagado, Ünder. Com pouco mais de cinco minutos por disputar, Petković responde ao fazer entrar o lateral esquerdo (ex-Benfica) Loris Benito para o lugar de Zuber, e uma troca directa entre Embolo e Mehmedi no ataque. Dorukhan Toköz entra também para o lugar de Çalhanoğlu, mas nenhuma das novas unidades da Turquia consegue mexer o suficiente com o jogo para visar a baliza de Sommer com perigo, à parte de uma boa oportunidade resultante de um canto ao minuto 89. Petković ainda faz entrar Kevin Mbabu por Widmer para queimar alguns segundos, e o apito final chega com o resultado inalterado.
A vitória da Suíça por 3-1 e os quatro pontos alcançados deixam os helvéticos com boas possibilidades de prosseguir na competição, aguardando a ordem final dos melhores terceiros lugares dos seis grupos – a Itália passa em primeiro com a pontuação máxima (nove pontos) e o País de Gales (também com quatro pontos) assegura o segundo posto no confronto directo. Já a Turquia, apontada por alguns como um candidato outsider a ir longe na fase final do Euro, cai na fase de grupos com estrondo: último lugar, zero pontos, um golo marcado e oito sofridos.
A FIGURA
Vladimir Petković: “We will do everything we can to ensure that we can all be happy together on Sunday evening. That we can be proud together. To our national team and to our Switzerland!”🇨🇭
— Nischal Schwager-Patel ⭐️⭐️ (@Nischal_SP) June 20, 2021
Vladimir Petković – O treinador da Suíça traçou a estratégia de jogo de forma perfeita e deixou as individualidades de Shaqiri (o maestro), Zuber (o irreverente) e Seferović (o imperturbável) sobressair. A decisão de baixar Rodríguez para defesa central, para o lugar de Schär, e acrescentar Zuber na faixa esquerda culminou em três assistências para Zuber e uma química de jogo cuja única mancha foi o momento individual de Kahveci.
Crédito pela escolha dos protagonistas, especialmente depois das críticas pela insistência em Shaqiri e Seferović, e pela instrução de pressionar alto a meio-campo, o que neutralizou por completo a construção de jogo da Turquia, em particular na primeira parte. A nível dos protagonistas em campo, Shaqiri e Zuber merecem destaque principal; do lado turco, o melhor foi o estreante a titular, e sempre irreverente, Müldür.
Merih Demiral – O ainda jovem central da Juventus, trazido para a titularidade neste embate, nunca pareceu à vontade. Os três golos da Suíça nascem todos de jogadas pelo lado esquerdo do ataque, e nem Demiral nem Çelik conseguiram travar o ímpeto de Zuber e Shaqiri. As debilidades do lado direito da defesa foram ainda mais evidentes, tendo em conta o desempenho particularmente apagado de Widmer e Embolo pelo lado oposto, controlado por Söyüncü e Müldür. Demiral acaba o Euro com um único desarme e 16 recuperações de bola registadas em 225 minutos de jogo, números francamente baixos para um defesa central neste tipo de competição.
ANÁLISE TÁCTICA – SUÍÇA
Ainda a apostar predominantemente num 3-4-1-2, Vladimir Petković concedeu mais velocidade e mobilidade à faixa esquerda ao descer Rodríguez para central e colocar Zuber na ala, com efeitos devastadores para a Turquia durante todo o jogo. Defensivamente, a Suíça pressionou alto o meio campo para impedir a construção de jogo do adversário, baixando as linhas no momento defensivo e deixando apenas Seferović à frente do meio campo.
As substituições não acrescentaram acutilância ao jogo da Suíça, mas tiveram o efeito desejado, servindo sobretudo para refrescar a zona mais ofensiva do ataque e continuar o ascendente na partida.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Sommer (7)
Elvedi (5)
Akanji (6)
Rodríguez (7)
Widmer (5)
Zuber (8)
Freuler (6)
Xhaka (6)
Shaqiri (8)
Embolo (6)
Seferović (7)
SUBS UTILIZADOS
Gavranović (5)
Vargas (6)
Benito (5)
Mehmedi (5)
Mbabu (-)
ANÁLISE TÁCTICA – TURQUIA
Mais uma vez, o treinador Şenol Güneş apostou num 4-1-4-1 flexível, com Ayhan à frente da defesa, Tufan numa função de apoio entre Ayhan e os jogadores mais ofensivos, e Yılmaz como avançado fixo. Uma aposta que parecia boa no papel, mas que se revelou infrutífera – Yılmaz teve muito pouco serviço na primeira parte e Tufan nunca conseguiu acompanhar as investidas de Rodríguez pela esquerda e apoiar Çelik na contenção a Zuber. O golo da Turquia surge através de um momento individual de Kahveci, num jogo que a Turquia nunca conseguiu verdadeiramente controlar.
A Itália recebeu o País de Gales, numa situação confortável. Com duas vitórias em dois jogos, os transalpinos já tinham garantida a presença nos oitavos de final, bastando um empate para conquistar a liderança. No entanto, a seleção da casa não deixou de ter a iniciativa do jogo.
Nos primeiros minutos, os jogadores galeses não conseguiram praticamente transpor a linha de meio campo. Com estes dados, é normal que as primeiras oportunidades tenham sido da Itália.
Aos 17´, numa boa jogada coletiva dos transalpinos, a bola chegou a Pessina, que dentro da grande área, rematou cruzado, com um defesa galês a desviar a bola ainda antes de sair pela linha de fundo. Depois, foi Belotti, em boa posição, a não conseguir acertar na baliza defendida por Ward.
Já os forasteiros apenas criaram perigo numa ocasião, em toda a primeira parte. Na sequência de um canto para Gales, Gunter cabeceou a centímetros por cima da baliza italiana.
O que se adivinhava só perto do intervalo aconteceu, depois de várias oportunidades falhadas nos minutos anteriores. Aos 38´, sequência de um livre, Verrati colocou a bola curta dentro da área para Pessina, desviar com o pé direito, sem oposição, para desfeitear as redes galeses.
Na segunda parte, os galeses vieram dispostos a avançar no terreno de jogo e a tentar carimbar, pelo menos, o segundo lugar. Só que os transalpinos continuavam a criar as melhores oportunidades e a estar mais perto do 2-0 do que os adversários do empate. Bernadeschi atirou colocado ao poste.
Já Gales, quando conseguia chegar perto da baliza adversária, faltava gente para construir jogadas de perigo e para finalizar. Que o diga Ramsey, que aproveitou um erro de Acerbi, mas depois não conseguiu aproveitar para rematar, nem tinha colegas para servir.
À passagem dos 55´, a seleção galesa ficou desfalcada, com a expulsão de Ampadu, depois de uma pisadela sobre Bernardeschi. Só facilitou ainda mais o trabalho de Itália no controlo de jogo, que dispôs ainda de outra oportunidade para marcar, através de um remate de Chiesa bem defendido por Ward.
Na última meia hora, o duelo acabou por entrar numa toada mais morna, com várias substituições para cada um dos lados. Destaque apenas para dois lances. O primeiro foi para Gales, num falhanço de Bale que tinha tempo e espaço no coração da grande área para fazer melhor, na sequência de um livre. Já nos descontos, foi Cristante a ter oportunidade para fazer o segundo golo da partida, mas, novamente, Danny Ward a levar a melhor.
Menos mal para Gales que, mesmo com a derrota, acaba por garantir o segundo lugar, enquanto a Itália fez o pleno na fase de grupos, com três vitórias em três jogos.
Matteo Pessina – O jogador italiano esteve especialmente ativo na primeira parte. Esteve envolvido na operação de controlo do jogo transalpino e ainda conseguiu estar em vários dos lances de perigo da seleção transalpina. Fez o golo da vitória.
O FORA DE JOGO
Red card: Ampadu (Wales) is shown the red card. #EURO2020
Ethan Ampadu – Entrada fora de tempo sobre Bernardeschi acabou por deixar a equipa desfalcada aos 55´. O jogador italiano estava ainda bastante longe da baliza galesa e a pisadela deixou o jogo ainda mais desequilibrado, acabando praticamente com as esperanças galeses de conseguir chegar ao golo.
ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA
Com o apuramento garantido, Roberto Mancini aproveitou para fazer oito alterações (!) no onze transalpino. O trio Jorginho, Verrati e Pessina controlaram as operações e deram poucas oportunidades de Gales de sair da sua zona defensiva. Muitas vezes, Pessina juntava-se ao trio da frente (Bernadeschi, Chiesa e Belotti). A organização transalpina consegue a 30ª. vitória consecutiva e manteve a baliza inviolável, mais uma vez.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Donnarumma (7)
Toloi (7)
Bastoni (7)
Bonucci (7)
Emerson (7)
Jorginho (7)
Verrati (8)
Pessina (9)
Bernardeschi (8)
Chiesa (7)
Belotti (7)
SUBS UTILIZADOS
Acerbi (6)
Raspadoni (-)
Cristante (-)
Castrovilli (-)
Sirigu (-)
ANÁLISE TÁTICA – PAÍS DE GALES
A formação orientada por Robert Page alinhou num dispositivo tático base em 5-3-2, com uma postura bastante defensiva e passiva perante os italianos. Sem posse de bola e muito recuados no terreno de jogo, os desequilibradores na frente de ataque, Aaron Ramsey, Daniel James e Gareth Bale ficaram completamente isolados, em especial na primeira parte. Mesmo depois da expulsão de Ampadu na segunda parte, o selecionador galês colocou Moore, para dar mais presença na grande área transalpina, mas acabou por não resultar.
A CRÓNICA: O CAMPEÃO DECIDE-SE NO DRAGÃO ARENA E SÃO OS LEÕES
Partia-se para aquele que poderia ser o ponto finalno campeonato nacional de hóquei em patins, no Dragão Arena. Depois de estar a vencer na série por 2-1, o Sporting CP poderia erguer a taça de campeão nacional, caso vencesse esta quarta partida frente ao FC Porto.
Num jogo que não saía de grande pára e arranca inicial, a emoção tomou lugar no pavilhão a partir dos cinco minutos do começo do encontro. Depois de ambas as equipas se verem com um jogador admoestado com cartão azul para cada lado (Di Benedetto e Platero), as oportunidades e os golos começaram a surgir.
A abrir o marcador com um tiro a média distância, sem qualquer tipo de hipótese de defesa para Girão, foi Gonçalo Alves, O jogador dos azuis e brancos colocou a sua equipa em vantagem, apesar de não ser por muito tempo. Em jeito de resposta, no minuto seguinte, Toni Pérez assistiu e Romero empatou a partida, mostrando que os leões não se iam vergar.
A partir daqui começou o verdadeiro festival de hóquei em patins com as oportunidades a surgir cada vez mais para ambas as formações. Xavier Barroso fez o “gosto ao stick” uns minutos depois e voltou a colocar o FC Porto na frente por 2-1.
Depois de um cartão azul mostrado a Ferran Font, os azuis e brancos tiveram nova oportunidade para aumentar a vantagem, mas Girão disse “presente” ao defender o remate e as recargas de Gonçalo Alves no livre direto.
Possivelmente, foi o presságio do que se iria seguir no restante da primeira metade do encontro com o Sporting CP a conseguir a reviravolta no marcador. Ferran Font deixou dois jogadores do FCP para trás e rematou para o segundo golo, enquanto, na jogada seguinte a Romero mandar a bola à trave da baliza de Málian, no seguimento de um livre direto, Toni Pérez voltou a mostrar serviço e concretizou a “remontada”.
Estava totalmente em aberto o jogo no Dragão Arena e, como hóquei é hóquei, tudo pode acontecer em meros segundos como… A remontada do FC Porto!
Primeiro, foi Rafa a inserir a bola na baliza de Girão e, no seguimento da décima falta cometida pelos leões, foi Gonçalo Alves a consumar a reviravolta a meros segundos do final dos primeiros 25 minutos. O espetáculo estava montado, com sete golos apenas na primeira parte, e esperava-se a mesma ou uma maior intensidade na segunda metade.
E os segundos 25 minutos não poderiam ter começado de forma melhor para a turma de Alvalade. Logo aos quatro minutos da segunda parte, Toni Pérez atirou para o fundo das redes defendidas por Xavi Málian. O jogador do Sporting CP estava num dia “sim” e isso influenciou por completo a exibição coletiva. Estava empatada a partida.
Logo de seguida, foi assinalada a décima falta do FC Porto, foi exibido o cartão azul novamente a Toni Pérez e Gonçalo Alves por protestos, e Romero teve a oportunidade de colocar os leões na frente, mas Xavi Málian (tal como Girão) disse “presente” e defendeu o remate do jogador da equipa verde e branca. Estava a ser um dia de guarda-redes igualmente e mantinha-se o 4-4 no marcador.
Sentia-se o fervor no pavilhão. Para além disso, só a pressão existente de cada lado, o nervosismo, mas a vontade de vencer também prevalecia. As oportunidades continuavam a surgir e os guarda-redes não deixavam ninguém indiferente. A faltarem pouco mais de 12 minutos para o final do encontro, Gonçalo Alves voltou a colocar os portistas na frente, depois de converter uma grande penalidade que Girão não conseguiu defender.
À passagem para os dez minutos finais, com um Sporting CP a ser bastante ostensivo no ataque, Ferran Font assistiu e Telmo Pinto empatou, mais uma vez, o encontro. A incerteza no vencedor permanecia até ao final, com as duas equipas a batalhar com tudo o que tinham.
No entanto, os erros começavam a aparecer, com os nervos a sentirem-se cada vez mais à flor da pele. Os passes não entravam, os sticks “batiam na atmosfera” ao invés de na bola, as movimentações não seriam as esperadas e já trabalhadas, e a pressão era cada vez maior, dado o afunilar do tempo.
Esses mesmos erros, que atacavam as duas equipas, acabaram por surtir efeito no marcador. Foi assinalada uma grande penalidade a favor dos leões que Ferran Font converteu sem dó, nem piedade. A menos de cinco minutos do final, os leões venciam no Dragão Arena por 5-6.
Quem parecia não errar e não acusar pressão eram Xavi Málian e Girão. Os guardiões mantinham-se imperiais nas inúmeras das oportunidades de golo criadas pelos seus adversários. Totalmente implacáveis.
Com apenas pouco mais de um minuto para o término da partida, o técnico portista Guillem Cabestany retirou o guarda-redes da partida e colocou mais um jogador de campo para poder tornar algo viável a concretização do empate e da reviravolta.
E, a oito segundos do final, Gonçalo Alves teve na ponta do stick a derradeira oportunidade de empatar a partida, mas Girão manteve-se implacável.
— Sporting CP – Modalidades (@SCPModalidades) June 20, 2021
Nada mais havia a fazer para os dragões e, ao vencer por 5-6 num encontro bastante emotivo entre duas equipas de topo, o Sporting CP é Campeão Nacional da Primeira Divisão de Hóquei em Patins.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola Na Rede
Sporting CP – Acaba por ser impossível determinar um ou dois jogadores neste ponto, quando o coletivo do Sporting CP acabou por ser fulcral na construção de jogo e do resultado. Todo o envolvente da equipa leonina trabalhou em prol do resultado. Menção honrosa a Gonçalo Alves (FC Porto).
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Reinaldo García – Esteve algo desaparecido no terreno de jogo. Reinaldo García é um jogador de tremenda qualidade, envolvido no plantel do FC Porto, mas não esteve à altura das exibições que outrora já nos presenteou.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
A nível defensivo, os homens de Guillem Cabestany apostavam bastante numa forte pressão ao portador da bola e numa marcação individual bastante cerrada a cada jogador do Sporting CP. Nos momentos ofensivos, “a carne estava toda no assador”, com o FC Porto a tirar partido da rapidez e inteligência dos seus jogadores.
5 INICIAL E PONTUAÇÕES
Xavi Málian (7)
Reinaldo García (5)
Gonçalo Alves (8)
Rafa (7)
Carlo di Benedetto (6)
SUBS UTILIZADOS
Giulio Cocco (6)
Ezequiel Mena (6)
Xavier Barroso (7)
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Sempre com atenção à parte defensiva e com um último homem para possibilitar a defesa em caso de contra-ataque, o Sporting CP apostou sempre num jogo bastante rápido e combativo, aquando das transições ofensivas, numa constante rotação entre jogadores.
A CORRIDA: AFINAL, PAUL RICARD PODE SER INTERESSANTE
Depois de cair alguma chuva durante a manhã, os adeptos de desportos motorizados sonharam com uma corrida com o asfalto húmido. Contudo, o tempo em Le Castellet melhorou e o sol, embora tímido, foi o convidado de serviço durante as 53 voltas do Grande Prémio de França. Quando tudo começou, ninguém esperava que esta fosse uma das melhores corridas do ano.
Antes de as luzes se apagarem para a partida, Max Verstappen ocupava a cadeira de sonho. Depois de conquistar a pole position, o holandês procurava aumentar a vantagem no topo do campeonato de pilotos e voltar às boas exibições depois do azar de Baku. Da mesma forma, Lewis Hamilton voltou para se tentar redimir do erro da última corrida.
Logo no primeiro setor, Verstappen teve problemas em dominar o Red Bull e alargou demais a trajetória. Hamilton aproveitou para assumir a liderança e tentar não a largar até ao final. Quando já se suspirava por mais uma corrida aborrecida em Paul Ricard, assistimos a um plot twist ao nível de um filme de Quentin Tarantino. Pode ser estranho, mas este erro pode ter dado a vitória a Max.
LAP 1/53
Verstappen slides off at Turn 2 and Hamilton surges past into the lead!
A primeira paragem nas boxes foi muito mais cedo do que era esperado. Na 18.ª volta, Valtteri Bottas abriu as hostes para que os quatro mosqueteiros do costume começassem a trocar as armas de combate. Pouco tempo depois, foi Max a parar e Lewis Hamilton tentou numa volta o Hammer Time.
Quando foi a vez do britânico abrandar e entrar na box, a Mercedes conseguiu uma paragem bastante rápida. Mesmo assim, o leão holandês acelerou na reta da meta e conseguiu o undercut para garantir o segundo lugar, atrás do colega Sergio Pérez, que ainda não tinha parado. A partir deste momento, a tensão ocupou o circuito.
Depois da paragem do mexicano, era de esperar que a Red Bull parasse os carros mais uma vez. O início da estratégia vitoriosa aconteceu na volta número 33, o número de corrida de Max Verstappen, que, sem sabermos, abriu a “jaula” para o que iria ser um final de corrida épico. O holandês começou a caçar Lewis Hamilton e o primeiro lugar.
No jogo do gato e do rato, Max aproveitou a saúde do motor e dos pneus e, pouco a pouco, foi ganhando segundos a Lewis. Ao passar da 52.ª volta, o holandês galvanizou-se e ultrapassou o principal rival para nunca mais largar o primeiro posto. Quando a bandeira de xadrez apareceu no horizonte, Verstappen já sabia que a vitória não fugia.
Depois de um bom começo, Lewis Hamilton “provou do próprio veneno” e terminou o GP de França com o segundo posto. Para terminar um fim de semana para esquecer da Mercedes, Sergio Perez ficou com o último lugar do pódio. O finlandês Valtteri Bottas ainda tentou, mas teve de se contentar com o quarto lugar, apesar das queixas e um ar de “eu avisei” para os mecânicos.
No segundo pelotão, a McLaren conseguiu o quinto lugar, com Lando Norris, e o sexto, com Daniel Ricciardo. O australiano deu o ar da sua graça depois de um início de temporada difícil e deu boas indicações para o futuro. Depois de algumas semanas complicadas, Lance Stroll voltou aos pontos e juntou-se a Sebastian Vettel para dar alento à Aston Martin.
Para a semana há mais ação. A Fórmula 1 faz as malas e aterra na Áustria, onde o GP da Estíria promete mais uma luta intensa pela liderança no campeonato. De Le Castellet levamos uma grande lição: nunca podemos julgar a pista antes do início da corrida.
A CORRIDA: E VÃO 11 VITÓRIAS CONSECUTIVAS PARA MÁRQUEZ EM SACHENRING
Que emocionante este grande prémio da Alemanha. Quase que tivemos uma flag to flag race, onde a chuva tentou dar o ar da sua graça numa mistura frenética com o calor que se fez sentir no Circuito de Sachsenring. E 581 dias depois, Marc Márquez voltou ao lugar mais alto do pódio, somando a 11.ª vitória consecutiva em solo alemão. Já o português Miguel Oliveira conquistou o terceiro pódio consecutivo.
Há tanto para dizer sobre este grande prémio da Alemanha. Podemos começar pela vitória histórica de Marc Márquez que regressou ao lugar mais alto do pódio, depois de ter estado afastado do asfalto durante o último ano. Uma vitória com muito significado, não só para o espanhol, mas também para a Honda.
A verdade é que o circuito de Sachsenring é, talvez, a pista onde Márquez se sente mais confortável. Vimo-lo durante todo o fim de semana e a vitória deste domingo confirmou o domínio do piloto da Honda no circuito alemão.
Depois de um arranque canhão, um pequeno toque a Quartararo e uma ultrapassagem a Aleix Espargaró, Márquez cimentou a sua posição no primeiro lugar e nunca mais de lá saiu. Quem é o rei de Sachsenring, quem é? Exatamente. 11 vitórias consecutivas.
His rivals recognize the significance of this win! 🤝
Se tudo pareceu fácil para Márquez, a verdade é que não o foi. E muito se deve a Miguel Oliveira – que apesar de ter saído da 6.ª posição, conseguiu com alguma facilidade e engenho chegar ao terceiro posto, e depois ao segundo lugar que manteve até ao final da prova. Com este resultado, o português fixa-se no sétimo lugar da classificação geral com 74 pontos.
O falcão de Almada impôs o seu ritmo, tentou ir atrás do piloto da Honda que fez uma corrida muito ao seu estilo: fugiu e geriu a prova em seu favor. A verdade é que o português era mais forte no sector 2 e 3, mas depois parecia perder algum ritmo no primeiro sector e Márquez acabou por conseguir aguentar a pressão de Oliveira.
No entanto, Oliveira não conseguiu chegar perto o suficiente do espanhol para tentar uma ultrapassagem. E não há nada mais inteligente do que aceitar um segundo lugar, amealhar 20 pontos e carimbar o terceiro pódio consecutivo.
Fabio Quartararo falhou a pole position, mas levou um terceiro lugar neste grande prémio da Alemanha depois de ter andado, novamente, a correr atrás do prejuízo já que foi engolido por vários pilotos logo no arranque, sofrendo aquele pequeno toque de Marc Márquez. Mas novamente muito inteligente o piloto da Yamaha no que às contas do campeonato diz respeito, já que continua líder com 131 pontos.