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5 melhores jogadores da temporada 2020/2021 | Basquetebol Nacional

Concluída a temporada 2020/2021 da LPB, é tempo de fazer uma reflexão sobre quais os jogadores mais valiosos, e os que maior influência repercutiram na sua respetiva equipa. [Reveja aqui os nossos cinco jogadores escolhidos no Top-5 da temporada 2019/2020]

Importante sublinhar que para obtermos esta escalação, não só analisámos o rendimento individual do atleta, como também a importância que o jogador repercutiu em termos coletivos e na classificação da sua respetiva equipa.

Outro dado importante que utilizamos para chegar à escolha deste Top 5, passou pelo facto dos jogadores terem que ter realizado pelo menos 20 partidas no somatório da temporada. Antes de avançarmos para o tema central do artigo, deixamos ainda algumas menções honrosas que podiam confortavelmente estar presente no nosso Top 5.

Venha daí!

Foto de capa: FPB

Sporting CP 2-1 SL Benfica: Leão a um rugido de ser campeão nacional

A CRÓNICA: «EM MINHA CASA GANHO EU»

O Sporting CP venceu o SL Benfica por 2-1, no Pavilhão João Rocha, e está a um triunfo de se sagrar campeão nacional de Futsal, fazendo, nesse cenário, o triplete (Liga, Taça da Liga e Liga dos Campeões). Por seu turno, as águias vão tentar manter o padrão que dita que a equipa da casa vence para forçar a negra, que, a acontecer, será no João Rocha.

Nesta terceira partida da final do play-off, as águias começaram bem, os leões começaram melhor. Os encarnados não conseguiram aproveitar as oportunidades criadas nos primeiros cinco minutos, muito graças a Guitta, e viram os da casa chegar ao golo da vantagem numa exímia exemplificação da máxima “quem não marca, sofre”.

Através de um canto pela esquerda do seu ataque, o Sporting CP conseguiu descobrir Tomás Paçó ao primeiro poste, que, com um belo toque de calcanhar, assistiu Cavinato para o golo à boca da baliza. Seguiram-se momentos de equilíbrio até ao golo do empate.

Numa jogada coletiva bem desenhada, que começou no guarda-redes e que fez a bola passar por todos os jogadores encarnados em quadra, o SL Benfica igualou a partida pelo pé direito de Silvestre Ferreira, assistido por Robinho. Daí em diante e até ao intervalo, houve muita parra, mas pouca uva. Foram várias as jogadas periclitantes e diversos os remates à baliza, mas nenhum tento surgiu daí.

“Cautela e caldos de galinha” foi o mote da segunda parte. Ainda que a vontade de vencer fosse notória, o medo de arriscar foi uma clara condicionante das duas equipas e, por inerência, da qualidade e emoção da partida. Todavia, os guarda-redes de ambas as formações foram colocados à prova algumas vezes.

A oito minutos do final, um remate de Erick embate no poste, embate nas costas do prostrado Roncaglio (que havia ido ao chão para tentar travar o remate) e os leões chegam ao segundo golo num lance polémico, uma vez que a bola poderá não ter ultrapassado por completo a linha de baliza. O Sporting CP recolocou-se assim em vantagem, desamarrando uma partida até então presa por um… Guitta.

O expectável cinco para quatro do SL Benfica foi colocado em prática, mas sem sucesso. O Sporting CP segurou mesmo o resultado até final e segue em vantagem para o quarto (e possivelmente decisivo) jogo.

 

A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Guitta – Num encontro em que nenhum elemento dito de campo se destacou, foi o guardião brasileiro quem mais brilhou, ainda que mesmo ele sem grande intensidade. Contudo, foram as suas ações e intervenções que permitiram ao Sporting CP segurar o empate a um tempo suficiente para renovar a vantagem que já havia tido na partida.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Cinco para quatro do SL Benfica – As águias foram incapazes de criar perigo em mais de cinco minutos de cinco para quatro. A lenta e inócua circulação aliada à incapacidade de colocar um jogador no seio do bloco defensivo leonino contribuíram para uma parca exibição ofensiva neste momento específico, o que não destoou da restante partida (exceção feita aos primeiros cinco minutos).

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Perante o bom início dos encarnados, os leões demoraram apenas cinco minutos a sacudir a pressão, com os primeiros vislumbres das subidas na quadra de Guitta. Com um 2-2 móvel, mesmo com pivô em quadra, o Sporting CP procurou circular bastante a bola, tentando desmanchar o quadrado defensivo das águias.

Os pivôs leoninos (Rocha, Zicky Té e Hugo Neves) eram parte integrante da mobilidade e dinâmica ofensiva dos leões, mas era através deles que o Sporting CP pausava o jogo, fazendo uso da capacidade dos três para segurar a bola e dar as costas à baliza e ao adversário. A maior variação do 2-2 leonino era o 2-1-1, com um elemento a tentar condicionar as movimentações defensivas adversárias e, em simultâneo, ser elemento de ligação na construção dos leões na meia-quadra das águias.

Após chegar ao 2-1, o Sporting CP, sem surpresa, foi confrontado com o cinco para quatro do SL Benfica. A mobilidade do mesmo obrigou os leões a apresentarem, consoante a movimentação da bola, tanto um quadrado como um losango defensivo, fazendo-o sempre com qualidade suficiente para coibir as investidas encarnadas.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Guitta (8)

João Matos (5)

Taynan (6)

Merlim (6)

Rocha (6)

SUBS UTILIZADOS

Erick (6)

Pany Varela (6)

Zicky Té (7)

Cavinato (7)

Tomás Paçó (6)

Hugo Neves (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

As águias fizeram das bolas paradas e das transições ofensivas as suas maiores armas nos minutos iniciais. Após o golo inaugural, por parte do Sporting CP, os encarnados fizeram por assentar o seu jogo posicional e de posse, com Jacaré a desempenhar um papel fulcral no momento de segurar a bola e a mostrar-se importante para a capacidade híbrida tática do SL Benfica, variando entre um 2-1-1 e um 2-2.

Sem Jacaré (e sem Fits), o 2-2 era o sistema mais adotado pelos encarnados, com muita mobilidade, mas pouca envolvência de Roncaglio. A dinâmica encarnada era grande e eficiente nos processos, mas ineficaz na concretização. Quando com fixo e pivô em quadra, estes procuravam movimentos que facilitassem os movimentos interiores dos alas, abrindo alas para os mesmos, com o fixo a avançar no terreno e a descair para uma ala de seguida e com o pivô a descair para a outra.

Com isto, os alas podiam assumir o primeiro momento de circulação. Após o 2-1 leonino, Tiago Brito foi incumbido de vestir a camisola cinzenta por cima da encarnada e o SL Benfica passou a apostar no cinco para quatro. Neste sistema, a mobilidade sem bola era grande, mas a circulação de bola era demasiado passiva para surpreender o bloco verde-e-branco.

Além de não surpreender o bloco leonino, os homens de Joel Rocha também nunca o penetraram, apostando sempre na circulação exterior e nunca na colocação de um elemento no espaço interior do quadrado/losango defensivo dos pupilos de Nuno Dias.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Roncaglio (5)

Nilson (6)

Robinho (6)

Chishkala (5)

Tayebi (5)

SUBS UTILIZADOS

Jacaré (6)

Arthur (6)

Rafael Henmi (5)

Fábio Cecílio (5)

Tiago Brito (5)

Silvestre (6)

«Os polacos pensavam que ir buscar jogadores a Portugal era mais difícil e não é» – Entrevista BnR com Tomás Podstawski

Tomás Podstawski é daqueles casos em que o nome não engana. Filho de mãe portuguesa, é do seu pai polaco que herda o apelido mais “estranho”. É um dos mais internacionais de sempre pelas camadas jovens da Seleção portuguesa, mas é na Polónia, terra do pai, que tenta elevar o seu patamar futebolístico. Neste momento, encontra-se sem clube e ainda não sabe aquilo que o futuro lhe reserva.

-Os dilemas da dupla nacionalidade-

«Portugal acaba por ser a minha primeira casa»

 

Bola na Rede: Olá, Tomás. A época na Polónia terminou na semana passada, já voltaste a Portugal?

Tomás Podstawski: Sim, voltei logo a seguir. Vim para o Porto, a minha família mais próxima está toda cá, a família da minha namorada também está cá. Estamos em casa, já não vinha ao Porto desde Março 2020, então regressar é um sentimento muito bom.

Bola na Rede: Deduzo que as saudades já apertassem?

Tomás Podstawski: Já tinha saudades. Sentia falta das rotinas de estar no Porto. É sempre bom chegar e ir explorar aquilo que de novo há na cidade. Revisitar os amigos que já não via há muito tempo. Fiquei muito contente com este regresso.

Bola na Rede: A Polónia ficou então para trás, sentes que também deixaste uma segunda casa ou não tens um sentimento particular em relação ao país do teu pai?

Tomás Podstawski: Sim claro, olho para a Polónia como sendo casa também. Falo a língua e sou cidadão polaco. Além disso, toda a minha família paterna é polaca e vive na Polónia. Quando era mais jovem passava muitos verões na Polónia, sinto-me bem lá, como em casa, gosto muito do país. Não é como se estivesse a viver num país estrangeiro, embora Portugal seja sempre o sítio onde nasci e tenho cá grande parte dos meus amigos, então naturalmente Portugal acaba por ser a minha primeira casa.

Bola na Rede: És luso-polaco, nasceste e cresceste no Porto. Quais as principais diferenças entre um jovem que nasce e cresce num país tendo metade do seu sangue noutro lugar e um jovem que tem os dois pais da mesma nacionalidade? Há diferenças?

Tomás Podstawski: Sim, há diferenças e faz diferença no teu crescimento. Ficamos bem cedo com uma perspetiva e uma noção daquilo que são diferentes culturas. No meu caso fiquei por dentro da cultura portuguesa e polaca e acho que isso me enriqueceu muito, porque além de conhecer e saber falar fluentemente o polaco, também fiquei a perceber a história e as pessoas. As pessoas muitas vezes não têm noção daquilo que é o outro país, para mim pessoalmente acho que é uma grande vantagem poder crescer com duas culturas diferentes. Mas claro, o choque poderia ser maior, estamos a falar de duas culturas europeias.

Bola na Rede: Somos da mesma geração, por isso partilhas da mesma experiência futebolística que eu. Portugal e Polónia neste século têm-se defrontado várias vezes, a tua primeira memória provavelmente será o confronto no Mundial 2002. Como é que se viviam esses encontros aí em casa?

Tomás Podstawski: Sim, de facto lembro-me desse jogo. Eu olhava para esses jogos sempre de uma forma especial. Ficava triste por ter que dividir, não conseguia puxar a 100% por Portugal, porque ficava sempre com alguma tristeza por a Polónia perder. Nunca vivi um Portugal x Polónia na Polónia, com o ambiente polaco, que seria certamente diferente. Mas também ficava triste por um dia e depois acabou e passava [risos]. Vá, tirando ali nos quartos de final do Euro 2016. Esse jogo eu já era mais velho e foi mais difícil ainda no sentido de ser um jogo a eliminar e com toda aquela emoção das grandes penalidades. Foi o mais difícil, mas eu sempre representei a seleção portuguesa e sempre que qualquer uma das seleções jovem joga eu estou sempre a apoiar as duas.

SL Benfica | Será preciso uma limpeza na Luz?

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A época de 2020/2021 vai ficar marcada na memória de todos os benfiquistas. Com um investimento que rondou os 100 milhões de euros (98,5 milhões, concretamente), os adeptos do SL Benfica esperavam que a equipa tivesse um desempenho formidável, digno dos maiores “colossos” da Europa. As expectativas estavam altas, mas o resultado final foi tudo menos positivo. Aliás, já não se via um SL Benfica com um rendimento tão baixo há alguns anos.

Com a onda negativa de resultados os adeptos começaram a apontar possíveis culpados. Para uns a culpa era do treinador, Jorge Jesus, para outros o problema vinha do topo – a direção de Luís Filipe Vieira. É certo que o clube estava numa fase péssima e foi Rui Costa quem deu a cara, dizendo que é em momentos como este que se vê quem tem capacidade para representar um clube com a dimensão do SL Benfica.

Apesar de ter vindo falar aos adeptos, as declarações proferidas pelo ex-jogador foram em vão. Quase nada se alterou e a equipa continuava a ter resultados muito aquém do esperado. Dentro de campo não se via um coletivo, mas sim um conjunto de bons jogadores.

E como se costuma dizer “jogadores com qualidade individual há muitos, mas equipas há poucas”. E as águias eram o exemplo perfeito dessa frase: com tantos jogadores de renome (Vertonghen, Darwin, Everton, entre outros), o cenário que se via dentro de campo parecia surreal. Estava praticamente cada um por si e não se via aquela ligação a que os adeptos estavam habituados.

O SL Benfica realizou uma época fraca
O SL Benfica realizou uma época fraca
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Se dentro de campo o panorama não era nada favorável, era legítimo pensar que no balneário o ambiente também não era o melhor e, com a saída de Rúben Dias, essa suspeita aumentava cada vez mais. Até que começaram a surgir vídeos dos “pré” e “pós” jogos, que demonstravam a relação entre os jogadores e elementos da equipa técnica. Alegria e diversão não faltavam, mesmo tendo resultados menos bons.

Nas últimas jornadas o cenário veio alterar-se. A esperança de ver o SL Benfica que outrora conhecemos reacendeu-se. As exibições estavam a melhorar, bem como os desfechos dos jogos. Um exemplo disso foi o jogo contra o Sporting CP, sendo que os encarnados foram a única equipa a quebrar a invencibilidade dos leões.

O campeonato, a Taça da Liga, a Supertaça Cândido de Oliveira e a Liga Europa estavam perdidos. A única solução para pôr um ponto final na crise que o clube viveu esta época era vencer a Taça de Portugal. Era o último desafio, mas nem esse foi ultrapassado com sucesso.

Estava de volta a revolta dos adeptos. Uns pediam a demissão do presidente e/ou treinador, outros exigiam uma medida de intervenção urgente – a “limpeza” do balneário. Nada se fez e essa revolta começou a ganhar cada vez mais dimensão, até que chegou o caso de Nuno Tavares.

Nuno Tavares voltou a estar em foco, mas não pelos melhores motivos
Nuno Tavares voltou a estar em foco, mas não pelos melhores motivos
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Há uns dias atrás, surgiu um vídeo, nas redes sociais, que pode ser tido como um bom exemplo para o ambiente que se vive no balneário da equipa da Luz. O português estava com um amigo que mencionou o facto de Grimaldo ser titular ao invés de Nuno Tavares. O lateral esquerdo respondeu que se não vingar no SL Benfica, vingará noutro lado qualquer.

O vídeo tornou-se viral e começaram a surgir imensas críticas relativas à atitude do jogador. Passado umas horas, Nuno Tavares recorreu às redes sociais para se desculpar pela “atitude irrefletida” que teve. A acompanhar o texto estava uma foto do português com Grimaldo.

De notar que o espanhol reagiu à publicação dizendo “Tamo juntos, mano”. Apesar de ter pedido desculpas publicamente, esta atitude do português não só demonstrou um enorme desrespeito por um colega de equipa e de profissão, como também pelo clube. Ser falado por motivos como este é tudo menos positivo para um jogador.

Esta atitude deve ser tida em conta e deve ser o mote para pensar no que se deve fazer para a próxima época. A questão que se coloca agora é: “será que este exemplo pode ser visto como um caso isolado, ou será uma demonstração do mau ambiente que existe entre colegas de equipa?”. Seja qual for a resposta, é certo que é preciso fazer alguma coisa para que os adeptos encarnados voltem a ver um SL Benfica forte, unido e ganhador.

NFC Sul: Comprar, manter ou vender stock? | NFL

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Espero que esteja tudo bem desse lado. Hoje, estamos aqui para investir (ou não) no “mercado da bolsa” da NFL.

Com base nos acontecimentos da época passada e desta pré-temporada, principalmente na free agency devido à incerteza dos jogadores que são escolhidos no Draft, darei a minha opinião em relação ao futuro de todas as equipas para saberem em quem devem investir o vosso tempo.

Irei: “comprar” se achar que esta equipa irá melhorar em relação ao ano passado ou se está numa fase ascendente no ciclo da NFL; “manter” se achar que será uma época muito semelhante à anterior ou se tiver algumas desconfianças em certos aspetos; “vender” se achar que a época será abaixo das expectativas ou se estiverem na fase descendente do franchise.

Mesmo assim, aconselho a acompanharem todos os acontecimentos da liga, pois a magia da NFL é haver motivos para acompanhar quase todos os jogos, e jogadores espetaculares em todas as equipas.

No artigo de hoje falaremos da NFC Sul, sendo esta a divisão dos vencedores do Super Bowl, na qual a única certeza será mesmo a equipa do eterno Tom Brady, havendo bastantes dúvidas em redor das restantes.

Foto de capa: Tampa Bay Buccanneers

Análise do Grupo B | Euro 2020

Vem com um ano de atraso, mas com a expectativa de sempre; o arranque do Euro 2020 está por dias. Turquia e Itália dão o pontapé de saída numa prova que vai coroar o campeão da Europa de seleções a 11 de julho, em Wembley.

Olhando particularmente aos integrantes do grupo B, passamos em revista as principais figuras de cada seleção e as suas hipóteses na prova. Os belgas partem como favoritos, mas têm a principal estrela em dúvida.

O segundo lugar vai ser alvo de uma acesa discussão, o que poderá originar também um dos melhores terceiros classificados. Será este um dos grupos com três representantes na fase a eliminar?

Podcast Frente a Frente Bola na Rede #7 – Rúben Dias vs. José Fonte

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No podcast do Bola na Rede “Frente a Frente” desta semana colocamos em duelo duas gerações de defesas portugueses pela frente: Rúben Dias e José Fonte! Qual é que é o teu preferido?

Um programa com a moderação de Leonardo Bordonhos e as opiniões de Afonso Santos e Pedro Silva. 🎙️

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Futsal: Leões à conquista do triplete | Sporting CP

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O Sporting Clube de Portugal encontra-se a disputar a final do play-off da Liga de Futsal, diante o eterno rival SL Benfica. No primeiro jogo, a equipa liderada por Nuno Dias, venceu por 3-1, no Pavilhão João Rocha. No entanto, no segundo jogo, os rivais venceram por 7-5, após prolongamento. Os leões estão a duas vitórias de se sagrarem campeões nacionais de futsal.

A equipa treinada por Nuno Dias está a fazer uma época fantástica, somando 44 jogos, 40 vitórias, três empates e apenas uma derrota. Na fase regular, os leões terminaram na liderança, demonstrando a regularidade exibicional da equipa.

Esta tem sido uma época de sonho para o Sporting CP, tendo conquistado pela segunda fez na história a UEFA Futsal Champions League, vencendo na final o FC Barcelona, por 4-3, a Taça da Liga frente ao Benfica e, ainda, a Taça de Portugal relativa à temporada anterior.

Os leões venciam a eliminatória por 1-0, mas os encarnados chegaram ao empate no passado domingo
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Nuno Dias tem à sua disposição um plantel de enorme qualidade, entre os quais, um dos melhores guarda-redes do mundo, Guitta, e um dos melhores futsalistas do mundo, Alex Merlim. Além da qualidade e talento individuais e do nível exibicional que a equipa apresenta, o Sporting CP destaca-se sobretudo pela garra e entrega do primeiro ao último minuto de cada jogo, com destaque para o exemplo do capitão João Matos. No plantel leonino, têm ainda sido aposta jovens de enorme qualidade, como Tomás Paçó e Zicky.

Esta será uma final marcada pelo equilíbrio nos melhores “dérbis” do mundo do futsal, entre duas equipas com qualidade e talento. No entanto, o Sporting Clube de Portugal tem um plantel superior e tem vivido uma temporada de sonho, por isso poderá parte com uma ligeira vantagem. Faltam duas finais, dois jogos em que os leões vão ter de lutar durante 40 minutos, pela conquista do campeonato, demonstrado a qualidade, talento e entrega que caracterizam a equipa.

O Sporting Clube de Portugal procura assim, conquistar o campeonato pela 17ª vez, com Esforço, Dedicação e Devoção, para conquistar a Glória de uma época perfeita, vencendo o triplete!

#ondevaiumvãotodos

Mexidas pelo Dragão? | FC Porto

Podemos estar a viver uma revolução no elenco do FC Porto. Porquê? Então veremos, baseando-me nas suposições de mercado, é possível que Sérgio Oliveira e Corona abandonem o Estádio do Dragão, os dois jogadores que representam a era Conceição, são armas que o treinador aprecia e fizeram épocas fantásticas de azul e branco ao peito. Até há pouco seria impensável qualquer um dos dois sair, mas pode ter chegado esse momento.

Olhemos um pouco para a temporada que acabou para tentar explicar porque podem ser vendidos neste mercado de transferências. Sérgio Oliveira fez a melhor temporada da sua carreira. Com 20 golos e sete assistências, o médio mostrou tudo aquilo para que estava destinado no início da sua carreira. Lembremos que já tem 29 anos e nos próximos anos não é provável que cheguem ao FC Porto propostas convincentes para ser vendido. Agora é o momento ideal para uma eventual saída.

Já Tecatito é uma autêntica máquina, as palavras não chegam para demonstrar aquilo que o mexicano joga e faz jogar. É o melhor jogador do FC Porto e a sua venda tem, obrigatoriamente, que ser por um valor realmente extraordinário, caso isto não aconteça perde-se o jogador que traz magia em campo por preços de saldo.

Relembremos que o jogador foi utilizado até ao seu limite, só quando se lesionou é que não foi utilizado, o que representa a sua importância para o treinador, este ano, ainda foi adaptado a lateral, assim sendo contou com uns singelos três golos e umas extraordinárias 13 assistências para golos.

FC Porto
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Esta pode ser uma grande mudança no plantel, afinal, nunca é fácil perder dois jogadores do núcleo duro, foi sempre evidente que eram elementos respeitados pelos companheiros de balneário.

Enganem-se se acham que eu quero a saída de ambos, mas a saúde financeira do clube depende de vendas milionárias, é preciso vender aqueles que têm mercado e apostar nos jovens e ainda os valorizar para possíveis vendas futuras.

Esperemos para ver qual é o final destas novelas, que prometem aquecer os ares do Dragão e dar grandes dores de cabeça à direção e ao treinador, perder dois jogadores de tal importância é sempre uma lacuna que tem de ser preenchida e que pode levar a um investimento. Caso as saídas realmente aconteçam, os adeptos irão ficar sempre agradecidos pelo serviço ao FC Porto, por outro lado, caso fiquem já sabemos que dão garantias de ser “Porto” pela sua garra e dedicação ao clube.

Portugal 4-0 Israel: Triunfo tranquilo e olhos postos no Euro

A CRÓNICA: NUMA TARDE DE DESPERDÍCIO, PORTUGAL TERMINA COM GOLEADA

No último jogo de Portugal antes de embarcar na sua jornada europeia no Euro 2020, a seleção nacional lusa recebeu e venceu a congénere israelita, num encontro de sentido único desde início.

Como favorito à entrada para o encontro, os comandados de Fernando Santos assumiram o controlo do jogo e da posse de bola desde o apito inicial, adotando uma postura poucas vezes vista de iniciativa e ataque organizado continuado.

As oportunidades de golos foram surgindo com naturalidade, na maior parte das vezes em iniciativas com origem nos corredores laterais – João Cancelo em grande destaque no primeiro tempo graças ao seu envolvimento no processo ofensivo – mas o golo tardava em aparecer.

Primeiro Diogo Jota, depois Cristiano Ronaldo, passando por Bruno Fernandes e Rúben Neves, todos tiveram oportunidades para marcar, mas olha por má pontaria, ora por inspiração do guardião Ofir Marciano, os campeões da Europa não conseguiam encontrar o fundo da baliza.

Isto é, até que à passagem do minuto 42, o lateral direito do Manchester City e melhor da Premier League na sua posição, João Cancelo, arrancou rumo à área adversária e cruzou rasteiro para a marca de grande penalidade, onde apareceu Bruno Fernandes, que rematou na passada e inaugurou o marcador, fazendo o seu terceiro golo pela seleção e 29.º da temporada.


Portugal quebrava o enguiço, e não tardou muito a fazê-lo de novo. Perda de bola israelita aproveitada pelo médio do Manchester United, transição ofensiva rápida e eficaz, que culminou com o remate forte do pé esquerdo de Cristiano Ronaldo, que aumentou a diferença e fez o 2-0 com que as equipas recolheram ao balneário.

No segundo tempo a toada manteve-se, com Portugal a colecionar ocasiões de golo, mas a ser incapaz de finalizar, complicando muito no momento da decisão. A entrada de um segundo avançado colocou algumas dificuldades, mas o primeiro remate na direção da baliza lusa apenas apareceu aos 80 minutos.

Quando o jogo caminhava para o fim e se esperava que o marcador não mexesse mais, João Cancelo tirou um coelho da cartola e com uma grande jogada individual, tirou o defesa do caminho e rematou com o pé esquerdo para o 3-0. Tal como acontecera no primeiro tempo, dois minutos depois foi a vez de Bruno Fernandes fazer o bis com um remate indefensável de fora da área.

Portugal vence por 4-0 e foca a sua atenção no embate da primeira jornada da fase de grupos do Euro 2020, dia 15, contra a Hungria.

 

A FIGURA

Bruno Fernandes – Não foi a exibição mais vistosa, mas o internacional português termina o jogo com dois golos e uma assistência. Muito interventivo na manobra ofensiva da equipa, Bruno Fernandes esteve constantemente a pedir a bola e a colocar os seus colegas em jogo. Uma menção honrosa para João Cancelo que também se exibiu a um nível muito alto e confirmou o bom momento que atravessa.

O FORA DE JOGO

Falta de eficácia – A seleção terminou o encontro com uma goleada confortável, mas o resultado podia ter sido mais dilatado caso Portugal tivesse convertido metade das oportunidades que desperdiçou. Foi um bom teste, mas no Europeu vai ser preciso mais confiança e foco no momento da decisão.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Fernando Santos fez várias alterações relativamente ao onze que enfrentou a seleção espanhola no Wanda Metropolitano em Madrid. Com Pepe, Diogo Jota e Cristiano Ronaldo como os únicos “sobreviventes” desse encontro, o timoneiro luso teve oportunidade de ver as restantes opções da convocatória a assumir um papel e desempenho diferentes.

Com um 4-2-3-1 característico, William Carvalho e Rúben Neves foram peça fundamental para a consistência defensiva, mas também para a liberdade ofensiva apresentada pelo ataque português. A dupla de médios controlou e equilibrou a formação das quinas e permitiu que Diogo Jota, Bruno Fernandes, Bernardo Silva e Cristiano Ronaldo se movimentassem livremente e trocassem de posição com relativa frequência.

Frente a um adversário de menor pendor atacante, a criatividade de João Cancelo e Nuno Mendes acabou por ser fundamental na manobra ofensiva portuguesa, ao aproveitarem o espaço deixado por Diogo Jota e Bernardo Silva que procuravam fazer diagonais para o centro de forma a aproveitar o espaço entre a linha defensiva e intermédia da seleção de Israel.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Silva (7)

João Cancelo (8)

Rúben Dias (6)

Pepe (6)

Nuno Mendes (6)

Rúben Neves (7)

William Carvalho (7)

Bruno Fernandes (8)

Bernardo Silva (6)

Cristiano Ronaldo (6)

Diogo Jota (5)

SUBS UTILIZADOS

André Silva (6)

João Moutinho (7)

Danilo Pereira (6)

Gonçalo Guedes (6)

Renato Sanches (6)

Pedro Gonçalves (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – ISRAEL

Com uma linha de três centrais, complementada pela descida dos laterais no momento defensivo, a seleção israelita tentou combater a largura do ataque português com uma linha de cinco defesas. Contudo, a falta de coesão entre o seu setor mais recuado e a linha de médios permitiu que os jogadores portugueses encontrassem espaço para combinar entre si e criar jogadas de perigo.

Ofensivamente, os comandados de Willibald Ruttensteiner focavam a sua atenção no ponta-de-lança, Fran Zahavi, na maioria das vezes em combinações com Sun Menachem. Após o intervalo, e com as alterações realizadas, e formação visitante apostou numa frente ofensiva com dois atletas, juntando Osama Khalaila a Zahavi, mas a alteração tática não trouxe grandes ocasiões de perigo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ofir Marciano (8)

Eli Dasa (6)

Orel Dgani (6)

Ofri Arad (6)

Bibras Natcho (6)

Neta Lavi (6)

Sun Menachem (7)

Gadi Kinda (6)

Manor Solomon (6)

Eran Zahavi (7) 

SUBS UTILIZADOS

Joel Abu Hanna (6)

Mohammad Abu Fani (6)

Osama Khalaila (7)

Matan Baltaxa (6)

Yonas Malede (6)

Aviel Yosef Zargary (6)