A equipa de andebol do SL Benfica terminou a época 2020/2021 no último fim de semana, com os encarnados a terminar a temporada no campeonato no terceiro lugar e a perder a final da Taça de Portugal para o FC Porto, que conquistaria a Dobradinha.
Na preparação para esta temporada, as águias tinham feito uma limpeza no plantel, vendo sair jogadores como Pedro Seabra, Fábio Vidrago, Ricardo Pesqueira, Nuno Grilo, David Carvalho e Miguel Espinha, bem como os estrangeiros Carlos Molina e René Tof-Hansen. Para além disso, o SL Benfica mudaria ainda de treinador, substituindo Carlos Resende pelo espanhol Chema Rodriguez.
As caras novas no plantel seriam o guarda-redes Sergey Hernandez, o central Lazar Kukic, o ponta-direita Ole Rahmel, o ponta-esquerda Mahmadou Keita, o lateral-esquerdo Arnau Garcia e o pivô Matic Suholeznik. Mais tarde, chegaria ainda o jovem lateral-esquerdo Luciano Silva.
A equipa da Luz iniciaria a época com o pé esquerdo, ao ser eliminado da Taça EHF pelos austríacos do HB Fivers. No campeonato, o SL Benfica foi vencendo os jogos todos com maior ou menor dificuldade, até se deslocar ao Dragão Arena para defrontar o FC Porto, onde, apesar de ter discutido e disputado o resultado até ao fim, acabaria por perder por 27-25.
O SL Benfica acabou a temporada na terceira posição do campeonato Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
Ainda na primeira volta, em jogo adiado devido a um surto de covid no plantel, o SL Benfica perderia contra o Sporting CP no Pavilhão João Rocha, e seria relegado para o terceiro lugar. Na segunda volta, as águias voltariam a perder contra o FC Porto (33-35), tendo ainda duas surpreendentes derrotas contra Sporting da Horta e Belenenses, que relegariam o clube para o terceiro lugar.
Já na Taça de Portugal, os encarnados conseguiram qualificar-se para a Final Four, onde derrotariam o Sporting CP na semi-final por 26-24. Contudo, acabariam por ser derrotados na final pelo rival azul e branco, com o placard a marcar 31-27.
A CRÓNICA: EMPATE MAIS SABOROSO PARA O PAÍS DE GALES
Pela primeira vez na história, o Azerbaijão recebeu um jogo da fase final de uma grande competição. Baku, capital azeri, vestiu-se a rigor para um duelo também ele histórico em fases finais, entre País de Gales e Suíça.
Depois da vitória de Itália no dia anterior (ganhou por 3-0 frente à Turquia), as duas nações entraram em campo sabendo que um triunfo as colocaria em boa posição para disputarem o apuramento para a fase a eliminar. Neste sentido, como seria de esperar, foram os suíços a comandar os níveis de posse de bola, ao passo que os galeses apostaram nas saídas rápidas em contra-ataque.
Numa primeira parte sem grandes oportunidades de golo e que terminou mesmo sem que o marcador mexesse, a principal chance pertenceu ao País de Gales. Um bom cabeceamento do avançado Kieffer Moore só não deu golo porque Yann Sommer protagonizou uma bela defesa. Os suíços até tiveram mais remates, incluindo três do benfiquista Haris Seferovic, mas só um toque de calcanhar do central Fabian Schar deu trabalho a Danny Ward.
No segundo tempo, Breel Embolo entrou com vontade de ser figura, e assim o fez. Ao minuto 49, fugiu aos centrais galeses e rematou para uma bela defesa de Ward. Na sequência do canto que surgiu, o próprio Embolo fugiu à marcação individual e cabeceou a contar. O controlo da posse por parte da Suíça dava frutos.
Depois do golo, os suíços tentaram baixar o ritmo de jogo e adormecê-lo, mas acabaram por ser penalizados por esta aposta. Aos 74 minutos, Kieffer Moore cabeceou “à ponta-de-lança” e empatou a partida, no seguimento de um ótimo cruzamento de Joe Morrell. Os galeses procuravam pontuar nesta primeira jornada.
A cinco minutos do fim, a Suíça ainda voltou a marcar, mas o recém-entrado Gavranovic estava em posição irregular. Até final, houve tempo para Danny Ward voltar a brilhar, impedindo a vitória dos suíços. O empate a uma bola entre País de Gales e Suíça deixa as duas seleções com perspetivas de apuramento, mas terão que vencer, pelo menos, um dos dois encontros que lhes restam.
Danny Ward – O guarda-redes galês foi uma autêntica muralha. Protagonizou, pelo menos, um par de defesas de alto nível e foi preponderante na manutenção do empate no marcador. Uma exibição de luxo num grande palco, para mais tarde recordar.
O FORA DE JOGO
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede
Haris Seferovic – Atirou por três vezes para tentar acertar na baliza adversária, errou o alvo nas três. Dessas ocasiões, uma delas foi “nas barbas” do guarda-redes contrário. Mérito na retenção de bola de costas para a baliza, mas de resto, uma exibição muito apagada do avançado que pertence ao SL Benfica.
ANÁLISE TÁTICA – PAÍS DE GALES
O 4-3-3 montado por Rob Page privilegiou a solidez defensiva e a contenção. A defender, o rigor e a concentração foram palavras de ordem do lado galês, na primeira parte, mas uma falha individual originou o primeiro golo suíço. Já nas saídas para o ataque (ainda que sem criar perigo), a velocidade de Daniel James e Gareth Bale foi preponderante, com Kieffer Moore como grande referência ofensiva.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Danny Ward (7)
Connor Roberts (5)
Joe Rodon (6)
Chris Mepham (6)
Ben Davies (6)
Joe Morrell (6)
Joe Allen (5)
Aaron Ramsey (6)
Daniel James (6)
Gareth Bale (5)
Kieffer Moore (6)
SUBS UTILIZADOS
David Brooks (5)
Ethan Ampadu (-)
ANÁLISE TÁTICA – SUÍÇA
Do lado suíço, Vladimir Petkovic apostou num 3-5-2 que deu muita mobilidade aos homens da frente, aproveitada sobretudo por Shaqiri e Embolo. Os laterais Mbabu e Ricardo Rodríguez cobriram toda a ala, incorporando-se sempre no processo ofensivo. No setor destaque negativo para a falha na marcação ao ponta-de-lança adversário no lance do golo.
O “Pichichis & Taconazos” é um espaço dedicado à LaLiga, um campeonato pelo qual Pedro Castelo se apaixonou.
Começa este sábado a disputar-se a final do playoff da Liga SmartBank, o segundo escalão do futebol espanhol. Rayo e Girona são os finalistas, depois de terem ultrapassado, respetivamente, Leganés e Almería.
Concluídas as 42 jornadas deste exigente campeonato, Espanyol e Mallorca carimbaram desde logo o regresso à LaLiga após a descida na época passada. Sabadell, Logroñés, Castellón e Albacete desceram à II B.
Das quatro equipas apuradas, o Leganés era apontado com o principal favorito, até porque tinha acabado o campeonato em grande forma, sem qualquer derrota nas últimas oito jornadas e com Asier Garitano em grande plano no banco depois de substituir Jose Luis Martí. O técnico, que tinha sido responsável pela histórica subida do Leganés na primeira passagem pelo clube, afirmou aquando da sua chegada a meio desta época que “na segunda liga, só treinaria o Leganés”. E assim foi. Mas desta vez sem o desfecho desejado. O Rayo acabou com o sonho do Lega igualar o feito dos dois primeiros classificados e passar apenas uma época na segunda depois da descida. Continua viva a tradição do terceiro classificado não conseguir subir.
O projeto milionário do Almería continua sem conseguir o principal objetivo: chegar à LaLiga. José Gomes deu lugar a Rubi já na reta final do campeonato, mas o Girona foi uma equipa mais compacta e eficaz no conjunto das duas mãos da meia-final. Mesmo com um grande ponta de lança, Umar Sadiq, terceiro melhor marcador do campeonato com 20 golos, a equipa não foi capaz de contrariar a irregularidade que apresentou durante a época, nomeadamente na segunda metade da competição.
Rayo e Girona lutam pela subida à LaLiga
Este sábado arranca a final. A primeira mão joga-se em Madrid, no bairro de Vallecas. A segunda no Municipal de Montilivi, na Catalunha, a 20 de Junho. Ambos os jogos são transmitidos pela Eleven.
Pelo que pude observar nos jogos das meia-finais (narrei três desses quatro encontros), a capacidade coletiva do Girona leva-me a indicar os catalães como favoritos. Bem orientado por Francisco Rodriguez, um técnico que já tinha deixado boa imagem no “quase milagre” que tentou fazer no Huesca há duas épocas, este Girona apresenta uma organização defensiva que merece destaque, com alguns três nomes que gostaria de destacar: o experiente central Juanpe, a revelação uruguaia Santiago Bueno (central que passou pela formação do Barcelona) e o jovem lateral Yan Couto (emprestado pelo City).
O bom desempenho defensivo do Girona fez desta a equipa com menos golos sofridos (36) na fase regular entre as quatro que se apuraram para o playoff. E depois há Stuani: o avançado uruguaio não entrou na lista final da seleção uruguaia que vai disputar a Copa América e é um enorme reforço para o Girona, depois de falhar as meias-finais devido a lesão. Se bem que este ano ficou longe dos números habituais, com dez golos marcados, Stuani vai agora defrontar a sua vítima preferida em Espanha: já marcou 12 vezes à equipa madrilena.
Quanto ao Rayo Vallecano, a equipa do basco Andoni Iraola, antigo defesa do Athletic, que já na época passada tinha dado nas vistas à frente do Mirandés, chegou com alguma surpresa a esta final. Sofreu até à última na fase regular e perdeu em casa com o Lugo na derradeira jornada, mas beneficiou do facto do Gijón também ter perdido com o Almería. Depois defrontou o favorito Leganés, mas a vitória por 3-0 na primeira mão permitiu chegar a esta fase decisiva. Sem jogar muito mais que o adversário, conseguiu desbloquear o jogo e depois contou com um português em destaque: Bebé entrou aos 65 minutos e bisou na partida.
A segunda mão foi bem gerida e a equipa chega com mérito a esta final. Num plantem sem grandes estrelas, o argentino Óscar Trejo é o comandante das tropas, o homem que a qualquer momento pode inventar um lance de golo. Bebé é sempre um perigo para os adversários pela velocidade e capacidade de remate. Mas permitam-me destacar alguém que venho a destacar há três temporadas: Santi Comesaña, um médio centro formado em escalões secundários e que chegou muito jovem ao Rayo, na altura para a equipa B, mas que já esteve com a equipa na última passagem pela LaLiga. Combativo, equilibrador, tem capacidade de chegada à área contrária e é muito regular: já leva 41 jogos realizados esta época.
Que venham esta final. Este domingo estarei na narração da primeira mão, com os comentários do Óscar Botelho, no canal 1 da Eleven (20h). Depois, virão as merecidas férias. Que suba o melhor. A LaLiga está já ali.
Artigo de opinião de Pedro Castelo, narrador ELEVEN
Guilherme Santos tem 16 anos e já possui um vínculo profissional com o Sporting CP. O atleta sub-17 leonino é uma das grandes promessas formadas na academia de Alcochete.
Confesso que já acompanho este menino há algum tempo. Tive oportunidade de o ver jogar ao vivo por duas ocasiões e posso dizer que é o jogador mais habilidoso que vi atuar nas competições da Associação de Futebol de Lisboa.
Guilherme Santos possui uma qualidade técnica acima da média, destacando-se pela precisão no passe, visão de jogo, finalização e na maneira única como cola a bola ao pé. Um autêntico desequilibrador com bola, é um médio com propensão ofensiva, podendo jogar na posição 8 ou 10. No sistema de Rúben Amorim, imagino-o a desempenhar o papel de João Mário (um organizador de jogo) ou até o de Pote (um extremo interior que aparece em zonas de finalização).
— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) June 3, 2021
Para além de todas as suas qualidades no contexto futebolístico, também a sua liderança foi destaque, ao longo do seu decorrente percurso na formação leonina. Aos 13 anos, Guilherme Santos já fazia furor entre os adeptos sportinguistas, quando, em declarações à SportTV, mostrou o orgulho e o privilégio que sente ao representar o clube do coração.
Na última chamada aos juvenis da seleção portuguesa, Guilherme Santos presenteou-nos com um pontapé em arco que só parou no fundo das redes. Um dos muitos exemplos em como este jovem atleta tem tudo para vingar e chegar com impacto à equipa principal do Sporting CP.
A formação do Sporting CP foi muito utilizada na conquista do título desta temporada. Como espero que tal aposta continue, anseio ver a ascensão de Guilherme Santos, assim como a exibição de toda a sua qualidade. É um atleta que tem tudo para vingar e para dar muitas alegrias a todos os sportinguistas!
Foi necessário que o Campeonato da Europa de sub-21 ocorresse para que aqueles que ainda tinham dúvidas da qualidade de Fábio Vieira por fim afirmarem que o jogador é um talento incomum. A qualidade que Fábio Viera apresentou nos três jogos da fase final do Campeonato da Europa de sub-21, que lhe valeu o prémio de melhor jogador da competição, fez com que houvesse um despertar de duas forças cruciais na carreira do internacional sub-21 por Portugal: o interesse de clubes estrangeiros e a renovação pelo FC Porto.
Relativamente à primeira referência, o jovem português tem o seu nome associado a clubes do campeonato inglês como o Liverpool e o Bournemouth, este último que, segundo rumores, fez uma proposta no valor de 5 milhões de euros no ano passado, rejeitada posteriormente pela SAD portista.
É aqui então que entra a questão da renovação com Fábio Vieira: com o contrato por apenas mais um ano, e após um realizar um Campeonato da Europa fabuloso, é normal que, com a qualidade do jovem formado nos quadros do FC Porto, os clubes estrangeiros acenem com propostas que “fazem balançar” estes jogadores de tenra idade.
É fundamental, neste momento, que os dragões acelerem o processo de renovação, de forma a manter na equipa um dos diamantes da formação. Certamente que, para os adeptos, a “perda” de mais um talento da formação seria desgostoso. Exemplo disso é o caso de Vitinha, para muitos o melhor jogador do Campeonato Europeu sub-21, que saiu do FC Porto com apenas doze jogos somados na equipa principal.
Depois do que vimos no Europeu, ficamos felizes por ser um talento da formação a vingar, porém, ficamos com um “amargo de boca” ao imaginar o que este jogador poderia fazer, hoje, ao serviço do FC Porto. Com isto, pretendo dizer que Fábio Vieira não pode ser mais um desses casos que sai apenas, salvo seja, por 20 milhões de euros. Deve-se renovar com o jogador e, de facto, apostar mais nele. O talento está lá, falta transmitir confiança ao jogador de forma a que lute pela titularidade na equipa principal.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Com a possível saída de Sérgio Oliveira e de Corona, o jogador deve ter mais oportunidades no onze titular. Sou um admirador confesso das qualidades de Otávio, um jogador que evoluiu muito aquando da chegada de Sérgio Conceição, no entanto, por vezes penso para mim próprio, “e se Fábio Vieira ocupasse a posição de Otávio? O que traria de diferente à equipa?”. Penso que o potencial de Fábio Vieira é enorme e, neste momento, crescer na sombra de um jogador como Otávio é excelente.
Tendo em vista o onze inicial dos azuis e brancos não vejo em Fábio Vieira, infelizmente, um jogador que possa tirar o lugar a Corona, Luis Díaz, Otávio, Sérgio Oliveira etc. Vejo-o como um substituto direto ideal para o lugar Otávio, mas não aquele substituto que entra de dois em dois jogos: Fábio Viera deve entrar regularmente, com ou sem Otávio em campo. Dependendo das exibições, o médio português poderá vir a assumir-se, no decorrer da época, como um titular absoluto.
A CRÓNICA: NUM JOGO DE PACIÊNCIA, ITÁLIA MOSTROU QUE PODE CHEGAR LONGE
No jogo inaugural da 16ª edição do Campeonato da Europa, a selecção da casa rapidamente assumiu o controlo da posse de bola, procurando assumir o jogo desde o início. Praticamente a abrir o jogo, após um lançamento em profundidade pela direita, Berardi cruza rasteiro e à queima-roupa para Immobile que remata de primeira às malhas laterais.
Na primeira vez em que a equipa italiana consegue criar combinações em espaços ineriores, Insigne faz tabelinha com Immobile e remata ao lado da baliza turca aos 18 minutos. Aos 21 minutos do jogo, surge a primeira defesa deste europeu; num canto batido por Barella, o capitão Chellini cabeceia sozinho, obrigando Çakir a uma grande defesa.
Já a selecção turca, optava por uma abordagem mais expectante em organização defensiva, procurando lançamentos longos e rápidos assim que recuperasse a bola: Porém, foram raras as ocasiões em que conseguiu dar continuidade às suas jogadas. A primeira ocasião de perigo dos turcos surgiu apenas aos 35 minutos, onde após um lançamento longo, Burak Yilmaz aparece na ala esquerda, flecte para o centro, e faz um cruzamento perigoso, ao qual Donnarumma se antecipa, tirando o pão da boca a Karaman.
Com a Turquia a defender sempre com muitos elementos, a equipa da casa foi assumindo cada vez mais a posse de bola no meio-campo adversário. Com Jorginho a pautar o ritmo de jogo, foram sendo mais frequentes as ocasiões em que jogadores como Insigne e Barella em zonas d criação. Porém raramente conseguiram finalizar as jogadas, fruto da organização defensiva dos curtos. Em algumas ocasiões, a Squadra Azurra optou também pelos cruzamentos e remates de meia-distância.
No início da segunda parte, ambos os selecionadores fizeram alterações com Di Lorenzo a substituir Florenzi; e Cengiz Under a substituír Yusuf Yazici. O extremo do Leicester criou o primeiro lance de perigo na segunda parte, onde após mais um contra-ataque, finaliza para defesa apertada de Donnarumma.
A Itália está a ter uma circulação de bola mais rápida e agressiva na segunda parte, apanhando a defesa turca descompensada. Uma dessas situações resulta no lance que dá o golo inaugural deste Europeu aos 53 minutos. Barella descobre Berardi isolado à direita, e esse superioriza-se a Meras no 1 vs 1, e ao tentar servir Immobile, Demiral acaba por desviar a bola para a própria baliza. Uma vantagem que os italianos já faziam por merecer.
O golo sofrido deixou a equipa otomana mais nervosa e desconcentrada, com a equipa a ficar mais partida e com um maior espaço entre sectores. Essa situação foi devidamente aproveitada pelos italianos, visto que jogadores como Berardi, Barella e Insigne ganharam mais espaço e liberdade para criar. Os jogadores italianos foram acumulando ocasiões de perigo. Aos 66 minutos, pouco depois das entradas de Ahyan e Kahveci, a equipa visitada aumentaria a vantagem. Após um primeiro remate de Spinazzola defendido por Çakir, Immobile aparece para fazer a recarga, marcando o segundo golo dos transalpinos.
Após o segundo golo, o jogo baixou de ritmo e intensidade. Mas apesar de uma ou outra iniciativa ofensiva da equipa turca, os italianos continuaram donos e senhores do jogo, até que aos 80 minutos, após um mau passe de Çakir, Berardi passa para Immobile e este serve Insigne que aplica a machadada final do marcador. Logo a seguir, Insigne e Immobile seriam substituídos para a ovação da noite, dando lugar a Chiesa e Belloti, respectivamente.
O jogo não teria mais história até ao final, com o apito final a soar ao terceiro minuto de compensação. A Itália demonstrou todo o seu poderio ofensivo, enquanto a selecção turca terá muita coisa a repensar para o próximo jogo.
Lado esquerdo da Itália – Spinazzola e Insigne foram os principais desequilibradores da Squadra Azurra. Enquanto o capitão do Nápoles era o jogador que protagonizava a manobra defensiva da equipa, sendo coroado com um jogo; o lateral da Roma encheu o campo, tanto pela sua competência na defesa, como pela sua versatilidade no ataque.
Incapacidade ofensiva da Turquia – a equipa otomana optou por uma abordagem muito conservadora, sendo muito raras as ocasiões em que mostrou capacidade para superar a pressão italiana e criar ocasiões de perigo. Os turcos foram muito defensivos e pagaram o preço disso.
ANÁLISE TÁTICA – TURQUIA
Em organização defensiva, os comandados por Senol Gunes organizavam-se em 4-1-4-1, o que por vezes deixava o médio mais recuado Yokuslu muito exposto, forçando Çalhanoglu a descair para o centro em sua auxílio, deixando o lado esquerdo sem cobertura.
No momento ofensivo, a equipa otomana optava por contra-ataques rápidos através do lançamento de bolas longas, explorando a capacidade de ataque à profundidade do ponta-de-lança e capitão Burak Yilmaz. Porém, a falta de ligação entre sectores fez com que raramente, os turcos fossem capazes de dar continuidade às suas jogadas, não conseguindo manter a bola por muito tempo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Çakir (6)
Çelik (4)
Demiral (4)
Soyuncu (5)
Meras (4)
Yokuslu (6)
Tufan (6)
Çalhanoglu (5)
Yazici (4)
Karaman (6)
Yilmaz (6)
SUPLENTES UTILIZADOS
Under (6)
Ahyan (5)
Kahveci (5)
Dervisoglu (5)
ANÁLISE TÁCTICA – ITÁLIA
Jogando em 4-3-3, a Itália optou preferencialmente por uma saída de bola a três na primeira fase de construção, com Bonucci no meio e Florenzi à direita, embora por vezes também optasse pela construção com os dois centrais com Florenzi a dar a largura. Do lado esquerdo, Spinazzola teve mais iniciativa a progredir pelo corredor, optando tanto pelo cruzamento, como por combinações com Insigne.
No momento defensivo, a equipa orientada por Roberto Mancini mostrou-se coesa e agressiva, conseguindo condicionar a saída de bola dos turcos e recuperar a bola no seu meio-campo ofensivo em várias ocasiões. Trata-se de uma equipa italiana com um estilo completamente diferente daquele que foi imagem de marca do futebol italiano durante décadas.
Há um ano, o agente de Rafa Silva deixava no ar a perspetiva do extremo se mudar para a Liga Espanhola ou Inglesa, assumindo que o seu cliente gostava de chegar ao topo do futebol europeu. A verdade é que o jogador permaneceu no Sport Lisboa e Benfica e esteve em 46 partidas, apontando nove golos e somando dez assistências.
No entanto, um ano volvido volta a especular-se sobre a permanência ou saída do ex-SC Braga e CD Feirense. Jorge Jesus parece querer mantê-lo, vendo em Rafa um jogador de qualidade e experiente. Todavia, o peso que as contas encarnadas vão ter no mercado de verão 2021 podem implicar a venda dos ativos mais rentáveis.
Incluindo Rafa. Aos 28 anos, esta pode ser uma das últimas janelas de oportunidade para angariar um montante razoável com a transferência do extremo português. Num momento de necessária renovação desportiva e de obrigatório equilibrar das contas, a saída de Rafa poderá revelar-se uma necessidade.
Apesar de as suas qualidades intrínsecas lhe serem sobejamente reconhecidas, o extremo nunca chegou verdadeiramente a explodir e a alcançar o patamar prático que o seu potencial teórico fazia antever.
Rafa Silva nunca atingiu o patamar que lhe era esperado Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede
Exceção feita à temporada 18/19 (e, em certa medida, esta transata), em que de facto mostrou qualidade com consistência, as épocas de Rafa de águia ao peito foram sempre plenas de altos e baixos.
E, parecendo que não, Rafa Silva já leva cinco temporadas de SL Benfica. Ainda assim, continua a falar-se do jogador como se de um rapaz de 20 anos se tratasse. Ainda se espera o momento da explosão, o momento em que Rafa demonstra ser um desequilibrador com golo, em que o extremo mostra capacidade para ser um jogador regular.
Parece-me claro que, a chegar, esse momento não terá lugar com Rafa no SL Benfica. Naturalmente, o internacional português não deixa de ser um bom futebolista e será sempre vital saber substituí-lo.
Contudo, pesando o que Rafa já deu e o que pode dar ao SL Benfica, atentando no valor de mercado do jogador (23 milhões de euros, segundo o Transfermarkt), relembrando a vontade já demonstrada pelo mesmo de jogar no estrangeiro, tendo em conta a necessidade de fazer dinheiro por parte do clube e considerando que este pode ser o momento ideal para libertar Rafa, não me oporia à sua saída (se oposição ainda significa alguma coisa no regime vigente no SL Benfica).
Figura incontornável do futebol português dos finais do século XX e dirigente ímpar do mesmo contexto no novo milénio, por um conjunto de características que o tornaram consensual por todos os que com ele conviveram, larger than life como costumam entoar os americanos.
Exímio na arte da retórica e dono de extraordinário carisma, Neno é recordado enquanto pessoa verdadeiramente especial: não só pelo que conseguiu, mas pela simpatia e bondade que empregava em todos os gestos. «A alma do balneário» assim lhe chamava Vítor Paneira, um dos grandes amigos no futebol e que com ele compartilhou memórias na Luz e em Guimarães.
Futebolista, cantor, diplomata – símbolo da cidade-berço pela sua relação de longevidade com o clube e símbolo benfiquista pela presença nos mais míticos jogos dos anos 90: o 1-3 de Londres, frente ao Arsenal, o 0-2 de César Brito nas Antas, os 4-4 de Leverkusen, os 3-6 de Alvalade. Multifacetado, portanto. O Júlio Iglesias das balizas e do Benfica, auto-intitulado. Deixou-nos com ainda tanto por viver.
Nascido em Cabo Verde, chega a Portugal depois do 25 de Abril. O conflito entre os dois sonhos, depois cumpridos – a música e o futebol – eram mal vistos por um pai disciplinador. Queria que o seu Neno, alcunha que se sobrepunha a Adelino Augusto da Graça Barbosa Barros, seguisse a escola e se tornasse figura de relevo como ele foi.
Conta o filho que o progenitor era «professor, bastante conhecido» na terra Natal. «Praticamente todos os professores de Cabo Verde tinham sido discípulos do meu pai. O Presidente e o Primeiro-Ministo de Cabo Verde foram alunos do meu pai. […] O meu pai era aquela pessoa que, quando o primeiro ministro tomava posse, ele discursava. Era uma pessoa importante e muito bem vista» contava ao Expresso, há um ano.
É com profunda tristeza e coletivo sentimento de enorme pesar que o Vitória SC informa sobre o falecimento de Neno.
A sua morte representa uma enorme perda coletiva, mas em especial para a sua família e amigos, a quem o Vitória manifesta as suas mais sentidas condolências. pic.twitter.com/afzCtiKoDG
— Vitória Sport Clube (@VitoriaSC1922) June 10, 2021
Foi essa exigência que o manteve no Barreirense até aos 22 anos. O pai queria, antes de tudo, que desse prioridade á escola. O Benfica lá conseguiu, a muito custo, contratá-lo: foi para a Luz receber 100 contos, aumento significativo face aos 25 que ganhava na Margem Sul. Bento, conterrâneo, teve papel decisivo na sua contratação mas era figura com demasiado estatuto para permitir qualquer minuto ao menino.
Está cada vez mais próximo o tão aguardado arranque do Euro 2020. Com as seleções a ultimarem os preparativos finais e a realizarem jogos de preparação para a campanha que se segue, os adeptos começam a sentir o nervosismo e ansiedade típica de chegar a uma fase final de um Campeonato Europeu. Está a chegar o momento em que todos os povos ganham esperança, ainda que mínima, de que este possa ser o ano. No caso de anteriores vencedores, novamente, o ano.
Se deixarmos de parte as ilusões, resta-nos focar nos dados estatísticos que compõem e envolvem esta competição. Os dados que tendem a reduzir essas esperanças e a surpreender os mais desconhecedores da realidade e da história dos Europeus. Seguem-se dez dados estatísticos sobre este e outros Europeus.
O Grupo F é, de longe, aquele que podemos considerar o “grupo da morte”, mas esta edição do Europeu de Futebol 2020 – apesar de ser jogado em 2021 – tem ainda outros grupos que são muito interessantes de seguir. É o caso desde Grupo A, aquele que irá inaugurar a competição e aquele onde eu imaginava facilmente as quatro equipas a passarem à fase seguinte. Claro, mas as probabilidades não são exactamente as mesmas para isso acontecer.
A Itália de Mancini, que tem tido uma nova vida com a geração de futebolistas transalpinos atual, é a principal favorita ao primeiro lugar, Suíça e Turquia surgem logo a seguir e, por último, País de Gales parece-me a que tem menos argumentos das quatro, mas a excelente campanha no Euro2016 e a sua competitividade podem sempre ser fatores a ter em conta, sobretudo nesta competição, onde passam à fase seguinte os quatro melhores “terceiros”.