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Alguém consegue parar o Andebol do FC Porto?

Com 30 vitórias em 30 jogos – feito histórico no andebol luso – o FC Porto sagrou-se campeão nacional da época 2020/21, conquistando o bicampeonato.

Não só no andebol, mas diria que em todo o desporto internacional atual, são poucas as equipas que apresentam o nível competitivo e o domínio da formação de andebol dos “dragões”. No contexto europeu, apenas a formação do FC Barcelona tem controlado o panorama interno de forma superior – os culés vencem a Liga ASOBAL desde 2010/11.

O FC Barcelona é, de forma consensual, a melhor equipa da península ibérica. No entanto, o FC Porto pode afirmar, com alguma certeza, que atualmente é a segunda melhor formação.

Com uma média de 36 golos marcados por jogo e apenas 24 sofridos, os “azuis-e-brancos” dominaram as competições internas de forma clara e não perdem um jogo do Campeonato Andebol 1 desde 2018/19.

A palavra-chave do projeto desportivo do andebol dos “dragões” é consistência. A base da equipa do FC Porto mantém-se junta há vários anos e isso permite-lhe abordar cada época, e cada jogo, com um nível superior ao dos seus adversários diretos.

As ligações entre Rui Silva, Miguel Martins, André Gomes, Fábio Magalhães, Djibril Mbengue, António Areia, Miguel Alves, Diogo Branquinho, Leonel Fernandes, Victor Iturriza e Daymaro Salina, consolidadas ao longo dos últimos três/quatro anos pelo clube e pela seleção, leva a que o técnico Magnus Andersson não tenha que perder tempo a integrar atletas novos e a criar novas rotinas, mas sim a preparar os seus jogadores para o elevado número de jogos que têm cada temporada.

A resposta para a pergunta que encabeça este artigo é que não. Apesar das boas indicações que Sporting CP e SL Benfica apresentam, a espaços, ninguém demonstra o mesmo nível de consistência. Tal não quer dizer que não possam surpreender e vencer, por exemplo, a Taça de Portugal que se realiza este fim de semana. Mais ainda, será interessante ver a forma como os “dragões” lidarão com a saída de André Gomes e Miguel Martins, dois dos pilares da formação portista.

Contudo, nos momentos decisivos, e como temos visto até agora, a força psicológica e ritmo competitivo do FC Porto permitem-lhe entrar confiante em todos os encontros, e veremos se se manterá a hegemonia “azul-e-branca”.

Foto de Capa: FC Porto

Guitta: a importante renovação do guardião | Sporting CP

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Guitta renovou contrato com o Sporting CP. O guarda-redes do futsal assinou por mais duas temporadas e promete dar tudo de si até ao último minuto que jogar pela formação leonina. É uma excelente notícia para o desporto do Sporting CP.

A especulação foi muita. Numa conversa através da rede social Instagram, Guita revelava, poucos dias depois da conquista da UEFA Futsal Champions League, que não iria fazer parte dos quadros leoninos na próxima temporada. Entre os adeptos, esta notícia não caiu bem. Rapidamente reagiram às declarações do brasileiro com publicações que incluíam a hashtag #FicaGuitta. Não sei se a mobilização online ajudou à concretização do acordo, mas a vontade dos sportinguistas demonstrou-se bem clara.

O guardião brasileiro aterrou em Lisboa para reforçar o Sporting CP em 2018. Guitta vinha rotulado como um dos melhores guarda-redes do mundo, muito pelo seu invejável palmarés, que conta com um Mundial de seleções e uma Libertadores. Vir para Portugal foi a sua primeira experiência na Europa, pelo que já se pode afirmar que tem sido uma passagem de sucesso.

Há mais de dois anos que Guitta é a muralha do futsal leonino
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede)

Desde a sua chegada, tem sido o habitual e merecedor titular das balizas do João Rocha, dos restantes pavilhões portugueses e um pouco por toda a Europa. Provavelmente o melhor guarda-redes que vi jogar com o leão rampante ao peito, Guitta já conta com duas Ligas dos Campeões, duas Taças de Portugal, uma Supertaça e uma Taça da Liga no seu palmarés enquanto leão. Agora, com mais duas épocas no seu contrato, Guitta pode contribuir para a luta do único título que ainda não conquistou: o campeonato nacional.

O Sporting CP destaca-se pelo seu ecletismo e revela-se um clube vencedor em todas as modalidades. Para continuarmos a ser os melhores de Portugal e um dos maiores clubes da Europa, precisamos também de ter os melhores atletas do mundo nos nossos plantéis. A permanência de Guitta é muito importante, por toda a influência que teve nos feitos alcançados desde a sua chegada, e por tudo aquilo que pode ainda contribuir no tempo em que cá vai ficar.

Espanha x Portugal | Duelo Ibérico marca o inicio da preparação para o Euro 2020

Jogo particular: sexta-feira, 18h30, 4 de junho de 2021

ANTEVISÃO: DUAS SELEÇÕES NA PREPARAÇÃO DE UM EUROPEU QUE AMBICIONAM GANHAR

A seleção portuguesa inicia esta sexta-feira os jogos de preparação para o Campeonato da Europa de 2020. Quando o relógio marcar 18 horas e 30 minutos, a turma orientada por Fernando Santos vai pisar o relvado do estádio Wanda Metropolitano, em Madrid, para defrontar a Espanha.

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Em outubro do ano passado, estas mesmas seleções defrontaram-se no Estádio José Alvalade, numa partida com muito significado por representar, na altura, o regresso dos adeptos às bancadas. O resultado final foi de 0-0 mas com oportunidade de golo de parte a parte e incerteza até final.

Para a partida de amanhã, não se espera menos do que isso mesmo. Duas seleções muito fortes, que estão a atravessar um período de renovação. Tanto em Portugal como em Espanha vemos alguns nomes clássicos a sair das convocatórias para dar lugar a jovens talentos. Tratam-se de duas seleções com ambições a vencer o Campeonato da Europa.

O jogo será novamente de carácter particular, contudo, se recuarmos até ao último encontro oficial entre Portugal e Espanha, chegaremos ao primeiro jogo do Mundial 2018, no qual as duas seleções empataram 3-3 num sensacional jogo, e numa exibição fantástica de Cristiano Ronaldo.

Com este historial recente, e tendo em conta as ambições de ambos os conjuntos, é de esperar que seja um fim de tarde muito bem passado.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Portugal não vence a Espanha desde 2010, altura em que venceu por 4-0 no Estádio da Luz.
  2. Em relação ao onze inicial do último encontro com a seleção espanhola, apenas Francisco Trincão não foi chamado para o EURO 2020.
  3. Nos últimos 10 jogos, a seleção portuguesa apenas foi derrotada uma vez, pela França.
  4. Pedri (Espanha) é o atleta mais jovem que vai estar presente neste jogo.
  5. Frente a frente vão estar as duas ultimas equipas a vencer Campeonatos da Europa.
  6. Em 37 jogos entre Portugal e Espanha, a “Seleção das Quinas” venceu apenas por seis vezes.
  7. Caso haja um golo neste jogo, será o golo número 120 em jogos entre as duas equipas.
  8. Portugal convocou quatro atletas que alinham no campeonato espanhol: Rui Silva, William Carvalho, João Félix e Gonçalo Guedes.
  9. Manchester City FC é o clube mais representado nas convocatórias finais, com sete atletas a pertencerem aos seus quadros.
  10. Nas últimas três partidas entre Portugal e Espanha, o resultado final foi sempre um empate.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Pedri (Espanha) – Pode talvez nem vir a ter minutos neste encontro. Contudo, o facto de ser o mais jovem jogador entre os convocados faz com que o nível de interesse para ver o jovem talento do FC Barcelona em ação aumente. Com apenas 18 anos, leva já três jogos pela seleção ‘A’ espanhola. Sem dúvida, a ter em conta.

 

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

João Palhinha (Portugal) – Não está ainda muito claro para os adeptos qual o papel que João Palhinha irá ter na Seleção Nacional. O facto de ter feito uma época verdadeiramente sensacional pode contribuir para a sua titularidade. No entanto, a menor experiencia que tem na seleção em relação aos colegas de posição pode dificultar a vida ao médio português. Nesta partida será interessante analisar como se vai comportar João Palhinha, caso jogue.

 

XI’S PROVÁVEIS

Espanha: Sanchez; Llorente, Garcia, Pau Torres e Alba; Koke, Busquets e Pedri; Ferran Torres, Moreno e Oyarzabal

Treinador: Luis Enrique

“Vai ser um jogo complicado, como foi em Portugal, mas vamos tentar fazer o mesmo que fizemos até agora com qualquer adversário”

 

Portugal: Rui Patrício; Nuno Mendes, José Fonte, Rúben Dias e João Cancelo; Rúben Neves, João Moutinho e Bruno Fernandes; Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e João Félix.

Treinador: Fernando Santos

“É uma grande equipa e será um teste ótimo. Podemos perceber o que vamos poder fazer nos vários momentos do jogo. Não será um exame aos jogadores, mas sim à equipa.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: ESPANHA 1-1 PORTUGAL

Sporting CP 3-1 SL Benfica: Primeiro ponto vai para os leões!

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A CRÓNICA: ASCENDENTE LEONINO DITOU UMA VITÓRIA JUSTA

Começou a caminhada para encontrarmos um novo campeão da época 2020/21, com Sporting CP e SL Benfica a tentarem arrancar da melhor maneira, neste jogo discutido no Pavilhão João Rocha. Como esperado, o jogo começou intenso e bem disputado, num ano claramente marcado pela ausência total de público nos quatro primeiros encontros.

Nos primeiros minutos, houve um golo de Pany Varela a finalizar uma brilhante jogada individual e a confirmar a superioridade teórica com que o Sporting partia para este encontro. Um dos principais chavões do desporto é que, em derbies, não há favoritos, mas neste caso o emblema leonino partia como ligeiro favorito, face ao excelente desempenho em todas as frentes nesta temporada, e porque já não perde um encontro oficial desde Janeiro… de 2020.

O jogo foi evoluindo, com mais situações de perigo junto da baliza defendida por Diego Roncaglio, sempre com boa resposta por parte do guardião brasileiro. O Benfica sempre que era possível também ameaçava a baliza de Guitta, mas com pouco discernimento e clarividência.

O Sporting é bem reconhecido como uma das equipas mais fortes do mundo nas bolas paradas, mas neste jogo provou um pouco do seu veneno. Falta junto à área de Zicky sobre Tiago Brito, pausa técnica para as águias e uma jogada preparada no treino, que permitiu a Tayebi surgir sozinho à entrada da área, a finalizar com grande classe e a empatar o jogo a uma bola.

Este golo marcado fez bem aos encarnados, que se tornaram bem mais objetivos e criaram mais perigo junto da baliza leonina, sempre com resposta positiva de Guitta, a demonstrar a razão pela qual é reconhecido como um dos melhores do mundo na sua posição.

No último minuto desta parte, uma perda de bola infantil do Benfica foi superiormente aproveitada por Zicky, autor do golo que desequilibra as contas do marcador ao intervalo a favor do Sporting. Um resultado que acaba por ser o correto, pese embora a excelente réplica dada pelo seu adversário, sobretudo a partir do momento em que marcou o seu golo.

O segundo tempo arrancou com uma tentativa do Benfica ir atrás do resultado, criando um par de boas oportunidades, mas não conseguiu desfeitear o Keeper brasileiro. Mas o primeiro tento desta parte foi do Sporting, com uma jogada excelente do emblema leonino, a culminar com uma assistência brutal de Zicky para uma finalização superior de Cavinato, a dobrar a vantagem dos Leões no marcador.

O jogo partiu um pouco, passando a haver aquilo que os adeptos mais gostam e os treinadores mais detestam, um jogo completamente partido, com boas ocasiões junto de ambas as balizas.

Com o manter do resultado e vendo o resultado inalterado, Joel Rocha atrasou ao máximo a utilização do guarda-redes avançado, pois o Sporting tinha o limite de cinco faltas e a utilização do cinco para quatro dificulta a obtenção de faltas, dado que a superioridade numérica reduz o número de contatos individuais.

Contudo, a cerca de três minutos do final teve que recorrer a essa ferramenta, na tentativa desesperada de voltar a entrar na discussão do resultado, numa altura em que também o Benfica já tinha atingido o limite de faltas. Até ao fim, ainda houve alguns sobressaltos junto da baliza leonina, mas Guiitta esteve enorme.

O resultado não se alterou até ao fim, numa vitória justa do Sporting CP mas que deixa boas expetativas em relação ao desenrolar dos jogos, em princípio teremos mais um conjunto de grandes jogos cheios de emoção. O Sporting CP está, deste modo, em vantagem e no domingo há mais, desta feita no Pavilhão da Luz.

 

A FIGURA
Fonte: SL Benfica Modalidades

Zicky Té – Fez uma exibição muito positiva, e especialmente impressionante tendo em conta a sua tenra idade. O internacional português não acusa a pressão, como se comprova pelo golo marcado na final da Liga dos Campeões, e hoje somou mais um golo e uma assistência e provou a sua importância na equipa leonina.

O FORA DE JOGO

Robinho – Um dos grandes nomes do plantel encarnado, fortíssimo no confronto individual, não conseguiu fazer a diferença no encontro de hoje.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Nuno Dias montou uma estratégia que em muito se assemelhou ao verificado ao longo de toda a temporada, grande segurança defensiva e boa eficácia dos seus jogadores, num jogo muito bem disputado e onde a vitória assenta bem ao Sporting, superior em mais momentos de jogo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Guitta (8)

Erick Mendonça (7)

João Matos (C) (7)

Pany Varela (7)

Alex Merlim(7)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Paçó (7)

Mamadú Ture (6)

Diogo Santos (7)

Taynan (6)

Diego Cavinato (7)

Pauleta (6)

Zicky Té (9)

Rocha (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Nem sempre bem jogado, mas em alguns momentos os encarnados estiveram por cima e a exibição não foi má. Há no entanto vários aspetos do jogo que podem e devem ser melhorados, começando pelo jogo de Domingo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diego Roncaglio (7)

Nilson Miguel (6)

Arthur (6)

Robinho (5)

Jacaré (6)

SUBS UTILIZADOS

Afonso Jesus (6)

Silvestre Ferreira (6)

Tiago Brito (6)

Rafael Henmi (6)

Ivan Chishkala (6)

Hossein Tayebi (6)

 

Foto de capa: SL Benfica Modalidades

5 jogadores que podem abandonar o Dragão | FC Porto

O mercado de transferência deste verão promete fazer correr muita tinta para os lados do FC Porto, os rumores não param e parece que há muita qualidade pronta para mostrar serviço no Estádio do Dragão

Ainda assim, numa pequena aula de economia, para movimentar o mercado é necessário gerar capital, esse capital tem como principal interveniente a venda do passe de alguns jogadores, é sempre importante relembrar que as dificuldades financeiras que o FC Porto tem vindo a enfrentar, começaram quando a gestão inteligente entre saídas e entradas foram sendo esquecido e as entradas davam prejuízo para os bolsos do clube.

Como tal, hoje iremos debruçar-nos sobre os jogadores que podem abandonar o clube até ao fecho do mercado.

Nuno Tavares | O desejo de um fim de ciclo na Luz

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Há futuro otimista para o jovem encarnado, apesar da época menos conseguida em termos individuais, proporcional ao abjeto rendimento coletivo. Nuno Tavares não melhorou os números em comparação com o ano transato e um rol de más exibições atirou-o para as catacumbas da opinião pública – situação que se deteriorou com o esfaqueamento reputacional resultante da partilha de vídeos inapropriados nas redes sociais – , azares que representam contexto adverso para o bem-estar do internacional sub-21 português.

O último episódio, um vídeo que escapou para as redes sociais onde se faz acompanhar por um amigo e no qual se fazem referências pouco próprias a Grimaldo, revelam as incompatibilidades entre Nuno Tavares e alguns elementos do plantel. Talvez por aqui também se explique o passado recente de insucesso encarnado.

E como se não bastasse, a revelação de um desejo de saída do colega de maneira a poder “vingar” – algo até natural, nunca admissível nestes termos – é rematada por um sintomático «no Benfica ou noutro lado», palavras que demonstram bem o estado de espírito do atleta em relação ao seu futuro longe do Estádio da Luz e que criam novo e incandescente foco mediático, de origem desnecessária e sem qualquer resultado prático, com repercussões nefastas para os envolvidos.

Mourinho pediu Nuno Tavares?

No meio deste caos, surge a figura de José Mourinho, segundo se noticia por Itália, interessando-se pelo seu talento, tendo-o em conta para o novo projeto romano no qual Tiago Pinto tem responsabilidades: e é por estas duas figuras que passará a definição duma nova etapa na carreira do Nuno Tavares.

No entanto, até agora, certezas apenas uma: o desgaste que apresenta no SL Benfica torna-se, em certos momentos, obstáculo intransponível para o desenvolvimento do seu futebol, sendo uma mudança de ares fundamental para a sua evolução. Apesar da confiança de Jorge Jesus, as oportunidades escasseiam na sombra de Grimaldo, impedindo sequência consistente de minutos jogados.

Na Série A, o contexto tático transalpino seria lugar ideal para almejar a afirmação plena enquanto futebolista, ambiente propício para a correção das principais lacunas do seu jogo – a parte mental e as capacidades defensivas – e dar o passo em frente na caminhada prevista pelo atual técnico das águias, quando afirmou que Nuno seria o “futuro lateral da Seleção Nacional”.

Nuno Tavares tem imenso potencial
Nuno Tavares tem imenso potencial   Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Depois de uma época de estreia onde completou 24 jogos sob orientação de Bruno Lage e Nélson Veríssimo (acumulando dois golos e seis assistências), Nuno partiu para 2020-21 com estatuto reforçado, principalmente depois de ser um dos únicos elementos nascidos e criados no Seixal a merecer a confiança de Jorge Jesus.

Além de Nuno Tavares, apenas Ferro e Gonçalo Ramos resistiram à transição entre gerências no banco. O lateral acumulou quase a mesma dose de minutos (1302′ contra os 1376′ de 19/20), dispersos por 25 jogos – 14 dos quais a titular, o que lhe permitiu assistir para golo três vezes.

5 curiosidades sobre o Euro | Euro 2020

10 de julho. 2016. Lisboa. Empregada de mesa. Estes eram os dados com que jogava grande parte da sorte das minhas 24 horas há cinco anos atrás. Não fosse a sorte já muita na altura, tive nesse dia como gerente responsável de turno um ferrenho adepto de futebol.

Ao entrar o Éder, corri o restaurante que nem louca, clamando do alto da nossa inocência que agora é que estava tudo perdido. Depois do golo que nos deixou a todos perplexos, e a exatamente três minutos do fim, cheguei perto do Miguel e disse “chefe, sabes que se isto acontecer vou ter de abandonar o posto e ir lá fora à esplanada da concorrência abraçar toda a gente, não sabes?”. Estamina e uma vital dose de loucura não faltavam a trabalhar, mas no que tocava a cumprir regras eu era a miúda que não partia um prato. Talvez só por isso ele tenha dito que sim. No entanto, “esqueci-me” de lhe contar que, no meio dos abraços, algum amigo meu achou por bem “obrigar-me” a beber uma cerveja de penálti. Valeu-me que era pequena.

Apesar da memória que muitas vezes me falha, aqueles abraços e aquela euforia ficaram gravados para sempre neste frágil coração. Dois anos depois, a empresa e o cargo eram os mesmos, “só” a cidade era diferente. Em Berlim, durante o mundial, acolhia em minha casa com orgulho e entusiasmo os colegas de trabalho da Polónia, do Uruguai, da Argentina, do Brasil, da Alemanha, entre vários outros que gostavam mais da tal cerveja do que de futebol, e digo à bola cheia que essa agitação multicultural, mas muito pacífica, nada ficou a dever à nossa vitória “em casa”.

Decidi contar esta história por um simples motivo. Apercebi-me que, antes de qualquer europeu ou mundial, os meus níveis de excitação andam sempre perto das temperaturas negativas germânicas. Sinto-me por norma bastante apática enquanto o comum mortal já está em pulgas para que tudo comece. Contudo, e felizmente, a partir do momento em que arranca, é vê-la aos saltos e gritos pela Avenida da Liberdade fora.

Histórias nunca à parte, trago-vos com carinho cinco curiosidades sobre a competição que começou a 1960.

Espanha 0-1 Portugal (Sub-21): Sonho português mantém-se vivo com alguma sorte à mistura

A CRÓNICA: SOFRER, ESTABILIZAR E MARCAR

As seleções de sub-21 de Portugal e Espanha encontravam-se em Maribor, na Eslovénia, com o mesmo objetivo: chegar à final do Europeu. E se é verdade que os espanhóis procuravam defender o (quinto!) título conquistado em 2019, não é menos verdade que a equipa de Rui Jorge tentava repetir a final de 2015 para tentar sonhar com algo que nunca conquistou. Tentava…e conseguiu. Num jogo em que a sorte esteve do lado de Portugal, um autogolo nos últimos minutos do encontro foi crucial para eliminar a vizinha Espanha nas meias-finais.

Numa primeira parte com muita circulação e pouca execução, a bola acabou por andar mais tempo pelo meio-campo e não tanto junto às grandes áreas. Dentro dos primeiros 15 minutos, a seleção espanhola esteve perto de abrir o marcador num cabeceamento de Brahim Díaz, ao que Portugal respondeu com um remate de Vitinha a testar as luvas do guardião adversário. Os pupilos de Luis de la Fuente apoderaram-se da bola e fizeram-na circular de forma articulada, sempre à espera dos desequilíbrios que abrissem brechas na defesa lusa. Ainda assim, até ao intervalo, nota para uma ocasião de perigo para cada lado: uma investida de Rafael Leão pelo corredor esquerdo e a resposta imediata numa nova tentativa de Brahim Díaz.

Os primeiros minutos do segundo tempo trouxeram mais oportunidades do que em toda a primeira parte…e todas elas protagonizadas pela Espanha. Com uma entrada completamente fulgurante, Cucurella começou por atirar a bola ao poste esquerdo, Cuenca cabeceou solto à figura e Brahim Díaz e Manu García atiraram a bola a rasar o poste da baliza de Diogo Costa. Sim, tudo isto num espaço de quinze minutos! Pelo meio, Rui Jorge colocou Florentino em jogo para dar mais músculo ao meio-campo, mas nem isso foi suficiente para travar as incursões do adversário.

A tripla alteração sensivelmente a meio da segunda parte trouxe uma ligeira estabilidade ao conjunto luso, que revelou ter a concentração e a paciência desejadas para enfrentar as vicissitudes causadas pelo adversário. Numa fase de maior equilíbrio, a dez minutos do fim, Fábio Vieira recebeu uma bola de Vitinha na direita do ataque e, com a intenção de cruzar para o recém-entrado Tiago Tomás, viu a bola entrar na baliza de Álvaro Fernández após um desvio crucial de Cuenca quando tentava cortar a bola. Estava feito o primeiro e único do encontro com muita sorte à mistura e que anulou toda a inspiração que restava ao conjunto espanhol até ao final do encontro.

Com este resultado, Portugal atingiu um recorde absoluto com a 12.ª vitória consecutiva e quebrou a série invencível da vizinha Espanha, que já não perdia há quase dois anos. Mas mais importante que isso, a equipa de Rui Jorge consegue, assim, eliminar a campeã em título e segue para a final do Europeu de sub-21 pela terceira vez, onde irá defrontar o vencedor do encontro entre Holanda e Alemanha.

 

A FIGURA

Diogo Leite – Nomes como os de Cucurella, Zubimendi ou Bryan Gil podiam perfeitamente ter entrado nesta equação, mas o destaque principal vai para o central português Diogo Leite. O defesa do FC Porto revelou ser letal no processo defensivo da seleção portuguesa, afirmando-se como uma autêntica parede para os espanhóis, mesmo nos momentos de maior aflição no início de segundo tempo catastrófico. Aliás, foi precisamente aí que fez cortes cruciais para que Portugal não sofresse e tivesse estofo suficiente para sonhar com o triunfo.

O FORA DE JOGO


Primeiros 15 minutos de Portugal no segundo tempo – Uma autêntica entrada em falso! Os pupilos de Rui Jorge não regressaram dos balneários com a postura desejável e permitiram que a Espanha conseguisse criar perigo em cada aproximação que tinha à baliza defendida por Diogo Costa. Mesmo nos poucos momentos com bola nesse período, foram evidentes as dificuldades em segurá-la para chegar com critério à área contrária. Em apenas um quarto de hora, a Espanha rematou meia dúzia vezes e assustou verdadeiramente o golo em quatro dessas ocasiões.

 

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

Luis de La Fuente fez quatro mexidas no “onze” que tinha eliminado a Croácia (após prolongamento), duas das quais nas laterais do setor defensivo: Marc Cucurella ocupou a vaga deixada por Adrià Pedrosa na esquerda, enquanto que Óscar Gil jogou no lado oposto, relegando Óscar Mingueza para o eixo da defesa para render o castigado Hugo Guillámon. Além destas alterações, Gonzalo Villar entrou para o lugar de Fran Beltrán no meio-campo, enquanto que, na frente de ataque, Fer Niño foi substituído por Javi Puado.

A seleção espanhola organizou-se em 4-2-3-1, com o duplo pivot (formado por Gonzalo Villar e Martín Zubimendi) a revelar ser preponderante na construção a partir de trás e na circulação de bola entre setores. As investidas de Cucurella e Bryan Gil foram as maiores dores de cabeça para a equipa portuguesa ao longo de todo o primeiro tempo. Já na segunda parte, as rotinas ofensivas mudaram e os primeiros minutos dominadores evidenciaram a facilidade com que os espanhóis chegavam à área, com a lição vinda do balneário bem estudada. Contudo, quem não marca, arrisca-se a sofrer e a equipa de Luis de La Fuente teve a infelicidade de sofrer num lance fortuito.

No processo defensivo, a Espanha posicionou-se grande parte das vezes com um 4-1-4-1 à zona, com as linhas baixas e compactas, dificultando os momentos e a criatividade com que Portugal tentava furar a organização espanhola. A juntar a isso, os momentos de pressing foram muito bem definidos e as perdas de bola colocaram, por vezes, a seleção de Portugal em apuros nas transições.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Álvaro Fernández (6)

Marc Cucurella (8)

Jorge Cuenca (5)

Óscar Mingueza (5)

Óscar Gil (6)

Gonzalo Villar (7)

Martín Zubimendi (7)

Manu García (7)

Bryan Gil (8)

Javi Puado (5)

Brahim Díaz (6)

SUBS UTILIZADOS

Juan Miranda (6)

Yéremi Pino (5)

Oihan Sancet (6)

Abel Ruiz (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Apesar de Portugal também ter jogado trinta minutos adicionais três dias antes, Rui Jorge procedeu a apenas duas alterações em relação à equipa inicial que apresentou no duelo com a Itália: Rafael Leão rendeu Gonçalo Ramos na frente de ataque e Abdu Conté entrou para o lugar de Tomás Tavares na ala esquerda, juntando-se ao trio de “Diogos” no quarteto defensivo (um setor que precisou de limar todas as arestas para evitar os erros frente à Itália).

A seleção portuguesa alinhou em 4-3-1-2, com Dany Mota e Rafael Leão a formarem a dupla da frente e Fábio Vieira, por vezes, como a unidade mais adiantada do meio-campo. Abdu Conté foi preponderante a travar boa parte das investidas dos espanhóis pelo seu corredor direito, assim como a combinar com Rafael Leão no primeiro tempo. Já Daniel Bragança e Vitinha assumiram-se como o “cérebro” das construções, com colocações de bola nas costas da defesa contrária a criar desequilíbrios – neste capítulo, a bola de Vitinha aos 80 minutos foi mesmo crucial para o desfecho do encontro.

Após a entrada em falso no segundo tempo com muitos desequilíbrios na hora de defender, as substituições nem sempre protagonizaram os ajustes totalmente necessários, mas ajudaram a estancar o poderio ofensivo da Espanha a determinado momento. Aí, a equipa de Portugal teve a paciência e sorte necessárias para se adiantar na frente do marcador.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (7)

Abdu Conté (7)

Diogo Leite (8)

Diogo Queirós (7)

Diogo Dalot (6)

Daniel Bragança (6)

Gedson Fernandes (6)

Vitinha (7)

Fábio Vieira (7)

Rafael Leão (6)

Dany Mota (5)

SUBS UTILIZADOS

Florentino Luís (7)

Tiago Tomás (5)

Romário Baró (6)

Jota (5)

Pedro Pereira (-)

«Nos próximos quinze anos vai ser Rúben Dias e mais um na defesa da Seleção» – Entrevista BnR com Tonel

Step by step. Poderia ser uma publicação de Tonel nas redes sociais. Poderia, mas pode ser também o rescaldo da carreira do central que fez 581 jogos oficiais como profissional. Casa é onde nos sentimos felizes. Poderia ser uma publicação de Tonel nas redes sociais. Poderia, mas pode ser também o resumo da sua passagem por quase todos os clubes que vestiu. Quase, porque, aquele que ficava a “Beira-Casa”, em 2012/2013, acabou por não correr bem.

A aventura no futebol começou com 12 anos, numa formação com “Espinhos”, com decisões difíceis e um Porto que foi e veio como as viagens de autocarro pela Batalha e por Santa Catarina.  No currículo tem uma Campeonato da Europa de sub-18 por Portugal, uma subida de divisão com Académica e Taças nacionais na Croácia e em solo luso.

Entre uma transferência anunciada para Alvalade pelos jornais e uma empregada doméstica que ajudou na ida para a Croácia, houve um lance que marcou o fim da carreira do jogador e revelou o lado que o Tonel não gosta do futebol. Confesso apaixonado pela bola, o defesa internacional sente saudades da antiga paixão e mística do Desporto Rei, ao mesmo tempo que revela por onde passa o seu futuro.

«Hoje, o futebol está mais industrializado, mais negócio. Antigamente havia mais paixão pelo jogo, pelo clube»

 

Bola na Rede: Como é que o futebol apareceu na tua vida? Era um sonho de pequeno? 

Tonel: Era algo que desde pequeno gostei de fazer. Desde que me lembro, tenho, por exemplo, uma fotografia com um ano, um ano e pouco, já com uma bola na mão. Sempre gostei, sempre gostei de jogar. Na minha família tive tios, e mesmo o meu pai também jogou, já havia o gosto pelo futebol na família e por isso foi quase que uma continuação natural, digamos assim.

Bola na Rede: Começas desde cedo no FC Porto, como é que apareceu a oportunidade? Era algo que querias muito na altura?

Tonel: Eu estava no Colégio Internato dos Carvalhos no sexto ano e então havia o torneio “Vítor Baía” no Colégio Cedros, e pronto, eu lembro-me que jogava pelo colégio (Internato dos Carvalhos) e chegamos à final, era futebol salão. Tínhamos uma equipa boa e fomos à final com o Porto, tínhamos 12 anos, à volta disso, ganhamos 6-3. O Porto gostou e falaram comigo a ver se eu podia ir para lá e eu “claro”, fiquei todo contente, como é óbvio, com 12 anos. No primeiro meu ano não fui inscrito porque aquele torneio foi em dezembro/janeiro e eu fiquei até ao final da época a treinar só. No ano seguinte já fui inscrito, mas tive praticamente um ano sem jogar, tive muita dificuldade.

Bola na Rede: Essa dificuldade foi por causa da intensidade, por exemplo, ou havia mais alguma coisa?

Tonel: Foram vários fatores. Senti dificuldades na integração no próprio grupo, antigamente era diferente, hoje os miúdos são muito mais à vontade. Eu morava em Lourosa e ir para o Porto, eu ia de autocarro, e depois apanhava outro autocarro, ia sozinho, depois o meu pai ia-me buscar no final do treino, mas senti dificuldade dos dois níveis. Ou seja, em termos de jogo, os outros eram melhores do que eu, também porque comecei a jogar com 12/13 anos e havia lá miúdos que já jogavam desde os seis anos e eu só jogava na escola. Uma coisa é jogares na escola outra coisa é jogar, pronto, com miúdos, em treino, em competição a partir dos seis/sete anos, e eu senti essa dificuldade e tive um ano praticamente sem jogar. Foi um ano difícil porque eu tinha prazer em treinar, mas sabia que estava atrás dos outros. Custou-me. Depois, cheguei a ser convocado e ter que me levantar às seis da manhã para um jogo às nove e chegar lá e ficar na bancada, por exemplo. Isto com 13 anos, por isso, foi um ano difícil, mas que fez parte.

Bola na Rede: E as condições na altura também eram diferentes…

Tonel: Na velha constituição, pelado, os balneários velhos, mas isso para mim não era nada. Não era problema. O problema maior era mesmo eu sentir que os outros eram melhores que eu, embora eu desse o meu máximo e tentasse chegar perto ao nível deles, sentia que estava baixo, bastante abaixo.

Bola na Rede: E as viagens de autocarro como eram, sair de casa às seis para ter jogo às nove…

Tonel: Não, eu saía de casa às seis ao fim de semana, para um jogo. Mas para os treinos, as aulas acabavam às “cinco e vinte” apanhava um autocarro para a Batalha, dos Carvalhos para a Batalha, depois chegava à Batalha e tinha de descer a Avenida dos Aliado, descer ali a Santa a Catarina e depois apanhar o 77 ou o 69 que era o que me levava à Constituição. Apanhava ali dois autocarros, sozinho, não havia telemóveis, não havia nada. Depois às nove/nove e meia o meu pai ia-me buscar, chegava a casa às dez/dez e meia com trabalhos para fazer, jantar por comer e cansado. Foi um ano muito difícil, mas que, pronto, hoje olho para trás e percebo que a vida é mesmo assim, há dificuldades, mas faz parte.

Bola na Rede: Quando ias, já levavas o aquecimento feito.

Tonel: (Risos)  quase, quase…

Bola na Rede: Sais do FC Porto depois, imagino que por essas dificuldades, e voltas mais tarde, o que aconteceu?

Tonel: Foi ótimo ter saído do Porto, esse ano que eu disse foi o meu primeiro ano de iniciado, primeiro ano de futebol 11, ainda por cima. Eu nunca joguei futebol de sete, eu entrei diretamente no futebol 11, e essa foi também uma dificuldade que eu tive. Estava habituado a jogar futebol de cinco na escola e de repente vou para o Porto e vou jogar futebol de 11. Ou seja, não tem nada a ver, as dimensões do campo, não tem nada a haver. Não tive escola nem futebol sete. Mas pronto, depois do primeiro ano de iniciado vim para Espinho onde estive no segundo ano de iniciado e primeiro de juvenil. Foi ótimo para mim, porque baixei o nível de qualidade, de treino, dos jogadores, mas vim para o meu nível, vim jogar e treinar mais ou menos do meu nível, ali não me sentia inferior aos outros. Continuei a trabalhar normalmente e senti que melhorei. Eu no Porto era muito diferenciado dos outros, sentia-me pior que os outros e ali sentia que era igual ou parecido que os outros. Pronto, tive dois anos em Espinho muito bons. O segundo ano de iniciado foi o primeiro ano que joguei, joguei quase todos os fins de semana e treinava. O primeiro ano de juvenil foi bom porque jogava já na equipa acima, ou seja, no primeiro ano que joguei em Espinho fez-me melhorar muito.

Bola na Rede: Não deixa de ser curioso o teu caminho. Começas a jogar com 12 anos, tens dificuldades no Porto, vais para o Espinho, voltas para o Porto, e és campeão da Europa de Sub-18.

Tonel: É verdade, mas antes disso, voltei ao Porto no segundo ano de juvenil e cheguei de uma forma diferente porque tinha estado dois anos a jogar, a competir, evoluí muito. Aí já me sentia mais ou menos ao nível dos outros. Correu bem, continuei a treinar, as coisas correram muito bem. Apesar disso, tive uma época no Porto antes de subir a júnior, e no meu primeiro ano de júnior no Porto eu ia jogar na equipa que jogava a nível distrital, não era a equipa B, mas era equipa de primeiro ano, que dantes era a equipa principal, jogava no campeonato nacional, a equipa B, a equipa dos mais novos jogava no campeonato distrital. Pronto, foi-me colocada outra vez a possibilidade de voltar ao Espinho para jogar no campeonato nacional, ou seja, para mim foi ótimo. Foi difícil, mas percebi como me tinha feito bem ir a Espinho dois anos, percebi que poderia ser bom outra vez. Foi ótimo! Joguei na nacional outra vez, era primeiro ano de júnior e em vez de jogar na distrital, jogava na nacional com o Espinho e foi ótimo. No ano seguinte voltei outra vez ao Porto, depois também tive sorte, talvez, de ter feito três anos de júnior, porque mudou a lei da idade. Dantes o limite era agosto, ou seja, se nascesses a 30 junho eras de um ano, se nascesses a 1 de agosto eras de outro. Agora, 31 de dezembro és de um ano, 1 de janeiro és de outro. Quando mudou, mais ou menos em 1998, já adaptamos aquilo que se passava na Europa, e eu fui como sou de abril, fez com que eu ficasse mais um ano nos juniores, fiz três anos e dentro desses três anos, no terceiro ano, fui Campeão da Europa de Sub-18, na Suécia, foi ótimo também. Foi no ano de passagem de júnior para sénior que é sempre complicado. Foi bom ter sido campeão da Europa, ajudou.

Bola na Rede: No FC Porto apanhas uma boa fornada de defesas, Bruno Alves… 

Tonel: Sim isso já depois, quando passei a sénior. Eu lembro-me de jogar contra o Bruno no Varzim, no segundo ano de juvenil, o Bruno era primeiro, e já na altura se destacou, fisicamente era muito forte, agressivo, mas eu não o apanhei na equipa, eu subi para júnior e ele foi para segundo ano de juvenil. Depois só o apanho na equipa B, e aí juntou-se também o Ricardo Costa.

Bola na Rede: Achas que essa fornada de defesas também te dificultou a passagem para a equipa A? Além disso, como é que aparece a Académica?

Tonel: No segundo ano de equipa B havia três centrais, muitas vezes, até dezembro, depois saí para a Académica, o Ricardo Costa jogava a lateral direito. Na equipa B jogávamos muitas vezes eu e o Bruno a centrais e o Ricardo a lateral direito. Mas como eu era, acredito que tenha sido por isso também, como era mais velho um ano que eles os dois, surgiu a hipótese de ir para a Académica em dezembro. Eu “ok”. Aí fui para uma liga superior, a Académica estava na segunda liga, naquela época não dava para subir, porque a Académica estava em 12º ou 13º, meio da tabela, mas fui, fiquei, conseguimos a manutenção sem dificuldade. No ano seguinte subimos de divisão e eu sempre emprestado.

Bola na Rede: Estiveste três anos na Académica por empréstimo, certo?

Tonel: Três anos e meio. Foi ótimo, a Académica foi, para mim, um suporte a nível sénior. A formação foi divida entre Porto e Espinho. A equipa B (do FC Porto) era um misto de equipa sénior com equipa ex-júnior, não era um ambiente sénior, e eu senti isso quando cheguei à Académica. Eu considero a Académica como meu primeiro clube sénior. No primeiro ano lutamos por não descer, até com alguma facilidade. Mas no segundo ano, com o João Alves, subimos de divisão, e em dezembro tínhamos doze ou treze pontos de avanço para o terceiro classificado. Foram anos muito bons, era diferente do que é hoje. A envolvência, a paixão que havia à volta do clube, fazia-se as coisas com mais prazer, mais dedicação, ou seja, fazia-se mais com o coração do que hoje. Hoje, o futebol está mais industrializado, mais negócio. Antigamente havia mais paixão pelo jogo, pelo clube.

NFC Este: Comprar, manter ou vender stock? | NFL

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Espero que esteja tudo bem desse lado. Hoje, estamos aqui para investir (ou não) no “mercado da bolsa” da NFL.

Com base nos acontecimentos da época passada e desta pré-temporada, principalmente na free agency devido à incerteza dos jogadores que são escolhidos no Draft, darei a minha opinião em relação ao futuro de todas as equipas para saberem em quem devem investir o vosso tempo.

Irei: “comprar” se achar que esta equipa irá melhorar em relação ao ano passado ou se está numa fase ascendente no ciclo da NFL; “manter” se achar que será uma época muito semelhante à anterior ou se tiver algumas desconfianças em certos aspetos; “vender” se achar que a época será abaixo das expectativas ou se estiverem na fase descendente do franchise.

Mesmo assim, aconselho a acompanharem todos os acontecimentos da liga, pois a magia da NFL é haver motivos para acompanhar quase todos os jogos, e jogadores espetaculares em todas as equipas.

No artigo de hoje falaremos da NFC Este, aquela que foi a pior divisão da NFL na época passada. No entanto, este ano existem muitos e bons motivos para acompanhar de perto todos os seus acontecimentos, sendo uma das mais imprevisíveis.

Foto de capa: Dallas Cowboys