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Pichichis & Taconazos #8: Se acabó! – Balanço da LaLiga (Parte II)

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O “Pichichis & Taconazos” é um espaço dedicado à LaLiga, um campeonato pelo qual Pedro Castelo se apaixonou.

Terminou a LaLiga! 380 jogos no total, muitas emoções guardadas para o final e o Atlético coroado campeão. Vamos a um balanço da temporada, olhando para cada uma das vinte equipas, com os destaques positivos e negativos de cada uma delas.

Se os destaques positivos são mais fáceis de fazer, no que toca aos negativos tanto acontecem por más prestações ou por se tratar de jogadores de quem esperava mais ou que tiveram épocas marcadas pelas lesões.

PARTE I – AQUI

RC Betis

A aposta na experiência e serenidade de Pellegrini deu frutos, boa temporada e apuramento europeu.

↑ Borja Iglesias

↓ Marc Bartra

Villarreal CF

Falhou apuramento para a Champions via campeonato, mas com o Sr. Liga Europa ao comando acabou por remediar a classificação abaixo das expetativas. Unai Emery precisa de mais na próxima edição da LaLiga.

↑ Gerard Moreno

↓ Pervis Estupiñán

Fonte: Villarreal CF

RC Celta

Excelente recuperação com Eduardo Coudet, depois de um início abaixo das expetativas com Óscar Garcia.

↑ Renato Tapia

↓ Facundo Ferreyra

Granada CF

Mais uma boa época com Diego Martinez à frente equipa. Jovem treinador para seguir com atenção.

↑ Roberto Soldado

↓ Luis Milla 

Athletic Club

Época de altos e baixos, marcada pelas duas finais da Copa do Rey perdidas para Real Sociedad e Barcelona.

↑ Álex Berenguer

↓ Ibai Gómez 

CA Osasuna

Após início comprometedor, a equipa conseguiu corresponder ao que se esperava de um plantel muito equilibrado.

↑ Ante Budimir

↓ Adrián López

Cádiz CF

Grande trabalho de Álvaro Cervera depois do regresso à LaLiga. Futebol prático e eficaz, que chegou para cumprir com o objetivo da manutenção.

↑ Jens Jønsson

↓ Jorge Pombo

Valencia CF

Uma temporada à imagem do clube: conturbada. Sem reforços, Javi Gracia ficou, mas contrariado. Voro terminou bem, mas o clube precisa de bem mais na próxima época.

↑ Gonçalo Guedes

↓ Ferro

Levante

Final de época para esquecer, depois da desilusão de não conseguir o apuramento para a final da Copa do Rey. Ainda assim, temporada mais tranquila que as anteriores.

↑ De Frutos

↓ Campaña 

Getafe CF

A pior prestação com Bordalás, muito longe dos dois anos anteriores. A descida ainda pairou no ar.

↑ Marc Cucurella

↓ Jaime Mata 

Deportivo Alavés

Três treinadores numa época nunca é sinal de um balanço positivo. Fica a grande recuperação sob comando de Javi Calleja e a desejada manuenção.

↑ Joselu

↓ Deyverson

Elche CF

Fran Escribá regressou para garantir a permanência, apesar de todos os sobressaltos. Época complicada, muito por culpa do afastamento de Pacheta para trazer o argentino Almirón.

↑ Raúl Guti

↓ Johan Mojica 

SD Huesca

Segunda presença na LaLiga, segunda descida. Pacheta ainda alimentou o milagre até ao fim, mas a equipa acabou mesmo por ser despromovida.

↑ Rafa Mir

↓ Javier Ontiveros 

Valladolid CF

Desilusão para um clube que estava a investir e a organizar-se para se tornar uma referência na LaLiga. Falta perceber até que ponto a descida vai afetar o plano de Ronaldo.

↑ Shon Weissman

↓ Jota

SD Eibar

A equipa que menos jogou durante a época ficou na última posição. A evolução demonstrada nas últimas jornadas já não chegou para evitar um desfecho anunciado.

↑ Kike García

↓ Pedro León

Artigo de opinião de Pedro Castelo,
narrador ELEVEN

Os principais destaques da primeira semana de Roland Garros

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O intervalo que existe entre o Australian Open e o Roland Garros é o maior hiato de tempo sem um Grand Slam e, este ano, apesar de até ser um hiato significativamente mais curto devido ao adiamento do Australian Open, pareceu especialmente demorado. O ténis não parou e todos os torneios nos permitem ver os nossos jogadores favoritos, mas a verdade é que a maior parte dos jogadores têm como principal foco estes grandes torneios e é nestes momentos que os vemos a superarem-se e, o facto das principais estrelas do circuito estarem em fim de ciclo, faz com que os Grand Slams sejam sempre o foco principal de atenção.

O sorteio ditou algo inédito, e que, apesar da idade dos jogadores, parecia inimaginável até há bem pouco tempo, que foi o Big 3 (Djokovic, Nadal e Federer) ficar totalmente colocado numa das partes do quadro, tal só foi possível porque Medvedev entrou para o top 2 mundial. Esta situação faz com que a parte de baixo do quadro Quadro esteja muito aberta e com que muitos jogadores possam sonhar com uma chegada à final. Para além deste sorteio, esta primeira semana teve algumas surpresas e é nelas que vou focar a minha atenção por agora.

A primeira foi Dominic Thiem. O austríaco, com excelentes prestações em terra batida, é considerado por muitos o natural sucessor de Rafael Nadal no pó de tijolo e, se nos anos anteriores tem demonstrado esse potencial chegando por duas vezes à final, este ano, que não lhe tem estado a correr particularmente bem, foi precocemente eliminado na primeira ronda do torneio frente ao experiente espanhol, Pablo Andujar. Esta derrota foi a maior surpresa da ronda e ganha contornos especiais se olharmos para os parciais e percebermos que Dominic Thiem esteve a liderar por dois sets a zero, o que torna esta derrota ainda mais surpreendente.

A segunda grande surpresa desta semana, e em contraciclo com Thiem, foi Daniil Medvedev. O russo, atual número dois do mundo e segundo cabeça-de-série do torneio, nunca tinha ganho qualquer partida em Roland Garros e, apesar de partir dessa tal posição de vantagem que o segundo posto do ranking lhe conferia, a sua prestação neste torneio está a ser muito acima daquilo que a maior parte dos especialistas apontaria.

O sorteio acabou por lhe ser bastante benéfico e, até ao dia a que escrevo, acabou por nunca apanhar especialistas em terra batida, o que lhe facilitou muito a vida para chegar a esta quarta ronda. Nesta quarta ronda, a história muda de figura e Medvedev vai ter de mostrar verdadeiramente o que é capaz em terra batida frente a um adversário, Christian Garín, que se sente muito confortável nesta superfície e que, também ele, está a realizar um excelente torneio.

O último destaque, que não é, necessariamente, uma surpresa, pelo menos para quem acompanha ténis de forma mais regular, vai para a geração de italianos que começa a despontar de forma cada vez mais regular. Sinner, Musetti e Berrettini são cada vez mais o presente, e não o futuro, do ténis e, dizer isto quando os dois primeiros ainda não têm 20 anos e o Berrettini já está no top 10 com apenas 25, diz muito desta geração italiana.

Na segunda-feira, estes jogadores têm uma prova de fogo, uma vez que cada um vai defrontar um dos elementos do Big 3, Nadal, Djokovic e Federer, respetivamente, mas já têm garantido um feito histórico já que é a primeira vez na Era Open que vamos ter três italianos na segunda semana de um torneio do Grand Slam. Vai ser extremamente interessante e um desafio de alto nível, tanto para os mais novos como para os mais velhos.

Foto de Capa: ATP Tour 

Análise aos emprestados: quem fica? | Sporting CP

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Retomam-se os trabalhos e regressam os jogadores que estiveram emprestados a outras equipas pelo que se inicia, em breve, a nova temporada do Sporting Clube de Portugal. Como se sabe, ainda mais difícil do que ganhar, é permanecer no topo. Em ano de Champions League, os leões terão de preencher algumas lacunas no plantel, de modo a possuir um maior leque de opções para os muitos jogos que terão pela frente.

Rosier vem de uma época muito positiva no Besiktas JK. Foi indiscutível na equipa de Istambul, que conquistou o campeonato turco e a taça. Realizou 37 jogos, marcando três golos – um deles precisamente na final da taça. Apesar da primeira época menos conseguida em Portugal, é um jogador que demonstrou lampejos de qualidade, ainda jovem e que poderá ser uma alternativa viável a Porro, caso o campeão turco não exerça a cláusula de compra de sete milhões. Nesse caso, resta saber se Amorim contará com o lateral francês…

Em 2020/2021, Valentín Rosier destacou-se ao serviço do Besiktas
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Misic, jogador emprestado ao GNK Dinamo Zagreb, já não voltará, uma vez que o clube croata já acionou a cláusula de compra, fixada em dois milhões. Bruno Gaspar, por sua vez, está emprestado ao Vancouver Whitecaps FC até 31 de dezembro de 2021, pelo que não regressará já e será um dossiê para ser resolvido em janeiro.

No que diz respeito aos restantes, a situação que se afigura mais provável é a colocação no mercado. Sporar, Battaglia, Camacho, Doumbia, Diaby, Eduardo, Ilori, Pedro Marques e Pedro Mendes dificilmente contarão para Amorim, podendo representar um encaixe significativo nos cofres leoninos, algo que seria importante para dar maior margem de manobra a Hugo Viana.

Os 5 jogadores a ter em conta | Euro 2020

Todos nós (adeptos de futebol) já só pensamos no mesmo – o Europeu. Falta pouco para os golos estonteantes, os dribles de samba, os momentos caricatos, a felicidade, as lágrimas, os nervos, o golo da vitória que festejamos com os nossos amigos. O “sentir-se” vivo. Está quase. Já bate as saudades de um bom campeonato de seleções de verão.

Confesso que foi extremamente difícil reunir apenas cinco nomes no meio de tantas opções de qualidade. Queria apenas esclarecer que a ordem não tem como base os melhores jogadores em definição, mas sim aqueles que, por motivos distintos, mais devemos ter em conta para o Euro 2020.

Antevisão GP Azerbaijão: Segunda pole seguida para Charles Leclerc

A ANTEVISÃO: BATE FORTE FORTEMENTE, COMO QUEM CHAMA PELA POLE…

O monegasco Charles Leclerc (Ferrari) vai ser o primeiro homem a sair da grelha, ao conseguir a segunda pole position consecutiva, numa sessão de qualificação marcada por três bandeiras vermelhas e demasiada proximidade aos muros.

O piloto da Ferrari consegue este resultado, após um acidente de Yuki Tsunoda (AlphaTauri) e de seguida Carlos Sainz (Ferrari), trazerem a bandeira vermelha nos segundos finais da qualificação, impedindo os outros pilotos de melhorar os seus tempos.

Já anteriormente a sessão tinha sido interrompida por três vezes, ambas na curva 15, onde Lance Stroll (Aston Martin) e Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo), chocaram com a barreira exterior ainda antes de executar uma volta, ficando de fora na Q1, e ainda Daniel Ricciardo (McLaren), que vai à barreira na Q2.

Durante o fim-de-semana, a pole parecia estar nas mãos dos RedBull, com Verstappen e Pérez a liderar as tabelas de voltas rápidas e de simulações de corrida. O holandês, inclusive vinha a fazer o melhor tempo do primeiro setor aquando a interrupção da Q3.

Assim, devido à interrupção, Verstappen terá de começar em terceiro lugar, com Pérez em sétimo. Apesar da desilusão na qualificação, Baku não é Mónaco, e o superior ritmo de corrida dos RedBull, poderá fazer a diferença no domingo.

Do lado dos rivais diretos Mercedes, as coisas não pareceram correr tão bem durante os treinos, mas a estrelinha esteve do lado deles na qualificação. No ritmo de qualificação, durante os treinos, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas pareciam em grandes dificuldades de conseguir uma volta a menos de um segundo dos homens da frente, contudo, os dados das simulações de corrida mostram que a diferença é menor ao longo de várias voltas.

Apesar das dificuldades a uma volta, Lewis Hamilton conseguiu beneficiar do final da Q3, e vai começar na segunda posição, o que o poderá colocar em confronto direto com Verstappen. Já do outro lado da garagem, tudo correu pelo pior, com Bottas a não dar a volta aos problemas do carro como Hamilton fez, e a ficar em 10.º, um resultado muito aquém das expectativas do finlandês, cada vez mais sobre pressão.

Quem vai para a corrida cheia de sorrisos é a Ferrari, a mostrar que o ritmo demonstrado no Mónaco veio para ficar. Leclerc consegue a segunda pole do ano, contudo, dificilmente conseguirá segurar Hamilton e Verstappen, devido ao superior ritmo de corrida de ambos. O quinto lugar de Sainz fica a saber a pouco. Durante todas as sessões o espanhol esteve equiparado com Leclerc em ritmo, e podia muito bem ter chegado às primeiras linhas, não fosse o final da Q3. Cheira a mais um pódio para os lados de Maranello.

A fechar um top 4 feito de quatro equipas diferentes, temos os rapidíssimos AlphaTauri, que finalmente mostram um pouco do ritmo prometido no início da temporada. Após liderar o TL 3, Pierre Gasly faz o quarto melhor tempo na qualificação, e se o ritmo de corrida for sólido, pode muito bem começar a incomodar a McLaren no pelotão. Apesar do choque na Q3, Tsunoda realizou um tempo bom o suficiente para começar em oitavo.

Na garagem da McLaren está tudo um pouco mais silencioso, com Lando Norris a conseguir um sólido sexto lugar, no entanto, Daniel Ricciardo continua com dificuldades, tendo saído fora na Q2, após chocar contra as barreiras. Mais uma corrida em que o australiano terá de começar de fora do top 10.

A começar em nono lugar está Fernando Alonso no Alpine, que beneficiou do acidente de Daniel Ricciardo para chegar à Q2, interrompendo a senda de vitórias na qualificação de Esteban Ocon, que começa em 12.º. Sebastian Vettel (Aston Martin) vinha a melhorar o seu tempo, e parecia capaz de entrar na Q3 à frente de Alonso, mas a consequente bandeira vermelha, obrigou a abortar a volta, sendo que o alemão começa em 11.º. Nas últimas posições da grelha, temos o Alfa Romeo de Giovinazzi e o Aston Martin de Stroll.

Devido a uma qualificação caótica, a grelha de partida para amanhã pode criar o caos absoluto. Temos vários pilotos fora de posição, como Bottas e Pérez, e ainda rivais diretos muito próximos um do outro como Max e Hamilton.

A luta entre os líderes do campeonato será aliciante, sendo expectável que ambos sejam capazes de retirar a liderança a Leclerc nas primeiras voltas, deixando a batalha pela liderança para os dois. Nos setores intermédios, o Red Bull parece ter a vantagem, no entanto, na gigantesca reta de Baku, o Mercedes pode criar sérios problemas.

No entanto, estamos a falar de Baku, e só há duas possibilidades, uma corrida calminha como acabei de descrever, ou o caos total como vimos nesta qualificação, que dê origem a um Haas no pódio. É só escolher.

Foto de Capa: Formula 1

FC Porto e Sérgio Conceição dão o nó por mais três anos

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Já vinha a ser noticiado diariamente nas últimas semanas o acordo total entre Jorge Nuno Pinto da Costa e Sérgio Conceição e, no fim da noite desta última sexta-feira, o FC Porto oficializou a renovação do técnico de 46 anos e da respetiva equipa até 2024. Hoje, durante a manhã, deu-se a cerimónia oficial de renovação de contrato e Sérgio Conceição voltou a falar publicamente para dar conta da ambição em continuar com este desafio na equipa portista

Caso cumpra o contrato será o treinador com mais jogos pelo FC Porto. Um feito histórico, sem qualquer dúvida. Sérgio Conceição tornou-se no rosto da equipa portista e dissociar um do outro é uma tarefa quase impossível. Na cerimónia de oficialização, o seu discurso foi igual a si próprio – a paixão pelo clube, a grande exigência e o carinho especial pelos adeptos. De realçar que Sérgio já não falava em público desde abril, aquando da reta final conturbada de campeonato. “Achei por bem não falar, porque ia alimentar algumas coisas e dar pedras aos inimigos. Preferi, de forma silenciosa, continuar o meu trabalho para tentar ganhar ainda o título, o que não foi possível”.

No seu horizonte vê e quer fazer ver títulos pelo FC Porto e pretende fazer da equipa da cidade invicta um clube ganhador: “As vitórias diárias são importantes, mas mais importante são os títulos que queremos e vamos ganhar”. Quando questionado sobre a saía de Moussa Marega, tendo sido criticado por vários adeptos pela aposta no maliano durante a temporada, rematou que acreditava e continua a acreditar na sua qualidade, defendendo uma vez mais o ex-jogador do FC Porto: “Saiu o Marega e certamente sairá mais um ou outro, é inevitável. O Marega não jogava porque era alto ou simpático, até porque não era simpático, mas porque tinha qualidade dentro do que era a nossa forma de jogar.”

Um ponto final importante numa novela que já vinha a durar mais tempo do que o pretendido para os adeptos. Sérgio Conceição, ao longo das últimas épocas, tem sido sinónimo de títulos e excelentes campanhas na Liga dos Campeões, tendo conseguido rentabilizar jogadores que equilibraram as contas do FC Porto. Embora não vejamos uma equipa portista com um domínio hegemónico, como muitos dos adeptos auguram (ainda que possa ser uma utopia nos dias de hoje), conseguimos ver um FC Porto competitivo e que está a reinventar-se aos poucos para combater um período de crise de títulos vivido entre 2014 e 2017.

Sérgio Conceição
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

A simbiose entre Sérgio Conceição e Jorge Nuno Pinto da Costa é extremamente benéfica para o FC Porto, pois reflete a confiança mútua que existe entre direção e equipa técnica e que deverá passar para os jogadores e adeptos. O presidente do clube azul e branco admite ter sido um processo mais fácil do que a primeira assinatura de contrato e garante que Sérgio será o seu treinador até ao final do mandato – “Foi a mais fácil para chegar a acordo, porque quando disse ao Sérgio que queria que ele ficasse, tínhamos de decidir o prazo. (…) Disse que preferia os três anos porque seria até ao fim do mandato, e não seria meu desejo mudar de treinador.”

Com o slogan de “Como nós, um de nós”, o FC Porto apresentou assim a renovação oficial de Sérgio Conceição que começará a trabalhar na preparação da próxima época olhando para o mercado de forma a reforçar as lacunas existentes no plantel. Uma coisa é certa – Conceição quer muito fazer novamente o FC Porto campeão.

De Álvaro Pereira a Fucile: Laxalt, novo lateral uruguaio no FC Porto?

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Ao que tudo indica, o lateral-esquerdo Diego Laxalt, de 28 anos, está a ser sondado pelos dragões. Após ter sido emprestado aos escoceses do Celtic FC durante esta época, 2020/21, o defesa uruguaio está de regresso ao AC Milan, clube que detém os seus direitos. Para além do FC Porto, consigna-se que o Besiktas JK está atento ao lateral do AC Milan, que, aparentemente, não consta nos planos do treinador do clube italiano, Stefano Pioli.

Não é segredo para ninguém, tampouco para os adeptos portistas, que o FC Porto carece de novos laterais no seu plantel. Uma equipa que já contou com grandes nomes nas suas laterais nos últimos anos, não tem acertado nas contratações que efetua para assumir estas posições. João Pedro, Renzo Saraiva e Saidy Janko são alguns dos casos que validam esta afirmação: ao todo, estes três jogadores juntos, somaram nove jogos oficiais pelos dragões, sendo emprestados a outros clubes posteriormente.

Se formos observar o cenário atual do plantel portista, notamos que não temos um lateral que nos “enche os olhos”. Falando especificamente dos nossos laterais esquerdos, Zaidu e Manafá, são jogadores que não agradam à maioria da massa adepta portista, pelo facto de serem jogadores algo limitados para competições de alto nível, como a Liga dos Campeões, e para jogos de alto nível, como os clássicos frente ao SL Benfica e Sporting CP. Como costumamos dizer no bom dicionário futebolístico, “é curto!”. De facto, desde a saída de Alex Telles, existe um grande fosso na lateral esquerda dos dragões, algo que se notou ao longo da época com a inconstância de Zaidu.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Com isto, é importante que o FC Porto analise bem o mercado, tomando assim uma decisão acertada. Diego Laxalt é um lateral raçudo, “à sul-americano”, forte ofensivamente e equilibrado a nível defensivo. Caso Sérgio Conceição permaneça no comando dos azuis e brancos, este é um jogador que possui qualidades e características que, normalmente, costumam agradar ao treinador português.

Todavia, é importante salientar que o lateral uruguaio coleciona diversos empréstimos ao longo da sua carreira, sendo a maioria na Itália. No “velho continente”, Laxalt conta com passagens pelo FC Internazionale, Bologna FC 1909, Empoli FC, Genoa CFC, AC Milan, Torino FC e Celtic FC. O atleta, em oito temporadas, passou por sete clubes! Um número que, certamente, gera incerteza no que concerne à regularidade do jogador.

Não sabemos se o FC Porto deseja contar com Laxalt a título definitivo ou a título de empréstimo. Ainda que os seus números e inúmeras passagens por clubes sejam instáveis, o valor de mercado do atleta situa-se nos quatro milhões de euros, um valor acessível para os cofres dos dragões. Seria um bom reforço para os quadros do FC Porto? Acredito que sim, tendo em vista o nosso panorama atual: poucas opções, e, as que temos, são limitadas.

Espanha 0-0 Portugal: “Hermanos” até no resultado

A CRÓNICA: JOGO POBRE TERMINA COM NULO SEM HISTÓRIA

O jogo amigável entre países vizinhos visava celebrar e promover a candidatura conjunta de Portugal e Espanha à organização do Mundial de 2030, mas nenhuma das seleções vinha em missão de paz. Aliás, como frisou Fernando Santos na antevisão, perder “nem a feijões”.

Aos dez minutos, os espanhóis fizeram questão de o demonstrar; jogada de perfeito entendimento na ala esquerda e Llorente, servido já na pequena área, não fez golo porque Pepe cortou no último instante.

Nesta altura era a Espanha quem comandava os destinos da partida. Mais bola, mais aproximação à baliza contrária, total controlo da partida. Através de saídas rápidas, embora inconsequentes, Portugal aliviava a pressão pouco exigente do adversário.

Contudo, à passagem do minuto 23, foi Portugal a criar o lance de maior perigo na primeira parte. Chegou mesmo a introduzir a bola na baliza de Simón, mas o lance foi anulado – e bem – por falta de José Fonte nas costas de Pau Torres no momento do cabeceamento.

Aos 27 minutos, quando Portugal tentava ter mais bola, José Fonte perdeu a posse ainda na fase de construção e os espanhóis desenharam um ataque rápido sobre a esquerda. Morata cruzou de trivela e Ferrán Torres finalizou de cabeça ao segundo poste, ligeiramente ao lado.

A segunda parte iniciou com o mesmo Portugal sem bola, mas à procura de aproveitar qualquer desatenção contrária. No entanto, foram os espanhóis a estar próximos do golo aos 54 minutos. Morata por duas vezes não conseguiu rematar de forma certeira. Quatro minutos depois, Pepe demorou-se na ação defensiva e Llorente roubou-lhe a bola e assisitu Sarabia, que em posição privilegiada rematou por cima.

Na resposta, Ronaldo conduziu até à linha final, cruzou na medida perfeita e Diogo Jota cabeceou ligeiramente por cima, após uma antecipação astuta a Marcos Llorente. Aos 69 minutos, Ronaldo falhou uma daquelas situações que raramente erra; na resposta a um livre lateral, saltou mais alto que todos e cabeceou para o poste mais distante, mas ao lado.

A partir de então, a partida entrou numa fase de adormecimento mútuo, com abordagens deficientes à zona de finalização, até ao minuto 87. Nessa altura, Koke levantou um livre lateral para o interior da área e o desvio de Ferrán Torres obrigou Rui Patrício à defesa da tarde, com uma palmada essencial para manter o nulo.

Quando Portugal já se preparava para aceitar o empate, um alívio da defesa espanhola isolou Morata, que com tudo para fazer golo, rematou com estrondo à barra. Na resposta, e também através de um livre lateral, Danilo cabeceou fraco para as mãos de Simón, onde morreu o lance e a história do amigável ibérico.

Apito final e ninguém saiu a sorrir. Não houve pontos para repartir, não houve golos para os cerca de 15 mil adeptos permitidos no Wanda Metropolitano. Se este amigável era um trunfo para promover a candidatura conjunta, é justo dizer que a imagem passada não foi a melhor. Fica sobretudo a sensação de que espanhóis e principalmente portugueses terão de fazer muito mais quando os jogos forem a doer. Daqui por uma semana começa o Euro 2020.

A FIGURA

Aymeric Laporte (Espanha) – Estreia para o central do Manchester City FC com a camisola espanhola e com uma exibição acima de tudo segura e eficaz. Depois de “trocar” França por Espanha, Laporte destacou-se num jogo sem grande emoção ao alinhar cerca de 80 minutos e a efetuar mais de 70 passes, 90 porcento deles com êxito, seis recuperações de bola e uma afirmação clara de que está capaz de suprir a ausência de Sérgio Ramos da convocatória final para o Euro 2020.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ataque português – Mesmo sabendo que se trata de um amigável, é preciso ter em conta que o caráter de preparação é para isso mesmo, preparar a equipa para a competição que se inicia na próxima semana. Tanto Jota, como Félix e Ronaldo passaram muito ao lado da partida de hoje. Fruto do adversário e da estratégia portuguesa, é justo dizer que a tarefa não seria fácil, mas das poucas oportunidades de que dispuseram podiam e deviam ter feito melhor. À atenção de Fernando Santos, estava no banco um tal de André Silva. Talvez fosse interessante dar-lhe minutos de preparação.

 

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

Luis Enrique arrumou a Espanha num tradicional 4-3-3, com Unai Simón novamente titular na baliza. O quarteto defensivo foi composto pela habitual adaptação de Llorente a defesa direito, Laporte e Pau Torres no eixo e Gayà na lateral esquerda.

Busquets foi naturalmente o elemento mais recuado do triângulo do meio campo, completado com a dupla Ruiz/Alcântara, encarregues de pensar o jogo espanhol.

Na frente, Morata atuou como a principal seta apontada à baliza portuguesa, com a companhia de Ferrán Torres e Pablo Sarabia como falsos extremos – intrometeram-se não raras vezes no jogo interior da la roja.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Unai Simón (6)

Marcos Llorente (6)

Aymeric Laporte (7)

Pau Torres (7)

José Gayà (7)

Thiago Alcântara (6)

Sergio Busquets (7)

Fabián Ruiz (6)

Pablo Sarabia (6)

Ferrán Torres (7)

Álvaro Morata (6)

SUBS UTILIZADOS

Rodri Hernández (6)

Pedri González (6)

Eric García (6)

Koke (6)

Gerard Moreno (5)

Diego Llorente (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Sem os atletas de Manchester que ainda gozam de algum período de descanso – Bruno Fernandes, Bernardo Silva, João Cancelo e Rúben Dias – Portugal entrou num 4-2-3-1, com José Fonte e Pepe como dupla de centrais a proteger a baliza de Patrício. Guerreiro e Nélson Semedo foram as peças eleitas para as laterais.

Sérgio Oliveira e Danilo formaram a dupla do meio campo encarregue de controlar Fabián Ruiz e Thiago, enquanto Renato Sanches e Diogo Jota ficaram atribuídos às alas, embora passassem a maior parte do tempo por dentro, em missão defensiva.

Cristiano Ronaldo e João Félix foram os homens da frente, sendo que o avançado do Atlético de Madrid atuou mais entre Renato e Jota do que porpriamente na frente. O avançado da Juventus FC esteve mais solto na frente, quase demitido das ações defensivas, e como referência para o passe longo nas saídas rápidas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (7)

Nélson Semedo (6)

Pepe (7)

José Fonte (7)

Raphael Guerreiro (7)

Danilo Pereira (7)

Sérgio Oliveira (6)

Renato Sanches (7)

Diogo Jota (6)

João Félix (6)

Cristiano Ronaldo (6)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Gonçalves (7)

Bruno Fernandes (6)

William Carvalho (6)

João Palhinha (6)

Rafa Silva (5)

Nuno Mendes (-)

As 11 mascotes de fases finais | Euro 2020

O Campeonato Europeu de Futebol é, atrás do Mundial, a maior competição de futebol do Mundo, atraindo milhões de espetadores ao redor do globo, que procuram assistir a grandes jogos e ver em ação grandes jogadores que compilam um leque de elite do “desporto-rei”.

A competição é também ela gigante pelo marketing e publicidade que são criadas à sua volta, chegando aos vários adeptos, de várias faixas etárias, e é aí que entram as mascotes, uma das grandes marcas de cada edição do torneio.

As mascotes fazem parte da esfera do Campeonato da Europa desde 1980, sendo uma das mais importantes “caras” da competição. Posto isto, com o Euro 2020 aí à porta, convidamos o leitor a fazer uma viagem pelo interessante e, por vezes, estranho mundo das mascotes dos europeus.

Darwin Núñez | Histórico faz soar alarmes na Luz

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Darwin Núñez chegou ao SL Benfica em setembro de 2020. O avançado de apenas 21 anos custou à equipa encarnada 24 milhões de euros, tornando-se assim na contratação mais cara da história do clube e do futebol português. O uruguaio assinou até 2025 e, apesar de ainda só ter cumprido um ano desse contrato, já faz soar os alarmes na Luz. O longo histórico de lesões do jovem avançado parece não ter fim à vista.

Tudo começou quando Darwin tinha apenas 16 anos e representava o CA Penãrol. Num jogo do campeonato do seu escalão, depois de um salto o uruguaio calculou mal a queda, dobrou o joelho e rompeu os ligamentos cruzados. O jogador teve de ser submetido a uma cirurgia e ficou um ano e meio sem jogar. Recuperado da lesão, voltou a trabalhar com a equipa principal, mas quando ia ser lançado na I Divisão, percebeu que não estava totalmente apto – ainda sentia dores.

Em novembro de 2017, foi lançado no jogo frente ao CA River Plate, mas a sua prestação ficou muito aquém do esperado. Deixou o relvado em lágrimas, devido às dores, e foi novamente operado, desta vez à rótula. Em 2018 o ciclo das lesões parecia ter chegado ao fim, tendo, inclusive, sido convocado para a seleção uruguaia de sub-20, pois a Copa Sul- Americana estava à vista. No entanto, as exibições continuavam sem brilho e surgiu outro problema: o psicológico. Darwin não conseguia lidar com as críticas nas redes sociais e começou a receber acompanhamento do psicólogo da seleção.

Em 2019/20, quando representava o UD Almería voltou a ter problemas físicos e teve de parar durante quase uma semana (perdeu dois jogos). No meio deste panorama nada positivo, chegou a boa-nova. A contratação do SL Benfica era a oportunidade perfeita para mostrar o seu valor e, sem dúvida que, foi uma grande motivação que contribuiu para o psicológico.

Tinha um voto de confiança da equipa encarnada, e é certo que a época ao serviço das águias não podia ter começado melhor. Nos primeiros cinco jogos marcou um golo e fez cinco assistências. Para além disso, foi a peça-chave no jogo frente ao Rangers FC: aos 77 minutos assistiu Rafa e, aos 91′, marcou o golo do empate, permitindo, assim, que a equipa continuasse na UEFA Europa League.

Darwin Núñez teve uma primeira época atribulada na Luz
Darwin Núñez teve uma primeira época atribulada na Luz
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Quando parecia que a tempestade das lesões tinha chegado ao fim, o avançado foi forçado a outra paragem, desta vez devido ao surto de Covid-19 que afetou a equipa. A partir desse momento começaram a soar os alertas na Luz. O rendimento do jogador uruguaio já não era o mesmo: os golos, as assistências, a velocidade e a magia estavam cada vez mais escassos. Nos 12 jogos posteriores à infeção, marcou três golos e fez apenas duas assistências.

Se este cenário já era mau, acabou por piorar ainda mais. As lesões voltaram a atormentar o psicológico de Darwin. As paragens para recuperar e a gestão de esforço levaram a que o avançado somasse cada vez menos minutos ao serviço das águias.

A hipótese de ser operado começou a ganhar cada vez mais força e, depois de ser adiada até ao final da temporada, acabou mesmo por acontecer a 24 de maio deste ano. O SL Benfica emitiu um comunicado, onde informou que o atleta tinha sido submetido a uma artroscopia ao joelho direito e que a intervenção cirúrgica tinha decorrido sem intercorrências.

Atualmente, o uruguaio está em processo de recuperação, mas sem tempo de paragem previsto. Esta situação é algo que inquieta e preocupa os benfiquistas. Com apenas 21 anos, tem um historial de lesões maior do que muitos outros.

Para além disso, os adeptos esperavam mais de um jogador que custou tanto ao clube. A fasquia estava elevada, mas o desempenho ficou aquém do esperado, uma vez que, em 44 jogos, marcou apenas 14 golos e fez 11 assistências. A qualidade está lá, resta agora saber se esta recorrente onda de lesões tem um fim à vista.