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Os 5 momentos mais impactantes de 2020 | SL Benfica

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Foi um ano inesquecível para o SL Benfica. Pelas más razões, claro está, com uma percentagem de vitórias que só encontra valor semelhante nos anos negros de 2000 e 2001.

Perdido o campeonato, a Taça de Portugal, a Supertaça e a entrada na Champions, o SL Benfica não conquistou qualquer título em 2020, circunstâncias antes vistas só em… 2008.

Foi um ano de grandes mudanças a nível de cargos técnicos, a nível de transferências – começou com a bombástica contratação de Julian Weigl, continuou pelo defeso recheado de chegadas sonantes e a novela Cavani e terminará com a novela Lucas Veríssimo –  e de grandes mobilizações da massa adepta, onde, apesar da pandemia, houve a vontade de 38 mil almas de dar o seu contributo à causa benfiquista, nas eleições mais concorridas de sempre.

FC Porto 5-3 AD Sanjoanense: Dragões mais próximos da frente

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A CRÓNICA: DRAGÕES COMPLICAM, MAS VENCEM

O FC Porto conseguiu levar a melhor no jogo em atraso da Primeira Divisão, mas ainda teve de passar por alguns sustos.

Os forasteiros conseguiram adiantar-se na partida, aos cinco minutos, por Alex Mount, assistido por João Lima. Os dragões que vinham dominando perderam o controlo da partida, com várias perdas de bola, que permitiram vários contra ataques da Sanjoanense. Contudo, o Porto conseguiu empatar, numa bola jogada coletiva por Gonçalo Alves.

O Porto conseguiu-se reorganizar e chegou mesmo à vantagem por Carlo Di Benedetto que aproveitou a assistência de Mena. No entanto, ainda antes do intervalo, a equipa da Sanjoanense conseguiu empatar por Tiago Almeida, numa transição rápida.

O jogo iniciou a segunda parte como a primeira a tentar resolver a partida cedo. Depois de várias oportunidades, aos sete minutos, Gonçalo Alves conseguiu colocar os dragões novamente em vantagem, depois de Xavi Mallan ter impedido o golo de Alex Mount.

Grande passe de Rafa que Cocco junto do poste direito da baliza dos forasteiros finalizou. Não houve tempo para o Porto desfrutar da vantagem por dois golos porque Alex Mount fez logo no lance seguinte o 4-3, com a bola a bater em Mállan. Com a equipa de São João da Madeira a tentar chegar ao empate, Carlo Di Benedetto, lançado por Reinaldo Garcia, aproveitou uma transição rápida para dar um maior conforto no resultado.

A equipa da Sanjoanense ainda teve direito a um livre direto pela 15ª. falta do FC Porto. Mallán defendeu a bola parada marcada por Alex Mount.

Vitória justa do Porto, mas com a Sanjoanense a mostrar-se a bom nível e não seria, de todo escandaloso, os visitantes saírem com um ponto do Dragão Arena.

 

A FIGURA

Fonte: AD Sanjoanense

Tiago Freitas – O guarda-redes foi muito importante por manter a equipa da Sanjoanense em jogo. Conseguiu fazer muitas defesas, em especial na segunda parte, com o aumento da pressão dos dragões sobre a sua baliza.

 

O FORA DE JOGO

Defesa do FC Porto – Já não é a primeira vez o destaque negativo para a defesa dos dragões esta época. A equipa mostrou-se, especialmente na primeira parte, muito intranquila com os ataques rápidos da Sanjoanense. Alex Mount não tinha marcação nos dois golos que fez, e conseguiu ficar frente a frente com o guarda redes dos portistas.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC Porto

A equipa de Guillem Cabestany vinha limitada com a ausência de Di Benedetto e as limitações de Poka. A equipa só se apresentou com nove jogadores ao todo, incluíndo os dois guarda redes. Com um ataque que rodava pelos quatro jogadores em campo, o FC Porto tentou apostar no controlo da posse de bola para chegar ao golo. Quando chegaram ao golo, os visitantes tentaram manter a estratégia, mas acabou por a não conseguirem manter.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Xavi Málian (6)

Xavi Barroso (6)

Reinaldo Garcia (6)

Giulio Cocco (7)

Rafa (6)

SUPLENTES UTILIZADOS

Tiago Rodrigues (-)

 Mena (6)

Gonçalo Alves (7)

Poka (-)

Carlo Di Benedetto (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – AD Sanjoanense

A equipa de São João da Madeira já sabia ao que vinha pelo maior favoritismo dos ainda campeões nacionais em título. Os jogadores tentaram através de transições rápido surpreender os dragões, focando-se na defesa. Alex Mount era o finalizador de serviço.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Tiago Freitas (8)

João Lima (7)

 Pedro Cerqueira (6)

Xavier Cardoso (6)

Alex Mount (7)

SUBS UTILIZADOS

Marco Lopes (6)

João Cruz (6)

Pedro Rego (6)

Tiago Almeida (7)

Facundo Navarro (6)

Académica AAC 78-83 Vitória SC: V de Vitória

A CRÓNICA: SANGUE QUENTE DA BRIOSA NÃO CHEGOU PARA O GELO VITORIANO

Último jogo do ano na Liga Portuguesa de Basquetebol e, para fechar, um sempre quentinho Académica X Vitória SC. Os lugares de playoff estão a um preço altíssimo e um triunfo neste jogo para qualquer uma das equipas era fundamental para não perderem o comboio. Na nona posição, e fora dos lugares que todos querem, era a equipa de Guimarães que partia atrás do prejuízo.

No entanto, o equilíbrio foi a nota dominante no início do jogo. A Académica não conseguiu impor o ritmo que quis, mas conseguiu-se manter no jogo com uma boa atitude competitiva. O Vitória também não esteve nada mal nos dois lados do campo e organizou melhor o jogo. Desde início, ficou visível a diferença entre o estilo de jogo das duas equipas. Mais equilíbrio no final do primeiro quarto era difícil. 25-24 a favor dos visitantes eram os números que brilhavam no marcador do Pavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia.

No segundo período, a verdade é que o jogo prevaleceu renhido, mas o marcador deixou de o refletir. A Académica falhou muitos lançamentos fáceis e o Vitória capitalizou esses erros com lançamentos de belo efeito da linha de três pontos e em contra-ataque. A diferença era agora bem mais larga para os conquistadores, 51-36.

Outra atitude defensiva trouxe novamente os estudantes ao jogo e é assim que se reage quando os lançamentos não estão a cair. Começou tudo a correr melhor a partir daí. Carlos Fechas, técnico visitante, puxou as orelhas aos seus jogadores que ficaram apáticos perante a reação da Briosa. Esta semana começou a vacinação contra a Covid-19, mas quem precisava de uma injeção de moral era a equipa do Vitória. De seguida, o jogo ganhou contornos merecedores de um pavilhão cheio a apoiar as duas equipas. A Académica consumou mesmo a reviravolta no marcador. 65-61 no final do terceiro quarto.

Tudo em aberto para a ponta final do jogo e foi mesmo até ao fim. Com o jogo com uma diferença mínima, Paulo Caldeira teve lançamento para empatar, mas não conseguiu. O Vitória foi mais sóbrio nos momentos decisivos e venceu a partida.

Ótima maneira de fechar 2020 com este grande espetáculo. Num campeonato tão competitivo, em que tantas equipas têm aspirações a chegar aos oito primeiros lugares, esta vitória dos conquistadores é importante em termos classificativos, ainda assim, não garante nada. Lancem-se os confettis na entrada para 2021, mas só mais lá para a frente é que poderá ser celebrada a conquista dos objetivos a que ambas as equipas se propuseram. Fica um “até já” entre Académica e Vitória que, em breve, se voltam a encontrar para a Taça de Portugal.

A FIGURA

Jaron Hopkins – escolha difícil num jogo em que tanta gente contribuiu para tão grande espetáculo. Foi Hopkins que, quando a partida apertou, a equipa procurou e ele conseguiu resolver algumas coisas individualmente no ataque. Provocou muitas faltas aos defensores da Académica que não permitiu à Briosa uma melhor ponta final.  Acabou com 18 pontos, seis ressaltos e duas assistências.

O FORA DE JOGO

Tyler Seibring – com Berry no banco, que vinha sendo a referência interior da equipa e que por momentos pareceu estranho que não reentrasse no jogo, coube a Seibring servir de poste, o que não é muito o seu forte. A Académica explorou bem as suas debilidades defensivas para assumir a liderança. 12 passas dão uma ampla margem de manobra para os desejos de Ano Novo. Certamente, uma delas vai servir para pedir que exibições como esta não voltem a acontecer.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA AAC

Uma Académica bem ao seu estilo. Muita velocidade nas transições em busca de apanhar o cesto contrário desprotegido e conseguir pontos fáceis. A pressa nem sempre dá bons resultados, pelo que dela também surgiram alguns tournovers despropositados.

Sem Bakary Konate para rodar com Daniel Relvão na posição de poste, poderia ser mais difícil controlar o Vitória SC no jogo interior. Ainda assim, Relvão e Krassimir, vindo do banco, deram boa conta do recado num primeiro momento. Aliás, toda a equipa demonstrou grande preocupação em fechar a área pintada, facilitando o tiro exterior do adversário. Essa estratégia tornou-se insustentável quando os triplos dos vitorianos começaram a cair.

No ataque, o treinador Ivo Rego teve que pedir aos seus jogadores para partilharem a bola, tal era o abuso nas situações de um contra um no ataque da Briosa.

 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Malcolm Richardson (6)

Ashford Golden (6)

Robert McCoy (7)

Josh McNair (7)

Daniel Relvão (6)

SUBS UTILIZADOS

Paulo Caldeira (6)

André Mendes (5)

Krassimir Pereira (4)

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

O Vitória SC não esteve para entrar em grandes loucuras. Tentou acalmar o ritmo do jogo e organizá-lo. Foi à procura do jogo interior, onde tinha uma forte vantagem de centímetros e peso. Começou com o seu cinco mais alto, abdicando de um base puro como André Bessa ou Litos Cardoso nos momentos iniciais. Com um basquetebol mais cerebral, obrigou a Académica a pausar o seu jogo e, em certos momentos, fez prevalecer o lado físico, tal como era seu desejo. De salientar, a importância de André Bessa quando entrou no campo, oferecendo grande clarividência à equipa.

 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jaron Hopkins (7)

Brandon Parrish (6)

Alex Peacock (7)

Tyler Seibring (5)

Coreontae Berry (6)

SUBS UTILIZADOS

Litos Cardoso (3)

Ricardo Monteiro (4)

André Bessa (6)

João Ribeiro (3)

Afonso Soares (-)

NBA | Os 5 melhores basquetebolistas com menos de 25 anos

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O futuro da NBA está bem entregue. Há bons basquetebolistas jovens em todas as trinta equipas da melhor liga de basquetebol no mundo. Noutros tempos, LeBron James, Kevin Durant, Derrick Rose, Chris Paul, Kyrie Irving, Damian destacaram-se quando ainda eram estreantes. Esses seis jogadores ganharam o Rookie of The Year, o prémio dado ao melhor estreante em cada época. Dos cinco basquetebolistas que constam na lista, apenas dois ganharam esse prémio. Além disso, o mais novo dos cinco é o jogador mais bem colocado na lista.

Agora, falta saber quem são, na minha opinião, os cinco melhores basquetebolistas na NBA com menos de 25 anos.

Foto de capa: Dallas Mavericks

Lucas Veríssimo | Uma novela com um final feliz?

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O SL Benfica não atravessa os seus melhores dias. Quer pela (pouca) qualidade do futebol praticado, quer por esta última vaga de casos de coronavírus que tem assolado a equipa, o que é certo é que os encarnados precisam de reforçar algumas lacunas do plantel em janeiro, sendo o setor defensivo uma das prioridades. É aí que entra o nome de Lucas Veríssimo.

defesa brasileiro de 25 anos, que fez um Brasileirão de muita qualidade, tendo sido o titular do centro da defesa do Santos FC, tem sido um dos nomes apontados à Luz, e crê-se na sua chegada por um valor a rondar os dez milhões de euros.

Lucas Veríssimo é um jogador muito forte fisicamente. Com 1.88m de altura e 77 quilos, torna-se difícil ultrapassar o jogador em força. A nível defensivo destaca-se pelo bom posicionamentoboa marcação e capacidade de desarme. Registou 2.2 interceções por jogo e 1.9 desarmes. Foi ultrapassado em drible apenas 0.5 vezes por jogo e realizou 4.5 alívios. Vence 62% dos duelos que disputa. Veríssimo não é um jogador nada impetuoso.

Mantém-se sempre calmo e tem uma boa tomada de decisão. O espelho disso mesmo foram as zero expulsões que teve no último campeonato brasileiro. Apesar da sua elevada estatura, o camisola 28 do Santos FC tem alguma qualidade técnica com a bola nos pés. Diversos são os lances onde podemos observar o jogador a ultrapassar, com habilidade, avançados bem mais rápidos e a progredir no terreno.

No que à construção de jogo concerne, apesar de ter bons números (completa 87% dos passes totais), peca muito nos passes longos (completa apenas 44%) e tem alguma dificuldade em encontrar colegas em boas posições. Tem uma grande margem de progressão, pelo que jogar ao lado de um jogador do calibre e experiência de Jan Vertonghen poderá ajudar o brasileiro a dar um salto qualitativo enorme.

jogo aéreo é uma das grandes armas do jogador. Defensivamente é muito competente, ganhando 68% dos duelos disputados no ar. Ofensivamente é sempre uma referência a ter em conta, somando já dois golos e uma assistência na presente temporada (um na Libertadores; um golo e uma assistência na Série A do Brasileirão).

Resta, agora, aguardar por janeiro e perceber qual será a abordagem encarnada ao mercado de transferências. Veremos um Benfica cirúrgico ou esbanjador como vimos em agosto? Só o tempo – e as exibições até lá – o dirá.

THW Kiel 33-28 FC Barcelona: Kiel é campeão europeu!

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A CRÓNICA: KIEL MOSTRA QUE A EQUILA VALE MAIS DO QUE AS INDIVIDUALIDADES, OUTRA VEZ

Já no final do ano e mais de seis meses depois da data inicial, chegamos à final da EHF Champions League 2020. Esta que vai ser a última do anterior formato da competição, visto que o novo formato entrou em vigor na época 2020/21. A final seria disputada pelo FC Barcelona, o claro favorito à vitória, que já havia conquistado o troféu por oito vezes, e o Kiel, o underdog, na teoria, da fase final da competição.

O jogo começou a um excelente ritmo, com ambas as equipas a mostrarem ao que vinham. Apesar do equilíbrio inicial, foi o Kiel que se adiantou no marcador, aproveitando a superioridade numérica no final dos dez minutos iniciais. O treinador do Barcelona, Xavier Pascual, parou o jogo a meio da primeira parte quando o resultado era 10-8, tendo a desvantagem chegado a ser de três golos. O objetivo seria impedir que esta diferença aumentasse e clarificar as ideias em termos ofensivos.

A equipa alemã encontrava-se na frente, mas ambas as equipas apresentavam uma eficácia elevada e o Barcelona manteve-se sempre próximo. Peréz de Vargas, o guarda redes da equipa espanhola, fez algumas defesas importantes no final da primeira parte, o que levou a que sua equipa chegasse ao empate quase vinte minutos depois da última igualdade no marcador. No entanto, nos cinco minutos finais sucederam-se os turnovers em termos ofensivos para o Barcelona, levando a golos simples para o Kiel, que terminou a primeira parte com três golos de vantagem (19-16).

Depois de uma primeira parte de grande nível e com imensos golos, o Barcelona recomeçou a partida a tentar recuperar depressa a desvantagem, mas o Kiel manteve-se no controlo do jogo. Nesta altura o começou o “show” de Niklas Landin, o guarda-redes da equipa alemã, que chegou a ter uma percentagem de defesas de 62% durante o segundo tempo, impedindo todas as oportunidades que o Barcelona tinha para se aproximar do marcador.

O jogo aproximava-se do fim e, apesar da equipa espanhola ter tido oportunidade de diminuir a vantagem para dois golos, a equipa comandada por Filip Jicha tinha o resultado controlado, não tendo efeito qualquer das tentativas de Xavier Pascual de nivelar a partida. Chegou, então, o final da partida e o THW Kiel foi coroado campeão europeu de Andebol, contra todas as expetativas.

Foi uma Final Four histórica para o Kiel. A equipa era, à partida, considerada a menos provável de vencer a competição, em comparação com o Veszprém, Barcelona e PSG, que têm o plantel repleto de estrelas. Chegaram à final de hoje depois de uma meia final intensa, onde tiveram de ir a prolongamento para vencer o Veszprém, com uma rotação durante a partida de apenas 11 jogadores.

O Barcelona não perdia há 22 jogos na Champions League e tinha um banco repleto de opções, tendo utilizado 15 jogadores na meia final. Tudo apontava para que o Kiel não chegasse à final, muito menos que a vencesse, mas a equipa alemã entrou nesta final determinada a mostrar ao mundo a sua qualidade e perseverança e assim o conseguiu, com excelentes exibições de Landin, Sagonsen, Ekberg, Pekeler (considerado MVP da Final Four), entre outros.

 

A FIGURA

Niklas Ekberg – Podia simplesmente repetir o que escrevi ontem. Hoje foram oito golos (83%) e três assistências que contribuíram para uma brutal exibição de equipa do Kiel.

O FORA DE JOGO

Aaron Palmarsson – Apenas um golo em cinco remates e não foi capaz de assumir a organização ofensiva da equipa nos momentos em que esta parecia perdida. Pedia-se mais a um jogo deste nível nos momentos de decisão.

 

ANÁLISE TÁTICA – THW KIEL

Pode-se dizer que a principal tática do Kiel foi a garra, vontade e determinação dos seus jogadores. Ninguém diria que tiveram um desafio tão intenso como o de ontem ao ver como disputavam cada bola. A organização defensiva esteve, mais uma vez, a grande nível. Não optaram por adiantar Duvnjak, mas a defesa esteve fluída e concentrada durante toda a partida, mesmo com Sagosen com duas exclusões desde os dez minutos. A esta organização juntou-se a sublime prestação de Niklas Landin. Em termos ofensivos, a equipa voltou a apostar no 7×6 em algumas situações e conseguiu sempre encontrar soluções para finalizar.

7 INICIAL E PONTUAÇÕES

Niklas Landin (8)

Hendrik Pekeler (9)

Sander Sagosen (7)

Steffen Weinhold (7)

Niclas Ekberg (10)

Rune Dahmke (10)

Patrick Wieneck (6)

SUBS UTILIZADOS

Dario Quenstedt (-)

Miha Zarabec (5)

Harald Reinkind (5)

Domagoj Duvnjak (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Uma equipa repleta de opções, mas que não conseguiu parar a organização ofensiva adversária, nem conseguiu superar a organização defensiva. A organização defensiva, um 6×0 adiantado a tentar limitar a circulação na primeira linha, não foi suficiente para parar o ataque da equipa alemã e os guarda-redes também não estiveram ao nível que se exigia. Em termos ofensivos, a equipa teve algumas falhas técnicas e turnovers, encontrando também Landin a relembrar que ainda é um dos melhores guarda-redes do mundo.

7 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kevin Moller (5)

Ludovic Fabregas (8)

Aitor Arino (7)

Luka Cindric (8)

Aron Palmarsson (5)

Dika Mem (6)

Aleix Gómez (8)

SUBS UTILIZADOS

Perez de Vargas (6)

Jure Dolenec (5)

Thiagus Petrus (5)

Cedric Sorhaindo (5)

Blaz Janc (5)

Timothey N’Guessan (6)

Luís Frade (5)

Raul Entrerrios (5)

Uma equipa carregada de juventude, amarelos e traumas | Sporting CP

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Em alguns dos meus últimos textos fui referido algumas dificuldades que esta equipa de futebol do Sporting CP poderia vir a encontrar no caminho que até agora tem conseguido ultrapassar com maior ou menor dificuldade.

Cheguei a referir que a equipa estava dependente de “Pote”, da sua boa forma e golos, e faltando a inspiração desse jogador os jogos poderiam tornar-se complicados. Coincidentemente, ou não, Pedro Gonçalves, ao voltar de castigo não tem tido a mesma influência de antes na equipa e, consequentemente, o grupo mostrou imediatamente mais dificuldades em resolver jogos. Não será apenas pela inspiração individual deste jogador, mas isso resolvia muitos dos problemas que iam surgindo.

Junta-se a isso o facto de as equipas adversarias já se conseguirem adaptar à forma de jogar do Sporting CP. Equipas como a do campeonato português, que jogam na raça, fechadas, a pressionar, criam muitos problemas a este estilo de jogo, principalmente quando conseguem anular os criativos da equipa, nomeadamente João Mário e “Pote”. Ou seja, equipas que consigam povoar o meio campo, conseguem dificultar imediatamente o modelo leonino.

Felizmente, e nomeadamente no último jogo contra o Belenenses SAD, os jogadores conseguiram resolver essas dificuldades com jogo direto a aproveitar a rapidez de Tiago Tomas, mas não é essa a essência desta equipa, e talvez precisemos de mais rapidez na troca da bola para podermos ultrapassar as teias montadas pela maioria das equipas do campeonato português.

Essas equipas têm também uma pequena ajuda por saberem que contra o Sporting CP podem condicionar através da falta cirúrgica. Sabem que até aos 60 minutos, pelo menos, podem usar e abusar do jogo faltoso para parar qualquer jogada sem que lhe seja exibido qualquer cartão. Já se sabe, porque fazem questão de nos lembrar sempre e em todos os jogos, que qualquer lance mais duro será punido. Não é teoria, é factual. Basta ver  os números de cartões que a equipa do Sporting CP tem comparativamente com outros emblemas.

Pela lógica sabemos que as equipas com mais posse de bola têm necessidade de fazer menos faltas, e logicamente correm menos risco de ser admoestados com cartões, mas por incrível que pareça, o Sporting CP, uma das equipas que mais posse tem, mais assenta o seu jogo pela troca de bola constante entre os seus jogadores, é também a que mais cartões tem no campeonato. Vejam lá quantos têm outras equipas com o mesmo tipo de jogo, mais especificamente as outras duas equipas ditas grandes.

A equipa do Sporting CP é a mais amarelada (35) da Primeira Liga Portuguesa
Fonte: Bola na Rede

Tudo isto pode também advir da juventude da equipa que não consegue ainda ter a matreirice que é precisa para controlar os tempos dos jogos ou a forma como cada árbitro dirige o jogo. Porque quer queiramos ou não, percebe-se perfeitamente que os árbitros portugueses, para se defenderem apitam a todo e qualquer toque (bem, com as excepções que algumas cores beneficiam), todos sabem que um guarda redes pode fazer o anti-jogo que quiser porque só verão o amarelo depois dos 80 minutos e, esses momentos, para um jovem ainda não estão assimilados porque o que eles querem é jogar e correr, sem pensar quando, onde e como devem parar, cair, temporizar.

Todas estas condicionantes parecem estar a pesar na equipa. Nos últimos jogos não se vê a mesma fluidez e em alguns casos nem a mesma disponibilidade dos jogadores. Já o venho dizendo, começa a notar-se que a equipa é curta para que se possa pensar em conquistar títulos.

Começa a pesar a juventude, a pesar o facto de os jogadores começarem a perceber que jogando no Sporting CP o seu trabalho não é respeitado como noutros clubes, e até psicologicamente, estes jovens, numa época festiva onde normalmente podem receber o carinho das suas famílias, podem quebrar pela falta que isso pode fazer para aconchegar mentalmente miúdos de 18,19 ou 20 anos.

Sabemos todos que no Sporting CP, para termos as mesmas oportunidades que outros, temos de trabalhar o triplo e, no fim, isso pesa. Teremos de ser leões em todos os jogos para podermos ambicionar algo bom. Onde Vai Um Vão Todos, não como um rebanho de acéfalos, como alguns tentam colar a este lema, mas para ajudar o clube de todos nós a vencer.

Vitória SC 2-3 FC Porto: O último do ano com direito a reviravolta

A CRÓNICA: ANO NOVO E UM VITÓRIA SC NOVO!

É no Estádio D. Afonso Henriques que acontece o encontro que assinala o término do ano de 2020 na Primeira Liga Portuguesa – o Vitória SC x FC Porto. Ambas as equipas alinham força na cidade de Guimarães, após o sucesso de ambas verificado na semana do Natal.

É aos sete minutos de partida que a baliza de Marchesín é estreada. Rochinha fica de cara com a baliza, a cidade treme e o 1-0 estava feito.

Após colocado em desvantagem, a equipa de Sérgio Conceição tenta desesperadamente chegar ao empate, liderando as tentativas de golo, posse de bola e o número de cantos. No entanto, a falta de eficácia continua a condenar a equipa portista.

Aos 40’ surge a maior tentativa de igualar o marcador com Taremi de cara com o golo, após uma perda de bola na grande área pelo guarda redes, Bruno Varela, e uma defesa completamente absurda e imediata de Pepelu, que nega o golo à equipa da cidade do Porto.

É ao minuto 41 que Taremi, com assistência de Marega, volta a insistir e estreia as redes da formação vitoriana. O VAR valida o golo, após consideração do mesmo – embora a equipa da casa insista na posição irregular do avançado iraquiano.

É uma segunda parte marcada pela brutalidade, após a entrada forte que causa a saída de Jorge Fernandes do campo com uma lesão que impossibilita o jogador de permanecer em campo. Aos 63’, surge um cruzamento de Ricardo Quaresma para cabeceamento de Sacko, que aguarda a sua chegada de forma impressionante na grande área e é o segundo do Vitória SC.

Os visitantes parecem não gostar da superioridade do marcador e com apenas um minuto de diferença, a avançado iraquiano visa na partida enganando Bruno Varela na cara da bola e surge o empate por duas bolas.

Bruno Varela fortíssimo na baliza vitoriana chega a negar duas oportunidades de golo à formação liderada por Sérgio Conceição. Aos 80’, Luis Díaz vê a oportunidade surgir e fecha com sucesso o terceiro golo do FC Porto e o último da partida.

A conjunto orientado por João Henriques ainda tenta, nomeadamente com Quaresma e Edwards, mudar o rumo da partida sem nunca desistir. Mas, Hugo Malheiro finaliza a noite fria na cidade de Guimarães após os cinco minutos de compensação adicionados ao tempo regulamentar.

Assim termina a ano de 2020, com o FC Porto na terceira posição da tabela classificativa enquanto que o Vitória SC permanece na quinta posição – atrás do rival SC Braga, com diferença de cinco pontos.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Taremi – O avançado iraquiano demonstrou garra e vontade de ir atrás do resultado desde o primeiro minuto da partida. Consegue bisar na baliza de Bruno Varela, apesar de serem inúmeras as tentativas enquadradas com a mesma. Não peca por erros individuais e a parceria com Marega na frente de ataque continua fortíssima, à semelhança dos últimos jogos da formação.

 

O FORA-DE-JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Romário Baró – Inúmeros erros individuais que condenaram o coletivo. Expulsão perdoada, após substituição rápida com medo do jogador ver o segundo cartão amarelo da partida. Demasiado impulsivo e imaturo nas decisões com bola.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

João Henriques volta a apostar novamente na mesma dinâmica dos últimos jogos, sendo a opção mais utilizada um 4-3-3. Tal como equipa que ganha não mexe, o técnico português opta por não mexer no onze inicial apresentado frente ao CD Santa Clara no último jogo – do qual saiu vencedor por quatro bolas a zero.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Varela (5)

Mensah (6)

Mumin (5)

Jorge Fernandes (6)

Sacko (7)

André Almeida (5)

Pepelu (6)

André André (5)

Quaresma (7)

Oscar (5)

Rochinha (9)

 

SUBS UTILIZADOS

Suliman (5)

Miguel Luís (6)

  1. Edwards (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A equipa de Sérgio Conceição volta a alinhar com um 4-4-2, mas com algumas alterações comparativamente aos jogadores utilizados no jogo da Supertaça frente ao SL Benfica. Mbemba dá lugar a Diogo Leite na defesa da formação portista. No meio-campo, Otávio é substituído por Romário Baró, que volta a integrar o onze inicial. A frente de ataque permanece intacta.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (5)

Pepe (5)

Diogo Leite (4)

Uribe (5)

Marega (7)

Taremi (9)

Zaidu (5)

Tecatito (4)

Manafá (3)

Romário Baró (2)

Sérgio Oliveira (6)

SUBS UTILIZADOS

Sarr (4)

Luis Diaz (7)

Fábio Vieira (6)

Marko Grujic (-)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

FC Porto

BnR: Colocar Romário no onze inicial foi uma alternativa para potencializar Zaidu na subida de terreno? Isto dado que Romário é conhecido por gostar de jogar nas zonas mais interiores.

Sérgio Conceição: Nós tínhamos uma estratégia preparada. O Otávio estava pronto, foi-me comunicado que não podia jogar na véspera de jogo. O jogador com as caraterísticas mais parecidas foi Romário. Apesar de que o que estava mais preparado era Otávio, pois foi preparado para isso e era o que estávamos a contar. Decidi retirar o Romário quando retirei Pepe, pois já tinha amarelo e achei que em algum momento com outro jogador podia ser infeliz. Foi um bom jogo, com confiança a enfrentar André André e André Almeida. É verdade como disse que o Romário é conhecido por gostar de explorar essas zonas mais interiores, é um bom jogador nessa zona e foi por isso que foi escolhido.

Vitória SC

BnR: Apesar do resultado, este foi um dos jogos que a equipa apresentou mais consistência em campo, considera que isto significa um ponto de viragem para o próximo ano tanto para o conjunto como para os respetivos resultados?

João Henriques: Somos uma equipa que tem vindo a crescer jogo após jogo. É uma equipa consistente e com ambições. Hoje, aqui, queríamos o quarto lugar, não conseguimos, mas havemos de lá chegar. O objetivo era ultrapassar o Futebol Clube do Porto, mas não conseguimos. Mas quando alguém falha, nós estaremos lá colados e prontos para assumir o nosso lugar. Eu sou o que qualquer técnico deve ser, ambiciosos, mas com os pés bem assentes na terra, porque temos de ser realistas. E é isso que queremos para 2021, depois as contas fazem-se no fim do campeonato e esperemos que saiam a nosso favor, pois lutamos para isso como este clube, o vitória, assim exige e merece para representar o clube que está quase a ser centenário.

 

Sporting CP 63-57 FC Porto: Clássico pintado de verde e branco

A CRÓNICA: VITÓRIA NUM JOGO DE PROBLEMAS TÉCNICOS E DE EFICÁCIA GARANTE INVENCIBILIDADE AO SPORTING CP

O Pavilhão João Rocha recebeu, na sua quadra, mais um clássico a contar para a Liga de Basquetebol, este em atraso, sendo um jogo da 8ª jornada do campeonato. Tanto o Sporting CP como o FC Porto eram as duas equipas, até então, invictas no campeonato, e defrontaram-se em busca do pódio na fase regular.

Os dez minutos iniciais demonstraram algo daquilo que um clássico deve ser, no tempo em que foi jogado (dado que o primeiro período esteve mais tempo parado devido a problemas técnicos relacionados tanto com o marcador como com o relógio do tempo de jogo). Os leões saíram por cima no resultado antes do início do segundo quarto e muito devido ao aproveitamento de Fields na linha de lance livre, à qual foi chamado bastantes vezes.

O jogo faltoso e algo agressivo do FC Porto acabou por se notar no resultado final desses dez minutos, onde o Sporting CP acabou a vencer por 15-11. Até esse momento, o “homem-cesto” dos dragões era McGrew.

No segundo período, viu-se mais daquilo que foi o primeiro, mas com bastantes turnovers por parte da equipa de Moncho López que permitiram que o Sporting CP fugisse no marcador, mas não por valores inalcançáveis. O jogo passou por demonstrar alguma ineficácia por parte das duas equipas.

Via-se um resultado com números baixos, inúmeras tentativas de lançamento falhadas, um jogo pouco coletivo no geral e bastantes perdas de bola. No recolher para os balneários, o Sporting CP vencia o FC Porto por 27-19, num encontro em que existiam mais ressaltos do que propriamente pontos (21 ressaltos a favor dos leões e 26 a favor dos dragões).

O reinício do encontro deu lugar, novamente, a paragens sucessivas devido a problemas no marcador. Foi uma constante ao longo de toda a partida. Além disso, o terceiro período teve uma luta mais “a sério” no resultado, onde o FC Porto, em dez minutos, fez os mesmos pontos que conseguiu nos dois primeiros quartos da partida somados (19 pontos). Diogo Ventura, do lado dos leões, e Riley, do lado dos dragões, começaram a aquecer o jogo neste mesmo período, que terminou com vantagem do Sporting CP por 48-38.

Nos dez minutos finais, a palavra-chave foi tensão. Com um FC Porto a aproximar-se no marcador e alguns jogadores do Sporting CP a acusar tanto a pressão como mesmo algum cansaço, as coisas pareciam tremidas para os leões. Mas terminou tudo em bem para os visitados, com mais uma vitória para o campeonato, sendo esta a 11ª em 11 jogos. O Sporting CP venceu o FC Porto por 63-57 e lidera, de forma isolada, o campeonato de basquetebol, que ainda decorre na sua fase regular.

 

A FIGURA

Diogo Ventura – É de relevar a exibição do jogador dos leões. Diogo Ventura, para além de ter sido o jogador com maior número de pontos na quadra (24), foi o jogador mais influente na turma de Luís Magalhães. Aguentou até ao soar final da buzina, mesmo sendo notória a contração de uma possível lesão. No clássico, foi claramente um dos jogadores que mais diferença fez no encontro e que contribuiu para que o mesmo tivesse qualidade.

 

O FORA DE JOGO

Paragens devido a problemas técnicos – Por vezes, um jogo ter a paragem do intervalo já é muito, mas, neste encontro, as paragens por problemas técnicos nos marcadores e relógios do Pavilhão João Rocha foram demais. O pausar constante do ritmo de jogo, e mesmo as complicações que isso pode trazer para a competitividade e qualidade na exibição dos jogadores, foram os verdadeiros protagonistas nesta partida onde, até ao início do terceiro período, a olho nu, o jogo pareceu estar mais tempo parado do que propriamente a rolar.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

 Luís Magalhães optou pelo cinco inicial esperado para este clássico e demonstrou o já conhecido estilo de jogo, recorrendo a transições rápidas, principalmente a nível ofensivo. A utilização de contra-ataques rápidos, aproveitando algumas desatenções por parte da defesa dos dragões, foi uma das jogadas fundamentais dos leões.

Nos momentos defensivos, o Sporting CP recorreu à marcação individual praticamente cerrada, dado que o “dois para um” foi bastante utilizado para defender, principalmente na parte inicial do encontro. 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

James Ellisor (6)

João Fernandes (7)

Bailey Fields (6)

Diogo Ventura (8)

Travante Williams (7)

SUBS UTILIZADOS 

Jalen Henry (6)

Shakir Smith (5)

Pedro Catarino (5

Diogo Araújo (-)

Cláudio Fonseca (-)

Francisco Amiel (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Moncho López entrou no clássico com o cinco inicial esperado, dados os jogadores que possuía à sua disponibilidade. A lesão de Max Landis continuou a ser uma sombra, mas os jogadores conseguiram dar conta do recado (dentro do possível).

O FC Porto, quando em transições defensivas, marcava em todo o campo e com marcação cerrada homem a homem, trocando bastantes vezes de jogador quando eram necessários bloqueios defensivos.

Nos momentos ofensivos, McGrew e Jalen Riley, reforço dos dragões que se juntou à equipa no decorrer de dezembro (para colmatar a ausência de Landis), foram os donos e senhores da equipa portista. Os lançamentos da linha de três pontos e o enfrentar da defesa verde e branca no “garrafão” foram os pontos fortes da ofensiva visitante.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

 Eric Anderson (7)

Larry Gordon (6)

Tanner McGrew (8)

João Soares (6)

Brad Tinsley (6)

SUBS UTILIZADOS

Jalen Riley (8)

Miguel Queiroz (7)

Vlad Voytso (5)

Franscisco Amarante (-)

Pedro Pinto (5)

Moreirense FC 1-0 CD Santa Clara: Felicidade e três preciosos pontos

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A CRÓNICA: O VERDE DA ESPERANÇA (E DA VENTURA) A QUEM PERTENCE, A QUEM PERTENCE? AO MOREIRENSE FC

Na penúltima partida que encerrava a jornada 11, Moreirense FC e CD Santa Clara defrontavam-se no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas. As duas formações, antes do apito inicial, encontravam-se apenas à distância de um triunfo no décimo quarto e sétimo lugar da tabela classificativa, respetivamente. No reduto dos cónegos, o último registo é favorável aos da casa (2-1).

A acalmia dominou o relvado nos 25 minutos iniciais. As duas equipas anulavam-se taticamente, as defesas assinalavam a sua supremacia relativamente às frentes de ataque, salvo duas exceções: Shahriair (10′) após uma perda de bola da defensiva do Moreirense FC, progrediu no terreno e ganhou um livre direto à entrada da área. O primeiro aviso estava dado; Rashid (24′), sem qualquer tipo de preparação, dispara de fora da área e obriga M. Pasinato à estirada. Mesmo sem o domínio da partida, o CD Santa Clara era a equipa mais esclarecida até ao momento.

Em cima do intervalo, Filipe Soares driblou dois adversários e arranca em direção à baliza insular e é travado em falta; o árbitro dá a lei da vantagem, Pires recupera, coloca em Yan e este é rasteirado à entrada da área. Na transformação, faz a bola embater na barreira. Passou o perigo…

A segunda metade iniciou-se da mesma forma que a primeira: jogo faltoso, aguerrido e pouco conclusivo de parte a parte. Desta vez, a lança em África pertenceu a Carlos Junior (59′): após um livre de Rashid que resvalou na barreira, aproveitou a sobra e atirou às malhas laterais.

Abdu Conté (68′), numa investida individual do corredor esquerdo para o centro do terreno, deixa em Pires; por sua vez, este desfere um remate junto do poste esquerdo. O perigo mudava de trajetória…

O minuto 70 sinaliza o primeiro golo do encontro: D’Alberto encetou uma jogada, Mikel interseta de forma deficitária e Yan, isolado na grande área, corre e desvia a bola de Marco, colocando-a junto ao poste direito. 1-0! O placard alterava-se e os cónegos estavam em vantagem!

No período que faltava jogar, as oportunidades de golo escassearam, destacando-se apenas (uma vez mais) as batalhas e o equilíbrio a meio campo, bem como a quantidade de faltas existentes, prova cabal do espírito aguerrido dos 22 combatentes em campo.

O Moreirense FC foi feliz, triunfou e saltou para o sétimo lugar da tabela classificativa, a par de CD Santa Clara e CS Marítimo.

 

A FIGURA

Fábio Pacheco considerado o Homem do Jogo no encontro de hoje. 👏👏#VamosMoreirense #SempreJuntos pic.twitter.com/GqiphZ4tiq

— Moreirense Futebol Clube (@MoreirenseFC) February 9, 2019

Fábio Pacheco – defensivamente, foi uma das principais figuras do campeonato anterior e, até à data, continua no mesmo lote. Pode dizer-se mesmo que, em algumas partidas, – esta é um exemplo demasiado ilustrativo – atinge níveis de eficácia quase supremos. Neste Moreirense FC, Fábio Pacheco é o verdadeiro pêndulo e o ganha pão em tempos difíceis

O FORA DE JOGO

Mikel – hoje, a displicência tomou conta dele: defensivamente, ofereceu pouca segurança à equipa e aos restantes companheiros de posição; ofensivamente, esperavam-se mais investidas em profundidade, mais triangulações delineadas com meio-campo e mais capacidade de projeção de cruzamentos. Além disto, a dádiva é de sua inteira responsabilidade…

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

A equipa liderada por César Peixoto apresentou-se diante dos insulares no frequente 3-4-3. Fábio Pacheco permanecia no miolo e Ferraresi ocupou a vaga por preencher ao lado de Rosic, regressando ao onze. Pires deu lugar a Walterson e junta-se a Derik Lacerda de modo a tomar a ofensiva da partida. Yan Matheus e F. Soares posicionavam-se em setores mais exteriores tendo em vista a profundidade e a velocidade. Pedro Amador e Pedro Nuno permaneciam no lote de lesionados e, uma vez mais, não foram opção.

Durante a primeira metade, o Moreirense FC possuiu, na maior parte do tempo, a salvaguarda e guarida da posse de bola, travando inúmeros duelos no centro do terreno e procurando – essencialmente – a velocidade do corredor do lado esquerdo e obrigando Abdu Conté a piques sucessivos.

Contrariedade para César Peixoto (40′): Derik Lacerda foi substituído após queixas musculares; Pires saltou do banco com o intuito de imprimir velocidade.

A segunda parte trouxe a felicidade. O jogo estava partido e o sorte pendeu para os da casa. Depois de adquirir a vantagem, o Moreirense FC recuou as linhas e intensificou a pressão ao portador da bola.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

M. Pasinato (6)

D’Alberto (5)

Rosic (7)

Ferraresi (6)

Conte (6)

Yan (7)

Pacheco (8)

A. Soares (6)

F. Soares (6)

Lacerda (4)

W. Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Pires (5)

Franco (5)

Galego (-)

I. Camará (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

Daniel Ramos gizou um 4-3-3, tática utilizada habitualmente. Rashid, Costinha e Anderson Carvalho ocupam-se das transições defensivas e ofensivas e dos movimentos interiores, enquanto que Ukra e Carvalho são os destinados a conferir profundidade e ímpeto atacante. Mansur, lateral esquerdo utilizado massivamente durante este início de campeonato, está fora dos convocados devido a lesão.

A turma dos Açores demandou pelo contra-golpe. Rashid e Anderson Carvalho serviam como pivôs, onde a construção de jogo era executada. Ukra era o mais solicitado e, por vezes, recuava em detrimento da subida de Pierre Sagna, por meras questões táticas. Os extremos ocupavam posições interiores de modo a serem auxiliados pelos laterais, aquando dos momentos de ataque.

Na segunda metade, após o golo sofrido, restou a fé e querer e poucos foram as armas e os argumentos táticos. As substituições tardias foram facto comprovativo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rocha (6)

Sagna (6)

Afonso Silva (6)

Cardoso (6)

Villanueva (4)

Rashid (6)

A. Carvalho (6)

Costinha (5)

Ukra (6)

Shahriar (5)

Carvalho (5)

SUBS UTILIZADOS

D. Salomão (4)

Crysan (4)

Lincoln (-)

J. Patric (-)

Nenê (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Moreirense FC

BnR: Boa noite, mister. Um comentário sobre o regresso de Abdu Conté ao campeonato português, sendo que as duas contratações e alternativas para o corredor esquerdo se encontram lesionadas.

César Peixoto: Ansiávamos o regresso do Abdu Conté. Fez um bom jogo, mas pode dar mais e sei perfeitamente que vai dar mais, bem como a equipa. O triunfo trouxe-nos confiança. O Abdu esteve bem, quer na postura defensiva, quer na postura ofensiva, foi incisivo em todos os lances que disputou. O quarteto defensivo esteve muito unido, muito coeso, muito responsável, muito concentrado e isso também ajudou a que a exibição do Abdu fosse positiva. Dentro do plantel que temos, é verdade que o Abdu é o único lateral esquerdo de raiz que temos. Até o Walterson já lá jogou, com o apoio  dos quatro defesas restantes… Porém, tentamos encontrar soluções mediante as necessidades e as estratégias definidas.

CD Santa Clara

BnR: Mister, boa noite. A equipa sente-se injustiçada pelo desaire? A dualidade de critérios existiu? Se existiu, pesou no resultado final?

Daniel Ramos:Pergunta mesmo para matar… Injustiçados, sim! Não merecíamos este resultado! Mas o futebol é isto, é eficácia! Daqui a algum tempo já ninguém se lembra… Não quero nem vou falar aqui da arbitragem! Somos gente boa, que trabalha muito e todos os dias! Eu sei que os erros existem, mas só espero que não sejam sempre contra os mesmos. O CD Santa Clara tem sido muito prejudicado no campeonato, já sabemos que as equipas ditas pequenas têm sempre mais razões de queixa. Vou agora falar do jogo: em muitas situações de jogo, o CD Santa Clara teve o domínio e até mesmo o controlo do jogo enquanto que o Moreirense FC jogou a maior parte do tempo na expectativa; o golo, como se costuma dizer, acaba por cair do céu, nasce num lance fortuito. Na minha opinião, o pior resultado com o qual podíamos sair daqui era o 0-0 e perdemos.