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Sonho do Olimpo #7: Duas medalhas voaram de Pequim e aterraram em Lisboa

Na sétima edição da rubrica “Sonho do Olimpo”, viajamos até à China. A capital, Pequim, recebeu a 29.ª edição dos Jogos Olímpicos, também marcados pelo regresso ao continente asiático. No país do sol nascente, também nascia uma nova tentativa de terminar com o jejum de medalhas de ouro dos portugueses.

Depois do bronze de Sérgio Paulinho, em 2004, as esperanças foram renovadas e novos talentos assumiram a liderança do sonho de Portugal. No final, a participação foi uma das mais positivas de sempre.

Foto de Capa: Comité Olímpico Portugal

SL Benfica | O regresso de Tiago Dantas

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A temporada a nível de clubes está oficialmente terminada e recomeçam os rumores de mercado, bem como o regresso “a casa” dos jogadores emprestados. E ao que tudo indica, o FC Bayern Munique não exercerá a cláusula de compra por Tiago Dantas, pelo que o jogador português deverá regressar aos encarnados, podendo ser opção para Jorge Jesus.

Os bávaros teriam de desembolsar 7,5 milhões de euros para poder ficar com o passe de Tiago Dantas, o que não acontecerá. Segundo a imprensa alemã, o médio era uma aposta de Hansi Flick, que está de partida do comando técnico do clube bávaro e para o seu lugar chegará Julian Nagelsmann, treinador que orientou o RB Leipzig durante duas temporadas.

Pois bem, com a saída de Flick, Tiago Dantas perde o pouco espaço que tinha no plantel dos campeões alemães e, por essa razão, regressará a Lisboa para saber o seu destino. Ainda assim, Dantas sai da Alemanha como campeão nacional e campeão mundial de clubes. Contudo, pouco ou nada acrescentou ao FC Bayern Munique, equipa que representou por apenas duas vezes. De resto, jogou pela equipa secundária do clube por sete vezes não tendo registado nenhum golo ou assistência.

De volta a Lisboa, Tiago Dantas terá de conquistar um lugar no plantel principal dos encarnados, onde terá imensa concorrência. Ainda assim, o português tem a qualidade necessária para ser opção para Jorge Jesus. Não sendo um titular indiscutível, julgo que poderia ser uma opção “barata” para mexer com o jogo quando assim necessário.

Com apenas 20 anos, o médio português procura iniciar-se e afirmar-se ao nível do seu talento e no Sport Lisboa e Benfica não vejo isso a acontecer, pelo menos não imediatamente e não regularmente. Neste idade os jogadores precisam de minutos, precisam de se desenvolver e, infelizmente, o clube da Luz não parece ser o lugar ideal para Tiago Dantas.

Tiago Dantas tem contrato com o SL Benfica até 2024
Tiago Dantas tem contrato com o SL Benfica até 2024
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A equipa secundária dos encarnados, caso o jogador fique contratualmente ligado ao clube, parece ser a opção mais válida com chamadas pontuais à equipa principal, bem como realizar os treinos com a equipa A.

Também não está descartada a hipótese de uma transferência, quer seja a título definitivo ou de empréstimo, se bem que o empréstimo será a opção que agradará mais às águias. Dantas parece ter ganho novos admiradores na Alemanha e fala-se no interesse de clubes não só da Bundesliga, como do resto da Europa.

Tiago Dantas é um jogador elegante que destila qualidade cada vez que toca na bola. O seu físico franzino é o seu maior defeito, até porque num futebol que depende cada vez mais do físico, jogadores que são menos portentosos acabam por ser colocados de parte. No entanto, Dantas sempre conseguiu contornar essa sua debilidade com a sua técnica aprimorada.

Faz do seu passe e visão de jogo os seus pontos mais fortes e é capaz de pautar o jogo a seu belo prazer. Transborda qualidade pelos pés e é um dos jovens jogadores portugueses a acompanhar nos próximos tempos.

Após ter percorrido todos os escalões de formação do SL Benfica, clube onde está desde os seus quatro anos de idade, Dantas procura chegar ao plantel principal e jogar de forma regular.

Jogos Olímpicos em pandemia

Os Jogos Olímpicos de 2020, que seriam realizados na cidade de Tóquio, capital do Japão, estavam marcados para o período de 24 de Julho a 9 de Agosto de 2020, com os primeiros eventos agendados para terem início no dia 22 de Julho. Contudo no dia 24 de Março de 2020, o comité organizador dos jogos decidiu que por devido às complicações global, pela pandemia da covid19, os jogos deveriam ser adiados. Procurando desde então uma melhor data para realização do evento.

Esta não é a primeira vez que os Jogos Olímpicos precisaram ser adiados, se não a quarta, nas outras três anteriores ocasiões os jogos foram adiados devido às duas grandes guerras mundiais. O evento olímpico já tem nova data: a sua cerimónia de abertura será no dia 23 de Julho de 2021, no novo Estádio Nacional de Tóquio, e com data de encerramento para o dia 8 de Agosto de 2021. Apesar da realização dos jogos e com todas as suas competições inclusive com a inserção de novas modalidades como é o caso do surf, a cidade de Tóquio não receberá turistas estrangeiros para que possam acompanhar de perto os jogos, essa medida pretende gerar uma onda de contágios, priorizando também a segurança dos atletas e suas comissões desportivas, como também a segurança dos cidadãos japoneses, já que apesar de mais de um ano a enfermidade ainda não está controlada na maior parte do planeta.

Portugal nos Jogos Olímpicos, prepare-se para torcer

Faltando pouco menos de dois meses para a abertura dos jogos olímpicos de Tóquio 2020, que acontecem a partir do dia 23 de Junho de 2021, Portugal tem confirmado 56 atletas em diversas modalidades, este número é  menor do que a quantidade de atletas que participaram na edição anterior do jogos, que foram realizadas no Brasil, no ano de 2016, na cidade do Rio de Janeiro. Portugal se fará presente nestes próximos jogos em 12 modalidades, entre elas: Judo, triatlo, skate, taekwondo e karaté e é a primeira vez que a equipe luso de andebol participa dos jogos, que servirá como uma espécie de salvação para os Portugueses já que o futebol não estará presente, este ano. Você, além de torcer nas olimpíadas, pode fazer apostas online desportivas de maneira legal e segura através de Betway em todo Portugal.

No atletismo Portugal também está bem representado, pelo atleta marchador, João Vieira, Patrícia Mamona, no triplo salto, e a marchadora Ana Cabecinha, nos 20 quilómetros, e o estreante Pedro Pablo Pichardo, de origem cubana.

Na canoagem Portugal conquistou a marca de sete vagas, entre a lista de atletas da canoagem estão presentes: Antoine Laynay, Fernando Pimenta que é uma das principais apostam a medalha para Portugal, Teresa Portela, também estão os experientes Emanuel Silva, e João Ribeiro já na suas respectivas estreias estão  David Varela e Messias Baptista

A comitiva de equestre conta com quatro atletas, pela quarta vez na prova de saltos com obstáculos: a luso-brasileira Luciana Diniz compete, e o trio Maria Caetano, Rodrigo Torres, João Miguel Torrão e Duarte Nogueira.

Além de todas as modalidades e atletas já mencionados, Portugal ainda terá representantes no ténis, no remo, no surf, na ginástica, no tiro, na natação e na vela no judo. Modalidades para que você torça façam as suas apostas.

Portugal 5-3 Itália (Sub-21): Chuva de golos e drama no caminho para as “meias”

A CRÓNICA: DE “MOTA” E DE JOTA SE FEZ A VITÓRIA PORTUGUESA

Portugal e Itália encontravam-se em jogo a contar para os quartos-de-final do Europeu de sub-21, na Eslovénia. Para a fase final, Rui Jorge sabia que não podia contar com três dos habituais titulares: Thierry Correia e Francisco Trincão, devido à Covid-19, e ainda Pedro Gonçalves, que integrou a convocatória da Seleção A.

A fase de grupos da seleção das Quinas deixou água na boca – três jogos, três vitórias e nenhum golo sofrido – e os primeiros minutos da fase final prometiam ser igualmente agradáveis. Trocas de bola com imensa qualidade desde a defesa até ao meio campo, que originou remate perigoso de Vitinha. Na sequência, canto e golo de “bicicleta” de Dany Mota. Arrancada fulgurante e autoritária de Portugal na partida.

A seleção italiana tentava reagir ao golo sofrido e procurou sempre explorar a subidas dos seus laterais, que ora apareciam em zonas de finalização, ora tentavam virar o jogo para servir colegas através de cruzamentos tensos ou rasteiros. Apesar do esforço, foi a seleção lusa que voltou a marcar. À passagem da meia hora de jogo, novo canto, novo golo. Nova excelente execução de Dany Mota. Recebeu de Daniel Bragança e fuzilou de pé esquerdo para o fundo das redes.

A reação da Itália foi novamente sentida e os cantos voltaram a trazer golos, desta feita mesmo em cima do final da primeira parte. Pobega aproveitou a descoordenação defensiva lusa e só teve de desviar de Diogo Costa para reduzir a desvantagem. Os primeiros minutos da segunda foram pouco animados, mas a partir do minuto 58 a partida mudou. Primeiro Gonçalo Ramos a fazer o 3-1, na resposta, o 3-2, por Scamacca.

O jogo teimava em fugir do controlo de Portugal e a dúvida manteve-se até perto do fim. Perto do fim, o empate. Um balde de água fria, que se previa, por cima da cabeça de Portugal. Seguiu-se para prolongamento, no qual, apesar da vantagem numérica, os lusos nunca se conseguiram impor verdadeiramente. Ainda que sem se imporem, os portugueses voltaram a saltar para a frente do marcador, por intermédio de Jota.

A final do Europeu de sub-19 de 2018 voltou à memória, novamente decidida por Jota, novamente no prolongamento. Desta feita, esta vitória não vale um título como em há três anos, mas pode vir a valer. Segue-se a Espanha pelo caminho, que se pretende que termine só no domingo. 

 

A FIGURA

Vitinha – O médio português é facilmente o jogador do torneio até ao momento. Ainda que possamos estar a falar de uma das piores exibições coletivas, Vitinha demonstrou toda a sua classe e capacidade física. 120 minutos de pura classe!

Nota também para Dany Mota. O jogo que fez hoje deve ser suficiente para “calar” alguns críticos da sua presença nas escolhas ocasionalmente tão discutidas e polémicas de Rui Jorge. O avançado português marcou os dois primeiros golos e ofereceu tudo o que melhor tem à sua equipa. Forte fisicamente e uma carraça no melhor sentido da palavra, evidentemente.

O FORA DE JOGO
Fonte: FPF

Rui Jorge – O selecionador português não mexeu bem na equipa, de todo. Num momento em que a equipa precisava de reagir à recuperação Italiana, que se previa perigosa, os sinais dados para dentro foram contrários e alteração tática desorganizou a equipa. A entrada de Florentino parecia ir de encontro ao que jogo precisava, contudo, a evidente quebra física de Dany Mota não foi tida em conta e Rafael Leão (jogador de características mais aproximadas) ficou, de forma chocante, no banco. Tendo em conta o momento, as entradas foram completamente despropositadas e o jogo foi levado para prolongamento, já bem perto do fim. Também no prolongamento, e aproveitando-se da vantagem numérica, Portugal marcou o quarto, e mais tarde o quinto, numa altura em que o jogo estava já bastante partido.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Rui Jorge apostou num esquema tático de 4-4-2 losango sem extremos, com destaque para a qualidade técnica na troca da posse de bola, muito por culpa do virtuosismo dos seus médios. Que bom é ver esta equipa jogar futebol.

A defesa muito dificilmente muda para Portugal e Rui Jorge, e não é de agora. Thierry Correia falhou a fase final e a inclusão de Tomás Tavares como lateral-esquerdo foi a única mudança. De resto, os “três Diogos”: Diogo Queirós e Diogo Leite (defesas-centrais), e Diogo Dalot (o outro lateral).

O meio-campo de luxo português era composto por Vitinha, Daniel Bragança e Gedson Fernandes, que ficava ainda mais reforçado com a presença de Fábio Vieira, que fazia a “ponte” com os dois avançados, Dany da Mota e Gonçalo Ramos. Estes dois tentavam fazer frente aos três centrais italianos, que dificilmente se deixavam ultrapassar em jogo jogado. As bolas paradas vieram trazer vida (e golos) ao jogo.

Neste esquema a defesa foi sempre o ponto mais débil. Parecia fácil à seleção Italiana entrar em zonas de finalização, quando não era mesmo oferecida bola diretamente aos adversários. Faltava lucidez e concentração aos portugueses.

Rui Jorge mudou o esquema ao incluir extremos dentro de campo e deu-se mal. A Itália empatou, levou o jogo para prolongamento e logo no arranque, expulsão de Matteo Lovato. A partir deste momento, a seleção passou a organizar-se em 4-3-3, deixando Florentino, Baró e Vitinha no meio-campo e Rafael Leão, Jota e Francisco Conceição na frente. Estes homens acabaram por conseguir aproveitar a superioridade de homens e quebraram a resistência Italiana através do talento individual.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (7)

Diogo Dalot (6)

Diogo Queirós (7)

Diogo Leite (6)

Tomás Tavares (5)

Daniel Bragança (7)

Vitinha (9)

Gedson Fernandes (5)

Fábio Vieira (6)

Dany Mota (8)

Gonçalo Ramos (7)

SUBS UTILIZADOS

Florentino (7)

Jota (7)

Romário Baró (5)

Francisco Conceição (7)

Rafael Leão (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA

A Itália apresentou o seu habitual esquema tático de 3-5-2. Não é difícil ler as movimentações dos italianos, mas certamente serão difíceis de travar. Apesar de tentarem jogar a partir de trás, tal como Portugal, procuravam constantemente o ataque à profundidade por intermédio dos homens do meio-campo e as subidas e libertação dos laterais. Os médios eram muito importantes na procura de espaços nas costas dos defesas portugueses.

As variações e cruzamentos tentavam encontrar ângulos cegos e rapidamente se percebeu que seria esta a toada dos italianos. Acabaram por raramente criar perigo através destes lances muito por culpa das falhas a nível individual, pois havia espaço deixado pela defesa lusa para fazer melhor. Valeu a ineficácia dos laterais e avançados contrários.

Apagados estiveram os dois avançados italianos. Estiveram sempre muito controlados pelos centrais portugueses e raramente se viram durante a partida, apesar da reconhecida qualidade tanto de Scamacca (que até marcou), como de Raspadori.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Carnesecchi (6)

Luca Ranieiri (6)

Enrico del Prato (6)

Matteo Lovato (4)

Raoul Bellanova (4)

Davide Frattesi (7)

Nicolo Rovella (7)

Tommaso Pobega (8)

Marco Sala (6)

Gianluca Scamacca (7)

Giacomo Raspadori (6)

SUBS UTILIZADOS

Gabriele Zappa (6)

Giulio Maggiore (5)

Cutrone (7)

Sottil (5)

Ricci (6)

5 jogadores da Primeira Liga que encaixavam no FC Porto

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Caindo o pano da Primeira Liga 2020/2021, abrem-se as cortinas para o mercado de transferências. Este, como todos os outros, promete ser um verão quente no que toca às movimentações de mercado e o FC Porto não será exceção. Dando conta do que tem vindo a ser noticiado nos órgãos de comunicação social desportivos em Portugal, um dos argumentos que, alegadamente, convenceu Sérgio Conceição a renovar pelo FC Porto, foi a possibilidade de contratar cinco a seis reforços de peso para o plantel 2021/2022.

Não esquecendo que, apesar das vendas no defeso passado, o FC Porto ainda está no processo de abandonar o regime de intervenção do fair-play financeiro pela UEFA, – portanto, terá de operar o reforço da equipa cirurgicamente de forma a colmatar as lacunas que Sérgio Conceição.

Nesta temporada desportiva que ainda agora terminou, vimos agradáveis surpresas e bastantes desilusões, mas houve cinco jogadores que saltaram à vista de todos pelo seu rendimento dentro das quatro linhas. Alguns deles já estão, segundo a imprensa portuguesa, referenciados pelo FC Porto para integrarem o próximo plantel e outros atraem atenções dentro de Portugal e pela Europa fora.

Posto isto, apresentamos os cinco jogadores que encaixariam no FC Porto, seja no onze inicial ou no banco de suplentes e seriam low cost q.b para as contas dos dragões.

As 7 participações de Portugal em Europeus | Euro 2020

Atualmente, estamos habituados a ver a seleção portuguesa em todas as grandes competições, mas nem sempre foi assim. No ranking de países com mais presenças em Campeonatos da Europa, Portugal apenas surge no décimo lugar.

Ainda assim, as sete presenças da “Seleção das Quinas” em Europeus estão recheadas de jogos épicos que perduram na memória dos portugueses. Aqui, fazemos uma retrospetiva desses momentos, desde as derrotas mais amargas, à “redenção” de 2016.

AEW Double or Nothing: É tão bom ter fãs de volta

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Com mais de 5000 pessoas presentes, o Double or Nothing foi o primeiro PPV de wrestling desde o início da pandemia a ter uma arena cheia de fãs.

E sendo este um evento da AEW, claro que nunca iria desapontar.

Revê connosco tudo o que aconteceu no AEW Double or Nothing!

Nota do evento: 8,5/10

Foto de Capa: AEW

GP Itália: O regresso do Senhor Inteligência

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A CORRIDA: ESTE GRANDE PRÉMIO FICOU MARCADO PELO DESAPARECIMENTO DO PILOTO LUSO-SUÍÇO JASON DUPASQUIER, DE 19 ANOS, QUE NÃO RESISTIU ÀS LESÕES RESULTANTES DE UM APARATOSO ACIDENTE DURANTE OS ÚLTIMOS MINUTOS DA QUALIFICAÇÃO DE MOTO3. PERANTE ESTA TRÁGICA NOTÍCIA TUDO O RESTO DEIXOU DE TER IMPORTÂNCIA NO CIRCUITO DE MUGELLO.

Em Mugello, Itália, o português Miguel Oliveira voltou a brilhar e ao lugar que tão bem conhece. Depois da melhor qualificação da temporada – 7.ª posição, o falcão de Almada puxou dos galões e teve um arranque canhão, saltando imediatamente para o terceiro lugar – para nunca mais o largar. Ou melhor, até largou, mas foi para se impor na segunda posição.

Uma corrida fantástica de Miguel Oliveira que não cometeu qualquer erro, nem mesmo quando se viu pressionado pelo campeão do Mundo Joan Mir – que tentou, por várias vezes, ultrapassar o português, mas sem sucesso.  Já Zarco e a sua potente Ducati, eram superiores na reta da meta graças à sua velocidade de ponta, mas Miguel Oliveira mostrava-se mais forte no miolo no circuito e a travagem perfeita para a curva depois da reta da meta foi fundamental para que Zarco não conseguisse ultrapassar o português.

A escolha do pneu com o composto duro à frente foi, também, fundamental na estratégia de Miguel Oliveira já que os seus rivais (Zarco, Mir e Rins) escolheram o composto médio que acabou por se desgastar com maior facilidade ao longo da prova, ainda que as Suzuki sejam peritas em preservar os pneus ao longo da prova. Parece que a KTM conseguiu resolver o problema de adaptação aos pneus e teve um fim de semana perfeito em Mugello, com o segundo lugar de Oliveira e a quinta posição de Brad Binder.

Com este resultado, Oliveira entra para o top 10 da classificação geral com 29 pontos. E agora, é hora de voar, Miguel.

Mas houve mais emoção neste grande prémio de Itália, onde Fabio Quartararo foi rei e senhor, sabendo aproveitar na perfeição a queda prematura de Pecco Bagnaia enquanto liderava a prova. O francês depois de estar na frente da corrida, impôs o seu ritmo e nenhum dos seus adversários teve armas para correr atrás do piloto da Yamaha que continua a dar cartas esta temporada, assumindo-se como um forte candidato ao título mundial. E para isso, já lidera a classificação geral com 105 pontos, mais 26 do que Zarco e mais 28 do que Pecco Bagnaia.

De salientar a queda de Alex Rins enquanto lutava por um lugar no pódio com o seu companheiro de equipa, Joan Mir, e também a queda de Marc Márquez que parece ainda estar à procura de boas sensações aos comandos da sua Honda.

Depois de Itália, o mundial de motociclismo vai de malas e bagagens para Barcelona e para o circuito de Montmeló, já no próximo fim de semana. E a emoção promete regressar.

 

PILOTO DO DIA:

Jason Dupasquier – Este GP fica marcado não pela vitória de Fabio Quartararo ou pela corrida perfeita de Miguel Oliveira, mas sim pelo desaparecimento de Jason Dupasquier, um piloto de 19 anos e com uma brilhante carreira pela frente. É dele que nos vamos lembrar, foi dele que todos os pilotos da categoria rainha falaram no final da prova – em que muitos criticaram o facto de a direcção de corrida ter decidido manter todas as corridas.

O mundial e o motociclismo ficaram, certamente, mais pobres. Até sempre, Jason.

 

DESILUSÃO DO DIA:

Podia ser um piloto…, mas vou eleger a direção de corrida e a própria Dorna como a desilusão do dia. Por não terem adiado ou até mesmo cancelado a prova, depois da trágica notícia do falecimento de Jason Dupasquier. Todos os pilotos sentiram, todos os pilotos precisavam de fazer o luto. E fazer um minuto de silêncio não chega… quando acabou de se perder uma vida.

É na Varanda que se sente bem o Dr. Varandas | Sporting CP

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Todos sabemos que o presidente do Sporting CP, Dr. Frederico Varandas, tem alguma dificuldade em termos de comunicação oral. Não é fácil, ainda para mais tendo que enfrentar câmaras, jornalistas a pressionar com os temas mais incómodos, e muito menos será para quem não se sente à vontade nesse capítulo.

Mas como em tudo nesta vida, o tempo e a experiência ajudam-nos a encontrar estratégias para contornar as nossas maiores dificuldades e fraquezas e, nas últimas aparições, o presidente leonino parece ter encontrado pelo menos uma fórmula de falar as coisas certas. Pode continuar com um discurso pouco fluido, mas está bem mais certeiro.

Já o tinha demonstrado quando, com o seu estilo britânico, usando uma bela boina, passou a mensagem que a nação sportinguista precisava ouvir naquele momento. Apareceu para passar a mensagem de que não deveríamos entrar em “bazófias”, porque isso era o que os nossos adversários queriam. Não resultou tão bem para muitos adeptos, pelo menos a ver pelo que ia lendo nas redes sociais, mas serviu perfeitamente para quem realmente importava, a equipa.

Demonstrou-o de novo, na última vez que apareceu na varanda com vista para a praça do município, aquando da homenagem aos campeões do campeonato português de futebol. Atirou estrategicamente para todos os rivais que tinha de atingir, com as armas que devia usar.

Na Câmara de Lisboa, Frederico Varandas visou os rivais no seu discurso
Fonte: Bola na Rede

Poderia não escolher o momento do festejo do título para essas críticas, e valorizar apenas o que de bom a equipa de futebol do Sporting tinha feito durante a época? Podia. Mas ao relembrar tudo o que os rivais já fizeram para ganhar vantagem, valoriza ainda mais o feito do clube em ter conseguido conquistar este título, no enquadramento sistémico em que vive o futebol português.

Quanto às desculpas que outros usaram para justificar o seu insucesso, uma coisa é certa, eles nunca teriam conseguido ser campeões com este lote de jogadores, porque nunca teriam apostado, em simultâneo, em jogadores tão jovens, portugueses, e tão “baratos”. A nossa sorte é que a malta mais jovem é menos afectada pela pandemia (sarcasmo – é melhor precaver-me e avisar).

A minha teoria para esta melhoria de comunicação do Dr. Varandas, principalmente nesta última intervenção, deve-se ao facto de já se sentir em casa quando vai àquela varanda. É que as equipas do Sporting não param de conquistar troféus europeus e nacionais, tornando num hábito as romarias do presidente do Sporting àquele que parece ser já um local tão familiar. Só este ano já foi com equipa de futsal e com a equipa de futebol.

Acho que ficou a faltar a equipa de Hóquei em Patins, se a memoria não me falha, mas entendo que não seja fácil para o Dr. Medina ter que estar a receber comitivas todas as semanas, e a gastar do orçamento camarário para tantas medalhas e Santos António, e o discurso teria de se tornar muito repetitivo. “O Sporting é bom…, parabéns por mais um titulo…, etc etc etc.“

Ou isso, ou o Presidente da Câmara está com medo de que nos mudemos para lá. Mas que não se preocupe, é só mesmo de visita, porque onde nos sentimos mesmo bem é em Alvalade. Eu também acho que ele não se sente muito confortável no meio de tanto verde. Só não posso prometer que não o incomodemos mais. Até porque o Dr. Varandas tem de continuar a treinar os seus discursos. E que melhor lugar haverá do que tão distinta varanda?

Se não houver varandas, desde que ganhemos, pouco importa.

Carlos Júnior: Os jovens não contam, mas contam os Júniores | SL Benfica

Tem-se especulado e rumorado que o SL Benfica pode (tentar) avançar para a contratação de Carlos Júnior, brasileiro de 25 anos que pontifica no ataque do CD Santa Clara. Segundo consta, o nome de Beto há sido rasurado da lista encarnada e o do avançado dos açorianos adquiriu maior relevo por consequência.

A ser verdade, há dois pontos de maior saliência que se fazem notar: as águias vão estar atentas ao mercado nacional acima de qualquer outro e Jorge Jesus procura um homem da frente que seja potente e portentoso, visando fazer chegar ao seu plantel quem incuta agressividade à frente de ataque.

Carlos Júnior seguirá para a Luz?

Olhando por esse prisma, a possível contratação de Carlos Júnior pode fazer sentido. Apesar de não apresentar uma fisionomia “por aí além” – 1,72m e 69Kg -, o mineiro é muito potente quando parte em velocidade (não necessariamente veloz, mas potente) e não se acanha nos duelos com os centrais adversários – duas características em falta no atual lote de avançados do SL Benfica.

À força e pujança de que é dotado, Carlos Júnior alia um jogo de cabeça um pouco mais agradável do que os de Darwin e Seferovic (os mais utilizados por JJ) e, não sendo um prodígio, cumpre os mínimos técnicos no que respeita aos movimentos e ações que devem fazer parte da miríade de recursos de um ponta-de-lança: sabe onde estar, sabe como lá chegar quando não está lá e sabe o que fazer com a bola quando com ela se encontra.

Acima de tudo, sabe como colocar a bola na baliza (que será sempre a missão primordial de um avançado, ainda que Carlos Júnior não seja o mais clássico ponta-de-lança). Na época há pouco findada, o brasileiro apontou 15 tentos: um em Aveiro, frente ao SC Beira-Mar, e 14 para a Primeira Liga. Este número fez dele o quinto melhor marcador do campeonato (à frente de Beto e Rodrigo Pinho, por exemplo), a um de Mario González e a dois de Taremi.

Carlos Júnior é a ameaça maior para o SL Benfica
Carlos Júnior foi o quinto melhor marcador da Primeira Liga
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

A segunda volta, em particular, foi pródiga em golos para o “13” do CD Santa Clara, que fez 13 dos 15 golos da sua temporada no ano civil de 2021 e que marcou cinco golos nos últimos cinco encontros da época (incluindo o seu único bis de 20/21, ante o B-SAD). Está, pois, mergulhado num estado de graça que poderá escamotear as eventuais deficiências do seu jogo e, acima de tudo, a sua inexperiência a alto nível.

O brasileiro de 25 anos já leva 82 jogos em Portugal (sete pelo Rio Ave FC, 75 pelo CD Santa Clara), mas não conhece a realidade de um clube que (em teoria) luta por todas as competições nacionais. Ainda assim, os 25 golos que já tem sob o seu nome em terras lusas (média de golos de 0,31) fazem da sua compra uma aquisição de baixo risco, se pelos valores especulados (três a quatro milhões de euros).

No entanto, parece-me uma contratação de baixo retorno também. Carlos Júnior não deverá ser mais do que um suplente fiável para competições nacionais no SL Benfica, caso ingresse no plantel do clube da Luz (e, claro, caso o clube da Luz arrepie caminho e construa um plantel à medida dos seus pergaminhos).

Caberá, então, aos responsáveis sem responsabilidade do clube decidir se faz ou não sentido avançar para a compra de um avançado suplente, sendo muitas as lacunas a suprir no atual plantel (conhecendo a estrutura encarnada, haverá sempre quem veja sentido neste negócio, mesmo que por si possa não fazer sentido algum).