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Académica OAF 1-0 SL Benfica B: Ainda há esperança para os estudantes

A CRÓNICA: O SONHO CONTINUA

Sem margem de erro para ainda poder sonhar com a subida, a Académica OAF recebia o Benfica B no Estádio Cidade de Coimbra. As sensações de ambos os conjuntos não poderiam ser mais distintas. Se os estudantes subiam ao relvado pressionados pela exigência das suas aspirações, os encarnados transpiravam a tranquilidade de quem já cumpriu os seus objetivos e, por isso, jogavam de forma descomprometida.

O início da partida mostrou duas equipas mais preocupadas em desenvolver o processo ofensivo do que com cautelas defensivas. Deste modo, de parte a parte, assistiram-se a jogadas de qualidade, com a bola a circular criteriosamente por vários jogadores, embora, por vezes, se tenham verificado algumas precipitações.

Apesar do bom futebol praticado, escassearam oportunidades flagrantes. As melhores situações aconteceram nos últimos cinco minutos do primeiro tempo. Neste período, uma Briosa a todo o gás conseguiu criar os melhores lances de perigo. Primeiro, Bouldini, desmarcado por Traquina, rematou de primeira ligeiramente ao lado. Depois, foi o próprio Traquina a ter nos pés a chance de colocar a Académica na frente, mas não foi capaz de dar o melhor seguimento ao passe de Mimito.

No início da segunda parte, foi a vez de Mayambela agitar as águas para os estudantes. Alguma falta de discernimento impediu o extremo da Académica de, isolado, fazer abanar as redes. O Benfica B não perdeu tempo para responder e Filipe Cruz, na jogada seguinte, rematou cruzado ao poste.

Aos 62 minutos, Bruno Teles, através da conversão de uma grande penalidade, encarregou-se de fazer o 1-0. Na origem do lance esteve uma falta caricata de Kalaica sobre Bouldini. Este golo vinha materializar o maior domínio que a Académica apresentou neste período.

A vitória caiu para a equipa que, mesmo não tendo uma supremacia evidente, mais ocasiões criou para chegar ao golo. Com este triunfo, a Académica, com menos um jogo que a restante concorrência, cola-se ao Feirense e não larga a luta pelos lugares cimeiros.

 

A FIGURA


Bruno Teles – o lateral-esquerdo da turma de Rui Borges apontou, de grande penalidade, o tento vitorioso e contribuiu para a dinâmica ofensiva da equipa, auxiliando a construção academista. Defensivamente, não comprometeu e mostrou sempre solidez no posicionamento e no um para um com os extremos adversários.

 O FORA DE JOGO

Ineficácia da Académica – a Briosa podia ter vencido com tranquilidade, mas acabou por sofrer para vencer por culpa própria. As diversas ocasiões flagrantes desperdiçadas pelos academistas – em particular a de Traquina e a de Mayambela – poderiam ter atribuído ao marcador uma dilatação que seria condizente com o domínio dos visitados. Com tanto e tão claro desperdício, a Académica venceu, mas acabou com “o coração na boca”.

  

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A turma academista apresentou-se, no seu momento defensivo, com um bloco médio e com um 4-2-3-1 que se moldava num 4-4-2 com a subida na pressão de Guima, que deixava de ser o homem por trás do avançado para se tornar seu companheiro na primeira fase de pressão.

Assim, enquanto Bouldini mantinha uma posição mais fixa no acompanhamento da movimentação da bola entre o guarda-redes e os centrais adversários, Guima assumia maior mobilidade, ora fechando a linha de passe para Diogo Mendes – médio mais recuado do SL Benfica B -, ora caindo sobre o central com bola, sobretudo quando este tinha que tocar o esférico com o pé não dominante (no caso de Morato, o direito; no caso de Kalaica, o pé canhoto).

Os homens de Rui Borges procuravam simultaneamente não deixar qualquer espaço nas costas da linha mais recuada do seu bloco, tentando evitar as investidas em profundidade de Samuel Pedro e/ou Tiago Gouveia, sendo ainda competência dos centrais da Briosa acompanharem os movimentos de apoio frontal de Henrique Araújo.

Na hora de partir para o ataque, a construção da turma da casa fazia-se pelos centrais e pelo lateral-esquerdo, Bruno Teles, com Diogo Pereira a dar o primeiro apoio frontal, relegando Mimito e Guima para posições mais avançadas. Mayambela caía sobre a esquerda e Trauqina pela direita, com Bouldini mais estanque no ataque à espera de ser lançado em profundidade ou esperando bolas aéreas oriundas dos alas.

Por vezes, Bouldini recuava em movimento vertical para permitir a diagonal de Mayambela ou de Traquina, sendo então os alas a receberem a bola nas costas da defensiva encarnada.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (5)

Fabiano (5)

Rafael Vieira (7)

Zé Castro (5)

Bruno Teles (7)

Guima (6)

Diogo Pereira (5)

Mimito (6)

Traquina (6)

Mayambela (5)

Bouldini (5)

SUBS UTILIZADOS

Silvério (5)

Sanca (-)

Filipe Chaby (-)

Dani Costa (-)

 ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

As jovens águias dispuseram-se no terreno de jogo no seu habitual 4-3-3, que não desmancharam em momento algum, quer no defensivo, quer no ofensivo. No meio-campo a três, Diogo Mendes era o elemento mais recuado, com Martim Neto e David Tavares em posições mais adiantadas, o primeiro descaído para a direita e o segundo para a esquerda.

Nas ofensivas encarnadas, Tavares assumia o transporte do esférico, enquanto Neto procurava mais a construção na antecâmara do último terço ofensivo. Tiago Gouveia, pela esquerda, e Samuel Pedro, pela direita, aproveitavam os movimentos de recuo para apoio frontal de Araújo para investirem verticalmente na procura da profundidade. Quando com bola, quer o extremo-direito, quer o extremo-esquerdo das águias visavam movimentos de fora para dentro em busca do remate.

Quando os alarmes defensivos ressoavam pelo Calhabé, as águias B aprontavam-se a pressionar a Briosa logo no primeiro terço dos academistas, com a linha mais recuada a subir até bem perto da linha divisória do relvado retangular do Cidade de Coimbra. A disposição das peças mantinha-se, com o meio campo a três em que Diogo Mendes ligava a linha de quatro aos dois médios mais adiantados e com o tridente da frente inalterado.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Svilar (5)

Filipe Cruz (5)

Kalaica (7)

Morato (5)

Frimpong (5)

Diogo Mendes (6)

David Tavares (6)

Martim Neto (5)

Samuel Pedro (5)

Tiago Gouveia (6)

Henrique Araújo (6)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Araújo (5)

Úmaro Embaló (5)

Rafael Brito (5)

Vukotic (-)

Luís Lopes (-)

 

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

ACADÉMICA/OAF

Bola na Rede:  Apresentou um jogador com características diferentes na posição 10. O que pretendeu com essa alteração?

Rui Borges: O Guima dá-nos coisas que não dá o Chaby. O Chaby é um jogador refinado, vê coisas que os outros não veem, mas dado o que tínhamos visto do Benfica B, o Guima dava-nos o que pretendíamos. O Benfica alterou em relação ao jogo anterior, mas o Rafael Brito é um jogador muito dinâmico a procurar as costas dos dois homens mais avançados e ele podia cobrir essa zona. Também identificámos que o Benfica tinha algumas dificuldades em controlar a profundidade e ele dava-nos isso. Correu quilómetros. Até me disse “descobriste-me”.

SL BENFICA B

Bola na Rede: Na primeira parte, o Benfica até apresentou algum domínio. Na segunda parte, não conseguiu manter essa toada. O que faltou?

Nélson Veríssimo: Obviamente, houve muitos momentos em que tendo bola, e fruto da crença, podíamos ter encontrado outro resultado. Jogarmos mais com o coração penalizou-nos na nossa organização. Também não nos podemos esquecer com quem viemos jogar. Há que dar mérito às dificuldades que a Académica nos criou. Foi mais um jogo naquilo que é o nosso processo de crescimento enquanto equipa.

FC Famalicão 3-0 CD Nacional: Goleada sentencia descida de divisão

A CRÓNICA: FC FAMALICÃO COM TUDO PARA UM CD NACIONAL SEM NADA

De um lado, a ressaca da festa da garantia da manutenção; do outro, o medo da iminência da descida de divisão. Vivia-se a 33ª jornada no Estádio Municipal de Famalicão, onde o FC Famalicão recebeu o CD Nacional para um duelo que se esperava bem vivo.

Até à primeira meia hora, o jogo esteve em plena posse e domínio do FC Famalicão. Poucas eram as investidas do CD Nacional que, nesses 30 minutos, deve ter feito um reconhecimento ideal do seu meio-campo defensivo. O que realmente fez virar o rumo do jogo foi um remate de Gil Dias que, com espaço, obrigou António Filipe a uma enorme defesa. Foi a wake up call que a equipa de Manuel Machado necessitava para acordar no jogo.

Depois desse remate que poderia ter desbloqueado o marcador a favor dos famalicenses, viveu-se um contra-ataque constante entre ambas as equipas durante alguns minutos, onde os insulares tentaram mesmo fazer pela vida. No entanto, ao minuto 39 e depois de já ter demonstrado alguns planos com nota artística no encontro, Ivo Rodrigues, à entrada da área do CD Nacional, concretizou aquilo que Gil Dias não conseguiu poucos minutos antes. Com um belo remate e o esférico bem colocado “na gaveta” do poste da baliza de António Filipe, o jovem de 26 anos inaugurou o marcador para a equipa da casa e deu seguimento ao belo momento da época que está a atravessar.

Sem mais história até ao soar do apito para recolher aos balneários, chegou o intervalo que a equipa da Madeira estava a precisar para refrescar ideias e estratégia para o jogo (esperava-se). Manuel Machado fez Gorré e Éber Bessa entrarem em jogo, mas as alterações pareciam não surtir efeito.

Decorrendo a segunda parte, os insulares começaram a explorar o meio-campo defensivo famalicense, mas o perigo raramente espreitava para Luiz Júnior, à exceção de um lance à entrada dos 70 minutos, no qual o guardião do FC Famalicão limpou de forma exímia. Por outro lado, António Filipe ainda tinha algum trabalho, à medida que os homens da equipa da casa se aproximavam da sua grande área. Prova disso? Iván Jaime. Aos 78 minutos, o jovem jogador do FC Famalicão, no centro da área, rematou sem oposição para o fundo das redes do guardião do CD Nacional e aumentou a vantagem para os comandados de Ivo Vieira.

Em resposta ao segundo golo, apareceu o terceiro. No seguimento de um cruzamento, Fernando Valenzuela aproveitou o passe de Ivo Rodrigues e, à frente de António Filipe, colocou a bola no fundo das redes da baliza do CD Nacional. Com isto, e com a vitória do FC Famalicão praticamente garantida, lia-se que o futuro enunciado da equipa insular na próxima época passaria pela Segunda Liga.

E assim ficou. Sem grandes cerimónias, sem tempo adicional, o FC Famalicão levou de vencida e de goleada por CD Nacional. Pelos lados da equipa de Ivo Vieira, fica ainda a vontade de chegar a um lugar europeu, mas a próxima época da equipa de Manuel Machado será mesmo pela divisão inferior.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

FC Famalicão – Do minuto zero ao minuto 90, o FC Famalicão mostrou total compromisso com o jogo que estava a disputar. Apesar da manutenção já ter sido garantida, o sonho de alcançar a Europa falou mais alto e fez com que o coletivo famalicense se entregasse ao jogo e fizesse uma enorme exibição.

 

O FORA DE JOGO

CD Nacional jogadores
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Critério do CD Nacional – Mesmo tendo sido poucas as jogadas de grande perigo, pecou também por escasso o critério insular no último terço. As substituições para o setor ofensivo efetuadas por Manuel Machado também não surtiram o efeito desejado pelo técnico e nada correu conforme o desejado pelo CD Nacional, tendo, aqui, sentenciado a descida de divisão.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Na escolha do onze inicial, Ivo Vieira arquitetou um 4-4-2. Dentro das poucas alterações efetuadas, Luiz Júnior manteve-se na baliza, com a linha de quatro defesa novamente constituída por Rúben Vinagre e Diogo Figueiras nas laterais e Riccieli e Babic na zona central do setor.

No meio-campo, alinharam Pepê, Gil Dias e Ivo Rodrigues, com Manuel Ugarte a ser o elemento mais recuado do setor com o objetivo de fazer ligação com o setor defensivo aquando da primeira fase da construção de jogo.

O homem da frente escolhido por Ivo Vieira foi Alexandre Guedes, com Kraev a jogar entrelinhas de modo a propiciar a ofensiva famalicense.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Júnior (6)

Rúben Vinagre (6)

Riccieli (6)

Babic (6)

Diogo Figueiras (7)

Ivo Rodrigues (7)

Manuel Ugarte (6)

Pêpê (7)

Gil Dias (7)

Kraev (6)

Alexandre Guedes (6)

 SUBS UTILIZADOS

 Heriberto Tavares (6)

Iván Jaime (7)

Fernndo Valenzuela (7)

Gustavo Assunção (6)

Neto (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Para este encontro frente ao FC Famalicão, Manuel Machado montou um 3-4-3, com os laterias projetados, moldável num 4-4-2 aquando dos momentos defensivos, com o meio-campo a defender em bloco.

António Filipe foi o guardião neste duelo, com Júlio César, Pedrão e Lucas Kala garantirem as posições na linha defensiva. No setor do meio-campo, Rúben Freitas e Azouni ocuparam as laterias, com Alhassan e Rúben Micael no miolo.

Na frente de ataque, os homens de Manuel Machado que ficaram no apoio ao ponta de lança Pedro Mendes foram Brayan Riascos e João Vigário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

António Filipe (5)

Rúben Freitas (5)

Júlio César (5)

Pedrão (5)

Lucas Kal (5)

Rúben Micael (5)

Alhassan (5)

Azouni (5)

Brayan Riascos (5)

João Vigário (5)

Pedro Mendes (5)

SUBS UTILIZADOS

Gorré (6)

Éber Bessa (5)

Witi (6)

Rouai (5)

Rochez (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: Dado o resultado conseguido e a forma como a sua equipa se apresentou em campo durante os 90 minutos, sente que esta foi uma das melhores exibições do FC Famalicão sob o seu comando?

Ivo Vieira: Já tivemos jogos bons. Hoje fizemos um jogo equilibrado, tomámos boas decisões, fomos organizados defensivamente. Não permitimos grandes oportunidades ao adversário, tivemos algumas e concretizámos três. Perante aquilo que é o campeonato, é de louvar e valorizar o trabalho e o jogo dos atletas, que foram muito competentes.

 

CD Nacional

BnR: Na entrada para a segunda parte, fez entrar Gorré e Éber Bessa. O que pretendeu necessariamente com estas duas alterações? E, dado este resultado, o que sente que faltou no jogo da sua equipa, para além, obviamente, dos golos?

Manuel Machado: Eu penso que aquilo que foi determinante foi não termos conseguido marcar primeiro. Com a vantagem do nosso lado, poderíamos ter tido a possibilidade fazer uma gestão bem diferente. Não fizemos, sofremos. Acaba por ser aquilo que leva a este resultado.

WTA 1000 Roma | Swiatek volta a arrasar na terra batida

Naquele que foi o último torneio da mais alta categoria WTA antes de Roland Garros – o segundo Grand Slam da temporada tenística – os principais nomes do circuito feminino apresentaram-se em Roma para disputar o Open de Itália. Sem grandes ausências, o torneio marcou o regresso à competição de Serena Williams e viu algumas candidatas ao título desistirem por culpa de lesões.

                                                                                            Foto de capa: WTA

GP França: Oh Jack, my Jack (Miller)!

A CORRIDA: TEVE DE TUDO… COM MAIS UM SHOW DE JACK MILLER E DA DUCATI

O circuito de Le Mans (para mais um GP de França) deu-nos mais uma grande corrida. Houve de tudo para os fãs de MotoGP, que não podem estar nas bancadas. Era um daqueles GP’s que a bancada aplaudia tudo aquilo que acontecia. Não viu? Segure-se connosco para contar tudo o que se passou!

No arranque do GP de França ninguém esperava que chovesse. Oh wait! Sabiam que ia acontecer e isso ainda tornou a corrida mais interessante. Um bom arranque levou a que Jack Miller (Ducati) tomasse a liderança, mas existia uma grande batalha com as duas Yamaha de fábrica: Quartararo e Viñales. Na “cola”, vinham as Honda de Marc Marquez e de Pol Esparagaró, que também tinham arrancado bem.

Apenas com duas voltas no circuito de Le Mans, a confusão começou no asfalto francês. Os pilotos estavam com permissão para trocar para as motos com os pneus destinados à chuva, mas Jack Miller, Fabio Quartararo e Francesco Bagnaia (Ducati) acabaram por ficar com penaltys evitáveis.

A história de Miller neste GP devia ser emoldurada, porque acabou por ir à gravilha por um erro quando estava com a primeira moto. A ir para o pit lane, acabou por entrar com mais velocidade do que o permitido (70 km/h enquanto devia ir a 60) e acabou por ter não uma, mas duas long lap penaltys (uma volta maior num das curvas do circuito).

Parecia que estava tudo destruído para Jack Miller (ou não), mas Fabio Quartararo também estava pronto para estragar a pintura ao ir para a box errada e sofreu também ele uma long lap penalty. Quem tinha saído muito bem no pit lane era Marquez que liderava a corrida…

Apesar de Marquez liderar, não era o dia do seis vezes campeão do Mundo. Caiu na última curva do circuito, nada bonita de se ver, e acabaria por cair novamente. Desta última vez, acabou por ser na curva seis. Tinha tudo para liderar e ser dono e senhor, contudo, foi tudo por “água abaixo”, literalmente. Quem também não teve um dia muito interessante de ser visto foram as duas Suzukis. Joan Mir, atual campeão do Mundo, caiu e não voltou mais. Já Alex Rins caiu duas vezes na mesma curva (a três) e à segunda também não voltou ao asfalto.

Com a queda de Marquez, a liderança era agora de um francês: Fabio Quartararo. A chuva começava a parar e as condições da pista começavam a não ser tão favoráveis aos pneus de chuva. Apesar das duas long lap penaltys, Jack Miller, que é um ás à chuva, teve vida fácil para apanhar a Yamaha de Quartararo e fazer uma corrida confortável. Uma corrida em que o australiano deu espetáculo.

Johann Zarco (achas que me ia esquecer de tal performance? “nop!“) vinha a fazer uma corrida muito interessante. A escolha de pneus (médios de chuva) na troca de motos deu uma boa vantagem para o francês da Pramac Racing e conseguiu arrancar o segundo lugar a Quartararo. O francês da Yamaha sofreu muito e foi visível o estado do seu pneu da frente no final da corrida.

Até ao final, vimos a gestão da Ducati e uma grande vitória por parte de Jack Miller, que herda a herança de Casey Stoner de uma vitória back-to-back, que não acontecia há quase dez anos. O pódio ficou completo com dois pilotos franceses: segundo lugar para Johann Zarco e o terceiro para Fabio Quartararo. As Ducati mais uma vez a provarem que estão muito bem, com dois franceses no pódio (algo que não acontecia há muito tempo) e com Quartararo a chegar de novo à frente do Mundial deste ano.

Um grande destaque para as Tech 3 KTM, onde Danilo Petrucci ficou em 5.º lugar e Iker Lecuona na nona posição como as melhores KTM. Digo isto, porque realmente Brad Binder e Miguel Oliveira (as KTM de fábrica) tiveram um dia para esquecer, especialmente o piloto português que acabou por cair na curva três e não terminou a corrida. Outro piloto em destaque foi, sem dúvida, Alex Marquez (LCR Honda) ao ter uma grande corrida, onde partiu de 19.º e terminou em 6.º lugar.

Real SC 1-0 SC Praiense: Só foi lá de cabeça

A CRÓNICA: BANCO MILAGROSO

O Real SC recebeu e venceu o SC Praiense por 1-0. Sandro Silva foi o autor do golo que deu a vitória para a equipa de Queluz.

Na primeira parte, não houve nenhum lance digno de destaque. Tanto o Real SC como o SC Praiense não criaram lances de verdadeiro perigo para inaugurar o marcador. Do lado da equipa da casa, o único destaque vai para o minuto 14 em que Ballack aparece solto na área, mas remata para as nuvens.

Na segunda parte, parecia que íamos ter mais do mesmo. Só ao minuto 54 é que Paulinho esteve perto de marcar. Transição ofensiva conduzida pelo capitão que progrediu pelo campo até rematar de fora da área para defesa de Nuno Silva. No entanto, o momento alto do jogo estava reservado para o minuto 81. Livre cobrado por Carlos David e Sandro Silva cabeceou para o fundo das redes.

Com este resultado, o Real SC pode ainda sonhar com a luta pela subida à 3.ª Liga. Já o SC Praiense mantém-se no segundo lugar da série 8.

 

A FIGURA
Fonte: Real SC

Sandro Silva – A adaptação que podia trazer dissabores acabou por se tornar no herói do encontro. O defesa central Sandro Silva mesmo fora da sua posição habitual foi sempre um dos melhores elementos no setor defensivo nos minutos que jogou a lateral e posteriormente a central em troca com Romário. A exibição foi coroada com o golo de cabeça já perto dos 90 minutos.

O FORA DE JOGO

Futebol jogado na 1.ª parte – Uma primeira parte que não deixa saudades a qualquer adepto de futebol. O Real SC e o SC Praiense desiludiram muito quem esperava um jogo matinal para despertar. Só na segunda parte é que se começou a ver verdadeiramente a bola a rolar.

 

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL SC

O Real SC apresentou-se num 4-3-3 com Diogo David na frente e os apoios de Ballack e Flávio Silva. Durante a primeira parte, foi visível uma falta de definição no último terço. Por outro lado, a lesão de Marcos Barbeiro acabou por trazer Sandro Silva ao jogo, um central de raíz que se adaptou a lateral direito.

No que respeita à zona intermediária, Paulinho e Diaby ocupavam a zona mais ofensiva do meio-campo com Lameira atrás. O ponta de lança era Flávio Silva, que jogava muito nos apoios de costas para a baliza, não sendo ponta de lança para cruzamentos.

Principalmente na segunda parte, percebeu-se que em qualquer transição ofensiva, a referência era sempre a profundidade oferecida por Ballack. Aos 70 minutos, Sandro Silva foi para central em troca com Romário para lateral. Depois do golo, a equipa organizou-se num esquema de cinco defesas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hugo Cardoso (5)

Rodrigo Moitas (5)

Ballack (6)

Romário Carvalho (5)

Paulinho (6)

Daniel Almeida (5)

Maflamory Diaby (6)

Diogo David (5)

Marcos Barbeiro (5)

João Lameira (6)

Flávio Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Sandro Silva (7)

Carlos David (6)

Ibraim Cassamá (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC PRAIENSE

O SC Praiense apresentou-se num 4-4-2 com transições sempre que o Real SC perdia a bola. Leonel Auban e Jaílson Gomes eram os dois homens que se apresentavam na frente de ataque, embora fosse sempre visível alguma mutação na forma de posicionamento da equipa.

Notou-se um crescimento dos açorianos com a adaptação de Sandro Silva a lateral direito, mas para mal dos visitantes, foi o central brasileiro que virou herói do encontro. Luís Felipe foi o homem que entrou para tentar explorar algumas debilidades defensivas do Real SC, mas a verdade é que não foi suficiente para levar pontos. Por fim, relativamente à estratégia, notou-se muito um jogo na lei do grito que não conseguiu ser travado pela equipa de arbitragem.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nuno Silva (6)

Emanuel Ribeiro (5)

Asti Tchaoule (5)

Rúben Freire (6)

Bruno Silva (5)

Hélder Almeida (5)

Leonel Auban (4)

Pedro Araújo (5)

Lassana Mané (5)

Jaílson Gomes (6)

António Alves (5)

SUBS UTILIZADOS

Luís Felipe (6)

Daniel Pereira (5)

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 5 jogos mais decisivos do campeonato | Sporting CP

Os campeões são sempre feitos de momentos decisivos. Não é novidade. São feitos de momentos em que, graças a todo o trabalho árduo e esforço durante a época, quando os jogos se complicam ou quando é absolutamente necessário vencer, conseguem-se superar e ter o que é preciso para cumprir os seus objetivos. Dão tudo o que têm, são felizes e escrevem o seu nome na história.

Desta forma, veremos aqueles que, na minha opinião, foram os cinco jogos mais importantes para o Sporting CP se sagrar o novo campeão nacional.

Rio Ave FC 0-3 FC Porto: Chuva dos milhões de um lado, depressão do outro

A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE DEPRIMENTE, SEGUNDA FLORESCENTE

Foi numa noite chuvosa que o FC Porto foi ao terreno do Rio Ave FC e garantiu os tão desejados milhões da Champions League, numa vitória segura por 0-3 em Vila do Conde.

Caiu a chuva dos milhões de um lado, e continua a depressão rioavista do outro – são já 11 jogos sem vencer para Miguel Cardoso. Foi, deste modo, e com duas partes bem distintas, que os dragões garantiram o segundo lugar na tabela, enquanto o Rio Ave permanece aflito na luta pela manutenção.

Tudo principiou como expectável: FC Porto assumiu as rédeas da partida, extendeu-se no campo todo, e, do outro lado, o Rio Ave FC apresentou-se sagaz, oportuno e até teve nos pés as melhores oportunidades do primeiro tempo. Os constrangimentos colocados na mesa por Miguel Cardoso foram evidentes – uma linha a três bem definida para os dois momentos do jogo – e os portistas poucas vezes conseguiram ultrapassar a linha bem montada dos vilacondenses.

O primeiro parágrafo do jogo foi este, e após os sustos (e que sustos!) do trio Camacho-Mané-Dala, o FC Porto ainda cheirou a baliza dos vilacondenses, mas, como referido previamente, foram mesmo os vilacondenses a criar as principais chances de perigo. Primeiro, Manafá serviu de «bombeiro» para Marchesín, salvando o FC Porto em zona de aflição e depois Mané desperdiçou uma oportunidade única para visar a baliza portista.

Apesar das tentativas para ambos os lados, nenhuma foi enquadrada com a baliza, e a meteorologia era conducente com o jogo: deprimente. Dito isto, foi com um 0-0 que ambas as equipas saíram para os balneários.

A segunda parte manteve a toada, no entanto, o FC Porto apresentou uma face diferente. Os dragões – cedo começaram a dar sinal para o que vinham – e uma combinação entre João Mário e Toni Martínez confirmou a face mais eficaz e venenosa do FC Porto. A partir daqui foi o descalabro para a equipa da casa, que não se aguentou emocionalmente e caiu ‘como chuva’ na partida. O sublinhar da queda rioavista ocorreu nos pés de Luiz Dias e de Sérgio Oliveira, que patrocinaram o 0-3 final.

Por fim, de sublinhar ainda a entrada de Meshino (min 72′) que mexeu no encontro – assustou por duas vezes o guarda-redes azul e branco – e tentou de tudo para reduzir o marcador. Ainda assim, o resultado não sofreu alterações e a crise teima em não sair do Estádio dos Arcos.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Entrada do FC Porto na segunda parte: Venenosos e eficazes, assim foram os dragões na segunda parte. A equipa orientada por Conceição aproveitou os erros da equipa da casa, e ‘n’ vezes explorou o espaço deixado nos corredores para libertar os homens para finalização. Os dois tentos no espaço de três minutos revelaram-se determinantes para o desfecho final.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Desconcentração rioavista: o Rio Ave FC teve uma primeira parte sólida, e outra em que deprimiu. Os vilacondenses não se demonstraram mentalmente resilientes para suster o 0-0 e as consequências rapidamente se observaram. A desconcentração após o primeiro golo do FC Porto esteve bem saliente, e sentenciou as contas para o resto do jogo (e quiçá do campeonato…).

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

A equipa comandada por Miguel Cardoso alinhou num 3-4-3, que em grande parte do tempo se desenhava num 5-4-1. Os vilacondenses procuraram durante praticamente todo o jogo oferecer a bola ao adversário para posteriormente explorar o contra-ataque e a velocidade do trio de ataque. Sempre focados em encurtar espaços aos criativos azul e brancos, o Rio Ave FC obrigou o FC Porto a direcionar o jogo para as linhas, para depois forçar o erro no 1vs1 (principalmente aos laterais Manafá e João Mário).

 

11 INICIAL E SUBSTITUIÇÕES

Kieszek (6)

Nélson Monte (6)

Aderlan Santos (6)

Ivo Pinto (6)

Borevkovic (6)

Filipe Augusto (6)

Tarantini (6)

Gelson Dala (6)

   Carlos Mané (5)

 Camacho (5)

 

SUBS UTILIZADOS

                                                         Gabrielzinho (6)

Guga (5)

Anderson (5)

Brandão (5)

Meshino (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A equipa orientada por Sérgio Conceição alinhou no clássico 4-4-2, numa primeira parte onde a escassez de oportunidades foi por demais evidente. Sem uma procura incessante pela profundidade o FC Porto encontrou Taremi e Toni várias vezes entre linhas, mas sem conseguir criar ou definir para provocar perigo no guardião adversário.

Com Otávio a ocupar zonas mais interiores e Díaz a explorar o corredor esquerdo, o FC Porto foi encontrando maior versatilidade no seu jogo, de modo a desobstruir as linhas do Rio Ave, com os avançados em destaque, sempre disponíveis para combinar em um/dois toques.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

João Mário (7)

Pepe (6)

Diogo Leite (6)

Manafá (5)

Grujic (6)

Uribe (6)

Luiz Diaz (6)

Otávio (6)

Toni Martínez (8)

Taremi (6)

 

SUBS UTILIZADOS 

Sérgio Oliveira (7)

Felipe Anderson (-)

Nanu (-)

Marcano (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

AS Roma 2-0 SS Lazio: Lição tática no derby de Roma A

A CRÓNICA: SÓLIDA AS ROMA SUPERA ETERNO RIVAL

No duelo romano, AS Roma e SS Lazio defrontaram-se no encontro referente à 37ª e penúltima jornada do principal campeonato italiano. Os “Giallorossi” receberam e venceram os eternos rivais no Estádio Olímpico de Roma, e mantiveram a sétima posição na tabela classificativa. A SS Lazio acabou com a esperança de ainda alcançar o acesso à Liga dos Campeões.

A partida foi equilibrada, com ambas as equipas a anularem-se mutuamente, embora apresentando desenhos táticos distintos. Os dois emblemas da capital italiana desempenharam um duelo tático de grande nível, apesar da desapontante classificação na liga italiana na presente temporada.

No primeiro tempo, existiram poucas ocasiões que criassem verdadeiramente perigo. Até à passagem da meia hora de jogo, o melhor momento foi uma boa defesa de Fuzato a remate de Luis Alberto. Perto do intervalo, ao minuto 42’, Mkhitaryan colocou a AS Roma em vantagem no marcador, após um grande trabalho de Džeko.

A segunda parte começou semelhante à primeira, mas a equipa da casa revelou no decorrer do encontro que estava confortável na gestão do resultado. Numa fase da partida em que a SS Lazio estava a subir no terreno de jogo, Pedro Rodríguez rematou colocadíssimo de pé esquerdo, e apontou o segundo golo do encontro, ao minuto 78’.

O resultado manteve-se em duas bolas a zero até ao final do tempo regulamentar, consumando uma vitória merecida pela AS Roma. A formação visitante foi ligeiramente superior no primeiro tempo, mas na segunda parte, a AS Roma geriu o resultado na perfeição e garantiu os três pontos.

 

A FIGURA

Edin Džeko – A formação da AS Roma demonstrou solidez nesta partida, com vários elementos a realizarem uma boa prestação. Apesar de não ter marcado, Džeko realizou um desempenho notável, trabalhando de forma incansável em benefício da equipa.

O avançado bósnio não foi tão letal em frente à baliza como nos habitou nos últimos anos, mas os seus movimentos com e sem bola foram muito importantes para garantir a vitória frente ao grande rival. Para além de ter feito uma assistência para golo, este foi um jogo histórico para Džeko, já que esta pode ter sido a última vez que pisou o relvado do Estádio Olímpico de Roma com a camisola dos “Giallorossi”.

 

O FORA DE JOGO

Francesco Acerbi – O defesa central italiano tem sido uma das figuras mais regulares na formação da SS Lazio durante a presente temporada, mas neste encontro não esteve no seu melhor.

A formação visitante revelou problemas no setor defensivo, no processo de construção de jogo e também com dificuldades a travar o ataque da AS Roma. Apesar tenha realizado uma partida razoável, terminou a sua prestação sendo expulso, acabando com a pequena chance de conseguir retirar qualquer ponto da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – AS ROMA

 

A equipa de Paulo Fonseca alinhou num esquema tático de 4-2-3-1. No setor defensivo, os dois defesas centrais foram Mancini e Ibañez, apoiados nas alas por Karsdorp na direita, e Peres na esquerda. Os dois médios mais recuados, Darboe e Cristante, estavam encarregues da ligação entre a defesa e o ataque, sendo o médio italiano a recuar, quando necessário, para junto dos defesas centrais no processo de construção de jogo, formando uma linha de três.

Responsáveis pelo ataque estavam quatro elementos. O capitão Pellegrini atuou como médio mais ofensivo, nas costas do ponta de lança, Džeko. A atuar como extremos, embora realizassem maioritariamente movimentos interiores, alinharam Mkhitaryan, na direita, e El Shaarawy no corredor contrário. A preferência ofensiva da AS Roma foram os ataques em profundidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Fuzato (7)

Rick Karsdorp (6)

Gianluca Mancini (6)

Roger Ibañez (5)

Bruno Peres (5)

Bryan Cristante (6)

Ebrima Darboe (7)

Henrikh Mkhitaryan (8)

Lorenzo Pellegrini (7)

Stephan El Shaarawy (6)

Edin Džeko (8)

SUBS UTILIZADOS

Marash Kumbulla (6)

Davide Santon (5)

Pedro Rodríguez (7)

Gonzalo Villar (6)

Borja Mayoral (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SS LAZIO

O emblema comandado por Simone Inzaghi apresentou-se numa formação tática de 3-5-2, embora em processo defensivo, se assimilasse a um 5-3-2. Os três defesas centrais foram Acerbi, no centro, acompanhado por Marušić e Radu, que proporcionavam largura, abrindo nas alas, em processo de construção ofensiva. Lazzari e Radu realizavam todo o corredor, embora recuassem bastante defensivamente, formando uma linha de cinco defesas quando a sua equipa não possuía a bola.

A chave da solidez tática da SS Lazio assenta no miolo do terreno, devido às suas dinâmicas. O médio mais recuado foi Leiva, mas era constantemente apoiado por Luis Alberto, para projetar os seus companheiros principalmente através de passes longos. Milinković-Savić atuou como elemento mais móvel do trio de meio-campo. A dupla de avançados foi constituída por Muriqi e Immobile. Com a saída de Senad Lulić, e a entrada de Luiz Felipe, Marušić passou a ocupar junto ao corredor lateral.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pepe Reina (5)

Adam Marušić (5)

Francesco Acerbi (4)

Ștefan Radu (6)

Manuel Lazzari (5)

Sergej Milinković-Savić (6)

Lucas Leiva (6)

Luis Alberto (7)

Senad Lulić (6)

Vedat Muriqi (5)

Ciro Immobile (6)

SUBS UTILIZADOS

Luiz Felipe (6)

Andreas Pereira (6)

Mohamed Farès (5)

Felipe Caicedo (5)

Jean-Daniel Akpa-Akpro (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

SL Benfica 4-3 Sporting CP: O fim da invencibilidade

A CRÓNICA: A QUESTÃO DOS BENFIQUISTAS É “PORQUE NÃO SE JOGOU SEMPRE ASSIM?”… E, REALMENTE, MERECIA ADEPTOS!

A festa leonina já tinha sido feita na jornada passada, mas havia ainda duas jornadas para concluir e com um dérbi lisboeta logo de seguida. Esta é uma rivalidade entre o SL Benfica e o Sporting CP que nem “a feijões” alguém que perder o jogo. Do lado encarnado, havia ainda o sonho de conseguir chegar ao 2.º lugar e do lado dos campeões nacionais era a invencibilidade que se queria chegar.

A partida começou de modo eletrizante e três golos do SL Benfica sem qualquer tipo de resposta por parte dos leões. Aos 12 minutos, Seferovic picou por cima de Adán e inaugurou o marcador. Depois, foi o 21 do SL Benfica a marcar também com uma boa picadinha. Por fim, o terceiro foi Lucas Veríssimo a marcar o seu golo de 2.º na Liga Portuguesa. O que há de comum em todos? Um Pizzi totalmente em alta para bem dos encarnados.

Mas os campeões nacionais, pela mão de Pedro Gonçalves, não queriam ficar nada atrás e reduziu para 3-1 em pleno Estádio da Luz. Disputava-se o resultado do jogo e se nem a feijões se quer perder, mas aproveitando uma analogia e contando os feijões: eram três para o SL Benfica e apenas um para o Sporting CP, ao intervalo. Mas não se engane, porque mesmo com poucos feijões, os leões já tinham a feijoada feita (como quem diz, o título de campeão).

A segunda parte voltou também eletrizante e logo com um penalti a favor do SL Benfica. Matheus Nunes derrubou Grimaldo, que foi matreiro, e depois Seferovic bisou na partida. Porém, parece que o quatro golo encarnado deu um “relaxante” à equipa de Jorge Jesus. E o Sporting meteu a marcha de campeão a funcionar e começou o festival de golos.

Nuno Santos fez o segundo golo leonino, depois de uma boa jogada entre Pedro Gonçalves, Paulinho e o próprio 11 dos leões. Mas outra luta neste jogo era para o de melhor marcador da Liga Portuguesa e Pedro Gonçalves também bisou de penálti, ficando com os mesmos golos do que o ponta de lança encarnado. Ficava tudo em 4-3, um resultado muito nostálgico que aconteceu numa eliminatória da Taça de Portugal em que Amorim era jogador do Benfica e Jesus o seu treinador…

O resultado não se alterou num jogo de loucos, como se costuma dizer, e talvez pelo que o SL Benfica fez na primeira parte é uma vitória justa. Um Sporting que pareceu que deu uma parte de avanço aos encarnados. O título deste artigo bem podia muito bem ser o fim de uma epopeia, mas a verdade é que assistimos a um super jogão e os leões não conseguem terminar este campeonato sem derrotas! Sete feijões para dentro de uma panela e o prato está servido. Que grande jogo!

 

A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Pedro Gonçalves – Fica difícil não eleger Pote com o melhor em campo. Também não deixa de ser verdade a excelente primeira parte que Pizzi fez e que o torna um dos melhores jogadores na partida. Mas o jogador leonino que ainda concorre pelo prémio de melhor marcador esteve irrepreensível e, principalmente, o primeiro golo que realmente fez uma jogada só para mais uma beldade neste campeonato.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Meio-campo do Sporting CP na 1.ª parte – Foi uma autêntica dor de cabeça (e não foi pela positiva) para Rúben Amorim. Daniel Bragança e Matheus Nunes estavam a funcionar muito bem a nível ofensivo, mas não é apenas isso que se pede ao meio-campo. O buraco que Daniel Bragança abria entrelinhas dava aso a que os encarnados explorassem tudo a partir desta debilidade. Quando Amorim trocou tudo no meio-campo o jogo do Sporting defensivamente tornou-se muito mais coeso.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

De volta ao sistema de três centrais, os encarnados não voltaram a mexer e muito para este jogo frente ao Sporting CP. Digamos que o jogo na Choupana foi para rodar os jogadores menos utilizados e os habituais titulares voltavam a ser colocados no onze para conseguir destronar o novo campeão nacional, que até a esta jornada ainda continuava invicto. Taarabt, Everton, Diogo Gonçalves e Otamendi voltavam às suas posições habituais.

O SL Benfica iria jogar muito na mesma base dos leões (5-2-3) e, segundo Jorge Jesus, iria utilizar uma tática muito semelhante à do Clássico frente ao FC Porto. Adel Taarabt e Julian Weigl a ficarem como dupla do meio-campo e depois Pizzi e Everton nas alas a procurar o ponta de lança Haris Seferovic. O número 21 a ser o autêntico desequilibrador da primeira parte com muitos movimentos a partir da direita para o meio e com Everton a combinar sempre muito bem com o português.

A segunda parte mostrou um Benfica com muito mais cuidado e relaxado com o jogo e com a entrada de Gabriel para o meio-campo notou-se uma quebra por parte da equipa. Muitas dificuldades para conseguir travar o lado esquerdo do ataque leonino com Diogo Gonçalves já a mostrar algumas dificuldades físicas, sendo substituído por Nuno Tavares.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (5)

Alex Grimaldo (6)

Lucas Veríssimo (6)

Jan Vertonghen (5)

Nicolas Otamendi (7)

Diogo Gonçalves (5)

Julian Weigl (6)

Adel Taarabt (4)

Pizzi (8)

Everton (6)

Haris Seferovic (7)

SUBS UTILIZADOS

Gabriel (3)

Nuno Tavares (4)

Rafa Silva (5)

Darwin Núñez (-)

Luca Waldschmidt (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Já a preparar a próxima época, como disse na conferência de imprensa, Rúben Amorim promoveu alguns alterações, fossem elas forçadas ou por simples opção tática. João Pereira e Matheus Reis entraram por força da lesão de Pedro Porro e do castigo de Feddal, já Matheus Nunes e Daniel Bragança entravam para ter mais minutos nesta Liga e começar a experimentar novas dinâmicas com os jogadores.

Podíamos esperar o típico 3-5-2, ou 5-3-2 dependendo dos momentos de jogos, e foi isso que realmente aconteceu. Muitas dificuldades por parte dos leões com este novo meio-campo formado por Matheus Nunes e Bragança que foi muitas vezes explorado o jogo interior por parte dos jogadores encarnados que deixavam um espaço enorme entre o meio e os centrais. A nível ofensivo, muito boas as movimentações de Pedro Gonçalves e também de Matheus Nunes que ia entrando bem pelo lado direito. Ainda de reforçar os excelentes passes a partir do meio para as alas que desequilibravam a equipa encarnada.

Na segunda parte, Rúben Amorim desfez o meio-campo que não estava a ser de todo produtivo a nível defensivo e colocou os habituais titulares: João Mário e Palhinha. Matheus Nunes acabou por ficar a tomar conta da lateral direita. Com a saída de Matheus Reis também houve nova alteração de posições com Nuno Mendes a passar para central enquanto que Nuno Santos iria para lateral esquerdo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Antonio Adán (7)

Matheus Reis (4)

Sebastian Coates (6)

Gonçalo Inácio (5)

Nuno Mendes (5)

João Pereira (5)

Daniel Bragança (5)

Pedro Gonçalves (8)

Matheus Nunes (5)

Nuno Santos (7)

Paulinho (6)

SUBS UTILIZADOS

João Palhinha (5)

João Mário (5)

Jovane Cabral (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

BnR: Na 1.ª parte, Pizzi foi o elemento mais móvel dos três da frente do ataque e o jogador que mais participava nos processos ofensivos, principalmente caindo da direita para o meio. Quais foram as instruções que deu ao jogador e se é naquela posição que Pizzi pode render mais?

Jorge Jesus: Tem que ver com o sistema que o SL Benfica jogar. Portanto, os dois sistemas que nós temos o Pizzi pode jogar mais entrelinhas do que outro com o outro sistema. Tal como isto acontece com essa mudança, a posição de ele jogar acontece exatamente a mesma coisa. Uma coisa é jogar ao pé do Julian Weigl e outra é jogar na ala e acabar por se mover mais e ter mais jogo interior. E é isto [os sistemas do Benfica] que faz com que ele possa ter mais espaço de manobra e também temos de ter em conta o saber posicionar-se, porque o Pizzi sabe fazer isso muito bem, visto que tem muita experiência. Isto tudo fez com que o jogador fosse um elemento determinante na primeira parte do jogo.

Sporting CP

BnR: Na 1.ª parte houve uma dificuldade com o meio-campo constituído por Matheus Nunes e Daniel Bragança. Se as caraterísticas do médio português de ser um jogador mais móvel e não tão fixo como Palhinha prejudicou-o, de certa forma, na sua tarefa mais defensiva que parecia estar destinado?

Rúben Amorim: A equipa está tão habituada e quando fiz muitas mudanças na equipa dificultei mais coisas. O Daniel Bragança tem feito esta posição no meio-campo com a seleção portuguesa sub-21, mas não joga normalmente com dois jogadores, é sim com três. O ritmo é completamente diferente e queríamos fazer essa junção [Matheus Nunes e Daniel Bragança] e de deixar o Matheus mais solto para o Daniel ficar com esta posição e também crescer como jogador. A meu ver, não foi por aí que estivemos tão mal, porque podíamos ter marcado golos na primeira parte também, sofremos e também acabámos por sofrer de bola parada. Era mais fácil jogar com um mais rotinado e com outro que não tenha tido tantos minutos, mas eu dificultei a vida aos meus jogadores. Queríamos ganhar o jogo e ficou demonstrado tanto na primeira e na segunda parte. Podíamos ter empatado o jogo, mas é seguir e pensar já no próximo jogo [frente ao CS Marítimo].

Artigo revisto por Joana Mendes

Juventus FC 3-2 FC Internazionale Milano: “Sonho Liga dos Campeões” permanece vivo

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A CRÓNICA: JUVENTUS FC SOBREVIVE AO CAMPEÃO EM JOGO POLÉMICO

Em Itália, o comboio da Liga dos Campeões tem vivido alguma turbulência, pois ainda não tem as suas paragens totalmente definidas. É neste ambiente que se sucede mais um jogo que pode ser decisivo para o desfecho do campeonato. Apresento-vos, então, os seus protagonistas. De um lado, está a Juventus FC de Cristiano Ronaldo, preocupada em fugir o mais rápido possível do “bicho-papão” Liga Europa. Do outro lado, encontra-se o FC Internazionale Milano, vencedor do Scudetto 2020/21, apenas a cumprir calendário.

A Juventus entrou em campo com uma estratégia muito simples: manter a posse de bola, pressionar alto e recuperar o esférico em zonas altas, de forma a estar mais próxima da baliza adversária. Todavia, o Inter de Milão estava bem alinhado defensivamente e conseguiu anular todas as oportunidades de golo dos bianconeri, nos primeiros 20 minutos.

Aos 22 minutos, é concedida grande penalidade a favor da “Juve”, após Chiellini ser carregado em falta por Darmian. Cristiano Ronaldo preparava-se para bater e… Falhou, mas redimiu-se na recarga. Era o 1-0 para a Juventus e o caminho para a vitória estava iluminado. A verdade é que a vantagem não durou muito, visto que, 11 minutos depois, seria assinalado um novo penálti, desta vez a beneficiar a formação de Conte. Com toda a calma do mundo, Romelu Lukaku colocou a bola no fundo das redes e empatou a partida (1-1). Quando tudo indicava o fim da primeira parte, Juan Cuadrado não foi de modas e “disparou uma bala do meio da rua”, colocando a “Juve” na frente do marcador nos últimos dez segundos.

Na segunda parte, o Inter libertou-se mais no esquema ofensivo, trocando de papeis com a Juventus, que desceu as linhas e passou a defender. Aos 55 minutos, Lukaku foi derrubado pelas costas e Bentancur recebeu o segundo cartão amarelo, deixando a Vecchia Signora em maus lençóis. Reduzida a dez homens, seguiu jogo no Allianz Stadium. O objetivo era manter esta vantagem mínima e ganhar. Os últimos 20 minutos foram de um grande sofrimento para os bianconeri. Depois de tantos remates anulados e uma defesa monumental de Szczesny, Lukaku marcou um golo, aos 84 minutos, de grande controvérsia, fazendo o 2-2.

Dois minutos depois, a polémica veio de novo e o árbitro apontou pela terceira vez para a marca de grande penalidade. Uma vez que Ronaldo não estava em campo, a decisão ficou nos pés de Cuadrado, que acabou por bisar na partida e fazer o 3-2. Caiu uma autêntica “chuva de penáltis” e polémica em solo italiano. Aos 91 minutos, Brozovic foi expulso por uma bruta entrada sobre Cuadrado e os últimos minutos jogaram-se com 10 contra 10. No final, o sonho da Liga dos Campeões permanece vivo para Ronaldo e companhia.

 

A FIGURA

Juan Cuadrado – Penso que o internacional colombiano seja a escolha mais acertada para figura de jogo, pois decidiu realmente a partida com dois golos determinantes, mantendo em aberto a possibilidade de a Juventus FC se qualificar para a Liga dos Campeões.

 

O FORA DE JOGO

Excessiva polémica – Na minha opinião, não houve um claro “fora de jogo”. Não houve um jogador que se destacasse de tal forma pela negativa, nem nenhum aspeto em particular. Penso que é sempre bom ver jogos com alguma polémica, uma vez que se verifica a presença dos sentimentos e das emoções em grande plano. Porém, sem um “fora de jogo” nítido, fica então a polémica, pois obrigou a paragem do jogo, muitas vezes, devido a disputas e confusão entre jogadores das duas equipas. No geral, foi um grande jogo de futebol.

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Em jogo decisivo para as contas finais, Andrea Pirlo organizou a sua formação em 4-4-2, sistema tático habitual do técnico italiano. Desde o apito inicial que a Juve adotou uma pressão alta e agressiva, sobretudo nas zonas mais avançadas do terreno. Além disso, procuravam segurar o esférico e atacar pelas faixas laterais, no qual apostavam, frequentemente, em cruzamentos para a área. No segundo tempo, o procedimento estratégico foi alterado totalmente, com a Juve a recuar no terreno para defender o resultado. Isto porque não só estava em vantagem, como também estava em inferioridade numérica.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Wojciech Szczesny (6)

Alex Sandro (6)

Giorgio Chiellini (7)

Matthijs De Ligt (7)

Danilo (6)

Federico Chiesa (6)

Adrien Rabiot (7)

Rodrigo Bentacur (4)

Juan Cuadrado (8)

Cristiano Ronaldo (7)

Dejan Kulusevski (6)

SUBS UTILIZADOS

Álvaro Morata (6)

Weston McKennie (6)

Merih Demiral (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE MILANO

Fiel à suas ideias táticas, Antonio Conte utilizou o seu usual 3-5-2, frente a uma equipa que desesperava por uma vitória. No primeiro tempo, a sua estratégia de jogo passou por, simplesmente, defender com as suas linhas mais baixas e articuladas, controlando o jogo a partir das zonas mais recuadas. Por isso, não se verificou um Inter solto no plano ofensivo nos primeiros 45´. Contudo, a segunda parte foi completamente o oposto, visto que criou as principais oportunidades de golo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samir Handanovic (6)

Alessandro Bastoni (6)

Stefan de Vrij (7)

Milan Skriniar (6)

Matteo Darmian (5)

Christian Eriksen (6)

Marcelo Brozovic (6)

Nicolo Barella (7)

Achraf Hakimi (7)

Romelu Lukaku (7)

Lautaro Martinez (7)

 SUBS UTILIZADOS

Matías Vecino (6)

Stefano Sensi (6)

Ivan Perisic (6)

Artigo revisto por Joana Mendes