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Os sportinguistas com direito a festejar | Sporting CP

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Apercebi-me que talvez não tivesse direito a festejar uma conquista do meu clube por afirmações e críticas feitas no passado a alguns sportinguistas – há poucos dias atrás – quando ainda a nossa equipa não tinha consumado a conquista do campeonato nacional.

Vi alguns sportinguistas a reclamar unicamente para si, e para os que seguem a sua linha de pensamento, o direito a festejar este tão ambicionado título por todos os sportinguistas. A ordem de ideias era então de que, quem criticou a atual direção, equipa técnica e/ou jogadores não poderia extravasar a sua felicidade pelo título conquistado.

Ora, para começar, devo dizer que era apoiante de Bruno de Carvalho como presidente do nosso clube, e que não foi por isso que aceitei todas as decisões e afirmações por si tomadas. E ainda assim festejei todos os títulos europeus e nacionais que ganhamos durante a sua presidência. E ainda foram alguns. Para além disso, nunca iria proibir qualquer sportinguista, independentemente da sua ideologia, de festejar e apoiar o clube do nosso coração.

De qualquer forma, nem que eu quisesse, não o conseguiria, porque nós, que sentimos o clube, podemos festejar as vitórias e chorar as derrotas em qualquer lugar com as pessoas que quisermos. Até porque, podem expulsar sportinguistas de sócio, mas nunca ninguém, seja qual for a sua esfera de influência ou poder de oratória, conseguirá obrigar ninguém a deixar de ser adepto do clube. Isso não é selado em papel ou um qualquer cartão de associado. Fica gravado dentro do nosso peito, quer queiram ou não.

No meu caso concreto, nunca fui apoiante de Frederico Varandas e já o critiquei várias vezes. Mas consigo admitir que ele fez um bom trabalho com o futebol, nem que seja em ter escolhido pessoas competentes para fazer por ele. Seja como for, a verdade é que foi com ele como presidente que o Sporting CP voltou a ser campeão. Se tudo o resto está a ser bem feito, não sei. E talvez só o saibamos daqui a alguns anos. Uma coisa é certa, não é por isso que me sinto menos campeão que qualquer outro sportinguista que acena afirmativamente a toda a qualquer decisão ou declaração do actual presidente (chega a ser confrangedor algumas afirmações que vejo a idolatrar o senhor) sem questionar nada.

Felizmente em Portugal a época em que não se podia criticar quem está no poder, correndo o risco de ser preso, castigado, banido ou isolado (para não dar exemplos mais extremos), já não existe, e não será um grupo de pseudo-autores da verdade absoluta que trarão esse tempo de volta, apesar de estarem de novo a ganhar força os movimentos extremistas.

Extremista só o meu amor pelo Sporting CP, que me dá o direito de festejar todas as vitórias e conquistas do meu clube de coração, nem que seja no recanto do meu lar, que na minha casa (e no meu coração) mando eu. Em poucas semanas foram “só” dois campeonatos europeus e um nacional, e nesses momentos juro que não pensei uma única vez em quem era o presidente do clube.

Serei sportinguista para sempre, quer queiram ou não. E farei muito barulho tanto a festejar as conquistas do meu clube como nas críticas que tenha de fazer contra quem eu ache que o está a prejudicar com as suas acções.

É ouvindo várias soluções para um problema que se chega à melhor decisão, e penso não haver nenhum dos verdadeiro sportinguistas que queiram mal ao seu clube. Têm é que aprender a ouvir e aceitar opiniões diferentes das vossas, sem assumirem à partida que é a vossa a melhor.

E no fim de contas, no Marquês, na rotunda da Boavista, em Faro, em Bragança ou em qualquer canto de Portugal e do mundo, todos os sportinguistas festejaram um título tão desejado. Porque, se todos sofremos com os insucessos, todos temos o direito de festejar os sucessos. Somos todos sportinguistas, ponto.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Ah, e para terminar quero só deixar claro que não é por termos sido campeões que estará tudo bem. Teremos que continuar a tentar melhorar, e isso só se consegue assumindo o que está mal para poder ser corrigido em tempo útil. Por isso, certamente ouvirão muitas vezes ainda este e outros sportinguistas a criticar presidente, treinador ou jogadores sempre que a situação o exija, sem que por isso deixe de apoiar o clube.

Mas entretanto, SOMOS CAMPEÕES!!!!

Conference League | Marcar “Paços” ou conquistar a “Santa Fama” europeia

Para os mais desatentos, a próxima temporada vai contar com mais uma competição europeia: a Conference League. Esta prova distingue-se pelo facto de ninguém ter o lugar assegurado nos oito grupos, constituídos por quatro equipas cada. Assim sendo, haverá três pré-eliminatórias e um play-off de acesso antes de chegar os grupos. A entrada nas fases de pré-eliminatórias ou play-off está divido entre o caminho principal e o caminho dos campeões. Posteriormente, os oito vencedores dos grupos classificam-se para os oitavos de final, enquanto os segundos classificados vão disputar uma vaga nos “oitavos” com os terceiros da fase de grupos da Liga Europa.

Em Portugal, para já, só o FC Paços de Ferreira garantiu vaga na nova competição. Esta prova vai ser uma montra e uma oportunidade para os clubes portugueses com menor projeção e oportunismo europeu experienciarem outros palcos e terem mais espaço para crescer.

A questão que se coloca é: o que é que os emblemas portugueses podem fazer na Conference League? Claro que o percurso depende muitas vezes também da sorte nestas fases pré-eliminares, mas olhando para o contexto das outras ligas e possíveis concorrentes, abrem-se boas perspetivas para uma equipa conquistar, pelo menos, um lugar na fase de grupos e até chegar aos oitavos de final.

Mudando a objetiva para o FC Paços de Ferreira, a formação orientada por Pepa fez uma temporada categórica e prepara-se para atacar a próxima época com Jorge Simão ao comando. São já alguns os rumores de possíveis saídas do plantel, desde logo Eustáquio e Bruno Costa. Com alguma experiência já na Europa, a formação da Capital do Móvel poderá sofrer algumas dores de crescimento na transição para a próxima temporada e ver com bons olhos qualquer passo dado na Conference League. Dependendo também da sorte na rifa, o FC Paços de Ferreira poderá almejar um lugar na fase de grupos, mas o mercado de verão será crucial na marcação desse objetivo.

Dos restantes emblemas, o Vitória SC poderá ser o mais bem preparado para atacar a Conference League, face também à sua experiência europeia. Com uma época que acabou por ter contornos quase desastrosos, o emblema da cidade berço acabou por não tirar partido do plantel, que contava com muitas mais valias, e ver dificultado o seu cantinho na Europa, que durante algum tempo pareceu garantido. A turma vimaranense, que poderá ter no banco na próxima temporada Pepa, defronta o SL Benfica na derradeira jornada. Os conquistadores poderiam ser aqueles que tirariam maior partido da competição, tendo em conta o seu passado (até recente) na Europa e qualidade de base, e seriam os mais bem preparados para chegar aos oitavos de final, por exemplo.

O CD Santa Clara, outra agradável surpresa, tem tido um crescimento sustentado e chega com naturalidade a esta posição. Apesar de alguma inexperiência nestas andanças, os açorianos têm um plantel coeso, liderado por Daniel Ramos, e que pode fazer a chamada “gracinha”. As deslocações aos Açores são sempre atribuladas, e poderá começar em 2021/2022 o caminho para a “Santa Europa”, dependo do seu resultado frente ao SC Farense e dos resultados dos adversários diretos. Não causaria surpresa uma possível luta pela fase de grupos.

Por último, o FC Famalicão teve uma reta final de época de loucos. Da luta pela manutenção à procura da fama europeia, o dedo de Ivo Vieira no plantel teve efeitos incríveis. O FC Famalicão tem-se apresentado sempre com uma equipa jovem, mas com (a normal) dificuldade de segurar os seus principais jogadores. Apesar da grande capacidade de renovação, um mercado mexido da equipa pode dificultar a assimilação de processos e de jogo por parte do plantel e trazer maior dificuldade àquela que vai ser uma fase pré-eliminar ainda numa altura embrionária da época. Apesar disso, a capacidade de renovação e a irreverência dos plantéis jovens podem trazer o sonho de a cada jogo, chegar um pouco mais longe. Não depende de si na entrada para o embate frente ao Moreirense FC.

A competição começa a desenhar as equipas que vão participar e, numa visão rápida pela Europa, são alguns os clubes que estão na luta ou já garantiram lugar na Conference League. Em Inglaterra, Tottenham Hotspur FC, Everton FC e West Ham United FC são os principais candidatos para a vaga inglesa. Em Itália, a AS Roma e a US Sassuolo Calcio estão na disputa pelo lugar. Já em Espanha, neste momento, Villareal CF, Real Bétis Balompié e Real Sociedad Fútbol são os únicos pretendentes. Na entrada para a última jornada na Alemanha, são quatro os candidatos, e num olhar pelo resto da Europa, algumas das equipas que poderão ou vão marcar presença são o SBV Vitesse, Trabzonspor Kulubu, RSC Anderlecht, FK Lokomotiv Moscovo, AEL Limassol, Aberdeen FC e A. Servette FC.

A competição tem arranque marcado para 8 de julho. Entre as 184 equipas presentes, as turmas lusas têm espaço para desenvolver trajetos interessantes na prova e serem agradáveis surpresas, neste que também será um espaço de desenvolvimento e crescimento para alguns emblemas. A final vai ser em Tirana, a 25 de maio de 2022.

SL Benfica | As surpresas e desilusões da época

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A época do SL Benfica está praticamente a terminar e é tempo de retirar algumas ilações daquilo que foi a temporada 2020/21. Ainda falta aos encarnados jogar a última partida da Primeira Liga e a final da Taça de Portugal frente ao Sporting Clube de Braga, mas mesmo que conquistem a prova rainha do futebol português, esta não salvará aquela que foi uma época para esquecer para as águias.

Assim, colocaremos a temporada em retrospetiva e perceberemos as maiores desilusões e surpresas do ano que marcou o regresso de Jorge Jesus ao comando técnico do Glorioso.

Alberth Elis | O substituto de Marega pode morar em casa do vizinho

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Após o anúncio oficial da saída de Moussa Marega para o Al-Hilal Saudi FC, surgiu de imediato um nome para o seu substituto no FC Porto – nada mais nada menos que Alberth Elis, avançado do Boavista FC.

É um dos destaques da época na equipa axadrezada, tendo até marcado no empate por 2-2 no Estádio do Dragão, num jogo a contar para a principal prova portuguesa. É rápido, tem a mesma capacidade de explosão que Marega tinha no processo ofensivo e fisicamente é muito forte, para além de ter mais técnica que o maliano. Poderá ser um upgrade no ataque do FC Porto?

Chegou a Portugal proveniente do Houston Dynamo, equipa que figura na Major League Soccer (EUA). Veio com o rótulo de reforço de peso, tendo em conta o papel impactante que tinha na equipa – em seis jogos seguia com quatro golos e nas outras três épocas rondava uma dezena de golos a cada 30 jogos.

Os adeptos do Boavista FC esperavam muito deste jogador e Elis acabou por corresponder às expetativas numa equipa que, por sua vez, desiludiu. Em 30 encontros com a camisola axadrezada, Elis conseguiu marcar por oito vezes e assistiu para golo em seis ocasiões. Feitas as contas esteve em 36% do total de golos desta época pelo Boavista FC, um número muito positivo para o hondurenho.

Inclusive, no último jogo que fez gosto ao pé bateu um recorde dos Panteras Negras que datava de 2014 – desde essa data, nunca nenhum avançado do Boavista FC tinha feito tantos golos numa época como Alberth Elis. Para além de poder jogar no meio, sendo um avançado com bastante mobilidade, tal como Marega, também pode ser opção nos corredores, principalmente do lado direito.

É um jogador capaz de descer no terreno e pegar no jogo a partir de trás, construí-lo e aparecer em zonas de finalização. Esse é ponto a favor de Elis, que apesar de ter uns números muito semelhantes aos de Marega, é capaz de dar mais à equipa, principalmente na criação de oportunidades. Enquanto que o maliano consegue, em média, criar três grandes oportunidades de golo por jogo, o hondurenho é capaz de fazer o dobro (seis grandes oportunidades). Para além de que Elis é muito mais eficaz no drible do que Marega, sendo este também um dos seus pontos fortes, podendo desequilibrar o jogo a qualquer momento.

elis
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O FC Porto terá agora de estudar todas as opções que tem em cima da mesa para encontrar o homem certo para substituir Marega no onze do FC Porto, sendo que Elis seria, financeiramente, uma das mais proveitosas uma vez que o Boavista FC não deverá exigir uma quantia elevada.

Caso a equipa axadrezada desça para a Segunda Liga, estando neste momento em posições próximas à zona de despromoção, o preço naturalmente deflacionará e tal fator poderá agradar aos dragões. Ainda é cedo para se apontar Elis como a escolha definitiva para o lugar de Marega, pois o mercado de transferência ainda não está aberto, mas é certo que o reforço para esta posição fará correr muita tinta em Portugal.

LOSC Lille empata e deixa decisão para a última jornada | Liga Francesa

Perspetivava-se mais um longo e aborrecido campeonato francês, onde o Paris Saint-Germain FC seria campeão mais tarde ou mais cedo, independentemente de como o resto das equipas se apresentassem no campeonato. A realidade, essa foi bem diferente, principalmente no que aos parisienses diz respeito.

Não começaram, de todo, bem a temporada e nas primeiras cinco jornadas somaram apenas nove pontos, algo pouco comum para os reis de França. Por essa altura já se começava a destacar aquela que seria a surpresa da temporada 2020/21, a equipa do LOSC Lille. Cinco jogos, 11 pontos, seis golos marcados e dois sofridos que valiam, na altura, o segundo lugar.

À frente estava, então, um super Stade Rennes FC, que com toda a sua qualidade individual e coletiva começava a evidenciar sinais de que poderia ser outro surpreendente candidato ao título. As cinco jornadas seguintes vieram, no entanto, restabelecer alguma normalidade ao campeonato francês, com o topo da tabela a receber o até então campeão, Paris Saint-Germain FC, que atingia assim os 24 pontos, mais cinco do que a turma de Renato Sanches, José Fonte e companhia.

Mas quando tudo parecia encaminhar-se para mais um ano sem grandes surpresas, o vice-campeão europeu voltou a vacilar e em cinco jogos somou apenas cinco pontos, permitindo assim à equipa do LOSC Lille subir ao primeiro lugar, onde ficaria durante poucas semanas. “À coca” estava o Olympique Lyonnais, que de mansinho foi fazendo o seu trabalho e conseguiu, à jornada 17, chegar ao topo, onde já várias equipas tinham estado. O campeonato estava mais equilibrado do que nunca e este ano tinha tudo para ser diferente no país detentor do campeonato do mundo de seleções.

Nas semanas seguintes tudo seria uma questão de oportunidade: as equipas foram, entre si, rodando a liderança e a diferença pontual que as separava era mínima, o que evidencia muito do equilíbrio que foi a imagem de marca desta edição da Liga.

Na ressaca de um título, um leão com dores de crescimento | Sporting CP

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O Sporting CP deslocou-se ao Estádio da Luz para o derby eterno contra o SL Benfica. Os leões, com o título já conquistado, procuravam manter-se invencíveis, enquanto que as águias procuravam ferir o leão e ainda tentar lutar pelo (difícil) segundo lugar. Na verdade – e pela forma como se desenrolou o jogo – ambas as equipas sabiam que não lutavam por nada para lá do orgulho e da honra e daí resultar num jogo mais anárquico, com maior pendor ofensivo, com mais espaços, num jogo aberto e cheio de golos.

Ambas as equipas apresentaram-se – sem surpresa – em 3-4-3 contando apenas com algumas mudanças nos seus onze habituais. No lado do SL Benfica, Jorge Jesus optou por colocar Pizzi no lugar de Rafa Silva (já lá vamos) enquanto que Rúben Amorim – já tinha deixado no ar na antevisão ao jogo – apresentou quatro mudanças: João Pereira no lugar de Pedro Porro (por lesão); Matheus Reis no lugar de Feddal (por castigo); Matheus Nunes e Daniel Bragança (por opção) no lugar de João Mário e João Palhinha.

O próprio treinador leonino afirmou de que as mudanças que promoveu resultam do processo de crescimento da equipa, em forma de preparação já para a próxima época, dificultando até a vida aos seus jogadores. E a verdade é que o Sporting CP perdeu (um)a batalha, mas não perdeu a guerra. As dores de crescimento leoninas fazem parte do processo, mas hoje acabam por ter um impacto importante no desfecho do resultado.

Lembram-se de ter dito que já iriamos falar de Pizzi? Certo. O médio português – sobretudo na primeira parte – foi o melhor jogador em campo no lado do SL Benfica, mas vamos por partes. Já é comum as equipas encaixarem muito nas referências individuais fruto de alinharem no mesmo sistema de 3-4-3. Aconteceu exatamente isso numa outra fase da época e esse mesmo encaixe acabou por resultar em jogos mais fechados e com maior tendência a duelos e a um jogo mais físico.

Provavelmente pela altura da época resultou num jogo diferente, mas o posicionamento de Pizzi foi também chave no encontro – sobretudo na primeira parte. Enquanto que os três homens da frente do ataque leonino condicionavam os três centrais do SL Benfica, os alas pressionavam os alas adversários do seu lado, com os dois médios do Sporting CP também com constantes vigilâncias individuais a Taarabt e a Weigl, criou-se espaço para Pizzi operar e explorar com facilidade o espaço enorme nas costas dos médios leoninos. Este posicionamento permitia criar situações de quatro para quatro na última linha defensiva do Sporting CP e também permitir combinações rápidas com Everton promovendo o um para um do brasileiro.

O Sporting CP sentiu assim muita falta da sua maior referência defensiva que é João Palhinha. Num meio-campo a dois elementos, é preciso homens que consigam cobrir uma maior área do terreno e o português é o homem ideal para isso. Enquanto que Palhinha é importante no equilíbrio, na transição defensiva e na recuperação de bolas – quer coletiva, quer individual – permitindo também a João Mário estar mais solto e ter um papel semelhante ao de Pizzi neste jogo, com a dupla de Matheus Nunes e de Daniel Bragança isso acabou por não acontecer.

Pizzi, médio do SL Benfica, realizou uma primeira parte de luxo no derby do passado sábado
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Foram sobretudo dois jogadores mais preocupados com o processo ofensivo, muitas vezes jogando até de forma paralela, não conseguindo criar esse equilíbrio que permitia ao Sporting CP sofrer poucos golos em 32 jogos, mas sofrer três em apenas 30 minutos onde foi visível nos primeiros golos a facilidade com que o SL Benfica entrava no bloco adversário pela falta de intensidade, agressividade e pressão ao portador da bola.

Por outro lado, as mexidas na linha defensiva de cinco homens com a entrada de Matheus Reis e de João Pereira, salientaram também a importância nesta equipa de Pedro Porro e Feddal, pela forma como estão entrosados dentro das dinâmicas individuais e coletivas e como já estão coordenados. Matheus Reis sentiu sempre muitas dificuldades – no controlo da profundidade, no posicionamento, nas decisões – revelando não estar à altura para jogar neste nível como central pela esquerda e o SL Benfica também soube explorar essas debilidades. O SL Benfica foi melhor, não há dúvidas disso, mas foi sobretudo eficaz na primeira parte, aproveitando esses erros individuais e coletivos que o Sporting CP raramente demonstrou ao longo da época dando a sensação de que o resultado era justo sim, mas algo desnivelado.

A segunda parte foi quando o Sporting CP entrou em campo, deixando as experiências de lado e a colocar em campo as suas melhores peças com a entrada de João Mário, João Palhinha – e mais tarde de Jovane Cabral – para a equipa se ajustar e melhorar a todos os níveis, passando a controlar o meio-campo empurrando o SL Benfica para trás, sendo a equipa mais esclarecida em campo e com as melhores situações de golo, estando ainda perto de conquistar o empate quando Pote remata ao poste.

Matheus Reis comprometeu no eixo defensivo e foi aposta furada de Rúben Amorim
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Na ressaca da conquista que o Sporting CP tanto precisava, Rúben Amorim foi coerente e de facto começou a preparar a próxima época. O caminho é este, mas ficou bem explicito a importância de alguns elementos no plantel e também as debilidades do mesmo. Com o aumentar da exigência competitiva – tanto pelo nível de Champions League, tanto pela maior quantidade de jogos – irá obrigar a que o Sporting CP se reforce com outras peças de forma a equilibrar o plantel e garantir a estabilidade competitiva de que irá precisar.

Chelsea FC 0-4 FC Barcelona: Catalãs conquistam a Liga dos Campeões Feminina com goleada

A CRÓNICA: FORMAÇÃO ESPANHOLA DEU UM AUTÊNTICO FESTIVAL DE FUTEBOL OFENSIVO

O Chelsea FC e o FC Barcelona viajaram até ao estádio Gamla Ullevi, em Gotemburgo, na Suécia, para disputarem a final da Liga dos Campeões Feminina e sucederem ao Olympique Lyonnais como vencedor da prova.

O começo do encontro foi de sonho para o Barcelona que, aos 35 segundos de jogo, se colocou em vantagem no marcador, num lance infeliz de Melanie Leupolz, que colocou a bola na própria baliza. O Chelsea respondeu de imediato, mas Harber falhou uma oportunidade clamorosa. Quem não falhou foi Alexia Putellas, que ao minuto 14, aumentou a vantagem para a equipa catalã, depois da conversão de uma grande penalidade.

A formação espanhola ia imprimindo no jogo todo o seu estilo e qualidade, perante um Chelsea muito apático, e aos 20 minutos chegaria mesmo ao 3-0, desta feita, depois de um grande lance coletivo que culminou com o tento de Aitana Bonmatí. A dar um autêntico recital de futebol, o Barcelona chegaria mesmo ao quarto golo, desta vez por Caroline Hansen, à passagem do minuto 36.

No segundo tempo, o Chelsea entrou melhor, conseguindo ter mais bola – ainda que de forma algo consentida pelo Barcelona – e mostrando mais capacidade de chegar com perigo perto da baliza adversária. Ainda assim, não conseguiram concretizar as oportunidades criadas, fazendo com que a formação espanhola se mantivesse confortável na partida.

Com este triunfo categórico, o Barcelona festejou pela primeira vez na sua história a conquista do troféu de campeão europeu em futebol feminino, sucedendo assim ao Olympique Lyonnais, que venceu a prova na temporada transata. A formação catalã redimiu-se assim da derrota sofrida na final da edição de 2018/19, perdida justamente para a formação francesa.

 

A FIGURA

Capacidade ofensiva do FC Barcelona – A formação espanhola foi absolutamente avassaladora a nível ofensivo, “destruindo” a formação inglesa na primeira parte do encontro, o que culminou numa vitória irrepreensível.

O FORA DE JOGO

Organização defensiva do Chelsea FC – A formação londrina foi cilindrada pelo conjunto espanhol, mostrando-se incapaz de conter a avalanche ofensiva impingida pelas catalãs. Apesar da qualidade de jogo mostrada pelo adversário, as blues fizeram um jogo desastroso a nível defensivo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

A formação orientada por Emma Hayes apresentou-se estruturada num sistema tático base de 4-3-3. A equipa londrina mostrou muitas dificuldades no encontro, em praticamente todas as fases do seu jogo, fazendo uma primeira parte desastrosa em que se viu a perder por quatro golos sem resposta. As dificuldades na fase de construção e a débil organização defensiva mostrada pelas inglesas foi fatal, e só na segunda parte conseguiram dividir o jogo com a equipa catalã, ainda que tarde e com pouco proveito.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Berger (5)

Carter (7)

Bright (5)

Eriksson (6)

Charles (6)

Leupolz (5)

Ingle (6)

Ji So-yun (6)

Kirby (7)

Harder (5)

Kerr (7)

SUBS UTILIZADAS

Reiten (7)

England (6)

Cuthbert (6)

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Lluís Cortés colocou as suas pupilas em campo organizadas num dispositivo tático base em 4-3-3. Muito bem organizada e com as suas dinâmicas bem definidas, controlaram por completo toda a partida, registando uma entrada perfeita no encontro, resolvendo a partida ainda no primeiro tempo. Mostraram um futebol excecional a todos os níveis, que não deu qualquer hipótese à formação adversária. A avalanche ofensiva que as catalãs mostraram no jogo, não deu margem para dúvidas de quem foi a melhor equipa nesta final.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paños (7)

Torrejón (6)

Guijarro (7)

León (7)

Ouahabi (6)

Bonmatí (8)

Hamraoui (7)

Putellas (8)

Hansen (7)

Hermoso (7)

Martens (7)

SUBS UTILIZADAS

Caldentey (6)

Losada (6)

Oshoala (6)

Serrano (-)

Crnogorcevic (-)

Dragão abre as portas aos finalistas da Liga dos Campeões

Dia 29 de maio jogar-se-á a final da Liga dos Campeões, um duelo britânico entre Manchester City e Chelsea FC que terá lugar em Portugal, no Estádio do Dragão.

A final estava prevista ter como palco Istambul, Turquia, contudo, o país devido aos seus 20 mil casos diários de Covid-19, permanece na lista vermelha do Reino Unido e a UEFA teve de solucionar o problema, contando com a ajuda da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

“As autoridades portuguesas e a FPF intervieram e trabalharam de forma harmoniosa com a UEFA para oferecer um local adequado para a final e, como Portugal é um destino na lista verde da Inglaterra, os adeptos e jogadores presentes na final não terão de ficar em quarentena quando regressarem a casa”, lê-se em comunicado da UEFA.

Foi confirmada a presença de público na final, tendo cada clube a seu dispor seis mil bilhetes para venda, o que dá uma lotação máxima permitida de 12 mil adeptos. Devido a este fator a cidade do Porto terá de mostrar uma organização eximia, dando o exemplo a nível nacional e internacional.

Liga dos Campeões
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Garantias já dadas pelo presidente da Câmara Rui Moreira, que se confessa entusiasmado com a chegada da prova, “o acompanhamento dos adeptos vai ser em bolha, devendo para efeito ser preparadas duas fanzones, com as condições necessárias para que os apoiantes possam alimentar-se e entreter-se enquanto aguardam pelo jogo”.

Também Pinto da Costa, presidente do FC Porto, falou recentemente sobre a realização da final da Liga dos Campeões, realçando o prestígio e boa imagem da cidade, do clube, da FPF e do país.

“É importante para o FC Porto, para o futebol português, para a cidade, e para o próprio país. Demonstra que em Portugal se consegue realizar grandes eventos mesmo em pandemia, e depois da vergonha que se assistiu em Lisboa há dois dias, é necessário desmanchar essa má imagem que Portugal deu, que as autoridades em Lisboa deram, pois permitiram que houvesse aquela cena degradante em termos de defesa da saúde pública”, disse o líder máximo do emblema azul e branco.

Tudo isto é possível porque a Federação Portuguesa de Futebol, nomeadamente o seu presidente, tem um grande prestígio na UEFA e, portanto, quando avalizam a realização desta prova aqui é porque conhecem bem o FC Porto. Estou certo de que tudo decorrerá da melhor maneira”, acrescentou Pinto da Costa.

De realçar que Manchester City e Chelsea FC disputarão o título da Liga dos Campeões na casa do único clube que os conseguiu travar na competição. Recorde-se que o único empate dos orientados de Pep Guardiola foi frente ao FC Porto e a única derrota dos londrinos também foi frente aos azuis e brancos.

Mais uma página bonita no incrível livro de histórias do FC Porto na prova milionária.

 

Belenenses SAD 0-2 CD Santa Clara: Vitória insular mantém sonho europeu

A CRÓNICA: EFICÁCIA AÇORIANA NUM JOGO QUE VALIA MAIS DO QUE TRÊS PONTOS

Duas boas surpresas deste campeonato defrontaram-se, no Estádio Nacional, na penúltima jornada do campeonato. Frente a frente, Belenenses SAD e CD Santa Clara lutavam por um lugar de acesso ao futebol europeu na próxima época. Com ambas as formações empatadas a nível pontual (com 40 pontos), uma derrota, a faltar uma jogada para o término do campeonato, seria uma machadada nas aspirações europeias; por outro lado, uma vitória significaria a continuação da perseguição por um lugar europeu.

Posto isto, apesar de ambas as equipas precisarem dos três pontos, os visitantes começaram melhor, com duas oportunidades em cinco minutos. A superioridade insular traduziu-se cedo num golo, apontado por Carlos Jr, de grande penalidade. Perto dos dez minutos, os açorianos faziam por merecer a vantagem conseguida bastante cedo.

A equipa de Ponta Delgada, numa bela jogada, conseguiram novamente meter a bola no fundo da baliza, no entanto, o árbitro auxiliar detetou um fora de jogo e, consequentemente, o golo foi anulado. Grande entrada dos açorianos, que chegavam com relativa facilidade a zonas de perigo.

Uma asneira de Marco Pereira, perto do primeiro quarto de hora, pareceu acordar a equipa da casa, que estava mais adiantada e objetiva. O B SAD apertava e ia colecionando alguns pontapés de canto e livres no meio-campo adversário. A meio da primeira parte, Marco Pereira fez duas defesas extraordinárias, uma após um lançamento e outra após um canto. Duas defesas de grande classe que mantinham a vantagem vermelha e branca.

O tempo passou, o ritmo de jogo baixou e a caneta descansou. O B SAD ia tendo mais bola, no entanto não criava perigo, e o Santa Clara ia defendendo tranquilamente. Só de bola parada é que os da casa iam criando perigo, mas nada que incomodasse verdadeiramente Marco.

A segunda parte começou como a primeira, com uma boa oportunidade para os açorianos. Contudo, os azuis acordaram mais cedo e, após esse primeiro lance, mostraram-se mais pressionantes e que também queriam ganhar o jogo. No entanto, engane-se quem pensava que o Santa Clara se iria esconder. Os açorianos também procuraram (e conseguiram) ter bola no meio-campo adversário, muito por causa das boas dinâmicas do meio-campo micaelense, que esteve em bom plano durante toda a partida.

O Santa Clara entrava noutro bom momento da partida e, aos 60 minutos, dobrou a vantagem. Disparate de Tomás Ribeiro, grande trabalho individual de Crysan, e Carlos Jr., no centro da área atirou para o 2-0. Bem jogado pelos açorianos, que aproveitaram novamente o momento em que estavam por cima para transformar isso em golos.

O B SAD teve de fazer pela vida e arregaçar mangas, por isso, logo a seguir, Miguel Cardoso esteve perto do golo, após cruzamento de Calila. Os azuis de Belém chegaram a marcar, por Gonçalo Silva, no entanto, o VAR voltou a anular o golo, desta feita aos da casa.

Perto dos 75 minutos de jogo, o Santa Clara estava mais perto de marcar o 3-0 do que de sofrer o 2-1. Apesar do pressing final natural da equipa da casa, o resultado não se alterou.

Com esta vitória, os açorianos conseguem continuar a sonhar com o futebol europeu na próxima época. Por outro lado, o Belenenses SAD vê as suas aspirações europeias cair por terra.

A FIGURA


Carlos Jr.- Grande exibição do avançado dos açorianos. Marcou dois golos, um de penálti e outro após um cruzamento. Pressionou muito, foi oportunista, jogou bem de frente e de costas para a baliza, especialmente quando a equipa necessitava dele para segurar o jogo lá na frente e esperar pelos seus colegas de equipa. Já leva 13 golos nesta temporada.

O FORA DE JOGO


Os primeiros 15 minutos do B SAD- A equipa da casa facilitou bastante no primeiro quarto de hora. Permitiu duas boas oportunidades de golo ao adversário, não conseguia sair a jogar e ainda concedeu uma grande penalidade. Depois da má entrada, subiram os índices de objetividade e atenção e, aí sim, entraram verdadeiramente no jogo.

 ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

Após sofrer o primeiro golo, os azuis precisavam de marcar e alinhavam num 3-4-3. Face à alta pressão insular, o B SAD demonstrava dificuldades em sair a jogar apoiado, tendo assim que optar várias vezes pelo passe longo. Em desvantagem, a equipa da casa procurava equilibrar o marcador, sobretudo, por bola parada.

Já na segunda parte, com a entrada do ala Calila, a equipa conseguiu criar mais perigo pela direita, explorando melhor a profundidade no corredor. No entanto, apesar dos vários cruzamentos realizados, a equipa do Santa Clara não tremia, por isso, foram raras as ocasiões de perigo em jogo corrido, criadas pelo Belenenses SAD.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritciuk (5)

Rúben Lima (6)

Gonçalo Silva (6)

Phete (5)

Tomás Ribeiro (5)

Tiago Esgaio (6)

Yaya Sithole (5)

Afonso Sousa (6)

Chico Teixeira (6)

Miguel Cardoso (7)

Cassierra (7)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Ramires (6)

Afonso Taira (6)

Calila (7)

Nilton (-)

Edgar Pacheco (-)

  

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

A equipa insular alternava entre o seu típico 4-3-3 clássico e o 3-4-3, com Mikel Villanueva a fazer a posição de defesa esquerdo, quando a equipa jogava com quatro defesas, e de defesa central pelo lado esquerdo quando jogavam três atrás, libertando assim Rafael Ramos pelo flanco direito.

Os açorianos pressionavam alto e, desta forma, conseguiam ganhar algumas bolas em zonas adiantadas no terreno. Depois do primeiro golo, procuraram descer ligeiramente as linhas e explorar a profundidade.

Na segunda parte voltaram a apresentar um futebol atraente de se ver, sobretudo por causa do bom funcionamento e das dinâmicas de vários elementos da linha do meio-campo, como Allano e Morita.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco (7)

Rafael Ramos (7)

Fábio Cardoso (6)

João Afonso (6)

Mikel Villanueva (6)

Anderson Carvalho (6)

Morita (7)

Carlos Jr (8)

Lincoln (6)

Allano (7)

Cryzan (7)

SUBS UTILIZADOS

Rui Costa (6)

Ukra (6)

Néné (-)

Costinha (-)

Sagna (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Santa Clara

Bola na Rede: Boa tarde mister. Hoje, nos momentos em que a sua equipa tinha quatro elementos na linha defensiva, Villanueva apresentou-se como defesa esquerdo, uma posição que, apesar de não lhe ser estranha, tem vindo a ser ocupada por Mansur. Posto isto, pergunto-lhe que características acrescenta Villanueva à equipa, a jogar naquela posição?

Daniel Ramos: Sim…O Mikel tem um passado em que a maioria da sua carreira nível de clube e de seleção é como central, mas na Segunda Liga espanhola, antes de vir para o Santa Clara, ele fez mais de meio campeonato como lateral esquerdo e eu procurei também contratar um esquerdino, foi um dos aspectos importantes, contratar um central que pudesse construir a três pela esquerda e ele dava-me esse requisito. Podia também jogar com ele a lateral esquerdo. Não tem sido muito utilizado lá, mas eu sabia que ele estava habilitado para o fazer, já o fez, sente-se à vontade, não é uma posição nova para ele e tínhamos boas garantias. É uma opção muito válida e dá para fazermos essa ginástica tática, que nos permite mexer no jogo e dar-nos ainda mais consistência, com a entrada do João Afonso, que fez um jogo soberbo hoje. Ficámos com uma equipa mais alta, mais forte do ponto de vista defensivo em termos de duelos e capacidade de controlar a profundidade, porque são jogadores experientes que podem controlar, quer o espaço entreçinhas, quer a profundidade, que o Belenenses tem uma equipa muito perigosa nesse ponto e a equipa teve muito bem a controlar a profundidade, eles estiveram muito coordenados. Fizeram um jogo fantástico.

SL Benfica x Sporting CP – A numerologia 666!

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Este dérbi era o jogo 33 do campeonato e definia o 3.º lugar = 333. Se nos recordarmos que JJ disse que iria colocar o SL Benfica a jogar o dobro, percebemos que o 666 era o número por detrás deste evento.

Perante um Benfica na máxima força, o Sporting CP iniciou com algumas alterações. Umas forçadas (Feddal castigado, Porro lesionado) e outras por opção.

Rúben Amorim a pensar (e bem) na próxima época (alterações no plantel), quis ver melhor alguns atletas como Matheus Reis (no lugar de Feddal) e no meio campo Daniel Bragança e Matheus Nunes, em vez de Palhinha e João Mário.

E do minuto 12 ao minuto 37, foram 25 minutos onde só deu SL Benfica. Seferovic, Pizzi e Lucas Veríssimo foram os marcadores do 3-0 que se refletia no marcador.

Mas antes de terminar a primeira parte, o “suspeito” do costume, Pote, numa excelente jogada à entrada da área, reduziu para 3-1.

Ao intervalo, Rúben Amorim repôs o meio campo, com que enfrentou a maior parte dos jogos na Liga, fazendo entrar Palhinha e João Mário.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Mas foi, após uma falta sobre Grimaldo, o SL Benfica, num penalti convertido por Seferovic, a dilatar a vantagem. 4-1 era o resultado e os benfiquistas comemoravam, pelas redes sociais, a quase certa conquista do 3.º lugar, após uma vitória sobre Campeão Nacional.

Mas ia começar o “espetáculo” Sporting CP: Minuto 62 e a triangulação Pote, Paulinho, Nuno Santos a funcionar. Ao minuto 78, foi a vez de Pote marcar de penálti e estava feito o 4-3.

E Pedro Gonçalves teve o empate nos pés, quando, já com Helton Leite batido, mandou a bola ao poste.

O Benfica acabou por ganhar o jogo e viu assim garantido o 3.º lugar, após o FC Porto vencer por 3-0 o Rio Ave FC, em Vila do Conde.

Foi uma segunda volta triunfante do SL Benfica que conseguiu só ficar atrás do Sporting CP e do FC Porto. Acabou por ser um feito incrível, visto que esta foi uma das equipas mais baratas do SL Benfica de todos os tempos.

Mas nem só de futebol se vive e, depois de se tornar Campeão Europeu em Futsal, o Sporting CP, ainda sofrendo de uma timbrada “herança pesada”, eliminou o SL Benfica nas meias-finais da “Liga dos Campeões” em hóquei em patins e hoje venceu o FC Porto na final por 4-3.

Mais um título de Campeão Europeu num ecletismo que terá de ser sempre o ADN do Sporting Clube de Portugal.

 

Texto da autoria de Bruno de Carvalho,
antigo Presidente do Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por Joana Mendes