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Chelsea FC 0-1 Leicester City FC: Valeu a “lei da bomba”

A CRÓNICA: LEICESTER CITY FC VENCE CHELSEA FC GRAÇAS A TIELEMENS… E SCHMEICHEL

No panorama do futebol inglês, este é o jogo que muitos sonham vencer: a final da Taça de Inglaterra. Este ano, a partida decisiva da competição de clubes mais antiga do mundo, entre Chelsea FC e Leicester City FC, contou com um extra, mas de extrema importância: o regresso dos adeptos às bancadas de Wembley (tal como havia sucedido na final da Taça da Liga Inglesa).

Dentro de campo, a primeira parte contou com várias aproximações às áreas adversárias, com o Chelsea a aproximar-se mais vezes da baliza do Leicester do que o inverso, mas sem que nenhuma fosse finalizada com um remate enquadrado na baliza. O entusiamo em torno da final transformava-se em nervosismo dentro de campo, com as equipas a mostrarem alguma falta de discernimento na hora de definir os ataques.

O primeiro remate enquadrado só aconteceu aos 53 minutos, mas o cabeceamento de Marcos Alonso saiu fraco e fácil para Kasper Schmeichel. Se de perto não dava, a solução foi óbvia para Tielemens: recorrer à “lei da bomba”. O jovem médio belga disferiu um remate potente ainda antes da meia-lua e não deu hipótese a Kepa. Estava inaugurado o marcador na final da Taça de Inglaterra.

O Chelsea reagiu e teve duas ótimas ocasiões para empatar e, quem sabe, virar o resultado, mas Kasper Schmeichel quase parecia Peter e teve intervenções monstruosas, garantindo a vantagem mínima para os “Foxes”. Quando o dinamarquês não valeu, foi o VAR a salvar o Leicester, ao anular o golo de Ben Chilwell, em cima do minuto 90.

O Leicester City FC segurou a vantagem até ao fim e, assim, volta a erguer um troféu, depois de ter sido campeão inglês em 2015/16. Já o Chelsea FC, perde a primeira de duas finais que tem para disputar em maio, ficando a faltar o jogo decisivo da Liga dos Campeões, frente ao Manchester City FC, no Estádio do Dragão.

 

A FIGURA

Youri Tielemens – Num jogo em que a bola parecia não querer entrar, fosse em que baliza fosse, o médio belga recorreu à sua boa meia distância para fazer a diferença. Um golo de belo efeito que vale a conquista da Taça de Inglaterra para os “Foxes”. Menção honrosa para Kasper Schmeichel, que segurou a vantagem com duas ótimas intervenções.

 

O FORA DE JOGO

Timo Werner – Mais um “dia não” em frente à baliza para o homem que começou a época como a grande esperança ofensiva dos “Blues”. Teve oportunidades para fazer golo (apesar de não terem sido escandalosas), mas não foi capaz de “faturar”, num dia em que a sua equipa bem precisava de inspiração na finalização.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Alinhado em 3-4-3, o Chelsea apresentou as habituais dinâmicas ofensivas: os dois alas a ganhar os corredores (e, por vezes, até a aparecer na área) e os dois homens atrás do ponta-de-lança a pisarem terrenos bem interiores. Já a defender, os alas juntavam-se aos centrais e formavam a também habitual linha de cinco homens, com os médios Kante e Jorginho na sua frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kepa Arrizabalaga (5)

Cesar Azpilicueta (6)

Thiago Silva (6)

Antonio Rudiger (6)

Reece James (6)

N’Golo Kante (6)

Jorginho (6)

Marcos Alonso (6)

Hakim Ziyech (5)

Mason Mount (5)

Timo Werner (5)

SUBS UTILIZADOS

Christian Pulisic (5)

Ben Chilwell (6)

Kai Havertz (5)

Callum Hudson-Odoi (5)

Olivier Giroud (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEICESTER CITY FC

Também o Leicester se apresentou com três centrais, mas em 3-4-1-2. Contudo, a lesão de Jonny Evans, pouco depois da meia hora de jogo, obrigou à adaptação do lateral Castagne ao eixo da defesa. No momento ofensivo, foi a Ayoze Perez que ficou entregue a função que habitualmente é de James Maddison, no apoio a Vardy e Iheanacho.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kasper Schmeichel (7)

Wesley Fofana (6)

Jonny Evans (5)

Caglar Soyuncu (6)

Timothy Castagne (6)

Youri Tielemens (7)

Wilfred Ndidi (6)

Luke Thomas (6)

Ayoze Perez (6)

Kelechi Ieanacho (5)

Jamie Vardy (5)

SUBS UTILIZADOS

Marc Albrighton (6)

James Maddison (5)

Wes Morgan (5)

Hamza Choudhury (5)

Artigo revisto por Joana Mendes

Boavista FC 1-0 Portimonense SC: Último jogo no Bessa valem três pontos valiosos

A CRÓNICA: NUM JOGO SEM FULGOR, VALEU O DESVIO DE POROZO

Jogou-se mais um duelo da 33ª jornada da Primeira Liga. Desta vez, foi o Portimonense SC a deslocar-se ao Estádio do Bessa para defrontar o Boavista FC. O objetivo das equipas era o mesmo: o garantir da manutenção. À entrada para este encontro, tanto a equipa algarvia como a equipa da Invicta, faziam parte do lote de clubes que se encontravam na linha de água e ambicionavam arrecadar os três pontos para continuarem na divisão maior do futebol português.

Daquilo que se lê nos livros sobre o que é futebol e dados os objetivos das equipas, a primeira parte em pouco ou nada se retratou de forma idêntica. Com a posse de bola bem dividida entre as equipas e um verdadeiro festival de passes entre jogadores, pecaram por escassas as oportunidades de golo parte a parte. Diga-se de passagem, que, em 45 minutos, foram mostrados mais cartões amarelos do que foram efetuados remates (quer enquadrados ou não), dado que remates nem vê-los, mas o árbitro Hugo Miguel foi ao bolso por duas ocasiões.

Via-se um Portimonense SC algo perdido naquilo que tocava ao critério no último terço e notava-se mesmo uma certa confusão no entrosamento entre jogadores aquando da chegada à área de Léo Jardim. Já da parte do Boavista FC, os fatores eram os mesmos, sem qualquer diferença notória. Esperava-se algo díspar na segunda parte.

Demorou quase 20 minutos a tornar-se algo diferente daquilo que se viu na primeira parte. Ao minuto 71, foi o Boavista FC a desbloquear o marcador, depois de um início de segunda parte totalmente semelhante aos 45 minutos da primeira. Com alguma confusão dentro da área da equipa de Paulo Sérgio, Sebastian Pérez rematou e, com um desvio subtil, foi Jackson Porozo a colocar a bola dentro da baliza de Samuel Portugal.

Por sinal, a única coisa diferente vista no jogo foi mesmo o golo solitário dos boavisteiros. Os restantes minutos até soar o apito final do árbitro Hugo Miguel foram, mais uma vez, o espelho do restante duelo. Só no último minuto do encontro se fizeram soar os alarmos na baliza da equipa de Jesualdo Ferreira, mas um corte milagroso da defesa sobre a linha de golo salvou o Boavista FC de sofrer o golo do empate.

No final, restou a vitória das panteras da Invicta que, depois de vencer o Portimonense SC por 1-0, ainda mantêm vivo o sonho de garantir a manutenção na Primeira Liga. No que concerne ao Portimonense, a esperança ainda existe e pairará sobre o jogo decisivo da última jornada do campeonato.

 

A FIGURA

Jackson Porozo – Num jogo sem oportunidades flagrantes, bastante dividido a meio-campo e com duas equipas a sofrer para garantir a permanência na Primeira Liga, valeu o desvio de Jackson Porozo para o golo solitário do Boavista FC. O jogador equatoriano estava no local certo à hora certa.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Portimonense SC – quem joga na expetativa e precisa de pontuar, arrisca-se a perder o jogo. Os algarvios esperaram e mexiam as peças do seu xadrez conforme o movimento da pantera. Durante a primeira metade, não desferirem um único remate à baliza adversária e só “acordaram” quando já estavam em desvantagem. A atitude desvaneceu ao longo dos 90 minutos…

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Defronte do Sporting CP, na passada jornada, Jesualdo Ferreira adotou um 5-3-2, sistema tático que privilegiou as preocupações defensivas: A. Gomes foi utilizado na frente de ataque, no apoio a Elis, enquanto que Show e Nuno Santos se incumbiam das transições, quer ofensivas, quer defensivas. Hoje, diante do Portimonense SC, desdobrou-se um 3-5-2: o reforço do centro do terreno traduziu-se como a diretiva para uma partida de “tudo ou nada”.

Entrada tímida na primeira parte. Busca incessante pela profundidade de Elis e pela criatividade ora de A. Gomes, ora de Gustavo Sauer. Nota positiva para as triangulações desenhadas no centro de terreno, embora não surtissem o efeito desejado. Defensivamente, o trio defensivo não teve encargos dignos de registo, bem como o guarda-redes Léo Jardim. Ofensivamente, o perigo (ou protótipo) chegava através das bolas paradas.

A segunda metade traduziu-se, praticamente, num reflexo da primeira. Até ao golo apontado, o Boavista FC dispunha-se maioritariamente no meio campo adversário, porém sem edificar jogadas que resultassem em oportunidades flagrantes de golo. Porozo, através do pleno sentido de oportunidade e insistência, sentenciou a partida e coroou a exibição que, até aí, se mostrou sólida defensivamente.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (6)

Rami (6)

Chidozie (6)

J. Porozo (7)

R. Cannon (5)

Paulinho (6)

A. Gomes (6)

Perez (6)

Ricardo Mangas (5)

A. Elis (5)

Gustavo S. (6)

 

SUBS UTILIZADAS

Yusupha

Show

N. Santos

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

No desaire caseiro frente ao Moreirense FC, Paulo Sérgio arquitetou um 4-3-3 clássico, com enfoque no designado “futebol total”: laterais projetados, meio-campo móvel e alas com ordens para a realização de movimentos interiores. Na deslocação ao Bessa, observou-se uma temeridade acrescida: um 3-5-2, à semelhança do adversário, com músculo no miolo. Nota, também, para o avanço de Dener na quadra (responsável para a condução do ataque algarvio, juntamente com Beto).

A primeira metade foi empreendida na gestão da expectativa face ao que o adversário podia ou não urdir. Mesmo adentrando por este espetro, o Portimonense SC não teve grandes sustos defensivos e disputou o jogo a meio-campo, surfando na onda boavisteira. Beto e Aylton Boa Morte – regra de 2020/2021 – eram os mais atrevidos no ataque e imprimiam alguma velocidade à partida, mesmo sem causar situações passíveis de perigo.

A segunda parte alvinegra não contrastou com a primeira. Permaneceu a postura expectante e pálida. Depois do golo sofrido, sinalizou-se uma diferença no que concerniu ao espírito combativo, mas a peleja continuava a ser efetuada no centro do terreno e não na grande área adversária. Léo Jardim negou o empate, perto do término da partida, num lance de bola parada…

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samuel (5)

Lucas (6)

Maurício (6)

Willyan (5)

F. Moufi (5)

Aylton Boa Morte (5)

Fabrício (6)

P. Sá (5)

K. Anzai (6)

Beto (5)

Dener (5)

 

SUBS UTILIZADAS

Ewerton

Anderson

B. Moreira

Poha

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Boavista FC

BnR: Antes de o Boavista FC se colocar em vantagem, lançou Yusupha e retirou o Gustavo Sauer de modo a imprimir mais velocidade no ataque e encostar o Portimonense ao seu meio-campo, mas o golo acabou por surgir numa bola parada. Pergunto-lhe se esperava que o golo surgisse a partir de uma jogada corrida…

Jesualdo Ferreira: Porquê? Não valia? (risos). Acho que a equipa teve uma atitude incrível. Tal como em muitos outros jogos, a equipa lutou contra outra muito forte atleticamente. Este Portimonense SC impõe-se pela forma como joga e como se organiza. Acho que até cinco minutos antes de fazermos o golo, dominamos completamente o jogo, controlamos os espaços todos. Fizemos adaptações táticas durante o jogo, trocamos jogadores para mudar a nossa capacidade ofensiva. Depois do golo, vem o problema de segurar o resultado. Hoje chegamos ao limite porque não havia mais jogo nenhum para podermos chegar ao nosso objetivo. A equipa foi capaz de defender bem, fê-lo de uma forma simples perante o jogo direto do Portimonense SC, com o acréscimo de alguns jogadores na área.

 

Portimonense SC

BnR: Perdeu pontos valiosos aqui, no Estádio do Bessa, que acabariam por ajudar na luta pela manutenção. Pergunto-lhe qual acha que foi o fator que correu mal para sair daqui sem pontos?

Paulo Sérgio: Acho que o Boavista saiu da partida feliz, na forma como chegou ao golo. Durante os 94 minutos, não deixamos o Boavista FC enquadrar um remate na nossa baliza. Fizemos um jogo, taticamente, quase irrepreensível. Mas o Boavista FC teve a felicidade do jogo: uma bola que ressaltou da entrada da área e ainda bateu nos nossos jogadores. Na parte final, tivemos uma bola quase dentro da baliza. A felicidade caiu para o lado deles. Não fomos felizes.

 

Artigo realizado por Andreia Araújo e Romão Rodrigues

Dérbi | Os 5 jogadores do Sporting CP mais decisivos no século XXI

O Grande Dérbi da capital tem proporcionado a ambos os lados da contenda momentos inolvidáveis, muito graças aos intervenientes de altíssimo nível que assumem a batuta nos jogos mais importantes. Assim, na antecâmara do dérbi de consagração do campeão Sporting CP, elencámos os cinco jogadores do lado verde e branco do confronto que maior destaque granjearam no século XXI.

Rio Ave FC x FC Porto | Há um objetivo para selar

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32.º Jornada da Primeira Liga: sábado, 20h30, 15 de maio de 2021
ANTEVISÃO: A CHAMPIONS ESTÁ AO VIRAR DOS ARCOS

O campeonato está na sua reta final, com o campeão já decidido, porém há outras metas que ainda não conhecem o seu desfecho, como a luta pelos lugares europeus e da manutenção. Por um lado, o FC Porto pode, amanhã, garantir o 2.º lugar da liga portuguesa, bastando apenas um empate para o efeito. Por outro lado, os comandados por Miguel Cardoso estão na aflitiva luta pelos postos de permanência do escalão principal do futebol nacional.

OS DRAGÕES QUEREM GANHAR O SEGUNDO LUGAR PERANTE UMA EQUIPA QUE ESTÁ EM DIFICULDADES NO CAMPEONATO. SERÁ QUE VENCEM? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Num terreno tradicionalmente difícil, o Estádio dos Arcos, até pela sede de pontos que a formação vilacondense tem, a tarefa do FC Porto não se adivinha tão fácil como os lugares da classificação parecem querer demonstrar. Não esquecer que os azuis e brancos vêm de dois empates seguidos, nas partidas fora de casa, que foram o principal fator de “escorregadelas” do grupo de trabalho de Sérgio Conceição.

Por fim, este desafio, também poderá ter outros motivos de interesse, tais como a titularidade para João Mário, que se exibiu em bom plano, no último jogo, a aposta continuada em Grujic e a frente de ataque que os azuis e brancos poderão apresentar, já que Marega, pelas recentes notícias, não deve ser mais aposta do FC Porto.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Taremi, com 15 golos, ambiciona ainda poder chegar à Bota de Prata, sendo que está a três tentos da dupla Seferovic e Pedro Gonçalves;
  2. O FC Porto já não vence no Estádio de Arcos, desde 2017;
  3. Ambos os guarda-redes são os atletas com mais minutos em cada equipa;
  4. A maior vitória dos dragões, em Vila de Conde, foi de 0-7, há mais de 30 anos;
  5. Os vilacondenses só em 2 ocasiões conseguiram vencer os portistas;
  6. O empate tem sido o resultado mais frequente dos últimos anos;
  7. Miguel Cardoso fez a sua estreia, no regresso, frente ao FC Porto, na 1.º volta;
  8. Bi-bota, Fernando Gomes, é o jogador com mais golos em partidas entre as duas formações, com 18;
  9. O Rio Ave FC sempre foi uma das vítimas preferidas de Marega, pois o maliano já faturou por 7 vezes;
  10. Tarantini também tem o costume de fazer o gosto ao pé frente ao FC Porto, pois já marcou por 3 ocasiões diferentes.

JOGADORES A TER EM CONTA

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

João Mário (FC Porto) – A verdade é que na sua posição de raiz, extremo, João Mário nunca evidenciou um potencial que lhe permitisse antever chegar a um nível de estrela, talvez por isso o corpo técnico do FC Porto tenha começado a ambientar o jovem jogador à posição de lateral direito. Posição essa que atuou na última partida e que se exibiu a um bom nível, já que é dono de uma boa velocidade que permite explorar com facilidade a profundidade que o flanco direito lhe dá e também tem um drible que lhe permite passar pelos adversários sem grande dificuldade.

Gelson Dala (Rio Ave FC) – O futebolista consegue atuar em qualquer posição do ataque, o que dá uma panóplia de opções para o treinador, sendo que parece ser no apoio à principal referencia ofensiva em que se encaixa melhor, pois com a sua velocidade e capacidade técnica consegue envolver-se em apoios ao ponta de lança e criar boas chances de perigo. O jovem será certamente uma das principais ameaças que a defesa azul e branca terá de enfrentar, sendo que se conseguir controlar o ex-jogador leonino conseguira manter inerte o rendimento ofensivo da formação da casa.

XI PROVÁVEIS

Rio Ave FC: Kieszek, Ivo Pinto, Borevkovic, Nélson Monte, Savio, Tarantini, Filipe Augusto, Geraldes, Carlos Mané, Gelson Dala e Junior Brandão

Treinador: Miguel Cardoso

“Temos de pensar em nós e acreditar que é possível vencer”

FC Porto: Marchesin, João Mário, Pepe, Diogo Leite, Manafá, Grujic, Uribe, Luis Diaz, Otávio, Taremi e Toni Martinez

Treinador: Sérgio Conceição

PREVISÃO DO RESULTADO: RIO AVE FC 1-2 FC PORTO

Artigo revisto por Joana Mendes

SL Benfica x Sporting CP | Um dérbi pela honra

Primeira Liga, jornada 33: sábado, 18h, 15 de maio de 2021

ANTEVISÃO: SERÁ QUE O SL BENFICA VAI PÔR FIM À INVENCIBILIDADE DO SPORTING CP?

O SL Benfica recebe o atual campeão nacional num jogo que promete deixar os nervos “à flor da pele”. Se por um lado as águias querem ganhar o jogo para sonhar com um possível segundo lugar e para pôr fim à invencibilidade dos leões, por outro, a equipa do lado oposto da Segunda Circular quer fazer história – terminar a época sem nenhuma derrota na Primeira Liga.

O SPORTING CP CHEGA À LUZ COMO CAMPEÃO E QUER AGORA MANTER O REGISTO INVICTO NO CAMPEONATO. SERÁ QUE OS ENCARNADOS VÃO CONSEGUIR EVITAR ESTE REGISTO? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Apesar do título de campeão já estar entregue, espera-se um jogo equilibrado e bem disputado, digno de dérbi. A separar os rivais lisboetas estão 12 pontos, mas, apesar da diferença pontual, só a vitória interessa. O SL Benfica encontra-se em terceiro lugar, com 70 pontos, e o Sporting CP em primeiro lugar, com 82 pontos.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Este é o 311º encontro oficial entre as duas equipas.
  2. Na primeira volta, os leões derrotaram as águias por 1-0, com um golo de Matheus Nunes, aos 92 minutos.
  3. Na presente época, a equipa orientada por Jorge Jesus conta com 21 vitórias, sete empates e quatro derrotas e a equipa de Rúben Amorim soma 25 vitórias, sete empates e um espantoso nulo, no que às derrotas diz respeito.
  4. A nível de golos, na Primeira Liga, o SL Benfica marcou mais (62) do que o Sporting CP (57), mas também sofreu mais oito golos (23) do que os verde e brancos (15).
  5. No que toca a resultados nos 310 confrontos, as águias são superiores, somando 135 vitórias e 110 derrotas. Os restantes 65 jogos terminaram empatados.
  6. Falando de golos, o histórico também é favorável para os encarnados: 523 golos marcados e 471 sofridos.
  7. Nas últimas cinco deslocações à Luz, os leões registaram uma vitória, duas derrotas e dois empates.
  8. Para este jogo as equipas têm de ter especial atenção ao ataque do adversário, uma vez que se vão defrontar dois dos três melhores ataques da Primeira Liga.
  9. Seferovic e Pedro Gonçalves estão na luta para vencer o prémio de melhor marcador, ambos com 18 golos. Para além disso, o Sporting CP também tem de ter atenção a Grimaldo e Everton, que somam oito assistências, até ao momento, e a Darwin que já conta com nove.

10. Para este jogo, Rúben Amorim não pode contar com o central Feddal, que vai cumprir um jogo de castigo por acumulação de cartões amarelos.

JOGADORES A TER EM CONTA

Everton tem estado em destaque no lado do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Everton (SL Benfica) – Everton tem sido um dos maiores destaques dos encarnados nesta fase final da Primeira Liga. Para além de ser um dos jogadores com mais assistências até ao momento (8), também tem sido decisivo no que a golos diz respeito. Foi considerado o Homem do Jogo frente ao CD Tondela e ao FC Porto. A “magia” que tem espalhado em campo, as assistências e os golos são provas do bom momento que o brasileiro atravessa. Não há dúvidas de que pode ser uma dor de cabeça para os leões.

 

Paulinho quererá marcar frente ao SL Benfica
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Paulinho (Sporting CP) – Se quisermos falar do atual campeão nacional, temos de referir o avançado português. No jogo frente ao Boavista FC, Paulinho marcou o golo da vitória que valeu o 19º título para os leões. Apesar de só ter chegado à equipa leonina em fevereiro deste ano e de, numa fase inicial, o seu rendimento não ter sido o melhor face ao que estávamos habituados a ver, Paulinho tem vindo a evoluir. O avançado tem estado de pé quente e já marca há duas jornadas consecutivas. Posto isto, a defesa encarnada tem de ter muita atenção ao português.

 

XI’S PROVÁVEIS

SL Benfica: Helton Leite, Lucas Veríssimo, Otamendi, Vertonghen, Diogo Gonçalves, Weigl, Taarabt, Grimaldo, Rafa, Seferovic, Everton.

Treinador: Jorge Jesus

“É um dérbi, é sempre apaixonante. Vai ser um jogo emotivo e equilibrado, independentemente dos objetivos no imediato do Sporting e do Benfica. É um encontro com responsabilidade acrescida, porque para o Benfica é sempre para ganhar, seja com quem for. Espero que seja um bom desafio, jogado pelas três equipas, que não tenha casos e que o Benfica jogue dentro daquilo que tem capacidade de fazer para sair vencedor.”

 

Sporting CP: Adán, Gonçalo Inácio, Coates, Neto, Porro, João Mário, Palhinha, Nuno Mendes, Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Paulinho.

Treinador: Rúben Amorim

“É sempre um dérbi, e é importante para os adeptos. O Benfica ainda está na luta por um lugar, e nós já temos a nossa classificação feita. Temos coisas para andar para a frente. Temos que ver soluções e preparar o próximo ano. Temos o objetivo de não perder esta época, mas o mais importante é começar a construir o futuro e a preparar o que vem aí.”

 PREVISÃO DE RESULTADO: SL Benfica 2-1 Sporting CP

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 5 jogadores fundamentais para o título | Sporting CP

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Conquistado o 23º título de campeão nacional da história do Sporting Clube de Portugal, é imperativo congratular os jogadores, equipa técnica e direção pelo trabalho incrível que foi desenvolvido durante a época e que culminou com a conquista de um título altamente improvável, mas que voltou a encher de orgulho milhões de sportinguistas em todo o mundo.

Em campo, todos os jogadores tiveram a sua importância em momentos diferentes da época. Aliás, essa é uma das características da equipa do Sporting CP: não há nenhuma “estrela”, mas sim uma equipa unida, com vários jogadores de grande qualidade e com muito potencial. De todos eles, destacamos os cinco que se assumiram como os esteios da equipa e que foram fundamentais para o país voltar a pintar-se de verde e branco 19 anos depois.

UD Leiria 1-1 SCU Torreense: Leirienses cedem empate e comprometem luta pela subida à 2ª Liga

A CRÓNICA: RESILIÊNCIA DO TORREENSE ACABOU POR FALAR MAIS ALTO

A UD Leiria recebeu o Sport Clube União Torreense, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em partida a contar para a quarta jornada do grupo Sul, correspondente à fase de acesso à 2ª Liga. Uma vitória neste encontro era resultado obrigatório para ambas as equipas, de maneira a manterem vivas as esperanças de subida, quando faltam duas jornadas para o término do playoff.

Numa primeira parte morna, em que escassearam as oportunidades de golo, foi a equipa da casa quem entrou melhor na partida, assumindo desde o começo uma postura ofensiva. A primeira grande oportunidade do jogo foi mesmo dos anfitriões, à passagem do minuto 2’, mas Badara não conseguiu concretizar. O primeiro golo do jogo surgiria dez minutos mais tarde, por intermédio de Badara, que desta feita não vacilou, após a conversão de um pontapé de canto. O Torreense, por sua vez, tentou responder, mas não conseguiu criar perigo de maior junto da baliza dos leirienses.

No segundo tempo, o Torreense correu atrás do prejuízo, tentado criar oportunidades para marcar mas, à imagem do sucedido na primeira parte, sentiu dificuldades ao nível da construção e da transição ofensiva. Ainda assim, nos últimos vinte minutos da partida aumentaram a intensidade, chegando ao golo da igualdade à passagem do minuto 76’, por intermédio de David Rosa. Ambas as equipas ainda lutaram para desfazer o nó no marcador, mas marcador terminou mesmo empatado no final.

Com este resultado, a UD Leiria ocupa a terceira posição do grupo da Zona Sul com quatro pontos, enquanto o Torreense se mantém na segunda posição, em igualdade pontual com o Estrela da Amadora, ainda que com um jogo a mais.

A FIGURA

Alioune Badara – O possante avançado senegalês da UD Leiria, que está a viver um excelente momento de forma, foi, a meu ver, a figura do encontro, ainda que tenha sido substituído nos primeiros minutos da segunda parte. Começando o encontro no onze inicial, mostrou serviço desde cedo, sendo o homem mais perigoso da formação da casa, tendo mesmo apontado o golo da sua equipa.

 

O FORA DE JOGO


Organização da UD Leiria – A formação da casa foi melhor que o adversário em quase toda a partida, mas nos últimos vinte minutos acabou por conceder o golo da igualdade, num período em que a equipa mostrou menos intensidade em comparação ao nível apresentado na restante partida.

ANÁLISE TÁTICA – UD LEIRIA

A União Desportiva de Leiria alinhou num sistema tático em 4-3-3. Renato Alexandre e Badará foram novidades no onze inicial, com este último a ser preponderante na partida, ao apontar o tento do Leiria. A formação da casa conseguiu superar-se em relação ao adversário, estando sempre mais dentro da partida, principalmente a nível ofensivo. Os leirienses desceram de rendimento nos vinte minutos finais da partida, acabando por sofrer o golo da igualdade dentro desse período.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Fábio Ferreira (6)

João Dias (c) (6)

Babanco (6)

Leandro Antunes (6)

Victor Massaia (7)

Kaká (6)

Andrézinho (6)

Renato Alexandre (7)

Diego Galo (6)

Perdigão (6)

Badará (8)

SUBS UTILIZADOS

Afonso Caetano (6)

João Paredes (6)

Tiago Castro (6)

Rui Gomes (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SCU TORREENSE

A formação orientada por Filipe Moreira começou por se posicionar em campo num dispositivo tático de 5-3-2, até ao momento do golo sofrido, em que alterou o seu sistema para 4-3-3, chegando mesmo a organizar-se num 3-4-3 no momento de transição ofensiva. O SCU Torreense sentiu algumas dificuldades no momento de construção, face à pressão exercida pelo adversário ao longo do encontro, tendo-se mostrado ao seu melhor nível apenas nos últimos vinte minutos, período no qual chegou mesmo à igualdade na partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marcelo Valverde (6)

Traoré (6)

João Pereira (6)

Zezinho (6)

Ragner (6)

Ricardinho (6)

David Rosa (7)

Weliton (c) (6)

Torcantins (6)

Silas (6)

Ulisses (6)

SUBS UTILIZADOS

Filipe Andrade (6)

Ailson (6)

Gui (-)

Rodrigo Lima (-)

FC Paços de Ferreira 0-2 Gil Vicente FC: ‘Galos’ garantem a manutenção em grande nível frente a um Paços de Ferreira desligado

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A CRÓNICA: GILISTAS APRESENTARAM-SE EM GRANDE NÍVEL EM JOGO DECISIVO

Embate entre castores e galos inaugura a jornada 33, a penúltima da Primeira Liga Portuguesa 2020/2021. As duas equipas uniram esforços para lutar pelos três pontos, mas o resultado tinha mais impacto que vinha à Capital do Móvel à procura de assegurar a manutenção – faltava apenas um ponto à equipa liderada por Ricardo Soares para carimbar a permanência no próximo campeonato português. Quanto à equipa da casa, na quarta-feira celebrou a conquista do quinto lugar no sofá, depois do Vitória SC perder frente ao FC Famalicão. Sem subir ou descer na tabela classificativa, restava a luta pelo orgulho e pela honra do clube em querer ganhar sempre.

O Gil Vicente FC quis despertar o FC Paços de Ferreira logo de início aos três minutos com um remate (ainda que à figura) de Leautey. Rebocho e Maracás ficaram mal na fotografia, uma vez que o português não conseguiu cortar eficazmente o passe longo de Joel Pereira e Maracás foi traído pelo avançado francês. Quase dava golo para os visitantes. E minutos depois surgiria mesmo o golo, mas foi Lourency o protagonista. Bola aérea da defesa para o lado esquerdo do ataque, o brasileiro soube esperar, tocar para Pedro Marques e avançar no terreno para receber mais à frente, onde só teve de rematar. Michael foi para um lado, mas a bola foi junto ao poste e acabara por entrar. O emblema de Barcelos estava mais perto da manutenção.

Lourency matou o SL Benfica ao fazer o 2-0
Fonte: Isabel Silva/ Bola na Rede

Entre o minuto 20/30 ainda vimos um FC Paços de Ferreira mais espevitado e a fazer uso da cobrança de bolas paradas para tentear chegar à baliza de Denis. Ainda assim, sempre que o emblema de Barcelos iniciava um ataque rápido a defesa pacense sentia imensas dificuldades em travar essas mesmas investidas. Leautey, no lado esquerdo, estava a fazer o que queria de Pedro Rebocho e mesmo Pedro Marques e Lourency criavam sérios problemas à equipa da casa. O trio de ataque estava a encostar às cordas o FC Paços de Ferreira e os castores, caso quisessem vencer ou até mesmo empatar a partida, teriam de mudar o chip ao intervalo.

De novo, a história da primeira parte repete-se – entrada forte do Gil Vicente FC e desta vez foi Pedro Marques, a fazer um túnel a Maracás e a rematar em direção à baliza, mas valeu o corte de Rebocho. Ainda assim, a bola sobrou para Claude Gonçalves que pôs Michael à prova, mas neste lance passou no teste, desviando a bola para a linha final.

E confirmava-se – a segunda parte estava mesmo a ser o espelho da primeira. Grande asneiro de Eustáquio que passa para o espaço entre Maracás e Marco Baixinho, mas quem acaba por receber a bola é Pedro Marques, que só teve de se adiantar e, com classe, picou a bola por cima de Michael. 0-2 para o Gil Vicente FC e Ricardo Soares e os seus pupilos já sonhavam com a tão desejada manutenção na Primeira Liga. E muito pouco tempo depois, nova desatenção da defesa pacense e Pedro Marques esteve quase a bisar, não fosse Maracás a cortar mesmo no limite da linha de golo. Vantagem justíssima do Gil Vicente FC que mostrava não estar ainda satisfeito com o resultado.

O Gil Vicente FC dominava e uma vez apareceu Pedro Marques em zona de finalização. Excelente combinação da equipa gilista, com Pedrinho a receber no meio, abrir para o corredor esquerdo onde estava Lourency que centro rasteiro para a zona intermédia da grande área. O jovem avançado português tinha todo o tempo do mundo, mas de primeira enviou ao lado da baliza. Minutos depois, novo lance de perigo para a baliza do FC Paços de Ferreira e não fosse Michael Fracaro a evitar com uma grande defesa o resultado já podia estar ainda mais largo. Claude Gonçalves leva a bola quase até à linha final e remata com força para o primeiro poste, mas o guardião pacense afastou o perigo.

O Gil Vicente a partir dos 70 minutos tirou o pé do acelerador, mas mesmo assim o FC Paços de Ferreira não se conseguiu entrosar na partida. Sem mais oportunidades flagrantes, terminava assim o jogo e o Gil Vicente FC garantia a manutenção na Primeira Liga, fazendo a festa no Estádio Capital do Móvel.

A FIGURA


Pedro Marques – O ponta de lança emprestado pelo Sporting CP esteve em grande no Estádio Capital do Móvel. Para além de ter marcado, assistiu também para o golo de Lourency e ainda teve nos pés a oportunidade para dilatar a vantagem. Foi um autêntico quebra-cabeças para a Maracás e Marco Baixinho, ele que é muito forte fisicamente e também no jogo de costas para a baliza. Grande exibição do jovem português.

 

O FORA DE JOGO


Pedro Rebocho – O lateral esquerdo deixou muito a desejar neste jogo, principalmente nos primeiros 45 minutos. Defensivamente teve vários erros que poderiam ter prejudicado a equipa e ofensivamente não teve espaço para progredir nos corredores. Contudo, de destacar que Eustáquio não esteve nos seus melhores dias e o passe que dá origem ao segundo golo do Gil Vicente FC é um reflexo da exibição.

ANÁLISE TÁTICA FC – PAÇOS DE FERREIRA

Onze inicial com duas caras novas, tanto na baliza como no centro do terreno. Jordi Martins dá lugar ao guardião Michael Fracaro, que até à data tinha jogado apena uma vez para a Taça de Portugal. No centro da defesa, Maracás e Marco Baixinho fazem parelha, acompanhados, do lado esquerdo, por Pedro Rebocho e do lado direito por Jorge Silva. No meio campo, Stephen Eustáquio e Bruno Costa mantêm a titularidade e Matchoi Djaló, de apenas 18 anos, estreia-se a titular, ele que deu boas indicações nos minutos que jogara frente ao CS Marítimo. Na frente, no corredor mais à esquerda está João Amaral e no lado oposto o dono do lugar é Zé Uilton. No centro do ataque, Douglas Tanque regressa à titularidade. Pepa utiliza o seu esquema habitual de 4-3-3 para o último jogo caseiro ao serviço do FC Paço de Ferreira.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Michael Fracaro (6)

Pedro Rebocho (4)

Maracás (5)

Marco Baixinho (5)

Jorge Silva (5)

Bruno Costa (5)

Stephen Eustáquio (4)

Matchoi Djaló (5)

João Amaral (5)

Douglas Tanque (6)

Zé Uilton

SUBS UTILIZADOS

Hélder Ferreira (5)

Luiz Carlos (6)

Luther Singh (5)

João Pedro (6)

Marcelo (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

O Gil Vicente também entrara em campo num sistema tático de quatro defesas, três médios e três avançados, jogando “de igual para igual” com o FC Paços de Ferreira. Na baliza estava Denis, no corredor defensivo direito Joel Pereira, no centro a dupla habitual Rodrigão e o experiente Rúben Fernandes e do lado esquerdo Talocha mantinha o lugar. Na linha de meio campo, destaque para a ausência de Lucas Mineiro, dando a sua vez a Pedrinho, acompanhado por Vítor Carvalho e Claude Gonçalves. No ataque, Lourency e Leautey estavam nas extremidades (lado esquerdo e direito, respetivamente) e Pedro Marques era o homem escolhido para o ataque em detrimento do melhor marcador da equipa Samuel Lino.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Denis (6)

Talocha (7)

Rúben Fernandes (7)

Rodrigão (7)

Joel Pereira (7)

Claude Gonçalves (6)

Vítor Carvalho (6)

Pedrinho (7)

Lourency (8)

Pedro Marques (9)

Antoine Leautey (7)

SUBS UTILIZADOS

Samuel Lino (6)

Lucas Mineiro (6)

Diogo Silva (-)

Kanya Fujimoto (-)

Paulinho (-)

  

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Paços de Ferreira

BnR: Com o objetivo já cumprido, fica uma sensação agridoce despedir-se do Estádio Capital do móvel com este resultado?

Pepa: Não é. Podia ter saído com uma vitória e mais do que uma vitória com uma exibição condizente, ao espelho daquilo que fizemos na época toda. Mas não foi, estou ainda a quente do jogo, mas pensando a frio, independentemente desta exibição, deu-me um orgulho tremendo este grupo de trabalho, tudo o que foi feito e tudo o que foi conquistado. Portanto, não vai ficar na memória, o que fica na memória é eu estar aqui há alguns dias e eu sempre que entro aqui já entro com nostalgia. O que fico é uma época fantástica e que vai ficar para sempre na história do clube e nos nossos corações. Isso é o que fica. Neste jogo não tivemos bem, o Gil Vicente FC foi superior o jogo todo e por isso há pouco mais a dizer, sem querer estar a tirar mérito a quem o teve.

Gil Vicente FC

BnR: Num momento em que a equipa tinha mais pressão para conseguir bons resultados, eles aparecem. Como é que se tira esta pressão da equipa e se dá a volta por cima?

Ricardo Soares: Nós estávamos a ter um conjunto de jogos muito seguidos e não conseguíamos colocar o nosso processo de jogo e as nossas ideias porque basicamente não tivemos tempo para treinar. Como sabem eu entrei no Gil Vicente FC numa situação difícil, o clube estava nos lugares de descida e depois fruto de também irmos longe na Taça de Portugal isso deu uma densidade de jogos elevada. Essa densidade de jogos retirou-nos processo, mas nós não abdicámos do processo. Mesmo com essa falta de treino, sabíamos que íamos sofrer, mas não quisemos ultrapassar etapas. Estávamos seguros do nosso trabalho e da qualidade dos jogadores à disposição e fomos sempre conversando de uma forma aberta, tranquila e de confiança com os jogadores. Eles foram acreditando neles próprios, mesmo sendo muito difícil. Estes jogadores tiveram esse método de acreditar em nós, de perceber que isto era uma batalha e que quando tivéssemos mais tempo para treinar a equipa ia dar um salto qualitativo e ia jogar de acordo com aquilo que nós pretendíamos porque os jogadores têm muita qualidade como mostraram hoje e nos outros jogos atrás. A partir do momento em que somos eliminados da Taça de Portugal, e nós queríamos muito ir às meias finais porque o FC Porto foi melhor e venceu com justiça, tivemos capacidade e dias para treinar. A partir daqui tudo mudou. Tivemos alguns treinos, mas eram mais recorrentes ao vídeo, que não é a mesma coisa, permite-nos ver o nosso jogo, mas não chegar lá. Nós acreditámos muito, os jogadores acreditaram em nós, foi difícil, mas tenho muito orgulho neles e principalmente gratidão. O próprio clube merece uma palavra, principalmente o presidente, porque nós sabemos bem como é que isto [o futebol] é. A equipa foi crescendo e agora foi para um nível que nem eu perspetivava. Eu sabia que nós iríamos crescer e que íamos valorizar com este jogar, mas hoje o Gil Vicente FC está num nível elevadíssimo. Foi uma semana atrás com o SC Braga, em Belém e perdemos, com o Moreirense FC e perdemos e com o FC Famalicão e também perdemos depois ganhamos com alguma segurança frente ao Vitória SC, Rio Ave FC e SL Benfica. Parabéns aos meus jogadores.

Imortal BC 68-97 FC Porto: O segundo finalista tem um dragão ao peito

A CRÓNICA: BASQUETEBOL BONITO DESFEZ DESGASTE ALGARVIO

Na luta pela descoberta do segundo finalista do campeonato nacional de basquetebol, depois do Sporting CP ter vencido, de forma invicta, a série frente ao SL Benfica (3-0), o outro duelo deu-se em Albufeira. No seu pavilhão, o Imortal BC recebeu o FC Porto para um encontro que poderia ditar o fim da época dos algarvios e consequente passagem dos dragões à final, ou um suspirar de alívio e esperança para o Imortal BC na luta pelo objetivo.

Sem grandes esforços e com as mãos quentes, o FC Porto entrou no jogo a abrir. A reação do Imortal BC ainda foi algo positiva, através da assertividade de lançamentos dos bases, mas foram os dragões a levar a melhor no primeiro quarto, com o marcador a ditar 20-31.

Com os comandados de Luís Modesto a precisar de reagir para ir em busca da esperança para dar a volta ao resultado da série, o Imortal BC ainda fez frente ao FC Porto ao reduzir a vantagem portista para seis pontos, mas a turma da Invicta não se conformou e começou a cozinhar o resultado bem cedo no jogo. 44-55, era este o resultado que ditava o marcador à chegada do intervalo, com vantagem para os jogadores de Moncho López.

Voltou-se dos balneários e o Imortal BC continuava a tentar correr atrás do resultado. O que ficava realmente no olho era o basquetebol bonito praticado pelo FC Porto. Toda a equipa era envolvida no processo ofensivo e a diferença no resultado ia aumentando como culminar desse trabalho coletivo. Já do lado contrário, o desgaste físico dos algarvios foi-se demonstrando com o passar do tempo e o corpo já não conseguia acompanhar a cabeça. À entrada para os dez minutos finais, o resultado fixava-se num 60-79, favorável ao FC Porto.

Caminhando a passos largos para o último soar da buzina, o desgaste do Imortal BC tomou conta do jogo. Nos primeiros cinco minutos do último período, os algarvios concretizaram apenas dois pontos, enquanto a equipa de Moncho López continuava a aumentar a vantagem. No período inteiro, a equipa de Luís Modesto apenas concretizou oito pontos e o FC Porto selou a vitória e a passagem à final do campeonato nacional de basquetebol.

O resultado terminou com uma vitória dos dragões por 68-97, ao passo que, desta forma, defrontam o Sporting CP na derradeira luta pelo título de campeão nacional.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

João Soares – Não começou no cinco inicial, alinhou apenas em metade do tempo integral de jogo, mas fez brilhar os olhos do treinador. O jogo do FC Porto ficou marcado pelo elevado nível de basquetebol praticado frente ao Imortal BC e João Soares foi dos que menos passou indiferente.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Cansaço do Imortal BC – Com um jogo de alto nível e alta pressão, o desgaste físico dos jogadores algarvios foi sendo bastante notório ao longo da partida. O que a cabeça queria fazer, o corpo já não conseguia. A vontade dos atletas do Imortal BC estava lá, mas não deu para mais.

 

ANÁLISE TÁTICA – IMORTAL BC

 Com aposta na assertividade de DJ Fenner e na agressividade ofensiva de Miguel Toreia, Luís Modesto fez subir o seu melhor cinco à quadra. Aquando dos momentos defensivos, o Imortal BC assumia uma marcação individual bastante cerrada aos homens do FC Porto, sendo que a tarefa se dificultava devido à rapidez nos passes entre jogadores portistas.

Nas transições ofensivas, os algarvios privilegiavam o lançamento de DJ Fenner, ou então, tentavam tirar partido no duelo individual debaixo de cesto para conseguir concretizar ou conseguir com que o adversário fizesse falta.

 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

DJ Fenner (7)

Hugo Sotta (7)

Nuno Morais (6)

António Monteiro (4)

Miguel Toreia (6) 

SUBS UTILIZADOS

Jason Catarino (5)

Manuel Magalhães (6)

Diogo Neves (-)

João Rodrigues (5)

João Neves (5)

Salvador Victo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Moncho López quis arrumar “a limpo” a série frente ao Imortal BC e escolheu o cinco inicial habitual do FC Porto. Já caracterizado pela fluidez nos momentos ofensivos, os dragões dificultavam a tarefa defensiva dos algarvios com a rapidez de passes entre os jogadores. Privilegiaram o lançamento exterior e a assertividade de lançamento de Garrett Nevels.

Nos momentos defensivos, o FC Porto voltou a recorrer à marcação individual, tirando partido da vantagem de estatura entre os atletas.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES 

Jalen Riley (8)

Vlad Voytso (5)

Bradley Tinsley (7)

Tanner McGrew (7)

Garrett Nevels (8)

 

SUBS UTILIZADOS 

João Torrie (5)

Pedro Pinto (-)

Francisco Amarante (6)

Miguel Queiroz (6)

João Soares (8)

Larry Gordon (8)

Ricardo Neves (-)

                                                                                                          Foto de capa: FPB

Tribuna VIP: Uma fórmula de sobrevivência

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Há um mês, dei por mim em casa, ansiosamente, à espera que começasse o Grande Prémio de Itália, em Fórmula 1. Era domingo, estava um sol de verão, e tinha amigos à espera na praia, mas fiquei a ver a prova e só depois fui ter com eles. Uma das amigas com quem ia estar aceitou a minha justificação e ainda me perguntou: “Quem está na P1?” Dias antes, soube que um outro amigo tinha comprado um volante, parecido aos dos carros oficiais, para jogar na consola. Agora, dizia, “sente-se mais Hamilton”.

Perdoem-me a partilha dos meus dias, mas acho que se já perceberam onde quero chegar. A Fórmula 1 está ganhar, dia após dia, milhões e milhões de novos seguidores em todo o mundo e isso deve-se, em grande parte, à série da Netflix ‘Drive to Survive‘, que acompanha os bastidores das últimas três épocas do Mundial.

O impacto desse série é brutal e é um exemplo perfeito de como promover um espetáculo fantástico, abrindo as portas de um mundo que tanto nos intriga. Resultou na Fórmula 1 e resultaria em qualquer desporto. É tudo uma questão de mentalidade, de visão, e, claro, de dinheiro.

É uma fórmula que resulta porque o ser humano adora saber o que se passa nos bastidores, adora ver os homens por detrás das máquinas de competição, adora saber que os pilotos, os chefes de equipas, os jogadores, os treinadores, são pessoas como nós, mas em posições privilegiadas. E é ao revelar-se “como se faz” e “como realmente são as coisas” que se desperta o interesse daqueles espectadores que estavam mais distantes do fenómeno, neste caso, da Fórmula 1. Aqueles que eram fãs e não sabiam. Como eu.

Fórmula 1 Lewis Hamilton
Fonte: Mercedes AMG-F1

O GP do Bahrain, o primeiro da época 2021, que se realizou pouco depois do lançamento da terceira temporada da série, foi o mais visto de sempre na Sky Sports, estação televisiva britânica.  E nesse grande grupo de mais de 2 milhões e 200 mil espectadores, identificam-se mais jovens, mais mulheres, e não apenas os clássicos fãs peritos na técnica e na engenharia.

A isto chama-se abrir horizontes e obter resultados, sobretudo financeiros. Há mais pessoas a ver, há mais patrocinadores atentos, há mais dinheiro a entrar. Agora, imagem isto no mundo do futebol. A lógica seria a mesma. Voltando às minhas rotinas, lá em casa, a minha família não se junta para ver um jogo se não for da Seleção, e na fase final de um Euro ou de Mundial. Mas, no GP de Portugal, ficámos agarrados à televisão. E, quem sabe, ainda vamos todos ver uma prova ao vivo.

Artigo de opinião de João Pedro Óca,
jornalista TVI