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A festa manchada por quem a organizou | Sporting CP

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11 de maio de 2021, um dia (e uma festa) que jamais esquecerei: o Sporting CP foi campeão nacional de futebol sénior masculino. Até parece mentira estar a redigir estas palavras, mas a verdade é que não há adeptos que mereçam mais a proeza de festejar este tão esperado título. Porém, se há algo a que não tínhamos direito era a má organização do cortejo do autocarro (e da própria festa) por parte da Câmara Municipal de Lisboa e das autoridades competentes.

Uma semana antes do possível jogo do título para o Sporting CP, Fernando Medina afirmou aos jornalistas que não existia nenhum plano para a eventual festa leonina. O Presidente da CM de Lisboa comprovou que a festa do Sporting foi feita “em cima do joelho”. Esta falta de preparação foi visível para quem esteve presente nas ruas da capital.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Comecemos pelos eventos organizados pelas duas maiores claques do Sporting CP. Juve Leo e Directivo Ultras XXI fizeram algo que deveria estar a cargo da direção leonina e prepararam um convívio durante a tarde que antecedeu o jogo decisivo. Para além disto, disponibilizaram dois ecrãs que possibilitavam o visionamento da partida (ou, pelo menos, era esse o objetivo).

A primeira questão que não se compreende é o porquê de os adeptos não poderem estar no Estádio José Alvalade XXI, onde poderiam estar organizados, cumprindo todas as regras sanitárias em contexto de pandemia. Penso que os ajuntamentos que se verificaram nas imediações do reduto do leão foram bastante passíveis de críticas, pelo que se poderia ter arranjado uma melhor solução.

Depois, a festa. Não sei se o atraso do autocarro foi propositado e a ideia era mesmo chegar depois das quatro da manhã ao Marquês. Do final do jogo até à chegada do veículo à tão enigmática rotunda passaram-se mais de seis horas. Seis horas estas em que os sportinguistas não tiveram direito a qualquer tipo de entretenimento e se viram muito limitados na sua circulação.

Mas não só o tempo de espera é alvo de críticas. Os adeptos leoninos foram postos numa espécie de jaula vedada com grades, que em nada promoveu o distanciamento social. Era preferível abrir o Marquês todo, para que as pessoas se espalhassem por toda aquela zona, ao invés de as concentrar num espaço reduzido, que foi aquilo que se verificou.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Estive presente em Alvalade e no Marquês de Pombal. Gritei, chorei e celebrei o 23º campeonato nacional do clube do meu coração. É pena que a organização da Câmara Municipal de Lisboa e das autoridades competentes tenha ficado tão aquém do ambiente de festa, único e indescritível, que se viveu – finalmente – 19 anos depois.

Dérbi | Os 5 jogadores do SL Benfica mais decisivos no século XXI

Sporting CP e SL Benfica são os protagonistas do principal dérbi do país. Nos jogos entre ambos estão anos de história, de nervos, de sonhos, de tristezas, de grandes alegrias e de grandes jogos. Da mesma forma que não se fazem omeletes sem ovos, também não se fazem grandes jogos sem grandes jogadores. Posto isto, neste artigo, vamos referir cinco jogadores do SL Benfica que foram absolutamente preponderantes nos dérbis, nos últimos anos.

Manchester United FC 2-4 Liverpool FC: Maior competência dos “Reds” põe fim a jejum de vitórias em Old Trafford

A CRÓNICA: UM JOGO DE QUALIDADE QUE O LIVERPOOL FC VENCEU JUSTAMENTE

Mesmo que em jogo já não estivesse o grande objetivo que ambos os emblemas almejavam alcançar, o título de campeão, um embate entre Manchester United FC e Liverpool FC é sempre um dos jogos mais empolgantes do futebol inglês. Nem sempre pela qualidade do futebol, mas sobretudo pela grandeza dos dois clubes. Contudo, na primeira parte tivemos o privilégio de ter a qualidade do jogo associada ao misticismo dos dois clubes. Tratou-se de uma bela primeira parte, na qual se viram os “Red Devils” entrarem mais fortes e provocarem cedo mudanças no marcador.

Aos dez minutos de jogo, na sequência de uma jogada de grande categoria do Manchester United, Bruno Fernandes inaugurou o marcador com um remate de trivela que acabou por embater em Nathaniel Phillips.

Contudo, numa primeira parte em que se viu um Liverpool a tentar reagir ao golo sofrido bem cedo, e que teve ainda um penálti assinalado que acabou por ser revertido pelo VAR, havia outro português em campo determinado para brilhar. À passagem do minuto 34, após uma grande confusão na área do United, Nathaniel Phillips remata e Diogo Jota, de calcanhar, encosta para o fundo das redes. Um tento de belo efeito para o avançado português.

Ainda antes do intervalo, os “Reds” conseguiram consumar a reviravolta. Num livre de Trent Alexander-Arnold, já nos descontos da primeira parte, Roberto Firmino atirou de cabeça e fez o golo que levou o Liverpool a vencer para o intervalo.

No início da segunda parte, o Liverpool nem deu tempo ao Manchester United para respirar. Logo ao minuto 47, na sequência de um ressalto na área dos “Red Devils”, Roberto Firmino fez o bis e colocou o Liverpool a vencer por 1-3 em Old Trafford. E poucos minutos depois, estava já Diogo Jota a ameaçar novamente, ao enviar a bola à trave da baliza defendida de Dean Henderson.

Na passagem do minuto 67, o Manchester United trouxe mais incerteza ao resultado e emoção ao jogo, ao desenvolver uma excelente jogada de contra ataque que culminou com o golo de Rashford. A tendência do jogo não o fazia prever, mas o que é certo é que o resultado se encontrava nos 2-3.

Parecia que os “Red Devils” iam acordar e que o jogo iria melhorar após este golo. Tal não se verificou. Não houve aquela pressão acutilante que seria de esperar nestas ocasiões. Já em cima do minuto 90, Curtis Jones isolou Salah, que atravessou o meio campo todo com a bola controlada e fechou as contas, selando o resultado final em 2-4.

 

A FIGURA

Roberto Firmino – Não é fácil eleger a figura deste jogo. O Liverpool esteve coletivamente bem. Diogo Jota assinou uma bela exibição, bem como Salah. Mas pelo bis, ainda mais tendo em conta a altura decisiva em que foram os golos, fim da primeira parte e início da segunda, Roberto Firmino merece a eleição como a figura do encontro.

 

O FORA DE JOGO

Fred – Não foi o jogo dele. Não é que tenha estado incrivelmente mal, mas não acrescentou muito e foi inclusive o primeiro elemento a sair na equipa do Manchester United.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

A equipa orientada por Ole Gunnar Solskjær apresentou-se em campo num sistema tático de 4-2-3-1.

Luke Shaw e Wan Bissaka ficaram encarregues das laterais, sendo que do lado direito o entendimento entre Bissaka e Rashford foi muito evidente, tendo resultado por exemplo na boa jogada que resultou no primeiro golo da partida.

No meio campo, Fred, McTominay e Bruno Fernandes asseguravam a construção, algo que não resultou de forma particularmente brilhante neste encontro.

Na segunda parte, com a saída de Fred e a entrada de Greenwood, Pogba voltou ao centro do terreno a ocupar a posição tradicional.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dean Henderson (5)

Aaron Wan-Bissaka (5)

Victor Lindelof (5)

Eric Bailly (5)

Luke Shaw (5)

Fred (5)

Scott McTominay (6)

Bruno Fernandes (6)

Paul Pogba (6)

Edinson Cavani (6)

Marcus Rashford (6)

SUBS UTILIZADOS

Mason Greenwood (5)

Nemanja Matić (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

A turma orientada por Jürgen Klopp apresentou-se em campo no seu sistema habitual de 4-3-3. A frente de ataque obviamente marcada pela tremenda mobilidade dos avançados, mas com Salah mais pela direita e Diogo Jota mais pela esquerda.

Robertson e Alexander-Arnold foram naturalmente dois laterais sempre disponíveis para auxiliar no ataque, ainda que sem aquela incrível classe a que nos foram habituando.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson Becker (6)

Alexander-Arnold (6)

Rhys Williams (5)

Nathaniel Phillips (5)

Andrew Robertson (6)

Fabinho (6)

Gini Wijnaldum (6)

Thiago Alcântara (6)

Mohamed Salah (7)

Roberto Firmino (8)

Diogo Jota (7)

SUBS UTILIZADOS

Curtis Jones (6)

Sadio Mané (5)

Neco Williams (-)

RB Leipzig 1-4 BVB Dortmund: Formação ‘amarela’ brilha mais do que nunca e conquista a Taça da Alemanha

A CRÓNICA: GOLOS, EMOÇÕES E UM ESPETÁCULO INESQUECÍVEL

Depois da intensa batalha (3-2 para o BVB Dortmund) para a Liga Alemã, as equipas enfrentaram-se de novo – desta vez na final da Taça da Alemanha. Esperava-se um jogo  com muitos golos e emoções ao rubro, com magia e esperança de parte a parte. Só restava saber quem seria feliz e levantaria a taça: RB Leipzig pela primeira vez, ou BVB Dortmund pela quinta vez?

Quatro minutos foi o que o Dortmund e Jadon Sancho precisaram para arquitetar um golo-maravilha. Não havia tempo a perder. O espetáculo acabava de começar e prometia não ficar por ali. Nos minutos posteriores, assistiu-se a um jogo mais equilibrado, com ambas as equipas encaixadas estrategicamente.

À passagem do minuto 27, a bola chegou a Haaland e, naturalmente, chegou também ao fundo das redes, depois de uma belíssima arrancada do jovem norueguês. Nada que não estivéssemos à espera, pois cada vez mais Haaland é sinónimo de golo. 2-0 para o Dortmund e segue jogo. Embora o RB Leipzig estivesse superior coletivamente, o talento individual da formação amarela levou a melhor, conseguindo manipular o marcador. Não há duas sem três e Jadon Sancho marcou o 3-0 à entrada do intervalo. Sensacional a primeira parte do internacional inglês.

Na segunda parte, o RB Leipzig entrou melhor em campo, com uma bola na trave e diversas oportunidades de golo subsequentes, face às alterações de Nagelsmann. Até que, aos 71 minutos, Dani Olmo disparou para o 1-3 e iluminou timidamente o caminho dos Die Bullen. Mesmo que fosse muito difícil, o sonho ainda estava vivo. Constatava-se um claro crescimento do Leipzig à medida que o tempo passava.

Contudo, aos 87 minutos, Haaland marcou em desequilíbrio e destruiu os sonhos dos Die Bullen em definitivo, fazendo o 1-4. Ficava certo que seria o Dortmund a colocar as duas mãos na Taça da Alemanha. Desta lado, resta agradecer aos deuses do futebol por 90 minutos de imensa qualidade!

 

A FIGURA

Jadon Sancho – Podia estar a escrever sobre qualquer um dos três atacantes: Reus, Haaland ou Sancho. Contudo, a meu ver, o prémio de figura de jogo vai para o jovem inglês. Fez um jogo sensacional do início ao fim: dois golos e uma assistência. A sua velocidade, drible e visão de jogo merecem ser falados. É uma autêntica pérola este jogador.

O FORA DE JOGO

Falta de eficácia do RB Leipzig – Considero que fizeram um bom jogo, estavam bem alinhados estrategicamente. No entanto, faltou-lhes critério no momento de finalização. Se não fosse pela falta de eficácia, a história podia ser outra. Ainda assim, merecem uma salva de palmas por tudo o que fizeram até aqui.

 

ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG

Em jogo de final da Taça da Alemanha, Julian Nagelsmann optou pelo seu clássico 3-1-4-2 para concluir a respetiva missão: conquistar o primeiro troféu do clube. Com a função de defender as redes, entrou em campo Péter Gulácsi, apoiado por três defesa à sua frente: Halstenberg, Upamencano e Klostermann.

No meio-campo, Kevin Kampl aparece em zonas mais recuadas, porém verificou-se muitas vezes uma linha de cinco médios. Estrategicamente, tinham a função de dominar a zona interior, o que se sucedeu em certos momentos.

No plano ofensivo, Hwang e Sorloth foram as opções iniciais do técnico alemão com o objetivo de atacar as redes de Burki – algo que fracassaram, sendo ambos substituídos ao intervalo por Poulsen e Nkunku.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Péter Gulácsi (5)

Marcel Halstenberg (6)

Dayot Upamencano (6)

Lukas Klostermann (5)

Kevin Kampl (6)

Marcel Sabitzer (7)

Amadou Haidara (6)

Dani Olmo (7)

Nordi Mukiele (6)

Hee-Chan Hwang (5)

Alexander Sorloth (5)

SUBS UTILIZADOS

Yussuf Poulsen (7)

Benjamin Henrichs (6)

Emil Forsberg (6)

Christopher Nkunku (7)

Konrad Laimer (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

Edin Terzic apostou num sistema tática que não é muito frequente utilizar: o 4-3-3. No processo defensivo, jogou com um conjunto de quatro defesas, sendo que os laterais Raphael Guerreiro e Lukasz Piszczek abriam nas alas. Durante o jogo, os médios Dahoud e Belligham (na primeira parte) procuraram segurar o esférico e jogar na profundidade e velocidade do tridente ofensivo: Sancho, Haaland e Reus). Deste modo, constataram-se vários ataques rápidos, sustentados por bolas longas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Roman Burki (6)

Raphael Guerreiro (6)

Mats Hummels (7)

Manuel Akanji (7)

Lukasz Piszczek (6)

Emre Can (6)

Jude Bellingham (7)

Mahmoud Dahoud (7)

Jadon Sancho (9)

Marco Reus (8)

Erling Braut Haaland (8)

SUBS UTILIZADOS

Thorgan Hazard (6)

Thomas Delaney (6)

Giovanni Reyna (-)

Julian Brandt (-)

Thomas Meunier (-)

FC Porto B: Dois jogos para vencer e fugir à despromoção

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No passado domingo, o FC Porto B voltou novamente à zona de despromoção ao perder com o Leixões SC, no Estádio do Mar, por 2-0, jogo este a contar para a 32.º ronda da Segunda Liga. Para aqueles adeptos portistas que pouco ou nada acompanham o FC Porto B, lanço o desafio de voltarem atrás e verem o jogo do passado domingo frente ao Leixões SC: ao fitarmos o nosso olhar apenas para o resultado podemos tirar conclusões precipitadas sobre a equipa que, por vezes, não são reais.

Pretendo com isto referir que nem sempre o resultado traduz o que realmente foi o jogo em si, e, o FC Porto B, é um espelho disso.

A título de exemplo, no confronto com o Leixões SC, os dragões dominaram o encontro do início ao fim, no entanto, era o típico jogo onde a bola não entrava dentro da baliza. O avançado brasileiro, Igor Cássio, ainda colocou a bola no fundo das redes da baliza adversária, mas o lance foi anulado após o árbitro interpretar que o avançado dos dragões fez falta sobre o defesa do Leixões SC, Brandon, decisão esta que gerou alguma polémica no seio dos adeptos portistas que não concordaram com a existência de uma falta.

O treinador do FC Porto B, António Folha, também se revelou indignado aquando da falta assinalada, alegando que “há que por a mão na consciência, o que está a acontecer não é normal”, palavras proferidas na conferência de imprensa pós-jogo.

Cada um tem a sua opinião e interpretação sobre os lances polémicos ao longo da época ou sobre a qualidade de jogo da equipa, todavia, de momento, o que realmente conta é o ponto crítico a que o FC Porto B chegou: a faltar dois jogos para o término do campeonato, os “dragões do Estádio Municipal Jorge Sampaio” encontram-se na zona de despromoção, no 17.º lugar, com 29 pontos conquistados.

Na penúltima jornada da competição, o FC Porto B recebe o atual 4.º classificado, o CD Feirense. Já na última jornada da Segunda Liga, os azuis e brancos defrontam o seu maior rival, o SL Benfica B, no Caixa Futebol Campus.

Creio então que chegou a altura de fazer uso de uma estratégia já utilizada no decorrer da época: utilizar ainda mais jogadores da equipa A, que têm poucos minutos na equipa principal, de forma a potencializar ainda mais o plantel para estes dois últimos confrontos que valem a permanência na Segunda Liga.

No entanto, percebo que, nesta fase da época, trata-se de uma escolha difícil de se fazer: após perder o título para o Sporting CP, e, após a saída de Moussa Marega, o FC Porto encontra-se a preparar, de certa forma, a próxima época ao dar mais minutos a jogadores como Evanilson, Romário Baró e Fábio Viera, (que fizeram alguns jogos na segunda equipa) utilizados no jogo contra o SC Farense.

FC Porto B
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

É certo que o FC Porto se encontra ainda a disputar o 2.º lugar da Primeira Liga com o SL Benfica, no entanto, creio que há jogadores que podem ser utilizados nestes dois últimos jogos decisivos da equipa secundária. Para além de Malang Sarr e Carraça, jogadores do plantel principal, Cláudio Ramos, Marcano, Nanu, Loum, Felipe Anderson e até o próprio Francisco Conceição, podem ser alguns dos jogadores a serem utilizados contra o CD Feirense e o SL Benfica B.

É importante ainda salientar que com esta “estratégia” não quero dizer que o plantel do FC Porto B não tem qualidade suficiente para garantir a manutenção. Pelo contrário, há jogadores que na próxima equipa podem ter oportunidades na equipa A, como é o caso de Danny Loader, Pedro Justiniano, Rodrigo Conceição e de tantos outros.

SL Benfica 82-95 Sporting CP: Quem soube ser equipa chegou à final

A CRÓNICA: A DEFESA FEZ A DIFERENÇA

Com apenas uma vitória a faltar para conseguir alcançar a final do campeonato nacional de basquetebol, o Sporting CP deslocou-se ao Pavilhão Fidelidade… para defrontar, mais uma vez, o SL Benfica. Depois de duas vitórias, os leões esperavam vencer as águias, enquanto os encarnados queriam dar a volta à série de resultados.

Como o melhor exemplo a ser dado para transmitir a vontade de vencer de ambas as equipas, o primeiro período foi a melhor demonstração possível. Um verdadeiro espetáculo de lançamentos de três pontos, onde, com apenas três minutos de jogo decorridos, já tinham caído sete triplos nos cestos de ambas as equipas – onde, neste duelo, até então, vencia o SL Benfica por cinco lançamentos concretizados contra dois do Sporting CP.

O showdown de triplos foi permanecendo até ao final, com Travante Williams a fechar os primeiros dez minutos da mesma forma que estes decorreram: com mais um lançamento exterior a cair certeiro ao soar da buzina. Com o resultado a ditar um 26-31, o Sporting CP seguia em vantagem no encontro.

À entrada para o segundo quarto, Carlos Lisboa renovou totalmente o cinco que se encontrava na quadra e estava a jogar totalmente no limite. Os leões entraram num momento algo descontraído que o SL Benfica aproveitou para conseguir dar a volta ao marcador.

O tempo foi passando e o Sporting CP foi crescendo na partida, também devido ao jogo faltoso de dois jogadores das águias que Carlos Lisboa se viu obrigado a poupar – Cameron Jackson e Nic Moore. O SL Benfica tentou tornar o jogo mais rápido, à chegada do intervalo, mas diz-se que a rapidez é inimiga da perfeição. Recolheu-se aos balneários e o Sporting CP continuava na frente do marcador por dez pontos e vencendo por 42-52.

No retomar da partida, o Sporting CP trouxe a confiança como sixth man enquanto que o SL Benfica foi esmorecendo ao longo do tempo. Depois da rapidez ser inimiga da perfeição, os inimigos dos encarnados foram crescendo e tinham dois nomes: defesa e individualismo. O terceiro período revelou a grande diferença entre o SL Benfica e o Sporting CP: o ser equipa. As águias pareciam estar perdidas em campo, sem qualquer rumo, num jogo que poderia sentenciar a época.

A moral encarnada baixava e a vantagem leonina aumentava. Uma vantagem de dez pontos passou a ser de 26, com o marcador a ditar um 56-82 e o Sporting CP com um pé na final do campeonato.

Faltavam apenas dez minutos para concretizar o quase inevitável, mas a formação de Carlos Lisboa ainda tentou refutar os acontecimentos. Arnette Hallman foi uma das principais figuras a nível ofensivo das águias, mas não foi o suficiente para conseguir parar a armada verde e branca. Soou a última buzina e o Sporting CP de Luís Magalhães voltou, desta forma, à final do campeonato nacional de basquetebol, depois de vencer o derby frente ao SL Benfica por 82-95 e levar a melhor na série, por 3-0. O seu adversário, e consequente segundo finalista, virá do encontro entre o FC Porto e o Imortal.

 

A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sporting CP – Seria o jogo mais importante da série e uma grande prova de fogo que o Sporting CP passou com distinção. Com os primeiros dois períodos algo equilibrados, a confiança surgiu ao intervalo e seguiu até ao final. Luís Magalhães trabalhou da melhor forma a sua equipa que conseguiu vencer o derby, sem qualquer margem para dúvidas.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Defesa do SL Benfica – Até ao intervalo, a única grande lacuna encontrada no jogo do SL Benfica seria Bryce Alford aquando dos momentos defensivos, mas, depois do intervalo, passou a ser um mal comum. Naquele que é um dos momentos mais importantes do jogo, o SL Benfica encontrava-se à deriva e foi um dos grandes fatores que levaram à derrota tão pesada.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Com o melhor cinco à sua disposição, Carlos Lisboa levou a sua equipa a jogo na procura incessante pela vitória. Nic Moore dificultou o processo ofensivo habitual do SL Benfica, por ter sido bastante agressivo ainda na primeira parte do encontro, arrecadando um número elevado de faltas.

O técnico das águias teve de estruturar a equipa de outra forma para travar o base titular de ser expulso da partida. Depois de tentar fluir da melhor forma o ataque, tornando-o rápido, passaram para a temporização após as transições e a vantagem de estatura de Cameron Jackson e Arnette Hallman.

Nos momentos defensivos, as águias partiam para a defesa individual a campo inteiro, onde a maior lacuna era Bryce Alford – forte no ataque, fraco na defesa. Só no final do terceiro período, a defesa passou a ser à zona. 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Quincy Miller (6)

Eric Coleman (7)

Nic Moore (5)

João “Betinho” Gomes (7)

Bryce Alford (6) 

SUBS UTILIZADOS 

Fábio Lima (5)

Tomás Barroso (5)

Rafael Lisboa (7)

Arnette Hallman (8)

Cameron Jackson (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

A rapidez e fluidez ofensiva do Sporting CP foi imagem de marca de Luís Magalhães. A nível mais individual com influência coletiva, existiu foco na estatura de Fields, aquando dos ressaltos e luta debaixo do cesto, e na deficiência de Alford a defender.

Outra grande influência adveio de James Ellisor no um contra um, privilegiando a técnica do jogador e vantagem frente ao seu defensor.

Nos momentos defensivos, os leões recorreram a uma defesa em campo inteiro, com marcação individual cerrada.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Travante Williams (9)

John Fields (7)

Diogo Ventura (8)

João Fernandes (6)

James Ellisor (7) 

SUBS UTILIZADOS

 Francisco Amiel (-)

Shakir Smith (6)

Claudio Fonseca (5)

Diogo Araújo (6)

Pedro Catarino (-)

Micah Downs (7)

«As minhas características não são feitas para uma liga, são feitas para marcar golos» – André Silva ao Bola na Rede

Os números mostram que, por direito, André Silva é um dos pontas de lança do momento no futebol europeu. Na Bundesliga, o avançado do Eintracht Frankfurt FAG vinha estando envolvido na luta atroz pelo título de melhor marcador com Robert Lewandowski e Erling Haaland. O português, a duas jornadas do fim do campeonato alemão, leva 25 golos, os mesmos que o jogador do Borussia Dortmund, e, não fossem os 39 de Lewa, bem que poderia ter esperanças de ficar com esse título para si.

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA 

Bola na Rede: Grande parte dos golos que marcas são conseguidos ao primeiro toque. Vês isso como uma limitação no teu jogo ou como um reflexo das tuas características enquanto ponta de lança mais puro?

André Silva: É a minha forma de tentar que as coisas saiam bem. Já tive em várias equipas, vários clubes, com vários treinadores e é o que me permite agora adaptar às circunstâncias e tentar fazer o melhor. Sei a maneira como nós jogamos no Eintracht, sei como é que os jogadores são, sei como é que a equipa funciona, sei qual é o meu trabalho e em que é que posso ajudar mais a equipa. Se visse isso como uma limitação, estaria errado. Acho que é a coisa mais difícil de se fazer e que pode tornar o jogo mais simples é o primeiro toque. Por isso, se os golos foram dessa forma, sinto-me feliz e contente por esse feito. Não é fácil, com o primeiro toque, meter a bola sempre onde se quer, com a bola parada ou controlada é muito mais fácil. É impossível ver isso como uma limitação, mas sim como um ponto forte. O importante é adaptar-me às circunstâncias e perceber de que forma consigo fazer o meu melhor, que é marcar golos. Se as coisas correm bem dessa forma é o que tento fazer.

Bola na Rede: Na forma de jogar deste Eintracht Frankfurt, és muitas vezes poupado ao jogo de apoios frontais e acabas por fixar a linha defensiva, abrindo espaço para serem outros colegas a desempenharem essa missão. Que benefícios é que isso traz ao teu jogo?

André Silva: Não são os benefícios que traz ao meu jogo, mas são os benefícios que traz ao Eintracht. Não há muitos jogadores que façam movimentos à profundidade. Se eu fosse buscar a bola mais atrás, permitia à outra equipa que subisse mais, que fechasse mais espaços e que nós não conseguíssemos chegar lá à frente. Uma coisa que isso me pode trazer a mim é estar mais perto da baliza ou, nos movimentos que faço, aparecerem poucos jogadores para me tentarem tirar a bola, visto que estão todos preocupados com a bola.

Bola na Rede: A posição “9” da seleção nacional é sempre uma das menos consensuais. Como tem sido estar na disputa por esse lugar?

André Silva: É uma coisa que não meto na cabeça. É algo que tento fazer automaticamente. Claro que quando temos adversários na liga como o Haaland e o Lewandowski isso faz-nos competir de uma forma melhor e dá-nos uma motivação extra que permite evoluir mais. Estou focado em mim, tento fazer o melhor que posso. Depois, as comparações e isso já não fazem parte de mim.

Os 5 melhores golos do Sporting CP no campeonato

O Sporting CP é um justo campeão, tendo realizado uma época consistente. Recordamos os cinco golos mais importantes, na caminhada dos leões, liderados por Rúben Amorim, na conquista do 23º título nacional.

SL Benfica | 5 dérbis na Luz que marcaram este século

SL Benfica e Sporting CP prometem mais um dérbi escaldante, naquela que é a 33ª jornada da Primeira Liga. Se do lado do Sporting CP as coisas já estão resolvidas nas contas pelo título de campeão nacional, o SL Benfica ainda joga na expectativa de alcançar o FC Porto no segundo lugar da Primeira Liga de modo a entrar diretamente na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Este embate é um dos mais importantes do futebol português e também um dos mais antigos: o primeiro jogo entre SL Benfica – então Sport Lisboa – e Sporting CP jogou-se em dezembro de 1907, num jogo onde os verde e brancos levaram a melhor por 1-2. Desde esse ano que já foram jogados 310 clássicos entre águias e leões.

Historicamente, no Estádio da Luz, já foram disputados 149 dérbis, sendo que os encarnados lideram com um registo de 83 vitórias (56%) contra as 32 do Sporting CP (21%). Foram contabilizados ainda 34 empates entre ambas as equipas neste reduto.

No entanto, qualquer jogo entre estas duas equipas é sempre memorável e o Bola na Rede destaca aqueles que são os cinco dérbis jogados no Estádio da Luz que mais marcaram este século.

Pichichis & Taconazos #6: Joaquín: “Vivir con arte”

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O “Pichichis & Taconazos” é um espaço dedicado à LaLiga, um campeonato pelo qual Pedro Castelo se apaixonou, muito devido ao Joaquín.

Aos 39 anos, continua a ser um craque. Dentro e fora de campo. É um dos meus jogadores preferidos e, semana após semana, continua a demonstrar que, hoje em dia, o fator idade é cada vez mais subjetivo. Frente ao Granavivda, foi titular no seu jogo número 461 com a camisola do Betis. Passou a ser o jogador com mais encontros oficiais na história do clube, ultrapassando o mítico guarda-redes Esnaola. Foi para mim um orgulho ter narrado na Eleven este jogo histórico para um dos meus craques preferidos.

O homem sobre quem escrevo hoje começou a jogar no seu Betis, onde passou por todas os escalões até se afirmar como um dos melhores na equipa principal, durante seis temporadas. Ganhou a Copa do Rey, em 2005. O poder económico de outros clubes fez que com saísse, não só em busca de uma vida melhor mas também por saber que, ao sair, iria permitir ao seu clube do coração um bom encaixe financeiro.

Joaquín jogou cinco épocas no Mestalla, ao serviço do Valencia, com mais uma conquista copera, em 2008, e duas temporadas no projeto milionário do Málaga. Em 2013 arriscou a saída para Itália, onde representou a Fiorentina. Dois anos depois, o regresso ao Benito Villamarín, ao seu Real Betis Balompié, onde tem continuado a ser o mesmo craque nas últimas seis épocas.

Hoje escrevo sobre Joaquín, um dos heróis da LaLiga. Joaquín é muito mais do que um jogador de futebol. É uma marca. É alguém que conseguiu colecionar amigos e admiradores não do seu lado, mas também do lado dos adversários. Prestes a fazer 40 anos, a 21 de Julho, já revelou que gostava de renovar e o Betis também já fez saber se, se assim é, então não será pelo clube que tal não vai acontecer. Excelentes notícias!

Joaquín

Joaquín anunciou esta semana o lançamento do seu primeiro livro, “Vivir con arte”. Aqui vos deixo uma pequena passagem do resumo da obra, que serve de mensagem para todos. “Se alguma vez viste um jogo de futebol na tua vida, mesmo que por acaso, percebeste uma coisa: todos os jogadores falham em alguma jogada ou em alguma ação. Todos. Desde o número um do mundo até ao miúdo que joga no recreio da escola. As falhas e os erros são normais, tanto na alta competição como no dia a dia. Tentar ser perfeito é a desculpa para não saíres do teu sítio: senão faço bem, para quê tantar? Para conseguires os teus objetivos, é para isso. Porque se não arriscares errar, jamais poderá vencer”. Obrigado e parabéns, Joaquín.

Espanyol está de regresso à Primera

Não demorou muito a passagem do Espanyol de Barcelona pelo segundo escalão do futebol espanhol. Após a catastrófica época passada, o clube contratou o ténico Vicente Moreno, que tinha subido (e descido, também) com o Mallorca e manteve os craques contratados na tentativa falhada de alcançar a manutenção: De Tomás, Embarba e Cabrera, que se juntaram a outros nomes pouco condizentes com uma segunda divisão, como Diego Lopéz ou Sergi Darder.

O resultado foi uma subida alcançada a quatro jornadas do fim. É uma boa notícia para a LaLiga. O Espanyol é um clube de Primera, tem um estádio fantástico e parece ter mantido a capacidade financeira que ganhou com a chegada da atual administração, o que curiosamente coincidiu com a descida de divisão, mas ainda vai a tempo de mostrar que aprendeu com os erros e que pode ser uma equipa protagonista na próxima temporada.

Artigo de opinião de Pedro Castelo,
narrador ELEVEN

Joaquín