Bukayo Saka, Mason Mount, Pedro Neto, Aaron Wan-Bissaka, Phil Foden, Mason Greenwood, Christian Pulisic. Poderíamos perfeitamente ficar por aqui umas belas horas a falar sobre os nomes que se destacaram na Liga Inglesa em 2020/2021. Porém, tomo do partido que todas estas são caras mais do que conhecidas para todos nós que acompanhamos o futebol internacional.
Neste artigo, optei por falar sobre cinco jovens jogadores que não tiveram a mesma visibilidade anteriormente ou que, simplesmente, não tinham chegado à Premier League até ao início da presente época.
Após a conquista inédita dos leões, acompanhámos com o rescaldo do jogo todas as incidências e tivemos também a crónica de Bruno de Carvalho. Um dia após a entrega do título – e depois de tantos festejos -, o Bola na Rede TV teve um painel de luxo para comentar o feito histórico e também toda a temporada 2020/21 do Sporting CP.
Neste artigo ficam os quatro temas principais abordados ao longo do programa, que teve muito animação e algumas surpresas interessantes a acontecer no final. Podes rever tudo o que aconteceu nesta live e também podes ler as melhores declarações.
Programa moderado por Diogo Soares Loureiro, comentários de Tiago Macedo Silva e participação especial de Augusto Inácio, Bruno de Carvalho, Jefferson e Edmilson.
É o fim da especulação, Moussa Marega assinou este domingo com o Al Hilal Riad, com um contrato a rondar os milhões que tanto se falava. Esta saída além de especulada era quase uma certeza para os adeptos. Olhemos, então, para a história do maliano no FC Porto, e que história.
A sua chegada em 2016 parecia mais um capricho longe do que um reforço com qualidade para dar cartas no dragão, a falta de técnica foi um dos pontos cruciais para, após chegar ao dragão, seguir caminho para o Vitória SC. Na temporada 2016/17 foi um jogador essencial para o clube em que estava emprestado, sendo que marcou 14 golos e fez 8 assistência, maioritariamente utilizando a capacidade física que, ainda, o define e a procura da profundidade. Foi nesta cedência que o jogador começou a ser uma opção real para o elenco portista.
A chegada de Sérgio Conceição ao comando técnico do clube foi o ponto de viragem na carreira do jogador. O que dava ao jogo apaixonou o treinador de tal maneira que, até hoje (veremos se este anúncio vai abalar o seu estatuto perante o treinador) é indiscutível no onze titular.
Em 2017/18, foi o ano em que Marega esteve totalmente imperativo dentro das quatro linhas, com as limitações financeiras da época, culminaram numa época de sucesso totalmente inesperado, com um total de 22 golos (o seu máximo no clube) e cinco assistências, quando ainda era adaptado a extremo. Esta foi a época de sonho, arrancadas fenomenais e golos que decidiram o campeonato desse ano, com estas prestações as limitações técnicas foram facilmente camufladas.
Na época seguinte, as expectativas eram altas, no entanto, o que anteriormente era mascarado pela rapidez e potência, foi sendo cada vez mais evidente nos jogos em que o bloco era mais baixo e os dragões eram impedidos de utilizar a profundidade dos avançados. Seguiram-se duas épocas em que, a influência do maliano em campo parecia ser cada vez menor, já não criava tantas oportunidades como era costume, e parecia que os adversários conseguiam adivinhar os seus movimentos em campo, sendo assim, facilmente anulado.
Não é segredo que Marega nunca foi o jogador mais técnico, nunca foi consensual entre os adeptos e entre a direção parecia haver uma certa incerteza sobre o que realmente poderia valer nos portistas. Mas também foi muitas vezes amado e deu muitas alegrias a que vibra deste lado, ninguém vai esquecer as suas correrias desenfreadas nas costas da defesa. Aliás, o camisola 11 conta com um número fenomenal de golos – 72 de azul e branco ao peito, isto demonstra que não é um dos melhores, mas é um dos mais importantes desde que foi aposta assídua de Sérgio Conceição.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Penso que neste caso a direção não teve sequer margem de manobra para negociar uma eventual renovação, a vontade de sair iria sempre ser maior do que qualquer proposta apresentada, os milhões foram parte importante deste negócio e esses o FC Porto ainda não os tem para conseguir competir com negócios desta magnitude.
Resta-nos agradecer pelo que Marega fez, e lembrar todos os golos que nos fez festejar, mesmo sem um estilo de “encher o olho”.
Nesta época não tem havido muitos motivos de orgulho para os benfiquistas. No entanto, no último fim-de-semana, escreveu-se mais uma página na história do SL Benfica. A equipa de basquetebol feminino da história do Sport Lisboa e Benfica conquistou nos Açores o primeiro campeonato da sua história, ao derrotar o União Sportiva numa final emocionante, que se resolveria apenas na “negra”.
O SL Benfica refundou o basquetebol feminino na última década, alcançando duas subidas de divisão em dois anos. Após o regresso ao escalão maior do basquetebol nacional, o SL Benfica andou várias épocas mergulhado no meio da tabela, tendo finalmente nesta época construído uma equipa capaz de lutar por títulos, numa época que culminou com a conquista de uma inédita dobradinha.
Para esta temporada, a equipa procedeu a uma alteração no comando técnico da equipa, com Isabel Ribeiro dos Santos a ser substituída por Eugénio Rodrigues. O treinador de 51 anos, chegou do Olivais FC, clube ao serviço do qual conquistou todos os troféus oficiais a nível nacional.
Os reforços do plantel seriam a base Carolina Gonçalves que chegaria do Algés; a jovem Ana Barreto vinda da Quinta dos Lombos; a extremo internacional portuguesa Laura Ferreira, que regressou a Portugal depois de ter jogado nos EUA e em Espanha; e as norte-americanas Japonica James e Altia Anderson, ambas oriundas do college.
Começada a época, a equipa não demorou muito tempo a mostrar que era das equipas mais fortes do campeonato e que a conquista de títulos era um objectivo real. O primeiro ponto alto da temporada, chegaria no dia 14 de Março de 2021, onde a equipa de basquetebol feminino do SL Benfica conquistou a primeira Taça de Portugal da sua história.
Depois de ter eliminado o CR Esgueira e o Guifões nas primeiras eliminatórias, o SL Benfica organizaria a Final Four no seu pavilhão, derrotando o União Sportiva nas semi-finais, num jogo frenético que terminaria apenas prolongamento com uma vitória por 86-77. Na final, o SL Benfica derrotaria o Vitória SC de uma forma expressiva por 85-63, conquistando o primeiro troféu da temporada.
O SL Benfica terminaria a Fase Regular da Liga Skoiy no segundo lugar em igualdade com o União Sportiva (18 vitórias e 4 derrotas, mas com desvantagem no confronto directo), tendo de defrontar o AD Vagos nos quartos-de-final do play-off. O SL Benfica derrotaria o clube do distrito de Aveiro com duas vitórias sem resposta por 50-72 em Vagos e por 93-78 na Luz.
Seguindo-se a Quinta dos Lombos nas meias-finais, o SL Benfica conseguiria uma vitória surpreendentemente tranquila em Carcavelos por 43-63. Porém, no segundo jogo, a equipa sofreu um duro revés com a grave lesão da poste Altia Anderson (que falharia o resto da época), acabando por ser derrotada por 64-69. A equipa encarnada acabaria por levar a melhor na “negra” com uma vitória por 75-73.
A norte-americana Japonica James foi a MVP da final Fonte: FPB
Mensagem interna – sem ter a pretensão de redundar – na pós-alegria da nossa vida.
Lado emocional: É hoje! Chegou o dia mais aclamado no seio dos adeptos do Sporting CP nas últimas duas décadas existenciais. A consagração que a todos apetece e que muitos reclamam e conferem o epíteto das suas cores clubísticas atracou – finalmente – no cais de Alvalade, recentemente modificado para a tonalidade que não devia ter padecido de adultério. Em matéria de Geografia, não concentro qualquer tipo de senso, mas à boca cheia declaro (e brado) que os pontos cardeais e colaterais da mesma focalizam numa posição una.
Lado racional: Aguardem uns momentos, por favor… Será que isto é mesmo como se afirma? Da última vez que procedi aos cálculos e equações matemáticas, faltavam dois pontos para – aí sim – cometer todas as injúrias e atos morais capazes de ferir e causar pirraça aos trâmites da boa educação. A certeza é plena quanto àquilo que discutimos? Não serão apenas (mais) umas “tramoias” encenadas e conduzidas pelos adversários de sempre e para sempre? Convém não só voltear a atualidade, como também adentrá-la.
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede
Lado emocional: Fundiram-se dois ou três disjuntores, diz lá… A vantagem de não os reunir traduz-se precisamente num facto irrevogável: se não os tenho, não os posso queimar. Racional só mesmo de apelido, está visto. A matemática prima pela exatidão e não contestação dos resultados que através dela se obtêm. Estão quatro mil adeptos do Sporting CP – provavelmente, bem mais – aqui Marquês de Pombal, de máscara e viseira nos semblantes (as coisas que se inventam para conter uma alegria claramente desmedida e sem explicação, enfim), com as mãos devidamente desinfetadas e destratadas, a suportar o peso da cerveja e a cumprir as regras de distanciamento social e tu dizes para aguardar? PARA AGUARDAR?
Lado racional: Insultos gratuitos é para os lados do Norte, junto ao Norte Shopping. Não questionei as somas nem as subtrações coisa nenhuma. E se o caso do amarelo exibido ao João Palhinha se agiganta rumo ao irrisório? E se retiram dez golos ao Pedro Gonçalves (Pote) apenas pela simples razão do platinar da sua bela crina? E se, nos compartimentos da Liga, a lista dos jogadores inscritos ao longo da temporada desaparecer subitamente e for substituída pelo papel amarrotado no qual estão registadas as compras da semana por parte da mulher do Rúben Amorim? E se o Zouhair Feddal não cumpriu o Ramadão?
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede
Lado emocional: Tu já reparaste no teor estúpido do conteúdo que produzes? (Bebe um trago e cambaleia) Não acertas uma, em lado nenhum. Estou mesmo a ficar preocupado porque já observei casos de demência a começar por metade. De repente, a semelhança com o Paulinho enforma-se. (Bebe um trago e cambaleia). Espero é que tenhas um rasgo de génio como foi exemplo aquela bomba caída sobre os Arcos. O discernimento mais-que-perfeito corroeu as tuas entranhas. Não existe outra forma de dizê-lo. Passo a passo, como manda a lei, inteirar-te-ás do assunto e encontrarás algo que fundamente este momento sem adjetivação visível. (Bebe um trago e cambaleia).
Lado racional: Bem, o tom está a elevar-se. Não quero nem me vou exaltar perante esta multidão e dar espetáculo gratuito. Aqueles marmanjos que se encontram em cima de um autocarro, bajulados e rodeados pela multidão tratam disso. Aliás, aquele objeto com pegas em forma de orelha está a ser elevado e rebaixado, vezes sem conta. A noite é deles, não quero o protagonismo. Fiquei só magoado com o que ouvi da tua boca, acho que não merecia. Bem, vou para casa, sentar-me no sofá e assistir aos resumos dos jogos do campeonato.
Nota:
*Lazlo Boloni, ex-treinador do Sporting CP, afinal, estava enganado. Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira continuam a exercer funções administrativas nos respetivos clubes.
**Alerta! O solo que rodeia Alvalade, casa do Sporting CP, irá sofrer incisão pelo facto de ser inaugurada uma estátua a Rúben Amorim.
A CRÓNICA: A CONTAGEM TERMINOU… ABRAM ALAS PARA O TÍTULO DO LEÃO!
A possibilidade de os leões se tornarem campeões nacionais havia uma atmosfera à volta deste jogo. “Onde vai um, vão todos” era o lema e de facto em Alvalade (do lado de fora) havia o apoio à equipa. O 12.º jogador do Sporting CP podia até estar de fora, mas dentro de campo os leões mostravam a vontade de terminar com a espera de 19 anos!
Os leões tiveram tantas e tantas oportunidades, mas a bola ia para fora ou então batia nos ferros. A ansiedade era certa e o pragmatismo devia ser palavra de ouro. O minuto 36 pode ser muito bem o novo talismã sportinguista, porque Paulinho mostrou que voltou a estar de pé quente. João Mário foi progredindo, encontrou Nuno Santos e o número 11 cruzou para Paulinho mostrar serviço à ponta de lança, como se pede. Era o 1-0 e havia festa dentro e fora de Alvalade.
— Sporting Clube de Portugal (@Sporting_CP) May 11, 2021
Ao intervalo, o marcador da partida mostrava apenas o golo de Paulinho, mas podiam ter sido muito mais. A tendência no início da segunda parte manteve-se e foram tantas oportunidades que foram desperdiçadas e que davam a calma necessária numa decisão destas. O resultado não mudou nunca mais, apesar de tantas oportunidades criadas pelos leões.
Após uma espera de 19 anos, o Sporting CP é o novo campeão nacional da Primeira Liga e renovámos o ano para o do leão. Um campeão justo e aquele que foi o mais regular daqueles que eram candidatos ao título nesta época de 2020/21. Parabéns ao leões e, sobretudo, a Rúben Amorim, treinador que foi muito criticado durante a época e que mostrou ser de aço nesta conquista.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Pedro Gonçalves – Uma exibição incrível, a par de Nuno Santos que fez a assistência para o golo de Paulinho. É delicioso ver como tem vindo a evoluir de jogo para jogo e é um coroar de duas épocas impressionantes, depois daquilo que já tinha feito em Famalicão ao serviço do clube da mesma cidade. Foi uma aposta ganha e é um prazer assistir ao vivo a jogos com Pote em campo.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Angel Gomes – Não esteve de todo nos seus dias e não conseguiu ajudar a sua equipa na luta por pontos para uma manutenção que parece uma tarefa muito complicada. Muitas vezes acabou anulado ou pelos centrais leões ou então mesmo por João Palhinha. Tem uma grande qualidade, mas hoje foi uma estrela muito apagada.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Em relação ao último jogo frente ao Rio Ave FC, Rúben Amorim apenas mexeu uma peça no onze inicial. João Pereira deu lugar ao lateral espanhol Pedro Porro. A restante equipa mantinha-se intata e à espera no terreno tínhamos certamente o típico 3-5-2 já habitual por parte dos leões comandados pelo jovem treinador português. É claro que alguns momentos do jogo esse 3-5-2 podia variar para um 5-3-2 com o laterais a baixar e possivelmente Nuno Santos a ser quem apoiava mais os dois do meio-campo.
Após a saída de Pedro Porro lesionado, o volume ofensivo leonino passou a ser cada vez maior pelo lado esquerdo, o de Nuno Mendes. Pote e João Mário iam sendo as figuras deste leão que ia tentando de tudo para conseguir jogar entrelinhas e abrir espaço na defesa coesa de cinco dos boavisteiros.
Na segunda parte, os leões relaxaram a pressão e levavam um jogo de uma forma mais calma, mas também mais pensada. Continuava o desperdício de oportunidades em frente da baliza, principalmente por parte de Paulinho.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Antonio Adán (7)
Nuno Mendes (6)
Zouhair Feddal (5)
Sebastian Coates (5)
Gonçalo Inácio (6)
Pedro Porro (-)
João Palhinha (5)
João Mário (6)
Nuno Santos (7)
Pedro Gonçalves (8)
Paulinho (5)
SUBS UTILIZADOS
João Pereira (6)
Matheus Nunes (5)
Jovane Cabral (-)
Matheus Reis (-)
Daniel Bragança (-)
ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC
Jesualdo Ferreira prometeu na antevisão trocas nos axadrezados e tivemos mesmo: foram quatro. Para os lugares dos jogadores que saíram entraram Porozo, Hamache, Nuno Santos e Show. Apesar de a ficha de jogo da Liga mostrar um 4-4-2, era de adivinhar que as panteras negras viessem a Alvalade algo mais defensivas com a habitual defesa com três centrais com Rami, Devenish e Porozo com os laterais Cannon e Hamache. Seria algo muito parecido ao sistema tático do Sporting num 5-3-2.
Os boavisteiros estavam com muitos problemas a nível atacante, porque parecia que não surgia muita ligação entre os três do meio-campo e os dois da frente. Elis e Angel Gomes estavam completamente sozinhos quando tentavam a sair de forma rápida para o ataque. Sebastian Perez era aquele que mais pressionava João Palhinha e ocupava uma área enorme a nível defensivo, sendo ajudado por Nuno Santos e Show. A nível defensivo, o Boavista mostrava-se coeso, mas com muitas dificuldades de conseguir conter os leões, principalmente no lado esquerdo.
Com a entrada de Ricardo Mangas, na segunda parte, houve uma troca defensiva para um 4-4-2 com uma espécie de losango no meio, mas continuavam as dificuldades para conseguir chegar perto da grande área.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Léo Jardim (5)
Reggie Cannon (5)
Adil Rami (7)
Cristian Devenish (4)
Jackson Porozo (5)
Yanis Hamache (5)
Sebastian Perez (5)
Show (5)
Nuno Santos (6)
Angel Gomes (4)
Alberth Elis (5)
SUBS UTILIZADOS
Ricardo Mangas (5)
Morais (5)
De Santis (5)
Yusupha (5)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Sporting CP
BnR: No aquecimento a equipa estava a treinar muito os lances de bola parada, sentia que isso podia ser o principal perigo vindo do Boavista FC? Já agora muitos desconfiaram desta equipa tão jovem, mas o que é certo é com esses jovens e com jogadores-chave nas posições essenciais foi campeã, principalmente na defesa. Acredita que teve aqui o segredo?
Rúben Amorim: O segredo [para este título] é tudo. A ligação que os jogadores jovens tem com os mais velhos é muito importante, porque realmente conseguiram ter dinâmicas muito diferentes. Como já tínhamos falado anteriormente. Quanto ao aquecimento e às bolas paradas, eles [equipa técnica] são melhores para falar sobre essas situações. A minha equipa técnica vai ao pormenor neste tipo de ações. Nós vimos uma vez o FC Porto a fazer isto na Taça da Liga e achámos uma boa ideia também fazê-lo. Se puder roubar ideias aos outros treinador, eu vou fazê-lo. Achámos que fazia todo sentido implementar esta situação. A nossa equipa foi muito forte nas bolas paradas e houve momentos em que acabámos por ser decisivos em diversos jogos. Se eu tivesse que fazer este trabalho [de ir ao pormenor] eu não conseguia. Nós vimos o Sérgio Conceição a fazer isto na Taça da Liga e achámos que devíamos fazer também.
TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.
A crónica do jogo de hoje é fácil.
O árbitro apitou para o início de jogo. O árbitro apitou para o final do jogo. O Sporting Clube de Portugal é campeão!
Viver estes momentos é “mágico”. Ter servido o Sporting e vê-lo a ter sucesso é ainda mais especial. Nada no Sporting é oferecido. Tudo tem de ser conquistado com muito trabalho e forte sentido de compromisso.
O Rúben Amorim foi excepcional. Conseguiu um controlo do balneário como eu não via faz muito tempo. Conseguiu “retirar” todo o talento e o prazer de cada atleta. Foi um verdadeiro maestro de um plantel que quase conseguiu atingir a perfeição. Este plantel foi absolutamente magnífico. Vindos de uma má época, demonstraram uma força mental (e talento) dignos de registo. A sua alegria é contagiante e os resultados foram surgindo naturalmente.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Sempre disse: quem é campeão pelo Sporting entra para a história a letras de ouro, e todos eles conquistaram esse lugar. A euforia a que se tem assistido, nos últimos dias, e a festa que já se começa a ver demonstram a grandeza de um clube que tem de vencer (e continuadamente) para regressar ao seu estatuto de “O Crónico”. Como diz a letra da Marcha do Sporting, imortalizada pela nossa Maria José Valério, “Ai, vamos lá cantar a marcha, que é a de todos nós, e cantam todos os do Sporting, desde os netos até aos avós!”. E é a verdade! De geração em geração, a euforia não tem limite de idade, tempo ou lugar! Todos fazem parte desta festa sublime.
Hoje é dia de chorar de alegria e de esquecer as diferenças que teimam em não deixar que nos unamos. E, por muito que essas diferenças nos magoem profundamente, hoje é tempo de pensar no que nos liga a todos: o amor pelo Sporting Clube de Portugal! E, seja onde for, comemorem de cabeça bem erguida. Porque merecemos! Todos! Merecemos esta felicidade!
E quando vos quiserem “irritar”, dizendo que da última vez que o Sporting Clube de Portugal foi campeão ainda se usava escudos, lembrem-se de que os escudos vão estar no nosso peito, e que quando vários jogadores apontaram o dedo ao Boaventura, dizendo que lhe tinha sido oferecido dinheiro para deixar o nosso rival ganhar (2015/16), as malas estavam cheias de euros!
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede
E gritem, gritem bem alto, que somos campeões pela 23.ª vez e não apenas 19.ª! A “aberração” de terem mudado as “regras”, na década de 90, de campeonatos da década de 40, tem de ser corrigida. Mas só será quando os sportinguistas não permitirem mais que a “história” seja mudada, sempre para glória de uns e prejuízo de outros, onde o Sporting está sempre na linha da frente.
Se alguma vez tiveram dúvida do que eu sempre disse, vão até à rua, ou pelo menos à janela, e vejam se não estamos perante o Sporting, o Clube de Portugal!
Texto da autoria de Bruno de Carvalho,
antigo Presidente do Sporting Clube de Portugal
O SL Benfica entrou esta tarde na Choupana para defrontar o CD Nacional, em jogo a contar para a 32ª jornada da Primeira Liga. Jorge Jesus voltou a apostar no 4-4-2 e promoveu seis alterações no onze inicial, pelo que se previa uma partida complicada para os encarnados.
Tal como o céu no Funchal, também a partida rapidamente se tornou cinzenta para as águias. Os alvinegros ameaçaram pela primeira vez a baliza de Helton Leite por intermédio de Brayan Riascos. O avançado colombiano fletiu da esquerda para o meio, obrigando o guardião brasileiro a uma belíssima defesa.
No seguimento desse lance, eis que surge o golo do CD Nacional. Após um mau alívio de Seferovic, Brayan Riascos atira ao poste e, na recarga, Pedrão surge para fazer a emenda e inaugurar o marcador. O que se seguiu foi uma reação apática por parte de um SL Benfica que, com seis alterações efetuadas no onze inicial, apareceu em campo completamente desgovernado.
Os alvinegros controlaram a partida, tendo até nos pés de Éber Bessa uma oportunidade soberana para dilatar a vantagem, mas valeu a atenção de Helton Leite a evitar males maiores para os encarnados.
Do lado do SL Benfica, de notar apenas uma incursão de Franco Cervi pelo lado esquerdo que, com um cruzamento tenso, isola Seferovic na cara de António Filipe, tendo o suíço falhado o esférico no momento do remate. Vantagem alvinegra ao intervalo.
A segunda parte começou com Jorge Jesus a promover a entrada de Pizzi, Everton e Grimaldo para os lugares de Chiquinho, Pedrinho e Cervi, mas foi a equipa de Manuel Machado que ia marcando aos 46 minutos. Após um cruzamento da formação da casa, Otamendi ia traindo Helton Leite que, com reflexos felinos, envia a bola para canto.
Volvidos apenas três minutos, surge a resposta do SL Benfica. Após uma bela incursão de Nuno Tavares pelo miolo alvinegro, o lateral português disfere um belo remate que, ao resvalar no defesa do CD Nacional, bate António Filipe. Contudo, o lance é anulado por falta de Lucas Veríssimo no início da jogada. Boa decisão do VAR e de Rui Costa.
A tomada apática do jogo seguia, até que, perante um CD Nacional em quebra física, Everton, aos 78′, após deambular pelo lado esquerdo, encontra Seferovic na área. O suíço falha o remate, mas Pedrão, numa tentativa desesperada para evitar o golo, introduz a bola na própria baliza.
Apenas dois minutos depois, passe de Seferovic para Darwin que, numa incursão velocíssima pela esquerda, oferece o golo ao recém entrado Gonçalo Ramos. Mas a remontada só ficaria consumada cinco minutos depois, sendo que os intervenientes são os mesmos. Darwin é lançado na profundidade, senta o defesa do CD Nacional e oferece, mais uma vez, o golo ao ponta de lança português.
Com este resultado, o SL Benfica mantém acesa o sonho em chegar ao segundo lugar. Quanto ao CD Nacional, a equipa de Manuel Machado perdeu a oportunidade de alcançar o SC Farense na tabela classificativa, mantendo-se no último lugar da Primeira Liga.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede
Gonçalo Ramos – O avançado português saltou do banco e trouxe algo que faltava aos encarnados no último terço: eficácia. Resta agora esperar para ver se tal é garante de mais oportunidades por parte de Jorge Jesus.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
Segunda parte do CD Nacional – Após uma boa primeira parte, em que através de transições rápidas e um posicionamento defensivo exímio levaram vantagem para o in tervalo, o CD Nacional quebrou, e muito, no segundo tempo. Não conseguiu responder às substituições encarnadas e por isso somou mais uma derrota.
ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL
O CD Nacional apresentou-se no seu habitual 4-3-3, fazendo da ala esquerda, principalmente por intermédio de Riascos, a sua principal arma para ferir os encarnados. Destaque também para Alhassan que, na sua posição seis, estava a revelar-se importante para anular o jogo entre linhas encarnado. A estratégia funcionou, e até resultou numa vantagem que durou 78 minutos.
Contudo, com Jesus a ir buscar os habituais titulares ao banco e com os alvinegros a mostrar uma quebra física, os comandados de Manuel Machado sucumbiram à pressão, e por isso somaram a 19ª derrota da temporada.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
António Filipe (5)
Ruben Freitas (5)
Pedrão (6)
Júlio César (5)
Lucas Kal (5)
Éber Bessa (5)
Alhassan (5)
Azouni (6)
Brayan Riascos (7)
Pedro Mendes (4)
João Vigário (5)
SUBS UTILIZADOS
Bryan Róchez (4)
Piscitelli (4)
Rúben Micael (4)
Koziello (4)
Gorre (4)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Jorge Jesus promoveu seis alterações no onze inicial: Gilberto, Nuno Tavares, Cervi, Pedrinho, Chiquinho e Waldschmidt jogaram a titular, saindo Diogo Gonçalves, Vertonghen, Grimaldo, Pizzi, Everton e Rafa. Além disso, voltou a apostar no 4-4-2, formação que tinha sido preterida pelo 3-4-3. O SL Benfica entrou em falso na partida, com pouca dinâmica e com os jogadores a demonstrar alguma desconcentração.
Algo que só piorou com o golo sofrido aos oito minutos, no seguimento de um canto. As águias teimavam em não carburar ofensivamente, afunilando muito o jogo com Pedrinho a juntar-se a Waldshmidt e a Sefrovic no último terço, sendo facilmente anulados pela teia defensiva alvinegra.
Com a entrada dos habituais titulares em campo na segunda parte, num “all in” por parte de Jesus, e com a quebra física do CD Nacional, as águias conseguiram desbloquear a partida, sobretudo através de bolas na profundidade para Darwin.
Embora o segundo lugar dos dragões ainda não esteja garantindo, o FC Porto já tem praticamente a temporada desportiva fechada. E o que fica desta época é um sabor agridoce, muito por culpa da excelente campanha europeia e dos desaires nas provas internas. Durante o desenrolar das várias competições já olhamos para o que falhou, mas chegando a hora de encerrar mais um capítulo, é a altura de apontar baterias para o que pode mudar.
Ainda existem muitas pontas soltas para 2021/2022. O principal processo por resolver é o da renovação de Sérgio Conceição, o que, dependendo do desfecho, pode alterar muita coisa no clube. Caso Sérgio se mantenha, é provável que o seu sistema de 4-4-2 não altere e o FC Porto continue com o esquema tático atual. Contudo, com a saída de Marega, e se não existirem soluções do agrado do técnico português, não seria uma surpresa se houvesse uma adoção do 4-3-3 como em algumas partidas desta temporada.
A questão da profundidade do plantel precisa de ser resolvida. No início desta temporada os azuis e brancos pareciam ter recursos válidos para grande parte das posições, ainda que nas laterais a coisa se complicasse. Contudo, fomos percebendo que nem todos os elementos dão garantis a Sérgio Conceição. Cláudio Ramos, Sarr, Nanú, Carraça, Fábio Vieira, Romário Baró, Loum, Felipe Anderson, Evanilson e João Mário foram muito pouco utilizados – no total, somam 4788 minutos, apenas mais 1127 do que Jesús Corona, o homem com mais tempo de jogo nesta época.
Sérgio Conceição, junto com o departamento de scouting do FC Porto, precisa de encontrar soluções reais, quer para o banco, quer para o onze inicial, que lhe possam dar mais garantias para fazer respirar a equipa, algo que acabou por influenciar em alguns resultados menos bons. A perda de pontos com equipas teoricamente mais acessíveis aconteceram, muitas das vezes, em jornadas a seguir a partidas difíceis/importantes.
Algo que também precisa de mudar é a forma como a equipa tenta chegar à última linha adversária. Muitas das equipas já estudaram bem o FC Porto e perceberam que os homens da frente fazem grande proveito do espaço e das bolas aéreas nas costas da defesa, o que provoca um recuo no bloco defensivo dessas equipas.
É usual vermos várias equipas da Primeira Liga a colocarem mais um homem na linha da defesa para terminar a estratégia ofensiva de Sérgio Conceição e o grande problema para o FC Porto é que isto resulta. Como os avançados azuis e brancos (Taremi e Marega) não criam tantos desequilíbrios por algumas limitações técnicas, cria-se uma séria dificuldade em criar oportunidades de golo.
Por fim, o FC Porto precisa de melhorar o seu plantel. Não em todos os aspetos, mas principalmente nas posições laterais defensivas. Manafá conseguiu cumprir e foi notória a sua evolução nesta temporada, mas ainda não está ao nível de outros laterais que passaram pelo clube.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Zaidu tem algumas características que precisam de ser melhoradas, especialmente a nível de cruzamentos para a área e, simultaneamente, exibe alguma inexperiência tendo em conta o salto que deu na sua carreira. Existe também a necessidade de um central que possa substituir Pepe quando este apresente dificuldades a nível físico, para além do Diogo Leite que tem servido para os dois lugares.
No centro do ataque, é essencial alguém que consiga dar trabalho aos defesas adversários. Isto é, ocupar os espaços, pressionar alto na saída de bola e, por vezes, conseguir descer no terreno para ajudar a equipa num momento defensivo.
No centro do terreno, para além de Grujic ser uma solução válida (ainda não se sabe se poderá ficar ou não), o FC Porto tem de procurar outro médio com características mais área-a-área, que possa influenciar a equipa em momentos defensivos e ofensivos, tal como Herrera fazia com Sérgio Conceição.
A olhar para a parte financeira do clube, num ano de encaixe significativo com as receitas da Liga dos Campeões, não será tarefa difícil para o FC Porto investir em quatro ou cinco elementos que possam fazer com que a equipa tenha, definitivamente, uma maior profundidade no plantel.
O Estádio de São Miguel abriu portas, nesta terça feira solarenga, para a 32ª. Jornada da Primeira Liga onde se defrontam CD Santa Clara e Rio Ave FC. Os três pontos são importantíssimos para as duas equipas. Por um lado a equipa açoriana quer manter-se o mais próximo possível dos lugares de Europa e, por outro lado, o Rio Ave precisa de oxigénio para tentar, ao máximo, sair dos lugares de despromoção. Emoções ao rubro nesta partida onde promete haver muito suor e dedicação.
Na primeira parte da partida, tivemos um Rio Ave a jogar com linhas mais altas o que obriga o Santa Clara a jogar com linhas mais baixas. A equipa açoriana encontra-se com maior dificuldade em jogar em profundidade e em velocidade, dessa forma, não consegue sair a jogar. O Rio Ave, apesar de estar com maior posse de bola não consegue chegar à zona de finalização. Esta primeira parte fica marcada pela falta de lances de perigo contabilizando-se, assim, apenas dois remates à baliza.
A Segunda parte trouxe um pouco mais de energia e vitalidade à partida. Prova disso é o remate de Anderson Carvalho que, ao chegar à zona de perigo do Rio Ave, remata a bola contra Kieszek. No ressalto, Carlos Jr. estava no sítio certo à hora certa, num 1×1, aponta a redondinha para as redes e faz o primeiro golo da partida. A equipa da casa, depois do golo, manteve-se com maior posse de bola e consegue sair a jogar.
O Rio Ave ainda tentou responder aos 65 minutos através de Gelson Dala que desviou os centrais açorianos para rematar mas o atento André Ferreira defendeu.
Os vermelhos e bancos mostraram-se superiores nesta segunda parte. Procuraram criar linhas de passe, arriscaram mais na finalização. O Rio Ave acabaria por se deixar levar pela emoção e não conseguiu superar o golo deixando, assim, de ter a intensidade pretendida. Assim, os 3 pontos ficaram em terras açorianas colocando o Santa Clara em sétimo lugar na tabela classificativa. O rio Ave terá de arriscar mais e dar tudo nas próximas jornadas para se conseguir manter na Primeira Liga.
A FIGURA
O empenho dos jogadores em defender a região e o clube são notórios Fonte: CD Santa Clara
Carlos Jr. – O “Homem Golo” da equipa açoriana voltou a surpreendeu e aproveitou um momento fulcral para colocar a sua equipa em vantagem no marcador. Foi, sem dúvida, mais um golo decisivo para a sua equipa. Com o golo de hoje torna-se o melhor marcador da história da sua equipa com 11 golos.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Geraldes- O criativo dos Vila condenses tardou em aparecer no jogo, tendo dificuldades em ligar o jogo da sua equipa.
ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA
O Mister Daniel Ramos apresentou-se com o esquema tático 4-4-2. Utilizou uma linha de quatro clássica. Colocou Carlos Jr. a atual como ala, Morita e Anderson Carvalho no miolo de terreno e, do outro lado, Allano. Na Frente Lincoln ateou como segundo avançado servindo rui costa, homem mais adiantado.A turma açoriana procurou permitir o domínio para, assim, tentar criar mais espaços e aproveitar para avançar principalmente nas acelerações nos corredores. Dessa forma conseguir decidir mais perto na baliza e, desse modo, arriscar mais na finalização.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
André Ferreira (7)
Ramos (5)
Mikel Villanueva (5)
Fábio Cardoso (7)
Mansur (6)
Allano (Ukra 76’) (5)
Lincoln (João Afonso 86’) (6)
Carlos Jr. (Costinha 86’) (6)
Hide (6)
Anderson Carvalho (5)
Rui Costa (Cryzan 63’)(4)
SUBS UTILIZADOS
Cryzan (Rui Costa 63’) (5)
Ukra (Allano 76’) (4)
João Afonso (Lincoln 86’) (-)
Costinha (Carlos Jr. 86’) (-)
ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC
Miguel Cardoso alinhou a sua equipa num 4-3-3. Linha de quatro clássica com Filipe Augusto a baixar no terreno para iniciar a construção. Geraldes e Guga actuavam mais à frente do pivot defensivo, procurando imprimir velocidade na partida. Na frente, um trio bastante móvel com Dala a assumir a posição de homem mais adiantado.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Kieszek (4)
Filipe Augusto (5)
Borevkovic (5)
Gelson Dala (6)
Francisco Geraldes (Pele 59’) (3)
Guga (Junior Brandão 63’) (3)
Fábio Coentrão (6)
Carlos Mané (4)
Ivo Pinto (Pedro Amaral 77’) (5)
Santos (5)
Camacho (Ryotaro Meshino 77’) (6)
SUBS UTILIZADOS
Pele (Francisco Geraldes 59’) (5)
Junior Brandão (Guga 63’) (5)
Pedro Amaral (Ivo Pinto 77’) (4)
Ryotaro Meshino (Rafael Camacho 77’) (5)
BnR na CONFERÊNCIA
CD SANTA CLARA
BnR: Qual a análise que faz à partida?
Daniel Ramos: Foi um jogo equilibrado em muitos momentos e com as equipas a tentar revelar pontos fortes do adversário. Era questão de eficácia. As equipas conseguiram posicionar-se bem, evitar que o jogo interior do Rio Ave fosse forte, tentou encontrar os nossos corredores. Estávamos mais confortáveis. O resultado podia ser outro por ser muito disputado. Mas tivemos uma prestação positiva, não foi das melhores mas fomos constantes.
RIO AVE FC
BnR: Primeira parte o Rio Ave entrou mais forte, já na segunda tivemos um jogo mais equilibrado com um Santa Clara a ser mais preponderante. O que falhou na segunda parte para tal acontecer?
Miguel Cardoso: Um golo que trouxe um acréscimo emocional pesado. Esse golo apareceu num lance erro que nos penaliza. Primeira parte jogamos contra vento, sabíamos que podíamo-nos beneficiar disso na segunda parte mas não conseguimos. Foi correr atrás do prejuízo. Os golos têm um impacto maior, foi preciso ir a procura, daí as alterações, no entanto acabamos por ser penalizados por esta derrota.