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«Estou a mostrar que já poderia estar há mais tempo na Primeira Liga» – Entrevista BnR com Rafael Barbosa

O cabelo atado não deixa Rafael Barbosa passar despercebido em qualquer jogo que participe, mas a qualidade que apresenta rapidamente desvia a atenção para o que faz com a bola nos pés. Rafael Barbosa tem estado em evidência na Primeira Liga. Ao serviço de um Tondela tranquilo, tem aproveitado para se afirmar no escalão máximo do futebol português depois de 12 anos ligado ao Sporting. Falou-nos das características que o definem, da forma como vê o jogo dentro do campo e ainda sobre a abordagem da equipa beirã comandada por Pako Ayestarán à reta final da temporada.

Made in Alcochete –

«Nunca ouvi ninguém no Sporting a dizer que éramos obrigados a ser campeões»

 

Bola na Rede: Qual é a tua primeira memória com uma bola nos pés?

Rafael Barbosa: Eu morava em Amarante e o meu pai e os amigos dele tinham um clube, na altura, que se chamava Campofeirense. Lembro-me que era muito menino e ia jogar à bola com os jogadores de lá. Aquilo era um campeonato da terra e eles fundaram esse clube. Os primeiros toques que dei na bola lembro-me que foram na sede do clube a brincar com eles. Foi aí que tudo começou.

Bola na Rede: Ainda te recordas como é que o Sporting te piscou o olho?

Rafael Barbosa: O Sporting foi passados alguns anos. Estava no Boavista e fazíamos muitos torneios. Tinha alguns clubes interessados e um deles foi o Sporting. Na altura, estava mais inclinado para o Benfica, mas depois, um homem muito grande do futebol, principalmente da formação, o Aurélio Pereira, veio a minha casa em Amarante falar comigo e acabei por mudar de ideias. No ano a seguir fui para a academia.

Bola na Rede: Esse contacto mais personalizado foi importante?

Rafael Barbosa: Foi. O Aurélio Pereira foi das pessoas mais importante que tive no futebol. Foi um pai, praticamente, ao longo da minha formação no Sporting. Ainda hoje mantenho contacto com ele. Estou-lhe muito grato.

Bola na Rede: Qual foi o primeiro impacto da realidade Sporting?

Rafael Barbosa: Foi uma realidade completamente diferente, tanto a nível pessoal, na academia, como ao nível do futebol. A exigência, a intensidade das coisas, o rigor, era totalmente diferente. Foi um choque na altura.

Bola na Rede: Estiveste no Sporting desde os infantis até à equipa B. Nunca venceste nenhum título. Não havia essa exigência, mesmo tratando-se de formação e o objetivo ser outro?

Rafael Barbosa: Não era incutido pelas pessoas que tínhamos que ser campeões nacionais. O objetivo era muito mais formar homens e jogadores, mas nós sentíamos essa responsabilidade. Nos meus anos, nunca consegui ser campeão. Tanto em iniciados, como juniores, ficámos em segundo lugar por uma questão de detalhes, principalmente em juniores, em que tudo ficou decidido no último jogo. Nos juvenis, apanhei uma geração do Benfica muito forte, com Rúben Dias, Renato Sanches, Gonçalo Guedes, Guga, esse tipo de jogadores que depois também deram o salto. Nunca nos foi incutido que tínhamos que ser campeões nacionais, nem nunca ouvi ninguém no Sporting a dizer que éramos obrigados a ser campeões

Bola na Rede: Tiveste 12 anos ligado ao Sporting e nunca te estreaste na equipa principal. Portugal aposta na formação como devia?

Rafael Barbosa: Acho que as equipas portuguesas apostam, num período umas mais, outras menos. A aposta na formação tem a ver com detalhes, períodos em que as equipas e os treinadores precisem. Foi isso que aconteceu comigo. Não foi por a minha qualidade não ser suficiente. Nos anos em que me evidenciei na equipa B, o plantel do Sporting era muito forte, tinha muitas escolhas e não surgiu [a oportunidade]. Talvez se tivesse sido noutra situação, como a atual do Sporting, ou mesmo há dois anos ou três, se calhar poderia ter sido diferente. Não posso viver disso. São oportunidade que surgem e não surgiu a minha, surgiu a outros colegas e fico muito feliz por eles.

Bola na Rede: Ficaste ligado à descida com o Sporting B. Essa equipa, durante um período, acabou por deixar de existir. Fazia sentido a equipa B continuar mesmo no Campeonato de Portugal?

Rafael Barbosa: A meu ver, fazia sentido. O campeonato sub-23 é bom para quem dá o salto de júnior para profissional, mas não é um campeonato que chegue para estares preparado para uma Primeira Liga. Um sub-23 ir direto para a equipa principal, acho que é um impacto muito forte. A realidade de Segunda Liga ou mesmo de Campeonato de Portugal é totalmente diferente. Tens jogadores mais velhos e com muita experiência e adquires outras coisas que os sub-23 não dão. De salientar que é um campeonato competitivo e que muitos jogadores precisaram dele para se afirmarem mais tarde.

Bola na Rede: Entretanto, já jogaste contra o Sporting, qual foi a sensação?

Rafael Barbosa: É uma sensação especial. É um clube a que vou ficar sempre ligado. Foram muitos anos. Foi especial, mas é como se fosse contra um clube igual aos outros, porque sou um jogador de futebol profissional e tenho que encarar os jogos com igualdade.

SL Benfica | A loucura por Beto

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Com a temporada a terminar começam a surgir os primeiros rumores de transferências. O mercado está quase a abrir e começam a ser associados nomes de jogadores a outros clubes. No caso do SL Benfica, há um rumor em especial que tem vindo a ser muito falado. Beto, avançado do Portimonense SC parece ser a aposta de Jorge Jesus e do SL Benfica para o ataque encarnado na próxima temporada.

O jovem jogador, de apenas 23 anos, tem estado em evidência na Primeira Liga e até mostrou serviço no embate entre SL Benfica e Portimonense SC, da jornada 28, ao apontar o único golo da formação algarvia na derrota por cinco bolas a uma.

O jovem jogador português é um avançado muito alto (194cm) e bastante portentoso, sendo esse um dos seus pontos mais fortes. Tem uma capacidade de impulsão incrível pelo que no jogo aéreo é uma ameaça constante.

Ainda que seja muito alto e robusto é um avançado ágil, aliás, como provou num golo apontado ao CD Tondela nesta temporada, em que executou um gesto técnico com nota artística. Beto desmarcou-se, rodou sobre si mesmo e rematou no ar para aquele que viria a ser o golo daquela jornada da Primeira Liga.

Um sentido de baliza fantástico e uma execução incrível culminaram num golo soberbo por parte do jogador formado no União de Tires.

Beto destaca-se pela sua envergadura física e agilidade
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Beto tem vindo a provar ser um jogador em ascensão que poderá render ainda muito mais numa equipa como o SL Benfica. Atualmente, Beto conta com onze golos em 28 jogos na temporada, contabilizando ainda três assistências.

No clube da Luz, a confirmar-se o interesse das águias, encontraria bastante concorrência por um lugar no onze. Darwin, Seferovic, Gonçalo Ramos e os regressados Carlos Vinícius e Jhonder Cádiz serão algumas das possibilidades do SL Benfica para a sua frente de ataque, pelo que Beto teria que lutar por uma vaga.

Ainda que seja jovem e que tenha um futuro prometedor, o SL Benfica poderá não ser a equipa ideal para dar seguimento à sua carreira uma vez que poderá ter poucos minutos e jogador de 23 anos tem de ganhar experiência para se afirmar. Contudo, o facto de já estar habituado a jogar na Primeira Liga abona a favor de Beto, por não necessitar de se adaptar ao campeonato lusitano.

Ao que tudo indica, o SL Benfica está bastante satisfeito com o rendimento de Beto ao serviço do Portimonense SC e terá oferecido oito milhões de euros por 70% do passe, proposta que o clube de Portimão terá rejeitado. A verdade é que Beto tem muito mercado, tanto nacional como internacional.

Equipas como FC Porto, VFL Wolfsburgo, E. Frankfurt, Bayer Leverkusen e CSKA Moscovo seguem atentamente o jogador, pelo que os valores de um possível negócio possam aumentar dado o interesse de vários emblemas do futebol europeu.

Beto seria uma boa adição ao plantel dos encarnados, mas não encontrará um “lugar ao sol” pronto a ser tomado. Terá de batalhar muito para conquistar o seu espaço no SL Benfica, o que poderá mesmo ser benéfico para o seu desenvolvimento ou prejudicial caso não seja opção de todo.

FC Porto x SC Farense | À procura de cimentar o segundo lugar

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32.ª Jornada da Primeira Liga: segunda-feira, 20h15, 10 de maio de 2021
ANTEVISÃO: LUTA PELOS PONTOS CAROS

O campeonato está cada vez mais próximo da meta final e o FC Porto recebe o SC Farense num jogo em que o único objetivo para os dragões é a manutenção do primeiro lugar.

OS DRAGÕES QUEREM MANTER A PRESSÃO NO SPORTING E SEGURAR O SEGUNDO LUGAR. SERÁ QUE CONSEGUEM? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Mais que o habitual duelo entre o David e Golias, é importante referir que os portistas vão receber uma equipa aflita pela manutenção. O SC Farense encontra-se em penúltimo lugar e conquistar pontos no Dragão seria ouro sobre azul.

Do lado dos azuis e brancos, Sérgio Conceição não vai poder contar com Sérgio Oliveira e Corona. Já Jorge Costa não tem nenhuma ausência de peso. Os pontos estão caros e vão ser disputados numa partida que promete ser acesa.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O SC Farense tem de pontuar no Estádio do Dragão sob pena de fugir cada vez mais na zona de despromoção;
  2. O mítico capitão Jorge Costa está de regresso ao Dragão;
  3. O último FC Porto x SC Farense foi em 2001/2002 e deu vitória por 2-0 para os portistas;
  4. O SC Farense nunca conseguiu conquistar pontos no Dragão;
  5. Licá está de regresso a uma casa que bem conhece;
  6. O SC Farense vem de três empates consecutivos, já o FC Porto vem de um empate no clássico frente ao SL Benfica;
  7. A maior vitória de sempre do FC Porto frente ao SC Farense foi por 8-3 em 1986/1987;
  8. Caso o FC Porto não vença o jogo, o Sporting CP sagra-se automaticamente campeão;
  9. Dos três grandes, o SC Farenseconseguiu até agora tirar pontos ao SL Benfica;
  10. Enquanto o SC Farense é um dos piores ataques da prova, o FC Porto é o mais goleador.

JOGADORES A TER EM CONTA

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Matheus Uribe (FC Porto) – O médio colombiano tem estado a um bom nível nos últimos tempos. Destaco a exibição mais recente na luz em que encheu o meio-campo portista. Não dá muito nas vistas, mas está em todo lado. Com a ausência de Sérgio Oliveira, Uribe vai ter de assumir todas as despesas.

Ryan Gauld (SC Farense) – É o maior craque dos algarvios. Um jogador capaz de criar dificuldades a qualquer defesa do campeonato pela forma como trata a bola. A inteligência e a capacidade técnica do ex-Sporting CP vai ser o maior perigo para as redes de Marchesín.

XI PROVÁVEIS

FC Porto: Marchesín; Zaidu; Pepe; Mbemba; Manafá; Uribe; Grujic; Otávio; Luis Díaz; Taremi; Toni Martínez

Treinador: Sérgio Conceição

Sérgio Conceição não compareceu na conferência de imprensa de antevisão

SC Farense: Beto; Abner Felipe; André Pinto; César Martins; Tomás Tavares; Jonatan Lucca; Amine Oudrhiri; Ryan Gauld; Licá; Bilel Aouacheria; Pedro Henrique.

Treinador: Jorge Costa

“As contas do FC Porto, o Sérgio terá de as fazer, são contas que não são do meu rosário. As contas que eu faço, faço-as com os três pontos do Dragão, porque se há coisas que consigo controlar é a capacidade de gerir a minha equipa”

PREVISÃO DE RESULTADO: FC PORTO 2-0 SC FARENSE

Jovane Cabral, o trunfo leonino | Sporting CP

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Jovane Cabral tem sido importante em momentos chave do Sporting CP ao longo da época, nomeadamente na final four da Taça da Liga, mas também nas últimas jornadas onde acaba por ser uma peça importante para manter o Sporting CP bem vivo na luta pelo tão desejado título, com um golo diante do Belenenses SAD e uma bela performance diante do CD Nacional.

Fator de relevo é o facto do extremo de 22 anos em 25 jogos para todas as competições, somar apenas 765 minutos e somar maior parte dos seus minutos como suplente utilizado. No campeonato português conta com 21 jogos e uma média de 27 minutos por jogo, onde soma cinco golos e duas assistências.

A verdade é que quando salta do banco consegue ter um impacto tremendo – os últimos sete golos que marca em seis foi como suplente utilizado – algo ainda não justificado quando Jovane é chamado à titularidade, apesar de ser o segundo melhor marcador do Sporting CP atrás de Pote, sendo o terceiro jogador dos leões com maior influência nos golos no campeonato português.

No ano passado após a paragem COVID-19 e a consequente retoma dos jogos, acabaram por salientar as melhores capacidades do cabo verdiano, numa altura em que os índices físicos de cada equipa ainda não eram os melhores.

Jovane Cabral sinalizou, de grande penalidade, o golo do empate diante do Belenenses SAD
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sempre fui critico em relação à capacidade de decisão de Jovane Cabral, mas a verdade é que o jovem consegue transformar a sua inconsistência em boas exibições e demonstrar melhorias em vários aspetos do jogo, tornando-se numa das melhores surpresas e num jogador importante para Rúben Amorim.

Considero que não existe mais nenhum jogador no plantel com as características de Jovane e acredito que também foi vitima e andou mais distante da equipa precisamente na fase em que o Sporting CP alterou um pouco as suas dinâmicas com Paulinho, Pote, Bragança e João Mário todos em campo a procurar um jogo mais posicional e um maior controlo e capacidade com bola.

A sua potência, as constantes mudanças de velocidade, a sua aceleração, com uma capacidade de remate – forte e colocado – aliadas a uma boa capacidade de drible e agilidade tornam-no numa peça irreverente e diferenciada. Iniciou a época até como falso nove, mas é no corredor esquerdo que o vejo a render mais, sobretudo porque beneficia as suas diagonais verticais de fora para dentro, facilitando o seu jogo, potenciando as suas melhores características e onde acaba por estar mais vezes de frente para a baliza onde pode finalizar mais facilmente.

Ainda pode melhorar, é certo, mas não há dúvidas de que evoluiu e que pode ser uma peça com mais minutos de jogo e colocar o Sporting CP sempre mais perto de vencer por aquilo que consegue oferecer e impor no jogo.

Real Madrid CF 2-2 Sevilha FC: Merengues escorregam na luta pelo título

A CRÓNICA: REAL MADRID CF NÃO APROVEITOU DESLIZE DOS ADVERSÁRIOS DIRETOS E JÁ NÃO DEPENDE DE SI

Depois do duelo de sábado entre os outros dois concorrentes na luta pelo título, domingo trouxe novamente um grande jogo na luta pelo título espanhol. O Sevilha FC ainda sonhava com o título espanhol e entrou a todo o gás na partida, com uns primeiros 15 minutos bastante dominantes dos Andaluzes. Por outro lado, o Real Madrid CF só dependia de si para ser campeão e uma vitória frente ao quarto classificado voltaria a colocar os blancos muito bem posicionados.

Muito contra a corrente do jogo, o Real Madrid CF foi o primeiro a mostrar as garras. Cruzamento da esquerda e Karim Benzema fez golo através de um grande cabeceamento. O VAR chegou-se à frente e anulou o tento por fora de jogo. Pouco depois o domínio do Sevilha FC voltou a verificar-se e no seguimento de um livre, golo dos Andaluzes, por Fernando, que com muita classe, desviou Casemiro do caminho e empurrou para o fundo das redes.

O Real Madrid CF até esboçou uma reação, mas sempre muito tímida e incapaz, sempre pelos pés de Vinícius Júnior ou Karim Benzema, claramente os mais inconformados com o resultado. Pela frente encontraram um Super-Sevilha, que raras vezes se desconcentrou do ponto de vista defensivo.

Na segunda parte os merengues tentaram mostrar outra face e a reação transformou-se em empate. Marcos Asensio depois de poucos minutos em campo apontou o golo do empate, brilhantemente servido por Toni Kroos. Com muito VAR e controvérsia à mistura, o Sevilha FC voltou a passar para a frente do marcador na marca de grande penalidade, por Ivan Rakitić. Aos 90+4, golpe de teatro: Toni Kroos rematou de fora de área e depois de sofrer um toque em Hazard, a bola acaba mesmo por entrar na baliza de Bono. Restabelecido o empate a pouco tempo do fim.

O Real Madrid CF escapou-se de males maiores já perto do final, mas não aproveita os deslizes dos adversários diretos e passa agora a depender de terceiros para ser campeão. O empate mantém o Club Atlético de Madrid líder na tabela, mas com o título ainda por definir.

 

A FIGURA


Entrada dominante do Sevilha FC – A primeira parte do Sevilha FC é de topo mundial. Entram na partida com muito carácter e determinação, que lhes valeu a vantagem ao intervalo, de forma natural. Concentrados na defesa e eficazes na frente, os Andaluzes demonstraram o porquê de estarem, também eles, na luta pelo título espanhol.

O FORA DE JOGO

Apatia do Real Madrid CF – O Real Madrid entrou a dormir na partida e a reação na partida peca por tardia. Fica a ideia de que podia ter dado mais nos minutos iniciais. Com as entradas de Gutierrez e de Asensio os merengues melhoraram, mas o rumo dos acontecimentos teimava em ir contra a vontade madrilena, que não desistiu e acabou por conseguir salvar um ponto, com alguma sorte à mistura. Se em vez de 45 minutos intensos, tivessem tido 90, talvez a história que estou a contar pudesse ser diferente.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

Zidane abandonou a linha de 3 centrais (ou 5 defesas, como se preferir) que tinha apresentado na Liga dos Campeões e voltou a apostar no seu clássico 4-3-3.

As principais armas do Real Madrid CF foram, sem grandes surpresas, Karim Benzema e Vinícius Júnior. O francês assumiu a maior parte dos remates e foi um dos que mais galvanizou a equipa para subir no terreno. Já o extremo brasileiro partia constantemente da ala esquerda para o meio a procurar principalmente momentos de 1×1 para com os defesas contrários.

A defesa estava desfalcada e a ausência de Sergio Ramos, Varane e Carvajal fez-se sentir. É outra equipa sem estes elementos. Não desprimorando Nacho e Militão, que até têm assumido funções com grande qualidade, não garantiram a mesma confiança. A defesa com quatro defesas apresenta, ainda assim, melhorias significativas, em comparação com os jogos da Liga dos Campeões. Quanto ao meio-campo, não houve alterações. Casemiro foi amarelado cedo na partida e Kroos e Modrić tentaram essencialmente lançar os contra-ataques ou ataques rápidos da equipa madrilena.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thibaut Courtois (6)

Marcelo (5)

Nacho Fernández (6)

Éder Militão (6)

Álvaro Odriozola (4)

Toni Kroos (8)

Casemiro (5)

Luka Modrić (6)

Vinícius Júnior (7)

Federico Valverde (6)

Karim Benzema (8)

SUBS UTILIZADOS

Marco Asensio (8)

Miguel Gutierrez (7)

Eden Hazard (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SEVILHA FC

Julen Lopetegui no papel, não inovou. O esquema tático que se desenhava era o habitual 4-3-3. Mas a verdade é que a forma como a equipa se apresentou, mudou. Ainda que tivesse dois avançados de referência no banco, o treinador espanhol preferiu iniciar a partida sem um avançado clássico, mas sim com três homens mais móveis, Lucas Ocampos, Suso e Papu Gómez, potencialmente mais difíceis de marcar pelos centrais adversários.

A entrada com intensidade e a mandar no jogo foi surpreendente. Tal domínio pode ter se devido às trocas de posição na frente e no meio-campo por parte dos andaluzes, que confundiam as marcações e empurraram o Real Madrid CF para o seu último terço no início da partida. Destaque para Fernando, no meio-campo, que fez valer a alcunha de “Polvo”, que ganhou dos tempos em que vestia a camisola do FC Porto.

Na segunda parte, com a entrada de Youssef En-Nesyri, Lopetegui procurou o ataque à profundidade, numa altura em que o domínio do jogo estava já do lado do Real Madrid CF.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bono (6)

Jesús Navas (6)

Jules Koundé (7)

Diego Carlos (7)

Marcos Acuña (6)

Fernando (8)

Ivan Rakitić (6)

Joan Jordán (6)

Alejandro Gómez (6)

Suso (7)

Lucas Ocampos (6)

SUBS UTILIZADOS

Youssef En-Nesyri (6)

Nemanja Gudelj (5)

Oscar Rodriguez (5)

Óliver Torres (-)

Luuk De Jong (-)

Juventus FC 0-3 AC Milan: Festival de golos empurra Juve para zona de Liga Europa

A CRÓNICA: MILAN AGARRA A VITÓRIA FORA DE PORTAS DE FORMA DESLUMBROSA

Com apenas quatro jornadas pela frente, vivem-se dias emocionantes com a Atalanta BC, SSC Napoli, Juventus FC e AC Milan em jogo de apanhada para a Liga dos Campeões. Adivinha-se uma luta intensa até ao último suspiro, quem conseguirá apanhar o comboio da “Champions”? Para isso, é fundamental vencer esta partida. Tudo pode acontecer e nós estamos aqui para isso mesmo – para mais um bom jogo de futebol.

Sendo esta uma partida de alguma importância, ambas as equipas querem ganhar e constata-se, por isso, um jogo equilibrado e estratégico nos primeiros instantes. No entanto, o AC Milan coloca mais homens no meio campo “bianconeri” de forma a ameaçar a baliza de Szczesny.

À passagem do minuto 30, Chiellini desperdiçou uma oportunidade divinal para fazer o 1-0 de cabeça e o marcador mantém-se intacto. Contudo, à entrada do intervalo, Brahim Díaz puxa da cartola um autêntico “golaço” direto na gaveta. Falava-se em bola no braço do internacional espanhol. Foi ao VAR, mas o golo acabou por ser validado. Uma primeira parte muito pobre da Juventus FC frente a um Milan mais perigoso e eficaz.

Na segunda parte, a Juventus FC assusta a formação rossoneri com um lance de algum perigo, mas sem qualquer êxito. Momentos mais tarde, Chiellini joga com a mão e  concede grande penalidade. Com tanta experiência que este senhor tem, não poderia cometer um erro destes. A verdade é que isso rapidamente caiu no esquecimento, pois Kessie facilitou e o guardião polaco defendeu, mantendo tudo em aberto para a Juventus FC.

Nada serviu, pois aos 77′, Rebic mata o jogo com um golo espetacular. Que momento lindo de futebol. Quatro minutos depois, Tomori inaugura o 3-0 de cabeça, depois de um passe teleguiado de Çalhanoglu. Juventus, o que se passa? … Será que depois da tempestade, vem a bonança? Termina assim a partida e entende-se perfeitamente o porquê de ser um dos jogos de cartaz deste fim-de-semana.

 

A FIGURA

AC Milan – Do ponto de vista estratégico, o Milan estava incrivelmente bem alinhado.. Embora ao início tenha sido um jogo equiparado, a verdade é que a grande maioria do jogo esteve nas mãos (ou melhor, nos pés) da formação rossoneri. Na defesa, foram muito compactos. Aproveitaram os erros da Juventus e marcaram três golos incríveis. Como adepto de futebol, agradeço a Díaz, Rebic e Tomori pelo espetáculo. O Milan foi a melhor equipa em campo sem espinhas. Mereceram totalmente.

 

O FORA DE JOGO

Juventus FC – O meu texto sobre a Juventus acerca do jogo de hoje é totalmente o contraste do que acabei de escrever sobre o Milan. Esperava-se muito mais, visto que se tratava de um jogo importante. Cometeram inúmeros erros na saída de bola, na defesa (como o penalti) e no ataque (falta de critério e decisão). Além disso, foram dominados e foram escassas as oportunidades de golo. Um jogo catastrófico para a Juventus FC, é preciso muito mais…

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Sem surpresas, Andrea Pirlo alinha o seu prezado 4-4-2, em jogo com os Rossoneri. Entre os postes, verifica-se o polaco Szczesny. Na defesa, encontram-se Chiellini e De Ligt para impedir a progressão da equipa adversária. Entretanto, Alex Sandro e Cuadrado dominam as faixas laterais, procurando ajudar os seus compatriotas no ataque através do passe interior e cruzamentos para dentro de área.

No corredor central, Bentancur assume um cargo vital na estabilidade do meio-campo bianconeri, junto de Rabiot. Com a sua velocidade e drible, Chiesa e McKennie procuram desequilibar a formação vermelha através das faixas laterais. Na última parte do terreno, surgem Ronaldo e Morata para aprontar e causar estragos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Wojciech Szczesny (7)

Alex Sandro (6)

Giorgio Chiellini (5)

Matthijs De Ligt (7)

Juan Cuadrado (7)

Federico Chiesa (6)

Adrien Rabiot (6)

Rodrigo Bentacur (7)

Weston Mckennie (6)

Cristiano Ronaldo (6)

Álvaro Morata (6)

SUBS UTILIZADOS

Paulo Dybala (6)

Dejan Kulusevski (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – AC MILAN

Entrando em jogo em zona de Liga Europa, Stefano Pioli procurar agarrar a vitória com o seu habitual 4-2-3-1. No bloco defensivo, é Donnarumma quem segura as redes com uma linha de quatro defesas à sua vanguarda: Theo Hernández, Tomori, Kjaer e Calabria. Os médios Kessie e Bennacer funcionam como duplo pivot, segurando e auxiliando Saelemaekers, Brahim Díaz e Çalhanoglu na transição ofensiva. Zlatan Ibrahimovic é o homem da frente dos rossoneri, no qual arrasta a marcação e procura balançar as redes com todos os seus esforços.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gigio Donnarumma (7)

Theo Hernández (7)

Fikayo Tomori (8)

Simon Kjaer (7)

Davide Calabria (6)

Ismael Bennacer (6)

Frank Kessie (6)

Hakan Çalhanoglu (7)

Brahim Díaz (8)

Alexis Saelemaekers (6)

Zlatan Ibrahimovic (6)

SUBS UTILIZADOS

Ante Rebic (7)

Soualiho Meité (6)

Diogo Dalot (6)

E tudo tem um fim! | FC Porto

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Ontem, o FC Porto foi a Lisboa enfrentar o SL Benfica num clássico que, ao contrário de outros anos, não decidia a luta pelo título, mas sim a luta pela Champions. Melhor dizendo, também decidiu indiretamente a conquista do campeonato, pois o Sporting CP ficou com um pé e meio no caneco mais desejado por todos os clubes em território nacional.

Porém, estava envolvido muito milhão em jogo, pois o 2.º lugar dispensa a disputa de uma pré-eliminatória para obter o acesso à fase de grupos da prova milionária, uma vez que remete diretamente a formação que ocupar a posição, de vice-líder, para essa categoria da competição europeia.

No final dos 90 minutos, tudo acabou como começou, ou seja, empatado, pelo que cada equipa conquistou apenas um ponto, mantendo a distância pontual que os separa, isto é, de quatro pontos. É verdade que, anteriormente, já assistimos a recuperações verdadeiramente mirabolantes, mas a faltar apenas três partidas para o término do campeonato, os dragões saíram do Estádio da Luz com a sensação de “terem ganho a Champions”, parafraseando Sérgio Oliveira.

Costuma-se dizer que contra factos não há argumentos e aqui adapta-se para o sentido de “contra calendários não há argumentos”, pois o FC Porto tem um fim de campeonato bastante mais acessível do que o seu rival, que ainda vai receber o Sporting CP, futuro campeão, e terminará a ir a Guimarães, um terreno tradicionalmente difícil.

Por seu turno, os azuis e brancos vão defrontar os aflitos SC Farense, Rio Ave FC e enfrentará, na jornada 34.º, a B-SAD. Neste sentido, parece óbvio que, na teoria, o FC Porto tem tudo para alcançar o objetivo mínimo que é o 2.º lugar e consequente qualificação direta para a Liga dos Campeões.

fc porto
A última vez que os dragões enfrentaram o playoff de qualificação para a Champions foram eliminados frente ao Krasnodar.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Este desafio também trouxe mais uma confirmação, que é a excelente temporada de Uribe que, para além de ter marcado o tento do empate, protagonizou uma exibição bastante sólida, sendo, sem qualquer tipo de dúvidas, o pêndulo do meio-campo da formação de Sérgio Conceição.

Também Pepe mostrou que os seus 38 anos mais parecem 28, pois é o verdadeiro líder do quarteto defensivo. Quarteto defensivo esse que mostrou, mais uma vez, as debilidades que expressa nas laterais, pois Manafá e Zaidu foram dos piores elementos em campo. Aliás, o SL Benfica não foi inerente a esse aspeto, pois das poucas oportunidades que produziu, a maioria foi pela exploração do espaço exterior.

Assim, a três partidas do fim, o campeonato parece ter o seu destino traçado e, agora, basta dignificar e honrar a camisola nos jogos que faltam e começar a preparar a próxima época, onde ainda reside uma grande dúvida, a continuidade de Sérgio Conceição. Neste momento, em que o FC Porto parece ter a temporada completamente feita, será a hora de saber se renova ou não.

Leixões SC 2-0 FC Porto B: Portistas afogados pela maré leixonense

A CRÓNICA: EFICÁCIA LEIXONENSE «ENGOLE» FC PORTO B NA LUTA PELA MANUTENÇÃO

O FC Porto B foi ao terreno do Leixões SC e saiu afogado pela maré do primeiro tempo, comprometendo de forma crucial as contas da manutenção, com uma derrota por 2-0 em Matosinhos.

A urgir de «braçadas» fortes na luta pela permanência da Segunda Liga, os azuis entraram na partida pensativos, pacientes, ofensivos, porém, muito previsíveis. A equipa comandada por António Folha revelou poucos recursos para desequilibrar as linhas (sempre) bem alinhadas da turma da casa e rapidamente sofreu as consequências.

Dito isto, apesar do ímpeto inicial dos dragões e das primeiras oportunidades criadas por Rodrigo Conceição a partir da asa direita do terreno, foi o Leixões a abrir o marcador através de um cruzamento perfeito de André, que culminou numa receção sublime de Kiki, e num golo de belo efeito.

A resposta dos forasteiros foi apática e sem qualquer sinal de perigo, ao passo que, esta apatia foi novamente aproveitada por parte do Leixões SC. Ao minuto 34, Nenê teve tempo para tudo e atirou uma autêntica bala para a baliza de Ricardo Silva. Ampliado o marcador, o técnico dos portistas mexeu e colocou a lenha toda no assador: Igor Cássio e Gonçalo Borges entraram para o lugar de N’Diaye e Rodrigo Pinheiro ainda antes do intervalo, e a resposta foi afirmativa, com a equipa B dos dragões a revelar-se mais vertiginosa e mais pressionante na primeira fase de construção do oponente.

À saída dos balneários, o Leixões – confiante com o desenrolar dos acontecimentos – entrou melhor, contudo, os primeiros sustos partiram do FC Porto B. Primeiro, a partir da cabeça de Namaso, que tirou tinta aos ferros da baliza guardada por Tiago Silva, e depois, através de Gonçalo Borges, num grande remate fora de área, que resultou numa defesa ainda melhor do guardião do Leixões SC. Esta exibição de Tiago Silva manteve-se perfeita, e apesar das aparições intermitentes dos homens do ataque portista, o guarda-redes do Leixões SC susteve o resultado, e não deu oportunidade para os azuis «sonharem» com o empate.

Com esta derrota, os jovens “dragões” continuam a respirar (muito) mal na Segunda Liga, posicionando-se na penúltima posição do campeonato.

 

A FIGURA

Preparação de José Mota – Consciente da necessidade pontos dos dragões, José Mota não teve receio de oferecer a iniciativa ao adversário para posteriormente explorar o contra ataque. O técnico luso foi sagaz e conseguiu, desta forma, explorar da melhor maneira as debilidades dos dragões.

O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Desorganização portista – Apesar de a linha defensiva estar (quase) sempre segura, com Carraça, João Marcelo e Sarr a comporem a linha a três dos dragões, a turma de António Folha não teve a reação à perda desejada e sofreu com isso, invariavelmente. O meio campo – muito desorganizado e anárquico – foi constantemente apanhado desprevenido e acabou por sentenciar a derrota.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

A equipa orientada por José Mota alinhou num 4-3-3, que variava para um 4-4-2, aquando da organização defensiva. Ofensivamente, a turma da casa procurou oferecer a iniciativa aos dragões, para posteriormente explorar a transição ofensiva, que por inúmeras vezes deixou a equipa forasteira em ‘apuros’. Durante todo jogo a toada foi a mesma, com os leixonenses a explorarem de forma perfeita o erro e o vazio no meio campo portista. Em principal evidência no momento da transição esteve Kiki, que provocou “n” dores de cabeça a Carraça e Rodrigo Conceição.

11 INICIAL E  PONTUAÇÕES

Tiago Silva (9)

Edu Machado (6)

Pedro Pinto (6)

Brendon (6)

Seck (6)

Bruno Monteiro (6)

Rodrigo (6)

Cristophe (5)

Kiki (8)

Nenê (7)

André (7)

SUBS UTILIZADOS

Avto (6)

Jefferson Encada (5)

Belkeir (-)

Morim (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B

A equipa comandada por António Folha alinhou no «clássico» 3-5-2 desde que o técnico assumiu o comando da equipa. Com muitas fragilidades defensivas, os dragões revelaram-se muito pouco ativos na reação à perda, e permitiram muitos contra ataques à equipa de Matosinhos, que não facilitou nas poucas oportunidades à “mercê”. Do ponto de vista ofensivo, a equipa dos dragões explorou os corredores, com vista a criar o desequilíbrio no 1vs1, sendo que, com a entrada de Borges, tal nuance acentuou-se.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (5)

Malang Sarr (6)

João Marcelo (6)

Carraça (5)

Rodrigo Pinheiro (5)

Rodrigo Conceição (5)

Mor N’Diaye (4)

Bernardo Folha (6)

Namaso (5)

Rafael Pereira (5)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Borges (7)

Igor Cássio (5)

Johan Gómez (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Leixões SC

BnR: Boa tarde, mister. Foi consciente da urgência de pontos do FC Porto B que ofereceu a iniciativa ao adversário para posteriormente explorar as transições?

José Mota: O futebol é um jogo de movimentos e nós precisamos de distinguir os momentos, a qualidade e as características dos jogadores que temos. A minha ideia tem que saber os jogadores que disponho. Eu tenho que potencializar aquilo que eu tenho, e isto é o mais importante.

 

FC Porto B

BnR: Boa tarde, mister, gostaria de lhe perguntar sobre a substituição de Mor N’Diaye ainda antes do intervalo. A equipa já vinha sofrendo alguns contra ataques, e acaba por tirar o «tampão» do meio campo, gostaria de perceber qual o objetivo com a troca.

António Folha: A equipa naquele momento precisava de marcar golo. Estávamos a perder por 2-0, e nós jogávamos numa linha de três e o Mor era mais um naquele meio e de características, como disse e muito bem, mais defensivas e eu ali, a perder por 2-0 coloquei mais um homem para marcar golos, porque era o que nos interessava.

FC Paços de Ferreira 1-1 CS Marítimo: Empate deixa contas em aberto para os dois emblemas

A CRÓNICA: CASTORES DOMINARAM O ENCONTRO, MAS OS MADEIRENSES DESCOBRIRAM A ESTRELINHA

A 32.ª jornada começava na Capital do Móvel com um FC Paços de Ferreira x CS Marítimo, um jogo que procurava definir as contas finais do campeonato e de extrema importância para o emblema madeirense que se mantinha bem perto da zona de descida para a Segunda Liga.

Os castores, depois de garantirem a entrada nas competições europeias em 2021/2022 no sofá, uma vez que o CD Santa Clara saiu derrotado da jornada 31, entrava em campo com uma missão quase cumprida, mas procurava ainda reservar o quinto lugar e em caso de vitória conseguiria garantir tal feito.

O FC Paços de Ferreira entrou com mais pressão no ataque e a primeira oportunidade surge aos cinco minutos, após insistência na área do CS Marítimo. Luiz Carlos atirou de cabeça para a baliza de Amir, mas o iraniano conseguiu desviar. Novo aviso dos castores surgiria minutos depois e foi Marcelo, de cabeça, que enviara ao poste direito e a defesa do CS Marítimo acabou por tirar para canto. Porém, ma marcação do pontapé de canto, a defesa madeirense não conseguiu socorrer-se e Luiz Carlos, o homem que ameaçara em primeiro lugar a baliza de Amir, foi mesmo quem marcou, novamente de cabeça. Após o desvio de cabeça de Hélder Ferreira, Luiz Carlos, no segundo poste, só teve de empurrar a bola e conseguir assim dar vantagem ao emblema amarelo.

Ainda sem qualquer resposta do CS Marítimo, o FC Paços de Ferreira ia tentando chegar ao 2-0. Após cobrança de falta de forma curta, João Amaral avança com a bola e ainda fora da grande área envia uma bomba para a baliza, mas Amir, com uma grande defesa, consegue sacudir. Nova investida do FC Paços de Ferreira e desta vez o protagonista foi Hélder Ferreira, mas destaque para o corte de Léo Andrade praticamente em cima da linha. Num primeiro momento foi João Amaral quem tentou fazer o golo, mas Amir conseguiu novamente afastar, mas Hélder quase que ia fazendo golo sem hipótese para o guardião, não fosse o defesa maritimista. O FC Paços de Ferreira estava claramente por cima do jogo e um segundo golo fazia-se sentir na Capital do Móvel.

Contudo, como o futebol não é uma ciência exata, estar mal no jogo não significa que não exista um golo. Claudio Winck, lateral direito, em posições mais ofensivas, tira um cruzamento de regra e esquadro para a cabeça de Joel Tagueu, que aparece sozinho e envia a bola para o segundo poste. O esférico embate nesse mesmo poste e também no outro, acabando por entrar, ainda que Jordi tentasse segurar a bola. Um golo que gelou a equipa do FC Paços e estragaria a palestra a Pepa, mas que certamente que daria um boost motivacional ao CS Marítimo. Sem mais oportunidades para ambas as equipas, o jogo seguiria para intervalo.

A segunda metade iniciaria com uma substituição na dupla ofensiva por parte do CS Marítimo, o avançado Rafik Guitante sairia para dar lugar a Rúben Macedo. A segunda metade começa com uma jogada perigosa do FC Paços de Ferreira em que Rebocho cruza para a área e após uma série de ressaltos João Amaral remata, mas um novo desvio envia a “redondinha” para canto.

Ao minuto 61 Jorge Correa teve nos pés a oportunidade para fazer o 1-2, após uma investida pelo lado direito por Rúben Macedo, Correa aparece no segundo poste bem perto da baliza, mas de primeira não consegue finalizar. Fica a chamada de atenção para a equipa da casa.

Ao minuto 72, grande perigo para a baliza de Amir. Bruno Costa progrediu com a bola até ao último terço do terreno, levantou a cabeça, jogou para o lado direito em Zé Uilton que fez cair o defesa adversário e rematou cruzado para bem perto do poste, mas a bola saiu pela linha final. Matchoi Djaló, que havia entrado para fazer parelha com Douglas Tanque, minutos depois ameaçou de bem longe por duas vezes, sendo que a primeira saiu ao lado, mas na segunda Amir teve de intervir.

Até ao fim do encontro, o FC Paços de Ferreira foi quem esteve mais perto de chegar ao golo, ainda que não tenha acontecido. Muita batalha no meio campo nos últimos dez minutos e as duas equipas muito fechadas culminaram no 1-1, resultado que ainda não garante o quinto lugar ao FC Paços de Ferreira, mas que pode ser importantíssimo para o CS Marítimo.

A FIGURA

Luiz Carlos Foi ele quem marcou o golo, mas engane-se quem pensa que foi a única ação que fez no jogo. Foi interventivo no ataque, pois minutos antes esteve quase para marcar e em momentos defensivos soube fechar os espaços ao CS Marítimo. O médio experiente de 35 anos teve uma grande influência na partida, tocando 42 vezes na bola e acertando 29 dos 32 passes que fez.

 

O FORA DE JOGO

Rafik Guitane – Substituído ao intervalo, Guitane esteve desaparecido em campo. Enquanto que o CS Marítimo fazia proveito das ações de Correa, Tagueu e, por vezes, Edgar Costa, Guitane não conseguiu entrosar no jogo e Julio Velázquez fez lançar Rúben Macedo, passando assim o emblema madeirense a jogar com apenas um homem na frente.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

O FC Paços entra no terreno com o seu esquema tático habitual, mas com algumas alterações aquilo que costuma ser o onze inicial habitual. Jordi mantém-se como dono da baliza pacense e à sua frente jogam Marcelo e Marco Baixinho, este último que soma o seu segundo jogo consecutivo como titular. Nas laterais, Fernando Fonseca volta ao lado direito depois de falhar o jogo com o SC Braga e Rebocho é o homem do flanco esquerdo. Na linha de meio campo, os três homens do costume, com Eustáquio a recuar um pouco mais para tratar da construção de jogo mais recuada e Luiz Carlos e Bruno Costa ficam a seu lado. Na frente, João Amaral está encarregue pelo lado esquerdo do ataque e Hélder Ferreira do lado direito. No centro, destaque para João Pedro que conquistara a titularidade após uma série de boas exibições.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordi Martins (6)

Fernando Fonseca (6)

Marcelo (7)

Marco Baixinho (6)

Pedro Rebocho (6)

Luiz Carlos (8)

Stephen Eustáquio (7)

Bruno Costa (7)

Hélder Ferreira (6)

João Pedro (6)

João Amaral (6)

SUBS UTILIZADOS

Douglas Tanque (7)

Zé Uilton (7)

Luther Singh (6)

Matchai Djaló (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

O CS Marítimo vem a jogo num sistema de 4-4-2 com Amir como guardião, Claudio Winck no lado direito da defesa, Zainadine Junior e Léo Andrade no centro e Fábio China do lado esquerdo. No centro do terreno, do lado direito, estava Edgar Costa, o capitão da equipa, no meio Bambock e Pedro Pelágio e no lado esquerdo Jorge Correa. Na frente de ataque, Joel Tagueu e Rafik Guitane estavam encarregues pelas investidas ofensivas à baliza pacense. Uma opção arrojada de Julio Velasquez para o jogo, uma vez que o CS Marítimo não tem hábito de entrar em campo em 4-4-2.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (7)

Cláudio Winck (7)

Zainadine Júnior (7)

Léo Andrade (6)

Fábio China (6)

Edgar Costa (6)

Franck-Yves Bambock (6)

Pedro Pelágio (6)

Jorge Correa (7)

Joel Tagueu (7)

Guitane (5)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Macedo (7)

Tim Soderstrom (6)

Milson (6)

Alipour (-)

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Paços de Ferreira

BnR: O Paços sofre golo num momento que estava por cima do jogo e bem perto do intervalo. Que influência é que isso teve no psicológico da equipa para encarar a segunda parte?

Pêpa: É sempre duro. Estávamos por cima, com muita qualidade e muitas oportunidades e depois nos últimos cinco minutos [da primeira parte] há um “soco tremendo”. Na segunda parte voltamos a entrar bem, mas depois sentimos, uma equipa que tem as linhas mais baixas de forma propositada fica com mais espaço depois para atacar a profundidade e isso cria sempre algum desconforto a uma equipa que está a tomar conta do jogo e à procura do segundo golo. Nos equilíbrios temos de ser muito mais fortes, portanto, quando estamos por cima, voltar a recuperar bola e não permitir transições. Permitimos uma ou outra [falha] e alguns erros de passe, que é normal, porque estamos com muita bola. Parece que perdemos o jogo e isso é sinal que tivemos mais oportunidades. As duas equipas queriam ganhar, cada uma da sua forma e esta sensação de frustração é sinal que fizemos muito para ganhar o jogo. Não conseguimos, parabéns ao CS Marítimo pelo ponto que conquistou e nós temos de continuar nesta senda de qualidade de jogo e procurar sempre a vitória seja contra quem for.

CS Marítimo

BnR: O CS Marítimo na segunda parte aparece mais vivo. Que tipo de discurso teve com a equipa?

Julio Velázquez: Não foi o discurso. Na primeira parte, sobretudo, não estávamos bem nos corredores. Encontramos uma equipa que interpreta muito bem as situações de pressão. Nós precisávamos de igualar o jogo, depois de igualar tentar ficar por cima. Melhoramos sem dúvida e soubemos interpretar melhor os espaços. Era difícil progredir e encontrar espaços com o Bruno [Costa], Eustáquio e o Luiz Carlos, estiveram muito bem e sabiam controlar os espaços nas costas. Tivemos de fazer as escolhas certar para evoluir e tentar através de dentro evoluir por fora. Não é nada fácil, pois hoje competir como competimos e não é nada fácil empatar o jogo com um golo tão cedo. Acho que tivemos condições como eles, de podermos variar o jogo em qualquer lance, mas sinceramente pelo que aconteceu em todos os aspetos o resultado é justo.

GP Espanha: Hamilton 2-1 Verstappen em duelo de titãs na Catalunha

A CORRIDA: ESTRATÉGIA DA MERCEDES DEIXA HAMILTON A DUAS VITÓRIAS DO (BI)CENTENÁRIO

Após Lewis Hamilton (Mercedes) conquistar a 100ª “pole position” da sua ilustre carreira no sábado, a corrida antevia-se mais uma vez competitiva entre o britânico e o Red Bull de Max Verstappen, o duo em voga no início de 2021. Todos os pilotos excepto Kimi Räikkönen (Alfa Romeo, nos médios C2) começaram a corrida nos pneus mais macios disponíveis (C3), depois de a Pirelli decidir trazer os compostos mais duros para Barcelona, traçado notoriamente agressivo para com os pneus.

Boa partida para os dois Red Bull, com Verstappen a assumir a liderança por troca com Hamilton após uma ultrapassagem robusta nas primeiras duas curvas, e Sergio Pérez a ganhar duas posições de oitavo na grelha. Charles Leclerc (Ferrari) troca também posições com Valtteri Bottas (Mercedes) para subir a terceiro, após boa ultrapassagem por fora na longa curva três.

Fonte: Formula 1

A corrida ia estabilizando quando Yuki Tsunoda (AlphaTauri) pára na parte de fora da curva dez, aparentemente com problemas de motor, e traz para pista o Safety Car à passagem da oitava volta. Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) entra nas boxes para trocar para pneus médios mas perde mais de 40 segundos quando os mecânicos detectam um furo no pneu esquerdo dianteiro. Os dois Williams vêm também à boxe para pneus médios e a corrida recomeça na volta dez com Verstappen ainda na frente, seguido por Hamilton, Leclerc, Bottas e Daniel Ricciardo (McLaren). Pierre Gasly (AlphaTauri), para trás no pelotão, recebe nesta altura uma penalização de cinco segundos por se posicionar incorrectamente na grelha de partida.

Os veteranos Fernando Alonso (Alpine), a correr “em casa”, e Sebastian Vettel (Aston Martin) iam lutando pelo 11.º lugar, enquanto os pilotos da frente controlavam o ritmo de corrida por forma a aproveitar o período de conservação proporcionado pelo Safety Car e tentar uma estratégia de apenas uma paragem. O primeiro a parar em condições de bandeira verde é Gasly, à volta 19, servindo a sua penalização e trocando também ele para pneus médios. Ao francês seguiram-se Alonso e Vettel, com o alemão da Aston Martin a sair temporariamente em desvantagem nesta batalha em particular.

Os pilotos da frente começam a parar para pneus médios à volta 24, com o líder Verstappen a antecipar-se a Hamilton na corrida às boxes logo na volta seguinte. Após uma paragem dois segundos mais lenta que o ideal, Verstappen reemerge atrás do colega de equipa Pérez, que imediatamente deixa passar o holandês, enquanto Hamilton permanece em pista nos desgastados pneus macios. A surpresa nesta altura ia sendo o britânico George Russell (Williams), que se ia defendendo dos ataques de Pérez pelo sétimo lugar, ainda que em virtude de não ter parado, até então, para pneus novos.

Hamilton troca finalmente de pneus no início da volta 29, com Verstappen a assumir a liderança mas agora em pneus quatro voltas mais velhos que os do heptacampeão, o que poderia vir a ser uma jogada estratégica importante da Mercedes para a parte final da corrida. Bottas dava o “golpe” em Leclerc, parando antes do monegasco e forçando o ritmo na volta seguinte para subir a terceiro.

À entrada do último terço da corrida (programada para um total de 66 voltas), Hamilton ia mantendo pressão forte em Verstappen e os pilotos em estratégias de duas paragens, como os dois Aston Martin de Vettel e Lance Stroll, iam descendo às boxes. Jogada crítica ao início da volta 43, com Hamilton, também ele, a dirigir-se às boxes para nova paragem para outro conjunto de pneus médios. A Red Bull não responde, mantendo Verstappen em pista apesar dos pneus mais desgastados, e Hamilton começa a “caçada” – com a desvantagem cifrada nos 22 segundos, era necessário tirar um segundo por volta para chegar perto de Verstappen.

Ultrapassagem fantástica de Pérez sobre Ricciardo por fora na primeira curva, fazendo o mexicano subir a quinto e o australiano dirigir-se às boxes no fim da mesma volta para troca de pneus, tal como Carlos Sainz (Ferrari) atrás de si. Hamilton ia “voando” em pista durante voltas consecutivas e, a 15 voltas do fim, a diferença era agora de apenas 12 segundos. O terceiro classificado do campeonato, Lando Norris (McLaren), ia tentando defender-se do antigo colega de equipa Sainz mas sem sucesso, com o também piloto “da casa” a subir a oitavo para montar um ataque ao outro McLaren de Ricciardo e aos dois Alpine de Alonso e Esteban Ocon logo de seguida.

Hamilton faz a ultrapassagem sobre Bottas na volta 52 e o finlandês vem às boxes duas voltas a seguir para pneus novos, perdendo mais uma posição para Leclerc, que ia fazendo uma boa e tranquila corrida no terceiro posto. A nível táctico, a excepção de duas paragens transformava-se na regra, com apenas Verstappen e um punhado de outros pilotos a manterem-se na estratégia de paragem única à entrada das últimas seis voltas.

Início da volta 60 e o retrovisor de Max Verstappen pintado de negro, com Hamilton a usar o DRS para passar confortavelmente o holandês e assumir a dianteira da corrida, provando que a estratégia de duas paragens, e o ritmo do Mercedes, eram mesmo as melhores armas para combater o atrito e a ondulação lateral do asfalto catalão. Verstappen faz uma paragem “grátis” nas boxes logo de seguida, para ir em busca da salvação dada pelo ponto extra para a volta mais rápida, que consegue à primeira oportunidade.

Bandeira de xadrez para Hamilton, de novo à frente de Verstappen e Bottas – o trio cimentando o recorde para a combinação de pódio mais comum na história da Fórmula 1, conseguido na corrida anterior em Portimão. Boas corridas, em particular, para Leclerc (quarto), Ocon (nono lugar, oito posições à frente do veterano colega de equipa Alonso) e Mick Schumacher (18.º, mais uma vez à frente do segundo Haas de Nikita Mazepin). A 98.ª vitória de Hamilton, e sexta na Catalunha, deixa o britânico na liderança isolada do campeonato de pilotos, 14 pontos à frente de Verstappen, e a Mercedes também líder dos construtores com 141 pontos, contra 112 da Red Bull.

Começa a desenhar-se, assim, uma corrida “a dois” em ambos os campeonatos, mas com mais 19 corridas agendadas para aquela que será, à partida, a mais longa temporada da história da Fórmula 1, ainda tudo pode acontecer. O próximo duelo terá lugar no mítico circuito do Mónaco, no fim-de-semana de 22 e 23 de Maio.

Foto de Capa: Formula 1