Só há duas formas de ficar na história de um clube: pelo sucesso ou pelo fracasso. É um facto inquestionável. Podemos até dizer que é “a lei do futebol”. Se o sucesso de um presidente, de um treinador e de um ou vários jogadores é facilmente visível nos almanaques, livros e museus do clube, o insucesso fica, invariavelmente, marcado na memória dos sócios e adeptos.
Voltando atrás no tempo, em junho de 2010, após a forma espetacular como o Benfica conquistou o Campeonato Nacional, o meu pensamento foi só um: Jorge Jesus vai ficar na história deste clube. Vai ser um vencedor.
Estava longe de imaginar o que se iria passar nos três anos seguintes. Humilhações à parte, na última época – aquela que mais cicatrizes deixou no ego encarnado – o Benfica de Jorge Jesus perdeu a liderança da Liga Zon Sagres, uma final da Liga Europa e uma final da Taça de Portugal em… duas semanas. Devastador, sem dúvida alguma. A ideia de um Jorge Jesus histórico e imortal nos livros benfiquistas era agora transformada num pessimismo nítido de que aquela equipa seria recordada pela piores razões.
Volvido um ano (ou quase), é ainda uma árdua tarefa entender o que realmente se passou naqueles 15 dias. Como é que um coletivo daqueles, a jogar um futebol brilhante, deixa fugir tudo? Enganaram-nos durante toda uma temporada? Os “porquês” são muitos, mas não menos do que os “ses”: se Carlos Martins não tivesse sido expulso; se Artur fosse um bocadinho mais comprido; se Jardel não tivesse oferecido o canto… Caso queira, a lista aumenta exponencialmente – que o diga a minha almofada, que tantos “ses” partilhou comigo.
O momento da conquista do último título nacional Fonte: lavozdelinterior.com.ar
Mas a verdade é que, um ano depois, o mesmo Jorge Jesus e a mesma equipa (com alguns reajustamentos, é verdade) estão a pouquíssimos jogos de regressar a uma situação em tudo igual à do ano passado: a possibilidade de vencer tudo.
O Benfica está praticamente nas meias-finais da Liga Europa, está a um jogo de alcançar a final da Taça de Portugal e precisa de “apenas” três vitórias para se consagrar campeão nacional. Independentemente dos adversários, o Benfica (e reforço a ideia de que é praticamente a mesma equipa de há um ano) tem tudo para fazer história. Uma história com final feliz. Uma história de orgulho, de superação, de vencedores. Não querendo ser injusto para quem teve/tem o mérito de levar o símbolo do nosso clube tão longe, este é um comboio que passou duas vezes. É uma oportunidade de ouro para repor alguma justiça e verdade ao final da época passada.
Não escondo que sinto a equipa confiante, madura e concentrada. Sou, contudo, intolerante com excesso de confiança e desrespeito pelo adversário (ora, talvez aqui esteja outro “porquê”). É por esta razão que a política do “jogo a jogo” nunca fez tanto sentido. Sabemos perfeitamente qual é o percurso até ao destino mais desejado e, por isso mesmo, temos a obrigação de ser mais fortes.
Porém, por muito que a lógica me diga o contrário, o meu coração só deseja a glória sublime. Só deseja justiça completa. Só quer ganhar. Só quer que este Benfica viva para a eternidade.
Normalmente um caderno de notas é um objeto onde escrevemos os nossos mais remotos pensamentos. Reflexões, memórias, “tiras” impagáveis para a posteridade. Enfim, todo esse vasto leque. Mas as notas de que vos quero falar são outras. Ou melhor, de outro tipo: musicais.
No Brasil, todos os clubes têm um hino que entoam com orgulho. Seja clube grande, médio, ou pequeno – sim, porque os times são como as pizzas, também os há em tamanhos –, por mais ridículas que sejam a letra e/ou a melodia, tudo é cantado do início ao fim. Ser-me-ia impossível reproduzir todos os hinos aqui neste pequeno espaço. Contudo, podemos transcrever algumas partes.
As canções dos quatro grandes do Rio são lindas. Todas elas à sua maneira. Desde “Uma vez flamengo, Flamengo até morrer” ou “Sou tricolor do coração!”, até “No futebol és um traço que une ao Brasil, Portugal” ou “Na estrada dos louros, um facho de luz, tua estrela solitária te conduz!”.
Peço desculpa pela prepotência, mas no parágrafo anterior coloquei ao vosso dispor quatro trechos de quatro hinos dos quatro maiores clubes cariocas. Engraçada a história dos hinos da cidade maravilhosa. Todas estas músicas de exaltação foram escritas por um único autor: Lamartine Babo. E a pergunta que se impõe é a seguinte: mas afinal, por que clube torcia Babo? Resposta: nenhum dos quatro grandes! É verdade. Ele era adepto do simpático América, também do Rio. Um clube histórico, que hoje em dia tem perdido expressão. Costuma dizer-se que o hino mais bonito do Brasil pertence ao América do Rio. Em parte, sim. Talvez Lamartine Babo tenha deixado o melhor para o seu América. Se a letra do refrão, “trá lá lá!”, pouco nos diz, a melodia é simplesmente estupenda. Ouçam pelo sórdido mundo da web e digam o que acham!
Lamartine Babo, o génio dos hinos cariocas Fonte: mensagensvirtuais.xpg.uol.com.br
Fechando o Rio, ainda há um hino de que vale a pena transcrever a letra, de tão inusitada que é. O cântico do Bangu: “Em Bangu, se o time vence há na certa um feriado, comércio fechado! A torcida reunida até parece a do Fla-Flu, Bangu, Bangu, Bangu!”. E fechamos o Rio.
Enfim, passando por Minas Gerais, temos uma música do Cruzeiro que diz: “Nos gramados de Minas Gerais, temos tantas glórias imortais, Cruzeiro, Cruzeiro querido, tão combatido e jamais vencido!”. Ou uma do Atlético Mineiro que fala “Galo forte e vingador!”, em homenagem à sua eterna mascote querida. Até o hino do América Mineiro (não confundir com o América do Rio) fala numa “torcida feminina” que se destaca. Gostos.
Eu poderia falar dos hinos de São Paulo, onde “agora quem dá bola é o Santos!” ou de que o “Corinthians é o campeão dos campeões”. E até dos gaúchos Grêmio, cujos adeptos estarão “onde o Grêmio estiver” e do Internacional, caro em palavras: “Correm os anos, surge o amanhã, radioso de luz, varonil; segue a tua senda de vitórias,colorado das glórias, orgulho do Brasil!”. Mas é tudo muito massivo. Quero que fiquem curiosos e vão ouvir algumas destas músicas que são autênticos tratados musicais e exaltações constantes à língua portuguesa.
Por falar em glorificação da nossa língua-mãe, nada melhor do que o próprio hino do Brasil. O hino mais tocado em Mundiais. Um jogo para fechar. Tentem saber o significado de algumas das seguintes palavras sem consultar o dicionário:
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos
Brilhou no céu da Pátria nesse instante
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada.
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce.
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso
E o teu futuro espelha essa grandeza
Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada
Brasil!
E isto é só a primeira parte. Não se preocupem se não decoraram. Há quem cante uma vida toda e não saiba o que significa a música. Mas o certo é que a nossa vida também é feita de melodias. E para os apaixonados isto é mais do que música. É um grito de guerra!
Há certas coisas que é preciso afinar neste onze azul e branco. O jogo contra o Sevilha mostrou, mais uma vez, que Luís Castro é um treinador “à Porto” mas que teve o azar de herdar uma equipa que durante mais de meia época não o foi.
Começo a abrir as hostilidades com Paulo Fonseca. Problema número um: Luís Castro não herdou uma equipa porque Paulo Fonseca não a construiu, apenas manteve a forma física dos jogadores. Assim como um daqueles instrutores que antigamente existiam nos ginásios, cuja formação havia sido feita num curso teórico-prático e que durou 4 meses, um homem grande, musculado, que faz as delícias dos pronto-a-vestir, comprando toda a porcaria “XXL” que mais ninguém quer. Ele existe, está lá, mas os treinos que dá aos utentes são quase sempre os mesmos. Na realidade ele não nos ajuda a cultivar o corpo, ele apenas garante que ele não fique parado. Desde que Luís Castro assumiu o comando que finalmente se viu uma equipa a ser formada. Derrotou o Nápoles, o Benfica e o Sevilha. Três grandes equipas! Só por isso merece um grande voto de confiança de todos nós.
Problema número dois: não há mecanismos de contra-ataque rápido e perigoso. Este problema também tem a ver com o anterior, mas se queremos ganhar outra vez ao Benfica (e queremos, sempre!), ao Nápoles e ao Sevilha, precisamos de rapidez, lucidez e objectividade nos contra-ataques.
Problema número três: Herrera é um jogador com grande potencial mas… é um pouco lento a decidir. Nem sempre acontece, mas a verdade é que acontece mais vezes do que deveria. O futebol é um jogo de decisões, e, tal como as acções, estas podem ser recompensadas quando se revelam boas, ou castigadas quando se revelam más. E o tempo afecta tudo, principalmente – por exemplo – um contra-ataque! Percebem onde quero chegar? Herrera é um óptimo jogador, mas em situações de contra-ataque (mas não só) já se revelou um pouco lento a decidir o que fazer à bola. Mas também acredito que esta é apenas mais uma consequência do senhor “XXL”.
Herrera tem mostrado serviço, mas tem de ser mais rápido a decidir Fonte: ZeroZero
Problema número quatro: as bolas paradas. Esta é uma situação que tem parecido uma canção de embalar. Costumávamos ser tão fortes nas bolas paradas e agora somos praticamente inúteis. Sim, marcámos há poucos dias na sequência de uma bola parada e agora marcámos outro contra o Sevilha nas mesmas circunstâncias, mas a realidade é que com jogadores como Jackson, Mangala, Maicon, Abdoulaye e Reyes tínhamos a obrigação de mostrar mais perigo no jogo aéreo. E os “cantos” ultimamente têm sido extremamente mal batidos! Quaresma insiste em marcar e, sejamos sinceros, não o tem feito com qualidade. Várias bolas são batidas ao primeiro poste e acertam em cheio no primeiro ou segundo defesa, ao nível do tronco e da cabeça. Sem bola na área não adianta falar de pontaria!
Problema número cinco: Jackson continua muito afastado da sua posição real. Contra o Sevilha vi um lance que me irritou muito! Numa situação em que o Porto ia com grande embalagem, depois de várias bolas desperdiçadas e recuperadas pelo Porto, Jackson está no limite do segundo terço do campo e cruza para a área onde só estava Varela e Carlos Eduardo. A verdade é que isto é recorrente. Eu percebo que Jackson também tenha de vir buscar/segurar jogo cá atrás, mas sacrificar constantemente o ponta-de-lança para que a equipa suba mais as linhas e os laterais ganhem espaço não tem dado resultado.
E, por fim, problema número seis: remates de meia distância. Uma tentativa de finalização que se encontra em grande parte das equipas de futebol, independentemente da táctica utilizada, e que o Porto tem adoptado pouco. Não interessa se há ou não bons finalizadores, a realidade é que se vêem poucos remates antes da área. Ou não há ordem da parte do treinador ou a equipa não está “programada” para criar situações que a facilitem.
Todas estas situações são passíveis de erro da minha parte. Não sou treinador nem algo que se pareça, mas a verdade é que se prestarem atenção aos jogos do Porto tudo isto pode ser observado. Isto e muito mais, com certeza! Mas para uma equipa que só agora começa a jogar como tal é imperativo corrigir situações tão pequenas que até eu consigo ver. E só uso tamanho “M”!
No passado Sábado, em Alvalade, o Sporting levou de vencida a equipa do Vitória de Guimarães. Apesar de a exibição ter ficado um pouco aquém das expectativas, o que importa, realmente, é mencionar que o embate da 25ª jornada foi uma das batalhas mais difíceis que o Sporting tem de enfrentar até atingir o objectivo primordial desta época desportiva: conseguir o apuramento directo para a Liga dos Campeões.
Com quatro partidas a disputar até ao término do Campeonato Nacional, a presença na Liga Milionária é um objectivo cada vez mais exequível. O Porto, que perdeu na Madeira contra um Nacional bem organizado, na passada jornada, deu ainda mais alento a esta realidade. Os comandados de Luís Castro ocupam, presentemente, a terceira posição, estando a oito pontos do Sporting. É preciso contenção, é certo, mas estes são números que fazem, no mínimo, sonhar.
Os leões estão a um passo de alcançar a tão desejada Liga dos Campeões Fonte: abancadanascente.blogspot.com
Analisando o que falta jogar às hostes leoninas, as maiores contrariedades que podem vir a existir advêm dos jogos com Nacional, na Madeira, a acontecer na 29ª jornada, e com a partida com o Estoril, na derradeira jornada, no Estádio José Alvalade. Contudo, caso o Sporting vença os dois jogos até lá, com o Paços da Ferreira e Gil Vicente, um empate na Choupana garante automaticamente a presença, sem necessidade de um play-off, na Liga dos Campeões.
A verdade é que o objectivo e ambição do Sporting para a presente temporada sempre foi este – atingir a Liga Milionária. Sem outros propósitos quimeros. Recorde-se que a entrada directa na fase de grupos garante, por si só, 8,6 milhões de euros aos cofres leoninos. A este valor acrescem os prémios de jogo, que variam entre os 500 mil euros e o milhão de euros. Números assombrosos e que mostram bem a importância da competição.
Num momento em que o Sporting ainda não atingiu a sanidade financeira desejada, a vertente monetária é (mais) um factor importante, que comprova a relevância com que se reveste a entrada na Liga dos Campeões. A juntar a isso, surge a natural, e evidente, valorização, quer do onze, quer do clube em si, tão necessária após um bom par de anos em que o Sporting foi ficando arredado das grandes montras do futebol europeu. Mas os milhões estão já ali. Tão perto.
Em 1898 foi fundado aquele que é, a par de Real Madrid e Barcelona, um dos únicos totalistas de presenças na Liga Espanhola. É o terceiro clube mais titulado em Espanha, com 8 campeonatos, 24 Taças do Rei e uma Supertaça Espanhola. Na verdade, comparado com os dois colossos que dominam de fio a pavio a Liga Espanhola, nem é um palmarés muito rico nem extremamente apelativo. Mas o que é facto é que esse palmarés é conseguido através de uma filosofia própria, uma maneira de estar no futebol diferente. O Athletic adopta uma política desportiva que só admite jogadores nascidos ou formados no País Basco, uma política conhecida pelo seu famoso lema “Con cantera e afición, no hace falta importación”, que é o mesmo que dizer “com uma boa formação e com os adeptos não é preciso importação”.
É nesta realidade futebolística que actualmente encontramos este Athletic Club, um clube ímpar, que é dos poucos que pode dizer que não é uma SAD (e são apenas quatro na Liga Espanhola), sendo o seu património dos sócios. Além disso, é um clube que, fiel a uma filosofia de anos e anos, trabalha a formação como poucos, que investe nela e que a aproveita de real maneira. No panorama desportivo actual só o Barcelona dos últimos 10/15 anos terá dado tanta qualidade ao futebol espanhol no desenvolvimento de novos talentos, aproveitando-os de maneira eficaz.
Iker Muniain é uma das figuras do actual Athletic Fonte: squawka.com
Com esta política, a história do Athletic transporta alguns jogadores que foram, nos seus diversos tempos, baluartes das várias seleções espanholas, como são os casos de Manu Sarabia, Joseba Exteberria, Julen Guerrero, Izmael Urzaiz, Andoni Goikoetxea, Andoni Zubizarreta, Ernesto Valverde, Javier Clemente, Rafael Alkorta, Julio Salinas ou Javier Irureta. Mais recentemente, fez despontar uma nova panóplia de jogadores de enormissima qualidade como Fernando Llorente, Iker Muniain, Ander Herrera, Javi Martinez, Oscar de Marcos, Ibai Gomez, Susaeta, Iraola ou Gurpegui, sendo que alguns deles são ainda autênticas promessas que poderão ter uma palavra a dizer numa futura Espanha que aposta cada vez mais na formação.
Deste modo, e procurando respostas num fenómeno cada vez mais dependente dos mihões, pode estar aqui, neste modelo adpotado por um clube centenário e icónico no país vizinho, uma das respostas para um futuro economicamente mais viável para clubes que não tenham o poderio dos dois grandes colossos espanhóis. Afinal de contas, foi com esta política que, ainda há dois anos, disputaram uma final europeia com um futebol que chegou a encantar a Europa.
Sei que esta opinião que aqui vou expressar não vai reunir consenso. Em primeiro lugar, porque se trata precisamente de uma opinião e não de algo factual. Em segundo lugar, porque tenho uma visão algo diferente da maioria dos sportinguistas com quem falei sobre este assunto.
Foram entregues, na passada Terça-Feira, na sede da FPF, as cerca de três mil assinaturas referentes ao movimento “Basta!”. Para quem não sabe, o movimento “Basta!” foi criado por adeptos do Sporting que pretendem fazer com que a arbitragem em Portugal pare de prejudicar o clube leonino, que tem visto os adversários a serem recorrentemente beneficiados.
A notícia podia (e devia) ficar por aqui. Mas aquilo que marcou a entrega destas assinaturas foi tudo menos as próprias assinaturas: à chegada, no hall de entrada, lançaram-se notas com a cara de Pinto da Costa estampada; alguns indivíduos que faziam parte da organização do movimento e que iam entregar as assinaturas entraram encapuçados, de cara tapada; à saída, depois de efectuada a entrega, houve o rebentamento de um petardo. Era esta a intenção inicial deste movimento ou as suas consequências tomaram proporções desmedidas? Com que credibilidade será levado daqui em diante? Deveria a direcção do clube tê-lo apoiado?
Não consigo responder directa nem objectivamente a estas perguntas, mas tentarei oferecer o meu ponto de vista. Concordo com o fundamento deste movimento na medida em que também sou da opinião de que o Sporting tem sido uma das equipas que tem sido mais prejudicadas pela arbitragem e de que está na altura de tomar medidas (só nesta época já anularam – e mal – cinco golos ao Sporting, um recorde a nível nacional). No entanto, acho que este movimento excedeu os limites daquilo que devem ser manifestações de indignação. Qualquer credibilidade que este movimento pudesse ter ficou minada logo à partida, quando, no primeiro protesto público, se lançaram notas com a cara de Pinto da Costa estampada e se exibiram cartazes com árbitros vestidos com o equipamento do Benfica. Graças a isso, esse movimento nunca foi levado a sério, dando a ideia de se tratar mas de uma birra do que de um protesto contra a arbitragem. Se é verdade que devia haver uma reflexão sobre aquilo que tem sido a arbitragem portuguesa nos últimos anos, também é certo que estes movimentos em nada contribuem para isso. O problema não está no conteúdo, com o qual – repito – concordo, mas sim na forma. Se deve haver uma discussão pública sobre o assunto não deve começar por movimentos com estes moldes, pois logo à partida criam um clima de crispação que em nada contribui para a realização de um debate equilibrado e inteligente sobre o assunto.
A direcção apoiou este movimento, tornando-se assim cúmplice Fonte: ZeroZero
Por essa mesma razão, creio que a direcção do Sporting Clube de Portugal não devia ter apoiado este movimento, dado que agora está associada ao jogo sujo de lançar notas de presidentes de outros clubes ou de fixar cartazes de árbitros equipados “à Benfica”. A direcção foi cúmplice destes actos, e isso não dignifica em nada a estrutura do clube leonino. Poderão dizer que o movimento não tinha estas intenções inicialmente e que a direcção não conseguia prever as proporções que este ia tomar. Se for verdade, então é só mais uma razão para não se dar apoio “às cegas” a este movimento, pelo menos sem se exigir um mínimo de civismo nas manifestações, para não manchar a imagem do clube.
Os actos de vandalismo a que se assistiu na passada terça-feira na sede da FPF foram só mais um exemplo daquilo que não se devia fazer se a intenção é levar a sério este movimento. Como sportinguista que sou, repudio estes actos. Não me revejo neles. Isto não é o Sporting. O Sporting é aquilo que se sente no Estádio José Alvalade XXI. O Sporting é aquele ambiente espetacular que a Curva Sul do estádio cria em cada jogo. O Sporting é a raça de vencer, a vontade de mudar. O Sporting é nunca desistir.
Não sou menos sportinguista por não apoiar este movimento; não sinto menos o clube por não apoiar este movimento; não deixo de achar que o Sporting tem sido prejudicado; não deixo de vibrar com as boas exibições; não sou um mau adepto por repudiar os actos de vandalismo que este movimento tem provocado; não deixo de viver o clube todos os dias; o Sporting não deixa de ser uma das minhas maiores paixões; não deixo de achar que, de facto, já basta de sermos prejudicados.
A única diferença é que eu acredito que pode haver medidas concretas que mudem o panorama da arbitragem portuguesa e que se pode discutir isto de uma forma civilizada. Confio em que, se nos fizermos ouvir, iremos contribuir para melhorar as actuações dos árbitros portugueses. Mais tarde ou mais cedo, as entidades responsáveis vão ter de deixar de ignorar as medidas que Bruno de Carvalho tem apresentado. Até lá, temos continuar a jogar um bom futebol e a apoiar o Sporting. A única diferença é que eu não acho que este seja o caminho certo.
Margaret River ja está a bombar. A segunda etapa do World Championship Tour teve início ontem na Austrália. Com condições agradáveis e vento off shore, os surfistas do WCT mostraram mais uma vez porque é que são os melhores surfistas do mundo.
Vamos começar com o melhor surfista de todos os tempos. Kelly Slater acabou o contrato com a marca Quiksilver. Depois de ter ganho 54 provas e 11 títulos mundiais, o surfista norte-americano surfa agora sem patrocínio. Será que foi por isso que o surfista de 42 anos perdeu no primeiro round do Drug Aware Margaret River Pro?!
Gabriel Medina, pelo contrário, foi uma das sensações do round 1. O seu surf pelos ares não deu hipótese aos seus grandes rivais, John John Florence e Kolohe Andino. Num dos heats mais esperados do dia, por estar composto apenas por atletas da nova geração, Gabriel Medina acabou a bateria em primeiro lugar com 15.40 pontos, seguido de John John Florence com 14.67 e por fim Kolohe Andino com 12.96.
Jordy Smith foi outro dos sucessos do dia ao passar a sua bateria em primeiro com um total de 15.33 pontos em 20 possíveis. Deste modo, segue directamente para o round
Gabriel Medina a voar na onda australiana. Fonte: Torcedores.com
Taj Burrow e o campeão mundial Mick Fanning, ambos australianos, terminaram as respetivas baterias tambem na primeira posição. Julian Wilson, também australiano, teve o melhor score do dia com 16 pontos.
Jadson André foi protagonista de um momento não tão provável ao vencer uma bateria bastante complicada contra Owen Wright e Adriano de Sousa. Ainda assim, Jadson, que tem andado um pouco apagado nas últimas etapas, venceu devido ao seu espantoso surf. Surf esse que é feito também pelos ares. Owen Wright, que esteve mais de 6 meses lesionado, voltou este ano à competição mas parece que ainda não está a 100%. Recordo que Owen é um surfista com um potencial tremendo e com capacidade de chegar ao título mundial.
Fica agora com os vencedores do primeiro round do Drug Aware Margaret River Pro: Filipe Toledo, Jordy Smith, Taj Burrow, Adam Melling, Yadin Nicol, Mick Fanning, Julian Wilson, Miguel Pupo, Josh Kerr, Jadson Andre, Kai Otton e Gabriel Medina.
Aqui fica o vídeo dos melhores momentos desta primeira ronda da 2ª etapa do Circuito Mundial:
Esqueçam o brilhantismo. Este Benfica joga para ganhar, não para encantar. Hoje, em Alkmaar, os encarnados voltaram a vencer mais uma batalha rumo à conquista da Liga Europa. O triunfo por 0-1 na Holanda, frente ao AZ, é um resultado excelente para as contas de uma eliminatória em que as águias, com este resultado, se encontram numa óptima posição para alcançar as meias-finais da competição. A confirmar o favoritismo e a melhor capacidade face ao adversário holandês, a águia que se apresentou em Alkmaar foi, no cômputo geral, personalizada e organizada. A segunda parte dominante da equipa encarnada foi decisiva para o desfecho de uma partida em que o Benfica passou por momentos de aperto, sobretudo no primeiro tempo.
Jorge Jesus seguiu o princípio de rotatividade do plantel e fez seis alterações em relação ao jogo com o Sporting de Braga: Oblak, Sílvio, Fejsa, Enzo Pérez, Markovic e Lima saíram dos titulares para dar lugar a Artur, Maxi Pereira, Rúben Amorim, André Gomes, Salvio e Cardozo. Feitas as contas, era um onze inédito aquele que os encarnados apresentavam em Alkmaar.
Nos primeiros minutos de jogo, os jogadores do Benfica pareceram algo ansiosos e o jogo da equipa tardou em fluir. Aproveitando esses momentos de nervosismo dos encarnados, o AZ Alkmaar, sétimo classificado do campeonato holandês, desdobrava-se para o ataque com alguma facilidade e a velocidade dos três homens da frente da equipa holandesa causava, a espaços, problemas aos defesas do Benfica. Assim, as oportunidades de golo mais visíveis aconteciam na baliza de Artur. Em duas ocasiões, os holandeses poderiam ter inaugurado o marcador – primeiro por Beerens, depois por intermédio de Jóhanasson.
Por seu turno, o Benfica não encontrava um fio de jogo e a equipa tardava em encontrar-se em campo. Gaitán juntava-se com frequência a Amorim e André Gomes, mas era Rodrigo quem mais procurava vir ao meio-campo para se alimentar de bola. Cardozo, por sua vez, mostrava-se desligado do jogo e sem espaço para amedrontar a defesa adversária. Na verdade, apenas por uma vez a equipa do Benfica conseguiu criar uma jogada à sua imagem, num belo lance colectivo que culminou com o remate André Gomes, que esbateu num defesa do AZ. O cenário cinzento da primeira parte ainda pioraria perto do intervalo, quando Ruben Amorim se lesionou, aparentemente de forma grave, cedendo o lugar ao jovem André Almeida.
Depois de uma primeira parte adormecida, a equipa do Benfica voltou para a segunda metade do encontro com uma nova face e a mostrar vontade de resolver a eliminatória. A superioridade encarnada face ao adversário holandês era evidente e o Benfica tratou de a manifestar em campo nos segundos quarenta e cinco minutos. Logo após o intervalo, Rodrigo recuperou uma bola perto da área holandesa e iniciou o lance do golo do Benfica marcado por Salvio, na sequência de uma defesa incompleta do guardião do AZ.
O golo do Benfica revelou-se um tónico decisivo para aumentar a confiança da equipa e consolidar o domínio de jogo das águias. A partir do minuto 47, o Benfica apoderou-se do controlo da partida e passou a implantar o futebol seguro e dinâmico que o caracteriza. Mesmo sem entusiasmar, os encarnados começaram a aparecer mais vezes perto da baliza do AZ, enquanto que a equipa holandesa não conseguia sair do seu meio campo, demonstrando alguma falta de criatividade e qualidade dos seus jogadores.
O conforto que o Benfica conseguiu no decorrer da segunda parte permitiu a Jorge Jesus gerir da melhor maneira o timing das substituições e, pouco a pouco, o treinador lançou jogadores que vieram agitar a partida. Lima entrou para o Cardozo, após nova exibição apagadíssima do paraguaio, que atravessa um péssimo momento de forma, e poderia ter dilatado a vantagem num lance em que o guarda-redes do AZ lhe negou o golo de cabeça. Markovic, que também entrou na segunda parte, criou igualmente uma boa oportunidade para o fazer o segundo, mas o guarda-redes da equipa holandesa não deixou. E foi assim, com o Benfica a dominar a seu bel-prazer a partida, que terminou a batalha holandesa, num jogo que os encarnados acabaram com um jejum de 40 anos sem vencer na Holanda.
Salvio apontou o único golo do jogo e está a voltar à sua forma habitual Fonte: ASF
A vitória fora de casa abre as portas das meias-finais à equipa da Luz, que em casa só terá de garantir que o AZ não provoca nenhuma surpresa. A julgar pelo registo dos holandeses fora de casa (ainda sem perder nesta prova, mas com dez derrotas em 15 jogos para o campeonato), um Benfica razoável chegará para confirmar a terceira meia-final em quatro épocas.
A Figura Rodrigo – O avançado hispano-brasileiro está a atravessar um fantástico momento de forma e comprovou-o nesta partida. Foi o elemento mais dinâmico do Benfica na primeira parte e as suas mudanças de velocidade foram importantes para a equipa avançar no terreno. Teve ainda um papel fundamental no golo dos encarnados, quando recuperou uma bola em zona avançada do terreno e iniciou a jogada concluída com sucesso por Salvio.
O Fora-de-Jogo Óscar Cardozo – O Tacuara continua com falta de confiança e está constantemente escondido do jogo. A lesão que contraiu no final do ano passado ainda condiciona as suas prestações, inclusivamente o faro de matador. Com apenas 20 minutos em campo, Lima foi bem mais eficiente do que o paraguaio em 70.
Para a recepção ao Sevilha, na 1ª mão dos quartos-de-final da Liga Europa, Luís Castro fez três alterações na equipa titular do FC Porto em relação ao conjunto que foi derrotado na Choupana: saíram Adboulaye (impossibilitado de jogar), Licá e Herrera e entraram os recuperados Mangala e Varela, além de Carlos Eduardo. A estrutura táctica manteve-se (4-3-3 com Fernando como único pivot) e o objectivo estava definido: vencer sem sofrer golos.
O FC Porto entrou a mandar no jogo, com um Alex Sandro muito dinâmico e a carrilar jogo pela esquerda e um meio-campo muito móvel, com rotação e à procura de espaços, aqueles que o Sevilha – alternando entre um 4-2-3-1 e um 4-4-2 em função do posicionamento, a cada momento, de Rakitic – queria retirar ao Dragão: para isso, Unai Emery montou um conjunto muito recuado e expectante, com linhas baixas, à procura de sair a jogar em eventuais transições rápidas, com o perigoso Bacca como jogador-alvo.
O primeiro sinal de perigo foi dado por Jackson Martinez, com um remate de pé esquerdo de fora da área para defesa de Beto (3’). Depois disso vários cantos consecutivos e um FC Porto que, com muita posse de bola e sendo paciente, precisava de outra acutilância no último terço do terreno, por forma a assustar verdadeiramente a baliza sevilhana. Quaresma alternava com Varela, tal como Defour e Carlos Eduardo se revezavam na ocupação dos espaços do miolo do terreno mas as oportunidades tardavam em aparecer.
À passagem do minuto 31, na sequência do sexto canto favorável ao FC Porto, Alex Sandro sofreu uma falta, Fernando cobrou o livre de forma supersónica, endossando a bola a Quaresma, com o ‘Harry Potter’ a aplicar a sua famosa trivela, servindo Mangala, que, com um voo brutal, fez o 1-0. Nem por isso o Sevilha alterou o seu estilo de jogo; pelo contrário, foi o FC Porto que esteve perto de ampliar a vantagem por duas vezes no mesmo minuto: de novo por intermédio de Mangala, após mais um canto, com o lance a prosseguir para Jackson, que, abrindo longo para o lado direito, serviu Quaresma para este encher o seu pé direito, de primeira e sem deixar a bola tocar no solo, armando um espectacular remate, correspondido com uma boa intervenção por parte de Beto (36’).
O capitão Mangala fez o único golo da partida Fonte: Zero Zero
Até final da primeira parte, mais três notas: primeiro um remate de Iborra, que, sofrendo dois desvios, acaba por criar relativo perigo para a baliza de Fabiano (42’); depois Jackson, numa disputa de bola normal, a ver um cartão amarelo das mãos de Wolfgang Stark que o deixa de fora do jogo da 2ª mão (42’); por último, um grande remate de Defour, à entrada da área e sobre a meia direita, para uma grande dupla defesa, primeiro de Beto e de seguida do poste (45’). Chegava o intervalo, com a afirmação de um FC Porto a fazer um jogo paciente, competente e sem conceder facilidades à equipa do Sevilha.
Com o inicio da 2ª parte, surgiu também uma equipa sevilhana com outra atitude perante o jogo, tentando ganhar a bola mais à frente, com as linhas mais avançadas e, finalmente, com algum critério na posse de bola. Num dos lances inaugurais dos segundos 45 minutos, Mangala acabou por facilitar, surgindo prontamente Reyes a salvar um remate de Coke. O FC Porto já não dominava o meio-campo da mesma forma, já não tinha tanto controlo sobre os ritmos de jogo e Luís Castro, percebendo-o, tentou alterar algo: lançou Quintero e retirou um Carlos Eduardo que apenas apareceu nos primeiros 20/30 minutos de jogo (57’).
A equipa ressentiu-se dessa mudança e melhorou um pouco; todavia, faltava-lhe ainda ser mais incisiva e objectiva, com níveis de tomada de decisão mais próximos daquilo que devem ser os de uma equipa de topo. Exemplo disso foram três lances consecutivos em que Defour, surgindo bem pelo lado direito, dando profundidade ao jogo da equipa, não soube concluí-los da melhor forma, o mesmo valendo para uma jogada em que Quaresma, depois de ‘entortar’ o adversário em plena grande área, rematou para… lançamento lateral.
Quem também não podia estar satisfeito era Unai Emery. O técnico do Sevilha operou uma dupla substituição (trocou Iborra e Marín por Diogo Figueiras e Kevin Gameiro), recuando Rakitic para o croata assumir as rédeas da organização de jogo (63’). À nova estratégia sevilhana, o FC Portou respondeu por dois dos seus melhores intérpretes: trivela de Quaresma, do lado esquerdo, e remate acrobático de Jackson um pouco por cima (67’). No lance seguinte, foi o Sevilha, por intermédio do português Diogo Figueiras, a criar algum perigo para a baliza portista. Entre as substituições (Herrera por Defour aos 70’, Vitolo por Reyes aos 74’ e Ghilas por Varela aos 77’), surgiu o lance mais perigoso do Sevilha: na meia-lua, Bacca a rematar muito forte para defesa incompleta de Fabiano, com Gameiro, na recarga, a não ter arte nem engenho para empatar o jogo. Também Ghilas tentou fazer funcionar o marcador mas o seu remate, após uma boa incursão da esquerda para o centro, encontrou Beto (82’).
Antes do pano cair sobre a partida, Quaresma ainda trataria de enviar, pela segunda vez na noite do Dragão, uma bola ao poste (após um livre por si cobrado e rechaçado pela barreira), já depois de Fernando ter sido expulso, fruto de uma dupla amostragem do cartão amarelo por duas faltas consecutivas na mesma jogada – Stark foi, aqui como no cartão mostrado a Jackson, demasiado precipitado, até porque o ‘Polvo’ não chega a ser faltoso na segunda disputa de bola, que o árbitro sancionou com falta e respectiva admoestação.
Jackson, que hoje rubricou uma excelente exibição, fica de fora do jogo de Sevilha Fonte: UEFA
A partida terminou com uma vantagem que assenta bem à equipa do FC Porto mas que acaba por se revelar curta, tendo em conta aquilo que foi a postura do Sevilha ao longo de todo o jogo, a infelicidade de o Dragão ter enviado (uma vez mais) duas bolas ao poste, e, sobretudo, atendendo à circunstância de no Sanchez Pijuan ser expectável um ambiente infernal para uma equipa que não vai poder contar com dois elementos preponderantes no seu esqueleto: Fernando e Jackson Martínez.
Figura: Diego Reyes
Sempre bem posicionado, rápido e voluntarioso, o mexicano não perdeu um único lance no confronto directo. Além disso, foi sempre inteligente na gestão dos espaços e salvou Mangala num lance em que o francês ‘meteu água’.
Fora-de-jogo: Carlos Eduardo
O brasileiro até entrou bem na partida: participativo, caindo à direita e à esquerda e procurando servir os seus companheiros mais adiantados. Todavia, depois do duplo pivot do Sevilha (Iborra e Carriço) ter acertado agulhas e marcações, desapareceu da partida, sendo apenas de novo visto aquando da substituição por Quintero (que, em abono da verdade, também não teve a sua melhor performance).
O Sporting conheceu esta terça-feira o seu adversário na Taça EHF, uma espécie de Liga Europa de Andebol. Os húngaros do Pick Szeged, que já tinham eliminado o Benfica nesta edição da Taça EHF, defrontam o Sporting no fim de semana de 19/20 de Abril, em Mafra. Uma semana depois, os Leões deslocam-se à Hungria para a segunda mão do encontro.
Prevê-se uma tarefa difícil para a equipa orientada por Frederico Santos, única representante de Portugal ainda em competição na Taça EHF. Os Húngaros são segundos classificados no campeonato local, com os mesmos pontos do primeiro classificado e têm na sua velocidade de contra ataque um dos seus pontos fortes. De relembrar que o Sporting está em 3º lugar na segunda fase do Campeonato Nacional de Seniores, com menos dois pontos que os bracarenses do ABC e que o FC Porto, ambos com 40 pontos, depois de na primeira fase ter terminado em primeiro lugar, com mais dois pontos do que os adversários mais diretos SL Benfica e FC Porto.
O Sporting têm sido uma equipa consistente ao longo desta época, tendo sido, inclusivamente o clube com o melhor ataque na fase de grupos da Taça EHF. Com uma média de 32,5 golos por partida, uma média ótima para qualquer equipa, o Sporting, marcou 195 golos nesta fase da competição. Para este feito muito contribuíram as prestações de Pedro Portela e Pedro Soalha, jogadores de elevada capacidade técnica, que marcaram 48 e 38 golos respectivamente.
Em declarações ao site do clube, o treinador dos leões, Frederico Santos confirma que se espera uma eliminatória difícil: “O sorteio ditou esta equipa húngara e vamos fazer o nosso melhor, pois temos a consciência de que serão dois jogos muito difíceis, tanto para nós, como para eles”, diz.
Frederico Santos relembra que os Húngaros já eliminaram o Benfica este ano, no entanto relembra que, “tanto quando se lembra, não foi uma eliminatória fácil para a equipa do Pick Szeged.”
O treinador do Sporting espera ter o apoio dos adeptos nesta fase, que considera “fundamental para o sucesso da equipa”. Afirmando que “Sem o apoio das claques, sócios e simpatizantes, não será possível o Sporting superar esta fase da Taça EHF”.
Caso consiga ultrapassar mais esta fase, o Sporting fica apurado para a Final Four onde já se encontra o Füchse Berlin, país organizador da fase final da Taça EHF deste ano.