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Moreirense FC 2-2 CD Nacional: Pouco futebol, poucos motivos para sorrir

A CRÓNICA: MOREIRENSE VÊ MISSÃO EUROPA MAIS LONGE, NACIONAL VÊ SEGUNDA LIGA MAIS PERTO

Numa pouco usual quinta-feira de futebol, os primeiros protagonistas do principal escalão do futebol português subiram ao relvado do Estádio Joaquim de Almeida Freitas numa partida que colocou frente a frente Moreirense FC e CD Nacional, a contar para a 31.ª jornada do campeonato.

Referir, primeiramente, as disparidades em termos de responsabilidade de parte a parte, principalmente pela situação complicadíssima em que o Nacional, lanterna vermelha, se encontrava. Já o Moreirense, tranquilo na primeira metade da tabela, procurava a sempre importante primeira vitória no seu reduto enquanto orientado pelo técnico Vasco Seabra.

Os primeiros 45 minutos de jogo brindaram os adeptos com um espetáculo no limiar do aborrecido. A equipa da casa, potencialmente mais capaz de realizar um jogo de encher a vista, não traduziu a vontade de voltar a vencer para o relvado. David Simão, num momento de inspiração, viu um excelente remate da sua autoria embater com estrondo no poste, registando a principal oportunidade dos minhotos em toda a primeira parte.

A incapacidade para superar o bloco montado por Manuel Machado foi quase similar do outro lado se olharmos para a capacidade ofensiva do emblema da Madeira. O encaixe entre as duas formações até se pode explicar pela disposição tática em campo, no entanto, a equipa do Nacional pareceu sempre ligeiramente mais perigosa, sem se livrar de alguns calafrios quando apanhada em contrapé.

Depois de um aviso dado por Pedrão, com um golo anulado por fora-de-jogo aos 27 minutos, a equipa de Manuel Machado revelou muita vontade e pouco discernimento… mas lá resultou. Já em cima do intervalo, Filipe Soares traiu o seu guarda-redes com um desvio fatal, isto após a cobrança de livre forte por parte de João Vigário.

Com o Nacional em vantagem, foi Vasco Seabra o primeiro a jogar as cartas que tinha na manga. Para além de moldar a equipa novamente num 4x2x3x1, o ascendente pertenceu de forma esclarecedora àqueles que tinham de correr atrás do prejuízo. Com muita posse de bola e a rondar a baliza de António Filipe, o golo acabou de chegar por intermédio de Ferraresi, na recarga de um grande livre batido por Abdoulaye, à passagem dos 62 minutos.

O golo que até parecia ter galvanizado a equipa foi sol de pouca dura. Voltou a monotonia, os duelos, a agressividade e poucos pormenores dignos de revelo. Foi então que a arma secreta de Manuel Machado apareceu a 15 minutos do fim para voltar a colocar o Nacional na frente do marcador. Rochez, a passe de Riascos, finalizou irrepreensivelmente à boca da baliza e voltou a colocar as expectativas dos visitantes no auge.

Essa vantagem durou pouco. Nem dez minutos tinham passado e o Moreirense, numa excelente jogada de ataque, restaurou a igualdade com um belo remate de André Luís após grande bola de Abdu Conte. Rochez ainda ameaçou, assim como João Vigário, mas já não havia nada a fazer.

Um ponto azedo para cada lado. Em Moreira de Cónegos, sobra uma oportunidade para quebrar a maldição da falta de vitórias em casa, o que só por si acarreta uma série penalizadora para objetivos mais ambiciosos da equipa. Já o Nacional da Madeira, somou pontos na luta pela manutenção, certo. Mas três pontos seriam os essenciais para manter a luz ao fundo do túnel visível.

 

A FIGURA:

Entrega dos protagonistas – Pouco futebol, muita garra. Não foi um espetáculo de grande categoria para os adeptos de ambos os clubes. Necessidades diferentes, correto, mas ambas as equipas apenas demonstraram vontade em vencer na forma como encararam cada lance. Muito coração e pouca cabeça. O Moreirense apenas por algumas ocasiões demonstrou bons lances de ataque, deixando algo a desejar em muitos momentos do jogo. O Nacional, sem tanta responsabilidade nesse campo, também não foi o mais competente, causando ainda assim, por intermédio de ações individuais, várias dificuldades à equipa contrária.

 

O FORA DE JOGO:

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Vasco Seabra – É como se o treinador da equipa de Moreira de Cónegos tivesse dado 45 minutos de vantagem a Manuel Machado e companhia. A formação tática com três centrais e dois elementos responsáveis pelas despesas nas linhas impediram, de certa forma, uma produção ofensiva mais eficiente da formação caseira. Basta comparar com as mudanças operadas na segunda parte para atestar tal facto. O que é certo é que não foi desta que o jovem técnico “matou o borrego”, sobrando agora apenas mais uma oportunidade para conquistar a tão ansiada vitória caseira.

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

As variações entre o 4x4x2 e o 4x2x3x1 dos primeiros tempos de Vasco Seabra em Moreira de Cónegos têm dado lugar, de forma experimental, a uma defesa a cinco e as umas dinâmicas naturalmente diferentes. A equipa minhota apresentou-se num 5x4x1 que se desdobrava em 5x3x2 em certos momentos do jogo, tudo por influência das ações de Filipe Soares, que variou as suas intervenções entre o processo de construção ofensiva e o apoio a Rafael Martins na frente de ataque e de Ferraresi, por vezes responsável por fechar o flanco direito e consolidar uma defesa a quatro.

Não surtiu os efeitos pretendidos e Vasco Seabra mudou para algo mais comum na maneira do Moreirense jogar. 4x2x3x1, com Ferraresi a cair para a direita, libertando Walterson, que, em conjunto com Pires, ficaram responsáveis pelas tarefas ofensivas dando largura no terreno. Filipe Soares assumiu-se definitivamente como “10” – até à entrada de André Luís que se encostou na frente – e a equipa beneficiou da lógica liberdade para criar à medida que nos o apito final de Nuno Almeida estava mais perto.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kewin Silva (4)

Ferraresi (5)

Rosic (4)

Abdoulaye (5)

Abdu (4)

Walterson (4)

David Simão (4)

Franco (4)

Pires (4)

Rafael Martins (4)

Filipe Soares (3)

SUBS UTILIZADOS

Ibrahima (4)

André Luís (5)

Galego (4)

Yan (4)

Alex Soares (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

A equipa insular apresentou-se no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas num 5x2x1x2 no momento defensivo. Destaque para as funções de Danilovic e Azouni no garante do equilíbrio da equipa, enquanto que Éber Bessa, a jogar em terrenos mais avançados, serviu como principal elemento de ligação no último terço, dando apoio aos sempre móveis Pedro Mendes e Brayan Riascos.

Aguerrida, guerreira e sempre ativa na reação à perda. Não se esperava um espetáculo vistoso por parte de uma equipa que vinha apresentando dificuldades técnicas evidentes. Seja como for, os pupilos de Manuel Machado imprimiram bastante empenho, sendo a nuance que mais saltou à vista no jogo forasteiro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

António Filipe (4)

Rúben Freitas (4)

Pedrão (5)

Júlio César (5)

Lucas Kal (4)

Azouni (5)

Danilovic (5)

Éber Bessa (6)

João Vigário (5)

Brayan Riascos (5)

Pedro Mendes (4)

SUBS UTILIZADOS

João Camacho ()

Rochez (6)

Rúben Micael (4)

Koziello (-)

Duhu (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD NACIONAL

BnR: O mister referiu na antevisão a esta partida que apesar da situação difícil em que a sua equipa se encontra, demonstrava atitude e empenho de jogo para jogo. O livre que origina o primeiro golo do nacional nasce de um grande pormenor do Éber Bessa nesse sentido. Pergunto-lhe então o que é que faltou hoje à sua equipa para além dessa tal entrega bem exemplificada?

Manuel Machado: Como sabe, vivemos num ciclo de grande dificuldade por força da nossa posição na tabela classificativa. Isso cria alguma ansiedade e hoje foi visível principalmente no facto de não termos sabido manter as duas vantagens que tivemos. No que diz respeito à organização, ao empenho, à capacidade de luta, intensidade, enfim, estivemos bem, inclusive, com a capacidade para fazer três golos, um deles só não contou por dez centímetros. Para além disto, faltou se calhar mais um bocadinho de lucidez e tranquilidade. Julgo que fomos mais equipa, com um Moreirense que parecia estar a jogar para a Liga dos Campeões, num jogo muito intenso, e por isso não houve nenhum relaxamento de um lado e do outro. Talvez um bocadinho de mais tranquilidade, mais sorte, tivesse feito a diferença.

MOREIRENSE FC

BnR: O Moreirense sofre há 11 jogos consecutivos em casa. Sente que organização e a solidez defensiva da sua equipa é aquilo que tem de ser mais trabalhado para colocar a equipa mais perto dessa tal vitória caseira e se a aposta numa defesa a cinco na primeira parte teve em mente esse facto. 

Vasco Seabra: Repare, a defesa a cinco é uma falsa questão, nós jogamos com o Ferraresi que atua como lateral direito na maior parte do tempo. Isso permitia que nós pressionássemos de diferentes formas, se quiséssemos pressionar mais alto teríamos estabilidade para conseguir controlar a largura e quando não tínhamos tantos jogadores entrelinhas e largura na última linha, nós avançávamos o Walterson e pressionávamos com uma linha de quatro. Não teve a ver com o facto de jogarmos com cinco. Nós em muitos momentos do jogo nem estivemos a cinco, estivemos a quatro e na segunda parte quase sempre com o Ferraresi do lado direito. Mais do que olharmos para as peças e serem na teoria três centrais, o “Ferra” estava com uma dupla função para conseguirmos superar as pressões.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Pichichis & Taconazos #5: A decisão e os parabéns a Cervera

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O “Pichichis & Taconazos” é um espaço dedicado à LaLiga, um campeonato pelo qual Pedro Castelo se apaixonou.

É o jogo do título. Não há outra forma de dizê-lo. Mas será que vai sê-lo para Atlético, Barça… ou Real? Até pode vir a ser uma jornada positiva para o Sevilla, mas na melhor das hipóteses ficaria a quatro pontos da liderança (vencendo em casa do Real e contando com um empate ou vitória culé em Camp Nou).

Em Barcelona encontram-se duas grandes equipas, com propostas diferentes, mas com o mesmo objetivo. De um lado, a equipa orientada por Koeman, com um trajeto ascendente, apenas manchado pela derrota caseira da semana passada diante do Granada.

Fonte: FC Barcelona

Do outro, os comandados de Simeone, que ganharam duas “vidas extra”, a primeira com esse desaire do Barça, a segunda com o pénalti desperdiçado por Fidel mesmo a terminar o jogo em casa do Elche. À espreita vai estar o Real, que não terá tarefa fácil na receção ao Sevilla.

Tenho a felicidade de estar por estes dias a preparar-me para narrar esse grande jogo entre Barcelona e Atlético. Farei a narração para a ZAP, em direto para Angola e Moçambique, com os comentários do enorme Vítor Manuel, mítico treinador português com mais de 500 jogos na Primeira Divisão.

Os 5 clubes mais importantes da América do Sul

Na América do Sul podemos encontrar muito e bom futebol, sendo uma das zonas do mundo em que o desporto-rei tem um enormíssimo impacto na vida social.

Ainda que o contexto futebolístico naquela parte do mundo não se possa assemelhar ao existente na Europa, principalmente em termos económicos, a América do Sul pode ser o local do globo em que o futebol é do mais competitivo que existe. Não só pelas grandes rivalidades lá existentes, que advêm da paixão e intensidade com que o jogo é vivido, mas pelo talento e qualidade que demonstram ano após ano, não sendo por acaso que os grandes clubes do futebol mundial reforçam as suas equipas com jogadores provenientes de clubes sul-americanos.

Posto isto, na seguinte lista, apresento os cinco clubes que são, para mim, os mais icónicos de toda a América do Sul, tanto pelos títulos que compõem os seus palmarés, como pelos nomes que lá se dão a conhecer e vão espalhando o seu requinte por inúmeros campos do futebol mundial.

José Mourinho e AS Roma unem-se para arrebatar o ouro italiano

Fecho os olhos e imagino um miúdo traquina que todas as manhãs sai de casa com a bola debaixo do braço para passar o dia a correr desalmadamente junto à baía de Setúbal. Imagino a algazarra do mercado, o cheiro a peixe, a mini e a sandes de choco na mão, as teimosas gotas de suor que se acumulam nas testas dos pescadores. Depois, imagino um jovem sentado, de olhos postos no horizonte, com a brisa e o sol a passear alegremente pela sua cara enquanto ele finalmente entende que os sonhos são, afinal, caminhadas longas e que a “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”.

Admito que a AS Roma de Totti e Batistuta era a equipa que eu pedia emprestada a Fabio Capello há 20 anos, nos dias em que queria simplesmente ganhar os jogos do Championship Manager sem ter de pensar muito. Na altura ainda mal conhecia José Mourinho, mas ele já estava prestes a tornar-se num special one que reinventou o sonho e pôs muitos a desejar ser treinadores de futebol. E como se isso não bastasse, o setubalense ainda abriu as portas de várias casas por esse mundo fora para que muitos técnicos portugueses pudessem entrar e ser recebidos como ilustres convidados.

Hoje em dia as coisas estão um pouco diferentes e a Roma é um clube que, com 94 anos de história, apenas arrecadou o scudetto por três vezes. Já José Mourinho, é o treinador que foi melhor do mundo pela última vez em 2011, depois do incrível trabalho que fez ao serviço do FC Internazionale Milano. Mas é sobre o futuro que queremos conversar.

Depois de ter começado no ano passado um processo de reestruturação que já se avizinhava longo, com a compra do clube por parte do americano Dan Friedkin e, mais recentemente, com a contratação de Tiago Pinto para diretor desportivo, a verdade é que a Roma ainda tem muito trabalho pela frente para nos voltar a deixar com água na boca, como fazia nos tempos de Totti. O decorrer da época que está a chegar ao fim demonstra bem as lacunas na formação dos Giallorossi. Falta espírito de equipa, falta concentração nos momentos importantes, falta mentalidade ganhadora. É preciso muito mais.

Tal como afirmou Tiago Pinto, para construir um projeto desportivo de sucesso são precisas paciência e as pessoas certas ao lado, e o diretor acredita piamente que José Mourinho é a pessoa ideal para o que aí vem. O treinador português irá certamente ter menos pressão do que aquela que gosta e à qual está habituado. Os responsáveis têm perfeita noção que esta nova Roma é um desafio a longo prazo e que as grandes mudanças só com esforço e tempo trazem resultados. Tudo isto não retira exigência ao objetivo e bem sabemos que facilidades não são a praia do catedrático que só pensa em ganhar. Da sua parte, o clube romano precisava de um líder carismático, experiente, que conheça o futebol italiano por dentro e por fora e agarre o balneário com unhas e dentes de gladiador. O simples facto de ter Zé, como gosta que lhe chamem, no banco, irá inevitavelmente ter de elevar o nível de ambição dos jogadores da La Magica.

Apesar de tudo, e ainda que seja normal pensar que um clube que tem dinheiro para pagar a José Mourinho também deve ter para investir em jogadores, importa referir que Friedkin e Pinto deixaram claro que a situação financeira não irá permitir investimentos astronómicos. O clube e o técnico já têm definidas as prioridades para o mercado, que passam pela contratação de um guarda-redes e de um avançado. Contudo, existe claramente, e principalmente, uma revolução a ser feita, com vários jogadores com mais de 30 anos a ter de sair. Ainda assim, a Roma dispõe de um núcleo de jovens com bastante potencial, como Mancini, Kumbulla, Zaniolo, Villar e Pellegrini, à volta dos quais José Mourinho pode perfeitamente construir uma equipa competitiva.

Tornou-se algo comum nos últimos tempos ouvir que José Mourinho é bem capaz de ter perdido o Toque de Midas. É certo que nos propusemos a falar sobre o futuro, mas a memória também não pode ser curta ao ponto de esquecer todo o palmarés do special one que, por onde passa, ganha, sendo que apenas deixou “a folha em branco” no UD Leiria, no SL Benfica e, agora, no Tottenham Hotspur FC. Nenhum ser humano consegue escapar a períodos menos favoráveis. O futebol, como a vida, é feito de altos e baixos. No futebol, como na vida, nem todos podem ganhar sempre, mas todos, seja qual for o resultado final, têm necessariamente de aprender alguma coisa pelo caminho.

Há dois anos, com a tal baía de Setúbal nas costas, dizia o próprio José Mourinho que por vezes se aprende mais na dificuldade e que o objetivo é manter a identidade e não cometer os mesmos erros. Os desafios não deixarão nunca de aparecer e é neles que foca toda a sua atenção. Inspirado desde cedo pela paciência e carisma de Bobby Robson, o ex-professor setubalense não nega a importância de tantas outras coisas, mas cita Charles Darwin para intensificar que, na sua opinião, os mais fortes são aqueles que têm uma maior capacidade de adaptação aos diferentes obstáculos que a vida faz questão de nos trazer. José Mourinho quer, tão e somente, provar a si próprio que é capaz de se reinventar, e nós só devemos querer muito estar cá para vê-lo voltar a ser bem-sucedido.

Ainda que tenham sangue na guelra, o entusiasmo incondicional dos tiffosi torna a histórica cidade de Roma num lugar incrível para viver o futebol. Provavelmente, tanto José Mourinho como os Giallorossi já passaram por dificuldades suficientes e estão agora prontos para juntos colmatarem lacunas e devolverem a glória à equipa. A caótica cidade romana precisa da tranquilidade de Setúbal e Mourinho precisa do rebuliço das vitórias a que nos acostumou. Os italianos habituaram-nos à expressão “em Roma, sê romano”, mas eu, se tivesse oportunidade, diria ao nosso Zé: “em Roma, sê Mourinho!”

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

SL Benfica x FC Porto | Em busca dos milhões da Champions

Primeira Liga, jornada 31: quinta feira, 18h30, 6 de maio de 2021

ANTEVISÃO: A LUTA PELOS “FEIJÕES” DA CHAMPIONS

A vitória leonina em Vila do Conde desarma os dragões e expõe a mediocridade do SL Benfica. O clássico jogado hoje, pelas 18h30, distingue-se pelas circunstâncias estranhas à cultura de um confronto entre as duas equipas – não há título em disputa entre os dois.

UM CLÁSSICO DECISIVO COM O LEÃO À ESPREITA! QUEM VAI LEVAR A MELHOR NO JOGO DA LUZ? APOSTA COM A BET.PT!

O último vencedor que equipa outra cor que não azul ou vermelho data de 2002 e serve apenas para decidir os lugares de apuramento à Liga dos Campeões, razão que não emprega a carga dramática habitual.

Com ou sem recurso a play-off na entrada na prova milionária? É uma questão de desespero financeiro  que sublinha o fracasso de ambos. Os leões de Amorim estarão confortáveis no sofá a assistir, à espera de uma vitória encarnada.

Jorge Jesus pode voltar ao sistema de três centrais, ao ver regressar Otamendi e Weigl. Na conferência de imprensa confirmou a disponibilidade de Taarabt e Darwin Núñez, pelo que se confirma um SL Benfica na máxima força no assalto ao segundo posto, em caso de vitória, um mísero ponto ficará como distância para os portistas.

Sérgio Conceição, porém, encara essa vantagem com relativa importância – o calendário é acessível – e vê no adiamento do título leonino a motivação primordial nesta visita a Lisboa. Corona não acompanhou os colegas na viagem rumo ao sul do país, a contas com a lesão que o obrigou a sair no inicio do jogo frente ao FC Famalicão.

Por outro lado, boas notícias aquelas entregues pelo Tribunal Arbitral do Desporto, que “decidiu decretar a medida cautelar de suspensão de execução da sanção disciplinar de 21 dias de suspensão aplicada” ao treinador, aproveitando este o precedente aberto pelo caso Palhinha para voltar a dirigir a sua equipa a partir do banco, levando Jesus a argumentar que no futebol português “há um clima de impunidade”.

“Como disse na semana passada, as entidades que mandam estão a perder autoridade a todos os níveis. Este, se calhar, é um fator que transparece a minha ideia”, reagiu o técnico de 66 anos, sem, no entanto, deixar de validar a presença de Sérgio Conceição ao seu lado, no relvado. “Quanto ao facto de o meu colega estar no jogo, ainda bem que vai estar no jogo. O treinador principal é o treinador principal, ainda bem que ele vai estar no jogo”.

Será o 18.º duelo entre os dois, num embate de personalidades efervescentes entre antigo pupilo e mestre (encontraram-se no Felgueiras 1995-96) e que dá vantagem ao segundo, sete vitórias contra cinco de Conceição, que esta época, ainda não perdeu.

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Defrontam-se a segunda melhor defesa (a do SL Benfica, com 21 golos sofridos) e o melhor ataque (61 golos dos dragões).
  2. Nos últimos cinco anos, uma única vitória encarnada na Luz frente ao FC Porto: em 2018-19, no 1-0 assinado por Haris Seferovic.
  3. Em 115 visitas portistas a Lisboa, apenas 23 vitórias: nove delas desde 2000.
  4. Entre os jogadores que se encontram disponíveis para ir a jogo, Pizzi é aquele que conta com mais presenças em Clássicos15. Jardel, com 16, mantém o nome no boletim clínico. Logo abaixo na tabela, Samaris, com 13, continua afastado por lesão. Corona, com o mesmo número, não viajou com a comitiva azul e branca.
  5. Pela mesma categoria, Marega é o líder dos marcadores neste confronto, com três golos marcados em 11 Clássicos.
  6. 21 jogos de Jorge Jesus contra o FC Porto enquanto treinador do SL Benfica, na globalidade das competições – sete vitórias, cinco empates e nove derrotas, com o score de 28-29 em golos.
  7. Do outro lado, Sérgio Conceição consegue melhor registo percentual nos nove clássicos já realizados: cinco vitórias, dois empates e duas derrotas, com 11 golos marcados e sete sofridos.
  8. Antes do empate na primeira volta, o SL Benfica acumulava quatro derrotas consecutivas em clássicos, igualando a pior série de sempre, concretizada entre fevereiro de 2002 e setembro de 2003.
  9. O último clássico sem peso nas contas de um possível título para os intervenientes? A última jornada de 2013-14, com vitória portista (2-1) sobre um SL Benfica já campeão.
  10. O empate ou vitória encarnada permite ao Sporting CP ser campeão já na próxima ronda, quando receber o Boavista FC. A vitória dos dragões empurra a decisão para o SL Benfica x Sporting CP da jornada 33.

 

JOGADORES A TER EM CONTA
Weigl tem estado em destaque pelo SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Julian Weigl (SL Benfica)– Passará por ele o equilíbrio da estratégia encarnada de procura do golo. A vitória é obrigatória e a necessidade de balanceamento ofensivo colocará nas costas do alemão a maioria da carga defensiva. Acompanhado por Pizzi ou Taarabt (ou até pelos dois, como já aconteceu em jogos desta envergadura) estará desacompanhado no choque físico contra o intenso meio-campo azul e branco e, dessa forma, só o melhor Weigl permitirá um SL Benfica competente.

Taremi é a principal ameaça para o SL Benfica
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Mehdi Taremi (FC Porto) – A qualidade do iraniano justificará, por si só, a linha de cinco encarnada. Enquanto melhor marcador e melhor assistente dos dragões, o nome impõe respeito e obrigará a atenções redobradas de Veríssimo, Otamendi e Vertonghen – e a lentidão da tripla, muitas vezes demonstrada noutros desafios, será metida à prova pelo oportunismo de Mehdi Taremi na descoberta da finalização certeira.

 

XI’S PROVÁVEIS

SL Benfica: Helton Leite; Diogo Gonçalves, Veríssimo, Otamendi, Vertonghen e Grimaldo; Pizzi, Weigl e Taarabt; Rafa e Seferovic.

Treinador: Jorge Jesus

“Neste momento os jogadores do Benfica já têm mais tempo de treino comigo, já estão mais dentro das ideias que queremos. Estamos agora muito melhor do que estávamos quando defrontámos o FC Porto nas outras duas vezes nesta temporada”.

 

FC Porto: Marchesín; Manafá, Mbemba, Pepe e Zaidu; Otávio, Uribe, Sérgio Oliveira e Luis Díaz; Marega e Taremi.

Treinador: Sérgio Conceição

 

PREVISÃO DE RESULTADO: SL BENFICA 1-0 FC PORTO

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

5 jogadores que podem resolver o Clássico | FC Porto

Com a vitória sobre o Rio Ave FC, o Sporting CP encontra-se cada vez mais perto de se tornar campeão português. O jogo de hoje torna-se então praticamente decisivo para as contas do título. O FC Porto não sabe o que é perder com o SL Benfica há cinco jogos, sendo que dois deles foram no Estádio da Luz. É importante frisar também que, este jogo, pode ser fulcral para definir o segundo e o terceiro lugar do campeonato.

Hoje, a poucas horas do clássico, listamos cinco jogadores que podem decidir este encontro.

Tribuna VIP: Jedi Rúben ou a Vida de Amorim

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Nota prévia: O texto foi escrito no dia 5 de Maio de 2021, sendo publicado hoje, dia 6.

Em Maio de 1977 o mundo conheceu o Star Wars! A luta entre o bem e o mal, personificada em sabres coloridos e no lado certo da força.

Ontem, dia 4 de Maio, foi o Dia Mundial do Star Wars e eu já tinha um texto preparado no qual falava da “Aliança Rebelde”, do futebol português, contra o “Império Galáctico”! Da forma como a Ordem Jedi conseguiu atrair o jovem Rúben Skywalker e como este enfrentou o maléfico Darth Vader.

Em resumo, Jedi Rúben era visado pelas forças do Mal e sempre que queria dizer “presente”, numa batalha, era suspenso. O jovem Jedi Rúben teve de juntar todas as suas forças, mas foi confrontado com uma verdade que o poderia abalar para sempre: “Rúben, I am your father!”, disse Vader! Jedi Rúben vacilou mas não “caiu”, destruindo a primeira Estrela da Morte, uma gigantesca “máquina” complexa, com capacidade para destruir o futebol.

Mas, afinal, o jogo é hoje, dia 5 de Maio, e não faz sentido fazer esta crónica com base nessa trilogia de episódios eternos. E a minha mente foi para o ano de 1979 e os geniais Monty Python’s. A vida de Bryan! A história de um judeu que nasceu no mesmo dia, mas no celeiro ao lado de Jesus. Uma vida paralela com “Três Homens Espertos” que o levam da “fama” à cruz.

E assim nasce a sinopse de “A Vida de Amorim”. Nascido no celeiro ao lado de Alvalade, todos o olhavam de lado. Um “Homem Esperto”, o rei mago Mendes, levou Amorim para a manjedoura do Leão, com a esperança que isso lançasse o caos eterno.

A luta de Amorim não se adivinhava fácil até porque, no celeiro da Luz, tinha havido o milagre da ressurreição e o respectivo regresso de Jesus.

Como acaba este filme ainda não sabemos mas hoje, na Vila do(s) Conde(s), o Leão voltou a mostrar porque é o Rei!

Iniciou o jogo e Rúben Amorim estava no banco! Eu dei por mim a gritar: “Assim se vê a força d(a) PC”! Em duelo, de Condes e Viscondes, o ferro voltou a ser determinante. Ao minuto seis, Coates, de cabeça, enviou a bola ao poste e, ao minuto 14, foi a vez de Palhinha.

O jogo só dava leões e a mensagem subliminar chegava ao minuto 12 (número dos adeptos): sete a um em ataques! A vitória estava garantida!

Ao minuto 28, Paulinho ameaçou: Kieszek defendeu um primeiro remate de Pote e Paulinho não conseguiu dar o melhor seguimento ao lance.

O árbitro marcou penálti a favor do Sporting ao minuto 29. Vi e revi e para mim não foi penálti. Pote não perdoou e marcou o um a zero. Paulinho ameaçou novamente, ao minuto 43, mas o guardião vila-condense não facilitou.

Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

O treinador do Rio Ave arriscou, ao minuto 46, e trocou o defesa Pedro Amaral pelo avançado Carlos Mané. Rúben Amorim queria marcar mais golos e refrescou o ataque, trocando Nuno Santos por Matheus Nunes, ao minuto 54.

O Sporting continuava a dominar o jogo e Paulinho demonstrou que à terceira é de vez. Minuto 63 e grande golo de Paulinho. Remate do meio da rua e estava feito o 2 a 0 (Rúben chorou, eu chorei, tu choraste!)

O Sporting controlou o jogo até ao apito final, mas tenho de destacar Palhinha, que voltou a estar gigante, demonstrando que é um grande “pulmão” da equipa leonina.

Cada vez está mais próximo, mas enquanto os Leões acreditam, ainda mais, na festa, ao fundo ainda se ouve o coro de Pilatos a cantar “Always look on the bright side of Life“.

Texto da autoria de Bruno de Carvalho,
antigo Presidente do Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Luís Maximiano: avizinha-se uma saída? | Sporting CP

Luís Maximiano é jogador do Sporting CP desde 2012 e, agora com 22 anos de idade e suplente de António Adán, está bastante perto da porta de saída de Alvalade.

Após a passagem por clubes como o CD Celeirós, FC Ferreirense e SC Braga, “Max”, como é conhecido no universo leonino, chegou a Alcochete no verão de 2012 e foi presença regular na baliza dos escalões de formação por onde passou.

Para além da titularidade na formação verde e branca, também era um habitual convocado nas seleções jovens, sendo que, para além de ter passado por todas as seleções desde os sub-16 até aos sub-21, o guardião português conta com 22 partidas distribuídas pelos diferentes escalões.

Pelo Sporting Clube de Portugal, Luís Maximiano teve como ponto alto o final da época passada, em que era titular habitual na equipa principal e vivia um bom momento de forma. Na época passada, só a contar com o campeonato português, realizou 23 jogos e, em dez ocasiões, acabou a partida sem golos sofridos.

Luís Maximiano estreou-se no campeonato ontem, frente ao CD Nacional
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Esta temporada, olhando novamente apenas para o campeonato, Max somou os primeiros minutos ontem, na vitória frente ao CD Nacional (2-0), em Alvalade. Este registo, comparado com o da época transata, demonstra uma clara falta de utilização. O menor número de minutos acumulados, deveu-se sobretudo ao facto de Rúben Amorim, para a posição de guarda-redes, querer alguém mais experiente e confiante, daí a compra e a aposta em Adán. De momento, Adán tem 33 anos e ainda consegue, pelo menos, fazer mais dois bons anos a grande nível, o que pode significar mais dois anos na condição de suplente, para Luís Maximiano.

O guardião português quer jogar mais, quer evoluir e quer crescer; por isso, sejamos honestos: de momento, isso não irá acontecer tão cedo no Sporting CP. Concordo que, mesmo sem jogar todos os jogos, um jogador também evolui, sobretudo com o empenho e esforço a altos níveis nos treinos. No entanto, há que compreender e reconhecer que esta falta de minutos atrasa um pouco a evolução natural de um jogador.

Pelo que avança a imprensa nacional, Luís Maximiano tem interessados um pouco por toda a Europa; no entanto, AC Milan e AS Roma parecem ser os clubes que estão mais perto de garantir a assinatura do guardião. Para o clube de Milão, Luís Maximiano seria, em princípio, o titular, caso se verificasse a saída de Donnarumma; se viajasse para Roma, o português discutiria um lugar no onze com Pau López. Os jornais afirmam que os leões só aceitam negociar ofertas superiores a sete milhões.

Como adepto leonino, custa sempre ver um menino da formação de malas feitas para o estrangeiro. No entanto, há que perceber o lado do jogador. Luís Maximiano é um grande guarda-redes, é jovem, quer valorizar-se e quer jogar. De momento, no Sporting CP, não joga. Posto isto, quer sair. É percetível. Gostava que, caso tivesse de sair, fosse por empréstimo. Dessa forma, jogaria, evoluiria e, posteriormente, regressaria ao Sporting CP ainda mais jogador e numa altura em que tivesse um papel mais importante na equipa. Se assim fosse, seria bom para o jogador, para a equipa e para o clube.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

5 Candidatos ao prémio de Rookie Do Ano | NBA

Nem só de jovens se fazem os Rookies. O maior exemplo desta temporada foi a entrada de Facundo Campazzo na equipa dos Denver Nuggets, depois de jogar na América do Sul e, mais recentemente, na Europa. Porém, na essência da designação, estão atletas na flor da idade e que estão a dar os primeiros passos no basquetebol profissional.

Quando chega a altura do Draft, as maiores expectativas vão para as escolhas mais altas. No passado mês de Novembro, Anthony Edwards foi o primeiro de 60 nomes a ser chamados por Adam Silver. Depois dele, James Wiseman assinou por Golden State e LaMelo Ball rumou a Charlotte para jogar pelos Hornets.

Com o decorrer dos jogos surgem os steals, ou seja, jogadores que foram escolhidos mais tarde e que surpreenderam. Este é um dos motivos pelo qual a NBA fica ainda mais interessante. Um jogador pode não ter brilhado durante a carreira universitária/europeia e, na estadia na liga, chocar os analistas que não acreditavam que o talento fosse suficiente para a concorrência.

Durante esta época, houve espaço para todos. Desde Rookies que foram escolhidos cedo no Draft, alguns steals e, ainda, passando por jogadores que não foram sequer escolhidos. Infelizmente, as lesões foram um ingrediente que foi demasiado utilizado durante os jogos, com alguns jogadores desta lista a sofrer com esse problema, mas, mesmo assim, fizeram o suficiente para merecer um lugar neste top.

Estatísticas do dia 4 de maio.

                                                                                  Foto de Capa: Charlotte Hornets

Rio Ave FC 0-2 Sporting CP: Os não candidatos ao título mostraram que até podiam sê-lo

A CRÓNICA: GALA DE MESTRE LEONINO NA MARGEM DE UM RIO SECO

O Rio Ave FC e o Sporting CP encontraram-se esta quarta-feira para um jogo a contar para a 31ª jornada do campeonato. O conjunto leonino chegou a Vila do Conde com uma almofada de seis ponto sobre o FC Porto, segundo classificado do campeonato, mas encontrou uma equipa rioavista à procura de pontos para segurar a manutenção no principal escalão do futebol português.

Os pupilos de Rúben Amorim, que pode estar no banco durante a partida, entraram com a ficha toda no jogo à procura da vantagem madrugadora para evitar nervos finais que fazem lembrar jornadas passadas. Nuno Santos foi o autor do primeiro remate digno de destaque da partida, desferido após uma grande combinação com Pote a partir do flanco esquerdo, mas que saiu à figura do guardião polaco do Rio Ave FC.

Somando a este lance outros dois de bola parada que culminaram com o esférico a tirar tinta aos postes da baliza dos vila-condenses, faz concluir a grande predominância dos líderes do campeonato à entrada para este jogo. Oportunidade atrás de oportunidade milagrosamente desperdiçadas até que surgiu um penalti por mão de Ivo Pinto que foi convertido por Pote para o lado direito da baliza de Kieszek.

A segunda-parte trouxe com ela um Rio Ave FC mais incisivo e mais atrevido, algo que foi resultado da substituição feita aos 46’ quando Miguel Cardoso trocou Pedro Amaral por Carlos Mané. O Rio Ave FC teve mais bola que na primeira parte, mas não conseguiu nunca criar chances reais de perigo.

Quem aproveitou este lado mais inofensivo dos vila-condenses foi Paulinho que aproveitou para assinar um golaço à entrada da grande-área. Recebeu com o peito, fez um compasso de espera e rematou com o pé esquerdo de primeira para o fundo das redes. Após o segundo golo foi alcançada a tranquilidade por parte do Sporting que geriu a vantagem até ao apito final. O Rio Ave FC desafinado no decorrer no jogo passou a ser um Rio Ave FC conformado com a derrota.

Viu-se muitos jogadores a acusarem cansaço do lado vila-condense e alguma falta de capacidade para atacar esta reta final da partida. Com o resultado, Sporting vê-se agora a nove pontos, ainda que provisoriamente, do FC Porto e o Rio Ave FC continua perigosamente perto da linha de água com cinco jornadas para serem jogadas.

 

A FIGURA
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

João PalhinhaO recém-internacional português foi o grande destaque da partida de hoje. Raramente falhou um passe longo, foi preciso nos passes diretos e perentório nas entradas que fez a meio-campo. Conseguiu ser sempre o primeiro jogador a chegar ao portador da bola e a perturbar as ações ofensivas.

O FORA DE JOGO
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Meio-campo do Rio Ave FC –  Foi uma escolha curiosa de jogadores contra uma equipa que consegue criar tanto espaços e consegue meter tantos jogadores na frente do terreno. Guga, Filipe Augusto e Chico Geraldes não conseguiram tapar as zonas procuradas pelo clube de Alvalade e notou-se alguma falta de precisão no posicionamento para combater este fator forte do Sporting.

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

 Miguel Cardoso repetiu o 4-3-3 a atacar e 4-4-2 a defender que já tem vindo a implementar desde que chegou. Embora a raça e a vontade fossem notórias desde o apito inicial a solidez e segurança defensivas do Sporting conseguiram impedir qualquer situação de maior perigo que os rioavistas quisessem criar.

Junior Brandão encontrou-se em todas as situações de contra-ataque, completamente desapoiado, optando sempre por seguir para a jogada individual ao invés de esperar por companheiros. A guerra a meio-campo foi perdida com Guga e Filipe Augusto a não serem suficientes para fazer face às movimentações de Pote, João Mário e de Nuno Santos. A reação de Rúben Amorim à entrada de Carlos Mané foi lançar Matheus Nunes em detrimento de Nuno Santos para ajudar o flanco direito na tarefa defensiva.

A avalanche de segurança e de confiança tática do Sporting transcendeu o Rio Ave FC que continuou sem ideias quer pelo centro do terreno, quer pelas alas. Os atacantes apareciam sempre demasiado sozinhos e tinham que recorrer a uma jogada individual que acabava por ser anulada pelo afunilamento feito pela presença de vários jogadores do Sporting à volta o portador da bola. O Rio Ave FC nunca teve muito tempo para pensar o jogo e talvez tivesse precisado de mais uns segundos para conseguir construir num meio-campo que foi móvel demais para os espaços que o Sporting conseguia criar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (6)

Aderlan Santos (6)

Filipe Augusto (4)

Borevkovic (5)

Gelson Dala (5)

Guga (5)

Jr. Brandão (4)

Francisco Geraldes (5)

Coentrão (5)

Ivo Pinto (6)

Pedro Amaral (4)

SUBS UTILIZADOS

Carlos Mané (6)

Grabrielzinho (4)

Pelé (-)

Sávio (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Nada de novo a nível tático do lado leonino. A novidade foi mesmo João Pereira do lado direito da defesa para fazer render Pedro Porro que está lesionado. De resto, assistiu-se a um a uma segurança a meio-campo que já é característica neste conjunto, muito por culpa de João Palhinha, que mesmo sendo trinco consegue demonstrar omnipresença para intersetar lances.

Este fator faz com que João Mário e Pote tenham uma maior liberdade para inventarem jogadas e, com os laterais subidos os espaços criados são maiores por haver tanta afluência ofensiva. Carlos Mané foi o primeiro a saltar do banco para dentro das quatro linhas e trouxe mais rapidez e mais criatividade na frente de ataque do Rio Ave FC, no entanto o efeito sentiu-se por pouco tempo, já que João Pereira começou a ter mais ajuda na missão defensiva com Matheus Nune a jogar à sua frente.

Defensivamente, até ao fim viu -se uma grande entreajuda na equipa leonina como por exemplo pelas alas onde apareciam sempre os laterais com a ajuda dos extremos para anular tentativas de ataque do Rio Ave FC.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Adán (7)

Gonçalo Inácio (7)

Coates (7)

Feddal (7)

Nuno Mendes (7)

Nuno Santos (6)

João Mário (6)

Palhinha (7)

João Pereira (6)

Pote (6)

Paulinho (7) 

SUBS UTILIZADOS

Jovane (5)

Matheus Nunes (6)

Neto (5)

Daniel Bragança (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Rio Ave FC

BnR: Quais eram as indicações para o meio-campo na tarefa defensiva e de que forma é que não resultaram na primeira parte?

Miguel Cardoso: Os nossos dois jogadores do meio-campo estavam demasiado sozinhos. Tivemos dificuldades em encontrar estabilidade e de ver onde é que o Pote ia estar para receber entrelinhas. O João Palhinha também teve muito espaço para jogar e defensivamente falhamos… O Filipe Augusto encontrou-se muitas vezes sozinho também e assim é difícil de segurar o meio-campo.

Sporting CP

BnR: A utilidade de João Palhinha a nível defensivo é notória e sabida, mas a nível ofensivo o que é que ter um jogador que recupera tantas bolas e reage tão bem à perda permite à equipa fazer?

Rúben Amorim: O Palhinha é muito forte a adivinhar os lances e é forte a reagir. Ele permite-nos lançar um médio. O João Mário muitas vezes estava muito perto do Paulinho, porque quando perdemos a bola o Palhinha consegue dar-nos dois ou três segundos para recuperar as posições, isto se não cortar a bola.