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Duas Incógnitas

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dragaoaopeito

Afastado da Liga e motivado para a Europa: estas são as duas conclusões que se poderão retirar da actualidade portista. A 12 pontos de Benfica (um absurdo e uma vergonha) no campeonato e nos quartos-de-final da Liga Europa contra um acessível (não fácil) Sevilla, o Porto tem agora duas questões para resolver: o foco na Taça de Portugal como o troféu menos-mau a nível nacional e a questão da Taça da Liga, suspensa pela birra de Bruno de Carvalho (dele, não da equipa ou do treinador, que estão a fazer uma época fantástica).

Com o campeonato entregue ao Benfica, que vai poder ter o seu último jogo no Dragão certamente com a cara pintada e já com algumas semanas de festejos, interessa saber como irão o clube e a equipa posicionar-se relativamente às Taças, que, diga-se o que se disser, são apenas troféus de contentamento em épocas decepcionantes. E se esse mesmo argumento já foi utilizado para atacar os clubes de Lisboa, este ano toca-nos a nós. Em ambas as competições o adversário será o mesmo e, tendo em conta esse facto, a vontade e a garra para vencer e pelo menos garantir alguns sorrisos aos adeptos (porque festejos efusivos como os do minuto 92 só mesmo para o ano) poderá ser maior.

Procura-se motivação para a restante época  Fonte: Yahoo
Procura-se motivação para a restante época
Fonte: Yahoo

A grande mais-valia do Porto é já se ter aceitado no seio do clube que esta época é de transição e que tudo o que vier agora é bom. A motivação para as Taças não é seguramente muita (pelo menos não ao nível da Liga Europa) e é essa a minha maior preocupação, já que, ainda que sendo contra o Benfica, são jogos fora dos holofotes internacionais. Além disso, os índices de rivalidade este ano estão muito mais baixos, não acreditando sequer que o estádio encha minimamente para estes encontros, até porque são a meio da semana.

A grande mais-valia para o Benfica é que, mesmo não estando a fazer uma época excelente com exibições de encher o olho, tem a possibilidade real de ganhar tudo o que há para ganhar; os índices de motivação dentro do plantel estão altíssimos e há uma grande tranquilidade dentro do clube e entre os adeptos.

Se é possível dizer que a conquista de uma Liga Europa salvaria a época (havendo a possibilidade de encontrar novamente o Benfica), então também é necessário ser sincero e admitir que ganhar uma das Taças é um bocado indiferente na cabeça de muitos adeptos e dos jogadores (ninguém vai festejar para a rua devido a uma Taça, pois não?). Ainda assim, é preciso olhar para estas eliminatórias como jogos contra o Benfica e não como jogos da Taça, porque essa é a única forma de encontrar motivação neste momento.

Todos ansiamos por que esta época de pesadelo se torne uma época à Di Matteo (abordarei este tema no meu próximo artigo) e por que títulos se sobreponham à péssima prestação na Liga e aos casos anormais que aconteceram no Porto este ano. Falo por mim, uma Liga Europa e uma Taça de Portugal já me fariam esquecer o Santo António antecipado que vai haver no Marquês…

Uma questão de identidade

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paixaovermelha

Na quarta-feira, dia 26, o Benfica desloca-se ao Estádio do Dragão para defrontar o FC Porto no jogo referente à 1ª mão das meias finais da Taça de Portugal.

É um jogo que apesar da importância da competição tem um peso diferente para ambos os clubes. O FC Porto está afastado do título e foi obrigado a rever as prioridades para a presente época, com a Liga Europa e Taça de Portugal a ganhar grande destaque no horizonte portista. Já o Benfica, depois de uma época em que o “tudo” se transformou em “quase tudo”, tem em Jorge Jesus um treinador preocupado com a manutenção do primeiro lugar na Liga ZON Sagres.

Portanto, face às prioridades, qual é o Benfica que vai ao Dragão? O Benfica do campeonato ou o Benfica da Liga Europa?

No passado domingo, no final do jogo frente à Académica, um jornalista interrogou Jorge Jesus sobre o mesmo tópico, ainda que o tenha feito com outras palavras. “O campeonato é prioridade”. Seria esta a resposta ideal do técnico benfiquista. Não só retiraria toda a pressão sobre a equipa como desvalorizaria uma possível derrota no Dragão e, imagine-se, teria o poder de em caso de vitória do Benfica o FC Porto ficar ainda mais fragilizado. A capacidade das palavras é enorme, não é, Mourinho?!

Mas não. Contrariamente ao bom senso, o nosso treinador já referiu que, no Dragão, o Benfica poderá mostrar todo o seu potencial. O que quer isto afinal dizer? Quer dizer que Jorge Jesus vai atacar com tudo. Quais as consequências? Honestamente, espero que sejam boas. Mas duvido.

O Benfica ganhou por 2-0 o último clássico Fonte: Liga Portugal (Hernani Pereira)
O Benfica ganhou por 2-0 o último clássico
Fonte: Liga Portugal (Hernani Pereira)

Ainda tenho esperança de que Jorge Jesus tome a melhor decisão para o clube. Não peço ao treinador para mudar toda a equipa mas, se imitar aquilo que tem feito na Europa, tem equipa com qualidade para rodar o plantel e ainda assim discutir o jogo. Portanto afirmo: não devíamos entrar com o melhor 11, aquele que é o onze habitual nos jogos do campeonato.

Primeiro porque a prioridade é o campeonato e o Benfica tem no próximo domingo uma deslocação dificílima ao terreno do SC Braga, que pode ser absolutamente decisiva na conquista do título nacional. Logo, queremos os jogadores frescos física e mentalmente para a deslocação ao Axa. Segundo porque, por muito que eu goste da Taça de Portugal, ir ao Jamor ainda não é mais relevante do que ir a Turim. E se Jorge Jesus tem rodado (e muito bem) na Europa, porque não fazê-lo também para a Taça? Só porque é o FC Porto? Só porque é no Dragão?

Deixo as perguntas em aberto e lanço um novo repto: o complexo com o FC Porto por parte de Jorge Jesus.

Porque razão muda a identidade da equipa nos jogos do Dragão? Não quero estar aqui a invocar fantasmas, mas está mais do que provado que mudar nos jogos decisivos, especialmente frente ao FC Porto, dá em erro (leia-se “derrota”). Nunca culpei na totalidade o treinador do Benfica por tudo aquilo que temos perdido, ou não temos ganho, nos últimos anos. Mas se há coisa que eu não compreendo em Jorge Jesus é porque razão transforma o ADN da equipa frente ao rival do norte. Não é lógico. Não é aconselhável. Transmite a sensação de receio para com o rival e, simultaneamente, retira confiança à equipa, que vê as rotinas habituais serem modificadas para um “simples” jogo. O Benfica entra a perder, é um fato.

Então, que peço eu ao Benfica para o jogo de amanhã? Que se mantenha fiel às suas ideias. Que a vitória por 2-0 frente ao FC Porto do passado janeiro seja o exemplo a seguir: autoridade, personalidade e garra.

Vamos para a frente, rapazes. Vamos ao ataque. É essa a nossa identidade. Somos o Benfica!

Rodgers e Suárez: os responsáveis pela máquina de fazer golos

À partida para esta temporada, perspectivava-se que a edição 2013/2014 da Premier League fosse a mais espectacular de sempre. Tínhamos vários candidatos ao título e diversas equipas com possibilidades de lutar pelos lugares cimeiros. Ainda assim, apesar do estatuto de histórico, ninguém esperava que o Liverpool tivesse, nesta fase, hipóteses de se sagrar campeão. A verdade é que os reds, liderados por um Brendan Rodgers que tem feito um trabalho extraordinário, são uma das grandes surpresas da época e ainda podem chegar ao título, 24 anos depois. Independentemente do que venha a acontecer, já ninguém lhes tira o rótulo de equipa mais entusiasmante do campeonato inglês. O Liverpool é, neste momento, uma máquina de fazer golos.

Há vários responsáveis pela fantástica temporada do Liverpool, a melhor dos últimos anos. O mérito tem de ser repartido essencialmente por dois protagonistas: Brendan Rodgers e Luis Suárez. O técnico galês é um bom exemplo de que a paciência normalmente compensa. Na primeira época em Anfield, o ex-treinador do Swansea não fez melhor do que os seus antecessores, terminando o campeonato num modesto sétimo lugar. Neste ano, para além dos excelentes resultados, conseguiu aquilo que faltava há muito tempo: formar uma equipa. Os reds têm uma base que pode, efectivamente, permitir que recuperem o lugar que merecem no panorama inglês. Rodgers soube recuperar jogadores de quem se pensava que tinham sido apostas erradas – caso de Henderson –, potenciou jovens como Sterling e Coutinho e construiu um colectivo em torno de uma estrela. Para além disso, conseguiu dar uma nova alma a Steven Gerrard. O feito é ainda maior se considerarmos que fez tudo isto num plantel que tem sido afectado por bastantes lesões.

Suarez é a estrela maior neste renascido Liverpool Fonte: The Telegraph
Suárez é a estrela maior neste renascido Liverpool
Fonte: The Telegraph

É impossível falar no Liverpool sem destacar a enorme temporada que Luis Suárez está a fazer. O uruguaio, que se tem exibido ao nível dos melhores do mundo, leva a impressionante marca de 28 golos e 20 assistências (falhou as 5 primeiras jornadas), participando directamente em 48 dos 82 golos apontados pelo conjunto de Brendan Rodgers. Tem sido claramente o melhor jogador do campeonato e vai liderando a corrida para a Bota de Ouro. Suárez forma uma dupla demolidora com Daniel Sturridge, que soma 19 golos (juntos têm 47 golos) e também está a realizar uma época soberba. Coutinho, criativo da equipa, e Sterling, extremo que está a afirmar-se da melhor maneira, são os outros responsáveis pela dinâmica ofensiva dos reds.

Para que o Liverpool possa voltar a lutar pelo título de forma regular, tem de haver maior eficácia na escolha dos reforços. O emblema da cidade dos Beatles falhou a aquisição de Konoplyanka e Salah – que seriam mais-valias – e contratou jogadores que nada acrescentaram ao plantel: Iago Aspas, Kolo Touré, Luis Alberto (é jovem, mas mostrou pouco) e até o próprio Moses, emprestado pelo Chelsea. Estes erros na abordagem ao mercado poderiam ter custado caro, mas Brendan Rodgers fez um excelente aproveitamento dos elementos que tem à disposição. Contudo, para a próxima temporada, com o possível (e previsível) apuramento para a Champions League, é fundamental que os reds consigam reforçar um plantel que é curto e que corre o risco de perder Suárez. Mas o mais importante está feito: o Liverpool tem um treinador competente e uma equipa talentosa. Parecem estar reunidas todas as condições para que tenhamos o histórico emblema inglês a lutar por títulos. Finalmente.

Carta Aberta a: Paulo Bento

cartaaberta

Caro Paulo,

Esteve nos Barreiros no passado sábado? Se não, decerto deve ter visto a transmissão televisiva do jogo do seu último clube, no Estádio dos Barreiros… Vou assumir que sim. Reparou num rapaz vestido de roxo, ali no meio campo, que até fez um golo de grande penalidade? Um miúdo loirito, o número 23, que encheu o campo, dominou o meio-campo, que esteve brilhante nas manobras ofensivas e na ajuda à defesa. Reparou? Chama-se Adrien Silva e é jogador sénior do Sporting desde os tempos em que o Paulo era lá treinador. Aliás, foi o Paulo que o lançou como sénior.

Assumindo (ainda que com dúvidas) que reparou nele e que se lembra de quem é o rapaz (depois de o ter lançado de leão ao peito), gostaria de lhe colocar três questões de forma bastante clara, directa e concisa:

1-      Porque é que não o convoca para a Selecção Nacional?

2-      Vai ceder ao inevitável e convocá-lo para o Mundial do Brasil?

3-      Quando entra em vigor o seu contrato com o Sport Lisboa e Benfica?

Sou sincero: tinha mais um punhado de questões para lhe colocar, mas como imagino que o trabalho do seleccionador nacional seja tremendamente árduo e desgastante, não o quero maçar mais.

Desconfio de que as respostas às minhas duas primeiras perguntas sejam, nem mais nem menos, do que a afirmação inerente à terceira pergunta. Confuso? Passo a explicar:

O Paulo, estranhamente, vai chamando jogadores que não merecem, nem têm qualidade, para vestir a camisola das Quinas, como por exemplo Rúben Amorim, André Almeida ou Ivan Cavaleiro. Enquanto toma decisões como estas, deixa em casa jogadores que vêm fazendo grandes épocas, como Adrien Silva, Cédric Soares, Ricardo Quaresma e, já que convocou Cavaleiro, posso referir também o nome de Carlos Mané.

Adrien é um possível seleccionável  Fonte: ASF
Adrien é um possível seleccionável
Fonte: ASF

Que razão plausível pode existir para convocar um jogador completamente mediano e inconsequente como Amorim, e ignorar um dos melhores médios portugueses, um dos jogadores com maior rendimento na Liga Portuguesa, como é Adrien Silva? Como é possível convocar um André Almeida, que nem joga na equipa principal do Benfica, e deixar de fora um lateral-direito que está a fazer uma grande época no Sporting, que defende de uma forma impecável, que ataca bem com cruzamentos milimétricos e com trajecto nas selecções jovens, como é Cédric Soares? Como é possível chamar um Ivan Cavaleiro, que não jogou mais do que meia dúzia de minutos na Liga Portuguesa e que faz carreira na Liga de Honra, ao invés de convocar um tremendo craque chamado Ricardo Quaresma, ou mesmo um Carlos Mané, que assumiu uma posição de destaque no seu clube, a jogar brilhantemente a extremo e também no meio-campo, que tem feito golos e demonstrado uma maturidade acima da média, dentro das quatro linhas? Peço-lhe desculpa, mas só encontro uma explicação plausível para esta situação: valorização de activos e valorização do seu próprio nome perante o universo encarnado.

Ambos adivinhamos a mais do que provável saída de Jorge Jesus do Benfica, no final desta época. Se voltar a perder o campeonato, sai sem sombra de dúvidas, e se for finalmente campeão nacional sairá igualmente, de forma a abandonar o clube pela porta grande, como um herói da nação benfiquista. Com sucesso ou insucesso, o seu nome está desgastado, e é raro o adepto benfiquista que exija a sua permanência no comando da equipa. Posto isto, Luís Filipe Vieira terá de tomar uma decisão, e, como em táctica que ganha não se mexe, a solução passará por um treinador português, creditado, que venha a conquistar a simpatia interna do clube da Luz. A solução é o Paulo, e acredito que tanto você como o presidente do Benfica já o saibam. O plano é simples: Portugal acabará por fazer um óptimo Mundial, porque a espinha dorsal da nossa equipa assim o permite, porque contamos com o melhor jogador do mundo, com médios de grande qualidade e uma defesa coesa. Esta quase certeza de que Ronaldo e mais 10 têm capacidade para fazer coisas bonitas permitirá que, na convocatória final, no meio dos craques, possamos ler nomes como Sílvio, André Almeida, Rúben Amorim e Ivan Cavaleiro, o que agradará imenso a Vieira e companhia e valorizará os jogadores benfiquistas. Depois do Mundial, o Paulo sairá e, caído nas graças encarnadas, assumirá o controlo de um Benfica campeão nacional, com algumas saídas de jogadores importantes, pronto para uma renovação com tranquilidade, cenário ideal para um treinador como o senhor. Tudo está bem quando acaba bem.

Posto isto, peço-lhe apenas uma coisa: para já, pense apenas nos interesses dos portugueses, que gritam, vibram e choram com a sua Selecção, e trate de convocar os melhores jogadores possíveis para cada posição, para que possamos sonhar com um possível título. Tenha respeito por todos nós e pense no seu futuro mais tarde.

Seja justo e coerente, e estaremos todos unidos, como uma equipa, em prol de um objectivo comum: trazer para Portugal a taça mais importante do desporto a nível mundial.

Acredito que, apesar de tudo, acabará por fazer o que é correcto. Força.

Atenciosamente,

Hugo Almeida Rebelo.

Matematicamente falando

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camisolasberrantes

Faltam seis jornadas. Dizem as contas que o Benfica está a quatro vitórias de garantir o troféu de 2013/2014. O primeiro desde o único que Jesus conseguiu no seu também primeiro ano. As saudades são muitas e as chagas que nos atormentam o coração são ainda mais depois de dois anos seguidos a deixar fugir o que era nosso por direito. Mas no futebol escreve-se torto por linhas direitas e a injustiça não é factor a ter em conta. Porque a bola rola sempre para os dois lados.

Este ano é mais do que tempo de rolar para o nosso. Não por sorte ou demérito dos nossos eternos rivais, mas porque – e aqui Jesus justificou o seu divino nome – o Benfica ressuscitou da morte certa. Do maior período de desânimo e tristeza desde a negra década de ’93-’03. E fê-lo despedindo-se ainda de Eusébio e Coluna. Com Cardozo afastado dos relvados. Salvio obrigado a paragem. Cortez no lado esquerdo. Matic a rumar a Londres. E com um novo guarda-redes de apenas 21 anos.

É olhando para os números que se descortinam as grandes diferenças entre o Benfica de hoje e o Benfica fantasma do princípio da época: passámos 19 jornadas atrás de Sporting e Porto no que toca aos golos marcados e sofridos. Não fomos nunca capazes de ter a melhor defesa ou o melhor ataque. Só depois de 20 jogos jogados é que foi possível provar matematicamente o nosso poderio atacante e a nossa assertividade defensiva. Se tem muito de grave, tem também muito de mérito. Porque soubemos ultrapassar a nulidade que Cardozo tem sido e soubemos reafirmar Lima – dois golos no jogaço de ontem – e dar asas a Rodrigo – possivelmente o melhor atacante do Campeonato no momento; porque soubemos reavivar a chama de uma relação como há poucas entre os nossos dois enormes centrais, sabendo também metê-los a jogar com laterais que, tanto à esquerda como à direita, vão rodando sem assumirem nunca o lugar de titulares…centrais esses que, nos últimos 14 golos do Benfica, marcaram seis (três para Garay, contra o Tottenham e o Nacional, e três para Luisão, também contra o Tottenham e contra o Estoril).

Garay imitou Luisão e juntou três (grandes) golos à sua conta pessoal  Fonte: rivaisamesa.blogspot.com
Garay imitou Luisão e juntou três (grandes) golos à sua conta pessoal
Fonte: rivaisamesa.blogspot.com

Em 24 jogos para o campeonato temos 47 golos marcados (mais um do que o Sporting e mais três do que o Porto), o que dá uma média de quase dois golos por jogo, e apenas 15 golos sofridos (menos dois do que o Sporting e menos três do que o Porto), sendo que o máximo de tentos que deixámos entrar na nossa baliza num jogo foram dois. Estamos melhores em todos os campos, inclusive fora do nosso, sendo que matámos a tendência do princípio da época de não conseguir sair por cima quando jogávamos fora. Aconteceu na Madeira e em Alvalade e só voltou a acontecer em Barcelos, a dia 2 de Janeiro, no empate a uma bola contra o Gil Vicente. Desde então que as deslocações se traduzem em muitos festejos (três jogos fora e sete golos contra Paços, Belenenses e Nacional).

No entanto, o factor que tem feito a diferença têm sido os lances de bola parada. Lembro-me, como se fosse ontem, de comentar com os meus companheiros benfiquistas do Bola na Rede, aquando do jogo contra o Porto, que o Benfica já há muito tempo que não sabia o que era marcar golos de canto ou de livre. Que todas as tentativas nesse sentido eram mais do que vãs e impróprias para cardíacos e que, bem pelo contrário, era até mais recorrente ver a bola a entrar na nossa baliza num lance de tal espécie. Tal corrigiu-se e, para além de não termos sofrido mais golos infantis como aqueles que o Sporting veio à Luz marcar no encontro para a Taça de Portugal, apontámos ainda, nos últimos 14 golos, quatro de bola parada: Garay fez um contra o Nacional – de canto – e Luisão fez os outros três, dois contra o Tottenham – de canto e de livre indirecto – e o terceiro contra o Estoril – também ele de canto.

Tudo isto são dinâmicas que o Glorioso precisava de alterar. Tudo isto são pormenores que fazem jogos e que Jesus tinha de afinar. Conseguiu. Conseguimo-lo. Os passos de gigante já estão dados. E pela frente, se olharmos para o calendário, já só temos duas difíceis deslocações: a Braga – dia 30 de Março – e ao Dragão – última jornada, no dia 11 de Maio. Assegure-se a vitória contra os bracarenses e o Benfica é campeão. Porquê? Porque este ano nenhum “Benfica 1-1 Estoril” terá direito a repetição junto das nossas hostes.

Este ano quem manda na nossa casa somos nós. E o nosso destino só a nós pertence…a matemática que o diga.

Messi resolve o clássico e coloca a liga espanhola ao rubro

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Um jogo frenético no Bernabéu terminou com a vitória do Barcelona sobre o Real Madrid, por 4-3. Messi, que marcou um hat-trick e desequilibrou por completo o clássico, foi o grande protagonista do encontro e colocou os catalães a apenas um ponto do Real e Atlético. Se havia dúvidas, hoje ficaram dissipadas: vamos ter uma luta pelo título até à última jornada.

Embora não tenha sido sempre bem jogado, o clássico foi disputado num ritmo alucinante. O Barcelona marcou cedo, por Iniesta (passe de Messi), mas o Real deu a volta ao marcador em poucos minutos, com a dupla Di María-Benzema em destaque. O francês apontou os dois golos da reviravolta, ambos com assistência do argentino. Ainda na primeira parte, Messi aproveitou a passividade da defensiva merengue para restabelecer a igualdade. No segundo tempo, o árbitro Undiano Mallenco quis entrar na festa. Assinalou penalty a favor do Real, com Ronaldo a bater Valdês. Pouco depois, dá-se o lance que decidiu o jogo: Sérgio Ramos é expulso por carregar Neymar na grande área, e Messi – que isolou o brasileiro de forma soberba – converte a grande penalidade. Os catalães, em vantagem numérica, foram à procura da vitória, que acabaria por surgir na sequência de nova grande penalidade. Messi não vacilou e deu o triunfo que oferece à turma de Tata Martino um novo alento na luta pelo título.

Benzema bem tentou, mas o Barcelona levou a melhor Fonte: Reuters
Benzema bem tentou, mas o Barcelona levou a melhor
Fonte: Reuters

Barcelona: Messi e Iniesta, com exibições espantosas, foram os principais responsáveis pela vitória catalã. O argentino, que por vezes parecia alheado do encontro, fez a diferença sempre que a bola lhe chegou aos pés – o passe que isolou Neymar é magistral – e sai do Bernabéu com três golos e uma assistência. O médio espanhol realizou uma exibição ao seu nível, mostrando novamente toda a sua classe (impressionante o que faz com a bola nos pés). Marcou o primeiro golo e ganhou o penalty decisivo. Neymar, apesar de não ter estado brilhante, esteve nos lances decisivos da partida. Xavi apareceu em bom plano na segunda parte e foi um dos obreiros da reviravolta. Piqué esteve intransponível – evitou um golo cantado – e parece recuperar a forma de outros tempos; pelo contrário, Mascherano esteve bastante mal e foi batido por Benzema nos dois primeiros golos.

Real Madrid: Dos BBC, só Benzema apareceu. O francês foi um dos melhores da equipa de Ancelotti, não só pelos golos (ainda poderia ter marcado mais) mas sobretudo pela forma como se deu ao jogo e se superiorizou a Mascherano. Bale, apesar de não merecer nota positiva, participou no lance do primeiro golo e teve algumas arrancadas interessantes. Ronaldo esteve muito apagado, foi inconsequente nas suas acções e, apesar do golo marcado, foi o pior elemento do ataque do Real. Quem está melhor do que nunca é Di Maria. O argentino apresentou uma intensidade incrível, tanto a atacar como a defender, e formou uma sociedade de sucesso com Benzema. Por outro lado, Modric teve menos influência na equipa, e o Real acabou por se ressentir do menor rendimento do croata (que, ainda assim, subiu ligeiramente de produção na segunda parte). A defesa esteve toda muito mal. Marcelo, com más abordagens e erros de posicionamento, e Carvajal, que não conseguiu controlar Iniesta, sofreram muito com os atacantes contrários, tal como Pepe e Sérgio Ramos.

Justíssima vitória

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cab futsal

Um dérbi simboliza um jogo de grande intensidade entre duas equipas da mesma cidade. Em Lisboa, chamamos dérbi ao encontro entre o Sporting e o Benfica. Dia de dérbi é dia de convívio, dia de grandes emoções e dia de apoiar o seu clube da melhor forma possível. Como tal, os bilhetes para estes jogos vendem-se sempre de forma rápida e neste caso não foi exceção: os bilhetes referentes à equipa visitante (Sporting) esgotaram em menos de 24 horas.

Relativamente à equipa da casa, esperava-se uma autêntica onda encarnada para apoiar o Benfica neste decisivo jogo. E assim foi. O Pavilhão da Luz quase encheu na sua totalidade e contou com ilustres figuras, tanto do passado recente da modalidade, como do presente do clube. Falo do mágico Ricardinho, de Pedro Costa e do administrador da SAD do clube, Rui Costa.

O jogo foi bem disputado, tanto dentro como fora da quadra. O Benfica entrou mal na partida, e o Sporting inaugurou o marcador fruto de uma belíssima triangulação finalizada por Pedro Carry. Após o golo leonino, houve uma boa reação da equipa da casa, que pressionou mais e aproveitou os erros do adversário. O golo marcado levou a equipa visitante a desorganizar-se, jogando mal. A magia benfiquista sobressaiu quando Serginho fez uma grande finta sobre Marcelinho e rematou de forma espetacular para um golo impossível de se defender. Nené, a passe de Marcão, finalizou de forma excecional com um golo de pontapé de bicicleta. A primeira parte terminou e o Benfica foi para intervalo a vencer, devido a uma boa resposta e a uma impressionante nota artística dos seus jogadores.

Festejos da equipa encarnada após a importantíssima vitoria diante do Sporting. Fonte:Slbenfica.pt
Festejos da equipa encarnada após a importantíssima vitoria diante do Sporting.
Fonte:Slbenfica.pt

Previa-se uma entusiasmante segunda parte, devido à pequena diferença no resultado, mas não foi bem isso que sucedeu. O Benfica continuou a jogar bem e o Sporting melhorou substancialmente, faltando melhorar a pontaria (mérito também para o guardião da casa, que fez boas intervenções). Em mais uma desatenção defensiva, Alan Brandi matou o jogo e, até ao final, o Sporting nada conseguiu fazer para diminuir a desvantagem. Nuno Dias arriscou o 5 para 4, com o habitual Alex a desempenhar a função de guarda-redes avançado, mas a bola não queria mesmo entrar, e assim terminou a partida. Vitória justa da equipa encarnada, que fez uma excelente abordagem ao encontro. Com este resultado, ultrapassou o Sporting, alcançando o primeiro lugar da classificação, estando assim lançada para a conquista da Fase Regular.

Nos restantes jogos da jornada, é de realçar a importante vitória do Braga em casa da lanterna vermelha Académica, que consolida o terceiro lugar, mantendo a vantagem de quatro pontos sobre os Leões de Porto Salvo, que também venceram fora, em casa do Boavista, por 2-3.

Nesta jornada, aconteceu algo insólito, visto que apenas houve uma mudança classificativa: o Benfica subiu ao primeiro lugar e o Sporting desceu para segundo. Nas restantes posições, nada se alterou, o que é sem dúvida alguma algo estranho. Os últimos lugares, Académica e Vila Verde, muito dificilmente salvarão a descida de divisão. O Vila Verde está a nove pontos do 12º e a Académica está a seis do 12º, Póvoa Futsal.

Nené e Caio Japa numa disputa acesa pela posse de bola, com o jogador encarnado a levar vantagem. Fonte: Slbenfica.pt
Nené e Caio Japa numa disputa acesa pela posse de bola, com o jogador encarnado a levar vantagem.
Fonte: Slbenfica.pt

De destacar o dérbi de sábado, que foi claramente o jogo cartaz da jornada. Para quem raramente assiste a esta modalidade e viu o jogo na televisão, tenho a certeza de que ficou apaixonado, devido à intensidade do mesmo e à facilidade com que o resultado se vai alterando.

 

A constante luta dos postes

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cab nba

Aliar força bruta a puro talento e classe é uma capacidade reservada apenas aos melhores jogadores. A posição que, actualmente, mais carece de atletas com tal habilidade é a de poste.

Devido à evolução que temos vindo a assistir na modalidade – um maior espaçamento em campo –, o papel de poste tem vindo a ser cada vez menos aproveitado, pelo menos de acordo com os grandes nomes da história da liga.

Dentro deste capítulo, há três nomes que merecem destaque, pelo enorme impacto que dão às suas equipas. Vou começar por um jogador que está a participar numa época em que tem vindo a impressionar o público pela melhoria na qualidade de jogo, de um ano para outro. Estou a falar de DeAndre Jordan e dos Los Angeles Clippers.

Esta imagem foi das que mais viajaram na Internet.  Fonte: Sports-kings.com
Esta imagem foi das que mais viajaram na Internet.
Fonte: Sports-kings.com

Na imagem, vemos DeAndre Jordan a preparar-se para um potente afundanço que, mais tarde, foi considerado o melhor do ano passado.

O poste da actual melhor equipa da cidade dos anjos tem vindo a evoluir bastante. Isto deve-se ao facto de terem um novo treinador, um dos mais aclamados da história da liga. Doc Rivers conseguiu implementar um estilo de jogo mais bonito, por estranho que pareça, em comparação ao habitualmente conhecido por Lob City. Lidera a liga em ressaltos e já tem uma enorme colecção de afundanços, que fizeram, certamente, inúmeros fãs ficarem avivados com tais jogadas.

De seguida, falo de Al Jefferson. Este atleta é o impulsionador que irá, em princípio, ser a razão principal da ida dos Charlotte Bobcats aos playoffs. Dotado de um jogo no poste impressionante, Jefferson tem sido, provavelmente, o melhor poste da liga – ofensivamente falando –, isto se tomarmos em conta que DeMarcus Cousins tem inúmeros problemas de obediência e comportamento e que Dwight Howard não é, de todo, o jogador que maravilhou milhões nos seus tempos nos Orlando Magic.

O número 25 dos Bobcats tem sido a peça fundamental que tem ajudado o grupo a chegar bem mais longe, algo que pouca gente esperava que fosse possível, pelo menos num espaço de tempo tão reduzido depois de terem alcançado o pior registo de vitórias, há dois anos.

Por fim, quero desviar as atenções para o atleta que mais me surpreendeu neste mês que passou. Joakim Noah tem sido para lá de impressionante. Com mais do que um triplo-duplo conseguido nestas últimas semanas, Noah é a personificação do estilo de jogo praticado pelos Bulls, de Tom Thibodeau. Com uma garra incrível, o poste dos Bulls tem conseguido levar a equipa às suas costas.

Na posição de poste, pelo menos na ideia clássica da posição, estamos perante um jogador bastante imponente, que garante ressaltos – dados estatísticos geralmente olhados de lado, por não serem estatísticas muito elegantes –, pontos, assistências, roubos e, por norma, abafos. Estes atletas são normalmente as bases de um plantel e, infelizmente, tem sido uma posição que se tem extinguido, pelo menos nos parâmetros a que o desporto nos habituou.

A constante evolução tem levado a inúmeras alterações nas posições. Contudo, sinto que a posição de poste é uma das que mais segurança garantem a um grupo, e isso ajuda uma equipa a manter-se estável durante uma época que, como se sabe, é dura.

 

FC Porto 1-0 Belenenses: Quintero bateu e furou a muralha

eternamocidade

O FC Porto venceu esta noite o Belenenses por 1-0, na 24ª jornada da Liga Portuguesa. Os portistas entravam no Dragão pressionados pela vitória do Sporting na Madeira, resultado que os “obrigava” a vencer os azuis do Restelo para continuarem a sonhar com a entrada direta na Liga dos Campeões.

Com as ausências de Danilo, Maicon, Fernando e Quaresma, Luís Castro foi obrigado a fazer várias alterações na equipa inicial, lançando Ricardo a lateral direito e incluindo Reyes, Josué e Ghilas no onze inicial. Do lado do Belenenses, e depois da saída de Marco Paulo, foi a vez de Lito Vidigal se estrear no banco da equipa lisboeta.

Os portistas não entraram fortes na partida, ainda apáticos na adaptação ao novo figurino e aos novos rostos. O Belenenses ia defendendo com os 11 homens atrás da linha da bola, procurando explorar o contra ataque. Só perto do minuto 30 se sacudiu a apatia no Dragão, após um cabeceamento para o fundo da baliza de Matt Jones, por parte de Jackson Martinez, que foi (bem) anulado por Carlos Xistra. Logo de seguida, foi Varela, com um forte cabeceamento, a criar perigo junto à baliza do Belenenses. Ainda assim, o cabeceamento do extremo português bateu no poste. O Belenenses ia segurando o empate como podia e, sem nada que o fizesse prever, esteve perto de inaugurar o marcador com um remate ao poste de Fernando Ferreira. Até ao final do primeiro tempo, a equipa forasteira acabou por sofrer um duro revés, ao ver João Afonso ser expulso após derrube sobre Jackson, quando este ia isolado.

Quintero foi decisivo Fonte: Zerozero.pt
Quintero foi decisivo
Fonte: ZeroZero

Ao intervalo, Luís Castro lançou Quintero para o lugar de Josué, e tudo se alterou na equipa portista. Mais rápida, incisiva e dinâmica, a equipa foi acumulando lances de perigo junto à baliza de Matt Jones. O Belenenses tentou diminuir o ritmo de jogo, fazendo paragens constantes, mas isso apenas foi adiando aquilo que Quintero ia construindo e que parecia inevitável: o golo do FC Porto.

Depois da entrada de Kelvin e Licá, para os lugares de Varela e Reyes, os portistas chegaram mesmo ao golo da vitória, aos 77 minutos, com Quintero a bater finalmente Matt Jones, depois de cruzamento pela direita de Licá. Até ao final do jogo, novo lance de magia do colombiano, a enviar uma bola à trave da baliza do Belenenses na cobrança de um livre direto. Três pontos e uma vitória sofrida, mas merecida, de um FC Porto que agora já só pensa no duelo da próxima quarta feira, contra o Benfica, para a Taça de Portugal. Aí, os protagonistas serão diferentes, o adversário também, e o nível de exigência nem sequer é comparável. Veremos como se comporta este FC Porto.

A Figura: Quintero – O colombiano entrou e revolucionou o jogo azul e branco, rubricando uma bela exibição na segunda parte. Golo decisivo e justo pelo que fez.

O Fora de jogo: Jackson – A falta de alegria no avançado é inexplicável. Mais um par de golos falhados e mais uma exibição desinspirada do ainda melhor marcador do campeonato.

Benfica 3-0 Académica: Universidade de Lisboa 3-0 Universidade de Coimbra

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Em mais uma tarde de domingo, o Benfica recebeu em casa a equipa da Académica em jogo a contar para 24ª jornada do campeonato nacional. A Luz esteve composta (cerca de 50 mil adeptos) para ver o Benfica a confirmar um resultado que não poderia ter sido outro. Apesar da influência que a deslocação ao Dragão, marcada para a próxima quarta-feira, poderia ter nas contas de Jesus, o técnico encarnado não poupou nenhum dos jogadores disponíveis e colocou em campo aquela que tem sido a formação mais utilizada (apenas Sílvio ocupou o lugar de Maxi Pereira). É evidente a atitude com que Jorge Jesus tem encarado os jogos para o campeonato, fazendo de cada partida uma final, naquilo que é decerto a preocupação de não voltar a cometer erros passados. E a família benfiquista agradece.

Para além dos golos, a história do jogo é curta, pelo que o desafio teve sempre apenas um sentido. Um Benfica peremptório entrou muito forte no jogo, querendo impor rapidamente o seu futebol, como nos tem habituado nos últimos tempos. Até ao primeiro golo, apontado por Lima (na sequência de um lance em que Rodrigo enviou a bola ao poste), o jogo esteve muito aberto e foi feito de transições rápidas. O Benfica soube aproveitar esse espaço e colocou-se em vantagem aos 11 minutos. A equipa dos estudantes reconfigurou-se e jogou muito mais compacta daí em diante, sempre na expectativa e a aguardar o erro para iniciar o contra-ataque.

Aos 28 minutos Lima bisa na partida. Depois de Sílvio ter colocado a bola em Markovic no flanco direito, o sérvio fez um cruzamento rasteiro milimétrico que descobriu Lima nas costas de Marcelo que, à boca da baliza, só teve que encostar. Antes do intervalo, uma jogada motivada por Siqueira não terminou em golo por acaso. É de assinalar, de facto, a iniciativa ofensiva dos laterais encarnados. Sílvio e Siqueira foram fundamentais na construção ofensiva do jogo do Benfica e tornaram os flancos da equipa encarnada uma verdadeira arma apontada à baliza de Ricardo.

Lima apontou dois golos e foi decisivo na vitória encarnada Fonte: ZeroZero
Lima apontou dois golos e foi decisivo na vitória encarnada
Fonte: ZeroZero

Na segunda parte, na sequência de um erro da defesa da Académica, Enzo Pérez aproveita para combinar com Rodrigo, que devolve ao argentino, e marca o terceiro das águias, na cara do guarda-redes da Briosa. A Académica não conseguia lidar com a supremacia do Benfica e foi impotente para evitar aquele que viria a ser o último golo da partida.

No fim dos 90 minutos, o resultado não foi mais amplo porque Ricardo, guarda-redes dos estudantes, e o excesso de pontaria (o ataque do Benfica colocou três bolas no ferro) não deixaram. Não posso fechar esta análise sem assinalar a excelência da circulação e posse de bola do Benfica assim como a capacidade de gerir o jogo quando em vantagem. O Benfica está na melhor forma da época e conseguiu hoje manter a distância confortável que tem em relação ao Sporting, o seu adversário mais próximo.

 

A Figura
Lima – Para além dos dois golos que apontou, o avançado brasileiro foi um verdadeiro lutador no meio campo, tendo vindo muitas vezes buscar a bola atrás, sendo uma peça fundamental na transição para o ataque.

O Fora-de-Jogo
Académica – A equipa da Briosa não foi capaz de impor o seu futebol em momento algum do jogo. À excepção de um livre executado por Marcos Paulo que ainda beijou o poste da baliza de Oblak, a equipa dos estudantes não teve, como disse o seu treinador, Sérgio Conceição, ambição nem atitude.