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SL Benfica | Águias a levantar voo?

O SL Benfica aparenta viver dias melhores. As “águias” têm vindo a levantar voo nas últimas semanas, conquistando vitórias, amealhando pontos e mantendo invioladas as suas redes. O período destrutivo que precedeu esta fase de maior fulgor, no entanto, cortou demasiado as asas à equipa benfiquista, que encara a fase final da época com apenas duas ambições: a conquista da Taça de Portugal e o segundo lugar da Primeira Liga.

É pouco para o muito que se investiu e perspetivou na antecâmara da temporada, mas não deixam de ser objetivos importantes, cuja concretização é de vital importância, sobretudo pelo que representam na construção da época vindoura.

Para garantir o cumprimento destes desideratos, será necessário manter – ou até melhorar – a forma apresentada e manter – ou até acentuar – a curva ascendente de qualidade. O principal requisito será a estabilidade.

Estabilidade emocional, individual e coletiva, estabilidade de escolhas, sobretudo no setor defensivo, estabilidade na comunicação, mormente no que concerne as conferências de imprensa de Jorge Jesus, estabilidade exibicional e estabilidade de resultados.

O mês de abril apresenta-se como fulcral para a continuidade – ou não – da forma que as “águias” vinham espelhando em campo antes da paragem para compromissos internacionais. O mês da liberdade vai permitir perceber se a equipa técnica de Jorge Jesus foi capaz de aproveitar a pausa no calendário para solidificar ideias e unir o grupo.

Caso o tenha feito, os encarnados terão todas as condições para vencer as cinco partidas que mês que se avizinha encerra e dar sequência a uma série positiva que só peca por tardia.

Os 5 clubes mais míticos da história do futebol mundial

Confesso a enorme dificuldade que foi para mim escrever este texto. Tantas equipas fortíssimas, jogadores míticos, momentos épicos do futebol que me passaram pela cabeça.

Ao longo da história, o que não faltam são exemplos de clubes de futebol marcantes, das mais variadas cores e origens, pelo que selecionar os cinco mais relevantes é tarefa hercúlea.

As minhas opções provavelmente não serão unanimes, mas ficam aqui os cinco emblemas que, por uma razão ou outra, eu considero que se tornaram nos mais míticos da história do futebol, utilizando um critério de divisão por países.

Rescisões com uma carreira de sucesso | Sporting CP

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Agora que estamos a fazer uma pausa no campeonato de futebol para que se cumpram os jogos da Seleção Nacional para a qualificação de acesso ao Mundial, decidi escrever sobre ex-atletas do Sporting CP, que se tornaram, alguns deles, também ex-seleccionáveis.

Desde o malfadado ataque a Alcochete, que resultou na rescisão de vários atletas internacionais com o Sporting CP, que o clube de Alvalade não tinha uma representação tão forte nas convocatórias para as equipas de todos nós. No entanto, alguns dos que decidiram abandonar Alvalade têm vindo a perder espaço no elenco de Fernando Santos.

Dos sete portugueses que rescindiram, cinco tinham já lugar garantido em todas as convocatórias do engenheiro. Falamos de Rui Patrício, William Carvalho, Bruno Fernandes, Gelson Martins e Daniel Podence. E destes, apenas Bruno Fernandes continua a ser convocado, curiosamente dos cinco o único que aceitou voltar ao clube. (De ressalvar que Rui Patrício só não foi convocado por estar lesionado).

Rafael Leão, apesar de continuar a ser chamado para as seleções dos escalões jovens, parece ter estagnado o seu crescimento. Faltará afirmar-se no seu novo clube. Quem sabe se, ficando mais alguns anos no Sporting CP, não estaria já a concorrer para o lugar de André Silva? Nunca saberemos.

Rúben Ribeiro, apesar de ter qualidade, chegou a um grande clube já tarde, e não chegou a ser internacional. No entanto, podemos perceber que a sua carreira, depois da rescisão, foi sempre em decréscimo, não querendo faltar ao respeito aos clubes que representou.

Saindo um pouco da esfera da Seleção Nacional, deixo ainda nota para Bas Dost e Rodrigo Battaglia, que aceitaram voltar ao Sporting CP, tendo posteriormente saindo para outros clubes. No caso de Bas Dost, já tinha renunciado representar a selecção holandesa. Battaglia, enquanto jogador do Sporting, conseguiu chegar à selecção Argentina, tendo depois deixado de ser opção.

Rodrigo Battaglia já integrou a convocatória da Seleção Argentina enquanto representava o Sporting CP
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Dito isto, podemos facilmente concluir que – e não abordando aqui a parte financeira mas apenas a desportiva – tirando Bruno Fernandes que voltou e se tornou um jogador importante no clube, Rafael Leão que por ser muito jovem e estar num clube de topo tem ainda uma margem de progressão enorme e Rui Patrício que continua a ser o melhor guarda-redes português, apesar de estar num clube de segunda linha do futebol inglês. Nenhum jogador aqui falado conseguiu afirmar-se, tendo a maior parte perdido mesmo espaço nos clubes de menor relevo que representam.

Podia aqui ainda incluir Adrien Silva que, apesar de ter saído antes do incidente de Alcochete, forçou também a saída do Sporting CP, mas não conseguiu também nunca ser indiscutível em nenhum dos clubes por onde passou depois de Alvalade.

Terá valido a pena?

Estes exemplos podem servir perfeitamente para todos os jovens que, por própria ambição ou dos seus empresários, assim que conseguem fazer uma ou duas acrobacias, e fazem uma capa de jornal pensam imediatamente em sair para outros clubes. Sair pode não ser a melhor opção a longo prazo, quando no Sporting CP podem fazer uma excelente carreira, serem reconhecidos e terem boas possibilidades de serem selecionáveis das suas equipas nacionais caso mostrem qualidade. E para os que tiverem dúvidas, o nosso treinador já avisou, (para os que estejam a ser aliciados por outros clubes principalmente) “…o Sporting tem sempre a porta aberta.”

A título de exemplo para esses jovens a que o nosso treinador se estava a dirigir, devo relembrar a chamada às Selecções de João Palhinha, Nuno Mendes, Luís Neto, Pedro Gonçalves, Tiago Tomás, Daniel Bragança e Luís Maximiano. (Não esquecendo Pedro Porro, pela Selecção Espanhola).

Daniel Bragança é um dos muitos jovens leoninos do plantel que viu o seu trabalho reconhecido
Fonte: Bola na Rede

Ao abordar este tema não quero estar a parecer sentir qualquer falta de quem saiu, uma vez que temos agora no plantel jogadores com tanta ou mais qualidade do que quem rescindiu. Felizmente o Sporting tem, e continuará a ter, em todos os escalões de formação, atletas com capacidade de integrar a equipa principal do clube, desde que mostrem amor e comprometimento para com o mesmo. Que o diga Dário Essugo.

Faz falta quem está e tem vontade de ajudar o clube.

Nota: Até Luís Neto (esse jovem) teve que vir para o Sporting CP para voltar à Seleção Nacional. Agora pensem, miúdos.

Outra nota: Todos os jogadores aqui referidos (exceptuando Rúben Ribeiro) ganharam o direito de representar a Selecção dos seus países jogando e afinando-se no Sporting CP. (A maior parte perdeu isso quando decidiu sair do clube).

Volta à Catalunha | Ineos pulveriza concorrência em terras catalãs

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A pergunta que deve ter ficado na cabeça de qualquer um tem resposta: 61 anos. Exatamente, temos de recuar um pouco mais de seis décadas para obtermos um feito comparável na Volta à Catalunha. “Podium Sweep” como gostam de chamar os ingleses, ou, em bom português, três ciclistas da mesma equipa a terminarem nos três primeiros lugares da classificação geral de uma competição. Aconteceu em 1960, com as cores da formação espanhola da Ferrys, e voltou a suceder-se em 2021, com a assinatura da Ineos Grenadiers.

Em meados do século passado, o trio espanhol composto por Miguel Poblet (1º), José Pérez (2º) e Emilio Cruz (3º) terminou a competição catalã nos três lugares da frente, colocando a fasquia num patamar muito difícil de ser repetível. Irrepetível, no entanto, é que não foi. Um resultado similar e que se tornou bastante mediático sucedeu-se anos mais tarde, e embora não tenha sido numa competição por etapas, a famosa Mapei-GB finalizou o Paris-Roubaix de 1996 com três homens no pódio: Johan Museeuw (1º), Gianluca Bortolami (2º) e Andrea Tafi (3º).

Agora, no denominado conceito de ciclismo moderno, a proeza não deixa de ser incrível e até mesmo histórica, sobretudo porque estamos a falar, inequivocamente, de um resultado extraordinário para a formação britânica, que, este domingo, pôde finalmente celebrar a presença de Geraint Thomas (3º), Richie Porte (2º) e Adam Yates (1º) no pódio final da centésima edição da conceituada Volta à Catalunha.

Foto de Capa: Ineos Grenadiers

Portugal 2-0 Inglaterra (Sub-21): Pé e meio nos “quartos”

A CRÓNICA: PORTUGAL COM MOTA INCANSÁVEL E TRINCÃO OPORTUNO DESMONTA NEVOEIRO INGLÊS

O cartaz estava feito e nem foi preciso ver os onzes iniciais para se perceber que este duelo podia muito bem ser o da final. Duas seleções recheadas de talento individual, com peças a atuar ao mais alto nível europeu, mas que chegavam à segunda jornada em posições diferentes.

Pressionados pela derrota frente à Suíça, os ingleses trocaram quatro intervenientes face ao resultado negativo; Max Aarons, Lloyd Kelly, Hudson-Odoi e Dwight McNeil foram rendidos pelos irmãos Sessègnon, Madueke e Japhet Tanganga.

Do lado português, Tiago Tomás e Trincão começaram a partida no banco, tendo entrado para os seus lugares Dany Mota e Fábio Vieira, duas figuras que mexeram com a partida frente à Croácia.

Nova vitória encaminhava quase em definitivo o apuramento português e logo aos três minutos Thierry Correia cruzou largo e Dany Mota, ao segundo poste, cabeceou para aquele que podia ser o golo inaugural. Valeu a defensiva britânica a cortar em cima da linha.

Aos 10 minutos, Fábio Vieira recebeu um passe atrasado de “Pote” e rematou com força, mas à figura. Não se pode falar em domínio, mas o primeiro quarto de hora de jogo só teve posse e iniciativa portuguesa. A partir daí os ingleses conseguiram conter o ímpeto adversário e, finalmente, ter posse no meio campo ofensivo.

Só depois da meia hora voltou a haver perigo e novamente para os lusitanos. Numa tentativa de surpreender, Fábio Vieira falha o remate de primeira, mas a bola sobra para Thierry, que remata com força para nova defesa de Ramsdale.

Na sequência do canto, o guardião inglês superou o remate de “Pote” com nova grande intervenção e manteve o resultado trancado. A resposta inglesa chegou no minuto seguinte, mas Diogo Costa resolveu uma boa jogada de entendimento com antecipação e saída rápida aos pés do avançado inglês.

Os últimos 15 minutos foram levados para o plano físico; mais duelos, mais individualidades, menos qualidade e critério. A falta de remates enquadrados dos ingleses mostrava a incapacidade da seleção dos “Três Leões” em incomodar Diogo Costa, apesar de terem subido as linhas nos últimos minutos.

A segunda parte trouxe novos intervenientes de ambos os lados, mas a partida seguiu amarrada por mais 10 minutos. Os ingleses com mais bola,, e beneficiando de alguma falta de esclarecimento da turma de Rui Jorge, iam crescendo na partida, mas o primeiro sinal de perigo foi dado por Fábio Vieira.

Numa jogada pouco trabalhada, simples, mas eficaz, Vitinha transportou e entregou ao médio do FC Porto que, com uma receção orientada, ficou de frente para o alvo. Disparou dali mesmo, com força, mas ligeiramente por cima. Aos 61 minutos, foi Dany Mota que recolheu uma bola perdida e deixou para Vitinha, que também tentou a sua sorte de fora da área.

Escassos centímetros separaram a tentativa do médio português do sucesso e a vantagem já se começava a justificar. Na resposta, imediatamente a seguir, Madueke serpenteou área dentro e rematou muito por cima. Foi o melhor esboço dos britânicos para o golo.

Numa altura em que se adivinhava uma secessão de contra ataques, Francisco Conceição, recém-entrado, recuperou a bola a Skipp em zona adiantada e foi Pote quem transportou o jogo até à área contrária. No último momento, aproveitando o mau posicionamento de Guehi, serviu Dany Mota, que rematou em jeito para abrir o marcador.

Aos 74 minutos, e com apenas 10 segundos em campo, Gonçalo Ramos foi pisado dentro da área e não restaram dúvidas a François Letexier, que apontou para a marca de grande penalidade. Na distância dos 11 metros, Frnacisco Trincão bateu forte e para o lado oposto ao escolhido por Ramsdale. Estava ampliada a vantagem lusa.

Até final da partida, sucederam-se as aproximações portuguesas à baliza de Ramsdale e só por falta de maior assertividade e maior definição é que o resultado se fixou no 2-0. Do outro lado, e à medida que o tempo se esgotava, os jovens ingleses foram desmontando as suas fileiras e tornaram-se numa equipa mais individualista, penetrável e apática.

Vitória suada, mas merecida e um grande passo dado rumo ao apuramento. A próxima jornada é já na quarta-feira, frente à Suíça, e vale um carimbo para os quartos de final do Europeu Sub-21.

 

A FIGURA

Dany Mota (Portugal) – Assistiu contra a Croácia e inscreveu o seu nome na lista de marcadores na partida de hoje com uma execução de dificuldade considerável, mas deliciosa. Campanha muito positiva para o mais desconhecido dos avançados da comitiva portuguesa. Além do golo, demonstrou uma enorme capacidade em explorar a profundidade, caindo com igual facilidade no corredor esquerdo ou direito. Veloz, de execução rápida e eficaz, mostrou hoje os seus trunfos para agarrar a titularidade no decorrer da prova.

 

O FORA DE JOGO

Inglaterra – Individualidades por si só não fazem coletivos. E a seleção inglesa é um belo exemplo disso mesmo. Estão praticamente afastados do europeu quando ainda falta disputar uma jornada. Só uma conjugação precisa de resultados os manteria na corrida. Ainda que assim acontecesse, os argumentos apresentados são escassos e dependentes da genialidade e criatividade individuais. Podíamos analisar o porquê de Curtis Jones não ser titular – ou mesmo Todd Cantwell – mas o problema é bem mais profundo.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Repetindo o 4-3-3, Rui Jorge optou por Dany Mota na vez de Tiago Tomás e de Fábio Vieira na de Trincão. A linha defensiva contou novamente com quatro Diogos; Costa na baliza, Dalot na esquerda e Queirós e Leite no eixo. Na outra lateral, Thierry Correia mostrou-se mais tranquilo, ofensivo e, acima de tudo, mais seguro que na primeira jornada.

A zona intermédia contou com Florentino como eixo mais recuado do triângulo, plantado em frente aos centrais e fulcral na destrução das estéreis, mas enérgicas aproximações inglesas. Gedson pela esquerda e Vitinha pela direita completaram o triângulo, com o médio do Wolverhampton a mostrar-se mais disponível para as ações ofensivas e o do Galatasaray para os equilíbrios e apoios defensivos a Florentino.

Na esquerda do ataque, Fábio Vieira justificou a aposta – embora Trincão pudesse coexistir com ele no onze. Do outro lado, Pedro Gonçalves voltou a passar um pouco ao lado do jogo, ao contrário de Dany Mota. No eixo do ataque, o avançado dos italianos do SSD Monza mostrou mais trabalho que Tiago Tomás na jornada anterior; muito forte nas diagonais em busca da profundidade, muito rápido no sprint e na execução.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (7)

Thierry Correia (6)

Diogo Queirós (7)

Diogo Leite (6)

Diogo Dalot (6)

Florentino Luís (7)

Vitinha (7)

Gedson Fernandes (6)

Fábio Vieira (7)

Pedro Gonçalves (7)

Dany Mota (8)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Trincão (7)

Daniel Bragança (7)

Francisco Conceição (7)

Gonçalo Ramos (6)

Filipe Soares (-)

ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA

Com quatro alterações face ao resultado negativo da primeira ronda, a Inglaterra voltou a alinhar num 4-3-3. Ramsdale, o mais experiente dos jovens guardiões ingleses, repetiu naturalmente a titularidade. Sessègnon e Tanganga entraram para as laterais e a dupla de centrais voltou a ser composta por Godfrey e Guehi.

Na zona intermédia, Skipp, Smith-Rowe e Tom Davies dividiram tarefas. O médio formado no Everton FC era quem se colocava entre os centrais em momento ofensivo e permitia a projeção dos dois laterias. Smith-Rowe fazia a (fraca) ligação com o ataque.

Na frente de ataque manteve-se Nketiah com apoios de um apagado Ryan Sessègnon à esquerda e de um pouco influente Noni Madueke à direita.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Aaron Ramsdale (7)

Japhet Tanganga (6)

Ben Godfrey (7)

Marc Guehi (6)

Steven Sessègnon (6)

Oliver Skipp (6)

Tom Davies (6)

Emile Smith-Rowe (6)

Ryan Sessègnon (5)

Noni Madueke (6)

Edward Nketiah (6)

SUBS UTILIZADOS

Eberechi Eze (6)

Dwight McNeil (6)

Connor Gallagher (6)

Curtis Jones (6)

Rhian Brewster (5)

GP Qatar: A primeira de 2021 é de Viñales

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A CORRIDA: 3,2,1… O Mundial de motociclismo está de volta. Para mais uma temporada que, esperamos nós, seja de sucesso, adrenalina e corridas emocionantes. Viñales levou a primeira vitória da época, batendo de forma categórica as Ducati e os rivais.

Num circuito onde a Ducati foi rainha durante todo o fim de semana, com a pole position de Pecco Bagnaia, este Grande Prémio do Qatar prometia-nos uma luta entre a marca italiana e a Yamaha. E foi isso que assistimos ao longo das 22 voltas.

Bagnaia levava a pole position e valeu-se disso no excelente arranque que teve, enquanto os homens da Yamaha Monster Energy tentavam a todo o custo acompanhar o italiano que não foi capaz de impor o seu ritmo, apesar de ter mantido a liderança da prova durante a maior parte do tempo… Mas a incapacidade do italiano em conseguir fugir dos rivais, permitiu o aproximar de Maverick Viñales.

O piloto espanhol da Yamaha Monster Energy fez o seu caminho, analisando o adversário e depois de ultrapassar de forma categórica Johann Zarco, ninguém mais o conseguiu parar e rapidamente conseguiu chegar aos pés de Bagania e atacou a sua liderança. O italiano, apesar da velocidade de ponta, foi incapaz de manter o primeiro lugar. E Maverick Viñales, depois de se ver na primeira posição, dominou e não deu hipóteses aos restantes rivais. Nem mesmo as Ducati tiveram armas para combater o piloto espanhol.

Lá atrás vinham os homens da Suzuki, Joan Mir e Alex Rins que fizeram uma corrida bem ao seu estilo: de trás para a frente, depois de terem conseguido uma má qualificação.

O espanhol e atual campeão do mundo em título, chegou e atacou a segunda posição de Joan Zarco com uma ultrapassagem alucinante e acenou ao pódio, mas no último suspiro Mir perdeu a vantagem para a enorme velocidade de ponta da Ducati e acabou relegado à quarta posição, atrás de Zarco (segundo) e Bagnaia (terceiro), que acabou por ter um fim de semana de sonho: pole position e pódio no primeiro grande prémio da temporada.

Já o português Miguel Oliveira, ao serviço da KTM, não foi além do 13.º lugar – o segundo melhor resultado da marca austríaca no circuito de Losail.

Foto de Capa: MotoGP

GP Bahrain: Hamilton vence com Verstappen nos calcanhares

A CORRIDA: TALVEZ A MELHOR CORRIDA INAUGURAL DO SÉCULO?

O que se esperava e desejava para esta corrida inaugural da temporada de 2021 da Fórmula 1, o GP do Bahrain, era um equilíbrio entre a Red Bull e a Mercedes. Após 56 voltas no circuito de Sakhir no Bahrain, tivemos direito a isso e ainda mais.

O campeão em título Lewis Hamilton (Mercedes) venceu o Grande Prémio do Bahrain, com Max Verstappen (RedBull) em segundo, a menos de um segundo de distância, com Valtteri Bottas a fechar o pódio e a vencer a volta mais rápida. Os dois homens que começaram na frente fizeram jus ao seu talento, com uma batalha titânica pela liderança, seja na abordagem estratégica diferente da parte das equipas, seja na luta em pista das últimas voltas.

A primeira fase da corrida foi liderada por Max Verstappen, com a Mercedes a decidir atacar primeiro as boxes, para o que naquele momento, parecia uma aposta numa estratégia de apenas uma paragem, tendo Hamilton colocado duros. Isto permitiu o undercut da parte do piloto britânico, que a partir daí, liderou quase toda a corrida, com a Max Verstappen a procurar tirar o proveito dos pneus médios no segundo stint para se aproximar, e mudando para duros para a perseguição final a Hamilton.

Os pneus do RedBull eram 11 voltas mais jovens, e isso notou-se em pista, com Max Verstappen a aproximar-se rapidamente do britânico, e a poucas voltas do fim, passaram a lutar pela liderança. O holandês ainda conseguiu ultrapassar Hamilton, no entanto, esta foi realizada no exterior da curva quatro, sendo que a equipa lhe pediu para devolver a posição.

A partir deste momento, Verstappen não conseguiu aproximar-se com tanta facilidade, não conseguindo o momento certo para atacar, mesmo quando se colocava à distância de ativação do DRS. O britânico conseguiu assim segurar o pretendente ao título de 2021, garantindo a sua 96.ª vitória da carreira.

O pódio foi fechado por um distante Valtteri Bottas (Mercedes), que passou a bandeira axadrezada a 37 segundos dos líderes, após uma corrida onde nunca foi tão rápido como os homens da frente, e foi prejudicado por problemas em uma das paragens para pneus. Esta distância é ainda aumentada pela paragem nas voltas finais, com o objetivo de conseguir a volta mais rápida.

Silenciosamente, e quase roubando a coroa a Carlos Sainz (Ferrari) como o “piloto que faz uma excelente corrida mas as câmaras não mostram” é Lando Norris (Mclaren) no quarto lugar. O britânico conseguiu separar-se da batalha do pelotão, seguindo confortavelmente na quarta posição durante grande parte da corrida, após ultrapassar Charles Leclerc (Ferrari). Uma corrida que demonstra o crescimento de Norris como piloto, e a experiência a começar a entrar.

Este Grande Prémio teve tudo para ser catastrófico para o quinto classificado Sergio Pérez. Na estreia pela Red Bull, o mexicano teve problemas na qualificação, começando fora do top 10, e para piorar, teve um problema na volta de formação, sendo obrigado a começar a corrida do pit-lane. Tendo vencido da última posição no Grande Prémio do Sakhir de 2020, era de esperar uma boa recuperação de Pérez, e este cumpriu, com boas ultrapassagens, sem perder muito tempo atrás de pilotos mais lentos. Um quinto lugar que é estupendo, tendo em conta tudo o que este fim-de-semana atirou contra ele.

O sexto lugar poderá não ser o mais agradável para os italianos da Ferrari, mas a performance deste monolugar mostra uma notória melhoria comparado a 2020. Já não são engolidos nas retas por qualquer um, e silenciosamente, Charles Leclerc conseguiu segurar Daniel Ricciardo (Mclaren) atrás de si, com uma corrida calma, sem grande espalhafato, que é precisamente o que a Scuderia precisa para esta temporada de transição.

Do outro lado da garagem, Carlos Sainz esteve um pouco mais atarefado. Teve um choque com Lance Stroll (Aston Martin) na fase inicial da corrida e uma batalha fabulosa entre ele, Fernando Alonso (Alpine) e Sebastian Vettel (Aston Martin), segurando os quatro pontos do oitavo lugar, sem deixar demasiado a desejar para o seu colega de equipa.

Os pilotos que fecharam as posições pontuáveis também merecem destaque, Yuki Tsunoda (Alpha Tauri) passou a ser o único elemento da equipa em pista após os problemas de Pierre Gasly na primeira volta, e sem dar a entender que é a sua primeira corrida, ganhou várias posições, conseguindo os seus primeiros pontos na Fórmula 1, com um nono lugar. Já Lance Stroll teve de lidar com um AMR21 danificado desde as primeiras voltas, após o já mencionado choque com Sainz, o que afeta sempre a performance do carro. A certo ponto, parecia um dos homens mais rápidos do circuito, mas os pneus não duram sempre, e acabou por terminar em 10.º.

Fora do top 10, há a destacar os Alfa Romeo, que se apresentam bastante melhor que em 2020, já descolados dos últimos, e em pleno pelotão. Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi, por pouco que não levam os seus carros aos pontos, em 11.º e 12.º respetivamente. Por outro lado, corrida desapontante para a Alpine, que esteve durante a maioria da prova nos pontos com Fernando Alonso, que se apresentou como novo nesta corrida, mas cujos travões traseiros tiveram problemas, obrigando o espanhol a desistir. No caso de Esteban Ocon, o 13.º lugar sabe a pouco, mesmo tendo em conta o choque com Sebastian Vettel.

Por falar no alemão, quando as coisas lhe correm mal, correm mesmo mal. Após ser penalizado e começar na última posição, Vettel aparentava ter a corrida sob controlo, parecendo até que estaria na luta pelos pontos, contudo, já com pneus muito gastos, chocou desnecessariamente contra Ocon, e foi penalizado com 10 segundos, caindo para 15.º , atrás do Williams de George Russell.

A fechar a tabela, está o Haas de Mick Schumacher, que na sua estreia, mesmo tendo um susto no princípio, conseguiu manter o monolugar longe das barreiras, algo que Nikita Mazepin não pode dizer, após perder o controlo na primeira volta, e destruir o Haas. Já se esperava um mau carro da equipa americana, e esta corrida só o confirmou.

Esta é, muito provavelmente, uma das melhores corridas inaugurais de sempre. Tantas vezes criamos expectativas após os testes, e raramente estas são correspondidas quando os carros começam a correr. Desta feita, a expectativa era equilíbrio, e foi isso que tivemos. Lewis Hamilton e Max Verstappen são os dois melhores pilotos da atualidade, e esta corrida só veio confirmar isso, e se realmente estão em máquinas comparáveis, esta temporada de 2021 promete ser deliciosa.

Foto de Capa: Mercedes AMG Petronas

As 7 principais potências para o Campeonato do Mundo de 2022

O Campeonato do Mundo de 2022 parece ser uma visão distante, mas a verdade é que está mesmo aí à porta, com a fase de qualificação já em andamento. A respetiva edição da maior competição do mundo do futebol vai ser realizada no Qatar e muitas são as “nuances” que irão ter um papel importante no desenrolar do torneio.

Vários adeptos de todo o mundo com certeza já sonham com a glória das suas seleções na competição, mas num evento que já mostrou ser tão propício a surpresas e ser tudo menos linear, será que irão ser os mesmos poderios de sempre a lutar pelo título ou será que em 2022 iremos assistir a um final inesperado?

Neste momento, tudo é uma incógnita, mas, ainda assim, na seguinte lista, fazemos uma análise às seleções que apresentam maiores e melhores condições à conquista da prova, pelo seu histórico e pela qualidade que apresentam nos seus plantéis.

Dário e Augusto: os meninos que respiram Sporting CP

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Dário Essugo é o nome mais falado nas últimas semanas no reino do Leão. Não é difícil de perceber o porquê. Aos 16 anos, o jovem assinou contrato profissional com a equipa leonina, faz a sua estreia e mantêm-se a trabalhar com o plantel principal às ordens de Rúben Amorim.

O que me chamou à atenção nos últimos dias foi o tweet de um menino de 18 anos chamado Augusto. O Augusto tem o mesmo sonho que Dário Essugo, e arrisco a dizer que também o sonho de alguns de nós. É impossível não existir um pouco de nós nestes meninos que têm sonhos para realizar, infelizmente a vida não permite que todos consigam ter as mesmas oportunidades.

Seja em Cabo Delgado ou na cidade de Pemba, Dário, que apesar de se ter estabelecido desde cedo em Portugal tem origens angolanas, demonstra também a importância do Sporting CP no mundo e na vida de vários jovens. Demonstra também a importância da formação e das camadas jovens.

É de recordar que Dário Essugo não jogava há mais de um ano devido à pandemia e a sua estreia ganhou também outra dimensão por isso mesmo. Dário irá ser certamente muito feliz em Alvalade, é um jovem com um potencial tremendo que faz lembrar William Carvalho pela sua qualidade técnica, assertividade no passe e também por pisar as mesmas zonas do terreno na posição seis, apesar de eu acreditar que possui outras valências físicas que o permitem ser um jogador muito completo para os vários momentos do jogo.

O Augusto provavelmente não vai ler o que vou escrever, mas tenho a certeza de que não irá perder a sua maior alegria que é jogar futebol, não irá esquecer a onda de mensagens e de pessoas dispostas a ajudar, mas na fundo é apenas mais um jovem, assim como Dário e como muitos outros que lutam por um sonho, o sonho de de vestir a listada verde e branca.

Se Dário se estreou e por coincidência ou não, substituiu um dos seus maiores ídolos – João Mário – só me resta dizer ao Augusto para nunca desistir e nunca deixar de lutar, porque como disse anteriormente, a vida nem sempre permite a todos as mesmas oportunidades, mas também a vida já nos demonstrou que é capaz de surpreender quando menos esperamos. O futuro do Sporting CP estará (sempre) assegurado.

Otávio: O impensável aconteceu | FC Porto

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A novidade foi lançada por Pinto da Costa, na semana passada, e confirmada há uns dias com o anúncio oficial da renovação de Otávio, médio criativo do FC Porto. Ao longo dos últimos meses, muito se falou do futuro do jogador brasileiro, sendo que todos os caminhos apontavam para a sua saída, em final de contrato.

Emblemas como o AC Milan, Sevilha FC, SE Palmeiras ou clubes da MLS foram associados como interessados nos seus serviços, oferecendo, de acordo com a imprensa nacional e internacional, ofertas interessantes, tanto desportivamente como financeiramente. Além disso, há que somar o facto de o FC Porto, nos últimos anos, ter evidenciado uma falta de capacidade para estender os vínculos dos seus principais atletas. Tudo isto, com o aproximar do final da temporada, fazia prever mais uma perda “sem custos” por parte dos portitas.

Contudo, contra todas as previsões, Otávio acabou mesmo por renovar, sendo que o seu novo contrato de trabalho permite-lhe estar ligado com os Dragões até 2025. Consequentemente, os números lançados cá para fora são de 3 milhões de euros por temporada e um prémio de assinatura a rondar os 4 milhões de euros, detalhes que o colocam como um dos jogadores mais bem pagos a atuar em Portugal. Numa primeira instância, pode parecer um pouco excessivo estes valores, porém, a verdade é que desde 2014, altura em que ingressou no FC Porto, o criativo evoluiu imenso e, atualmente, é um dos futebolistas mais importantes para Sérgio Conceição e para a própria manobra da equipa azul e branca.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Por outro lado, esta renovação também é uma mensagem de vitalidade do emblema presidido por Pinto da Costa aos seus concorrentes, pois transmite e exterioriza um ressurgimento, esperemos, do atual campeão nacional, que já tinha dado sinais após a contratação de Pepê ao Grémio, por 15 milhões de euros.

Assim, a renovação de Otávio é uma boa noticia para o reino do Dragão, que consegue manter um dos ativos mais valiosos do seu plantel. Sendo que também será um dos argumentos que Pinto da Costa terá seguramente para discutir a extensão de contrato de Sérgio Conceição.