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O que esperar da presença portuguesa no European Indoor

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Sem público, recheado de medidas de distanciamento social e com algumas ausências notórias, realizam-se já nos próximos dias (de 4 a 7 de Março) os Europeus em pista coberta, em Torun, na Polónia.

Num ano em que quase todas as atenções estarão centradas em Tóquio, várias estrelas irão, ainda assim, passar pela Polónia, devendo dar um ar da sua graça. Quanto à presença portuguesa, há esperanças e até favoritos…ao Ouro!

60 METROS:

Lorene Bazolo – Voltou a renovar o título nacional e não teve grande concorrências nas competições entre portas, embora as suas marcas não estejam, ainda, ao que de melhor nos habituouº. Tem, ainda assim, a experiência de grandes competições e, caso, se aproxime do seu recorde pessoal, pode apurar-se, pelo menos, para as semi-finais, tal como fez em Glasgow, há dois anos.

PB: 7.27i (2018)

SB: 7.35i

Rosalina Santos – Com 23 anos acabados de fazer, chega aos grandes palcos internacionais em competições seniores. Tem a curiosidade de neste ano ser a portuguesa mais rápida na distância, com duas grandes marcas logo em Janeiro. Caso volte a melhorar o seu recorde pessoal, pode surpreender na Polónia e, quem sabe, chegar também à fase seguinte.

PB: 7.30i (2021)

SB: 7.30i

Carlos Nascimento – Chega a Torun com a moral elevada, depois de ter brilhado internamente e de ter ido lá fora, a Madrid, igualar o seu recorde pessoal. É uma distância muito em aberto, em que, literalmente, tudo pode acontecer. Uma presença na final seria algo fantástico e algo que o atleta pode mesmo aspirar.

PB: 6.63i (2016 e 2021)

SB: 6.63i

400 METROS:

Cátia Azevedo – Mais do que habituada a estas andanças – ela que não é a maior fã da pista coberta – chega a Torun com uma boa bagagem e com mais um título nacional no bolso. Em Torun, a portuguesa terá que se superar para poder avançar numa disciplina que tem estado a um nível muito elevado na Europa este ano.

PB: 53.10i (2020)

SB: 53.69i

Ricardo dos Santos – Continua a sua evolução e não parece pressionado por outros nomes que agora figuram no panorama nacional na sua disciplina. Este ano já bateu o recorde nacional e, mais tarde, o recorde dos campeonatos nacionais, mostrando a sua boa forma. Entra sem pressão e deve almejar chegar à final.

PB: 46.64i (2021)

SB: 46.64i

Mauro Pereira – Não gostamos muito de dizer que um atleta já fez o seu trabalho ao atingir a qualificação, mas, no seu caso, tudo o que vier é bónus, uma vez que o seu feito já superou o que muitos previam. Quase a completar os 23 anos, e com Ricardo dos Santos e Raidel Acea a puxar por ele nas competições nacionais, pode ser um atleta que pode evoluir muito nos próximos anos.

PB: 47.48i (2021)

SB: 47.48i

As 5 equipas “extra-grandes” com mais pódios na Primeira Liga

Comparativamente a outros campeonatos da Europa e do Mundo, a Primeira Liga Portuguesa é uma das competições nas quais o número de campeões nacionais é drasticamente reduzido. E mesmo olhando para os constituintes do pódio – dada a habitual e massiva presença de SL Benfica, FC Porto e Sporting CP –, o cenário não é muito diferente.

Ainda assim, ao longo de toda a História, nove clubes conseguiram contrariar a tendência e intrometeram-se entre os três primeiros lugares do campeonato.

Neste artigo, apresentamos as cinco equipas que mais vezes conseguiram posicionar-se no topo da tabela, sendo que de fora da lista ficaram Atlético CF (com dois pódios), CUF, Académica OAF e FC Paços de Ferreira (os três com uma presença no pódio).

Na lista dos cinco clubes, destaque para o facto de o primeiro classificado ter mais conquistas nesse registo do que o somatório das restantes quatro equipas. Quem constitui este top-5? Vamos descobrir!

De empate em empate nos Clássicos, a liderança foge | FC Porto

Enquanto que o último clássico de sábado, que resultou num empate frente o Sporting CP, ainda é discutido entre adeptos e comentadores desportivos, proponho outro debate ainda mais preponderante para aquilo que é a presente temporada para o FC Porto, o insucesso nos Clássicos contra os clubes da capital.

A verdade é que em 2020/21 foi a primeira vez que os Dragões empataram os três primeiros clássicos, em quatro possíveis para o campeonato. Para analisarmos os encontros teremos de recuar ao mês de outubro, num jogo contra os Leões onde os portistas saíram o intervalo a vencer o encontro por duas bolas a uma. No entanto, os verdes e brancos atacaram a segunda parte e perto dos 90’ fizeram o golo do empate.

Já no ano presente, em janeiro, chegou a vez do SL Benfica. O enquadramento tático de Jorge Jesus apanhou o Porto de surpresa, e, como tal, a adaptação ao encontro foi mais demorada para Sérgio Conceição. Ainda assim, tal como no jogo acima referido, foram os visitantes a marcar primeiro. Numa fase do encontro em que era obrigatório uma resposta por parte dos portistas, essa aconteceu pelos pés do Taremi após uma jogada individual de Corona resultante em golo. O encontro seguiu com muita vontade dos dois lados para ganhar, mas sem resultado.

No sábado passado, no encontro do tudo ou nada pelo campeonato português, contra o atual líder do campeonato, desta vez com menos golos, o jogo está ligado à excelente organização defensiva dos leões, acabando com um novo empate para os dois conjuntos.

Esta é uma estatística preocupante para as aspirações desportivas do clube. Vejamos, os confrontos com os adversários teoricamente fortes, além de jogos complicados, têm de ser abordados com um único intuito, a vitória. Quando esta não é conseguida, é totalmente credível olhá-lo como um insucesso.

É o espelho de uma época e das prestações dos mandados de Sérgio Conceição, o conjunto que nem sempre nos deslumbra pela criatividade e capacidade de criar jogadas. Quando se depara com conjunto de valor aproximado ao seu, tem poucas hipóteses de surpreender, e taticamente está muito dependente de jogadores como Corona, Sérgio Oliveira e Otávio que conseguem trazer novas dinâmicas para dentro de campo. Com a tendência de amadurecimento por parte de Francisco Conceição, a equipa recebe mais um reforço para esta vertente de jogo criativo.

Claro que não é pelos empates neste tipo de jogos que o clube está longe do objetivo inicial, o bicampeonato, mas demonstra bem a capacidade das equipas em anular os pontos fortes do FC Porto. Ainda falta talvez uns dos Clássicos mais mediático em Portugal, os Dragões contra as Águias, que se defrontam em maio, altura em que pode estar em causa a entrada para a liga milionária.

Outros 5 Combates da Wrestlemania de que não te lembras

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A Wrestlemania já teve um total de 399 combate (contando com “Pre-Shows”). Cada fã de wrestling terá certamente os seus favoritos, mas também ter-se-ão esquecido da maior parte deles.

Desde combates com celebridades, lendas ou entre alguns dos melhores lutadores de sempre, esta é uma lista de combates que ocorreram na Wrestlemania e que foram esquecidos ao longo da história.

1.

Bam Bam Bigelow vs Lawrence Taylor (Wrestlemania XI) – A relação da WWE com celebridades está na base do sucesso da empresa e dez anos após Mr. T ter participado no main-event da Wrestlemania 1, voltámos a ter uma celebridade que não era lutadora a fechar o maior evento do ano.

1995 (ano da Wrestleamania XI) foi o pior da história da WWE – devido à falta de talento, dinheiro, público, entre outros motivos; então a empresa decidiu chamar alguma atenção ao colocar Lawrence Taylor – um dos melhores jogadores de futebol americano da década de 1980 – no combate principal do maior evento do ano.

O seu adversário foi Bam Bam Bigelow, que terá recebido 250 mil dólares pelo combate, uma vez que a elevada qualidade deste muito se deveu ao veterano lutador.

É de notar também que, após o combate, Lawrence Taylor estava esgotadíssimo, mal conseguia falar e precisou de ajuda para se dirigir aos balneários.

No que toca a main-events da Wrestlemania, este é certamente o mais olvidado de sempre.

Foto de Capa: WWE

Ott Tänak vence Rali do Ártico no Reino do Gelo

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Terminou no passado fim de semana, a segunda ronda do Campeonato de Rali(s) do Mundo. Nunca a competição da FIA viajou tão ao norte como a Lapónia. O natal já passou e os presentes foram todos entregues, no entanto, há um grande presente que a maravilhosa região nos dá: ralis.

Rovaniemi recebeu o WRC e cumpriu-se a visita dos pilotos ao Pai Natal antes do seu início. O pedido foi certamente, o mesmo: uma vitória.

E porque não é de desejos que se conseguem vitórias, os pilotos enfrentaram um belo desafio. A norte, a neve e o gelo proporcionaram cenários magníficos, criando uma experiência diferente e complexa aos pilotos. Muitos deles, não tinham experiência de competição em camadas tão densas de neve.

À falta de experiência juntaram-se as condições atmosféricas. À noite, com o piso em condições adversas e com a visão reduzida durante alguns períodos das provas, os pilotos tiveram de confiar apenas em notas que os guiavam ao fim de cada classificativa. Para os amantes de neve, esta será o rali mais espetacular de se ver e para quem segura o volante, apesar da necessidade de adaptação às condições, terá sido uma prova fantástica.

Ao contrário do que se possa assumir, as condições atmosféricas adversas não implicam provas lentas, sem espírito de rali. Muito pelo contrário. Para superar a situação e garantir a velocidade, em simultâneo com a estabilidade, os pneus (fornecidos pela Pirelli), são adaptados com cerca de 384 pregos que garantem a aderência necessária a grandes prestações. Assim, com o aumento da velocidade, aumenta também a força de aderência ao solo, que proporciona uma estabilidade incrível permitindo aos pilotos serem cada vez mais velozes nas estradas profundamente escorregadias, tornando esta prova numa das mais rápidas do campeonato.

Para além da alteração nos pneus, este rali implica que os carros estejam equipados com pás (em caso de retenção na neve) e roupa térmica que garantia a estabilidade da temperatura corporal dos pilotos no caso de terem que permanecer fora do carro em temperaturas tão baixas.

As novidades que confirmamos nesta edição de 2021, incluindo o Rali do Ártico, estão relacionadas com a pandemia da COVID-19, sendo que os organizadores do evento tiveram necessidade de readaptar a competição para que esta fosse possível e segura em simultâneo.

O primeiro dia foi surpreendente, o Shakedown permitiu aos pilotos que se estrearam nestas condições, ter noção da complexidade que seria a sua adaptação.

Ott Tänak (Hyndai Motorsport) estabeleceu um ritmo alucinante no teste de shakedown do Arctic Rally Finland. O piloto garantiu um melhor tempo de 2m35,4 segundos, com vantagem de 0,7 segundos sobre Thierry Neauville (Hyundai Motorsport), que se recuperou de um erro anterior.

Tänak começou por dar espetáculo e terminou o primeiro dia do Rali do Ártico em primeiro lugar com uma vitória consistente na SS2. O domínio do estónio continuou no sábado. Ganhou mais uma vez a etapa, guardando uma vantagem de 23,6 segundos. O piloto foi imperioso, mas foi auxiliado por outros que não tiveram um início perfeito. No final de contas, no fim do segundo dia, a luta já não era sua. Seria muito difícil roubar-lhe a vantagem. A disputa estava nas mãos de Thierry Neauville e Kalle (Toyota).

Em declarações na conferência de imprensa pós-evento organizada pela FIA para o Rali do Ártico de 2021 na Finlândia, Ott Tanak refere: “Foi uma experiência incrível, as condições não podiam ser melhores. O desafio que tivemos neste fim de semana definitivamente valeu alguns pontos no WRC”.

O desaparecimento de Odysseas Vlachodimos

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O guardião grego chegou ao SL Benfica na época 2018/2019 depois de ter terminado contrato com o Panathinaikos AO, clube que representou por três temporadas. Depois de uma época para esquecer nas balizas encarnadas, com Bruno Varela e Svilar, Vlachodimos chegou e imediatamente assumiu a titularidade, de forma quase indiscutível. Tanto com Rui Vitória, como já com Bruno Lage, o guardião grego foi-se assumindo como uma das principais figuras da equipa.

Na época passada, mesmo com o falhanço desportivo, Odysseas foi um dos melhores jogadores da equipa. O guardião grego foi, muitas vezes, quem impediu que a equipa das “águias” tivesse perdido mais partidas e somasse ainda menos pontos.

Com a chegada de Jorge Jesus, Vlachodimos não perdeu a titularidade. No entanto, ficou bem visível, ao longo do mercado de transferências, que o agora treinador do SL Benfica desejava um novo guarda redes, o que pode ser um indicativo de que Jesus não é apreciador das características do guardião formado no VB Stuttgart.

Helton Leite acabou por ser o único guardião a chegar, tendo os nomes mais sonantes sido afastados devido às boas exibições de Vlachodimos e, possivelmente, também devido ao falhanço no acesso à Liga dos Campeões.

O guardião germano-helénico foi mantendo a titularidade sem cometer grandes erros, apesar dos maus resultados e dos problemas defensivos da equipa. Pouco a pouco fomos vendo Helton Leite ganhar espaço na equipa. Atualmente, o guardião brasileiro parece ser o titularíssimo da equipa.

Helton Leite relegou Vlachodimos para o banco
Helton Leite relegou Vlachodimos para o banco
Sebastião Rôxo/ Bola na Rede

A que se deveu este afastamento de Vlachodimos? Se olharmos para as características do camisola 99 das “águias”, vemos que é um guardião de excelência entre os postes. A sair da baliza, apesar de termos assistido a alguns progressos nos últimos meses, continua a ser ainda muito limitado. O jogo de pés do grego também não é o melhor, mas os adeptos benfiquistas ficaram muito mal-habituados neste requisito depois de Oblak e Ederson, dois dos melhores guardiões do mundo a jogar com os pés, terem passado pela Luz.

Helton Leite é também um guarda redes com qualidade entre os postes, mas tem muito maior predisposição para sair da baliza e controlar a profundidade. Olhando para a forma como, muitas vezes, as equipas exploram as costas da linha defensiva encarnada e a (falta de) velocidade da dupla de centrais, poderá ter sido por isto que Jorge Jesus tomou a decisão de dar a titularidade a Helton Leite.

No entanto, esta visão seria olhar para todas as decisões do futebol de forma tática. Nem sempre é assim. Ninguém acompanha os treinos, logo poderá haver um rendimento fabuloso de Helton Leite, ou uma quebra de Vlachodimos, que faça merecer esta aposta. Não sabemos.

O timing desta decisão provavelmente não foi o melhor, tendo Vlachodimos vindo de uma série de dois jogos sem sofrer golos. É compreensível a suposta frustração do grego.

A baliza do SL Benfica fica bem entregue a Helton Leite? É um guardião com qualidade para cumprir, mas continuo a achar que no plano geral Odysseas Vlachodimos é superior.

As 3 lições táticas que se retiram do passado Clássico

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O Clássico no Dragão era à partida um jogo de muita emoção e também de decisão – apesar de faltar muitos jogos. A equipa de Sérgio Conceição procurava encurtar distâncias para o líder Sporting CP, mas o jogo levou (quase) sempre uma toada de 0-0 e foi esse o resultado que acabou por se confirmar no final dos noventa minutos. Um jogo que antecipava emoção, mas que se fez sentir apenas o nervosismo dos protagonistas e também a pouca intensidade e qualidade.

A máxima que parece que veio para ficar é a de que as equipas procuram mais não perder do que propriamente tentar ganhar por muito que a conversa fora das quatro linhas seja outra. Um jogo novamente de duelos e de mútua anulação. Apesar das melhores oportunidades do jogo terem sido por parte de Taremi, o FC Porto arriscou pouco e teve pouco critério com bola e o Sporting CP foi cauteloso e foi jogando com o correr do relógio procurando erros adversários. Acaba por sorrir o Leão mantendo a sua distância de 10 pontos sabendo que não irá existir novo confronto direto entre os rivais.

Neste artigo pretendo enumerar os (poucos) destaques individuais da partida.

SL Benfica 2-0 Rio Ave FC: “Sentido de alívio”, diz Jorge Jesus

A CRÓNICA: PRESSÃO ALTA NA SEGUNDA PARTE DO SL BENFICA ACABA POR SER PREPONDERANTE

Abram alas para estas duas equipas. A verdade é que este duelo começou com futebol de qualidade: dois conjuntos que jogaram de forma aberta e bonita, mas que, ainda assim, se estavam a saber anular de forma exímia. Estava a ser, por isso, um jogo incerto em que, apesar do ligeiro ascendente dos encarnados, permanecia a sensação de que o rumo do encontro poderia pender para qualquer um dos lados.

Apesar de o Rio Ave FC ter tido o primeiro lance de possível perigo no encontro, é do lado dos encarnados que surge a primeira bola ao ferro. Aos nove minutos, Everton rematou e Kieszek ficou a vê-la passar (a bola). Valeu, ainda assim, o poste aos vilacondenses. Ao longo da primeira parte, a equipa de Miguel Cardoso começou a ameaçar a baliza de Helton Leite. Aos 21 minutos, o guardião das águias foi obrigado a intervir para uma grande defesa depois de um remate venenoso de Carlos Mané. E descobrindo o caminho da baliza, fica sempre tudo mais fácil. Um minuto depois, o Rio Ave volta a causar perigo. Gelson Dala remata ao ferro na sequência de um canto. O angolano fez tudo bem, mas a bola foi parar ao poste.

Depois de uma altura em que a equipa do Rio Ave conseguiu superiorizar-se em termos de oportunidades, tanto em quantidade como qualidade, as águias começaram a responder. Ainda assim, os encarnados não estavam a conseguir ter espaço para avançar no terreno. O Benfica dos minutos iniciais acabou por esmorecer. Principalmente a partir do momento em que o conjunto de Vila do Conde começou a acertar os posicionamentos. Aí, o Benfica viu-se com muitas dificuldades para conseguir acelerar. Algo que a equipa de Miguel Cardoso ainda conseguiu fazer, sobretudo no final da primeira parte. O Rio Ave acabou o primeiro tempo por cima e só não se colocou em vantagem porque faltou cabeça na frente de ataque.

Já na segunda parte, as águias mostravam que não se contentavam com o empate e conseguiram ter mais presença na área adversária. Estavam a ter espaço nessa zona e até algum tempo para decidir, mas as hesitações acabaram por levar a más decisões na frente de ataque. Mas aos 60 minutos tudo se resolve por intermédio de Seferovic que aproveita um corte defeituoso de Aderllan.

O Rio Ave ainda tentou responder ao golo das águias, sobretudo depois das primeiras substituições. Guga e Anderson Cruz entraram para dar aquilo que os vilacondenses tiveram na primeira parte que não estavam a conseguir manter na segunda: velocidade. Mas, ainda assim, a pressão alta dos jogadores do Benfica na primeira fase de construção, a paciência em momentos com bola e o maior critério por parte do conjunto encarnado acabou por ser decisivo para a vitória e até para dilatar a vantagem no marcador. Aos 78′, Pizzi marcou o segundo para o Benfica. Depois de uma bela jogada, Everton consegue “ajeitar” a bola para o médio que remata forte, ainda fora da área, e faz abanar o fundo das redes de Kieszek.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Everton Cebolinha – Deixou água na boca dos adeptos depois daquele lance aos nove minutos. O poste atraiçoou o jogador, mas este vingou-se minutos depois com as assistências que prestou para os dois tentos do Benfica.

 

O FORA DE JOGO

Início da segunda parte do Rio Ave FC – Não soube “replicar” o que mostrou ser capaz de fazer na primeira parte. Sobretudo no início do segundo tempo. A equipa vilacondense acabou por pagar caro o mau regresso dos balneários, tendo estado esta postura alienada a um Benfica que veio do intervalo decidido a conquistar os três pontos.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Com as lesões de Darwin e Vertonghen, Jorge Jesus apostou em Jardel e Waldschmidt neste onze inicial. Em relação ao duelo frente ao Arsenal FC para a Liga Europa, Pizzi deixou de fazer parte das contas neste início de jogo para dar lugar a Everton.

Num 4-4-2, o Benfica voltou à sua habitual defesa com dois centrais depois de ter apostado num trio frente aos ingleses. As águias estiveram algo apagadas na primeira parte. Tiveram mais bola, é verdade, mas não estavam a conseguir definir bem o último passe.

No segundo tempo, o Benfica entra melhor, com mais critério nos momentos com bola e teve mais paciência para decidir. Alienado a isto, exerceu também uma pressão alta logo na primeira fase de construção da equipa de Vila do Conde. Uma pressão que acabou por surtir efeito e a prova disso são mesmo os golos marcados pelos encarnados.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Helton Leite (7)

Grimaldo (6)

Lucas Veríssimo (6)

Everton (8)

Waldschmidt (5)

Seferovic (7)

Diogo Gonçalves (6)

Rafa (5)

Weigl (7)

Jardel (6)

Taarabt (6)

SUBS UTILIZADOS

Pizzi (7)

Chiquinho (6)

Cervi (-)

Gabriel (-)

Gilberto (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

O Rio Ave FC apresentou apenas uma alteração relativamente ao onze inicial do último jogo: por castigo, Nélson Monte deu lugar a Costinha na lateral direita. Num 4-3-3, o conjunto de Miguel Cardoso mostrou-se fiel a si mesmo. Procurou ter bola e procurou explorar terrenos avançados fazendo-se valer da velocidade que tem na frente. Nos minutos iniciais, esta forma de jogar permitiu algum espaço que foi aproveitado pelos encarnados. Mas assim que a equipa vilacondense conseguiu alinhar os posicionamentos, viu-se um Rio Ave em crescendo, a criar muito perigo a Helton Leite e a conseguir controlar a posse de bola encarnada. Os visitantes estavam apresentar um bom poder ofensivo e estavam a conseguir executar boas combinações na frente. Por sua vez, o Benfica ia mostrando dificuldades ao chegar perto da área adversária e a evidenciar algumas lacunas no último passe.

Já na segunda parte, o Rio Ave mostra mais dificuldades em ligar o seu jogo, logo em terrenos mais recuados devido à pressão alta e eficaz dos encarnados. Miguel Cardoso aposta ainda em Guga para a saída de Francisco Geraldes, de forma a tentar potenciar este jogador que encaixava melhor na transição. O Rio Ave ainda conseguiu chegar na frente em alguns momentos, mas não com o mesmo ímpeto da primeira parte e também sem conseguir resolver.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Kieszek (6)

Filipe Augusto (6)

Borevkovic (7)

Gelson Dala (6)

Francisco Geraldes (5)

Pelé (4)

Costinha (5)

Carlos Mané (7)

Aderllan Santos (6)

Sávio (6)

Camacho (7)

SUBS UTILIZADOS 

Anderson Cruz (6)

Guga Rodrigues (6)

Gabrielzinho (-)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

Não foi possível colocar questões ao técnico do SL Benfica, Jorge Jesus

Rio Ave FC

BnR: Acabou de dizer que faltou calma aos jogadores do Rio Ave na fase de construção, principalmente na segunda parte. Pergunto-lhe se a pressão alta do Benfica desde logo nessa mesma fase de construção acabou por ser fatal para o resultado desta noite.

Miguel Cardoso: É uma boa questão porque muitas vezes as pessoas pensam que as equipas que têm uma determinada filosofia, que se ligam muito à gestão do “sair”. Eu, pelo menos, o que procuro é que a equipa tenha soluções para jogar: quer mis curto, mais largo, por dentro, por fora. E que tenha a capacidade também de decidir o que é que deve fazer mediante o contexto. Essa capacidade de decidir em função do contexto também se treina. E também se falha e se acerta. Eu acho que houve algumas decisões nessa altura de jogo que não foram, de certeza absoluta, as melhores. E principalmente quando a equipa está em crise, há que ser mais prático a jogar. Devemos encontrar uma solução que seja pelo menos mais confortável para nós. Como disse, isso é possível de ser treinado para que efetivamente em todos os momentos possamos decidir mediante o contexto.

 

Polónia mantém título | Saltos de Esqui, Oberstdorf

Os “Homens Pássaro” fizeram uma pausa na Taça do Mundo. Tudo, porque tiveram início as competições dos mundiais de Esqui Nórdico, que englobam o Cross Country, Combinado Nórdico e, claro, os Saltos de Esqui, que acompanhamos. A primeira prova dos saltadores, foi no trampolim pequeno, em Oberstdorf, localidade que acolhe este certame.

Vários eram os nomes candidatos às medalhas nesta disputa. Desde logo Halvor Egner Granerud, líder da Taça do Mundo, que somava já 11 vitórias na presente época, mas também nomes como o de David Kubacki, da Polónia, que era o detentor em título, conquistado dois anos antes em Seefeld, na Áustria.

Além dele, Marcus Eisenbichler, vice-líder da temporada, também teria uma palavra a dizer. Kamil Stoch, vencedor do torneio dos quatro trampolins, ou Ryoyu Kubayashi, que havia conquistado as duas anteriores etapas em Zakopane, na Polónia e em Rasnov, na Roménia, trampolim de pequena dimensão como o utilizado nesta competição, também tinham legítimas ambições em chegar aos metais .

Quanto à estrutura que recebeu a prova, a mesma foi o Schattenberg, com um tamanho de 106m e o K-Point localizado nos 95m, distância que, em caso de ser obtida pelos atletas, lhes conferia mais 60 pontos por cada metro que fizessem para além dessa marca. Este trampolim não tem recorde estabelecido, visto que, normalmente, não é utilizado para servir de palco a provas pontuáveis para a primeira divisão deste desporto, a Taça do Mundo, que costuma passar por esta localidade aquando da etapa de abertura do torneio dos quatro trampolins. Aí, compete-se no trampolim maior, que é nomeado de igual forma. Realce-se que praticamente só se utilizam estes trampolins de pequenas dimensões em eventos como Campeonatos do Mundo ou em Jogos Olímpicos de Inverno.

Antes da prova realmente “a doer”, foi tempo para a habitual qualificação com 66 participantes de 18 nações distintas. Apenas 50 obtiveram passaporte para a competição do dia seguinte, essa sim, que iria atribuir as medalhas.

A mesma foi conquistada pelo líder da Taça do Mundo, Halvor Egner Granerud, que voou mais longe, chegando aos 105,5m,seguido do esloveno Anze Lanisek, uma das sensações da temporada, que rubricou dois metros menos do que o desportista nórdico. Ainda a destacar o terceiro posto, de Stefan Kraft, austríaco que, não obstante não ter “picado o ponto” na presente temporada, não poderia ser descartado de uma compita deste género, até porque, recorde-se é o atual detentor ainda em título do “grande globo de cristal”.

Ainda a fechar os cinco +, nota para nipónico Yukiya Sato e para o norueguês, Daniel-André Tand que assinaram, respetivamente, 104,5m e 102,5m. Os registos eram bastante idênticos, pois dada a pequenez da estrutura, seria o estilo, ou seja, as notas de execução do salto, a fazerem toda a diferença. Danil Sadreev, de 17 anos, russo, mas que competia com a designação de Federação Russa, dada a suspensão do país das grandes competições, devido a problemas de doping, ficou-se pelo 10º lugar e voou 102m, mais dois do que Markus Eisenbichler, que fazendo apenas um registo de 100m, número redondo, assinou apenas a 14ª marca.

De entre os que não conseguiram qualificar-se, a maior surpresa acabou por ser a desqualificação do finlandês Jarko Maatta, devido a irregularidades com o fato. Todos os outros, eram pertencentes a nações como a Itália, Roménia, Ucrânia, Cazaquistão ou Estónia, países que ainda têm de melhorar muito no que a este desporto diz respeito.

No fim da primeira ronda, a liderança ia pertencendo ao polaco Piotr Zyla, com 105,5m. Na vice-liderança estava o esloveno Anze Lanisek, com menos dois metros. Já a segurar o bronze, tínhamos o nipónico Ryoyu Kubayashi. A completar os cinco melhores estavam, respetivamente, o germânico Karl Geiger e o campeão em título da especialidade, David Kubacki.

Nomes como os de Marcus Eisenbichler, 14º, Halvor Egner Granerud, 16º ou Kamil Stoch, 23º, pareciam arredados da discussão pelas medalhas. A não ser que imitassem a proeza de Kubacki que, na pretérita edição da prova nos Mundiais de Seefeld, ascendera de uma 27ª posição, ao cabo da ronda inicial, até ganhar o ouro. Algo que já mais esquecerei!

Robert Johansson ou Marius Lindvik, para a Noruega, também eram membros deste lote. Já Andrzej Stekala, uma das revelações da presente temporada era o penúltimo a garantir presença na derradeira ronda, com o último a ser Danil Sadreev, no 30º posto.

Foto de Capa: FIS Ski Jumping

Artigo Redigido por Diogo Rodrigues

Os 5 jogadores sensação da Primeira Liga Portuguesa

As edições da Liga Portuguesa sucedem-se e, com elas, também se vão sucedendo os “rituais” clássicos do futebol português: duas ou três suspeitas a penderem sobre a arbitragem, as clássicas críticas ao anti-jogo e as chicotadas psicológicas ligeiramente precipitadas. No fundo, tudo situações desagradáveis que retiram algum brilho ao nosso futebol.

No entanto, hoje não me interessa falar sobre nada disto. Hoje dedico-me aos grandes artistas, que enchem os nossos campos com classe e categoria. Cinco atletas que, semana após semana, se têm apresentado a um grande nível, sendo considerados autênticas sensações do nosso campeonato.