Depois do Super Bowl LV, que viu os Tampa Bay Buccaneers bater os Kansas City Chiefs, chegou a offseason. Esta é a altura em que os contratos de vários atletas terminam, tornando-se free agents. A partir de 23 de fevereiro, as 32 equipas da NFL podem começar a exercer o franchise tag, que permite manter um jogador por mais um ano, por um valor definido por cada posição.
Sendo que cada equipa apenas pode escolher usar o franchise tag com apenas um jogador, são vários os atletas que irão ficar disponíveis para mudar de cenário a partir de 17 de março.
Por isso, com vários free agents de qualidade disponíveis em 2021, olhamos para os dez que mais impacto podem ter na sua equipa atual ou mesmo numa diferente.
Voamos até França no podcast BnR desta semana para falar no jogo entre PSG e AS Mónaco. Escolhemos os maiores talentos da década de dois dos maiores emblemas do futebol francês. O João Filipe Brandão está na moderação e os comentários são do Afonso Santos e o Jorge Faria de Sousa. Junta-te a nós. 🎙️
Se queres saber os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.
A CRÓNICA: TRIUNFO CONSTRUÍDO EM QUATRO MINUTOS GARANTE MAIS TRÊS PONTOS
“Vamos pensar jogo a jogo, sempre com o objetivo de conquistar os três pontos” – esta frase repetida por Rúben Amorim tem feito cada vez maior sentido junto dos jogadores leoninos que vão ultrapassando cada obstáculo rumo à glória. Em mais uma partida da Primeira Liga, o Sporting CP venceu no seu reduto sem grandes dificuldades o Portimonense SC por 2-0, graças aos golos de Feddal e Nuno Santos na primeira parte. Um triunfo importante antes da ida à casa do FC Porto.
Os minutos iniciais trouxeram um Sporting a entrar com vontade de marcar cedo, com o regressado ao onze inicial Nuno Santos a dispor da primeira oportunidade logo ao minuto seis num remate que foi bem defendido por Samuel Portugal. A apostar frequentemente na colocação de bolas nas costas da defesa adversária, os lances criados pelo ataque leonino eram maioritariamente desta forma, onde a atenção da defesa algarvia era posta em prova, valendo nesses momentos as saídas atempadas do guardião brasileiro para manter tudo empatado.
Não foi de bola corrida, mas sim de bola parada que o Leão pode festejar o primeiro golo do encontro: livre descaído do lado direito batido por Pote para Feddal, com alguma sorte à mistura, marcar o seu primeiro golo com a camisola do Sporting aos 27’, num lance em que o guarda-redes ainda defendeu um primeiro remate. Ainda o Portimonense se estava a recompor do golo sofrido, quando o marcador sofreu nova alteração com o 2-0, da autoria de Nuno Santos que aproveitou um erro da defesa adversária.
O 2-0 obrigou os comandados de Paulo Sérgio a ir em busca de reduzir a desvantagem, e até teve duas boas oportunidades para marcar: primeiro Beto aos 33’ a atirar por cima, após um excelente trabalho do lado esquerdo por Henrique e dois minutos depois num livre lateral foi Dener a colocar a bola dentro da baliza de Adán, contudo o médio estava em posição irregular. Antes do intervalo, nota para a lesão de Ewerton que foi rendido por Luquinha.
O intervalo fez bem ao Portimonense que veio com vontade de entrar novamente na discussão do jogo. Essa vontade traduziu-se numa maior aproximação à área verde e branca, contudo ia faltando uma melhor definição no momento de visar a baliza de Adán. O Sporting limitava-se a controlar as investidas do adversário e, quando tinha a bola na sua posse, optava somente por fazê-la circular para desta forma estancar a iniciativa algarvia.
A partida ia-se desenrolando com ocasiões nos dois lados, embora os dois guarda-redes tenham-se superiorizado aos avançados de Sporting e Portimonense. O marcador não se alterou até ao último apito e os pupilos de Amorim festejaram a sexta vitória consecutiva na Liga.
Triunfo tranquilo do Sporting que foi construído na primeira parte. A caminhada do Leão até ao título continua sem grandes sobressaltos e a fazer sonhar e acreditar os adeptos de que esta época o troféu da Primeira Liga pode muito bem vir para o museu.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
João Palhinha – É cada vez mais o jogador-chave no meio-campo leonino. Tem-se exibido a um nível alto, mostrando mesmo que é uma peça importante na estratégia de Rúben Amorim. Tanto com e sem bola, é um regalo para qualquer adepto ver Palhinha a jogar.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Aylton Boa Morte – As boas exibições nos últimos jogos deixavam antever um jogo em grande evidência para Aylton, mas isso acabou por não acontecer. O número 77 este muito apagado, o que prejudicou o ataque algarvio.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Antes da deslocação ao Dragão na próxima jornada, o Sporting CP tinha a missão de vencer para manter a distância para os restantes adversários na luta pelo título. Antes do apito inicial, o técnico Rúben Amorim foi obrigado a ter de deixar Paulinho de fora devido a um problema físico: Tiago Tomás ocupou o lugar como referência atacante, voltando assim Nuno Santos à titularidade.
A entrada do conjunto verde e branco foi em grande, com os homens da frente a querer desde logo marcar para resolver o encontro, apostando para isso em bolas na profundidade que estavam a criar dificuldades na defesa visitante. O golo inaugural surgiu apenas aos 27 minutos num lance de bola parada, algo que tem sido frequente nos últimos jogos e que demonstra o bom trabalho desenvolvido por Rúben Amorim com os seus atletas. Quatro minutos depois, uma desatenção do setor recuado do Portimonense permitiu a Nuno Santos marcar no regresso ao onze inicial, dando maior conforto ao líder do campeonato.
No segundo tempo, a equipa já não acelerou tanto o ritmo e optou por controlar a reação adversária, algo que foi feito com sucesso e que permite celebrar a conquista de mais três pontos antes da visita ao Dragão na próxima jornada.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
António Adán (6)
Nuno Mendes (6)
Gonçalo Inácio (6)
Sebastián Coates (7)
Zouhair Feddal (6)
Pedro Porro (5)
João Palhinha (8)
João Mário (6)
Pedro Gonçalves (6)
Nuno Santos (7)
Tiago Tomás (5)
SUBS UTILIZADOS
Jovane Cabral (5)
Bruno Tabata (5)
Matheus Nunes (-)
Daniel Bragança (-)
ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC
A viver uma boa fase em termos exibicionais, o Portimonense apresentou-se em Alvalade para tentar dar continuidade à senda positiva de resultados obtidos nos últimos dois jogos. O treinador Paulo Sérgio utilizou o seu típico 4-4-3 com duas mudanças em relação à partida anterior: Henrique e Beto ocuparam os lugares de Jafar Salmani e Bruno Moreira.
A dar a iniciativa de jogo ao Sporting nos minutos iniciais, os comandados de Paulo Sérgio mostraram logo desde o início da partida qual seria a estratégia durante os 90 minutos: fechar os caminhos da baliza de Samuel Portugal, ao defender com os 10 jogadores no meio-campo defensivo e apostar na velocidade de Beto para lançar ataques perigosos. O plano idealizado pelo técnico dos algarvios até estava a correr bem, mas os dois golos sofridos de forma seguida obrigaram o Portimonense a arriscar para levar pontos de Alvalade.
A segunda parte trouxe um Portimonense com maior vontade em alcançar um golo que ajudasse a voltar à discussão, só que faltou maior assertividade no momento de tomar a decisão mais correta, o que acabou por impedir o aparecimento do golo que trouxesse maior incerteza quanto ao desfecho final do jogo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Samuel Portugal (6)
Fahd Moufi (5)
Lucas Possignolo (5)
Maurício Antônio (4)
Koki Anzai (4)
Willyan Rocha (5)
Dener (5)
Ewerton Pereira (4)
Aylton Boa Morte (4)
Henrique (5)
Beto (6)
SUBS UTILIZADOS
Luquinha (5)
Jafar Salmani (5)
Bruno Moreira (-)
Denis Poha (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Sporting CP
BnR: O Sporting terminou a partida de hoje com a dupla de meio-campo formada por João Mário e Daniel Bragança. Esta dupla pode ser uma solução de futuro e o que oferece cada um em termos de construção de jogo do Sporting?
Rúben Amorim: São jogadores que têm caraterísticas parecidas, e, em certos jogos, pode ser. Em Barcelos, nós acabámos o jogo também assim. Pela qualidade do João (Mário) e do Daniel (Bragança), hoje quisemos acabar assim e meter o Matheus Nunes mais na frente pela sua velocidade e tentámos esticar o jogo também, muito sinceramente, para protegê-lo dos duelos. E, mais uma vez, o Daniel e a forma como entrou, seja um, cinco, quinze, vinte ou trinta minutos como foi com o Gil Vicente, é um jogador que está a crescer muito. O que eles nos podem dar ao jogar juntos ao mesmo tempo é a sua qualidade de termos bola. E sempre que precisarmos de bola, o João Mário está lá e quando o Daniel entra, ficámos com muita bola e é isso que nos podem oferecer, além da qualidade de ler o jogo defensivamente.
Portimonense SC
BnR: Uma das mudanças que fez face ao último jogo (vitória por 4-1 frente ao Gil Vicente) foi a entrada de Henrique no lugar de Salmani. Essa mudança foi para tentar dar maior apoio defensivo ao lateral Anzai nos lances em que o Sporting aposta na profundidade?
Paulo Sérgio: Poderia ter sido outro atleta a fazê-lo relativamente ao que se refere, não foi por isso que mudei. Foi uma opção para refrescar, pois o outro jogador (Jafar Salmani) tinha jogado os 90 minutos no jogo anterior, e jogou hoje o Henrique que tem todas as condições para fazer essa tarefa.
A CRÓNICA: SUBSTITUIÇÕES NO GIL VICENTE FC E GRANDE PENALIDADE NOS MINUTOS FINAIS MUDARAM TUDO
O Estádio Cidade de Barcelos recebeu o terceiro encontro da 20ª jornada da Primeira Liga. O Gil Vicente FC recebeu os açorianos do CD Santa Clara, num encontro que se previa equilibrado. De um lado, a equipa de Ricardo Soares mantinha-se na procura desesperada de sair da zona de descida, e por outro, a turma de Daniel Ramos procurava arrecadar pontos para continuar nos lugares cimeiros da luta pela manutenção.
O CD Santa Clara entrou de forma fogaz no encontro, criando total desequilíbrio à defesa do Gil Vicente. Em apenas quatro minutos no encontro, os açorianos criaram três oportunidades de perigo iminente à baliza de Denis.
Com meia hora no Cidade de Barcelos, o único briefing que se pode fazer é relativo à pressão ofensiva do CD Santa Clara, que esteve em muito maior escala do que a do Gil Vicente. A construção de jogo dos gilistas era demasiado temporizada e acabava por facilitar a tarefa defensiva da turma de Daniel Ramos. Já, no que concerne ao CD Santa Clara, viu-se uma rapidez e um critério que faltava à equipa de Ricardo Soares. O perigo que os açorianos apresentavam de cada vez que se aproximavam da área defendida por Denis dava a entender que o golo dos forasteiros podia aparecer a qualquer momento.
Puxando a matemática para as letras, e claramente exagerando (mas mostrando uma breve visão daquilo que estava a ser o jogo até então), em cada 50 lances, o Gil Vicente tinha sucesso em meio. Aos 38 minutos, esta “teoria” até poderia ter sido revertida. Ruben Fernandes fez um passe exímio para Samuel Lino que, com todo o tempo e espaço, apenas desperdiçou a oportunidade mais visível dos gilistas na primeira parte.
Se tivéssemos de escolher uma figura da primeira parte, para além da entrada fulminante dos açorianos em jogo, escolhíamos o relvado. Choveu com mais intensidade no estádio do que a própria intensidade colocada no jogo durante a totalidade dos primeiros 45 minutos.
A segunda metade transpareceu o mesmo tipo de jogo da primeira, à exceção de ser notório um Gil Vicente com mais vontade em aparecer na zona de finalização, apesar de sem sucesso. Não só pelo critério de decisão, mas também pelo bom trabalho defensivo do CD Santa Clara.
A partir dos 65 minutos, a rapidez do CD Santa Clara começou a esvair-se o Gil Vicente começou mesmo a sobrepor-se no jogo. Ricardo Soares alterou por completo a frente de ataque gilista, com a ambição de dar frescura e outro ar à ofensiva de Barcelos, também na esperança de fazer mossa no resultado.
E a verdade é mesmo essa. Notou-se a diferença entre o talento e o “(es)tá lento”. As substituições feitas por Ricardo Soares alteraram por completo o rumo que o Gil Vicente estava a levar no jogo. Lourency, Leautey e Marques estavam a fazer total diferença na pressão atacante dos gilistas. Desde os 65 minutos que pouco ou nada se viu do CD Santa Clara na partida.
O sufoco permanecia, os golos não apareciam e o Gil Vicente continuava pressionante. Já para lá dos 90 minutos do tempo regulamentar, o árbitro Gustavo Correia apontou para a marca dos onze metros a favor dos gilistas. Pedro não desapontou a turma de Barcelos e marcou o único golo da partida e o golo da vitória.
Substituições feitas por Ricardo Soares – O Gil Vicente pareceu desaparecido por completo da partida até o técnico Ricardo Soares fazer alterações no plano da equipa. A mudança completa do trio atacante dos gilistas fez com que o ritmo de jogo da equipa e o rumo do jogo se alterassem na totalidade, mantendo a equipa de Barcelos mais aguerrida na luta pelo resultado.
O FORA DE JOGO
Fonte: CD Santa Clara
Adormecimento do CD Santa Clara – Os açorianos entraram com toda a força e vontade em ambas as partes do encontro e, mesmo tendo sido mais pressionante a nível ofensivo, não foi o suficiente para conseguirem levar outro resultado para a ilha. Não quiseram marcar.
ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC
Ricardo Soares construiu a base do onze inicial dentro de um 4-3-3. Denis ocupou o seu lugar na baliza e Ruben Fernandes ocupou a zona central da defesa a par de Rodrigo. Paulinho e Henrique Gomes foram os laterais de serviço.
Pedro, Lucas Mineiro e Claude Gonçalves continuaram a comandar o meio-campo, com a missão de ajudar os homens da frente, Baraye e Fujimoto a servir Samuel Lino.
A nível de jogo, o Gil Vicente pouco agressivo foi. Existem momentos de jogo que notam lacunas nos momentos ofensivos. Nas bolas paradas, principalmente lançamentos, a equipa mantém-se praticamente imóvel, deixando os defesas da equipa adversária totalmente confortáveis a fazer o seu dever, e, consequentemente, dificultam a tarefa do colega que quer lançar a bola para jogo.
Já nas tarefas defensivas, o jogo rápido e fluído do CD Santa Clara dificultou bastante a tarefa. Valeu pelo bom posicionamento da linha defensiva em alguns momentos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Denis (6)
Ruben Fernandes (7)
Rodrigo (6)
Pedro (7)
Fujimoto (7)
Claude Gonçalves (6)
Baraye (4)
Lucas Mineiro (6)
Samuel Lino (5)
Paulinho (5)
Henrique Gomes (6)
SUBS UTILIZADOS
Lourency (7)
Leautey (6)
Pedro Marques (6)
Diogo Silva (-)
Vítor Carvalho (-)
ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA
Daniel Ramos utilizou o seu esquema tático tradicional 4-3-3. Utilizou uma linha de quatro defesas bastante tradicional, composta por João Afonso e Fábio Cardoso na zona central.
O meio-campo a três foi ocupado por Anderson Carvalho no centro e Hide compôs, com Lincoln, as alas. Na frente, Ukra e Allano apoiaram as transições ofensivas e Cryzan, o homem mais avançado no terreno.
O CD Santa Clara mostrou-se bastante bem organizado no jogo, tanto a nível ofensivo como defensivo. As transições ofensivas mostravam-se bem trabalhas, bastante fluídas entre setores e rápidas o suficiente para conseguir descoordenar o setor defensivo do Gil Vicente.
A nível defensivo, os açorianos aparentavam ter a tarefa mais facilitada. O ataque demasiado temporizado dos gilistas tornava-se previsível e passível de cortes pela defesa açoriana. O bom posicionamento e coordenação entre jogadores e setores dificultou a tarefa ofensiva do Gil Vicente, mas facilitou a do CD Santa Clara.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marco Pereira (6)
Rafael Ramos (6)
João Afonso (6)
Fábio Cardoso (6)
Mansur (6)
Lincoln (5)
Ukra (6)
Hide (5)
Anderson Carvalho (6)
Allano (6)
Cryzan (6)
SUBS UTILIZADOS
Jean Patrick (6)
Salomão (4)
Rui Costa (6)
Nené (5)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Gil Vicente FC
BnR: As primeiras três substituições que efetuou na partida mudaram totalmente o rumo e o ritmo de jogo do Gil Vicente. O que sente que falta na estratégia ofensiva da sua equipa, de forma a que consiga concretizar as oportunidades criadas, para além, obviamente, dos golos?
Ricardo Soares: Muito boa questão. Nós temos vindo a trabalhar, mas de uma forma pouco sustentada. Nós só recuperávamos porque tínhamos jogos de três em três dias. Houve um conjunto de jogos em que não concretizamos o objetivo de conquistar pontos, principalmente nas partes finais dos jogos. Havia esta falta de frescura fruto da densidade de jogos. Aliado a isso, a capacidade de trabalho que nós tínhamos vindo a fazer era diminuta. Era recuperar, jogar, recuperar, jogar. Com jogos de elevada competitividade, com equipas com pergaminhos no nosso futebol, isto acresceu mais dificuldade para nós. Esta semana já treinamos com a equipa toda e houve uma clara melhoria. Vínhamos de uma espiral negativa, a confiança não abundava. Mas, aos poucos, fomos crescendo e demos um bom sinal daquilo que pretendemos. Foi uma vitória justa. Gostava de a dedicar aos meus jogadores e aos nossos adeptos, que estão presentes de pensamentos. Vai ser um ano difícil para nós, temos consciência disso. Vai ser duro para toda a gente. Temos de estar unidos e cada vez mais unidos. Somos um clube que não faz barulho. Um clube honesto e que respeita o futebol. Penso que isso é de salutar.
CD Santa Clara
Não foi possível colocar questões ao técnico do CD Santa Clara, Daniel Ramos.
A CRÓNICA: “HÚNGAROS”, O APERITIVO FINAL ANTES DE MINSK
Depois da outra equipa portuguesa, o Sporting CP, ter confirmado a passagem à final eight da UEFA Futsal Champions League, estava na hora de o SL Benfica mostrar serviço também na Europa. Da Hungria, vinha o MVFC Berettyóújfalu, que já tinha passado duas eliminatórias para aqui chegar. Em teoria, os encarnados eram os grandes favoritos, mas já sabemos que isso, na quadra, pouco ou nada conta.
Para este jogo, vamos iniciar a confeção de uma bolacha “húngaro”. Piada fácil? Talvez. Mas a verdade é que os comandados de Joel Rocha começaram logo a abrir a conta com Robinho a ser o protagonista. Subida de Roncaglio no campo, e em cinco para quatro o guarda-redes brasileiro a solicitar Fits, que só deve com um toque simples dar ao ala russo. Era o 1-0 fácil demais e que dava a segurança necessária para encarar o jogo de outra forma. Começava já uma bolacha a ser aquecida. Mas como já sabemos que uma é desperdício de gás teve de existir mais.
Quatro minutos depois, lá foi mais outra para o tabuleiro e foi Roncaglio a ser protagonista novamente e só mudar os restantes jogadores. Agora, foi a vez de Jacaré receber e rodar para depois aparecer Nilson ao segundo poste para encostar para o 2-0. Duas jogadas bem construídas por quem realmente sabe. Para o intervalo fomos com este resultado e com o domínio absoluto dos encarnados, os «pasteleiros» de serviço.
Depois de uma surpresa no início com a equipa húngara a apostar em cinco para quatro, a normalidade voltou à nossa “pastelaria”, quer dizer… à quadra. O mesmo movimento e a mesma jogada obrigaram as redes de Mezei a abanar novamente. Seguindo a nossa analogia, no forno estava para aquecer mais uma bolacha “húngaro”. Nova jogada bem construída de cinco para quatro, com Roncaglio a funcionar quase como ala. A bola chegou aos pés de Fits, que acabou por dar para Chishkala para nova bolacha no forno (3-0).
O tabuleiro estava a compor-se e, à entrada para dez minutos finais da partida, nova bolacha confecionada de forma exímia e pronta a ir ao forno. A “massa” foi preparada de um canto, Arthur amassou bem com um remate, mas Jacaré quis dar o toque final – talvez, com uma decoração final – para terminar a confeção da quarta bolacha.
Há quem diga que de longe também não se faz bolachas, neste caso golos. Mas Fábio Cecílio provou que essa afirmação estava errada, pois, fez tudo sozinho e de bem longe (ainda no seu meio-campo). Estavam cinco bolachas já no nosso tabuleiro, que ficava agora mais composto. Mais uma vez, a funcionar muito bem a defesa encarnada e, desta vez, a dar mesmo um golo.
Caminhávamos para o final e já sentia um cheiro agradável a bolachas e também a final eight. Enfim, sabemos que as restrições no que diz respeito a voos estão muito limitadas, mas o SL Benfica já pensou em todos os imprevistos e como em Abril está tudo “OK” marcou viagem para essa altura. A capital bielorrussa, Minsk, já espera pelos «pasteleiros» encarnados que dominaram muito bem este jogo frente aos húngaros. Tal como os portugueses desejavam, teremos dois clubes portugueses nos melhores oito da UEFA Futsal Champions League.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Diego Roncaglio – Teve um papel fundamental em conseguir abrir o jogo e encontrar buracos na defesa húngara como guarda-redes avançado. Hoje, a sua função não foi propriamente defender, à exceção de um remate travado já na segunda parte, mas teve preocupado em distribuir jogo, como tão bem faz. Os passes para os pivôs foram importantes para que estes de costas da baliza encontrarem jogadores para marcar. Contudo, destacar também o grande trabalho tanto de Fits como de Jacaré!
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
MVFC Berettyóújfalu – Não havia muitos argumentos da equipa húngara contra uma das potências do Futsal europeu. Com pouco para oferecer ao jogo, e também muito por culpa dos encarnados, não houve assim grandes momentos para destacar desta viagem tão longa da Hungria até à ponta ocidental da Europa.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Joel Rocha a analisar muito bem este adversário e sabendo que ia existir muito espaço e paciência para construir jogo no lado do adversário a apostar muito na subida do Roncaglio. O cinco para quatro, uma das grandes armas do Benfica com Roncaglio em campo, foi muito bem aproveitado, sobretudo, com o aproveitamento dos pivôs, Jacaré e Fits.
Os encarnados não tiveram grandes problemas a nível defensivo, pois a sua organização no momento de defender era muito elevada. A pressão alta na quadra combinada com a posse de bola em quase todos os momentos de jogos deram a possibilidade de ter um jogo mais calmo e controlado por Joel Rocha. Notava-se que as águias queriam mandar e fazer com que os húngaros corressem e “cheirassem” a bola ao invés do contrário. Na segunda parte, a ideia de jogo continuou muito semelhante, mas mais concretizadora.
5 INICIAL E PONTUAÇÕES
Diego Roncaglio (8)
Afonso Jesus (5)
Robinho (6)
Ivan Chishkala (5)
Fits (7)
SUBS UTILIZADOS
Silvestre (5)
Fábio Cecílio (5)
Tiago Brito (5)
Arthur (6)
Nilson (6)
Jacaré (8)
ANÁLISE TÁTICA – MVFC BERETTYÓÚJFALU
Os húngaros vieram a Lisboa com poucas armas para conseguir tirar um bom resultado de regresso ao país de origem. A defender perto dos últimos dez metros numa alternância entre um 3-1 com quase uma linha reta entre os três últimos jogadores e com um 1-2-1 com os dois alas em quadrado. Porém, a mostrarem grande preocupação sempre que o pivô encarnado estava de costas para a baliza, caindo sempre dois jogadores em cima do jogador.
A nível ofensivo, a equipa húngara não conseguia ter um processo equilibrado e com cabeça, tronco e membros. A pressão alta dos encarnados obrigava os jogadores húngaros a errarem muito facilmente os passes tanto curtos como longos. Nos primeiros 20 minutos de jogo, não houve qualquer remate à baliza de Roncaglio que foi um mero espetador.
A segunda parte trouxe uma equipa húngara bem atrevida com a aposta num cinco para quatro para que pudessem estar mais perto da baliza defendida por Roncaglio. Ainda assim, eram muitas as dificuldades para conseguir jogar nos últimos dez metros, ainda assim uma ação ousada por parte do Berettyóújfalu. Ainda assim, neste estilo de jogo apenas um remate foi feito e com a intervenção de pronto do guarda-redes brasileiro do Benfica.
5 INICIAL E PONTUAÇÕES
Dávid Mezei (6)
Szabó Peter (5)
Sid (5)
István Szatmári (5)
Rafael Silva (5)
SUBS UTILIZADOS
Nobert Horváth (5)
Diece (7)
Tibor Rézmuves (5)
Imre Nagy (5)
Robin Sipos (5)
István Szatmári (5)
Zoltán Takács (5)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SL Benfica
BnR:Roncaglio esteve muito bem quando foi solicitado no cinco para quatro e os pivôs, Jacaré e Fits, tiveram a igual nível depois na receção do passe e a jogar de costas para a baliza. Sabendo que a equipa húngara iria jogar na zona dos dez metros foram estes os aspetos mais trabalhados esta semana?
Joel Rocha: É um dos momentos que o nosso jogo tem, mas gostaria também de chamar à atenção para o momento defensivo que o SL Benfica teve. Se na primeira parte cometemos três faltas e na segunda uma, o Benfica não permitiu finalizações do adversário. Nem sequer permitimos que o adversário tivesse a bola no seu pé no nosso meio-campo defensivo mais de cinco a seis segundos. A não ser na situação de cinco contra quatro, mas até aí fomos absolutamente extraordinários, não só organização como da superação.
Além da beleza dos golos marcados e dos seus intervenientes, a mim compete-me também destacar a superação e a solidariedade defensiva que todos os atletas empregaram no jogo e que não deixaram o nosso adversário jogar, pensar, aproximar-se sequer da nossa baliza e isso é muito meritório. Esse é também um momento do jogo, assim como o Diego a subir, como há as situações de um contra um, as de bola parada. Temos um jogos rico e completo que quando estamos totalmente focados e com uma abordagem correta somos obviamente uma equipa muito forte.
Os meses de janeiro e de fevereiro foram duros para o FC Porto, atendendo à carga de jogos que os azuis e brancos tiveram de enfrentar, sendo que Sérgio Conceição referiu que os portistas tiveram de realizar cinco jogos em 15 dias. Durante este período, foi possível observar o FC Porto a alinhar com e sem Uribe e a verdade é que se notou uma evidente diferença.
Fruto da expulsão frente ao SC Braga, Sérgio Conceição viu-se impedido de utilizar o internacional colombiano no dérbi da Invicta, onde um dos pontos negativos da exibição dos campeões nacionais foi a permeabilidade e a passividade com que os jogadores encararam o momento defensivo. Como se sabe, Uribe é um atleta com cultura tática, pelo que é dos jogadores do FC Porto com maior sentido posicional, sabendo bem quais as zonas do terreno que deve pisar.
Para além disso, é também muito agressivo com e sem bola, o que ajuda a aumentar os índices de agressividade saudável no miolo portista. Algo, que, comparando com Sérgio Oliveira e Fábio Vieira, já não é tão visível, pois são futebolistas que se sentem mais confortáveis com bola do que sem ela. Este foi um dos pontos cruciais para a péssima exibição do FC Porto, porque não tinha em campo ninguém que fizesse de “tampão”, o que permitiu ao Boavista FC lançar os seus contra-ataques sem qualquer tipo de oposição, digna dessa palavra.
Matheus Uribe é dos jogadores mais importantes no equilíbrio defensivo da equipa. Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Regra geral, o FC Porto utiliza um duplo pivot, constituído por Uribe e Sérgio Oliveira, sendo que o ex-CF América é o responsável por jogar mais descaído e auxiliar os defesas, porém, não é apenas esse “6” que se preocupa só em defender, como outrora o FC Porto apresentou, com Costinha, Paulo Assunção ou Danilo, mais recentemente. Ou seja, Sérgio Conceição pode confiar no jogador tanto na posição “6” ou “8”, pois tem capacidade para fazer circular a bola, sem que pareça que o esférico salta e também apresenta um bom drible curto, o que faz com que o FC Porto, por vezes, possa sair a três ou, melhor dizendo, não baixando tanto as linhas.
Por exemplo, na temporada passada, quando o treinador portista conjugava no onze titular Danilo/Otávio ou Danilo/Oliver era frequente observar que um destes criativos baixava para vir buscar e criar jogo, o que obrigatoriamente retirava um elemento da frente de ataque, ou até mesmo convidava o adversário a subir as linhas de pressão. Atualmente, esse papel é mais destinado a Uribe e por isso temos um FC Porto com um “6” diferente do habitual e que fez crescer o seu papel nas dinâmicas da equipa.
É verdade que existe Grujic, mas o sérvio não é tão forte com a bola nos pés, em comparação com Uribe, e a sua utilização num meio campo a dois vai dificultar a boa circulação da posse de bola, daí ser normal a sua preterição neste tipo de partidas em que o FC Porto é considerado favorito. Isto é, do ponto de vista estratégico, não será tão essencial, a menos que Sérgio Conceição pense num sistema com 3 médios, que parece ser a disposição indicada para tirar melhor proveitos das características de Grujic.
Deste modo, fica percetível que há um FC Porto com Uribe, e outro sem o colombiano, que, a meu ver, é pior, atendendo à preponderância que o número “16” ganhou na forma como a equipa atua. Sendo que, até ao momento, não parece haver alguém com características semelhantes, dado que Loum ainda não foi alvo de uma aposta mais efetiva para além de simplesmente entrar a uns 5 minutos de terminarem os desafios. Assim, Uribe contribui para uma maior solidez defensiva, que com ele em campo já é criticável, mas que sem ele, simplesmente, parece não ter existir.
Nestas últimas semanas testemunhamos o aparecimento de uma nova promessa a ingressar nos quadros do FC Porto. Falo como é óbvio de Francisco Conceição, que tem vivido momentos de sonho. Pela mão do seu pai, Sérgio Conceição, estreou-se aos 18 anos pela equipa principal dos azuis e brancos na Primeira Liga e na Liga dos Campeões.
À semelhança deste exemplo, ficam aqui cinco nomes dos orientados de António Folha que podem seguir os mesmos passos.
No grande derby de Merseyside, o Liverpool FC recebeu o Everton FC em Anfield Road, numa partida referente à jornada 25 da Liga Inglesa. Um resultado positivo nesta partida era essencial para as duas equipas, de maneira a virar a senda de maus resultados que ambas as formações têm vivido.
O encontro não começou da melhor maneira para a formação da casa, que se viu em desvantagem no marcador logo aos 3 minutos, depois de Richarlison abrir a contagem para os “Toffees”. A partir desse momento, os “Reds” assumiram o controlo do jogo, tentando chegar ao golo da igualdade com consecutivas investidas ofensivas, ainda que ineficazes. Apesar do maior pendor atacante por parte dos caseiros, o resultado não voltou a mexer até ao final do primeiro tempo.
A partida retomou no segundo tempo com o Liverpool a correr atrás do prejuízo, praticamente encostando o adversário às cordas, mas apesar das investidas, a eficácia na finalização teimava em aparecer. Como se costuma dizer, quem não marca sofre, e foi exatamente o que aconteceu, com o Everton a chegar ao segundo golo do jogo através de penálti, convertido com sucesso por Sigurdsson ao minuto 83. Os anfitriões não mostraram qualquer capacidade de resposta e acabaram mesmo por sair derrotados deste encontro.
Com este resultado, o Liverpool, atual campeão, continua numa grave crise de resultados, ocupando a sexta posição da tabela classificativa com 40 pontos, vendo praticamente esfumar-se qualquer hipótese de revalidar o título. Já o Everton, que ocupa a sétima posição, passa a contar com os mesmos pontos dos rivais, registando um jogo em atraso.
Richarlison – O avançado brasileiro foi, na minha opinião, o melhor jogador em campo, não só pelo golo marcado que colocou o Everton FC em vantagem no marcador, mas por todos os lances por ele criados, que muitos dores de cabeça deram à equipa adversária.
André Gomes – Apesar do triunfo da sua equipa, o médio internacional português fez um jogo que ficou muito aquém das expetativas, tendo sido o pior elemento em campo, acabando mesmo por ser substituído no segundo tempo.
ANÁLISE TÁTICA – EVERTON FC
Os pupilos de Jürgen Klopp apresentaram-se num dispositivo tático de 4-3-3. Com várias lesões a assolarem a formação de Anfield e a obrigarem o treinador alemão a improvisar, principalmente na linha defensiva, os “Reds” voltaram a sofrer um revés, com Henderson, já adaptado a central, a ter de ser substituído ainda no primeiro tempo. Com os golos sofridos a serem um espelho das dificuldades que o Liverpool FC tem sentido no momento defensivo e com a falta de eficácia dos elementos ofensivos, a turma de Liverpool voltou a não conseguir demonstrar argumentos para conquistar um bom resultado.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Alisson (6)
Alexander-Arnold (6)
Kabak (6)
Henderson (6)
Robertson (6)
Thiago (6)
Wijnaldum (7)
Jones (6)
Salah (6)
Firmino (6)
Mané (6)
SUBS UTILIZADOS
Phillips (6)
Shaqiri (6)
Origi (-)
ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC
Carlo Ancelotti apostou num dispositivo tático de 5-3-2, um sistema claramente de contenção, como foi percetível ao longo do encontro, mas que permitiu surpreender o Liverpool FC no momento ofensivo com contra-ataques rápidos, apostando na velocidade e na profundidade dada primeiro pelo avançado brasileiro Richarlison, e depois pelo inglês Calvert-Lewin. Os “Toffees” mostraram-se muito bem organizados e compactos, conseguindo conter praticamente ao longo de todo o encontro as tentativas ofensivas da formação da casa, tendo sido também extremamente eficazes nos poucos momentos atacantes de que dispuseram.
A CRÓNICA: TUDO O QUE PODIA TER CORRIDO MAL AO SCHALKE… DEU A GOLEADA AO BVB DORTMUND
Um dérbi é sempre um dérbi. Na Alemanha, a rivalidade entre FC Schalke 04 e BVB Dortmund promete sempre uma faísca dentro das bancadas e no relvado. Sem público e com as duas formações em fases negativas na Bundesliga, uma vitória no Revierderby pode dar um balão de oxigénio para o que resta na temporada.
O início da primeira parte demonstrou duas equipas com iniciativa, com uma ânsia natural que um jogo desta natureza oferece. Apesar de a formação que viajou desde Dortmund ter mais posse de bola, os de Gelsenkirchen também chegavam com alguma facilidade à área contrária, prometendo um jogo mais emocionante.
Quando tudo parecia encaminhado para o empate ao intervalo, Mateu Morey roubou a bola após um erro de Stambouli. Jadon Sancho aproveitou o ressalto e inaugurou o marcador na Veltins-Arena, com um remate colocado, sem possibilidade de defesa para Michael Langer (que substituiu o lesionado Fährmann).
Ainda antes do apito para o regresso aos balneários, aconteceu o momento da noite. Com a cortesia de Jadon Sancho, Erling Braut-Haaland apareceu na grande área para rubricar um golo só ao nível de alguns jogadores. Ao intervalo, o 0-2 parecia um resultado pesado para o FC Schalke 04.
Já na segunda parte, a equipa da casa tentou dar o ar da sua graça. Depois de alguns ataques perigosos, o BVB Dortmund não vacilou e gelou as esperanças dos adeptos do maior rival. O português Raphael Guerreiro foi o protagonista do terceiro dos amarelo e pretos, depois de uma jogada em que ele próprio iniciou e terminou a triangulação ofensiva.
No entanto, a tormenta do FC Schalke 04 não terminou por aí. Ao passar do minuto 79, Haaland voltou a fazer das suas e apareceu no local certo para finalizar uma boa jogada coletiva dos visitantes, fixando o 0-4 final no placard da Veltins-Arena, em Gelsenkirchen. Os erros e a qualidade individual tramaram um Schalke que prometia bem mais no início do encontro.
Com este resultado, o BVB Dortmund continua no sexto lugar da Liga Alemã, provisoriamente com os mesmos pontos do Bayer 04 Leverkusen. Quanto ao Schalke 04, esta derrota condena ainda mais os azuis e brancos a uma descida anunciada, ocupam o último lugar da Bundesliga com apenas 9 pontos.
Erling Braut Haaland – Depois de brilhar a meio da semana para a Liga Dos Campeões, frente ao Sevilla, a série de jogos não o impediu de voltar a encantar. Além do golo de antologia, bisou e fez o quarto das abelhas de Dortmund. Aos 20 anos, um dérbi já é um jogo normal para Haaland.
Erros defensivos do FC Schalke 04 – Apesar de um começo animador, a equipa de Gelsenkirchen desmoronou após os dois golos do BVB Dortmund ao fechar a primeira parte. No primeiro, erro de Stambouli e, no segundo, Haaland faz um grande golo, mas pedia-se mais à defesa.
ANÁLISE TÁTICA – FC SCHALKE 04
O lanterna vermelha da Liga Alemã apresentou-se no dérbi com a tática habitual. Dispostos em 4-2-3-1, os homens de Christian Gross entraram muito expectantes e com poucas iniciativas atacantes. Ao longo da primeira parte e até ao primeiro golo do BVB Dortmund, os jogadores da equipa da casa tentaram se soltar e até incomodaram a defesa adversária, mas sem muito perigo para a baliza de Hirtz. Os problemas na finalização explicam o porquê de serem o pior ataque da liga.
Nas transições defensivas, quando o BVB Dortmund tentava progredir com a bola, o FC Schalke 04 colocava 10 jogadores atrás da liga da bola. O único elemento que fugia do puzzle era o homem-alvo do ataque, Matthew Hoppe, numa tentativa de aproveitar um percalço do adversário. Foi neste setor, no entanto, que se demonstraram as maiores lacunas, como tem sido habitual no último classificado da Bundesliga.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Fährmann (-)
Becker (6)
Thiah (5)
Oczipka (5)
Kolasinac (5)
Serdar (6)
Stambouli (5)
Boujellab (5)
William (6)
Harit (7)
Hoppe (5)
SUBS UTILIZADOS
Langer (5)
Schopf (5)
Mascarell (5)
Raman (6)
ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND
Apesar de não ter realizado uma exibição de encher as medidas, foi (quase) sempre superior. Com o habitual 4-2-3-1, o BVB Dortmund teve sempre mais posse de bola e, sob a batuta de Mahmoud Dahoud, aproveitou os problemas crónicos do adversário. Quando o Schalke 04 tentou incomodar, a tranquilidade dos seus jogadores com a bola foi fundamental para manter a calma e a construir uma goleada de forma natural.
Disputado um pouco mais tarde do que o habitual devido às condicionantes impostas pela pandemia de COVID-19, o Australian Open, primeiro grand slam da temporada, não desiludiu na vertente feminina e ofereceu inúmeros encontros de alto nível entre algumas das principais tenistas da atualidade. Ainda assim, o título ficou reservado para um nome que promete ser a próxima força dominadora do circuito WTA.
ANTIGAS CAMPEÃS DE GRAND SLAM DESILUDEM
Como em todos os torneios, nem todas as tenistas com perspetivas de chegar às fases mais adiantadas da prova correspondem às expectativas e este Open da Austrália não foi exceção. A germânica Angelique Kerber, campeã em 2016, caiu logo na primeira ronda perante Bernarda Pera, a número 64 do ranking mundial, por enfáticos 6-0 e 6-4.
O mesmo destino ficou reservado para Victoria Azarenka. Vencedora das edições de 2012 e 2013, a bielorussa perdeu por 7-5 e 6-4 com a norte-americana Jessica Pegula, número 61 do ranking. De referir que tanto Kerber como Azareka pertenceram ao grupo de tenistas que tiveram de ficar duas semanas de quarentena sem abandonar os quartos de hotel.
Para além da bicampeã do Open da Austrália, Pegula voltaria a surpreender uma candidata ao título nos oitavos de final, fase da prova em que eliminou Elina Svitolina, número cinco mundial, em três partidas. Por sua vez, Petra Kvitova, oitava do ranking e já com dois Grand Slams no currículo, perdeu na segunda ronda com a romena Sorana Cirstea, número 68 do ranking.
Ainda assim, a principal desilusão da competição feminina foi Sofia Kenin, a norte-americana de apenas 22 anos que surpreendeu tudo e todos ao vencer o torneio na edição transata. A número quatro mundial acusou a pressão do momento e sucumbiu perante Kaia Kanepi, a experiente estónia de 35 anos, por claros 6-3 e 6-2.