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Eintracht Frankfurt FAG 2-1 FC Bayern München: Vitória sofrida frente ao líder do campeonato

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A CRÓNICA: FANTÁSTICA PRIMEIRA PARTE DO EINTRACHT FRANKFURT SEGURA A VITÓRIA

Esperava-se uma bela partida de futebol entre Eintracht Frankfurt FAG e FC Bayern München, duas das equipas em melhor forma no campeonato alemão, e assim foi. O encontro começou com um ritmo frenético, apesar de ter sido interrompido ainda antes de atingir os 5’ minutos de jogo, devido à lesão de um dos árbitros assistentes.

Apesar da interrupção inicial causada por um acontecimento caricato, o ritmo de jogo não quebrou. Ao minuto 12’, Kamada aproveitou uma desatenção da defesa do FC Bayern Munchen, e apareceu sozinho no interior da área adversária para colocar a bola no fundo das redes. A assistência foi de Kostic, líder nos passes para golo na equipa do Eintracht Frankfurt.

Numa fase em que os Bávaros tentavam equilibrar a partida, ao minuto 31’, Amin Younes executou um remate colocadíssimo, fazendo o segundo golo da partida, após passe de Kamada. Neuer não teve hipóteses de defesa, e apenas se limitou a ver a bola a entrar junto do poste esquerdo da sua baliza.  Até ao final do primeiro tempo, Trapp ainda realizou algumas defesas de qualidade, impedindo a formação visitante de reduzir a diferença no marcador.

Os segundos 45 minutos iniciaram com um FC Bayern Munchen muito ofensivo e pressionante, tentando contrariar a supremacia do Eintracht Frankfurt. Ao minuto 53’ o inevitável Lewandowski colocou o marcador em duas bolas a uma, finalizando uma bela jogada construída por Sané. No decorrer do segundo tempo, o FC Bayern Munchen dominou o adversário, procurando incessantemente alterar o resultado da partida.

O marcador manteve-se inalterado até ao final do encontro, com o Eintracht Frankfurt a sair vitorioso, resistindo à forte avalanche ofensiva do FC Bayern Munchen na totalidade da segunda parte. Apesar da derrota, os campeões alemães em título permanecem na primeira posição da tabela classificativa, enquanto o Eintracht Frankfurt continua em quarto lugar.

A FIGURA


Kevin Trapp- O guarda-redes do Eintracht Frankfurt realizou uma exibição de alto nível, sendo um dos principais responsáveis pela conquista dos três pontos por parte da sua equipa. Respondeu com grande qualidade sempre que foi chamado a intervir, e apesar de sofrer um golo nesta partida, impediu o FC Bayern Munchen de alcançar o empate, e até de consumar a reviravolta no marcador.

O FORA DE JOGO


Setor defensivo do FC Bayern Munchen- A fraca primeira parte realizada pela defensiva da equipa visitante facilitou o trabalho ao Eintracht Frankfurt. A adaptação de Sule a lateral direito teve um resultado infeliz. O defesa central alemão, que hoje jogou na ala direita, demonstrou muitas fragilidades a acompanhar Kostic, e foi a partir da sua zona de atuação que surgiram os dois golos da formação da casa.

Os restantes jogadores que constituíram o quarteto defensivo dos Bávaros também realizaram uma exibição abaixo das expetativas, cometendo demasiados erros, sobretudo no primeiro tempo de jogo.

ANÁLISE TÁTICA – EINTRACHT FRANKFURT FAG

A formação da casa alinhou num esquema tático de 3-4-2-1, com uma linha de três defesas centrais, acompanhados por dois alas bastante subidos. No meio-campo, Rode e Hasebe formaram um duplo pivot, e nas costas do ponta de lança, Kamada e Younes atuaram como avançados interiores, permitindo incursões ofensivas constantes por parte de Kostic e Touré.

O Eintracht Frankfurt privilegiou, como é hábito, as rápidas transições ofensivas, maioritariamente conduzidas pelos laterais. Desta forma criaram largos problemas ao adversário, principalmente pela debilidade de Sule, um defesa central adaptado a defesa lateral direito, que teve muitas dificuldades a travar Kostic.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kevin Trapp (8)

Tuta (5)

Martin Hinteregger (7)

Evan N’Dicka (6)

Almamy Touré (6)

Makoto Hasebe (6)

Sebastian Rode (6)

Filip Kostic (8)

Daichi Kamada (8)

Amin Younes (7)

Luka Jovic (6)

SUBS UTILIZADOS

Stefan Isanker (6)

Ragnar Ache (5)

Aymen Barkok (5)

Steven Zuber (-)

ANÁLISE TÁTICA- FC BAYERN MUNCHEN

Hans-Dieter Flick esquematizou a sua equipa no habitual 4-2-3-1. Sule atuou como lateral direito, enquanto Kimmich ocupou a linha de meio-campo juntamente com Roca. A linha ofensiva foi constituída por quatro elementos móveis, com Sané, Coman e Choupo-Moting a apoiar Lewandowski na frente.

Após uma primeira parte complicada ao nível da construção de jogo, a saída de Roca para a entrada de Goretzka alterou o rumo da partida. O médio alemão juntou-se a Kimmich no meio-campo, atribuindo maior vigor ofensivo ao FC Bayern Munchen.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (7)

Niklas Sule (5)

Jérôme Boateng (6)

David Alaba (6)

Alphonso Davies (6)

Joshua Kimmich (7)

Marc Roca (4)

Leroy Sané (7)

Choupo-Moting (5)

Kingsley Coman (6)

Robert Lewandowski (7)

 

SUBS UTILIZADOS

Leon Goretzka (7)

Lucas Hernández (5)

Jamal Musiala (6)

Javi Martínez (-)

3 disputas jurídicas no mundo do futebol que não vamos esquecer

As novelas e suspeitas de esquemas, comportamentos ilícitos ou corrupção no desporto mancharam alguns dos anos de ouro de alguns clubes e campeonatos. Ao longo dos últimos anos, não só em Portugal, mas um pouco por todo o mundo, assistimos à erupção de diversos casos mediáticos no futebol que preencheram a atualidade dos nossos televisores e feeds de notícias, quase sempre com a atuação da Justiça sob intenso escrutínio.

A verdade é que o tempo das notícias, o tempo da política e o “julgamento social” são distintos do verdadeiro tempo da justiça e muitos dos processos que foram aparecendo, ou continuam ainda por conhecer o seu fim, ou viram as suas decisões serem alteradas, após longos anos de audiências e recursos.

Vamos então a três disputas e casos jurídicos que tanta tinta fizeram correr no futebol.

CD Cova da Piedade 1-1 GD Chaves: Batalha de Almada termina em empate

CRÓNICA: EM DIA DE TEMPORAL, EMPATE FOI O RESULTADO POSSÍVEL

Foi numa manhã chuvosa que CD Cova da Piedade e GD Chaves se encontraram para a 21.ª jornada da Segunda Liga. Devido às condições climatéricas – e ao facto de ser o segundo jogo em quatro dias no Estádio Municipal José Martins Vieira – o nível qualitativo da partida acabou por sofrer.

A equipa visitante foi quem entrou melhor e depressa começou a criar ocasiões de perigo. Com o domínio da posse de bola e ao aproveitar o espaço entre os defesas e médios do Cova da Piedade, o Chaves conseguiu marcar à passagem do minuto 8, mas o lance foi anulado devido a fora de jogo.

O conjunto almadense ia mostrando alguma dificuldade em construir jogo. A sua posse de bola concentrava-se maioritariamente a meio-campo, mas a defesa visitante ia controlando as suas investidas com relativa facilidade. A primeira grande oportunidade de golo ocorreu aos 25 minutos quando Filipe Melo fez um belo passe a mudar o flanco de jogo para Firmino, que temporizou e cruzou para o segundo poste para Alex Freitas, mas no momento da decisão permitiu a defesa a Paulo Vítor.

Com o aproximar do intervalo o Chaves continuava a dispor das melhores oportunidades, mas com um relvado muito pesado nenhuma das equipas conseguia impor o seu jogo.

O segundo tempo começou, mas com o agravamento das condições climatéricas ficou cada vez mais difícil as duas equipas jogarem, com vários passes a ficarem presos nas poças de água e lama que se iam formando.

Até ao final assistiu-se a uma batalha no meio-campo, com nenhuma das equipas a conseguir criar jogo ou assumir a posse de bola dado o estado do relvado, que se ia deteriorando com o passar do tempo. A quinze minutos do final, Roberto esteve muito perto de inaugurar o marcador para o Chaves com um remate acrobático, mas no lance seguinte, Cristiano Gomes cruzou do lado direito e Hugo Firmino fez o primeiro golo da partida.

Com o aproximar do fim, e quando já se esperava a vitória caseira, Roberto conseguiu devolver o empate ao Chaves aos 87 minutos. Wellington “picou” a bola para dentro da área e o avançado brasileiro conseguiu bater o guardião do Cova da Piedade, fazendo o 1-1 final.

 

 

A FIGURA

Hugo Firmino – Para além do golo marcado, Firmino foi sempre o homem mais esclarecido da equipa da casa ao transportar a bola para o ataque com velocidade e critério. Mesmo quando o estado do relvado começou a piorar, conseguiu manter o nível e corou a sua exibição com um golo.

 

O FORA DE JOGO

CD Cova da Piedade
Fonte: Leonardo Bordonhos / Bola na Rede

Estado do relvado – São Pedro não deu tréguas durante todo o encontro e a segunda parte acabou por ser uma luta a meio-campo pela posse de bola, em que foi impossível criar qualquer tipo de lance ofensivo com qualidade de passe.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE

Depois da partida de quarta-feira contra a UD Vilafranquense, o técnico Mário Nunes fez várias alterações no onze inicial, mas a equipa conseguiu manter o modelo de jogo, apostando em ataques rápidos. Hugo Firmino ia sendo uma das figuras principais no plano ofensivo, ao impor velocidade no jogo, mas dado o estado do tempo, a equipa acabou por ter dificuldade em construir através do passe.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adriano Facchini (7)

Cristiano Gomes (7)

Simão Jr. (7)

João Meira (6)

Filipe Melo (6)

Cele (6)

Cicero (6)

Bruno Alves (6)

Alex Freitas (7)

João Vieira (7)

Hugo Firmino (8)

SUBS UTILIZADOS

Patrão (6)

João Oliveira (7)

Zarabi (6)

Anthony Blondell (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

Durante os minutos iniciais da partida o GD Chaves conseguiu algum ascendente ao explorar os espaços entre setores do Cova da Piedade através do passe. No entanto, com o passar dos minutos começou a ter mais dificuldade em ligar o seu jogo. Ainda assim, os visitantes tiveram as melhores oportunidades de golo durante toda a partida e chegaram ao empate com justiça.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Vítor (7)

João Correia (6)

Vasco Fernandes 7)

Rocha (6)

João Reis (6)

João Teixeira (7)

Luís Silva (6)

Nuno Coelho (6)

Niltinho (7)

Roberto (8)

Batxi (6)

SUBS UTILIZADOS

Jonathan Toro (6)

William (6)

Wellington (7)

 

BnR NA CONFERÊNCIA NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

GD Chaves

BnR: O relvado esteve praticamente impraticável devido à chuva, qual era o plano que tinham e de que forma tiveram que o alterar?

Vítor Campelos: Nós desde o início vimos que na zona central, o relvado estava muito difícil, mas vimos que nas laterais estava em melhores condições. Queríamos acelerar o jogo pelos corredores porque eram o sítio de onde podíamos tirar mais partido do estado do relvado, e foi isso que tentámos fazer. Creio que na primeira parte fizemos um jogo interessante, com algumas jogadas a tirar a bola da zona de pressão, a acelerar do lado contrário, que foi o que trabalhámos durante a semana e queríamos explorar, mas como a partir da segunda parte jogámos da forma que era possível.

CD Cova da Piedade

BnR: Foi um jogo difícil até pelo estado do relvado. O que achou da exibição e a forma como a equipa se conseguiu adaptar às condicionantes meteorológicas.

Mário Nunes: Foi um jogo tremendamente difícil, já estávamos à espera das dificuldades por enfrentarmos um adversário de valor tão elevado, depois também a previsão meteorológica já anunciava que pudesse acontecer isto. Penso que, dentro das dificuldades os meus jogadores adaptaram-se muito bem, estou extremamente orgulhoso daquilo que eles fizeram e muito triste pelo resultado por eles, porque lhes tinha dito “ganhem este jogo porque esta vitória é vossa”, a minha ação seria muito residual tendo em conta o tempo entre os dois jogos, e foi, e por isso é que estou mais triste, porque seria uma vitória muito merecida para os meus jogadores por aquilo que eles fizeram.

 

 

Ronaldo Camará | Uma jóia prestes a sair de exposição?

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O Sport Lisboa e Benfica tem desenvolvido, de há uns anos a esta parte, um trabalho fenomenal na formação de jogadores, lapidando os jovens que chegam ao Seixal. O trabalho realizado na academia tem de ser enaltecido, até porque tem providenciado vários atletas que trouxeram proveito para o a equipa principal e para o clube, quer seja a nível financeiro como em rendimento desportivo.

Citando alguns nomes de jogadores que saíram das camadas jovens para levar a marca “made in Benfica” pela Europa fora, João Félix, Cancelo, Bernardo Silva, Nélson Semedo e muitos outros, a verdade é que é de parabenizar toda a estrutura da formação dos encarnados pelo trabalho desenvolvido.

Por estes dias “mora” no Seixal mais uma pérola, mais um diamante não por lapidar, mas que está praticamente pronto para deixar a montra secundária e ser exposto na montra principal – falo de Ronaldo Camará.

Com nome de craque, Camará foi desviado do Sporting CP em 2015 e rumou ao SL Benfica para completar o resto da sua formação. O jovem jogador de 18 anos tem brilhado em todos os escalões por onde tem passado, destacando-se dos demais pela qualidade que tem com a bola nos pés.

O luso-guineense pisa terrenos de jogo mais avançados, sendo um médio ofensivo com faro de golo. Mas Camará é muito mais do que golos, é muito mais do que assistências. É um génio que pensa com os pés. A sua capacidade de decisão é abismal para um jovem de 18 anos. A qualidade com que recebe a bola, sempre orientada para aquilo que pretende fazer a seguir é incrível. A visão de jogo, a capacidade de ver aquilo que nem nós em casa pela TV conseguimos observar é formidável.

Ronaldo Camará é, para mim, a joia da coroa da formação encarnada e, infelizmente, poderá abandonar o clube a custo zero.

O contrato de Ronaldo termina em junho de 2022 e após essa data passará a ser um jogador livre, o que lhe permitirá assinar com outro clube. As negociações com o atleta não parecem ter avanços e fala-se no interesse de vários “tubarões” europeus prontos para agarrar o jogador.

Os gigantes de Manchester, o City e o United, assim como o FC Barcelona perfilam-se como principais candidatos para assinar Ronaldo Camará, mas o SL Benfica ainda tem uma palavra a dizer, uma vez que o contrato do jovem jogador ainda dura mais uma temporada.

Ao que se sabe, Camará rejeitou a proposta de renovação dos encarnados, pelo que indicia uma vontade ou de querer algo mais dentro do clube – a equipa B pode começar a ficar curta para tanto talento – ou então pretende mesmo mudar de ares e viver uma nova experiência.

O que é certo é que, no caso de uma eventual saída, quem fica a perder é, certamente, o SL Benfica. De frisar que Ronaldo Camará foi eleito como o quarto melhor jogador do mundo na categoria sub-17 pelo Football Talent Scout, o que indica as qualidades do jogador lhe são reconhecidas a nível mundial.

Seria uma pena ver Ronaldo Camará abandonar o Sport Lisboa e Benfica sem sequer realizar um jogo oficial pela equipa principal. O SL Benfica poderá ter em Camará uma espécie de novo Bernardo Silva, o que seria de lamentar.

Não tenho qualquer dúvida em afirmar que Ronaldo Camará é dos melhores jogadores desta “fornada” de 2003. Aliás, é dos jogadores com mais potencial a atuar em Portugal e augura-se um futuro muito risonho.

«O jogador não passa pelas mãos do Jorge Jesus e continua o mesmo, é impossível» – Entrevista BnR com Filipe Oliveira

Sai pupilo de Portugal, e regressou depois de conquistar a Sua Majestade. A estadia em terras lusas não perdurou, e Filipe Oliveira foi um aventureiro no mundo do Futebol. Itália, Hungria, Chipre e Roménia fazem parte do currículo do lateral ofensivo, que agora joga do lado do scouting na Arábia Saudita. Foi orientado por treinadores como José Mourinho, Ranieri e Jesus, mas nenhum destes é a sua escolha para dirigente que o mais marcou. Apesar de assumir alguns erros de gestão na carreira, Filipe Oliveira diz que aprendeu com todos eles. 

Ao fim de ter uma carreira de 24 anos, alguns entres os grandes palcos europeus, teve uma experiência de três meses a lavar carros, e uma lição que tirou para a vida. Vencedor de um Torneio Toulon, uma Intertoto e um campeonato inglês e húngaro, o braguista nascido e criado analisa o percurso do SC Braga nos últimos anos, na mesma hora que recorda os balneários que partilhou com campeões mundiais, e ídolos, e ainda alguns momentos que perduram atravessados na garganta. Um analista sem sombra de dúvidas, o lateral não deixou de mostrar como vê o futebol português, e ainda algumas diferenças e surpresas que foi encontrando entre os campeonatos que calcou.

Acho que o passo errado foi voltar a Portugal”

Bola na Rede: Para começar pelo teu início de carreira. Fizeste formação no SC Braga e no FC Porto. Numa altura em que se fala tanto de formação, e com a tua ligação ao scouting, que principais diferenças encontras? Além disso, sentes que na tua altura havia falta de oportunidades? 

Filipe Oliveira: Não, no meu caso específico não posso dizer isso. Eu não saí em virtude de falta de oportunidades. Não foi de total maneira esse o caso. O que surgiu na minha altura com 17 anos foi que houve um processo que se estava a desenrolar a nível de formação, as coisas estavam a correr bem, de tal maneira, que se proporcionou ir para Inglaterra e seguir caminho. Tanto a oportunidade surgiu que eu quando saí de Inglaterra voltei com 20/21 anos para uma equipa da Primeira Liga, o Marítimo. Não posso dizer que no meu caso específico foi falta de oportunidade.

Bola na Rede: Aproveitando já a tua referência a Inglaterra, fazes a tua estreia como sénior no Chelsea FC, olhando agora para trás, arrependeste de ter dado esse passo?

Filipe Oliveira: Não, acho que o passo errado, e com todo o respeito e mesmo com muita humildade digo isto, mas é uma análise que tenho de fazer, e faço enquanto atleta que já terminou a sua carreira. Acho que o passo errado foi voltar a Portugal. Nunca foi ter saído para Inglaterra, eu com 18 anos tive a oportunidade de já poder-me estrear-me na equipa principal. O Chelsea, na altura da minha quarta época, estava num período de transição no próprio clube. Na altura havia um proprietário que era o Ken Bates que estava a estruturar o clube e estava com uma filosofia de poder proporcionar oportunidade aos jogadores da formação, porque o próprio clube precisava disso, precisava de rentabilizar, e eu tinha sido contratado muito nessa linha de pensamento. Entretanto chega o Abramovich, contratou o José Mourinho, e tudo mudou dentro do clube, houve uma mudança radical, não digo nos objetivos, porque o Chelsea FC já era uma equipa que lutava para ganhar títulos. Só para relembrar que no último ano do Ranieri o Chelsea FC ficou em segundo lugar no campeonato. Mas na primeira temporada de Mourinho, com todo o investimento, e com toda a qualidade do plantel, conseguiu-se chegar ao objetivo de ganhar o campeonato. Mas para nós jovens que estávamos numa fase de formação e afirmar-se na primeira equipa, tudo se tornou muito mais complicado.

Bola na Rede: Abordaste a qualidade do plantel. Na altura o Chelsea FC já tinha o Terry, o Gallas, o Petit, o Lampard, o Crespo, entre outros. Como foi para ti com 17/18 anos chegar ao balneário e ver aqueles craques? 

Filipe Oliveira: É muito curioso porque eu vinha de uma realidade portuguesa, onde nessa altura a distância da equipa de formação para a primeira equipa era muito grande. Havia a equipa B que era o meio termo, mas de juniores para a primeira equipa era uma diferença e distância muito grande. Quando chego a Inglaterra levo com esse embate. Isto porque, o edifício onde tanto a equipa de juniores, a equipa B e a equipa de seniores treinavam era o mesmo. Nós partilhávamos o mesmo edifício, ou seja, o que para um português causava alguma estranheza de poder conviver com a equipa principal, para os ingleses era algo muito natural, e isso foi muito enriquecedor a nível de crescimento. Eu chegava ao ponto de estar a trabalhar no ginásio junto dos atletas da primeira equipa. Chegava ao ponto de estar no pequeno-almoço e no almoço junto dos atletas da primeira equipa. Inclusive, nós tínhamos a tradição, comigo não aconteceu, possivelmente porque também cheguei alguns meses mais tarde a Inglaterra, mas os miúdos da equipa B e juniores tinham por tradição cuidar das botas de um dos atletas da equipa principal. Isto são tudo estratégias que os ingleses têm, muito bem na minha opinião, de encurtar distâncias e dar a visão de que é possível atingir e alcançar grandes patamares. Foi muito interessante, porque tínhamos jogadores de classe mundial, só para relembrar, o Desailly tinha acabado de ser campeão do Mundo pela França, era o capitão da seleção, mas com uma simplicidade e de uma naturalidade enorme, de convivência, diálogo, abertura, extraordinário, adorei.

Bola na Rede: No Chelsea FC ainda apanhas uma comitiva portuguesa, se assim podemos chamar, o Ricardo Carvalho, o Paulo Ferreira, o Tiago, o Nuno Morais e o Filipe Morais. Isso ajudou-te de alguma forma a estares melhor e mais preparado?

Filipe Oliveira: A nível de adaptação não teve influência nenhuma, até acho que foi mais ao contrário. Isto porque, salvo erro, a comitiva portuguesa chegou na minha quarta temporada, foi mais eu poder auxiliá-los, sobre a cidade, onde são os locais, essas coisas, do que verdadeiramente mais eles a mim. O que eu senti, e estou muito grato a quem me ajudou foi facto de falarmos a mesma língua fez com que tivéssemos uma maior proximidade, e o facto de podermos estar em convivência diária, vai-nos tornando mais próximos um dos outros. E isto a nível futebolístico, tive a oportunidade de evoluir com o Paulo Ferreira, com o Tiago, com o Ricardo Carvalho, com o Nuno Morais e o Filipe, e toda a restante equipa técnica, porque era o Mourinho, o André Vilas Boas, o Rui Faria, o Silvino.

UAE Tour | Uma semana de ciclismo ao mais alto nível

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A espera chegou ao fim. O ciclismo-espetáculo está de volta este domingo, dia 21 de fevereiro de 2021, em Sharjah, Emirados Árabes Unidos, ou melhor dizendo, no dia D do calendário UCI World Tour 2021. O desembarque dos melhores do mundo, sobre o Golfo Pérsico e com o majestoso Dubai logo ali, marca o início da temporada de 2021 entre as competições de primeira instância do ciclismo mundial.

O primeiro banquete, com a beleza de uma das maiores metrópoles do Médio Oriente em seu redor, junta à mesa vários nomes mediáticos da modalidade: Tadej Pogačar; Mathieu van der Poel; Chris Froome; Filippo Ganna; Vincenzo Nibali ou ainda os portugueses João Almeida e Rúben Guerreiro.

Relativamente ao perfil da terceira edição desta competição, teremos as usuais sete etapas, das quais se contemplam quatro possíveis chegadas em pelotão compacto, um contrarrelógio individual e duas etapas com finais duros, propensos aos punchers e climbers presentes nas fileiras das 20 turmas inscritas.

Existem vários fatores a analisar para se compreender da melhor forma aquilo que o UAE Tour pode proporcionar em termos de espetáculo, surpresas ou resultados. Numa fase tão precoce da temporada, a necessidade de alertar para a natural disparidade dos mindsets no universo das equipas presentes e dos seus respetivos atletas torna-se imprescindível.

A necessidade também de gerir vários ativos e a atribuição de responsabilidades para as diferentes provas do calendário pode ter alguma influência naquilo que será o desenho dos melhores no final da competição. Outra conjuntura a mencionar prende-se com a simbiose entre a condição física atual dos ciclistas e o respetivo plano competitivo programado – ganhar quilometragem vs rodar ao máximo -. Relacionado com esse aspeto, referir ainda a vaga de ciclistas que entram em prova já com uma base considerável de quilometragem e sucessos desportivos, algo que pode pesar na balança dos principais candidatos às várias classificações em disputa.

Foto De Capa: UAE Tour

A última paragem antes do Clássico | Sporting CP x Portimonense SC

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Primeira Liga, Jornada 20: sábado, 20h30, 20 de fevereiro de 2021
ANTEVISÃO: LEÕES À PROCURA DA VITÓRIA ANTES DA VISITA AO DRAGÃO

O Sporting CP recebe neste sábado o Portimonense SC em jogo da vigésima jornada do campeonato. Depois de terem aumentado a diferença pontual para 10 pontos sobre o segundo classificado FC Porto, os leões procuram a oitava vitória consecutiva e vencer aquele que é o último jogo antes da visita ao Estádio do Dragão, naquele que será um jogo decisivo para as contas do título de campeão.

OS LEÕES TENTAM SOMAR MAIS 3 PONTOS ANTES DO JOGO GRANDE FRENTE AO FC PORTO. SERÁ QUE VENCEM? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Por sua vez, o Portimonense SC vem de uma grande vitória frente ao Gil Vicente (4-1), além de um empate a zero fora de casa frente ao Paços de Ferreira, a equipa sensação da Primeira Liga. O emblema algarvio, que ocupa o 12º lugar e que está apenas três pontos acima da “linha de água”, procurará pontuar frente ao Sporting CP, a única equipa que ainda não perdeu no campeonato.

No que toca à equipa leonina, esta terá de saber gerir o facto do seu capitão Sebastián Coates estar em risco de ver o quinto cartão amarelo, podendo ficar de fora do jogo frente ao FC Porto na jornada seguinte, o que significaria uma verdadeira baixa de peso para o líder. Para além do uruguaio, também Matheus Nunes e Nuno Santos estão em risco, sendo que este último deverá continuar na condição de suplente, jogando novamente Tiago Tomás na frente de ataque.

Na turma algarvia, Lucas Fernandes e o guarda-redes Ricardo Ferreira, ambos por lesão, são as únicas baixas a registar. Por outro lado, Pedro Sá já está recuperado e será mais uma opção para Paulo Sérgio, ele que treinou precisamente o Sporting CP na época 2010/11. O clube alvinegro nunca venceu em Alvalade, pelo que se avizinha uma boa oportunidade para fazer história.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O Sporting CP é o atual líder do campeonato com 10 pontos de vantagem, algo que não acontecia desde 2010/11, quando o FC Porto de André Villas-Boas liderava a prova.
  2. Em casa, o Sporting CP já defrontou o Portimonense SC em 17 oportunidades: venceu todas.
  3. Já foram disputados 38 jogos entre ambas as equipas: o Sporting CP possui 27 vitórias no confronto, registando-se também cinco empates e seis vitórias do Portimonense SC.
  4. O último triunfo do Portimonense SC sobre o Sporting CP data de 2018/19, em vitória clara por 4-2 em Portimão. Desse jogo, apenas Coates e Jovane permanecem no plantel leonino.
  5. O Sporting CP venceu os últimos cinco jogos frente ao Portimonense SC.
  6. Manuel Fernandes e Rui Jordão são os maiores goleadores do confronto, com sete golos cada.
  7. A última derrota do Sporting CP no campeonato foi ainda em julho do ano passado, frente ao SL Benfica (2-1), na última jornada da edição de 2019/20.
  8. A última vitória fora de casa do Portimonense para o campeonato foi em outubro, na quarta jornada, frente ao Marítimo (1-2).
  9. O Sporting CP procura a oitava vitória consecutiva, considerando todas as competições.
  10. Na primeira volta, o Sporting CP derrotou o Portimonense SC (0-2), com Nuno Mendes e Nuno Santos a estrearem-se a marcar de leão ao peito.

JOGADORES A TER EM CONTA

Palhinha Taça da Liga
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

João Palhinha – O médio defensivo do Sporting CP tem estado em evidência pelas suas performances de leão ao peito. Apesar de não ter iniciado a temporada e de só ter feito a reestreia em outubro, o jogador formado nos Leões tem se revelado um autêntico pêndulo no meio-campo leonino, levando já dois golos marcados esta época – o segundo no último jogo.

Aylton Boa Morte – O jogador do emblema algarvio tem estado em evidência nos últimos jogos, coroando a sua boa forma com um grande golo no último jogo frente ao Gil Vicente. O extremo esquerdino de 27 anos destaca-se pela sua velocidade e técnica, sendo um dos elementos mais perigosos do Portimonense SC e que deverá requerer especial atenção da defesa leonina.

 

XI’S PROVÁVEIS

Sporting CP: Adán, Coates, Feddal, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, João Palhinha, João Mário, Porro, Pedro Gonçalves, Tiago Tomás e Paulinho.

Treinador: Rúben Amorim

”Não vamos fazer gestão, porque este é o jogo mais complicado. Temos de vencer este jogo, não vamos fazer nenhum tipo de poupança. Vamo-nos focar no Portimonense, tem um grande treinador, vem de um grande momento e essa é a nossa responsabilidade”

Portimonense SC: Samuel Portugal, Moufi, Lucas Possignolo, Maurício Antônio, Anzai, Willyan Rocha, Dener, Ewerton, Aylton Boa Morte, Salmani e Beto.

Treinador: Paulo Sérgio

‘’Sabemos que o Sporting é uma equipa muito forte no ataque à profundidade, que atrai o adversário, pois enganaram-nos aqui dessa forma no início do campeonato, mas agora espero a equipa mais preparada’’

Previsão de Resultado: Sporting CP 2-0 Portimonense SC

A última paragem antes de Minsk | Futsal

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Este fim-de-semana assistimos ao regresso da principal competição de equipas de Futsal do continente Europeu, este ano com uma nova “roupagem” devido à pandemia que ainda está bem presente no nosso dia-a-dia e obrigou à reformulação de grande parte das competições desportivas um pouco por todo o mundo.

A Liga dos Campeões de Futsal não é exceção e tudo mudou nesta nova época, com um método de apuramento que consiste em eliminatórias a um jogo e uma final a oito com os clubes apurados para essa fase, ao invés da tradicional ronda de Elite e ronda principal e a final a quatro na parte final da época.

Este novo modelo até acaba por trazer mais imprevisibilidade e emoção a esta competição, pois a possibilidade de ocorrerem surpresas é maior que numa fase de grupos com três jogos onde um eventual empate ou derrota com uma equipa de menor valia poderia ser corrigido nos restantes jogos do agrupamento.

Conforme já mencionei num artigo anterior, as duas equipas portuguesas têm todas as condições para poderem aceder à ronda seguinte, não só por terem calhado em sorte contra adversários teoricamente mais acessíveis como por jogarem ambos em casa, pese embora a impossibilidade de ter público nos jogos caseiros.

O Sporting CP irá jogar este sábado perante o Chrudim, da República Checa, adversário que poderá criar algum incómodo, mas que é claramente inferior ao emblema leonino, quer em termos individuais como coletivos, mas que nunca pode ser menosprezado por Nuno Dias, sob pena de poder surpreender o conjunto nacional.

Do lado do SL Benfica, o conjunto que saiu em sorte foram os Húngaros do Berettyóújfalu, campeão daquele país em título (18/19) e líder aquando da paragem daquele campeonato nacional em 19/20, orientada por um jovem treinador espanhol, Sergio Cabrera, que está na sua quarta temporada ao serviço do clube, e que conta nos seus quadros com um jogador que representou o clube encarnado de Futsal entre 2010 e 2013, o brasileiro Diece.

O brasileiro Diece reencontra o clube que defendeu entre 2010 e 2013
Fonte: SL Benfica

Tal como o rival da segunda circular, menosprezar este oponente pode criar vários dissabores, sobretudo com este formato mais imprevisível de jogo único. Mas, se Joel Rocha encarar este jogo com a seriedade que a competição e o adversário exige, as hipóteses de superar este obstáculo aumentam exponencialmente e, falando agora dos dois representantes portugueses, a hipótese de termos os dois clubes na Minsk Arena, pavilhão na capital da Bielorrússia que alberga a fase final é bem real, mas claro, ainda há uma eliminatória para ultrapassar antes de se poder pensar nessa hipótese.

Aproveito para desejar boa sorte aos dois representantes e exprimir o desejo sincero de poder contar com ambas as equipas na final eight em Minsk.

Foto de Capa: UEFA 

Sporting CP 4-2 OC Barcelos: Leões regressam com vitória frente ao líder

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A CRÓNICA: MATURIDADE E GESTÃO DERAM VITÓRIA AOS LEÕES 

Depois de quase um mês sem jogar devido a um surto de Covid-19 no plantel, o Sporting CP regressou com uma vitória frente ao líder. O OC Barcelos não conseguiu evitar o desaire no Pavilhão João Rocha, com todos os golos a serem apontados na primeira parte.

Nos primeiros minutos, o jogo estava dividido com as duas equipas a não conseguirem criar perigo. Aos cinco minutos, os visitantes conseguiram chegar à vantagem por Joka com um belo movimento à meia volta e a atirar para o fundo da baliza de Girão.

Os barcelenses não tiveram tempo para saborearem a vantagem com o Sporting a empatar segundos depois, por Romero, numa transição rápida.

Alguns minutos depois, o OC Barcelos ficou “em brasa” com a marcação de duas grandes penalidades (desperdiçadas) para o Sporting, com o árbitro a mostrar dois cartões azuis ao técnico Rui Neto, na primeira parte. A instabilidade dos visitantes foi aproveitada pela equipa da casa chegou a vantagem por Toni Perez, numa bela jogada coletiva.

O OC Barcelos aumentou a pressão sobre o Sporting e, na melhor fase do seu jogo, acabou por conseguir o empate por Miguel Rocha. O líder do campeonato viu depois Gimenez levar cartão azul, pouco depois de ficar em vantagem numérica por Romero ter também visto a cartolina da mesma cor.

A jogar 3×3, Sporting acabou por chegar a vantagem novamente por Ferran Font, novamente numa jogada rápida com bom envolvimento coletivo, quando o OC Barcelos iria ficar em igualdade numérica. No entanto, o pior chegou mesmo no fim do primeiro tempo. Toni Perez marcou no último segundo e alargou a vantagem para dois golos.

A segunda parte foi de um tom completamente diferente. O Sporting geriu a seu bel-prazer a partida. O destaque maior vai apenas para o livre direto falhado por cada equipa pelo adversário ter chegado à décima falta.

Vitória justa para a equipa que demostrou maior maturidade emocional e esteve melhor organizada durante a maior parte do jogo.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Ângelo Girão – O guarda-redes foi muito importante ao suster vários remates do OC Barcelos. O internacional português esteve especialmente bem nas bolas paradas, ao ter 100% de eficácia. Uma das chaves da vitória leonina.

O FORA DE JOGO

⚡️Não era o resultado que procurávamos e que merecíamos.

🤜🤛A resposta dá-se dentro de pista.

🍀Foco no próximo jogo!!!

💙🤍Seguimos juntos.

Publicado por Óquei Clube de Barcelos em Sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

 

Instabilidade emocional do OC Barcelos – A contestação à arbitragem na primeira parte prejudicou a equipa visitante. Com cinco cartões azuis, dois ao treinador, o OC Barcelos teve uma boa parte do primeiro tempo sobre brasa e em inferioridade numérica, enfrentando dificuldade acrescida para construir jogo e organizar a defesa.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

A equipa de Paulo Freitas apostou nas transições rápidas, aproveitando o jogo estar partido e muito dividido. A defesa foi compacta e ocupou bastante bem os espaços entre os jogadores barcelenses e Ângelo Girão.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Girão (8)

Platero (7)

Romero (7)

Verona (6)

João Souto (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Zé Diogo Macedo (-)

Pedro Gil (6)

Toni Perez (7)

Telmo Pinto (-)

Ferran Font (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – OC BARCELOS

A equipa de Rui Neto vinha discutir o jogo ao Pavilhão João Rocha. No entanto, a reação à perda de bola esteve bastante abaixo do esperado e a equipa ficou exposta às transições rápidas do Sporting. No ataque, tentou fazer uso dos remates de meia distância perante a muralha leonina.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Conti (7)

Zé Pedro (6)

Luís Querido (6)

Reinaldo Ventura (6)

Joka (7)

SUBS UTILIZADOS

Miguel Rocha (6)

Tomás Pereira (6)

Dario Gimenez (7)

Rafa (6)

Rafael Lourenço (-)

Boavista FC 1-0 Moreirense FC: Gomes, o “Angel” da guarda do Boavista

A CRÓNICA: LIVRE DE ANGEL GARANTE TERCEIRA VITÓRIA NA LIGA

Boavista FC e Moreirense FC encontraram-se no Estádio do Bessa, em jogo a contar para a 20.ª jornada da Primeira Liga. Num jogo especial para Vasco Seabra, que começou a época ao comando dos axadrezados, o técnico saiu com um sabor amargo, após ter sido derrotado por uma bola a zero.

Para se vencer, é necessário ser-se incisivo, principalmente no último terço do terreno, e nenhuma das equipas o conseguiu ser no primeiro tempo. Com o Moreirense por cima do jogo, sempre sob a batuta de Filipe Soares no meio-campo, foi o Boavista que criou a melhor oportunidade do primeiro tempo. Elis, isolado, atirou, aos 17′, para uma excelente intervenção de Pasinato.

A segunda parte começou praticamente com os festejos axadrezados. Aos 53′, Angel Gomes sofreu uma falta à entrada da área adversária e converteu, com grande classe e eficácia, o livre direto, dando vantagem ao Boavista. Três minutos depois, o mesmo número 10 dos homens da casa esteve em destaque ao desmarcar Elis, que, isolado, perdoou perante Pasinato.

Aos 68′, o Moreirense marcou mesmo, por Rafael Martins, mas o lance foi anulado por fora de jogo. Não marcaram os cónegos, iam marcando os boavisteiros por Javi García. Mais uma vez, Angel, na cobrança do canto, e o espanhol cabeceou ao poste direito da baliza de Pasinato.

Já em tempo de compensação, com o Moreirense todo subido à procura do golo que daria o empate, Ferraresi cruzou e Derik atirou ao primeiro poste, mas Léo Jardim salvou e garantiu a vitória do Boavista. As panteras sobem, assim, provisoriamente, ao 14.º posto da Primeira Liga.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Saída de Filipe Soares – O número 21, apesar de alguns erros na distribuição, vinha sendo o mais esclarecido em campo e o principal interveniente no caudal ofensivo do emblema de Moreira de Cónegos.

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

 O Boavista FC apresentou-se no 4-4-2 habitual, sendo que, no processo ofensivo, os médios axadrezados baixavam, alternadamente, para vir buscar jogo e criar a partir de trás. Javi García colocou-se mesmo entre os centrais para distribuir em superioridade e dar mais linhas de passe à defesa, face à pressão dos cónegos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (6)
Mangas (5)
Chidozie (5)
Devenish (5)
Cannon (5)
Paulinho (5)
Javi García (6)
Sauer (6)
Nuno Santos (5)
Elis (6)
Angel Gomes (7)

SUBS UTILIZADOS

Porozo (5)
Yusupha (5)
Sebastian Perez (5)

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC 

O Moreirense FC manteve o 5-3-2 habitual, sendo que, em momento de ataque, os laterais subiam para dar apoio ofensivo e a construção era feita pelos três centrais, mas quase sempre com a mesma direção: Filipe Soares. O 21 do Moreirense foi o cérebro da equipa, distribuindo jogo. A nível defensivo, os cónegos tentaram pressionar  a saída de bola axadrezada, de forma a recuperar alto e aproveitar a velocidade dos seus avançados.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Pasinato (6)
Abdoulaye (5)
Rosic (5)
Ferraresi (6)
Abdu (5)
D’ Alberto (5)
Fábio Pacheco (5)
Yan Matheus (5)
Filipe Soares (6)
Lucas Silva (5)
Walterson (5)

SUBS UTILIZADOS

Rafael Martins (6)
David Simão (5)
Derik (6)
André Luís (5)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Boavista FC

Bola na Rede: Apesar da vitória, o Boavista podia ter conseguido uma margem mais folgada, fruto das oportunidades que desperdiçou. Isto traz-lhe um misto de satisfação e tristeza por, por um lado, a equipa conseguir criar mais, mas, por outro, ter desperdiçado ocasiões flagrantes de golo?

Jesualdo Ferreira: Há que dividir o jogo em dois níveis: um nos primeiros 35 minutos, em que a equipa fez um jogo de grande qualidade, pelas oportunidades criadas. Temos de ser realistas e pragmáticos, o Moreirense teve duas ocasiões no jogo todo, tivemos mais ocasiões, tivemos o controlo do jogo de forma clara nos primeiros 35 minutos e, na segunda parte, entramos com uma estrutura tática mais aberta, quando fizemos o golo voltou todo o filme atrás, a equipa acabou por perder o fio, é difícil haver discernimento, é difícil jogar em situações como estas. O gosto, prazer meu, é pelos jogadores e não pelo que fizemos nos últimos 30 minutos. Eu compreendo-os e eles compreendem-me. Esta foi aquela vitória que, desde a quarta jornada, nunca conseguimos, e essa vitória significa um estado mais saudável durante os próximos dias e a animação que vamos ter para o jogo com o Vitória SC. A partir de agora são finais, temos de levar daqui a atitude dos jogadores, todos trabalharam, assumiram aquilo quer era o nosso objetivo, não só os três pontos, mas também a atitude.

Moreirense FC

Bola na Rede: Apesar de alguns erros na distribuição, o Filipe Soares vinha sendo o principal interveniente da equipa no processo ofensivo na primeira parte. Quando o tirou, sente que a equipa perdeu um pouco de esclarecimento no meio-campo?

Vasco Seabra: Aquilo que sentíamos era que o Filipe estava a traduzir coisas importantes para o jogo, aquilo que procuramos foi trazer um jogador que tinha uma ligação de passe mais à frente e estávamos a sentir algum desgaste nos jogadores que tiramos. O objetivo era sermos mais velozes na forma como rodamos a bola no último terço para criarmos mais oportunidades.