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FC Famalicão 0-0 Belenenses SAD: Falta de eficácia culmina em igualdade

A CRÓNICA: NA PROCURA DA VITÓRIA, RESTOU O NULO

A 19ª jornada abriu com jogo no Estádio Municipal de Famalicão, com um encontro que opôs o FC Famalicão e o Belenenses SAD. Estas duas equipas entraram no campo com o objetivo de dar uma reviravolta na série de resultados que têm apresentado. O Famalicão não vencia há quatro jogos (sendo a última vitória frente ao Santa Clara, nos Açores, por 2-1, em jogo a contar a 14ª jornada). Já o Belenenses SAD não sentia o cheiro da vitória desde a 15ª jornada da Liga, onde venceu o Tondela, e veio a jogo depois de acumular dois empates. Na luta por somar pontos e para subir na tabela, as duas formações alinharam-se e entram fortes no jogo.

Começou equilibrado o encontro em Vila Nova de Famalicão. Com bastantes ataques parte a parte, as ocasiões flagrantes de golo existentes nos primeiros 20 minutos foram a favor do Belenenses SAD. Os forasteiros chegaram muitas mais vezes à baliza adversária e, principalmente, com mais critério e perigo.

A formação de Silas privilegiava a construção de jogo desde a linha defensiva, mas a calma com que o fazia também trazia erros. Saía a ganhar o Belenenses SAD com esses mesmos erros, que, com tanto fulgor ofensivo, podia perfeitamente criar perigo e estar muito perto de inaugurar o marcador.

A sorte não assistia ao Famalicão. Varela fez falta sobre Ruben Vinagre e o jogador da equipa da casa teve de abandonar o terreno por estar a sangrar. Tudo pareceu recompor-se, mas, dez minutos depois, com o jogo a correr, Ruben Vinagre acabou por cair sozinho no relvado. Aos 32 minutos e no seguimento deste infortúnio, o jogador foi carregado de maca para fora do terreno de jogo. O Bola na Rede deseja uma rápida recuperação ao jogador!

O intervalo chegou numa boa altura para ambas as equipas, pois era necessário refrescar minimamente os jogadores e a estratégias que os treinadores tinham para este encontro. Quem refrescou a sério foi o Belenenses SAD, que entrou na segunda parte com uma forte pressão ofensiva sob o Famalicão.

No decorrer da segunda metade, surgiram ainda menos oportunidades do que nos primeiros 45 minutos. A construção ofensiva demasiado temporizada do Famalicão tornou previsíveis os movimentos e, consequentemente, facilitou a tarefa defensiva do Belenenses SAD.

Foi preciso chegar aos 89 minutos para existir uma nova oportunidade de golo – e a favor do Belenenses SAD. Afonso Sousa, do “meio da rua”, quase inaugurou o marcador, mas Luiz Júnior esticou-se e conseguir desviar a bola da rota da baliza.

Depois da oportunidade perdida de Afonso Sousa, os últimos minutos foram por conta do Famalicão. A falta de eficácia e o fincar pé do Belenenses SAD não permitiram qualquer oportunidade.

O jogo terminou como começou, com um zero a zero no marcador. Ficou um ponto para cada lado, num encontro bem disputado, onde as falhas de uma equipa complementaram os pontos fortes da outra.

 

 

A FIGURA

Eficácia defensiva do Belenenses SAD – Não é por acaso que, ao momento, o Belenenses SAD detém o 4º melhor registo defensivo do campeonato português. A eficácia defensiva da equipa de Petit é fulcral para o jogo da equipa. A capacidade de fechar linhas e dificultar a construção de jogo da equipa adversária é o ponto forte da equipa.

 

O FORA DE JOGO

Construção ofensiva do FC Famalicão – A turma de Silas apresentou um problema no encontro frente ao Belenenses SAD, que foi um dos fatores para terem conseguido arrecadar apenas um ponto. A construção ofensiva da equipa famalicense era demasiado demorada e previsível. A falta de fluidez de jogo tornava-o previsível e facilitava a tarefa defensiva, conhecida por ser muito bem efetuada, do Belenenses SAD.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Silas escalou um onze inicial na base de um 4-3-3, fazendo alinhar dois centrais, ao contrário do pensado: Diogo Queirós e Riccieli. A restante linha defensiva ficou completa após a inserção de Rúben Vinagre e Patrick nas alas e Luiz Júnior na baliza.

No setor do meio-campo, Ugarte e Pepê ocuparam a zona central, com o apoio de Ivo. Heriberto Tavares e Gil Dias encarregaram-se das extremidades e de fazer a ligação entre setores para o avançado Alexandre Guedes.

Durante a primeira parte, existiu uma grande insistência por parte do Famalicão em atacar pelo flanco direito do campo, aproveitando os cruzamentos e a rapidez de Gil Dias, em detrimento do jogo interior. Fora essa escolha atacante, a formação de Silas ocupava toda a largura do campo, alargando os espaços entre jogadores.

A nível defensivo, o Famalicão não desmontava o esquema montado, apenas fechava muito mais as linhas, de forma a impedir a construção de jogo por parte do Belenenses SAD.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Luiz Júnior (6)

Rúben Vinagre (-)

Patrick William (6)

Diogo Queirós (6)

Riccieli (4)

Ivo (3)

Heriberto Tavares (5)

Ugarte (5)

Pêpê (5)

Gil Dias (5)

Alexandre Guedes (5)

SUBS UTILIZADOS

Calvin (5)

Diogo Figueiras (6)

Jhonata Robert (5)

Anderson (5)

Fernando Valenzuela (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

Petit montou a composição do Belenenses SAD com apenas uma diferença no onze titular em relação ao jogo frente ao Vitória SC. Neste encontro frente ao Famalicão, Diogo Calila alinhou a titular, rendendo o lesionado Gonçalo Silva.

Kritciuk continuou a segurar as redes, com uma linha de três defesas montada à sua frente. Henrique, Tomás Ribeiro e Tiago Esgaio ocuparam a zona central da defesa, numa tentativa de parar o homem mais avançado do Famalicão, enquanto que Ruben Lima subiu no terreno e ocupou lugar no meio-campo.

Esse meio-campo foi também ocupado por Cafú e Yaya, com a ajuda de Diogo Calila e Varela, jogadores que atuaram como extremos, na sua ajuda à ofensiva propiciada por Miguel Cardoso e Cassierra.

Nas transições defensivas, o esquema da equipa de Petit transformava-se num 5-4-1, com Calila e Ruben Lima a descer no terreno para compactar a linha defensiva. O único homem a permanecer na frente era Cassierra, dado que Miguel Cardoso baixava no meio-campo para impedir a progressão do Famalicão.

Quando em transição ofensiva, o Belenenses SAD voltava a montar-se conforme o esquema retratado inicialmente, com a formação de Petit a optar por um jogo bastante rápida e compacto entre linhas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritciuk (6)

Diogo Calila (6)

Henrique (6)

Tomás Ribeiro (6)

Ruben Lima (6)

Tiago Esgaio (6)

Yaya (5)

Cafú (6)

Varela (5)

Miguel Cardoso (5)

Cassierra (6)

SUBS UTILIZADOS

Afonso Taira (5)

Afonso Sousa (6)

Dieguinho (-)

Francisco Teixeira (-)

Bruno Ramires (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: O Famalicão está numa série de resultados que, certamente, não são aqueles esperados tanto pelos jogadores como por Silas. O que falta para conseguir dar uma verdadeira reviravolta aos números obtidos pela equipa?

Jorge Silas: Efetivamente, não são os resultados de que estávamos à espera. Hoje não perdemos e temos de jogar para ganhar. Fizemos isso hoje, faltou-nos algum discernimento, mas jogámos para ganhar. É como lhe digo, ninguém esperaria estes resultados. Agora, resta trabalhamos muito para dar a volta. E vamos conseguir.

Belenenses SAD

BnR: O Belenenses SAD acabou por construir melhor o jogo relativamente ao Famalicão. Qual é a dificuldade que encontra na falta de concretização das oportunidades de golo?

Petit: É acreditar no processo. É um trabalho que fazemos todas as semanas. Não temos sido felizes nesse capítulo, mas o importante é construir e, neste jogo, estivemos muito mais perto de fazer golo. Sabemos que o Famalicão é uma equipa que gosta de circular atrás para chamar o adversário. Baixámos um bocadinho o bloco, permitimos que eles errassem. Mas temos que continuar a trabalhar nesse processo ofensivo.

Artigo revisto por Mariana Plácido 

10 jovens promessas da Liga Brasileira prontas para “dar o salto”

Numa altura em que chegamos às derradeiras jornadas do Liga Brasileira, parece-me ser oportuno destacar aqueles que foram, e são, os destaques mais promissores que esta temporada nos deu a conhecer. A América do Sul, e especialmente o Brasil, é, ou costuma ser, um verdadeiro viveiro de talentos, que teima em continuar a dar frutos. São incontáveis e poderíamos ficar aqui a debitar todos os craques que este país deu a conhecer ao mundo ao longo de todos estes anos, mas não o vou fazer.

Esta foi, como se sabe, uma temporada inevitavelmente marcada pelas consequências da Covid-19, especialmente ao nível financeiro um pouco por todo o globo. Um aspeto positivo decorrente deste contexto que certamente podemos destacar, é a maior aposta na formação em detrimento das clássicas investidas em jogadores internos ou estrangeiros “mais experientes”, e tradicionalmente, mais caros.

Eis uma lista de jovens promessas (com 23 ou menos anos de idade) que parecem prontas para “dar o salto”.

SL Benfica | A descontextualização da formação

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A forma como as carreiras dos jogadores da formação têm sido geridas tem originado alguma discórdia por parte dos adeptos encarnados. Há dois anos, o SL Benfica conquistou o seu 37º campeonato com oito jogadores da formação no plantel. Nesta temporada, os encarnados têm-se apresentado na maioria dos jogos sem um único jogador da formação no onze inicial.

Com a venda de Rúben Dias, os empréstimos de Florentino, Jota, Tiago Dantas e Ferro, assim como a pouca utilização de Gonçalo Ramos na equipa principal, muito se tem questionado se o projeto do SL Benfica tem a formação como base.

Num dos artigos mais recentes, escrevi que o principal problema do SL Benfica relacionado com a formação era a incapacidade para gerir as expectativas dos jogadores formados no Seixal, algo que acontece por várias razões.

Tudo começou quando a formação começou a ganhar mediatismo. A criação da equipa B e da UEFA Youth League deu à formação do SL Benfica rampas de lançamento para promover os seus atletas, sendo que jogadores como João Cancelo, Bernardo Silva, Ivan Cavaleiro e Gonçalo Guedes começaram a dar nas vistas.

Desde então, a cada entrevista que dá, Luís Filipe Vieira diz com todas as letras que o futuro está no Seixal e que sonha ver um SL Benfica campeão europeu com uma espinha dorsal composta por jogadores formados no clube. Aliás, as saídas recentes de jogadores como Ferro, Florentino e Jota vão contra o que o presidente encarnado disse numa entrevista em junho de 2020, na qual referiu que havia 15 jogadores da formação capazes de assumir um lugar na equipa principal a curto-prazo, e que nenhum deles iria sair porque o contexto imprevisível causado pela pandemia faria com que estes pudessem ser precisos a qualquer momento.

Gonçalo Ramos tem tido poucas oportunidades na equipa principal.
Fonte: Bola na Rede

Esta incapacidade para gerir expectativas por parte de dirigentes e adeptos faz com que a porta para a equipa principal esteja escancarada, o que tem feito com que houvesse jogadores a serem lançados de forma prematura, com poucos jogos na equipa B, que serve precisamente para que os jovens se preparem e adaptem a um contexto profissional.

Um bom exemplo da forma como esta gestão tem sido mal feita é a situação do lateral direito na época 2019/2020. Após a conquista do campeonato em 2019, Luís Filipe Vieira disse numa entrevista à Rádio Renascença que o SL Benfica não estava à procura de laterais no mercado. Com a saída de Corchia e André Almeida lesionado, a equipa fez a pré-temporada com João Ferreira e Ebuehi – este último também acabado de recuperar de uma lesão grave. Nuno Tavares iniciaria a época a jogar a lateral-direito improvisado, sendo que Tomás Tavares, que não tinha feito a pré-época porque esteve no Europeu de sub-19, viria a assumir a vaga posteriormente.

Neste momento, o clube não tem um contexto propício para a aposta na formação. A carreira de cada jogador é gerida ao sabor do vento. Um jogador tanto pode ser titular num jogo das competições europeias, como pode acabar por ser emprestado a um clube onde não tenha garantias de jogar com regularidade.

E nesta questão, os adeptos também têm a sua quota parte de responsabilidade. A forma como jogadores como Rúben Dias e João Félix se afirmaram na equipa principal fez com que estes acreditem que a afirmação na equipa principal está ao alcance de qualquer um, fazendo com que os adeptos tenham pouca paciência para estes jogadores.

Nos casos dos laterais Nuno e Tomás Tavares, estes são jogadores que acusaram a falta de andamento a este nível, sendo alvo de fortes críticas dos adeptos. É preciso entender que cada caso é um caso e que nem todos os jogadores têm a maturidade que lhes permite afirmar-se na equipa principal a curto-prazo.

Moral da história: a falta deste contexto acaba por fazer com que quando um miúdo da formação saia do SL Benfica em busca de mais oportunidades, a responsabilidade seja de todos os envolvidos, desde o presidente que lhe promete mundos e fundos, ao treinador que não lhe dá minutos e, por último, aos adeptos, que não têm paciência para que este cresça e se desenvolva.

Evanilson | Titular ou suplente utilizado?

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Francisco Evanilson de Lima Barbosa, chegou à cidade invicta no último mercado de verão e, até ao momento, o ponta de lança leva quatro golos marcados de Dragão ao peito.

Os números não são nada maus se tivermos em conta que só foi titular por três ocasiões, somando o resto dos minutos como suplente utilizado. A questão torna-se mais interessante quando observamos que só um desses golos foi marcado quando entrou de início, curiosamente na sua estreia a titular, frente ao Gil Vicente, dando a vitória ao FC Porto.

Voltou a ser titular na derrota frente ao Paços de Ferreira, mas não deixou o seu nome na lista de marcadores, proeza que só voltou a acontecer alguns jogos depois, frente ao Moreirense. Cumpriu apenas dois minutos em campo e selou a vitória por três bolas a zero.

O avançado brasileiro tornou a fazer gosto ao pé pouco tempo depois no jogo a contar para a Taça de Portugal frente ao Nacional, os orientados por Sérgio Conceição perdiam por duas bolas a uma. Evanilson entrou ao minuto 88 e empatou a partida nesse mesmo minuto, permitindo à equipa ir a prolongamento e vencer o encontro.

O seu quarto e último tento, até ao momento, foi apontado no Dragão frente ao Rio Ave, marcou sete minutos após ter entrado, o golo que deu a vitória tranquila por dois a zero.

Qualquer seguidor assíduo do FC Porto percebe que Evanilson é um avançado com boas características e qualidade, forte fisicamente, segura bem a bola no meio dos centrais e é oportunista, mas também é verdade que tem muito para trabalhar e evoluir, o que é perfeitamente normal para um jovem de 21 anos que acaba de chegar à Europa e a um futebol completamente diferente do brasileiro.

No esquema tático montado por Sérgio Conceição tem tido algumas dificuldades em se afirmar, isto também por culpa do bom momento de forma de Taremi e da insistência do mister em apostar em Marega. Contudo, o avançado tem aproveitado bem as oportunidades dadas e revela-se sempre uma boa solução para sair do banco e mexer com o jogo.

Tendo isto em conta as questões que se levantam são: Deverá Evanilson ter mais oportunidades a titular? Será ele a arma secreta de Sérgio Conceição?

Podcast BnR T2/EP6: Os 5 maiores duelos entre Mourinho e Guardiola

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No podcast BnR desta semana aproveitamos o encontro escaldante entre Manchester City FC e Totttenham Hotspur para escolher os 5 duelos mais marcantes entre Pep Guardiola e José Mourinho. O João Filipe Brandão está na moderação e os comentários são do Afonso Santos e o Pedro Silva. Junta-te a nós. 🎙️

Se queres saber os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

As 5 substituições mais importantes da última década

O futebol é um desporto que pode ser decidido nos detalhes. Por vezes, uma pequena mudança pode alterar por completo o rumo da partida, e a solução pode ser encontrada no banco de suplentes. Neste artigo são apresentadas as cinco melhores substituições, na minha opinião, no futebol moderno, mais precisamente na última década.
São jogadores que entraram na partida com um objetivo de marcar a diferença dentro das quatro linhas, e acabaram por se tornar heróis, não só nesse encontro específico, como ficaram na história dos clubes ou seleções que representaram.
Neste artigo foi privilegiado o fator decisivo das substituições, tendo em conta a competição e a fase da mesma a que correspondia o jogo e a substituição realizada.

5 destaques individuais da I Divisão | Hóquei em Patins

Com mais de metade do campeonato da I Divisão completo, é inevitável não mencionar alguns destaques individuais. Entre as surpresas, como o OC Barcelos e o SC Tomar, passando pelos três grandes, foi difícil escolher apenas 5 jogadores. Com um dos melhores campeonatos de hóquei em patins a nível mundial, o talento abunda e enriquece os bons jogos a que temos assistido.

Nesta seleção, estão apenas inseridos jogadores do TOP 5 até ao dia 12 de fevereiro. No entanto, existem nomes que, no final da época, podem entrar nesta lista.

A ordem desta nomeação tem em conta as posições da tabela classificativa.

Foto de Capa: Bola Na Rede

Minnesota Timberwolves | Tanking ou apenas incapacidade?

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A foto de capa deste “desabafo” não foi escolhida ao acaso. Anthony Edwards foi a primeira escolha do Draft de 2020, passou a fazer parte do elenco dos Minnesota Timberwolves e novas ambições chegaram a Minneapolis. Com a entrada do Ant-Man para se juntar a Karl-Anthony Towns, D’Angelo Russell, Ricky Rubio e os restantes companheiros, a alcateia sentiu esperanças renovadas no possível alcance dos playoffs, que já não acontece desde 2018.

À data de saída deste “desabafo”, a franquia e os seus apoiantes não estão, de todo, a cumprir com o objetivo. Tudo o que esteja relacionado com playoffs parece ser uma mera utopia (mesmo com o “torneio” de acesso realizado entre as equipas posicionadas que ocupam o 7º, 8º, 9º e 10º lugares das conferências). Neste momento, os Timberwolves ocupam a última posição da tabela da Conferência Oeste, com o record de seis vitórias e 19 derrotas.

Posto este registo, depois de Anthony Edwards chegar à equipa e da dupla Karl-Anthony Towns e D’Angelo Russell não ser, de forma alguma, uma dupla que deixe qualquer adepto de NBA indiferente, colocou-se a questão: Será que os Minnesota Timberwolves estão a fazer tanking ou é apenas falta de capacidade para vencer?

Foto de capa: Minnesota Timberwolves

O importante papel dos extremos interiores | Sporting CP

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A tática implementada por Rúben Amorim tem várias particularidades. Se por um lado, os alas têm um papel fundamental no processo ofensivo e defensivo da equipa (como referi num artigo anterior), os extremos interiores do Sporting CP são também peças fulcrais no jogo leonino.

O 3-4-3 tem dado muitas alegrias aos adeptos sportinguistas. É uma tática em que os jogadores que atuam nessa posição, quando recebem a bola, estão já em zonas interiores do campo, algo que pode ser incompatível com um extremo de origem. Atletas que gostem de partir a sua ação ofensiva na linha lateral do campo, como é o caso de Gonzalo Plata, não encontram o seu melhor futebol, quando obrigados a começar no meio.

Os alas dão largura nas extremidades, algo que permite aos três da frente aproximarem-se mais das zonas de concretização e este fator é visível nas estatísticas desta época. Ao todo, os extremos Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Jovane Cabral e Tabata somam 28 golos apontados, número que representa cerca de metade de todos os tentos executados pela equipa leonina nas competições em que participou.

Atualmente, Pedro “Pote” Gonçalves é o melhor marcador do campeonato
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rúben Amorim pede aos extremos dois tipos de movimentos: apoio e rutura. Pote e Tabata são jogadores criativos, com técnica acima da média e com qualidade de passe suficiente para baixar, criando a dinâmica do terceiro médio, enquanto que Nuno Santos e Jovane são indicados para fazer desmarcações nas costas da defesa adversária. Apesar das características que mencionei, que, na minha ótica, são adequadas para aqueles jogadores em específico, os movimentos são partilhados por todos os atletas que atuam como extremos interiores, de forma a baralhar e desequilibrar a equipa contrária.

Penso que, a par com o meio-campo, a posição de extremo interior é onde o Sporting CP está mais bem servido. Tem jogadores capazes de atender às indicações de Rúben Amorim, e, como é visível, têm sido fundamentais para o sucesso da equipa, contribuindo com golos e assistências. Basta ver que o melhor marcador da equipa é Pote, com 14 golos no Campeonato Português, e o atleta com mais assistências é Nuno Santos, contando com oito na totalidade.

GD Estoril Praia 1-3 SL Benfica: O jogo do “à vontade não é à vontadinha”

A CRÓNICA: SL BENFICA DOMINA, MAS AINDA MOSTRA ALGUMAS FRAGILIDADES

Hoje foi noite de Prova Rainha: SL Benfica e GD Estoril-Praia mediam forças nesta que foi a primeira mão da meia-final da competição. Atenção para as tropas encarnadas porque, pela frente, iriam ter um autêntico tomba-gigantes que, para chegar até aqui, teve que eliminar Boavista FC, Rio Ave FC e também CS Marítimo.

O jogo começou agitado e com emoção. E a verdade é que os primeiros minutos só deram Benfica. As águias entraram com garra e não deixaram mesmo o Estoril respirar. Sem argumentos, a equipa da Linha colocou todo o seu bloco muito recuado como forma de evitar o golo do adversário. Já o Estoril-Praia não estava a conseguir encontrar linhas de passe e, estava de tal forma “asfixiado”, que esteve largos minutos “encostado às cordas” sem conseguir sair do seu meio-campo defensivo. Apesar disto, e como a bola por vezes também sabe ser madrasta, quem se adiantou no marcador foi mesmo o conjunto estorilista.

Aos 23 minutos, completamente contra a corrente do jogo, André Vidigal marca o primeiro tento da noite. A ameaça surgiu de contra-ataque rápido pelo corredor esquerdo impulsionado pelo autor do golo. Depois disso, a bola sobra para Joãozinho que cruza para a receção de peito de Murillo. O avançado serviu depois André Vidigal, que só teve de encostar. O Benfica reagiu bem ao golo. Quis desde cedo resolver a questão da desvantagem. Mas se há coisa que estes primeiros minutos nos mostraram, é que nem sempre o resultado espelha o que está a acontecer dentro das quatro linhas. E, dentro delas, os encarnados estavam bastante agressivos à perda da bola e a colocar muita pressão desde logo na primeira fase de construção estorilista. O Estoril não estava a conseguir passar novamente da segunda fase de construção. O Benfica estava com muito caudal ofensivo, mas não estava a ser feliz na finalização.

Aos 43 minutos, Darwin cabeceia na área, mas Thiago Rodrigues sacode para canto depois de uma grande defesa. A ameaça estava feita e foi consumada pelo mesmo protagonista no lance seguinte. Aí, Darwin conseguiu vingar-se e volta a tentar de cabeça. Só que desta vez tentou e conseguiu mesmo. E estava feito o empate mesmo perto do regresso aos balneários.

A segunda parte continuou no mesmo tom. Mais Benfica e um Estoril a jogar como podia. Apesar do controlo, o conjunto de Jorge Jesus não conseguiu ser tão incisivo como no primeiro tempo, pelo menos nos primeiros minutos da segunda parte. Graças a isso, a equipa da casa até conseguiu ter mais bola, mas não estava a conseguir chegar-se à frente.

E se o Estoril não conseguiu, Everton tratou de não pedir licença. É pela esquerda, numa diagonal, que o brasileiro consegue criar perigo na área adversária e, depois de alguma hesitação dos jogadores encarnados de caras para a baliza, foi o suíço Seferovic que descomplicou e colocou, assim, a sua equipa em vantagem nesta eliminatória aos 68 minutos. E foi como o abrir da rolha. O Estoril acabou por se expor mais no jogo depois do golo encarnado e voltou a ver-se um pouco do Benfica da primeira parte. Só que desta vez com uma diferença: foi francamente mais feliz.

Aos 77′, Darwin Núñez marca para o segundo das águias. Destaque para um excelente trabalho de Adel Taarabt que, depois de uma arrancada pela direita em que começa a descair para perto da área, assiste para o avançado que, bem posicionado, só teve de encostar. Um jogo intenso, mas, felizmente, sem casos.

O Benfica segue assim em vantagem na primeira mão da meia final da Taça de Portugal. Restava saber o desfecho da segunda parte deste medir de forças, esta já no Estádio da Luz.

 

A FIGURA

SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Diogo Gonçalves – Este jogo pede por mais oportunidades na equipa de Jorge Jesus. Diogo Gonçalves apareceu muito no jogo, foi exímio nos passes, esteve envolvido em duas ocasiões flagrantes do Benfica e acabou, sempre que pôde, por procurar espaços na frente para que os seus colegas conseguissem criar perigo na frente.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Miguel Crespo – Bem sabemos que esta noite não se adivinhava nada fácil para o médio estorilista. E escolho este como o fora-de-jogo porque, face à qualidade, esperava mais de Miguel Crespo. Mereceu atenção redobrada por parte dos jogadores encarnados e isso acabou por condicionar algumas ações durante o jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – GD ESTORIL-PRAIA

Em relação ao último duelo frente à Académica OAF, Bruno Pinheiro apresentou sete novidades: do onze inicial saíram Daniel Figueira, João Diogo, Marcos Valente, João Gamboa, Bruno Lourenço, Jean Amani e Harramiz. Quanto às novidades, Thiago Rodrigues, Hugo Gomes, Carles Soria, Rosier, Zé Valente e André Vidigal e Murilo começaram de início.

O Estoril-Praia apresentou um bloco muito recuado num 5-4-1. Conseguiu defender muito bem, mas o que é certo é que não conseguiu fazer muito mais do que isso. Esteve a jogar praticamente no seu meio-campo, mas a pressionar sempre com três homens o portador da bola. Uma equipa que veio com a lição bem estudada, mas indiscutivelmente com muito menos argumentos do que os encarnados. Ainda assim, conseguiu causar estragos em algumas jogadas rápidas (uma delas até deu mesmo em golo), sobretudo na primeira parte.

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Thiago Rodrigues (5)

Carles Soria (5)

Hugo Basto (6)

Hugo Gomes (5)

Joãozinho (5)

Loreintz Rosier (6)

Zé Valente (6)

Miguel Crespo (4)

André Clóvis (5)

André Vidigal (6)

Murilo (5)

SUBS UTILIZADOS

João Gamboa (5)

João Carlos (5)

Bruno Lourenço (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Do lado do SL Benfica, também houve muitas mexidas: foram seis as alterações com a saída de Vlachodimos, Gilberto, Weigl, Taarabt, Cervi e Seferovic. Esta noite Helton Leite, Diogo Gonçalves, Rafa, Gabriel, Pizzi e Pedrinho são as novidades no onze inicial montando no seu habitual 4-4-2.

Houve muito Benfica no último terço, com Rafa e Pedrinho a conseguirem perfurar com alguma facilidade a linha mais recuada do Estoril. Por outro lado, houve alturas em que Darwin apareceu muito sozinho na frente e desapoiado. Notou-se também uma especial atenção para não permitir que o adversário não conseguisse passar da segunda fase de construção e, para isso, houve especial atenção em Miguel Crespo no meio-campo.

Apesar do domínio, evidenciaram-se os mesmos problemas no jogo das águias: um bocadinho mais de velocidade e os encarnados mostravam dificuldades em responder às investidas aversárias. Prova disso foi o golo do Estoril aos 23 minutos.

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

 Helton Leite (5)

Diogo Gonçalves (7)

Otamendi (5)

Vertonghen (6)

Grimaldo (6)

Rafa (5)

Gabriel (6)

Pizzi (5)

Everton (6)

Pedrinho (6)

Darwin (6)

SUBS UTILIZADOS

Seferovic (6)

Weigl (5)

Taarabt (6)

Gilberto (5)

Cervi (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA 

SL Benfica

Não foi possível colocar questões ao técnico do SL Benfica, Jorge Jesus

GD Estoril-Praia

BnR: Notou-se uma especial atenção dos jogadores do Benfica em condicionar as ações do Miguel Crespo. Jorge Jesus, inclusive admitiu isso mesmo há pouco. E também impedir que o Estoril chegasse à segunda fase de construção. Pergunto-lhe se já estava à espera dessa marcação tão apertada sobre o jogador e em que medida é que isto acabou por condicionar a construção de jogo do Estoril.  

Bruno Pinheiro: O nosso jogo não passa pelo Miguel Crespo. Passa por todos os jogadores e na interpretação dos espaços que nos derem. Se tiverem foco no Crespo, outro jogador terá a liberdade para desequilibrar. Não me parece que passe por aí. Agora o Miguel Crespo tem feito uma temporada fantástica, mas está cansado. É um jogador com uma inteligência tática muito grande, com uma disponibilidade física e mental tremenda para crescer, para evoluir e para apender. E, sinceramente, se tomaram conta dele acho que fizeram bem, mas acho que não passa por aí.