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Paulinho: Como está a ser a estreia de leão ao peito? | Sporting CP

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Muito se falou sobre os contornos da transferência de Paulinho para o Sporting CP. Foi surpreendente para alguns – pelo investimento e possível não retorno financeiro – mas a verdade é que a influência do português a nível desportivo e no modelo de Rúben Amorim será uma mais valia e terá sido sobretudo o maior argumento para a sua contratação e esforço pela SAD leonina.

O avançado de 28 anos chegou e pouco treinou. contudo, ainda assim, foi titular e estreou-se mesmo de leão ao peito diante o CS Marítimo. Se já considerava castrador analisar Paulinho apenas pelo número de golos que faz, este jogo foi uma prova disso mesmo. Paulinho tem uma capacidade de influenciar o jogo à sua volta e de beneficiar os seus companheiros de equipa.

O novo número 21 leonino demonstrou (novamente) a sua enorme capacidade em ligar o setor do meio-campo ao setor mais avançado, saltando muitas vezes para fora do bloco defensivo adversário acabando por atrair a pressão até a uma zona mais central e abrindo assim espaço para os seus companheiros de ataque aproveitarem o espaço aberto nas costas da defensiva contrária.

Paulinho é um avançado móvel, joga entrelinhas e, normalmente, cria e oferece mais oportunidades do que aquelas que aproveita
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O Sporting CP ganha novas dinâmicas dentro da própria dinâmica coletiva, através da versatilidade e variabilidade que o avançado consegue garantir. Contra blocos defensivos que sobem e se expõem, acabam por permitir espaço para o Sporting CP explorar a profundidade, mas caso decidam não sair na pressão, a linha defensiva acaba por deixar mais espaço entrelinhas, facto que permite a Paulinho operar da forma como mais gosta.

Demonstra muita capacidade associativa e continua a demonstrar o seu altruísmo na forma como procura servir os colegas de equipa, apesar de nunca deixar de procurar atacar de forma inteligente a baliza adversária. Segura bem a bola de costas para a baliza, consegue virar o centro de jogo rapidamente e de forma assertiva, acrescentando ainda alguma capacidade física, – face a TT – mas também qualidade técnica.

Poderá permitir ao Sporting CP alterar os seus movimentos de apoio-rutura, podendo por vezes até apresentar uma estrutura com dois avançados e um médio nas costas dos avançados, permitindo trocas entre Paulinho e Pote. O facto de conhecer o modelo permitiu um maior conforto e demonstrou uma estreia com ações simples mas certas, que deixam no ar um indício de um futuro promissor em Alvalade.

 

Tribuna VIP: Candidatos? Favoritos? Para quê?

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TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Rúben Amorim está a tornar-se um fenómeno. Tem sido exímio na gestão do que se passa dentro e fora de campo. E é isso que dá corpo ao fenómeno. Falar em cima de vitórias é mais fácil, claro, porque parece que tudo o que se diz é válido, mas mesmo quando as coisas correram mal, como no final da época passada, a postura de Amorim pouco ou nada mudou. Por postura, refiro-me a comunicação, convicção, método, conceito. Em todas as áreas, particularmente no futebol português, é preciso ser tanto quanto é preciso parecer. E Rúben Amorim sabe disso perfeitamente.

Nós jornalistas, vitória após vitória, insistimos, voltamos a insistir para que o treinador assuma que o Sporting é candidato ao título, mas Amorim ‘dá-nos de calcanhar’. Na verdade, o que tem o treinador do Sporting a ganhar se assumir essa candidatura? Nada. Nós, jornalistas, temos. Mais do que bom título, e uma série de horas de debate , temos uma bela oportunidade de o confrontar se o Sporting não for campeão.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Todos os números e estatísticas mostram um Sporting de exceção, a caminho do tão esperado título, mas Rúben Amorim sabe o que o futebol é muito mais do que isso. Sabe que é preciso gerir as expectativas. E pode olhar para exemplos recentes, em Portugal, de vantagens perdidas, de promessas em vão e de planos falhados. Com a vantagem que tem nesta altura sobre os rivais, pela forma como está a jogar, é óbvio que o Sporting não só é candidato, como favorito ao título, mas, com este tipo de comunicação, esses “fardos” pesam menos, sobretudo enquanto se continuar a jogar. Ou seja, é um não problema. No final, pode vir a ser, mas até lá ainda falta muito ponto, muita conferência de imprensa.

Por tudo isso, se Rúben Amorim assumir agora a candidatura ao título, sobretudo depois de se ter colocado de parte nos últimos meses, põe-se a jeito. No fundo, vai voltar a colocar o Sporting numa redoma de que não se conseguiu livrar nos últimos 19 anos. Pelo menos para fora, para os adeptos, para os jornalistas, para os rivais benfiquistas e portistas, Rúben Amorim, Frederico Varandas e o Sporting só têm a ganhar se passarem pelos pingos da chuva sem se molharem, ou seja, se não fugirem desta máxima: ganhar, adotar o discurso do “jogo a jogo”, “ainda falta muito para acabar”,e voltar a ganhar.

Até para os jogadores, assumo que o discurso de Rúben Amorim não fuja muito disto. Sobretudo porque tantos os jovens, como os mais velhos, têm razões para estarem cautelosos e desconfiados. Os miúdos da formação cresceram a ver a equipa principal “quase campeã” e os mais experientes, como Coates, viveram essas desilusões em pleno relvado. E o próprio Rúben Amorim, como jogador, também já sofreu quando se criou uma “aura de títulos” antes de tempo. Ou seja, todos estão sobreavisados e todos sabem perfeitamente qual a direção a seguir. Pode parecer simples, mas ninguém está livre de “cair na tentação”. E, aí, entra-se num caminho sem retorno: o da cobrança. E isso não é nada benéfico para ninguém, sobretudo para o Sporting.

Artigo de opinião de João Pedro Óca,
jornalista TVI


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FC Porto 2-2 Boavista FC: Reação tardia do FC Porto quebra enguiço axadrezado

A CRÓNICA: ERROS DO PRIMEIRO TEMPO DITAM RESULTADO FINAL

No 142.º dérbi da Invicta, histórico duelo entre FC Porto e Boavista FC, os axadrezados conseguiram empatar no Estádio do Dragão, algo que já não acontecia desde setembro de 2014.

FC Porto e Boavista FC entraram em campo com várias alterações e foi o Boavista que fez soar o alarme portista logo aos dois minutos. Angel Gomes cruzou à direita e Elis desviou para defesa de Marchesín. Os axadrezados entraram melhor no jogo e, aos 7′, chegaram mesmo à vantagem por Porozo. Sauer bateu o canto à direita e o central, ao primeiro poste, cabeceou para o primeiro golo do jogo.

O FC Porto estava com problemas no seu meio-campo, com Sérgio Oliveira mais desaparecido em zonas mais ofensivas, devido ao facto do português ter de desempenhar o papel de Uribe. Já Fábio Vieira não estava nos seus dias, com muita desorientação e fraca eficácia no passe. Ainda assim, foi Sérgio Oliveira a criar a melhor oportunidade de golo dos dragões, aos 19′, quando rematou de pé esquerdo à entrada da área e obrigou a uma intervenção atenta de Léo Jardim.

Elis, o nome que zumbia na cabeça dos defesas portistas, teve na coxa mais uma oportunidade de golo, à meia hora. Cannon cruzou, o hondurenho desviou e Marche, mais uma vez, defendeu. Tão histórico como este duelo é a expressão popular que diz “à terceira é de vez”, e Elis, já no tempo de compensação do primeiro tempo, desviou com sucesso um cruzamento de Ricardo Mangas, ao segundo poste, aumentando a vantagem boavisteira no jogo.

A segunda metade reatou praticamente com o primeiro golo do FC Porto. Aos 54′, Taremi recebeu de peito na área, rematou, a bola desviou em Porozo e entrou na baliza axadrezada.

Numa segunda parte de grande pressão azul e branca, os dragões voltaram a criar perigo aos 77′, através de Sérgio Oliveira. O médio rematou de fora da área para uma defesa atenta do guardião das panteras. Dois minutos depois, surgiu o golo portista, marcado pelo médio português. Evanilson antecipa-se na área, sofre falta e, de grande penalidade, o médio não vacilou.

Aos 85′, a história viria a ser diferente. Francisco Conceição, na sua estreia pela equipa principal, rompeu dentro da área e foi derrubado por Show. Na marca dos 11 metros, Sérgio Oliveira atirou ao poste. Os dragões ainda viriam a marcar por Evanilson, aos 89′, depois de mais um lance individual de Francisco Conceição, mas Manuel Mota detetou uma irregularidade no lance e anulou o golo azul e branco.

Os azuis e brancos deixam, desta forma, dois pontos neste histórico duelo, muito devido aos erros cometidos no primeiro tempo.

 

A FIGURA

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Segunda parte portista – Além das correções aos problemas da primeira parte, os azuis e brancos, principalmente através dos “reforços” saídos do banco, Evanilson e Francisco Conceição, foram muito pressionantes e criaram sucessivas oportunidades de finalização.

O FORA DE JOGO

Jovens dragões – João Mário e Fábio Vieira estiveram em dia não. Se o primeiro não conseguiu dar a profundidade pretendida por Conceição à faixa esquerda, o segundo pareceu perdido em campo e errou muitos passes, quebrando assim ataques portistas. Deste lote, excluo Diogo Leite, cuja substituição ao intervalo foi meramente tática.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto apresentou-se na sua formação normal, mas com pedras renovadas, e aí estiveram os maiores problemas dos dragões. João Mário, à esquerda, apenas deu apoios curtos, não conseguindo explorar os espaços nas costas de Cannon e Devenish. Fábio Vieira, no meio-campo, esteve muito desorientado em campo e quebrou, por várias vezes, os ataques portistas, ao falhar ou enviar passes atrasados para os colegas. Ainda no meio-campo, com a inclusão do jovem médio, Sérgio Oliveira cumpriu as funções de Uribe, tendo de vir buscar jogo mais atrás e não conseguindo, assim, mostrar o seu potencial no apoio ofensivo.

Sérgio Conceição mexeu ao intervalo, colocando Grujic, para libertar Sérgio Oliveira, Zaidu, para explorar a profundidade à esquerda e Otávio, para adicionar veia criativa à equipa. Veia criativa essa que saiu reforçada com a entrada de Francisco Conceição, que desequilibrou bastante em espaços curtos.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

Manafá (5)

Pepe (6)

Diogo Leite (5)

 Sarr (6)

João Mário (4)

Sérgio Oliveira (6)

Fábio Vieira (4)

Corona (6)

Marega (5)

Taremi (5)

SUBS UTILIZADOS

Otávio (6)

Zaidu (6)

Grujic (6)

Evanilson (7)

Francisco Conceição (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

O Boavista FC apresentou-se em 5-4-1, com Elis a ser o elemento mais adiantado da formação axadrezada. Os boavisteiros tentaram segurar e intercetar os ataques portistas, de forma a sair em contra-ataque, na maior parte do jogo. Em jogo organizado, procuraram, sobretudo, o jogo pelas alas, com a sobreposição dos laterais, e a profundidade de Elis, o elemento diferencial da equipa de Jesualdo Ferreira.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES 

Léo Jardim (5)

Cannon (6)

Rami (5)

Porozo (6)

Devenish (5)

Mangas (6)

Paulinho (5)

Sauer (6)

Nuno Santos (6)

Elis (7)

Angel Gomes (6)

SUBS UTILIZADOS

Show (5)

Gómez (5)

Benguche (-)

Hamache (-)

Pérez (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Bola na Rede: O FC Porto, na primeira parte, teve, sobretudo, três grandes dificuldades: não conseguiu explorar a profundidade à esquerda, Sérgio Oliveira estava a fazer o papel que é de Uribe, normalmente, e, por isso, tinha de vir buscar bola mais atrás, não conseguindo, depois, estar na fase de definição do ataque, e Fábio Vieira não estava com a assertividade habitual no passe. Com as substituições ao intervalo, foram estes os problemas que procurou resolver? Considera que foram esses erros que acabaram por ditar este empate?

Sérgio Conceição: Foi, exatamente. A distância entre os médios era muita, a reação à perda foi fraca, os avançados estavam muito largos. Tentamos explorar os espaços interiores com os quatro mais criativos, ter por fora gente que me desse velocidade em condução, e tentar explorar, no espaço, o Manafá, o Marega e o João Mário. Não surtiu efeito porque há a dinâmica que tem que haver, não é que os jogadores estejam mal. Eu sabia que, perante o adversário que vinha defender, tinha de utilizar o Fábio para me dar essa qualidade de passe e o Sérgio também, para explorar a largura no campo com jogadores tecnicamente evoluídos. A verdade é que, do que eu queria para o jogo, não saiu nada, porque não fomos consistentes, não estávamos bem, muito estáticos, exatamente porque não estávamos bem no jogo. O adversário saiu com facilidade e, mesmo não estando bem com bola, há algo inegociável: a atitude. Não se pode fazer três faltas apenas, só se formos o Barcelona e tivermos 90 por cento de posse de bola.

Boavista FC

Bola na Rede: O Boavista utilizou, hoje, aqui no Dragão, oito jogadores sub-23. Acha que este resultado ainda é mais dignificante por esse facto? O que podem trazer estes jovens ao futuro imediato do Boavista?

Jesualdo Ferreira: Podemos construir coisas boas em cima de vitórias, não conseguimos construir o futuro em cima de derrotas, seja no futebol ou em tudo. Precisamos de ganhar para que eles entendam que há muita coisa que se passa para vermos onde eles querem chegar. O Boavista tem uma equipa jovem mesmo, isso tem coisas boas e menos boas. Tínhamos feito um plano para três jogos, só conseguimos ganhar um, temos de reformular tudo outra vez, é o nosso trabalho, a nossa obrigação. Os jogos no Bessa têm sido adversos à parte do jogo com o Benfica. Vamos tentar planear o jogo e estruturar a equipa para mais do que uma ação em campo para darem ao jogo uma globalidade maior. Há muito jogador que pode ser muito importante no futuro.

Artigo revisto

Vitória SC 1-3 Rio Ave FC: Rapidez e eficácia versus oportunidades e ineficácia

A CRÓNICA: HISTÓRIA NO DOM AFONSO HENRIQUES

Um duelo que inicia com uma dominância clara da equipa da casa, criando oportunidades desde o primeiro minuto. No entanto, ainda que sufocados, os jogadores do Rio Ave FC vêem o marcador sorrir na sua direção, mesmo com um golo anulado a Carlos Mané após análise do lance.

É após uma tentativa perigosa às redes do Rio Ave FC que Vitória SC acaba por perder a bola, após dois remates completamente falhados, por parte de André André e Pepelu. Gelson Dala recupera a bola cedida pela formação vitoriano e coloca a velocidade de Carlos Mané me prova. Velocidade esta que parece supersónica e que enche as redes de Bruno Varela, embora Mumin ainda tente impedir este desfecho final.

E é novamente na velocidade que surge o segundo golo da equipa vila condense. Desta vez, Gelson Dala surge isolado e remata para golo, deixando Bruno Varela sem qualquer hipótese de defesa.

A verdadeira oportunidade surge de um passe extraordinário de Ricardo Quaresma para Sacko, o central cruza procurando Estupinan na grande área da equipa visitante, que se vê cair por embate com Kieszek. Os conquistadores ficam a pedir penálti, mas o mesmo é negado aos 35’, após Gustavo Correia conferir o VAR.

Uma segunda parte com os primeiros vinte minutos muito fracos tecnicamente, com algumas oportunidades de ambos os lados, mas sem grande perigo iminente. É aos 70’ que o Vitória SC vê uma oportunidade surgir. Marcus Edwards procura por André André na grande área, mas o médio português é ceifado pelo homem do Rio Ave, Filipe Augusto. O árbitro confirma o pontapé de penalti. Quaresma é o homem escolhido para bater a grande penalidade. Embora falhe a primeira tentativa, consegue converter a bola em golo com recarga.

O Rio Ave não se mostra satisfeito e Gelson Dala converte a parvoíce de Bruno Varela no terceiro para a formação visitante, com a baliza completamente aberta.

Começam a faltar as forças físicas e psicológicas para lutar perante tal resultado avolumado. O Vitória SC continua exaustivamente a tentar, mas sem grandes perigos. Assim, a equipa da casa quebra o ciclo sem derrotas no campeonato deste novo ano e vê-se deslizar na própria casa contra o atual nono classificado.

 

 A FIGURA

 

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Vídeo-árbitro – Esteve envolvimento em vários lances e não pecou em nenhum momento no qual esteve mencionado. Assinalou fora de jogo quando Gelson Dala se encontrava em posição irregular, negando o golo ao avançado angolano da formação do Rio Ave. Há que criticar quando o contrário acontece, mas, neste final de tarde em Guimarães, o VAR é uma das figuras em maior destaque – associado positivamente, ao contrário da maioria dos episódios anteriores.

 

O FORA DE JOGO

Vitória SC – São inúmeros os perigos relativos à baliza de Kieszek por parte da formação vitoriana. No entanto, algo não parece estar de acordo com a equipa da casa, que falha tentativa atrás de tentativa. Muito aquém das expetativas para este duelo, que cediam o favoritismo ao Vitória SC. Todo o conjunto pecou por erros individuais e conjuntos dos seus elementos e é uma derrota miserável. Assim, o clube da cidade de Guimarães vê a sua primeira derrota em 2021, onde a ineficácia custa cada vez mais nas contas finais.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

João Henriques continua a optar por um onze inicial semelhante ao dos últimos jogos. Utilizando um 4-3-3, com Bruno Varela a defender as redes vitorianas, como é habitual e seguro para o técnico português. O recém-chegado à cidade berço, Rúben Lameiras, assegura a titularidade, após a última partida disputada e continua a ser escolha para substituir Marcus Edwards, que fica fora do onze mais uma partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Varela (2)

Mumin (5)

Sacko (5)

Jorge Fernandes (4)

Mensah (5)

Pepelu (4)

André André (5)

André Almeida (4)

Quaresma (3)

Lameiras (3)

Estupinan (4)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Duarte (3)

Edwards (4)

Rochinha (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Do outro lado, Miguel Cardoso também opta pela mesma técnica, algo habitual do técnico português, sendo a opção eleita um 4-3-3, deixando Gelson Dala como o homem mais avançado no terreno. Coentrão e Borevkovic ficam de fora das opções do técnico, devido a limitações físicas e dão lugar para a entrada de Nélson Monte e Carlos Mané. Guga, ao contrário do último jogo frente ao Tondela, inicia este duelo no banco de suplentes.

 

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (7)

Nélson Monte (4)

Filipe Augusto (4)

Gelson Dala (9)

Francisco Geraldes (6)

Pelé (5)

Carlos Mané (7)

Ivo Pinto (4)

Santos (5)

Sávio (5)

Rafael Camacho (9)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Amaral (3)

Tarantini (4)

Ronan (3)

Guga (-)

Anderson (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Rio Ave FC

BnR: Pedia-lhe uma breve análise do jogo de hoje e se considera que foi um resultado avolumado perante o que aconteceu na partida.

Miguel Cardoso: Foi um jogo que teve por base uma questão comportamental do Rio Ave. Sobre o ponto de vista coletivo temos crescido e é assim que se consegue perceber esse crescimento. A palavra entreajuda está aqui no coletivo. É ser solidário, ajudar uns aos outros, estarmos juntos – temos trabalhado sobre esse mesmo conceito. Tenho falado desde o primeiro jogo e hoje transmitimos isso para campo. É assim que se constrói equipas. Os resultados vêm de mérito e isso traz resultados, acho que foi isso que aconteceu hoje aqui em campo.

Vitória SC

Não foram colocadas questões ao técnico do Vitória SC, João Henriques

Artigo revisto

Manchester City FC 3-0 Tottenham HFC: Citizens são cada vez mais líderes

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A CRÓNICA: NÃO HÁ QUEM PARE A TURMA DE GUARDIOLA

Em mais um duelo de gigantes na Liga Inglesa, o Tottenham Hotspur FC de José Mourinho foi ao Etihad Stadium defrontar o Manchester City FC de Pep Guardiola, num dos grandes encontros da 24ª jornada do principal escalão do futebol inglês.

Como era expectável, o citizens entraram melhor na partida, tentando assumir o favoritismo no jogo, mas a primeira verdadeira chance de golo na partida foi mesmo dos spurs, quando, ao quarto de hora de jogo, Harry Kane enviou uma bola ao ferro da baliza defendida por Ederson, na conversão de um livre direto. Ainda assim, o marcador mexeu pela primeira vez à passagem do minuto 21’, por intermédio de Rodri, a partir da marca da grande penalidade. A turma de Pep ainda teve uma oportunidade de ouro para levar uma vantagem mais gorda para o intervalo, mas Gabriel Jesus acertou na barra.

O segundo tempo não podia ter começado de melhor maneira para a equipa da casa, que ampliou a vantagem à passagem do minuto 49’, por intermédio de Gündoğan. A superioridade da equipa de Guardiola foi-se tornando cada vez mais evidente e, se o jogo já parecia arrumado a favor do líder do campeonato, a machadada final no resultado deu-se com o bis de Gündoğan ao minuto 66’. Até ao final da partida, os spurs não conseguiram contrariar o adversário de maneira alguma e o resultado não sofreu mais alterações.

Com este triunfo, o Manchester City é cada vez mais líder do campeonato, enquanto que o Tottenham continua a marcar passo e vê o pódio cada vez mais longe, ocupando a oitava posição da tabela classificativa.

A FIGURA


Ilkay Gündoğan – O internacional alemão voltou a ser destaque na equipa do Manchester City FC ao bisar na partida. Parece que lhe tomou o gosto, visto que tem sido um dos goleadores de serviço dos citizens. Grande exibição.

 O FORA DE JOGO


Ben Davies – O lateral galês suprimiu a ausência de Reguillón, mas o jogo não lhe correu de feição, sendo, na minha opinião, o elemento mais fraco em campo ao longo da partida, num linha defensiva dos spurs que esteve longe de dar conta do recado.

 ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Organizados num sistema tático em 4-3-3, o Manchester City FC, com Bernardo Silva e João Cancelo no onze titular, confirmaram o favoritismo apontado antes do começo da partida. Com um futebol atacante e assertivo, os citizens não deram qualquer hipótese aos spurs de José Mourinho, acabando por dominar a partida em praticamente todas as suas vertentes.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (7)

Cancelo (7)

Stones (7)

Laporte (6)

Zinchenko (7)

Bernardo Silva (6)

Rodri (7)

Gündoğan (8)

Sterling (7)

Jesus (7)

Foden (7)

SUBS UTILIZADOS

Torres (6)

 Mahrez (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

Os pupilos de José Mourinho apresentaram-se num dispositivo tático de 4-2-3-1. Com algumas novidades no onze inicial, nomeadamente a inclusão de Tanganga na linha defensiva, perante as ausências de Reguillón e Aurier, os spurs sentiram dificuldades em contrariar o caudal ofensivo do Manchester City FC ao longo do encontro. A boa organização e controlo dos espaços demonstrados pela equipa da casa deixaram os visitantes com poucos argumentos para sair do Etihad com outro resultado que não a derrota.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (6)

Tanganga (6)

Sánchez (6)

Dier (6)

Davies (5)

Ndombélé (6)

Højbjerg (6)

Lamela (6)

Lucas (6)

Son (6)

Kane (6)

SUBS UTILIZADOS

Sissoko (6)

Alli (6)

Bale (6)

Artigo revisto por Mariana Plácido

SSC Napoli 1-0 Juventus FC: Gattuso de ferro trava Ronaldo

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A CRÓNICA: JUVENTUS FC TROPEÇA E DEIXA RIVAIS DE MILÃO MAIS ISOLADOS

SSC Napoli e Juventus FC de volta aos encontros entre si na Primeira Liga Italiana, depois da polémica na primeira volta, devido à COVID-19, que fez com que as equipas nunca chegassem a defrontar-se. Isto teve como consequência a subtração de três pontos aos napolitanos, decisão mais tarde revogada, com a confirmação de que o jogo estava adiado, mas que se iria, sem dúvida, realizar. Esta partida acontece ainda poucos dias depois da Supertaça, entre as duas intervenientes de hoje, vencida pela “Vechia Signora”.

A primeira parte decorreu num tom intenso, com mais “baliza” do que aquilo que eu estava à espera, ou seja, com as equipas a conseguiram chegar com alguma facilidade a zonas de finalização. Pressão alta de ambas as partes, mas com um ligeiro ascendente da Juventus FC. No entanto, de pouco lhes serviu, porque quem inaugurou o marcador foi mesmo Lorenzo Insigne, aos 30 minutos, por intermédio de uma grande penalidade “rigorosamente” assinalada pelo VAR, que chamou a atenção do árbitro principal após uma falta de Chiellini. Um lance que considero muito duvidoso, mas que deu para abrir o ativo!

Os napolitanos ganharam confiança com o golo e tomaram as rédeas do jogo até ao intervalo, podendo até ter aumentado a vantagem, caso tivessem tido mais calma na zona de finalização.

A segunda parte do desafio começou com a Juventus FC a mudar de atitude e a encostar o SSC Napoli às “cordas”, com Ronaldo a ter duas excelentes oportunidades para empatar logo nos primeiros três minutos de jogo. Em condições normais, pelo menos uma delas entrava, mas a falta de inspiração estava a ser a regra.

Até ao final, foram várias as oportunidades de que a Juventus FC dispôs, mas nunca conseguiu colocar a bola dentro da baliza adversária. A sua segunda parte foi bastante melhor do que a primeira e, se houvesse justiça, a equipa de Ronaldo teria saído de Nápoles pelo menos com um empate.

Esperemos que o FC Porto tenha estado atento a esta exibição, porque a Juventus FC demonstra fragilidades e podem ser bem aproveitadas através da solidez defensiva.

 

A FIGURA

Gennaro Gattuso – Apostou na mudança e ganhou. Alterou a sua tática para conseguir dar mais consistência à sua equipa, ao mesmo tempo que deixava jogadores rápidos na frente e que não permitiam à Vechia Signora fazer um all in atacante, sob pena de sofrer mais golos. Segurou bem a equipa, depois do pior período da mesma (entre os 45 minutos e os 60/65 minutos), através de substituições bem pensadas.

Teve ainda mais valor, na minha opinião, por ser um treinador “sobre brasas”, alvo de muitas críticas dos adeptos. Deu-lhes uma excelente resposta.

 

O FORA DE JOGO

Falta de eficácia da Juventus FC – Não creio que a equipa de Pirlo tenha feito um jogo fantástico, mas fez uma boa partida, num terreno difícil. Ou seja, o suficiente para, pelo menos, marcar. Não ter conseguido finalizar nenhuma das várias oportunidades que criou deve-se, principalmente, à sua falta de acerto, mas também a um Alex Meret inspirado.

 

ANÁLISE TÁTICA – SSC NAPOLI

Jogo que se adivinhava decisivo para Gattuso – muitos rumores que apontavam para um possível despedimento, caso perdesse com estrondo –, no qual o técnico italiano resolveu fazer uma pequena inovação: mudou o seu habitual 4-3-3 para um 4-2-3-1. Creio que o objetivo é ter dois médios fortes do ponto de visto defensivo, mas sem perder o poder de fogo no ataque, deixando quatro setas apontadas à baliza da “Juve”: Politano, Lozano, Insigne e o nigeriano Osimhen.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Meret (8)

Mário Rui (7)

Maksimovic (7)

Rrahmani (8)

Di Lorenzo (6)

Bakayoko (6)

Zielinski (6)

Lozano (7)

Insigne (8)

Politano (5)

Osihmen (5)

SUBS UTILIZADOS

Elmas (6)

Fabian Ruiz (5)

Petagna (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Andrea Pirlo, após um início de época muito conturbado e com exibições irregulares, parece estar a acertar no modelo que considera ideal para esta Juventus FC. Alinhou num 4-4-2 clássico, com dois homens fortes fisicamente no centro do terreno e dois extremos puros nas alas, jovens italianos com muita qualidade de passe e “golo” nos pés. Na defesa, destaque para o facto de Danilo continuar a jogar na esquerda, nós que o conhecemos muito mais como lateral direito.

Na segunda parte, para responder ao 1-0 e ao facto de Cuadrado ter amarelo (alaranjado, visto que na minha opinião podia ter sido vermelho), Danilo voltou à sua posição natural e Alex Sandro entrou para a esquerda.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Szczesny (6)

Danilo (7)

Chiellini (5)

De Ligt (5)

Cuadrado (4)

Rabiot (6)

Bentancur (6)

Chiesa (6)

Bernardeschi (6)

Morata (6)

Ronaldo (6)

SUBS UTILIZADOS

Alex Sandro (5)

McKennie (5)

Kulusevsky (5)

Artigo revisto

 

CD Nacional 2-3 SC Farense: `Leões de Faro´ respiram de alívio após vitória na Madeira

A CRÓNICA: RITMO FRENÉTICO DITA JOGO DE MUITOS GOLOS

CD Nacional e SC Farense subiram, este sábado, ao relvado do Estádio da Madeira para discutir os três pontos na jornada 19 da primeira divisão do futebol português. Ao contrário do Nacional, que vem de uma série de quatro jogos sem perder, o Farense não sabe o sabor da vitória desde a jornada 13, quando venceu o Gil Vicente FC por 3-1, perspetivando, assim, um jogo intenso, com ambas as equipas em busca da vitória.

Assim, foi a equipa da casa que assumiu o “favoritismo”, fazendo uns quinze minutos iniciais de bom nível, gerando jogo quase sempre pelas alas do ataque alvinegro, ainda que sem ocasiões de perigo a registar. No entanto, o Farense subiu um pouco as suas linhas e galgou metros até à baliza do italiano Riccardo, conquistando, inclusivamente, três pontapés de canto seguidos. Nada que a defesa do Nacional não tivesse sido capaz de resolver, facilmente.

Só à passagem do minuto 28 é que os “espectadores” foram presenteados com uma defesa, digna desse nome, de um dos guarda-redes, a remate do franco-tunisino Azouni, que chutou de fora de área para uma defesa apertada de Rafael Defendi. Riccardo Piscitelli não quis ficar atrás e, aos 41´, fez uma grande defesa na cara do jovem português Madi Queta.

Um jogo muito equilibrado, sempre com bola cá, bola lá. Ambas as equipas a procurar o golo e um árbitro interventivo em muitos lances do jogo, foi assim a primeira parte de um jogo que abria o apetite para a segunda parte. O ritmo da segunda metade começou frenético e o Farense foi ameaçando a baliza do Nacional com diversos lances de perigo, até que num canto nasce o primeiro golo da partida, por parte de André Pinto.

O CD Nacional estava obrigado a fazer pela vida e, num livro direto, Vincent Thil, o melhor até então dos madeirenses, chutou, ao ângulo, para uma enorme intervenção de Defendi. Mas, como quem não marca sofre, a formação de Faro viu a sua boa prestação ser brindada com o segundo golo, desta vez, por intermédio do `Messi Escocês´, Ryan Gauld, respondendo positivamente a um passe cheio de classe de Queta. Intensidade no máximo e novo golo, desta feita para o Nacional, a reduzir o marcador ao minuto 68´, com o lateral esquerdo João Vigário a fazer um grande golo.

O jogo esteve tão rápido que nem para pestanejar estava fácil. A equipa da Madeira subiu as suas linhas em busca do empate e, com isso, os ´leões de Faro´ iam aproveitando para, no contra-ataque, tentar fazer estragos junto da baliza de Piscitelli. Todavia, a tática de jogo resultou em cheio e o hondurenho Brayan Róchez cruzou para o primeiro golo de Pedro Mendes como ´alvinegro´. Uma segunda parte onde a intensidade estava no máximo, futebol bem praticado e com muitos golos, até que, aos 85´, Pedro Mendes marca novamente, mas… na própria baliza, estabelecendo o resultado em 2-3. Lance infeliz do avançado emprestado pelo Sporting CP.

Até final do jogo, sucedeu-se uma pressão imensa da equipa madeirense para chegar ao empate, inclusivamente, com uma ocasião algo polémica, nos últimos segundos, na área do Farense, na qual o árbitro Rui Costa assinalou falta de Róchez sobre Defendi.  Estava assim consumada uma vitória importantíssima para os interesses do Farense, mas por outro lado, uma mancha na sequência de quatro jogos sem perder da equipa do Nacional.

 

 

A FIGURA

Madi Queta – Não marcou, mas esteve em grande evidência no jogo, sendo dos jogadores mais energéticos, durante o tempo em que esteve em campo. Assistiu para o golo de Ryan Gauld, numa jogada digna do número que carrega, o ´10´. Genial. Extremo muito veloz e com uma técnica refinada. Deu muito trabalho aos defesas do Nacional, merece o destaque como figura do jogo.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

João Camacho – O madeirense de 26 anos fez um jogo muito abaixo daquilo que era expetável. Andou muito desligado do jogo, sobretudo na segunda parte, acabando mesmo por ser o primeiro a sair para dar lugar a Pedro Mendes. Nunca foi capaz de “fazer esquecer” Kenji Gorré, que tem sido dono e senhor da posição.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Para esta partida frente aos ´leões de Faro´, Luís Freire continuou a utilizar um sistema em 4-3-3, com o italiano Riccardo Piscitelli na baliza alvinegra. O brasileiro Kalindi à direita, Rui Correia (capitão) e Pedrão ao centro, e o português João Vigário à esquerda formaram o quarteto defensivo. No meio-campo, o cabo-verdiano Nuno Borges foi a peça escolhida para iniciar a fase de construção da equipa. À sua frente, jogaram mais libertos o tunisino Azouni e o jovem português Chico Ramos, ambos amarelados na primeira parte. Nas alas, o jovem técnico optou por utilizar um jogador mais criativo, como é Vincent Thill, que respondeu em campo com grande intensidade de jogo. Do outro lado, o madeirense João Camacho, devido ao acumular de amarelos de Kenji Gorré. Por último, na frente, como referência mais ofensivo, o hondurenho Bryan Rochez, que jogou muitas vezes de frente para o jogo face ao jogo direto imposto pelos ´lançadores alvinegros´.

Com a entra de dois avançados ao minuto 65´, o Nacional passou a utilizar um 4-4-2, com Pedro Mendes e Brayan Róchez na frente de ataque e Vincent Thill e Bryan Riascos nas alas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Riccardo Piscitelli (5)

Kalindi (6)

Pedrão (4)

Rui Correia (4)

João Vigário (5)

Nuno Borges (4)

Azouni (5)

Chico Ramos (5)

Vincent Thill (6)

João Camacho (SC) (3)

Brayan Rochez (6)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Mendes (5)

Bryan Riascos (3)

Marco Matias (-)

Rúben Micael (-)

Witi (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE

Para uma deslocação de, sensivelmente, 952 Km, o treinador da equipa visitante, Jorge Costa, fez alinhar 11 jogadores no sistema 4-2-3-1. O veterano guarda-redes brasileiro Rafael Defendi, com André Pinto e Eduardo Mancha, imediatamente à sua frente. O jovem Tomás Tavares, emprestado pelo SL Benfica, e Fábio Nunes (nas laterais) fizeram as escolhas defensivas da equipa de Faro. No meio-campo, Amine Oudrhiri e Lucca foram os homens no duplo pivot, sendo que o francês jogou como orquestrador e o brasileiro como destruidor. O papel criativo ficou a cargo de Ryan Gauld, que era também o responsável por capitanear a equipa, ao passo que as alas ficaram para os portugueses Licá e Madi Queta, com o brasileiro Pedro Henrique a ser o ´9´ do Farense.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rafael Defendi (6)

Tomás Tavares (4)

André Pinto (5)

Eduardo Mancha (4)

Fábio Nunes (SC) (4)

Jonathan Lucca (5)

Amine Oudrhiri (5)

Ryan Gauld (6)

Licá (5

Madi Queta (7)

Pedro Henrique (4)

SUBS UTILIZADOS

Stojiljkovic (3)

Hugo Seco (-)

Filipe Melo (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Farense

Não foram colocadas questões ao treinador do SC Farense, Jorge Costa

CD Nacional 

Não foram colocadas questões ao treinador do CD Nacional, Luís Freire

Artigo revisto por Mariana Plácido

5 jogadores que foram castigados por uso de doping

Recentemente, fomos brindados com a surpreendente notícia de que André Onana, guarda redes titular do AFC Ajax, de 24 anos, acusou positivo para uma substância proibida em outubro de 2020, depois de um jogo da Liga dos Campeões. Em consequência, a UEFA impôs uma suspensão de 12 meses ao jogador, por esta violação relacionada com doping. O clube de Amsterdão vai recorrer e afirma que o jogador tomou por engano comprimidos da sua esposa.

Ora, também em Portugal tivemos alguns exemplos, como Fernando Couto, Nuno Assis ou Quim, pelo que me pareceu um bom momento para procurar jogadores conceituados assolados por suspensões ligadas ao uso de substâncias proibidas. Neste artigo, vou olhar para os cinco casos talvez mais mediáticos a nível internacional.

A possibilidade de (mais) uma qualificação milionária falhada | SL Benfica

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Para Jorge Jesus, o campeonato continua a ser a prioridade do SL Benfica. Interessava – ainda que não seja do seu interesse – que quem de direito dentro da tão afamada estrutura encarnada viesse a público, com a coragem que tem faltado dentro e fora de campo, admitir que por “campeonato” entende-se a qualificação para a Liga dos Campeões.

Essa é a verdadeira luta das “águias” até final da temporada, secundada pela Taça de Portugal. Acreditando, e desejando, que o FC Paços de Ferreira e o Vitória SC vão manter-se próximos de FC Porto, SC Braga e SL Benfica no campeonato remanescente, serão, assim, cinco os candidatos a dois postos de qualificação para a Liga dos Campeões – com apenas um a entrar de forma direta.

Como tal, o SL Benfica terá que ser melhor, pelo menos, do que três dos quatro opositores. Previsivelmente, sê-lo-á. Mas… e se não for? E se, chegado o final da jornada 34 da Primeira Liga 2020/2021, as “águias” não estiverem em lugar de acesso à próxima edição da prova milionária?

São “ses” que podem bem ser “quandos”, se a qualidade e a constância exibicionais da turma da Luz não sofrerem melhorias significativas muito em breve. Após uma qualificação falhada para a prova maior de clubes europeus na presente época, em claro contraciclo com o avultado investimento feito, absurda, desnecessária e infrutiferamente, pela (falta de) direção encarnada, uma repetição do caso será desastrosa.

As nocivas consequências desportivas, financeiras, financeiras logo desportivas e desportivas logo financeiras serão bastantes e terão repercussão nos anos sequentes. A não qualificação para a Liga dos Campeões por duas épocas aumentará a suspeita de adeptos e sócios, suspeita essa já bem vincada em alguns aglomerados de benfiquistas.

Incutirá, igualmente, desconfiança nos principais patrocinadores, que, seguramente, começaram a indagar-se se fará sentido apostar num clube que não marca presença na principal montra financeiro-desportiva da Europa. Num momento em que é difícil prever quando voltarão a surgir, sobretudo de forma significativa, as receitas de bilhética, manter os principais patrocínios é fundamental.

Atrair jogadores que possam ser mais-valias para a equipa e para o campeonato português tornar-se-á, também, mais complicado. Uma equipa pouco apelativa num campeonato cada vez mais poluído não é propriamente o sonho dos jogadores de gama, digamos, média-alta.

A ausência da Liga dos Campeões associada à incapacidade de contratar jogadores de considerável gabarito implicará, inevitável e invariavelmente, a definitiva adoção da estratégia de aposta na formação. No entanto, será muito difícil manter os jovens de maior potencial – como já se vê com Ronaldo Camará – e contratar outros que recheiem o Benfica Futebol Campus de qualidade para o futuro.

Jovens como Ronaldo Camará precisam de perceber que o clube é o melhor lugar para o seu presente e futuro
Fonte: SL Benfica

Os jovens formandos do Seixal começam a perceber que, permanecendo nas “águias”, ou não serão aposta de Jorge Jesus ou, sendo-o, vão viver uma fase complicada do clube, caso, lembro o cenário hipotético em jogo, os encarnados voltem a falhar a fase de grupos da liga milionária.

No entanto, as mudanças profundas não deverão impactar apenas a equipa, mas todo o clube. Apesar de estarmos ainda na ressaca das eleições presidenciais de outubro de 2020, a liderança, cada vez menos pujante, de Luís Filipe Vieira ficará bastante enfraquecida com nova ausência da Champions. Com isso, também as posições dos seus eleitos (incluindo JJ) ficarão comprometidas.

Tudo pode ruir. São previsões fatalistas, claro, mas que não me parecem, de todo irrealistas, – e as que constam no parágrafo anterior seriam até positivas, na minha opinião, num sentido de “mal que viria certamente por bem”. Pode, também, “a coisa endireitar-se” até ao término da temporada – que nunca deixará de ser um fracasso.

Ainda está em aberto – e em fogo – a luta pelos lugares de acesso à Liga dos Campeões. É esperar para ver e desejar que nada do escrito acima venha a suceder nos tempos próximos ao Sport Lisboa e Benfica.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Académica OAF 2-1 CD Cova da Piedade: Até ao fim… como sempre

A CRÓNICA: RELAXAMENTO IA CUSTANDO CARO

A Académica OAF recebeu e bateu o CD Cova da Piedade por 2-1, na jornada 20 da Segunda Liga 20/21, agarrando-se à liderança da mesma e colocando pressão nos mais diretos rivais – GD Estoril Praia, CD Feirense e FC Vizela.

Primeira parte muito e bem disputada, com domínio pouco pronunciado da Académica OAF. Apesar do bom futebol praticado, o primeiro tempo mostra-se próprio para cardíacos, uma vez que a emoção marca ausência e o centro do terreno é a zona mais pisada.

O remate de pé esquerdo de Guima, à entrada da área, por volta dos 20 minutos, é o único lance dos 45 minutos iniciais que contrasta com o amorfismo junto das balizas de Mika e de Adriano Facchini.

“Nova parte, nova vida”. A segunda metade, em contraciclo com a homóloga, começa com uma oportunidade para cada lado mais claras do que o céu que cobre o Cidade de Coimbra, nesta véspera de São Valentim. Numa primeira instância, um cruzamento de Hugo Firmino encontra Alex Freitas ao segundo poste, que atira ao lado do… primeiro poste.

Oportunidade absurdamente desperdiçada pelos homens de Mário Nunes e, na resposta, oportunidade desperdiçada pelos homens de Rui Borges. Traquina, imbuído do espírito do Open da Austrália, atinge a bola vinda da direita com um fantástico volley alto, mas o esférico, imbuído do espírito do Super Bowl, sobrevoa a trave da baliza norte do Calhabé.

Seguem-se oito minutos de domínio da Briosa, entremeados com algumas oportunidades pouco entusiasmantes de golo para os estudantes. No entanto, não há cova que segure este Cova (“ain´t no grave gonna hold this Cova down”, diria Johnny Cash) e os visitantes ressurgem na partida aos 59 minutos, com mais uma oportunidade não consumada junto ao segundo poste. Seguem-se sete minutos de domínio piedense.

Por volta dos 20 minutos do segundo tempo (aos 21´, mais concretamente), Guima lembra-se de que é hora do seu habitual remate de pé esquerdo à entrada da área (ver terceiro parágrafo) e dispara, com potência e colocação, para as redes de Facchini.

66 parece ser o número mágico para a Briosa. Golo aos 66 minutos e expulsão de João Meira, número 66 do CD Cova da Piedade, a 11 minutos do fim. Todavia, a Briosa tem Piedade e permite que os visitantes se entusiasmem ao ponto de João Vieira, entrado aos 82´, empate a partida aos 84´.

É aqui que entra Hitchcock em ação. À entrada do tempo de descontos, rutura de Bruno Teles na área piedense e falta de Alex Freitas, em estreia para esquecer. Fabinho assume a marcação da grande penalidade e fecha o marcador num importante 2-1 favorável aos estudantes.

 

A FIGURA

Guima – Esteve bem em todos os momentos do jogo. Encheu o campo a defender, auxiliando Diogo Pereira, e tomou excelentes decisões no ataque, a melhor delas o remate que deu o 1-0 à Académica.

 

O FORA DE JOGO

Bruno Alves – Acabou por sair lesionado em cima do fecho da primeira parte. Viu-se perdido nas dinâmicas da Académica no miolo do terreno e não apresentou a intensidade necessária para as contrariar.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

Rui Borges admitiu, na antevisão à partida, que a Académica tinha feito na jornada anterior, contra o Estoril, o melhor jogo em termos táticos. Por isso, embora num jogo com contornos diferentes, era de esperar o mesmo rigor para defrontar o Cova da Piedade.

A Briosa foi a jogo num 4-2-3-1. O quarteto defensivo foi constituído por Fabiano, Rafael Vieira, Silvério e Bruno Teles. O meio-campo teve necessariamente que ser alterado, devido à expulsão de Ricardo Dias frente ao Estoril. Para o seu lugar, ao lado de Guima, entrou Diogo Pereira, formando uma dupla de médio mais trabalhadores, dando espaço para Chaby expressar o seu futebol de maior risco suplantado por estes dois homens. Na frente, o trio Traquina, João Mário e Bouldini.

Na manobra ofensiva, destaque para a tentativa de aproveitamento das costas dos médios interiores do adversário. Sem a bola, os estudantes pressionaram bastante alto a construção de jogo dos piedenses. Uma vez a defender de forma organizada, Chaby alinhou-se com Bouldini para formar o 4-4-2 em que a equipa defendeu.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (5)

Fabiano (5)

Rafael Vieira (6)

Silvério (5)

Bruno Teles (5)

Diogo Pereira (5)

Guima (7)

Chaby (6)

Traquina (5)

João Mário (5)

Bouldini (5)

SUBS UTILIZADOS

Leandro Sanca (4)

Fabinho (5)

Mayambela (-)

Dani Costa (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PEIDADE

O 4-3-3 que o Cova da Piedade trouxe para o jogo fazia esperar uma equipa com vontade de não entregar todo o protagonismo à Académica. Os dois médios interiores, Bruno Alves e João Patrão, apresentam habitualmente capacidade para reter a bola em seu poder e, consequentemente, acrescentarem capacidade ofensiva à equipa. No meio-campo, atrás destes dois criativos, Robson Shimabuku foi o elemento mais defensivo. O setor mais recuado compôs-se por Gonçalo Tavares, João Meira, de regresso ao onze, Kiko Zarabi e Gonçalo Maria. Na frente de ataque, dois extremos puros, Firmino e Alex Freitas, no apoio ao ponta de lança Blondell.

Mesmo com os jogadores da Académica sempre por perto, a equipa foi conseguindo mostrar apetências com a bola. Passes curtos e, ao primeiro toque na procura dos jogadores de frente para o jogo, mostraram-se eficazes na construção de jogadas ofensivas.

Os comandados de Mário Nunes denotaram bastante preocupação no condicionamento a Diogo Pereira com essa vigilância a ficar ao encargo de João Patrão. Ainda assim, foram muitas vezes confundidos pela grande movimentação imposta pelos jogadores da Briosa na zona média.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adriano Facchini (5)

Gonçalo Tavares (5)

João Meira (4)

Kiko Zarabi (6)

Gonçalo Maria (5)

Robson Shimabuku (6)

João Patrão (5)

Bruno Alves (4)

Alex Freitas (4)

Hugo Firmino (5)

Anthony Blondell (5)

SUBS UTILIZADOS

Thabo Cele (4)

João Oliveira (5)

Miguel Rosa (5)

João Vieira (5)

Cristiano Gomes (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académica OAF

BnR:  Que avaliação faz às novas dinâmicas que implementou no meio-campo, com a entrada do Diogo Pereira no onze e com a exploração das costas dos médios interiores contrários?

Rui Borges: Tentamos perceber que dinâmicas podem permitir entrar nos blocos do adversário. Agora, a bola devia ter andado muito mais rápido, para depois termos mais capacidade de decisão no último terço e no ataque à largura e profundidade. O João Mário esteve muito bem a acelerar no corredor. O jogo pedia mais jogo posicional aos nossos médios, mas, lá está, a bola devia ter andado muito mais rápido para encontrar esse espaço nas costas dos médios interiores adversários.

CD Cova da Piedade

BnR: O que é que pediu aos seus jogadores para eles aparecerem mais incisivos no ataque na segunda parte? Como se digere ter chegado ao empate com 10 e acabar por não levar ponto?

Mário Nunes:  Ao intervalo, não foi feito nada a não ser pedir aos jogadores para se libertarem. A equipa adversária tem qualidade, mas nós também temos. Estamos a entrar de forma demasiado respeitadora nos jogos. Quando com a bola, tínhamos que fazer mais. Não o fizemos, na primeira parte. No final, o que conta são que os três pontos foram para o outro lado.

 

Rescaldo com opinião de Francisco Grácio Martins e Márcio Francisco Paiva

Artigo revisto por Mariana Plácido