Enquanto a temporada 2021 não começa oficialmente, continuamos a recordar a tão atípica época de 2020. Depois dos melhores momentos da temporada 2020 do mundial de motociclismo, elegemos os pilotos que nos surpreenderam… E todos alcançaram a vitória em 2020. O ano que nos mudou a vida.
António Adán foi reforço para esta temporada do Sporting Clube de Portugal. O guardião chegou a Alvalade, depois de ter terminado contrato com o Atlético de Madrid, rubricando um acordo válido até 2022, com uma cláusula de rescisão fixada nos 45 milhões.
O guarda-redes leonino tem sido um titular indiscutível no “onze” de Ruben Amorim, tendo sido nomeado o melhor jogador da sua posição no mês de Janeiro. Em termos exibicionais, Adán dá uma enorme segurança à equipa leonina, sendo um guarda-redes experiente e com qualidade.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Nos 23 jogos que Adán defendeu a baliza leonina, apenas sofreu 15 golos, uma média de 0,65 golos / jogo. Neste trajeto, o Sporting Clube de Portugal registou 13 jogos sem sofrer golos. Obviamente que tem que ver com a qualidade da equipa no processo ofensivo, mas também pela experiência e rendimento do guarda-redes, António Adán.
No jogo a contar para a 11.ª jornada da Liga, Adán foi considerado o melhor em campo, na vitória leonina diante o B SAD por 2-1. Apesar de ter sofrido um golo nesse encontro, com o jogo empatado a um golo, defendeu uma grande penalidade e outras defesas de elevado grau de dificuldade, oferecendo os três pontos ao Sporting.
Na jornada voltou a destacar-se, desta vez numa goleada dos leões frente ao Vitória SC, por 4-0. Neste jogo, ao minuto 55, Adán fez uma assistência para golo, isolando Pedro Gonçalves na cara do golo.
O guardião espanhol é forte entre os postes e a sair aos cruzamentos, tendo ainda qualidade a jogar com os pés. Nesta temporada, estas suas características têm valido pontos para o Sporting CP, o que faz de Adán um grande reforço. Sendo que Adán está a fazer uma das melhores temporadas da sua carreira, após passagens pelo Real Madrid, Cagliari, Bétis e Atlético de Madrid.
Na presente temporada, os leões já conquistaram a Taça da Liga com o contributo de Adán. O guarda-redes espanhol tem sido uma das unidades em destaque na equipa verde e branca. Assim, que Adán possa continuar a ajudar o Sporting a consolidar a liderança do campeonato, jogo a jogo, jornada a jornada, até ao tão desejado título de campeão nacional.
A CRÓNICA: ELIMINATÓRIA ACESA SÓ SE VAI RESOLVER NA SEGUNDA MÃO
Três dias depois de se terem defrontado para o campeonato, SC Braga e FC Porto voltaram a medir forças. O Estádio Municipal de Braga foi o palco do confronto entre as duas equipas, num jogo a contar para a primeira mão da meia-final da Taça de Portugal.
Com um mês de fevereiro carregado em jogos para ambas as equipas, o desgaste físico e gestão dos jogadores podiam vir a ser fatores determinantes para o desenrolar da partida. Do lado dos dragões, para lá do cansaço, notavam-se as ausências de Corona, Otávio e Zaidu, e, do lado dos minhotos, poucos seriam os entraves para lá do desgaste já mencionado.
Antevia-se um jogo difícil para ambas as equipas, mas equilibrado, dado estarem no mesmo pé de igualdade a nível de calendário. Mas, na verdade, quem entrou melhor no encontro foi quem estava mais desfalcado. O FC Porto, logo aos seis minutos da partida, teve uma grande ocasião de golo vinda de Sérgio Oliveira. O médio português rematou de forma fortíssima para uma defesa implacável de Matheus.
No entanto, essa implacabilidade que o guarda-redes do SC Braga mostrou no lance em nada teve a ver com o que fez minutos depois. O FC Porto aproveitou um alívio desastroso de Matheus da melhor forma possível. O homem das redes minhotas aliviou a bola com a cabeça, ou pelo menos tentou. O esférico acabou por cair nos pés de Taremi, que fez o que tinha a fazer: picou a bola por cima de Matheus e inseriu-a na baliza que estava totalmente descoberta. Aos dez minutos, os dragões viviam o melhor cenário, ao estar a vencer por uma bola a zero.
O jogo prosseguiu equilibrado. O FC Porto tinha como base a construção de jogo desde o jovem guarda-redes Diogo Costa até ao ataque, enquanto que o SC Braga aproveitava possíveis erros cometidos pela ofensiva azul e branca para prosseguir em transição rápida.
O intervalo chegou na melhor altura possível para ambas as equipas se poderem refrescar e também poderem melhorar a estratégia de jogo. Após o recomeço, viu-se novamente uma partida equilibrada, mas sem ocasiões flagrantes de golo.
Aos 65 minutos, o pior aconteceu para David Carmo. Na sequência de um remate de Luis Díaz, o colombiano escorrega, acaba por acertar involuntariamente na perna do central minhoto e este não fica no melhor estado. Depois do lance, David Carmo acabou a ser retirado do relvado dentro de uma ambulância e Luis Díaz foi expulso com vermelho direto. O Bola na Rede deseja as melhoras e uma recuperação rápida a David Carmo!
O jogo prosseguiu com o SC Braga em superioridade numérica e com, de forma óbvia, mais espaço na construção, dada a saída forçada de Luis Díaz, que ocupava muito bem o terreno e era um dos jogadores que pouco deixava os minhotos construir jogo.
Já para lá dos 90 minutos, o FC Porto viu-se ainda mais fragilizado. Após uma falta no meio-campo, Matheus Uribe desentendeu-se com André Horta e acabou expulso, fazendo com que os dragões acabassem o encontro com apenas nove elementos em jogo e com o meio-campo mais débil. A ocasião gerou uma grande confusão no terreno, mas o jogo prosseguiu.
A verdade é que, com um FC Porto tão fragilizado por ter menos dois elementos em campo e dois dos jogadores mais importantes, o SC Braga tinha a sua tarefa de empatar a partida demasiado facilitada. 12 minutos para lá do tempo regulamentar, Fransérgio aproveitou a confusão dentro da pequena área portista e a defesa inacabada de Diogo Costa, e empatou a partida.
No final do tempo regulamentar, prevaleceu um empate a uma bola entre as equipas, o que leva a decisão para a segunda mão da meia-final, a ser jogada no Estádio do Dragão.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Taremi e o cartão branco aos jogadores a empurrar a ambulância – Pelo jogo que efetuou na primeira parte, Mehdi Taremi foi bastante eficiente na sua exibição. Marcou o golo do FC Porto, atacou e defendeu com todo o critério e, no âmbito do jogo jogado, é Taremi que merece os louros.
Também no âmbito do jogo, fica uma menção honrosa aos jogadores, tanto do SC Braga como do FC Porto, que acabaram por intervir quando a ambulância que transportava David Carmo não conseguia arrancar dentro do terreno de jogo. Pode parecer mínimo a olho nu, mas fica o quanto é possível o fairplay. Não foi exibido o cartão branco, mas podia muito bem ter sido exibido.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Galeno (e a lesão de David Carmo) – Um jogador que é habitualmente fulcral no jogo do SC Braga acabou por desaparecer neste jogo frente ao FC Porto. Não teve a influência desejada, certamente, por Carlos Carvalhal.
Para além da exibição de Galeno, menciona-se também a lesão de David Carmo que arrepia qualquer pessoa. O Bola na Rede, mais uma vez, deseja as melhoras e uma rápida recuperação ao jogador!
ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA
Carlos Carvalhal montou um 4-4-2 para defrontar novamente o FC Porto. Matheus manteve lugar cativo na baliza, enquanto a linha defensiva foi composta por três centrais, com Sequeira a atuar como lateral esquerdo nas transições ofensivas.
O meio-campo foi ocupado por Al Musrati, João Novais, com o apoio nas alas de Galeno e Piazón. Sporar e Ricardo Horta foram os homens mais avançados no terreno.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Matheus (5)
Tormena (6)
Sequeira (4)
Al Musrati (6)
Lucas Piazón (5)
David Carmo (-)
Sporar (6)
Ricardo Horta (6)
Fransérgio (7)
Ricardo Esgaio (6)
Galeno (4)
SUBS UTILIZADOS
Borja (6)
André Horta (4)
Nico Gaitán (6)
Rolando (6)
Abel Ruiz (6)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Sérgio Conceição montou uma composição em 4-4-2, com Malang Sarr a voltar a alinhar pela equipa na lateral. A restante linha defensiva foi composta pela dupla de centrais já habitual Pepe e Mbemba, com Manafá a ocupar a ala direita.
O meio-campo portista foi composto por Sérgio Oliveira e Uribe, com Luis Diaz na ala esquerda e Fábio Vieira na direita, fazendo a ligação entre este setor e os avançados Marega e Taremi.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Diogo Costa (7)
Manafá (6)
Mbemba (6)
Pepe (6)
Malang Sarr (6)
Uribe (4)
Sérgio Oliveira (6)
Fábio Vieira (6)
Luis Díaz (6)
Taremi (7)
Marega (6)
SUBS UTILIZADOS
João Mário (6)
Loum (6)
Grujic (6)
Evanilson (5)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SC Braga
Bola na Rede: A minha questão incide sobre o que aconteceu com David Carmo. Pergunto-lhe se a situação é tão grave, como aquele que quem viu o estado do jogador no lance acredita, e o quanto isso pode alterar o seu plano para a equipa?
Carlos Carvalhal: É grave. Lamento muito aquilo que aconteceu. Mais tarde teremos mais informações. A juntar às restantes lesões, vamos ter de ver. É uma baixa enorme. Temos um plantel curto e andamos a jogar jogos seguidos. Lamento muito por ele, mas vamos conseguir trilhar o nosso caminho. São situações traumáticas, mas não conseguimos controlar.
Não houve oportunidade de fazer qualquer questão ao presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa.
A CRÓNICA: VITÓRIA DO SL BENFICA POR UMA UNHA NEGRA
O dérbi eterno entre SL Benfica e Sporting CP foi, desta vez, disputado em voleibol e em jogo a contar para o nível de vencedores na fase regular do campeonato nacional da primeira divisão portuguesa. Uma partida que opôs os, até à data, primeiro e terceiro classificados da tabela.
A qualidade e exigência demonstradas, tanto pelas águias como pelos leões, faziam esperar um jogado bastante bem disputado e algo renhido. Não sendo este um duelo em que raramente são previsíveis os desfechos.
Num primeiro set que pareceu não ter fim, o duelo entre os dois gigantes do voleibol português mostrou-se renhido e bastante equilibrado. Foram múltiplas as mudanças de líder de set, dado que nenhuma das equipas se conseguia distanciar da outra. O primeiro set demonstrou aquilo que se previa, dada a qualidade enorme tanto do Sporting CP como do SL Benfica. O maior momento de sufoco aconteceu já perto do set point do SL Benfica, onde o Sporting CP acabou por se aproximar, depois de uma desvantagem de dois pontos (o máximo que se viu durante o set). Voltou a ser um jogo renhido, mas o SL Benfica levou a melhor por, no primeiro set, 30-28, depois de uma luta de 41 minutos.
O segundo set foi um autêntico espelho daquilo que o primeiro demonstrou, mas, mais uma vez, não foi nada daquilo que não fosse expectável. Quem acabou por levar a melhor nesta segunda “tentativa” foram os leões. Num set que demorou apenas menos cinco minutos que o primeiro, o Sporting CP acabou por sair vencedor, após conseguir um parcial de 23-25.
O terceiro set já demonstrou mais tranquilidade, pelo menos a favor da equipa de Marcel Matz, porque, no que toca a turma de Gersinho, só se fazia sentir algo relacionado com nervosismo e inconformidade. O SL Benfica conseguiu abrir uma vantagem de seis pontos, algo que não tinha acontecido até ao momento no encontro, o que obrigou os leões a reformular a estratégia e a pedir timeout. No entanto, nem a reformulação resultou e o SL Benfica acabou por manter essa vantagem e deu por terminado o set, ao vencer por 25-19.
O feitiço virou-se contra o feiticeiro no decorrer do quarto set. O Sporting CP deu a volta ao inconformismo e fez exatamente aquilo que as águias demonstraram no set anterior: eficácia e displicência atacante. Até mesmo a vantagem e o resultado foram “replicados”, num set que os leões venceram por um parcial de 25-19 e empatara a partida em 2-2, levando o jogo à “negra”.
O derradeiro set do encontro demonstrou a resiliência de ambas as equipas na busca pela vitória, mas o parcial de 15-11 ditou a vitória das águias perante os leões, finalizando o resultado num 3-2 favorável ao SL Benfica, que consolida o primeiro lugar, num jogo que retratou o que de bom se faz no voleibol português.
A FIGURA
Fonte: SL Benfica
Intensidade imposta no duelo – Dérbi é dérbi e o senso comum afirma que existirá sempre equilíbrio e intensidade. Este jogo mostrou isso mesmo. O SL Benfica e o Sporting CP são das melhores equipas a praticar voleibol em português e esta partida apenas o demonstrou.
Serviços falhados – Apesar de acabar por beneficiar as equipas, mediante a situação de jogo, a quantidade de serviços falhados parte a parte deixou bastante a desejar.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
A equipa de Marcel Matz privilegiou a utilização de bloco para parar ofensivas e forçar erros do Sporting CP, quando este atacavam. Aproveitou, igualmente, falhas nos serviços para somar pontos, e beneficiou da diferença de alturas entre jogadores para proveito próprio, facilitando o ataque.
FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES
Tiago Violas (7)
Theo Lopes (8)
Zelão (8)
Peter Wohlfi (7)
Rapha (5)
Japa (6)
Ivo Casas (7)
Hugo Gaspar (7)
André Lopes (7)
Nuno Pinheiro (6)
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
À semelhança do Benfica, a turma de Gersinho também se fez vencer na utilização do bloco para forçar o erro do ataque dos encarnados e tinham as receções como verdadeiro ponte forte da equipa.
Com 16 edições finalizadas, o Mundial de Clubes conheceu dez vencedores diferentes, de apenas dois continentes, e de cinco países diferentes. A edição de “2020” vai ser disputada entre o Club Tigres UANL e o FC Bayern Munique. História essa já está feita, uma vez que, é a primeira vez que uma equipa da CONCACAF chega à final da prova.
Ao ser uma competição mundial, o desafio era: entre todos os plantéis diferentes que levantaram o troféu, selecionar um XI em que não se repetisse nacionalidades. As escolhas foram difíceis e por vezes dolorosas ter de decidir entre um ou outro jogador. Cristiano Ronaldo é para já o melhor marcador de sempre da competição, por isso vem descobrir os dez que faltam, e conta-nos as alterações que fazias.
De calções curtos, um físico que deixa a desejar, sapatilhas coloridas e um estilo de jogo peculiar. Em poucas palavras e pequenas frases, podia descrever Tyrese Haliburton, mas os quase dois meses que tem na NBA já obrigam a um escrutínio mais profundo ao rookie dos Sacramento Kings.
Escolhido na 12.ª posição do Draft de 2020, o ex-jogador da Universidade de Iowa State surpreendeu por ter caído tanto nessa noite. Durante todo o processo de treinos antes do seu nome ser chamado por Adam Silver, algumas equipas mais acima na tabela de escolhas pareciam estar atentas ao atleta.
Segundo o próprio, os Golden State Warriors (2.ª escolha, que acabou por ser James Wiseman) e os Chicago Bulls (4.ª escolha, com Patrick Williams a acabar na Windy City), entre outros, estabeleceram contactos e assumiram o interesse em Haliburton. No entanto, na hora da verdade, os minutos passavam e nenhum chapéu assentava na cabeça do jogador.
Alguns franchises não olharam ao talento de Tyrese, ou simplesmente achavam que não tinha uma margem de progressão como outros jogadores da classe de 2020. Em algumas análises de scouts, falava-se bastante do lançamento tosco do jogador mas, até ao momento, tem sido bastante eficaz (44,4% de três pontos e 49,5% de lançamentos de campo).
Os Sacramento Kings, apesar disso, não tiveram dúvidas e, segundo Adrian Wojnarowski, da ESPN, a equipa “não acreditava que podia ter Tyrese Haliburton na escolha número 12”. A confiança que o franchise tem no rookie é notória. Quando a estrela da companhia, De’Aaron Fox, descansa, o número 0 assume muitas vezes o lugar de maestro do ataque da equipa californiana.
O primeiro impacto na NBA não podia ter sido melhor. Como suplente e a jogar cerca de 28 minutos por jogo, Tyrese Haliburton venceu o prémio de Rookie do mês da Conferência Oeste, referente a dezembro e janeiro. Com médias de 11 pontos, três ressaltos, cinco assistências e um roubo de bola por jogo, o base dos Kings levou a melhor a James Wiseman, rookie dos Golden State Warriors.
O maior “rival” na luta pelo prémio final de novato do ano é, claramente, LaMelo Ball. Depois de se assumir titular e uma das grandes estrelas da equipa dos Hornets, parece-me que só um grande problema (que, claro, ninguém quer que aconteça) pode tirar o troféu das mãos do base da equipa de Charlotte.
Apesar de algumas dúvidas, a transição do College para a NBA correu muito bem. A encantar e a ser eficaz, acredito que os Sacramento Kings não estão nada arrependidos com escolha. Os números não são vistosos, os pontos por jogo ficam aquém dos melhores jogadores, mas Tyrese pode marcar uma era na liga.
Confesso que quando vejo jogar Haliburton, vejo o basquetebol no estado mais puro. Inteligência, poucos holofotes apontados, mas uma imensa vontade de trabalhar e ser cada vez melhor. Apesar de ter nascido em 2000, já no Século XXI, transmite no seu jogo algumas características dos anos 80/90.
Com apenas 20 anos (completa os 21 este fevereiro), assume-se como um jogador maduro e com qualidades acima da média para a tenra idade. A habilidade de jogar bem, quer na defesa, quer no ataque, dão valências para dominar durante os anos em que estiver na NBA. Na minha opinião, vai ser muitas vezes All-Star durante a carreira.
Na nova geração de ciclistas a aparecer em Portugal, Daniel Dias é um dos homens que tem enchido o olho aos apreciadores da modalidade. Tanto que os bons resultados e exibições na primeira época como Sub23 ao serviço da Sicasal levaram-no a rumar ao estrangeiro para 2021, assinando pela UC Monaco.
Já nos juniores o ciclista de Gaia mostrava talento, era presença assídua na seleção nacional e o líder da barcelense Seissa, equipa habituada a lançar jovens de qualidade para o pelotão nacional. Assim, não surpreendeu que acabasse na principal equipa Sub23 do país, a Sicasal – Miticar – Torres Vedras.
Como líder da Taça de Portugal de juniores Fonte: Bola na Rede
O que já não se estava tanto à espera era que, logo no primeiro ano, se assumisse como uma das principais figuras do conjunto da terra de Joaquim Agostinho, mas foi exatamente isso que aconteceu. Ainda que a pandemia tenha encurtado a temporada, Daniel Dias não teve escassez de oportunidades para se dar a conhecer com os principais sucessos a surgirem com o triunfo em Sub23 na Prova de Reabertura e a prata nos Nacionais de crono em Sub23.
O esforço individual é mesmo a sua principal arma e já mostra ter andamento para se intrometer entre os Elites nesta especialidade. Num país em que a modalidade foi descurada durante bastante tempo, uma nova geração de homens com talento no crono está a mudar essa tradição e Dias, em conjunto com Fábio Fernandes, que se junta este ano à Efapel, são os mais recentes a ter em conta.
Mas, não se fica por aqui o arsenal de Dias. Como seria de esperar para um croner, tem grande capacidade a rolar no plano, mas também as colinas não são grande obstáculo e passa-as sem dificuldade, conjunto de características que lhe permite ser alguém a ter muito em conta em provas de um dia, bem como em algumas competições por etapas. Para voltas mais duras, só o tempo dirá como evoluirá na alta montanha e, com isso, que papel poderá desempenhar nessas corridas.
Um ciclista polivalente com grande motor, Daniel Dias tem futuro na modalidade e até onde pode chegar dependerá também muito das escolhas que fizer. Se no seu horizonte estiver um regresso “a casa”, tudo tem para, em poucos anos, se afirmar como um dos mais fortes do pelotão nacional e ser nome habitual nos primeiros postos durante toda a época.
Se, por outro lado, o seu desejo for explorar a cena internacional, vejo nele potencial para ser um valioso gregário no World Tour. Fazendo uma comparação, escolheria Dries Devenyns, o fiável faz-tudo da Deceuninck – QuickStep, como um atleta de características semelhantes.
(Já) longe vão as épocas através das quais maçava a parafernália de seguidores da página, – aludindo ao Sporting CP – espetro que se rege pelo espírito nómada num extremo e pela assiduidade aborrecida no outro. Provavelmente, perdi a pouca aptidão que achava ter. Talvez nunca a reunisse no espólio das minhas capacidades. Porém, encarem isto como um “teste de fogo” e um último esforço em prol do meu bem-estar.
O mundo opera mudanças ao ritmo da circulação do oxigénio. Escrever sobre o Sporting CP era uma função inserida no compartimento da normalidade e desempenhada com uma palavra – pelo menos para mim – indizível. O masoquismo salutar tornou-se uma constante: para o exterior, o dedilhar de gracejos e o relato dos problemas de sempre; no interior, uma mágoa curada com álcool (ao invés de se estudarem variações de PIB’s, experimentem analisar quais os adeptos que mais gostam de fazer “conchinha” com o elixir dos deuses).
Para que se possua uma noção clara da fugacidade da mudança, Luís Filipe Vieira tremelicava num braço de ferro – ou material menos dúctil – por Edinson Cavani aquando dos últimos textos que redigi para uma das divisões do Bola na Rede.
Fevereiro de 2021, primeiro lugar do campeonato. Ora: metade da equipa nasce depois da entrada de Portugal no Euro, o atual treinador foi colega de equipa – no Belenenses – do técnico imediatamente transato (Jorge Silas), o presidente nos tempos livres foi também médico (militar) combatente no Afeganistão, Jérémy Mathieu não consta no onze inicial e Hugo Viana ainda ostenta os sapatos no chão encerado da Academia do Sporting CP.
O ar respirável é pandémico, a atualidade desportiva é endémica. De repente, a mensagem é sui generis e não adulterada do presidente ao roupeiro, o balneário rema e embala sob a tutela do mesmo vento, os jogadores não atiram a toalha ao chão, correm mais do que os adversários e submetem-nos à sua enorme vontade de vencer, a afeição e a interdependência entre jogador e treinador são transparecidas numa simples flash interview e o adepto “aproxima-se” e “aconchega-se” dos protagonistas da quadra através de iniciativas como o ADN de Leão e INSIDE SPORTING CP.
Sebastián Coates selou ontem a 15º vitória leonina em 18 jogos, mas o balneário continua a não adentrar por estados de euforia Fonte: Bola na Rede
Não me levem a mal, – nem me leguem alcunhas ao desbarato – mas eu sou do tempo do Keizerball e da conquista da Taça da Liga com Petrovic e André Pinto em campo, da bazófia de Jorge Jesus quando venceu três vezes consecutivas o eterno rival, do plantel integrar laterais esquerdos da linhagem de Evaldo, Paíto e Joãozinho e de José de Pina e outros ilustres serem porta-vozes (em diferentes estações) e estarem sob a tutela da Direção anterior. Ainda acordo de noite – sobressaltado, evidentemente – com Vercauteren, com a meia-final da Liga Europa perdida para o Atlethic Club de Bilbao e com o golo faltoso do Luisão, na Luz, no fatídico ano de 2005.
Sob a autoridade da minha mira, parece óbvia a obstinação pela persistência da acalmia e pela digestão dos factos históricos.
Para alguns – incluindo adeptos – a estrada percorrida entre uma gestão financeiro-desportiva ruinosa e um ministrar de um clube perfeitamente estável redunda em míseros metros. Contudo, qualquer comum que perceba o ABC do futebol enxerga o facto de o êxito encarcerar uma maratona de morosa logística: do marketing à estratégia comunicacional interna e externa, da psicologia de balneário às movimentações no mercado de transferências, da fusão entre a solidificação tática e o talento inapto, da ausência do vaticinar de uma época à estrelinha de campeão (temas em voga) …
O sportinguista não interiorizou nunca o lema “go with the flow” e, devido a essa razão, não sabe comportar-se perante a presença do chavão futebolístico mais famoso: “pensar jogo a jogo”. Com ou sem estrutura, com ou sem equipa, está prescrito vencer. Ninguém é tão exigente com a realização de omeletes quando escasseiam ovos no frigorífico…
Ah! Da minha largada de redação, pode depreender um dos motivos para o sucesso do Sporting CP. Para mim, a premissa do argumento é falaciosa: seria uma mudança demasiado fugaz para surtir efeito instantâneo…
Taça de Portugal, 1º mão da Meia Final: quarta-feira, 20h15, 10 de fevereiro de 2021 ANTEVISÃO: JOGO DIFÍCIL COM BAIXAS E CANSAÇO EVIDENTE
O mês de fevereiro tem sido difícil para o FC Porto não só a nível de resultados negativos, como também a nível de desgaste físico. Para além de Corona, que se encontra suspenso por conta de uma expulsão no jogo passado contra o SC Braga, Otávio e Zaidu estão em dúvida para o jogo desta quarta-feira a contar para a primeira mão da meia final da Taça de Portugal.
Antevê-se um jogo complicado para ambas as equipas, que acusam um enorme cansaço por via de estarem a jogar, desde o início do mês, de três em três dias. Com a ausência de jogadores cruciais, e com o psicológico abalado devido à reviravolta sofrida no jogo passado, os Dragões defrontam (novamente) um SC Braga com “novos ares”, por efeito da saída de Paulinho e pela entrada de novos reforços como Lucas Piazón, Borja e Šporar.
10 DADOS RÁPIDOS
Nos últimos 5 jogos, o SC Braga conta com quatro vitórias e um empate, este precisamente contra o FC Porto.
Os portistas, nos últimos 5 jogos, contam com três vitórias e dois empates.
O FC Porto joga esta eliminatória com o SC Braga depois de eliminar oGil Vicente em Barcelos por 2-0, com golos de Corona e Taremi.
O vencedor da eliminatória de duas mãos entre FC Porto e SC Braga defronta, na final da competição, o vencedor da eliminatória entre SL Benfica e GD Estoril Praia.
O FC Porto leva 18 jogos sem perder na Taça de Portugal, sendo a última derrota contra o Sporting a 18 de abril de 2018, no desempate por grandes penalidades.
O SC Braga deixou o Trofense, o Olímpico Montijo, o Torreense e o Santa Clara pelo caminho, até chegar a esta meia final da Taça de Portugal.
O SC Braga tem o melhor ataque da competição, a par do GD Estoril Praia, com 18 golos marcados.
O FC Porto apresenta um registo de 3 golos sofridos na competição, à medida que o SC Braga sofreu apenas 2 golos.
O FC Porto conta com 17 Taças de Portugal no seu palmarés, ao passo que o SC Braga possui apenas 2 Taças de Portugal.
A última vitória do SC Braga na Taça de Portugal contra o FC Porto foi na época de 2015/2016, após o desempate por grandes penalidades, resultado este que deu o título da competição ao SC Braga.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Galeno – o extremo brasileiro é dos jogadores mais perigosos do SC Braga, especialmente em jogos grandes. Enquanto que contra equipas mais fechadas, seria mais relevante destacar, porventura, Ricardo Horta, num encontro contra o FC Porto, onde o espaço nas costas dos defesas vai existir, Galeno assume uma importância ainda maior para os Guerreiros. O ex-Dragão tem velocidade para dar e vender, e uma capacidade nos duelos 1×1 inigualável dentro do plantel bracarense. Já não tem o seu alvo preferencial para o último passe – Paulinho –, mas tanto Ricardo Horta como Abel Ruiz já mostraram que têm um faro apurado para o golo.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Taremi (FC Porto) – o iraniano tornou-se numa peça absolutamente indispensável para Sérgio Conceição. Demorou umas semanas para ganhar a titularidade, mas desde que entrou no onze inicial, mostrou que tem qualidade para de lá não sair. Um avançado muito completo, consegue atacar a profundidade com bons timings de desmarcação, da mesma forma que também baixa muito bem no terreno para ligar o meio-campo ao ataque. Com Marega ao lado, o seu papel recairá mais no segundo aspeto que referi. Para além da sua movimentação exímia, tem uma capacidade finalizadora dentro da área que não se via no FC Porto há vários anos.
XI’S PROVÁVEIS
SC Braga: Matheus, Ricardo Esgaio, Tormena, David Carmo, Borja, Al Musrati, Fransérgio, Lucas Piazón, Ricardo Horta, Galeno e Abel Ruiz
Treinador: Carlos Carvalhal “O foco é tentar conseguir um bom resultado e manter a eliminatória em aberto. Nada vai ficar decidido neste jogo, seja qual o resultado”
FC Porto: Diogo Costa, Manafá, Pepe, Diogo Leite, Malang Sarr, Sérgio Oliveira, Matheus Uribe, Fábio Vieira, Luis Díaz, Taremi e Marega
A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE EXÍMIA DO GIL VICENTE FC NÃO CHEGOU PARA ARRECADAR PONTOS
O Gil Vicente voltou a casa e teve o Sporting CP como convidado para mais um encontro da Liga Portuguesa. O Estádio Cidade de Barcelos recebeu mais uma partida sendo esta relacionada com a 18ª jornada do campeonato português.
Os leões entraram em jogo com a motivação de poder aumentar a sua vantagem pontual para o segundo lugar, ocupado, até então, pelo FC Porto. No que concerne aos gilistas, a vontade era de prolongar e criar uma série de vitórias (vindo de uma série negativa, o Gil Vicente venceu o Boavista no último encontro que disputaram). Com um Sporting CP que privilegia o jogar em posse e um Gil Vicente que possui uma defesa bastante compacta e que aposta nas transições ofensivas rápidas e juntando a chuva que se fazia sentir em Barcelos (alterando o estado do relvado), previa-se um jogo bastante exigente em termos físicos.
O Sporting CP pareceu algo descaracterizado e passivo em campo, ao contrário do técnico Rúben Amorim, que não se continha no banco. A passividade que os leões apresentaram no minutos iniciais permitiu algumas oportunidades de bastante perigo criadas pelo Gil Vicente. A primeira grande ocasião gilista teve lugar aos 26 minutos, após uma má jogada de João Palhinha, onde Baraye podia ter inaugurado o marcador, mas não conseguiu visar a baliza de Adán, que estava praticamente descoberta à sua frente.
Mesmo com um Gil Vicente FC a defender de forma compacta e bastante fechada (como o previsto), e um Sporting CP com algumas dificuldades em construir jogo, a resposta ao lance de Baraye surgiu nos minutos seguintes, com um lance, também ele, poderia ter inaugurado o marcador não fosse “à queima roupa” de Denis.
O nervosismo leonino aparente levou mesmo à inauguração do marcador por parte do Gil Vicente: Fujimoto surgiu nas costas de Samuel Lino, fez com que os defesas do Sporting CP saíssem de posição e aproveitou um cruzamento teleguiado de Baraye para marcar o primeiro golo da partida. Aos 37 minutos, o marcador apresentava 1-0 a favor da equipa da casa.
Ao intervalo, Rúben Amorim fez duas alterações na equipa e mostrou realmente que estava inconformado com o resultado. A nível de jogo, as substituições aparentaram ter resultado pois, desde esse momento, viu-se um Sporting CP muito mais aguerrido e perigoso na partida.
Enquanto que, na primeira parte, o Gil Vicente comprometeu bastantes vezes a construção de jogo da equipa verde e branca, na segunda parte viu-se um Sporting CP a encostar os gilistas à parede, dada a quantidade de tempo que os leões passavam na área da equipa de Ricardo Soares.
A pressão do Sporting CP, ao longo da segunda parte, nas transições ofensivas que “chove, chove, chove e é trovoada” e os leões tiveram golo abençoado. Aos 84 minutos, à entrada da área, Sebastián Coates rematou para igualar o marcador no Estádio Cidade de Barcelos. A verdade é que, depois de uma reviravolta na atitude dos jogadores, depois do intervalo, o golo leonino acabou por ser bastante merecido.
Para além do cântico tradicional da chuva e da trovoada, um outro ditado foi criado, desta feita, no futebol português que se aplicou de forma exímia aos 91 minutos do encontro: “Canto? É golo do Coates”. No seguimento de um canto e no momento exato em que caiu um relâmpago sob o Estádio Cidade Barcelos, Sebastián Coates voltou a marcar e, desta vez, a fazer a reviravolta no marcador.
Nada mais se jogou no encontro. O árbitro Nuno Almeida soou o apito final duma partida onde o Sporting CP conseguiu efetuar a reviravolta no marcador em apenas cinco minutos, e saiu do Estádio Cidade de Barcelos com três pontos na bagagem.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Sebastián Coates – Uma performance fantástica do central do Sporting CP, principalmente na segunda parte. Foi o homem que consumou inteiramente a reviravolta no marcador e quem deu a vitória aos leões.
O FORA DE JOGO
Luís Neto agarrou a titularidade e tem mostrado, ao longo da presente época, garra, espírito de sacrifício e devoção Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Nervosismo do Sporting CP na primeira parte – A equipa de Alvalade, apesar de, na sua plenitude, ser uma equipa jovem, é também bastante competente e com algumas provas dadas. No entanto, não entraram da melhor forma no encontro. A passividade e também a dificuldade em construir jogo criaram bastante nervosismo no Sporting CP, algo que acabou por ser colmatado na segunda parte do encontro.
ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC
Para o encontro frente ao Sporting CP, Ricardo Soares alterou o esquema tático no qual costuma colocar os seus jogadores e, desta vez, optou por um 5-2-3. Denis continuou na baliza, enquanto a linha defensiva acabou composta por cinco jogadores. Talocha foi adaptado a central e ocupou essa zona com Rodrigo e Ruben Fernandes. Henrique Gomes e Joel Pereira continuaram nas suas posições habituais como laterais. Esta linha defensiva acabou por dificultar bastante a construção de ocasiões de perigo por parte do Sporting CP, dado a estar muito bem posicionada e também bastante compacta (como o previsto).
O meio-campo, que costuma ser bastante preenchido, passou a ser ocupado apenas por Lucas Mineiro e Claude Gonçalves, ambos com a função de distribuir jogo para Baraye e Fujimoto. O homem alvo da equipa de Barcelos foi Samuel Lino, um avançado bastante posicional. Apesar dessa característica, os companheiros de setor eram móveis o suficiente para conseguir destabilizar a defesa sportinguista.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Denis (7)
Talocha (7)
Rúben Fernandes (6)
Rodrigo (6)
Joel Pereira (6)
Henrique Gomes (6)
Lucas Mineiro (6)
Baraye (7)
Claude Gonçalves (7)
Fujimoto (7)
Samuel Lino (6)
SUBS UTILIZADOS
Lourency (6)
Paulinho (6)
Pedrinho (6)
Bouba (-)
João Afonso (-)
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Para a deslocação ao Estádio Cidade de Barcelos, Rúben Amorim montou o seu onze à base de um 3-4-3, esquema tático a que já costuma recorrer. Adán permaneceu na baliza, com uma linha defensiva composto pelos já habituais Sebastian Coates e Feddal, a par de Luís Neto (que voltou a ser opção após estar suspenso). O corredor direito voltou a ficar a cargo de Pedro Porro, enquanto que, no corredor esquerdo, Antunes voltou a assumir, dadas as limitações físicas de Nuno Mendes.
No setor do meio-campo, João Palhinha voltou a ser titular e com a função de distribuir jogo, durante a sua construção, principalmente entrelinhas. O outro ocupante deste setor foi Matheus Nunes que voltou a render João Mário, dado este se encontrar indisponível por lesão. Pedro “Pote” Gonçalves e Nuno Santos voltaram a ser os homens de apoio a Paulinho.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Antonio Adán (6)
Zouhair Feddal (5)
Sebastián Coates (9)
Luís Neto (4)
Antunes (4)
Pedro Gonçalves (7)
João Palhinha (5)
Matheus Nunes (5)
Pedro Porro (7)
Nuno Santos (8)
Paulinho (6)
SUBS UTILIZADOS
Tiago Tomás (7)
Gonçalo Inácio (6)
Daniel Bragança (7)
Matheus Reis (6)
João Mário (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Gil Vicente FC
BnR: Mencionando maioritariamente a exibição na primeira parte e apesar do desfecho, considera que este jogo foi um dos jogos mais bem disputados pelo Gil Vicente esta época?
Ricardo Soares: Temos um conjunto de ferramentas que nos permite observar com grande assertividade os nossos adversários. É perceptível que tentamos combater a profundidade do Sporting. Na primeira parte, fomos melhores. Conseguimos fechar as linhas ao Sporting. Queria jogar pelo meio, não podiam porque estávamos a fechar. Queriam atacar na profundidade e não podiam porque, ou a bola acabava num dos meus defesas ou no Denis. Na segunda parte, a frescura física do Sporting prevaleceu. É inequívoco. Fizemos cinco jogos em 13 dias e o cansaço foi determinante. Mas os meus jogadores foram uns heróis e acredito que devíamos ter somado pontos.
Sporting CP
Não foi possível colocar questões ao técnico do Sporting CP, Rúben Amorim.