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Marko Grujic | Muita expetativa, pouco resultado final

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O médio sérvio chegou ao Dragão no final do mercado de transferências para preencher uma grande lacuna no meio-campo portista – a saída de Danilo Pereira. Esperava-se muito de Grujic, vinha de empréstimo do Liverpool FC, apesar de nunca ter chegado à equipa principal dos reds, e de duas épocas muito aceitáveis ao serviço do Hertha de Berlim.

Eu próprio escrevi, aquando da sua chegada, que seria um substituto à altura de Danilo Pereira, mas a verdade é que não tem mostrado nem perto do que se esperava. Não foi titular desde o início, como é normal com uma nova contratação, e nunca conseguiu destronar a dupla Sérgio Oliveira–Uribe. Teve as suas primeiras oportunidades nos jogos da Taça e da Liga dos Campeões, mas claramente que não estava com o ritmo de jogo desejado.

Grujic mostrou-se muitas vezes displicente com a bola nos pés, com muitos passes fáceis errados, e demasiado agressivo sem bola. Esperava-se também uma forte chegada à área e um remate de fora de área perigoso, mas a verdade é que não temos visto nada do género por parte do sérvio.

Esperava-se um jogador que fosse capaz de aliar um bom jogo físico a uma forte componente técnica, mas não tem sido esse o caso. Nota-se que se consegue impor ao usar o seu corpo, mas nem sempre fá-lo bem, e tem mostrado bastantes falhas na receção e no passe. E, em geral, não tem parecido muito interessado em melhorar. E qualquer jogador que pareça não estar empenhado a 100% no jogo vai ter muitas dificuldades com Sérgio Conceição.

 Sem exibições que impressionassem, e com a dupla de meio-campo titular a conseguir ganhar bastante consistência e continuidade, Grujic vai ter que elevar muito o seu nível para conseguir entrar no onze inicial. E seria sem dúvida alguma muito importante para o FC Porto ter um terceiro médio que fosse realmente capaz de criar competição a Sérgio e Uribe.

Mas, infelizmente, Grujic tem sido mais um caso de um jogador que vem emprestado para o Dragão, e que não parece ter grande interesse em destacar-se realmente. Esperava-se muito tanto do sérvio como de Sarr e Felipe Anderson, e nenhum dos jogadores tem conseguido mostrar tudo aquilo que prometiam.

Jogadores que terão certamente um salário muito alto têm que render mais em termos futebolísticos, já que não o poderão render em termos financeiros. Mas o que temos visto tem sido estes jogadores a tirarem oportunidades aos mais jovens do plantel, que certamente não terão problemas em mostrar que querem jogar pelo clube. Sarr estava, até uma certa altura, a jogar mais que Diogo Leite, que já provou ser melhor que o francês, o lugar de Felipe Anderson no plantel podia facilmente ter sido logo preenchido com João Mário, e mesmo Romário podia estar a ter mais minutos de jogo se não fosse a presença de Grujic.

É importante que o plantel seja largo e que a competição pelos lugares seja alta, mas pede-se também mais rigor no mercado de transferência, especialmente quando se trata de jogadores emprestados sem opção de compra. A justificação será certamente a de que a situação financeira do clube não terá permitido a compra de jogadores a título definitivo, mas será que os salários que o FC Porto está a pagar a estes três jogadores não podiam ter sido investidos de outra forma?

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Os 3 destaques da Primeira Liga quando entramos em 2021

Entrámos em 2021 e, apesar da atual conjuntura de Covid-19 e de alguns clubes terem casos confirmados, poucos jogos vão sendo adiados, o que faz que ao final de 14 jornadas cumpridas, apenas Vitória SC, CD Nacional e SC Farense (os dois últimos vão defrontar o primeiro) tenham uma partida entre si por disputar. Posto isto, quase a terminar a primeira volta e agora que estamos num ano novo, proponho-me a fazer uma análise àqueles que são para mim os três principais destaques da nossa liga à beira-mar plantada. Ficam algumas estatísticas para a posteridade, que nos ajudam a perceber um pouco o que se passa ao nível do principal troféu do futebol português:

  • Sete chicotadas psicológicas (com treinadores a trocarem de clube dentro da Primeira Liga Portuguesa e com o Moreirense FC a já ter trocado duas vezes de técnico)
  • O Sporting CP é a melhor defesa do campeonato (nove golos sofridos), o que ajuda a explicar o primeiro lugar: “Os ataques ganham jogos, mas as defesas ganham campeonatos”. Pode ser um bom indício para que acabe o jejum.
  • O FC Porto tem o melhor ataque (36 golos marcados), algo que é notável face à renovação que foi levada a cabo nesta zona do terreno à entrada para esta temporada.
  • O Belenenses SAD é o pior ataque da Primeira Liga Portuguesa (seis golos marcados). Mas Petit já nos vem habituando que não precisa de marcar muitos golos para cumprir os objetivos a que se propõe.
  • O FC Famalicão é a pior defesa (25 golos sofridos). Algo que não me surpreende, visto que esta terá sido – eventualmente – a equipa que mais alterações teve de fazer em relação à extraordinária época de 2019/20.

Os planos das equipas WorldTour para 2021

O início de temporada está aí à porta, com a maioria das equipas em estágio, sobretudo em Espanha, e a preparar as provas que se avizinham. Algumas formações e ciclistas já divulgaram os seus planos para 2021.

A primeira fase do ano é crucial na organização das equipas, e é uma altura em que o calendário dos corredores começa a ser divulgado. A Jumbo-Visma, por exemplo, se tudo correr bem, deverá voltar a apostar em força no Tour de França. Depois de Primoz Roglic ter estado perto da vitória na classificação geral, a equipa holandesa vai tentar chegar à conquista da prova. Roglic será acompanhado por Steven Kruisjwijk, Tom Dumoulin, Sepp Kuss e Wout Van Aert, um superbloco!

A Astana Pro Team divulgou, na apresentação oficial da equipa, algum do planeamento para 2021. O dinamarquês Jakob Fuglsang, Alexey Lutsenko e Ion Izaguirre irão alinhar à partida na Volta a França. O dinamarquês Fuglsang estará de olho nas clássicas das Ardenas e nas provas de uma semana, assim como Izaguirre. Lutsenko irá fazer grande parte do calendário de clássicas do pavé e depois ajudar nas Ardenas. Aleksandr Vlasov irá liderar a equipa no Giro de Itália, mas antes passará pelo Tour de la Provence, Volta ao Algarve, Paris-Nice e Tour of the Alps.

A UAE Team Emirates tem estado a estagiar nos Emirados Árabes Unidos, sede da equipa e também já vazou alguma informação sobre o calendário dos corredores. Esta temporada, Fernando Gaviria irá à Volta a Itália para lutar pelos sprints, enquanto que Davide Formolo e Brandon Mcnulty irão tentar intrometer-se na geral. Tadej Pogacar, Alexander Kristoff e Marc Hirschi serão as cartas da equipa no Tour, na tentativa de revalidar o título do esloveno. Com Pogacar, David de la Cruz e Matteo Trentin a serem as principais cartas para a Vuelta. Rui Costa irá alinhar e liderar, sobretudo, em provas de uma semana, incluindo na Volta ao Algarve, “tudo indica que estarei na Volta à Comunidade Valenciana. Depois, segue-se a Volta ao Algarve, e depois Paris-Nice. Sobre grandes Voltas, o Giro posso deixar de lado, não estarei presente. O Tour ainda é uma incógnita e a Vuelta também não sei ao certo. A estratégia da equipa passa por apostar em mim nas corridas de uma semana, até mesmo nas clássicas de um dia”, referiu Rui Costa. O gaiense Ivo Oliveira tem no calendário a sua participação na Volta ao Algarve, nas clássicas belgas, Tirreno Adriático, Tour da Romandia, Critérium du Dauphiné e Tour de França, para ajudar Kristoff nos sprints, e no terreno plano, na ajuda ao seu líder Pogacar. Rui Oliveira deverá estar presente no Giro e no bloco das clássicas da equipa.

A Deceuninck-QuickStep vai tentar ser a equipa mais vitoriosa, como tem sido nos últimos anos. Remco Evenepoel e Fabio Jakobsen já treinam, mas ainda condicionados, devido às mazelas obtidas nas quedas, no Giro da Lombardia e no Tour da Polónia, respetivamente. Evenepoel irá apontar ao Giro de Itália, prova que era para ter feito este ano, não fosse o azar, sendo bem substituído pelo português João Almeida, que acabou por fazer um brilharete. Julian Alaphilippe será a carta para a Volta a França. João Almeida deverá ter o seu “spotlight” na Vuelta. “O foco agora é a Vuelta. O que fiz no Giro do ano passado foi muito bom, mas já ficou para trás. Correu muito bem, sim, mas agora ainda há mais pressão e exigência e eu sou o primeiro a exigir mais de mim próprio”, referiu o ciclista caldense na conferência de imprensa. O sprinter irlandês Sam Bennett veio a público dizer que vai focar-se em provas de um dia, e depois na camisola verde do Tour.

A AG2R Citroen Team deverá dar mais oportunidades ao luxemburguês Bob Jungels, para liderar a equipa em provas de uma semana, Paris-Nice, Volta a Catalunha, Critérium du Dauphiné, e nas clássicas (Ardenas). Provavelmente será um dos corredores que irá ao Tour. Uma equipa talhada para as clássicas, de momento, e que tem grandes esperanças de resultados em nomes como Greg Van Avermaet, Oliver Naesen, Benoît Cosnefroy, Nans Peters e Marc Sarreau. Uma das figuras, Cosnefroy, ainda se encontra a recuperar de uma lesão no joelho.

No planeamento de calendário da equipa francesa Groupama-FDJ, a grande novidade é a exclusão do nome de Thibaut Pinot para o Tour, uma prova muito querida para o corredor, mas na qual tem sempre vacilado. Pinot irá ao Giro, enquanto que Arnaud Démare será o líder da equipa no Tour, com um comboio a rigor para liderá-lo. Curiosamente, o principal escudeiro de Pinot na montanha, David Gaudu, irá estar presente no Tour. “Não sei se ele alguma vez irá ganhar o Giro de Itália, não sei se vai ganhar o Tour de França um dia, mas tenho a certeza de que vai dar tudo para que aconteça”, disse Marc Madiot (manager) sobre Pinot. “Contanto que ele tenha um número nas costas, ele irá dar tudo o que puder para isso, acrescentou Madiot. O sprinter francês Démare conquistou a camisola dos pontos na Volta a Itália deste ano, e com toda a certeza, irá tentar vencer a camisola verde no Tour.

SC Braga 2-1 SL Benfica: Minhotos aproveitam debilidades e garantem final

A CRÓNICA: ERROS DEFENSIVOS CUSTAM PRESENÇA NA FINAL

Foi um jogo muito bem disputado em Leiria entre SC Braga e SL Benfica. A segunda vitória consecutiva de Carvalhal sobre Jesus assentou no talento de Ricardo Horta, assistente que serviu duas bandejas para Abel Ruiz e Tormena construírem o resultado que permitiu vencer um SL Benfica remendado, ainda que com equipa mais do que suficiente para disputar a vitória. Jorge Jesus viu-se confrontado com oito ausências, seis na defesa, inovou na abordagem tática e tentou o encaixe ao sistema híbrido habitual dos arsenalistas. Já se viram exibições piores, mas continua a ser muito pouco para o prometido para esta temporada, que se começa a tornar difícil e… longa.

As equipas acumularam oportunidades suficientes para construir resultado ainda mais dilatado e de acordo com o bom espetáculo a que se assistiu. Realidade impedida por duas boas exibições dos guarda-redes. Helton Leite e Matheus tiveram os seus momentos para a fotografia e foram nota positiva em noite onde os criativos tiveram espaço para explorar – de um lado Galeno e Horta sempre em alta rotação, do outro um Darwin sempre muito interventivo e a dupla Pizzi – Taarabt a pautar ritmos no centro.

Os encarnados entraram pressionantes, empurrando o SC Braga contra a sua própria área e a obrigando a despachar na frente. Porém, os minhotos habituaram-se rapidamente ao papel e notava-se a postura confortável de esperar pelo momento certo para sair. As transições rápidas causaram alguns calafrios à defensiva contrária, mas a boa gestão da posse de bola justificava o ligeiro ascendente encarnado.

O golo nasceu de uma dessas venenosas situações, já na ressaca de lance muito perigoso. Na insistência Ricardo Horta meteu-a em arco para a zona de penalty, não exigindo muito ao espanhol Abel Ruiz para emendar.

O Benfica reagiu bem à desvantagem, Cervi começou a progredir mais com bola e Darwin não teve medo de assumir. Era pelo lado esquerdo que o Benfica ia construindo a maioria das suas oportunidades, e foi o uruguaio que sofreu o penalty em cima do intervalo: que Pizzi, à sua maneira, concluiu com sobriedade.

A segunda metade inicia-se com um lance de fino recorte técnico do inevitável Darwin, assistindo para Pizzi, que obrigou Matheus a grande estirada. Era o aviso dos encarnados e de Jesus, que não resultou porque o Braga é uma equipa adulta, já habituada a estes contextos adversos e ao nível máximo de exigência. Uma série de faltas cirúrgicas e de situações disciplinares travaram o ímpeto benfiquista e arrefeceram os ânimos, a circunstância ideal para rematar com o segundo golo, aos 58’.

Horta descobre Tormena perdido nas costas de Todibo e dá-lhe o golo, que à cabeçada se fez – e cabeçadas foi o que o Benfica andou a restante meia hora a fazer, em tentativas múltiplas de desmontar o castelo arsenalista.

As circunstâncias que a equipa do Benfica vive, devido à pandemia, não permitiram outro tipo de desenvoltura exibicional. As inseguranças defensivas voltaram aos mínimos históricos de 2020, apesar da tentativa inovadora de Jesus, e a equipa nunca conseguiu verdadeiramente soltar a criatividade no último terço, vivendo dos talentos individuais das suas principais figuras.

🎥 Resumo #SCBSLB

— SL Benfica (@SLBenfica) January 20, 2021

O SC Braga estudou bem a lição, introduziu Fransérgio na luta do meio-campo e esperou pelos momentos certos para contra-atacar e aproveitar as naturais falhas de comunicação adversárias. Dos cinco objetivos iniciais, já foram três – Champions, Supertaça e Taça da Liga – e os próximos tempos não serão nada fáceis para a equipa, que se viu envolvida noutra frente de batalha muito mais importante, com o COVID.

A FIGURA

SC Braga
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ricardo Horta – Poderia ser Weigl, mas o craque português esteve sempre em evidência e foi do seu pé direito que saíram os dois passes açucarados para golo, tornando-o na figura da noite e consolidando o seu estatuto de principal fantasista do conjunto arsenalista. Entre linhas, organizando ou insistindo no último passe, foi sempre um dos mais perigosos. Talento imenso.

O FORA DE JOGO

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Todibo – As boas indicações da Reboleira não tiveram continuidade. Sem ritmo, seria sempre difícil fazer melhor num jogo deste nível. O segundo golo do SC Braga é concretizado nas suas costas, após desatenção. Nunca conseguiu proporcionar a segurança defensiva necessária para libertar Weigl, sendo o elemento mais em foco pela negativa. Ferro, que o substituiu após queixas físicas, não fez melhor.

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

O esquema habitual de Carvalhal, o 3-4-3 com Galeno e Esgaio nos corredores. Dependendo dos momentos e dinâmicas, Sequeira assumia a lateral esquerda e transformava a equipa em 4-2-3-1, libertando Galeno e Fransérgio para zonas mais próximas da baliza. Musrati e Castro tiveram noite difícil, com a presença constante de Rafa, Pizzi e Taarabt nas suas proximidades.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Esgaio (5)

Tormena (6)

David Carmo (5)

Sequeira (5)

Al Musrati (5)

Castro (5)

Galeno (6)

Ricardo Horta (8)

Fransérgio (6)

Abel Ruiz (6)

SUPLENTES UTILIZADOS

João Novais (5)

Paulinho (5)

Lucas Piazón (-)

Iuri Medeiros (-)

ANÁLISE TÁTICA SL BENFICA

Novidade, a introdução do 3-4-3 e a colocação de Julian Weigl como central do meio – tomando conta de Abel Ruiz, enquanto Todibo e Jardel assumiam também eles a marcação individual. Encaixe perfeito na zona central de forma a controlar melhor a largura de que João Ferreira e Cervi eram responsáveis. Esse desenho tático soltou Darwin e Rafa para zonas interiores, próximos Seferovic.

ONZE INICIAL  E PONTUAÇÕES

Helton Leite (6)

Todibo (4)

Weigl (7)

Jardel (5)

João Ferreira (6)

Pizzi (7)

Taarabt (5)

Cervi (5)

Rafa (6)

Darwin (6)

Seferovic (5)

SUPLENTES UTILIZADOS

Ferro (3)

Everton (5)

Pedrinho (-)

Chiquinho (-)

Gonçalo Ramos (-)

Portugal 28-29 Noruega: O empate ali tão perto

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A CRÓNICA: A CENTÍMETROS DA HISTÓRIA

Um ano depois, Portugal e Noruega voltaram a encontrar-se no Main Round de uma grande competição de Nações, com Portugal a tentar vingar-se da derrota do Campeonato Europeu de 2020. Um empate ou uma vitória nesta partida colocaria Portugal muito próximo da próxima fase do Mundial, mas a Noruega ainda é uma das melhores seleções do mundo e uma das candidatas à vitória.

A Noruega entrou a vencer na partida, mas Portugal foi encontrando o caminho da baliza norueguesa através da ponta esquerda. Apesar do começo equilibrado, ambos os defesas centrais de Portugal, Iturriza e Alexis Borges, sofreram exclusões logo nos minutos iniciais da partida, muito pela procura da Noruega pelo pivot. O equilíbrio marcou a primeira metade da primeira parte, mas a equipa nórdica chegou aos 15 minutos com um golo de vantagem (6-7).

Pouco depois, conseguiu a primeira vantagem de dois golos, mas a equipa de Paulo Pereira não perdeu a cabeça e chegou ao empate a oito golos pouco depois. Por volta dos 18 minutos, o treinador português pediu o primeiro time-out e relembrou à equipa a urgência em controlar a transição ofensiva da seleção norueguesa que estava a causar imensas dificuldades a Portugal. No entanto, os comandados de Christian Berge ainda conseguiram construir uma vantagem de três golos.

De realçar a persistência de Portugal, que conseguiu voltar a recordar da desvantagem e a empatar a 13 golos a quatro minutos do final, onde, durante esse tempo, Iturriza falhou um remate que colocaria Portugal na frente do marcador e no ataque a seguir foi excluído novamente, permitindo que a Noruega terminasse a primeira parte na frente do marcador (14-16).

O final da primeira parte parece ter desmotivado os “Heróis do Mar”, que entraram mal na segunda parte e a Noruega aproveitou para construir uma vantagem que chegou a ser de quatro golos. Pouco mais de cinco minutos depois do recomeço da partida, Paulo Pereira pediu mais uma paragem do jogo para tentar mudar o destino da partida e a meio da segunda parte Portugal já só perdia por dois golos.

Essa paragem também serviu para colocar em prática o “famoso” 7×6, que já foi decisivo em tantos momentos. Hoje foi mais um desses momentos, já que Portugal a dez minutos da partida perdia apenas pela desvantagem mínima. Tal como no final da primeira parte, a seleção não aproveitou as oportunidades que teve para empatar a partida, mas na baliza de Portugal estava um veterano que manteve o sonho vivo.

Humberto Gomes, de 43 anos, entrou no jogo e mudou a partida com um número impressionante de defesas, parando o ataque norueguês. Portugal ainda chegou à frente do marcador aos 54 minutos, mas logo nos momentos seguintes Iturriza foi expulso e a Noruega conseguiu passar para a frente do marcar um pouco depois, com a expulsão do outro pivot, Daymaro Salina.

Após vários momentos em desvantagem e em que parecia muito difícil Portugal voltar a surgir na luta pela vitória, a seleção chegou ao último minuto com a hipótese de conquistar o empate. Durante o ataque não conseguiu encontrar o espaço necessário para finalizar de forma segura e no derradeiro segundo o central Rui Silva rematou da primeira linha numa última tentativa que esbateu… no poste e a Noruega festejou a vitória 28-29.

Portugal ficou a um golo de um empate que o poderia ter colocado numa posição muito favorável para conseguir uma qualificação histórica para os Quartos de Final. Neste momento a França tem seis pontos, Noruega e Portugal partilham o mesmo lugar com quatro pontos, mas a Noruega tem vantagem no confronto direto.

No entanto, ainda não é motivo para deixar de acreditar. Se Portugal vencer a Suíça e a França, algo que, com a qualidade que foi apresentada hoje em campo é possível, estará presente nos quartos de final do Mundial. A Noruega e a França ainda vão defrontar também a Islândia, segunda classificada do grupo de Portugal. O sonho continua bem vivo.

 

A FIGURA

Christian O’Sullivan – O central norueguês parece sempre tomar as decisões certas e hoje foi mais um jogo de grande nível. Três golos, quatro assistências e o grande dinamizador da organização ofensiva juntamente com Sandor Sagosen.

O FORA DE JOGO

Alfredo Quintana – Apenas cinco defesas em trinta remates, estando a um nível mais baixo do que nos tem habituado. Esperemos que o guardião do FC Porto volte ao nível que nos habituou porque a Seleção precisa dele ao seu melhor nível.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Em termos defensivos, um dos grandes problemas da seleção foi o controlo do jogo com o pivot e a zona central da organização ofensiva norueguesa. Este problema surgiu principalmente na primeira parte, mas no final da partida essa performance melhorou bastante e voltou a entrar na partida. Outro problema constante durante a partida, foi o controlo da transição ofensiva da Noruega que causou sempre grandes problemas durante toda a partida.

Nota para a grande entrada de Humberto Gomes, que coincidiu com a reentrada na luta pela partida de Portugal. Em termos ofensivos, Belone não esteve no melhor nível na organização ofensiva, tal como Cavalcanti. Miguel Martins entrou mais uma vez muito bem na partida, mas quatro jogos depois coloca-se a questão a Paulo Pereira porque é que Gilberto Duarte ainda não tem um papel mais preponderante na organização ofensiva. Finalmente, mais uma vez o 7×6 foi sempre muito bem trabalhado e foi decisivo quando foi colocado em prática.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (5)

Diogo Branquinho (5)

André Gomes (5)

Rui Silva (5)

Belone Moreira (5)

Pedro Portela (7)

Victor Iturriza (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Humberto Gomes (6)

António Areia (5)

Alexandre Cavalcanti (5)

Gilberto Duarte (8)

Miguel Martins (7)

Fábio Magalhães (9)

Leonel Fernandes (5)

Daymaro Salina (8)

Alexis Borges (8)

 

ANÁLISE TÁTICA – NORUEGA

Uma grande equipa que está em crescendo desde a derrota na jornada inicial frente à França. Liderados em termos ofensivos por Sagonsen causaram sempre grandes dificuldades na defesa portuguesa, principalmente através de transições ofensivas, tendo apenas sido parados por Humberto Gomes. Defensivamente, foi uma equipa muito sólida, contribuindo também as boas intervenções de Bergerud em momentos decisivos.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Torbjorn Bergerud (6)

Harald Reinkind (8)

Sanger Sagosen (6)

Magnus Jondal (9)

Christian O’Sullivan (10)

Petter Overby (6)

Kristian Bjornsen (10)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Bjarte Myrhol (6)

Henrik Jakobsen (-)

Robin Tonnesen (6)

Sogard Johannessen (5)

Foto de capa: Egypt 2021

Sporting CP | Leões à conquista da terceira Taça da Liga!

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Na passada terça-feira, o Sporting Clube de Portugal venceu o FC Porto, por 2-1, com dois golos de Jovane Cabral, em jogo a contar para a meia-final da Taça da Liga. Com esta vitória no clássico os leões, liderados por Rúben Amorim, caribaram a passagem à final da competição pela quinta vez. Na final, o objetivo será apenas um: conquistar a 3.ª Taça da Liga para o palmarés leonino!

Recordaremos as duas finais da Taça da Liga que o Sporting Clube de Portugal venceu.

Os melhores avançados da Liga Portuguesa no século XXI

A liga portuguesa tem sido fértil em providenciar-nos avançados de grande qualidade nos últimos anos. Mais concretamente neste século XXI, foram vários os jogadores que se destacaram pela sua capacidade de decisão na frente na baliza e pelo contributo que deram às suas equipas.

Poderia enumerar alguns outros avançados que não figuram neste Top 3, mas que são também eles símbolos da nossa liga e recordados com muita saudade pelos adeptos, como o caso de Jackson Martínez, Oscar Cardozo, entre outros.

Sem mais demoras, aqui está o top três de melhores avançados que atuaram na liga portuguesa neste século. 

Quatro coisas a retirar da Divisional Round da NFL

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Depois de um Wild Card cheio de emoção, a Divisional Round tinha as expetativas muito elevadas, tendo em conta os diferentes matchups em cada jogo. A lei do mais forte falou mais alto em quase todos os encontros, mas há alguns temas que são importantes de analisar antes de entrarmos no penúltimo fim de semana da NFL.

Foto de Capa: Kansas City Chiefs

Antevisão WRC | O fim de um ciclo

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A temporada de 2021 do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) começa já este fim de semana com o Rali de Monte Carlo. Após muita especulação sobre um possível cancelamento do histórico rali, as entidades competentes vão para a frente com a prova, apesar de muitas restrições, lá está, devido à pandemia da COVID-19. Mas, não coloquem os “carros à frente dos bois”, pois só quando os carros estiverem na estrada é que as coisas começam.

Em termos de calendário, o WRC pretende correr 12 rondas. O rali da Suécia já foi cancelado e na sua vaga fica o Rali do Ártico, prova que também se correu no fim de semana anterior, com Juho Hänninen a levar o troféu de vencedor para casa. Para além de Hänninen, o Rali do Ártico também contou com outros pilotos do Campeonato do Mundo de Ralis como Oliver Solberg, Emil Lindholm ou Ole Christian Veiby, do Campeonato do Mundo de RallyCross, Niclas Grönholm, e até do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, Vallteri Bottas. Bottas até já pondera uma participação no WRC!

O Rali de Portugal, cancelado em 2020 devido à pandemia da COVID-19, parece estar de regresso, com data de 20 a 23 de maio. Em 2021, depois do cancelamento da sua estreia em 2020, o Rali de Ypres está preparado para correr em agosto, mais propriamente de 13 a 15 de agosto. Se tudo correr bem, o WRC finaliza com o Rali do Japão, de 11 a 14 de novembro.

O ano de 2021 é um encerrar de um ciclo, com as novas regulamentações a entrarem em vigor em 2022. Depois de quase todas as séries já estarem a utilizar tecnologia híbrida, os ralis chegam um pouco tarde à festa…Mas, o importante é chegar!

Calendário de 2021 do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC)
Fonte: WRC

Para 2021, continuamos a ter três construtores, a Toyota, a Hyundai e a M-Sport Ford. Na Toyota, mantêm-se o alinhamento com Sébastien Ogier, Elfyn Evans e Kalle Rovanperä. Em 2021 a Toyota vai assumir o controlo total do programa no Campeonato Mundial de Ralis. Tommi Mäkinen sai de diretor de equipa e fica como conselheiro do desporto motorizado para a Toyota. No seu lugar, uma das surpresas de 2021, Jari-Matti Latvala. O antigo piloto finlandês deixou de competir a 100% no WRC em 2019, tendo em 2020 corrido no Rali da Suécia com um Yaris WRC, com Juho Hänninen como navegador. Para 2021, Latvala é agora o diretor de equipa da Toyota.

Latvala esteve no WRC desde 2002 a 2020, fazendo 209 ralis, vencendo 18 e estando no pódio por 67 vezes. Apesar de nunca ter conquistado um campeonato do mundo o finlandês foi segundo por três vezes. Como piloto, para mim Latvala muitas vezes não conseguia fazer melhor devido a alguns problemas no carro que o desanimavam psicologicamente e depois nada resultava. Como chefe de equipa terá de ser forte, pelo menos em 2021, um ano em que pode ter três pilotos a lutar pelo título, ou, no mínimo dois.

Para Ogier, este é o último ano. O francês, que decidiu ficar mais um ano no WRC, muito por culpa da pandemia, vai tentar vencer o oitavo título mundial, depois de vencer com a Volkswagen, Ford e Toyota. Evans, a surpresa de 2020, também pode ser considerado como candidato ao título, mas o piloto britânico terá de aprender com os erros de 2020, especialmente o do Rali de Monza. Por fim, e depois de ser o mais jovem a vencer uma especial, Rovanperä vai querer estar mais consistentemente na luta por vitórias em ralis, e quiçá o título mundial…

Na Hyundai, Ott Tänak e Thierry Neuville continuam a ser as estrelas da companhia sul-coreana. Em 2020, Tänak estava numa equipa nova e depois do estrondoso acidente em Monte Carlo, o estónio foi recuperando, conseguindo vencer em casa. Para 2021, espera-se que o susto de 2020 tenha sido mais do que ultrapassado e que o estónio esteja pronto para lutar pelo título. Neuville é o eterno segundo classificado, tal como Latvala, na minha opinião. O belga tem ficado quase sempre a um passo da vitória, tendo já sido segundo por cinco vezes. Tal como Latvala, parece sempre faltar algo. Pelo menos agora, o belga já afirmou que «este ano tem de ser o ano». Por fim, o terceiro Hyundai i20 Coupé WRC será partilhado por Dani Sordo e Craig Breen. Com a vitória na Sardegna, Sordo continua a ser importante na formação sul-coreana, já Breen demonstrou que ainda tem muito para dar no WRC.

Para 2021, Sébastien Loeb não compete. O nove vezes campeão do mundo fica de fora, cada vez menos interessado nos ralis, dedicando-se ao Rally Dakar e ao Extreme E.

Loeb e Daniel Elena no Rally Dakar de 2021, estreando o BRX Hunter 4X4
Fonte: Bahrain Raid Extreme

Na M-Sport Ford, Teemu Suninen, Gus Greensmith e Adrien Fourmaux formarão a equipa. A equipa continua a apostar nos jovens e em 2021 Gus Greensmith disputa pela primeira vez um campeonato completo. Já Teemu Suninen dá um passo atrás, competindo apenas em alguns eventos, focando-se assim em 2022, na entrada dos novos regulamentos, e esperando que sejam dois passos à frente.

Já Adrien Fourmaux estreia-se na categoria WRC. O francês, vice-campeão em 2020 no WRC2 toma um passo importante, e claro, pretenderá mostrar-se

Em termos de privados, Pierre Louis Loubet entra, novamente, com um Hyundai i20 Coupé WRC. Já Takamoto Katsuta terá um programa integral com a Toyota.

Foto de Capa: Toyota Gazoo Racing WRT

Antevisão SL Benfica x SC Braga | Um XI combinado

Sport Lisboa e Benfica e Sporting Clube de Braga defrontam-se em jogo a contar para a meia-final da Taça da Liga nesta quarta-feira. O vencedor seguirá rumo à final, onde já se encontra o Sporting CP, que venceu o FC Porto na outra partida desta semifinal.

GVERREIROS OU ÁGUIAS, QUEM IRÁ LEVAR A MELHOR E SEGUIRÁ EM FRENTE PARA O JOGO DECISIVO DA TAÇA DA LIGA? APOSTA JÁ COM A BET.PT

Os encarnados são o clube com mais títulos na competição, com sete títulos, sendo que foram todos consecutivos com exceção do ano de 2013, em que o SC Braga interrompeu a série de vitórias das águias. Por sua vez, os minhotos são os atuais detentores do troféu e defendem, assim, este título.

Ainda assim, mesmo que em campo sejam adversários, este artigo pretende formar o XI mais forte possível tendo para isso ambos os planteis à disposição. De notar que só são válidos jogadores que estejam inscritos pelas equipas e que se encontrem disponíveis para jogar nesta partida.