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Saltos de Esqui, Taça do Mundo | Um domínio repartido

Findado que estava o Torneio dos Quatro Trampolins, a Taça do Mundo, rumou a Titisee Neustadt, na Alemanha, não muito longe das montanhas da floresta negra.

Será que Stoch iria manter o ritmo absurdo que o levara a vencer o «Four Hills»?

O palco para a ronda 13 e 14 do campeonato (ambas competições individuais) foi o Hochfirst  de Titisee  Neustadt, que tem a particularidade de ser um trampolim natural, isto é totalmente exposto às condições do meio,  não possuindo cobertura plástica (à moda antiga), o que leva a que não possa ser utilizado no decorrer do verão.

Esta estrutura possui 142 metros, tem um k-point  fixado nos 125m com o record  a pertencer a  Domen Prevc da Eslovénia, obtido em 2016 de 148m.

Com a ronda inicial marcada por condições bastante dispares, devido às constantes mexidas de “portão” por conta da intensidade e direção do vento, acabaram por ser mais uma vez os saltadores polacos a tirar maior partido da instabilidade e impressibilidade que o forte vento veio conferir à disputa pelo pódio.

Como tal David Kubacki terminou na liderança, mesmo que saltando menos metros do que a melhor marca, de Halvor Egner Granerud que voara 140 metros, com o líder da Taça do Mundo a  ocupar a terceira posição  à entrada dos trinta saltos finais. Ainda no pódio estava Kamil Stoch que em caso de vitória igualaria Adam Malysz no terceiro posto de saltadores com mais vitórias no certame.

Contudo o grande destaque ia para a exibição coletiva dos polacos: Kubacki, Stoch, Zyla, Stekala e Wolny a marcarem presença entre o Top Ten no final da ronda inicial.

Já o surpreendente Antti Aalto da Finlândia, havia efetuado o nono registo. Nomes como Johansson ou Geiger embora qualificados, viam chegar ao fim as ambições de um bom resultado na etapa de sábado.

Na segunda ronda, em que as condições não se alteraram muito face às verificadas anteriormente, quem começou por “dar nas vistas” foi o norueguês Johann  André Forfang, que “trepou” do lugar número 28 até ao 13.º, tendo arrancado um mega salto de 138m, que a ser feito na primeira ronda lhe daria legitimamente a possibilidade de lutar quem sabe por um pódio.

Depois da ascensão meteórica do ex campeão do mundo de “Ski Flying” entravam em cena os 10 melhores da ronda inaugural. Aí assistiu-se à já esperada “debacle” de Aalto, que voou muito baixo, aterrando fora do Top 20! Mas a Polónia manteve a performance, isto se descontarmos o “acidente de percurso” de Kubacki, que perdeu toda a vantagem que tinha, terminando apenas na sétima posição.

O “rei” foi novamente Kamil Stoch, que com 139m selou o triunfo número 39 da carreira, com o mesmo a ter a companhia no pódio de Halvor Egner Granerud e Piotr Zyla, respetivamente 2º e 3º colocados. Nota ainda para a 5ª posição de Andrzej Stekala, que bateu o sexto lugar , até então o melhor da sua curta carreira, obtido na temporada cessante em Zakopane.

A grande vencedora do dia era mesmo a equipa da Polónia, que reforçara a vantagem em termos de campeonato de nações, colocando quatro homens entre os dez mais e com Wolny logo a seguir em 11.º.

No segundo dia de competição aconteceram várias surpresas: desde logo Kamil Stoch, com um salto de 123,5m arruinou as hipóteses de chegar ao 40.º triunfo, anotando a 25.ª marca. Já no topo era Granerud que queria  imitar o que fizera na qualificação de sexta. Daniel-André Tand, que não conseguira acesso no dia anterior à ronda final, estava agora somente a 3,5 pontos de Granerud, com o germânico Marcus Eisenbichler a ficar em terceiro, ao cabo da ronda inicial.

Apesar de Stoch ter melhorado o seu registo, rubricando 131m, não foi além de um 17.º lugar, com Granerud a confirmar mesmo a sexta vitória da época e da carreira, embora Tand tenha mostrado uma tenaz oposição acabando a menos de um ponto. Já o “baixinho” Stefan Kraft, vencedor da Taça do Mundo na época transata, regressou aos pódios após um início de temporada  não tão bem conseguido, por conta de ter estado infetado com a Covid19 e atormentado com dores lombares. Diga-se que Daniel-André Tande, já não subia a um pódio a contar para a “Champions League “ dos saltos de  Esqui, desde a temporada passada em Lati, em solo finlandês.

Ainda no “Top Five” ficaram Eisenbichler em quarto, o mesmo resultado da etapa de sábado,  com a quinta posição a “sorrir” ao seu compatriota Marius Lindvik. Note-se que  a nação nórdica conseguiu “meter” três elementos, entre os cinco primeiros.

Nas contas do campeonato: Granerud  soma 948 pontos, face aos 784 de Eisenbichler, que está com Stoch a sensivelmente  150 pontos de distância.

No próximo fim de semana “o circo” (Taça do Mundo) ruma a Zakopane na Polónia. O BNR fará posteriormente o resumo desse evento, que terá uma prova por equipas no sábado. O domingo ficará reservado para uma prova individual com a qualificação a ser realizada na sexta feira.

Foto de Capa: FIS-Ski Jumping

Artigo redigido por Diogo Rodrigues

Académica OAF 1-0 CD Mafra: Bouldini mantém tudo sobre rodas

A CRÓNICA: DESATAR O NÓ CEGO COM UM GOLO BEM VISTOSO

A vida é pródiga em exemplos de que entre o ser e o parecer há uma grande diferença. Académica OAF e CD Mafra são dois pseudocandidatos à subida. Não o assumem, mas, na prática, estão envolvidos nessa luta. Esse era um condimento mais do que suficiente para um jogo abrilhantado pela categoria de duas das melhores equipas deste campeonato.

Se nas ambições são parecidas, no estilo, as equipas são bem diferentes. A Académica num estilo mais equilibrado e vertical enfrentava um Mafra que privilegia a posse de bola, indo em busca, pacientemente dos espaços na estrutura defensiva adversária. Era pelo controlo do corredor central que as equipas lutavam, com os médios de ambas as formações bem apetrechados para essa missão. A Briosa tem por princípio ser bastante coesa nessa zona do terreno, mas a equipa visitante tem capacidade de criar desequilíbrios no miolo. Estava aí a chave do jogo.

A primeira parte jogou-se a bom ritmo. O Mafra demonstrou uma boa capacidade de agitar a partida, mas não conseguiu aproveitar algumas brechas que criou nos primeiros cerca de 20 minutos. A partir daí, houve um equilíbrio de forças. As balizas não foram muito ameaçadas até ao intervalo.

Para o segundo tempo, pedia-se um trunfo lançado pelos treinadores desde o banco. Não aconteceu. O fator X do jogo acabou por não ser um jogador, mas um momento. Na ressaca de um livre, Bouldini, o melhor marcador do campeonato, montou a sua bicicleta e levou toda a equipa da Académica rumo à vantagem. A partir daqui muito mudou.

O jogo ganhou outro ritmo e perdeu-se a organização que o tinha estagnado. No minuto seguinte, Fabinho teve a baliza escancarada para aumentar a vantagem. Miguel Lourenço cortou em cima da linha. O Mafra respondeu com um belo remate de Kaká que quase fazia um golo extraordinário. Os mafrenses tremiam nesta fase e voltaram a consentir nova oportunidade à Briosa. Carlos Henriques protagonizou uma defesa difícil perante um remate de Guima. A cinco minutos do fim, Sanca, que assinalou uma bela exibição, não conseguiu sentenciar o jogo só com o guarda-redes do Mafra pela frente.

O 1-0 não sofreria alterações até ao final, pelo que a Académica levou os três pontos e consolidou a segunda posição.

 

A FIGURA

Sanca – mereceu a aposta. A sua irreverência permitiu-lhe pensar diferente de todos os outros, quase sempre de uma forma mais alegre do que o fluxo do jogo faria prever. Pecou por não ter feito o golo que merecia e que traria mais tranquilidade aos estudantes.

O FORA DE JOGO

Andrézinho – a equipa não procurou os corredores laterais e foi encostado ao lado esquerdo que estabeleceu o seu posto de residência. Sofreu em virtude das preferências da equipa. Não conseguiu combinar com o seu lateral, nem causar problemas a Mike.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

Rui Borges manteve a aposta em Mike no lado direito da defesa da Académica. No eixo defensivo, Bruno Teles manteve-se como central, abrindo espaço, como tem sido habitual nos últimos jogos, para Fábio Vianna alinhar como defesa-esquerdo. Na frente de ataque, Sanca viu o bom jogo que fez em Arouca ser premiado com nova titularidade, mantendo o seu lugar como extremo.

Com estas peças, Rui Borges montou o seu puzzle num 4-2-3-1 que se desdobrava num 4-4-2 no momento de organização defensiva. No meio-campo, Ricardo Dias e Guima formaram uma dupla sólida e que dificultou muito o desenvolvimento do jogo ofensivo do Mafra no corredor central. Guima não se mostrou tão disponível para se desdobrar em apoio ao ataque, nomeadamente com movimentos centro-direita, evitando deixar o miolo despovoado.

Fabinho concentrou em si uma dupla função de defender ao lado de Bouldini, formando a primeira linha do bloco da Académica, e de ser o médio de criação no momento ofensivo com pretensões de ser efetivo entre as linhas do adversário. O camisola 27 da Briosa caiu tendencialmente mais sobre o flanco esquerdo, mas não de forma excessiva para não arrastar marcações e permitir a Sanca desenvolver o seu jogo de drible e velocidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (5)

Mike (6)

Rafael Vieira (7)

Bruno Teles (6)

Fábio Vianna (5)

Ricardo Dias (6)

Guima (5)

Fabinho (5)

Traquina (6)

Leandro Sanca (7)

Bouldini (6)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Pereira (-)

Rafael Furtado (-)

João Mário (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD MAFRA

Filipe Cândido montou a sua equipa num 4-3-3. Destaque para o meio-campo que ficou a cargo de Cuca, elemento mais recuado, João Graça e Ismael. Nas alas, Lee e Andrézinho e, como homem mais adiantado, Okitokandjo.  A defender, 4-1-4-1 foi a estrutura preferencial.

A equipa desenvolveu o seu jogo com um requintado futebol de posse, imprimindo velocidade através da circulação. Não abdicaram de sair a jogar desde trás, o que, por vezes, causou alguns sobressaltos aos mafrenses. Nota para a ausência de procura de combinações pelos corredores laterais, penalizando a equipa ao nível da imprevisibilidade.

Lee foi o elemento mais dinâmico da equipa, partindo da direita, mas causando grandes problemas no momento de fletir para dentro. Nisso diferenciou-se de Andrézinho que andou bem perto da linha lateral.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Carlos Henriques (7)

Nuno Campos (5)

João Miguel (5)

Miguel Lourenço (6)

Bruno Silva (5)

Cuca (5)

João Graça (5)

Ismael (5)

Lee Gwang-in (7)

Andrézinho (4)

Stevy Okitokandjo (5)

SUBS UTILIZADOS

Kaká (5)

Rodrigo Martins (4)

Gustavo Moura (5)

Carlos Daniel (4)

Fidelis (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

ACADÉMICA OAF

BnR: Por onde é que a Académica podia explorar os pontos fracos do Mafra e desbloquear o jogo?

Rui Borges: Estou muito mais preocupado com aquilo que a minha equipa pode fazer. Temos que saber escolher o momento em que o adversário nos dá espaço e depois são os jogadores que decidem. Espaço interior era difícil. Falhámos muitos passes e sofremos com transições, mas conseguimos resolver. Eles foram melhores na reação às segundas bolas, mas, na segunda parte, fomos superiores.

CD MAFRA

BnR: O CD Mafra pecou por insistir demasiado no corredor central?

Filipe Cândido: Não, tínhamos presente que íamos defrontar uma equipa que arrisca pouco.  Eles mantêm sempre ali uma linha de quatro ou cinco jogadores. Quem poderia desbloquear o jogo não eram tanto os médios, mas eram os nossos laterais com a variação do centro do jogo. O golo obrigou-nos a ser mais arrojados.

Mehdi Taremi: O protótipo da inteligência

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É dia 11 de janeiro e estou à espera de que Mehdi Taremi ganhe mais um penálti. Esta parece ser a melhor frase para começar o artigo sobre um jogador que tem como uma das maiores habilidades conquistar pontapés da marca dos onze metros.

O avançado iraniano finalmente começou a sua afirmação de dragão ao peito depois de ter vindo como uma das contratações internas do FC Porto no mercado de transferências de verão. Falava-se que podia ir para o Sporting CP ou eventualmente para o SL Benfica, mas foi para a invicta que o segundo melhor marcador da época passada decidiu ir.

A fase inicial não foi fácil para Taremi. Via-se constantemente Moussa Marega sozinho na frente ou com apoio de jogadores adaptados à posição de segundo avançado (Tecatito Corona e Luis Díaz, nomeadamente). Sérgio Conceição começava a perceber que um regresso ao 4-4-2 com enorme sucesso nos anos interiores era fulcral para o estilo de jogo que pretendia voltar a imprimir no FC Porto. Para a posição tínhamos Taremi, Toni Martinez e Evanilson. Estes dois últimos já tinham tido várias oportunidades, contrariamente a Taremi, mas o ponta de lança ex-Rio Ave FC conquistou da melhor forma o lugar pelos bons minutos que somava sempre que saltava do banco.

A verdade é que se fez dupla. Ninguém agora ousa tirar Taremi do onze. Marega também beneficia claramente de ter um apoio na frente ao invés de jogar sozinho e ter de segurar a bola, que é uma das suas debilidades.

O golo que marcou frente ao Portimonense SC numa das primeiras grandes oportunidades dadas por Sérgio Conceição e quando o FC Porto estava em desvantagem foi, sem dúvida, o trampolim para a afirmação definitiva de Taremi. Não recebeu logo a titularidade absoluta, mas pouco tempo depois já aparecia sempre o nome do Iraniano na típica imagem do onze inicial nas redes sociais portistas.

Via-se muitas vezes um golo por jogo, mas a tendência tem vindo a melhorar. Nos últimos três jogos, em dois deles, Taremi bisou. No jogo frente ao Vitória SC foi fulcral para o FC Porto arrecadar os três pontos em Guimarães e em Famalicão para dar a volta a um resultado que a certa altura se podia ter complicado.

Temos falado de todos estes dados da afirmação na equipa do FC Porto, mas voltemos ao título do artigo. Afinal, porquê inteligência?

A um ponta de lança pede-se golos, capacidade física e de saber jogar em equipa. Mas inteligência também. Mehdi Taremi é, e arrisco-me a dizer, um dos jogadores mais inteligentes que já passaram pelo FC Porto. Essa inteligência reflete-se sobretudo na capacidade do Iraniano em ganhar faltas e grandes penalidades.

É absolutamente fora do normal a forma como Taremi consegue ter uma capacidade de mudança de velocidade repentina e movimentos específicos que enganam o adversário. Dentro da área tem a inteligência de procurar o contacto para ganhar a grande penalidade. A prova desta capacidade de Taremi são os números: mais de doze grandes penalidades conquistadas desde que chegou a Portugal no ano passado. O único dado negativo que posso retirar daqui é um hábito que pode ser criado pelo jogador, tornando-se no futuro um simples mergulhador para cavar penaltis.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Para além desta sua capacidade, Taremi tem mais qualidades. É o segundo melhor marcador do FC Porto apenas atrás de Sérgio Oliveira. Dos oito golos que marcou, nenhum foi de grande penalidade. Joga bem de cabeça, apesar de não ser jogador para estar constantemente a responder a cruzamentos tensos como, por exemplo, Tiquinho Soares. Não é um velocista, mas tem uma capacidade técnica e de colocação de bola notável. Se me perguntarem se é costume ver remates fortes e tensos de Mehdi Taremi? Nem por isso, mas a verdade é que a bola não deixa de entrar na mesma…

O futuro do avançado iraniano no dragão não é uma certeza de sucesso, mas se continuar assim, pode bem ser uma referência que bem tem faltado ao FC Porto. São 28 anos de uma inteligência pura.

Southampton FC: Em busca do sonho europeu

Apesar de ser a melhor liga do mundo do futebol, a Primeira Liga Inglesa tem, ano após ano, contado com equipas que, apesar de mais pequenas, se agigantam e disputam todo o campeonato nos lugares dos grandes. Parece que chegou a vez do Southampton FC se revelar, e é com grande admiração que temos assistido aos seus jogos e às suas performances dentro das quatro linhas.

Com o sistema preferencial de 4-4-2 em linha, o treinador Ralph Hasenhuttl é o principal responsável pelo sucesso da equipa no campeonato. É verdade que não começou bem, com de duas derrotas seguidas frente ao Crystal Palacace FC e ao Tottenham Hotspur FC. Mas depois disso, em 15 jornadas só perdeu em duas, frente aos dois gigantes de Manchester, e pela margem mínima. De resto foram oito vitórias e cinco empates. Este percurso é digno de registo para a equipa do Sul de Inglaterra e vale-lhe, de momento, o sexto lugar da competição com 29 pontos, apenas quatro abaixo do primeiro classificado, Liverpool FC.

Ainda assim, para além do treinador, o plantel está recheado de qualidade, ou de outra forma não seria possível ser tão competitivo numa liga de tamanha dimensão. Jogadores como Theo Walcott, Jannik Vesterggard, James Ward-Prowse e Danny Ings encabeçam uma lista que é toda ela muito bem composta.

A realidade é que jogue quem jogar, a eficácia coletiva mantém-se e esse mérito deve ser dado, mais uma vez, ao treinador. O austríaco parece ter conseguido incutir valores na sua equipa que a faz estar mais perto do sucesso e muitas vezes esse é o primeiro passo para se atingirem objetivos maiores do que os inicialmente esperados. Chegou a meio da temporada de 2018/19 e depois de dois anos e meio o seu trabalho parece estar a dar frutos. O ano passado conseguiu um humilde 11º lugar e este ano, pelo início que está a ter, pode aspirar a um objetivo europeu que o clube nunca viveu.

Passando todas e quaisquer análises que se possam fazer a esta equipa, propunha que se olhasse para esta fotografia com atenção. Não é algo que costume fazer, mas este caso excecional pede-me que o faça uma vez que, como sabemos, uma imagem vale mais do que mil palavras. Sucedeu-se depois da vitória do Southampton sobre o Liverpool FC de Jurgen Klopp. E muitas vezes passa por isto, pelo amor, paixão e dedicação que se coloca em cada dia de trabalho e que chega a emocionar quando os frutos começam a aparecer. Porque para além de toda a qualidade que tem que existir, de todo o conhecimento técnico-tático e de todos os pormenores nos momentos decisivos, tem de haver uma enorme paixão por aquilo que se faz para que, com um orçamento de um quarto do do adversário, se possa ser superior e sair com a vitória numa partida de 90 minutos.

É verdade que a época ainda nem a meio vai, devido a todas as circunstâncias que temos vivido no último ano, mas este Southampton tem todos os indícios para que possa, daqui para a frente, crescer. Muitas vezes é isso que falta, depois de um bom início as equipas acabam por perder o gás. Neste caso a situação parece-me que será diferente. Todos os ingredientes estão reunidos para que este plantel consiga dar aos seus adeptos grandes alegrias, algumas que eles nunca viveram. A continuarem com esta qualidade e, acima de tudo, com este compromisso visível em cada lance que disputam, esse parece-me um destino certo. Só o tempo.

Os 5 jogos mais difíceis do Sporting CP contra o CS Marítimo

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Nesta segunda feira o Sporting CP vai enfrentar o CS Marítimo a contar para a presente edição da Taça de Portugal. O Sporting CP vem de um jogo complicado que conseguiu vencer, mas que exigiu muito desgaste físico e o CS Marítimo vem de uma derrota contra o SC Braga a contar para o campeonato, no qual a equipa insular se encontra na oitava posição, garantindo um lugar confortável no meio da tabela classificativa.

OS LEÕES ENFRENTAM O CS MARÍTIMO NUM JOGO QUE DETERMINA ACESSO À PRÓXIMA FASE DA TAÇA DE PORTUGAL. SERÁ QUE VOLTAM A VENCER NA MADEIRA? APOSTA JÁ NA BET.PT!

No entanto, este jogo é para a prova rainha e, portanto, é necessário mudar o chip porque ambas as equipas vão recorrer a jogadores menos utilizados dada a proximidade temporal entre os respetivos jogos para o campeonato e o jogo a contar para a Taça de Portugal.

Juntando esta certeza ao facto de que o jogo vai ser jogado na Madeira, podemos prever que será um jogo muito equilibrado e o Sporting CP terá de ter muito cuidado para que não se repitam resultados negativos que ocorreram nos últimos anos a jogar nesse mesmo terreno. A taça é um objetivo para o clube de Alvalade, mas os insulares também pretendem chegar o mais longe possível e concretizar a chamada “Festa da Taça”…

Belenenses SAD 0-2 FC Paços de Ferreira: Castores sobem para quinto!

A CRÓNICA: NUMA NOITE FRIA NO JAMOR, BASTARAM DOIS MOMENTOS DE “CALOR” PARA DESBLOQUEAR O JOGO

Belenenses SAD e Paços de Ferreira enfrentaram-se no Estádio do Jamor numa partida a contar para a 13º jornada da Liga. Duas equipas que vinham de resultados diferentes, com os castores a procurarem a segunda vitória consecutiva, enquanto que o Belenenses queria regressar aos triunfos depois de um empate a zero em Barcelos.

O encontro começou e os visitantes assumiram o controlo. Os azuis do Jamor ainda assustaram com o primeiro remate, mas foi mesmo o Paços que inaugurou o marcador à passagem do minuto 11. Luther Singh colocou a bola na área onde apareceu Hélder Ferreira que foi parado em falta por Tomás Ribeiro. O árbitro João Pinheiro apontou para a marca de grande penalidade, onde Bruno Costa foi mais forte fez o 0-1.

O Belenenses SAD procurou o empate, mas foi o Paços que esteve mais perto de dilatar a vantagem por intermédio de Douglas Tanque mas Kritciuk defendeu para canto.

Com a vantagem no marcador, os “castores” começaram a recuar, e a equipa da casa começou a colecionar oportunidades de golo que o guardião Jordi Martins ia defendendo com segurança.

Aos 38 minutos, Maracás marcou o segundo golo do Paços, depois de passe de Hélder Ferreira, mas havia posição irregular do extremo visitante e o golo foi anulado por fora-de-jogo.

No segundo tempo a toada manteve-se, com o Paços de Ferreira a recuar no campo e a dar a iniciativa do jogo ao Belenenses, que se ia aproximando da baliza defendida por Jordi Martins. O guardião dos “castores” ia sendo uma das figuras do jogo, ao colecionar várias defesas difíceis que mantinham a sua baliza inviolada.

Aos 54 minutos, Bruno Costa esteve muito perto de bisar, com um livre ainda longe da baliza, mas que passou a centímetros da trave. Foi uma das poucas oportunidades de golo da equipa da Cidade do Móvel na segunda parte, que abdicava da bola e se contentava em defender.

No entanto, a estratégia mudou à passagem do minuto 75, altura em que o Paços começou a recuperar a posse de bola e a disputar o jogo. Os comandados de Pepa foram equilibrando a partida e aproximando-se da baliza de Kritciuk.

Com o crescimento do seu adversário, o Belenenses deixou de conseguir importunar com tanta frequência o guarda-redes Jordi Martins, e o jogo começou a disputar-se mais a meio campo. O técnico visitante lançou João Amaral e Diaby no jogo, o que provou ser determinante.

Depois de 92 minutos, João Amaral marcou um canto do lado direito do ataque. A defesa aliviou, mas o esférico sobrou novamente para Amaral. O extremo cruzou para a cabeça de Diaby, que cabeceou a contar e fez o segundo golo do jogo, fechando assim o marcador e carimbando a vitória do Paços.

As 5 contratações para Tiago Pinto fazer na AS Roma

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Com a chegada do português à AS Roma, e não obstante o surpreendente terceiro lugar que a equipa da capital ocupa na presente data, o desafio passa por criar uma estabilidade desportiva que não tem sido apanágio do emblema de Francesco Totti.

A herança é pesada, já que Monchi é considerado um dos dirigentes mais experientes e objetivos da atualidade, tendo implementado um modelo de negócio que embora tenha rendido milhões de Euros à equipa Romana, nem sempre foi acompanhada de sucesso desportivo.

Com um plantel jovem, um treinador de qualidade e um plano desportivo e de mercado bem estruturado, a dupla Tiago Pinto – Paulo Fonseca vai tentar conduzir a AS Roma a tempos dourados que tanto tardam em surgir.

Seguem as 5 contratações “realistas” do ponto de vista de mercado, que podem ajudar a fortalecer o plantel da AS Roma.

«Não tive a estrutura ideal para o meu crescimento no SL Benfica» -Entrevista BnR com Ricardo Esteves

Professor Neca entrevista À BnR

Fez toda a formação no SL Benfica e 53 jogos pelas camadas jovens da Seleção Portuguesa. Foi treinado por alguns dos treinadores mais conhecidos do futebol português, mas o seu espírito explorador e sem medo do desconhecido não lhe permitiu permanecer em Portugal. Jogou em vários campeonatos, em diferentes continentes e apanhou algumas surpresas pelo meio, não tendo dúvidas que isso contribuiu para a sua aprendizagem e crescimento como jogador e como pessoa. Pelo caminho, concretizou muitos dos seus sonhos e revela-nos tudo nesta entrevista.

«Devemos fazer as coisas com divertimento, só assim conseguimos aproveitar ao máximo aquilo que estamos a viver»

Bola na Rede: Fizeste a tua formação no SL Benfica, num clube reputado pela qualidade dos jogadores que forma, como é que foi todo esse processo?

Ricardo Esteves: Fazer a formação toda no Benfica é de facto algo que me orgulha porque, para além de ser formado como jogador no Benfica, aqueles treinadores todos que estavam naquela altura, e penso que neste momento também é o mesmo caminho que têm, para além de formarem jogadores, formavam homens. Porque na vida não é só o desporto, mas sim também como podemos viver no nosso dia-a-dia e acho que acima de tudo, aquilo que tive depois de tantos anos, porque foram 15 anos ligados ao Benfica (comecei no Benfica com seis anos, saí com 21), mas aquilo que tiro acima de tudo, para alem da aprendizagem que tive como jogador, e se calhar tive os melhores treinadores de formação, foi sobretudo também na qualidade humana, aquilo que nos ensinaram para sermos melhor como jogadores e como homens sobretudo. E acho que isso é de louvar porque, como disse há pouco, não é só o desporto que importa, mas também a pessoa que se torna.

Bola na Rede: Antes de falar do teu percurso como profissional, ainda fizeste 53 jogos pelas camadas jovens de Portugal e venceste inclusive o Campeonato da Europa de seleções sub-16, ao lado de jogadores como Simão Sabrosa, Petit e Hugo Leal; que recordações tens desta competição e dos jogadores com quem jogaste?

Ricardo Esteves: Eu tive o prazer de fazer parte de uma geração de jogadores que tiveram grande sucesso na carreira, nomeadamente como o Hugo Leal, o Simão Sabrosa, foram de facto jogadores com quem tive o prazer de jogar com eles no Benfica. Por exemplo, joguei com o Hugo Leal na formação, com o Simão Sabrosa na equipa principal do Benfica, como outros como o Caneira, que também jogou comigo nas seleções e no Benfica, na equipa principal. Mas sobretudo foi uma seleção de grandes jogadores que fizeram carreira muitos boas, e tínhamos uma grande seleção. Fomos campeões da Europa sub-16, fomos vice-campeões da Europa sub-18, tivemos um Campeonato do Mundo onde as coisas não nos correram bem, mas tínhamos uma grande seleção. Acima de tudo, para além da competição em si, de jogarmos em clubes diferentes, éramos uma Seleção unida e de grandes amigos, que até hoje essa amizade perdura.

Bola na Rede: Em 1998/99 és emprestado pelo Benfica ao Clube Oriental de Lisboa, que na altura estava na II Divisão B, e és treinado por José Peseiro. Que memórias tens deste teu primeiro campeonato a nível sénior e de trabalhares com um treinador tão conhecido como o José Peseiro?

Ricardo Esteves: O José Peseiro nessa altura também estava no início da carreira, estava a dar os primeiros passos como treinador. Para mim foi importante porque eu vinha de uma realidade totalmente diferente, vinha do Benfica, era a transição de júnior para sénior, e encontrei uma realidade totalmente diferente. Vinha de um clube grande, onde tínhamos todas as condições de treino, para uma realidade totalmente diferente, para um clube muito humilde, embora com um excelente treinador, que era o José Peseiro e depois vemos a carreira que ele tem feito, mas foi importante para o meu crescimento. Eu vinha a jogar em competições com jogadores da minha idade e fui pela primeira vez jogar com jogadores muito mais velhos que eu, numa competição muito mais dura e obviamente, para um jovem, é sempre bom jogar nestas competições para o seu crescimento, para ficar com outra atitude em campo, com mais maturidade, e para mim, com a idade que fui, era importante dar este passo para poder crescer.

Bola na Rede: Na época seguinte começas no Benfica B, mas na segunda metade época és emprestado ao Vitória de Setúbal e fazes a tua estreia aí na Liga Portuguesa; como é que encaraste esse momento, foi o concretizar de um sonho de infância?

Ricardo Esteves: Sim, foi. Eu estive no Oriental com 18 anos, depois passei para a equipa B do Benfica porque eu fui para o Oriental emprestado no intuito de crescer como jogador. Depois regressei ao Benfica para a equipa B, onde já jogámos numa competição de seniores e depois, por ter jogado nas seleções e por ter estado num Torneio de Toulon pela Seleção, tive o convite para ir para o Vitória de Setúbal, onde o treinador era o Rui Águas, que estava interessado em que eu fosse emprestado ao Vitória de Setúbal. Para mim foi gratificante e foi uma hora de felicidade porque era o concretizar de um sonho, apesar da minha estreia não ter sido no Benfica como sénior na I Liga, o meu sonho, de alguma forma, foi concretizado. Jogar a I Liga com 19 anos onde fiz todos os jogos no Vitória de Setúbal desde a altura em que fui emprestado até sair, onde tive algum protagonismo naquela equipa, onde tinham grandes jogadores como Chiquinho Conde, como Hélio, como o Mamede, como Marco Tábuas, nomes que fizeram carreira no futebol internacional e nacional. Era gratificante estar numa equipa de jogadores conhecidos, e para um jovem, jogar na I Liga com 19 anos era de facto um sonho concretizado. Agradeço muito com míster Rui Águas que, apesar da minha idade, de ser um jovem, apostou, sem qualquer receio, nas minhas qualidades, e apostou muito em mim na equipa e a jogar sempre.

Bola na Rede: Após uma breve passagem pelo FC Alverca e pelo Benfica B, fazes finalmente a tua estreia pela equipa principal do Benfica. Após a formação no clube, e diferentes experiências a nível sénior noutros clubes, como descreves aquele momento em que fazes a estreia pelo Benfica?

Ricardo Esteves: Aí foi o concretizar do sonho que sempre tive. Eu sempre tive o sonho, desde de pequeno, de vestir a camisola do Benfica na equipa principal e quando o fiz foi de facto uma alegria imensa porque foi o concretizar de todos os anos que trabalhei para aquele momento. Não foi a melhor altura para entrar no Benfica, para um jovem entrar num clube grande que estava a ter muitas dificuldades financeiras, dificuldades internas, de estrutura, muitos treinadores a entrar e a sair, muitos jogadores a entrar e a sair, a instabilidade que havia naquele clube naquele momento, não era a melhor altura para eu entrar no Benfica. Mas havendo a oportunidade de poder jogar no clube que me formou, onde eu estive ligado durante 15 anos, eu não poderia deixar de apanhar aquela oportunidade. Não só na vida, mas no futebol sobretudo, o comboio só passa uma vez, e o comboio passou de porta aberta e eu tinha que entrar porque de facto era a minha oportunidade.

Fonte: Blog Conversas Redondas

Bola na Rede: O treinador que te concedeu essa estreia foi Toni, uma lenda do Benfica, recordas-te daquilo que ele te disse quando te anunciou que ias jogar?

Ricardo Esteves: Para já, dar a oportunidade de jogar a qualquer jovem numa equipa principal e nomeadamente no Benfica, uma equipa grande, sabemos que acredita em nós e aquilo que ele disse era para me divertir em campo. Obviamente, sabendo a responsabilidade que é jogar num clube grande, mas acima de tudo, para fazer aquilo que sabia e para me divertir em campo porque, para além da concentração, para além da atitude que se tem de ter em campo, devemos fazer as coisas com divertimento, só assim conseguimos aproveitar ao máximo aquilo que estamos a viver.

O 11 do século XXI do Vitória SC

O século XXI dos conquistadores foi tudo menos tranquilo. A somar algumas boas épocas em Portugal e até algumas idas às competições europeias, o Vitória SC passou ainda no início do século pela segunda divisão portuguesa. Um clube com uma paixão ímpar e com uma massa associativa reconhecida por todos. Este século, os vitorianos já venceram uma Taça de Portugal e começam-se a intrometer com algum lanço na disputa por mais troféus.

Com alguns jogadores que marcaram também o principal escalão do futebol português, o Vitória SC tem somado bons jogadores nos planteis época após época. Neste 11 encontramos alguns jogadores que marcaram o Estádio D. Afonso Henriques e outros que talvez já nem te lembres. Escolhi um 3-5-2 para este XI.

Lusitano FCV 2-0 SC Espinho: Viseenses deixam último lugar

A CRÓNICA: EQUIPA COESA A MARCAR CEDO É DIFÍCIL DE PARAR

Duas equipas na zona de despromoção da série D do campeonato de Portugal defrontaram-se com dois técnicos ainda a ambientarem-se às equipas. Do lado do Lusitano FCV, Paulo Meneses cumpria o segundo jogo, primeiro em casa, enquanto do lado do SC Espinho, Bruno China estreava-se no banco.

O jogo começou muito disputado a meio campo, com ligeiro ascendente para o Lusitano. Aos sete minutos, a equipa da casa inaugurava mesmo o marcador, na sequência de um livre à esquerda marcado para dentro da área por Hélder Rodrigues com Raphael a saltar mais alto que os outros e a cabecear para dentro da baliza.

A perder, o Espinho esteve mais tempo a atacar, mas sem criar grandes oportunidades de perigo. Destaque apenas para o remate de Betinho à entrada da área por cima da baliza de Ruca e para o cabeceamento do avançado diretamente para as mãos do guarda redes. O Lusitano defendeu de forma compacta e deixou pouco espaço para os visitantes atacarem.

Na segunda parte, o Espinho entrou com um novo esquema tático, para tentar chegar ao empate. Os visitantes estiveram perto de marcar, num lance confuso, na sequência de um livre. A bola foi despejada para a grande área, com aparentemente um dos defesas do Lusitano, na tentativa de afastar a bola, a acertar na trave da baliza de Ruca.

Os minutos passavam e mesmo com as alterações táticas, o Espinho não conseguia criar oportunidades. Já o Lusitano tentava explorar o contra-ataque e foi através de uma transição rápida que chegaria ao 2-0. Braz correu com a bola do lado direito desde a linha do meio campo até à grande área e assistiu Anael que livre de marcação deu mais conforto à vantagem.

O Espinho intensificou a pressão sobre a defensiva da equipa da casa, mas só se expunha mais aos contra-ataques dos adversários com a defesa, por vezes a falhar na marcação.

Primeira vitória do Lusitano  no campeonato com base na boa organização defensiva e deixa assim de ser o lanterna vermelho e aproxima-se do Sporting de Espinho.

 

A FIGURA

CAMPEONATO DE PORTUGAL – ÉPOCA 2020/2021
“Raphael Almeida renova por uma temporada”

O Lusitano Futebol Clube informa…

Publicado por Lusitano Futebol Clube em Terça-feira, 16 de junho de 2020

 

Raphael A.– Não é um jogador com grande qualidade de toque de bola, mas é eficaz. Contribuiu para a defesa compacta do Lusitano, com vários alívios importantes a afastar a bola das imediações da grande área. Fez ainda o primeiro da partida de cabeça ao subir mais alto que os defesas do Lusitano.

 

O FORA DE JOGO

Futebol > Diogo Valente é reforço

Diogo Valente (ex-UD Oliveirense) vinculou-se ao SC Espinho 💪⚽️

#scespinho #raçavareira

Publicado por Sporting Clube de Espinho em Sexta-feira, 5 de julho de 2019

 

Diogo Valente – O experiente jogador não mostrou as suas qualidades, na partida de hoje. O antigo atleta do FC Porto, Boavista e Leixões praticamente não teve bola e quando a teve, ou não a conseguia segurar ou falhava nos passes para os colegas. Acabou por sair a meio da segunda parte, na revolução do ataque da equipa de Aveiro.

 

 ANÁLISE TÁTICA – LUSITANO FCV

Paulo Meneses apostou num 4-3-3 dinâmico no ataque. Braz, Hélder Rodrigues e Anael eram os elementos mais ofensivos sem uma posição bem definida, com Luís Almeida a ser o mais adiantado no meio campo. Por vezes, Luís Almeida trocava com um dos elementos da frente para se juntar à frente do ataque. Mauro e Adilson eram os elementos do meio campo mais recuados, a ajudar os centrais a varrer a bola zona central.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ruca (7)

Gonçalo Lixa (7)

Calico (7)

Raphael Almeida (8)

Leal (7)

 Adilson (7)

Mauro (8)

 Luís Almeida (6)

Anael (8)

 Hélder Rodrigues (6)

Diogo Braz (7)

SUBS UTILIZADOS

 Miguel Sena (6)

Leo Dias (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC ESPINHO

Com Bruno China a estrear-se no banco do Sporting de Espinho, foi o 4-4-2 o esquema tático escolhido para a primeira parte. Betinho como referência mais fixa e Miguel Rodrigues a percorrer ambos os flancos eram a dupla mais adiantada. Na segunda parte em desvantagem, o técnico alterou para o 4-3-3, com Miguel Rodrigues a recuar para a ala esquerdo do meio campo e Betinho a ser substituído, tentando dar maior mobilidade ao ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kadú (6)

Paço (6)

Né (5)

Jota (5)

Gonçalo Cardoso (6)

João Ricardo (6)

Dani (6)

Nakedi (5)

Diogo Valente (5)

Miguel Pereira (6)

Betinho (6)

SUBS UTILIZADOS

Carlitos (6)

Eduardo Baldé (-)

 Duarte Duarte (-)

Ivo Lucas (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Lusitano Vildemoinhos FC

BnR: A chave da vitória esteve na defesa?

Paulo Meneses: Também e não só. A defesa começa no ponta de lança até ao guarda redes. Não podemos pensar que a defesa soluciona tudo e que o ponta de lança só marca golos. Acho que foi um trabalho em equipa. Isto é como um organismo vivi: o onze, os suplentes, os que ficam de fora, mais o staff e a direção. Se todos remarem no mesmo objetivo e trabalharem, fica mais fácil. É isso que tem acontecido. A direção tem feito tudo para nos dar todas as condições e fiz ver aos jogadores para darem mais em campo, para sairmos do último lugar que já saímos. Todos trabalham para defender e para atacar. A defesa esteve exímia mas foi fruto de trabalho coletivo.

BnR: Foi o seu segundo jogo ao comando do Lusitano. A equipa está mais próxima às ideias do treinador?

Paulo Meneses: Acho que tem de se dar uma palavra à equipa técnica anterior. As minhas palavras desde o primeiro dia em que entrei aqui foram que há coisas muito boas da equipa técnica anterior. Não vamos que está tudo mal por estarmos em último lugar. Também tem o seu mérito. Em 15 dias, também não conseguímos fazer muita coisa, precisávamos de uma pré-época. Por isso, é justo dar uma palavra ao Gustavo [treinador adjunto] e ao mister Rogério [anterior técnico]. Quando cheguei disse, temos coisas boas que precisamos de manter, mas temos coisas menos que precisávamos de melhorar. As ideias do treinador que entra são diferentes das que aquele que sai. É normal. Mas desde que entrei aqui, a equipa tem ido de menos a mais. E sim, está mais próxima daquilo que a equipa técnica pretende. Estamos no bom caminho e convertemos em pontos que é o mais importante.

BnR: Já chegaram dois reforços. Ainda vão acontecer mais mexidas no plantel até ao final de janeiro?

Paulo Meneses: Houve dois reforços que não foram utilizados este jogo. Um por questões que são alheiras à direção, que fez tudo por tudo para o inscrever. O outro [Jack, lateral ex-Maritimo B] integrou os convocados para ajudar a nossa equipa, numa posição que consideramos importante para reforçar e equilibrar. Agora estamos a analisar primeiro o que temos cá dentro. Em 15 dias, não dá para conhecer toda a gente dentro da nossa filosofia e das nossas ideias de jogo. Se for possível, vamos buscar alguém. Se não, estamos bem assim. Em conjunto com o diretor desportivo e com a direção, estamos a remar no mesmo sentido e a falar a mesma linguagem que é o mais importante.

SC Espinho

BnR: Foi apresentado há dois dias como novo treinador. Houve já ideias de Bruno China, neste jogo?

Bruno China: Fizemos uma primeira parte interessante, onde se notaram algumas coisas que trabalhámos. Agora, como é óbvio, temos de melhorar noutros aspetos. Sofrer um golo cedo nunca ajuda, ainda para mais numa equipa que vem de uma série de resultados menos bons. Entrámos bem, a primeira ocasião até é nossa, com o Nakedi escorrega quando ia a chutar e reagímos bem ao golo.

BnR: Como encontrou a moral do plantel?

Bruno China: Infelizmente estamos numa situação na tabela bastante complicada. É normal que não haja a mesma confiança quando se vem de uma série de vitórias. Mas isso é trabalho e para se adquirir essa confiança, é preciso ganhar o mais rápido possível.

BnR: Na primeira parte o Espinho apostou numa referência fixa no ataque, Betinho, enquanto que na segunda, as unidades ofensivas eram móveis. Como vamos ver o Sporting de Espinho a atacar, nas próximas jornadas?

Bruno China: O Betinho deu o seu contributo da melhor forma possível. Achámos que devíamos mudar para o Carlitos e ele entrou bastante bem, veio acrescentar o que nós queríamos. A dinâmica do jogo e quem trabalha bem a semana é que vai indicar quem são os jogadores que vão estar lá dentro. Quem não trabalhar, de certeza que não vai estar.

BnR: Estão previstos reforços no plantel?

Bruno China: É uma situação que ainda vamos abordar. Ainda estamos a fazer uma avaliação e, depois juntamente com a direção vamos abordar e tomar as melhores decisões.