O estado da Geórgia viu nascer os dois grande nomes da próxima geração da NFL. Trevor Lawrence, jogador mais cotado desde a escola secundária e Justin Fields, o número dois, lutam novamente pela primeira escolha no Draft de 2021. Apesar de a cerimónia apenas se realizar a 29 de abril, esta “rivalidade” já deu muito que falar e merece destaque.
Lawrence foi sempre visto como o melhor. No high school, em 54 jogos realizados, perdeu apenas dois. Durante esses quatro anos, colecionou o mesmo número de campeonatos do estado da Geórgia e dois campeonatos nacionais. The Sunshine, como é conhecido, escrevia por linhas retas o futuro como a futura primeira pick no Draft a que se propusesse.
🎙 #ALLIN QB Trevor Lawrence declared for the #NFL Draft on Wednesday while #GoBuckeyes QB Justin Fields impressed the country last week.
❓Where does Fields rank in terms of QB prospects this year?
A segui-lo de perto esteve sempre Justin Fields. O “eterno número dois” seria, provavelmente, o grande jogador da classe de 2018 se não existisse um jogador tão famoso como Lawrence. No entanto, ao longo dos anos, foi demonstrando a sua qualidade na sombra dos holofotes e deu o “grito” no campeonato universitário deste ano, onde chegou à final com a universidade de Ohio State, eliminando Clemson, do “rival”, Trevor Lawrence.
Quem será a escolha dos Jacksonville Jaguars em abril? Podem existir dúvidas, mas existe a certeza que será um dos dois talentosos quarterbacks. Muitos especialistas da NFL confiam que esta dupla pode ser semelhante à luta entre Tom Brady e Peyton Manning.
Regressamos ao nosso podcast com o primeiro episódio de 2021! No programa desta semana fazemos a antevisão do que será este novo ano. Por isso mesmo, procuramos escolher os cinco candidatos a melhor jogador do ano.
Neste programa contamos com a moderação do Pedro Pinto Diniz e com os comentários de Afonso Santos, Jorge Faria de Sousa e Luís Pinto Coelho.
Se queres saber os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.
De cartas fora do baralho a possíveis “reforços” no mercado de inverno, o SL Benfica equaciona o regresso de Gedson Fernandes e Florentino Luís à Luz. Os jovens internacionais sub-21 por Portugal têm sido pouco utilizados nas respetivas equipas e podem estar de volta a casa.
Gedson conta só com um jogo oficial, a 29 de setembro de 2020, quando o Tottenham Hotspur FC de José Mourinho eliminou o Chelsea FC na Taça da Liga inglesa. De resto, José Mourinho tem elogiado o profissionalismo que o médio tem demonstrado: «Estes seis meses foram muito maus para nós e para ele. Além disso, e isto é incrível, desde que chegou que não falhou um minuto de treino, o que reduz ainda mais os níveis de motivação, mas tem sido um muito bom profissional. Tenho a certeza de que melhores dias virão para ele, connosco ou noutro lugar.»
O técnico já sabe da vontade dos encarnados em fazer Gedson voltar a casa, sendo que não se opõe a esse cenário. Está, assim, completamente colocada de parte a hipótese de o conjunto londrino vir a ativar a cláusula de opção de compra, no valor de 50 milhões de euros, já que o jogador deverá regressar a Portugal nas próximas semanas.
Fala-se no regresso de jogadores emprestados pelo Benfica. O balanço é este e devia merecer reflexão:
Gedson – 1 jogo na época
Florentino – 6 jogos na época
Tomás Tavares – 3 jogos na época
Jota – 9 jogos na época, 4 vezes titular
De resto, o regresso de Gedson é interessante na ótica dos encarnados, visto que é um jogador cujas características são ímpares. A confirmar-se o seu regresso, Gedson será o único “8” de raíz no plantel e, se for bem trabalhado, pode vir a tornar-se numa peça importante para a segunda metade da época.
Gedson é um jogador intenso na pressão e a sua capacidade de trabalho sem bola é muito superior à de Adel Taarabt. O seu ingresso no onze equilibraria a equipa no aspeto defensivo.
Equilíbrio defensivo que poderá, também, ser reforçado se Florentino também voltar a casa. O português, que só jogou pelos monegascos em seis ocasiões, seria a adição perfeita ao plantel encarnado.
O jovem de 20 anos demonstra uma capacidade de leitura de jogo notável, que lhe permite antecipar as jogadas dos adversários e lançar contra-ataques fulminantes que apanham as defesas contrárias desprevenidas. Além disso, mostra uma grande capacidade no que ao passe e à construção de jogo diz respeito, tornando-o num exemplar perfeito de um número 6 moderno.
Poucos são já os que se recordam das críticas que o internacional sub-21 espanhol Pedro Porro recebeu quando chegou ao reino do Leão. Acredito que existe já um certo ritual em criticar tudo o que chega a Alvalade, apesar de que se o jogador fosse para outro clube qualquer já seria uma excelente opção e que os dirigentes leoninos raramente acertam nas contratações.
O lateral direito espanhol tem dado – e muito – que falar. Está cedido pela equipa inglesa do Manchester City por duas épocas; o Sporting CP salvaguardou-se, sendo que o jogador só voltará ao plantel dos Citizens caso o clube de Alvalade não exerça a sua opção de compra.
Qual é o valor dessa cláusula? Oito milhões e meio. Tendo em conta a performance do jogador, a idade do mesmo e o valor que o Manchester City desembolsou em 2019 (12 milhões de euros) é uma clausula perfeitamente acessível e barata para o Sporting CP, que pode aqui ter um jogador jovem para o futuro, mas, sobretudo para o presente, com um rendimento desportivo brutal.
Acredito que as táticas, as estruturas ou as estratégias para cada jogo devem girar e basear-se nos melhores jogadores de cada equipa e Rúben Amorim não foge à regra, mas para isso é preciso também ter os elementos certos – como é o caso. É sabido a importância que os laterais têm quer no processo ofensivo, quer no processo defensivo neste Leão.
Pedro Porro é, para muitos sportinguistas, a melhor contratação de 2020/2021 Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Pedro Porro é um jovem com uma excelente capacidade física e técnica, com grande preponderância ofensiva e que beneficia também do esquema de três centrais para as coberturas às suas investidas à área adversária, ainda que consiga estancar possíveis transições adversárias com pressão numa zona mais alta do terreno.
Com uma boa capacidade de drible e de um para um, torna-se venenoso quando ganha espaço e consegue os seus cruzamentos com uma qualidade acima da média. É capaz de se associar em ataque posicional e na variação do centro de jogo, mas também no que a equipa de Rúben Amorim mais gosta de fazer com os ataques rápidos: em transição e com o lateral a garantir a largura e amplitude que a equipa necessita.
Pedro Porro beneficia também de atributos mentais que o fazem subir de patamar sobretudo pela concentração e capacidade de decisão que demonstra, mas também no compromisso que tem – bem visível no jogo diante do SC Braga – ao festejar um corte como se de um golo se tratasse.
Mais do que juventude ou experiência importa a qualidade do jogador e Pedro Porro – também com experiência de Selecção (espanhola), é certo – veio retirar as dúvidas que pairavam com as contratações de Ristovski, Rosier e ainda Rafael Camacho. Um jogador que irá certamente continuar a encantar em Alvalade e que merece um estádio cheio.
A CRÓNICA: MCGREW (FC PORTO) E ROBB (IMORTAL LUZIGÁS) TROUXERAM LUZ A UM JOGO DE ESCASSA PONTUAÇÃO
O último jogo da jornada 13 colocou frente a frente uma das melhores ofensivas do campeonato (Imortal LUZIGÁS), diante uma das melhores defesas (FC Porto), num jogo onde o “banco” azul e branco prevaleceu.
A primeira parte encetou um Imortal desinibido e «sem pedir licença» no momento de lançar ao cesto ou de atacar o 1vs1. Aliás, de sublinhar a qualidade individual do cinco inicial algarvio que prometeu fazer frente a qualquer jogador do FC Porto. Ora, assim que o jogo tomou o lado da equipa de Luís Modesto, Moncho López pediu um timeout e fez bom uso do mesmo. Após essa paragem no jogo, a equipa azul e branca superiorizou-se em todos os momentos da partida. Quer a nível defensivo, quer a nível ofensivo, o FC Porto demonstrou estar coletivamente mais competente e bem alinhado nas pretensões do treinador. Numa primeira parte de baixa pontuação, a assertividade na tomada de decisão por intermédio de Jalen Riley e Brad Tinsley, conseguiu alavancar uma vantagem de 11 pontos perante um Imortal LUZIGÁS excessivamente dependente das ações individuais para criar problemas à defesa compacta do FC Porto. A ida para os balneários assinalava um marcador favorável de 38-27 para a equipa da casa.
O início da segunda parte manteve a toada dos primeiros 20 minutos. Ambas as equipas ponderadas, cerebrais e com uma agressividade extra nas ações defensivas, que resultou num desfecho de terceiro quarto parco em pontos e em lances de espetacularidade. Tal período, simultaneamente coincidiu com um Imortal mais esclarecido e paciente na procura do miss match, não obstante a assertividade no tiro exterior (11%) se tenha traduzido na manutenção da vantagem portista na casa das dezenas.
O último quarto ainda principiou com os forasteiros vorazes e desafiadores, contudo, a organização defensiva e a permanência de Tanner McGrew nos momentos decisivos não permitiu ao Imortal escapar do Dragão Arena com uma vitória.
Ainda assim, com este desfecho, ambas as equipas permanecem na posição onde partiram antes do jogo, sendo o FC Porto o atual segundo do campeonato e o Imortal LUZIGÁS o quarto.
Tanner McGrew (FC Porto) – O internacional norte americano, todavia tenha começado no banco, apareceu quando mais interessava, demonstrando-se excelso na hora de lançar ao cesto. O atleta denota-se que ainda está à procura da melhor forma física, mas a sua capacidade de atirar ao cesto mantém-se imaculada, concretizando 60% dos lançamentos de campo que executou.
O FORA DE JOGO
Fonte: FPB
Falta de profundidade no Imortal LUZIGÁS – Excepto Dominic Robb, o restante banco da equipa algarvia apenas concretizou 8 pontos(!), sublinhando a diferença de profundidade e talento dos respetivos plantéis. Para além da baixa taxa de acerto, o esforço dos homens que saltavam do banco em nada alarmaram a organização defensiva azul e branca.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
A equipa comandada por Moncho López alinhou um cinco inicial com um misto de dimensão física e de requinte técnico. Ora, em zonas interiores operou com os dois jogadores do costume (Miguel Queiroz e Eric Anderson Jr), sendo que fora da linha dos três pontos utilizou Riley e Tinsley como principais executantes. Com um grande trabalho sem bola e procura incessante pelo melhor lançamento, os dragões almejavam o cesto depois de obrigar o oponente a um trabalho defensivo árduo. Defensivamente, o FC Porto mantém o registo de melhor defesa do campeonato, e o jogo de hoje sublinha bem este facto. Agressividade, concentração e constante comunicação entre os cinco, permitiu reduzir o Imortal a uns meros 50 pontos.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Riley Jalen (7)
Bradley Tinsley (7)
Miguel Queiroz (7)
Larry Gordon (5)
Eric Anderson Jr (6)
SUBS UTILIZADOS
João Torrie (6)
Voytso (5)
Pedro Pinto (7)
Francisco Amarante (6)
Diogo Runge (-)
Tanner Mcgrew (9)
João Soares (5)
ANÁLISE TÁTICA – IMORTAL LUZiGÁS
A equipa liderada por Luís Modesto alinhou com um cinco inicial forte e virtuoso nas duas vertentes do campo. Ty Toney foi o portador da bola, contudo foi através das mãos de DJ Fenner que resultaram mais ações de pick and roll, para desbloquear a defensiva portista. Em zonas interiores, a «turma» algarvia até fez uma boa réplica, contudo pecaram muito na luta das tabelas, ao passo que o FC Porto arrecadou mais ressaltos ofensivos (20), que o Imortal LUZIGÁS defensivos (19).
Para concluir, a rejeição da transição ofensiva por parte dos dragões colocaram alguns constrangimentos que Luís Modesto não está habituado, por conseguinte desenhando-se uma derrota tática para a equipa do Imortal LUZIGÁS.
Este domingo, 10 de janeiro, a Liga italiana abre o dia com um Clássico com repercussões diretas na liderança. Os romanos vêm de uma vitória em Crotone (1-3) e recebem os nerazzurri vindos de uma derrota frente à UC Sampdoria (1-2).
Em momentos semelhantes e positivos, apesar da derrota dos da capital, as equipas estão coladas na classificação. A turma de Paulo Fonseca ocupa o terceiro posto, com 33 pontos, logo atrás da equipa de Antonio Conte, em segundo, com mias três pontos.
Na tentativa de dar seguimento ao bom momento de forma, refletido nos resultados, os visitados vão tentar anular a distância para o FC Internazionale Milano e chegar, assim, mais perto do AC Milan.
Para não serem alcançados e verem fugir os rivais de Milão, o “Inter” terá de provar que o resultado em Genova foi apenas um percalço num percurso, até ver, promissor.
A CRÓNICA: BASTARAM 45 MINUTOS DEMOLIDORES DE TRÊS CRAQUES
Jogo grande da 15ª Jornada da Primeira Liga Alemã, que opôs um RB Leipzig com o “assalto” ao primeiro lugar no horizonte e um Borussia Dortmund que procurava recuperar fôlego na luta pelo título, com um novo paradigma face ao despedimento de Favre, há cerca de um mês.
A tendência da primeira parte foi de domínio dos “Die Roten Bullen”, com o Dortmund a ter de se defender da melhor forma que conseguia e a ter muito pouco tempo a posse do esférico. No entanto, principalmente na primeira meia hora faltava discernimento no último passe da equipa da casa, bem como presença na área. No entanto, os últimos 15 minutos pertenceram aos visitantes, que através da subida de linhas e da entrada de Can (devido à lesão de Witsel) conseguiram pressionar mais alto no terreno e roubar a iniciativa ao RB Leipzig.
Os segundos 45 minutos, face ao que vimos no final da primeira parte, prometiam uma partida mais aberta, com mais oportunidades e mais “bola” perto das duas balizas. Era o que se previa e com razão, com o Borussia Dortmund a ativar os seus três maiores craques (Haaland, Reus e Sancho) aos 54 minutos, com o inglês a finalizar um ataque bem organizado.
Os Die Roten Bullen ficaram tocados com o golo sofrido e passaram por (ainda mais) dificuldades. Os auri-negros continuaram a carregar e o inevitável Erling Haaland, assistido por Sancho aos 68 minutos e por Reus aos 83 minutos dilatou a vantagem para 0-3. A frieza do norueguês em frente à baliza é de facto notável, mas a qualidade de quem assiste também é brutal. Antes, quando estava 0-1, Olmo até podia ter empatado, mas enviou o remate ao poste.
O melhor que a equipa da casa conseguiu fazer foi reduzir por intermédio de Sorloth, mesmo em cima dos 90 minutos. O RB Leipzig falha o tal “assalto” de que falámos ao primeiro lugar e o Borussia Dortmund assume-se como o principal vencedor desta jornada, recuperando pontos a todos os que estão classificados acima de si na tabela da Primeira Liga Alemã.
Segunda parte do Borussia Dortmund – Demolidores. Já tínhamos saudades de ver o clube a jogar da forma como jogou nesta segunda-parte. Pressão alta, recuperação de bola ainda no meio-campo adversário, acutilância atacante… e até quase nos esquecemos da defesa, que esteve muito bem. Hummels para mim foi o melhor em campo (ao longo das duas partes, o mais consistente), mas Haaland, Sancho e Reus abriram o livro no segundo tempo.
RB Leipzig – Dia para esquecer dos comandados de Nagelsmann, que até começaram bem, mas não souberam lidar com a pressão alta do Borussia Dortmund quando estes começaram a exercê-la. O técnico alemão esteve especialmente mal, sem conseguir mudar o rumo do jogo. Sabitzer, Forsberg desastrados, Poulsen muito mal (nem conseguia dominar a bola em condições). Olmo foi o destaque pela positiva.
ANÁLISE TÁTICA: RB LEIPZIG
Julian Nagelsmann entrou para este jogo com aquele que considero ser o seu sistema tático preferido: 3-4-2-1. O alemão opta pelos três centrais mais uma vez, com dois alas muito ofensivos (Angeliño e Adams) e muita qualidade no meio, com um Olmo em super-forma (cria as oportunidades mas também as finaliza) e também o líder desta formação dentro de campo, o “box-to-box” austríaco Sabitzer.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Gulacsi (6)
Halstenberg (6)
Upamecano (7)
Orban (6)
Angeliño (6)
Sabitzer (5)
Haidara (6)
Adams (6)
Olmo (7)
Forsberg (5)
Poulsen (4)
SUBS UTILIZADOS
Sorloth (4)
Klostermann (4)
Hwang (-)
Samardzic (-)
ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND
Por sua vez, os auri-negros da Westfalia – treinados por Edin Terzic até ao final da temporada – alinham num 4-2-3-1, com o regresso de Haaland (tecnicamente, até já é o segundo jogo) a ser a principal novidade e esperança dos adeptos. Emre Can, que para mim estava a ser dos melhores esta época, fica no banco, com a dupla de centrais a ser entregue a Hummels e Akanji e a dupla de meio-campo ao ex-benfiquista Witsel e Delaney.
A CRÓNICA: MOREIRENSE FC X VITÓRIA SC = FRIO, PASSIVIDADE E LUZ APAGADA
Hoje, o derby minhoto celebrou as bodas de prata no Comendador Joaquim de Almeida Freitas. Caso existisse público, apesar das baixas temperaturas, o estádio apresentaria uma atmosfera cálida e em alvoroço profundo. O Vitória SC procurava o décimo terceiro triunfo e manter o estatuto de melhor defesa como visitante, enquanto que o Moreirense FC demandava a vitória que fugia desde 2017/2018 (2-1).
Nove de janeiro de 2021. O relógio marcava as 17 horas e eram imprimidos os primeiros pontapés na bola.
Nos dérbis sem adeptos existe emoção? Bem, vamos respeitar os epítetos: após sucessivos ressaltos, Pires ganha uma bola na dividida com Jorge Fernandes, corre uns bons metros no corredor esquerdo e desfere um remate carregado de potência, por cima dos braços de Bruno Varela (14′). 1-0! O placard alterava-se pela primeira vez na partida!
Ora, retomemos a palavra-chave deste abstract: emoção. Cinco minutos volvidos, Ricardo Quaresma, na linha, toca em A. André; este, com uma simulação sobre A. Figueiredo, cruza e encontra Marcus Edwards na pequena área, junto do segundo poste, que introduz a bola na baliza à guarda de Pasinato. 1-1! Igualdade reposta!
Após mais uma demonstração de instabilidade defensiva, D’Alberto foge pelo flanco direito (22′) e coloca em Walterson, que não soube dar o melhor seguimento.
Até ao apito para o intervalo, as duas equipas anularam-se. Várias investidas foram criadas com o objetivo de dilatar o marcador; contudo, o posicionamento defensivo dos dois quartetos sobrepuseram-se aos ataques. As batalhas a meio campo dominaram o que restava da primeira metade: o ascendente no duelo teve-o a equipa da casa, visto que fazia alinhar mais um elemento.
P – O que aprontaria a segunda parte?
R – Frio e índices de passividade defensiva acima da média.
A primeira oportunidade de golo flagrante pertenceu aos do Berço (62′): Sackho, após uma subida pelo flanco direito, encontrou Noah junto do primeiro poste; este, displicente, cabeceia sobre a barra.
O minuto 67 sinalizou a reviravolta na partida: Guideon Mensah cruzou, a defesa do Moreirense FC ingeriu doses elevadas de passividade, A. André recebeu no peito, rodou e rematou para a contagem. 1-2! Cambalhota no placard!
À semelhança do que aconteceu em Guimarães, no jogo com o FC Porto, o Vitória SC não teve tempo suficiente para saborear o travo da reviravolta: F. Soares lateraliza para Yan Matheus, este progride no terreno, encarna no espírito de Ricardo Quaresma e assiste de trivela para o desvio de Walterson; ainda assim, a bola sobre para Alex Soares, que encosta para o fundo das redes. 2-2!
Os restantes 20 minutos resvalaram na resposta à pergunta realizada aquando do intervalo. Um jogo com quatro momentos quentes e inúmeros momentos frios. O Vitória SC acusou a intranquilidade após o golo sofrido repentinamente e o Moreirense FC reaproveitou para gizar o seu plano de jogo, à semelhança de toda a partida.
Até ao momento final, apenas um sinal digno de registo: já durante o período de descontos, desligaram-se os interruptores do estádio quando os da casa se preparavam para a marcação de um pontapé de canto. Após 14 minutos de espera, do canto nada surgiu a não ser alguma aflição na área vitoriana.
Apito final! 2-2 no marcador! Os moradores do castelo mantêm-se firmes no quinto lugar, enquanto que o Moreirense FC subiu ao sétimo posto da tabela classificativa.
A FIGURA:
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
André André – Um golo e uma assistência. Suficientes para a entrega do prémio? Sim, mas há mais. André André é um verdadeiro pêndulo no meio campo dos Conquistadores, oferecendo maturidade, espírito de sacrifício e qualidade na progressão com bola. Hoje, demonstrou ser uma individualidade a quem poucos possam reconhecer o mérito.
Setor defensivo do Vitória SC – Se nos jogos forasteiros até à data tinham sofrido apenas um tento, hoje o quarteto mais recuado teve a água pela barba. Erros sucessivos, perdas de bola que originaram perigo junto da sua baliza e desconcentração foram os principais destaques.
ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC
Na estreia pelo comando dos cónegos, Vasco Seabra aposta num 4-4-2. Fábio Pacheco retoma ao corredor central, ocupando o lugar entre a defesa e o meio campo, Afonso Figueiredo rende Abdu Conté que acabou por sair lesionado no embate defronte do FC Porto, no Estádio do Dragão (3-0) e Pires é utilizado em detrimento de Derik Lacerda.
Durante a primeira metade, o Moreirense FC apresentou, durante a primeira parte, solidez e rigor defensivo, linhas maioritariamente subidas aquando da pressão sobre o portador da bola, coesão no centro do terreno.Além disto, nos momentos ofensivos, delineava triangulações bem desenhadas, assumindo o jogo sempre que visse reunidas as condições e procurava incessantemente a profundidade, principalmente nas costas de Jorge Fernandes.
Sempre balanceada para o contra-ataque, a equipa orientada por Vasco Seabra – na segunda metade – continuava com os blocos de pressão subidos no terreno e ofensivamente temerária. Soube esfriar e esquentar o jogo a seu bel-prazer. Os espaços concedidos eram diminutos e o possível perigo dissipado.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
M. Pasinato (6)
D’Alberto (6)
Rosic (6)
Ferraresi (6)
F. Pacheco (6)
Pires (7)
Yan Matheus (7)
Filipe S. (7)
Afonso Figueiredo (6)
Alex Soares (6)
Walterson (5)
SUBS UTILIZADAS
Lucas Silva (4)
David Tavares (5)
Franco (-)
Derik (-)
ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC
A formação orientada por João Henriques apresenta o seu habitual 4-3-3. Face ao FC Porto – último embate para a Primeira Liga Portuguesa – Rochinha e O. Estupiñán integraram o lote dos titulares. Hoje, por sua vez, Noah assume a posição central do ataque vitoriano e M. Edwards retoma ao seu lugar no flanco direito ofensivo.
Durante os primeiros 25 minutos, inúmeras foram as amostras de instabilidade defensiva: meio campo pouco compacto e pressionante sobre o esférico, laterais a procurar o jogo interior e sem soluções de passe e criatividade quase nula. Depois de igualar a partida, o Vitória SC melhorou os índices de concentração, intensificou a pressão nas zonas da saída com bola e procurou, por diversos momentos, os rasgos individuais de Marcus Edwards.
A segunda metade acentuou a passividade defensiva alvejada na primeira parte. Notou-se ambição e querer na luta pelo resultado; contudo, a formação de João Henriques fê-lo sempre de modo pouco incisivo e objetivo, com perdas de posse sucessivas e oportunidades escassas. Individualidades com inspiração reduzida, coletivo com pouco entrosamento.
Wakaso e Sulliman, por opção estratégica, entraram nos minutos derradeiros com o intento de defender um canto.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
B. Varela (6)
Abdul Mumin (5)
Edwards (7)
Quaresma (6)
A. André (7)
Mensah (6)
F. Sacko (7)
Pepelu (6)
Jorge F. (5)
A. Almeida (6)
Noah (4)
SUBS UTILIZADOS
R. Lameiras (4)
Lyle Foster (4)
Wakaso (-)
Sulliman (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Moreirense FC
BnR: Boa noite, mister. Sentiu que a equipa, em certos momentos de jogo, se superiorizou e conseguiu anular o Vitória SC?
Vasco Seabra: Acredito que sim. Conseguimos identificar os momentos de jogo, conseguimos identificar os pontos fracos do adversário. houve uma resposta muita positiva dos jogadores, quer na primeira parte, quer na segunda parte. Fomos capazes de pressionar alto, sem bola, a alma da equipa hoje fez-se sobressair. Anulamos diversas investidas ofensivas do adversário e criamos perigo durante grande parte da partida. Gostei muito da atitude que demonstramos aqui, gostei do espírito aguerrido. Penso que existem condições para continuar com esta união e com esta coesão dentro de campo.
Vitória SC
BnR: Boa noite, mister. As entradas de Wakaso e Suliman, já no final da partida, foram meras alterações estratégicas ou serviram para evitar um possível lance de perigo?
João Henriques: O mesmo perigo que o Moreirense FC teve durante a partida. Estivemos praticamente o jogo por cima do adversário. Apenas poder e imponência física na área. Nada mais. Foi uma alteração meramente estratégica. A entrada do Wakaso e do Suliman resvalou precisamente nisso.
O FC Porto venceu, no Dragão Arena, o clássico frente ao SL Benfica no início da segunda volta da fase regular, por quatro bolas a duas.
A primeira parte foi equilibrada, sem um ascendente claro para nenhum dos lados. Os portistas acabaram por marcar primeiro numa transição rápida, entre Cocco, Di Benedetto e Mena, com o último a concretizar. No entanto, o Benfica chegou ao empate por Ordoñez, em cima do intervalo. Nicolia arrastou dois adversários e deixou o companheiro de equipa livre para finalizar.
Na segunda parte, os dragões entraram fortes e conseguiram ditar as diferenças no marcador. Gonçalo Alves devolveu a vantagem e ainda, de livre direto, ampliou o resultado para 3-1.
Logo de seguida, numa jogada de insistência, Di Benedetto fez o quarto golo para a equipa da casa. O Benfica não aproveitou dois livres diretos que dispôs e o melhor que conseguiu foi reduzir por Diogo Rafael.
Vitória justa do FC Porto, em especial pela segunda parte. Já o Benfica tem de melhorar muito para lutar pelo título, no playoff.
Xavi Malián – O guarda-redes esteve bastante seguro na partida, sendo fundamental para segurar o triunfo. Conseguiu defender dois livres diretos, sem contar com outras defesas em lance corrido.
Ataque do SL Benfica – Não esteve em tarde inspirada, o ataque encarnado. Os mais adiantados, Nicolia e Ordoñez, não conseguiram ultrapassar a barreira portista e foi uma das principais razões para o Benfica não sair do Dragão Arena com pontos.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Com um ataque que rodava pelos quatro jogadores em campo, o FC Porto tentou apostar no controlo da posse de bola para chegar ao golo. Com um jogo assente na troca incessante de passes entre jogadores, conseguiram ferir o adversário através de várias combinações.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Xavi Málian (8)
Xavi Barroso (6)
Reinaldo Garcia (6)
Gonçalo Alves (8)
Rafa (7)
SUPLENTES UTILIZADOS
Tiago Rodrigues (-)
Mena (7)
Giulio Cocco (7)
Poka (7)
Di Benedetto (7)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
O Benfica conseguiu através de uma gestão de posse, criar desequilíbrios na defesa leonina. No entanto, a defesa ficou muitas vezes expostas aos contra-ataques do FC Porto. Valter Neves e Diogo Rafael tentaram fazer a ligação entre a defesa e o ataque.
Janeiro será, com certeza, o mês mais longo do ano para o FC Porto. Os dragões entraram com o pé direito nas duas primeiras partidas de 2021, tendo derrotado o Moreirense FC (3-0) e mais recentemente o FC Famalicão (1-4). Porém, até ao dia 31 de janeiro de 2021, ainda há cinco desafios para se jogar e, em caso de vitória contra o Sporting CP na Taça da Liga, mais uma final pela frente.
Com Fábio Vieira, Manafá e Carraça de fora por infeção pela Covid-19 e Pepe (já atuou a partir do banco em Famalicão e está perto da recuperação plena), Marcano e Mbaye a recuperarem de lesão, Sérgio Conceição terá de mexer na equipa com pinças nos próximos jogos, mas a solução para alguns deles pode estar no banco de suplentes.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Nos últimos dois encontros os habituais suplentes do FC Porto tiveram um impacto muito positivo no desenrolar do jogo. Frente ao Moreirense FC, Toni Martínez e Evanilson saltaram do banco para marcar o segundo e o terceiro da partida, respetivamente, ajudando a equipa a assegurar a vitória e conquistar os três pontos. Contra o FC Famalicão, Luis Díaz, que entrou para o lugar de Marega aos 68 minutos e João Mário, também ele recém-chegado ao jogo, participaram no quarto golo dos azuis e brancos e consolidaram a goleada na cidade minhota.
Falta menos de uma semana para o FC Porto receber o SL Benfica, sendo este um dos jogos mais importantes para as contas do campeonato. Contudo, ainda terá de disputar na terça-feira a passagem aos quartos de final da Taça de Portugal no Estádio da Choupana, um terreno habitualmente difícil para os visitantes. Certamente que veremos algumas alterações no onze inicial nesta partida, mas a verdade é que é uma ronda a eliminar e um deslize pode afastar os portistas da competição.
Cinco dias após o SL Benfica, haverá jogo para as meias finais da Taça da Liga, desta vez com o Sporting CP. Nestes dois encontros é provável que se alinhe um onze que dê mais confiança ao treinador e mais solidez à equipa, mas não seria estranho de se ver um ou outro suplente habitual a ser lançado. Caso os portistas conquistem a vitória haverá um jogo extra para levar o caneco para casa, condicionando ainda mais o seu calendário.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
É que menos de uma semana depois a bola corre no relvado do SC Farense e no dia 31 de janeiro há mais competição desta feita contra o Rio Ave FC. Uma longa e difícil série de partidas, mas que pode ser muito benéfica para o FC Porto caso consiga sair vitorioso de todos estes encontros.
Uma equipa não se faz apenas de onze jogadores e, neste momento, Sérgio Conceição tem um plantel com bastante profundidade, podendo ainda reforçar-se na equipa B portista ou até mesmo no mercado de inverno. Quais serão as armas secretas dos dragões para o próximo mês?