Um dos problemas mais comuns relativamente aos jovens da formação, quando estes dão o salto para profissionais, é a gestão de expectativas. Quando estes chegam à equipa B, são submetidos a um conjunto de estímulos e de dificuldades que são uma novidade para eles, sendo que existem certas situações nas quais é preciso orientar os jogadores de modo a que estes não se percam no meio do seu processo de crescimento e de preparação para a equipa principal.
O primeiro aspeto no qual é importante gerir as expectativas tem a ver com os resultados. Independentemente de serem campeões nas camadas jovens ou não, num clube como o SL Benfica, um jogador transita dos juniores para o futebol sénior com uma percentagem de vitórias a rondar os 90%. No entanto, ao chegarem à equipa B, os jogadores ficarão submetidos a um contexto completamente diferente.
A disputarem uma competição profissional, na qual defrontam jogadores bastante experientes e onde a prioridade é a evolução dos jogadores e não os resultados, a percentagem de vitórias irá baixar drasticamente e é preciso incutir aos jogadores que a prioridade passa por prepará-los para a equipa principal.
Nas oito temporadas que a equipa B já realizou na Segunda Liga, a melhor percentagem de vitórias que conseguiu obter foi de 48% na temporada 2013/2014, na qual realizou 46 jogos e conseguiu 22 vitórias. E, no entanto, esses resultados não impediram o Benfica de fornecer bastantes jogadores para a equipa principal.
A questão que na minha opinião é a mais importante no que toca à gestão das expectativas passa pelo facto de que a preparação para a equipa principal é algo que leva tempo e que não se concretiza com cinco ou 10 jogos pela equipa B.
Na minha opinião, este aspecto a nível da gestão de expectativas torna-se cada vez mais difícil de gerir com o passar dos anos e a tendência é para piorar. Isto porque vivemos uma era de globalização e de grandes avanços tecnológicos, que faz com que as pessoas tenham uma tremenda facilidade de acesso à informação.
Tomás Tavares só realizou um total de seis jogos pela equipa encarnada Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Como tal, havendo uma maior divulgação nas redes sociais, os jogadores das camadas jovens vão-se tornando mais conhecidos com 16/17 anos, sendo que fica difícil contrariar o entusiasmo de um jogador quando o clube partilha um vídeo de um golo dele que vem a ter dezenas ou centenas de gostos e partilhas. Isto, aliado às circunstâncias que já existem, como o dinheiro, os agentes, os pais e as namoradas.
Quando os jovens começam a destacar-se na equipa B, multiplicam-se os posts nas redes sociais a dizer que o jogador a, b ou c deve começar a ser aposta na equipa principal, muitas vezes sem entender que o processo de preparação deve ser contínuo. Como Renato Paiva já disse uma vez, o ideal era que cada jogador da formação fizesse 50 jogos pela equipa B até estar preparado para a equipa principal.
Na minha opinião, esta gestão de expectativas foi muito mal feita no caso de alguns jogadores, principalmente, nos casos de Nuno e de Tomás Tavares, dois jovens que foram lançados na equipa principal de forma prematura. No caso do lateral-direito, este estreou-se pela equipa principal num jogo para a Liga dos Campeões, tendo realizado apenas três jogos pela equipa B.
Para além do jovem ter acusado a falta de preparação a um contexto profissional, estas apostas feitas precocemente fazem transparecer a ideia de que não é preciso trabalhar muito para chegar à equipa principal, fazendo os miúdos desleixaram a sua abordagem aos treinos e mais propensos a amuarem quando as coisas não correm como desejam.
Este é todo um processo que deve começar pelos treinadores e pelos profissionais do Benfica Campus e que também deve passar por agentes, familiares e amigos dos jogadores e sucessivamente pelos adeptos. A gestão de expectativas é uma tarefa cada vez essencial na gestão da carreira dos miúdos, mas também cada vez mais difícil.
Estamos quase a chegar ao fim da primeira volta, que é o mesmo que dizer que estamos quase a meio do campeonato. Algumas equipas estão a surpreender, outras estão a desiludir, outras estão normalíssimas. Mas aquilo que me traz aqui hoje são os jogadores. Muitos têm sido decisivos até aqui, no entanto, interessa-me analisar aqueles que podem vir a fazer a diferença para o que resta da prova num espetacular top 5.
A CRÓNICA: REGRESSO ÀS ORIGENS DE JESUS COM GOLEADA
Se na eliminatória anterior a festa da Taça tinha voltado ao velhinho Estádio José Gomes, nesta agora era a dobrar por ser novo jogo em casa e por o CF Estrela receber um dos grandes e, neste caso, o SL Benfica. O frio que vai sendo “a moda” por toda essa «ocidental praia lusitana» e na Reboleira não foi exceção. O problema é que até o gelo ia sendo o principal personagem nesta travessia pel’Os Lusíadas. Ups, desculpa. Pela Prova Rainha.
Sabes quando pisas gelo? Há uma linha ténue entre estar à superfície ou de acabares dentro de água gelada. Ora pois bem, o “gelo” já havia (sem saber ao certo quantos graus Celcius) e quem quebrou o gelo foi Chiquinho. Passo a explicar.
A jogada foi bem trabalhada pela lateral direita, depois de tanta insistência na profundidade e também pelo corredor central. Aos 42 minutos, Diogo Gonçalves foi progredindo em terreno perigoso (neste caso era a relva, mas bem podia ser gelo) e foi ele que fez o primeiro rachar da superfície. Depois, foi Seferovic a aumentar o buraco, mas Filipe Leão aguentou que o Estrela caísse na água. Porém, a tentativa foi só isso, pois veio outro para quebrar tudo: Chiquinho. O 0-1 foi tão perto do intervalo que foi com esse resultado que fomos para os balneários.
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede
Ao intervalo, bebemos chá oferecido pelo clube amadorense (a quem saudamos a atitude perante os jornalistas). Aquecemos e o jogo também. O início de segunda parte ofereceu-nos logo dois golos. Samaris começou uma jogada a meio campo, rasgou a defesa com um passe para Diogo Gonçalves e, novamente, o lateral encarnado a encontrar a “terra”, continuando a analogia d’Os Lusíadas. Seferovic marcou o segundo da partida.
O Estrela até acordou e marcou por intermédio de Hélder Latón, mas o problema é que a festa foi curta pelo novo instrumento colocado no Estádio José Gomes, o VAR. Era o recomeço que queríamos depois de pouca emoção.
O minuto 60 foi importante nesta partida. Foi aos três e ao seis. A turma de “inhos” entrou em ação: Chiquinho fez mais um belo trabalho na grande área, depois de uma boa assistência de Pedrinho, e marcou o terceiro. O quarto teve nova assinatura de Pedrinho na assistência e foi o alemão Waldschmidt. Digamos que a caravela estrelista que tentava chegar aos tesouros da Índia – perdão… do Jamor – acabou por afundar.
Estes foram os dez cantos de uma adaptação d’Os Lusíadas e fica agora só uma caravela a continuar a sua travessia até não muito longe do estádio que hoje nos encontramos. Trocando a analogia por algo mais simples, o SL Benfica goleia, mas não convence e nem jogo ainda o triplo. O CF Estrela deve estar orgulhoso da sua navegação nesta bela competição.
A FIGURA
Fonte: Sebastião Roxo/Bola na Rede
Chiquinho – Foi uma figura importante no jogo dos encarnados. Não foi aquele que assumiu sempre a responsabilidade da construção de jogo, mas foi aquele que estava na hora certa e no sítio certo. Dois golos que deram cor à goleada colorida deste SL Benfica. Contudo, temos também de dizer que Pedrinho foi uma peça importante neste jogo, principalmente na parte a que lhe tocou: as assistências.
O FORA DE JOGO
Fonte: Sebastião Roxo/Bola na Rede
Chapi Romano – O jogador estrelista acabou por ficar muito recuado para que pudesse ajudar o seu meio campo e por este motivo, essencialmente, acabou por estar fora de jogo. Pode oferecer muito mais, mas a tática estava montada para algo mais defensivo e compacto, não permitindo nada mais criativo. É isso a que estamos habituados deste jogador.
ANÁLISE TÁTICA – CF ESTRELA DA AMADORA
A formação de Rui Santos apresentou-se num 4-4-2 bem visível a partir da bancada com duas opções mais avançadas: Chapi Romano e Paollo Madeira. O treinador da equipa amadorense afirmou na antevisão que não iria mudar muito daquilo que foi o seu onze nos restantes jogos e assim voltou a apostar em todas as peças que têm sido fundamentais. Havia uma grande preocupação na pressão dos dois centrais encarnados, Todibo e Jardel, para que estes errassem e, a partir daí, houvesse um erro.
A segunda parte trouxe “à tona” as dificuldades do CF Estrela de conseguir conter as precursões atacantes dos encarnados, sobretudo quando os estrelistas faziam a pressão no meio-campo e acabavam por abrir muito os quatro do setor defensivo. Depois do segundo golo e também do golo anulado aos estrelistas, foram o aperitivo delicioso para que os estrelistas acabassem por ficar sem grande força tática. O subir de linhas e também a pressão mais alta depois dos jogos sofridos deixou os estrelistas “à mercê” de mais golos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Filipe Leão (6)
Zé Pedro (5)
Yuran Fernandes (5)
Helder Laton (5)
Xavier Fernandes (4)
Paollo Madeira (5)
Horácio Jau (5)
Ronald Murillo (4)
Edu Duarte (5)
Chapi Romano (3)
Sérgio Conceição (5)
SUBS UTILIZADOS
Diogo Leitão (5)
Luís Mota (5)
Leandro Tipote (5)
Zaporo (-)
Miranda (-)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
O típico 4-4-2 que Jorge Jesus e aquilo que mudou muito foi o onze. O treinador que regressou às suas origens tinha dito que ia haver mudanças e não falhou na sua palavra. Aquela estreia que mais se esperava confirmou-se com a entrada do defesa central Todibo. Depois, houve ainda o regresso de Diogo Gonçalves, Samaris, Chiquinho e também de Gonçalo Ramos. Na primeira parte, os encarnados apostaram num jogo interior com Seferovic a tentar encontrar a profundidade e com Gonçalo Ramos a procurar mais as alas, sem grande sucesso.
Depois que Jorge Jesus percebeu que a tática inicial de tentar explorar o jogo interior e também a profundidade não resultava, os encarnados conseguiram melhorar imenso na segunda parte quando potenciou o lado direito em que Diogo Gonçalves esteve em grande destaque. A saída da primeira pressão dos estrelistas também foi um fator decisivo para que o Benfica conseguisse encontrar os espaços necessários para encontrar o caminho da baliza. Taticamente, a segunda parte foi bem melhor do que a segunda.
A Taça de Portugal 2019/2020 é do SC Braga! Com todo o mérito e toda a justiça (que a há no futebol), as bracarenses superiorizaram-se de forma clara ao SL Benfica e, com um 3-1 no marcador, levantaram o tão cobiçado troféu, que segue para o Minho. Partida de imensa qualidade, um espetáculo merecedor de assistência e uma promoção excelente para o futebol feminino.
A equipa bracarense entra melhor na partida e precisa apenas de oito minutos para materializar o seu domínio em vantagem no marcador. Após as lisboetas não serem capazes de “sacudir” a pressão na sequência de um canto pela direita, a bola pinga para o pé esquerdo de Hannah Keane, que a estadunidense utiliza para desferir um excelente e indefensável remate.
A resposta benfiquista tarda. Chega apenas aos 19 minutos, por intermédio de Andreia Faria, que conta com – e desperdiça – uma assistência de excelência de Matilde Fidalgo. A lateral-esquerdo coloca a bola com conta, peso e medida na entrada da pequena área, a médio mais recuada do SL Benfica penetra bem a grande área bracarense e alcança a bola, mas atira por cima.
Continua o SL Benfica a procurar criar perigo da mesma forma: cruzamentos pela esquerda a serem correspondidos – sem sucesso – por jogadoras à entrada da pequena área em posição frontal, cada vez mais e melhor vigiadas pelas defesas arsenalistas.
Defender bem é a missão primordial do SC Braga, que ainda assim consegue assustar as águias aos 32 minutos, com um remate de Dolores Silva a encontrar uma das bancadas do Municipal de Aveiro. Podia ter feito melhor a capitã bracarense, a quem havia sido concedido muito espaço pela defensiva benfiquista.
Jogo frio nos quinze minutos finais do primeiro tempo. Marcador inalterado e vantagem mínima – mas importante – das bracarenses na ida para os balneários. Também temporária. Cinco minutos jogados na segunda parte e golo do SL Benfica. Como? Cruzamento pela esquerda, desta feita de Ana Seiça, a encontrar uma jogadora na zona frontal da entrada da pequena área, desta feita Nycole, que iguala o marcador, de cabeça, contando com o auxílio de um resvalar da bola na arsenalista Andreia Norton.
Mal a equipa de Miguel Santos no lance do empate, permitindo que a avançada brasileira das águias chegasse a um cruzamento para uma área bracarense onde se encontravam quatro jogadoras do SC Braga e apenas Nycole do lado benfiquista. Dolores Silva faz jus à braçadeira de capitã e procura redimir a equipa, rematando de meia distância e tentando surpreender Carolina Vilão, que recuperava posição.
Curtos minutos volvidos e novo lance de perigo do SC Braga e de Dolores Silva, que remata à figura de Vilão. A fúria arsenalista não se esgota nos pontapés de Dolores e congrega-se no pé direito de Jermaine, que, aos 63 minutos, volta a colocar o SC Braga na frente do marcador, não com um golo, mas com um golaço.
Ao virar da esquina direita da área benfiquista, a avançada sul-africana desfere um remate arqueado de belíssimo efeito, fazendo a bola sobrevoar a mão esquerda hirta de Carolina Vilão e ir aninhar-se nas redes da baliza à guarda desta. De novo o SC Braga em vantagem, posição em que já se havia sentido confortável durante largos minutos.
Aos 77 minutos, mais confortável se passa a sentir a turma minhota. Grande progressão com bola de Andreia Norton, que liberta para a direita para o cruzamento de Myra Delgadillo, direto para a cabeça de Jermaine, que bisa na partida. Vantagem minhota dilatada e final (praticamente) resolvida.
Último quarto de hora sem veleidades benfiquistas, segurando o SC Braga a vantagem e assegurando a Taça de Portugal 19/20.
A FIGURA
Fonte: SC Braga
Andreia Norton – Para se ser a figura do jogo sem marcar, tendo alguém bisado, é preciso uma exibição completa e especial. Como a de Andreia Norton nesta final. Esteve em todo o lado e fez de tudo. A sua posição em campo foi indefenível e a sua qualidade em todas as ações – com e sem bola – inefáveis. Equilibrou e desequilibrou, fez avançar, recuar e parar o jogo sempre que este assim exigia. Exibição soberba!
O FORA DE JOGO
Fonte: SL Benfica
Cloé Lacasse: Em verdadeiro contraste com Norton, a canadiana do SL Benfica foi a jogadora mais apagada desta final. As poucas ações com bola não trouxeram nada de novo ao jogo da sua equipa e sem bola foi, apenas, uma jogadora esforçada. Exibição paupérrima, mesmo sem ter em linha de conta a real qualidade de Cloé Lacasse.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
O corredor central mostra-se o favorito das benfiquistas no momento de atacar. É sobretudo por aí que as encarnadas de Lisboa tentam progredir no terreno, colocando jogadoras entre linhas nas divisórias dos terços de campo.
Numa primeira e mais recuada instância, Andreia Faria e Pauleta dão linhas de passe entre a linha avançada e a linha média do SC Braga; chegando-lhes o esférico, a tentativa mais recorrente é a de encontrar um elemento mais avançado – muitas vezes, Cloé Lacasse – de costas para a baliza, novamente entre linhas.
Já numa zona avançada do terreno, o SL Benfica tenta então explorar as alas, algo que não faz recorrentemente no primeiro terço do terreno. É precisamente pelo espaço que conquista nas alas que cria mais e maior perigo a equipa de Filipa Patão, recorrendo sobretudo aos cruzamentos tensos para a zona frontal da pequena área.
No momento de defender, as águias tentam conter os rasgos de ataque rápido das arsenalistas, com relativo sucesso. Nos poucos momentos de defesa em posição, o 4-4-2 era o desenho mais utilizado pelas comandadas de Filipa Patão, com três linhas bem definidas, com Cloé Lacasse e Nycole na primeira linha de defesa.
XI INICIAL E PONTUAÇÕES
Carolina Vilão (5)
Catarina Amado (5)
Carole Costa (5)
Sílvia Rebelo (5)
Matilde Fidalgo (6)
Andreia Faria (6)
Pauleta (6)
Beatriz Cameirão (5)
Ana Vitória (5)
Nycole (6)
Cloé Lacasse (4)
SUPS. UTILIZADAS
Ana Seiça (6)
Kika Nazareth (5)
ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA
No momento defensivo, as bracarenses optam por um 4-3-1-2, com Hannah Keane a ter a missão de impedir que Andreia Faria e Pauleta encontrem espaço nas costas da primeira linha de pressão das Guerreiras e possam fazer o jogo das águias progredir verticalmente pelo corredor central.
De uma forma muito coordenada, a equipa do SC Braga sobe as linhas de pressão consoante o fluir do esférico, dando muito pouco espaço de manobra à equipa adversária no momento de construção da mesma. Myra e Jermaine primeiro, Hannah Keane depois e uma terceira linha de três – com Dolores Silva no centro a fazer um fantástico papel de pêndulo e dínamo defensivo, ofensivo e de equilíbrio – conseguem, não raras vezes, evitar calafrios para a linha defensiva de quatro jogadoras.
Os ataques posicionais das bracarenses são raros, optando a turma de Miguel Santos por ataques mais rápidos e verticais, procurando a baliza ou, no mínimo, ganhar jardas e subir as linhas, obrigando o SL Benfica a voltar a construir, colocando de imediato o SC Braga uma enorme pressão sobre as águias.
Hannah Keane, tal como a defender, revela-se nos ataques arsenalistas um elemento preponderante, circulando bastante entre setores e corredores, ganhando duelos e segurando bolas, permitindo à sua equipa subir no terreno e ter bola com alguma regularidade.
A CRÓNICA: FC PORTO SOFRE PARA PASSAR ´TESTE´ NA MADEIRA
Se olharmos para o histórico de confrontos entre estas duas equipas, é certo que o FC Porto leva clara vantagem sobre o CD Nacional. Contudo, em jogos a contar para a Prova Rainha do futebol português já sabemos que o toque de magia é sempre diferente. Na antevisão, Luís Freire referiu que “num dia bom, tudo pode acontecer”, esperando-se assim, um Nacional ofensivo em diversos momentos do jogo.
Sérgio Conceição e os seus homens eram conhecedores das dificuldades defensivas dos insulares, começando desde início com o pé no acelerador, com várias subidas no terreno até a área adversária, porém, sem grande perigo.
A primeira aparição dos alvinegros junto da baliza de Diogo Costa aconteceu aos 13′, com um cruzamento de Rúben Freitas, previamente desviado na defensiva portista.
O FC Porto estava bem no capítulo ofensivo, e até já tinha ameaçado algumas vezes a defesa insular, mas eis que ao minuto 21′, numa jogada de inspiração do colombiano Luis Díaz, o Porto assinalou o primeiro golo da partida.
Porém, lembra-se caro leitor, de anteriormente termos avisado para a magia da taça?! Pois, é que praticamente no primeiro lance que sucedeu o golo dos dragões, Riascos subiu no terreno e cruzou para, à meia volta, Róchez fazer o empate.
À meia-hora de jogo, sucederia mais um par de boas oportunidades para a formação da Invicta, com Sérgio Oliveira a enviar a bola ao ferro alvinegro e mais uma vez Luis Díaz, em combinação perfeita com Corona, a chutar um ‘nadinha’ ao lado da baliza do italiano do Nacional.
Até final da primeira parte, os lances de grande perigo não aconteceram, prevalecendo um jogo muito faltoso até aos 45′. Ao intervalo, a estatística de jogo remetia-nos para um claro domínio do FC Porto, com a posse de bola a corresponder aos 59%, contra os 41% do Nacional.
No recomeço da partida, viu-se novamente um Porto com fortes ambições atacantes, porém, o Nacional mostrava-se mais disponível em termos defensivos, e os seus jogadores limpavam qualquer bola que circula por zonas recuadas.
Isto até que Nanu pegou na ‘redondinha’, fintou meio mundo e sofreu falta de João Vigário. Na sequência da falta, o médio português Sérgio Oliveira protagonizou um grande remate para defesa apertada de Ricardo Piscitelli.
À passagem do minuto 16 do segundo tempo, numa jogada de insistência do Nacional, o jogador internacional pelo Curaçau, Kenji Gorré trocou as voltas aos atletas do Porto, encaixou a bola nos pés de Riascos e este fuzilou a baliza à guarda de Diogo Costa.
Num jogo de ‘bola lá, bola cá’, a turma portista respondeu de pronto ao golo que dava a vantagem ao CD Nacional, com Rui Correia, central e capitão, a ser expulso por segundo amarelo devido a uma falta sobre Toni Martínez.
Depois do 2-1, a turma ‘alvinegra’ praticamente desapareceu do jogo a nível ofensivo e apenas se remetia aos 30 metros defensivos, contrariamente ao FC Porto, que colocou a ‘carne toda no assador’, para pelo menos levar a partida para o prolongamento.
A partida caminhava para o fim, e Sérgio Conceição arriscava tudo, depositando todos os elementos ofensivos que possuía no banco, até que num lance individual, o recém-entrado Evanilson fez o gosto ao pé empatando a partida. Até final, o que se viu foi um jogo com várias ocorrências no capítulo disciplinar, finalizando, no entanto, o jogo em dois iguais.
No prolongamento, o Porto entrou com claras ambições de vencer a partida, algo, que de resto já tinha demonstrado no final dos segundos 45′. Por variadas vezes, o Porto atacou a baliza de Riccardo Piscitelli como quis, muito pelo facto da formação madeirense se ver privada do capitão de equipa, expulso a meio da segunda parte. Ao décimo segundo minuto do prolongamento, numa jogada estudada, Sérgio Oliveira responde da melhor maneira possível ao canto batido por Otávio, consumando assim, a reviravolta portista no Estádio da Madeira.
No entanto, engana-se quem pensa que o FC Porto tirou o pé do acelerador. Para os segundos 15′ do prolongamento, regressaram com vontade de mostrar o porquê de possuir o estatuto de Campeão Nacional, restando ainda energia ao iraniano Taremi para sentenciar a partida em 4-2.
Quando o relógio já marcava os 120′, eis que o senegalês Loum responde de forma ilegal a um cabeceamento de Júlio César, ao que António Nobre, juiz da partida, assinalou grande penalidade a favor do CD Nacional. Contudo, o penálti viria a ser defendido pelo guardião português, Diogo Costa.
A partida acabou com uma esmagadora percentagem de posse de bola para a formação liderada por Sérgio Conceição, voltando assim, o FC Porto à cidade Invicta, com o apuramento para os quartos de final da Taça de Portugal no bolso.
A FIGURA
Fonte: CD Nacional
Brayan Riascos – A sua equipa perdeu, porém, o colombiano apresentou-se de forma incansável durante todo o jogo, estando mesmo envolvido, diretamente, nos dois golos da formação madeirense. Na segunda parte esteve envolvido numa disputa de bola com um jogador portista, ficando a cambalear a partir desse momento, o que nem por isso o impossibilitou de dar o melhor contributo possível aos seus companheiros. Um jogador inesgotável, a defender e a atacar.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Toni Martínez – O espanhol contratado ao FC Famalicão, ainda não foi capaz de demonstrar a razão pela qual foi contratado pelo Campeão Nacional. O se rendimento não têm sido o melhor e apenas leva 2 golos em mais de uma dezena de jogos. Hoje, também não se apresentou da melhor forma no Estádio da Madeira, sendo substituído por Moussa Marega, ao minuto 76´.
ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL
O jovem treinador do CD Nacional, Luís Freire sabia que na taça de Portugal tudo era possível e de início apresentou um sistema de 4-3-3, mais uma vez com o colombiano Riascos a jogar numa das pontas e hondurenho Róchez, sozinho, na frente.
No meio-campo, a entrada do nigeriano Alhassan, permitiu ganhar uma maior dimensão física numa zona de grande importância, para o desenvolvimento do jogo. Os ´insulares´ até nem estavam mal em termos defensivos, mas relativamente à segunda bola, essa, era sempre dos homens vestidos de azul e branco. Ainda na defesa, os homens equipados de branco e preto, demonstravam algumas dificuldades, como de resto já tínhamos chamado a atenção, no entanto, foi a sua passividade no ataque ao portador da bola que custou o 1-0 ao Nacional.
Contudo, o ataque ´insular´ deu uma boa resposta ao golo sofrido e Brayan Riascos inspirou-se pela ala direita, livrou-se de Malang Sarr e cruzou para um trabalho exemplar de Bryan Róchez.
Ao intervalo, com certeza que Luís Freire ´aqueceu´ as orelhas dos seus jogadores, pois, no início da segunda metade notou-se um Nacional muito mais concentrado e mais preocupado em atacar a profundidade defensiva.
No capítulo ofensivo, os condados de Luís Freire, atuavam em bola longa e contra-ataque, disponibilizando sempre o extremo Kenji para o ataque rápido. O que resultou no segundo golo dos ´insulares´, em que Gorré subiu, rapidamente, no terreno, distribuiu na ala para Riascos e este finalizou.
Se no começo do segundo tempo, o Nacional foi uma equipa capaz de responder aos ataques do FC Porto, a verdade é que tal não se verificou após a expulsão do central Rui Correia. A jogar com menos um, a equipa nunca se conseguiu impor, e acabou por conceder o empate ao minuto 89´, numa desatenção da defensa alvinegra.
O contra-ataque foi a única arma que os ´alvinegros´ exibiram com agilidade, durante a restante partida, mesmo em período de prolongamento. Resumindo-se o resto da sua prestação a “defender com muitos e atacar com pouco”.
Na deslocação à Madeira, Sérgio Conceição optou por trazer um sistema de 3-4-3, com Tecatito Corona e Mehdi Taremi nas costas do espanhol Toni Martinez, com Luís Diaz e Nanu nas alas.
Assim, a jogar em saída curta, com trocas de bola constantes e variações continuas nos flancos, os jogadores portistas demonstravam-se sempre perigosos. Até que Luís Diaz numa dessas variações de flanco, puxou dos ´galões´ e atirou a contar para o fundo das redes da baliza de Piscitelli. Defensivamente, o Porto era equipa muito concentrada, falhando apenas no lance do golo de Róchez, visto que Diogo Leite deixou-se antecipar ao jogador hondurenho.
No segundo tempo, o conjunto ´azul e branco´ veio ainda mais paciente, e a demonstravam não ter qualquer problema em trocar a bola calmamente. No entanto, essa calma acabava a bola atingiu os pés do ala direito Nanu, que se sentia confortável em partir para o 1×1.
Com o segundo golo do Nacional, Sérgio Conceição retirou Malang Sarr e Marko Grujic de campo, e enviou o lateral Zaidu, a fim de dar uma maior contribuição ofensiva no flanco esquerdo do ataque portista, assim como o brasileiro Otávio para potenciar, ainda mais, o condal ofensivo da formação da cidade do Porto. Entraram ainda Marega, João Mário e Evanilson, passando os ´dragões´ a jogar numa espécie de 4-3-3 bastante ofensivo, com apenas um central de raiz.
Para o prolongamento, a formação do Porto, apresentou-se bastante ofensiva, tentado sempre subir em ataque posicional, finalizando por 2 vezes, perante um Nacional muito abatido defensivamente.
O mercado de transferências costuma gerar, como não podia deixar de ser, rumores e movimentações que oferecem um extra ao espetáculo que envolve o futebol.
O período de inverno, ainda que breve, quando comparado com aquele que ocupa o verão, abriu oficialmente no dia 1 de janeiro de 2021. A pandemia da Covid-19 trouxe com ela a crise, que acentuou, definitivamente, debilidades financeiras um pouco por todos os clubes do mundo. Parece evidenciar a diferença entre clubes mais desafogados, capazes de investir, e outros que lutam agora pela sobrevivência.
Neste artigo pretende-se referir e analisar alguns dos maiores e mais interessantes rumores e confirmações de transferências do futebol nacional e internacional, que prometem dar que falar.
Estamos de volta à prova rainha, no caminho para a final, o FC Porto vai ao encontro do Nacional da Madeira nos oitavos de final, numa altura em que os portistas atravessam uma fase histórica.
Vencer a Taça de Portugal não é estranho aos dragões, já a ganharam em 17 ocasiões. O que faz com que o objetivo seja apenas a levantar a Taça, tal como o fez na temporada passada quando derrotou o SL Benfica por duas bolas a uma.
Nesta caminhada, o Nacional deve entrar em campo na máxima força de forma a ultrapassar o atual campeão nacional. Luís Freire deve iniciar o jogo com um 4-4-2 com Daniel na baliza; Vigário, Freitas, Schenfeld, Freitas; Camacho, Micael, Borges, Azouni; Riascos, Rochez.
Já Sérgio Conceição, para manter a boa forma da equipa deve juntar num 4-4-2 Diogo Costa na baliza; Nanu, Diogo Leite, Pepe, Manafá; Otávio, Sérgio Oliveira, Grujic, Baró; Taremi, Toni Martinez.
Veremos, então, cinco dados estatísticos sobre os confrontos dos dois conjuntos.
O meio-campo leonino está recheado de qualidade. João Mário trouxe de volta a sua classe aos relvados portugueses e João Palhinha finalmente se afirmou na equipa do Sporting CP. Na sombra destes atletas estão dois jogadores: Daniel Bragança e Matheus Nunes. Mas o que é que cada um pode acrescentar no centro do terreno?
Já se viu que Ruben Amorim tem clara preferência por Matheus Nunes. O brasileiro de 22 anos é, normalmente, lançado na segunda parte de todas as partidas. Uma espécie de “tampão” do meio-campo, o médio costuma entrar em jogo em situações em que o Sporting se encontra mais preocupado em defender o resultado do que propriamente em procurar o golo. O seu poderio físico, aliado à intensidade, boa condução de bola e recuperação defensiva, fazem com que seja a aposta mais utilizada pelo treinador leonino.
A outra opção para o meio-campo é Daniel Bragança. O médio formado em Alcochete teve menos oportunidades, tendo mostrado toda a sua qualidade na Taça de Portugal e na Taça da Liga. O jovem de 21 anos é criativo, conjuga a sua excelente visão com os passes que executa e é um jogador muito inteligente em campo, visto que, muitas vezes, antecipa as jogadas, quer no momento defensivo, quer no ofensivo.
Daniel Bragança encarna um papel mais ofensivo, enquanto que Matheus Nunes adota uma postura mais defensiva no jogo dos leões Fonte: Bola na Rede
O papel criativo da equipa está ocupado por João Mário, e, com a falta de competições em que o clube de Alvalade está inserido, Daniel Bragança acaba por ter menos tempo de jogo. Porém, acredito (e espero) que Ruben Amorim esteja a prepará-lo para a saída de “João Mágico”, já na próxima temporada, de modo a ser o oito de destaque.
Já Matheus Nunes, na minha ótica, é o jogador utilizado pelo técnico português que mais se assemelha ao papel que João Palhinha tem no desempenho tático do clube. Apesar das suas diferenças, penso que Matheus Nunes se podia perfeitamente adaptar à posição 6 que Ruben Amorim quer: com um jogador forte, combativo e raçudo.
São dois atletas muito diferentes, mas ambos com um futuro promissor pela frente. Daniel Bragança e Matheus Nunes são jovens repletos de qualidade, que, com toda a certeza, acabarão por vingar com a verde e branca.
2020 foi um ano atípico para todos, e a Fórmula 1 não foi excepção disso. Para contextualizar esta afirmação, tivemos uma temporada também ela atípica.
17 corridas em cerca de cinco meses (um feito nunca antes visto na categoria!), não tivemos circuitos históricos como o do Mónaco, mas tivemos novidades, incluindo o Autódromo Internacional do Algarve, que fez parte da categoria pela primeira vez na sua História.
Mas, não ficou por aí. Desta feita, tivemos recordes batidos, surpresas do ano e desilusões, que, ao longo do ano, fomos apelando nos nossos artigos de análise às corridas.
Neste artigo, fizemos uma seleção de metade do pelotão e escolhemos então os dez pilotos que marcaram a 70.ª temporada de Fórmula 1.
Foto de Capa: Mercedes AMG-F1
Artigo redigido por Angelina Barreiro, Clara Maria Oliveira, David Pacheco e Luís Manuel Barros
Foi há 33 anos. Em Maio de 1988, o Estrela consumava, finalmente, a subida ao escalão máximo do futebol português. Trabalhão de José Gomes, o empresário local que deu a vida pelo emblema tricolor e partiu inesperadamente em 1989, em paz pelo sucesso alcançado.
Quando entrou, em 1977, o Estrela tinha apenas um peladão sem bancadas – o Campo de Jogos João Pimenta –, uma carrinha a fazer de autocarro e uma equipa a participar na Distrital. Na hora do adeus, o seu Estrela era figura na Primeira Divisão e preparava-se para conquistar a Taça de Portugal, um ano depois. O símbolo maior de uma história que começou em 1933, aquando da reunião de sete amigos. O mais pertinente, Julio da Conceição, olhou o céu estrelado e sacou daí inspiração para o nome.
O equipamento colorido nasceu de amizade inesperada com as gentes do Fluminense, que numa visita a Portugal deixaram uns exemplares seus na sede do clube, como gesto de fraternidade. Como homenagem, o verde-vermelho-branco ficou como parte da identidade – substituindo o azul com lista horizontal verde.
Os 21 anos que separaram a ascensão e a penosa queda, devido a problemas financeiros, estão cheios de boas memórias. Desses 21, 16 passar-se-iam no primeiro escalão, com cinco intervalos na Segunda para ganhar fôlego. Nomes incontornáveis como João Alves, mister vencedor da Taça, Rebelo, Paulo Bento, Marlon Brandão, Chaínho, Jorge Andrade, Leal, Gaúcho ou Jorge Jesus (1968-1971 na formação, 1984-87 como jogador profissional, 1998-00 e 2001-2003 como treinador) fazem parte do orgulhoso bairrismo latente à eterna luta pela glória do Estrela.
Uma participação na Taça das Taças em 1990-91, e dois sétimos lugares (1993-94 com João Alves e 1997-98, com Fernando Santos) são os maiores triunfos na era dourada. Na Reboleira era difícil passar com os três pontos: a arquitectura do José Gomes implica uma grande proximidade com a massa humana, que parece encolher um relvado de dimensões habituais (105×68).
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Em 2008-09, o 11.º lugar implicava a participação na edição seguinte da Primeira Liga. Não aconteceu porque chegaram as dificuldades financeiras e o Belenenses tomou a vaga. Em Novembro de 2008, Lito Vidigal deu uma conferência de imprensa como técnico principal onde expunha os problemas. «Nós estamos no limite. […] Se não nos ajudarem, dificilmente poderemos continuar a trabalhar», pedido de um socorro que nunca chegaria. Quatro meses depois do final da temporada, uma tentativa de PEC – Procedimento Extrajudicial de Conciliação – é rejeitado pela Direcção Geral dos Desportos e os Tribunais declaram o clube insolvente.
Um grupo leal de ex-sócios agarrou no clube. Ficou CF Estrela e funcionou apenas com os escalões de formação até surgir a fusão com o Sintra Football Club – daí nasce o Club Football Estrela, já elegível para criar uma SAD e disputar o Campeonato Nacional de Seniores. É nesse nível que se encontram os tricolores, por estes dias a participar na Série G de forma auspiciosa: oito vitórias e três empates que lhe dão o primeiro lugar destacado.
Na Taça, quatro vitórias sobre o São Roque dos Açores, o Lusitano Vildemoinhos, o primodivisionário SC Farense e o Anadia. Luís Mota, Latón, Paollo Madeira ou Chapi Romano (argentino formado no River Plate) são algumas das principais figuras ao dispôr de Rui Santos, português de 56 anos que iniciou a sua carreira em… 1988-89, no mesmo ano em que o Estrela subia pela primeira vez (convidado do BNR TV na semana passsada).
Será o jogo fácil para o SL Benfica? Não, ou pelo menos tudo aponta para que seja jogo de se levar a sério. Este Estrela tem nível de Segunda Liga e Jorge Jesus está a par dessa realidade. O «meu Estrelinha», como lhe chamou na conferência de imprensa , não será presa fácil para um Benfica ainda a trote na qualidade exibicional. Não ajudará a entrada de segundas linhas, circunstância que se justifica pela proximidade da ida ás Antas, na sexta feira.
Até essas dificuldades acrescidas farão relembrar os saudosos velhos tempos. Decidimos recordar cinco das mais marcantes visitas do Benfica à Amadora, contextualizadas por ordem cronológica.