A ANTEVISÃO: A BATALHA SEM QUARTEL PELO TERCEIRO LUGAR
Já chegamos ao último fim de semana de Fórmula 1 durante pelo menos três meses. Da incerteza após o Grande Prémio da Austrália que nem sequer viu os monolugares no asfalto, até Abu Dhabi, vimos 15 Grandes Prémios, muitas vezes dominados pelo melhor carro da história, outras vezes com vencedores surpreendentes, em corridas totalmente imprevisíveis.
Não foi uma temporada normal, de todo, e se para mim, 2019 foi a melhor época onde apenas um carro dominou, 2020 não chega a esse nível, mas conseguimos ver corridas fenomenais, e durante os próximos três meses, lá terei de me enterrar em história da Fórmula 1 para matar essa fome (pode ser que dê artigos giros).
Chegamos a Abu Dhabi, que sendo honesto é dos circuitos que menos gosto no calendário. Um espectáculo visual, com pouca substância. Contudo, a corrida no ano passado foi aceitável, e com tanto em aberto na luta pelo terceiro lugar do campeonato de construtores, podemos esperar muita intriga. Outro fator que pode influenciar a imprevisibilidade desta corrida, é o facto de que, após uma super volta, temos pela primeira vez esta temporada, um carro com um motor que não seja Mercedes. Exatamente, desta vez, é japonês, é Honda, carregado às costas por Max Verstappen (Red Bull).
O holandês garante a sua terceira pole da carreira. Num duelo renhido com os Mercedes, separados por menos de um décimo de segundo. Valtteri Bottas (Mercedes), garantiu o segundo lugar à frente do regressado Lewis Hamilton (Mercedes), que após recuperar da infecção de COVID-19 que o fez perder a última corrida, se qualifica em terceiro lugar.
Quem estará a sorrir na antevisão à corrida de amanhã em Abu Dhabi é, sem dúvida, a McLaren, liderada por Lando Norris em quarto lugar, o que significa que bateu Carlos Sainz nas qualificações, sendo que o espanhol começa em sexto. Estas são posições essenciais para a equipa de Woking, sendo que se encontram a apenas 10 pontos da Racing Point no campeonato de construtores. A equipa britânica, apesar de não ter o terceiro carro mais rápido, é a equipa mais consistente na gestão das corridas, confirmado pelo equilíbrio de ambos pilotos no campeonato, e ao que tudo indica, poderá lutar aqui pelo pódio dos construtores.
Ensanduichado entre os McLaren está o Red Bull de Alex Albon, em quinto lugar. Um bom arranque, poderá ser uma ajuda fundamental em termos estratégicos para Max Verstappen. Foi a primeira vez em vários fins de semana que Albon pareceu confortável e próximo de Verstappen. Não foi traduzido no final da Q3, mas até ai, em todas as sessões, pareceu superior. No meu ponto de vista, já vem tarde, esta melhoria, contudo, pode ser a oportunidade de sair em alta.
Por falar em melhoria de forma tardia, Daniil Kvyat não estar na Fórmula 1 em 2021, é talvez o segredo menos bem guardado do ano, contudo, naquela que é provavelmente a sua última qualificação na Fórmula 1, garantiu um belo sétimo lugar para a Alpha Tauri. A ele segue-se um desapontado Lance Stroll, que, quando a Racing Point tem o campeonato em disputa, e sem o colega de equipa para comparar, tem muito trabalho para fazer se quiser ajudar a equipa.
A nona posição na tabela é de Charles Leclerc (Ferrari), contudo, o monegasco tem a penalização de três lugares devido à primeira volta aventurosa na última corrida, e começa de 12º, promovendo Pierre Gasly (Alpha Tauri) para nono, e Esteban Ocon (Renault) para o top 10. O francês de amarelo, a qualificar melhor que Daniel Ricciardo, que faz a sua última corrida pela Renault, antes de se mudar para a McLaren.
Sebastian Vettel vai começar o último grande prémio pela equipa de Maranello de forma pouco espectacular, em 13.º, contudo, a verdadeira incógnita fora do Top 10 é Sergio Perez. O vencedor do último Grande Prémio já mostrou que está em grande forma e à procura de equipa, por isso começar nas últimas posições (devido a novos componentes, não por má qualificação) não é uma garantia que o terceiro lugar esteja perdido pela Racing Point.
Última corrida do ano é já amanhã, e após as sessões de treino e qualificação, há muitas dúvidas no ar, esperando-se uma batalha a três pela vitória em Abu Dhabi. Que assim seja, para terminar este ano de 2020 em grande, pelo menos no que toca a Fórmula 1.
O Tottenham Hotspur FC é um dos clubes mais emblemáticos do futebol inglês. É certo que as grandes conquistas do emblema londrino aconteceram no século XX, mas nem por isso o presente século tem deixado de ser marcante para a História do clube.
No século XXI, o Tottenham venceu apenas uma Taça da Liga Inglesa, o que é inegavelmente pouco quando comparado com as conquistas da Liga Europa de 1971/72 e de 1983/84, com a Taça das Taças de 1963 ou com as duasLigas Inglesas da década de 50 e 60, – entre outros troféus nacionais…
Ainda assim, muitos jogadores brilharam ao serviço dos spurs nos últimos anos, algo que, mesmo sem títulos, dificultou bastante a construção da equipa do século – ao ponto de jogadores como Christian Eriksen, Dele Alli, Dimitar Berbatov ou Aaron Lennon terem ficado de fora desta seleção.
Assim sendo, apresentamos um onze (disposto em 4-4-2) com diversos internacionais ingleses e, principalmente, vários jogadores que atualmente se encontram a representar a equipa de José Mourinho.
Kevin Csoboth nasceu no dia 20 de Junho de 2000, sendo natural de Pécs, cidade do Sul da Hungria situada a 208Km a sul da capital Budapeste. Kevin Csoboth começaria a destacar-se no futebol aos 15 anos nas camadas jovens do Ferencváros, despertando o interesse de vários clubes europeus.
Entre vários clubes interessados, seria o SL Benfica a garantir a sua aquisição a título de empréstimo no ano de 2017, integrando a equipa de juvenis sob o comando técnico de Renato Paiva. Na sua primeira temporada de águia ao peito, marcou seis golos em 14 jogos, convencendo os responsáveis do Benfica a contratá-lo a título definitivo a troco de 150 mil euros.
No ano seguinte, sagrar-se-ia campeão nacional de juniores, marcando dois golos em 17 jogos. Em 18/19, ainda com idade de júnior, começaria a ser aposta na equipa de sub-23 e também se estreou na equipa B numa deslocação ao reduto do Varzim SC, pela mão de Renato Paiva. Na época passada, voltaria a alternar entre a equipa B e a equipa de sub-23, marcando quatro golos em 14 jogos.
Nesta temporada, apesar de ter iniciado a época lesionado, o jovem húngaro tem se fixado na equipa B, realizando seis jogos e marcando um golo na Segunda Liga. Kevin Csoboth também é internacional húngaro até ao escalão sub-19, tendo representado a selecção magiar no campeonato da Europa de sub-17 em 2017.
Kevin Csoboth é um jogador com uma vasta gama de recursos, tendo qualidade na recepção e no transporte de bola, o que lhe confere qualidade tanto no 1 vs 1, como no ataque à profundidade, fruto da sua velocidade. Também tem capacidade para encontrar espaços entre linhas para receber a bola e criar situações de desequilíbrio. Pode jogar em qualquer posição no ataque, mas na minha opinião, é descaído para o lado esquerdo onde se pode tirar melhor partido das suas qualidades.
Infelizmente, Kevin Csoboth tem tido uma utilização intermitente no Benfica, o que não é bom para o seu desenvolvimento enquanto jogador. Com a sua aposta firme na equipa B, o avançado húngaro tem condições para finalmente jogar de forma contínua num contexto competitivo que potencie a sua evolução como jogador, de modo a que possa explorar as suas potencialidades.
A CRÓNICA: CS MARÍTIMO IMPLACÁVEL “DESTRÓI” BELENENSES SAD
Perspetivava-se um jogo muito equilibrado entre madeirenses e lisboetas. Apesar de um histórico de confrontos favorável ao CS Marítimo, a verdade é que à entrada para este jogo, o Belenenses SAD, encontrava-se na terceira posição do grupo B da Liga Revelação com 19 pontos, mais três, do que os ´verde-rubros´, motivo pelo qual, a formação de Santo António estava “obrigada” a vencer.
Contudo, foi a Belenenses SAD, quem entrou mais forte, e logo aos quatro minutos criou a primeira ocasião de perigo, com Pedro Teixeira a defender para canto. Como já se esperava, apesar da entrada mais confortável dos condados de Dimas Teixeira, o Marítimo equilibrou a posse de bola e começou a arriscar com mais frequência, até que aos 23 minutos, Luís Silva, central e capitão da equipa forasteira, perdeu a bola e origina o primeiro tento da partida, assinalado por Jefferson “Kibe”.
Em resposta, Edi Semedo e companhia bem tentaram dar o melhor seguimento às jogadas produzidas pelos médios da formação de Belém, mas a defesa madeirense, não descompensou por um segundo. O jogo estava com a intensidade em alta, ora bola cá, ora bola lá. Até que, o prodígio madeirense, Pedro Pelágio, gera um passe a rasgar na ala direita do ataque “verde-rubro”, e com uma magnifica troca de bola entre Umaro Baldé e Johnson Owusu, o ganês finaliza para o segundo golo da partida.
Na segunda metade, esperava-se que a Belenenses SAD conseguisse decifrar o código introduzido pelos ´leões da Madeira´ na partida. No entanto, foi o Marítimo que voltou do balneário, ainda com mais vontade de demonstrar eficiência. O domínio foi grande, e aos 76 minutos, Jefferson traduzi-o para o marcador, fazendo o 3-0.
Ainda assim, nem por isso a equipa de Santo António tirou o pé do acelerador e acabou a golear com Jefferson “Kibe”, a marcar quatro, dos cinco golos da equipa da Madeira. Já o Belenenses SAD, na segunda parte, esteve muito aquém do esperado, e apenas consegui fazer ´comichão´, na bola parada, sendo dessa maneira que nasceu o golo solitário de Rafael Tavares, na altura, o 4-1.
Jefferson – São muitos os jogadores que podiam vigorar como “a figura” deste encontro, mas devido ao “poker”, Jefferson “Kibe”, merece o nosso claro destaque. Na primeira parte, esteve muito bem a segurar a bola e a dar apoio aos seus colegas, marcando inclusivamente, um golo. Já nos segundos 45 minutos, destruiu completamente os seus adversários, apontando quatro golos que deliciou, certamente, Milton Mendes, treinador interino da equipa principal, que esteve na bancada a assistir à jornada 10, da Liga Revelação.
Uma última palavra para “Kibe”, que com este “poker”, passa a vigorar na lista dos melhores marcadores da competição com sete golos em três jogos.
Luís Silva – Central e capitão da Belenenses SAD, foi talvez um dos piores em campo. Pela responsabilidade que tinha, podia e devia ter feito melhor, contudo ninguém naquela defesa esteve no seu melhor. Todavia, foi de um erro do defesa de 21 anos, que surgiu o primeiro golo do encontro, sendo a partir desse momento, que a formação de Belém, descompensou definitivamente.
ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO
Os madeirenses entraram em jogo com um surpreendente 3-4-3, com o australiano Dylan Collard a aparecer no trio defensivo. A jogar com três homens atrás, havia a possibilidade de os alas subirem mais vezes no terreno, e foi isso que aconteceu. Johnson Owusu e Carlos Tovar, deram muita consistência aos corredores do Marítimo durante a primeira parte. A jogar em ataque organizado, eram nos centrais que começavam muitas das jogadas, sendo sobretudo na qualidade de passe de Leo Andrade, que a “redondinha” brilhava. A meio-campo, Pedro Pelágio e André Teles formavam o duplo pivot e foram as placas “giratórias”, do ´maior das ilhas´, nos primeiros 45´minutos. Defensivamente, viu-se um Marítimo muito concentrado e agressivo, com e sem bola.
Na segunda metade, nada mudou e o CS Marítimo, manteve o rigor tático e o espírito combativo. Foi um Marítimo dominante, e os três golos marcados na segunda parte é demonstrativo disso mesmo. Como anteriormente referenciado, os ´leões da Madeira´, estiveram irrepreensíveis no aspeto defensivo, onde Leo Andrade teve uma exibição de luxo, não deixando passar uma única bola durante os 90´minutos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Pedro Teixeira (6)
Johnson Owusu (8)
Moisés M. (7)
Dylan Collard (7)
Leo Andrade (8)
Carlos Tovar (6)
André Teles (6)
Pedro Pelágio (7)
Stanley Kanu (6)
Umaro Baldé (6)
Jefferson “Kibe” (9)
SUBS UTILIZADOS
Marcelo Marques (6)
Mike (6)
Miguel Sousa (4)
Francisco França (4)
Nandinho (5)
ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD
No seu habitual 4-2-3-1, a Belenenses SAD, jogou muito na velocidade e consistência do seu extremo esquerdo, Edi Semedo, assim como na qualidade do seu colega, Robinho. Por estes dois homens passaram quase todas as jogadas de perigo da formação da AF Lisboa. No plano defensivo, o quarteto que a componha, pareceu sempre estar algo nervoso e desconcentrado, sendo inclusivamente, de um erro de Luís Silva que nasceu o primeiro golo do Marítimo.
Na segunda parte do encontro, o que se viu foi um Belenenses SAD, desmotivado, e nunca foi capaz de fazer frente a um Marítimo muito bem organizado, por Ludgero de Castro. Nem com a entrada de Zidane Banjaqui, ao intervalo, nem com as substituições que se sucederam, a equipa não foi capaz de criar qualquer tipo de aflição para a baliza, à guarda de Pedro Teixeira.
Quando um jovem se estreia por qualquer equipa que seja, é sempre motivo de notícia e muita especulação. O último dos jovens chega-nos do BVB Dortmund, que tem lugar nesta lista. Em geral, os jogadores que se estreiam com idade precoces acabam por ser associados a craques promissores e a serem comparados a outras grandes estrelas.
O que este ranking nos diz é que a tendência é o atleta não confirmar todo o seu potencial, sendo que outros ainda estão à procura do seu espaço no futebol. Destaque para uma formação italiana, que vais ficar já a conhecer, que parece gostar de lançar jovens. Entre caras mais conhecidas e outras que nos passaram ao lado, que ilações tiras?
A CRÓNICA: GRANDES PENALIDADES DÃO BILHETE DA FINAL AO SL BENFICA
A vila do Luso é, durante este fim de semana, o epicentro do Hóquei em Patins nacional com a festa da Taça 1947. Este sábado, o encontro entre o SL Benfica e a UD Oliveirense abriu as hostilidades das meias-finais da Taça 1947. O jogo precisou de grandes penalidades para decidir o resultado, que terminaram com a vitória do SL Benfica.
O primeiro golo do jogo surgiu pouco depois do apito inicial. Aos dois minutos, Eduard Lamas explorou o remate de longe e foi feliz, inaugurando o marcador. Depois do golo, as duas equipas passaram por um deserto de ideias, com poucas chances de perigo. No entanto, nos últimos minutos da primeira parte, a equipa de Oliveira de Azeméis cresceu em termos qualitativos.
Resultado disso, foi o tento que deu o empate. A UD Oliveirense aproveitou um ataque trabalhado, onde esgotou os 45 segundos e Marc Torrá, na insistência, foi o autor do um igual. Até ao intervalo, ainda houve tempo para o SL Benfica voltar à frente do marcador. O capitão dos lisboetas, Valter Neves, fixou o placard dos primeiros 25 minutos em 2-1.
Depois de o ambiente ter aquecido após um golo anulado à UD Oliveirense, o jogo arrefeceu no regresso dos balneários. Foram precisos 11 minutos para vermos novamente um golo. Valter Neves bisou no encontro e dilatou a vantagem encarnada. Depois de uma fase menos assertiva no encontro, a formação de Oliveira de Azeméis encurtou para 3-2 após um excelente golo de Jordi Bargalló.
Quando o resultado parecia fixado, a UD Oliveirense ainda tinha uma palavra a dizer. Após a conversão de um livre direto, Lucas Martínez empatou o jogo a três bolas e, portanto, era preciso jogar mais dez minutos de prolongamento para decidir quem era o primeiro finalista da Taça 1947.
Depois de dez minutos sem golos, as grandes penalidades decidiram o jogo. Pedro Henriques foi o herói e colocou o SL Benfica na final da competição. Agora, os encarnados esperam o vencedor do encontro entre o Sporting CP e o Tomar para saber quem vai ser o adversário na final.
Valter Neves – O capitão do SL Benfica bisou no encontro e foi o primeiro marcador na lotaria das grandes penalidades. Aos 37 anos, o internacional português continua ao mais alto nível nas quadras nacionais.
Desacerto da UD Oliveirense nas Grandes Penalidades – É ingrato ter de escolher um lado negativo neste belo encontro de Hóquei em Patins. A equipa de Oliveira de Azeméis até esteve na frente, mas duas grandes penalidades falhadas colocaram os encarnados na final da competição.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Os encarnados começaram a ganhar e a dominar, mas, principalmente a meio da primeira parte, passaram por dificuldades. Na segunda parte, depois de estar sempre em vantagem, sofreu o empate com dois golos nos minutos finais.
5 INICIAL E PONTUAÇÕES
Pedro Henriques (7)
Valter Neves (8)
Edu Lamas (6)
Miguel Vieira (6)
Lucas Ordoñez (5)
SUBS UTILIZADOS
Sergi Aragonez (-)
Carlos Nicolia (6)
Diogo Rafael (6)
Danilo Rampulla (5)
ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE
A equipa de Paulo Pereira não entrou bem no encontro. Sofreu um golo cedo e demorou a encontrar a identidade no jogo. Com a entrada de Marc Torrá, a formação de Oliveira de Azeméis cresceu no encontro e criou boas oportunidades de golo. Na segunda parte, estiveram quase sempre em desvantagem, mas chegaram ao empate e obrigaram ao prolongamento.
A movimentação no mercado do Boavista FC nada fazia prever o desfecho que a nona jornada trouxe; a administração axadrezada acertou a rescisão com Vasco Seabra. Miguel Cardoso e Jesualdo Ferreira são os nomes apontados à liderança do plantel do Bessa. No entanto, nesta altura parece que Jesualdo Ferreira é praticamente um nome certo para a liderança da equipa axadrezada.
A vitória caseira frente às águias (3-0) na sexta jornada prometia ser o ponto de viragem, mas seguiram-se mais uma derrota, uma vitória e dois empates – o triunfo, no entanto, foi apenas no prolongamento frente ao FC Vizela (0-1), para a Taça de Portugal.
O maior receio que tracei no final de setembro confirmou-se; à mínima instabilidade e escassez pontual, recai tudo sobre o treinador e o chicote estala com a mesma facilidade e leveza com que Alberth Elis passou por Vertonghen e chapelou Vlachodimos.
É certo que os resutados roçam o paupérrimo; dez partidas oficiais, apenas duas vitórias, cinco empates e três derrotas. 11 golos marcados e 15 sofridos. São resultados muito curtos e um desempenho defensivo demasiado frágil para o plantel que apresenta.
No entanto, não é menos verdade que o plantel é praticamente todo novo, com os jogadores a criarem os primeiros laços de química e entrosamento não só entre si, mas também com o treinador. Não seria também de esperar um arranque possivelmente lento, com alguns dissabores?
🇵🇹 FINAL | Boavista 🆚 Benfica
No fecho da jornada quem apareceu a “jogar (e a marcar) o triplo” foi a pantera, reclamando a 1ª derrota do Benfica na Liga com grande exibição 🔥
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Novos tempos, novas realidades; à falta de público no estádio, a pressão é agora feita nas redes sociais, nas caixas de comentários, onde se pode ler de tudo. Do zero ao 100 em dois comentários. O mais fácil neste momento será apontar mil e uma razões para o insucesso deste “casamento” de Vasco Seabra com as panteras, mas o principal, parece-me, foi a junção de juventude e falta de experiência da quase totalidade do plantel com a do prórpio treinador.
O que é feito do bom e velho “tempo”? Vasco Seabra é despedido com menos de dez partidas disputadas e isso é insuficiente para implementar uma ideia nova de jogo com um plantel remodelado. Sim, porque a ideia de jogo é completamente diferente da que o Boavista FC propõe há anos e talvez aí esteja a chave para uma decisão precoce e pouco ponderada.
Abandonar o grito e a abordagem aos lances como se fossem o último custa à massa adepta e associativa, mas a nova proposta era mais agradável para quem gosta de futebol. Bola no chão, envolvimentos elaborados e jogadores de enorme qualidade técnica entre linhas.
Convém não esquecer que Angel Gomes tem brilhado pela sua qualidade inata, mas também precisamente por causa da proposta de jogo de Vasco Seabra. Peçam-lhe agora para jogar na raça e no choque e vamos ouvir dizer daqui por uns tempos que afinal era um flop…
Contratar Vasco Seabra prometia ser uma aposta na continuidade, num projeto paciente, demorado e, acima de tudo, palneado. A abordagem ao mercado de transferências apontava também para isso, mas estamos em Portugal, o país à beira mar plantado que espera resultados do dia para a noite. Ao mesmo tempo, é o país que está sempre pronto para bater os recordes de treinadores despedidos ccom poucos meses de trabalho.
Este despedimento diz mais da qualidade do dirigismo português do que da qualidade do Vasco ou do plantel axadrezado. Ombrear com os grandes também exige que se pense comc tal. Veremos o que o futuro reserva a este Boavista FC nesta temporada desportiva.
O mote tinha sido dado por Rúben Amorim depois do tropeção do Sporting em Famalicão, e os jogadores ouviram bem a mensagem: num claro rugido de revolta, o Leão foi demasiado letal e venceu por 3-0 um Castor em claras dificuldades durante todo o encontro, garantido a passagem à próxima eliminatória da Taça. É caso para dizer: “Onde vai um Leão, vão todos em busca de chegar ao Jamor”…
O Sporting entrou com a clara intenção de marcar logo nos primeiros minutos, pressionando altamente o Paços que, ao contrário do que se verificou na Luz, não estava a conseguir impor o seu jogo e sair a jogar. O primeiro lance de perigo surgiu aos 11 minutos pelos pés do espanhol Pedro Porro que se livrou da marcação de três defensores pacenses com uma bela finta de corpo e rematou para uma defesa difícil de Jordi Martins. Três minutos depois, seria o capitão Coates a estar perto de marcar na sequência de um canto, contudo o desejo de celebrar acabou por não se concretizar.
As duas ocasiões para o lado da casa não abalaram o conjunto visitante que conseguiu estabilizar o seu jogo a partir do minuto 20, mas a vontade verde e branca de continuar o caminho até ao Jamor falou mais alto: minuto 27, o cabeceamento de Nuno Santos deixou Tiago Tomás na cara de Jordi, e o avançado não desperdiçou a oportunidade para inaugurar o marcador em Alvalade. O golo marcado veio tranquilizar o Sporting, embora a procura por mais golos não fazia abrandar o ritmo, sobretudo o lado esquerdo formado pela dupla N (Nuno Mendes e Nuno Santos) que estavam em grande plano de evidência até ao momento.
Pela primeira vez titular, Bruno Tabata também estava a exibir-se bem e podia ter celebrado esse facto com um golo à passagem do minuto 41 após uma bela jogada coletiva, só que, em zona de tiro, o seu remate saiu muito por cima. O brasileiro deve ter visto o filme “Déjà Vu” do já falecido realizador britânico Tony Scott, pois voltou a ter um lance (um pouco) idêntico, mas desta vez acabou por dar em golo: após um bom trabalho de Tiago Tomás, o número sete recebeu a bola e atirou em arco para um belíssimo tento que aumentou a diferença para dois golos mesmo antes do descanso.
Bastante descontente com a exibição na primeira parte, Pepa lançou no reatamento da partida Uilton Silva e Mohamed Diaby para os lugares de Hélder Ferreira e Bruno Costa respetivamente. Os visitantes tentaram esboçar uma reação e conseguiram até encostar o Sporting à sua área, trazendo maior interesse a um jogo que já estava bem encaminhado para a turma de Alvalade. A boa intenção forasteira não se estava a traduzir em oportunidades, sendo que o único lance digno de registo foi o livre frontal de Martín Calderón que não causou perigo a Adán ao minuto 62.
Como já estamos habituados à velha máxima “Quem não marca, sofre”, foi sem supresa que apareceu o terceiro: livre batido na perfeição por João Mário para a cabeça de João Palhinha que se estreou a marcar nesta temporada e aumentou a diferença no marcador aos 64’. O alcance do 3-0 permitiu ao técnico Emanuel Ferro fazer mudanças para poupar alguns jogadores como João Mário, e fez entrar Matheus Nunes e Sporar para o que faltava disputar da partida. De seguida, assistiu-se a um pequeno festival de desacerto da dupla atacante entretanto formada por Tiago Tomás e Sporar, o que impediu o aparecimento do quarto golo em quatros lances praticamente seguidos uns dos outros (68’, 71’, 76’ e 83’).
O tempo correu a passos largos para o fim, e, até se ouvir o apito do árbitro para o final do jogo, não aconteceu mais nada que fosse importante registar, a não ser o facto do Sporting garantir a passagem à eliminatória seguinte da “Prova Rainha”. Um triunfo claro e sem grandes motivos de discussão, em que o discurso aguerrido de Rúben Amorim uniu os jogadores para que mostrassem uma face distinta daquela exibida em Famalicão. Onde vai um Leão, vão todos e a ambição em garantir a presença no Jamor fez a diferença na partida em Alvalade.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Tiago Tomás – O regresso à titularidade do jovem avançado leonino foi em grande: desde o triunfo frente ao CD Tondela que o número 19 não começava de início, e aposta foi acertada. Abriu o marcador e assistiu para o 2-0, mostrou sempre disposição para dar uma solução para o jogo leonino ofensivo progredir. Não fosse o desacerto na segunda parte e Tiago Tomás poderia ter festejado por mais vezes no jogo de hoje.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Bruno Costa – O número dez dos pacenses até tem sido um dos grandes destaques neste excelente início de época da equipa da Cidade do Móvel. Contudo, o médio passou totalmente do jogo, não conseguindo ter bola e isso acabou por ser um dos grandes motivos para o Paços não ter criado qualquer lance de perigo na primeira parte. Foi sem surpresa que acabou por ficar no balneário, tendo sido rendido por Diaby no reatamento da partida.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Após o tropeção em Famalicão, o Sporting pretendia dar uma resposta em grande na eliminatória da Taça de Portugal. Rúben Amorim fez três mudanças face ao jogo anterior: regresso de Nuno Mendes recuperado de lesão, Tabata rendeu o castigado Pedro Gonçalves e Tiago Tomás voltou a ser titular, ocupando o lugar de Sporar. O 3-5-2 leonino continua a mostrar grande qualidade e excelente dinâmica ofensiva, daí que a passagem à próxima eliminatória da Taça nunca tenha estado em verdadeiro perigo.
No primeiro tempo, a dupla N (Nuno Mendes e Nuno Santos) estiveram a todo o vapor no lado esquerdo, sendo que as boas jogadas foram criadas neste flanco. Os dois golos apontados antes do intervalo vieram dar justiça ao resultado que premiava uma exibição positiva até ao descanso. O início da segunda parte pressionante do Paços ainda deixou o Leão em aviso para não relaxar, só que o golo de Palhinha selou completamente a vitória verde e branca. Ainda se assistiu a uma sequência de falhanços de Tiago Tomás e Sporar que impediram o avolumar do marcador.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
António Adán (6)
Pedro Porro (6)
Zouhair Feddal (6)
Sebastián Coates (6)
Luís Neto (6)
Nuno Mendes (7)
João Palhinha (6)
João Mário (6)
Bruno Tabata (7)
Nuno Santos (6)
Tiago Tomás (8)
SUBS UTILIZADOS
Antunes (5)
Matheus Nunes (5)
Andraz Sporar (5)
Gonzalo Plata (-)
Gonçalo Inácio (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA
Depois da boa exibição conseguida contra o SL Benfica, o conjunto pacense apresentou-se na Luz no seu típico 4-4-3 com três alterações face à última partida: Marco Baixinho, Luiz Carlos e João Amaral foram titulares no encontro da Taça de Portugal. A forma como o Paços jogou fazia prever um jogo disputado em Alvalade, mas as previsões iniciais saíram totalmente erradas…
Talvez algum desgaste da partida na Luz, os comandados de Pepa não evidenciaram a postura irreverente e aguerrida e sentiram grandes dificuldades para criar lances de perigo a Adán. O não aparecimento de Stephen Eustáquio e Bruno Costa pode muito bem explicar esta exibição mais pálida durante os primeiros 45 minutos. O descanso fez bem aos castores que entraram com vontade de reagir à desvantagem no marcador e até conseguiu encostar o Sporting à sua área, mas o golo de Palhinha travou essa tentativa de reação. Um jogo que Pepa quererá rapidamente esquecer certamente.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Jordi Martins (5)
Fernando Fonseca (5)
Hélder Baixinho (4)
Marcelo (4)
Oleg (5)
Luiz Carlos (4)
Bruno Costa (3)
Stephen Eustáquio (4)
João Amaral (5)
Hélder Ferreira (4)
Douglas Tanque (4)
SUBS UTILIZADOS
Uilton Silva (4)
Mohamed Diaby (4)
Martín Calderón (4)
Adriano Castanheira (4)
João Pedro (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Sporting CP
BnR: Focando na exibição de Tiago Tomás, a equipa técnica sente que ele rende mais como a referência do ataque leonino ou a atuar como ala?
Emanuel Ferro: Cada jogo é um jogo, e a estratégia que procuramos implementar é em função dessas caraterísticas e o rendimento de um jogador numa ou outra posição depende muito disso. O Tiago (Tomás) é um avançado que, no nosso modelo, as suas caraterísticas podem funcionar como ponta de lança ou jogando mais a ala, e sentimos que tendo essa polivalência em duas posições ofensivas, a sua contribuição pode ser mais produtiva, em função também dos momentos do jogo. Inclusive já jogou na direita em alguns períodos de jogos anteriores porque o nosso modelo também o permite, e sobretudo a identificação dos jogadores com o mesmo acaba por facilitar a sua integração em diferentes posições.
FC Paços de Ferreira
BnR: Em relação ao jogo na Luz, o Paços de Ferreira sentiu algumas dificuldades para sair a jogar durante o primeiro tempo. Sente que isso foi um dos motivos que explicam a derrota de hoje? E o que disse aos seus jogadores no descanso para mostrarem uma postura mais aguerrida no início da segunda parte?
Pepa: Pagamos muito caro esta frequência de jogos, e, na verdade, já na primeira parte sentimos um desgaste emocional fora do normal. Muita precipitação com bola, não estávamos a conseguir encurtar as segundas bolas, o Sporting conseguia ligar dentro para depois procurar a profundidade com a bola descoberta de uma forma constante e a verdade é que na primeira parte estivemos irreconhecíveis. Sabíamos da dificuldade da sequência de jogos – Benfica, Sporting e Porto na quarta -, mas tínhamos de estar ao nosso melhor nível não só em termos físicos, e, quando digo físicos, advém muita coisa.
A concentração num jogo tem um desgaste tremendo: o facto de ter de estar ligado e concentrado o jogo todo, encurtar espaços e coberturas, e nós sentimos rapidamente desde a primeira parte que isso não estava a acontecer. E quando assim é, encontramos um Sporting que está muito bem e a atravessar uma fase tremenda. Quando não estamos ao nosso melhor nível, torna-se praticamente impossível discutir o jogo e assim foi na primeira parte, em que o jogo ficou praticamente arrumado. No segundo tempo, tentámos reagir, mas mais uma vez sem o discernimento normal, embora fizemos de tudo para fazer um golo e voltar à discussão do resultado, mas sem sucesso.
A CRÓNICA: REGRESSO EM PESO DA EQUIPA DO FC PORTO DITA MAIS UMA VITÓRIA
Quase um mês exato depois do último jogo oficial, a equipa do FC Porto recebeu, no Dragão Arena, a UD Oliveirense num jogo que se previa renhido. Dado o tempo que os dragões levavam sem competir, dado um surto de COVID-19, e a qualidade já reconhecida da equipa de Oliveira de Azeméis, era esperado um encontro bastante equilibrado que podia pender para qualquer um dos lados.
No entanto, a turma de Moncho López quis contrariar as probabilidades e mostrou que ter estado sem jogar não foi impedimento para vencer pela sétima vez consecutiva para o campeonato. A equipa do FC Porto entrou muito forte, também a contar com o regresso de Tanner McGrew mais de um ano depois, e também bastante certeira no encontro.
Apesar da diferença pontual entre ambas as equipas não ter ultrapassado os dez pontos no primeiro período da partida, era notório que os dragões estavam bem alinhados no encontro face a alguma desorganização defensiva da UD Oliveirense. Os primeiros dez minutos do encontro ditaram um 23-18, a favor da equipa da casa.
O segundo quarto transpareceu o mesmo que o primeiro, poucas diferenças se sentiram. A equipa de Norberto Alves começou a apostar em jogadas a nível do contra-ataque e, quando este não era possível, a preferência pelo jogo interior fazia a diferença. Os visitantes conseguiram aproximar-se dos azuis e brancos, estando apenas em desvantagem por três pontos, mas o intervalo chegou e o marcador anunciava um 48-36 favorável ao FC Porto.
Após o descanso, a formação portista tomou pleno controlo do jogo até ao final. Apesar de um terceiro período mais tremido em termos de parcial das equipas (20-18) e a saída forçada de Max Landis por lesão, o FC Porto quase não deu hipótese à UD Oliveirense, dada a exibição dos restantes jogadores de Moncho López.
Os dragões permaneceram sempre em vantagem no encontro e, à medida que os minutos passavam, o resultado estava cada vez mais fechado. O FC Porto venceu a UD Oliveirense, com uma vantagem de 25 pontos, terminando a partida num 97-72 e permanecendo invencível na Liga.
FC Porto – Toda a equipa dos dragões, desde o cinco inicial a todos aqueles que entraram para render na quadra, foram imprescindíveis para a exibição e o resultado obtido pelo FC Porto. Depois de não competir oficialmente há um mês, a equipa mostrou que esse fator não foi impedimento para a grande exibição coletiva que demonstraram.
Lesão de Max Landis – Após um lançamento na passada, já a dois minutos do final do terceiro período, Max Landis encontrou Feliciano Perez no caminho e, ao finalizar a jogada, acabou por apoiar mal o pé direito no solo. Max Landis é, indiscutivelmente, um dos jogadores mais influentes da equipa do FC Porto e a sua lesão podia ter tido outro tipo de repercussões na maneira de jogar da formação de Moncho López.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Moncho López entrou no jogo com o melhor cinco que tinha à sua disponibilidade, dados os constrangimentos que o último mês impôs à equipa. A sorte foi aliada da pontaria dos jogadores, essa que não faltou.
O FC Porto, quando em transições defensivas, marcava em todo o campo e com marcação cerrada homem a homem, trocando bastantes vezes de jogador quando eram necessários bloqueios defensivos. A nível de transições ofensivas, os dragões aproveitavam algumas distrações na defesa da equipa de Oliveira de Azeméis, e optavam bastante pelas jogadores interiores, quer “eurosteps” quer lançamentos mais curtos e à tabela. Quanto estes não eram possíveis, Brad Tinsley era o homem de serviço da linha de três pontos.
5 INICIAL E PONTUAÇÕES
Larry Gordon (8)
Max Landis (7)
Miguel Queiroz (6)
Brad Tinsley (7)
Vlad Voytso (5)
SUBS UTILIZADOS
Eric Anderson Jr. (7)
Pedro Pinto (6)
Tanner McGrew (6)
Francisco Amarante (5)
João Torrie (6)
João Soares (7)
Ricardo Neves (6)
ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE
Norberto Alves escolheu o mesmo cinco inicial do último encontro que disputaram frente ao Barreirense e o seu estilo de jogo também permaneceu o mesmo.
Apesar de algumas distrações, a UD Oliveirense recorreu à marcação individual quando necessitava de defender. Poucas trocas eram efetuadas, o que tornou a defesa algo “estática”, mas a igualdade de alturas entre os jogadores de ambas as equipas acabou por ser um fator determinante para essas trocas defensivas não acontecerem.
Nas transições ofensivas, a equipa de Oliveira de Azeméis optava, sempre que possível pelo contra-ataque. Alguns dos jogadores da equipa conseguiam aproveitar a velocidade e a confusão na defesa portista para tirar partido no marcador. Quando o contra-ataque não era possível, Norberto Alves escolhia utilizar o jogo interior da equipa. A utilização de passes rápidos ou de jogadas estudadas foram, muitas vezes, aliadas da UD Oliveirense. Foram consistentes nesses estilos de jogo e também na pontuação (a equipa conseguiu concretizar 18 pontos certos nos quatro períodos do encontro).
A CRÓNICA: LÁ VAI UM, LÁ VÃO DOIS… TRÊS JOGOS A GANHAR
Podíamos estar a falar das pombinhas da Catrina, mas é a Académica quem está a voar na Liga Portuguesa de Basquetebol. A equipa de Coimbra arrecadou a terceira vitória consecutiva frente ao CAB Madeira e parece ter-se encontrado consistentemente com os bons resultados.
Num fim de semana de jornada dupla, o Pavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia recebeu um duelo entre duas equipas envolvidas na mesma luta, o que se notou na intensidade imposta por ambas. De um lado, com duas vitórias consecutivas e a viver o melhor momento da temporada, a Académica, do outro, a tentar reerguer-se do desaire frente ao Imortal, o CAB Madeira.
O primeiro quarto teve sinal mais do CAB. Um ataque agressivo e uma defesa que apanhou a Académica desprevenida foram os fatores que levaram a este bom início. Ivo Rego, técnico da casa, parou o jogo cedo para travar o ímpeto dos visitantes. E assim foi, a Académica melhorou, mas foi o CAB a sair na frente do primeiro período com uma vantagem de 22-21.
Relvão, vindo do banco, e McCoy foram os responsáveis pelo melhor rendimento da Académica no segundo quarto. O primeiro trouxe maior domínio nas zonas interiores e o segundo assumiu as despesas ofensivas da equipa. No entanto, os triplos de Kolstad mantiveram o jogo favorável aos madeirenses. O resultado ao intervalo era de 41-34 para os visitantes.
Para quem queria recuperar de um resultado negativo, a Académica cometeu muitos turnovers no início do segundo tempo. Depois, apareceu Diogo Gameiro de mão quente e a pautar com elegância o jogo da equipa orientada por João Paulo Silva. Num período de altos e baixos, os insulares pareciam ter tudo para fechar o jogo, mas não foi assim. A Académica subiu a defesa para campo todo e conseguiu vários roubos que deram pontos fáceis. Ainda assim, continuava o CAB na frente por 59-55.
A decisão do vencedor ficou assim guardada para o fim. A Académica deu continuidade ao seu bom momento e o CAB perdeu-se no jogo. Completamente galvanizados, os estudantes empenharam-se como nunca na partida e levaram de vencida o seu adversário. A equipa da Madeira teve o jogo na mão, mas deixou-o fugir. O resultado final foi 77-68.
A Académica permanece na senda dos bons resultados e marca posição frente a um adversário direto na luta pelos playoffs. No entanto, não é tempo para descansar. A Académica tem encontro marcado, no domingo, no Algarve (e não é para férias), onde vai jogar frente ao Imortal. O CAB tem que se despachar a fazer as malas e regressar à Madeira, onde, no mesmo dia, vai defrontar o Vitória SC.
Robert McCoy – Os 31 pontos que marcou valeram-lhe o título de melhor marcador do jogo. Foi o mais regular em toda a partida. Mesmo quando a Briosa esteve mal, foi ele a dar o sinal mais e contribuiu muito para a vitória final. Muito eficiente nos triplos (quatro concretizados em cinco tentados) e muito atlético para ajustar os seus tiros perto do cesto quando tinha jogadores mais altos à sua frente. Excelente exibição.
O FORA DE JOGO
“The name of the game is to live everyday.
To change both your future; and constantly improve your present.” Blessed to say that I have agreed to play for Associação Académica de Coimbra in the LPB 🇵🇹 Portugal’s Top League #WhatElse#Year1#wetheonespic.twitter.com/i6BBBz8o6O
Ashford Golden– Demasiada desinspiração. Incapaz de desequilibrar através do tiro exterior, não encontrou outra arma para ser influente. Na defesa, ficou constantemente preso nos bloqueios dos adversários e foi demasiado soft.
ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA AAC
Correr, correr, correr. Foi muito por aí que passou o plano de jogo da Briosa. Dois motivos para isso: não deixar a defesa zona do CAB ser montada e dificultar a vida na recuperação defensiva aos jogadores mais pesados e mais lentos do CAB, nomeadamente os lituanos Grabauskas e Gydra. Para atacar essa mesma zona, a equipa tentou promover passes rápidos pelos seus jogadores para tentar desmontar a estratégia do adversário.
No seu meio-campo, os estudantes ressentiram-se da ausência de Josh McNair e passaram mal na defesa do jogo interior. Para tentar contrariar as adversidades, o treinador da Académica também experimentou a defesa zona 2/3. Ainda assim, foi mesmo com a defesa a campo inteiro que foi buscar o jogo.
5 INICIAL E PONTUAÇÕES
Malcolm Richardson (5)
Ashford Golden (4)
Robert McCoy (8)
Krassimir Pereira (5)
Bakary Konate (5)
SUBS UTILIZADOS
Paulo Caldeira (6)
André Mendes (6)
Nuno Brito (-)
Daniel Relvão (5)
ANÁLISE TÁTICA – CAB MADEIRA
O CAB iniciou o jogo a tentar surpreender com uma defesa zona 2/3 que sortiu efeitos logo à partida, obrigando a Académica a adaptar-se. Em alguns momentos, também defendeu a campo inteiro e fez uso da defesa homem a homem, o que revela a panóplia de soluções da equipa para tentar parar o ataque adversário.
No ataque, os centímetros a mais que a equipa tem relativamente ao adversário foram bem explorados em alguns momentos. O CAB carregou dentro e levou vantagem nas áreas próximas do cesto. Foi uma paciente e conseguiu encontrar bons lançamentos para os seus jogadores. No final, a equipa pode ter-se ressentido do banco pouco profundo.