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FC Porto| Objetivo cumprido, agora resta sonhar na Liga dos Campeões

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Terminou mais uma frase de grupos da Liga dos Campeões, referente à temporada 2021/2021, onde o FC Porto foi o único clube a representar Portugal na mais importante competições a nível europeu de clubes.

Num período, em que os azuis e brancos vivem tempos conturbados financeiros, esta fase da prova rainha do futebol é crucial para dar uma “lufada de ar fresco”, já que os prémios monetários, consequentes de uma vitória ou de um passo em frente na competição são muito vantajosos. Algo que os dragões cumpriram com distinção, uma vez que terminaram o seu grupo no 2º lugar, só atrás do Manchester City FC, com 4 vitórias, frente aos seus opositores pelo segundo posto, ou seja, contra o Olympique Marseille e o PAE Olympiacos Piraeus.

Por conseguinte, não só os cofres da sad portista agradeceram, pois já contabilizam mais de 60 milhões de euros, ajudou Portugal a manter o 6º lugar no ranking de clubes, o que significa que há mais vagas de acesso à Liga dos Campeões e por último, o FC Porto alcançou o número de vitórias do SL Benfica na competição, o que ajuda a reforçar cada vez mais o seu estatuto a nível europeu.

Atendendo, ao panorama do futebol, há uma clara diferença das equipas da big-5 para todos os outros campeonatos, fruto da competitividade dessas mesmas provas internas, assim como o poder financeiro que os maiores clubes dessas ligas possuem. Deste modo, atualmente, o mínimo que se pode pedir a uma formação portuguesa, que participe na Liga dos Campeões, é alcançar os oitavos-finais, algo que o FC Porto cumpriu com distinção, como tem sido apanágio, já que é a 16º vez que os portistas, desde a viragem do século.

Agora, é momento de assistir ao sorteio no sofá e ver qual é a fava que calha, porque os possíveis adversários são de um grau de elevada dificuldade. Só para dá a entender bem a potência dos denominados “cabeça de série”, apenas aqueles que possam calhar ao FC Porto, pertencem a esse grupo o Bayern Munique FC, Real Madrid CF, Liverpool FC, Chelsea FC,V. Dortmund, Juventus FC e Paris Saint Germain FC.

 Na verdade, as probabilidades da equipa portuguesa avançar em frente na Liga dos Campeões são muito diminutas, há que ser realistas. Só duas noites muito boas do FC Porto é que podem dar o bilhete de passagem aos quartos-finais, é preciso de realçar que os dragões são a formação com menor valor de mercado de todos os participantes, nesta fase mais avançada. Ainda assim, podemos dividir o elenco da “cabeça de série” em dois, ou seja, nas equipas extremamente proibidas e por outro lado, nos conjuntos que são mais “favoráveis”. Com isto, equipas como o Bayern Munique FC, Liverpool FC, Paris Saint Germain FC e Juventus FC são de evitar de qualquer maneira, não só pela valia coletiva, mas acima de tudo pelas individualidades que compõem os seus planteis e temos aqui dos candidatos mais sérios a vencer a competição.

No outro lado da parelha, coloca-se o Chelsea FC, B. Dortmund e Real Madrid CF. Neste âmbito, pode parecer estranho colocar aqui o colosso espanhol, mas a verdade é que a formação orientada por Zidane, desde a saída de Cristiano Ronaldo, ainda não parece ter-se encontrado verdadeiramente, oscilando entre bons e maus momentos, como a fase de grupos demonstrou, pelo que os portistas poderão vencer cara a eliminatória.

Por fim, o FC Porto já fez a sua parte e agora é momento de desfrutar da qualidade do embate que irá ter. Porém, o “ADN portista” fará com que os portistas deem o máximo e, até ao presente, sonhar ainda não paga imposto, por isso o sonho continua e em fevereiro a história continuará.

Académico de Viseu FC 3-0 Académica OAF: “Chuva de golos” apura viseenses

O RESCALDO: JOGO DE SENTIDO ÚNICO COM VENCEDOR JUSTO

Uma tarde chuvosa em Viseu foi palco de um duelo entre emblemas da zona centro na Taça de Portugal. O Académico de Viseu FC recebeu a Académica OAF em jogo a contar para a quarta eliminatória da “Prova Rainha”, defrontando-se o pior ataque (o dos viseenses) e a melhor defesa (a dos conimbricenses) da Segunda Liga.

O jogo começou equilibrado, com um ligeiro ascendente para o lado dos homens de Coimbra, mas sem que conseguissem criar oportunidades de grande perigo para a baliza adversária. Quem criou perigo e concretizou de pronto foram mesmo os homens da casa: na sequência de um pontapé de canto, cobrado por Yuri Araújo, Pica surgiu isolado ao primeiro poste e bateu Daniel Azevedo com um cabeceamento potente. Estava feito o 1-0 ao minuto 21.

Os viseenses não abrandaram e, apenas dois minutos depois, Paul Ayongo aumentou a vantagem dos homens da casa, colocando o resultado em 2-0 na sequência de uma carambola à entrada da área da Académica. Os pupilos de Rui Borges passavam por uma fase de grande nervosismo e qualquer investida do Académico de Viseu dava origem a um lance de perigo.

Já na segunda parte, e com o relvado muito pesado e com cada vez mais falhas na relva, o jogo tornou-se ainda mais direto e com recurso a passes longos, em detrimento do jogo rasteiro e curto. Todavia, foi através de uma bela jogada de construção que os viseenses fizeram o terceiro na partida: Luisinho lançou Jorge Miguel, que cruzou rasteiro para a entrada da área, onde apareceu Paul Ayongo para rematar forte e sem hipótese para Daniel Azevedo. Estava feito o “bis” do avançado academista, ao minuto 65.

Num jogo de sentido único, o Académico de Viseu conseguiu vencer o “derby” da zona centro e segue assim para os oitavos de final da Taça de Portugal. Já do lado da Académica, a exibição terá deixado Rui Borges desagradado e, acima de tudo, apreensivo, uma vez que os seus pupilos mostraram imensas fragilidades, sobretudo defensivas.

 

A FIGURA

Publicado por Académico de Viseu Futebol Clube em Domingo, 22 de novembro de 2020

 

João Pica – O capitão da equipa viseense esteve imperial durante todo o encontro, sobretudo no jogo aéreo. Para além do golo inaugural, não deu qualquer hipótese aos homens do ataque adversário, amealhando cortes fulcrais e dando segurança a toda a equipa. Um verdadeiro líder.

O FORA DE JOGO

Académica OAF – Um jogo muito pobre dos “estudantes”. A desconcentração foi a palavra de ordem na defesa da “Briosa”, enquanto que o momento ofensivo foi sempre bastante errático e com clara falta de ideias. Um dos candidatos à subida de divisão cai com estrondo na quarta eliminatória da Taça de Portugal.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC

Alternando entre 4-4-2, a defender, e 4-3-3, a atacar, os viseenses criaram muito perigo junto da baliza adversária, sobretudo durante o primeiro tempo. Aproveitando o nervosismo e aparente desconcentração dos jogadores da Académica, a linha avançada composta por Yuri (substituído por Luisinho, devido a lesão), João Vasco e Paul Ayongo foi constantemente chamada a explorar as costas da defesa adversária. Mais atrás, destaque para a sólida exibição da dupla de centrais dos academistas: João Pica e Félix Mathaus. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Fernandes (6)

Tiago Mesquita (6)

João Pica (7)

Félix Mathaus (6)

Jorge Miguel (6)

Kelvin Medina (6)

Paná (6)

Fernando Ferreira (6)

João Vasco (6)

Yuri Araújo (6)

Paul Ayongo (7)

SUBS UTILIZADOS

Luisinho (6)

Diogo Santos (5)

André Carvalhas (5)

Anthony Carter (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

Dispostos no habitual 4-3-3 de Rui Borges, a “Briosa” não entrou no jogo com o discernimento que lhe tem sido tão característico nesta temporada. Com uma linha recuada muito alterada, por força de uma onda de lesões, os conimbricenses “tremeram” muito nesse setor e permitiram a criação das oportunidades adversárias. A atacar, a falta de ideias foi evidente, justificando a falta de golos dos “estudantes”. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Azevedo (5)

Fabiano (5)

Rafael Vieira (4)

Ricardo Dias (5)

Fábio Vianna (4)

Ricardo Guima (5)

Fabinho (5)

Mimito Biai (6)

João Traquina (5)

João Mário (5)

Mohamed Bouldini (5)

SUBS UTILIZADOS

Leandro Sanca (5)

Mike (5)

Filipe Chaby (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

ACADÉMICO DE VISEU FC

BnR: João Vasco teve uma ótima exibição hoje, apesar de não estar a atuar numa posição que lhe é 100% natural. Pretende continuar a apostar nele e a colocá-lo na ala?

Pedro Duarte: O João Vasco tem feito um trabalho que nos tem agradado. Ele pode jogar em qualquer posição do ataque, tem vindo a responder bem e, por isso, tem tido mais oportunidades. Contudo, quem ganha e merece as oportunidades são os jogadores, fruto do trabalho deles.

ACADÉMICA OAF

BnR: Ricardo Dias apareceu fora de posição. Sente que o meio-campo ficou mais fragilizado por isso e, por outro lado, os outros homens do meio não se sentiram tão confortáveis no durante o jogo?

Rui Borges: O Mimito ou o Guima não têm as características do Dias. Mas penso que não é muito por aí, porque o Académico de Viseu não nos criou perigo. Foi mais falta de competência nossa, sobretudo nas bolas paradas. As situações de jogo onde falhámos estão identificadas, vamos trabalhar e seguir o nosso bom trajeto no campeonato.

O Ténis Português em 2020

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Há já algum tempo que a principal, e muitas vezes única, bandeira do ténis português a nível mundial tem sido João Sousa que teve uma época para esquecer. Em contraciclo, Pedro Sousa teve uma época de clara afirmação no panorama mundial onde chegou, pela primeira, a uma final ATP. A nível ITF, Nuno Borges foi o principal destaque com exibições e resultados de encher o olho.

Esta temporada de 2020, por estas razões, acabou por ter um sentimento agridoce para o ténis português. Foi bom termos visto bastantes jovens, e não tão jovens, a jogar bom ténis e a tentar cimentar as suas posições no ranking, correndo o risco de ser injusto, jogadores como Pedro Sousa, Nuno Borges, Frederico Silva, Gastão Elias e, até, Pedro Araújo abriram-nos, decerto, o apetite para os ver jogar em 2021.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ténis

Sporting CP x FC Paços de Ferreira | Os 3 melhores confrontos

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Na próxima sexta-feira, o Sporting CP recebe o FC Paços de Ferreira, em jogo a contar para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal. Leões e castores já se defrontaram por 47 vezes, com o clube de Alvalade a somar 31 vitórias, sete empates e duas derrotas.

A PROVA RAINHA VOLTA COM UM EMBATE ENTRE LEÕES E CASTORES. QUEM VAI CONTINUAR A SONHAR COM O JAMOR? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Na Taça de Portugal, a listada verde e branca apenas por uma ocasião defrontou o FC Paços de Ferreira, na temporada 2010/2011, vencendo por 1-0 com o golo a ser apontado por Yannick Djaló. Na Taça da Liga, os leões venceram os castores, nos três jogos disputados.

A Taça de Portugal é um dos objetivos da presente temporada. A equipa leonina terá de vencer os pacenses para poder continuar a sua caminhada, rumo ao Jamor.

O Ciclismo e (mais) uma aberração olímpica

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Apaixonei-me definitivamente pelo Ciclismo no Tour de 2008. Com os comboios de Cavendish, com a abnegação dos trepadores da CSC. Apaixonei-me pelo Ciclismo como desporto de equipa, em que o amparo de um bom gregário vale mais que a potência de uma pedalada.

Paralelamente, sempre fui um admirador dos Jogos Olímpicos. A ideia de juntar no mesmo local e num curto espaço de tempo os melhores dos mais variados desportos encanta-me e não tenho dúvidas que inspirará milhões por todo o mundo e que tem uma contribuição muito positiva para a criação de uma sociedade mais eclética.

Contudo, o apreço pelo Ciclismo nos Jogos Olímpicos não é o mesmo, especialmente em anos recentes. Já aqui neste espaço critiquei algumas das decisões tomadas pela UCI e o IOC, especialmente quanto ao que a Pista diz respeito, mas uma nova alteração anunciada para 2024 obriga-me a voltar ao tema.

A UCI anunciou que, a partir de Paris 2024, haverá paridade entre homens e mulheres em todas as competições. Dito assim, não há como não ficar satisfeito, o problema é quando lemos as letras pequenas da decisão e percebemos que as provas de fundo de estrada terão apenas 90 atletas cada.

Ora, estes números só se atingem através de dois métodos: poucas nações ou poucos ciclistas por equipa. Qualquer das soluções é problemática. Ou deixamos de fora ciclistas de nações menos expressivas na modalidade, contribuindo para que estas continuem sem oportunidades de evoluir ou diminuimos o número de ciclistas por equipa, criando uma corrida caótica e quase individual em que a sorte passa a ser crucial para triunfar.

Efetivamente, este último já estava à vista há algum tempo nas Olímpiadas e desvirtua por completo a prova de fundo, de um modo tal que retira credibilidade ao vencedor e torna o título de ‘Campeão Olímpico’ como algo menos respeitado que aquilo que a história e tradição dos Jogos deveria impor. E, se, em provas com percursos mais acidentados como no Rio de Janeiro, ainda há algumas formas de contornar esta realidade, edições mais planas prestam-se a cenários dignos de amadores, como Londres 2012 bem exemplificou.

Para os que – como eu – admiram o esforço de equipa e se entusiasmam com um golpe tático bem montado, estas alterações colocam os Jogos Olímpicos como adversário do bom nome do Ciclismo, porque lhe fazem a derradeira ofensa, tratá-lo como algo que não é.

Na verdade, sob o disfarce do rótulo da igualdade tenta abafar-se o facto de à prova feminina se dar um aumento que continua a ser, claramente, insufuciente e avança-se mais um pouco na degradação da prova masculina.

Querer considerar como uma prova de excelência uma competição com menos 100 atletas à partida é anedótico para qualquer pessoa que tenha o mínimo de noção sobre Ciclismo. Mais, querer correr uma das provas mais longas do calendário com este número de Ciclistas é um atentado à modalidade.

Para haver igualdade é preciso piorar ainda mais a prova masculina? Para haver igualdade é preciso condenar a prova feminina a nunca se realizar com um número decente de competidoras? A resposta a ambas as perguntas é não, mas seria preciso, isso sim, decisores com bom senso e sem medo de fazer frente ao IOC.

A igualdade de pouco serve se for para ficarem todos mal, mas, a que da UCI venham mais chavões que propostas com impacto positivo no Ciclismo, já estamos habituados.

Foto de Capa: UCI

 

SC Braga 2-0 FK Zorya: Passagem à próxima eliminatória oficialmente confirmada

A CRÓNICA: BASTOU A EXIBIÇÃO DO SC BRAGA QUE A VITÓRIA APARECERIA

Mais um jogo europeu no Estádio Municipal de Braga e, desta vez, o último da fase de grupos da Liga Europa. O SC Braga recebeu, em sua casa, o FK Zorya, em encontro para decidir em que lugar os minhotos passariam à próxima eliminatória da competição.

Sentia-se um clima frio no ar, mas um jogo bastante quente como o esperado. A primeira oportunidade flagrante de golo na partida teve lugar logo nos três minutos iniciais, onde o estreante Zé Carlos, jovem jogador da formação da equipa minhota, desperdiçou um golo quando, na sua frente, nem Shevchenko tinha dada a confusão que se instalou na área após uma jogada do Braga. Zé Carlos rematou em carga e a bola passou por cima da trave da baliza dos visitantes.

A primeira parte demonstrou bastante equilíbrio na forma de jogar de ambas as equipas, mas a capacidade de decisão e a criação de oportunidades prevaleceu na formação do Minho. Aos 20 minutos, depois de um excelente cruzamento, e consequente mudança de flanco, por parte de Galeno, foi André Horta a receber a bola e a rematar em direção à baliza do Zorya, mas, mais uma vez, a bola tirou tinta à trave.

Em jeito de resposta, a equipa ucraniana, poucos minutos depois, criou uma jogada de grande perigo que podia ter mesmo dado golo, não fosse a intervenção rápida de Tiago Sá ao remate de Gromov.

O jogo prosseguiu nos mesmos trâmites, com um Braga por cima do encontro onde existiu mais uma oportunidade perdida. Nem à terceira foi de vez. Passavam 34 minutos do apito inicial e Galeno, na cara de Schevchenko, num remate de primeira após cruzamento de Zé Carlos, rematou ao lado em mais uma oportunidade flagrante de golo. E na jogada seguinte, Abel Ruiz, totalmente isolado, rematou em direção ao corpo do guarda-redes ucraniano.

E estes minutos não deram descanso. Em contra-ataque, foi o Zorya, através de Kabaev, a visar a baliza dos guerreiros. Tiago Sá não conseguiu chegar à bola que, felizmente para a equipa da casa, não entrou na baliza e passou ao lado do poste esquerdo por meros centímetros.

Chegou o recolher ao balneário para o intervalo e jogo permaneceu num empate a zeros. No recomeço da partida, na sequência de uma falta cometida sobre Raul Silva, foi assinalado pontapé a favor dos Guerreiros. João Novais conseguiu fazer o crossbar challenge na perfeição, ao fazer a bola bater na trave da baliza de Schevchenko com bastante estrondo. Era mais uma hipótese para inaugurar o marcador que, aos 55 minutos, ainda permanecia da mesma forma como começou.

Mas esse mesmo golo que os minhotos procuravam não tardou a chegar depois do início da segunda parte. Dez minutos depois do remate estrondoso de João Novais, o golo da vantagem do Braga apareceu. Aos 62 minutos, após uma jogada individual de Galeno, foi Abu Hanna a inserir a bola dentro da baliza da sua equipa. O auto-golo do jogador israelita acabou a favorecer a turma de Carlos Carvalhal.

Só o primeiro custou a entrar. Nem dez minutos foram precisos para o Braga aumentar a vantagem, através de Ricardo Horta. Tinha acabado de entrar na partida, à semelhança de Iuri Medeiros, que fez uma assistência fundamental e brilhante para a finalização de Horta. Aos 70 minutos, o marcador ditava o 2 a 0 para a formação minhota.

O jogo pouca mais história teve, a não ser o equilíbrio que existiu desde o início do encontro. O Zorya não tentou pressionar tão agressivamente, dado que nada viria a obter se o resultado fosse diferente e o resultado manteve-se inalterado.

Desta forma, o Braga acabou por vencer a equipa ucraniana por 2-0 e carimbou oficialmente a passagem à próxima eliminatória da Liga Europa.

 

A FIGURA

¡DESCANSO en el Estádio Municipal de Braga!#SCBraga 0 – 0 #FCZoryaLuhansk pic.twitter.com/n8o751GpYA

— Fútbol Portugal © 🇵🇹 (@FutbolPortugal) December 10, 2020

Capacidade ofensiva do SC BragaSe o jogo ficou decidido e a formação de Carlos Carvalhal venceu, foi graças ao jogo que tanto o meio-campo como o ataque fizeram, pois, a ligação entre os dois setores do campo foi implacável. Foi uma equipa que soube como decidir nos momentos certos, soube pressionar o adversário devidamente criando inúmeras oportunidades de golo. Apesar das alterações no marcador terem tardado a chegar, era notório que a equipa minhota ia acabar por concretizar, dada a carga ofensiva demonstrada e também a qualidade que transpareciam dentro das quatro linhas.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Raul Silva – Não esteve na sua melhor forma, nem fez a melhor das exibições. Passou pelos pingos da chuva, pois a sua agressividade, em certos momentos do encontro, podia ter dado errado para o conjunto bracarense. Cabeça quente em alguns momentos decisivos nas jogadas ofensivas do Braga, onde podia ter decidido de uma maneira mais correta.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal mudou o esquema a que já tinha habituado toda a gente. Desta vez, optou por um 4-3-3 e com caras novas no onze inicial, relativamente ao do último encontro frente ao Belenenses SAD.

As mudanças começam na baliza, onde Tiago Sá veio render Matheus. Na defesa só se manteve David Carmo que foi acompanhado por Tormena, Raul Silva e o jovem da formação Zé Carlos. O meio-campo também foi alterado, onde a única similaridade foi Horta, mas o escolhido para o encontro foi André. Os restantes médios escolhidos foram o veterano Fransérgio e João Novais. A frente da ataque da formação de Carvalhal foi constituída por Galeno, Abel Ruiz e Schettine, sendo este último o homem mais avançado no terreno.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tiago Sá (7)

Zé Carlos (7)

Tormena (6)

João Novais (7)

Abel Ruiz (6)

André Horta (7)

David Carmo (6)

Fransérgio (6)

Raul Silva (5)

Galeno (8)

Schettine (6)

SUBS UTILIZADOS

Paulinho (6)

Ricardo Horta (8)

Iuri Medeiros (7)

Bruno Viana (6)

Al Musrati (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FK ZORYA

Skripnik fez algumas alterações na sua equipa, principalmente a nível do esquema tático. No último encontro que a equipa realizou foi utilizado um 4-4-1-1, e no encontro frente ao SC Braga, o treinador ucraniano optou por utilizar um 4-3-3.

A baliza permaneceu defendida por Schevchenko. A defesa foi composta por Ciganiks, Abu Hanna, Ivanisenia e Favorov. O meio-campo, que passou a ser composto apena por três jogadores, ficou servido com Yurchenko, Kochergin e Nazaryna. Na frente de ataque, Gromov e Kabaev, apesar de mais influentes no jogo, estavam encarregues de servir Gladky, o homem mais avançado no terreno por parte da equipa ucraniana.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Shevchenko (6)

Favorov (6)

Ivanisenia (6)

Abu Hanna (5)

Ciganiks (5)

Nazaryna (6)

Kochergin (6)

Yurchenko (7)

Kabaev (6)

Gladky (6)

Gromov (7)

SUBS UTILIZADOS

Perovic (6)

Lunyov (6)

Hryn (5)

Poddubny (-)

Khomchenoskyi (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FK Zorya

Não foram colocadas questões ao técnico do FK Zorya, Viktor Skripnik.

SC Braga

BnR: Como é que o mister viu o jogo e quais são as expectativas perante a próxima fase desta competição?

Carlos Carvalhal: É uma vitória que deixa um treinador extremamente feliz. Fizemos várias mudanças e fizemos com que o jogo não parecesse tão difícil. Chegámos ao 1-0 com naturalidade e o 2-0 surgiu da mesma maneira. Todos os meus jogadores estão preparados para ir a jogo. Sobre o sorteio, gostava de ter uma equipa inglesa forte. Os níveis motivacionais seriam muito altos, mas é apenas uma preferência. Saia quem sair, vamos estar preparados para enfrentar e ultrapassar a próxima fase.

 

 

Zaidu | Do Campeonato de Portugal à Champions League

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Zaidu Sanusi, com 23 anos, vive a melhor fase da sua carreira, uma ascensão rápida sonhada por muitos jogadores profissionais.

Passo a explicar. O lateral nigeriano, há dois anos, militava no Mirandela, clube que disputa o Campeonato de Portugal e onde o jogador se destacou, levando a que o Santa Clara, clube da primeira liga, apostasse no seu talento. Rapidamente conquistou o seu lugar no onze açoriano. A sua velocidade, força física e raça na disputa de bola não deixava ninguém indiferente.

Zaidu esteve somente uma época no clube do arquipélago, isto porque estes atributos levaram a que o FC Porto, o atual campeão nacional, pagasse quatro milhões pelo seu passe, confiando-lhe a posição de Alex Telles, que nos últimos três anos vinha sendo o lateral mais goleador e com mais assistências em toda a Europa.

Fazer esquecer o lateral brasileiro parece missão impossível, mas a verdade é que Zaidu não começou muito mal. O jogador tem vindo a ser aposta regular de Sérgio Conceição, tanto no campeonato como na Champions e foi nesta última competição que Zaidu Sanusi viveu aquilo que muitos jogadores sonham e que alguns nunca conseguem alcançar: estreou-se a marcar frente ao Marselha e viu o seu nome constar no onze da semana da Champions League.

O nigeriano não ficou por aqui e também se estreou a marcar na primeira liga, no último fim de semana, no jogo frente ao Tondela.

Contudo, apesar do defesa esquerdo viver a melhor fase da sua carreira, não nos podemos esquecer que ainda é um jogador em adaptação, tanto à realidade do FC Porto como ao estilo de jogo de Sérgio Conceição. Quem acompanha assiduamente os jogos dos Dragões sabe que Zaidu ainda tem algumas arestas a limar relativamente à maneira como defende e ao seu posicionamento nesse mesmo setor.

No entanto, a verdade é que o jogador ainda está na idade de evoluir e entrou com o pé direito no onze e no plantel portista e, se continuar assim, tem tudo para ter sucesso no clube.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Os 10 grandes exemplos de “Ser Capitão” da atualidade

Ser capitão de equipa não é só usar uma braçadeira. Ser capitão de um clube de futebol implica uma responsabilidade acrescida, porque representa o jogador modelo num determinado plantel.

Muitas vezes associamos a falta de rendimento desportivo de uma equipa à “falta de liderança”, seja por uma direção pouco assertiva, por um treinador sem perfil para unir as tropas ou pela ausência de um bom capitão que possa transmitir o espírito e o perfil que os adeptos querem ver dentro de campo.

Se olharmos historicamente para jogadores como Maldini, Puyol, Casillas, Mascherano, Gerrard, John Terry, Roy Keane, Buffon, Del Piero, Kompany, Totti, De Rossi, Jorge Costa, João Pinto, entre outros, percebemos que a tarefa de ser capitão é muito mais do que ser bom jogador ou ter rendimento dentro das quatro linhas.

Ser capitão implica ser um exemplo em todas as vertentes da vida, ser um exemplo de esforço, dedicação e defesa do clube durante os jogos, mas igualmente fora dele, demonstrando a postura e o discurso certo, onde não deixa de ser relevante a componente social que permite uma maior identificação dos adeptos com o clube. No fundo, um grande capitão é um elo entre direção, treinador, jogadores e adeptos.

Vamos então navegar nos dez jogadores que atualmente se destacam neste campo.

Royal Standard Liège 2-2 SL Benfica: Problemas atrás, desperdício na frente

A CRÓNICA: ENCARNADOS NÃO CONSEGUEM PRIMEIRO LUGAR DO GRUPO

Depois de prometer mudanças na antevisão à partida, Jorge Jesus consumou cinco alterações com o Standard de Liège em relação ao onze que defrontou o FC Paços de Ferreira. Apesar disso, manteve-se a dupla Weigl-Taarabt no centro do terreno e foi a partir da qualidade técnica dos dois que o Benfica conseguiu exibição agradável no Maurice Dufrasne, que nas suas bancadas despidas exibiu faixa pertinente – “Football without fans is nothing”.

Aos dez minutos, já o Benfica levava três oportunidades flagrantes de golo. As movimentações de Darwin aliavam-se à criatividade de Everton e Waldschmidt para dinamitar a frágil defensiva belga, impotente perante a qualidade individual portuguesa.

Foi com consternação portanto que se assistiu ao golo de Raskin à passagem do minuto 12, num golo em que mais uma vez ficou demonstrado a ineficaz organização encarnada no momento de defender. Entre os centrais surge o baixinho médio-ofensivo que finalizou de cabeça o bom cruzamento vindo da direita: Philipp Montanier, certamente admirado, sorriu.

Não durou muito a vantagem, já que o Benfica consumou o domínio três minutos depois e manteve a toada até ao intervalo, ameaçando por inúmeras vezes a baliza de Botard. É de salientar a grande exibição do guarda-redes, com sete defesas.

Na segunda metade, o desgaste físico das principais peças encarnadas levou a um jogo muito mais aberto, no qual os belgas se sentiram muito mais à vontade para explorar o (muito) espaço no sector recuado adversário e das suas variadas desatenções –  não será exagero falar num certo… desleixo.

Foi assim que surgiu o 2-1 por Tapsoba, que aproveitou essa displicência para preparar, com toda a calma do mundo, um remate certeiro fora-de-área.

Pizzi, recém-entrado, aproveitou para empatar o jogo com penálti (inexistente) e a equipa pareceu querer resolver definitivamente a questão: mas a sobranceria na hora de finalizar foi evidente e os encarnados apenas se podem queixar de si próprios pelo resultado, penoso tendo em conta os intervenientes e a diferença de nível entre as duas equipas.

Continua sinuoso o caminho do Benfica de Jorge Jesus.

 

A FIGURA

Standard Liège
Fonte: Royal Standard Liège

Arnaud Bodart – O guarda-redes belga do Standard de Liège foi mantendo a equipa na disputa pela vitória com inúmeras intervenções de alto nível – e, quando não era ele, mandava o poste ou o travessão resolver o assunto. Intransponível, é dele o ponto que os belgas recolhem duma partida em que esperavam resultado dilatado.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Nuno Tavares – Continua a acumular erros infantis e precipitações constantes, sobretudo na recepção de bola. Em Liège, apesar de boas combinações com Everton, nunca deu segurança aos colegas do lado e as perdas de bola – 18 – foram imensas para um jogo desta magnitude. Agradeceu Raskin, que por ali andou a aproveitar as deixas para comandar os contra-ataques.

 

ANÁLISE TÁTICA – ROYAL STANDARD LIÈGE

O 3-4-2-1 ou 5-4-1 de Montanier voltou a marcar presença. Cimirot teve responsabilidade como terceiro central que não se coibia de subir para formar o 4-3-3 que por vezes o Standard assumiu em posse.  A última linha teve inúmeros problemas com a mobilidade de Darwin e com o jogo interior de Everton e Pedrinho, sobretudo porque Raskin e Bastien, os homens das alas mais adiantadas, mantinham posição à espera da transição rápida.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Bodart (8)

Jans (5)

Bokadi (7)

Cimirot (6)

Konstantinos (6)

Gavory  (5)

Raskin (7)

Shamir (7)

Balikshiwa (6)

Bastien (7)

Tapsoba (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Fai (5)

Muleka (6)

Oulare (6)

Joachim Carcela (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

João Ferreira ocupou-se do lado direito – com competência – e Nuno Tavares percorreu o corredor esquerdo, ambos na procura do muito espaço deixado pelos extremos. Weigl entregou todas as tarefas ofensivas a Taarabt e fixou-se perto de Jardel e Verthongen, assumindo-se claramente como “ferrolho”. Pizzi entrou para terceiro médio e cumpriu de forma exemplar a posição, oferecendo critério na gestão da posse de bola.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (4)

João Ferreira (6)

Jardel (6)

Verthongen (6)

Nuno Tavares (4)

Weigl (6)

Taarabt (5)

Pedrinho (5)

Everton (7)

Darwin (6)

Waldschmidt (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Pizzi (7)

Rafa (5)

Gabriel (-)

Cervi (-)

Seferovic (-)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Os 3 melhores treinadores da década de 90

 

 

Por detrás de uma grande equipa estão sempre grandes treinadores. Os “mestres da tática”, que tantas vezes assumem as responsabilidades quando as coisas não correm bem, devem também ser exaltados quando os resultados do seu trabalho são de elevada qualidade.

A década de 1990 ofereceu ao mundo do futebol equipas históricas, todas elas comandadas por homens que são idolatrados nos emblemas por que passaram. Assim, a lista seguinte apresenta aqueles que, para mim, são os três melhores treinadores da década de 90.