Início Site Página 11112

Tottenham Hotspur FC 2-0 Arsenal FC: “Tactical masterclass” de Mourinho rumo ao primeiro lugar

0

A CRÓNICA: KANE-SON… E UMA MURALHA FRUSTAM UM ARSENAL FC COM POUCAS IDEIAS

Há poucos jogos no mundo com este significado, com esta rivalidade. Para mim, “Spurs” contra “Gunners” é O derby do país de Sua Majestade e um dos mais místicos do mundo. Hoje, com uma cor extra, que tem faltado no últimos meses: o público de regresso ao novíssimo estádio do Tottenham Hotspur FC, o White Hart Lane.

Quem tem jogadores como Son Heung-Min pode dar-se ao luxo de entrar “pior” no jogo, que a qualquer momento ele pode resolver. Foi o que aconteceu, aos 14 minutos, praticamente no primeiro ataque do Tottenham Hotspur FC. Son vem da esquerda para o centro, num movimento clássico, e faz um autêntico “golaço”. Assistência de Kane, claro. Que forma para estes adeptos voltarem ao estádio!

Até ao intervalo vimos um Arsenal FC com mais bola no pé, uma ou duas oportunidades tímidas, e os Spurs de Mourinho confortáveis a defender, à espera do momento indicado para finalizar. Em cima dos 45 minutos, foi precisamente isso que aconteceu, com a dupla Kane-Son a inverter-se – desta vez com o coreano a assistir – e o britânico a fazer o 2-0. Frieza do técnico português a atacar os “Gunners” onde são mais débeis.

Os segundos 45 minutos resumem-se de forma fácil: mais do mesmo, com o Arsenal FC mais acutilante – a entrada de Ceballos fez bem ao jogo dos Gunners –, o Tottenham Hotspur FC uma autêntica muralha e sem alterações no marcador.

Termina a partida, 2-0 no marcador, Spurs de regresso ao primeiro lugar e, se houvesse dúvidas, desfaçam-nas: Mourinho still got it! Sem patriotismos, no seu estilo é imbatível por essa Europa fora. Saber defender também é uma arte.

A FIGURA


Kane-Son -A dupla do momento do futebol mundial volta a fazer estragos. Para além dos excelentes golos marcados que deram a liderança da Primeira Liga Inglesa ao Tottenham Hotspur FC, fizeram uma exibição fantástica no que ao processo defensivo diz respeito. Hojbjerg, Aurier e Alderweireld estiveram muitíssimo bem também.

 

O FORA DE JOGO


Aubameyang – “Auba” aqui como principal jogador do Arsenal FC e capitão de equipa, demonstra a má forma em que o clube do norte de Londres se encontra, se falarmos de marcar golos. O avançado gabonês exibe-se a um nível pobre, muito perdulário e com lances denunciados. Se o ataque dos Gunners passa muito por si, é normal que esteja a vacilar. Palavra de mérito para Lacazette, que hoje foi claramente o melhor da equipa forasteira.

 

ANÁLISE TÁTICA: TOTTENHAM HOTSPUR FC

Jogo crucial para José Mourinho voltar ao topo da Primeira Liga Inglesa e, sem dúvida, a melhor opção é manter-se fiel ao sistema que bom resultado tem dado aos Spurs: 4-2-3-1. Já sabemos que Sissoko e Hojbjeg dão o músculo necessário ao meio-campo, enquanto Lo Celso – hoje no lugar que tem sido de Ndombele – dá a “nota artística”. Alderweireld regressa após lesão e compõe aquela que será, para o treinador português, a melhor dupla na eixo da defesa.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (8)

Reguilon (6)

Alderweireld (8)

Dier (7)

Aurier (7)

Hojbjerg (8)

Sissoko (7)

Bergwijn (6)

Lo Celso (6)

Son (9)

Kane (8)

SUBS UTILIZADOS

Davies (6)

Lucas (-)

Rodon (-)

 

ANÁLISE TÁTICA: ARSENAL FC

Momento-chave para as aspirações do Arsenal FC nesta Primeira Liga Inglesa: se conseguir vencer o eterno rival dá uma moral renovada a jogadores e adeptos, moral essa que se tem ido abaixo com os últimos resultados negativos. Por isso gostei da abordagem de Arteta a esta partida.

Parecia que iria colocar o seu clássico 3-4-3, mas na verdade o que se viu foi um 4-4-2. O espanhol encostou Tierney à ala, onde rende mais, deixou dois centrais de raiz no eixo defensivo e colocou dois extremos “puros” a dar largura, com características muito atacantes. Na frente, os dois melhores amigos dentro e fora de campo: Aubameyang e Lacazette. No fundo, a “melhor carne” disponível dentro do assador. Notícia ainda para o regresso de Thomas Partey, depois de recuperar de uma lesão.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Leno (6)

Holding (6)

Gabriel M. (6)

Tierney (6)

Bellerin (7)

Thomas (5)

Xhaka (6)

Saka (5)

Willian (6)

Lacazette (6)

Aubameyang (5)

SUBS UTILIZADOS

Ceballos (7)

Nketiah (-)

Rúben Amorim | As mudanças no futebol na nova era do Sporting CP

0

É inegável e notória a diferença que Ruben Amorim trouxe ao futebol do Sporting CP. O ambiente em Alvalade parece muito mais saudável do que aquele que se via no restante mandato de Frederico Varandas, desde que este assumiu a liderança do clube. Neste artigo, pretendo revelar aquelas que, para mim, foram as medidas essenciais para a melhoria da equipa de Alvalade.

O mercado de verão efetuado pelo Sporting foi bastante mais positivo do que aqueles que se antecederam. Quase que “meto as mãos no fogo” em como as escolhas dos atletas adquiridos tiveram o dedo do treinador, algo que não aconteceu, por exemplo, com Marcel Keizer. Os jogadores que chegaram estão a ser fundamentais para o início imbatível que os leões estão a ter: Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Feddal e Adán têm sido titulares indiscutíveis; os emprestados João Mário e Pedro Porro estão a destacar-se pela positiva; assim como o regressado João Palhinha, que tem sido imperial no meio-campo leonino.

A aposta nos jovens jogadores da academia também é algo novo no mandato de Frederico Varandas. Com um plantel bastante jovem, o Sporting CP está a ter um início de campeonato positivo.

Uma das características mais curiosas em Ruben Amorim é o facto de este treinar a equipa de maneira a que ela seja composta por jogadores versáteis. Temos vários exemplos de situações em que um determinado atleta jogou uns minutos numa posição que não lhe é tão familiar: Matheus Nunes já fez uns minutos a ala direito, assim como Tiago Tomás; Nuno Santos e Gonzalo Plata já atuaram a ala esquerdo; Jovane Cabral jogou algumas vezes a avançado centro; Daniel Bragança atuou numa espécie de número 10, quando ocorreu adicionar mais um médio à formação verde e branca.

A comunicação do jovem treinador também é uma lufada de ar fresco. Ruben Amorim responde aos jornalistas de forma calma, direta e, muitas vezes, com boa disposição. Este fator é cada vez mais importante para o sucesso de um clube, visto que vivemos num mundo mediático e interativo. Iniciativas como o Inside Sporting CP só têm de ser um exemplo a seguir por outros clubes, visto que permite a aproximação entre o adepto e as rotinas da equipa.

Apesar de continuar a achar que os milhões gastos em Ruben Amorim foram um exagero e um enorme risco para a saúde financeira do clube, considero que o projeto do futebol do Sporting CP é bastante interessante. Esta época é imperial para que o entusiasmo e a esperança nos adeptos leoninos voltem a aparecer. A qualificação para a UEFA Champions League, a conquista de troféus, a valorização dos jogadores, aliadas às boas prestações da equipa podem ser fatores determinantes para voltarmos a ver um clube forte, capaz de se bater com qualquer equipa portuguesa. Será um trabalho longo e doloroso para o treinador, mas só conquistando estes objetivos será possível justificar o investimento feito neste projeto.

Olheiro BnR: Tiago Gouveia

Tiago Gouveia nasceu no dia 18 de Junho de 2001, tendo iniciado o seu percurso de futebolista quando tinha oito anos, no futebol de sete, ao serviço do URD Tires. Em 2013, com 12 anos, deu o salto para o futebol de onze, transferindo-se para o Sporting CP, onde jogaria durante quatro temporadas.

Foi então que se transferiu para o SL Benfica, para se juntar à geração de 2001, uma das mais talentosas e prolíficas gerações que o Benfica Campus já produziu. Logo na primeira temporada de águia ao peito, sagrar-se-ia campeão nacional de juvenis. Na época seguinte, como júnior de primeiro ano, tornou-se aposta regular na equipa de sub-23, tendo realizado 19 jogos e marcado seis golos na Liga Revelação.

Na época passada, ainda como júnior, alternou entre as equipas de juniores, sub-23 e equipa B. No entanto, uma lesão grave contraída já neste ano afastou-o da Final 8 da Youth League e do início da época 2020/2021.

Tiago Gouveia também é internacional pelas selecções jovens, tendo marcado presença no Europeu de sub-19 no ano passado, onde se sagraria vice-campeão e marcou dois golos em quatro jogos.

Tiago Gouveia tem contrato até 2024
Fonte: SL Benfica

Podendo jogar tanto à direita como à esquerda, Tiago Gouveia é um extremo que se destaca pela sua inteligência na abordagem aos lances. É dono de uma disponibilidade física acima da média para a idade, mas mais importante do que isso, sabe como usar o físico para se desenvencilhar dos adversários, seja no 1 vs 1 ou na profundidade.

Tiago Gouveia revela também uma boa apetência para marcar golos, seja para sua capacidade para atacar o espaço e aparecer nos sítios certos, bem como pelos seus bons índices de finalização.

Quanto ao futuro, a lesão atrasou o seu desenvolvimento. No entanto, Tiago Gouveia tem vindo aos poucos a recuperar o ritmo competitivo, sendo que, a breve prazo, deverá ser aposta regular na equipa B.

Real SC 0-1 Oriental Dragon FC: Incapacidade da equipa de Queluz ditou o desfecho

A CRÓNICA: ORIENTAL DRAGON FC APROVEITA UM REAL SC QUE CONTINUA A DESILUDIR

O Complexo Desportivo do Real SC recebeu o duelo entre Real SC e Oriental Dragon FC, num jogo do Grupo G do Campeonato de Portugal.  A equipa da casa, inicial candidata à subida, encontrava-se num desapontante 9º lugar. Já o Oriental Dragon FC estava na 8ª posição, com mais dois pontos que a equipa de Queluz. A chuva extrema e a temperatura baixa dificultaram muito a prática desportiva. O relvado estava bastante pesador.

O jogo começou com um ritmo frenético. O Real SC assumiu a iniciativa no jogo, mas o Oriental Dragon FC saía sempre com perigo no contra-ataque, sobretudo através da velocidade do extremo esquerdo Nico. Nos primeiros 10 minutos houve várias oportunidades para ambas as equipas. Na segunda metade do primeiro tempo, a equipa de Queluz teve uma fase de domínio quase total, mas não conseguiu finalizar. O Oriental Dragon FC teve a melhor oportunidade do jogo quando Erick Mendes disparou um grande remate à barra, aos 41 minutos.

Na segunda parte a toada manteve-se. A equipa de Queluz manteve a toada ofensiva, mas o Oriental Dragon FC ia assustando nas transições. Aos 56 minutos a equipa da Moita abriu o marcador. Nico conduziu, velocíssimo, no contra ataque e serviu Nii Plange que, com categoria, bateu Filipe Mendes. Um golo que surgiu contra a corrente do jogo. Vantagem para o Oriental Dragon FC.

Ao sofrer o golo, a equipa de Luís Pinto caiu muito animicamente e perdeu o ímpeto que ia demonstrando. O Oriental Dragon FC foi conseguindo gerir a vantagem e até assumiu, pela primeira vez no encontro, a iniciativa.

Nos últimos minutos o Real SC ainda respondeu e obrigou a equipa da margem sul a recuar linhas nos últimos minutos. Ballack ainda cabeceou, aos 86 minutos, a rasar o poste, mas o real SC não conseguiu chegar ao golo.

Vitória que caba por ser justa num jogo disputado. Continua a travessia no deserto da equipa do Real SC

 

A FIGURA

Fonte: Oriental Dragon

Nii Pange – Bom jogo do experiente extremo do Burkina Faso. Até sentiu algumas dificuldades perante o relvado nos primeiros minutos, mas acabou por se soltar e fez uma grande partida, coroada pelo golo da vitória.

 

FORA DE JOGO 

Fonte: Real SC

Real SC – Continua a travessia do deserto para a equipa de Queluz. Um dos candidatos à subida, mas está claramente a desiludir. Hoje não foi diferente. Sempre muito inconsequente e com um sentimento de nervosismo difícil. Uma época para esquecer. Trabalho dificil para o novo treinador, Luís Pinto.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL SC

O Real SC hoje apostou num esquema tático novo. Luís Pinto alinhou a sua equipa num 5-2-3 em momento defensivo ou um 3-4-3 em momento ofensivo. Ibra Cassamá era o médio mais recuado e que participava na primeira fase de construção. Carlos David funcionava como o médio mais ofensivo, trocando regularmente de posição com João Lameira. Em momento de construção os laterais subiam e os extremos procuravam o espaço interior. O Real saia quase sempre em combinação, mas sempre atentos á profundidade. Com o golo do Oriental Dragon FC o Real SC mudou para um 4-3-3.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Filipe Medes (5)

Vítor Sanches (5)

Sandro Silva (7)

 Romário Carvalho (6)

Barbeiro (5)

 Rodrigo Moitas (6)

Iba Cassamá (7)

Carlos David (5)

 Rui Batalha (5)

João Lameiras (4)

Carlos David (5)

Diogo David (4)

SUBS UTILIZADOS

André Salvador (4)

Ballack (6)

Rodrigo Martins (4)

ANÁLISE TÁTICA – ORIENTAL DRAGON FC

O Oriental Dragon FC começou a partida montado num esquema de 4-2-3-1. Gonçalo Silva e João Guilherme funcionavam como um duplo pivot defensivo. Erick Mendes era a figura mais central e fixa do ataque. Nico à esquerda e Nii Plange davam largura e velocidade ao ataque da equipa da Moita. O Oriental Dragon apostou quase sempre nas transições rápidas e conseguiu causar perigo. A equipa de Luís Manuel perdeu, claramente, a batalha de meio campo.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Júnior (6)

João Guilherme (6)

Sandro Costa (6)

Martim Águas (7)

Nico (7)

 Adilson (5)

Erick (6)

Gonçalo Silva (5)

 Diogo Branco (6)

João Pinto (5)

Nii Plange (7)

SUBS UTILIZADOS

 Marlon (6)

Bruno Grou (-)

Laminé Bá (-)

Herman (-)

SL Benfica x FC Paços de Ferreira | 4 fatores que podem ter peso

0

O FC Paços de Ferreira desloca-se ao Estádio da Luz, este domingo, para defrontar o SL Benfica em jogo a contar para nona jornada da Primeira Liga portuguesa.

Os encarnados continuam na perseguição ao líder Sporting CP e segundo classificado SC Braga, enquanto o clube da capital do móvel procura continuar a fazer um excelente campeonato e a lutar por um lugar nas competições europeias.

AS ÁGUIAS QUEREM APROVEITAR O DESLIZE DO SPORTING CP PARA SE APROXIMAREM DA LIDERANÇA, MAS O FC PAÇOS FERREIRA TEM ESTADO A SUBIR DE FORMA. QUEM VENCERÁ? APOSTA JÁ NA BET.PT!

A partida realiza-se às 20h de domingo e será orientada pelo árbitro da AF Porto Rui Manuel Gomes da Costa.

Podcast BnR T1/EP14: Os candidatos à descida de divisão

0

No décimo-quarto episódio do podcast falamos sobre os candidatos à descida de divisão nesta temporada. Nenhuma equipa quer estar neste ranking.

Vem daí para este programa com a moderação de João Castro e com os comentários de Jorge Faria de Sousa, Pedro Pinto Diniz e Tiago Serrano.

Se queres saber quem foram os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

FC Porto 4-3 CD Tondela: Golos aquecem o Dragão, numa noite fria, na Invicta

A CRÓNICA: BALIZAS ESCANCARADAS

Depois do empate do Sporting CP, em Famalicão, minutos antes do apito inicial no Dragão, o jogo entre FC Porto e o CD Tondela tornou-se de ainda maior responsabilidade e importância para os comandados de Sérgio Conceição. Em causa não estavam apenas três pontos, mas também uma aproximação de um rival direto e primeiro classificado.

O FC Porto entrou praticamente a vencer na partida. Taremi arrancou pela direita e deu em Otávio, que, depois de tirar os defesas da frente, deu no isolado Zaidu, que só teve de empurrar para o fundo das redes. A vantagem só não foi dilatada no minuto seguinte porque Marega fez o mais difícil: de baliza aberta, o maliano atirou ao lado, depois de Taremi lhe oferecer autenticamente o golo.

O jogo mantinha-se de sentido único. Aos 14′, foi a vez de Taremi desperdiçar em boa posição. O iraniano recebeu do calcanhar de Uribe após cruzamento de Manafá, mas atirou sem grande potência para a defesa de Niasse. Os ditados não mentem: quem não mata morre. Eis que o Tondela conseguiu, em dez minutos, a reviravolta no marcador. Primeiro, aos 19′, Sérgio Oliveira perdeu a bola no meio-campo, quando a equipa estava balanceada para a frente, o esférico chegou a Rafael Barbosa, que isolou Mario González. Em frente a Marchesín, o avançado não perdoou e estabeleceu a igualdade no marcador. Aos 32′, numa jogada típica do Sheffield United, de Inglaterra, Enzo Martínez, defesa central beirão, tabelou com Filipe Ferreira e subiu para cruzar ao segundo poste, onde estava Rafael Barbosa para encostar.

Os dragões não demoraram a responder por Marega. Depois de um canto batido à direita, Marega ganhou o ressalto e desviou de Niasse para restabelecer a igualdade no placar. Frio era só para quem estava na bancada, porque, dentro de campo, a primeira parte foi de grande emoção.

Os jogadores regressaram para o segundo tempo e, com eles, veio também a emoção da primeira parte. O FC Porto entrou, à semelhança da primeira parte, a vencer, com o segundo golo de Marega. Otávio combinou, numa bonita jogada, com Sérgio Oliveira, olhou, contemporizou e serviu Marega na perfeição. O maliano fez o que lhe cabia e adiantou os portistas no marcador.

Entre os 56′ e os 61′, poderíamos ter visto uma goleada no Estádio do Dragão, mas esta não era a noite de Sérgio Oliveira. No minuto inicial desta sequência, Uribe entrou na área, contemporizou e assistiu ao segundo poste Taremi, que, de primeira, fuzilou as redes beirãs. Aos 57′, Sérgio Oliveira, após cruzamento de Zaidu, tirou os defesas da frente mas não conseguiu acertar na baliza. Ele que, qual ponta de lança, apareceu ainda no coração da área aos 59′ e 61′, mas não conseguiu concluir da melhor forma.

Quem aproveitou foi o Tondela que, numa jogada isolada, reduziu a vantagem e relançou a partida. Pedro Augusto cruzou à esquerda, após mau posicionamento de Manafá e, de forma assertiva, Mario González cabeceou entre os centrais portistas, não dando hipótese a Marchesín.

O Tondela ainda pressionou no final da partida e, no tempo de compensação, Khacef enviou uma autêntica bomba, que bateu com estrondo na trave da baliza defendida por Marchesín. O FC Porto saiu do Dragão com os três pontos pretendidos, num verdadeiro jogo de loucos, capaz de aquecer todos os que poderiam estar mais resfriados nesta noite fria na cidade do Porto.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Otávio – Sem golos, mas com duas assistências, foi o principal dinamizador do ataque portista. Quando chegavam a Otávio, as jogadas do FC Porto ganhavam mais brilho e mais objetividade.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Defesas das duas equipas – Quer de um lado, quer do outro, os erros acumularam-se. Entre más abordagens, antecipações, maus posicionamentos e passividade, este será um jogo que nenhum treinador gostará de ver no aspeto defensivo.

ANÁLISE TÁTICA – FC Porto

O FC Porto apresentou-se em 4-4-2, com Marega e Taremi a serem as referências ofensivas portistas. Destaque para Sérgio Oliveira e Uribe, que apareceram no meio dos avançados para receber bolas por cima da defesa, apesar de nunca ter resultado em golo a movimentação.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (5)
Manafá (5)
Mbemba (5)
Malang Sarr (5)
Zaidu (6)
Otávio (8)
Uribe (7)
Sérgio Oiveira (6)
Luis Díaz (6)
Marega (7)
Taremi (7)

SUBS UTILIZADOS

Evanilson (6)
Nakajima (6)
Fábio Vieira (6)
Corona (-)
Grujic (-)

ANÁLISE TÁTICA – CD Tondela

Como era esperado, o CD Tondela apresentou-se com uma defesa a cinco, com Tiago, inicialmente previsto como médio direito, a baixar para cobrir a linha, enquanto medioub fez de terceiro central. Com Jaume, João Pedro e Pedro Augusto no meio-campo, sobraram Rafael Barbosa e Mario González para lançar as rápidas ofensivas ao FC Porto. Destaque ainda para o lance do segundo golo beirão, em que Enzo Martínez sobrepõe-se a Filipe Ferreira e é o próprio defesa central que vai à linha tirar o cruzamento ao segundo poste.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Niasse (5)
Medioub (5)
Yohan Tavares (5)
Enzo Martínez (5)
Filipe Ferreira (5)
Tiago (5)
João Pedro (5)
Jaume (6)
Pedro Augusto (7)
Rafael Barbosa (7)
Mario González (7)

SUBS UTILIZADOS

Bebeto (6)
João Mendes (6)
Souley (-)
Khacef (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Sérgio Conceição: “Entrámos muito bem. Fizemos golo no início e tivemos mais 4 ocasiões de golo. Depois, sofremos aos 20 minutos, na primeira vez que tivemos desconcentração. Perdemos a bola numa zona proibida, com sucessão de erros individuais. Fizeram o golo. Estávamos bem, estávamos por cima e sentia que podíamos fazer golos a qualquer momento. Depois, há um cruzamento e somos mal batidos. Do nad,a estamos a perder 2-1, o que para mim é completamente condenável. Conseguimos empatar, entrámos na 2.ª parte a criar 5, 6 ocasiões claras na cara do guarda-redes, que foi o melhor em campo. Fazemos o 3-2 e o 4-2, faço substituições para refrescar a equipa. Nova aproximação e fazem o 4-3. Depois foi um bocado aquilo que é os futebol e os deuses…”

CD Tondela

BnR: Na jogada do segundo golo, o Enzo Martínez tabela com o Filipe Ferreira para depois fazer a sobreposição e cruzar, numa jogada típica do Sheffield United. Gostava de perguntar se essa jogada já foi trabalhada, se é uma dinâmica ofensiva da equipa ou se foi apenas uma opção natural para desenvolver a jogada?

Pako Ayestaran: É algo natural, não é um trabalho específico. Mas, quando jogamos com três centrais, tentamos que um se balance muito no aspeto ofensivo. Porém, hoje não foi o caso. Ele fez aquilo no segundo lance e tivemos oportunidade de marcar o segundo golo.

Artigo revisto

FC Bayern Munique 3-3 RB Leipzig: Empate em jogo frenético

0

A CRÓNICA: UM CLÁSSICO QUE VEIO PARA FICAR…

FC Bayern Munique e RB Leipzig foram os protagonistas do jogo de maior destaque da décima jornada do campeonato alemão, num duelo de expetativas elevadas, que opôs o primeiro e segundo classificados da competição.

O Leipzig entrou na partida a todo o gás, com Sabitzer a enviar um míssil à barra da baliza de Neuer, nos primeiros minutos de jogo. O Bayern tentou responder, assumindo a posse da bola e subindo no terreno de jogo, mas seriam mesmo os die bullen a abrir o marcador, à passagem do minuto 19’, por intermédio de Nkunku, depois de um transição rápida que apanhou de surpresa a defensiva bávara. Após o tento, os visitantes foram crescendo na partida, dando poucas oportunidades ao adversário, até à meia hora de jogo, momento em que o recém-entrado Jamal Musiala, de apenas 17 anos – tinha substituído Javi Martínez cinco minutos antes – restaurou a igualdade no marcador com um grande remate de fora de área, não dando qualquer hipótese de defesa ao guardião Gulasci.

Os golos antes do descanso não ficariam por aqui, pois os da casa voltariam a faturar, cerca de quatro minutos depois, numa grande jogada ofensiva que culminou com o tento de Müller. O Leipzig respondeu da melhor maneira, cerca de um minuto depois, com um golo de Justin Kluivert a empatar novamente a partida. Com as equipas a seguirem para os balneários, depois de um primeiro tempo recheado de golos, a segunda parte prometia a continuação de um grande ‘show’ de bola.
O Leipzig voltou a entrar na partida com o pé no acelerador, à imagem do arranque do primeiro tempo, e recolocou-se na frente do encontro ao minuto 48’, depois de Angelino encontrar Forsberg sozinho na pequena área do Bayern, que não se fez rogado e colocou a bola no fundo das redes. Na frente do encontro, os visitantes recolheram-se no seu meio campo, fechando espaços e consentindo uma maior posse de bola ao adversário, algo que foi resultando até ao minuto 74’, quando Müller voltou a marcar e a restaurar a igualdade, deixando tudo em aberto para os restantes 15 minutos do encontro. Até ao apito final os da casa procuraram o golo do triunfo a todo o custo, mas os visitantes aguentaram-se e o desfecho foi o empate neste FC Bayern Munique x RB Leipzig.

Com este resultado, o Bayern mantém-se no topo da liga alemã com 23 pontos, enquanto que o Leipzig continua na perseguição, com 21 pontos, ocupando o segundo posto da tabela classificativa.

 

A FIGURA

Th⚽️⚽️mas Müller
Kingsley Com🅰️🅰️🅰️n#FCBRBL @esmuellert_ pic.twitter.com/b4loXHnlgP

— FC Bayern München (@FCBayern) December 5, 2020

Thomas Müller – O médio alemão de 31 anos continua a espalhar o seu perfume com a camisola do FC Bayern Munique. Foi crucial nesta partida, ao apontar dois dos três golos dos bávaros e ajudando a resgatar um ponto para os caseiros.

 

O FORA DE JOGO

Alu Neuer. #FCBRBL pic.twitter.com/KMUDZY9Kt9

— FC Bayern München (@FCBayern) December 5, 2020

Manuel Neuer – O guardião alemão do FC Bayern Munique esteve longe do seu melhor nesta partida, mostrando alguma insegurança entre os postes, tendo também culpa no primeiro golo sofrido pela sua formação.

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MÜNCHEN

A formação da Baviera alinhou num sistema tático base de 4-2-3-1, que variava entre um 4-3-3 e um 4-2-4 no momento ofensivo. Os comandados de Hans-Dieter Flick jogaram à sua imagem, com um futebol ofensivo e dominador em termos de posse de bola, mas foram muitas vezes surpreendidos com as boas e rápidas transições do RB Leipzig, que deixaram várias vezes a defensiva bávara “às aranhas”. A fluidez ofensiva não se mostrou no nível normal, apesar dos três tentos apontados, mas muito por culpa da boa organização apresentada pelo adversário.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Neuer (5)
Pavard (6)
Boateng (6)
Süle (6)
Alaba (7)
Goretzka (6)
Martínez (6)
Sané (6)
Müller (8)
Coman (7)
Lewandowski (6)

SUBS UTILIZADOS
Musiala (7)
Gnabry (6)
Costa (6)
Richards (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZI

Julian Nagelsmann dispôs a sua formação num dispositivo base de 4-3-3, sem um ponta de lança de raíz, sendo o médio sueco Forsberg a referência mais atacante da equipa, atuando praticamente como falso nove. Os die bullen apostaram em transições rápidas, privilegiando contra-ataques e ataques rápidos, que desmancharam por completo a organização bávara. Apesar de permitirem mais posse de bola ao adversário e jogar com as linhas muito recuadas, mostraram uma grande organização e consistência, o que permitiu estancar a criatividade ofensiva do FC Bayern.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Gulácsi (6)
Mukiele (6)
Konaté (6)
Upamecano (6)
Angeliño (6)
Haidara (6)
Sabitzer (6)
Adams (6)
Kluivert (7)
Forsberg (7)
Nkunku (7)

SUBS UTILIZADOS
Poulsen (6)
Kampl (6)
Olmo (6)
Orban (6)
Sorloth (6)

Artigo revisto

FC Famalicão 2-2 Sporting CP: Vendaval no Norte faz tremer liderança

A CRÓNICA: JOGO MUITO ATRIBULADO COM O LÍDER SPORTING CP A MARCAR PASSO

Noite fria em Vila Nova de Famalicão, mas que prometia ser bem quente dentro das quatro linhas. O Sporting CP queria afastar os fantasmas do passado, já que, na época transata, perdeu os dois jogos que realizou diante a formação famalicense. Pedro Gonçalves foi destaque, não só por ser o melhor marcador do campeonato, mas também por este regresso a uma casa que tão bem conhece.

O Sporting CP quis, desde cedo, tomar conta da partida e mostrar o porquê de ser o líder. No entanto, o jogo demonstrou algum equilíbrio nos minutos iniciais. Aos 22 minutos, é assinalada uma penalidade a favor do Sporting CP, após uma abordagem imprudente de Riccieli. Na cobrança, Nuno Santos permite uma boa defesa ao guardião Luiz Júnior. O Sporting CP aumenta a pressão e aproxima-se junto da baliza da equipa caseira. Aos 37 minutos, numa bela jogada individual cheia de intenção, o Pote de ouro leonino desbloqueia o jogo e faz um belo remate em arco ao ângulo inferior esquerdo, abrindo assim o marcador.

O jogo aqueceu e houve espaço para mais dois golos ainda antes do intervalo. Na única aproximação do FC Famalicão à baliza de Adán, a equipa caseira aproveita um erro do guardião espanhol para fazer o empate através de um cabeceamento de Gustavo Assunção, após livre cobrado por Bruno Jordão. A equipa leonina responde e repõe a vantagem, aos 49 minutos, através de um excelente livre direto cobrado por Pedro Porro.

Na segunda parte, o Sporting CP entrou por cima do jogo e bastante confiante. Dispôs de várias tentativas de golo e foi a única equipa que esteve sempre mais perto de marcar. Os leões foram controlando as ações do jogo sem se expor muito. Ao minuto 80, Pedro Gonçalves é expulso, após acumulação de cartões amarelos, deixando o Sporting CP reduzido a dez unidades, com mais de dez minutos para jogar. Aos 89 minutos, e de forma surpreendente, após uma cobrança de um livre directo frontal, Jhonata Robert faz um excelente golo, repondo assim a igualdade, com apenas os descontos por jogar. O Sporting CP reata a partida rapidamente e coloca a bola na área, conseguindo fazer o golo da vantagem. Contundo, o árbitro anula-o, com recurso ao VAR, expulsando, depois, o treinador Rúben Amorim.

Uma sensação de injustiça para o Sporting CP, com a equipa leonina a marcar passo e a empatar a duas bolas contra a equipa do FC Famalicão. Ainda assim, mantém a liderança do campeonato, independentemente dos outros resultados.

 

A FIGURA:

Pedro Porro chegou, viu e surpreendeu todos os adeptos leoninos com as suas exibições
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Porro – Fez um excelente golo numa altura crucial da partida, ajudando o Sporting CP a chegar ao intervalo com vantagem. Mesmo durante os momentos iniciais da partida, onde o Sporting CP ia relevando alguma dificuldade em encontrar espaços, foi o homem mais inconformado dos Leões. Apesar do erro no lance do golo do FC Famalicão, fez uma partida sempre a um ritmo altíssimo e sempre concentrado, aparecendo em todo o lado do campo.

 

O FORA DE JOGO:

Fonte: FC Famalicão

Ataque do FC Famalicão: A equipa tem jogadores com qualidade, mas realiza, novamente, uma partida muito atípica no que toca ao aspecto ofensivo. É certo que o Sporting CP se apresentou bem organizado e a bom nível, sendo, por esta altura, a melhor defesa do campeonato, mas a equipa, antes da expulsão leonina, contava apenas com três remates e com apenas um à baliza. Muito trabalho pela frente tem o treinador João Pedro Sousa.

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

O FC Famalicão apresentou algumas mudanças face ao último jogo, diante o FC Paços de Ferreira. Jhonata Robert, Iván Jaime e Marcello Trotta são rendidos por Rúben Lameiras, Bruno Jordão e Leonardo Campana, alterando a estrutura de um 4-4-2 para um 4-2-3-1. Sem bola, a equipa tentava condicionar a acção leonina na sua saída de bola, subindo as linhas nos pontapés de baliza. Quando não conseguia recuperar a bola, baixava as suas linhas e colocava vários homens atrás da linha da bola, de forma a evitar que o Sporting CP conseguisse as transições rápidas para aproveitar o espaço nas costas da defesa famalicense. Pedro Porro foi o homem mais ativo dos Leões e o FC Famalicão esteve especialmente bem e atento nas coberturas defensivas no seu lado esquerdo defensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Junior (7)

Edwin Herrera (5)

Riccieli (4)

Srdjan Babic (5)

Gil Dias (4)

Gustavo Assunção (5)

Joaquin Pereyra (4)

Ruben Lameiras (5)

Bruno Jordão (5)

Fernando Valenzuela (6)

Leonardo Campana (4)

SUBS UTILIZADOS

João Neto (3)

Marcello Trotta (3)

Iván Jaime (3)

Patrick (3)

Jhonata Robert (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Rúben Amorim manteve-se fiel ao seu 3-2-4-, sendo que apenas se viu forçado a realizar uma alteração face ao que tem sido o seu onze habitual. Por lesão, o jovem Nuno Mendes ficou de fora da convocatória, dando o seu lugar a Antunes, que se estreou assim a titular na presente temporada da Liga Portuguesa. A estratégia e as dinâmicas permaneceram idênticas, sendo que o Sporting CP procurou ter a bola e pressionar a todo o campo.

O Sporting CP esteve bem na pressão e a ocupar os espaços, mas demonstrou, mais uma vez, algumas dificuldades contra um bloco mais baixo, não conseguindo fazer aparecer os seus melhores jogadores.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adan (4)

Luís Neto (5)

Seba Coates (5)

Feddal (5)

Pedro Porro (7)

João Mário (5)

João Palhinha (6)

Antunes (4)

Pedro Gonçalves (5)

Nuno Santos (5)

Sporar (4)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Tomás (3)

Bruno Tabata (3)

Matheus Nunes (3)

Cristian Borja (3)

 

 

Artigo revisto 

Antevisão GP Sakhir: Bottas chega das areias movediças para a pole

0

A ANTEVISÃO: SE NÃO FOSSEM OS 0.026, ERA UM 37-0 PARA RUSSELL

Estamos de regresso ao Bahrain, desta vez renomeado de GP de Sakhir. Na realidade, desde a semana passada que ainda não saímos deste país. Porém, esta semana será diferente. Não só pelo circuito, visto que é a primeira vez que o Bahrain nos traz a sua «oval», mas também nos traz algumas mudanças na grelha de partida.

A primeira é Romain Grosjean (Haas), que, depois de ter protagonizado um dos acidentes mais espantosos da última década (e está em boa recuperação) é substituído pelo terceiro piloto da equipa, Pietro Fittipaldi.

Já o campeão Lewis Hamilton (Mercedes) testa positivo para a COVID-19, ao que obriga a duas mudanças: George Russell (Williams) é o escolhido para correr o carro mais cobiçado da grelha, o que obriga a Williams a escolher um dos seus pilotos de reserva para o lugar do britânico. E o escolhido é Jack Aitken, piloto da Campos Racing, na Fórmula 2.

Falando no fim-de-semana propriamente dito, os treinos livres de sexta-feira parecem promissores para George Russell, que acaba por ficar em primeiro lugar em ambos os treinos. O colega de equipa, Valtteri Bottas, parecia estar com dificuldades. Mas, no sábado, percebemos que era apenas uma «ilusão».

Isto é porque Valtteri Bottas mostra (finalmente) o que vale e é o homem que acaba por ficar com a pole position, na qualificação. Esteve quase, quase, mas George Russell fica no segundo lugar, por 0.026 segundos a mais. Podemos dizer que não é mau para um «novato».

Já Max Verstappen (Red Bull) vai partir na segunda linha, em terceiro lugar, com o impressionante Ferrari de Charles Leclerc que em apenas uma tentativa, consegue o quarto lugar. Para finalizar o top 5, temos Sergio Perez (Racing Point).

Sem incidentes em toda a sessão, na Q1 ficam de fora Kevin Magnussen (Haas), Nicholas Latifi (Williams), Jack Aitken (Williams), Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) e Pietro Fittipaldi (Haas).

Na segunda sessão de qualificação, destaque para a eliminação de Alexander Albon (Red Bull), ficando em 12.º lugar, falhando a Q3 pela terceira vez este ano. Também destaque para a eliminação de Lando Norris (McLaren) ficando na 15.º posição. Os restantes eliminados são Esteban Ocon (Renault), Sebastian Vettel (Ferrari) e Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo).

O que quer que aconteça amanhã, de uma coisa temos a certeza: Sakhir protagonizará uma das corridas mais rápidas do campeonato.

Com 87 voltas, os pilotos a fazerem uma volta em menos de um minuto, e sem Lewis Hamilton, será desafiante perceber em que medida Valtteri Bottas conseguirá assumir a liderança, com um George Russell motivado em aproveitar a sua única oportunidade de se mostrar o piloto capaz que mostra num carro «trator» como o da Williams.

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1