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Tri Nations: All Blacks regressam ao topo do hemisfério sul

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Termina mais uma época no hemisfério sul, desta feita com a Nova Zelândia (All Blacks) a vencer a grande competição de Rugby internacional da zona meridional do planeta, o Torneio das 3 Nações.

Apesar do primeiro lugar, o saldo não é positivo para os All Blacks, ao serem derrotados em duas ocasiões, num total de quatro jogos. Ainda assim, a profundidade do plantel à disposição de Ian Foster aliada à bagagem competitiva que os jogadores adquiriram no Super Rugby Aotearoa e, posteriormente, na ITM Cup foram fatores primordiais para o sucesso dos neozelandeses na competição.

Não obstante as duas derrotas, a Nova Zelândia foi a melhor equipa do torneio, ao apresentar um rugby dinâmico e veloz. Os Kiwis foram a equipa mais letal, tendo marcado 16 ensaios, número claramente superior aos quatro toques de meta dos australianos e aos dois dos argentinos.

Falemos agora daquela que foi, a meu ver, a surpresa do torneio, a Argentina. Era muita a incerteza que pairava sobre os Pumas, não só pelo facto de muitos dos jogadores não terem competido durante um longo período de tempo, devido à paragem do Super Rugby, mas também pelo surto de Covid-19 que se registou na preparação dos sul-americanos para a competição. A verdade é que os argentinos conseguiram o segundo lugar, acabando por vencer, pela primeira vez na sua história, a Nova Zelândia, numa vitória dominante por 25-15.

Por um lado, a estratégia defensiva adotada por Mario Ledesma e pelo treinador de defesa Juan Fernández Miranda surtiu o seu efeito, uma vez que a Argentina teve na defesa a sua grande força, ao apresentar uma line speed veloz e agressiva, capaz de colocar o opositor sob forte pressão, eficaz a defender a profundidade e a cobrir espaço e limitando a utilização do mesmo ao adversário. Os Pumas mostraram-se, muitas vezes, dominantes no jogo de contacto e foram a equipa com maior efetividade na placagem. Ainda para mais, os latino-americanos também foram quem menos quebras de linha concedeu.

Por outro lado, quando com bola, os argentinos não foram letais e imprevisíveis quanto o esperado. Os números que dizem respeito a metros percorridos, defesas batidos, quebras de linha da vantagem e transportes de bola são, em relação aos da Nova Zelândia e da Austrália, muito inferiores. Além do mais, a Argentina só foi capaz de marcar dois ensaios ao longo dos quatro encontros, fruto de alguma previsibilidade na circulação de bola e nas linhas de corrida da sua linha de três quartos.

Por último, a Austrália foi a grande desilusão da janela internacional de novembro e dezembro. A imprensa local qualificou a prestação da equipa de Dave Rennie como “poor” e “not enough”, na medida em que o novo selecionador australiano só foi capaz de vencer um jogo dos seis que disputou até agora, o que o levou a ocupar o último lugar deste Tri Nations.

As dificuldades dos Wallabies foram evidentes, quer defensiva, quer ofensivamente. Na linha de três quartos faltou um playmaker puro, de modo a dar mais capacidade de utilização da largura e da profundidade, algo que Reece Hodge não conseguiu fazer, acabando por apostar excessivamente num jogo ao pé que se veio a revelar quase sempre infrutífero. Foi notória a ausência de Matt Toomua, não só por ser um first receiver de grande qualidade, mas também por ser um chutador aos postes exímio. Já o pack avançado mostrou-se algo indisciplinado na sua leitura do breakdown, não conseguindo oferecer bolas rápidas à linha atrasada.

Sporting CP | Marcar muito e sofrer pouco: a base do Futebol

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Apesar do empate em casa do FC Famalicão, o Sporting CP está a protagonizar um grande início de campeonato: encontra-se em primeiro lugar à nona jornada, é o melhor ataque e a segunda melhor defesa do campeonato. Os pupilos de Rúben Amorim estão a jogar um futebol muito positivo e os golos marcados/ sofridos são um reflexo disso mesmo. Hoje, olhando para os números de golos marcados e sofridos, gostaria de analisar as estatísticas das épocas passadas em comparação com esta no que toca ao momento em que as redes abanam!

30 golos marcados, dez sofridos. Tudo isto em 11 jogos!

Em termos de média de golos marcados e sofridos por jogo (respetivamente: 2,73 e 0,91), até à data deste artigo, o Sporting CP está a conseguir um registo ofensivo que já não era visto desde 1973! Em termos de registo defensivo, não é preciso recuar muito no tempo para encontrar uma época com resultados melhores, mas, apesar de tudo, as prestações defensivas têm sido bastante competentes.

É claro que as contas se devem fazer no fim e estas médias não são exceção, na medida em que ainda podem sofrer bastantes alterações com o decorrer do campeonato, mas há que ter em conta que são números esplêndidos que ajudam a explicar toda a mística que os jogos do Sporting CP voltaram a ter: a equipa transmite boas sensações aos adeptos e estes acreditam que é possível ir vencendo, um jogo de cada vez.

Tanto a boa forma como a tranquilidade da formação leonina provoca o contentamento dos adeptos
Carlos Silva / Bola na Rede

Para o leitor ter uma ideia, à nona jornada, o Sporting CP já marcou quase metade dos golos marcados no campeonato na época passada. Na época passada, por esta altura, tínhamos um grande médio goleador que agora é um dos mais importantes jogadores do Manchester United e esta época temos o seu substituto na arte de marcar golos não sendo um atacante: Pedro Gonçalves é o melhor marcador da equipa com nove golos em oito jogos e nem é ele que marca as grandes penalidades (imaginem se fosse).

É certo que ter um jogador que “invente” golos do nada (veja-se o primeiro golo contra o Famalicão) é fundamental para o sucesso da equipa, mas esta tendência goleadora e este futebol positivo tem um nome e esse nome é o do técnico do Sporting CP: para além de haver consistência defensiva, o Sporting CP, em termos de ataque, faz o futebol parecer simples de uma forma que apaixona de ver jogar.

Tudo isto para dizer que o Sporting CP tem numa equipa proveniente (de mais) um ano zero, uma equipa que dá gosto de ver jogar, uma equipa que marca mais do que o costume e uma equipa que sofre pouco. Afinal, a base do futebol é marcar mais do que sofrer e, se possível, com um futebol bonito ao ponto de dar gosto de ver jogar. E que gosto dá ver a equipa de Rúben Amorim…

Jesus e os seus vícios

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De Jorge Jesus nunca se esperou a maleabilidade comunicacional ou a postura serena que se imagina num treinador de topo. Com traços da identidade portuguesa, o técnico garantia sim a competência do treino, o estudo dos adversários e conhecimento aprofundado sobre o jogo, que lhe permitiram sempre abordar todas as competições como objectivos a pronto.

São essas valências que lhe permitem a ambição e confiança desmedidas que se transportam para a flash interview e que resultam muitas vezes em precipitações e equívocos, com evidente falta de nível – a resposta a Rita Latas nos Barreiros é disso o último grande exemplo.

Na noite de domingo, houve ainda desvalorização a Waldschmidt, apesar do golo salvador  – “pode fazer muito melhor”, depois de encostar o alemão à esquerda e de este lhe dar a vitória -, como já tinha acontecido no episódio com Gonçalo Ramos no jogo para a Taça.

São inúmeros os episódios que obrigam o treinador a retratar-se, vícios que nem a aventura asiática ou brasileira – e o intercâmbio cultural – conseguiu disfarçar. Que são toleráveis quando consegue engrenar o seu 4-4-2 de sempre e despachar o que lhe aparece à frente, pelo menos até às fases decisivas: nesse contexto os vícios passam a “personalidade vincada” e o peculiar feitio de Jorge não faz mossa.

Em 2020-21, enquanto demora a “arrasar” como prometeu à chegada, as suas declarações vão distanciando a massa adepta, já de si dividida com o seu regresso sebastiânico-trágico.

Quando chegou à Luz em 2009, impactou não só pela evidente melhoria da competitividade da equipa como também na forma agressiva de se expressar. A falta de sofisticação apontada por alguns era vista como “ganas” pelos mais apaixonados.

Os confrontos com outros treinadores, por vezes até de forma exagerada – Manuel Machado – ou episódios como a dispensa de Quim, em directo e em horário nobre na televisão do estado, exigiam abastado rendimento dentro de campo para ser visto apenas como resultado da sua “frontalidade”.

Em 2010-11, depois de época desastrosa onde falhou a toda a linha, viu-se o reverso da moeda e a insatisfação constante de grande parte da massa adepta, que foi surgindo sempre que as épocas não correspondiam – houve redenção definitiva no triplete de 2013-14, quando já era hábito aceitar os devaneios do técnico e a sua forma irreverente de comunicar.

A ida para o Sporting CP e o clima de guerrilha instaurado por Bruno de Carvalho tornaram-no em cavaleiro negro contra o benfiquismo. A aposta de Vieira noutro tipo de perfil como Rui Vitória, mais comedido e responsável, encaixou com a outra grande lacuna apontada a Jesus: a aposta na formação. A forma paternal como orientava a equipa foi corte unilateral com a presença dos seis anos anteriores, existindo uma linha de continuidade quando se apostou em Bruno Lage.

Mas o fantasma de Jorge Jesus pairava na Luz, habituada à intempestividade de um treinador que conjugava como ninguém o frenesim de apoio das bancadas com a sua própria gestão da equipa, utilizando muitas vezes o público como aliado da sua expressividade para dentro de campo. Acontece que esse estilo de comunicação, de grande intensidade, causa também grande desgaste. Amor e ódio.

Depois de uma segunda volta estranha a todos os níveis e a proximidade das eleições, Vieira não teve outra hipótese senão recuperar o seu grande trunfo. Mas as grandes lacunas apontadas até agora, defeitos de sempre do seu sistema – a permeabilidade do meio-campo que expõe em demasia o eixo defensivo, por exemplo –, e a falta de resultados convincentes não têm permitido disfarçar as gaffes e a inconstância comunicacional.

A promessa do “jogar a triplicar” subiu desnecessariamente as expectativas, colocando-o a ele e à equipa sobre brasas. A eliminação aos pés do PAOK foi pressão adicional que não se esperava e a atitude muito mais despreocupada que vai mostrando, apático por vezes, não tranquiliza os benfiquistas – pelo menos aqueles que viram no seu regresso a solução para todos os males.

Tal como aconteceu com Sherwood, já este ano houve oportunidade de pisar os calos a colegas de profissão: Steven Gerrard ficou incomodado no final do jogo da Escócia e Lito Vidigal só se safou de um confronto pela pronta atitude de Rui Costa, que segurou Jesus no momento do golo de Everton.

Esta procura da adrenalina e os constantes despiques nunca deixaram de ser aspectos vitais da sua energia, onde nem sempre tem comportamentos aceitáveis até para com membros do próprio staff técnico – como Raul José ou Shéu Han, que por ele foi empurrado em White Hart Lane.

Jesus será desculpado consoante a sua taxa de sucesso. Num clube gigantesco como o SL Benfica exige-se mais que vitórias ou goleadas, mas apenas elas poderão ajudar à desvalorização dos aspectos menos bons do estilo de gestão de Jorge Jesus. O calendário apertado não tem permitido grandes semanas de treino nem a frescura necessária para implementar o seu futebol, electrizante e desmedido como só ele sabe ser.

NBA | O «Refresh» nos Golden State Warriors

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Com a lesão horrífica de Klay Thompson, que colocou os adeptos da NBA em choque e a direção dos Warriors em desespero, a missão de colocar o franchise na luta pelo campeonato, passou de objetivo para uma quimera difícil de augurar. Atualmente, sem Klay, os Golden State Warriors sugam para si o estatuto de «underdogs» na conferência Oeste.

Algo difícil de imaginar para uma equipa que, há anos, confrontou a NBA com uma das melhores equipas de sempre. Ainda assim, apesar da lesão de uma das principais figuras da equipa, a direção de São Francisco não procura colocar travão na época que está aí à porta, o problema urge, na medida em que vão ter que colmatar a ausência de um jogador tão influente, como é Klay Thompson.

Foto de capa: Golden State Warriors

SL Benfica 2-1 FC Paços de Ferreira: Luca dá “paço” importante na luta pelo título

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A CRÓNICA: WALDSCHMIDT FORA DE HORAS SALVA ÁGUIA DO EMPATE

Depois do tropeção leonino em Famalicão, o SL Benfica tinha uma oportunidade de ouro para diminuir a distância para o primeiro lugar e não a desperdiçou: na receção ao FC Paços de Ferreira, as águias tiveram de suar para vencer por 2-1, com o golo da vitória a surgir no último lance do encontro por Luca Waldschmidt.

Antes do apito inicial, Jorge Jesus teve uma dor de cabeça: Grimaldo lesionou-se no aquecimento para o jogo e teve de ser rendido por Nuno Tavares. Essa contrariedade não abalou o conjunto encarnado que entrou decidido a marcar cedo, e podia tê-lo logo ao minuto cinco pelo suspeito do costume, Darwin Núñez, que no frente a frente com Jordi acabou por permitir a defesa do guarda-redes.

O início de jogo foi bastante movimentado com o Benfica a ter mais bola, contudo Pepa tinha prometido jogar “olhos nos olhos” e essa promessa quase tornou-se em realidade: jogada bem desenvolvida pelos castores do lado direito, Luther Singh cruzou para Douglas Tanque para uma excelente parada de Vlachodimos à passagem do minuto 14.

As águias voltaram à carga por intermédio de Pizzi aos 19’ num remate em que o médio tentou desviar tanto a redondinha que acertou no poste e não no fundo da baliza de Jordi, após Núñez assistir o capitão do Benfica.

O encontro estava num ritmo de “bola cá, bola lá” e Paços responde à ocasião do Benfica, mas com mais eficácia aos 24 minutos: pontapé de canto para os visitantes, a defesa encarnada afastou mal a bola e Oleg de primeira atira para o fundo das redes, inaugurando o marcador com um golaço. No instante, os pacenses poderiam ter feito o segundo por Douglas Tanque que atirou bastante por cima, quando estava em fantástica posição para marcar.

O Benfica foi logo em busca de restabelecer a igualdade no marcador, até já estava bem instalado no meio-campo defensivo do Paços, embora a maior dificuldade sentida era conseguir furar a muralha amarela e verde que ia cumprindo a sua tarefa de manter Núñez e companhia longe da sua baliza da melhor forma, aproveitando ainda alguns passes falhados para tentar lanças contra-ataques venenosos.

Aos 41’, Rafa atirou para uma defesa apertada de Jordi para canto. Na sequência do canto, o mesmo Rafa ainda chegou a introduzir a bola na baliza, mas o golo foi invalidado pelo controlo com o braço do extremo.

Antes do descanso, houve tempo para Taarabt rematar para fora com muito perigo. Intervalo na Luz e o Paços ia em frente no marcador.

Insatisfeito com a exibição da sua equipa, Jorge Jesus lançou para o segundo tempo Gabriel e Seferovic para os lugares de Weigl e Pizzi respetivamente. Apesar das mudanças, o primeiro lance de perigo pertenceu à formação visitante por Luther Singh que podia ter assistido um companheiro, mas optou pelo remate que foi contra o defesa encarnado.

O Benfica continuava a demonstrar as mesmas dificuldades em furar a defesa pacense, mas Rafa tratou de emendar isso: numa recuperação a meio-campo em que faz um túnel delicioso sobre Eustáquio, o extremo passa para Gilberto que assiste o número 27 das águias para marcar o tento do empate.

Gilberto estava muito envolvido na dinâmica ofensiva que quase voltou a assistir um colega do ataque, desta vez Seferovic que atirou não muito longe da baliza de Jordi aos 70’. Logo a seguir, foi Darwin a rematar em potência e acertar em cheio na barra, naquele que foi o seu primeiro remate à baliza.

O tempo começava a faltar para os homens de Jorge Jesus que ia perder uma ocasião soberana para reduzir a desvantagem para o líder Sporting. A equipa estava toda balanceada para o ataque, e ia deixando espaços na defesa para o Paços que teve ainda algumas ocasiões para tentar alcançar o 1-2, com destaque para o remate de João Amaral aos 89’.

Tanta insistência acabou por dar resultado: no último suspiro da partida, Gabriel cruzou para Luca Waldschmidt vestir a pele de salvador e fazer o 2-1, fazendo lembrar o ponta de lança angolano Pedro Mantorras que, em tempos passados, salvava (quase) sempre o Benfica no final dos jogos.

Mesmo sem um grande brilhantismo, o certo é que o Benfica alcança o triunfo a acabar a partida e reduz a diferença para o Sporting. Pede-se muito mais a Jorge Jesus e aos seus comandados, uma vez que voltaram a evidenciar as suas dificuldades contra adversários que mostrem uma grande organização.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Luca Waldschmidt – Lançado no início do segundo tempo, o alemão foi peça fundamental na reviravolta encarnada. Procurou criar espaços na frente de ataque, batalhou para marcar e conseguiu já perto do fim, dando assim três pontos importantes ao SL Benfica na luta pelo título. Nota positiva para Rafa que foi o mais inconformado do lado encarnado enquanto esteve em campo, tanto que é por ele que começou a reviravolta na Luz.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Julian Weigl – Uma das surpresas no onze inicial, a expetativa era grande para ver o que Weigl poderia trazer ao jogo encarnado, ainda para mais após a boa entrada em campo frente ao Lech Poznan. Contudo, a expetativa rapidamente deu lugar à frustração, já que o médio alemão não trouxe novas ideias a um meio-campo que ainda procura alcançar uma melhor dinâmica. Foi sem surpresas que saiu ao intervalo.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica apresentou-se esta noite no seu habitual 4-4-2, onde o grande destaque foi para dupla do meio-campo formada por Weigl e Taarabt. Após o empate do Sporting, o Benfica tinha uma oportunidade de ouro para reduzir distâncias para o topo do campeonato.

As águias entraram motivadas para o jogo, mas foram surpreendidas pela ousadia pacense que marcou primeiro aos 23 minutos. A partir daí, os comandados de Jorge Jesus foram em busca do empate, contudo a muralha visitante não estava a dar espaços e faltava alguma criatividade para surgirem oportunidades soberanas para o golo.

O segundo tempo trouxe um Benfica ainda mais determinado em marcar e chegou ao empate por intermédio de Rafa Silva. O que se assistiu logo a seguir ao 1-1 foi um autêntico “assalto” à baliza de Jordi em busca do golo que garantissem os três pontos importantes na luta pelo título, mas foram dados muitos espaços nas costas que poderiam ter causado calafrios na intenção encarnada de vencer.

O golo da vitória acabou por surgir perto do fim por autoria de Luca Waldschmidt que permite ao Benfica ficar a apenas dois pontos do líder Sporting.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (6)

Gilberto (6)

Jan Vertonghen (6)

Nicolás Otamendi (6)

Nuno Tavares (5)

Julian Weigl (4)

Adel Taarabt (6)

Rafa (7)

Everton (4)

Pizzi (5)

Darwin Núñez (6)

SUBS UTILIZADOS

Gabriel (5)

 Haris Seferovic (4)

Luca Waldschmidt (8)

Pedrinho (5)

Chiquinho (5)

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

O conjunto pacense apresentou-se na Luz no seu típico 4-4-3 com duas alterações face à última partida: o central Maracás e o trinco Mohamed Diaby foram lançados no onze inicial, relegando Marco Baixinho e Luiz Carlos para o banco de suplentes respetivamente. Num série de seis jogos sem perder e três consecutivos sem sofrer golos, o Paços de Ferreira queria causar uma surpresa na visita à Luz.

O Paços entrou sem medo do SL Benfica, e até inaugurou primeiro o marcador com um remate soberbo de Oleg aos 23’. Em vantagem, os visitantes entregaram o controlo do jogo ao Benfica, embora fossem aproveitando algumas desatenções para lançar contra-ataques venenosos com o intuito de ferir ainda mais uma águia a necessitar de vencer. No segundo tempo, a frescura começou a faltar à defesa pacense e isso fez mossa, já que o Benfica conseguiu chegar à reviravolta perto do fim do jogo. Um castigo duro para a equipa de Pepa que merecia levar um ponto para casa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordi Martins (5)

Fernando Fonseca (5)

Maracás (5)

Marcelo (5)

Oleg (6)

Mohamed Diaby (4)

Bruno Costa (6)

Stephen Eustáquio (6)

Luther Singh (5)

Hélder Ferreira (4)

Douglas Tanque (5)

SUBS UTILIZADOS

Uilton Silva (4)

Luiz Carlos (5)

Marco Baixinho (5)

João Amaral (5)

João Pedro (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

Não foi possível colocar questão ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.

FC Paços de Ferreira

BnR: Face ao último encontro (vitória fora contra o Moreirense), o Pepa retirou Marco Baixinho e Luiz Carlos do onze inicial, colocando Maracás e Diaby nos seus lugares respetivamente. Que justificação está na base dessas mudanças?

Pepa: «Posso falar nessas mudanças abertamente, sem querer esconder nada, pois as pessoas gostam de perceber as opções dos treinadores. Optei pelo Maracás porque controla melhor a profundidade, é o nosso central mais rápido e esteve muito bem, tendo saído exausto. Em condições normais, naquela bola que dá o primeiro golo do Benfica, ele saí bem, mas não conseguiu recuperar a posição devido ao seu cansaço. Em relação ao Diaby, o próprio Luiz Carlos, o nosso “velhote”, na sequência de três jogos seguidos, quebra normalmente, mas escolhi o Diaby pela dimensão que dá no meio-campo e capacidade que ele tem. Teve várias oportunidades entre o Vertonghen e o Nuno Tavares, pois sabíamos que o lateral esquerdo saí muito na pressão ao nosso ala, e a nossa intenção era atrair o nosso ala mais baixo à largura. O Diaby não é tão forte na construção e o Benfica é muito forte nessa primeira referência quando vai de frente, mas para trás tem mais dificuldades. Nós tínhamos planeada uma dessas saídas pelo Diaby na profundidade e saímos várias vezes. É uma questão de opções, estratégia e condição física dos jogadores.»

Belenenses SAD 2-1 SC Braga: Azuis conquistam primeira vitória caseira

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A CRÓNICA: PRESSIONAR PARA VENCER

O Belenenses SAD derrotou esta noite o SC Braga por 2-1, em jogo a contar para a 9ª jornada da Liga. Numa exibição com muita personalidade, a equipa de Petit chegou à vantagem na 1ª parte com golos de Miguel Cardoso e Afonso Sousa. Na 2ª parte, o SC Braga reduziu por Paulinho através de uma grande penalidade.

Os primeiros 45 minutos foram dominados pela equipa da casa, que coroou esse domínio com dois golos. O Belenenses SAD pressionou alto e mostrou-se agressivo na reação à perda da bola, forçando o SC Braga a falhar muitos passes ainda no seu meio-campo. Miguel Cardoso (32’) e Afonso Sousa (45’), este com um remate fantástico, fizeram os golos da equipa de Petit e confirmaram a superioridade dos azuis na saída para o intervalo.

Na segunda parte, e com as entradas de Schettine e Fransérgio, viu-se um SC Braga numa corrida contra o tempo e um Belenenses SAD a procurar todos os deslizes dos minhotos para lançar o contra-ataque. À passagem do minuto 62’, David Carmo foi expulso e pensava-se que o jogo estava resolvido, mas o SC Braga reduziu por Paulinho (70’) na conversão de uma grande penalidade (à segunda, depois de a primeira ter sido anulada pela saída prematura de André Moreira). Até final, o SC Braga encostou o Belenenses SAD à sua área mas o resultado não sofreu alterações.

Com esta vitória, o Belenenses SAD soma 11 pontos e sobe ao 8º lugar, enquanto que o SC Braga desce para o quarto posto da classificação, por troca com o FC Porto.

 

A FIGURA

Pressão do Belenenses SAD – A equipa de Petit soube pressionar alto e bem o SC Braga, condicionando os guerreiros do Minho logo à saída da sua grande área. Esta pressão forçou o erro do SC Braga, que perdeu muitas bolas no seu meio-campo defensivo e possibilitou ao adversário chegar muitas vezes com perigo à sua área, fazendo dois golos.

 

O FORA DE JOGO

1ª parte do SC Braga – A equipa do SC Braga fez uma primeira parte muito tímida, fruto também da excelente exibição do adversário. Os comandados de Carlos Carvalhal mostraram dificuldades em sair a jogar e em chegar com a bola controlada até ao último terço do terreno.

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

O Belenenses SAD apresentou-se no habitual 3-4-3, com Danny Henriques a ser uma das novidades no onze inicial, substituindo o castigado Henrique. Destaque também para a estreia de Sithole como titular na Liga NOS, ao lado de Bruno Ramires. As alas ficaram entregues a Esgaio e Rúben Lima, enquanto que o tridente ofensivo dos azuis foi composto por Afonso Sousa, Varela e Miguel Cardoso. No momento defensivo, o Belenenses SAD passava a 5-3-2, com o extremo do lado da bola a constituir a primeira linha de pressão ao lado do ponta de lança e os alas a descerem para a linha da defesa.

Os azuis pressionaram alto, logo na saída de bola do SC Braga, mostrando também agressividade e rapidez na reação à perda da bola. No momento ofensivo, a equipa jogou de forma muito vertical, procurando as deambulações de Miguel Cardoso tanto pelas alas, como pelas costas da defesa alta do SC Braga.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Moreira (8)

Tiago Esgaio (6)

Danny Henriques (7)

Tomás Ribeiro (7)

Cafú Phete (7)

Rúben Lima (7)

Bruno Ramires (7)

Sithole (7)

Afonso Sousa (8)

Varela (6)

Miguel Cardoso (8)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Teixeira (5)

Edi Semedo (5)

Cauê (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

A equipa de Carlos Carvalhal apresentou uma equipa com uma mutação tática para tentar surpreender ao máximo o Belenenses SAD. Na primeira fase de construção, os bracarenses formavam em 3-4-3, com Sequeira a ser um terceiro central pelo lado esquerdo e Galeno a ocupar toda a ala direita. Almusrati e André Castro preenchiam o miolo do terreno com Ricardo Esgaio no corredor esquerdo, mas com um atrevimento menos ofensivo que Galeno. Na frente, Iuri Medeiros e Ricardo Horta faziam o apoio a Paulinho. Com o passar do encontro, assistimos a uma mutação para 4-4-2, com Paulinho a receber o apoio direto de Ricardo Horta ou Iuri Medeiros numa fase de pressão mais adiantada. Galeno partilhava assim a ala direita com Sequeira e Ricardo Esgaio assumia-se como um lateral direito.

O SC Braga mostrou uma grande passividade, fruto talvez da ressaca europeia, não conseguindo circular a bola da melhor maneira. As chegadas à área contrária foram tímidas e o técnico arsenalista fez entrar Schettine e Fransérgio para os lugares de Iuri Medeiros e Almusrati. Assim, na segunda parte o miolo foi reforçado e Esgaio ficou mais isolado na ala direita pelo facto de Ricardo Horta estar em terrenos mais interiores no lado esquerdo. Schettine foi o apoio de Paulinho.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (5)

Bruno Viana (5)

David Carmo (4)

Nuno Sequeira (6)

Ricardo Esgaio (5)

Al Musrati (4)

André Castro (5)

Galeno (5)

Iuri Medeiros (4)

Ricardo Horta (4)

Paulinho (6)

SUBS UTILIZADOS

Schettine (5)

Fransérgio (5)

Tormena (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: Petit, sobretudo na 1ª parte, o Belenenses SAD pressionou alto e forçou muitas vezes o erro SC Braga. Na sua opinião, este foi o fator determinante para fazer os dois golos?

Petit: Sim, sabíamos que tínhamos de pressionar os três defesas do SC Braga. Foi o que fizemos nessa primeira parte e obrigamos o SC Braga a jogar mal. Não há golos se não houver erros e conseguimos obrigar o SC Braga a errar. Naturalmente que na segunda parte não tenhamos tido essa pressão. Mas foi um bom jogo de futebol, bem jogado e foi uma boa vitória.

SC Braga

BnR: Carlos, qual foi o objetivo com a saída de Bruno Viana para a entrada de Tormena? Problemas físicos ou uma opção técnica?

Carlos Carvalhal: Foi esgotamento físico. Ele tinha jogado na 5ª-feira e o jogo de hoje com um central estava a exigir muito dele. O Bruno não pediu para sair mas eu senti o esgotamento total e não quis arriscar uma lesão.

Artigo da autoria por Frederico Seruya e João Castro

 

Liverpool FC 4-0 Wolverhampton Wanderers FC: Campeão goleia lobos desinspirados

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A CRÓNICA: LIVERPOOL FC ENCONTROU UMA MATILHA DE CORDEIROS

Voltou-se a cantar o You’ll Never Walk Alone esta noite em Anfield Road, no dia em que os habitantes da cidade dos Beatles puderam voltar à sua casa para ver o campeão inglês, Liverpool FC, a receber a equipa mais portuguesa da história da Premier League, o Wolverhampton Wanderers num jogo a contar para a 11.ª jornada da Liga inglesa. À partida, é de destacar que os Reds tiveram de alinhar com muitos suplentes, uma vez que continuam a ser assolados por uma maré de azar no que às lesões diz respeito. Os Wolves também não contaram com o seu matador predileto, Raúl Jiménez, ainda a recuperar do violento choque com David Luiz na vitória dos lobos sobre os Gunners na 10.ª jornada.

Não foi o início do jogo que ajudou a aquecer a noite fria em Liverpool. Atipicamente, o primeiro remate dos Reds surgiu apenas quando corria o minuto 11 de jogo. Depois dum bom cruzamento de Robertson, faltou a Mané estar em melhor posição para que o seu cabeceamento incomodasse Rui Patrício. A primeira grande oportunidade de golo nasceu pouco depois, aos 17 minutos, quando Daniel Podence tentou picar a bola por cima do guarda-redes irlandês Kelleher, que se esticou todo para fazer uma grande defesa e evitar o golo inaugural da partida para os Wolves.

Apesar dos Wolves terem mais remates à passagem dos 20 minutos, Mo Salah não precisa de muitas tentativas para causar estragos – e assim o foi. Num erro colossal, o defesa inglês Conor Coady quase assistiu o egípcio ao parar a bola com o peito na sua grande área. Salah viu-se sozinho em frente a Rui Patrício e não perdoou. Ao minuto 24, o marcador passou a mostrar 1-0 a favor da equipa da casa.

Numa altura em que o Liverpool até tentava arrefecer o jogo, a Kop explode de revolta ao minuto 44 quando Conor Coady cai na área dos Reds e o árbitro Craig Pawson aponta para a marca do castigo máximo. Depois de consultar as imagens tratadas pelo VAR, o juiz inglês reverteu a decisão e o defesa, já ligado por maus motivos ao primeiro golo, sai para o intervalo vaiado pelas duas mil pessoas presentes em Anfield.

O Liverpool veio mais animado para a segunda parte e, aos 46 minutos, mostrou ao que vinha com um bom remate do Sadio Mané. Valeu, como sempre, a atenção de Rui Patrício a evitar males maiores para a formação dos Wolves. O senegalês volta a ficar perto do 2-0 aos 51 minutos: Salah faz um passe a 30 metros para Robertson, passa antecipadamente a Mané que chuta para fora. Bonita, a jogada do campeão.

Algo contra a corrente do jogo, os Wolves iam empatando a partida aos 57 minutos por intermédio do Conor Coady, mas valeu um corte monumental de Fabinho. Na jogada seguinte, um passe de costa a costa de Henderson encontra Gini Wijnaldum que, sem linhas de passe disponíveis, só tem olhos para a baliza e marca um dos golos da jornada. 2-0 para os Reds à passagem da hora de jogo. Depois disto, o domínio do campeão só foi ficando mais evidente. Aos 67 minutos, foi a vez de Joel Matip celebrar junto da Kop, depois de usufruir dum cruzamento com régua e esquadro de Mo Salah e fazer o 3-0.

Depois disto, pouco mais jogo houve. De destacar a entrada da nova estrela da companhia, Diogo Jota, contra o seu antigo emblema. Aos 77 minutos, Nélson Semedo com alguma infelicidade à mistura coloca a bola dentro da própria baliza e o marcador passa a mostrar 4-0 a favor da equipa da casa.

O Liverpool bateu os lobos com relativa facilidade e indiscutível justiça. Ainda não foi desta que os Wolves conseguiram voltar a bater os Reds na Premier League – já não acontece desde 2010. Com a vitória, o campeão inglês sobe ao primeiro lugar, que vai continuando a dividir com o sensacional Tottenham de José Mourinho.

 

A FIGURA

Mohamed Salah – Empurrado pelos dois mil adeptos que tiveram o privilégio de ir à Kop, o rei egípcio foi o melhor em campo tendo assinado um golo e uma assistência. Conseguiu não desligar desde o primeiro minuto de jogo e presentear os adeptos dos Reds com mais uma exibição memorável em Anfield. É escusado dizer, mas também bom relembrar: Salah é um fora de série.

 

O FORA DE JOGO

Conor Coady – Uma assistência para o Salah, uma tentativa de ‘cavar’ um penálti, uma ocasião flagrante falhada e uma assobiadela monumental. A realização da Premier League foi apanhando os momentos em que Coady mereceu ser destacado na partida, e todos eles ficam relembrados pelos piores motivos. Como se sabe, a plateia inglesa não perdoa. Joga sujo, vai ouvir das boas… E hoje, o inglês nem tinha onde se esconder.

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Como é costume, o carismático Jürgen Klopp desenhou um 4-3-3 para defrontar os Wolves. Ao pensar o jogo, pretendia apostar nas transições rápidas e na pressão elevada para impedir o primeiro momento de construção da formação adversária que, a bom rigor, nem aconteceu muitas vezes devido à urgência do Wolverhampton em colocar rapidamente a bola nas alas. O Liverpool teve muita posse de bola e, a seu jeito, soube ler perfeitamente todos os momentos do jogo: quando acelerar, quando arrefecer, quando gerir. No aspeto tático, uma exibição irrepreensível da turma de Klopp.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Caoimhin Kelleher (7)

Neco Williams (6)

Joel Matip (7)

Fabinho (7)

Andy Robertson (7)

Curtis Jones (5)

Jordan Henderson (7)

Gini Wijnaldum (8)

Mohamed Salah (9)

Sadio Mané (7)

Roberto Firmino (6)

SUBS UTILIZADOS

Trent Alexander-Arnold (6)

Diogo Jota (-)

Naby Keita (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – WOLVERHAMPTON WANDERERS FC

Nuno Espírito Santo levou a jogo o habitual sistema de 3-4-3 para tentar conquistar a primeira vitória dos Wolves sobre o Liverpool para a Premier League desde 2010. O fio de jogo pensado pelo português passou pela concentração defensiva para evitar as incursões dos Reds e qualidade na colocação das bolas longas para lançar as flechas que tem nas alas, Traoré e Pedro Neto. Ambos foram dando muito trabalho às laterais defensivas da equipa da casa. Conclui-se que a estratégia de NES não chegou para fazer frente a um Liverpool, que foi empurrado pelos 2 mil adeptos na Kop.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Rui Patrício (5)

Willy Boly (5)

Conor Coady (3)

Leander Dendoncker (5)

Nélson Semedo (5)

João Moutinho (6)

Rúben Neves (5)

Marçal (6)

Adama Traoré (7)

Pedro Neto (7)

Daniel Podence (6)

SUBS UTILIZADOS

Fábio Silva (5)

Rayan Ait Nouri (-)

Vitinha (-)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GP Sakhir: Sergio Pérez, bem-vindo ao círculo dos vencedores

A CORRIDA: A DOR DE UNS, O JÚBILO DE OUTROS

O ano de 2020 já provou que pode trazer um pouco de tudo, sempre inesperável, e hoje, mais uma vez, voltamos a ver o que isso quer dizer. No circuito exterior do Bahrain, GP Sakhir, Sergio Pérez foi o primeiro a ver a bandeira axadrezada, para garantir a primeira vitória da carreira. Numa corrida completamente caótica, foi o mexicano que chegou à frente do estreante em pódios, Esteban Ocon (Renault), e de Lance Stroll (Racing Point).

Quem visse a primeira metade da corrida não percebia o que aconteceu. George Russell (Mercedes), arrancou na perfeição do seu segundo lugar da grelha, saltando para a liderança pela primeira vez na carreira. Mais atrás, Max Verstappen (Red Bull), também teve um excelente arranque, mas ao tentar desviar-se do choque entre Charles Leclerc (Ferrari) e Sergio Pérez, acabou por se tornar um passageiro, e não conseguir evitar as barreiras. Leclerc mais uma vez a mostrar ambição em demasia na primeira volta, e quase arruinou a corrida de Pérez que após parar atrás do safety car, caiu para último.

A partir deste momento, George Russell controlava a corrida com relativa tranquilidade, com Valtteri Bottas (Mercedes), incapaz de se aproximar. O homem que substituiu Lewis Hamilton este fim-de-semana a honrar bem o carro que herdou.

No pelotão parecia tudo bem, inicialmente Carlos Sainz (Mclaren), parecia o homem a bater pelo último lugar do pódio, mas lá atrás e cheio de gana, havia um mexicano…

Onde tudo ficou virado de pernas para o ar foi na volta 63 de 87. Após um despiste de Jack Aitken, o substituto de Russell na Williams, a Mercedes mandou parar o britânico atrás do safety car, com Bottas logo de seguida, uma manobra já executada pela Mercedes no passado e com sucesso. Contudo, desta vez tudo correu mal, com os mecânicos a colocar pneus de sets diferentes no carro de Russell, e afectando a pit stop de Bottas, que foi obrigado a sair com pneus usados com cerca de 20 voltas.

Russell teve de regressar às boxes para corrigir o erro, caindo na tabela. O britânico regressou logo atrás de Bottas, a quem mostrou as garras, com uma fenomenal ultrapassagem. Tudo parecia bem, Sergio Pérez seguia em primeiro, mas com Russell a aproximar-se, até que um furo obriga a mais uma paragem do piloto “emprestado” pela Williams, e o atira para fora do top 10, sendo que conseguiu ainda chegar a nono, que também está dependente da penalização dos comissários pela confusão dos pneus, que, no momento em que este artigo está a ser redigido, ainda não foi anunciada. Ou seja, nem num Mercedes, George Russell poderá ter a sorte de conseguir os seus primeiros pontos.

 

O caos foi a ordem do dia, e na confusão, vários homens do pelotão que tinham o pódio em vista, deitaram a hipótese fora devido a paragens mal calculadas. Um deles foi o quarto classificado Carlos Sainz (McLaren), que até a uma má paragem atrás do VSC, era o favorito para seguir Sergio Pérez, em vez de Esteban Ocon. Daniel Ricciardo também foi prejudicado pelas paragens, caindo para quinto, ao contrário do seu colega de equipa na Renault, que terminou no pódio. Outro azarado, foi Daniil Kvyat (Alpha Tauri), que executou uma corrida fantástica, e podia ter sido um dos beneficiados, contudo, terminou na sétima posição.

Alexander Albon teve mais um dia difícil, conseguindo apenas o sexto lugar. Sejamos honestos, com o caos, deveria ter aproveitado melhor tendo em conta a máquina que tem debaixo de si, e se Sergio Pérez é o principal candidato a ficar com o seu lugar na Red Bull, esta corrida não ajudou, de todo.

Os dois Mercedes de Bottas e Russell terminaram em oitavo e nono, respectivamente, e o finlandês não pode estar feliz com esta corrida, mesmo retirando o caos. Foi claramente batido por um piloto com apenas dois anos de experiência, a conduzir este carro pela primeira vez. No que toca a George Russell, a mostrar bem o que toda a gente dizia quando lhe chamam um futuro campeão. Isto foi a prova de que já está pronto para sair de um Williams para algo mais rápido.

A fechar os 10 primeiros está Lando Norris (McLaren). Após um início fabuloso, com 9 posições ganhas em poucas voltas, acabou por não sair do sítio, e ficar com um ponto solitário.

Este foi um grande prémio fabuloso. A Racing Point reaqueceu a luta pelo terceiro lugar do campeonato de construtores, voltando para a frente da Mclaren, agora com 10 pontos de vantagem, e Pérez, com esta vitória, dificilmente perde o quarto lugar no campeonato de pilotos. É cada vez mais frustrante ver um piloto deste calibre sem um lugar garantido para 2021. O nível que ele tem demonstrado desde que se soube que seria substituído por Sebastian Vettel, tem sido dos melhores da grelha, e isso merece respeito. Mais uma vez, Red Bull, não sejam parvos, a escolha é óbvia.

Foto de capa: Racing Point

Rio Ave FC 0-0 Boavista FC: Ninguém quebrou o gelo

CRÓNICA: RIGIDEZ DEFENSIVA IMPLICA DIVISÃO DE PONTOS

A nona jornada da Primeira liga colocou frente a frente Rio Ave FC e Boavista FC, num encontro onde ambas as equipas procuravam ferir as redes adversárias, após dois jogos impotentes, diante Gil Vicente e Belenenses SAD respetivamente. As temperaturas estavam geladas, porém, ninguém foi capaz de mexer com o jogo e quebrar esse mesmo gelo.

A partida principiou com o domínio da equipa vilacondense, assumindo claramente as rédeas do encontro, com uma posse de bola «agressiva» e bem direcionada, sustentando o seu jogo com grande variabilidade de recursos dos homens da frente. Apesar disso, as oportunidades não se iam sucedendo e a previsibilidade ofensiva do lado da equipa da casa em conjunto com a inoperância ofensiva do lado axadrezado culminava, sem supresas, numa primeira parte sem qualquer golo. Aliás, não fosse o remate perigoso de Carlos Mané, o jogo ia para os balneários sem qualquer sinal de perigo por ambas as equipas. De sublinhar ainda a saída por lesão do internacional francês Rami, que obrigou Vasco Seabra à primeira substituição do jogo, entrando Devenish para o seu lugar.

Em suma, as temperaturas geladas estavam a tomar conta dos jogadores, num jogo de elevada inércia e rigidez tática, de ambos os lados. Ressalvava-se, ainda assim, até ao momento, a postura interessante por parte da equipa da casa, que não temia a sua linha defensiva muito subida.

À saída dos balneários, todavia um início congênere aos primeiros 45 minutos, a equipa axadrezada finalmente parecia querer agarrar no jogo, adquirindo a bola de forma mais incessante. Simultaneamente as linhas boavisteiras subiram, com uma pressão ao portador da bola bem mais agressiva. Apesar de alguns lances em transição do lado boavisteiro e sustos “acanhados” da equipa da casa, o resultado não parecia querer desatar. Somente com as alterações no decorrer da segunda parte, o jogo aquecia, não obstante a única oportunidade flagrante tenha pertencido à formação visitante, num remate à boca da baliza por parte de Hamache, que permitiu, no entanto, que os instintos de Kieszek luzissem.

Em suma, as temperaturas invernais não acutilaram muito as ofensivas de ambos os lados, nem «aqueceram» o marcador. Ambas as formações somam o segundo jogo sem marcar qualquer golo.

 

FIGURA


Léo Jardim-No reencontro com a antiga equipa, executou várias defesas de grande nível e foi o principal homem na manutenção da nuladidade no marcador. Para além disso cobriu alguns erros da defensiva boavisteira e fez defesas de nível técnico muito difíceis de reproduzir.

 

FORA DE JOGO


Ofensiva de ambas as equipas-Um jogo que terminou exatamente da mesma forma que começou. Nenhuma individualidade alvoreceu e ninguém conseguiu alvejar de forma eficaz as balizas de Léo Jardim e Kieszek respetivamente. 6 remates para ambas as formações, que no entanto, ditaram uma ineficácia total, ao passo que as ocasiões evidentes de perigo “contam-se com os dedos”.

ANÁLISE TÁTICA- Rio Ave FC

A «turma» de Mário Silva apresentou-se num 4-3-3 bem delineado, impulsionando Filipe Augusto e Pelé (de forma intermitente) na ocupação do espaço entre os centrais, com o objetivo claro de a partir daí criar desiquilíbrios no meio campo boavisteiro. Defensivamente, os vilacondendes organizaram-se num 4-1-4-1, subindo a sua linha defensiva de forma extrovertida e eficaz, conseguindo inibir a ofensiva boavisteira.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (7)

Santos (6)

Borevkovic (6)

Ivo Pinto (6)

Pedro Amaral (5)

Filipe Augusto (6)

Francisco Geraldes (4)

Pelé (6)

Gelson Dala (6)

Diego Lopes (5)

Carlos Mané (5)

 SUBS UTILIZADOS

Gabrielzinho (6)

André Pereira (5)

Meshino (6)

ANÁLISE TÁTICA- Boavista FC

A equipa comandada por Vasco Seabra defendeu num 4-4-2 muito bem definido, arrastando Yusupha e Angel Gomes como os principais jogadores na pressão da primeira fase de construção da equipa vilacondense. Show e Javi García, foram, por outro lado, fulcrais no encurtamento do espaço entre linhas, dificultando o acesso de Geraldes e Diego Lopes a zonas mais intermediárias.  Por outro lado, a responsabilidade de «tapar» Gelson Dala foi direcionada aos centrais axadrezados, que tiveram em contante alerta com as movimentações do avançado angolano. Ofensivamente, foi essencialmente através de transições rápidas que a equipa forasteira procurava «assustar» o Rio Ave, sendo que a entrada de Elis proporcionou maior dimensão física a estas transições.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (7)

Cannon (7)

Rami (5)

Chidozie (6)

Show (6)

Javi Garcia (6)

Sauer (6)

Angel Gomes (5)

Yusupha (5)

Hamache (6)

Paulinho (6)

SUBS UTILIZADOS

Devenish (6)

Elis (6)

Nuno Santos (-)

Ricardo Mangas (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Rio Ave FC

BnR: É neste momento o segundo pior ataque do campeonato, sente que falta uma referência ofensiva à equipa?

Mário Silva: Falta-nos eficácia, de resto como viram tivemos uma oportunidade clara mas o guarda redes fez uma defesa, tivemos o Filipe Augusto com uma bola ao poste, o Mané que cabeceia e saiu mal. Acho que falta eficácia e hoje o jogo, foi dominado claramente por nós. Considero o empate injusto.

Boavista FC

BnR: Falou na antevisão ao jogo que a equipa tem estabilizado um pouco mais a organização defensiva, sendo este o segundo jogo sem sofrer qualquer golo. Que importância tem adquirido esta maior rigidez a nível defensivo?

Vasco Seabra– Sim é verdade. Para nós conseguirmos vencer de forma continuada precisamos de ser estáveis e conseguir que a equipa tenha equilíbrio defensivo, para atacar da melhor forma. É um processo que tem os seus percalços naturalmente, mas a verdade é que estancamos defensivamente nos últimos jogos. Isto faz-nos crescer com os pontos conquistados. Fomos capazes de evitar que o Rio Ave entrasse no último terço.

CD Nacional 1-3 CD Santa Clara: Açoreanos regressam às vitórias na Madeira

A CRÓNICA: DUELO INSULAR ACABA COM VITÓRIA DO CD SANTA CLARA

À entrada para o quinto jogo no histórico entre estas duas equipas na Liga
portuguesa, foi o CD Nacional que apresentou mais vontade em mostrar serviço, dado
que aos dois minutos criou uma grande oportunidade, pelos pés de Riascos. Contudo,
rapidamente o CD Santa Clara equilibrou as oportunidades e o médio iraquiano, Rashid,
foi à frente tentar mostrar aos companheiros como se faz.
Antevia-se um Nacional com uma grande “fome de vencer”, e assim voltar aos
triunfos na Primeira Liga, no entanto, foi o Santa Clara, que aproveitou o momento menos concentrado da defensiva alvinegra para fazer estragos na baliza de Daniel Guimarães.

Por intermédio de Carlos Júnior, aos 23 minutos, os açorianos chegaram à vantagem.
Não obstante, os madeirenses não baixaram os braços e com boas trocas de bola,
chegavam perto da baliza à guarda de Marco Pereira. Todavia e contra a corrente de
jogo, o brasileiro, Pedrão, cometeu uma falta sobre Carlos Jr., o que de pronto levou o
árbitro, Vitor Ferreira a ir ao VAR, e consequentemente, marcar grande penalidade, a
favor da formação da Ponta Delgada. Penalti esse que fora marcado, categoricamente,
por Osama Rashid.

Novamente, o Nacional viu – se obrigado a correr atrás do prejuízo, mas desta
vez, viria a ser feliz. Numa jogada pela zona central, em que o colombiano, Riascos,
desmarcou o extremo Kenji Gorré, e este finalizou sem imposição do guarda-redes
açoriano. Ainda assim, o vídeo-arbitro esteve, novamente, em destaque e deu sinal
verde, para a oficialização do golo dos insulares, por 16 centímetros aquém do fora-de-jogo.

Para a segunda metade do duelo insular, o Nacional parece ter vindo motivado
do balneário e criou sempre mais perigo que o Santa Clara. Mesmo com as várias
alterações na formação madeirense, Luís Freire, nunca mudou a dinâmica do grupo e o
Nacional foi constantemente uma equipa competitiva a nível ofensivo. As
oportunidades foram sucedendo, e o Santa Clara, nada conseguiu fazer para combater o
ataque alvinegro, contudo contra todas as expectativas, o Santa Clara, marcou
novamente, de grande penalidade, pelos pés, do seu melhor marcador, Thiago Santana,
pondo um ponto final nas aspirações do CD Nacional, para esta partida.

 

A FIGURA

Goloooo

CD Nacional 0-1 CD Santa Clara

Golo de Carlos Júnior, ao minuto 23 💪#BravosAçorianos #Centenário pic.twitter.com/91qCosqqX7

— cd.santaclara (@CD_SantaClara) December 6, 2020

Carlos Júnior – O extremo brasileiro do CD Santa Clara esteve em evidência pelo
facto de ter sofrido a falta que deu aos açorianos a chance de se adiantarem no
marcador, estando em bom plano durante os primeiros 45 minutos. Na segunda parte,
despareceu um pouco do jogo apesar, mas com um golo e uma assistência (por assim
dizer), é considerado a figura do jogo.

 

FORA DE JOGO

Vincent Koziello assinou contrato com o CD Nacional até final da temporada.
O médio, internacional francês nos Sub-19, Sub-20 e Sub-21, chega na condição de emprestado pelo FC Colónia, passando a partir de hoje a integrar o plantel às ordens de Luís Freire. pic.twitter.com/veDhtUhh2O

— C.D. Nacional (@CDNacional) August 12, 2020

Vicent Koziello – Chegou com o rótulo de estrela, mas tem vindo a desiludir a massa adepta do CD Nacional. Neste jogo esteve, novamente, muitos furos abaixo daquilo que pode ser capaz de fazer, e demonstrativo disso mesmo, é o facto do seu treinador, Luís Freire, o ter deixado no balneário ao intervalo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Os madeirenses entraram em jogo com um 4-2-3-1, com Rúben Micael a jogar
atrás do ponta-de-lança, Riascos. O CD Nacional, privilegiou, quase sempre o jogo pela
zona central do terreno, passando a bola, muitas vezes pelos pés de Alhassen e Rúben
Micael. Riascos esteve sempre muito combativo na frente de ataque e foram várias as
vezes que conseguiu dar uma linha de passe para os companheiros. A nível defensivo, o
Nacional cometeu alguns erros, sobretudo pelas alas, onde nas laterais jogou com dois
laterais-direitos de raiz.
Para a segunda-parte, o treinador Luís Freire, fez entrar o avançado, Róchez e
tirou o desinspirado, Koziello, possibilitando à equipa entrar com outro aval ofensivo.
As substituições sucederam – se e o Nacional, foi ganhado mais qualidade do ponto de
vista, ofensivo. Mas, os erros defensivos, superaram os acertos ofensivos e através de
um penalti (duvidoso), o Nacional, perdeu a esperança em chegar pelo menos à divisão
de pontos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Daniel Guimarães (6)
Lucas Kal (5)
Pedrão (6)
Alhassen (5)
J. Camacho (C) (6)
Koziello (4)
Gorré (6)
Rúben Micael (5)
João Vigário (5)
Rouai (4)
Riascos (6)
SUBS UTILIZADOS
Bryan Róchez (5)
J. Victor (5)
N. Borges (4)
G. Bobal (4)
V. Danilovic (-)

ANÁLISE – CD SANTA CLARA

No seu habitual 4-3-3 o CD Santa Clara, jogou muito na velocidade e
consistência do seu lateral esquerdo, João Lucas e consequentemente, do homem que
jogou à sua frente, Carlos Jr, do qual nasceram os dois golos dos açorianos na primeira
parte. Contudo, também pelos pés de Costinha e Rashid, passarão muitas vezes o jogo
do Santa Clara.
Na segunda parte do encontro, o que se viu foi um Santa Clara, uni e
exclusivamente a defender o resultado, que os beneficiava, ainda que aos 67´minutos,
Daniel Ramos, tenha feito entrar, Jean Patrick, demonstrado interesse em contrariar as
nossas palavras.
Com uma boa organização defensiva, o Santa Clara jogou no erro do adversário
e foi assim, que aos 86´minutos, chegou ao 3-1, final, por intermédio de Thiago
Santana.

11 INICIAL E POTNUAÇÕES
Marco (7)
Ramos (5)
M. Villanueva (5)
F. Cardoso (5)
Rashid  (6)
Carlos JR (8)
Thiago Santana (7)
J. Lucas (6)
Ukra (4)
Romão (5)
Costinha (5)
SUBS UTILIZADOS
J. Patrick (4)
D. Salomão (-)
J. Afonso (-)
Lincoln (-)
G. Vieira (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Nacional

Não foram colocadas questões ao técnico do CD Nacional, Luís Freire.

CD Santa Clara

Não foram colocadas questões ao técnico do CD Santa Clara, Daniel Ramos.

Rescaldo com opinião de Rodolfo Abreu