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CS Marítimo x SL Benfica | 5 estatísticas do encontro na Madeira

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CS Marítimo e SL Benfica medem forças naquele que é o jogo que fecha a oitava ronda da Primeira Liga portuguesa. O jogo realiza-se na ilha da Madeira, no Estádio dos Barreiros, às 19h desta segunda-feira.

A DESLOCAÇÃO À MADEIRA COSTUMA IMPLICAR COMPLICAÇÕES PARA OS TRÊS GRANDES E O SL BENFICA NÃO FOGE À REGRA. SERÁ QUE AS ÁGUIAS VÃO ULTRAPASSAR ESTE TESTE? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Ambas as equipas necessitam urgentemente de pontuar, uma vez que a equipa da casa, o Marítimo, se encontra abaixo da linha de água, enquanto o Benfica tem de vencer se almeja a conquista do campeonato.

Sporting CP | Uma breve análise aos emprestados para 2020/2021

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Não sendo opções para Rúben Amorim na presente época, o Sporting CP tentou vender ou emprestar alguns excedentários – sendo que não foi possível fazê-lo com todos, onde alguns ainda treinam à parte do plantel – para mais do que continuarem com ritmo competitivo, tentar de alguma forma valorizar para vender mais tarde e tentar recuperar o esforço financeiro feito anteriormente.

Nesta lista, olhamos para o que estão a fazer os emprestados e analisamos as suas performances.

SC Braga 1-0 SC Farense: Musrati injusticeiro ao cair do pano

A CRÓNICA: SC BRAGA POSSESSIVO, MAS POUCO EFETIVO NESTE DUELO FRENTE O SC FARENSE

Noite gelada na Pedreira e jogo a condizer, com os homens da casa, claramente favoritos à partida, a mostrarem dificuldades em aquecer o encontro.

A primeira metade viu um Braga mais dominador, com posse e algumas boas ocasiões para desfazer o nulo. Contudo, entre boas defesas de Defendi e intervenções a bom tempo do setor defensivo dos visitantes, os arsenalistas não foram capazes de chegar ao golo.

Por seu turno, o Farense também se aproximou da baliza contrária, ainda que com menos frequência. Aos 25’, Brian Mansilla introduziu o esférico na baliza à guarda de Matheus, mas este seria invalidado após consulta do VAR por fora de jogo de Gauld e, alguns minutos depois, o escocês atirou por cima a outra boa oportunidade dos algarvios.

O segundo tempo começou com tónica semelhante. O braga dominou, mas o maior perigo até surgiu para o Farense, que atirou com uma bola ao ferro. O cenário só mudou nos 20 minutos finais, em que, finalmente, o Braga acelerou e colocou mais pressão no adversário.

Aos 88’, numa jogada de insistência, a bola sobrou para Al Musrati que, à entrada da área, resolveu o encontro com um tiro bem enquadrado, garantindo três pontos que valem ao Braga a manutenção no segundo posto e condenam o Farense ao último lugar da Liga.

 

A FIGURA

Sérgio Vieira – Claramente com menos armas individuais, o Farense só poderia fazer frente ao Braga mostrando identidade, jogando sem medo e tendo a lição bem estudada. Tudo isto aconteceu e o culpa tem que ser atribuída ao seu treinador.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Esgaio – Uma das principais armas do Braga pela sua versatilidade, foi repetida e facilmente anulado pela defensiva de Faro, contribuindo com pouco de positivo.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Faltou criatividade. O conjunto da casa teve mais posse durante toda a duração da partida, mas, mesmo assim, teve dificuldades em criar oportunidades claras de golo. Para isso, muito contribuiu um meio-campo apático, incapaz de criar espaços e desequilíbrios. Valeram as substituições de  Carlos Carvalhal que, lançando três centro-campistas de uma assentada, deu renovada dinâmica à sua equipa.

Mais à frente, a situação não foi muito diferente. Paulinho e Ricardo Horta raramente se desfizeram da marcação direta e a pontaria não esteve afinada e nas alas o cenário repetiu-se. À falta de capacidade técnica, sobrou a velocidade de Galeno, a única forma que o Braga teve de constantemente ultrapassar a defensiva visitante.

Somente atrás não houve razões de queixa, com Matheus e os centrais a responderem positivamente sempre que foram chamados a intervir.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Esgaio (4)

David Carmo (6)

Bruno Viana (5)

Sequeira (5)

Fransérgio (5)

André Castro (6)

Iuri Medeiros (6)

Ricardo Horta (6)

Galeno (7)

Paulinho (6)

SUBS UTILIZADOS

Musrati (6)

André Horta (6)

Novais (5)

Schettine (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE

Muito bem organizado, o SC Farense mostrou do início ao fim do encontro uma excelente capacidade de se adaptar a tudo o que o Braga tentava para chegar ao golo. Defensivamente, o quarteto defensivo esteve impecável, sempre tempestivo e demonstrador de entreajuda, anulando quase todas as investidas arsenalistas, com exceção das conseguidas pela velocidade de Galeno.

Ofensivamente, houve menos possibilidades da equipa se mostrar, mas, ainda assim, os detalhes foram positivos, com várias jogadas estudadas e boa mobilidade na procura de espaços entre linhas.

Mesmo encostados às cordas durante grande parte do jogo, os algarvios nunca abdicaram de jogar em qualidade e de sair com bola, resistindo à tentação do alívio fácil e, assim, dificultando ao Braga a reconstrução atacante.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Defendi (7)

Alex Pinto (6)

César (8)

Abner (7)

Filipe Melo (8)

Falcão (6)

Ryan Gauld (6)

Amine (5)

Brian Mansilla (5)

Bilel (6)

Stojiljkovic (5)

SUBS UTILIZADOS

Patrick (5)

Hugo Seco (5)

Bura (-)

Licá (-)

Madi Queta (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Farense

BnR: A equipa ainda não teve nenhum jogo sem sofrer golos, hoje esteve quase, mas acabou por falhar perto do fim. Pretende mudar alguma coisa ou é só uma questão de tempo?

Sérgio Vieira: É uma questão de tempo. São circunstâncias, de alguma estabilidade também no setor defensivo. Hoje, por exemplo, em relação aos jogadores que vinham a disputar essa posição, acabamos por não ter aqui o Eduardo Mancha, que também outro grande jogador, com potencial enorme infelizmente, por uma lesão, não pode dar o seu contributo.

Mas, temos que procurar soluções, como encontramos contra o Belenenses, por exemplo, adaptamos ali um jogador que não fazia aquela posição, o Falcão. Também vimos o César, que voltou agora, acabou o jogo já numa atitude de superação, já com algumas limitações físicas, esse também foi um dos aspectos que condicionou o nosso rendimento.

Como você disse, hoje poderia ser um jogo que a gente terminaria sem sofrer, mas não vamos ficar agarrados a esse aspetos e deixar de valorizar a nossa forma de estar em campo. Se tivermos que sofrer um golo e marcar dois ou três, como aconteceu com o Boavista, preferimos assim que não sofrer e ficar 0-0. Acho que não podemos é ficar agarrados a isso. Faz parte do futebol, temos de lutar para não acontecer.

SC Braga

Não foram colocadas questões ao treinador do SC Braga, Carlos Carvalhal.

Boavista FC 0-0 Belenenses SAD: Jogo morno acaba com empate

A CRÓNICA: MUITA PRESSÃO, POUCA BALIZA

Boavista FC e Belenenses SAD encontraram-se no Estádio do Bessa para a oitava jornada da Primeira Liga. Em comum, estas duas equipas tinham o facto de apenas terem vencido por uma vez nesta edição do campeonato.

Numa primeira parte onde a palavra de ordem foi “pressão”, houve duas ocasiões claras de golo. Primeiro, para os homens de Petit, com Miguel Cardoso a desmarcar-se nas costas da defensiva axadrezada e a atirar com estrondo ao poste direito da baliza de Léo Jardim.

Na resposta, após uma interceção de Cannon e uma arrancada com bola de Angel Gomes, o Boavista poderia ter chegado à vantagem por Benguche, mas o ponta de lança, já dentro da área, atirou para uma defesa de Kritciuk. Com poucos erros individuais, eis que o intervalo chegou com o mesmo resultado do apito inicial.

O discurso ao intervalo foi de clara intenção de alvejar as balizas adversárias e foi com esse mote que se iniciou o segundo tempo. Sauer e Cafu, um em cada baliza, testaram a atenção dos guarda-redes, mas o golo não surgiu. Aos 57′, quem surgiu desmarcado foi Cannon, após uma bola por cima da defesa de Show, mas o lateral americano não conseguiu acertar na baliza de Kritciuk.

A indecisão mantinha-se no marcador, mas Varela tentou contrariá-la com um remate potente fora da área, valeu Leo Jardim, com uma grande intervenção. Gustavo Sauer ainda testou Kritciuk por um par de vezes, mas as balizas mantiveram-se invioladas até final. Boavista e Belenenses SAD empatam num encontro onde houve muita pressão e pouca baliza.

A FIGURA

Sauer e Cafu, um em cada baliza, testaram a atenção dos guarda-redes, mas o golo não surgiu.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Gustavo Sauer – O extremo brasileiro foi o jogador que mais perigo criou. Com o caraterístico movimento de puxar para dentro e chutar, pôs à prova Kritciuk por várias vezes.

O FORA DE JOGO

Sauer e Cafu, um em cada baliza, testaram a atenção dos guarda-redes, mas o golo não surgiu.
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Benguche – Não conseguiu ser a referência ofensiva que se pretendia e andou, quase sempre, escondido no meio da defesa adversária. Na única ocasião de golo que dispôs, não conseguiu dar vantagem à sua equipa.

ANÁLISE TÁTICA – Boavista FC

O Boavista FC apresentou-se em 4-2-3-1, com Angel Gomes a jogar por dentro, mais perto do ponta de lança, Benguche. Com Nuno Santos e Sauer em terrenos mais interiores, a linha ficou reservada para Cannon e Mangas subirem e apoiarem o ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (6)
Cannon (6)
Rami (6)
Chidozie (6)
Mangas (6)
Angel Gomes (6)
Show (6)
Javi García (6)
Sauer (7)
Benguche (5)
Nuno Santos (5)

SUBS UTILIZADOS

Nathan (6)
Di Santos (-)
Juwara (-)

ANÁLISE TÁTICA – Belenenses SAD

O Belenenses SAD, ao contrário do que a ficha de jogo indicava, apresentou-se em 3-4-2-1, com Cafu a fazer de terceiro central. Tiago Esgaio e Rúben Lima projetaram-se para o ataque, com Afonso Sousa e Varela em terrenos mais interiores a apoiar a referência ofensiva, Miguel Cardoso.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritciuk (6)
Tiago Esgaio (6)
Henrique (6)
Tomás Ribeiro (6)
Rúben Lima (6)
Cauê (5)
Bruno Ramires (6)
Cafu (6)
Afonso Sousa (6)
Varela (6)
Miguel Cardoso (6)

SUBS UTILIZADOS

Yaya (6)
Richard (-)
Cassierra (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Boavista FC

Bola na Rede: Faltou mais preponderância ofensiva à equipa?

Vasco Seabra:  Fizemos um jogo melhor do ponto de vista ofensivo. Na primeira parte, foi um jogo equilibrado, mas tivemos melhores ocasiões. Na segunda, tivemos um entrada muito forte com várias chegadas à baliza, com uma transição defensiva forte também. Tivemos um período de dez minutos, em que não conseguimos manter o ritmo e nos últimos 15 minutos estivemos por cima, faltou fazer o golo mesmo.

Belenenses SAD

Bola na Rede: O Afonso Sousa tem vindo a desenvolver-se sob o seu comando. Como tem visto a progressão dele?

Petit: É um miúdo que conheço há muito tempo, teve alguma dificuldade na pré- época, foi-se adaptando ao que nos queríamos, é um jogador que está a crescer, é um miúdo com muito futuro.

Fórmula 1 | GP Bahrain: Falemos de Heróis…

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Desde que acompanho Fórmula 1, esporadicamente durante a década de 2000 e “a sério” desde 2017, nunca tive uma corrida que me esgotasse tanto psicologicamente como esta. Com certeza que quem lê este artigo, sabe precisamente o que aconteceu na primeira volta. Romain Grosjean (HAAS) teve um dos piores acidentes que já vi na Fórmula 1. Felizmente, saiu relativamente ileso, com algumas queimaduras, e a suspeita de costelas fracturadas, praticamente um milagre, depois do impacto visto.

O facto de ele estar bem, deve-se a todos os avanços tecnológicos e de segurança que a Fórmula 1 e a FIA implementaram, e ainda pela fenomenal equipa do carro médico, que teve o sangue frio de não hesitar, e literalmente lançar-se às chamas para ajudar um homem. Esses heróis merecem nomes, e são o piloto do carro médico Alan van der Merwe e o delegado médico da Fórmula 1, o Doutor Ian Roberts. Em nome de toda a comunidade de Fórmula 1, penso que é seguro dizer que vos agradecemos, por evitarem o pior.

Hoje foi um dos dias em que a comunidade da Fórmula 1 gritou em uníssono, e como tal, este artigo não poderia ser apenas “meu”, e por isso deixo aqui também as palavras do David Pacheco, colaborador do Bola na Rede:

“Hoje, a Fórmula 1 parecia voltar aos anos 70, mas, serve este acidente de Grosjean para perceber o quão longe já chegou a segurança no desporto motorizado. Mas, nunca esquecer, continua a ser um desporto de risco.”

A CORRIDA: A LUTA PELO TERCEIRO LUGAR É UM FILME DO HITCHCOCK

Desviando as nossas atenções para a corrida em si, esta recomeçou vários minutos depois, enquanto foram reparadas as barreiras onde embateu Romain Grosjean. Não foi propriamente aí que regressamos a uma corrida, porque numa embrulhada com Daniil Kvyat (Alpha Tauri), o Racing Point de Lance Stroll ficou de rodas para o ar, o que obrigou a um safety car, enquanto este carro era retirado.

A partir deste ponto as coisas acalmaram, a corrida regressou, e Lewis Hamilton foi, como costume, o primeiro a atravessar a linha de chegada, controlando a corrida de início ao fim, contudo, desta feita, com Max Verstappen (Red Bull) constantemente a morder-lhe os calcanhares. O piloto da Red Bull acaba por ser prejudicado por uma rara paragem lenta da equipa, que lhe poderia ter dado uma oportunidade para lutar pela vitória.

A corrida terminou atrás do safety car, e este foi causado pelo tremendo azar de Sergio Perez. Se já custa saber que um dos melhores da grelha ainda não tem equipa para o ano, ainda custa mais quando este vai para um excelente pódio, e a poucas voltas do fim, o motor Mercedes desiste. Foi doloroso ver um pódio fugir desta forma ao mexicano, que mesmo apesar deste problema, tem 63 pontos nas últimas sete corridas, para apenas dois de Lance Stroll. Alguma coisa não faz sentido aqui, mas deixo essa decisão para vocês.

O sortudo no meio disto tudo, foi Alexander Albon, que teve provavelmente a sua corrida mais silenciosa da temporada, mas que chegou para o pódio. Ainda muito atrás do seu colega de equipa, desta vez não tropeçou nele próprio, e aproveitou as oportunidades quando estas surgiram e conseguiu o seu segundo pódio da temporada.

Se ontem sugeri que a Mclaren era a equipa a observar, e que precisariam de uma cartada de génio para manter acesa a luta pelo terceiro lugar do campeonato, eles fizeram isso, e ainda tiveram o bónus de nenhum Racing Point terminar a corrida. O fantástico quarto lugar de Lando Norris e o quinto de Carlos Sainz, foram quase o melhor cenário possível para a equipa britânica. Particular destaque para Sainz que fez uma corrida fabulosa desde 15º na grelha, com um fenomenal período nos macios que toda a gente dizia que não duravam, talvez em mãos menos habilidosas isso fosse verdade.

Pierre Gasly (Alpha Tauri) foi o homem em sexto, com mais uma performance fabulosa, que pode ter sido salva pelo safety car no final da corrida, numa fase onde estava a perder imenso tempo em pneus antigos. Daniel Ricciardo ( Renault), acabou por ficar em sétimo, após várias disputas com o seu colega de equipa, Esteban Ocon que terminou em nono. Valtteri Bottas, ficou entre os dois Renault, em oitavo, após um furo no recomeço da corrida o obrigar a recuperar posições perdidas. Mais uma prova que o Mercedes tem sérias dificuldades quando não começa desde a frente.

Charles Leclerc parecia ter uma boa dose de pontos na mão, após um fabuloso arranque depois da bandeira vermelha, contudo, foi ficando para trás, segurando apenas um ponto para a sua equipa.

Fora do top 10 não houve nenhuma surpresa em particular, com Daniil Kvyat a atrair demasiada atenção, após estar envolvido (sem culpa em ambos) nos acidentes de Grosjean e Stroll.

Foi uma corrida difícil, após o acidente de Grosjean, a vontade de a ver era muito pouca, mas depois pensei como estariam mentalmente estes pilotos. Eu achava difícil de ver a corrida, mas estes homens estavam dispostos a voltar para a pista depois de ver um colega a safar-se por pouco, e isso, é coragem, é determinação. O risco nunca deixará de estar lá, mas o facto de que Romain Grosjean ter sobrevivido a isto, prova que a procura pela segurança, deve sempre ser uma prioridade. Agora Romain, quando puderes abraça a tua família com toda a força, e se sentires que não queres voltar, é perfeitamente compreensível, és um herói, e obrigado por tudo.

Foto de capa: Haas F1 Team

Chelsea FC 0-0 Tottenham Hotspur FC: Dérbi londrino morno e sem pimenta

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A CRÓNICA: SPURS FALHAM A LIDERANÇA ISOLADA

O Tottenham Hotspur FC deslocava-se a Stamford Bridge procurando isolar-se na liderança da Premier League, mas o nulo no marcador diante do Chelsea FC (0-0) não permitiu que tal acontecesse – isto num dérbi londrino que merecia bem mais ocasiões de golo do que aquelas que teve.

Num primeiro tempo globalmente morno e equilibrado, a formação de José Mourinho deu a iniciativa ao adversário e apostou em lances de contra-ataque, de tal modo que Bergwijn e Aurier foram os únicos a estar perto de finalizar duas dessas jogadas. Já na turma de Frank Lampard, Werner e Mount foram os únicos a visar a baliza de Lloris – o primeiro ainda atirou para o fundo das redes, mas o lance seria anulado por fora de jogo. Tudo isto nos primeiros 20 minutos, de resto nada mais se passou e o jogo foi para o intervalo com um nulo no marcador.

No segundo tempo, o Chelsea não só voltou a ter mais bola, como foi praticamente a única equipa a tentar criar lances junto da baliza de Lloris para chegar ao golo. Ainda assim, as únicas duas ocasiões de perigo apareceram apenas nos últimos dez minutos, com novo remate de Mount para defesa do guardião francês e com uma tentativa do recém-entrado Giroud em aproveitar uma falha defensiva já nos descontos.

Com este resultado, os spurs juntam-se ao Liverpool na liderança da Premier Legaue, com 21 pontos, ao passo que os blues somam agora 19 pontos no terceiro lugar da tabela classificativa. José Mourinho continua sem vencer o Chelsea desde que assumiu os comandos do Tottenham.

A FIGURA


Pierre-Emile Hojbjerg – Foi imperial no meio-campo da equipa de José Mourinho, principalmente no processo defensivo ao recuperar a bola por diversas ocasiões. Além disso, Hojbjerg foi sempre a unidade mais recuada no meio-campo na construção a partir de trás, tendo desatado vários nós nas transições ofensivas da equipa, embora sem a devida continuidade lá na frente. 

O FORA DE JOGO


Son – É surpreendente, mas Son terá sido mesmo a unidade mais apagada do dérbi londrino. Habituado a protagonizar grandes exibições e a ser um dos melhores jogadores deste Tottenham, o avançado coreano não esteve ao melhor nível diante do Chelsea e praticamente não sobressaiu em nenhuma das (poucas) jogadas de ataque dos spurs.

 ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA

Frank Lampard manteve a estrutura-base que tem vindo a colher frutos para os blues num 4-3-3 sem alterações significativas – tendo utilizado exatamente o mesmo “onze” que goleou o Sheffield United FC no último duelo caseiro.

Os blues apoderaram-se da posse de bola desde início, mas sentiram imensas dificuldades em furar a defensiva adversária e qualquer perda de bola no meio-campo era sinónimo de contra-golpe perigoso do Tottenham. Já no segundo tempo, a equipa de Lampard demonstrou ser capaz de conter as investidas do Tottenham e raras vezes o meio-campo cedeu perante a pressão adversária, embora isso não tenha sido suficiente para significar muito mais perigo lá na frente. Boa parte dos lances perigosos chegaram a partir de momentos individuais.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Edouard Mendy (6)

Bem Chilwell (7)

Thiago Silva (6)

Kurt Zouma (5)

Reece James (6)

Mason Mount (7)

N’Golo Kanté (6)

Mateo Kovacic (7)

Timo Werner (6)

Hakim Ziyech (7)

Tammy Abraham (6)

SUBS UTILIZADOS

Christian Pulisic (5)

Olivier Giroud (5)

Kai Havertz (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM

Agradado com o que tem visto em campo, José Mourinho decidiu apostar na mesma equipa que derrotou o Manchester City FC na jornada anterior, apenas com uma troca forçada no eixo da defesa com a entrada de Rodon para o lugar do lesionado Alderweireld.

Fiel ao 4-2-3-1 com o duplo pivô no meio-campo constituído por Sissoko e Hojbjerg, o Tottenham apresentou-se em campo mais na expetativa e sempre pronto a causar mossa na exploração do contra-ataque, tanto que as oportunidades perigosas no primeiro tempo nasceram a partir disso mesmo. Na segunda metade, os spurs sentiram mais dificuldades em chegar lá à frente e as substituições ofensivas para que isso pudesse ser corrigido nem chegaram a acontecer, sem que fosse possível alterar o rumo dos acontecimentos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hugo Lloris (6)

Sergio Reguilón (6)

Eric Dier (6)

Joe Rodon (6)

Serge Aurier (7)

Pierre-Emile Hojbjerg (7)

Moussa Sissoko (6)

Steven Bergwijn (7)

Tanguy Ndombélé (5)

Heung-Min Son (5)

Harry Kane (6)

SUBS UTILIZADOS

Giovani Lo Celso (5)

Bem Davies (-)

Lucas Moura (-)

Romário Baró | Onde está a confiança?

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A temporada era 2019/20, Romário Baró, começara aquela que, seria a estreia de sonho para qualquer jovem proveniente da equipa B. Chegou e ganhou de imediato a confiança de Sérgio Conceição, metendo-o logo em ação em jogos de importância extrema para o FC Porto no momento inicial da época.

Tudo corria na perfeição para o jovem português até que, com grande infortúnio, começou a ser assombrado pelas lesões, a mais grave das três que sofreria, fez com que perdesse grande parte da época, um total de 15 jogos da primeira metade da temporada corrente. Desde então, o internacional sub-21 nunca mais foi o mesmo dentro das quatro linhas.

Ainda assim, à altura do seu regresso, continuou a ser aposta e a somar minutos de jogo, em contrapartida, o rendimento não correspondia. O Romário Baró que outrora enfrentava o adversário e “puxava” a equipar a frente com a sua energia, ficou diferente sempre com cariz baixo perante o oponente.

Deixou de ser opção e com a consequente maturidade e dinâmicas ganhas entre equipa, passou ser a segunda ou terceira escolha no meio campo e o rendimento já não era o mesmo de outrora. Se em certa altura víamos um jogador destemido com a bola nos pés, com um drible objetivo, sempre de cabeça levantada, passamos a ver um jogador com medo de errar e ser crucificado pelo mesmo, sempre a jogador “pelo seguro” sem assumir a bola no pé. A mudança deve-se a, evidente, falta de confiança no seu jogo.

O médio tem o espírito, querer e vontade para se tornar um indiscutível na equipa principal, apesar disso, a ausência de segurança nas suas capacidades está a atrasar o seu destino.

Neste momento, Romário Baró está a tornar-se, de novo, opção para o treinador, nos (poucos) minutos dentro de campo que são entregues demonstra grandes rasgos de “predestinado”, no entanto, precisa de tempo para crescer dentro de campo, cometer erros e desenvolver a sua personalidade futebolística, algo a que Sérgio Conceição, compreensivamente, não parece estar disposto.

A qualidade e potencial não se podem ser negados, aos 20 anos e com as oportunidades certas, ainda resta muito tempo para provar todo o potencial que lhe é conhecido e ser capaz de agarrar a titularidade no 11 inicial, algo que, neste momento, parece ser uma tarefa muito trabalhosa devido à subida de rendimento do já habitual trio no centro do terreno: Sérgio Oliveira, Uribe e Otávio.

Zouhair Feddal | Uma Entrevista que Revela Personalidade

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Na sequência das ótimas campanhas de marketing que já elogiei noutros artigos, o Sporting CP presenteou os adeptos e sócios com mais uma entrevista. Desta vez, o entrevistado foi Zouhair Feddal, defesa central que, desde que chegou, tem sido um dos jogadores mais utilizados do plantel leonino.

Nesta época conta com 782 minutos jogados e, acima de tudo, é um jogador que cumpre bem a sua posição e não compromete. Estas características fazem dele um jogador importante no plantel e a sua experiência, tal como a de João Mário ou de Coates são muito positivas para o desenvolvimento dos jovens da formação. Passemos à entrevista!

 

Adaptação e Balneário

É notório que Feddal está feliz por ter escolhido o Sporting CP tanto que considera que foi um passo à frente na carreira. Gostei de ver a normal ambição num jogador do clube de Alvalade e, acima de tudo, gosto de ver que o espírito de grupo é algo fundamental para o sucesso da equipa. Em campo, consigo notar que a equipa está unida como uma família e nas entrevistas ou vídeos de treinos, percebe-se ainda mais este espírito de grupo que, sem dúvida alguma, pode catapultar a equipa para outro nível, nível este que todos queremos ver!

 “O Sporting CP tem que ter como base um bom balneário”.

Rúben Amorim

Já não é a primeira vez que um jogador fala bem do jovem treinador dos leões. Recordo que o próprio João Mário já o havia feito e, curiosamente, tanto o médio português como Zouhair Feddal abordaram o ponto das metodologias modernas de Rúben Amorim. Os elogios de Feddal passaram pela mentalidade vencedora e pelo facto de saber motivar os jogadores.

A verdade é que Rúben Amorim aparenta ter o plantel consigo e, atualmente, no futebol, esta união é algo que os treinadores têm de conseguir alcançar: o treinador já não serve só para treinar e para decidir a tática; atualmente, tem de conseguir ser um líder reconhecido no seio dos jogadores e Rúben Amorim tem conseguido ser um grande líder: tanto nas conferências de imprensa como nos jogos, o técnico mostra que sabe liderar um grupo. Há carisma e confiança no trabalho que está a ser desenvolvido misturado com um discurso realista que todos nós devemos adotar.

“Sobre Rúben Amorim só posso falar bem”.

Liderança e Resultados

O defesa central de 31 anos considera que a equipa está a pensar jogo a jogo, final a final. Considero que é esta que tem de ser a mentalidade! Reconhece que está a ser feito um bom trabalho “tanto dentro do campo como fora dele” mas não descarta o facto de que ainda podem melhorar ou aprender, destacando que ninguém pode relaxar ou pensar que já conquistou algo visto que, até à data, os resultados ainda não cumpriram os objetivos do clube para a presente época.

Pessoalmente, compreendo este discurso e acho que os adeptos têm de seguir o mesmo caminho: não criar ilusões desmedidas. Mas, a verdade é que à medida que as jornadas vão passando e o Sporting CP continua em primeiro, as pessoas vão acreditando e é precisamente isto que vai ser um teste de fogo ao estofo da equipa. Refiro-me a lidar com as expectativas, obviamente. Estas, no início, eram muito pequenas e, atualmente, são cada vez maiores.

“Sinceramente, eu não gosto de olhar para a classificação”.

Jovens e Veteranos no Plantel

Zouhair Feddal destaca que não há distinções no plantel: “os melhores jogam”. Não importa se são veteranos ou jovens. No entanto, procura sempre ajudar os jovens a crescer e destaca a entreajuda que reina no plantel leonino: os próprios jovens ajudam Feddal a crescer enquanto jogador ao mesmo tempo que o defesa central marroquino os procura ajudar. A verdade é que os jovens formados no Sporting CP se estão a adaptar muito bem ao ritmo da Primeira Liga: nota-se que a equipa lhes proporciona esta adaptação na medida em que eu nunca tinha visto uma equipa tão jovem no clube a jogar um futebol desta qualidade. Parece que os jovens estão a crescer a olhos vistos e a ajuda dos veteranos é fundamental neste aspeto.

“Ouvir e dar conselhos humildemente é algo importante para poder crescer”.

Considerações Finais

Feddal ainda aborda a dificuldade (não esperada) da Liga Portuguesa e espera que os adeptos possam voltar aos estádios o mais rapidamente possível ao estádio para apoiar a equipa. Na minha opinião, nenhuma equipa do Sporting CP é mais forte sem adeptos mas os adeptos também têm de perceber que, quando voltarem, têm de apoiar! Em jeito de conclusão, gostei das declarações de Zouhair Feddal.

Considero que demonstraram personalidade e comprometimento com o projeto sendo que ele acaba por afirmar que vai com o Sporting até à morte! Mais uma vez, é de louvar que o Sporting CP tenha estas ações para aproximar os jogadores dos adeptos numa altura em que o distanciamento é o novo normal. As campanhas de marketing do Sporting CP, durante a presente época, têm estado ao nível dos resultados e espero que ambos continuem, tanto os resultados como o marketing!

FC Porto 27-25 SL Benfica: Dragões voam nas asas de Martins

A CRÓNICA: APESAR DO SUSTO NOS MINUTOS FINAIS, OS DRAGÕES MANTÊM A INVENCIBILIDADE

Duas equipas invictas, FC Porto e SL Benfica, encontraram-se no Dragão Arena para descobrir quem continuaria com o registo 100% vitorioso.

Vindo de um ciclo difícil que incluiu dois jogos frente ao campeão francês Paris Saint Germain e ainda uma dura batalha frente ao Sporting CP no Pavilhão João Rocha, o Futebol Clube do Porto sabia que uma vitória lhe daria um aditivo importante na luta pelo título. Por outro lado, o Sport Lisboa e Benfica queria assumir a liderança do campeonato e ser a primeira equipa a vencer os dragões esta época para competições oficiais internas.

Com um 6:0 muito coeso, os comandados de Chema Rodriguez surpreenderam a equipa da casa e assumiram a liderança do marcador. Com o bombardeiro Petar Djordjic em dia sim, o Benfica estava bem no encontro e conseguiu uma vantagem de três golos que obrigou Magnus Andersson a pedir um tempo técnico para acalmar a sua equipa.

A paragem teve o efeito desejado, e minutos depois os azuis-e-brancos empataram o jogo a oito. O Porto introduziu o seu característico ataque 7×6 e o caminho para o golo começou a aparecer com maior facilidade. A defesa benfiquista não conseguia tapar o espaço que os dois pivots portistas criavam, e foi com naturalidade que a equipa da casa vencia por 15-14 ao intervalo.

No segundo tempo os lisboetas conseguiram chegar novamente à igualdade, em muito graças à excelente exibição de Sergey Hernandez, que jogo após jogo mostra ser peça fundamental para o sucesso da equipa, mas o 7×6 portista continuava a fazer mossa, e a defesa benfiquista começou a acusar o cansaço e a receber exclusões de dois minutos.

Com uma vantagem de quatro golos a menos de cinco minutos do fim o jogo parecia ter terminado, mas uma série de três livres de sete metros falhados/defendidos por parte do conjunto da casa, permitiram ao Benfica voltar à luta pela vitória. No entanto, nos momentos decisivos, Miguel Martins mostrou ter cabeça e sangue frio, e conseguiu colocar um ponto final nas aspirações encarnadas de roubarem pontos no Dragão Arena.

O Porto conseguiu assim mais uma vitória e é agora a única equipa invicta no Campeonato Andebol 1.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Miguel Martins: O central portista é cada vez mais preponderante para o sucesso da sua equipa. Com seis golos marcados, Miguel Martins foi o melhor marcador do Porto e não teve medo de assumir nos momentos em que o Porto precisava. O seu remate de anca é cada vez mais uma arma no seu arsenal que as defesas têm de arranjar forma de contrariar.

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Porto Sports

André Gomes: O lateral-esquerdo do FC Porto voltou a ter uma exibição muito abaixo do esperado e foi um dos preteridos por Magnus Andersson quando o técnico decidiu mudar o esquema a equipa. Apesar de ser um dos maiores talentos do clube, André Gomes tem sido muito inconstante e este encontro foi mais um exemplo.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto teve uma entrada um pouco atribulada, mas o seu 7×6 foi a chave do jogo. Com Daymaro Salina e Victor Iturriza junto aos seis metros, a primeira-linha portista conseguiu arranjar espaço, tanto para entradas aos seis metros, como para remates exteriores.

Defensivamente, o seu 6:0 teve alguma dificuldade em contrariar o poder de remate de Petar Djordjic, mas Alfredo Quintana conseguiu uma série de defesas frente a Arnau Garcia que foram essenciais para o triunfo azul-e-branco.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (8)

António Areia (6)

Djibril Mbengue (6)

Rui Silva (7)

André Gomes (5)

Leonel Fernandes (7)

Victor Iturriza (7)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Ivan Sliskovic (6)

Miguel Martins (8)

Fábio Magalhães (8)

Daymaro Salina (7)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica conseguiu causar muitos problemas ao Porto durante grande parte do jogo com uma defesa 6:0 muito forte e que colocava muita pressão no portador da bola. Com Matic Suholeznic no centro da defesa, os encarnados foram capazes de parar o 6×6, mas tiveram muitos problemas para conter o 7×6 azul-e-branco.

Ofensivamente, a equipa de Chema Rodriguez apostou em constantes entradas do ponta-direita a segundo pivot de forma a ganhar vantagens no setor central. No entanto, quando essa opção não funcionava, o Benfica tinha dificuldades em ultrapassar a defesa portista.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Sergey Hernandez (8)

Arnau Garcia (7)

Petar Djordjic (8)

Lazar Kukic (7)

Belone Moreira (6)

Ole Rahmel (7)

Paulo Moreno (5)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Matic Suholeznic (7)

Kevynn Nyokas (6)

João Pais (7)

Académica OAF 2-1 SC Covilhã: Briosa rouba o Capucho ao Covilhã

A CRÓNICA: PRIMEIRA PARA UNS, A SEGUNDA PARA OUTROS

Académica OAF vence na receção ao SC Covilhã e ascende provisoriamente ao segundo lugar. Os estudantes dão, assim, continuidade à boa época que estão a realizar, enquanto os beirões registam a primeira derrota na Liga sob o comando de Nuno Capucho.

Entrada positiva da Académica OAF na partida; tão positiva, aliás, que os estudantes chegam mesmo ao golo da vantagem aos 14 minutos, sendo este o primeiro tento alcançado pela Briosa nos primeiros 15 minutos de qualquer partida na presente edição da Segunda Liga.

A subida de Bruno Teles pela ala esquerda culmina com um cruzamento rasteiro que encontra, numa primeira instância, a luva esquerda de Léo Navacchio e, na sobra, o pé direito de Traquina, que fulmina as redes da baliza sul do Cidade de Coimbra.

O primeiro impacto pós-golo é de difícil digestão para os beirões, mas a resposta sequente incomoda a Académica OAF ao ponto de a fazer recolher linhas para bem junto da sua área. Apesar do incómodo causado, apenas por uma vez – e de fora da área – consegue a turma de Nuno Capucho assustar verdadeiramente os anfitriões.

O remate de meia distância é também o meio pelo qual os da casa, à passagem do minuto 35, tentam sacudir a pressão beirã e pôr cobro ao bom momento do SC Covilhã na partida. Em ambas as situações, nem o ligeiro sopro de vento provocado pela passagem da bola faz tremer qualquer dos guarda-redes.

A partida ameniza-se e equilibra-se nos cinco minutos seguintes. Até Traquina abrir o manual técnico e fazer o esférico atravessar o Túnel da Serra da Estrela ainda no seu meio-campo, dando início a uma jogada bem delineada pelos estudantes que o próprio tenta finalizar após passe de Bruno Teles – de novo -, sem sucesso. No entanto, a bola saída da “rosca” de Traquina encontra Bouldini, que, com toda a calma e categoria, dilata a vantagem caseira.

Dobra o sino do apito de João Gonçalves a sinalizar o intervalo. Os estudantes caminham alegres para os balneários, em claro contraste com o ar sisudo e agastado de Nuno Capucho. Ordem natural das coisas, já que se regista um 2-0 para os da casa ao cabo dos 45 minutos primeiros.

Regresso da partida com repartição bastante semelhante da posse de bola e da vontade, imaterializada, de chegar ao golo – a Académica ao terceiro, o SC Covilhã ao da aproximação. Contudo, por muita vontade que houvesse de parte a parte, apenas aos 60 minutos se escuta o burburinho fantasma de um Cidade de Coimbra vazio, que quase assistia ao tento da redução.

Gleison remata às portas da grande área academista, com o esférico a viajar pouco por cima da trave da baliza à guarda de Mika. Para desolação dos alviverdes, nem essa ameaça faz caducar a calma da Briosa, que prossegue em controlo do encontro, investindo ofensivamente “aqui e ali”.

O espetro do 3-0 paira por sobre o Calhabé. A indefinição junto e dentro da área beirã por parte dos academistas inviabiliza a dilatação do resultado. Traquina, Bouldini e João Mário desperdiçam as suas oportunidades e impedem o marcador de atingir números desagradáveis para um SC Covilhã amorfo e “macio” em excesso.

Em simultâneo, impelem os beirões a procurar outro resultado. Encontram-no já em tempo de descontos – não fosse mês de Black Friday -, com Areias a encostar para a baliza sul (a única que conheceu o sabor da bola) na sequência de uma bola parada.

 

A FIGURA

✍️🤝A Associação Académica de Coimbra/OAF assegurou a contratação de Bruno Teles, lateral-esquerdo de 34 anos que representava o Paços de Ferreira.

➡️ https://t.co/s9Zu4aY6vW

Bem-vindo a Coimbra e à mágica Briosa, Bruno Teles! pic.twitter.com/jT674oRxqv

— Académica / OAF (@academicaoaf) August 10, 2020

Bruno Teles – somou uma assistência e foi também dele a incursão que originou o segundo golo. Muito seguro defensivamente, mesmo quando, de maneira constante, o Covilhã tentou explorar as suas costas. Bateu-se sempre bem com Enoh e com Léo Cá, os extremos que lhe apareceram pela frente. Teve ainda uma oportunidade de fazer o gosto ao pé, mas o remate de fora de área acabou por sair um pouco por cima.

 

O FORA DE JOGO

Daffe – foi um corpo ausente na frente de ataque. Poucas vezes lhe chegou a bola, diga-se, mas ele também pouco a procurou. A equipa precisava de uma referência para colocara a Académica em sentido, o que Daffe não conseguiu ser. Por isso, saiu a meio da segunda parte, entrando Deivison para o seu lugar que fez bem melhor no pouco tempo que teve de jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

Se há coisa que a Académica tem sido é consistente e as poucas mudanças que Rui Borges tem feito no onze da equipa refletem isso. No entanto, a boa exibição de Sanca na Taça de Portugal valeu-lhe o passe para nova titularidade. Mimito foi a outra novidade, desta feita, para o meio-campo. Mesmo com as alterações, a estrutura não se alterou. O treinado da Académica voltou a apresentar um 4-2-3-1. Mika guardou a baliza. Fabiano na lateral direita a fazer o flanco de cima a baixo, Bruno Teles na lateral esquerda mais comedido e Rafael Vieira e Silvério, no eixo central, formaram a defesa. À frente deste, Ricardo Dias, um jogador de grande importância tática pelas compensações que dá aos seus colegas, e Mimito, um oito box-to-box, bem acompanhados pelo criativo Fabinho. Na frente, as alas ficaram para Sanca e Traquina, enquanto Bouldini se encarregou da posição de ponta-de-lança.

A equipa, dotada de alguma matreirice, soube esperar pelos seus momentos. Ficaram na rotina as boas combinações pela esquerda entre Sanca e Bruno Teles e as incursões pelo corredor direito de Fabiano. Sempre com a equipa compactos, não concederam espaços que o Covilhã pudesse explorar.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (6)

Fabiano (7)

Rafael Vieira (6)

Silvério (6)

Bruno Teles (7)

Ricardo Dias (6)

Mimito (6)

Fabinho (6)

Traquina (7)

Leandro Sanca (6)

Bouldini (7)

SUBS UTILIZADOS

João Mário (5)

Guima (5)

Rafael Furtado (-)

Chaby (-)

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

4-2-3-1 contra 4-2-3-1. O Covilhã alinhou com uma estrutura semelhante à da Académica, mas com jogadores de características diferentes. Léo Navacchio foi o guarda-redes. Jean Felipe, André Almeida, Joel Vital e Tiago Moreira (destro a jogar sobre a esquerda), formaram o quarteto defensivo. No meio-campo surgem as maiores diferenças entre as equipas. Lamine ocupou a posição de trinco e Gilberto jogou ao seu lado e, sem grandes correrias, pautou todo o jogo da equipa. Gui Inters, um jogador com características de extremo, atuou nas costas do avançado Daffe. Pelos corredores, Enoh e o maior destaque da equipa em termo técnicos, Gleison. Ao intervalo, Capucho fez entrar Filipe Cardoso para o lugar de Lamine e adiantou Gilberto no terreno para o lado de Gui, passando alinhar em 4-3-3.

Em termos de dinâmico ofensiva, a aposta dos leões da serra passou muito pelo ataque às costas da defesa da Briosa. Sofreram quando tentaram aumentar o pendor ofensivo, ficando expostos atrás.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Navacchio (4)

Tiago Moreira (6)

André Almeida (5)

Joel Vital (5)

Jean Felipe (5)

N’Dao Lamine (5)

Gilberto (6)

Gui Inters (5)

Gleison (7)

Lewis Enoh (4)

Daffe (4)

SUBS UTILIZADOS

Filipe Cardoso (5)

Deivison (5)

Léo Cá (5)

Rui Areias (4)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académica OAF

Bola na Rede: A que se deveu a instabilidade entre o primeiro e o segundo golo? Faltou discernimento para chegar ao terceiro golo?

Rui Borges: (Apresentação dos pêsames à família de Vítor Oliveira e elogio ao falecido treinador) Entrámos bem. Depois do golo, tivemos 20minutos menos bons. Entrámos num relaxamento que não sei a que se deveu. Equilibrámos nos últimos 10 minutos, conseguimos um golo que nos deu tranquilidade. Não me lembro de uma jogada mesmo perigosa na nossa baliza. Na segunda parte, entrámos mal. Crescemos outra vez depois, melhorámos. Falhámos o 3-0, o 4-0… Temos que ser muito mais claros. Mas não deixámos criar perigo, acabámos por sofrer um golo numa bola parada algo duvidosa e acabámos por ganhar ali no grito nos últimos minutos. Mas também jogámos frente a uma grande equipa.

SC Covilhã

Bola na Rede: Apostar nas costas da defesa da Académica era uma estratégia delineada ou foram circunstâncias do jogo?

Nuno Capucho: Nós temos que explorar os pontos negativos do adversário. Eles normalmente jogam com a linha subida e tentámos procurar o espaço nas costas. É uma estratégia que queremos utilizar, mas temos que saber utilizá-la. E temos que deixar de ter medo no último terço do campo.