No regresso da Primeira Liga, pudemos contar com uma jornada com poucos golos (apenas dois dos nove encontros tiveram mais do que dois golos), no entanto uma jornada com história, quiçá, pelos piores motivos: a perda de um dos maiores treinadores do nosso futebol.
Elencámos, portanto, cinco exibições individuais de destaque da oitava ronda do campeonato nacional.
Menções Honrosas: Valenzuela (FC Famalicão), Luis Díaz (FC Porto), Lucas Mineiro (Gil Vicente FC) e Sequeira (SC Braga).
Uma das propostas para o mandato de 2020-2024 de Luís Filipe Vieira foram as mudanças na estrutura da comunicação do SL Benfica. E aí está a primeira: Pedro Pinto terá “a responsabilidade de liderar transversalmente toda a comunicação do Benfica”.
No dia 4 de Novembro, os encarnados anunciaram a saída de Luís Bernardo da estrutura do clube, uma saída que se deve a responsabilidades empresariais e a um projecto internacional. Luís Bernardo havia chegado a Diretor de Comunicação do Benfica depois de ter dirigido a agência que tratava da comunicação do Sporting CP e para substituir João Gabriel.
O antigo director de comunicação, apesar do seu estilo polémico, era uma figura de benfiquismo reconhecido e admirado pelos adeptos encarnados. Por outro lado, Luís Bernardo tornou-se numa das figuras mais contestadas pelos adeptos benfiquistas, pelo seu estilo amorfo e sensaborão.
Luís Bernardo foi uma das figuras mais criticadas do universo benfiquista Fonte: SL Benfica
Para a chefia da comunicação do Benfica, o benfiquismo é uma característica importante, porque um benfiquista consegue expressar melhor aquilo que os adeptos sentem. Por outro lado, uma comunicação que não é dirigida por um benfiquista é uma comunicação sem sal.
Quem irá substituir Luís Bernardo em 2021 será então Pedro Pinto, jornalista que integrava a TVI desde 1998, tendo chegado a desempenhar interinamente o cargo de Director de Informação da TVI. Pedro Pinto é uma figura de benfiquismo e competência reconhecidos, sendo visto pelo clube como o homem certo para transformar a comunicação do Benfica.
Sendo a comunicação um dos aspectos onde se tem verificado mais falhas no clube, caberá a Pedro Pinto encontrar uma solução para estas, bem como liderar uma estratégia para transformar a comunicação do Benfica e estabelecer uma ligação mais directa com os sócios.
A CRÓNICA: VISEU TEVE VITÓRIA NA MÃO, FUNDÃO MAIS PERDULÁRIO
A equipa sensação do início do campeonato, o Viseu 2001, recebeu um dos destaques da competição de Portugal nos últimos anos, o AD Fundão. À partida, os dois clubes encontravam-se ambas no quarto lugar, com 22 pontos (Fundão com menos um jogo).
Nos primeiros minutos, as equipas estavam mais preocupadas em não sofrer do que em encontrar caminhos para o golo. Contudo, à medida que os minutos foram passando, os jogadores soltaram-se e houve várias oportunidades para os dois lados abrirem o marcador.
Destaque para os da casa para a jogada individual de Russo, que passou por dois adversários e isolado perante o guarda-redes do Fundão atirou para defesa em mancha de Luan. Dos forasteiros, o desperdício não era menor. Num canto cobrado de forma rasteira por Mário Freitas, Meira à boca da baliza, só com Bruno Felipe pela frente, fez o mais difícil e atirou para fora.
As equipas cometeram vários erros na posse de bola a originarem contra-ataques perigosos do adversário e foi assim que surgiu o primeiro da partida. A 30 segundos do intervalo, Lucas Amparo aproveitou uma perda de bola de Pedro Senra que tentou ultrapassar um adversário e assistiu Russo que da direita não facilitou e pôs os viseenses em vantagem.
Na segunda parte, o Fundão entrou com vontade de mandar o jogo de chegar rapidamente ao empate, mas sem conseguir criar oportunidades. O Viseu 2001 aproveitava os contra-ataques rápidos para respirar e levar perigo à baliza de Luan. A equipa da casa chegou mesmo ao segundo, numa jogada em que a defesa do Fundão ficou a ver navios. Luan soltou-se de marcação e, perante o guarda redes adiantado, fez passar-lhe a bola por debaixo das pernas com Kiko junto ao poste esquerdo a parar o remate do colega e com calma ser ele a fazer o desvio final para a baliza. Os visitantes acabariam por reduzir a desvantagem, através de um canto marcado de forma rasteira pelo capitão Mário Freitas para Jair a não falhar no coração da área.
O golo do Fundão desestabilizou os viseenses que passaram a ficar remetidos na defesa e a cometerem falhas na posse de bola. Os visitantes acabariam por chegar ao empate através de uma falha na defesa dos da casa. Jair conseguiu intercetar o passe nas imediações da grande área dos da casa e só com o guarda-redes pela frente, bisou na partida.
Ritmo alucinante na partida com Rafa Stocker à beira do meio da segunda parte a aproveitar uma boa transição rápida do Viseu 2001 para colocar os viseenses na frente, com um remate rasteiro da esquerda, de fora da área. No entanto, não houve tempo para o marcador descansar, pois Meira restabeleceu a igualdade com um remate potente de fora de área, no minuto seguinte.
O Fundão estava lançado no ataque, com várias oportunidades para passar para a frente do marcador, mas foi o Viseu 2001 a chegar novamente à vantagem. Transição rápida da equipa da casa com Rafa Stocker a combinar com Daniel Ramos e este da esquerda a disparar rasteiro de fora de área para o 4-3.
Com a equipa viseense compacta na defesa e sem conseguir chegar ao empate, o Fundão apostou no último minuto e meio no guarda-redes avançado, com Mário Freitas a assumir a posição. A igualdade chegaria mesmo poucos segundos depois com Nem a aproveitar o mau alívio de Rafa Stocker dentro da área para fazer o 4-4.
O resultado acabaria por não se alterar, apesar das duas equipas terem tido oportunidade no último minuto para conseguirem ganhar a partida. O empate acaba por ser justo pela eficácia das transições do Viseu 2001 e pelo maior domínio do Fundão, mais na segunda parte.
Jair (AD Fundão) – Foi um dos dinamizadores do ataque organizado e de muitas das oportunidades do Fundão. Conseguiu marcar um golo e fazer uma assistência, mas podia ainda ter feito mais.
Rafa Stocker (Viseu 2001) – Num jogo tão bem disputado, é difícil atribuir esta distinção. Rafa Stocker até fez um golo e uma assistência, mas foi ele que num mau domínio de bola permitiu ao Fundão empatar a partida no final de jogo. Não devia ter sido desatento, dentro da sua área defensiva.
ANÁLISE TÁTICA – VISEU 2001
Paulo Fernandes começou por apresentar o guarda-redes adiantado nas reposições de bola. Sem eficácia, corrigiu. Em vantagem, aproveitou através de contra-ataques para chegar à baliza do Fundão.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Bruno Felipe (7)
Pedro Peixoto (6)
Matheus (7)
Kiko (7)
Rafa Stocker (6)
SUBS UTILIZADOS
Russo (8)
Lucas Otanha (6)
Caio Santos (-)
Fábio Neves (-)
Ezequiel Reis (-)
Lucas Amparo (6)
Daniel Ramos (7)
Lukinhas (6)
ANÁLISE TÁTICA – AD FUNDÃO
João Nuno tentou através de combinações e de ataque apoiado chegar à baliza adversário. No entanto, com uma estrutura defensiva viseense suficientemente, teve de abusar da meia distância e dos desequilíbrios individuais para criar perigo na baliza adversária, mas com riscos para a própria defesa.
Está a chegar uma época que há muitos anos tem sido, para o Sporting CP, sinónimo de afastamento de qualquer objetivo a que se tivesse proposto.
Apesar de o Natal ser uma época festiva, em que se festeja algo bom, se juntam famílias e se partilham presentes, para o Sporting CP, em termos desportivos, tem tido o significado de fim nas esperanças em lutar pelo campeonato de futebol. Não terá sido exactamente assim todos os anos, mas, na maioria, por esta altura, costumamos estar já arredados da luta pelo primeiro lugar. Pelo menos foi esse estigma que se foi implementando nas hostes leoninas.
Este ano, no entanto, ainda que nos corressem mal os próximos três jogos a disputar até à “malfadada” data (FC Famalicão fora, FC Paços de Ferreira (para a Taça de Portugal) e Belenenses SAD em casa), nunca ficaríamos afastados da luta pelo primeiro lugar (ficaríamos, no máximo, a cinco pontos do topo da tabela. Será que finalmente conseguiremos a cura para este “mal” que se implantou na cabeça dos Sportinguistas?
Temos bons jogadores, bom treinador, mas noutros anos também os tivemos, e não foi por isso que deixamos de perder o comboio do título. Assim sendo, porque estamos melhores este ano?
Será que a pandemia infetou o tão falado sistema? Esta alteração da rotina a que o futebol português estava habituado terá sofrido mutações suficientes para distrair as redes de influência, que permitam ao Sporting CP ter liberdade de lutar de igual para igual no campo? Com certeza, os contactos diminuíram. Ainda que as tecnologias facilitem muitas coisas, para determinados “encontros”, não poderão ser usadas, ainda mais com “Ruis Pintos” a ajudar em investigações – e os almoços também tiveram por imposições sanitárias, que ser menos frequentes.
Terá então um vírus paralisado outro que há tanto tempo está a tornar o futebol português como seu hospedeiro?
Tem sido esta uma das imagens de marca do Sporting CP 2020/2021: Pedro Gonçalves, rodeado pelos colegas de equipa, a festejar mais um tento Carlos Silva / Bola na Rede
Tudo isto são apenas suposições que poderão ter, ou não, alguma ponta de verdade, mas uma coisa eu sei: O Sporting CP tem uma vacina que tem mantido a equipa mais “saudável” que os adversários – Denominação: Pote(zicilina).
Apesar de termos uma equipa a jogar bom futebol, só os nove golos em oito jogos de Pedro Gonçalves nos permitem estar de forma tão folgada na frente do campeonato. Ou seja, um jogador tem mais de quarenta por cento dos golos da equipa.
Precisamos, portanto, de começar a procurar outras formas de tratamento alternativos para o caso desta acabar, ou se tornar em stock limitado.
Não somos uma equipa perfeita, e temos muitas limitações, principalmente em alternativa a quem joga com mais regularidade e, por isso, se quisermos manter-nos na luta pelo primeiro lugar teremos de ter alternativas válidas no eixo defensivo (central e médio), e na zona de finalização, pelo menos. Porque apesar de ser uma visão bonita e romântica, não podermos ambicionar lutar de igual para igual com equipar com orçamentos bem maiores que o nosso apenas com jovens da academia. A ideia já por demais debatida e que considero certa é haver um equilíbrio entre experiência e juventude, para além de alternativas de qualidade no banco para todas as posições, o que ainda não é o caso.
Para já, e enquanto houver Pote, estamos a conseguir ultrapassar as dificuldades que nos vão surgindo.
Poderia também referir Adán seguro e experiente na baliza, Coates a comandar a defesa, Palhinha a equilibrar defensivamente, Nuno Santos, Porro, Nuno Mendes. Contudo, um jogador que marca quase metade dos golos de uma equipa tem de ter rótulo de “A Solução”. Pedro Gonçalves tem feito a diferença e espero que continue a fazer. Se deixar de ter tanta influência, que seja apenas porque outros, dentro da equipa, o superaram.
Juntando esta “vacina” aos anti-corpos criados pela pandemia no sistema que controla o futebol português, criou-se o ambiente perfeito para o Sporting CP crescer. Agora é aproveitar esse espaço para se tornar mais forte e ganhar espaço, antes que toda a engrenagem se restabeleça.
Está perante nós mais uma semana da liga milionária, já na segunda volta de confrontos, o FC Porto volta a defrontar os ingleses do Manchester City FC, um dos confrontos mais temidos pelos azuis e brancos.
À partida, os pupilos de Pep Guardiola são os favoritos, a qualidade do elenco inglês é inegável, a capacidade financeira do clube faz com que consigam garantir os melhores jogadores a um grande custo.
Nesta fase da competição é imperativo não perder pontos, uma vez que a corrida para o segundo lugar ainda está em aberto e os azuis e brancos, apesar de estar com as contas acertadas ainda pode perder a posição para os gregos do Olympiacos FC.
O jogo é crucial para o FC Porto, daí, Sérgio Conceição trazer a equipa em máxima força com um 4-3-3: Marchesín na baliza; Zaidu, Sarr, Mbemba, Manafá; Sérgio Oliveira, Uribe, Otávio; Luis Díaz, Corona, Marega.
Já Pep Guardiola pode apostar num 4-2-3-1 com: Ederson na baliza; Mendy, Dias, Stones, Walker; Fernandinho, Gundogan; Bernardo Silva, De Bruyne; Foden; Gabriel Jesus.
BnR NA CONFERÊNCIA DE ANTEVISÃO
Manchester City
Bola na Rede: Do outro lado estará Marchesín, guarda-redes argentino do FC Porto. Qual é a sua opinião sobre ele?
Ederson: Acompanhei alguns jogos do FC Porto, é um ótimo guarda-redes, contra nós fez um bom jogo, sei da qualidade dele, é experiente. Conheço a qualidade dos guarda-redes sul-americanos. Espero que possa dar continuidade ao bom trabalho dele e desejo-lhe sorte para o jogo de amanhã [terça-feira].
Bola na Rede: Sabemos que o Pep estuda bem todos os seus adversários. Nesse seguimento, qual acha que será o sistema tático usado pelo FC Porto amanhã [terça-feira]?
Pep Guardiola: Não importa se jogam com linhas de 4 ou 5 como fizeram aqui. A forma como jogam, o comprometimento, a agressividade sem bola, jogos de transição, o destaque nas bolas paradas, a variação de jogo. Eles gritam entre si mas de forma positiva. Vivemos isso aqui, foi uma grande vitória para nós. Sabemos que vai ser assim, não importa a tática que vão usar. Faz parte da cultura deles, mas vamos tentar impor o nosso jogo para conseguir o resultado necessário para terminar o grupo no primeiro lugar para a fase a eliminar em fevereiro.
FC Porto
Bola na Rede: Mais do que esforço físico, acha que este jogo pode pedir mais rigor tático a nível ofensivo e mais chegada à área do Uribe?
Matheus Uribe: Quando enfrentas rivais como o City tens de estar concentrado os 90 ou 95 minutos do jogo. Eles têm jogadores com características capazes de surpreender. Temos de aumentar a nossa capacidade defensiva, estar atentos à ordem tática sem bola e, confiando em cada um dos companheiros, podemos fazer um grande jogo.
Bola na Rede: Pep Guardiola dizia de manhã que o porto é forte sem bola, agressivo, que tem grande compromisso defensivo e que é forte na transição. Tudo características de uma equipa mais defensiva, no fundo. É este jogo a oportunidade perfeita para o FC Porto demonstrar que, mais do que isso, é capaz de dominar em posse qualquer adversário e que tem valias ofensivas para fazer frente a qualquer equipa europeia?
Sérgio Conceição: Fizemos golos com o City, com o Olympiacos, com o Marselha. Nós ofensivamente somos uma equipa que criamos muito, mas depende da valia do adversário, não somos só nós que jogamos. Não é o jogo ideal para provar alguma coisa, é sim para sermos fiéis ao que somos e ao que trabalhamos, não temos que provar nada a ninguém. Os golos acabam por surgir de forma natural se estivermos bem em todos os momentos do jogo. Podemos meter lá seis homens e não somos tão fortes, depende da situação, do momento, do que o adversário nos proporciona.
A CRÓNICA: NUM JOGO PAUTADO POR APATIA E FALTA DE QUALIDADE, O SAMBA DE EVERTON GARANTIU OS TRÊS PONTOS PARA O BENFICA
Em jogo a contar para a oitava jornada da Primeira Liga, os encarnados entravam em campo sabendo que FC Porto, SC Braga e Sporting CP tinham vencido os seus jogos, pelo que mais um deslize significaria o abandono do pódio. Do outro lado, o CS Marítimo procurava a sua primeira vitória nos últimos quatro jogos, de modo a fugir à zona de despromoção.
O encontro começou com o SL Benfica a querer assumir as despesas do jogo, a pressionar a turma maritimista que mostrava muita dificuldade para sair do seu meio campo. No entanto, a primeira oportunidade clara de golo surgiu para a equipa da casa. Aos sete minutos de jogo, após um passe transviado de Pizzi, Rodrigo Pinho recuperou a bola e rematou, em arco, para o lado direito de Vlachodimos. A bola passou ao lado da baliza, mas o aviso estava dado.
O Benfica respondeu logo de seguida por Everton, que disferiu um belíssimo remate em jeito ao ângulo esquerdo da baliza de Charles. O esférico ainda bateu no travessão antes de sair. Os encarnados estavam bem no jogo, a controlar os homens de Vidigal e a criar algumas situações de perigo, até que o inevitável acontece: Otamendi volta a assistir um jogador adversário.
Após um alívio do CS Marítimo, Otamendi, ao tentar atrasar a bola para Vlachodimos, fez um passe fraco, que foi facilmente intercetado por Rodrigo Pinho que, na cara do grego, colocou os homens da casa na frente do marcador aos 13 minutos de jogo.
Após o golo, o Marítimo baixou ainda mais as linhas, dando ao Benfica a posse da bola. Os encarnados carregaram, e aos 32 minutos é restabelecida a igualdade no marcador. Everton combina com Grimaldo, que depois encontra Pizzi no coração da área.
Até ao final da primeira parte, destaque para o minuto 43, numa jogada em que Everton isolou Rafa com um passe excecional. O português ficou na cara de Charles, mas o remate é intercetado por Rene. A igualdade permanecia ao intervalo, num jogo de sentido único.
A segunda parte começou a todo gás, com as águias a conseguirem a reviravolta no marcador após cinco minutos de jogo. Seferovic descobriu Everton na esquina esquerda da grande área, que cortou para dentro e rematou rasteiro para o canto esquerdo de Charles.
Após o golo, o CS Marítimo desmontou o autocarro e partiu para cima dos encarnados. Os homens da capital sentiram algumas dificuldades, especialmente a sair na primeira fase de construção, fruto da pressão maritimista, mas o resultado não iria sofrer mais alterações até ao fim.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Everton – Um dos mais inconformados – e dos mais comprometidos, a nível defensivo – ao longo da partida, Everton hoje voltou a mostrar o porquê do Benfica ter investido 20 milhões pelo seu passe. Foi, a par de Pizzi e Rafa, o grande dinamizador do jogo ofensivo encarnado, sendo o golo a cereja no topo do bolo.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Otamendi – Mais um jogo, mais um erro gravíssimo. Em suma, mais um jogo de Otamendi. Já não há palavras para descrever as performances do argentino, que teima em expor a equipa com os seus erros infantis.
ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO
Lito Vidigal montou um 5-2-3, na expetativa de jogar no erro dos encarnados. A estratégia quase que resultou, fruto de alguns erros individuais na defensiva das “águias”, mas acabou por sucumbir face fluxo de jogo ofensivo do Benfica.
Na segunda parte, após o golo sofrido, a equipa subiu linhas e passou para um 4-4-2, de modo a forçar o erro encarnado. Nota também para o anti-jogo promovido pelo treinador angolano. É ridículo uma equipa de primeira divisão utilizar este tipo de estratégias desde o apito inicial. É um comportamento que em nada dignifica o desporto rei e, consequentemente, o futebol português.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Charles (5)
C. Winck (5)
Lucas (4)
Rene (6)
L. Andrade (5)
Marcelo Hermes (5)
P. Pelágio (5)
Jean (6)
Rúben Macedo (5)
Rodrigo Pinho (6)
Joel (5)
SUBS UTILIZADOS
Correa (5)
Milson (5)
Alipour (-)
Cleber (-)
Guitane (-)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Os encarnados apresentaram-se no seu tradicional 4-4-2. Os homens de Jorge Jesus continuam a apresentar muitas dificuldades em criar jogo pelo lado direito, muito por culpa da falta de qualidade gritante que Gilberto tem vindo a demonstrar.
Como tal, as “águias” movimentam muito do seu jogo para o lado esquerdo, onde Grimaldo e Everton estiveram em destaque. Pede-se mais ao técnico português, que tem de começar a ponderar melhor as suas escolhas de modo a melhorar o nível de futebol da equipa.
Carimbo de jogador português é nos dias que correm um selo de qualidade. As cinco principais ligas europeias vão sendo cada vez mais a casa para os atletas portugueses. Em Terras de Sua Majestade é onde se encontrar a maior comunidade portuguesa de craques, que têm vindo a ser um destaque nas formações que defendem.
Se em Espanha, terreno onde passaram alguns dos melhores jogadores nacionais, já existe alguma representatividade de jogadores portugueses, em Itália, Alemanha e França o número vai crescendo aos poucos. Contudo, uma coisa é certa, em todas as ligas há portugueses em destaque.
Hoje venho fazer-vos uma atualização de um artigo que saiu no dia 17 de março deste ano. João Mário era um jovem jogador que cumpria o sonho de ascender da equipa B do FC Porto para o plantel principal liderado por Conceição.
Muitos pensavam que seria uma subida provisória para colmatar algumas ausências, mas a verdade é que hoje, dia 30 de novembro de 2020, João Mário não só se mantém no plantel principal como é uma opção perfeitamente válida para Sérgio Conceição, somando alguns bons minutos de azul e branco.
Na etapa final do último campeonato, o jovem portista que mais brilhou foi Fábio Vieira, mas a verdade é que João Mário não deu propriamente um salto maior que a perna com esta subida de escalão. Sérgio Conceição não perdeu a confiança no extremo português, que até está a somar mais minutos numa temporada em que o ataque e as alas portistas têm nomes de peso.
Nesta época de 2020/2021, as posições de João Mário pertencem a jogadores como Tecatito Corona, Luis Díaz, Nakajima, Felipe Anderson e Otávio. Creio que ficamos esclarecidos com a qualidade que abunda nestas posições do terreno. Lá no meio aparece um tal de João Mário que ascendeu dos “Bês” e que não olha a nomes para lutar pelo seu lugar.
É, de facto, notável este espírito do internacional sub-21 português que o leva a não desistir por um lugar muito difícil de conquistar. A questão é: João Mário tem qualidade para se afirmar na equipa principal? Porque não? É um desequilibrador com qualidades interessantes, mas que têm de ser lapidadas.
⭐ Dragão de Ouro Atleta Revelação do Ano: João Mário
👉 Chegou ao FC Porto em 2008 e atravessou todos os escalões de formação, até chegar à equipa principal#FCPorto#DragõesdeOuropic.twitter.com/4xjok1ZpYf
Até ao momento, João Mário somou 19 minutos. Claro que é pouco, mas são minutos que se distribuem por quatro jogos. Três deles no campeonato e um na Liga dos Campeões. Muitas vezes em situações de aperto para o FC Porto e isso mostra a confiança nas capacidades do jovem português para oferecer qualidade à equipa. A prova disto foi a entrada no jogo frente ao CD Santa Clara nos Açores em que o FC Porto sofria com os avanços dos açorianos. Sérgio Conceição não temeu e lançou João Mário às feras ao invés de outros jogadores mais experientes e com muita qualidade que estavam no banco. Por alguma razão era…
Nesta temporada, os jogos em que o extremo de 20 anos entrou foram a derrota portista diante do CS Marítimo, as vitórias frente ao Portimonense SC, Marselha e CD Santa Clara. Foi apenas uma mostra de que a confiança ainda se mantém, com uma nota especial. João Mário tem sido muitas vezes escolhido para se sentar no banco de suplentes ao invés de Felipe Anderson, um jogador com outras andanças no futebol europeu. Dá muito que pensar mesmo.
Na minha opinião, não falta qualidade a este jovem. Veremos se se afirma rapidamente ou se precisa de rodar numa equipa para explodir de forma definitiva. A verdade é só uma: Quando falamos no nome de João Mário, muitos devem confundir com o internacional português e campeão europeu que joga no Sporting CP, mas quem sabe não estejamos perante mais um João Mágico, mas com raízes portistas.
Sem que nada o fizesse prever, o mês de novembro tornou-se um marco histórico para o futebol argentino. Com as suas devidas distâncias, porque obviamente os dois jogadores tiveram um peso e uma preponderância diferente e incomparável no futebol mundial, mas a verdade é que no espaço de cerca de 15 dias, a Argentina perde o seu líder físico e o seu líder espiritual.
Primeiro o internacional argentino Javier Mascherano confirmou o final da carreira de futebolista, aos 36 anos. O médio, que em vários momentos da carreira assumiu também funções como defesa, viveu os seus momentos áureos no FC Barcelona, entre 2010 e 2017 e na seleção Argentina. Nos catalães, venceu cinco ligas espanholas, cinco Taças do Rei, quatro Supertaças de Espanha, duas Ligas dos Campeões, duas Supertaças Europeias e dois Mundiais de Clubes.
O jogador que passou também pelo CA River Plate, SC Corinthians Paulista, West Ham United FC, Liverpool FC, Hebei Fortune e Club Estudiantes de la Plata, foi um verdadeiro líder da sua geração, reconhecido por colegas e adeptos como o grande capitão e líder responsável pelas finais atingidas pela seleção Argentina. Para muitos, foi inclusivamente o segundo melhor jogador da sua geração. Para mim foi. O médio pode até não ter sido o melhor tecnicamente, mas compensou com a sua ética, raça, liderança e intensidade. Um dos melhores exemplos do que é um profissional maduro, altruísta e dedicado.
El Jefecito, além de um ídolo visceral por todos os lugares onde passou, foi muito mais do que isso: Mascherano foi o líder físico da seleção de Messi, chegando ao ponto de na meia final do mundial de 2014 rasgar o ânus num carrinho para evitar um golo certo de Robben.
É difícil imaginar a equipa atual da Argentina sem o pequeno careca e a sua camisola “14”.
Apesar de o mercado de transferências da NBA de 2020 ter tido o seu começo no dia 20 de Novembro, em pouco tempo tivemos uma liga virada do avesso! Desde jogadores importantes, como Chris Paul e Marc Gasol, a serem transferidos para outra equipa, até jogadores que vêm reforçar o banco de equipas candidatas a título como Montrezl Harrell e Dennis Schroeder, 2020 fica marcado pela surpresa, uma vez mais.
À semelhança do que aconteceu em 2019, muitos rumores têm surgido ao longo dos últimos dias em relação ao destino de certas super-estrelas como Russel Westbrook e James Harden. Fontes ligadas à ESPN sugerem que Harden terá pedido transferência para Brooklyn, mas esta tem vindo a ser negada. A posição do Front-office de Houston aponta para uma repetição do ano anterior.
Começando pelas transferências mais impressionantes, ficam as aquisições e “partidas” dos atuais campeões Los Angeles Lakers. Dando continuidade na equipa à sua Super-Estrela em Anthony Davis e ao importante Kantavous Caldwell Pope, os Lakers não ficaram satisfeitos e foram ainda atrás de mais peças para a sua equipa.
Com a partida de Dwight Howard, rumo a Philadelphia, e de Javale McGee, rumo aos Cleveland Cavaliers, após trade efetuada pelos Lakers, estes necessitavam de uma referência no interior. Surge assim Marc Gasol, num contrato em saldos para os Lakers para a qualidade do jogador que contratam, dois anos a pouco mais de cinco milhões de dólares.
Ainda para reforçar o banco, e depois da partida de Rajon Rondo para os Atlanta Hawks, contrato que o veterano assina a dois anos por 15 milhões de dólares, conseguem via trade Dennis Schroeder, o candidato a 6º homem do ano que atuava pelos Oklahoma City Thunder. Não satisfeitos, os Lakers foram ainda atrás do atual 6º homem do ano em Montrezl Harrell, num contrato a dois anos por quase 19 milhões de dólares, algo um pouco excessivo mas que os Lakers viram como boa aquisição.
Para completar o plantel e reforçar ainda os atiradores na equipa, depois de Danny Green ter sido trocado para Oklahoma como parte da aquisição de Schroeder, os Lakers assinaram Wesley Mathews. Este é um jogador conhecido pela sua precisão de tiro exterior e que se espera que possa contribuir nos dois lados do campo para a equipa da cidade dos Anjos.
Já a outra equipa de LA, os Clippers, com a saída do seu 6º homem em Montrezl Harell, conseguiram adicionar um jogador com experiência campeã em Serge Ibaka. Ibaka irá ser direcionado para se torna a presença interior, mas que também consegue espaçar o campo, que tanto faltou aos Clippers durante a série contra os Denver Nuggets. Ibaka é uma cara conhecida para Kawhi Leonard, depois de em 2019 terem ambos sido campeões ao serviço dos Toronto Raptors. Os Clippers mantiveram Marcus Morris, uma peça coesa do ataque, num contrato avultado de 64 milhões de dólares a 4 anos.
A equipa que mais ficou a planear para o futuro e dispensou peças chaves para o curto prazo foram os Oklahoma City Thunder. Os Thunder enviaram Chris Paul juntamente com Abdel Nader para os Phoenix Suns a troco de Kelly Oubre Jr., Ricky Rubio, Ty Jerome, Jaron Lecque e ainda uma pick para o NBA Draft de 2022 de primeira ronda. Também disseram adeus a Steven Adams, o poste da equipa desde 2013, enviando-o para os New Orleans Pelicans, numa troca a com quatro equipas, New Orleans Pelicans, Milwaukee Bucks, Denver Nuggets (e os Thunder).
Os Pelicans receberam o neo-zelandês Adams via-Oklahoma e o base Eric Bledsoe via-Milwaukee, bem como ainda duas picks de primeira ronda dos Bucks e ainda o direito de trocar mais duas picks com o adversário. Em troca, os Bucks receberam Jrue Holiday, um base mais experiente, que era talvez o que o MVP da liga, Giannis Antetokounmpo, estava a precisar. Além do base, também receberam os direitos do Draft 2020 para a escolha número 60 (Sam Merrill).
Os Denver Nuggets receberam R.J Hampton, a pick número 24 do Draft de 2020. E, em sentido contrário, os Oklahoma City Thunder recebem a próxima pick do draft dos Nuggets, o base George Hill via Milwaukee, Zylan Cheatham, Josh Gray, Darius Miller e Kenrich Williams via-New Orleans Pelicans e ainda duas picks de segunda ronda dos Pelicans para 2023 e 2024.
Viajando até ao estado da Carolina do Norte, os Charlotte Hornets decidiram que era boa ideia oferecer um contracto máximo a Gordon Hayward, de quatro anos com a garantia 120 milhões de dólares de salário. O extremo irá jogar ao lado de Terry Rozier e da mais recente aquisição via Draft, LaMelo Ball, o jovem base com aspirações a super-estrela da NBA.
Entre várias trocas, estas são talvez as que causaram mais impacto na Liga. De salientar o trabalho realizado pelos Phoenix Suns, para criar um bom arsenal à volta de Devin Booker para apontar para o top-8 da conferência. Mas também dos Atlanta Hawks, que depois de terem conseguido assinar o base Rajon Rondo para adicionar alguma força vinda do banco nas posições de base, colmatam também a defesa exterior com o base Kris Dunn, que até então atuava pelos Chicago Bulls, num contrato a dois anos por 10 milhões de dólares.
Desta forma, os Atlanta Hawks oferecem o apoio necessário a Trae Young para elevar o nível de jogo da equipa e também voltar aos Playoffs da NBA. Para acrescentar ainda mais força ofensiva exterior, assinaram o extremo-base Bogdan Bogdanovic, a 74 milhões por 4 anos. O internacional Sérvio irá ser uma forte adição ofensiva a equipa de Atlanta.
Outras transferências, de menos importante escala, mas de manter a atenção foram as de Moe Harkless para os Miami Heat e Austin Rivers para os New York Knicks, trades com pouca atenção, mas com algum sentido para ambas as partes. Christian Wood, o extremo poste atlético que fechou bem a temporada pelos Detroit Pistons, irá para Houston num contrato a três anos por 41 milhões de dólares. DJ Augustin é também uma das adições da equipa de Milwaukee, para reforçar o banco.
Ficam assim as trocas e transferências mais importantes do mercado da NBA de 2020, um período que foi bastante inesperado e com grandes nomes a irem para destinos bastante engraçados em termos de margem de progressão. Fica no ar a constante dúvida de quem é o vencedor de todas estas trocas e qual a equipa que apresentou a melhor estratégia com aquilo que o mercado tinha para oferecer. Mas, mais uma vez, e como é costume nas nossas análises aqui no Bola Na Rede, estas são questões que só o tempo nos dirá a resposta.