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Força da Tática: SL Benfica 79-88 FC Porto

A sexta jornada da Liga Portuguesa de basquetebol presenteou-nos o primeiro clássico da época. Se por um lado, o jogo foi «frio» e desalmado sem a presença de adeptos nas bancadas, por outro lado ambos os técnicos avivaram a partida com uma riqueza tática muito grande.

Neste força da tática, abordaremos os principais lances chave que garantiram aos dragões a primeira “grande” vitória neste campeonato.

É POR DENTRO QUE SE JOGA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Todavia o paradigma do basquetebol se tenha movimentado para o jogo exterior, nada confere a 100% que os jogos se ganhem somente através daquilo que os criativos e lançadores façam da linha dos três pontos. Aliás muito pelo contrário. À semelhança de outros desportos, o basquetebol é constituído nas mais variadas vertentes e até equipas de grande calibre ofensivo têm obrigatoriamente que serem consistentes defensivamente.

Apesar de algo rigoroso e convencional no modo de operar, a «turma» de Moncho López conseguiu fazer exatamente o que pretendia. Desde início, a exploração dos «homens grandes» foi uma constante, ao passo que Gordon e Anderson foram fulcrais na criação de espaços e desiquilíbrios em áreas próximas do cesto. Depois, na tomada de decisão, Max Landis teve a um nível elevadíssimo, não só nas ações individuais de 1vs1, como também na inclusão dos colegas nos seus movimentos de brilhantismo (executou 5 assistências e apenas 1 turnover). Um dos movimentos comuns, dos portistas, passou pela libertação dos jogadores exteriores. O movimento principiava na zona pintada e através de bloqueios indiretos dos jogadores interiores, o base/extremo era posteriormente libertado para um espaço onde conseguissem trabalhar melhor a bola e consecutivamente colocar um desfecho positivo na jogada. Tal, criou dinâmicas ofensivas muito interessantes e “chateou” muito os defensores diretos benfiquistas que tiveram de se preocupar constantemente (principalmente) com Landis e Tinsley, na medida em que eram autenticamente obrigados a «correr atrás do prejuízo».

Do lado encarnado, foram notórias as dificuldades em segurar o jogo interior portista. As permutas posicionais e a procura excessiva, por vezes, de executar 2vs1 em jogadores de alta capacidade a responder em situações de pressão, criou buracos e cestos fáceis para o adversário. A nível ofensivo, apesar da qualidade de execução dos seus atletas, Carlos Lisboa não encontrou soluções efetivas para desobstuir a defensiva azul e branca. Mérito também para os jogadores do FC Porto, que juntaram à sua pressão constante, uma agressividade positiva que permitiu segurar atletas como o Caleb Walker (apenas marcou 6 pontos). O SL Benfica está recheado de talento e a tendência para cair em lançamentos exteriores foi notória, sem grandes planos alternativos que garantissem estabilidade ofensiva. De resto, ainda assim, de sublinhar a boa exibição do reforço Lindsley e a ambição de Betinho que, mesmo sendo um veterano, continua a dar provas do atleta que é e da importância que poderá consultar a uma equipa que luta pelo título.

Neste vídeo será possível ratificar alguns pontos abordados em cima, com destaque para a organização ofensiva e jogadas chave que desencadearam a vitória do FC Porto no primeiro grande clássico da temporada.

MVP

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Larry Gordon (FC Porto) – Chegou este ano aos dragões e apesar da importância que Purifoy acarretou na época transata, rapidamente foi visível o upgrade que Gordon seria nas pretensões de Moncho López. Defensivamente foi impecável, conseguindo para além das ações que não aparecem nas estatísticas assegurar 14 ressaltos, tendo 13 destes, sido defensivos. Ofensivamente, as suas percentagens são o reflexo do primor que o norte americano expôs ao longo da partida: 75% em lançamentos de campo (9/12), tendo destes 12 sido 2/2 da linha dos três pontos.

Para culminar a esta partida verdadeiramente sublime, Larry Gordon teve uma valorização de 38.5, refletindo no seu melhor jogo individual da temporada.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Os 5 jogos “one man show”

Apesar do futebol ser um desporto coletivo e de todos os elementos terem a sua importância em cada vitória da equipa que representam, a verdade é que há ocasiões em que um jogador decide “roubar” para si as atenções e resolve o jogo “sozinho”. É nesta tónica que apresentamos cinco jogos em que um só atleta levou a sua equipa à vitória através de uma performance de qualidade incrível.

Antevisão Portugal x Andorra: Quando o artigo entusiasma mais do que o jogo

Percebo que à primeira vista possa parecer um título algo indelicado. Mas é bastante evidente que não se trata de um jogo que esteja a gerar grande interesse junto da população. Quando o engenheiro Fernando Santos assume que não é um jogo em cuja realização veja grande benefício, em princípio não se pode esperar que o povo coloque efusivamente uma bandeira de Portugal à janela. Suspeito até que haja o risco elevado de o próprio selecionador nacional adormecer no decorrer do encontro. E talvez aconteça o mesmo com Pedro Neto. Não é suposto que indivíduos nascidos depois do ano 2000 estejam acordados até tão tarde.

NUM JOGO EM QUE SE ESPERAM VÁRIAS ESTREIAS, CONSEGUIRÁ PAULINHO FESTEJAR O PRIMEIRO GOLO COM A CAMISOLA DAS QUINAS? SE SABES A RESPOSTA, APOSTA COM A BET.PT!

No entanto, num esforço de captar interesse para este jogo particular da nossa seleção, vamos lá analisar cinco dados relevantes relacionados com o encontro entre Portugal e Andorra. Caso tenha sucesso, ainda me tornarei no próximo Scolari.

O problema do Sporting CP reside nos sócios e nos adeptos

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Muito se tem discutido sobre a ausência de adeptos nos estádios com o argumento de que o futebol com as bancadas despidas não faz sentido, uma vez que é por eles e para eles que os jogos e os estádios existem. 

Efectivamente, sem os adeptos a animar as bancadas, com cânticos de apoio, com coreografias coloridas e criativas, as romarias de final de tarde com cachecol e camisola envergados para apoiar a equipa do coração, o futebol não teria qualquer fundamento. Aliás, como em tudo, o que não tem procura tende a cair no esquecimento, chegando a extinguir-se. 

O futebol nunca cairá no esquecimento pela simples razão de que o mais pequeno ser, vendo algo redondo e que role, tem o instinto primário de chutá-lo. A paixão que este desporto faz crescer pelo simples prazer de se poder jogar na rua com os amigos, com balizas feitas de mochilas, pedras amontoadas ou qualquer outro objecto que possa delimitar uma baliza, nunca o deixará cair no esquecimento. No entanto, o negócio que alimenta as equipas profissionais já faz parte de outro assunto.  

O corte de receitas das bilheteiras pode significar a falência de muitos clubes de menor dimensão, ainda que para os maiores clubes portugueses sejam pouco significativas no “bolo” geral das suas finanças. E mesmo para estes, ao eliminar-se as idas aos estádios, restringem-se outros negócios paralelos como as vendas de merchandising. 

No fundo, o que dá significado ao futebol são os adeptos, apesar de ultimamente se estar a criar uma ideia de que a equipa de futebol do Sporting CP joga melhor sem a pressão dos adeptos nas bancadas. A verdade é que o clube leonino está a fazer um início de época como há muito não se via no reino do leão.

Os adeptos são o foco do espetáculo futebolístico e Alvalade não é exceção à regra
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

 

Será então que, para poderem ser campeões, os sportinguistas têm de se demitir do seu direito e prazer em ver a sua equipa ao vivo? 

Pelo menos é o que alguns notáveis sportinguistas têm dito recentemente, em entrevistas que dadas aos meios de comunicação. 

Talvez o caminho seguido pela actual direcção, que levou à crescente desmobilização dos sócios e adeptos no apoio à equipa de futebol do Sporting CP, com expulsões de sócios, perseguição a claques, fosse já uma visão premonitória, e a preparação para um futuro risonho. Tudo pensado por forma a criar o cenário ideal para termos o clube de novo a lutar pelo título. E até a pandemia ajudou a criar esse cenário. 

Mas, se assim for, e os sportinguistas não pudessem apoiar e seguir a sua equipa de coração, de que serviria ser campeão? Qual o prazer disso? Qual o sentido do clube existir? 

A verdade é que os jogadores, para ambicionarem jogar no Sporting CP, e poderem envergar a camisola verde e branca listada, têm de ter o arcabouço de aguentar a pressão de ganhar sempre e ter quem lho exija a cada jogo. Porque é por nós e para nós que eles jogam. Sem a nossa existência e o nosso amor ao clube, a sua situação profissional não teria qualquer sentido de existir. 

O Sporting CP é dos sócios e para os sócios. E os jogadores com certeza sentem muito mais prazer em ter as bancadas cheias a apoiá-los e a aplaudi-los pelas suas belas jogadas. Como todas as coisas boas têm um senão, as coisas menos boas feitas terão que ser apupadas e criticadas. É assim em todas as profissões e também o é nos estádios de futebol. 

Mumbai Indians 157/5-156/7 Delhi Capitals: Título revalidado com exibição de luxo do capitão

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A CRÓNICA: SHARMA APARECEU NO DIA CERTO

Os Mumbai Indians ganharam a moeda ao ar e decidiram começar a bater e, logo na primeira bola, Trent Boult fez magia para os Indians e colocou Marcus Stoinis de fora. Foi um começo difícil para Delhi que, nos quatro overs iniciais, apenas somou 25 corridas e perdeu três wickets.

Contudo, a partir daí, Shreyas Iyer e Rishabh Pant estabeleceram uma parceria soberba em qua ambos passaram das 50 corridas e que durou até ao 15.º over. Com o wicket de Pant, os Capitals voltaram a passar dificuldades e perderiam mais três lançadores com poucos avanços no placar.

Com um valor final de 156 corridas, os Delhi Capitals teriam muitas dificuldades em parar os Mumbai Indians, mas o valor dava-lhes algumas possibilidades e por isso teriam que agradecer a Iyer e Pant, já que o restante da equipa esteve muito abaixo do necessário para uma final.

Para os homens da capital, Sharma e de Kock, pelo contrário, começaram da melhor maneira e a forma como acumularam corridas madrugadoras (ao quarto over já levavam 45 corridas) permitiu-lhes gerir com tranquilidade o restante do encontro.

Stoinis iria tirar de Kock de jogo e um erro de comunicação entre Sharma e Suryakumar Yadav obrigaria o segundo a sacrificar-se pelo capitão. Além disso, os Capitals encontram a sua estrela em Axar Patel, que lançou quatro overs para permitir apenas 16 corridas. No entanto, Rohit Sharma e Ishan Kishan foram aproveitando as oportunidades e mantendo os Indians sempre com acima do necessário para ganhar.

Quando, finalmente, Nortje conseguiu o wicket de Sharma já era tarde demais e nem mais um par de wickets tardios – Pollard e Hardik Pandya – mudaria o curso do desafio, com Krunal Pandya a conseguir a corrida que garantiu o título com ainda oito bolas por lançar.

Recordistas de títulos na IPL, os Mumbai Indians arrecadam o quinto e o primeiro em anos consecutivos. A edição de 2020 proporcionou excelentes momentos de cricket, mas com Boult, Bumrah, Sharma, de Kock, Suryakumar e Kishan era difícil adivinhar outro desfecho que não um triunfo dos campeões em título.

 

A FIGURA

Rohit Sharma – Foi uma temporada difícil para o capitão dos Indians que, entre uma lesão e exibições menos conseguidas, estava a ser uma das desilusões da IPL, mas o craque indiano deu a volta quando mais importava com um jogo soberbo e 68 corridas para colocar a sua equipa no caminho da vitória.

 

O FORA DE JOGO

Kagiso Rabada – Provavelmente o melhor lançador desta edição da IPL, Rabada não esteve ao nível necessário no dia decisivo. Conseguindo apenas um wicket e permitindo 32 corridas nos três overs em que lançou, a sua ineficácia foi um dos fatores que permitiu uma jornada tranquila aos agora bi-campeões.

Foto de Capa: Indian Premier League

Olheiro BnR: Filipe Cruz

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Filipe Cruz nasceu no dia 19 de Fevereiro de 2002. Este jogador iniciaria o seu percurso no SL Benfica aos 12 anos na temporada de 2014/2015, tendo sido campeão nacional de iniciados em 2016/17 e campeão nacional de juvenis em 2018/2019.

Iniciou a sua carreira como extremo direito, mas com o passar dos anos, foi recuando até lateral direito, posição onde viria a fazer sobressair as suas qualidades e a afirmar-se como um dos mais promissores jogadores da sua geração.

Filipe Cruz é também presença assídua na selecção nacional do seu escalão, tendo representado a equipa das Quinas no Campeonato da Europa de sub-17 em 2019, onde fez quatro jogos e marcou um golo.

Filipe Cruz destaca-se por ser um lateral direito de grande propensão ofensiva. Tem uma grande capacidade para se associar com os colegas de equipa no ataque. Também é um lateral competente defensivamente, embora ainda tenha muito mais para crescer neste aspecto.

Filipe Cruz destaca-se também por ser um grande executante de lances de bola parada, destacando-se sobretudo na cobrança de livres directos, onde aplica remates de muito efeito. Também é um jogador muito forte nos remates de meia distância.

Filipe Cruz é na minha opinião, o lateral mais promissor que há na formação do Benfica. Desde a época passada que tem vindo a ser aposta na equipa de sub-23, sendo actualmente o capitão da equipa orientada por Luís Castro.

Filipe Cruz ainda precisa de ganhar uma boa experiência na equipa B até estar apto para se afirmar na equipa principal, numa posição carenciada nos encarnados desde a saída de Nélson Semedo.

“Jogas tanto, Oliveira”: a apreciação a um capitão e real dragão

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O FC Porto vive um dos períodos mais abruptos do século no que diz respeito ao campeonato. Tem vivido uma trajetória cheia de travões às aspirações portistas, as exibições deixam muito a desejar, a equipa parece não ter ideias acabando, assim, por ficar dependente de rasgos de genialidade de elementos individuais. Porém, começa a sentir-se um levantamento de indignação, a cara dessa inconformidade está em Sérgio Oliveira, um verdadeiro dragão.

O português, além de reunir todas as características do típico “jogador à Porto”, desde a perda das principais referências do conjunto que se tornou em um exemplo de dedicação e amor à camisola.

Formado nos dragões, parece, estar agora no auge das suas capacidades, enche o campo de qualidade no passe e posicionamento, (enquanto sénior) o médio, que agora assume uma veia goleadora, vai no seu quarto jogo consecutivo (6 golos no total), vai sendo crucial para a manter a equipa nos lugares cimeiros do campeonato com um total de sete participações para golo nesta edição da liga.

Inicialmente criticado pela falta de rapidez, rapidamente demonstrou que a falta dessa característica é compensada pela maneira como descobre espaços em campo e queima linhas do adversário. Não tem medo de encarar o jogo de frente e comandar a primeira linha de pressão na saída de bola adversária, calmo com bola, um real dragão a quem raptaram a cria quando está sem ela.

Ninguém esperava o sucesso de Oliveira, de descartado na temporada 2016/17 a principal figura desta reconstrução estrutural, é um exemplo de amor ao clube, querer e dedicação. A sua particularidade e o que o torna um jogador tão especial é a dedicação ao clube e o aproveitamento de todas as oportunidades que foram concedidas ao longo dos anos, um exemplo de que o sucesso é conduzido pelo esforço.

Dá ao jogo sem esperar nada em troca, sempre com um objetivo, a vitória. Este é Sérgio Oliveira, um dragão sem medo de o admitir, é cada vez mais indiscutível no onze e a peça essencial quando a equipa não demonstra esforço, olhemos para o médio e veremos que oferece luta até ao fim. À frente da baliza é um perigo juntando ainda, a capacidade de cruzar da maneira que os avançados gostam, fabricando os tais “meios golos”.

Esta influência do centrocampista não tem passado despercebido nem a Fernando Santos, que o tem incluindo constantemente no conjunto de vinte e três convocados, até ao momento arrisco-me a dizer que é um dos três melhores médios a atuar em Portugal.

Primeira Liga | As 5 melhores exibições da 7.ª jornada

Antes de mais uma pausa internacional, os apaixonados pela bola viveram mais uma jornada de fortes emoções na Primeira Liga. O fortalecimento da liderança dos leões, o regresso às vitórias dos dragões, a queda com estrondo das águias perante valentes guerreiros; o primeiro triunfo dentro da sua fortaleza para FC Famalicão, SC Farense e CD Nacional, este último com direito a emoção do primeiro ao último suspiro; o reerguer tondelense após a goleada em Alvalade.

Como não há espetáculo sem artistas, listámos as cinco melhores exibições desta que foi a jornada número sete da Primeira Liga.

Menções Honrosas: Afonso Taira (Belenenses SAD), Salvador Agra (CD Tondela), Ryan Gauld (SC Farense), Francisco Moura (SC Braga) e Seferovic (SL Benfica)

 

IPL 2020: Final terá reencontro entre Mumbai e Delhi

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A final da IPL 2020 terá frente a frente as duas melhores equipas da fase regular, Mumbai Indians e Delhi Capitals. A julgar pela forma como os Indians derrotaram, sem surpresas, a equipa da capital no Qualifier 1, são eles os grandes favoritos a conquistar o título e, com tantas opções de grande qualidade como batedores (Sharma, de Kock, Pollard, Kishan, Pandya,…) e ainda dois lançadores de luxo em Boult e Bumrah, este era um cenário previsível. Olhemos para os jogos que ditaram este confronto final.

Qualifier 1: Mumbai Indians derrotam Delhi Capitals por 57 corridas

Favoritismo confirmado para os campeões em título. Começando a bater, Quinton de Kock abriu a partida com um fenomenal primeiro over de 15 pontos mas, quando à terceira bola do segundo over Rohit Sharma foi pela primeira vez chamado ao serviço, o capitão de Mumbai deu aos Capitals o seu primeiro wicket. Mas seguiu-se-lhe Suryakumar Yadav que não se deixou incomodar pelo revés madrugador e chegaria às 51 corridas. Em conjunto com de Kock (40), Eshan Kushan (55) e Hardin Pandya (37), seriam os principais responsáveis por um resultado soberbo de 200 corridas, mesmo com Kieran Pollard a seguir o exemplo de Sharma e sair sem uma única corrida.

Responder a um número destes já seria difícil, mas o primeiro over deixou logo antever o que se viria a passar. Com Trent Boult a lançar, zero corridas e dois wickets marcaram o tom e mais um wicket por Bumrah no over seguinte deixaram os Capitals sem grandes possibilidades de resposta. Marcus Stoinis (65) e Axar Patel (42) construiriam uma excelente parceria, mas insuficiente para impedir a derrota, com os Capitals a somarem 143 corridas no final do jogo.

Eliminator: Sunrisers Hyderabad derrotam Royal Challengers Bangalore por 6 wickets

Terceiro e quarto da fase regular ofereceram o jogo mais equilibrado dos playoffs. Virat Kohl desiludiu a bater e ficou a cargo do veteraníssimo AB de Villiers liderar a ofensiva dos Royal Challengers. O sul-africano respondeu com 56 corridas, mas com apenas Aaron Finch (32) a fazer também uma exibição sólida, o total final do conjunto de Bangalore ficou muito aquém do recomendável, com apenas 131 corridas.

Contudo, os Sunrisers também não conseguiram encadear corridas com facilidade e criaram um encontro a ser disputado até ao final, o que também se pode atribuir a bons lançadores de Bangalore, em especial Adam Zampa que, em quatro overs, permitiu apenas 12 corridas e conseguiu um wicket. David Warner (17) não começou com grande força, mas desde que Kane Williamson (50) entrou em campo a situação mudou um pouco de figura e parcerias positivas com Manish Pandey (24) e Jason Holder (24) colocaram os Sunrisers em posição de vitória. Ainda assim, o triunfo foi muito curto e Hyderabad só alcançou as necessárias 132 corridas no último over, a duas bolas do final do encontro.

Qualifier 2: Delhi Capitals derrotam Sunrisers Hyderabad por 17 corridas

Mesmo entrando na partida vindos de uma série de derrotas, os Delhi Capitals não se abateram e, com um desempenho incrível em ambos os lados da bola, garantiram o acesso à final. A bater primeiro, o conjunto da capital permitiu apenas 3 wickets e com números fortes de Marcus Stoinis (38), Shekhar Dhawan (78) e Shimron Hetmyer (42) estabeleceu um valor final de 189 corridas que colocaria os Sunrisers em dificuldades.

Mas, também a lançar, os Capitals estiveram em forma, com Stoinis e Rabada a conseguirem, em conjunto, sete wickets. Ainda houve o brilho de Kane Williamson com 67 corridas, mas prestações desapontantes de Warner (2) e Holder (11) ajudaram a que os de laranja fossem incapazes de virar o resultado, terminando os seus 20 overs com 172 corridas, 17 a menos que os Capitals.

Foto de Capa: Indian Premier League

Artigo revisto por Diogo Teixeira

O vírus que ameaça a verdade desportiva

Nesta “nova realidade”, a pandemia do vírus Covid-19 condiciona as nossas vidas e todas as atividades que nos rodeiam. O futebol não é exceção. As condições neste desporto para todos os atletas profissionais, treinadores e staff técnico são excelentes em comparação com outro tipo de trabalhos, mas mesmo com cuidados redobrados, os casos positivos continuam inevitavelmente a aparecer. Nestas situações, não é apenas a vida pessoal e profissional dos jogadores que fica afetada, reduzindo as opções dos técnicos e, em muitos casos, enfraquecendo as equipas.

As competições europeias são importantes do ponto de vista competitivo e do espetáculo futebolístico produzido, e também financeiramente. Esta pandemia, habitualmente, quando atinge algum jogador, afeta grande parte do plantel através do contágio. Desta forma, os plantéis mais curtos ou com menos soluções de qualidade acabam por ser os mais prejudicados.

Em termos de leis desportivas, a infeção por Covid-19 é tida em conta como outra qualquer lesão. Mas as repercussões provenientes deste vírus são bastante diferentes. Uma lesão é algo individual, que provém de um choque ou quebra muscular, sendo intransmissível. Relativamente ao coronavírus, ao contrário de uma lesão, é transmissível, podendo afetar um plantel inteiro a partir de uma única fonte de contágio.

Pegando no exemplo do FC Shakhtar Donetsk, a formação de Luís Castro foi bastante afetada. Durante este período em que o plantel esteve reduzido, a equipa ucraniana teve encontros de extrema dificuldade e importância na Liga dos Campeões. Apesar do mais recente resultado negativo nesta prova, com uma derrota caseira por seis bolas a zero frente ao Borussia VfL Monchengladbach, o emblema teoricamente mais fraco neste grupo, o Shakhtar conseguiu resultados positivos nos restantes dois jogos.


Primeiramente venceu o Real Madrid CF no Estádio Santiago Bernabéu, com um leque de jogadores reduzido, destacando as ausências de Taison, Júnior Moraes e Konoplyanka por infeção de Covid-19. Já com Taison, a principal figura da equipa ucraniana, entre o lote de convocados, e com parte do plantel já recuperado, o Shakhtar empatou em casa com o FC Internazionale Milano.

Por vezes pode haver a tentação, quando os atletas estão assintomáticos, de os colocar em jogo, mas para isso era necessário adulterar a verdade desportiva. E esses jogadores infetados, mesmo sem sintomas, poderiam colocar outros em risco. No plantel do Shakhtar houve dez casos positivos. Segundo declarações de Luís Castro, três desses futebolistas tiveram problemas pulmonares e um teve problemas cardíacos. Nestes casos, o vírus irá deixar marcas e condicionar a vida destes atletas.

A importância especial de algumas partidas, como as da Liga dos Campeões, em que se encontram muitos milhões de euros envolvidos, levam a que sejam tomadas decisões “à última hora”. Recentemente surgiu a história caricata de Davy Klaassen, médio do AFC Ajax, que devido às circunstâncias pandémicas, viajou no próprio dia para a Dinamarca, quando tudo indicava que não poderia jogar.

O emblema holandês levou apenas 17 convocados para a partida frente ao FC Midtjylland, visto que tinha 11 jogadores infetados. No próprio dia de jogo, Klaassen, que estaria confortavelmente em sua casa à espera do encontro da sua equipa, testou negativo para Covid-19, e face ao condicionamento do plantel e à sua recuperação, viajou apressadamente para a Dinamarca. O médio holandês disputou toda a segunda parte na vitória do Ajax.

O novo coronavírus irá certamente condicionar as equipas, e provavelmente afetará a qualidade do futebol praticado. As equipas serão obrigadas a gerir o seu plantel de uma forma mais cuidada, e se parte dos jogadores de uma equipa for afetada irá reduzir as opções e exigir um maior esforço físico dos atletas. Nenhum jogador gosta de faltar a jogos importantes, nem os treinadores de ver as suas decisões condicionadas por motivos externos. Desta forma, poderá existir a tentação de tentar contornar as regras. No entanto fica a seguinte questão: será que este vírus afetará também a verdade desportiva?

Artigo revisto por Diogo Teixeira