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As 3 principais lacunas a colmatar na seleção nacional

Não é fácil identificar lacunas numa seleção recheada de talentos como é a portuguesa. A qualidade abunda em quase todos os setores com os jogadores da seleção nacional a serem aposta nos melhores clubes do mundo e a treinarem com os melhores treinadores, mostrando que o que é nacional é bom. Ainda assim, a médio/longo prazo, existem algumas posições que podem sofrer com a falta de profundidade.

Fernando Santos tem sido mestre em gerir os recursos humanos à sua disposição e, a seu tempo, vamos ver se surgem opções válidas e com qualidade para colmatar os seguintes problemas.

Podcast BnR T1/EP11: Os 5 melhores jogadores portugueses que ainda não são internacionais

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No décimo-primeiro episódio do podcast falamos de jogadores portugueses que ainda não fizeram a sua estreia ao serviço da equipa das quinas.

Vem daí para este programa sobre a Seleção Nacional com a moderação da Carolina Neto e com os comentários de Afonso Santos, João Nivea e Pedro Pinto Diniz.

Se queres saber quem foram os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Everton Cebolinha | O que falta ao brasileiro para brilhar?

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Um dos jogadores mais irreverentes e talentosos do Brasileirão foi contratado pelo SL Benfica no passado verão, mas tarda em corresponder às expectativas. Sim, falamos de Everton Cebolinha, que veio do Grêmio FBPA num negócio a rondar os 20 milhões de euros.

Como veio a público antes da vinda de Jorge Jesus para os “encarnados”, o extremo brasileiro é um jogador que o técnico aprecia bastante. Inclusive, ainda como treinador do CR Flamengo, Jorge Jesus chegou a referir que o ex-Grêmio era muito superior a Pedrinho, outro extremo contratado pelo Benfica.

Este gosto pelo craque brasileiro reflete-se nos números da época atual: 11 jogos em outros tantos possíveis pelas águias. Além deste impressionante histórico em Portugal, o internacional brasileiro ainda conta com 80 minutos divididos em dois particulares pela seleção brasileira.

Os números são, de facto, importantes para a confiança do jogador e para o seu desenvolvimento no futebol da Primeira Liga, mas não será prejudicial para a sua condição física fazer 11 jogos em pouco mais de dois meses?

Desde o escandaloso desaire frente ao PAOK que o extremo não sai do onze de Jorge Jesus e nos últimos encontros frente ao Boavista FC, Rangers FC e SC Braga, Everton Cebolinha tem estado uns furos abaixo daquilo que já demonstrou tanto na seleção como no Grêmio.

Ao observar-se o sistema tático de Jorge Jesus, o tradicional 4-4-2 com Rafa e Éverton no apoio aos dois avançados, não é aquele onde Everton deslumbrava no Brasil: o Grêmio jogava tradicionalmente em 4-3-3. Mas será este o maior problema do extremo?

Ao que tudo indica, o fator mais decisivo será mesmo a fadiga. Entre viagens para a seleção (duas ocasiões), jogos de três em três dias (sempre a titular) e o pouco entrosamento com os novos colegas de equipa, seria de esperar um rendimento diferente daquele que deixou saudades na “torcida” do Grêmio.

Ainda assim, Jorge Jesus deverá manter a sua aposta em Cebolinha depois do encontro frente ao USC Paredes para a Taça de Portugal, onde o craque brasileiro deverá descansar dos compromissos da sua seleção.

Durante a semana seguinte, Jorge Jesus vai, muito provavelmente, apostar no seu esquema habitual com Everton, Rafa, Waldschmidt e Darwin Nuñez para fazer frente aos imbatíveis escoceses do Rangers de Steven Gerrard.

Otávio: será o fim de linha do médio brasileiro no FC Porto?

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As notícias lançadas pela comunicação social nos últimos dias dão conta de um possível fim de ligação entre Otávio Monteiro e o FC Porto. O médio brasileiro é atleta dos dragões desde 2014, embora se tenha estreado na equipa principal apenas em 2016, quando Nuno Espírito Santo treinou os dragões, após ter passado por dois empréstimos na cidade do berço, ao serviço do Vitória SC.

A imprensa inglesa avança que o Wolverhampton Wanderers FC é um forte destino para o brasileiro dar seguimento à sua carreira, depois de SSC Napoli e Sevilha FC também serem associados como hipóteses para o novo clube de Otávio. Tanto Nuno Espírito Santo, técnico dos Wolves, como Julen Lopetegui, treinador do Sevilha, conhecem e já trabalharam com o médio de 25 anos, o que seria um fator extra para a concretização do negócio. Além disso, o Wolves já veio buscar Rúben Neves ao FC Porto, além de Vitinha, a contratação mais recente, e conta ainda com outro médio que também já representou os azuis e brancos – João Moutinho.

Otávio Monteiro está em fim de contrato com o FC Porto e, caso não aconteça uma renovação do mesmo, o jogador está livre para assinar um pré-acordo com qualquer clube a partir do dia 1 de Janeiro. A dúvida recai sobre a continuidade do médio em Portugal, contudo, o cenário mais possível seria a permanência na cidade invicta até ao final da presente temporada. O cenário que preocupa os adeptos portistas é o mesmo de Brahimi e Herrera, visto que seria mais um jogador a sair do clube a custo zero, com a condição de que poderia encher os cofres portistas, de acordo com a sua idade e qualidade demonstrada.

O brasileiro é um dos maiores casos de superação da equipa portista nos últimos anos, pois precisou de vários anos para alcançar o nível exibicional e para se tornar uma figura mítica dos azuis e brancos. Aproveitou os empréstimos ao Vitória SC, para ganhar tempo de jogo e experiência na liga portuguesa, esforçou-se para ganhar um lugar no FC Porto de Nuno Espírito Santo, deu sempre tudo dentro de campo e, com Sérgio Conceição, mesmo não sendo um indiscutível nas duas primeiras temporadas, foi na última e na presente que se emancipou como uma das maiores figuras do conjunto.

A evolução demonstrada por Otávio foi excecional, assumindo-se como um titular indiscutível na equipa. A sua raça, alicerçada com uma cultura tática acima da média fazem dele o jogador mais importante na ligação do ataque portista, e ao longo do tempo, foi-se tornando mais criterioso no momento da decisão e na gestão do ritmo de jogo. Otávio, hoje, sabe quando deve pausar o jogo, quando deve acelerar, um fator que anteriormente ainda estava por aperfeiçoar.

Sporting CP | Nuno Mendes e Pedro Porro: qualidade e talento

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Terminada a sétima jornada da Liga, o Sporting Clube de Portugal segue na liderança isolada, com 19 pontos, mais quatro que o segundo classificado. Nestes sete jogos, os leões somaram seis vitórias e um empate, sendo o melhor ataque com 19 golos marcados e a defesa menos batida, tendo sofrido apenas quatro golos. 

Neste início de temporada, há dois nomes que se têm destacado, os laterais – Nuno Mendes e Pedro Porro. Os jovens alas são dois titulares indiscutíveis, no “onze” de Rúben Amorim. Dois jogadores fundamentais no processo defensivo fazendo a linha de cinco, com os três centrais, dando equilíbrio à equipa. Sendo ainda, são dois jogadores tecnicamente evoluídos e velozes, que dão profundidade à equipa nos flancos.

Pedro Porro foi reforço do Sporting CP para esta temporada, vindo por empréstimo de dois anos proveniente do Manchester City. O jovem internacional sub-21 espanhol, conta ainda com passagens pelo Girona FC e pelo Valladolid.

Pedro Porro chegou, viu e surpreendeu todos os adeptos leoninos com as suas exibições
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Nuno Mendes é já uma certeza quanto ao futuro lateral-esquerdo da seleção “A”, aliás cada vez mais próximo de ser chamado por Fernando Santos. Hoje, seria um forte candidato a lutar por um lugar na convocatória da seleção das “quinas”. Com apenas 18 anos, Nuno Mendes soma 18 jogos na equipa principal do Sporting CP e é internacional sub-21 por Potugal. O jovem formado na Academia de Alcochete, renovou contrato recentemente com o clube, prolongando o seu vínculo até 2025, com uma cláusula de rescisão fixada nos 45 milhões.

Nuno Mendes e Pedro Porro são dois jovens talentos, com uma enorme margem para evoluir, que poderão ajudar o Sporting CP a conquistar vitórias e títulos. Sem dúvida que serão dois nomes em destaque no futebol português, na presente época. 

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

As 5 piores derrotas do SL Benfica (século XXI)

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As 5 piores derrotas do SL Benfica, artigo do bola na rede

As duas semanas de pausa para selecções vieram a calhar bem ao SL Benfica. Aqui vamos recordar as piores derrotas do clube encarnado.

Jorge Jesus, apesar de perder grande parte do plantel, estará certamente agradecido por finalmente interromper tão diabólica sucessão de jogos – e de desaires, que se começavam a acumular perigosamente.

Depois da inesperada imposição protagonizada por Vasco Seabra no Bessa, foi a vez do SC Braga de Carvalhal vir à Luz assinar exibição personalizada, que anulou grande parte do manancial ofensivo das águias.

À parte da má segunda volta da temporada transacta, os exigentes adeptos encarnados não estão habituados a semelhante sequência de derrotas caseiras e, as que acontecem ocasionalmente, ficam imediatamente gravadas no imaginário colectivo – incluíndo e sobretudo dos rivais directos.

Reunimos aqui cinco das mais vergonhosas, deste século XXI, derrotas que ditaram chicotadas psicológicas, que confirmaram épocas cinzentas e até que serviram de abanão psicológico em caminhadas dificeís rumo a títulos.

Existem desaires passíveis de menção, mas que não chegaram à lista, por variadíssimas razões: aquele para a Taça de Portugal 2006-07, contra o Varzim, na inesquecível noite de Mendonça; a noite caricata de Roberto na Choupana, em 2010-11, ou até o que aconteceu no Estádio Dom Afonso Henriques no ano seguinte, onde Jesus voltou inexplicavelmente ao 4-4-2 e hipotecou o campeonato – marco na viragem de 2011-12 e jogo que incendiou o rastilho que viria a explodir como uma bomba, no 2-3 do FC Porto na Luz.

Figuram aqui, arrumadinhas num corpo de texto que poderá esconder certas incongruências e descurar outros pontos de vista, mas que o justifica pelo contexto de cada derrota a seguir enunciada.

As 5 piores derrotas do SL Benfica do século XXI

MotoGP | «YamahaGate», do Céu ao Inferno para a Yamaha

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A Yamaha em 2019, no final da temporada, encontrou problemas com as válvulas dos motores da M1. Para começar a temporada, o construtor japonês decidiu que para resolver esse problema mudaria de fabricante dessa peça, nos motores de 2020.

Com o Grande Prémio do Qatar adiado e a evolução da pandemia, o campeonato acabou por apenas começar na Espanha, a 19 de julho, com duas rondas no circuito de Jerez. Aqui, por cada piloto, a Yamaha trouxe dois motores. Mas, Valentino Rossi, Maverick Viñales e Franco Morbidelli gastaram logo um motor, ao ver os seus “entregarem a alma ao criador”.

De modo a colmatar o sucedido, o construtor japonês fabricou mais motores, só que mudou para o antigo fabricante de válvulas. Ou seja, não quebraram os selos que existem no início da temporada – as regras ditam que «um motor de MotoGP tem de conter os mesmos selos e será aprovado tendo todas as peças idênticas às incluídas na amostra entregue ao Diretor Técnico do MotoGP». Sendo que a amostra analisada tem uma percentagem diferente de titânio à apresentada ao diretor técnico, os motores estão ilegais.

Fonte: Monster Energy Yamaha MotoGP

Mas, como só se descobriu isto agora? Com os primeiros motores da Yamaha a durarem uns míseros 250 km… Com a Yamaha a ter três pilotos na luta pelo título, e “à rasca” com os mais de 1000 km percorridos pelos motores novos, o construtor pediu, antes do GP da Europa, ao diretor técnico, para poder usar os motores de Jerez, que continham válvulas novas. Ou seja, basicamente a dizer que já tinham mudado as defeituosas. Uma análise no laboratório de metalurgia da Universidade de Pádua e foi descoberto que a percentagem de titânio era diferente das amostras do Diretor Técnico, logo ilegais.

É difícil argumentar que a Yamaha não estava ciente da quebra do regulamento. Na véspera do GP da Áustria, apresentou um pedido formal à MSMA (a associação dos fabricantes) para substituir as válvulas defeituosas nos seus motores das primeiras rondas, os que “sobreviveram”. De acordo com as regras, “para quebrar peças seladas, a questão tem de estar associada a questões de segurança e não ter qualquer benefício no desempenho”. Para isto acontecer, para além dessa condição, a aprovação unânime da MSMA tem de ser concedida. Então, os fabricantes exigiram detalhes sobre o sucedido, para poderem avaliar, o que levou a Yamaha a retirar o pedido na semana seguinte, na véspera do GP da Estíria.

Como resultado, a Yamaha foi punida em 50 pontos no campeonato de construtores e no de equipa, com a Yamaha de fábrica e a Petronas SRT perderam 20 e 37 pontos, respetivamente, ou seja, os pontos obtidos com estes motores ilegais. Mas e aos pilotos? Não lhes foi retirado pontos.

O atual campeão do mundo, Marc Márquez, afirmou o seguinte: «agora parece que os pilotos não beneficiam de vantagens mecânicas».

Claro que é benéfico. O piloto não trabalha sozinho, trabalha com a moto que tem. Sabendo que a Yamaha marcou mais pontos para os construtores com estes motores ilegais, a meu ver não interessa se eles sabiam ou não. Para mim, esta decisão pode abrir o seguinte precedente: os fabricantes fazerem “batota”, mas se conseguem ter o campeonato de pilotos, não interessa se perdem pontos nos restantes.

Por outro lado… Pudemos constatar com os nossos olhos que não houve vantagem nenhuma nesta troca. Os pilotos Yamaha, desde o início que tiveram imensos problemas, ao lutar com uma moto menos competitiva do que, por exemplo, a Suzuki.

Os únicos rivais da Yamaha pelo título, Suzuki e a Ducati, aceitaram a decisão dos comissários. Mas o que acontece se o Quartararo vencer o título por apenas alguns pontos? E o que acontece se Mir levar o título para casa, mas a Suzuki perder um 1-2 no campeonato porque o Quartararo e talvez outros pilotos Yamaha terminam o ano com mais pontos do que Alex Rins?

Fonte: Team Suzuki Escstar

Será mesmo que a Suzuki e os outros fabricantes vão ficar de braços cruzados e permitir que qualquer um destes cenários aconteça? Sim, porque todos os fabricantes assinaram um acordo que faz com que tenham de se manter do lado de qualquer decisão tomada pelos comissários…

Foto de Capa: Monster Energy Yamaha MotoGP

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Mehdi Taremi: Demorou, mas chegou o número ‘9’ goleador

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Taremi chegou na época passada ao futebol português pelo Rio Ave FC e mostrou ser merecedor de projetos desportivos mais ambiciosos. Por conseguinte, o avançado iraniano terminou a temporada 2019/2020 como um dos principais artilheiros do campeonato português, o que suscitou cobiça de clubes nacionais como estrangeiros. Porém, foi a nível interno, que a cobiça foi mais intensa, com os ditos três grandes e o SC Braga na corrida pelo atacante, que acabou com o FC Porto à frente e desta feita a garantir os seus serviços.

Com as saídas de Aboubakar, Fábio Silva e Soares, os dragões ficaram reféns de uma referência ofensiva, no qual todos os adeptos apontavam Taremi como o principal candidato, mas a verdade é que o futebolista já chegou ao plantel portista no decorrer da pré-temporada, que fez com que a escolha de Sérgio Conceição recaísse em Marega, um dos seus jogadores mais utilizados e valorizados pelo treinador português.

O maliano até apontou dois golos na visita ao Bessa, mas depois aí, só voltou a faturar frente ao Olympique de Marseille de André Villas Boas, o que é manifestamente insuficiente para o papel que ocupa dentro do terreno de jogo, que aliado a alguns resultados negativos dos campeões nacionais fez levantar críticas à opção do treinador portista em detrimento de Taremi.

No entanto, Sérgio Conceição já fez questão de vir a público reforçar a importância que Marega tem no seu sistema de jogo e que não mete ninguém a jogar por petições públicas, aludindo aos pedidos reiterados sobre a colocação do ex-Rio Ave FC. Contudo, na última partida, frente ao Portimonense SC, Taremi entrou, ainda na primeira parte, tendo sido o autor do golo que confirmou a reviravolta no marcador, já que o FC Porto entrou a perder frente aos algarvios, que juntamente com outros bons pormenores fez a opinião pública questionar o tempo de jogo do avançado.

 Ambos os atletas oferecem coisas diferentes e, futebolisticamente falando, tem caraterísticas divergentes, já que o FC Porto com Marega ganha presença física e velocidade no ataque, o que em transições ofensivas pode ser muito útil, como tem sido habitual em partidas referentes à Liga dos Campeões, em que os pupilos de Sérgio Conceição adotam uma postura mais conservadora. Enquanto que Taremi concede aos portistas um maior requinte técnico, possibilidade de tabelar com os seus colegas, aberturas de espaços, poder de finalização, além de que também gosta de atacar a profundidade, um pouco à semelhança do seu colega de equipa. Desta forma, em desafios, em que os dragões tem de assumir “as despesas do jogo”, o internacional iraniano poderá ter uma maior utilidade na dinâmica ofensiva do conjunto portista, como ficou retratado nos poucos minutos contra o Sporting CP e na última jornada contra o Portimonense SC.

Agora, resta saber, se Sérgio Conceição vai “dar o braço a torcer” ou não, perante as últimas evidências, num momento em que o FC Porto para o campeonato já se encontra muito pressionado, pelas duas derrotas recentes, que os colocam, neste momento, a 6 pontos do líder. No que toca a Taremi, o avançado, parece determinado em assegurar um lugar no onze portista, sendo que pediu dispensa da sua seleção nacional para continuar a trabalhar no Olival, de modo a dar consequência ao que demonstrou no passado domingo.

Portugal 7-0 Andorra: Goleada em noite de estreias a jogar e a marcar

A CRÓNICA: DE PREPARAÇÃO ISTO NÃO TEM NADA… FOI UM JOGO DE SENTIDO ÚNICO

É certo e sabido que o metro quadrado em Lisboa está muito caro, mas não se sabia era que havia tantas pessoas em tão poucos existentes em pleno Estádio da Luz. Apesar de ser ilegal atualmente em Portugal devido às questões ligadas à pandemia, ainda assim houve quem soubesse aproveitar este aglomerado de jogadores. Acompanha-me!

Foi, aos oito minutos, que se iniciou uma grande jogada em Nelson Semedo, chegou a Paulinho, passando por Sérgio Oliveira, tocou no pé de Pedro Neto e terminou no fundo da baliza. Em noite de estreia, o menino do Wolverhampton Wanderers FC vestia a camisola das Quinas pela primeira vez e ainda fez o seu primeiro golo como internacional A. Um a zero e segue jogo.

Tanto se pediu tanto se pediu que vimos o nome de Paulinho tanto na boca de Fernando Santos como na lista de marcadores. O segundo da partida e era mais um a estrear a jogar e a marcar com a tão bela camisola de Portugal. De ressalvar, o bom cruzamento do Nelson Semedo e a finalização oportunista do atacante do SC Braga.

Do intervalo, a tendência do jogo voltou a ser o mesmo da primeira parte e houve a entrada de Bernardo Silva e Cristiano Ronaldo, que fez logo a diferença. O capitão da seleção destruiu a defensiva de Andorra e a bola chegou devagarinho ao pé de Renato Sanches que fez o 3-0. Não foi preciso esperar muito para ver o bis de Paulinho (4-0), que, após o cruzamento de Mário Rui, respondeu bem com um cabeceamento.

A contagem aumentou de quatro para cinco e os contornos de goleada voltavam-se a ver num confronto entre portugueses e andorranos. Emil Garcia enganou-se na baliza para a qual marca e acabou por introduzir a bola na baliza de Josep Gomes (5-0). Tanto tentou, tanto falhou, tanto quis e conseguiu. Cristiano Ronaldo tinha mesmo de voltar aos jogos da seleção para marcar e assim o fez (6-0). João Félix também deixou o seu nome com um bom golo de primeira e para deixar o placar final em 7-0.

Este foi aquele típico jogo entre amigos em que uma equipa já tem a engrenagem oleada, mas a outra têm barriguinha e não têm o ritmo nem para fazer um sprint. Portugal goleia, foi melhor equipa e, sinceramente, a única equipa que esteve em campo. Porém, os pupilos de Fernando Santos têm é de estar já de olhos postos no jogo mais importante contra a França, para a Liga das Nações, que, certamente, quererá vencer para marcar presença na final four da competição.

 

A FIGURA

Renato Sanches – Será um pouco ingrato escolher apenas um, mas Renato Sanches teve um jogo sólido, onde marcou um golo e ajudou muito o meio campo português (e bem que podia estar aqui também João Moutinho). Mostra-se um jogador novo desde que em França aterrou para jogar no LOSC Lille. Dá aqui um bom cartão de visita para Fernando Santos e também grande complicação em quem pode apostar já no meio-campo.

Destacar também a exibição de Paulinho, de Pedro Neto, de João Moutinho e de João Félix, que vem com a pica toda do Club Atlético de Madrid. (Hoje, deixo ao vosso critério e deixo que escolhem também o vosso próprio melhor em campo!)

 

O FORA DE JOGO

Andorra – Era muito provável que fosse este o grande ausente do jogo. Só não esteve totalmente ausente a seleção andorrana porque tinham de estar no relvado por, pelo menos, 90 minutos e alguns minutos de desconto. É um adversário que não está ainda ao nível de qualquer seleção nacional na Europa e tenho dúvidas do que possa fazer até com as mais fracas ao longo do Mundo. Quem sabe se uma aposta mais forte na formação e nos clubes do principado possa aumentar as possibilidades de ser mais competitiva a nível internacional.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Fernando Santos para este jogo de preparação apresentou um 4-3-3 como esquema tático e promoveu três estreias na seleção A: Domingos Duarte, Pedro Neto e Paulinho. Com um jogo mais calmo, em comparação àquele que terá frente à França, o selecionador mexeu na equipa toda em relação àquele que foi o 11 inicial do último jogo oficial frente à Suécia. É facto é que nestes jogos tem de se experimentar e deixar que os jogadores mais “verdinhos” mostrem que também eles têm qualidade.

Moutinho era o médio que mais ajudava na construção do jogo português, a bola passava sempre pelo médio e depois com Sérgio Oliveira e Renato Sanches na ajuda mais à frente. Dos laterais, sempre muito subidos, era aproveitada a sua velocidade para que se virassem o jogo rapidamente e também as combinações entre extremo e lateral. O trio de ataque com os jovens Trincão e Pedro Neto e, finalmente, com um ponta de lança pronto para fazer esquecer o “fantasma” do falso nove.

A segunda parte trouxe muitas alterações mais a ideia manteve-se a mesma e aquilo que trocou foi apenas a questão de ter Cristiano Ronaldo como avançado, que não é de todo a seu habitat natural.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Anthony Lopes (5)

Mário Rui (7)

Ruben Semedo (5)

Domingos Duarte (5)

Nelson Semedo (7)

Sérgio Oliveira (7)

João Moutinho (8)

Renato Sanches (8)

Pedro Neto (7)

Francisco Trincão (6)

Paulinho (8)

SUBS UTILIZADOS

Cristiano Ronaldo (6)

Bernardo Silva (7)

William Carvalho (6)

João Félix (7)

Diogo Jota (6)

Danilo Pereira (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – ANDORRA

Uma equipa muito mais fraca e que pouca ou nenhuma preparação oferece à seleção das quinas, a equipa que viajou do pequeno território de Andorra apresentou-se num 5-3-2. Uma clara intenção de querer ficar fechada no seu cantinho quase como se apenas estivesse a rodear os seus 468 km quadrados que constituem este principado. Houve momentos em que a seleção de Andorra acabava por ficar mesmo em 5-4-1.

Defensivamente era algo que já se esperava a jogar muito perto da sua área e à espera de um erro de Portugal. O problema nesta última afirmação que proferi é que acho que nem disso os andorranos esperavam… A nível ofensivo a desorganização era tanta que não será possível de descrever qualquer tipo de tática que haja, mas as bolas paradas certamente foram o aspeto do jogo que os andorranos queriam apostar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Josep Gomes (4)

Jordi Rubio (4)

Adrià Rodrigues (4)

Emili Garcia (3)

Marc Rebés (4)

Marc Garcia (4)

Marc Pujol (5)

Cristian Martínez (5)

Joan Cervós (5)

Aaron Sánchez (4)

Marcio Vieira (4)

SUBS UTILIZADOS

Moisés San Nicolás (4)

Jordi Aláez (4)

Albert Alavedra (4)

Alex Martinez (-)

Ludovic Clemente (-)

Sergi Moreno (-)

10 equipas para a tua primeira carreira no Football Manager 2021

10 equipas para a tua primeira carreira no Football Manager 2021

O lançamento da versão Beta do Football Manager (FM) 2021 é definitivamente uma boa notícia para todos os que gostam da “bola”. Todos os anos, quando sai um novo FM o nosso lado de treinador fica logo em alerta, e procuramos logo uma equipa para iniciar uma carreira.

Colocando secalhar de lado a equipa do coração, ou o emblema da terrinha para outro save, deixamos aqui dez sugestões (desafiantes) para iniciares a carreira. Tens mais alguma proposta?

10 equipas para começares carreira no

Football Manager 2021