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Leicester City FC 4-0 SC Braga: Nada correu bem no regresso de Carvalhal aos palcos ingleses

A CRÓNICA: SC BRAGA DESCARRILOU NO SEGUNDO TEMPO 

Em solo inglês, o SC Braga procurava isolar-se na liderança do grupo G da Liga Europa e, com isso, carimbar o sétimo triunfo consecutivo. Mas nada disso aconteceu… O Leicester City FC foi mais forte (principalmente no segundo tempo) e acabou por golear por 4-0 a formação de Carlos Carvalhal, cujo regresso do treinador aos palcos de Inglaterra não correu nada bem. 

Num início de jogo algo morno em que as equipas aproveitaram para se adaptar e organizar, foi preciso esperar pelo minuto 20 para que aparecesse a primeira oportunidade do encontro…e logo com um extremo nível de eficácia. Iheanacho aproveitou uma desorganização defensiva do Braga, combinou bem com Maddison e tratou de inaugurar o marcador. A equipa de Carlos Carvalhal não baixou os braços e tentou responder logo a seguir, envolvendo sempre várias peças nas transições ofensivas – embora a melhor ocasião tenha nascido apenas de um canto, com um cabeceamento de Bruno Viana à figura. Do outro lado, Maddison ainda testou as luvas de Matheus à beira do intervalo. 

O segundo tempo não poderia ter começado pior para o SC Braga. Logo a abrir, um remate de fora da área de Iheanacho sofreu um desvio em Bruno Viana e Matheus não evitou que o Leicester ampliasse a vantagem. E se é verdade que os ingleses tiveram duas grandes ocasiões para fazer o terceiro (muito por culpa da passividade da defensiva bracarense), também os arsenalistas estiveram muito perto de reduzir com um remate de Abel Ruiz à malha lateral. 

Certo é que desde então…só deu Leicester. A equipa de Carlos Carvalhal foi falhando muitos passesnunca conseguiu estabilizar (nem mesmo com as substituições) e sucederam-se diversas oportunidades junto à baliza de Matheus. O recém-entrado Praet aumentou a vantagem para 3-0 (aproveitando um remate torto de Iheanacho) e Maddison, que já tinha ameaçado na primeira parte, assinou o quarto golo da equipa da Brendan Rodgers. Tudo descarrilou… O Leicester soma agora nove pontos na liderança do grupo, ao passo que o Braga mantém os mesmos seis na segunda posição.

A FIGURA

Kelechi Iheanacho – Não se destacou só pelos dois golos (e uma assistência) – o primeiro tento numa combinação muito inteligente com Maddison e o segundo alcançado com muita sorte –, mas também pelo contributo para outras iniciativas de ataque da sua equipa, até mesmo a partir de trás. A inevitável referência Vardy nem sequer saiu do banco, mas não se pode dizer que não tenha tido um substituto à altura.

O FORA DE JOGO

Defesa do SC Braga – Claramente um dia “não!” para o setor defensivo dos bracarenses. Começou no golo inaugural do encontro e foi descarrilando ao longo de todos os momentos ofensivos do adversário na segunda metade da partida.Falhas de concentração, de marcação e até de comunicação foram fatais e o desfecho do encontro…foi mesmo uma goleada.

ANÁLISE TÁTICA – LEICESTER CITY FC

BrendanRodgers voltou a alinhar a sua equipa no já habitual 3-4-2-1, com quatro alterações em relação ao “onze” apresentado na goleada ao Leeds United FC. A maior novidade foi mesmo a ausência de Vardy, ficando Iheanacho na posição mais adiantada do terreno…e com resultados práticos! Quanto ao jogo em si, os foxessouberam condicionar o jogo ofensivo do adversário (os blocos intermédio e defensivo imperaram bem no primeiro tempo) e, principalmente na segunda parte, dispuseram de várias oportunidades para marcar, ainda que, para isso, muito tivesse contribuído a linha defensiva do Braga. Mérito para quem tanto atacou, demérito para quem não defendeu nada bem.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kasper Schmeichel (6)

Christian Fuchs (7)

Wesley Fofana (6)

James Justin (7)

Luke Thomas (6)

Marc Albrighton (5)

Youri Tielemans (7)

Hamza Choudhury (6)

Cengiz Under (7)

James Maddison (8)

Kelechi Iheanacho (9)

 

SUBS UTILIZADOS

Wes Morgan (6)

Dennis Praet (7)

Harvey Barnes (5)

Ayoze Pérez (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Face à ausência de Ricardo HortaAbel Ruiz foi o escolhido para fazer dupla com Paulinho, num “onze” que contou com cinco alterações em relação ao jogo anterior. A construir em 3-5-2, o Braga apostou na exploração pelos francos, projetando Galeno e Ricardo Esgaio – este último com missão defensiva mais intensa na hora de recuar.Após uma primeira parte com apenas um remate enquadrado com a baliza, o Braga até entrou no segundo tempo a pressionar bastante (coisa que não tinha acontecido antes), mas foi sol de pouca dura – lance do segundo golo mexeu bastante com a moral da equipa portuguesa, que nem sequer conseguiu rematar à baliza na segunda parte. Erros atrás de erros…

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (5)

Raúl Silva (4)

David Carmo (5)

Bruno Viana (4)

Ricardo Esgaio (5)

Al Musrati (6)

João Novais (6)

André Horta (5)

Wanderson Galeno (5)

Abel Ruiz (6)

Paulinho (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Guilherme Schettine (6)

Iuri Medeiros (5)

André Castro (5)

Francisco Moura  (5)

Nicolás Gaitán (5)

SL Benfica 3-3 Rangers FC: Noite de dilúvio salva por San (Darwin) Núñez

A CRÓNICA: EXIBIÇÃO LIMITADA E COM ERROS, MAS COM UM EMPATE NO SUSPIRO

Depois de uma derrota humilhante no Porto, o SL Benfica precisava de um estímulo para começar bem na Europa e assim foi. Aos dois minutos, a pressão alta das águias foi eficaz e Rafa cruzou para a área, onde Goldson acabou por fazer autogolo como se de um ponta de lança dos encarnados se tratasse. Assim, os encarnados nem deram tempo para os Power Rangers se prepararem para a luta.

Aos 20 minutos, Otamendi foi imprudente na sua ação e derrubou Kent, acabando o argentino expulso. Fica muitas dúvidas quanto à posição do jogador do Rangers no início da jogada. Pizzi saiu para a entrada de Jardel, mudando toda a estratégia de jogo.

Os destinos do jogo foram de mal a pior para os encarnados e, se para as águias o golo surgiu de um autogolo, para o Rangers FC foi a mesma coisa. Diogo Gonçalves a falhar totalmente o caminho de onde se deve aliviar e a bola foi parar à baliza. Nem muitos minutos depois, Kamara fez tudo com calma e dava a volta ao resultado muito facilmente (2-1). Aqui, os Power Rangers já estavam mais do que alinhados quando o “vermelho” foi expulso da equipa… e quem mandava era o azul.

Qualquer benfiquista ficou pasmado com as substituições ao intervalo dos encarnados e surgiram logo grande efeito, mas para o lado negativo. Tavernier entrou como quis e Morelos, que já tinha marcado a SC Braga e FC Porto, voltou a fazer o gosto ao pé a uma equipa portuguesa. Se o jogo estava mau para o SL Benfica, agora estava péssimo.

Depois de domínio atrás de domínio escocês, Darwin, que ao contrário de Seferovic não desiste de uma bola, foi teimoso e construiu um lance que permitiu a Rafa encostar para reduzir para o 2-3. Mas o melhor estava guardado para o fim, quando Waldschmidt assistiu Darwin Núñez para o terceiro da noite para os encarnados, salvando, pelo menos, da derrota.

Após a expulsão de Otamendi, o SL Benfica praticou um jogo pobre e, não fosse o tango uruguaio a ouvir-se de fundo para limpar tudo o que se passou nos 90 minutos, a equipa tinha saído com a derrota. Os encarnados seguem com os mesmos sete pontos do que o Rangers FC e, na próxima jornada, vai ter uma deslocação difícil à Escócia para lutar pela liderança isolada do Grupo D.

 

A FIGURA

Darwin Núñez – A sua teimosia, rapidez e inteligência valeram (e muito) para que os encarnados saíssem deste jogo com, pelo menos, um pontinho muito precioso. Depois de ter tido um jogo para esquecer no Bessa, saiu do banco para fazer e a diferença. Quando dificuldades havia para que a bola chegasse perto do uruguaio, Darwin conseguiu aproveitar as poucas oportunidades que tinha, assistiu e marcou o golo do “suspiro”.

O FORA DE JOGO

SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Otamendi – Se a sua exibição no Bessa já tinha sido má e com várias críticas, então durante este jogo volta a estar na ribalta pelas piores razões. Apesar de haver (ou não) fora de jogo, a verdade é que faz uma falta desnecessária quando a bola parecia mais do que controlada por Vlachodimos. Se Jorge Jesus acreditaria que o argentino viria para dar experiência à defesa encarnada, só tem dado motivos pelo contrário.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Depois da derrota no Bessa, Jorge Jesus procurou renovar a equipa para que não se cometesse os mesmos erros desse jogo. Diogo Gonçalves ocupou o lugar de Gilberto, Weigl entrou no onze para o lugar de Gabriel e na frente havia duas caras novas: Seferovic e Rafa. Num habitual 4-4-2, o SL Benfica voltava a procurar muito a velocidade de Rafa e Everton e o posicionamento mais central do avançado suíço na grande área.

Com Seferovic, Pizzi e Rafa havia essa primeira pressão alta e a ajuda no meio campo de Taarabt não deixavam que os escoceses conseguissem construir ou mesmo sair a jogar de forma calma e até mesmo de forma rápida com o jogo direto. A verdade é que com menos um, Jardel entrou para tapar o buraco, mas a defesa começou a mostrar as duas debilidades, principalmente ao nível de laterais de Diogo Gonçalves e de Nuno Tavares.

Ao intervalo, as substituições de Grimaldo e Gilberto, de pouco ou nada valeram para mudar o rumo do jogo e depois as entradas de Darwin e Waldschmidt também foram só para completar as cinco que os encarnados podiam fazer. A partir do momento da expulsão, os encarnados apostaram num 4-4-1 (e por vezes via-se um 5-3-1) e havia a clara intenção de jogar com bolas longas, que nunca resultavam. A teimosia de Darwin e a procura pela profundidade salvou o SL Benfica de mais uma derrota.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (5)

Diogo Gonçalves (4)

Otamendi (3)

Vertonghen (5)

Nuno Tavares (4)

Weigl (6)

Pizzi (5)

Taarabt (5)

Everton (4)

Rafa (7)

Seferovic (4)

SUBS UTILIZADOS

Jardel (5)

Grimaldo (5)

Gilberto (4)

Darwin Núñez (8)

Waldschmidt (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – RANGERS FC

Steven Gerrard apostou num 4-3-3 como sistema tático para a equipa escocesa e aqui notava-se muito a exatidão da linha. Em relação ao último jogo da liga escocesa, o Rangers FC apenas deixou de fora Itten e Arfield e com as apostas de Kamara e Steven Davies.

Os escoceses mostravam muita dificuldade em ligar o seu jogo entre a defesa e os restantes jogadores, apostando mais por um jogo direto. A pressão alta dos encarnados eram a principal culpa para a ineficácia da construção para este Rangers FC. Havia uma clara intenção de trocar a bola de flancos de forma rápida e com a aposta sempre na profundidade tanto de Kamara como de Kent.

Com a expulsão de Otamendi, o Rangers FC fizeram o que quiserem e a superioridade numérica permitiu que as ideias que não estavam a surgir pudessem fluir da melhor forma. A verdade é que foram eficazes tanto defensivamente como ofensivamente, aproveitando a velocidade do seu trio atacante. O facto de não ter mexido quase nada (apenas a entrada de Arfield) deixou os escoceses muito vulneráveis a erros e confirmação disso são os dois golos dos encarnados.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Allan McGregor (5)

Tavernier (6)

Goldson (4)

Helander (5)

Barisic (5)

Jack (5)

Steven Davies (6)

Aribo (5)

Kamara (6)

Kent (6)

Morelos (6)

SUBS UTILIZADOS

Scott Arfield (5)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

“Habemus” Pepe até aos 40!

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Há precisamente uma semana, o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, afirmou que em vez de estar a apresentar o relatório de contas, que demonstraram as debilidades financeiras dos portistas, era para estar a celebrar uma renovação de contrato de um atleta da equipa principal. Desde então, o nome permaneceu em completo sigilo, sendo que o mistério só hoje foi revelado, pelas 16h, com o aparecimento de Pepe ao lado do dirigente máximo dos azuis e brancos, numa cerimónia que também contou com a presença de Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, e Jorge Mendes, empresário do defesa.

Deste modo, ambas as partes rubricaram uma extensão do vínculo até 2023, o que significa que o internacional português, de 37 anos, ficará ligado aos campeões nacionais até aos 40 anos de idade! É verdade que há cada vez mais exemplos de longevidade no futebol mundial, mas é sempre de louvar esta marca, que não está ao alcance de todos.

Pepe é a representação mais fidedigna do que é ser Porto                      Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Num evento, que se realizou em pleno relvado do Estádio do Dragão, Pinto da Costa fez questão de referir que este ato não era apenas simbólico, era também uma forma de homenagear todo o profissionalismo e paixão que Pepe tem demonstrado de dragão ao peito, pelo que foi visível os vários troféus obtidos com o futebolista em campo.

Peça fundamental no onze de Sérgio Conceição e atual capitão de equipa, após a saída de Danilo Pereira, Pepe fez questão de referir “que desde o primeiro dia soube o que é ser portista e representar um clube com esta dimensão a nível mundial”, sendo que não deixou de destacar que tem como objetivo “continuar a conquistar títulos”.

Por outro lado, Pinto da Costa afirmou que esta renovação “é a primeira das muitas” que pretende firmar com os atletas da equipa principal, não revelando quem poderá seguir as pisadas de Pepe. No entanto, o presidente não deixou de destacar a importância do defesa central para o clube da invicta, salientando que o atleta “representa bem o símbolo e os valores que o FC Porto pretende que todos os que o sirvam tenham” e não deixou de referir que tinha ao seu lado “o melhor central português, daí ser titularíssimo da seleção”, colocando-o ao nível de grandes figuras que já representaram o FC Porto naquela posição.

Posteriormente, Pepe agradeceu o voto de confiança do clube nas suas capacidades e o mesmo demonstrou que o final da carreira não lhe passa pela cabeça, dando a ideia que poderá ir até aos 42 anos.

Com isto, os dragões estendem o contrato a uma das figuras da temporada passada, que pela forma e energia que incute no seu jogo, faz ter vontade de o comparar com o vinho do Porto, ou seja, quanto mais velho melhor.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Este é o melhor 11 do Século XXI

Parece que estamos em 2020, ou seja, um quinto do século XXI já passou. E a verdade é que, no que concerne ao mundo da bola, passaram pelos estádios e pelos ecrãs alguns atletas que revelaram algum talento para a modalidade. Portanto, analise comigo, caro leitor, uma versão do melhor 11 deste século, uma equipa que, em princípio, fazia boa figura na luta pela manutenção na Segunda Liga portuguesa.

NBA: A dança das cadeiras entre treinadores

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Mike d’Antoni assume cargo de adjunto de Steve Nash em Brooklyn

Na última semana, o mundo da NBA recebeu uma avalanche de notícias. Por algumas horas, os jogadores passaram para segundo plano, enquanto os treinadores invadiram os títulos dos jornais. Entre as muitas mudanças, destaca-se a contratação de Mike d’Antoni para treinador adjunto de Steve Nash nos Brooklyn Nets.

O técnico italo-americano abdicou de uma carreira consolidada (15 épocas a treinar na liga) para ser a “sombra” de um novato na cadeira de sonho. Nash conta, além da experiência de Antoni, com Ime Udoka (ex-treinador adjunto dos 76ers) e Amar’e Stoudemire.

Apesar da tripla contratação sonante, existem bastantes ressalvas sobre este projeto. Uma delas prende-se, inevitavelmente, nos egos que se transportam com as personalidades. Tratando-se de pessoas com caminhos de sucesso traçado no passado, pode existir algum atrito ocasional que possa travar o sucesso da organização.

Além disso, com nomes como Kyrie Irving no plantel, já se criaram bastantes narrativas futuristas. É verdade que o base da equipa de New York é conhecido pela facilidade de encontrar conflitos onde não existem, mas tudo até agora são previsões. A verdade é que, na teoria, Steve Nash conseguiu juntar uma equipa técnica de sonho para qualquer veterano da NBA.

Um dos cenários que também pode motivar debate é uma possível mudança de cara no comando técnico da organização a meio da temporada. Por exemplo, caso o ex-MVP tenha uma crise de resultados e eventualmente seja despedido, Mike d’Antoni pode assumir imediatamente o cargo.

Foto de capa: Brooklyn Nets

Os 3 melhores momentos de Romain Grosjean na Fórmula 1

2020 tem sido um ano de muitas dificuldades para todos, e essa dificuldade também se fez sentir nas equipas e na comunidade ligada à Fórmula 1. Falo disto, porque, por razões económicas, a Haas F1 Team tomou a decisão de separar caminhos entre a equipa e ambos os seus pilotos, Romain Grosjean e Kevin Magnussen.

Claramente que a saída de uma equipa não invalida a possibilidade de ficar na Fórmula 1 na mesma. Mas, no caso de Romain Grosjean e de Kevin Magnussen, e com as opções e com a renovação de geração a acontecer na Fórmula 1, torna-se pouco provável que os pilotos fiquem na categoria.

Por isso, neste artigo, marcarei três dos melhores momentos de Romain Grosjean na Fórmula 1, porque o piloto francês foi uma das razões pela qual eu me apaixonei pela modalidade e, nisso, não consigo ser imparcial o suficiente para deixar passar a notícia.

Conhecido por ser um dos pilotos mais humildes da grelha, Romain Grosjean irá terminar esta fase da sua vida com cerca de 180 corridas. No seu auge de carreira, o francês também já arrecadou dez pódios, com apenas segundos e terceiros lugares e, no seu percurso, passou pela Renault, Lotus F1 Team e Haas F1 Team.

Em sequência, este artigo acaba também por ser um pequeno agradecimento ao piloto pelos seus anos passados na Fórmula 1 e para lhe desejar toda a sorte do mundo nos seus futuros projetos.

Foto de Capa: Formula 1

SL Benfica x Rangers FC | 5 momentos de um histórico impecável contra portugueses

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É no seguimento da calamitosa derrota no Bessa que o SL Benfica enfrenta, pela primeira vez na sua história, o gigante do Reino Unido: apesar do extenso historial de confrontos com os seus rivais católicos, os encarnados nunca tiveram a sorte de encontrar os protestantes do Rangers FC, que sempre se divertiram com outros emblemas, quando era hora de defrontar lusos – umas vezes o Sporting CP, outras vezes o FC Porto, maioritariamente. Um desencontro curioso que terminará na noite desta quinta feira, às 18h.

OS ENCARNADOS TENTAM REERGUER-SE DEPOIS DO JOGO NO BESSA. SERÁ QUE A TURMA DE JORGE JESUS VAI VENCER O RANGERS DE STEVEN GERRARD? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Na Luz apresentar-se-á uma equipa ultra-competente sob a gestão de Steven Gerrard. Os números comprovam-no, com as 11 vitórias em 13 jogos disputados em 2020-21 (e nenhuma derrota), o que, conjungando com o impressionante registo de apenas… três golos sofridos, representa enorme obstáculo a um SL Benfica hesitante na consolidação do sistema de jogo do seu treinador.

Jogando em 4-3-3, é uma equipa que sabe esperar pelo momento certo para desferir golpes certeiros em adversários entusiasmados com ilusões ofensivas, característica à qual Jesus demonstrou estar bem atento na conferência de imprensa.

«Vai ser a equipa mais difícil que encontrámos até à data. É uma equipa que conhecemos bem, na época passada defrontou o FC Porto e o SC Braga. Tem um sistema de jogo diferenciado, parecido com o do Liverpool. Joga com a mesma ideia, quer seja em casa ou fora e vai ser um jogo difícil para o Benfica. E para o Rangers também», aproveitando para elogiar Morelos quando confrontado com o seu nome, utilizando comparação original. «Esse avançado é muito conhecido, um colombiano que não tem muito estilo de jogador, não tem uma estética elegante, mas é muito perigoso, aquele estilo como Gerd Muller.»

Mas não é só o nome de Morelos que merece atenção cuidada, a ele juntam-se Hagi (sim, filho da lenda romena), Ryan Kent ou Tavernier, capitão e melhor marcador da equipa – 10 golos – apesar de partir da posição de lateral direito, destacando-se por ser especialista da bola parada.

Mas do Rangers muito se pode e deve falar do seu passado glorioso e preenchido de muitos sucessos. A nível doméstico conta com 54 títulos nacionais, número que o coloca no topo do ranking europeu e em segundo lugar no plano mundial, sendo só ultrapassado pelos egípcios do Al Ahly.

Poderíamos supor que esse domínio interno se tivesse traduzido, a dada altura, em conquistas sistemáticas no resto do continente, mas esse papel coube ao rival Celtic, que tomou responsabilidades patrióticas quando ganhou a primeira Taça dos Clubes Campeões Europeus das Ilhas Britânicas, em 1970 (com a fabulosa equipa de Jock Stein).

O Rangers até foi o primeiro emblema britânico a participar numa final uefeira, quando chegou ao derradeiro encontro da Taça das Taças de 1961, mas a Fiorentina de Robotti e Hamrun, treinados pelo eterno Hidekguti, revelou-se obstáculo intrasponível (4-1 no agregado).

Essa derrota foi pedra no sapato dos protestantes, que tiveram de esperar até 1972 (e à terceira tentativa, porque além de ’61 houve ’67 contra o Bayern de Munique) para recolher o troféu para o seu museu, em vitória diante do Dínamo de Moscovo, tornando-se até hoje como a única conquista internacional alcançada pelo clube.

Num longo e respeitável trajecto de 349 jogos com equipas de todos os cantos do Velho Continente, seria expectável surgirem vários confrontos com portugueses. O primeiro encontro ocorreu precisamente no caminho para a vitória de 1972, quando o sorteio ditou o Sporting CP como oponente na segunda eliminatória da competição – Protestantes e Leões tornar-se-iam conhecidos, amigos até, com a repetição desse confronto por mais duas ocasiões, já no século XXI (2007-08 e 2010-11).

FC Porto (1983-84, 2005-06 e 2019-20), Boavista FC (1986-87), CS Marítimo (2004-05) e SC Braga (2019-20) também tiveram oportunidade de construir história juntos, ainda que com relacionamentos nunca fáceis – só por uma vez, em oito tentativas, os nossos representantes eliminaram o Rangers em competições da UEFA.

Agora, pela primeira vez, o SL Benfica tem a oportunidade de começar a inverter a tendência dominante que os Protestantes apresentam quando têm de se deslocar ao nosso território – em 18 jogos, contando idas e voltas, perdeu apenas… três vezes.

Relembramos, por ordem cronológica, cinco das mais sensacionais noites em que o Rangers defrontou clubes nacionais, como forma de preparação para um duplo embate que promete decidir o vencedor do Grupo D desta Liga Europa.

A importância de João Palhinha no miolo do Sporting CP

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João Palhinha é um dos titulares indiscutíveis no “onze” de Rúben Amorim, sendo um dos principais ativos do Sporting Clube de Portugal. O médio leonino renovou recentemente o seu contrato, prolongando o seu vínculo até 2025, com uma cláusula de rescisão de 60 milhões. 

O atual trinco leonino dividiu a sua formação entre o Sporting CP e o Sacavenense, tendo passado por empréstimo e representado as cores do Belenenses SAD e do Moreirense FC. Nas últimas duas temporadas, representou o SC Braga por empréstimo, tendo somado 76 jogos e seis golos marcados. 

Para esta nova época, o regresso de João Palhinha a Alvalade representou um grande reforço para o plantel, às ordens de Rúben Amorim. No meio-campo leonino, na presente temporada 2020/2021, o Sporting CP conta com dois jogadores que serão fundamentais no decorrer da época desportiva: João Palhinha e João Mário.

Se João Mário acrescenta à equipa critério, qualidade na posse, visão de jogo e acerto nos passes, o camisola seis é fundamental, quer no processo ofensivo, na primeira fase de construção e nas bolas paradas, quer no processo defensivo, pela sua capacidade de pressão, de reacção à perda de bola e pelo equilíbrio que dá à equipa. 

Para o meio-campo, o Sporting CP tem várias alternativas – Daniel Bragança, Matheus Nunes – além de João Mário, Pedro Gonçalves e João Palhinha. No entanto, o médio capaz de equilibrar a equipa, com características de um típico “seis”, é ex-SC Braga.

João Palhinha é, assim, um verdadeiro reforço para o Sporting CP, trazendo mais qualidade e experiência ao plantel. Que seja uma época em que o médio leonino possa dar nas vistas e ajudar o Sporting CP a somar vitórias e títulos.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Portugal 31-22 Israel: Começa o caminho para o Euro 2022

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A CRÓNICA: VITÓRIA JUSTA, MAS TREMIDA

Foi em Matosinhos que Portugal defrontou o Israel na primeira jornada da Qualificação para a edição de 2022 do Campeonato Europeu de Andebol. A seleção das “quinas” está a tentar atingir o segundo Campeonato Europeu consecutivo.

A seleção israelita fez as honras da casa e abriu o marcador nos momentos iniciais da partida. Esta boa entrada estendeu-se para os minutos seguintes da partida, construindo logo inicialmente uma vantagem de três golos sobre a seleção portuguesa. Portugal reagiu bem a este começo de jogo, fazendo um parcial de 4-0, empatando a partida a cinco golos por volta dos dez minutos da partida. A meio da primeira parte, Paulo Pereira pediu o primeiro time out da partida, quando a equipa tinha dois golos de desvantagem (6-8). Esta desvantagem foi apenas superada aos 18 minutos, quando Victor Iturriza colocou a seleção na frente do marcador. Apesar do jogo equilibrado durante o primeiro tempo, Portugal conseguiu sair para o intervalo com uma vantagem de dois golos (14-12).

Esta vantagem trazida da primeira parte, rapidamente se desvaneceu, com Israel a aproveitar os momentos em que Portugal esteve em inferioridade numérica para voltar a equilibrar a partida. Nesta altura, a equipa comandada por Paulo Pereira “vivia” da ligação entre Rui Silva e os pivots para conseguir preciosos golos. Já Israel apresentava ataques muito organizados, planeados e prolongados, tentando ao máximo explorar os erros da organização defensiva de Portugal, conquistando inúmeros livres de sete metros. Estando mais organizados defensivamente, a equipa da casa conseguiu um parcial de 4-0 numa altura decisiva da partida, conseguindo finalmente distanciar-se do seu adversário. Até ao final da partida Victor Iturriza ainda foi excluído pela terceira vez, sendo então expulso. No final da partida o resultado foi 31-22.

Portugal conquistou os primeiros dois pontos nesta corrida, naquele que foi um jogo muito mais complicado do que seria esperado. Na fase final da partida, a experiência de Portugal veio ao de cima e tal foi decisivo, numa altura em que se cometeram imensos erros técnicos. Nota para as estreias de Iturriza, Manuel Gaspar, Diogo Silva e Leonel Fernandes pela equipa sénior de Portugal.

A FIGURA

Fonte: Andebol Portugal

Alexis Borges – Um dos melhores marcadores de Portugal na partida com quatro golos (100% de eficácia). Golos esses que surgiram numa altura decisiva da partida e em que o pivot ex-FC Porto não acusou a pressão.

O FORA DE JOGO

Fonte: Andebol Portugal

André Gomes – Este não tem sido o melhor início de época para o jovem português (número 27). Hoje marcou apenas dois golos em sete remates, tendo contribuído para a menos positiva prestação ofensiva portuguesa. Esperemos que no próximo jogo volte ao seu nível, pois nos seus dias é um jogador que marca a diferença.

ANÁLISE TÁTICA PORTUGAL

Portugal pouco ou nada surpreendeu nesta partida. Entrou com o seu 6×0 com uma substituição defesa/ataque. Não foi das melhores prestações defensivas da seleção, já que os ataques prolongados de Israel conseguiam sempre acabar por causar espaços na defensiva, o que levava ou a remates nos seis metros ou a livres de sete metros e, consequentemente, exclusões. Ofensivamente, os problemas foram os habituais. Uma organização expectável, muito dependentes da ligação com o pivot, do espaço nas pontas e com fraca presença na primeira linha (ausência de Gilberto Duarte e Alexandre Cavalcanti, Salvador Salvador não teve muitos minutos e André Gomes não teve nos seus melhores dias). Em nenhum momento da partida foi posto em prática o 7×6.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (6)

Pedro Portela (7)

João Ferraz (6)

Miguel Martins (9)

Alexis Borges (9)

Diogo Branquinho (7)

André Gomes (5)

 

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Manuel Gaspar (8)

Rui Silva (9)

Victor Iturriza (8)

António Areia (6)

Leonel Fernandes (7)

Salvador Salvador (5)

Diogo Silva (8)

Luis Frade (6)

Fábio Magalhães (6)

 

ANÁLISE TÁTICA ISRAEL

Uma boa surpresa esta equipa de Israel. Apesar do campeonato nacional ainda não ter começado, apresentou-se com muita qualidade em campo e causou grandes dificuldades a Portugal. Uma defesa coesa e bem organizada, contando com uma boa exibição do seu guarda-redes. Um ataque muito bem estudado e trabalhado, com jogadas estudadas e prolongadas que foram conseguindo causar estragos na defensiva portuguesa. Não fosse a possível falta de condição física e a inexperiência, com certeza teriam lutado ainda mais tempo pelo jogo.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Moshe Elimelech (5)

Daniel Shkalim (8)

Amit Yehuda Gal (5)

Lior Gurman (5)

Daniel Mosindi (6)

Adir Cohen (6)

Yaov Lumbroso (5)

 

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Tom Shem Tov (6)

Snir Natsia (8)

Gil Pomeranz (9)

Eden Gingihasshvili (5)

Dayan Yonatan (4)

Foto de Capa: EHF Euro

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

RB Leipzig 2-1 Paris Saint-Germain FC: Die Bullen colam-se aos red devils no topo do grupo H

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A CRÓNICA: A VINGANÇA É UM PRATO QUE SE SERVE FRIO EM LEIPZIG…

A terceira jornada da Liga dos Campeões trouxe-nos grandes partidas de futebol e o RB Leipzig x Paris Saint-Germain FC foi uma delas, com alemães e franceses à procura de assaltar o primeiro lugar do grupo H, depois do desaire do Manchester United FC na Turquia, frente ao İstanbul Başakşehir FK.

Com um começo de jogo frenético, os parisienses abriram o marcador logo aos seis minutos de jogo, depois de um erro de Upamecano que permitiu uma recuperação de bola aos franceses em zona proibida e que Di ‘Magia’ soube aproveitar da melhor maneira. Dois minutos depois o Leipzig tentou responder, mas Navas negou o golo alemão com duas grandes intervenções no mesmo lance. Sensivelmente dez minutos depois, a formação francesa voltou a dispor de uma oportunidade de ouro para ampliar a vantagem, depois de uma grande penalidade cometida pelos die bullen, mas desta feita Di María permitiu a defesa ao guardião Gulácsi.

Com um maior pendor ofensivo, o PSG ainda inseriu duas bolas na baliza adversária, mas os lances acabaram anulados por fora de jogo. Ainda assim, antes do apito para o fim do primeiro tempo, o Leipzig acabaria por empatar a partida à passagem do minuto 41, por intermédio de Nkunku, que com um remate fulminante, finalizou uma grande jogada ofensiva da turma germânica.

A entrada para a segunda parte foi mais contida em relação à dos primeiros 45 minutos, algo que mudou aos 56’ depois do golo de Forsberg, de penalti, após mão na bola de Kimpembe, que permitiu à formação alemã colocar-se na frente do marcador pela primeira vez na partida, consumando assim a reviravolta. Les Parisiens voltaram a sofrer um revés à passagem do minuto 70, com a expulsão de Gana Gueye, o que complicou a situação ainda mais para o lado francês. Até ao final da partida, as ocasiões efetivas de golo escassearam, havendo ainda tempo para mais uma expulsão, desta feita a de Kimpembe, já em período de descontos. No fim, o resultado acabaria mesmo por ser favorável à formação da casa, permitindo aos alemães vingarem-se da eliminação sofrida aos pés dos franceses nas meias finais da edição passada.

Com este triunfo, a formação alemã colou-se aos red devils no topo da tabela do grupo H, em igualdade pontual com o conjunto de Bruno Fernandes – ambas com seis pontos -, enquanto que o PSG ocupa o terceiro lugar com três pontos, depois de uma vitória e duas derrotas em três encontros.

A FIGURA


Christopher Nkunku – O médio francês realizou uma grande partida frente à sua antiga equipa, sendo um dos homens mais irreverentes e perigosos do lado do RB Leipzig. Apontou ainda um grande golo e foi sem dúvida o melhor jogador em campo.

O FORA DE JOGO


Presnel Kimpembe – Para além do penalti cometido que ditou a derrota do Paris Saint-Germain FC, foi ainda a tempo de desfalcar a sua equipa para o próximo encontro da liga milionária, de forma completamente desnecessária e já em tempo de compensação. Partida para esquecer do central gaulês.

 

ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG

Os comandados de Julian Nagelsmann atuaram num dispositivo base de 3-4-2-1, com o espanhol Dani Olmo a funcionar como a referência mais ofensiva. Os Die roten Bullen privilegiaram a troca de bola e o jogo interior, com o médio Nkunku a comandar as hostes. Já as tentativas de golo surgiram muitas vezes de remates de meia distância. A formação alemã mostrou-se muito compacta e entrosada, conseguindo conter as investidas francesas, ainda que num ou noutro momento de transição rápida do adversário tenham mostrado algumas dificuldades.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gulácsi (6)

Konaté (6)

Upamecano (6)

Orban (7)

Mukiele (6)

Sabitzer (7)

Haidara (6)

Angeliño (7)

Nkunku (8)

Forsberg (7)

Olmo (6)

SUBS UTILIZADOS

Poulsen (6)

Henrichs (6)

Adams (6)

Kluivert (6)

Kampl (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC

Com muitas ausências de peso, nomeadamente as de Neymar e Mbappé, a formação orientada por Thomas Tuchel apresentou-se num sistema tático base de 4-3-3. Na fase de construção foi normal observar-se os laterais bem abertos e a projetarem-se na frente, tentando explorar algum espaço dado pelos alemães nos corredores, principalmente quando o meio-campo se encontrava mais congestionado. Na frente de ataque, destaque para Moise Kean a jogar de costas para a baliza e a servir – e bem – Di María e Sarabia, após o ataque à profundidade dado pelos dois jogadores.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Navas (6)

Florenzi (6)

Danilo (6)

Kimpembe (5)

Kurzawa (6)

Gueye (5)

Marquinhos (6)

Herrera (6)

Di María (7)

Kean (6)

Sarabia (6)

SUBS UTILIZADOS

Bakker (6)

Kehrer (6)

Rafinha (-)