O Football Manager (FM) é o jogo onde todos podemos ser treinadores e montar a nossa equipa preferida, quais mestres de táticas, transferências e treinos. A primeira versão chegou em 2005 e surgiu duma evolução do já existente Championship Manager (CM) e desde então tem conquistado uma legião de fãs um pouco por toda a parte.
Já alguns treinadores do mundo real assumiram apoiar-se na muito completa base de dados do jogo para conhecer novos talentos no mundo do futebol e acredita-se que que departamentos de scouting de vários clubes fazem esta mesma utilização do jogo na hora de ponderar uma nova contratação.
Contudo, nem sempre os jogadores que surgem como promessas no Football Manager ou no CM se conseguiram afirmar e ter sucesso na realidade. Assim, apontamos cinco mitos do jogo que nunca chegaram a acontecer.
A CRÓNICA: SEXTA DERROTA CONSECUTIVA AO CAIR DO PANO
O jogo começou equilibrado, mas transparecia um jogo mais físico do que propriamente jogado no campo. Com oportunidades parte a parte, inclusive uma grande defesa de Beto a um cabeceamento de Tomás Araújo que parecia golo certo, foi o Leixões que abriu o marcador. Após jogada individual de Nduwarugira que acabou em cruzamento, foi Nenê que recebeu a bola e rematou para o fundo da baliza defendida por Mile Svilar, aos 13 minutos da primeira parte do encontro.
A equipa do Benfica não tardou em igualar o marcador. Aos 23 minutos, depois uma largada de Tiago Araújo pelo lado esquerdo, terminou a cruzar para Paulo Bernardo que, frente a frente, a Beto não desperdiçou e empatou a partida a uma bola. Logo no minuto seguinte, a equipa de Matosinhos viu um golo que lhes poderia dar vantagem anulado por fora de jogo.
O jogo manteve-se equilibrado até muito perto do final da primeira parte. Durante 20 minutos, quase não existiram oportunidades. Mas, no minuto final da primeira parte, Diogo Mendes cabeceou sozinho e conseguiu o golo da vantagem dos encarnados. Ainda antes do soar para o recolher aos balneários, houve lugar para uma defesa brutal de Mile Svilar a um remate potentíssimo de Joca Samuel. À ida para o intervalo, o marcador ditava o 2-1 a favor da equipa B do SL Benfica.
O recomeço do jogo mostrou mais um pouco daquilo que foi o jogo físico demonstrado na primeira parte. Foi maior o número existente de faltas cometidas por ambas as equipas do que propriamente o número de oportunidades de golo. Mas aos 50 minutos, o Leixões mostrou que não estava morto no jogo e que não tinha desistido do resultado. Nenê conseguiu rematar para o fundo das redes dos encarnados, após uma jogada algo confusa na área do Benfica B.
Mais confusão existiu 15 minutos depois, quando Rui Pedro teve nos pés a oportunidade colocar o Leixões novamente em vantagem. O avançado do Leixões tirou Svilar do caminho, mas ficou perdido. Com a baliza aberta à sua frente, Rui Pedro passou a bola para Nenê que falhou o alvo e rematou para defesa do guarda-redes belga do Benfica B. Foi uma boa jogada, apenas falharam no momento de decisão.
O jogo prosseguiu até ao final com bastantes oportunidades de golo parte a parte, mas nenhuma flagrante, e continuou a ser o jogo a que estava destinado desde o apito inicial. Com ambas as defesas alinhadas, apanhando o adversário em constante fora de jogo, com um número elevado de faltas para ambas as equipas e um empate quase anunciado. Se não fosse Rui Pedro a ditar o contrário, já para lá dos 90 minutos do encontro. Depois de ter falhado no momento decisivo frente a Svilar aos 75 minutos, Rui Pedro não falhou a poucos minutos do final do encontro, e deu a decisiva vantagem e vitória para o Leixões.
Paulo Bernardo – Depois deste encontro, outra escolha seria difícil de ser encontrada. Rematou para o primeiro golo dos encarnados, assistiu para o segundo e deu mais uma lição de futebol. Paulo Bernardo marcou o seu primeiro golo pelo Benfica B – que foi o culminar de uma exibição ao seu nível. Agarrou a oportunidade que teve depois de ser colocado a titular e fez ver o quanto merece a posição. Não é difícil de observar o talento que o jovem de 18 anos tem e transmite para a jogabilidade da equipa.
Rafael Furlan – O lateral esquerdo da equipa de Matosinhos pareceu não estar em jogo. Alinhou em 82 minutos do encontro, pois acabou por ser substituído, mas mostrou não estar na sua melhor forma e acabou por nem contribuir positivamente para o encontro. O brasileiro de 26 anos chegou esta temporada ao Leixões e já mostrou aquilo que é capaz nos restantes jogos em que alinhou.
ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC
João Eusébio utilizou um 4-3-3, mostrando novas adaptações no onze inicial, pois costuma utilizar outro sistema tático. Beto voltou a defender as redes da equipa da casa, João Pedro e Pedro Pinto seguraram a defesa central, com os apoios de Rafael Furlan e Edu Machado. No meio-campo, Avto, Encada e Nduwarugira assistiram os atacantes de serviço Joca Samuel, Jota (que no anterior sistema tático utilizado por João Eusébio alinhavam no meio-campo) e Nenê.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Beto (5)
Edu Machado (6)
Pedro Pinto (6)
João Pedro (5)
Rafael Furlan (5)
Nduwarugira (6)
Jota (6)
Joca (6)
Encada (7)
Avto (6)
Nenê (8)
SUBS UTILIZADOS
Rui Pedro (7)
Belkheir (6)
Bruno Monteiro (6)
Sapara (-)
Tiago André (-)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA B
Renato Paiva foi a jogo contra o Leixões num 4-3-3 algo ofensivo. Na baliza, Mile Svilar defendeu as redes dos encarnados e, na linha defensiva, João Ferreira e Tiago Araújo nas alas a apoiar Pedro Ganchas e Tomás Araújo. Na linha de meio-campo, com caráter mais ofensivo, estiveram Diogo Mendes, Ronaldo Camará e Paulo Bernardo. Os homens-golo dos encarnados foram Henrique Araújo, Samuel Pedro e, mais adiantado, Daniel dos Anjos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Svilar (6)
João Ferreira (6)
Tomas Araújo (6)
Pedro Gancha (5)
Tiago Araújo (8)
Paulo Bernardo (8)
Diogo Mendes (7)
Ronaldo (6)
Samuel Pedro (6)
Henrique Araújo (6)
Daniel dos Anjos (5)
SUBS UTILIZADOS
Kevin Csoboth (6)
Vukotic (5)
Gerson Sousa (5)
Rafael Brito (-)
Zé Gomes (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SL Benfica B
BnR: Fez entrar Rafael Brito e José Gomes já para lá dos 90 minutos, o que pretendia com essas alterações?
Renato Paiva: Mais que tático, senti que tinha duas unidades que trabalharam até à inconsciência. Daniel dos Anjos e Paulo Bernardo foram dois gigantes naquilo que foi a ocupação de espaço e no trabalho com e sem bola. Portanto, para além de os fazer descansar, porque eles já não estavam mesmo a aguentar mais, era obviamente para tentar quebrar, naquela altura, a avalanche. Senti que o Leixões estava a ir muito pelos corredores e as substituições foram táticas por esse aspeto. Não foi mais que mexer nas pedras que estavam dentro de campo e refrescar o trabalho dos jogadores ali dentro.
Leixões SC
BnR: Como é que analisa o jogo e o golo marcado já ao cair do pano?
João Eusébio: O golo ao cair do pano é normal. Entramos muito bem no jogo. Deixe-me dizer que não acho que exista uma equipa que esteja sempre por cima. O Leixões esteve por cima nos primeiros 20 minutos, fez um golo. Depois de um lance fortuito, o Benfica (B) empatou. Mais uma vez, estivemos por cima e marcamos outro golo, mas estava fora de jogo de facto. E depois, num lance de bola parada, deixamo-nos sofrer. Na segunda parte, alterámos a nossa maneira de jogar. Passámos de um 4-3-3 para um 4-4-2 mais ofensivo do que a maneira como começamos o jogo e fomos à procura do resultado. Tivemos de equilibrar a equipa e fomos aquela que mais procurou a vitória. Tem a ver com os jogadores, com a capacidade. É a nossa gente, é a cidade, é o mar, a raça e a ambição que têm. Daí penso que o resultado é inteiramente justo.
Noite de futebol em Alvalade: a Turma de Rúben Amorim recebe a formação do CD Tondela em jogo a contar para a 6.ª jornada do campeonato.
Depois da reviravolta histórica frente ao Gil Vicente FC e do desaire do FC Porto na Mata Real, os Leões procuram consolidar o 2.º lugar aumentando a vantagem pontual sobre o FC Porto enquanto perseguem o SL Benfica na luta pelo primeiro lugar.
Há 74 anos que não se via uma reviravolta do Sporting CP a faltar oito minutos para o final do jogo: em 8 minutos os Leões passaram de um 0-1 para um 3-1- em poucos minutos, com os jovens Daniel Bragança e Tiago Tomás a protagonizar o golo da reviravolta.
Todavia o que foi, sem dúvida, um triunfo histórico deve igualmente servir de alarme. O Sporting CP esteve a perder até ao minuto 82’ e Rúben Amorim viu-se novamente forçado a alterar o seu próprio modelo de jogo. Há muitas falhas ou lacunas no modelo do técnico leonino que se vão tornando cada vez mais previsíveis para os adversários, todavia parece mais evidente que o Sporting CP não pode continuar a jogar sem um ponta-de-lança como referência na frente de ataque e Jovane Cabral não pode ser o chamado “falso 9”.
No entanto, uma coisa é certa: uma vitória no próximo Domingo é um passo importante na luta pelo título e é isso que jogadores e equipa técnica têm de ambicionar.
Por seu turno, o CD Tondela é uma equipa que procura ganhar estabilidade no campeonato na medida em que vem da sua primeira vitória obtida em casa na recepção ao Portimonense SC. Todavia uma visita a Alvalade não deixa de ser um teste complicado para os comandos do técnico espanhol Pako Ayestarán.
Para este duelo o Sporting CP continua sem poder contar com Tabata e Eduardo Quaresma. A grande novidade foi o regresso de Antunes aos treinos, podendo o lateral português ser uma opção para Rúben Amorim. Já o CD Tondela tem como indisponíveis Rúben Fonseca e Jota Gonçalves devido a infecção por COVID-19.
Nesta antevisão procuro dar-vos a conhecer alguns factos importantes sobre um duelo que nem sempre tem sido “pêra-doce” para os Leões, bem como destacar os jogadores em destaque nas duas formações.
No nono episódio do nosso podcast, os comentadores BnR escolheram os 5 melhores jogadores sub-21 da atualidade.
Vem daí para este programa com a moderação de João Filipe Brandão e com os comentários de Afonso Santos, Diogo Soares Loureiro, Pedro Pinto Diniz e Tiago Serrano.
Se queres saber quem foram os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.
No BnR TV de hoje contámos com a presença de Eduardo Moreira – jovem treinador de 35 anos, ex-treinador adjunto do SC Covilhã e Moreirense FC durante a época passada para uma análise rigorosa ao Campeonato de Portugal, acompanhado do Luís Pinto Coelho e João Nívea.
Falámos da atualidade desportiva, depois de o Governo e DGS terem adiado os jogos das competições não profissionais do futebol português e das modalidades. Tentámos perceber junto do Eduardo e do João Nívea – ambos treinadores com ligações a estes escalões, o impacto que decisões como esta podem ter nas equipas não profissionais.
Segundo Eduardo Moreira, por exemplo, a chave para o sucesso das equipas esta temporada passará muito para força psicológica.
Passada a polémica, analisámos ao pormenor as séries do Campeonato de Portugal (de A a H), os seus pontos fracos e fortes de cada equipa, quais os jogadores e treinadores que se podem destacar ao longo desta temporada do Campeonato de Portugal.
A CRÓNICA: ESPELHO PARTIDO VAI PARA MOREIRA DE CÓNEGOS
O jogo no Estádio dos Arcos entre o Rio Ave FC e o Moreirense FC começou acompanhado de chuva e de um equilíbrio entre ambas as equipas. Mas era o esperado porque falamos de duas equipas que têm feito uma caminhada semelhante no campeonato e que possuem ideias de jogo relativamente semelhantes.
Nos primeiros dez minutos, o Rio Ave foi a única equipa a conseguir criar perigo, mas o lance acabou invalidado por fora de jogo e a bola que havia sido rematada por Bruno Moreira acabou nas mãos de Pasinato.
Mas essa única oportunidade foi o pressentimento do que aconteceria aos 15 minutos. Pedro Amaral venceu uma disputa de bola e assistiu para Lucas Piazon concretizar o primeiro golo da partida. O brasileiro, à entrada da grande área, rematou para o fundo das redes do Moreirense. A equipa visitante não tardou em responder, mas, por infelicidade, Pedro Nuno não conseguiu aproveitar da melhor forma o cruzamento de Ferraresi.
O tempo foi-se esvaindo na primeira parte do encontro e, apesar da desvantagem no resultado, o Moreirense ganhou posição no relvado e mostrou que não era esse o resultado que queria levar para casa. Aos 31 minutos e depois de ameaçar várias vezes a baliza de Kieszek, a equipa de Moreira de Cónegos quase viu uma grande penalidade a ser assinalada em seu favor, mas a decisão por revertida pelo árbitro Iancu Vasilica.
A mesma situação aconteceu dez minutos depois, aos 41 minutos, dentro da grande área do Moreirense, mas Iancu Vasilica, em cima do lance, teve de consultar o vídeo-árbitro e voltou a reverter a decisão de apontar para a marca dos onze metros a favor do Rio Ave.
E foi assim que o jogo se manteve até soar o apito para recolher aos balneários. E o recomeçar do encontro demonstrou mais do mesmo daquilo que foi a primeira parte. Exatamente o mesmo, exceto a definitiva marcação de uma grande penalidade a favor da equipa vilacondense aos 82 minutos. E Lucas Piazon não desperdiçou a oportunidade de aumentar a vantagem para o Rio Ave.
E pouca mais história existiu para contar na segunda parte do encontro. A equipa vilacondense venceu por 2-0 num jogo que se tornou monótono com o passar do tempo, apesar de equilibrado.
Lucas Piazon – O jogador brasileiro do Rio Ave fez toda a diferença num jogo que se tornou monótono no Estádio dos Arcos. Para além de ter concretizado os golos que deram a vitória à equipa vilacondense, foi por Piazon que passou todo o jogo e praticamente todas as oportunidades de golo do Rio Ave. Um diamante ainda por lapidar que brilha por Vila do Conde.
Ferraresi – O defesa venezuelano do Moreirense não esteve na sua melhor forma no encontro em Vila do Conde. O jovem de 21 anos acabou por fraquejar em alturas decisivas, no entanto não deixa de ser um dos grandes talentos da equipa de Moreira de Cónegos.
ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC
O Rio Ave entrou em jogo num 4-2-3-1, com o já conhecido Kieszek na baliza e uma defesa central assegurada por Santos e Borevkovic, com o apoio de Pedro Amaral e Ivo Pinto nas alas. Filipe Augusto foi o homem responsável para segurar o meio campo, ao lado de Pelé e, igualmente, com a ajuda dos homens mais avanços no terreno, Carlos Mané, Diego Lopes e Lucas Piazon. O homem alvo dos vilacondenses foi Bruno Moreira.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Kieszek (6)
Filipe Augusto (6)
Borevkovic (6)
Bruno Moreira (7)
Diego Lopes (7)
Lucas Piazon (8)
Pelé (6)
Carlos Mané (7)
Pedro Amaral (7)
Ivo Pinto (6)
Aderllan Santos (7)
SUBS UTILIZADOS
André Pereira (6)
Tarantini (-)
Francisco Geraldes (-)
Meshino (-)
ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC
Leandro Mendes continuou a apostar num 4-4-2, como nos tem habituado desde o início da época. Pasinato a defender as redes da baliza do Moreirense, com uma defesa bastante experiente e composta por Ferraresi, Steven Vitória, Rosic e Afonso Figueiredo. Os homens do meio-campo Fábio Pacheco e Filipe Soares contam com os extremos Pires e Walterson na ajuda e também para assistir aos homens-golo da equipa de Moreira de Cónegos, Pedro Nuno e Alex Soares.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Pasinato (6)
Rosic (6)
Ferraresi (5)
Fábio Pacheco (7)
Pires (5)
Steven Vitória (6)
Filipe Soares (6)
Afonso Figueiredo (6)
Alex Soares (6)
Pedro Nuno (6)
Walterson (6)
SUBS UTILIZADOS
David Tavares (6)
D’Alberto (6)
Gonçalo Franco (-)
Ibrahima (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Rio Ave FC
Não foi possível colocar questões ao treinador do Rio Ave FC, Mário Silva
Moreirense FC
Não foi possível colocar questões ao treinador do Moreirense FC, Ricardo Soares
O Governo português decidiu adiar todos os encontros de competições de modalidades desportivas não profissionais que estavam agendados para o fim de semana compreendido entre 30 de outubro e 3 de novembro.
Em comunicado conjunto, após reuniões, as cinco federações assentiram à decisão, apesar de darem a conhecer que não concordavam. A Federação Portuguesa de Basquetebol, a Federação de Andebol de Portugal, a Federação Portuguesa de Futebol, a Federação de Patinagem de Portugal e a Federação Portuguesa de Voleibol viram os jogos das suas competições adiados e remitidos a uma alteração total da próxima jornada dos seus calendários.
Em detrimento, apenas têm lugar os jogos das competições profissionais de futebol. No total, foram adiadas 58 partidas das modalidades, e falamos de jogos dos principais escalões de andebol, basquetebol, hóquei em patins e voleibol tanto na vertente masculina como feminina.
No comunicado conjunto lançado pelas federações lê-se que a razão pela qual o calendário foi alterado relaciona-se com as “medidas especiais aplicáveis aos concelhos de Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira no âmbito da situação de calamidade, e da Resolução do Conselho de Ministros nº 89-A/2020, que determina a limitação de circulação entre diferentes concelhos do território continental”. Mas, afinal, porque é que se aplica a uns e não a todos? O que existe de diferente?
Cancelaram os jogos das modalidades no final semana. Eu entendo muita coisa, mas algumas parecem sem noção nenhuma. Desculpa, mas não tem critério técnico para esse cancelamento. Existe um problema sério, mas a solução não é essa. Não temos público e temos um bom protocolo.
Marcel Matz, treinador da equipa de voleibol masculino do SL Benfica, foi o primeiro a manifestar-se relativamente a esta decisão. E de forma correta porque é manifestamente nítido o destratamento dado às competições desportivas não profissionais, nomeadamente as modalidades.
Falamos de várias vertentes do desporto que foram as primeiras a ver a época passada dada como concluída, e algumas sem decisões para além da conclusão. Que estão, desde o início da corrente época, sem qualquer tipo de público – e é aqui que se levanta a questão que coloquei acima.
Porque é que não há espaço para público nas modalidades, mas existem noutras atividades sociais e culturais? Porque é que os transportes públicos continuam a abarrotar sem qualquer tipo de resposta de aumento de oferta por parte das empresas, mas os pavilhões continuam sem público? Porque é que uma praça de touros pode estar cheia, mas um pavilhão, onde se podem nitidamente cumprir as regras, não pode ter público? Porque é que não há espaço para público nas modalidades? Porque é que parece que nem há espaço para as modalidades?
Há clubes que, este fim de semana, já tinham viagens e estadias marcadas. Só um dos encontros acabou por se realizar. O confronto entre o Lusitânia e o Barreirense, para a liga de basquetebol, teve lugar porque a formação do Barreiro e os árbitros já estavam nos Açores quando a decisão do adiamento de jogos foi conhecida e tornada pública. Onde está o sentido de responsabilidade? Porque é que uns são mais que outros?
É assim que morrem lentamente estes clubes que sobrevivem das modalidades e da sua realização. Não ter público já é um sufoco, porque algumas destas sociedades vivem do lucro da bilhética, das quotas dos sócios, das vendas de bar e outras tantas razões, mas estarem a ser constantemente tomadas decisões desconsiderando as modalidades é provocar uma morte mais que anunciada e a olho nu.
“Há um triângulo de incoerência, injustiça e omissão”, é assim que Rui Lança, diretor das modalidades coletivas de pavilhão do SL Benfica, caracteriza estas decisões. Obviamente que o desporto não é mais importante do que a saúde, mas a injustiça é notória quando se veem concertos, touradas e outras atividades com um público maior que o staff de alguns clubes que alinham nestas modalidades.
Enquanto falamos e debatemos a injustiça de ver encontros adiados e de calendários alterados nas modalidades devido à “limitação de circulação entre diferentes concelhos do território continental”, existe alguém, neste mesmo momento, a transitar de um sítio para outro porque tem um bilhete para um espetáculo na mão.
A CRÓNICA: SEM PÚBLICO, SEM PROBLEMA PARA A ACADÉMICA
O que era para ser não foi. O jogo era para receber público nas bancadas, mas o mesmo acabou por não acontecer. Ainda assim, no impecável relvado do Estádio Cidade de Coimbra, o jogo foi quentinho. A Académica OAF entrou para o campeonato com objetivos humildes e realistas, mas a verdade é que tem vindo em crescendo e não larga os lugares cimeiros. Se isto continuar assim vão ter que os deixar sonhar. A UD Oliveirense, por sua vez, revela alguma inconsistência ao nível dos resultados na Segunda Liga, ainda assim, o bom futebol praticado pela equipa vai causar problemas a muito boa gente. No entanto, Bouldini e Fabinho não estiveram para brincadeiras e fizeram a vida negra à sua antiga equipa.
O jogo começou a um ritmo alucinante, com agressividade e demonstrações de bom futebol de ambos os conjuntos. A Oliveirense apresentou-se com muita audácia e ligada à corrente. No entanto, a dinâmica ofensiva da Briosa foi capaz de descobrir situações perigosas em que a equipa da casa esteve perto de fazer golo. Primeiro, Traquina atirou ao poste e, logo de seguida, Bouldini, isolado por Fabinho falhou no frente a frente com Coelho. Estava dado o mote para o que aconteceria aos 17 minutos. Novamente Fabinho a isolar Bouldini, após uma perda de bola infantil de Filipe Gonçalves, e, desta vez, o marroquino não perdoou. A “lei do ex” não falha, estava feito o 1-0.
A Oliveirense não ficou a ver jogar e manteve a mesma atitude com que entrou e quase chegava ao empate com um remate espontâneo de Leo Bahia que esbarrou no poste. Aos 36 minutos, tudo se complicou quando, num lance desnecessário, Thalis agarrou Traquina e viu o segundo amarelo e consequente vermelho. Como um mal nunca vem só, logo a seguir, Coelho fez falta para penálti sobre Bouldini e Fabinho converteu o castigo máximo. Outro ex-Oliveirense a fazer estragos.
Na segunda parte, o jogou ficou mais morno, com as duas equipas a pagarem cara a intensidade que impuseram no primeiro tempo. Ainda houve tempo para Fabiano coroar uma bela exibição individual com o golo e estabelecer o 3-0.
Com todas as cautelas que um campeonato tão traiçoeiro como este exigem, o certo é que esta Académica entusiasma e pode pensar em grande. Para já, não descola da frente da classificação.
A FIGURA
Marcar em frente à baliza? Isso não é para Mohammed Bouldini 🙃
Ainda de fora da área, o avançado da @academicaoaf cabeceou em cheio 🚀 para o primeiro da manhã!
Bouldini – já começa a merecer a alcunha de “Goldini”. Avançou para o seu quarto golo na temporada e bateu-se muito bem entre os centrais adversários. Conseguiu ainda ganhar uma grande penalidade que deixou o jogo mais tranquilo para os estudantes.
O FORA DE JOGO
🥇👏O nosso jogador Thalis Henrique foi eleito o homem do jogo pela Liga Portugal.
— UD Oliveirense Futebol SAD (@oliveirense_sad) October 20, 2020
Thalis – está referenciado como um dos melhores jogadores da equipa de Oliveira de Azeméis. Dentro de campo, não conseguiu ser influente, apenas imprudente. Aos 39 minutos ficou literalmente fora de jogo.
ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF
A Académica não mudou nada relativamente ao que tem apresentado nos últimos jogos. O quarteto defensivo foi formado por Fabiano, Rafael Vieira, Silvério e Bruno Teles. À frente do setor defensivo, a forte dupla Ricardo Dias/Guima, sendo que este último teve mais liberdade de desdobramento, fazendo muitos movimentos de rotura pela direita. À frente destes dois, Fabinho com maior liberdade criativa. No ataque, João Mário sobre a esquerda e Traquina sobre a direita foram os homens mais próximos no apoio a Bouldini.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Mika (6)
Fabiano (7)
Rafael Vieira (6)
Silvério (6)
Bruno Teles (6)
Ricardo Dias (6)
Guima (6)
Fabinho (6)
Traquina (6)
João Mário (6)
Bouldini (7)
SUBS UTILIZADOS
Chaby (4)
Leandro Sanca (5)
Mimito (4)
Dani Costa (-)
Pedro Pinto (-)
ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE
A Oliveirense alinhou num 4-3-3 clássico que encaixava no 4-2-3-1 da Académica. Israel na direita, Leo Bahia na esquerda e Pedro Machado e Raniel no eixo. Filipe Gonçalves foi o médio mais recuado que funcionou como o mecânico que suja as mãos a montar o carro para que os seus companheiros de setor, Luiz Henrique e Michel, o pudessem pôr a andar. Pelas alas, Thalis e Miguel Lima, a procurarem servir Jorge como avançado de referência. Thalis e Miguel Lima aproximaram-se sempre muito de Jorge no momento ofensivo, tentando criar situações de três para quatro na sua zona de ataque, enquanto Michel e Luiz Henrique fixavam os médios mais recuados da Académica, impedindo-os de ajudarem muito o seu setor defensivo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Coelho (5)
Israel (4)
Pedro Machado (4)
Raniel (5)
Leo Bahia (6)
Filipe Gonçalves (4)
Michel Lima (4)
Luiz Henrique (6)
Miguel Lima (5)
Thalis Henrique (4)
Jorge Teixeira (4)
SUBS UTILIZADOS
António Gomes (-)
Pedro Bortoluzo (3)
Dionathã (3)
Ricardo Tavares (3)
Oliveira (3)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Académica OAF
Bola na Rede: Na antevisão, destacou a qualidade ofensiva da Oliveirense, mas hoje eles não conseguiram marcar. Qual foi a estratégia para anular o ataque do adversário?
Rui Borges: A estratégia passa por ser Académica. Queremos sempre pressionar a construção do adversário. Se houver um jogador que falhe nesse momento é fatal, mas fizemo-lo bem. Eles conseguiram sair uma ou outra vez, pela qualidade que têm, mas mesmo aí reagimos bem. A nossa linha defensiva, e mesmo os dois médios, o Dias e o Guima, estiveram muito bem.
UD Oliveirense
BnR: A Oliveirense, mesmo a perder, nunca abdicou de sair a jogar nem de ter bola. Não ganhou este jogo, mas acredita que ganhará outros assim?
Pedro Miguel: Gostamos de ter bola. Com dez ficou mais difícil, mas treinamos para ter a bola, não faz sentido chegarmos ao jogo e não a queremos ter. Lógico que com menos um, quer a atacar, quer a defender, tudo ficou mais difícil, mas não abdicamos dessa ideia.
Se na última semana se fez História em Portugal, esta semana é também tempo para continuar a surpreender o mundo da Fórmula 1, pois, 14 anos depois, estamos em Ímola, palco do antigo Grande Prémio de São Marino, e agora, GP de Emilia-Romanha, para o terceiro GP em terras italianas deste ano.
Num circuito que agrada aos pilotos, é também em Ímola que relembrámos Ayrton Senna e Roland Ratzenberger, duas das vítimas da adrenalina do Desporto Motorizado, em 1994.
A ANTEVISÃO: VALTTERI CALÇOU AS BOT(T)AS PARA SE PÔR À FRENTE DE LEWIS HAMILTON
Mas, falando então do GP de Emilia-Romanha de 2020, a verdade é que o fim-de-semana começou apenas este sábado, pois a Fórmula 1 decidiu testar a possibilidade de um evento ter apenas dois dias, o que implicou que houve apenas um treino livre, e não três, como habitual.
Sendo assim, o TL1 mostrou mais do mesmo, com Lewis Hamilton (Mercedes) a mostrar-se o mais rápido na sessão, seguindo Max Verstappen (Red Bull) e Valtteri Bottas (Mercedes).
Já na qualificação, a situação reverteu-se: se, na semana passada, Valtteri Bottas não conseguia ser o mais rápido nas provas que «interessavam», esta semana é o finlandês que consegue a pole position, ultrapassando o colega de equipa, e Max Verstappen, que partirá na segunda linha.
Destaque para Pierre Gasly (AlphaTauri), que partirá ao lado de Max Verstappen, no quarto lugar, conseguindo a sua melhor qualificação de sempre. Daniel Ricciardo (Renault) segue-se para fechar o top 5.
No que toca as sessões de qualificação, a Q1 deixou os Alfa Romeo, os Haas e Nicholas Latifi (Williams) de fora. Já a Q2 deixa a Racing Point, Esteban Ocon (Renault), Sebastian Vettel (Ferrari) e George Russell (Williams). Curiosamente, Daniil Kvyat (AlphaTauri) passa à Q3.
Em suma, Ímola terá um sabor agridoce, não só pela sua História, mas também pela sua imprevisibilidade. O circuito italiano poderá ser o palco de muitas surpresas, e teremos que esperar para ver o que irá acontecer, 14 anos depois da última corrida realizada no Autódromo Enzo e Dino Ferrari.
Escrevo-lhe esta carta aberta com o único propósito de lhe agradecer por todo o trabalho que realizou nos últimos três meses.
Agradeço-lhe pelo facto de ter apresentado aos benfiquistas uma alternativa viável e, acima de tudo, credível a Luís Filipe Vieira.
Agradeço-lhe por me ter feito acreditar que era possível haver mudança, porque eu, tal como o senhor, acredita que o mundo do futebol também pode ser um mundo respirável onde o respeito deve predominar.
Agradeço-lhe por sentir o SL Benfica tal como nós o sentimos, sem demagogias ou populismos, dando voz aos sócios e adeptos, procurando sempre esclarecer os mesmos sobre as sua ideias para um Benfica à Benfica.
Agradeço-lhe por ter lutado contra a cobertura desigual das candidaturas por parte da maioria dos órgãos de comunicação social, destacando a BTV, que prestou um serviço aos benfiquistas digno de um órgão de comunicação social da Coreia do Norte, tal foi a parcialidade, sempre a favor de LFV, apresentada durante o período de campanha.
Agradeço-lhe por ter feito os benfiquistas voltar a ansiar pelo dia de eleições, por voltar a trazer um pouco de democracia a um Benfica cada vez mais ditatorial, onde a voz dos sócios parece valer cada vez menos.
Agradeço-lhe por ter contribuído para o facto deste ato eleitoral ter sido o mais concorrido da história do clube e por me ter feito acreditar que o meu voto e a minha voz importavam.
Agradeço-lhe pelo facto de demonstrar mais benfiquismo e elevação na derrota do que Luís Filipe Vieira demonstrou na vitória.
Agradeço-lhe por ter lutado por um Benfica melhor, contra (quase) tudo e contra tolos. Tolos esses que, apesar de terem reeleito um antigo sócio do FC Porto e do Sporting CP, não representam, de forma alguma, o rumo que os verdadeiros benfiquistas querem para o clube.
Os verdadeiros benfiquistas querem um Benfica à Benfica, longe de escândalos de corrupção e de negócios duvidosos, onde se dá primazia a resultados e não a relatórios de contas, onde os sócios são respeitados e, acima de tudo, ouvidos nas Assembleias do clube.
Como tal, caro João Noronha Lopes, peço-lhe que volte daqui a quatro anos e ajude a devolver o Benfica aos benfiquistas. Pois, tal como disse Mário Wilson, por muitos desgostos que possamos ter, há valores mais altos que se levantam. E esses valores há muito foram esquecidos por Luís Filipe Vieira.