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Kevin Durant: O regresso de Durantula

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Todos os anos, antes do início da época, começa a discussão de “Quem é o melhor jogador do Mundo” – entenda-se, melhor da NBA – com os suspeitos do costume a manterem-se de ano para ano, como é o caso de Kevin Durant.

Durante os tempos de Golden State, o jogador era visto como o melhor. “Um jogador com a altura dele e que consegue lançar do meio campo, ninguém o consegue parar” diziam uns. Outros concordavam: “Vejam a forma como ele consegue driblar e finalizar junto ao cesto”. Parecia que se chegara a um consenso.

No entanto, Durant lesionou-se nas finais da NBA frente aos Toronto Raptors, e dessa série surgiu o novo “melhor do mundo”: Kawhi Leonard.

“Ele é como um robô, automático e sem emoção”, “Consegue lançar de três, tem um lançamento intermédio e consegue fechar o jogo da linha de lance livre”, eram apenas alguns dos comentários ouvidos nos canais de análise norte-americanos. No espaço de meses o basquetebol esquecera Durant e encontrara um novo “escolhido”.

Contudo, o reinado de Leonard durou pouco, porque “King” James voltou a aparecer e venceu o seu quarto título – juntamente com o quarto MVP das finais – e mostrou que, apesar de esta ter sido a sua 17ª época, continua no topo.

Desde a sua lesão, Durant mudou de Oakland para Brooklyn, viu duas equipas vencerem o título, trocou de treinador, de número. Muita coisa mudou desde a última vez que vimos o MVP de 2014 pisar o campo, mas algo se manteve: a sua qualidade e o facto de ser um jogador como nunca vimos na liga. Se há alguém capaz de seguir o caminho de LeBron James, é Durantula – uma das suas alcunhas.

Estas são as 5 melhores equipas internacionais de sempre

Há muitos anos que o futebol apaixona e faz vibrar adeptos em todo o mundo. Jogadores de grande calibre inseridos em equipas fenomenais saltam à vista do espectador e causam um impacto tal que quase não é possível desviar o olhar do jogo.

Na lista que se segue, estarão elencadas as que, para mim, são as cinco melhores equipas de sempre no contexto internacional. Com omissões que, para alguns leitores, serão óbvias, a verdade é que há muito por onde escolher, mas cada selecionado tem o seu porquê.

Sporting CP 4-0 CD Tondela: Leões com permissão para liderar

A CRÓNICA: NÃO FOSSE PEDRO TRIGUEIRA E TINHAM SIDO MAIS

Os primeiros minutos deste Sporting CP e CD Tondela foram de alta intensidade e não fosse a “zarolhice” tinha havido golo. Vários foram os erros dos tondelenses e os leões aproveitaram, mas a oportunidade que temos de destacar foi o falhanço de Coates, que nem sozinho soube o significado de uma baliza.

Pedro Gonçalves teve nos pés o golo, mas quem mais? Pedro Trigueira! Pois é. Se Ruben Amorim disse que os seus jogadores não podiam ver “nem vermelho, nem azul à frente”, a verdade é que só viam uma mancha azul, que era o guarda-redes tondelense. Víamos uma entrada “à leão”, mas não víamos era golos… Não foi à entrada, mas sim quase à saída que Pedro Gonçalves fez o primeiro na partida, aos 46 minutos.

A segunda parte começou como a primeira, mas finalmente houve uma palavra que voltou ao dicionário leonino: eficácia. Sporar ia de mota (felizmente, não saiu do concelho) e Pedro Gonçalves bisava na partida. Estava feito o 2-0.

O CD Tondela foi uma vez à baliza e Mario Gonzalez marcou, mas por centímetros (diria milímetros) não foi confirmado. Aconteceu o mesmo aos leões, que depois de uma grande jogada coletiva Pedro Gonçalves até fez o terceiro, mas o árbitro já tinha dito “agora não!”.

A quem já não disse “não” foi a Pedro Porro. Nuno Santos cruzou e Sporar não chegou, mas chegou o pé do espanhol emprestado pelo Manchester City FC. Um golo bonito a embelezar esta partida (3-0). Sporar ainda também deixou a sua marca no jogo com um golo de recarga. Foi desta maneira que se chegou, pouco a pouco, ao fim com o resultado final a ter sido consolidado pelo avançado esloveno.

O Sporting CP é líder isolado, à condição, da Primeira Liga e vence com uma exibição muito sólida, onde de facto os erros do último jogo foram melhorados. Os leões ficam agora no sofá à espera do jogo do SL Benfica para ver se dormem uma semana na liderança ou não. Já os tondelenses chumbam no teste de Alvalade, pois deixam aqui o registo de dois jogos sem perder e voltam às derrotas.

 

A FIGURA

Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Gonçalves – Continua a sua boa forma. Deu logo ar de sua graça, no início do jogo, com um túnel. Mas o que fica bem no cartão de visita são os golos e aí foram dois. É uma grande contratação por parte dos leões e deve, provavelmente, ser a melhor neste mercado de transferências. Tem tudo para deixar a sua marca no Sporting CP. Dar também muito destaque a Pedro Trigueira, guarda-redes do CD Tondela, que fez uma boa exibição, apesar de ter sofrido quatro golos.

O FORA DE JOGO

Meio campo do CD Tondela – De facto, a ideia era muito boa, mas contra uma equipa que gosta muito de atacar e que tem jogadores muito rápidos nas alas correu mal. De uma zona mais longe do relvado, dava para ver o autêntico buraco que não foi algo melhorado no intervalo. Quando os dois do meio campo subiam e chegavam perto dos três da frente não havia compensação nenhuma e qualquer jogador leonino aparecia sozinho entrelinhas.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

No esquema tático ao qual Ruben Amorim já nos habituou, os leões apresentaram-se num 3-5-2, mas com algumas novidades. João Mário entrou para ser um dos cinco médios e, como já tinha dito na conferência de imprensa, algo tinha de mudar ofensivamente e foi o que aconteceu, pois Andraz Sporar e Tiago Tomás assumiram as duas posições da frente.

Defensivamente, os leões estavam com 3-4-3 com Pote, Sporar e Tiago Tomás a pressionar a primeira zona de construção dos tondelenses com João Mário a ser o médio um pouco mais avançado dos quatro que estavam no meio. Já ofensivamente, era o esquema que já estamos habituados a ver.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (5)

Luís Neto (5)

Sebastian Coates (5)

Feddal (5)

Pedro Porro (7)

Nuno Mendes (7)

João Palhinha (6)

Pote (8)

João Mário (6)

Andraz Sporar (7)

Tiago Tomás (7)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Santos (6)

Matheus Nunes (6)

Jovane (-)

Gonzalo Plata (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

Pako Ayestarán pouco mexeu no onze inicial em relação ao confronto com o Portimonense SC e fez entrar Jaquité, saindo Strkalj – o ponta de lança tondelense. Ainda assim, um 5-2-3 com ideias muito mais defensivas e com o contra-ataque a ser a arma mais forte para enfrentar os leões.

Os tondelenses a apostar muito na construção de jogo a partir de trás e, apesar das dificuldades, mostravam bons sinais. Defensivamente, com uma estratégia interessante com Rafael Barbosa, Salvador Agra e João Pedro a pressionar os três centrais leoninos ao meio Jaquité e Jaume Grau a tratar de um “grande buraco” que era o meio campo do Tondela. Foi a grande lacuna por parte dos tondelenses e, por aqui, passou muito do aproveitamento dos leões.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Trigueira (8)

John Murillo (5)

Yohan Tavares (5)

Enzo Martinez (4)

Filipe Ferreira (5)

Jaquité (4)

Jaume Grau (4)

Mohamed Khacef (5)

Salvador Agra (4)

João Pedro (6)

Rafael Barbosa (6)

SUBS UTILIZADOS

Mario Gonzalez (6)

Bebeto (5)

Medioub (5)

Pedro Augusto (4)

Souley (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: O CD Tondela quando fazia a pressão aos centrais do Sporting CP, os dois médios subiam demasiado as linhas e acabavam por criar um grande buraco. Foi por aqui que o Sporting CP conseguiu vencer o jogo ao aproveitar esta lacuna defensiva?

Ruben Amorim: Melhorámos muito nesse aspeto. Quando havia essa pressão tivemos muito melhores. Quando os jogadores do CD Tondela subiam muito a linha aproveitávamos esse espaço e, principalmente, quando subiam com a linha defensiva o Tiago Tomás e o Sporar tiveram mais oportunidades e daí terem também surgido os golos deles e depois as oportunidades que houve do João Mário no meio também. Vimos aquilo que errámos no Gil Vicente melhorámos. O mérito é todo deles, porque não tivemos grande tempo para treinar.

CD Tondela

BnR: O CD Tondela entrou com um sistema tático muito móvel e quando a bola chegava a zona mais avançadas faltava sempre alguma referência atacante mais fixa. Acredita que devia ter apostado logo nessa referência, visto que quando Mario Gonzalez entrou houve mais aproveitamento na profundidade?

Pako Ayestarán: Quando se prepara é uma coisa e aqui tivemos dificuldades. Nós apostámos em jogaodres que não eram referências mais à frente porque sabíamos bem das caraterísticas do centrais do Sporting. Queríamos ter bola a meio campo, mas sabemos que é muito complicado. Queríamos também jogar mais nas costas dos laterias do Sporting CP, mas também tivemos essa tarefa mais difícil. Com a entrada do Mário Gonzalez tivemos mais essa possibilidade de explorar a profundidade. Agora, espero que possamos aproveitar mais essa característica para os próximos jogos da Liga.

Boavista FC x SL Benfica | 5 jogos míticos para recordar

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Boavista FC e SL Benfica defrontam-se esta segunda-feira (21h), em jogo a contar para a sexta jornada da Primeira Liga. A reedição de um clássico do futebol português, num frente-a-frente que conta já com 57 embates, em saldo positivo a pender para os lisboetas: ganharam 25 deslocações ao Bessa, enquanto os da casa não vão além das 12 vitórias.

Um historial que Vasco Seabra tentará contrariar com o seu Boavista (que ainda não é Boavistão, mas tem tudo para o ser) e encarrilhar definitivamente para um campeonato tranquilo. A equipa não corresponde às enormes expectativas e ao plantel mediático que soube construir, estando à quinta jornada na cauda da tabela classificativa – 17.º posto –, onde o melhor alcançado foram três empates.

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Um dos maiores problemas está no processo defensivo, com o emblema axadrezado a partilhar a pior defesa do campeonato com o Famalicão, ambos com 12 golos sofridos, o que não augura nada de positivo quando o próximo adversário é precisamente o melhor ataque, com 15 golos marcados.

E Jesus certamente que terá esse dado em conta. Não só a provável maior facilidade em furar o bloco adversário e resolver o jogo cedo – no campeonato, marcou sempre antes do 20 minutos de jogo e foi sempre para o intervalo a vencer – como a predisposição atacante de uma equipa comandada por um homem de ideias inovadoras e de tracção à frente, como Vasco Seabra, se perfila como oponente ideal para os encarnados, que, com um calendário apertadíssimo, querem o quanto antes gerir esforços e focar na preparação para o jogo europeu frente ao Rangers FC.

Algo que se torna ainda mais apetecível no imaginário dos adeptos mais optimistas é observar que o Boavista perdeu os dois jogos que disputou no Bessa, além de não marcar qualquer golo e sofrer… seis, o que parece ainda pior quando se sabe que Javi García, o pêndulo de meio-campo, está de fora por castigo.

Quando atendemos ao jogo de bancos, a estatística continua a favorecer os mesmos, com Jorge Jesus a contar sete vitórias em oito jogos com o Boavista desde que estes subiram novamente ao primeiro escalão – o jogo que falta deu empate, ao serviço do Sporting (0-0, 2015/2016).

Ao comando do Benfica, Jesus venceu a última vez no Bessa com recurso a bomba de Eliseu (0-1, 2014-15). Outro dado merecedor de destaque é a possível terceira vitória consecutiva do Benfica em deslocações ao Porto (0-2 em 2018-19 e 1-4 em 2019-20), assinalada pela última vez na longíqua temporada de 1959-60.

Em jeito de top, reunimos cinco dos mais emblemáticos encontros entre águias e axadrezados, reavivando memórias e relembrando grandes golos – que todos esperam voltar a ver em 2020.

Manchester United FC 0-1 Arsenal FC: “Teatro dos Pesadelos” para os Red Devils

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A CRÓNICA: ARSENAL FC SORRI NO CLÁSSICO INGLÊS

Entramos para a sétima jornada da Primeira Liga Inglesa, para um verdadeiro clássico: Manchester United FC vs. Arsenal FC.

Duas equipas que, à entrada para esta jornada, têm uma pontuação e, consequentemente, um lugar na tabela classificativa equivalente à qualidade que têm nos dois plantéis. Da minha perspetiva, nesta altura, Manchester United FC encontra-se a subir de forma e, Arsenal FC, em sentido contrário.

Primeira parte que arrancou com ritmo, com a equipa de Londres mais dinâmica, mais pressionante e, sobretudo, mais perigosa a chegar à baliza adversária. A partir dos 20 minutos o United começou a subir linhas, mas o Arsenal FC continuava a saber sair a jogar e teve um primeiro tempo substancialmente melhor. O melhor momento foi um remate colocado de Willian que bateu na barra, depois uma perda de bola infantil de Lindelof.

Segundos 45 minutos que arrancam totalmente diferentes dos primeiros. Manchester United FC muito mais forte, mais intenso e, sobretudo, mais assertivos taticamente, a darem poucos espaços ao Arsenal FC. Com a partida mais equilibrada, notava-se que o golo poderia aparecer para qualquer um dos lados. Foi precisamente isso que aconteceu, aos 69 minutos, depois de um penalty muitíssimo bem convertido por “Auba”, fazendo o 0-1 para o Arsenal FC. Pogba, desastrado, “ofereceu” este golo aos Gooners.

Uma contundente reação precisava-se por parte dos homens da casa, mas ela não estava a acontecer. Era gritante a falta de ideias ofensivas que este Manchester United FC demonstrava no terreno de jogo. Só com muitos homens já na zona de finalização é que começaram a encostar de facto os visitantes “às cordas”, mas sem qualquer sucesso.

Derrota pesada, não pelos números, mas pelo que significa (ou devia significar): fim de ciclo para Ole Gunnar Solskjaer.

Destaques de hoje no Arsenal FC: Tierney (o melhor em campo), Gabriel, Partey e Elneny. No Manchester United FC, gostei mais de ver Shaw, forte a defender e a atacar, mas há mais destaques pela negativa que pela positiva. Ainda agora não percebo como é que o Pogba terminou este jogo sem ser substituído.

 

A FIGURA


Mikel Arteta- Pode-se gostar mais, ou pode-se gostar menos da forma como Mikel Arteta coloca a sua equipa a jogar futebol, mas a verdade é que parece ser um treinador que percebe bem como funcionam os plantéis que, na realidade, são melhores que o seu. Não lutam pelo título, na minha opinião, mas são sérios candidatos ao “top four”. Neste jogo deu claramente um banho tático a “Ole”.

 

O FORA DE JOGO


Ole Gunnar Solskjaer- Pedro Henriques, o comentador da SportTV, durante a segunda-parte (sensivelmente depois do golo do Arsenal FC), disse algo deste género: “o United agora precisa de treinador”. De facto, caro Pedro, mas não o teve. Aliás, nesta Primeira Liga Inglesa 2020/21 ainda não o teve. É incrível a má visão de jogo que tem, o planeamento das partidas… Bem como a capacidade (ou falta dela) para mexer quando as coisas começam a correr mal. O plantel é muito bom, mas está na altura dos senhores que mandam neste histórico clube inglês perceberem que o norueguês “não tem unhas para tocar esta guitarra”.

Análise Tática: Manchester United FC

A equipa da casa optou por um onze inicial com um meio-campo muito preenchido, de modo a ganhar vantagem pela quantidade, mais que pela qualidade (apesar desta última também não faltar). Fred, o centrocampista mais em forma nos Red Devils ganha, naturalmente, a titularidade enquanto Greenwood começa a ter mais protagonismo, face ao castigo prolongado de Martial. Pelo que consigo perceber, um 4-3-1-2, com os dois da frente (e Bruno Fernandes) com total liberdade de movimentos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

De Gea (6)

Wan-Bissaka (6)

Lindelof (5)

Maguire (5)

Shaw (6)

McTominay (5)

Fred (6)

Pogba (5)

Bruno Fernandes (5)

Greenwood (6)

Rashford (5)

SUBS UTILIZADOS

Matic (5)

Van De Beek (5)

Cavani (5)

Análise Tática: Arsenal FC

Fiquei algo surpreendido quando vi o onze inicial do Arsenal FC. Em todo o lado apontavam para o 3-4-3, mas eu penso que a ideia de Arteta – que elogio – foi ter mais bola que o adversário, então meteu um meio-campo forte (Elneny e Partey) e quatro jogadores que estão sempre mais balanceados para a frente, do que para trás. Opto por definir esta tática como um 4-4-2, sobretudo pelas características dos jogadores.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Leno (6)

Tierney (7)

Holding (6)

Gabriel M. (6)

Bellerin (7)

Partey (7)

Elneny (7)

Saka (6)

Willian (7)

Lacazette (6)

Aubameyang (7)

SUBS UTILIZADOS

Nketiah (-)

Maitland-Niles (-)

Mustafi (-)

FC Porto: os problemas do setor ofensivo com Marega à cabeça

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O FC Porto está a passar por uma fase preocupante, de acordo com os resultados das últimas partidas e principalmente pelas exibições realizadas no campeonato português. É o pior arranque do século na principal prova nacional e a pior fase da era Conceição e o que torna este cenário incompreensível é o facto de a equipa ter mudado poucas peças, ter mantido a maior parte dos titulares da temporada passada, como Marega, Luís Diaz ou Corona, e ainda se ter reforçado bem no mercado. Ou talvez esteja aqui o problema…

Os azuis e brancos conseguiram manter várias das principais armas da época passada, que resultou em dobradinha portista, no entanto, perdeu dois pilares de relevância acentuada. Alex Telles era talvez o jogador mais importante do conjunto, devido à capacidade oferecida nas duas frentes, com nota especial para as bolas paradas.

Danilo Pereira podia estar com menos vontade, embora fosse uma figura importantíssima, no que toca ao peso de balneário e no equilíbrio garantido dentro de campo, veja-se agora as exibições de peso no Paris SG.

Ainda a acrescentar aos fatores justificantes deste assombro azul e branco, verificam-se problemas de entrosamento dos reforços às ideias do treinador, sem que nenhum conseguisse mostrar realmente o seu valor. Na época transata o cenário repetia-se, contudo, a reviravolta deu-se atempadamente, visto que à 3ª jornada o clube triunfou categoricamente na Luz e com destaque para exibições de alto nível de uma série de reforços, como Luis Díaz, Uribe e Marchesín.

Este ano parece haver menos entendimento das ideias do treinador e vai ser necessário muito trabalho para o grupo se tornar consistente, pois foi essa consistência que valeu os títulos conquistados na temporada passada.

Além de o técnico portista ainda não ter encontrado uma estrutura sólida, ainda que o calendário não ajude, as alterações constantes de jogadores e sistema não beneficiam de todo o clube, pois a tarefa torna-se mais complicada quando se alternam quatro, cinco peças por jogo, sendo que várias delas são recém-chegados ao clube.

O setor que mais tem sofrido com essa estratégia é o ofensivo. A frente de ataque portista passa sistematicamente por rotações e com pouco critério de escolha, algo que nunca aconteceu com Sérgio Conceição. Neste momento, ainda não acertou com os avançados e testar novas dinâmicas já custou pontos à equipa.

Ao que tudo indicava, houve uma evolução tremenda a nível de qualidade nas opções para avançado e, até à data, ainda nenhuma delas foi comprovada, mesmo que todos já tenham demonstrado boas indicações. Sérgio Conceição parece ter um problema em mãos, que já era antevisto antes do começo do campeonato, quando terminou a última temporada a jogar em 4-2-3-1, e com a contratação de três avançados mais a continuidade de Marega só vinha complicar as contas desse sistema, por tornar-se difícil gerir a motivação desses jogadores, deixando três deles no banco. Com a colocação de dois avançados, desperdiça-se igualmente qualidade nos flancos, pois de Felipe Anderson, Luis Díaz e Otávio só jogaria um.

Nas partidas contra o Manchester City e  Olympiacos, na Champions, o FC Porto alinhou com Marega na frente, ou seja, apenas um avançado.
Alex Telles e Danilo foram perdas muito importantes para o FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Veja-se a rotatividade das últimas partidas. Nas partidas contra o Manchester City e  Olympiacos, na Champions, o FC Porto alinhou com Marega na frente, ou seja, apenas um avançado. Contra o Gil Vicente, na última semana, Toni Martínez e Evanilson foram as opções iniciais e o brasileiro até foi o herói da partida. O espanhol acabou por sair ao intervalo. Esta semana contra o Paços de Ferreira, Evanilson voltou a ser opção, contudo Marega não jogou na frente, mas sim a extremo, com a presença de quatro médios de raíz, sem conseguir dar largura. O maliano passou o jogo todo desapoiado e não conseguiu criar perigo nem criar qualquer tipo de desequilíbrio. Neste caso, o problema nem passou tanto pelos avançados, mas sim pelo afunilamento de bola no corredor central, com pouca largura oferecida nas alas e com uma passividade tremenda na transição defensiva.

Dos avançados portistas, o único nome não mencionado até ao momento foi Taremi, o ponta-de-lança que marcou 18 golos no campeonato português ao serviço do Rio Ave em 2019/2020. O iraniano foi suplente utilizado em todas as partidas desde o início da época, contudo, ainda não foi opção inicial quando já demonstrou ser um avançado à medida das ideias de Sérgio Conceição, que mantém preferência por Marega. Contra o Braga, jogou apenas quatro minutos, e na primeira vez que tocou na bola conquistou um penálti. Contra o Sporting, criou perigo mais do que uma vez, com poucos toques na bola. É irreal pensar que talvez o mais bem-preparado para este desafio é o número 9 menos explorado dos presentes.

Sérgio Conceição obviamente sabe melhor do que qualquer um o rendimento esperado de cada um destes jogadores, no entanto, com os resultados à vista, mesmo sendo muito cedo para tirar conclusões, a gestão do plantel não tem sido a mais famosa e espera-se a cimentação de uma estrutura o mais rápido possível, ou a recuperação pontual terá um grau de dificuldade acrescido.

Académico Viseu FC 0-1 CD Feirense: Fogaceiros ficam isolados na liderança

A CRÓNICA: SEM OPORTUNIDADES FICA DIFÍCIL DE MARCAR

O Académico Viseu FC só tinha sentido o sabor da vitória, nos dois jogos, com o novo técnico Pedro Duarte ao comando. Já o CD Feirense queria ficar isolado na liderança da Segunda Liga.

O jogo começou com o Feirense, com mais bola e a estar mais perto da baliza da equipa da casa. No entanto, as ocasiões de perigo não existiam, com o Académico Viseu, à medida que o tempo passava, ia afastando os visitantes da sua baliza, através de contra-ataques rápidos.

Só aos 24 minutos se deu um lance digno de registo e logo o primeiro golo da partida. Fábio Espinho lançou, no centro, Fati, que só perante Janota, picou a bola já dentro da área para o fundo da baliza.

A equipa da casa passou a ter mais posse de bola e a estar mais perto da baliza da equipa de Santa Maria da Feira, mas sem consequências práticas. O melhor que conseguiu foi um remate de fora de área por Mesquita, que passou muito longe da baliza de Brígido.

Já à beira do intervalo, o Feirense teve uma bola oportunidade para alargar a vantagem. Aos 44 minutos, Tavares aproveitou uma bola que se esbarrou na defensiva academista, para rematar em arco à entrada de área e fez passar perto do poste direito da baliza de Janota. A segunda parte começou como acabou a primeira, com o Feirense a estar perto do golo.

Aos 46 minutos, Fati, em boa posição do lado esquerdo, fez um remate cruzado dentro da área, com a bola a passar não muito longe do poste direito da baliza dos anfitriões. O Académico estava por cima do jogo, mas sem criar perigo. Já os visitantes aproveitavam o contra-ataque. Aos 57 minutos, Fati lançou Fabricio que já em desequilíbrio acabou por rematar fácil para Janota.

O jogo parecia que ia animar. À passagem da hora de jogo, lance polémico na grande área dos forasteiros. Fernando Ferreira rematou fora da área, com Gui Ramos, a fazer de barreira e a não deixar a bola ir para a baliza. A equipa do Académico ficou a pedir penalti por bola no braço, mas o árbitro deixou seguir.

Os anfitriões apostavam sobretudo em cruzamentos do lado direito do ataque para dentro da área, mas, ora por inércia dos atacantes dentro de área, ora pela má qualidade dos passes, não conseguiam sequer criar oportunidades.

Do outro lado, o Feirense conseguia através de contra-ataques rápidos, acalmar o ímpeto do Académico de Viseu. A 20 minutos do final da partida, o recém-entrado Marcus cruzou para outro recém-entrado do Feirense, João Victor, que saltou mais alto que João Pica, e cabeceou para defesa de Janota.

Logo a seguir, azar para Janota que se lesionou e obrigou Pedro Duarte a colocar na baliza, o guarda redes suplente, Ricardo Fernandes, que foi logo chamado a intervir. João Victor já dentro da área, obrigou o guarda vezes academista a fazer a mancha e a evitar o segundo para os forasteiros.

O Académico Viseu tentou ao cair do pano, de canto, até com o guarda-redes, na grande área do Feirense, chegar ao empate, sem sucesso.

Vitória justa para a única equipa que criou oportunidades de perigo durante toda a partida.

A FIGURA

Fonte: CD Feirense

Fati – Fez o golo, desmarcando-se de forma oportuna e a finalizar à ponta de lança frente a Janota. Foi o elemento mais dinâmico do ataque, através das combinações com os elementos do meio campo. Ainda teve oportunidade de bisar na primeira.

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

Ataque do Académico Viseu – Dois remates, nenhum à baliza, em todo o jogo. Fraco pecúlio para uma equipa que pareceu sempre estar sem ideias para criar oportunidades, limitando-se na segunda parte, a bombear bolas do lado direito do ataque, para a grande área. Não incomodaram Brígido durante todo o jogo.

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO VISEU FC

Pedro Duarte apostou num 4x4x2, que se transformava, por vezes, em 4x2x4, em momento ofensivo. Apostando em transições rápidas, em especial pelo centro, era Ayongo, como referência atacante, para conseguir ganhar as bolas, nas costas dos centrais. A equipa da casa tentou exercer pressão alta sobre o Feirense, em especial quando estivessem a trocar a bola, nas imediações da sua grande área, mas sem eficácia. André Carvalhas funcionava como apoio ao ponta de lança, com Yuri Araújo e João Vasco, para as alas do meio-campo/ataque. Diogo Santos e Fernando Ferreira faziam a dupla no meio campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Janota (6)

Jorge Miguel (6)

Mathaus (5)

João Pica (5)

Mesquita (6)

Diogo Santos (6)

Fernando Ferreira (6)

André Carvalhas (5)

João Vasco (5)

Yuri Araújo (5)

Ayongo (5)

SUBS UTILIZADOS

Luisinho (5)

Paná (6)

 Ricardo Fernandes (6)

 Bruninho (5)

ANÁLISE TÁTICA – CD FEIRENSE

O Feirense apostou no esquema tático em 4x3x3. Fati e Feliz apoiavam nas laterais, o ponta de lança, Fabrício, com muitas vezes o primeiro, a ir para dentro. A aposta nas laterais para atacar ficou bem patente, até pelas combinações, dos médios Tavares e Fábio Espinho, com os extremos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Brígido (6)

Zé Ricardo (7)

Pedro Monteiro (7)

 Gui Ramos (7)

Edson Farias (7)

Washington (6)

Fábio Espinho (7)

Tavares (7)

Fati (8)

Feliz (6)

Fabrício (6)

SUBS UTILIZADOS

Latyr Fall (6)

João Victor (6)

Marcus (6)

Mica (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Bola na Rede: Apesar de ter ganho, o Feirense não teve muitas oportunidades de golo. Qual foi a principal dificuldade para chegar à baliza do Académico?

Filipe Rocha: “Na minha leitura do jogo, a equipa que criou as melhores ocasiões fomos nós. Estou a lembrar-me de, pelo menos, quatro situações de golo. Do adversário, lembro-me de uma cabeçada perigosa na segunda parte e pouco mais. Se nós não chegámos com perigo à baliza adversária, o adversário ainda fez menos. Acho que entrámos no jogo a assumir o jogo. O Viseu, já sabíamos, que tinha uma estratégia, em que cede o domínio da bola em zonas recuadas. Tentámos fazer circulação de bola e procurar espaços para entrar e criar situações de golo. Foi numa transição que conseguimos fazer o golo. Naturalmente, o Viseu a perder 1-0 não vai ficar a defender em bloco baixo, vai reagir, vai tentar ter mais bola. Teve mais bola, nós continuámos compactos, controlámos o adversário e só permitimos mesmo essa situação. Para além do golo, tivemos um remate do Tavares a rasar o poste, numa transição, no final da primeira parte. Temos a situação do João Victor isolado, que o guarda redes defende para canto. Temos uma situação do Feliz que me parece uma grande penalidade que não foi assinalada e um remate do Fati, no início da segunda parte, que sai perto do poste. Queremos mais, claro, mas há um adversário que também dificulta. No global, a vitória é justa da minha equipa.”

Bola na Rede: No início do jogo, o objetivo do Académico era a dar iniciativa ao adversário, apostando no contra-ataque?

Pedro Duarte: “Não. O que nós fazemos durante a semana, é tentar preparar os jogadores para aquilo que pode acontecer no jogo. E temos de definir bem aquilo que queremos nos momentos de organização defensiva, ofensiva e transição defensiva-ofensiva. Obviamente, pela qualidade do plantel do Feirense, que é claramente um candidato à subida, sabíamos que em momentos do jogo, o Feirense iria ter mais bola e que teríamos de estar mais organizados. Foi o que fizemos na primeira parte, com menos bola e mais dificuldade em termos bola. Corrigimos depois o momento da transição. O Feirense é muito forte ao nível das transições ofensiva, principalmente quando se coloca em vantagem. Tem extremos muito velozes, muito verticais. Na segunda parte, estivemos melhores, com mais bola, com mais dinâmica, a criar mais dificuldades ao adversário. O resultado acaba por ser injusto.”

«A nossa bandeira é a qualidade dos textos» – Entrevista BnR com Mário Cagica Oliveira

Em dia de aniversário, o Bola na Rede quis reviver com os seus leitores um percurso recheado de histórias e peripécias e foi ao encontro do seu fundador, Mário Cagica, para uma conversa descontraída e revivalista. Da origem na rádio à passagem para a web, o ainda diretor do projeto explicou, de fio a pavio, este panzer de fazer jornalistas que caiu como uma bomba na comunicação social em Portugal. Qual máquina de guerra, encontrou nas adversidades da pandemia forças para se reinventar e foi nesta altura que alcançou os melhores resultados em dez anos de vida. Está dado o tiro de partida!

-Início do Bola na Rede-

«Depois do João [Benedito] a porta já estava aberta e foi tudo mais fácil»

Bola na Rede: Quem é o Mário Cagica, fundador e proprietário do Bola na Rede?

Mário Cagica: O Mário é uma pessoa que quis lutar muito por este projeto e que, numa primeira fase, olhava para o Bola na Rede como um hobby, que surgiu naturalmente com a ESCS FM, a rádio da Escola Superior de Comunicação Social.

Bola na Rede: Como nasceu a ideia?

Mário Cagica: Por acaso, a ideia não nasceu connosco. Foi do Óscar Góis, que era o coordenador de desporto da rádio. Como ele sabia que eu gostava particularmente de desporto, liga-me no meu primeiro verão enquanto aluno da ESCS e diz-me que vai haver um programa de desporto “Prepara um programa a teu gosto, propõe-me e vamos com isso para a frente”. Falei com mais três pessoas, fiquei como moderador para desenrascar a situação e foi assim que aconteceu.

Bola na Rede: 28 de outubro de 2010 marca o arranque deste projeto. Lembras-te deste dia?

Mário Cagica: Mais ou menos. Lembro-me da gravação do programa. Aliás, como foi gravado, já o tínhamos feito antes de ir para o ar. O Bola na Rede é precisamente o programa que inaugura a ESCS FM – um orgulho para nós. Éramos quatro amigos, todos estudantes de jornalismo e, como já disse, era o moderador; depois havia um comentador pertencente a cada um dos três grandes. Como era um projeto tão à vontade e sem pressões, a malta começou a gostar de ouvir e de nos acompanhar. Tivemos um crescimento progressivo e isto foi bom para que o nosso percurso fosse em crescendo e sustentado.

Bola na Rede: Do que falavam nas primeiras emissões?

Mário Cagica: Temas da atualidade. Riamo-nos muito e divertíamo-nos muito a gravar. Ainda tremíamos um bocadinho com o microfone à frente.

Bola na Rede: Tem-las guardadas?

Mário Cagica: Tenho de procurar, mas devo ter algumas.

Bola na Rede: Qual era a duração dos programas?

Mário Cagica: Cerca de uma hora cada programa.

Fonte: Arquivo Pessoal

Bola na Rede: Nessa jornada conseguiram levar a estúdio nomes relevantes do panorama desportivo nacional. Como eram as abordagens?

Mário Cagica: Eram “Vamos arriscar, procurar emails na internet – não tínhamos base de contactos alguma”. Abordávamos jogadores no Facebook e muitas vezes nem “visto”. Calha o dia em que enviei um email para o João Benedito e ele responde-me “Olá, Mário. Claro que sim. Fica com o número do meu assessor e pede-lhe autorização, mas diz que eu aceito”. Eu nem sabia o que era ligar a um assessor, mas ficou marcado e foi muito giro salvo a parte dos nervos, porque eram muitos. O João foi cinco estrelas, estava muito bem-disposto e, depois, até decidimos arranjar uma lembrança e fizemos uma t-shirt do BnR para lhe dar. Depois do João, a porta já estava aberta e foi tudo mais fácil. A seguir foi o Madjer, depois o Jorge Andrade e por aí fora.

GP Emilia-Romanha: E vão sete seguidos para a Mercedes

A CORRIDA: OS COMBOIOS DE ÍMOLA VOLTARAM

Neste estranho ano de 2020, o esquisito também chegou à Fórmula 1 com a adição de vários circuitos que não constavam no calendário há vários anos (ou de todo). O lendário Autodromo Enzo e Dino Ferrari foi um dos regressos, após 14 anos fora do calendário, e um circuito onde “antigamente” era difícil seguir e ultrapassar o carro da frente, com estes carros quase do tamanho de uma limousine, ou se formavam comboios, ou os pilotos eram obrigados a ser criativos durante a corrida.

A história principal, é sem dúvida, o feito astronómico da Mercedes, que mais uma vez mostra ser uma das melhores equipas de todos os tempos, ao fechar o sétimo campeonato de construtores consecutivo, recorde que se mantinha em pé desde que a Ferrari dominou entre 1999 e 2004. Para chegar ao troféu, Lewis Hamilton venceu, seguido do colega de equipa e homem da pole position, Valtteri Bottas, com Daniel Ricciardo (Renault), a conseguir um inesperado pódio, que só nas últimas voltas lhe caiu do céu.

Inicialmente, o arranque do britânico não foi o melhor possível, perdendo a segunda posição para Max Verstappen (Red Bull). Os três homens da frente seguiam próximos uns dos outros, sem haver uma clara declaração de superioridade, com Valtteri Bottas (Mercedes) a liderar, mas sem cilindrar. O finlandês que na segunda volta da corrida viu uma peça da Ferrari a ficar presa no seu carro, o que o tornou muito mais lento. Quando ele e Max Verstappen fazem as primeiras paragens, Lewis Hamilton ficou de fora, e em ar limpo, o que permitiu uma gestão muito melhor dos pneus e tempos mais rápidos. Ao não conseguir passar Bottas nas boxes, Verstappen tinha de o fazer em pista, mas em Imola, não é assim tão simples. Qualquer hipótese de chegar a Hamilton, ficou por terra para o holandês, quando surge um Safety Car Virtual causado pela avaria de Esteban Ocon (Renault), que vem mesmo a calhar para Lewis Hamilton, que assim perde apenas 17 segundos ao parar, em vez dos normais 27.

A partir daí foi trabalho normal para Lewis Hamilton (Mercedes) até à vitória, com Valtteri Bottas a ter problemas e não segura Verstappen, contudo, o piloto da Red Bull tem um dramático furo, e é colocado fora da corrida, o que dá ao finlandês o segundo lugar, e manda o Safety Car para a pista.

É neste momento que o pódio cai nas mãos de Daniel Ricciardo, com o australiano a segurar Daniil Kvyat (Alpha Tauri) nas últimas voltas, para garantir a segunda visita do ano às escadas do pódio. O russo a  garantir um quarto lugar, na sua melhor corrida deste ano, num momento em que as previsões o colocam fora da Fórmula 1 em 2021.

O quinto lugar ficou para Charles Leclerc, cuja corrida não foi a melhor, conseguindo esta posição graças às desistências de Verstappen e Pierre Gasly (Alpha Tauri). O pódio de Ricciardo poderia muito bem ter ido para Sergio Perez (Racing Point), que após uma fenomenal decisão estratégica de parar algumas voltas depois do resto do pelotão, conseguiu passar para a frente, mesmo após se qualificar fora do top 10. A equipa a aproveitar o “comboio” causado por Kevin Magnussen, que abrandou os pilotos que pararam antes das 20 voltas. Todo esse trabalho acabou por ser deitado fora, quando no momento do safety car, a equipa tomou a decisão de abdicar da posição em pista, para colocar os pneus macios. Caso o safety car não fosse prolongado pelo acidente de George Russell (Williams), podia funcionar, contudo, “Checo” apenas teve cinco voltas para recuperar as posições, conseguindo “apenas” uma fenomenal ultrapassagem sobre Alexander Albon (Red Bull).

Seguem-se os homens da McLaren, com Carlos Sainz em sétimo e Lando Norris em oitavo, numa corrida silenciosa, em que a equipa nunca lutou pelo topo do pelotão. O top 10 foi fechado pelos homens da casa, na Alfa Romeo. Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi a terminarem em nono e décimo respectivamente, após saírem perto do fundo da grelha. Confirmados para 2021, esta performance só pode colocar sorrisos na equipa que os mantém.

Com cinco desistências, vimos a oportunidade para alguns pilotos que não conseguem pontuar habitualmente, de trazerem um pequeno prémio para as suas equipas. Nicholas Latifi (Williams) terminou em 11.º, contudo, não fosse o erro durante o período de safety car, é quase certo que George Russell iria garantir os primeiros pontos da sua carreira e da equipa esta temporada, e todos sabemos que ele já os merece. Outro homem para quem a corrida foi muito ingrata foi Sebastian Vettel (Ferrari). O alemão fez 39 voltas de médios, e quando se colocava numa fantástica posição para pontos, a equipa mais uma vez, o deixa ficar mal, com uma trapalhona paragem de 13 segundos.

Do lado da Haas, foi apenas uma corrida invisível para ambos pilotos, com Romain Grosjean a terminar em 14.º, sem grande influência na corrida, e Kevin Magnussen a abandonar. Deste grupo final, destaque para as corridas horríveis de Lance Stroll (Racing Point), e Alexander Albon (Red Bull). O canadiano estava a conduzir um carro que mostrou ritmo, mesmo após parar na primeira volta, tinha a obrigação de fazer melhor, mais um fim-de-semana trapalhão para o homem que, convém realçar mais uma vez, se mantém na vez de Pérez para 2021. Já Alexander Albon, foi invisível na corrida, sem conseguir sair daquele pelotão, ao mesmo tempo que o seu colega de equipa batalhava com os líderes. No recomeço após safety car, é ultrapassado por Pérez, e perde controlo, caindo para o fundo da grelha. Se é assim que tenta convencer a Red Bull a mantê-lo, então a decisão será fácil.

Tal como era esperado, Imola não é um circuito fácil para criar uma boa corrida com estes novos carros. A complexa aerodinâmica e tamanho dos bólides, torna batalhas e ultrapassagens seguidas no alcatrão estreito deste circuito. Foi uma viagem a outros tempos na F1, a um dos circuitos mais icónicos, por boas e más razões, mas que para os carros atuais, sabe a pouco.

Mais uma vez, vimos história a ser feita revestida de preto e turquesa, com a Mercedes a demonstrar que é a equipa mais dominante da história, ao vencer sete campeonatos de construtores consecutivos. Antes que digam que é aborrecido, sim, era bom que mais equipas pudessem batalhar pelo primeiro lugar, mas não podemos desvalorizar o rolo compressor que é a eficiência e capacidade de trabalho desta equipa. A maioria ganha algumas vezes, e relaxa, ou comete erros quando já não sabe onde extrair mais performance, mas a Mercedes consegue a cada ano, retirar um defeito dos seus carros, mantendo as virtudes, enquanto os outros tropeçam sobre si mesmos, sem se aproximarem o suficiente.

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

Os 5 melhores jogadores da década de 90

Deixem-me antes de mais mandar um desabafo: que saudades dos anos 90! E que grandes jogadores!

Nesta década o futebol não era o negócio que era hoje, os jogadores jogavam por amor ao desporto e à camisola, deixando sangue, suor e lagrimas em campo. Existia magia em campo em todos os jogos.

Bem, o que lá vai, lá vai, mas é sempre bom fazer uma pequena viagem ao período onde o Calcio italiano era rei e onde os campeonatos do mundo faziam parar um país.

Ficam aqui as minhas escolhas para os 5 jogadores mais geniais da década de 90.