Início Site Página 11151

SC Braga 1-2 Sporting CP: Um jogo destes merecia bancadas cheias!

0

A CRÓNICA: VITÓRIA LEONINA EM JOGO DE EMOÇÕES FORTES

O encontro entre leões e bracarenses iniciou da forma esperada, com o Sporting a ter mais iniciativa de jogo e o Braga a ter mais cuidados defensivos e a jogar na expetativa, com muito mérito no processo defensivo, capaz de travar as constantes iniciativas do ataque leonino, nomeadamente nas bolas paradas, onde o Sporting CP é das equipas mais poderosas do mundo.

Após estes minutos iniciais de maior caudal ofensivo da equipa visitante, a equipa de Paulo Tavares soltou-se e começou a criar mais perigo junto da baliza de Guitta. Curiosamente, nesta parte mais equilibrada do encontro surgiu o golo do Sporting, da autoria de Taynan, mantendo-se como o único tento desta metade inaugural.

Quando surgiu o intervalo, o resultado ajustava-se ao desenrolar do jogo, que contou com um maior volume de jogo dos comandados de Nuno Dias, perante uma boa réplica do SC Braga, um pouco antes do tento verde e branco e mesmo após a reação arsenalista a réplica dada continuou a ser bastante positiva. Podemos mesmo dizer que taticamente o jogo estava a ser muito bom e interessante, apesar de só haver um golo.

A metade complementar iniciou de forma semelhante aos minutos iniciais da primeira parte, maior incidência dos leões, chegando a sufocar a equipa da casa, que se ia defendendo como podia. Passados estes minutos iniciais de maior sufoco, e como aconteceu na primeira parte, o Braga conseguiu novamente libertar-se e começar a criar perigo junta da baliza sportinguista.

Perto do fim, mais precisamente à entrada dos sete minutos finais, uma jogada individual brilhante de Pany Varela, uma diagonal da esquerda para o centro seguida de uma finalização espetacular, a não dar hipóteses de defesa ao guarda-redes da equipa minhota, Leandro Costa.

Este “soco no estômago” do treinador bracarense Paulo Tavares forçou o técnico a preparar o guarda-redes avançado, tarefa que foi incumbida a Bruno Cintra, na tentativa desesperada de reabrir a discussão do resultado e dos pontos envolvidos. A 18 segundos do final, Gustavo Rodrigues marcou o tão ansiado tento do Sporting de Braga e deu uma réstia de esperança aos jogadores minhotos, mas o tempo ainda restante revelou-se demasiado escasso para chegar ao empate.

Vitória justa e indiscutível do Sporting CP perante um SC Braga muito organizado e excelente em termos de arrumação tática, muito bem trabalhada pelo seu técnico, apesar das muitas alterações nesta temporada e que, a espaços conseguiu incomodar o seu adversário.

A FIGURA

Pany Varela (Sporting CP) – Foi decisivo, ao apontar o golo da noite, numa jogada individual brilhante, apontando um golo fundamental para garantir os três pontos da sua equipa. Os guardiões, tanto Guitta como Leandro Costa também estiveram muito bem, mas o golo de Pany foi sem dúvida o momento da noite.

O FORA DE JOGO

Ausência de público – Um jogo tão bem disputado merecia ter audiência nas bancadas, mas creio que é percetível a razão pela qual não podemos ter, nesta altura, qualquer espetador a assistir ao vivo às emoções do futsal.

ANÁLISE TÁTICA SC BRAGA

Excelente exibição dos bracarenses, a anular os principais pontos fortes do seu adversário e a conseguir criar algum perigo na baliza defendida por Guitta. Teve o mérito de nunca baixar os braços e de manter a discussão do resultado aberta até ao segundo final.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Leandro Costa (7)

Vítor Hugo (7)

‘Gustavo Rodrigues (6)

Miguel Ângelo (6)

Cássio (6)

SUBS UTILIZADAS E PONTUAÇÕES

Vítor Hugo

Marco Oliveira (6)

Ricardo Lopes (6)

Fábio Neves (6)

Samuel Marques (6)

Hebbert Bolt (6)

Xandoca (6)

Tiago Correia (6)

Bruno Cintra (C) (6)

ANÁLISE TÁTICA SPORTING CP

Como era de esperar, a iniciativa de procurar o golo em ataque continuado coube ao clube orientado por Nuno Dias, não tendo conseguido aproveitar o maior ponto forte da sua equipa, as bolas paradas, muito por culpa da equipa minhota, exímia na parte defensiva desse tipo de lances.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Guitta (7)

Erick Mendonça (6)

Diego Cavinato (6)

Alex Merlim (6)

Cardinal (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Bernardo Paçô

Tomás Paçó

João Matos (C) (6)

Diogo Santos

Pany Varela (8)

Pauleta (6)

Zicky Té

Taynan da Silva (7)

Rocha (6)

Foto de Capa: Sporting CP – Modalidades

Sporting CP 2-2 FC Porto: Guerra dos Tronos sem habitantes no Castelo

A CRÓNICA: CLÁSSICO COM EMOÇÃO, INTENSIDADE E GOLOS

O primeiro clássico da temporada. Bem, é com um misto de emoções que escrevo a primeira frase deste artigo. Um jogo como este não merece acontecer com as bancadas despedidas. Restava saber se a magia no relvado vinha fazer esquecer um pouco a falta dos adeptos a puxarem pelas equipas.

Dito e feito. O Porto começou, desde cedo, a querer impor-se para repor o seu orgulho ferido, depois do deslize na última jornada. Um ego de campeão que acabou por ficar ainda mais frágil aos nove minutos. Apesar de terem protagonizado o primeiro lance digno de destaque, foi mesmo o Sporting que se adiantou no marcador aos nove minutos. Uma autêntica bomba de Nuno Santos com o pé esquerdo e de primeira fez abanar pela primeira vez as redes, aqui, esta noite, em Alvalade.

Estava a ser um jogo interessante. Não haja dúvidas. Os dragões estavam a investir num jogo mais direto e de velocidade. Mas estava a faltar uma coisa: cérebro. Já o Sporting, estava mais cauteloso, a apostar mais na posse de bola e a procurar as mudanças de velocidade para criar oportunidades.

Ao longo da primeira parte, o Porto foi crescendo e impondo cada vez mais o seu jogo. Era uma equipa mais assertiva e fluída nas jogadas. O crescendo azul e branco acabou mesmo por resultar na igualdade do marcador. Aos 25 minutos, Uribe marca, depois de um lance de insistência do lado esquerdo portista. O empate era um resultado justo: o Porto estava mais atrevido e a ter mais bola. Já o Sporting não estava a conseguir criar momentos. Estava, sim, a resistir naquela altura do jogo.

O que por pouco não conseguiu resistir foi mesmo o coração dos adeptos. Os últimos minutos da primeira parte foram impróprios para cardíacos. Aos 45′, uma infantilidade custa caro à equipa do Sporting e a equipa de Sérgio Conceição acaba mesmo por dar a volta ao marcador. Marcou Corona picando a bola para o chapéu a Adán. De destacar o papel de Luís Diaz neste lance. Um minuto depois, o Sporting vê uma luz ao fundo do túnel, antes de acabar o primeiro tempo. O árbitro marca uma penalidade de Zaidu sobre Pedro Gonçalves. Ainda assim, falso alarme. A única luz ao fundo do túnel que os de verde e branco viram foi mesmo a do caminho dos balneários. Restava ver se a tendência se invertia no segundo tempo.

O Sporting veio do balneário em crescendo. O Porto, por sua vez, recuou um pouco as suas linhas. Os azuis e brancos estavam a baixar de rendimento. Tanto é que Vietto sai do banco e consegue repor a igualdade aos 87′. Uma desconcentração dos portista acabou por comprometer os três pontos.

Na sua globalidade, a segunda parte foi francamente mais pobre e incerta por parte de ambas as equipas. Ainda assim, os minutos finais acabaram por compensar um segundo tempo mais adormecido. No geral, e analisando os 90 minutos, foi um clássico intenso, de entrega e com golos (que é o que nós todos queremos, não é verdade?). Sem dúvida, uma autêntica Guerra dos Tronos. Desta vez sem habitantes no Castelo.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Luciano Vietto – Num jogo onde não houve muitos brilhantismos individuais, decidi optar pelo jogador mais decisivo no marcador de hoje. Saiu do banco para mexer com o marcador. A esperança leonina tinha mesmo protagonista neste clássico, de seu nome Luciano Vietto. Foi o autor do golo do empate de uma equipa que já parecia algo conformada com o resultado.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Jovane – É um fora de jogo ingrato, admito, pois não jogou na sua posição e, por isso, não conseguiu dar muito à equipa. Não conseguiu acrescentar a qualidade que todos sabemos que tem. Jovane foi o calcanhar de Aquiles, quanto à falta de consistência dos leões na zona central a dada altura. Era preciso um jogador que conseguisse segurar a bola e, hoje, Jovane não foi uma dessas peças do puzzle.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Nos minutos iniciais, o Sporting optou num jogo mais frio e calculista com seu típico 3-4-3. Muita posse de bola e pouca velocidade na zona mais recuada do campo. A equipa de Rúben Amorim colocava o pé no acelerador, quando a bola chegava a Nuno Santos ou a Pedro Gonçalves, mas, antes disso, nada feito. Era essencialmente uma equipa que procurava mudanças de velocidade para criar oportunidades e a verdade é que, ao longo do minutos, a estratégia da posse esgotava-se a cada minuto.

Na segunda parte, houve muitas mudanças de peças e o conjunto leonino parecia mais uma equipa aos remendos. Rúben Amorim procurou adaptar algumas posições de forma a mexer com o jogo. O que é certo é que a fórmula para esta noite saiu mesmo do banco.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Adán (6)

Zouhair Feddal (5)

Sebastián Coates (6)

Nuno Mendes (5)

João Palhinha (6)

Matheus Nunes (6)

Nuno Santos (6)

Neto (4)

Pedro Porro (6)

Pedro Gonçalves (6)

Jovane (4)

SUBS UTILIZADOS

Vietto (8)

Plata (5)

Tiago Tomás (5)

Sporar (-)

João Mário (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O Porto apresentou-se em Alvalade num 4-3-3. Foi uma equipa que tentou controlar o meio-campo, ao mesmo tempo que apostava num jogo mais direto nos momentos iniciais do jogo. Algo no qual não estava a conseguir ser propriamente eficaz. Depois, ao longo do decorrer do duelo, conseguiu mostrar-se um conjunto mais ponderado. Ainda assim, ficava a sensação de que era uma equipa que, quando não conseguia impor velocidade, parecia estar na iminência de perder o controlo da partida. Daí algumas das alterações de Sérgio Conceição na segunda parte, com uma estratégia mais contida e na espectativa.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

Pepe (7)

Luis Diaz (8)

Matheus Uribe (7)

Marega (4)

Zaidu (7)

Corona (8)

Wilson Manafá (6)

Mbemba (5)

Otávio (5)

Sérgio Oliveira (5)

SUBS UTILIZADOS

Filipe Anderson (5)

Toni Martinez (5)

Nanu (5)

Romário Baró (5)

Taremi (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Não foi possível colocar questões ao treinador do FC Porto, Sérgio Conceição.

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao treinador do Sporting CP, Rúben Amorim.

Artigo revisto por Mariana Plácido

FC Crotone 1-1 Juventus FC: Vecchia Signora desinspirada permite primeiro ponto do Crotone na Liga

0

A CRÓNICA: CAMPEÃO ITALIANO ATRASA-SE NA LUTA PELO TÍTULO

O FC Crotone recebeu, no Stadio Ezio Scida, a equipa da Juventus FC, em jogo a contar para a quarta jornada da Liga Italiana, numa partida que opôs o último classificado com zero pontos contra o enea-campeão italiano.

Apesar de defrontar um adversário substancialmente mais forte, a verdade é que a equipa da casa entrou forte e adiantou-se logo aos 12 minutos, através de uma grande penalidade convertida por Simy. Contra a corrente do jogo, poucos minutos depois, uma excelente desmarcação do estreante Chiesa culminou numa assistência para o golo do empate de Álvaro Morata. Ainda assim, a toada manteve-se equilibrada na primeira parte, com o FC Crotone a dispor até das melhores oportunidades do primeiro tempo.

Na segunda parte, mais do mesmo. Um Crotone competente na capacidade de anular a vecchia signora e atrevido no ataque. Já a equipa visitante continuou muito lenta, tímida e pouco pressionante. As substituições operadas por Andrea Pirlo pouca influência tiveram no jogo.

Ao minuto 60, Chiesa, que até estava a ser dos melhores jogadores da equipa de Turim, acabou por ver vermelho direto, condicionando ainda mais a manobra ofensiva da equipa e criando ainda mais dificuldades para uma Juventus muito desinspirada.

Destaque para um lance aos 76 minutos. Parecia que Morata se iria tornar a figura do jogo, bisando na partida, mas o lance acabaria por ser anulado (vários…) minutos depois, mantendo assim o teimoso empate que selou o resultado final.

FC Crotone conquista o primeiro ponto na Liga e o atual campeão marca passo num resultado que se ajusta ao que se passou dentro das quatro linhas.

 

A FIGURA

Publicado por FC Crotone em Sábado, 17 de outubro de 2020

 

Júnior Messias – O brasileiro foi um verdadeiro quebra cabeças para a defesa da Juventus FC. Rápido, combativo e irreverente, o avançado ia colocando o campeão italiano em sentido todas as vezes que tocava na bola. O ataque da equipa da casa viveu muito da sua capacidade de aparecer e desequilibrar. Faltou o golo para a cereja no topo do bolo.

O FORA DE JOGO

Manolo Portanova – Com a expulsão aos 60 minutos, Chiesa assumiu a sua candidatura ao destaque negativo do jogo. No entanto, até esse momento, apresentou-se bastante bem na partida, registando inclusivamente a assistência para o golo de Morata.

Por isso, acabei por escolher o também estreante Manolo Portanova. Claro que não é fácil para um rapaz de 20 anos estrear-se pela equipa principal da Juventus num jogo com muitas baixas e contra um adversário que jogou com um sistema mais fechado, mas a verdade é que o jovem médio teve bastantes dificuldades em criar desequilíbrios ou deixar a sua marca no jogo.

Foi sempre um corpo estranho na equipa e, talvez por isso, foi o primeiro jogador a ser substituído.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC CROTONE

O último classificado da liga apostou num 3-5-2. A equipa que surpreendeu pela positiva, nomeadamente pela coesão defensiva e pela capacidade que teve em anular uma equipa muito mais forte, demonstrou que os 0 pontos conquistados até ao momento podem ser um erro das circunstâncias. Destaque para as exibições de Junior Messias, Simy, Reca e do português Pedro Pereira, que deram velocidade ao ataque e criaram dificuldades à defesa Juventina.

Além da forma segura como fixou o adversário, foi atrevido no ataque. Sem criar muitas oportunidades, podia ter levado um resultado mais simpático para o intervalo. Vamos ver se consegue replicar esta exibição nos próximos jogos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alex Cordaz (6)

Lisandro Magallan (6)

Luca Marrone (6)

Sebastiano Luperto (5)

Pedro Pereira (7)

Molina (6)

Cigarini (7)

Milos Vulic (5)

Reca (7)

Junior Messias (8)

Simy (7)

SUBS UTILIZADOS

Andrea Rispoli (5)

Luca Siligardi (5)

Vladimir Golemic (-)

Jacopo Petriccione (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Também a equipa de Andrea Pirlo apostou numa linha defensiva de três, mas mais numa espécie de 3-6-1, com Chiesa a percorrer toda a ala direita e com Danilo a figurar como um dos três centrais. Destaque para a estreia do reforço Chiesa, com impacto imediato na equipa, tanto pela assistência para o golo, como pela expulsão a meio da segunda parte.

O grande destaque vai também para a ausência de Cristiano Ronaldo (que acusou positivo para a COVID-19). Porém, não nos podemos esquecer de que a Juventus FC entrou em campo com jogadores como Dybala, Chiellini, Cuadrado, Bernardeschi e Rabiot no banco de suplentes.

Exibição muito desinspirada, tanto com 11 como com dez unidades em campo. Apesar das muitas baixas, que obviamente influenciam o rendimento da equipa, Pirlo tem muito trabalho pela frente e exige-se muito mais ao campeão das últimas nove edições da Liga italiana. A equipa ainda se apresenta muito lenta e pouco intensa, quer no ataque, quer na recuperação da bola.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Buffon (6)

Danilo (5)

Bonucci (5)

Merih Demiral (5)

Chiesa (5)

Bentancur (5)

Arthur (5)

Fabrotta (4)

Dejan Kulusevski (6)

Manolo Portanova (4)

Alvaro Morata (6)

SUBS UTILIZADOS

Juan Cuadrado (6)

Berbardeschi (4)

Adrien Rabiot (4)

Artigo revisto por Mariana Plácido

OC Barcelos 2-2 AD Valongo: Liderança continua a ser partilhada

A CRÓNICA: OC BARCELOS NÃO TRADUZIU DOMÍNIO DA PRIMEIRA PARTE

Duelo entre os dois líderes do campeonato, OC Barcelos e AD Valongo. Com três vitórias em três jogos, ambas as equipas jogavam depois do desaire de um dos candidatos ao título, o SL Benfica, que perdeu frente ao Riba D´Ave.

O Óquei de Barcelos partiu com uma postura mais dominadora. A equipa da casa teve logo uma oportunidade, no início da partida, na sequência de um penalti, que lhes permitia ficar em vantagem. Ricardo Silva foi mais forte e defendeu o penalti e ainda a recarga do antigo colega de equipa e na Seleção, Reinaldo Ventura.

O duelo entre os dois veteranos foi muito intenso, com Ricardo Silva a levar sempre a melhor. E quem não marca sofre, pois o Valongo, que apostava em contra-ataques rápidos, mas sem ter levado perigo à baliza de Conti, acabou por chegar à vantagem nos últimos minutos da primeira parte. O guardião do Barcelos esticou o stick e derrubou Nuno Araújo que seguia isolado.

O mesmo Nuno Araújo cobrou o penalti perto do poste esquerdo, sem hipóteses para o guarda redes argentino. Os anfitriões acabaram por sentir o golo sofrido e acabaram por estar longe da baliza de Ricardo Silva nos poucos minutos que faltavam até ao intervalo.

A segunda parte começou praticamente com o empate da equipa da casa, novamente de bola parada. Na sequência de um penalti, Tiago Pereira colocou outra vez as equipas igualadas no placard.

Apesar do maior ascendente da equipa da casa, o jogo estava mais equilibrado, com o Valongo a também rematar à baliza de Conti. Acabariam por ser os visitantes a voltarem a estar em vantagem com um golo obtido na sequência de uma boa jogada rápida do Valongo, que culminou na finalização de Carlos Ramos.

O Valongo acabaria por não aproveitar várias oportunidades para ter uma vantagem confortável: o livre direto devido à décima falta do OC Barcelos, a vantagem numérica em termos de jogadores devido ao cartão azul de Joca e o consequente livre direto, também falhado.

A equipa da casa acabaria também por não conseguir empatar no livre direto que dispôs devido à decima falta cometida pelos visitantes. No entanto, já a menos dois minutos do final da partida, Reinaldo Ventura empatou a partida de livre direto, a castigar o cartão azul de Carlos Ramos.

Depois do 2-2 final, continua tudo na mesma na frente, numa partida em que os da casa principalmente pela primeira metade, mereciam a vitória.

Fonte: OC Barcelos

 

A FIGURA

Ricardo Silva – O experiente guarda-redes defendeu tudo o que havia para defender na primeira metade e protagonizou um duelo interessante com Reinaldo Ventura. Foi o responsável pela equipa conseguir estar a vencer ao intervalo. No segundo tempo, menos interventivo, pelo menor domínio do OC Barcelos, mas não teve culpas nos golos sofridos e fez ainda algumas defesas importantes.

 

O FORA DE JOGO

Ataque da OC Barcelos – O domínio foi tão grande na primeira metade que parece impossível não terem sequer marcado um golo até ao intervalo. Ricardo Silva esteve muito bem, mas a equipa da casa tinha dificuldades em encontrar espaço no meio da defesa compacta do Valongo, com Reinaldo Ventura a ser praticamente o único a rematar à baliza.

 

ANÁLISE TÁTICA – OC BARCELOS

A equipa da casa entrou com uma postura dominadora, com mais posse de bola e com pressão alta sobre o Valongo. Para desequilibrar no 1×1, a formação contava com Reinaldo Ventura e com a aposta nos remates de longa distância.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Conti (7)

Reinaldo Ventura (8)

Miguel Vieira (6)

Zé Pedro (6)

Joca (6)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Ferreira (6)

Tomás Pereira (7)

Gutiérrez (6)

Giménez (7)

Rafael Lourenço (6)

ANÁLISE TÁTICA – AD Valongo

A equipa de Edo Bosch apostou numa defesa compacta, deixando o domínio do jogo para o OC Barcelos, especialmente na primeira parte. A formação apostou mais no ataque rápido, com o internacional moçambicano Nuno Araújo a pautar o jogo.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (8)

Nuno Araújo (7)

Rafael Bessa (6)

Diogo Abreu (6)

Carlos Ramos (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Bernardo Mendes (6)

 Nuno Santos (6)

Diogo Barata (6)

Diogo Fernandes (6)

Ruben Pereira (6)

Manchester City FC 1-0 Arsenal FC: Equipa de Guardiola vence Gunners em jogo dividido

A CRÓNICA: O RESCALDO DE UM JOGO QUE PODIA TER DURADO SÓ 45 MINUTOS

Sempre que duas equipas dos big six do campeonato inglês se defrontam, o público prepara-se para assistir a grandes jogos. E quem assistiu à primeira parte do duelo entre o Manchester City FC e o Arsenal FC seguramente não ficou desiludido. Duas equipas a jogar bom futebol, com ataques rápidos e a criar situações de finalização. Mesmo a nível estético, os jogadores foram presenteando o público televisivo com momentos de excelência.

A turma orientada por Pep Guardiola entrou mais forte na partida, criando perigo logo no primeiro minuto do encontro, através de um remate de Mahrez. Aos 23 minutos, acaba por chegar ao golo. Uma jogada que se iniciou na defesa, com a bola a chegar rapidamente ao ataque, acabando por ir parar aos pés de Phil Foden, que, dentro da área, efetuou um remate potente. Leno ainda se opôs com uma boa defesa, mas, na recarga, acabou por surgir Sterling, que fez o golo.

A partir deste momento, surgiu a reação do Arsenal FC. Os gunners criaram logo uma situação muito perigosa para a baliza de Ederson, por intermédio de um remate de Pépé. Nesta fase do encontro, Bukayo Saka destacou-se (ainda mais) dos restantes, criando situações de golo flagrantes. Em dois momentos, Ederson evitou brilhantemente o golo da equipa londrina, defendendo os remates de Bukayo Saka e de Aubameyang.

Chegando ao intervalo, ficava a sensação de que se estava a assistir a um excelente jogo, com as duas equipas a praticar bom futebol. A segunda parte tinha tudo para ser emocionante.

No entanto, tal não se verificou. Seguramente, o caro leitor já foi presenteado com decepção destas. Para quem estava a assistir, a segunda parte mais não foi do que uma desilusão. Todos os motivos de interesse foram gastos na primeira metade do encontro, ao passo que a segunda serviu mais para passar o tempo. Quase nulas as oportunidades de golo.

O Arsenal FC beneficiou de um par de livres diretos, um de David Luiz e outro de Pépé, mas que pouco perigo criaram. O Manchester City FC aproveitou para controlar o jogo. Os comentadores mencionavam um “jogo sem balizas” e, de facto, foi justamente a isso que se assistiu.

Tratou-se, portanto, de um excelente jogo, caso este rescaldo fosse referente apenas à primeira parte. No final, a vitória sorriu à equipa do Manchester City FC, que ocupa o décimo lugar da tabela classificativa. Já o Arsenal FC desceu para a sexta posição.

 

A FIGURA

Bukayo Saka – Pode causar estranheza eleger como a figura do encontro um atleta da equipa derrotada. Mas sem dúvida de que Bukayo Saka faz parte do leque de pessoas que mais mereciam a vitória. Que excelente exibição do jovem inglês de 19 anos. Muito veloz e excelente condução de bola. Deu imenso trabalho aos defesas do Manchester City FC.

O FORA DE JOGO

Nicolas Pépé – Jogo bastante apagado do avançado do Arsenal FC. Teve uma grande oportunidade para finalizar, logo após o golo do Manchester City FC, mas, fora esse momento, passou bastante discreto durante o jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

É bastante complicado definir o sistema tático utilizado pelo Manchester City neste encontro. Foram apresentandas várias modificações. Em muitos momentos, jogou-se num 3-3-4, com João Cancelo a juntar-se no meio-campo a Bernardo Silva e Rodri, deixando Rúben Dias, Walker e Nathan Ake a controlar a defesa.

Atacou, frequentemente, com uma linha de quatro, composta por Phil Foden, Sterling, Mahrez e Agüero. No entanto, durante o o jogo, foi alterando várias vezes para esquemas de 4-4-2 ou de 3-4-3. Este Manchester City apresentou diversas faces ao longo da partida. 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (7)

João Cancelo (4)

Rúben Dias (4)

Nathan Ake (5)

Kyle Walker (5)

Rodri (6)

Phil Foden (7)

Bernardo Silva (6)

Raheem Sterling (7)

Riyad Mahrez (6)

Kun Agüero (5)

 

SUBS UTILIZADOS

İlkay Gündoğan (5)

Fernandinho (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

A equipa do arsenal apresentou-se num sistema tático de 3-4-3. Ceballos e Xhaka seguraram o meio-campo da equipa londrina, deixando os corredores laterais para Saka e Bellerín. A frente de ataque ficou entregue a Willian, Aubameyang e Pépé. Na segunda parte, aquando da saída de Willian, Lacazette ocupou o centro do ataque.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Bernd Leno (4)

David Luiz (4)

Gabriel (5)

Kieran Tierney (5)

Hector Bellerín (5)

Granit Xhaka (5)

Dani Ceballos (6)

Bukayo Saka (8)

Willian (5)

Nicolas Pépé (3)

Pierre-Emerick Aubameyang (5)

SUBS UTILIZADOS

Alexandre Lacazette (5)

Eddie Nketiah (5)

Thomas Partey (5)

Artigo revisto por Mariana Plácido

Antevisão GP Aragão: A força de campeão

0

A ANTEVISÃO: SOL = YAMAHA

Ninguém está imune a este vírus que assola o planeta. No ‘plantel’ do MotoGP, apenas Jorge Martin tinha falhado uma corrida por causa da COVID-19. Agora, foi a vez de Valentino Rossi. A lenda italiana não está presente em Aragão para o Grande Prémio deste fim de semana e parece que a próxima semana também está fora da equação.

As regras do MotoGP estipulam que os pilotos considerados inaptos devem ser substituídos no prazo de 10 dias. Isto significa que, por enquanto, a Yamaha não precisa de colocar um substituto para este fim de semana. No entanto, a história será diferente no próximo.

A Yamaha também ainda não decidiu quem irá substituir Rossi. Nos seus livros, está o piloto de testes Jorge Lorenzo, que, este ano, iria marcar uma presença como wild-card, mas, devido às restrições consequentes da pandemia, viu negada essa oportunidade. O antigo campeão mundial esteve em Portimão a testar pela Yamaha, curiosamente com uma máquina de 2019. Isto não abona a seu favor, mas, na minha visão, é a única opção do fabricante japonês.

A corrida em Aragão será a primeira desde o Rio 1999, onde nenhum campeão atual ou antigo campeão da categoria rainha estará na grelha.
Quanto ao Grande Prémio de Aragão, o Sol brilhou… e quem mais gosta de Sol são as Yamaha. Na frente, nunca esteve outra marca sem ser a do diapasão. Mas a maior história, até agora, é a de Fabio Quartararo. O piloto que lidera o mundial teve uma queda feia na terceira sessão de treinos livres, o que o obrigou a sair de maca e a ir para o centro médico.


No fim, Quartararo acabou por ser o mais rápido em pista, conquistando a pole position para a corrida de amanhã. Após a qualificação, Quartararo revelou a sua condição à entrada para a sessão. «Eu não conseguia mexer a perna. Conseguia andar, mas doía-me bastante. Quando cheguei ao centro médico, já não me doía tanto. Já sabia que não tinha nada partido», afirmou o piloto, após a qualificação, ao motogp.com.

Atrás dele ficou Maverick Vinales. O espanhol, este fim de semana, está ‘sozinho’ na Monster Yamaha. Mesmo assim, não se deu por batido e esteve bem na qualificação. Melhor do que o piloto da Yamaha esteve o britânico Cal Crutchlow. Sendo o mais rápido no setor 4 da pista de Aragão, o piloto da Honda LCR mostrou a potência do V4 japonês (no setor 4 existe uma reta) e, com isso, garantiu a primeira fila da grelha de partida para amanhã, com a terceira posição.

Nas contas do mundial, Andrea Dovizioso segue na terceira posição, com 18 pontos de diferença. Em Aragão, parece que o ‘caldo entornou’. Ambos na Q1, Danilo Petrucci e Dovizioso tiveram de lutar pela passagem à Q2. Em todas as tentativas, Petrucci utilizou o cone de ar do colega de equipa e, no final, por apenas décimas, Petrucci passou, tal como Jack Miller. Dovizioso, que na luta pelo campeonato tinha previsto ficar filas mais à frente em Aragão, acabou em 13º.


Na KTM Tech3, Miguel Oliveira debateu-se com problemas de tração. Não se conseguiu qualificar diretamente para a Q2 e, na Q1, não conseguiu fazer melhor do que o 18º lugar. O português parte, assim, da penúltima fila da grelha. Esperemos que chegue rapidamente aos pontos na corrida.


Foto De Capa: Petronas SRT

Casa Pia AC 2-1 FC Porto B: Gansos suam para vencer os “bês” dos dragões

A CRÓNICA: CASAPIANOS METEM A SEGUNDA CONSECUTIVA

A equipa ‘B’ dos dragões seguiu o exemplo do plantel principal e viajou até Lisboa, este sábado. Com embates que suscitam diferentes interesses, o FC Porto B veio até ao Estádio Pina Manique para defrontar o Casa Pia AC, num jogo a contar para a 6.ª jornada da Segunda Liga. Lisboetas e portuenses venceram os jogos relativos à jornada anterior e nenhum deles queria sair derrotado da partida de hoje.

Ambas as formações entraram muito bem no jogo e deram um ar de sua graça. Aos quatro minutos de jogo, Malik fez um remate que ia surpreendendo o guardião portista. Logo de seguida, uma boa jogada de Francisco Conceição a mostrar, desde cedo, que veio à capital para fazer estragos.

Aos 14 minutos, os irmãos Conceição, Francisco e Rodrigo, ensaiaram uma bonita jogada de futebol. Primeiro, Francisco deixou o brasileiro Poloni pregado à relva com uma finta e passou à bola ao irmão, Rodrigo, que fez um bom cruzamento ao segundo poste. Infelizmente, não apareceu um colega para finalizar. O FC Porto B, mais perigoso ao longo da 1.ª parte, não chega ao golo por muito pouco à passagem do minuto 26. Primeiro, o defesa casapiano, Arghus, aliviou o remate de Goméz mesmo em cima da linha de golo. Depois, foi a vez de Zach tirar o pão da boca a Francisco Conceição e manter o nulo no Pina Manique.

O Casa Pia AC voltou a levar algum perigo à baliza do FC Porto B, aos 36 minutos, quando Malik, depois de ter driblado Pedro Justiniano, rematou à baliza de Ricardo Silva. O guarda redes defendeu, mas voltou a transparecer alguma insegurança.

Os casapianos entraram com tudo aquilo que lhes faltou ao longo da 1.ª parte: raça. Corria o minuto 49, quando Marvin Martins recebe um belíssimo passe do capitão, Romeu Ribeiro, e bate, com muita categoria, Ricardo Silva. Estava feito o 1-0 para os gansos. A entrada foi tão fulminante que bastaram oito minutos para voltar a fazer mexer o marcador. Malik beneficia duma perda de bola do central portista João Marcelo e marca.

O FC Porto B, que parecia já não ter grandes argumentos para voltar à partida, reduz a desvantagem ao minuto 67, muito por mérito de Rodrigo Conceição, que faz um cruzamento tão bom que quase oferece o golo já feito a Boateng. Este finaliza, cabeceando para o segundo poste da baliza casapiana sem grande oposição. 2-1.

Van Der Laan, o guardião que entrou para substituir Ricardo na baliza do Casa Pia AC, ia oferecendo o empate ao FC Porto B mesmo em cima do minuto 90. Num pontapé de baliza batido de forma muito pobre, entregou a bola a Gonçalo Borges. Foi a tempo de se redimir ao fazer uma boa defesa ao erro que ele mesmo cometeu. Nem um minuto depois, Nem  Zach salva o Casa Pia AC, novamente em cima da linha, de um golo praticamente certo.

Num final escaldante, em que o FC Porto B quase conseguia voltar à Invicta com, pelo menos, um ponto, o Casa Pia AC acaba por sair um justo e suado vencedor de uma partida difícil.

 

A FIGURA

Marvin marcou o primeiro golo aos 49′. E é homem do jogo.
Parabéns!

#casapiaac
#raçagansos
#ligapro
#ligaportugal

Publicado por Casa Pia Atlético Clube em Sábado, 17 de outubro de 2020

 

Marvin Martins – A atacar, a defender, a cruzar e a lutar. O internacional luxemburguês foi completamente incansável e indispensável para o sucesso dos gansos esta tarde. A ala direita do Casa Pia esteve sempre muito bem guardada e foi praticamente inviolável, perante um FC Porto B que gosta muito de atacar pelas alas. O golo inaugural, uma execução com muita categoria, foi a cereja no topo do bolo duma exibição de luxo de Marvin Martins.

O FORA DE JOGO

Defesa do FC Porto B – A boa primeira parte dos azuis-e-brancos protagonizada pelos irmãos Conceição foi escondendo aquilo que, desde cedo, se percebeu ser um problema. A última linha do FC Porto estava insegura e parecia ser uma questão de tempo até esta fragilidade dar de si. A desconcentração e displicência dos defesas do FC Porto B está inegavelmente ligada à história da partida de hoje.

 

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

À imagem daquilo que se tem passado até agora, o mister Filipe Martins desenhou um 4-4-2 para a receção à equipa B do FC Porto. Ciente da seriedade do desafio, o treinador português pediu aos seus jogadores que praticassem um futebol cauteloso, não correndo grandes riscos e com competência defensiva para não permitir ao fulminante ataque dos dragões que violassem a baliza do Casa Pia.

Ofensivamente, os casapianos foram uma equipa que criou poucas ocasiões, mas todas elas com algum perigo. Serviram-se da qualidade técnica dos avançados e da velocidade das alas para tentar causar desconforto à defesa portista.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Batista (6)

Marvin Martins (8)

Zach Muscat (7)

Arghus (7)

Derick Poloni (5)

Vitó (6)

Romeu Ribeiro (6)

Zolotic (6)

Christian (6)

Platiny (7)

Malik (7)

SUBS UTILIZADOS

Vítor Gonçalves (6)

Djoussé (6)

Van der Laan (5)

Alex (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B

O treinador da equipa B dos dragões, Rui Barros, desenhou um 4-4-2 com uma filosofia muito ofensiva para vir jogar ao histórico Estádio Pina Manique. Muito focado no ataque pelas alas, os azuis-e-brancos deram, sempre que possível, prioridade ao ataque pela direita, servindo-se da mortífera combinação feita por Rodrigo Conceição, hoje a jogar a lateral-direito, e o seu irmão, Francisco, a jogar a extremo-direito, mas sempre com muita vontade de trazer a bola para o interior. Defensivamente, foi uma equipa que ocasionalmente apresentou algumas dificuldades de coordenação para parar de forma descansada as incursões ofensivas do Casa Pia.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Ricardo Silva (5)

Rodrigo Conceição (7)

João Marcelo (5)

Pedro Justiniano (5)

Hulk (5)

Francisco Conceição (7)

Rodrigo Valente (5)

Tiago Matos (6)

Johan Goméz (6)

Igor Cássio (6)

Daniel Loader (6)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Borges (6)

Boateng (6)

Ndiaye (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Casa Pia AC

BnR: Quando olhei para a ficha de jogo estranhei a ausência de Kelechi da convocatória. Consegue explicar o porquê?

Filipe Martins: Sem problemas. O Kelechi lesionou-se, não acreditamos que seja grave. Os jogadores que lá estiveram, estiveram muito bem e ainda bem que assim o foi. É evidente que, em condições normais, o Kelechi tinha sido titular. Esperamos que já esteja pronto para jogar diante do Vilafranquense.

BnR: Qual foi o segredo para uma 2.ª parte deste nível? O que mudou tanto em relação à primeira?

Filipe Martins: Eu disse aos meus jogadores que tínhamos de ser muito pressionantes. Entrámos bem na 2.ª parte. Na 1.ª parte, tivemos algumas dificuldades em conter o flanco direito do FC Porto B. A combinação do Rodrigo e do Francisco foi muito boa. Mas era essa a nossa intenção de jogo desde o início. Ser pressionante e causar desconforto ao adversário. Fizemos uma segunda parte de elevadíssimo nível e a vitória assenta-nos bem. Creio que foi merecida.

FC Porto B

BnR: O FC Porto B esteve bem na primeira parte. O que acha que mudou na segunda parte e não permitiu à sua equipa sair do Pina Manique com pontos?

Rui Barros: O Casa Pia AC soube aproveitar as bolas longas e servir-se das costas da nossa defesa. Para haver golos tem de haver erros. Nós errámos e saímos daqui tristes, zangados.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Antevisão Rio Ave FC x SL Benfica: 5 dados estatísticos a ter em conta

0

Domingo é dia de jogo em Vila do Conde, com o Rio Ave FC a receber o SL Benfica em jogo a contar para a quarta jornada da Primeira Liga portuguesa.

Os vilacondenses estão, atualmente, na 13ª posição e os encarnados são líderes isolados, com mais dois pontos do que o atual segundo classificado, o CD Santa Clara.

OS ENCARNADOS QUEREM APROVEITAR O CLÁSSICO PARA REFORÇAREM A LIDERANÇA. SERÁ QUE GANHAM? APOSTA JÁ NA BET.PT!

O pontapé de saída será dado pelas 20h, no Estádio dos Arcos, naquele que será mais um jogo do campeonato despido de adeptos nas bancadas.

Everton FC 2-2 Liverpool FC: Jogo de loucos acaba com divisão de pontos

A CRÓNICA: Por um centímetro se ganha, por um centímetro se empata

O derby de Merseyside esperava-se, este ano, mais equilibrado do que nunca. De um lado, apresentava-se um Liverpool FC que, embora tenha cometido um deslize no último embate frente ao Aston Villa F.C., na derrota por 7-2, se mostrava forte, como nos foi habituando nas últimas épocas. A grande diferença estava na equipa caseira, que se tem revelado muito competente na corrente temporada, com quatro vitórias em quatro partidas e o consequente primeiro lugar isolado.

Os onzes iniciais foram pouco ou nada surpreendes, num jogo que tinha tudo para ser de alto nível. E isso confirmou-se cedo, quando, logo aos três minutos, Sadio Mané colocou a bola no fundo das redes e fez mexer o placard no Goodison Park. Os Toffees não iriam ser um osso fácil de roer. Aos 19 minutos, empataram a partida através de uma bola parada, momento em que também se têm mostrado muito fortes. Michael Keane saltou mais alto do que Fabinho e, com a ajuda de Adrian, restabeleceu a igualdade. A partir daí, o jogo, que estava a ser equilibrado, mudou um pouco de figura. O Liverpool FC começou a assumir as despesas da partida e superiorizou-se ligeiramente, tendo oportunidades para voltar à liderança da partida. Mas isto não aconteceu, e, ao intervalo, o resultado era de 1-1.

Na segunda parte, as duas equipas regressaram muito motivadas e com vontade de praticar bom futebol. O Liverpool F.C. permaneceu com um ligeiro ascendente, mas não foi isso que impediu a turma de Ancelotti de fazer aproximações perigosas à baliza defendida pelo espanhol, que, aos 59 minutos, passou por um calafrio, quando Richarlison enviou a bola ao poste direito, depois de um belo cruzamento de James Rodriguez, o jogador mais da equipa do Everton F.C..

No entanto, aos 72 minutos, os Reds conseguiram fazer jus à bela exibição que estavam a realizar e, depois de um corte deficiente de Yerri Mina, Mohamed Salah conseguiu fazer o seu sexto golo esta temporada, colocando a sua equipa de novo na dianteira do marcador. Mas, mais uma vez, o Everton FC justificou o porquê de todos os elogios que tem recebido a posição que ocupa na tabela. Já depois das entradas de Gylfi Sigurdsson e de Alex Iwobi, foi do lado esquerdo que surgiu o cruzamento de Digne, que encontrou a melhor direção para a cabeça de Calvert-Lewin. O jogador fez balançar as redes e restabeleceu a igualdade na partida.

A partir daí, quase que só deu Liverpool FC, e a equipa caseira não se livraria de passar por momentos de cortar a respiração, especialmente depois de Richarlison ver o cartão vermelho direto aos 90 minutos, numa entrada feia sobre Thiago. A jogar com dez, os Toffees viriam mesmo a sofrer um golo aos 92 minutos do encontro, trazendo de volta os fantasmas da partida da época passada, quando os Reds fizeram o 1-0, aos 96 minutos, através de Divock Origi, e conseguiram arrecadar os três pontos. No entanto, desta vez, contaram com a ajuda do vídeo-árbitro, que marcou um fora de jogo polémico. Na minha opinião, foi mal assinalado e só veio segurar o empate, num jogo de loucos onde a vitória do Liverpool F.C. não seria descabida face àquilo que a equipa produziu.

Ainda assim, o resultado final foi mesmo o 2-2, fixado aos 81 minutos, e as equipas estão agora nos dois lugares cimeiros da tabela, separadas por três pontos, e prometem que este será um campeonato muito mais renhido e bem disputado do que o que vimos a época passada.

  

A FIGURA


Thiago Alcantara – Apesar de não ter conseguido a vitória, esta foi uma exibição muito bem conseguida pela equipa do Liverpool FC, muito por causa do trabalho do médio espanhol contratado esta temporada. Thiago, que chegou a Inglaterra há poucas semanas, já se assumiu como o farol dos Reds. Por ele passa toda a fase de construção e criação da equipa de Jurgen Klopp. Muito assertivo nos passes, tanto curtos como longos, sabemos que é um jogador que engana muito os adversários com o movimento corporal que realiza. Hoje, isto voltou a acontecer. Foi um autêntico maestro e, ainda que sem golos ou assistências, foi ele o homem do jogo.

O FORA DE JOGO


Vídeo-árbitro – Sabemos que é uma nova tecnologia que apareceu para repor a verdade desportiva que para muitos andava desaparecida, mas, hoje, o vídeo-árbitro não pareceu estar à altura do jogo que se realizou. Numa partida tão bem disputada, na qual todos os seus intervenientes estiveram a um grande nível, falhou a tecnologia nos últimos minutos de jogo, quando assinalou o fora-de-jogo a Sadio Mané, que pareceu estar em posição regular. Uma falha que custou os três pontos à equipa forasteira e que, certamente, será muito discutida em Inglaterra durante a próxima semana.

  

ANÁLISE TÁTICA – EVERTON F.C.

 A equipa de Carlo Anceotti apresentou-se no seu já conhecido 4-3-3, que tem tido um enorme sucesso neste arranque da temporada. Apresentou dois defesas-centrais muito fortes fisicamente e dois laterais muito capazes no momento ofensivo, conseguindo também eles entrar no processo mais dianteiro da equipa, criando desequilíbrios e, sobretudo, situações de cruzamento. À frente da defesa, aparecem três médios que ocupam o corredor central, sendo Allan, conhecido como o ”bombeiro de serviço”, o mais recuado, e Doucouré e André Gomes os mais criativos, que ligam o jogo com o setor mais ofensivo. Na última linha, aparecem as três ameaças dos Toffees: James Rodriguez pela direita, sempre com tendência para fazer movimentos interiores e diagonais; Calvert-Lewin, o ponta-de-lança puro; e Richarlison, mais vertical do que James e sempre na procura de roturas e de colocar velocidade na partida. Com a lesão de Coleman e a entrada de Godfrey, a equipa perdeu alguma projeção ofensiva do lado direito, uma vez que este é um defesa-central de raiz e não tem as habilidades técnicas do capitão, que saiu aos 30′, devido a uma lesão.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Pickford (8)

Coleman (6)

Yerry Mina (5)

Michael Keane (7)

Digne (7)

Doucoure (6)

Allan (7)

André Gomes (6)

James Rodriguez (8)

Calvert-Lewin (7)

Richarlison (6)

 SUBS UTILIZADOS

 Godfrey (6)

Sigurdsson (6)

Iwobi (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

 Jurgen Klopp dispôs a equipa como estamos habituados a ver. O 4-3-3 tantas vezes utilizado na época passada, com a entrada de Thiago para o lugar de Wijnaldum. Van Dijk saiu cedo na partida, devido a uma lesão, e para o seu lugar entrou Joe Gomez. As linhas foram ocupadas por Alexander-Arnold e Robertson, que, como sabemos, dão uma enorme projeção ofensiva à equipa e fazem com que Salah e Mané venham muitas vezes procurar movimentos interiores, juntando-se a Firmino, o falso-nove da equipa. No meio campo, Fabinho como elemento mais recuado, Thiago como o motor da equipa e Henderson como o médio de progressão que aparece mais adiantado no terreno.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Adrian (5)

Alexander-Arnold (6)

Matip (6)

Van Dijk (-)

Robertson (6)

Henderson (7)

Fabinho (7)

Thiago Alcantara (8)

Salah (7)

Firmino (6)

Mané (7)

 SUBS UTILIZADOS

 Joe Gomez (6)

Diogo Jota (5)

Wijnaldum (-)

Artigo revisto por Mariana Plácido

Celtic FC 0-2 Rangers FC: Equipa de Gerrard domina e consolida liderança

0

A CRÓNICA: UM OLD FIRM DIFERENTE…E COM UM RANGERS FC SUPERIOR

Num sempre entusiasmante Old Firm, cuja rivalidade transcende o futebol, o Rangers FC foi muito mais equipa e acabou mesmo por triunfar por duas bolas a zero no Celtic Park, com um bis inesperado do central Connor Goldson. Um Old Firm diferente, face à ausência de público nas bancadas, naquela que é uma das maiores rivalidades do mundo.

Os primeiros 15 minutos foram de sentido único. O Rangers FC entrou melhor. Mais compacto a defender e mais dinâmico a atacar. Chegou ao golo ainda antes do minuto 10’: na sequência de um livre direto cobrado por Tavernier, Goldson cabeceou para o fundo das redes. Ryan Kent ainda ameaçou o segundo e seguiu-se uma resposta da equipa da casa (por intermédio de Elyounoussi e Olivier Ntcham), mas sem grande perigo. A partir daí, o ritmo baixou e o conjunto de Gerrard conseguiu controlar a curta vantagem até ao intervalo.

No segundo tempo, esperava-se que a formação da casa fosse capaz de contrariar o rumo dos acontecimentos, mas tal não se sucedeu. Nos primeiros minutos do segundo tempo, numa grande jogada coletiva do Rangers pelo flanco direito, Goldson apareceu no coração da área e, ao segundo remate, atirou para o bis no encontro. Seguiram-se várias substituições de Neil Lennon (só Griffiths assustou!), mas a tendência do jogo em nada se alterou, ao ponto de Kent e Tavernier terem estado muito perto de alcançar o terceiro para os gers.

Com este resultado, uma das invencibilidades das equipas de Glasgow acabou mesmo por ser quebrada e, assim, a formação de Gerrard continua líder com quatro pontos de vantagem (ainda que com mais um jogo disputado). Estará o Rangers a trilhar um caminho para impedir o decacampeonato do rival?

A FIGURA

📸 Connor Goldson with the header. pic.twitter.com/oybYeKlyom

— Rangers Football Club (@RangersFC) October 17, 2020

Connor Goldson – O primeiro bis ao serviço do Rangers! E logo contra o grande rival do clube. No lance do primeiro golo, através de um livre, o central soube como desmarcar-se dos oponentes para desviar a bola e bater Vasilis Barkas. Já no segundo, um grande lance coletivo pelo franco direito foi suficiente para que o defesa inglês, no coração da área, ampliasse a vantagem…de forma justa!

O FORA DE JOGO

🏆Mohamed Elyounoussi: Premiership Player of the Month for October!👏

— Celtic Football Club (@CelticFC) November 20, 2019

Mohamed Elyounoussi – Todos os pontos fortes do avançado móvel do Celtic foram bem anulados pelo setor defensivo visitante e isso foi bem percetível na falta de presença na área e na consequente falta de correspondência aos cruzamentos provenientes das alas. Na única ocasião em que o internacional norueguês conseguiu sobressair num erro defensivo contrário…optou por executar um “chapéu” muito pouco ortodoxo. Seria o 1-1 no encontro! Não foi de admirar a sua substituição logo após o lance do 0-2!

ANÁLISE TÁTICA – CELTIC FC

Face a algumas ausências, Neil Lennon viu-se obrigado a fazer algumas mudanças no seu habitual 3-5-2, inclusive no eixo da defesa, onde optou por estrear o jovem Stephen Welsh no lugar de Abd Elhamed, que foi diagnosticado com COVID-19. Na frente de ataque, Patryk Klimala foi o escolhido para render o ponta de lança matador Odsonne Édouard.

O Celtic até vinha de quatro jogos sem sofrer golos, mas foi cometendo algumas falhas defensivas e não evitou os dois golos do rival (que poderiam ter sido mais…). Mesmo com uma construção a três bem organizada, do outro lado estava um adversário mais compacto, que, aos poucos, foi estancando as investidas da equipa da casa, principalmente nos corredores laterais. Raras vezes os celts conseguiram ter a habitual forte presença na área e, por isso, o perigo junto da baliza de Allan McGregor foi praticamente nenhum – apenas o recém-entrado Griffiths assustou no segundo tempo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vasilios Barkas (5)

Stephen Welsh (6)

Kristoffer Ajer (7)

Shane Duffy (5)

Diego Laxalt (5)

Jeremie Frimpong (6)

Scott Brown (6)

Olivier Ntcham (5)

Callum McGregor (6)

Patryk Klimala (5)

Moha Elyounoussi (4)

SUBS UTILIZADOS

Albian Ajeti (6)

Tom Rogic (5)

Leigh Griffiths (6)

David Turnbull (-)

Greg Taylor (-)

ANÁLISE TÁTICA – RANGERS FC

Steven Gerrard decidiu apostar praticamente no mesmo “onze” que eliminou o Galatasaray SK na Liga Europa, trocando apenas Ianis Hagi por Brandon Barker na ala direita do ataque no seu 4-3-3, com um forte envolvimento do extremo (a par de Kent) a puxar o jogo para dentro. Aliás, isso foi visível em todos os momentos de pressão ofensiva, de contra-ataque e até mesmo nas saídas organizadas a partir de trás.

Os light blues não perderam a identidade no regresso dos balneários e a postura em campo fala por si. Mesmo a ganhar, não baixou, pressionou, atacou e…brilhou. O envolvimento coletivo foi uma das grandes armas da formação visitante, que só não fez mais golos porque Barkas (e até mesmo Ajer) assim o impediram. Grande exibição do Rangers no reduto do rival!

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Allan McGregor (7)

Borna Barisic (7)

Connor Goldson (9)

Filip Helander (7)

James Tavernier (8)

Glen Kamara (7)

Scott Arfield (7)

Steven Davis (6)

Brandon Barker (6)

Ryan Kent (7)

Alfredo Morelos (5)

SUBS UTILIZADOS

Ryan Jack (6)

Cédric Itten (-)

Joe Aribo (-)

Artigo revisto por Mariana Plácido