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Marko Grujic: Um substituto à altura do (ex-)capitão

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Uma das maiores surpresas do final do mercado de transferências no FC Porto foi a saída de Danilo Pereira, o então capitão dos Dragões. A verdade é que, apesar de o trinco ser na mesma um jogador importante, principalmente no balneário, andava já há algum tempo a perder espaço na equipa.

Tendo em conta que o FC Porto domina quase todos os jogos que disputa, a necessidade de a equipa ter um jogador como Danilo tem diminuído. O ponto forte do internacional português é no seu jogo defensivo, mas este tem muitas dificuldades em acrescentar quando a equipa tem bola. Não consegue fazer a diferença na primeira fase de construção e chega até a comprometer nesse momento do jogo.

Na última época, foram já bastantes vezes que Sérgio Conceição apostou num meio-campo mais ofensivo, com Uribe e Sérgio Oliveira a atuarem na posição de seis. Dessa forma, faz todo o sentido que, com a saída de Danilo, o seu substituto seja um jogador mais nos moldes dos dois anteriores.

Marko Grujic é exatamente isso. Mesmo tendo jogado muitas vezes como o médio mais recuado ao longo da sua carreira, está longe de ser um trinco posicional. Atua também muito bem como oito, fazendo muito bem a função de box-to-box.

Ainda que muito diferente de Danilo Pereira, Grujic encaixa-se bem no estilo de jogo de Sérgio Conceição. É forte, alto, que o torna um perigo nas bolas paradas, e é muito competente na pressão alta. Pode ser algo errático no que diz respeito ao posicionamento defensivo, mas isso era algo que Danilo também falhava por vezes.

SL Benfica 4-0 SF Damaiense: Primeira parte eficaz para mais uma vitória encarnada

A CRÓNICA: SÓ UMA EQUIPA CONTINUA INVICTA 

Confronto entre duas equipas que na Série Sul só sabiam o que era vencer e, por isso, perspetivava-se um bom jogo. O SF Damaiense surpreendeu ao apresentar-se com uma linha de cinco defesas – talvez, na tentativa de tratava o ímpeto ofensivo do SL Benfica –, mas foi, ao minuto oito houve golo das encarnadas. Darlene mesmo quase sem ângulo conseguiu fazer o 1-0.

Quando o jogo estava a entrar numa fase bastante equilibrada, o SL Benfica – contra a corrente do jogo – acabou por marcar golo. Aos 31 minutos, Cloé Lacasse apareceu na direita cruzou e Carolina Correia marcou autogolo. Foi só preciso esperar mais sete minutos, para mais um golo das encarnadas (3-0) por Cloé Lacasse, que respondeu bem ao cruzamento de Catarina Amado.

Num jogo com mais caudal ofensivo das encarnadas, mas as jogadoras do SF Damaiense (com a estratégia montada) estavam a conseguir equilibrar de forma correta o jogo. Ainda assim, o resultado ao intervalo estava em 3-0.

A segunda parte as duas equipas entraram muito adormecidas e não houve muito para contar sem ser novo golo da Cloé Lacasse. Depois de uma bola parada, houve muita confusão na área do SF Damaiense e não houve ninguém que conseguisse afastar a bola. Como “rato de área”, como se diz na gíria, foi a canadiana a fazer o 4-0, aos 69 minutos.

O jogo caminhou lentamente para o final e o resultado não teimou em sair dos 4-0 a favor das encarnadas. O SF Damaiense mostrou qualidade defensiva frente a uma equipa claramente superior e que justificou a sua vitória na primeira parte.

O SL Benfica continua assim invicto com nove pontos e, agora, muda o seu foco para o encontro contra o FC Famalicão para a Taça de Portugal. Já o SF Damaiense mostrou, em plena Tapadinha, que existe qualidade no seu plantel e que tinha um plano bem definido para travar o poderio encarnado. É preciso não esquecer a equipa da Amadora e temos aqui candidato às quatro primeiras.

 

A FIGURA

Catarina Amado – Começou a lateral direito e ainda acabou o jogo umas posições mais à frente. No entanto, aquilo que se tem de destacar é o facto de ter feito uma partida muito consistente e também relembrar a bela assistência que faz para Cloé Lacasse marcar o terceiro da partida. Raramente, passava alguma coisa pelo seu lado e esteve bem em todos os momentos, sejam eles ofensivos ou defensivos.

O FORA DE JOGO

🔥 ÚLTIMA HORA 🔥

É com muito orgulho que informamos que a atleta Carolina Santana, é reforço do SF Damaiense para a…

Publicado por Sport Futebol Damaiense em Sexta-feira, 18 de setembro de 2020

 

Carolina Santana – Jogo muito complicado para as jogadoras da frente do SF Damaiense e a jogadora estava completamente sozinha em todas as tarefas ofensivas. As poucas incursões atacantes da equipa amadorense e as poucas oportunidades criadas foram fundamental para não vermos esta jovem jogadora a mostrar o potencial que realmente tem. Porém, a qualidade existe e mostrará, certamente, nos jogos que ainda há neste campeonato.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

As encarnadas estavam numa constante troca entre um 4-4-2 e um 4-3-3 com Nycole e Darlene a jogarem mais à frente – por vezes, com Cloé Lacasse a ocupar o lado esquerdo do ataque. Christy Ucheibe, a novidade da partida, a ser a média mais recuada e a dar mais consistência defensiva do que Pauleta, que foi opção no jogo transato. Dar conta ainda da entrada de Jassie Vasconcelos para a saída da Ana Seiça, que ficou de fora por lesão.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dani Neuhaus (5)

Catarina Amado (8)

Sílvia Rebelo (5)

Carole Costa (6)

Jassie Vasconcelos (6)

Christy Ucheibe (8)

Ana Vitória (6)

Andreia Faria (5)

Cloé Lacasse (7)

Darlene (5)

Nycole (6)

SUBS UTILIZADOS

Joline (5)

Beatriz Cameirão (5)

Matilde Fidalgo (5)

Carlota Cristo (-)

Beatriz Nogueira (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SF DAMAIENSE

A equipa da Amadora apresentou-se num 5-4-1 numa clara intenção de conseguir travar o poderio ofensivo das encarnadas e manter uma coesão defensiva para conseguir que não fosse possível tantas bolas em profundidade. Apesar de ter corrido bem, as bolas em profundidade e nas costas da defensiva amadorense eram frequentes. Durante o decorrer do jogo, houve trocas de lados entre Lara Pintassilgo e Mafalda Barbóz e ainda na frente houve a troca entre Carolina Santana e a própria Lara.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adriana Rocha (7)

Nicole Araújo (5)

Filipa Assucena (6)

Carolina Correia (6)

Inês Matos (5)

Madalena Ferreira (5)

Patrícia Barreiros (5)

Daniela Santos (5)

Mafalda Barbóz (5)

Lara Pintassilgo (4)

Carolina Santana (4)

SUBS UTILIZADOS

Mariana Jaleca (6)

Madalina Tatar (5)

Matilde (-)

Carolina Peixoto (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

BnR: Foi uma surpresa encontrar um SF Damaiense com cinco defesas e com uma linha muito baixa? Aproveitar para questionar sobre o que achou da consistência defensiva e do controlo do meio campo com Christy Ucheibe?

Luís Andrade: Em relação à primeira pergunta, nós estudamos o nosso adversário e já estávamos preparados para ter o SF Damaiense com uma defesa a cinco. Trabalhámos durante a semana com esse objetivo e sabendo das dificuldades que as atletas nos podiam colocar. Muitas atletas do SF Damaiense saíram do SL Benfica e são muitos experientes e têm uma grande qualidade técnica, quer coletiva quer individual. Portanto, sabíamos que íamos ter algumas dificuldade. No entanto, trabalhámos com um objetivo bem definido que era chegar e conseguir os três pontos. Nesta primeira fase, não estamos preocupados com os golos, mas sim em somar vitórias. Na segunda parte, também reduzimos o nosso esforço, porque temos jogos quarta-feira com o FC Famalicão e quisemos gerir o jogo.

Em relação à Christy, é mais uma jogadora que vem acrescentar qualidade ao nosso plantel e é mais uma atleta que pode ajudar no meio campo. É uma jogadora polivalente e que pode jogar em qualquer lado. Podemos contar com ela em qualquer setor.

SF Damaiense

BnR: Apresentou-se aqui com uma formação de cinco defesas (com três centrais). Foi algo trabalhado em específico para este jogo, porque era necessário conseguir controlar o ímpeto ofensivo do SL Benfica? 

João Videira: As cinco defesas, ou as três centrais, é hábito, pois há três jornadas já jogamos assim. O que acontece é que há certo momentos do jogo ou certas adversárias que nos obrigam a fechar mais e as linhas podem jogar mais juntas, ou não. Como é óbvio, gostamos de pressionar algo, mas, por exemplo, neste jogo devido à maneira como o SL Benfica estava a jogar não estávamos a conseguir fazê-lo. É um bocado por aí, porque isto também é um jogo de estratégia, um jogo do “gato e do rato”. Ou seja, consoante o que adversário nos deixa fazer, nós aproveitamos.

A única coisa que coisa que, talvez, trabalhámos e não costumamos fazer foram as bolas paradas defensivas, porque com os clubes grandes costumamos ter mais momentos destes nos jogos. Também tivemos alguma dificuldade na definição do último passe. É um jogo de grau de dificuldade elevada e tendo em conta o jogo que foi as miúdas estão de parabéns. Temos de olhar para a frente e é jogo a jogo.

As 5 transferências que chocaram o mundo do futebol

O mercado de transferências costuma ser, por norma, uma das fases mais inquietantes para os amantes da bola. Tentamos prever trocas, estratégias, valores e adivinhar o futuro de jogadores. Contudo, acabamos por vezes surpreendidos com algumas movimentações. Neste artigo é disso que vamos falar, as cinco transferências mais estranhas de sempre.

É uma mão cheia de trocas, mas podiam ser muitas mais. Entre este século e o passado, além destas, que outras transferências te causaram alguma estranheza?

NBA Finals 2020 – Jogo 5: LA Lakers 108-111 Miami Heat

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A CRÓNICA: MIAMI HEAT VENCE E PROLONGA A SÉRIE PARA UM SEXTO JOGO.

 

No quarto jogo das NBA Finals, os LA Lakers levaram a melhor sobre os Miami Heat: 96-102. Ora, com esse resultado, os Lakers só estavam a um jogo de conquistar o seu 17.º campeonato da NBA. Antes do jogo começar, muitos adeptos já davam a série como terminada – especialmente quando os Lakers decidiram que usariam a camisola Black Mamba.

Porém, os Heat foram os vencedores do jogo 5. A partida foi excelente e contou com dois grandes intervenientes: LeBron James e Jimmy Butler. Foi um verdadeiro show dos dois jogadores – ambos lideraram os pontos, assistências e ressaltos nas suas respetivas equipas.

No primeiro período, a equipa de Jimmy Butler levou ligeiramente melhor sobre a equipa de LeBron James, ganhando por um ponto. Butler, a figura dos Heat, foi o melhor da equipa de Miami ao obter 8 pontos, 4 assistências e 2 roubos de bola nos primeiros doze minutos da partida. Anthony Davis deu um susto à sua equipa no final do primeiro período, mas voltou ao jogo, ainda que condicionado.

No segundo período, os Heat começaram a todo o gás e chegaram a estar a ganhar por 11 pontos, mas os Lakers conseguiram reduzir a diferença para apenas 4 pontos. Os Heat foram para o intervalo com vantagem – foi a segunda vez que estavam na frente do marcador. Como é habitual, Butler fez uma ótima primeira parte (22 pontos, 6 assistências e 6 ressaltos) e ainda contou com a preciosa ajuda de Duncan Robinson. No entanto, destaco o desempenho de LeBron James. King James conseguiu 21 pontos (3 triplos e 81 fg%), 3 assistências, 4 ressaltos e 1 roubo de jogo. Que jogador! (56-60)

No regresso ao jogo, as equipas lançaram muito mal. Apenas os Heat no terceiro período tiveram um FG% positivo – ainda que nos 50%. O terceiro período foi muito mau para a equipa de Los Angeles, onde apenas concretizaram 7 dos 20 lançamentos, mas Miami esteve muito bem defensivamente. Butler quase conseguiu o triplo-duplo antes de terminar o período: 27 pontos, 9 ressaltos e 10 assistências. Está a ter a sua melhor série de jogos na carreira.

No quarto, derradeiro e último período, os Heat entraram com uma vantagem de seis pontos (e chegaram a ter uma de onze pontos), mas os Lakers conseguiram igualar. Foi uma partida muito equilibrada nos últimos minutos.

O jogo ficou decidido num lance que vai assombrar Danny Green e Markieff Morris: os Heat estavam com uma vantagem de dois pontos nos últimos segundos. James tinha bola e furou quase até ao cesto, onde estavam três jogadores do Heat a defendê-lo. LeBron fez a decisão sensata, que foi passar a bola para o jogador que estava livre, mas Danny Green falhou o lançamento wide open.

Morris ainda conseguiu o ressalto, mas não conseguiu o cesto. É um lance que certamente ficará na história. No final, os Heat venceram pela segunda vez na série e será jogado um sexto jogo. (108-111)

 

A FIGURA

Jimmy Butler – Jimmy “Buckets” Butler! Mais um grande jogo da maior estrela dos Heat – e é a primeira vez em nove épocas que joga a NBA Finals! Jogou 47m12s – quase a totalidade de um jogo (48m) – e conseguiu numeros estrondosos: 35 pontos, 12 ressaltos, 11 assistências, 5 roubos de bola e 1 bloqueio de bola. Seja lá qual for o desfecho da época, Butler foi um dos melhores da época e merece, sem dúvida, um maior reconhecimento.

 

O FORA DE JOGO

Danny Green e Markieff Morris – Ambos não fizeram o seu melhor jogo e a jogada quase no final da partida não foi, de todo, positiva. Morris apenas conseguiu um ressalto em vinte e dois minutos. Green teve um registo melhor, mas foi ele que ficou pior na fotografia do lance – e o seu desempenho anterior pelos Lakers não tem sido o melhor. Espera-se mais do antigo campeão pelos SA Spurs e os Toronto Raptors.

 

ANÁLISE TÁTICA – LA LAKERS

A tática dos Lakers ficou condicionada a partir do momento em que o Anthony Davis se aleijou no final do primeiro período. Foi um jogo que dependeu muito de LeBron James, Anthony Davis e Kentavious Caldwell-Pope – o último foi uma surpresa. A equipa apostou fortemente nos triplos, mas tiveram uma percentagem pequena de acerto: 36,8%.

5 INICIAL – LA LAKERS

LeBron James (10)

Anthony Davis (8)

Kentavious Caldwell-Pope (7)

Dwight Howard (6)

Danny Green (3)

SUBS UTILIZADOS

Kyle Kuzma (3)

Ranjo Rondo (6)

Alex Caruso (6)

Markieff Morris (3)

 

ANÁLISE TÁTICA – MIAMI HEAT

Parece que Erik Spoelstra já se esqueceu do primeiro jogo. Apostou fortemente em Butler (só não jogou 48 segundos) e jogaram apenas 7 jogadores – há uma ótima rotina e química entre a equipa. O regresso de Adebayo foi importante na melhoria significativa da defesa de Miami.

5 INICIAL – MIAMI HEAT

Jimmy Butler (10)

Jae Crowder (6)

Bam Adebayo (7)

Duncan Robinson (8)

Tyler Herro (6)

SUBS UTILIZADOS

Kendrick Nunn (8)

Andre Iguodala (5)

Antevisão GP Eifel: O frio não chateia um finlandês

A ANTEVISÃO: O HULK É INCRÍVEL, MAS CALMA…

O icónico circuito de Nurburgring está de regresso ao calendário da Fórmula 1. Este foi um dos circuitos não planeados no início do ano, mas que, devido à pandemia, deu o ar da sua graça. Em condições normais, por esta altura já se teria colocado um ponto final na “época europeia” da Fórmula 1, e as equipas estariam a passear pela Ásia, isto porque, correr na Europa a partir de Setembro, é arriscar enfrentar algo curioso que temos por cá chamado “Outono”. Assim foi, e decidiu-se para este fim-de-semana a presença do Grande Prémio do Eifel (nome originado pelas famosas montanhas ao redor da Nordschleife), o que significa duas coisas importantes, muito frio, e um clima muito imprevisível.

O lado do frio não incomoda todos, comprovado por alguns mecânicos a passear de calções e manga curta, e acima de tudo por Valtteri Bottas (Mercedes), que consegue a sua terceira pole position da temporada, numa espectacular sessão de qualificação, onde vimos uma batalha sem quartel entre os três líderes do campeonato, com menos de três décimos de diferença entre eles e com Lewis Hamilton (Mercedes) em segundo e Max Verstappen (Red Bull) terceiro.

Ao lado do homem da Red Bull na grelha de partida veremos um inesperado Charles Leclerc (Ferrari), que mostrou uma aparente melhoria graças às actualizações trazidas pela Ferrari para o SF1000, agora é esperar para ver se não será engolido pelo pelotão como na Toscânia. A fechar o top 5 estará Alexander Albon (Red Bull) que apesar de se qualificar a perto de cinco décimos do colega de equipa, melhorou imenso em termos qualificativos.

Os Renault de Daniel Ricciardo e Esteban Ocon continuam a mostrar a evolução da equipa francesa ao longo da época, qualificando em sexto e sétimo respectivamente, com os seus clientes da Mclaren, com Lando Norris em oitavo e Carlos Sainz em décimo, separados por Sergio Perez (Racing Point) em nono.

Do top 10 para cima é a amálgama de motores Ferrari mais Williams do costume, com umas surpresas. Sebastian Vettel (Ferrari) não conseguiu espremer uma performance equivalente ao colega de equipa e começa em décimo, e Pierre Gasly (Alpha Tauri) não chegou à Q3 como nos tem habituado durante esta temporada, começando em 12.º. Mas a maior surpresa, é uma total ausência de Lance Stroll (Racing Point).

O canadiano sentiu-se indisposto minutos antes da única sessão de treinos livres do fim-de-semana (já lá vamos) e foi substituído no último momento por Nico Hulkenberg, que sem o mínimo de preparação ou minutos no carro, se tentou qualificar, e sem surpresa, irá começar em último. O alemão é um excelente piloto, mas não faz milagres, tendo de conduzir um carro que ainda não tinha rodado, no momento para o qual os pilotos costumam preparar-se todo o fim-de-semana. Talvez amanhã, na corrida, que se espera imprevisível, consiga levar o carro a bom porto.

Olhando mais especificamente para o que poderá ser a corrida, é quase impossível fazer uma previsão. Como referi, apenas houve uma sessão de treinos livres, hoje de manhã, porque ontem, as condições de chuva e nevoeiro impediram que as equipas pudessem ir para pista. Os carros podiam ser conduzidos, no entanto, o helicóptero médico não conseguiria descolar, e por uma questão de segurança, as duas sessões de treinos livres foram canceladas.

As consequências principais estão obviamente relacionadas com a preparação para uma corrida já de si imprevisível em termos climatéricos. As equipas apenas tiveram uma sessão para afinar os carros tanto para qualificação como para corrida, para estudar o comportamento dos pneus que poderá ser crítico para uma boa corrida amanhã. Por exemplo, com os oito graus celsius de temperatura esperados para amanhã, a eventualidade de um safety car, pode reduzir imenso a temperatura dos pneus, e destruir a corrida a alguns pilotos. Caso chova, não será um problema tão grande, porque os pneus de chuva conseguem lidar muito melhor com temperaturas mais baixas.

Apesar de todo o trabalho de simulador que se faz nos dias de hoje antes de conduzir o carro, esta é uma pista desconhecida para alguns dos pilotos, sendo que Fórmula 1 já não visita Nurburgring desde 2013, o que pode significar alguns erros, como vimos em Mugello, onde as armadilhas de gravilha não perdoaram, tal como o podem fazer amanhã.

Todas estas variáveis podem tornar a corrida de amanhã, das mais imprevisíveis da temporada, o que será sempre bem-vindo. Quanto aos pilotos, é aguentar o frio, que daqui por duas semanas Portimão é mais hospitaleiro.

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

Sporting CP | Rúben Amorim: um discurso de loser

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É verdade que os pupilos de Rúben Amorim conseguiram uma importante vitória em Portimão. Todavia, a sua performance esteve muito longe do nível que se pretende para um clube grande. Com efeito, a inércia em controlar o jogo, após 20 minutos iniciais de grande domínio, poderiam ter custado caro perante um outro adversário que não um frágil Portimonense SC, despromovido na época passada. 

De facto, estas vitórias vão acontecendo porque o nível médio das equipas do campeonato português é muito fraco – e é preciso que se diga isto -, pois há muitos intelectuais do futebol que, não fazendo ideia do futebol que é praticado nas grandes ligas europeias, julgam que a nossa liga é muito competitiva.

Isto deveria ser motivo de preocupação para Rúben Amorim enquanto treinador que orienta todos os dias o treino dos jogadores e define a estratégia a ser empregue em campo. No entanto, as últimas declarações públicas de Rúben Amorim têm sido surreais.

Dizia ele, em antevisão ao último jogo dos leões, que os adeptos desistiram do Sporting CP, como se a culpa pelo descalabro que foi a prestação da equipa frente aos austríacos fosse dos adeptos. Um processo defensivo lastimoso, uma saída de bola deplorável e um ataque que está muito dependente de rasgos individuais como aconteceu em Portimão não serão culpa do treinador?

Com efeito, se alguém desistiu da equipa, como ele diz, não foram os seus adeptos, mas sim o próprio treinador.

Ganhar a uma equipa que, em condições normais, estaria na segunda divisão é mais do que obrigatório e nunca motivo de regozijo. Mais, em virtude da sua dimensão e história, o Sporting CP tem sempre obrigação de lutar pelo campeonato, ainda para mais numa época em que tem um plantel melhor que o da época passada e que jogará de “domingo a domingo”.

Pior do que esse regozijo inglório é o discurso relapso do treinador que parece procurar mentalizar os sportinguistas de que o objectivo é o terceiro lugar e de que o Sporting CP não tem as mesmas “armas” do que SL Benfica e FC Porto (só pode estar a referir-se às “armas” fora das quatro linhas).

Na antevisão do jogo diante do Portimonense FC, Rúben Amorim discursou e os adeptos manifestaram o seu descontentamento

Que conversa é esta? Admite-se que um treinador, sendo adepto de um clube rival, fale do Sporting CP a um nível baixíssimo e, por consequência, nos remeta para o lugar classificativo que esse clube rival sempre achou que devíamos estar? E que mensagem é passada à equipa e , sobretudo, aos mais jovens? 

Esta conversa só vem exacerbar o loserismo de muitos, que é crónico para alguns, que defendem as escolhas da actual direcção. Noutros clubes, até mais pequenos, isto nunca aconteceria. 

O problema, diz Rúben Amorim, foi ter passado muitos anos no outro clube da 2.ª circular e que há coisas que nos distanciam dos outros rivais.  

Há, sim. Desde logo, contratar um treinador-estagiário por dez milhões, que, entretanto, já se tornaram em 15, a um clube que utiliza o Sporting CP para se meter em bicos de pés.  

Se o treinador entende que a sua equipa é assim tão inferior, porque é que não se demite? O que é que veio fazer para Alvalade? Um treinador que quisesse realmente ganhar não viria a público dizer estas incúrias e até se recusaria a trabalhar com a entourage que governa a estrutura do futebol leonino. 

No fundo, Rúben Amorim está a viver um dream job: é o segundo treinador com melhor salário e vai serenamente fazendo o seu estágio de treinador, sem grande pressão dos adeptos para ganhar e sem qualquer exigência por parte de uma Direção que apostou nele todas as fichas e que nunca se poderá atrever a despedi-lo.  

Artigo revisto por Mariana Plácido

SL Benfica | 5 nomes que deviam ter saído neste mercado

Após o término de grande parte dos mercados de transferências, analisamos os cinco principais nomes do plantel do SL Benfica que deveriam ter abandonado o clube – por já não contarem, por precisarem de rodar ou por não terem o espaço que desejariam ter –, neste mercado de verão/outono de 2020.

Portugal 4-1 Noruega (Sub-21): Vitória importante em show de Pedro Neto

A CRÓNICA: NINGUÉM DISSE QUE SERIA TAREFA FÁCIL

O Estádio António Coimbra da Mota serviu de casa para os Sub-21 de Portugal para nova partida de qualificação do Europeu. O rumo era claro: continuar a vencer para conseguir alcançar os holandeses no 1.º lugar do Grupo 7.

A seleção portuguesa sabia que tinha de começar bem frente a uma seleção que ainda tinha pretensões a alcançar o segundo lugar, e foi isso que fez. Aos seis minutos, e no primeiro remate à baliza, Gedson assistiu Pedro Neto e, num movimento da direita para o meio, rematou para o 1-0. Um golaço que dava vantagem a Portugal.

Foi em contra-ataque que apareceu o segundo da partida. Era a noite de Pedro Neto brilhar, e o jogador faturou novamente. Depois do passe de Vitinha, o número 20 português desmontou a equipa norueguesa toda e só teve de rematar cruzado para o 2-0. Tudo feito de forma simples e eficaz.

Parecia estar tudo controlado, até Diogo Leite cometer um erro defensivo. A tentar sair a jogar, o central falhou o passe e estendeu a passadeira a Jorgen Larsen. O número 10 norueguês agradeceu a passagem “via verde” e desviou-se tanto de Leite como de Diogo Costa, reduzindo a desvantagem (2-1). Foi com este resultado que se chegou ao intervalo.

Na segunda parte, os noruegueses, conscientes de que poderiam fazer um bom resultado, trocaram de papel com os portugueses. Portugal baixou as suas linhas e cometeu muito erros a meio campo, sofrendo, como consequência, “n” contra-ataques. O problema é que o esforço da equipa norueguesa foi em vão, pois bastou um gingar de Vitinha para abrir uma fissura na defesa e marcar o 3-1.

Houve tempo ainda, aos 88 minutos, de um bom entendimento entre Joelson, Daniel Bragança e Dany Mota. O lado esquerdo foi, mais uma vez, o pote de ouro para Portugal e foi de lá que surgiu mais um golo na partida (4-1). Aqui, viu-se a diferença do posicionamento entre Rafael Leão e Dany Mota.

Daí até final, mais nada houve para contar num embate entre seleções de extremos opostos da Europa. Foi um resultado justo, mas Portugal adormeceu no jogo e só acordou quando Vitinha voltou a marcar. Com este resultado, os jovens portugueses continuam a perseguição aos Países Baixos, que têm mais um jogo até agora. Os noruegueses sabem que, com esta derrota, ficam praticamente de fora de um possível apuramento para o Europeu 2021.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Pedro Neto – Entrou a todo o gás na partida e, em menos de 20 minutos, fez os primeiros dois golos da partida. Estava muito solto, e a ajuda do meio campo, principalmente a de Gedson Fernandes, facilitou o trabalho do extremo. Para além disso, foi ele que deu a assistência para Vitinha conseguir também marcar o terceiro golo. Foi uma noite muito interessante do jogador do Wolverhampton Wanderers FC.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Rafael Leão – Esteve totalmente sozinho na frente e, por isso, foi complicado conseguir destacar-se durante toda a partida. Durante a maioria do tempo, o selecionador, Rui Jorge, esteve sempre a corrigir o seu posicionamento em campo. Parecia que não havia grande motivação para estar em campo e, claro, acabou por ser substituído. Esperemos que melhore para o próximo jogo de qualificação.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Em relação ao último jogo de qualificação, Rui Jorge trocou três unidades e meteu no onze inicial Diogo Queirós, Diogo Dalot e Rafael Leão. Tivemos a seleção das Quinas a apresentar-se com num 4-4-3, com Florentino a ser o médio mais recuado e Rafael Leão a ser o jogador mais avançado no terreno, que seria apoiado por Jota e Pedro Neto. No momento ofensivo, era notória a procura dos laterais subidos no terreno para que estes combinassem com os respetivos extremos.

O grande problema a nível tático prendia-se com o facto de que quando Vitinha e Gedson subiam, criavam um autêntico buraco no meio campo, deixando descompensado Florentino, que ficava sozinho. Os jogadores da frente demoravam muito tempo no momento do remate e, para além disso, a decisão no último terço de praticamente toda a equipa era lacuna.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (5)

Nuno Mendes (7)

Diogo Leite (5)

Diogo Queirós (5)

Diogo Dalot (6)

Florentino (6)

Gedson Fernandes (6)

Vítor Ferreira (6)

Pedro Neto (8)

Jota (5)

Rafael Leão (4)

SUBS UTILIZADOS

Dany Mota (6)

Fábio Vieira (5)

Joelson Fernandes (5)

Pedro Pereira (-)

Daniel Bragança (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – NORUEGA

Os noruegueses a apresentarem-se num 4-4-2, com Larsen e Thorstvedt a serem os dois jogadores mais avançados em campo e que pressionavam, relativamente alto, os dois centrais portugueses. Defensivamente, a formação norueguesa encaixava na perfeição com a formação portuguesa – numa marcação quase homem a homem.

A pressão sob os centrais deu resultados, visto que conseguiam muitas vezes obrigar os portugueses a cometer erros. A sociedade Mickelson e Evjen – no lado direito – estava a dar muitos frutos, e foi exatamente por este lado que os noruegueses criaram bastante perigo ao longo de todo o jogo. A instabilidade defensiva foi o grande problema, e raramente os centrais da Noruega conseguiam safar a situação.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Julian Faye Lund (-)

Fredrik Andre Bjorkan (5)

Odin Bjortuft (5)

Tobias Borkeeiet (5)

Nicholas Mickelson (6)

Kristoffer Askildsen (5)

Johan Hove (6)

Emil Bohinen (6)

Hakon Evjen (5)

Jorgen Larsen (7)

Kristian Thorstvedt (6)

SUBS UTILIZADOS

Kristoffer Klaesson – GR (6)

Marcus Holmgren Pedersen (5)

Joshua Kitolano (-)

Jesper Daland (-)

Noah Jean Holm (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Portugal

BnR: Durante o jogo, houve momentos em que Portugal acabava por perder a bola a meio campo, e Gedson e Vitinha, muito subidos, deixavam um buraco nesse espaço e Florentino descompensado. Salientou esse aspeto aos jogadores durante o intervalo?

Rui Jorge: «Não acho que foi facilitar. A Noruega jogou com um 4-4-2 e nós com um 4-3-3. Sabíamos que ia haver alguma superioridade no meio campo para os noruegueses. Sabíamos da qualidade que a Noruega tinha e era difícil ter essa supremacia no meio campo. Ao jogarmos a partir de trás com o vento que estava, ocorrem riscos maiores. Nós sabíamos que tudo isto podia acontecer e que o adversário podia ter a bola mais bola.

Por isso, nunca fomos capaz de ter a bola através da posse. Contudo, estivemos bem na ocupação de espaços. A segunda parte modificou tudo e o vento foi um fator muito importante a ter em conta neste jogo. Houve também um lance no qual a Noruega podia ter empatado o jogo, mas acho que fomos mais fortes e mais seguros na segunda parte».

Florentino: Declarações mais importantes

«Soubemos defender quando tínhamos bola. A equipa fez um jogo compacto e estamos de parabéns».

«É um passo importante para o nosso objetivo final e agora estamos focados no jogo contral Gibraltar. A equipa está contente pela vitória e foi um bom incentivo para continuar a nossa caminhada».

Artigo revisto

Os candidatos ao lugar de lateral esquerdo deixado por Alex Telles

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Os últimos dias do mercado de transferências foi de loucos para o FC Porto, com entradas e saídas surpreendentes até aos últimos minutos. Uma das saídas mais faladas, e que acabou por ser esperada, foi a de Alex Telles, o lateral esquerdo goleador que foi um dos principais responsáveis pela conquista do título no último ano.

Para além de imprescindível para o treinador Sérgio Conceição, Alex Telles foi o jogador que mais golos marcou e, em alguns jogos, acabou mesmo por ser decisivo. A saída do defesa preocupa os adeptos, uma vez que será difícil alguém conseguir encaixar tão bem no lugar do brasileiro de modo a colmatar a ausência dele.

Antes mesmo da saída, o FC Porto já tinha contratado o lateral esquerdo Zaidu, que, aliás, já foi utilizado nas duas primeiras jornadas, nos minutos finais. O lateral foi uma das primeiras contratações e chega com algumas rotinas, depois de ter representado o CD Santa Clara.

Ainda não teve oportunidade para provar as suas valências, mas, possivelmente, será ele o jogador escolhido para o colmatar a saída de Alex Telles, no clássico diante do Sporting CP, no próximo jogo a contar para o campeonato.

No último ano, Alex Telles era o único jogador que ocupava o lado esquerdo da defesa e esse sempre foi um lugar difícil para conseguir encontrar reforços.
Zaidu, depois de uma boa época no Santa Clara, é o principal candidato
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No último ano, Alex Telles era o único jogador que ocupava o lado esquerdo da defesa e esse sempre foi um lugar difícil para conseguir encontrar reforços. Agora com a saída do internacional brasileiro, Conceição tem obrigatoriamente de alterar o onze e de depositar a responsabilidade num outro jogador. Tal como escrevi anteriormente, à partida, será Zaidu a primeira hipótese.

No entanto, há outro jogador que pode ser capaz de ocupar a posição e que chegou mesmo no fecho do mercado: Malang Sarr. O atleta francês de 21 chegou por empréstimo do Chelsea FC e, apesar de ser central de raíz, também pode ser adaptado a lateral esquerdo.

Esta valência do jogador pode ter sido preponderante para a escolha feita na hora de adquirir o atleta. Para além de combater a ausência de opções para o centro da defesa, também pode ser opção no lado esquerdo.

São estes os dois nomes que estão em cima da mesa para colmatar a ausência de Alex Telles. No entanto, a falta de entrosamento na equipa pode ser complicada nos primeiros tempos, principalmente para fazer esquecer a ausência do brasileiro que se tornou o defesa mais goleador da história do clube.

Artigo revisto por Mariana Plácido

As 4 «superestrelas» da NBA que precisam de ser trocadas

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Nikola Vučević (Orlando Magic) – Não há nenhuma razão lógica que explique o porquê de Nikola Vučević continuar a ser um membro dos Orlando Magic. Apesar de não ser o jogador que mais se destaca na NBA, Nikola teve médias de 28 pontos por jogo e 11 ressaltos com 40% de média em nove lançamentos de triplo tentados na série de cinco jogos contra os Milwaukee Bucks. Vučević está a sair do auge e faria sentido, tanto para a organização como para o jogador, separarem-se.

Os Magic deveriam tentar trocar por jogadores que ainda não atingiram o seu auge e que possam contribuir para o sucesso a longo prazo da organização. Uma troca interessante para a equipa de Orlando seria trocar o poste por Jarett Allen, Spencer Dinwiddie e Taurean Price dos Brooklyn Nets. Uma troca por Andrew Wiggins seria também intrigante para a equipa de Orlando. Wiggins é jovem o suficiente para encaixar nos planos dos Magic e Vucevic encaixaria perfeitamente no sistema de Steve Kerr e dos Warriors.