Em mais uma semana de competições europeias, vários clubes lutam para marcar presença nas mais prestigiadas provas realizadas pela UEFA. O Sporting CP não foge à regra e esta quinta feira recebe os austríacos do Lask Linz, em Alvalade, para o jogo que vai ditar quem entra na fase de grupos da Europa League.
No último jogo das eliminatórias, o clube leonino bateu o Aberdeen 1-0, enquanto que o Lask Linz goleou o Dunajská Streda por 7-0. O Sporting CP defrontou recentemente os austríacos, que encontrou na fase de grupos da época passada, e que, curiosamente, acabaram no primeiro lugar do grupo. Não se avizinha tarefa fácil para os rapazes de verde e branco.
Segundo a história, as equipas já se defrontaram por quatro vezes, duas vitórias para os leões, um empate e uma derrota (na época passada). O último jogo foi um autêntico pesadelo para a equipa leonina, comandada por Jorge Silas, acabando por perder por 3-0.
Será um jogo decisivo para ambas as equipas e poderá ter uma influência extremamente positiva, no caso de vitória, para o resto da temporada. Pelo passado e peso que representa vestir a camisola do Sporting CP, os rapazes verde e branco têm obrigação de eliminar a equipa adversária.
Depois de uma tarefa complicada na Turquia, o Rio Ave FC não viu o seu caminho mais facilitado no play-off de acesso à fase de grupos da Liga Europa.
Se o esforço de igualar a partida na Turquia, decidi-la nas grandes penalidades e trazer a classificação na bagagem já pode ser considerado máximo, o que dizer do próximo obstáculo? Tem 120 anos, veste de vermelho e preto, tem 18 ligas italianas e sete Ligas dos Campeões; o AC Milan.
Nicolás Otamendi vem suprir a ausência adamastoresca de Rúben Dias do centro defensivo do SL Benfica em boa hora, já que a experiência acumulada nas principais ligas europeias acompanharão Jan Verthongen numa dupla com demasiado nível para as lides domésticas. E até de Liga Europa, caso queiram os encarnados apostar na competição de forma séria, compensando a fracassada Liga dos Campeões e incutindo no plantel missão interessante.
Não fica orfã de qualidade a linha defensiva, não perdem os benfiquistas com a troca, mas talvez fique o Manchester City FC a ganhar, naturalmente.
Nicólas chega à Luz em circunstâncias dificeís. Depois da perda de espaço na titularidade em Manchester, existem as naturais desconfianças clubísticas na chegada a Lisboa, ele que foi elemento preponderante no fortíssimo FC Porto do princípio da década, equipa histórica de conquistas europeias e campeonatos invictos.
Foi ele um dos líderes daquela geração, ao lado de Helton, Moutinho, Hulk ou Falcão: as suas qualidades motivaram transferência para o Valencia CF, em 2014, onde continuou a sua ascensão como um dos melhores centrais do futebol europeu.
A sua história inicia, porém, em Liniers, subúrbio de Buenos Aires, onde se encontra o Estádio José Amaltifani, casa do Vélez Sarsfield. Entra para as escolas do clube argentino aos sete anos, em 1995, subindo ao plantel principal em 2008, depois de se cimentar na equipa secundária dos Fortineros.
Foi nesse momento, aliás, que decidiu definitivamente o rumo da sua vida, depois de a dividir equitativamente entre dois amores – o futebol e o boxe –, mas quando Hugo Tocalli o faz estrear a 10 de Maio de 2008, numa vitória caseira frente ao Rosario Central, não havia volta a dar na intenção de ser futebolista a tempo inteiro.
Conquistar a hinchada do Veléz foi feito rápido, à base de muita luta e suor, qualidades que sempre evidenciou vida fora, como nos tempos em que demorava hora e meia, ou três comboios, para chegar às instalações do clube da sua juventude.
Assumiu a titularidade do Veléz aos 20 anos, ajudando à conquista do Clausura 2009 Fonte: Veléz Sarsfield
Porém, não seria nesse ano a consolidação total na primeira equipa. Não faria mais minutos nos A’s em 2008, pois havia a dupla Walter Ponce (42 internacionalizações pelo Chile) e Sebástian Dominguez (lançado por Maradona), peças fulcrais no clube e integrantes assíduos nas respectivas selecções à época, e ainda os backups Tobio, que fez carreira entre Boca e Palmeiras, e Torsiglieiri, o esquerdino que mais tarde chegaria à Europa pela porta de Alvalade.
Teve de esperar mais um ano, até chegar Ricardo Gareca ao banco do Vélez e revolucionar a equipa, abrindo espaço ao jovem central e entregando-lhe responsabilidade aquando duma lesão de Ponce numa ida à selecção – Tobio também estava ocupado com compromissos internacionais, nos sub-20, e Torsiglieri tinha sido rebaixado às reservas.
O caminho abriu-se para a titularidade do jovem Otamendi, que se estreou na segunda jornada do Apertura e nunca mais perdeu o lugar. A forma meteórica como se impôs chamou a atenção de Maradona, que o convocou para a seleção argentina dois meses depois, estávamos em Maio de 2009.
Já titular e com estatuto no Vélez, fez viagem com a Albiceleste rumo à África do Sul para disputar o Mundial de 2010. Diego confiou nele, apreciava sobremaneira as suas características e apenas não o utilizou na primeira jornada da fase de grupos, colocando-o ora no eixo defensivo ora na lateral direita, opção que se viria a mostrar imprudente quando a Alemanha de Joachim Low despachou a Albiceleste por esclarecidos 4-0.
Otamendi mostrou-se ainda demasiado tenro para um jogo daquela envergadura, abrindo-se discussão acesa na comunicação social argentina sobre a opção do seleccionador, relegando o jogador para a fogueira mediática.
Não se amedrontou Ota. Veio a público e reforçou a sua disponibilidade para representar o país, fosse em que posição fosse; postura de campeão que não passou despercebida na Europa. Do Porto veio interesse, rapidamente ficou consumada a transferência, significando aposta de quatro milhões de euros por metade do seu passe. Chegada ao Velho Continente pelo caminho mais acertado, pela porta portuguesa e pela visibilidade que apenas os sucessos regulares lhe podiam proporcionar.
Villas Boas baseou nele e em Helton a organização da linha defensiva, encaixando ou Rolando ou Maicon a seu lado, resultando em campeonato invicto e conquista arrebatadora da Liga Europa.
Foi fácil a sua adaptação à Europa: impôs-se como voz de comando e um dos líderes da equipa, conjugou qualidade diferenciada de tackle e velocidade de antecipação como características principais, o que lhe valeu a confiança de todos os treinadores na Invicta e motivos para justificar, a cada ano que passava, transferência para uma liga superior.
Vítor Pereira fez dele e de Mangala uma das melhores duplas da Europa e os dois seguiram caminho, em cronologias desacertadas, para Valência e Manchester. A Otamendi bastou uma época em Espanha para se tornar um dos ídolos Che – foi eleito para o melhor onze da competição em 2015/2016 –, fazendo parte de um plantel que levou o clube novamente à Champions, quatro anos depois, sob comando de Nuno Espírito Santo.
Quase que antecipando os graves problemas de administração dos anos recentes, Nicólas exigiu saída no final dessa temporada, alegando motivações de glória maior na sua carreira e admitindo objectivos mais condizentes com a sua ambição. Houve finca-pé com os responsáveis do clube, mas o City chegaria em boa hora para o levar para o Etihad, a troco de 48 milhões de euros.
Parelha histórica na defesa cityzen, com 27 golos sofridos em 38 jogos e… 18 clean sheets Fonte: Manchester City FC
Em Inglaterra fez dupla de sonho com Kompany e mostrou o seu melhor futebol da carreira com Guardiola, que desenvolveu as suas capacidades técnicas a níveis nunca imaginados e que, conciliados com as qualidades físicas e mentais do defesa argentino, fizeram dele parte fundamental da equipa dos 100 pontos, em 2017-18, e campeão no inacreditável sprint a dois com o Liverpool, em 2018-19, embora já sem a preponderância de outros tempos.
Chega agora ao Benfica em fase descendente, ainda que conserve em si qualidades intactas na arte defensiva. Perdeu espaço em Inglaterra com a desenvoltura de Pep em gastar ilimitadas libras para o sector recuado, viu-se de forma gradual na companhia de John Stones, Laporte, Eric Garcia e Aké, servindo como ponte de ligação entre o seu companheiro inicial e líder incontestado, Kompany, dos restantes após a sua saída.
Foi natural a sucessão, num posto muito exigente para as equipas do treinador espanhol, numa liga em que a quantidade infidável de jogos exigem outra frescura que os mais novos apresentam e os mais velhos já vão perdendo. Nicolás, na iminência da perda do papel de destaque na equipa e no balneário, exigiu o melhor para si e mudou, como fez durante toda a carreira, para onde a sua veia de guerreiro fosse valorizada até à última gota.
A CRÓNICA: LA LAKERS ENTRAM COM O PÉ DIREITO NAS FINAIS DA NBA
No dia 30 de julho de 2020, foi realizado o primeiro jogo oficial na bolha da NBA. Hoje, 1 de outubro de 2020, foi realizado o primeiro jogo da NBA Finals – e foi um grande jogo para os LA Lakers!
Os minutos iniciais foram formidáveis para os Miami Heat: marcaram primeiro e chegaram a ganhar por 13 pontos a meio do primeiro período com uma grande prestação do Jimmy Butler, que tem sido fundamental no recente sucesso da turma de Miami.
Porém, o início do jogo foi totalmente o oposto do resto do jogo. A vantagem da equipa de Florida começou a diminuir devido às faltas sobre os jogadores dos Lakers, os triplos da equipa de Frank Vogel e a eficácia na concretização dos vários lançamentos ao longo do jogo.
A equipa de Los Angeles conseguiu recuperar os 13 pontos de desvantagem do primeiro período ainda antes de terminar os primeiros 12 minutos da partida. Anthony Davis, que jogou o seu primeiro jogo de uma NBA Finals, foi fulcral na recuperação com 11 pontos e três ressaltos no primeiro período.
No segundo período, LA Lakers tiveram uma grande percentagem de lançamentos concretizados (63,2 FG%) – é um número impressionante devido à qualidade defensiva da equipa de Miami – com uma grande desempenho de Anthony Davis (novamente), foi um enorme jogo do antigo jogador dos New Orleans Pelicans.
A equipa de Erik Spoelstra teve outra má noticia na primeira parte: a lesão de Goran Dragic (muito provavelmente irá falhar os restantes jogos da série) – um jogador com vasta experiência na NBA. A equipa de Frank Vogel liderava a partida no regresso aos balneários após o final da primeira parte: 65-48.
Na segunda parte da partida (terceiro e quarto período), apesar da quebra de ritmo (especialmente no quarto período), a equipa cuja estrelas são LeBron James e Anthony Davis nunca tiveram a liderança no placard do jogo em causa e garantiram a vitória no jogo 1 da NBA Finals.
Destaque para a saída do jogo de Bam Adebayo durante o terceiro período, devido a uma possível lesão – o Raio-X confirmou que não houve – e o quase triplo duplo de LeBron James (25 pontos, 13 ressaltos e 9 assistências). Foi um jogo excecional para os Lakers e um jogo para esquecer para os Heat, que conta a presença de vários jovens na equipa.
Anthony Davis – Apesar do desempenho de LeBron James (que está na sua 17.ª época!), AD foi crucial na reviravolta do marcador no primeiro período e ainda contou com belos números no seu primeiro de sempre em NBA Finals: 34 pontos, 9 ressaltos, 5 assistências e 3 bloqueios. Foi formidável na defesa e no ataque.
O FORA DE JOGO
Fonte: NBA
Erik Spoelstra – O treinador dos Miami regressou à final seis anos após a última vez, mas o primeiro jogo do seu regresso foi um desastre. A equipa perdeu por uma larga margem na final e, apesar dos péssimos desempenhos de Duncan Robinson, Andre Iguodala e Tyler Herro, o treinador fez um trabalho muito aquém das expetativas.
ANÁLISE TÁCTICA – LA LAKERS
A equipa de Frank Vogel foi formidável tanto na defesa como no ataque. Defenderam muito bem a linha de 3 pontos – Heat tem bons atiradores (Duncan Robinson) – e ganharam vários ressaltos defensivos. Davis, LeBron e Rondo constituíram um grande trio no ataque, uma química muito boa para três jogadores que não muitos anos de coletivo.
CINCO INICIAL – LA LAKERS
LeBron James (8)
Anthony Davies (9)
Dwight Howard (5)
Danny Green (6)
Kentavious Caldwell-Pope (6)
SUBS UTILIZADOS
Alex Caruso (6)
Markieff Morris (6)
Ranjo Rondo (7)
Quinn Cook (4)
Kyle Kuzma (5)
Jared Dudley (4)
JR Smith (4)
ANÁLISE TÁCTICA – MIAMI HEAT
A nível de táctica, os Heat foram um grande desastre. A Zone defense não foi eficaz para parar Anthony Davis e LeBron James. O Pick and Roll – um método de ataque muito usado por parte dos Heat – não resulta sem Adebayo e com a excelente defesa da equipa de LA. O treinador precisa de novas formas para tentar conquistar o campeonato da NBA.
Na terceira jornada da EHF Champions League, o FC Porto deslocou-se até à Alemanha para defrontar o SG Flensburg. De recordar que a última deslocação dos “azuis e brancos” resultou numa vitória histórica frente ao THW Kiel. Este seria certamente um dos jogos mais difíceis da equipa portuguesa nesta competição.
A equipa de Magnus Andersson entrou melhor na partida com um grande golo de Djibril Mbengue na primeira jogada. Apesar do início equilibrado de partida, aos onze minutos, altura em que Magnus Andersson pede time-out, o Flensburg tem três golos de vantagem (7-4). O FC Porto ainda conseguiu chegar ao empate a meio do primeiro tempo, mas deixou a equipa da casa voltar a fugir no marcador, chegando a ter quatro golos de desvantagem (14-10) a pouco mais de cinco minutos do fim. No entanto, até ao intervalo o FC Porto, liderado por Miguel Martins e Ivan Sliskovic, fez um parcial de 1-5 e conseguiu chegar ao intervalo empatado a quinze.
O segundo tempo começou como o primeiro, com grande equilíbrio no jogo e empates sucessivos no marcador, mas o equilíbrio apenas durou até meio da segunda parte, altura em que os ex-campeões europeus conseguiram afastar-se do FC Porto e começar a construir uma vantagem considerável.
Os “dragões” não tiveram capacidade para segurar a qualidade ofensiva do Flensburg, nem as armas para finalizar do outro lado. Não é habitual referir isto nos meus rescaldos, mas nos últimos quinze minutos da partida os árbitros da partida tomaram algumas decisões questionáveis que acabaram por “manchar” a boa exibição que vinham a fazer e a prejudicar as aspirações da equipa portuguesa.
No entanto, não é justificação para a fraca performance do FC Porto na parte final da partida. O resultado (36-29) acaba por ser “exagerado” em relação ao que se passou na partida, mas a verdade é que o FC Porto apenas esteve no jogo por 45 minutos.
REVIEW: @SGFleHa stay on maximum points after their first meeting with @FCPorto!
Kjaer Moller (n.º 64) – Oito golos e quatro assistências para o jovem lateral esquerdo dinamarquês que causou imensas dificuldades à defensiva azul e branca e foi a principal arma apontada à baliza do FC Porto.
O FORA DE JOGO
Fonte: FC Porto Sports
Magnus Andersson – O FC Porto ainda está muito longe do nível da época passada. A ausência de Rui Silva e a má forma de Quintana explicam um pouco das dificuldades recentes, mas também é verdade que o Flensburg teve imensas facilidades em termos ofensivos e o treinador alemão pouco ou nada mudou para tentar parar esse ímpeto. Quando o fez, já era tarde de mais.
ANÁLISE TÁTICA SG FLENSBURG
Uma equipa séria e experiente, com uma defesa sólida, guarda-redes de grande qualidade e com um ataque muito eficaz (77%). Todas estas características fazem desta equipa uma das melhores do momento e explicam o primeiro lugar do grupo com três vitórias em outros tantos jogos.
SETE INICIAL E PONTUAÇÕES
Benjamin Buric (7)
Lasse Svan (8)
Jensen Hald (6)
Abelvik Rod (8)
Domen Sikosek (8)
Jim Gottfridsson (6)
Magnus Joendal (8)
SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES
Hampus Wanne (8)
Marius Steinhauser (6)
Mads Mensah (5)
Magnus Holpert (6)
Torbjoern Bergerud (6)
Franz Semper (8)
Domen Sikosek (8)
Kjaer Moller (9)
ANÁLISE TÁTICA FC PORTO
Apesar da boa prestação da primeira linha nesta partida, o 7×6 não trouxe qualquer efeito prático na partida. 27 golos num jogo deste nível é um fator positivo. Preocupante são a eficácia (59%) e a incapacidade defensiva de se superar à ofensiva adversária. Victor Iturriza e Daymaro Salina cedo se viram com duas exclusões e desde esse momento o FC Porto não conseguiu praticamente criar dificuldades às iniciativas adversárias. Magnus Andersson ainda tentou colocar Sliskovic a defender no meio, mas sem efeito. Fica para explicar a não utilização de Spath dadas as circunstâncias. A verdade é que o nível desta defesa está muito longe do nível conseguido com a dupla Salina e Alexis Borges.
A CRÓNICA: ERROS DEFENSIVOS E MUITA CLASSE NO ATAQUE
Der Klassiker a meio da semana… maravilha! Estamos a falar de duas grandes equipas que vinham de derrotas na segunda jornada da Primeira Liga Alemã e que chegam aqui para tentar vencer o primeiro troféu da época.
A partida começou muito dividida, com o Borussia Dortmund ligeiramente melhor. No entanto, já sabemos que o FC Bayern é muito perigoso, principalmente em contra-ataques, e foi precisamente numa transição ofensiva rápida que apanharam os auri-negros descompensados e Tolisso, no coração da área, atirou a contar para o 0-1.
O golo fez claramente mal à equipa de Lucien Favre – algo que já não é propriamente novo – e os bávaros, com naturalidade, acabaram por aumentar a vantagem, por intermédio de Muller, a finalizar de cabeça um excelente cruzamento de Alphonso Davies. Porém, não íamos ficar sem divertimento. Aos 39 minutos, uma perda de bola em zona proibida do FC Bayern, voltou a colocar o Borussia Dortmund em jogo. Brandt, assistido por Haaland, não perdoou. Intervalo e 2-1 no marcador, numa primeira tipicamente alemã, com três golos (que podiam ter sido mais).
A segunda parte começou como a primeira, com uns auri-negros melhores em campo, só que desta vez, conseguiram mesmo marcar! Halaand isolado atirou a contar, depois de um erro de Javi Martinez. Defesas inconsistentes e os ataques, mesmo sem brilharem, aproveitavam as oportunidades concedidas. Fixava-se o 2-2 no marcador mas não podíamos desviar muito a atenção, porque logo a seguir, Haaland teve outro confronto com Neuer, só que desta vez a “muralha alemã” levou a melhor.
A partida parecia ter acalmado, encaminhando-se para as grandes penalidades, mas aos 82 minutos, através de ressalto, o FC Bayern fez o 3-2, um auto-golo do experiente polaco Piszczek. Até ao fim não houve mais reacção por parte do Borussia Dortmund e a Supertaça ficou naquele mesmo estádio onde se realizou a partida.
Nota final para Bibiana Steinhaus, a “árbitra” deste jogo. Sim, leu bem. Mais uma vez, a Federação Alemã na vanguarda do futebol mundial, com ideias que se aplaudem.
Erling Haaland – Fantástico o possante ponta-de-lança norueguês. Fez claramente a diferença pela sua qualidade técnica, percepção do jogo, velocidade e, sobretudo, liderança. Com aquele estilo meio arrogante a fazer lembrar Zlatan Ibrahimovic, ele é que mandava pressionar, coordenava a movimentação ofensiva… Fantástico. A médio prazo será um dos três melhores jogadores do mundo, não tenho quaisquer dúvidas sobre isso.
Lucien Favre – Até aos 65 minutos, a minha escolha iriam ser as defesas das equipas, e iria explicar que na verdade até queria dizer “os erros defensivos de ambas”. No entanto, depois do treinador suíço ter tirado o Haaland do campo (que só percebo se fosse por queixas físicas, mas não me parece), perdeu a partida.
Estava sempre mais próximo de ganhar, por tudo o que já expliquei n’A Figura. Assim, perdeu presença na frente de ataque e, consequentemente, a taça. Contra o FC Bayern, se não marcas, acabas por sofrer.
ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND
Lucien Favre tem o seu primeiro grande compromisso da época: a Supertaça da Alemanha. Encara-o com a mesma tática que tem encarado o campeonato, apenas com algumas mudanças – a tal “rotatividade” – em quem desempenha as funções. Será um 3-5-2 com o capitão Reus a voltar à titularidade depois de uma longa paragem por lesão, Hitz na baliza e Brandt, que esta época ainda não tinha sido titular, a ter aqui a sua oportunidade para brilhar.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Hitz (5)
Akanji (6)
Hummels (5)
Can (6)
Meunier (5)
Delaney (6)
Dahoud (6)
Brandt (6)
Passlack (5)
Reus (6)
Haaland (8)
SUBS UTILIZADOS
Reinier (5)
Schulz (5)
Belligham (5)
Piszczek (4)
Reyna (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNIQUE
Em estado de graça depois de ter vencido a “Champions”, Hansi Flick enfrentam o seu primeiro troféu da época também com mudanças naquele que será o “onze base” do FC Bayern. Javi Martinez, Lucas Hernandez, Tolisso e Coman serão alguns dos protagonistas deste 4-2-3-1, jogadores que (imagine-se!) não são titulares dos bávaros. O alemão mexe mas a qualidade é muita em todas as posições.
A Liga Espanhola está de regresso. E como já vem sendo hábito, esta uma liga que nos habituou a ter sempre jovens promessas prontas a explodir e a tornarem-se verdadeiras revelações.
Neste artigo deixo aqueles que são, para mim, os três principais candidatos a chegar a essa estatuto de deixarem de lado a jovem promessa, para chegarem a revelação.
Otávio Monteiro tem sido um dos pilares mais importantes do futebol de Sérgio Conceição desde que o técnico português chegou ao FC Porto. Sérgio sempre viu no criativo brasileiro um jogador à porto pela sua irreverência aliada a um espírito competitivo e agressividade acima da média.
Sim, estamos a falar de um desequilibrador nato, mas os seus comportamentos com e sem bola parecem muitas vezes de um pivot defensivo de 1,95 metros de altura. Estamos sim a falar de um jogador com 1,72 metros. O típico número 10 capaz de fazer magia. Isso não chega para Sérgio, e por alguma razão foi noticiado que Otávio era um dos jogadores que o treinador do FC Porto jamais queria perder. A razão do seu espirito competitivo.
Com Nuno Espírito Santo, vimos um Otávio a explodir na etapa inicial do campeonato 2016/2017, mas a jogar mais sobre as alas com constantes deambulações para o espaço interior. Já com Sérgio Conceição vemos o número 25 a jogar mais como um 10, ao ser o terceiro médio, um falso ala, ou até – e aqui vai ser o centro da questão deste artigo – como segundo médio num meio-campo a dois.
Não se trata de um goleador, mas muitas vezes tem aquele papel de criação de jogadas e de desequilíbrio contra qualquer equipa, formando até uma parceria com Tecatito Corona. É, sem dúvida, uma dupla a ter em conta e viu-se isso no Bessa.
Otávio tem estas características que ajudam muito a equipa do FC Porto, mas também tem de se dar muito mérito a Sérgio Conceição pela forma como aposta nas características do jogador brasileiro. O miolo deve ser, quiçá, o ponto de maior conforto de “Otavinho”, e ontem houve uma mudança radical na forma de jogar do FC Porto quando Luis Díaz deu lugar a Uribe e Otávio fez dupla no meio-campo com Sérgio Oliveira.
Não, não se tratava de um meio-campo a três. Era um meio-campo a dois com um jogador já com algumas características de box-to-box (Sérgio Oliveira), e outro baixinho que mostra que não é só o cabedal que impõe respeito.
Não é a primeira vez que Otávio é colocado num meio-campo a dois e julgo que não vai ser a última. É uma opção bastante interessante para o campeonato português e cumpre as exigências mínimas para um duplo pivot com um índice criativo acima da média contra grande parte das equipas portuguesas. A preocupação pode residir em jogos de maior dimensão e internacionais. O meio-campo perde choque físico, mas ganha linhas de passe e capacidade de desequilíbrio gritante. O facto de se tratar de um jogador “agressivo” acaba por convencer no futebol de Sérgio Conceição.
Para termos uma ideia do papel de Otávio ontem em espaços mais interiores, principalmente da primeira parte para a segunda parte, basta ver o golo de Tecatito Corona e o papel de Otávio na assistência ao mexicano, e na jogada que o brasileiro criou para a assistência de Tecatito a Marega no minuto 71. Não se viu mais de Otávio no miolo porque Taremi acabou por entrar para somar mais minutos de azul e branco.
O futuro do jogador no FC Porto não está fácil, visto que a renovação não é garantida e seria muito difícil para Sérgio Conceição encontrar um jogador que o satisfizesse tanto.
Para ainda ser melhor, basta a Otávio entrar mais nas contas dos marcadores de golos portistas e aparecer e mostrar maiores combinações e irreverências na zona intermediária. Com 1,72 metros é assim um jogador mais que completo.
Todos estamos a conviver com o vírus de forma diferente. Uns muito preocupados na proteção de si e dos seus, levando alguns ao limite de preferirem privar-se de visitar os seus entes queridos durante meses a fio apenas com o intuito de os proteger. Já outros consideram que isto é um exagero, uma farsa vendida pela comunicação social.
Todos terão as suas razões, umas mais plausíveis que outras, mas a verdade é que, acreditemos ou não, o vírus mudou os nossos comportamentos, a forma de convivermos em sociedade.
Consequentemente também o futebol foi afectado, tendo agora de sobreviver sem público nos estádios e a incerteza de a qualquer momento verem o próximo jogo adiado.
O Sporting CP, por não lhe ser possível isolar-se do mundo, está a sofrer as consequências destes novos tempos, e como não poderia deixar de ser, é uma das equipas mais afectadas com atletas infectados. Digo isto, porque o clube de Alvalade vive sob o jugo do cúmulo da lei de Murphy. Ou seja, Quando tem que correr algo mal, corre, e no pior momento possível.
A meu ver, nestas condições, não deveria ser permitido disputar-se o campeonato, porque neste momento estamos na incerteza de que haja um próximo jogo, se teremos jogadores para o disputar ou mesmo se conseguiremos terminar o campeonato.
E isso existe porque quem governa não tem a coragem de tomar uma atitude definitiva e então permite que se jogue para satisfazer os patrocinadores, porque a “economia” não pode parar, mas sobrecarregam o futebol de restrições para querer mostrar que estão preocupados com a saúde dos contribuintes. O problema é que é difícil agradar a Deus e o Diabo ao mesmo tempo, pelo que mais tarde ou mais cedo terão que decidir que o futebol, como outros espectáculos de entretenimento, terá o público de volta às bancadas. Porque o vírus não vai desaparecer, e a tendência não é melhorar, pelo menos nos próximos meses.
Reunião em junho de 2020 sinalizou a retoma da temporada passada e a presença exclusiva dos dirigentes dos três grandes voltou a gerar polémica Fonte: PM António Costa
O Sporting CP já teve um dos seus jogos adiado pelo facto de ter atletas infectados pelo vírus e isso continuará a acontecer. Ou melhor, só não acontecerá se não testarem os jogadores ou mentirem quanto aos resultados dos testes. Ou podem isolar os jogadores em retiros e estágios. (e mesmo assim, sempre haverá movimentação de pessoas, nem que seja a senhora da limpeza, o cozinheiro, etc…)
Para se perceber que nada disto faz sentido, vemos pessoas no banco de suplentes, bancadas com máscaras, vemos jogadores a cumprimentar-se com cotoveladas (já antes o faziam durante os jogos mas com outro intuito), mas depois vemos atletas a chocar uns contra os outros, a respeitarem ofegantes para cima do adversários, a festejarem golos todos abraçados. Podem dizer que pode ser apenas para ilustrar a responsabilidade de cada um se proteger, mas então a outra parte mostra o quê?
O Sporting Clube de Portugal chega à fase de grupos da recém-criada EHF European League depois de duas batalhas frente aos romenos do HC Dobrogea Sud Constanta na segunda ronda de qualificação. Apesar do apuramento para a fase seguinte, os leões demonstraram várias lacunas nesta eliminatória que têm de ser analisadas pelo técnico Rui Silva.
O encontro começou com a equipa da casa por cima. Com uma defesa 6×0 aguerrida e que pressionava bastante a primeira-linha romena, os leões depressa chegaram a uma vantagem de dois golos (3-1), mas permitiram a recuperação visitante poucos minutos depois.
Devido a alguma lentidão na circulação de bola e ao uso excessivo do drible em situações de jogo organizado, o Sporting tinha muitas dificuldades em ultrapassar o forte bloco central do Dobrogea, que já na primeira mão colocara problemas. Para piorar a situação, quando conseguia criar situações de finalização, permitia a intervenção do guardião visitante, Ionut Iancu.
Aos 17 minutos de jogo, o Dobrogea chegou mesmo à vantagem pela primeira vez no encontro, e os verdes-e-brancos viam a sua tarefa ainda mais complicada, mas muito por culpa própria. Com o marcador a assinalar 10-12 ao intervalo, a turma de Alvalade contabilizava quatro bolas de golos que foram falhadas aos seis metros.
No segundo tempo, Rui Silva decidiu fazer algumas mudanças, colocando Salvador Salvador e Nuno Roque em campo para os lugares de Jens Schöngarth e Carlos Ruesga, mas quem entrou melhor foi mesmo a equipa de Djordje Cirkovic.
Esta tendência manteve-se durante alguns minutos, mas “bastou” um aumento da intensidade defensiva leonina para o conjunto da casa regressar à liderança do marcador – aconteceu à passagem dos 50 minutos, já depois de Frankis Carol receber ordem de expulsão por acumulação de exclusões de dois minutos.
Até ao final do encontro, Francisco Tavares foi a principal arma do Sporting, com o ponta a ser letal tanto na marcação de livres de sete metros, como em ataques rápidos.
Vendo-se a perder, o Dobrogea abriu mais a sua defesa de forma a condicionar o ataque sportinguista, mas ao fazê-lo abriu espaços que iam sendo aproveitados. O conjunto de Rui Silva ainda viu Nuno Roque receber cartão vermelho direto, mas soube gerir o resultado. Até ao final, Matevz Skok ainda defendeu um livre de sete metros que se tornou fulcral e, com isso, os leões conseguiram garantir a vitória por 22-21 e um lugar na fase de grupos da primeira edição da EHF European League.
Francisco Tavares: O ponta-direita português foi letal da linha de sete metros e uma das chaves para esta vitória. Tapado por Djukic, Tavares aproveitou cada oportunidade, teve gelo nas veias nos momentos de maior intensidade, e garantiu este apuramento. Caso pudesse haver dois “homens-do-jogo”, o prémio seria dividido com Matevz Skok que fechou a baliza e segurou a vitória.
O FORA DE JOGO
Fonte: Sporting CP
Frankis Carol: O experiente lateral-esquerdo foi expulso por acumulação de dois minutos numa altura crucial do encontro e quando a sua equipa mais necessitava da sua experiência e talento. Apesar dos seis golos marcados, Frankis colocou em risco a continuidade do Sporting na competição quando foi expulso.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Dadas as dificuldades que enfrentou na primeira mão, o Sporting manteve o seu 6×0 defensivo tradicional, mas tornou-o mais móvel e agressivo no momento de pressionar a primeira linha romena.
Esta estratégia funcionou até certo ponto, mas o desgaste acabou por se fazer sentir e foi nessas alturas que os leões viram o Dobrogea crescer. Mais ainda, o aumento da intensidade e agressividade defensiva levou a um aumento no número de exclusões de dois minutos, o que podia ter sido determinante para o resultado do jogo e da eliminatória.
SETE INICIAL E PONTUAÇÕES
Matevz Skok (9)
Darko Djukic (6)
Jens Schöngarth (6)
Carlos Ruesga (6)
Frankis Carol (6)
Arnaud Bingo (6)
Tiago Rocha (5)
SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES
Théo Clarac (7)
Pedro Valdés (7)
Salvador Salvador (6)
Nuno Roque (7)
Francisco Tavares (8)
Manuel Gaspar (6)
ANÁLISE TÁTICA – HC DOBROGEA SUD CONSTANTA
A equipa romena foi fiel aos seus princípios e podia muito bem ter-se apurado para a fase de grupos. A defesa 6×0 condicionou e de que forma o ataque leonino, e no ataque iam conseguindo arranjar soluções, em grande parte graças à força de Vitaly Komogorov, lateral-esquerdo russo. Caso o Dobrogea tivesse aproveitado melhor os períodos de superioridade numérica, provavelmente estaríamos a falar da eliminação do Sporting.