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SL Benfica | Antevisão do futsal 2020/2021

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A Primeira Liga de futsal terá início este fim-de-semana, com o SL Benfica a receber o AD Modicus Sandim este sábado, às 19h. Os encarnados regressam assim aos jogos oficiais, depois de uma longa e forçada paragem pelos motivos que todos conhecemos.

Até ao cancelamento das competições, a época de 2019/2020 do Benfica vinha a ter mais baixos do que altos. A equipa perdera a Supertaça para o Sporting CP, e tinha acabado de ser eliminada pelos leões nos quartos-de-final da Taça de Portugal.

Também se encontrava atrás do rival no campeonato e ainda falhara o acesso à Final Four da UEFA Champions League. O único ponto alto até ao momento tinha sido a conquista da terceira Taça da Liga consecutiva, com uma vitória sobre o Sporting por 5-4.

Depois da forçada paragem da época, o Benfica começou a preparar a temporada 2020/2021, tendo feito uma pequena revolução no plantel para atacar os objectivos para a nova época, que irá decorrer num contexto novo para os jogadores.

Entre as saídas, estava já há muito tempo anunciada a do fixo André Coelho para o FC Barcelona. O internacional português realizou três épocas de grande nível ao serviço do Benfica, tornando-se num dos melhores do mundo da sua posição, e irá dar agora o salto para o melhor campeonato do mundo.

Após nove anos ao serviço do Benfica, o internacional português Bruno Coelho também saiu do Benfica para assinar o contrato da sua vida. O ala de 33 anos irá juntar-se a Ricardinho no ACCS de França e será uma ausência sentida no clube, sobretudo no balneário devido ao seu benfiquismo e capacidade de liderança.

A nível de jogadores portugueses, também saiu o ala Miguel Ângelo para o SC Braga, numa perspectiva de dar mais espaço a jogadores jovens como Afonso Jesus e Silvestre Ferreira; o jovem guarda-redes André Correia também rumou ao Eléctrico de Ponte-de-Sôr, em busca de mais minutos de competição, sendo que o Benfica poderá resgatar o jogador quando quiser.

Entre as saídas de jogadores estrangeiros, a saída mais sentida será claramente a de Fernandinho. O ala-pivot de 37 anos marcou um total de 104 golos nos dois anos ao serviço do Benfica e era uma das figuras de proa do plantel. Irá rumar ao Kairat Almaty, do Cazaquistão.

O ala brasileiro Chaguinha também saiu do Benfica, após seis anos ao serviço das águias. O brasileiro tem sido muito fustigado por lesões nos últimos anos e irá rumar ao futsal espanhol para relançar a carreira. Já o fixo Fernando Drasler foi um autêntico erro de casting e também irá regressar a Espanha.

A nível de empréstimos, o Benfica tem quatro jogadores emprestados a clubes da Liga Placard: Bruno Graça e Célio Coque ao Eléctrico FC, Rui Moreira ao AD Fundão e Tiago Fernandes ao Quinta dos Lombos.

Arthur foi um dos destaques da pré-temporada
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

Em relação a entradas, o primeiro reforço a ser oficializado foi o internacional brasileiro Arthur. O ala de 26 anos vem do FC Barcelona e é um jogador que se pode tornar numa mais-valia em vários aspectos. Trata-se de um jogador com uma grande capacidade física (1,79m e 85 Kg) e com um potente remate. Mas, tal como Robinho, também é um ala canhoto que é capaz de desequilibrar no 1 vs 1, sendo que a sua contratação também permitirá dar mais descanso a Robinho, bem como começar a preparar a sua sucessão.

No sentido contrário a Fernandinho, chega o internacional iraniano Hossein Tayebi. O ala de 32 anos tem uma UEFA Futsal Cup no currículo e é uma das principais figuras da selecção iraniana. Trata-se de um jogador criativo e com uma grande qualidade técnica capaz de jogar com os dois pés, sendo daqueles jogadores capazes de criar um golo do nada.

Para a posição de pivot, chegaria o internacional russo Ivan Chiskala. O jogador de 25 anos vem do Gazprom-Ugra, tendo no currículo dois campeonatos e uma UEFA Futsal Cup. É um goleador nato, vindo de várias épocas a marcar mais de 20 golos. Sendo um pivot, não é o clássico jogador de área, destacando-se mais pela qualidade técnica. É também um jogador bastante agressivo sem bola, podendo ser uma arma importante para defender um 5 vs 4.

A nível nacional, o destaque vai para a contratação de Nilson Miguel, fixo internacional português que dá o salto para o futsal profissional aos 28 anos, e para o regresso do jovem Silvestre Ferreira, após uma época emprestado ao Eléctrico FC. O jovem ala de 21 anos foi um dos destaques da equipa na pré-época e tem condições para vir a ser aposta regular na equipa principal.

Para além destas entradas, houve ainda alguns jovens promovidos à equipa principal. O guarda-redes de 20 anos Martim Figueira será o terceiro guarda-redes da equipa. Os jovens alas Edmilson Sá e Rúben Teixeira e o pivot Diogo Furtado também integraram a equipa principal durante a pré-época.

O grande senão no plantel resume-se à posição de fixo. Perante as saídas de André Coelho e Drasler, era de esperar que se contratasse mais um fixo de classe mundial. Nilson era a melhor opção disponível a nível nacional, mas para defrontar uma equipa como o Sporting que explora muito os pivots é preciso mais alguém com quem Nilson possa rodar para marcar os pivots adversários, sendo que tanto Fábio Cecílio como Afonso Jesus são fixos com outras características, menos fortes fisicamente e mais tecnicistas e cerebrais.

Outra questão no plantel vai para a situação de jovens como Afonso Jesus e Silvestre Ferreira. Joel Rocha nunca foi um treinador muito dado a apostar nos jovens, mas, perante o tremendo potencial de ambos e as saídas de Bruno Coelho e Miguel Ângelo, tudo indica que venham a ser aposta regular na equipa. Já quanto a Jacaré, sendo o único pivot formado localmente no plantel, deverá ser aposta regular.

De resto, acho que a equipa mexeu muito bem no mercado. Os três reforços estrangeiros irão acrescentar potência, versatilidade e capacidade goleadora à equipa. Para além disso, os três jogadores, principalmente Arthur e Chiskala, têm condições para vir a jogar uns bons anos no Benfica.

Quanto ao Sporting CP, que será novamente o adversário directo dos encarnados, este manteve a estrutura-base da equipa, mas perdeu alguma profundidade no plantel com as saídas de Déo, Alex e Léo Jaraguá, tendo preenchido as vagas com o regresso de Mamadú Ture, após empréstimo, e a promoção de alguns jovens da formação.

No caso de não haver mais mexidas nos plantéis dos rivais, creio que o Benfica tem um plantel com maior profundidade a nível de soluções ofensivas, e também pelo facto ter uma base portuguesa mais curta e envelhecida. No entanto, num confronto directo numa final do play-off, o handicap na posição de fixo pode fazer a diferença.

Dada a conjuntura actual de ambos os plantéis, esta será a derradeira oportunidade para Joel Rocha, na sua sétima temporada ao serviço do Benfica, mostrar que tem capacidade para se superiorizar ao Sporting.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Volta a Portugal – Etapa 5: McLay imperial em Águeda

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A CRÓNICA: PARA QUÊ, BURGOS?

Após a passagem pela Serra da Estrela, a Volta virou-se para os sprinters, e a jornada entre Oliveira do Hospital e Águeda era uma oportunidade imperdível para os homens mais rápidos do pelotão.

Cedo se formou um grupo escapado de cinco elementos, que foi disputando os prémios de montanha e as metas volantes. À fuga nunca foi permitido ter uma vantagem suficiente para sonhar com a vitória de etapa, nunca subindo para cima de quatro minutos.

No pelotão, as equipas da geral foram resguardando-se do vento forte que assolou a parte final da viagem, e foi a Burgos-BH a assumir grande parte das despesas de perseguição. Uma talvez inexplicável ação do conjunto espanhol, que não apresenta nas suas fileiras nenhum homem com credenciais para este tipo de finais.

Com a fuga alcançada já dentro dos últimos 20 quilómetros, Luís Gomes ainda foi a tempo de vencer a terceira meta volante da jornada, procurando defender a camisola dos pontos. Seguiu-se um ataque de Willie Smit, que rapidamente foi neutralizado, condenando por completo ao insucesso as tentativas da Burgos.

Nos mil e quinhentos metros finais, chegou-se à frente a equipa francesa da Arkéa-Samsic, que levou em comboio de primeira classe Dan McLay até à meta, com o britânico a não defraudar e a erguer os braços em vitória na linha de meta, não se deixando intimidar pela aproximação final de Leangel Liñarez e Riccardo Minali.

Quarto na etapa, Luís Gomes continua com a camisola dos pontos, que amanhã terá nova batalha entre o português e o vencedor de hoje. Nas restantes classificações, não há alterações de relevo.

Foto de capa: Federação Portuguesa de Ciclismo

Podcast BnR T1/EP5: Os 5 treinadores-revelação em Portugal

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No quarto episódio do Podcast Bola na Rede, o tema foram os cinco treinadores-revelação em Portugal para a época 2020-21.

Com os comentários de André Conde, Afonso Santos e Pedro Pinto Diniz e a moderação de Leonardo Costa Bordonhos, este programa teve muita história, e nele abordámos vários nomes que podem estar em destaque nesta nova época.

Se queres saber quem foram os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Feliz 127.º aniversário, FC Porto! Eis os 7 Dragões de Ouro

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Esta segunda-feira foi dia de festejar os 127 anos de história do FC Porto e, consequentemente, de revelar os Dragões de Ouro relativos à época passada. Este prémio tem como objetivo honrar as figuras que marcaram o ano do clube, como por exemplo, o melhor treinador, jogador, atleta, jovem, dirigente e até sócio. Infelizmente, devido à pandemia, não foi possível realizar a habitual gala portista para entregar os troféus aos respetivos vencedores, na presença dos principais elementos do clube.

Pelas 10h00 horas, realizava-se nas imediações do Estádio do Dragão o habitual hastear da bandeira azul e branca… Indomável, Imortal! Após esse ritual rigorosamente praticado todos os anos pelo presidente azul e branco, deu-se início à entrega dos prémios, que iriam sendo anunciados ao longo do dia. Os Dragões foram entregues em pleno Dragão.

 O clube teve a responsabilidade de comunicar aos seus adeptos quem seriam os vencedores, de forma a manter uma certa interatividade, num ano em que foi impossibilitada a realização de um evento com público.

Eis os vencedores de cada um dos prémios, com direito a reflexão para os mais relacionados com o futebol:

FC Porto | 3 jogadores livres que poderiam ingressar durante este mercado

O mercado de transferências é um mar de oportunidades, a compra e venda de jogadores é um processo natural capaz de movimentar milhões, e, dada a situação financeira do FC Porto, fazer tais movimentações parece impossível. Por essa razão, é imperativo procurar alternativas razoáveis que mantenham os níveis de competitividade altos e a luta pelo campeonato viva.

Consequentemente, existe um mercado que, em toda a sua generalidade, parece ser visto com alguma suspeita: o de jogadores livres. A lista é longa e, com o fechar do defeso (5 de outubro), as propostas podem começar a chegar.

Em contagem decrescente para apresentar o plantel oficial, ficam aqui três jogadores, até ao momento, livres que poderiam ingressar no plantel.

BnR TV Live: O rescaldo das eliminações portuguesas da Liga Europa

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Que dia triste para as equipas portuguesas! O Bola na Rede TV desta quinta-feira foi sobre a eliminação de Sporting CP e Rio Ave FC da Liga Europa. Neste programa, voltámos a contar com a presença de Diogo Dá Mesquita, Jorge Faria de Sousa e Rui Cipriano Duarte. A tripla de comentadores juntou-se ao moderador, João Filipa Brandão, para discutir a jornada europeia, depois de já ter estado toda junta na passada quinta-feira, nos jogos da 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa.

O tema inicial foi a derrota do Sporting CP em Alvalade ante o LASK Linz por 4-1. Já o Rio Ave, a outra equipa portuguesa a lutar por uma vaga para a fase de grupos, lutou até ao fim contra o AC Milan, mas caiu nas grandes penalidades, naquele que foi um jogo memorável no Estádio dos Arcos.

Por fim, além do tremendo dia negro para as equipas portuguesas, debateu-se o sorteio da Liga dos Campeões, nomeadamente o grupo do FC Porto e a expectativa sobre qual será grupo da morte desta edição. Junta-te a nós para mais este debate!

Rio Ave FC 2-2 AC Milan (8-9 GP): Rossoneri terminam sonho europeu dos vilacondenses

A CRÓNICA: TÃO PERTO, MAS TÃO LONGE PARA O RIO AVE FC…

O sonho da Europa chegou a Vila do Conde, com o AC Milan a ser a última do Rio Ave FC no acesso à fase de grupos da Liga Europa. Numa verdadeira eliminatória de David contra Golias, os rossoneri eram, à partida, os completos favoritos à vitória no Estádio dos Arcos.

A formação italiana quis assim confirmar esse favoritismo logo após o apito inicial, tentando nos primeiros minutos chegar à baliza do Rio Ave de todas as maneiras e feitios, bem como assumindo a maior parte da posse de bola, mas cedo esmoreceu e face a um Rio Ave muito bem organizado, não conseguiu criar reais oportunidades de golo. Os vilacondenses mostraram também muitas dificuldades na manobra ofensiva e não foram capazes de criar perigo de maior à baliza adversária. No fim do primeiro tempo, as equipas regressaram aos balneários com o nulo no marcador.

No recomeço da partida, o Milan voltou a entrar bem no jogo e chegou ao golo à passagem do minuto 50, por intermédio de Saelemaekers, que aproveitou um ressalto à entrada da área após um canto, para abrir o marcador a favor dos italianos. Após o tento do jogador belga, os rossoneri ficaram mais confortáveis no encontro e ameaçaram várias vezes o golo, mas foi mesmo o Rio Ave que ao minuto 71 igualou a partida, depois de um grande golo do recém-entrado Francisco Geraldes, que finalizou com grande classe uma das poucas oportunidades de que a formação portuguesa dispôs. Nos últimos 20 minutos da partida o Rio Ave cresceu – e muito -, ganhando um novo fulgor após o golo do empate, estando inclusive muito perto do segundo depois de um remate de Aderlan Santos ao minuto 90, que passou a rasar o poste direito da baliza italiana.

Com a decisão da eliminatória a ser remetida para o prolongamento, foi Gelson Dala que fez sonhar ainda mais os vilacondenses ao marcar logo no primeiro minuto do tempo extra e a colocar o Rio Ave numa situação privilegiada para avançar na competição. A formação italiana foi apertando o cerco em busca do golo que acabou por surgir após um penálti provocado por Borevković em cima do minuto 120. Çalhanoğlu converteu o castigo máximo em golo e levou a partida para as grandes penalidades.

Na lotaria o final foi dramático e depois de várias oportunidades para o Rio Ave ser premiado, foram mesmo os italianos a levar a melhor e a vencer o desempate das grandes penalidades por 9-8. Os rossoneri carimbaram assim a passagem à fase de grupos da competição, para desgosto dos vilacondenses.

 

A FIGURA

Francisco Geraldes – A entrada do médio foi decisiva na partida ao apontar o tento que manteve viva a esperança Rio Ave FC e levou a partida para prolongamento. Destaque ainda para a excelente entrada de Gelson Dala que apenas em dois minutos após a sua entrada, apontou o golo que quase carimbou a passagem dos vilacondenses.

 

O FORA DE JOGO

Toni Borevković – O defesa croata acabou por comprometer as aspirações do Rio Ave FC quando, em cima do minuto 120, cometeu um penálti na grande área vilacondense, levando o jogo para o desempate nas grandes penalidades, numa altura em que se perspetivava o triunfo da equipa de Vila do Conde.

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Mário Silva apostou num dispositivo tático base de 4-2-3-1, com as linhas baixas e compactas, e com uma linha defensiva de cinco homens no momento sem bola, de maneira a tentar travar as iniciativas do AC Milan. Com o decorrer da partida foi-se alterando para um 3-4-3. Os vilacondenses mostraram-se muito bem organizados e, apesar do domínio da posse de bola recair em larga escala para os rossoneri, pouco foi o perigo efetivo que os italianos conseguiram criar junto da baliza defendida por Pieszek, excetuando o momento do golo de Saelemaekers que surgiu de um momento de bola parada. O momento de transição ofensiva foi um dos pontos fracos da equipa lusa até aos últimos 20 minutos do encontro, aquando do golo Francisco Geraldes. Após o tento do empate, a equipa cresceu muito, tanto defensiva como ofensivamente, depois de mexidas importantes efetuadas pelo treinador vilacondense.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (7)

Ivo Pinto (7)

Borevković (6)

Aderlan Santos (6)

Nelson Monte (6)

Tarantini (6)

Filipe Augusto (6)

Lucas Piazón (7)

Diego Lopes (6)

Carlos Mané (7)

Bruno Moreira (5)

SUBS UTILIZADOS

 Francisco Geraldes (7)

 Jambor (6)

Gelson Dala (7)

Gabrielzinho (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – AC MILAN

Com algumas ausências de peso, entre elas a de Zlatan Ibrahimović, a formação italiana apresentou-se a jogar num sistema base de 4-3-3, com as linhas algo subidas. A fase de construção dos rossoneri baseou-se muito em bolas longas para as os homens da frente, principalmente no primeiro tempo, estratégia que não surtiu grandes resultados quando utilizada, face à organização defensiva apresentada pelos homens do Rio Ave. Na segunda parte os italianos mostraram-se mais assertivos ofensivamente, fruto também de algumas alterações realizadas por Stefano Pioli mas, ainda assim, os transalpinos acomodaram-se na partida e permitiram o crescimento da formação de Vila do Conde.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Donnarumma (6)

Calabria (6)

Kjaer (6)

Gabbia (5)

Theo Hernández (6)

Bennacer (7)

Çalhanoğlu (7)

Kessié (6)

Castillejo (6)

Saelemaekers (7)

Maldini (5)

SUBS UTILIZADOS

 Brahim Díaz (6)

Rafael Leão (6)

Colombo (-)

Tonali (-)

Sporting CP 1-4 LASK Linz: Ópera austríaca de alto nível deixa Leão fora da Europa

A CRÓNICA: LASK LINZ LETAL ELIMINA SPORTING PAUPÉRRIMO

Ópera é um género artístico teatral que se baseia num drama encenado acompanhado por música. De facto, o que se assistiu na partida em Alvalade foi mesmo um drama que chocou qualquer adepto leonino à partida: no último degrau antes da fase de grupos, o Sporting CP foi vergado a uma pesada derrota por 1-4, falhando assim a participação na Liga Europa.

O encontro começou algo dividido, talvez com os austríacos a terem maior iniciativa de jogo e a pressionar alto a defensiva leonina, que procurava espaço através de saídas rápidas, mas a disposição tática do LASK no terreno acabava por impedir o aparecimento desses mesmos espaços para levar perigo à baliza adversária. Devido a isso, foi sem surpresa que o marcador foi inaugurado pelos visitantes aos 14 minutos: canto do lado direito, desvio ao primeiro poste e a bola vai ter à careca do capitão Gernot Trauner que faz sem dificuldade o 0-1.

Esperava-se uma resposta verde e branca afirmativa para chegar rapidamente ao empate, contudo a pressão alta do LASK estancava de qualquer forma uma possível tentativa de reação ao golo sofrido. Aos 27’, surgiu finalmente a primeira oportunidade para o Sporting pelos pés de Luciano Vietto que foi travada com uma boa defesa de Alexander Schlager, após uma bela combinação com Tiago Tomás. O extremo Gruber respondeu três minutos depois num remate à entrada da área que foi defendido com alguma dificuldade por Adán.

O Sporting voltaria a carregar aos 38 minutos, desta vez por Nuno Santos, bem isolado por Wendel, que podia ter perfeitamente rematado, mas preferiu assistir o colega no coração da área e valeu o corte atento de Trauner para fora. O aviso foi dado para o que surgiria pouco depois: lance bem trabalhado do lado direito com Nuno Santos a cruzar para um cabeceamento perfeito de Tiago Tomás que deixou o guarda-redes visitante sem reação e a ver a bola beijar as redes. Ainda antes do descanso, lançamento longo para a área leonina e Trauner esteve perto de repor a vantagem dos austríacos com remate perigoso. 1-1 foi o resultado com que os dois conjuntos foram para o descanso, embora fosse necessária uma mudança radical na exibição leonina para garantir a presença na fase de grupos.

A entrada no segundo tempo foi uma história completamente diferente, já que o Sporting entrou com uma dinâmica distinta da primeira parte e maior vontade em assumir o controlo do jogo, embora a primeira ocasião tenha pertencido ao LASK: Ranftl rematou forte à figura de Adán, num tiro de primeira e sem deixar cair a bola. Esse lance foi uma espécie de prenúncio para o que aconteceria logo a seguir: cruzamento do lado esquerdo, Pedro Porro não ataca da melhor forma a bola e esta sobra para o ponta de lança Marko Raguz que atira para a reposição da vantagem austríaca aos 58 minutos.

Novamente obrigado a correr atrás do prejuízo, o Sporting viria essa tarefa mais complicada devido à expulsão direta do capitão Coates que travou Balic que se isolava no momento da falta. Do livre frontal e em excelente posição, Peter Michorl bateu de forma irrepreensível para o 1-3, onde Adán nada podia fazer para impedir a dilatação da vantagem dos austríacos.

E se já estava mau, pior iria ficar com o quarto golo do LASK Linz aos 68’ por intermédio de Andreas Gruber, que picou a bola com toda a classe por cima de Adán e deixou numa situação quase impossível de ser invertida. O tento de Gruber fechou de vez a eliminatória, e o resto da partida foi marcada por um festival de falhanços por parte dos homens da frente do conjunto austríaco que poderia ter saído de Lisboa com um triunfo mais expressivo.

Sem mais nada a acrescentar, o encontro terminou com uma derrota de tons dramáticos para o Sporting que acaba por falhar o acesso à Liga Europa. A ópera austríaca sob a batuta do técnico Dominik Thalhammer foi letal nas aspirações leoninas para a Europa.

 

 

A FIGURA

Andreas Gruber – O certo é que a equipa austríaca fez uma excelente exibição em Alvalade, com todos os elementos a terem um papel preponderante na vitória folgada, mas o destaque vai para o extremo Andreas Gruber que teve em maior evidência em toda a partida. Sendo uma constante dor de cabeça para o jovem Nuno Mendes, era sempre o jogador referência no momento de atacar a baliza leonina e acabou por fazer o quarto golo da sua equipa.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sebastián Coates – O capitão leonino acaba por estar ligado ao lance que desequilibrou a partida a favor do LASK Linz. Ao tentar um lance de ataque, Coates derrubou Balic e recebeu um cartão vermelho direto. A partir desse momento, os austríacos aproveitaram para acabar com as dúvidas quanto ao vencedor da eliminatória.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting apresentou-se esta noite no seu habitual 3-4-3. Sem poder contar com Jovane Cabral, Rúben Amorim lançou Nuno Santos para o onze inicial. Durante a primeira parte, o conjunto leonino teve dificuldades em impor o seu ritmo de jogo devido à forte pressão dos austríacos, sendo que as oportunidades foram escassas, mas, já perto do final da primeira parte, Tiago Tomás conseguiu fazer o golo do empate.

O descanso até parecia ter feito bem aos comandados de Rúben Amorim que entraram com maior vontade de controlar as operações, mas o golo sofrido aos 58 minutos e a expulsão de Coates deitou tudo a perder para os leões que falham o acesso à Liga Europa.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Antonio Adán (4)

Feddal Agharbi (4)

Sebastián Coates (3)

Luís Neto (5)

Nuno Mendes (5)

Matheus Nunes (4)

Wendel (6)

Pedro Porro (4)

Nuno Santos (5)

Luciano Vietto (4)

Tiago Tomás (6)

SUBS UTILIZADOS

 Pote (4)

Andraz Sporar (4)

Antunes (4)

ANÁLISE TÁTICA – LASK LINZ

O conjunto austríaco também jogou em 3-4-3, e vinha motivado para causar uma surpresa em Alvalade, depois de ter atropelado o Dun. Streda da Eslováquia por 7-0 na ronda anterior. O LASK Linz vendeu cara a derrota, tendo criado inúmeras dificuldades ao setor defensivo leonino através de uma forte pressão no meio-campo ofensivo e teve o controlo do encontro em toda a primeira parte.

Nem mesmo a mudança na dinâmica verde e branca verificada no início do segundo tempo acabou por impedir a surpresa da equipa visitante que acabou por sair com uma vitória por 1-4, que até podia ter sido de maior expressão caso os homens mais avançados do LASK não tivessem sido tão perdulários.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alexander Schlager (7)

Petar Filipovic (6)

Gernot Trauner (7)

Philipp Wiesinger (6)

Reinhold Ranftl (6)

Peter Michorl (7)

James Holland (6)

René Renner (7)

Andreas Gruber (8)

Husein Balic (6)

Marko Raguz (7)

SUBS UTILIZADOS

Patrick Plojer (5)

Andrés Andrade (5)

Lukas Grcic (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA 

Sporting CP

Emanuel Ferro: «É um resultado que nos desagrada e nos cria desilusão, pela exibição e por falharmos a fase de grupos.»

«Nós queríamos e tínhamos a ambição de passar, mas não conseguimos. Todos os jogadores estavam envolvidos e queriam ganhar. Estando fora da competição, vamos dar a melhor resposta nas outras provas.»

«Queremos dar uma resposta positiva no próximo jogo no Domingo, e estar no nosso máximo para alcançar uma vitória.»

LASK Linz

O Bola na Rede não colocou questão ao técnico do LASK Linz, Dominik Thalhammer.

 

 

 

Manchester City FC no caminho dos dragões na Liga dos Campeões

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O sorteio da Liga dos Campeões realizou-se hoje e já são conhecidos todos os grupos da prova milionária. A equipa portista – a única a representar Portugal – estava no pote um do sorteio, mas nem assim evitou os tubarões. Manchester City FC, Olympique de Marselha e Olympiacos FC são as três equipas que se juntaram ao FC Porto no grupo C e com quem os dragões vão medir forças na fase de grupos da competição.

No ranking coeficiente da UEFA, o FC Porto ocupa a 19.º posição e é uma das equipas com mais participações na fase de grupos da história da Liga dos Campeões: 24 – apenas menos uma do que Real Madrid CF e FC Barcelona.

Na última temporada, os portistas nem chegaram a esta fase, uma vez que foram eliminados pelo FC Krasnodar na pré-eliminatória. No entanto, no histórico, o registo é muito bom, com duas conquistas da prova: em 1987 e 2004. Esta temporada, a equipa de Sérgio Conceição sonha chegar o mais longe possível, mas sabe que pela frente terá adversários com a mesma vontade.

Os ingleses vão agora para a décima participação na Liga dos Campeões, mas ainda não conseguiram levantar o tão desejado troféu.
Esta será a 24º participação do FC Porto na Champions League
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Começamos pela equipa que, estatisticamente, é mais forte: Manchester City FC.
Curioso que é uma equipa que tem conseguido impor o seu futebol de ano para ano, com jogadores de topo e comandados por um treinador igualmente talentoso, mas a Liga dos Campeões tem sido apenas uma miragem. Os ingleses vão agora para a décima participação na Liga dos Campeões, mas ainda não conseguiram levantar o tão desejado troféu. Desde 2011/12, esteve presente em todas as fases de grupos e chegou aos oitavos-de-final em sete épocas consecutivas.

Segue-se o Olympiacos, uma equipa que o FC Porto conhece bem de outros tempos. Gregos e portugueses já jogaram seis vezes na Liga dos Campeões, entre 1997-1999. Em cinco jogos terminaram em vitórias dos da casa, com exceção do empate 2-2 em Portugal, em setembro de 1998.

Por fim, a equipa de André Villas Boas, o Olympique de Marselha. Desde 2013/2014, que os franceses não conseguiam marcar presença na prova milionária, algo que aconteceu este ano pela mão de André Villas-Boas, o treinador que já deu muitas alegrias à equipa portista, mas que desta vez estará do outro lado. Mas voltando ao Marselha, a equipa francesa conta agora com a décima participação. Anteriormente, chegou por três ocasiões aos oitavos-de-final.

O dado mais curioso destes três adversários é que todos eles contam com nome de portugueses na equipa. Vão ser duelos complicados, mas que nem por isso permitem ao FC Porto atirar a toalha ao chão, podendo mesmo conseguir seguir em frente.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Liga dos Campeões | Os 4 destaques do sorteio

Tardes como a desta quinta-feira são sempre umas das mais aguardadas do ano para os adeptos de futebol; neste 1.º de outubro, os clubes que se apuraram para a fase de grupos da Liga dos Campeões conhecem os adversários com quem vão disputar a fase de grupos.

Como em todas as edições, há uns emblemas muito azarados e, por outro lado, outros que não podem dizer mal das suas vidas. Eis o sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões.

À partida, já se sabia que o único clube português que vai disputar a prova milionária na temporada 2020-21 é o FC Porto, que integra o Pote 1 da Liga dos Campeões. Com esta colocação, evitava à partida alguns dos mais difíceis adversários do mundo – entre eles, Liverpool FC, Real Madrid CF, Juventus FC, FC Bayern, Paris Saint-Germain, Sevilha FC e Zenit.

Na cerimónia desta tarde, coroaram-se ainda os melhores jogadores para cada posição.