Diz a sabedoria popular que não se deve voltar a um lugar onde já se foi feliz. No entanto, a sabedoria popular é um bocado como o fairplay: “uma treta”. Pelo menos, no que concerne ao universo da bola, tal situação verifica-se frequentemente. Só esta época, no futebol português, tivemos Ricardo Quaresma a regressar, Beto a regressar, Gaitán a regressar, Javi Garcia a regressar. Trata-se, portanto, de atletas que brilharam, saíram do país, e estão de regresso. Torna-se então pertinente analisar cinco situações em que este processo se verificou.
Nos últimos anos, tem-se verificado uma maior aposta dos clubes portugueses em jovens valores, com talento mais que suficiente para deixar o seu nome vincado na história do futebol; é sempre difícil para um jovens jogadores afirmarem-se e pegarem de estaca em Portugal, uma vez que, acima da formação ou moldagem de jovens jogadores, cada equipa tem um objectivo maior e bem definido. Assim sendo, pode levar alguns anos até jovens talentos encontrarem forma de fixar o seu futebol em clubes nacionais, mas cada vez mais temos assistido à ascensão meteórica da juventude, que traz consigo a fantasia e a malandrice que nos dá vontade de ver futebol. Fica aqui então uma lista de cinco jogadores que podem afirmar-se esta época.
A temporada 2020/21 começa a retomar a sua normalidade, apesar de se ter iniciado bem mais tarde do que aquilo que é habitual. A Primeira Liga Portuguesa não foge à regra deste arranque, até no fator “jogos adiados” devido a casos positivos de Covid-19 nos plantéis: Sporting CP vs Gil Vicente FC não se jogou, pelo que irá ser disputado numa data mais tardia.
O que me proponho, com esta condicionante de ainda faltar uma partida, é sublinhar dois grandes destaques e duas grandes desilusões desta primeira jornada do nosso campeonato. Vamos a isso.
Começo este artigo de opinião por explicar o sentido deste título. Apesar de o último título de campeão nacional ter sido conquistado com toda a justiça pelo FC Porto, parece-me mais que evidente que houve um grande demérito do principal rival direto (SL Benfica), que até chegou a ter o pássaro na mão. Este ano parece que vamos ter um campeonato mais competitivo que o habitual, em que muitos outsiders e equipas que não são as ditas “grandes” podem fazer a cabeça em água aos verdadeiros candidatos ao título. Chamando os bois pelos nomes, refiro-me claramente ao Vitória SC de Ricardo Quaresma, ao SC Braga de Nico Gaitán, Castro e Rolando, e ao Boavista FC de Javi García, Angel Gomes, Rami… Enfim, equipas que, à exceção do SC Braga, nunca ombrearam a sério com os gigantes do campeonato português.
A juntar a isto tudo, temos um SL Benfica a apresentar reforços de peso, a mostrar um bom futebol e a prometer luta até ao fim. Tudo isto que acabei de dizer é em termos teóricos, até porque no ano passado, o FC Porto levou a melhor sobre a “super equipa” do SL Benfica…
É por estes dois parágrafos que acabei de escrever que, este ano, o FC Porto tem de ser um campeão que ainda tem de ser mais campeão. Tem de ser consistente, fazer das tripas coração, mostrar qualidade de jogo, ser eficaz, colocar os melhores a jogar, e reforçar algumas posições que ainda apresentam lacunas. Só assim se consegue ser um campeão ainda mais campeão que a época transata. (Não quero com isto dizer que existem equipas menos campeãs do que outras, mas possivelmente e teoricamente, os dragões têm de dar o dobro até porque, como se costuma dizer: “Todos querem bater o campeão nacional”).
Neste sábado, dia 19 de setembro, o FC Porto estreou-se na edição 2020/2021 da Liga Portuguesa com uma vitória por três a um frente a um SC Braga que promete muito este ano. O ex-portista Castro marcou primeiro para os Bracarenses, mas Alex Telles parece ter feito uma despedida à séria do Estádio do Dragão. Uma assistência e dois golos para o marcador final ficar feito.
Os dragões não fizeram uma exibição brilhante, mas conseguiram os mínimos exigidos e fizeram uma remontada frente a uma equipa que, refira-se, esteve um pouco abaixo das expetativas. Independentemente do resultado positivo, creio que é consensual que ainda não é este FC Porto que os adeptos querem. Provavelmente há jogadores que podem vir a subir a hierarquia e outros seguirem o caminho inverso.
Taremi não poderia ter entrado melhor no encontro e mostrou toda a sua inteligência nas movimentações e no timing de ataque a um lance. A forma como conquistou o penalty do três a um é sensacional. Veremos se ganha destaque como titular absoluto.
Alex Telles pode estar de saída para o Manchester United FC e não me parece que o FC Porto tenha já um substituto a altura para colmatar as necessidades deixadas pelo internacional brasileiro. Zaidu ainda não é o substituto que vai fazer esquecer Alex Telles. Tem qualidades interessantes, mas não é nada fácil.
Mehdi Taremi e Zaidu fizeram a sua estreia com a nossa camisola 🔵⚪
👉 Taremi é o primeiro jogador iraniano a jogar pelo FC Porto
👉 Zaidu é o terceiro nigeriano, após Mikel e Chidozie#FCPorto#FCPSCB#NaçãoPortopic.twitter.com/UMlKmgFueK
Fábio Vieira é mais um jovem que o FC Porto vai ter de segurar para não ter o mesmo desfecho de outras promessas oriundas do Olival.
Depois ainda temos alguns casos mais problemáticos como Aboubakar que vai ter uma saída pacífica do FC Porto, Zé Luís que é um caso complicado pela insistência e vontade do jogador em lutar por um lugar que parece não existir, Tomás Esteves, que podia ter mais oportunidades, mas pode estar na porta de saída. Também temos Tiquinho Soares que pode ver dificuldades com Taremi e Evanilson, e outros jogadores que têm uma situação contratual preocupante (Sérgio Oliveira, Otávio, Marega e Alex Telles necessitam de renovar contrato ou passam automaticamente a ser negociáveis).
Este ano o FC Porto pode ter o caso inédito de renovar por completo a frente de ataque. Se isso se confirmar teremos Taremi, Evanilson e Toni Martinez (mais outra possibilidade) como avançados do atual campeão nacional.
Em condições normais, Toni Martinez parece ser o que vai ter de mostrar mais, mas só o tempo o dirá.
Os primeiros três pontos já ficaram com o FC Porto, mas o campeão nacional vai ter de ser um verdadeiro campeão nacional para vencer um campeonato atípico pela pandemia e pelos nomes sonantes que chegaram ao futebol português.
Todos os dias nos passam pela cabeça grandes jogadores que protagonizaram os momentos mais marcantes da história do desporto-rei e executaram os lances mais bonitos que alguma vez vimos. Na realidade, são eles que nos fazem apaixonar por tudo isto, ainda que muitas vezes não saibamos bem o porquê.
No entanto falamos muito sobre os melhores, os que mais se destacaram e os que bateram records atrás de records e esquecemos-nos de diversificar. Diversificar que é a palavra-chave para os jogadores que aqui evidenciamos e que de igual forma nunca serão esquecidos por nenhum adepto. Porque se há aqueles que merecem ser falados por representarem o auge da qualidade, da exigência e do critério, também há os que marcaram a diferença e deixaram o seu legado de outra forma não tão evidente.
Assim, fazemos uma lista de três jogadores que ficaram famosos no futebol não pelas suas grandes carreiras mas sim por momentos que protagonizaram e ajudaram a construir o desporto que hoje conhecemos, dando nome a ações míticas que nunca ninguém esquecerá.
O Sporting CP sempre foi diferente de todos os outros. Ou pelo menos diferente dos mais diretos rivais, que durante anos dividiram connosco a luta pelo título de campeão nacional.
Nos últimos anos, os sportinguistas, na falta de títulos nacionais, foram obrigados a apegar-se a pequenas “vitórias” ou, se quiserem, pequenos feitos que reconhecemos como nossos, apesar de eu sentir alguma vergonha em termos de nos agarrar a alguns deles para nos sentirmos melhor com a falta de ambição que começa a existir no ADN do clube.
Assim, e apesar do Sporting CP não ser campeão, é reconhecidamente o mais simpático clube da nossa liga. É, nessa mesma linha, o mais educado, fazendo vénias mesmo aos que nos agridem e tentam prejudicar. Mas como já se escreveu há dois milhares de anos, devemos dar sempre a outra face. Se não o fizéssemos, não seriamos o Sporting.
O Sporting CP não é campeão, mas todos nos acham merecedores de constarmos na eterna lista dos possíveis vencedores do campeonato português. É enternecedor ouvir, nos programas televisivos, os “adeptos” adversários dizer que simpatizam com o Sporting, e que gostariam de ver o nosso clube forte e pujante a lutar pelo campeonato, “para que este fique mais interessante e competitivo”. Dizem isto, quando o clube está fraco, porque não senti tanta proximidade e amizade quando o clube leonino começou a intrometer-se entre os outros “grandes” do campeonato luso. Ainda assim, ficamos contentes que gostem tanto de nós (fraquinhos).
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
O Sporting CP não é campeão, mas é o clube com a melhor academia do mundo, ou uma das melhores, que ao que parece agora até vai deixar de ter o nome Sporting, ainda que fique com o de um dos maiores astros que lá foi formado. Gostamos de nos gabar da formação, de querer que a equipa principal albergue o maior número de jovens, e ainda assim tentar lutar pelo título. E gostamos disso principalmente quando não conseguimos construir equipas de outra forma. Depois temos a contradição de fazermos uma festa quando “vendemos” um jovem por mais dinheiro que o vizinho. Mas não devíamos querer antes que eles nos dessem rendimento desportivo? Até porque o rendimento financeiro desaparece sempre sem sabermos muito bem em que buraco se enfiou.
O Sporting CP não é campeão, mas não vê o seu nome constantemente associado a processos judiciais, como uns e outros. O problema deste ponto é mostrar que o Sporting nunca se soube adaptar ao ambiente que o rodeia. E por isso, assim como os dinossauros e algumas espécies, pode extinguir-se. Ou seja, o Sporting não entra nos jogos obscuros, mas podia. Os outros fazem-no porque sabem que podem fazê-lo sem que sejam punidos, tendo a mais valia de conseguirem títulos com isso. Os outros entenderam melhor onde estão e como podem comportar-se para atingir os seus objectivos. No fundo, o Sporting devia ser um clube de um país nórdico, e não de um país latino, e, principalmente, não de Portugal. É o nosso lado “naïve” e simpático que todos elogiam.
Em 2019, o clube venceu dois troféus internos, mas os adeptos sentem falta título de Campeão Nacional Fonte: Bola na Rede
O Sporting CP não é campeão, mas apenas no futebol. É o clube mais eclético de Portugal e dos mais ecléticos do mundo. Ainda assim, durante anos vivemos a festejar pouco mais que conquistas de corta-mato em atletismo. Apenas há alguns anos, conseguimos voltar a sentir o que era ser dominador em todas a modalidades ditas amadoras. Mas até isso parece estar a perder-se de novo. Ainda assim, mesmo que deixemos de ganhar nas modalidades, continuaremos a ser o clube com mais diversidade desportiva. Espero eu (não que deixemos de ganhar. Espero que não deixemos de ter modalidades. Mas espero tê-las, ganhando).
A verdade é que os sportinguistas voltaram a cair no marasmo no qual o clube se entranhou. Já ninguém se chateia quando ganhamos ou perdemos, desde que não tenham de se chatear em defendê-lo em todos os lugares. É mais fácil deixar um adepto de outro clube rebaixar o nosso, do que ter de levantar a voz e argumentar, mostrando que os seus pares talvez tenham mais telhados de vidro que os nossos. (Não é que isso lhes interesse, desde que continuem a ganhar. Têm sempre a salvaguarda de poderem dizer a famosa frase “se eles podem, nós também”. É a mais reconfortante desculpa para as asneiradas que fazemos).
O facto de ficarmos fora da luta pelos títulos (bem cedo) diminui os níveis de stress e ansiedade e permite-nos viver mais tranquilamente. Sem chatices, sem gritarias, sem confusões. Ou não fossemos nós – isso mesmo – o clube mais simpático, bem-educado e nobre de Portugal.
Só nos falta ganhar títulos (no futebol). Ainda se o futebol fosse fácil…
Numa altura em que nos encontramos a pouco mais de um mês das eleições no SL Benfica, fica evidente o desgaste e o fim de ciclo do presidente Luís Filipe Vieira e da sua direção, alvo de muitas críticas (a maioria delas, a meu ver, com razão) por parte dos sócios e adeptos do clube encarnado, sendo que uma franja considerável anseia pela mudança e evolução do clube para outros patamares e projetos, alicerçada numa gestão baseada na transparência e ambição.
Os últimos dias ficaram marcados por episódios polémicos, com uma relação existente entre ambos, aos quais se juntaram outras atenuantes. O primeiro deles referente à Comissão de Honra de Luís Filipe Vieira, que contava com os apoios do atual Primeiro Ministro António Costa e do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa Fernando Medina. Foram várias as vozes que se levantaram e acusaram a ligação política-futebol, falando em promiscuidade e conflitos de interesses. Como tal, Luís Filipe Vieira decidiu retirar estes dois nomes da sua Comissão de Honra.
No entanto, novo episódio voltaria a manchar o nome do presidente encarnado e, sobretudo, do próprio clube, arrastado para o meio de problemas que não lhe dizem respeito. Falamos da Operação Lex, em que Luís Filipe Vieira foi constituído arguido, mas também do caso com o Novo Banco, onde Luís Filipe Vieira, segundo determinadas notícias, aparece como um dos principais devedores.
Todos estes episódios têm contribuído para manchar a reputação e credibilidade do representante máximo do clube, dando a entender que este se encontra mais preocupado com episódios da vida pessoal, secundarizando a importância do clube e usando-o, até, como escudo protetor.
Ora, se fora do campo o cenário não se encontra brilhante, dentro dele a situação não é muito distinta. Apesar do enorme investimento em reforços (reforços esses que já deveriam ter vindo de forma faseada ao longo dos últimos três anos), o SL Benfica não conseguiu ultrapassar o PAOK na 3ª pré eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, falhando assim um dos principais objetivos da época e perdendo, ainda, cerca de 40 milhões de euros (algo que seria obtido só pela entrada na prova), valores importantes no contexto atual, mas ainda mais devido ao investimento feito em altura de pandemia, naquele que foi um autêntico ato desesperado de all in e campanha eleitoral.
A não entrada na Liga dos Campeões é mais um elemento a acrescentar aos maus resultados desportivos do clube no último mandato. Numa altura em que os principais rivais se encontram em dificuldades financeiras, o SL Benfica não conseguiu ter o domínio total a nível interno, isto, na minha opinião, em consequência da má planificação das temporadas, com carências e lacunas gritantes na constituição dos plantéis, que, mesmo na atualidade, persistem (evidentemente em menor número devido ao investimento realizado).
Além disto, o SL Benfica encontra-se no limite do Fair-Play financeiro da UEFA no que à carga salarial diz respeito, muito por culpa de uma péssima política de constantes renovações de contrato, oferecendo salários demasiado elevados a jogadores que não têm qualidade, rendimento e estatuto para tal.
A continuidade de Luís Filipe Vieira estará muito dependente daquilo que o Benfica fizer até à data das eleições Fonte: SL Benfica
Com outubro a chegar, a falta de explicações aos sócios e adeptos do SL Benfica por todas as situações polémicas e desprestigiantes, a intransigência no que diz respeito a debates eleitorais com outros candidatos, a priorização dos negócios e resultados financeiros, esquecendo-se aquela que deve ser a principal meta de um clube (resultados desportivos), assim como episódios passados mal esclarecidos e controversos de um passado bem recente (OPA, agressão a um sócio na AG do clube e incoerência tremenda no discurso) não abonam a favor de Luís Filipe Vieira e da atual direção.
Assim sendo, como sócio do SL Benfica gostaria de deixar a minha opinião final e fazer um apelo a todos os sócios do meu clube. É certo que, nos últimos 17 anos, Luís Filipe Vieira realizou um conjunto de ações e projetos que merecem ser realçados e engrandecidos, tanto no aspeto financeiro, desportivo e material.
Todavia, a gratidão não é um valor absoluto e o que se encontra em causa nestas eleições é o último mandato (2016-2020), devendo ficar patente que ficou muito aquém das expetativas para o potencial e obrigação que o SL Benfica possuía.
É tempo do Benfica mudar, essa mudança não será necessariamente má e acredito que, comas condições existentes, é possível fazer muito mais e melhor, no que diz respeito a todos os níveis. Não acho possível continuarmos a defender um presidente que não vê o SL Benfica como prioridade, com ideias esgotadas (ou falta delas), reinando uma incoerência e desnorte brutal.
Com mais quatro listas candidatas à presidência do clube, é tempo de ouvirmos todas as propostas, informamo-nos sobre a composição das mesmas, os projetos que defendem para elevar o clube e, acima de tudo, debatermos de forma credível, transparente e imparcial o futuro desta grandiosa instituição, sempre com respeito pela sua linda história e tradição.
Os Kansas City Chiefs venceram o Super Bowl LIV coroando-se como a melhor equipa da NFL após uma época em que demonstraram um poderio ofensivo ao alcance de poucos. No entanto, de alguma forma, conseguiram colocar mais uma arma ao dispor de Patrick Mahomes, já que no Draft lhes caiu no colo o melhor RB disponível, Clyde Edwards-Helaire.
Para colocar esta escolha em perspetiva, podemos referir que os Chiefs selecionaram Helaire com a 32ª escolha e que, nos cinco drafts anteriores, o primeiro RB tinha saído no Top 10 em quatro deles. Resta, então, olhar para Clyde Edwards-Helaire e tentar perceber quer porque as equipas o foram deixando passar, quer porque será uma boa adição para os Chiefs.
Comecemos pelo que faz de Edwards-Helaire uma contratação tão excitante. O atleta de Baton Rouge ficou “em casa” na Universidade e rapidamente se começou a destacar na poderosa LSU, não tendo ano de Redshirt e jogando bastante logo no ano de caloiro, subindo de nível na época seguinte e agarrando a titularidade no seu ano de junior, antes de entrar antecipadamente na NFL, prescindindo do ano de sénior, ou seja, é ainda muito jovem, já que fez menos dois anos de Universidade que a grande maioria dos atletas que entra na Liga.
A sua última temporada na LSU é o principal ponto de referência, já que foi o titular na sua posição e jogou ao lado de Joe Burrow, o QB que foi a primeira escolha deste Draft e que já se assumiu em Cincinnati. Entre corrida e receção, contou com mais de 1800 jardas e foi preponderante na conquista do título nacional.
Trata-se de um RB que, como os números antes mencionados demonstram, é uma verdadeira ameaça dupla, tendo capacidade para fazer avançar a bola tanto pelo chão como pelo passe. Se a sua capacidade de receção é um ponto forte, a verdade é que Edwards-Helaire é, acima de tudo, fenómeno a encontrar espaços livres para penetrar na defesa adversária e, adicionalmente, tem uma excelente capacidade de continuar a avançar a bola após contacto. Nos Chiefs, com as defesas a terem de se precaver de Hill ou Watkins, haverá certamente muito espaço e Helaire poderá encontrar imenso sucesso.
Perante tudo isto, resta saber o porquê de todas as restantes equipas terem preferido outros homens na primeira ronda. Não foi por falta de necessidade, porque houve cinco selecionados na posição na segunda ronda e outros tantos na terceira ronda. Dois outros fatores justificam, no meu entender, esta situação. Em primeiro lugar, a grande profundidade em qualidade deste draft em OT e WR, duas posições em que alinham vários jogadores por posição simultaneamente, tirou-lhe muitas oportunidades de ser escolhido mais cedo.
Por outro lado, apesar da qualidade do jovem do Louisiana ser inegável, não era um talento que convencesse de forma clara a ser escolhido logo na primeira metade da ronda e, daí para baixo, estamos a falar de equipas que lutam pelos playoffs e, por isso, procuram já atletas para posições mais específicas e não têm tantas falhas para preencher no plantel.
Com o regresso do campeonato, são muitas as expectativas para saber quais as opções de Sérgio Conceição. Com muitos jogadores da última temporada a permanecerem no plantel, os holofotes estão virados para os reforços – Cláudio Ramos, Carraça, Zaidu, Evanilson e Taremi -, com este último a ser um sério candidato à titularidade.
Na baliza, o treinador portista vai apostar no experiente Marchesín, que chegou no último ano, mas que conseguiu agarrar a vaga deixada por Iker Casillas. Sem nunca comprometer muito a equipa, dificilmente perderá o lugar, apesar de ter a forte concorrência do recém-chegado Cláudio Ramos. O guardião internacional português chegou do CD Tondela, clube que representou durante vários anos e onde demonstrou ter muito valor. Ainda assim, pelo menos inicialmente, não deverá ser opção.
Passamos para o setor defensivo – setor aliás que foi o principal responsável pelos resultados da última temporada -, apesar da chegada de Carraça e do regresso de Diogo Queirós, o treinador deverá apostar em Corona na direita, para conseguir dar profundidade ao ataque, Mbemba e Pepe no centro da defesa – uma vez que Marcano continuará de fora por lesão – e Alex Telles no lado esquerdo. Neste setor não há grande espaço para surpresas e Conceição provavelmente vai preferir jogar pelo seguro e com os jogadores que bem conhece.
Mehdi Taremi e Zaidu fizeram a sua estreia com a nossa camisola 🔵⚪
👉 Taremi é o primeiro jogador iraniano a jogar pelo FC Porto
👉 Zaidu é o terceiro nigeriano, após Mikel e Chidozie#FCPorto#FCPSCB#NaçãoPortopic.twitter.com/UMlKmgFueK
No meio-campo, o raciocínio será o mesmo, Danilo Pereira, Sérgio Oliveira, Uribe e Otávio podem ser escolhidos. Diante de um SC Braga organizado e coeso, vai ser preciso um meio-campo forte e com os espaços bem ocupados para conseguir conter a força ofensiva do adversário.
No setor ofensivo, Sérgio Conceição vai certamente apostar num reforço e neste caso específico tudo indica que possa ser mesmo Taremi. O jogador chegou do Rio Ave para reforçar os portistas com o estatuto de melhor avançado do campeonato e pode eventualmente formar dupla com Marega que, pelo seu poderio físico, pode conseguir progredir com facilidade no terreno e fazer boas combinações com Taremi. Com possíveis saídas de Zé Luís e Soares, esta dupla ganha ainda mais força.
Os torneios de terra batida estão de regresso e contou com presença de público! Numa prova que foi histórica para o vencedor e que contou com o regresso de Rafael Nadal – considerado por muitos como o “Rei da Terra Batida”. Apesar do seu retorno ao ténis, a final não contou com a presença do espanhol: Novak Djokovic e Diego Schwartzman foram os finalistas.
16-avos de final: Novak Djokovic 2-0 Salvatore Caruso
Oitavos de final: Novak Djokovic 2-0 Filip Krajinovic
Quartos de final: Novak Djokovic 2-1 Dominik Koepfer
Meias-finais: Novak Djokovic 2-0 Casper Ruud
Um jogador habituado aos grandes palcos, Djokovic chegou pela 10.ª vez à final do maior torneio de ténis de Itália. No seu percurso até à final, apesar de ter ganho três dos quatros encontros por 2-0, teve encontros difíceis. No primeiro set contra o Krajinovic, sofreu break logo no primeiro serviço e apenas ganhou no tie break. Nos quartos de final perdeu um set para o alemão Koepfer, cujo eliminou De Minaur, Monfils e, um dos jogadores surpresas da prova, Lorenzo Musetti. No jogo contra o norueguês Ruud, Djokovic quase perdia o primeiro set – esteve a perder por 4-5, com o serviço para o norueguês – e apenas ganhou o encontro no seu terceiro match point.