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Todibo | SL Benfica volta à carga

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O mercado de transferências tem estado ao rubro na Luz e são já várias as entradas no plantel de Jorge Jesus. Pois bem, ao que tudo indica, as contratações não ficam por aqui e o mister JJ procura reforçar o centro da defesa do SL Benfica com mais Todibo para fazer frente a Rúben Dias e Vertonghen.

Muito se tem falado e associado o jovem defesa central Rúben Semedo, atual Olympiacos, à turma encarnada, no entanto, Jean-Clair Todibo voltou a ser associado ao clube da Luz nos últimos dias.

As negociações com Rúben Semedo têm sido alvo de constantes avanços e recuos, e Luís Filipe Vieira procura alternativas para esta posição. Todibo parece ser, então, o “novo” alvo das águias, embora já tenha sido associado anteriormente ao Benfica neste defeso.

Segundo a France Football, Todibo pretende deixar o FC Barcelona, equipa que este representa, para ter mais minutos de jogo, e é aqui que o SL Benfica entra na corrida pelo jovem central francês.

Descontente na Catalunha, Todibo tem interesse de outros emblemas europeus, principalmente vindos de “terras de sua majestade”, uma vez que Everton FC, Wolverhampton Wanderers FC e Leicester City FC também já se mostraram interessados na contratação do defesa gaulês.

Atualmente com 20 anos, Jean-Clair Todibo é um dos centrais mais promissores do futebol europeu, necessitando de minutos para evoluir o seu jogo e no SL Benfica poderia encontrar espaço para se desenvolver. Encontraria a forte concorrência de Rúben Dias e Vertonghen, no entanto, seria a terceira opção, à frente de Ferro e Jardel na hierarquia dos defesas centrais dos encarnados.

Todibo assinou pela equipa catalã até junho de 2023, mas a falta de minutos levam a que o jogador queira “mudar de ares”
Fonte: FC Barcelona

Todibo é um central de 1,90m, possante e forte no jogo aéreo, para além de se sentir bastante confortável em sair a jogar com bola dominada. A sua qualidade de passe é também acima da média para a posição que ocupa e o facto de ter essas caraterísticas ajudam o central francês a impor o ritmo de jogo que pretende.

Ainda que seja alto, é um jogador bastante veloz, facilitando a pressão ao portador da bola e a sua velocidade facilita-lhe bastante a recuperação de bolas quando estas são colocadas nas suas costas, vencendo, muitas vezes, as divididas com os avançados adversários.

O internacional sub-20 pela seleção francesa deu nas vistas no Toulouse FC e assinou a custo zero pelo FC Barcelona que posteriormente o emprestou ao Schalke 04 para que tivesse mais minutos. Na Alemanha disputou dez jogos e voltou, então, para a equipa de Ronald Koeman.

A transferência em definitivo não parece ser uma realidade muito viável, uma vez que os responsáveis blaugrana pretendiam cerca de 25 milhões de euros pelo passe do jogador, valor que nenhum clube se demonstrou disposto a pagar até ao momento, e, assim, a melhor hipótese será mesmo um novo empréstimo.

Sendo bastante jovem, Todibo necessita de ter minutos para melhorar o seu jogo e no FC Barcelona não tem espaço, nem minutos, para evoluir. Assim, um empréstimo com uma possível opção de compra poderia ser um excelente negócio para o Sport Lisboa e Benfica, que ganharia um central de enorme qualidade e colmatava a necessidade de mais um defesa central.

Artigo revisto por Joana Mendes

 

«Sou o único português com dois Torneios de Toulon» – Entrevista BnR com Luís Lourenço

Luís Carlos Lourenço da Silva. O “Lourenço do Sporting” atende-nos de sorriso na cara e vai por ali fora numa viagem pelo tempo a recordar os tempos de jogador. Na formação no Sporting recorda que ainda foi do tempo antes do “condomínio de luxo”. Daí foi sempre a subir até à equipa principal, ao lado de craques como João Pinto, Barbosa e Jardel, com Nélson a assumir o trono de rei da brincadeira e Liedson uma das suas “vítimas”. No que toca a seleções, confirmamos que Lourenço é o único português a vencer duas vezes o Torneio de Toulon, mas acaba por ser internacional A por Angola. Se de passado estamos conversados, que dizer do presente e do futuro? Depois da experiência na Arábia Saudita, Lourenço está de regresso e vai estrear-se como treinador sénior no Campeonato de Portugal.

– Da Arábia Saudita para a zona centro de Portugal –

Bola na Rede: Descobri na pesquisa para a entrevista que Lourenço não é nome próprio. Preferes que te chame Lourenço ou Luís?

Lourenço: É igual.

Bola na Rede: É nome de família?

Lourenço: É nome de família, sim.

Bola na Rede: Estás na Arábia Saudita neste momento?

Lourenço: Não, neste momento já estou em Portugal.

Bola na Rede: Como se deu a tua ida para lá?

Lourenço: Foi através de um empresário. Fez-me um convite enviado por um coordenador português, que queria treinadores portugueses para a formação da Arábia Saudita.

Bola na Rede: Como foi a adaptação?

Lourenço: A adaptação é aquela a que o português está habituado, há portugueses em praticamente qualquer parte do mundo. Foi com alguma dificuldade, mas foram coisas que, com o tempo, consegues adaptar-te. Foi ficando mais fácil porque não era o único treinador português, éramos uns dez portugueses.

Bola na Rede: Os portugueses davam-se todos?

Lourenço: Sim, estávamos sempre juntos e acabávamos por treinar uns a seguir aos outros no mesmo sítio. Íamos ver os jogos uns dos outros e trocávamos ideias.

Bola na Rede: Aprendeste a língua?

Lourenço: Um pouco. Coisas básicas, “bom dia”, “boa tarde”. Também expressões relacionadas com futebol. Eu tinha um tradutor por isso falava muito em inglês, passava-lhe a mensagem em inglês e ele traduzia para os miúdos.

 

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Objetivo cumprido com sucesso, coroado com a subida de divisão, sem derrotas. Vencer é bom, vencer dentro de campo é ainda melhor. Era nosso desejo vencer dentro do terreno, tal não foi possível devido à Pandemia mas não existe outra solução e quando não existe solução, solucionado está. Celebrar em família, uma enorme família que foi a minha nestes longos meses de muito trabalho. Agora é procurar um novo desafio. Continuar a Formar, Crescer, Evoluir e se possível Ganhar. Sou #FeitoDeFutebol e é aqui que quero continuar a contar a minha História. Obrigado aos atletas e staff pela conquista, e a todos que estão a acompanhar o meu trabalho, sem todos vocês era impossível. Continuam nesta viagem comigo? 😉

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Bola na Rede: Esta época estavas a treinar os Iniciados do Al-Wehda certo?

Lourenço: Sim. Estávamos perto de ser campeões, mas a pandemia não deixou. Na altura quando parámos íamos jogar as meias-finais. No fundo, fomos quatro campeões nacionais.

Bola na Rede: Quais as perspetivas para o futuro?

Lourenço: Já tive oportunidade para voltar para lá há duas ou três semanas, mas por uma questão ou outra não se concretizou. Pela expetativa do clube e também pela minha acabámos por não chegar a um acordo.

Bola na Rede: Até agora treinaste sempre nos escalões de formação. Gostavas de treinar também no escalão sénior?

Lourenço: Sim, estou com essa expetativa neste momento. Tenho estado a falar com algumas pessoas, há uma coisa mais ou menos encaminhada.

Bola na Rede: Para treinar em Portugal?

Lourenço: Sim. Nos próximos dias deverá ser do conhecimento público.

Bola na Rede: É para treinar uma equipa de que escalão?

Lourenço: Campeonato de Portugal. Será na zona centro.

Bola na Rede: José Mourinho disse no documentário do Tottenham que para ele o futebol se baseia em tentar ganhar. Na tua opinião, esta máxima também se aplica no futebol de formação ou não tanto?

Lourenço: Sim, eu penso que se aplica. Eu tive dois grandes professores na formação, que já não estão connosco: Osvaldo Silva e César Nascimento. Eles diziam que não gostavam de formar derrotados. Temos que saber formar, sim, mas temos de saber formar com vitórias. O Sporting não pode formar uma equipa que não ganha títulos, que não propicia grandes valores, que não consegue dar jogadores para a equipa principal. Quando estamos a falar de uma realidade que não tem os melhores de Portugal, aí sim estamos a formar para tentar chegar ao máximo. Uma equipa como o Sporting, o Braga, o Porto, o Benfica, o Rio Ave, se chegam e dizem que só estão ali para formar, não é muito justo. Até porque o próprio atleta passa a não ter objetivos para além de ser só formado.

O Clube da Terra: Caldas SC

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Diretamente das Caldas da Rainha para os palcos do Bola na Rede TV, o Caldas SC foi a formação que esteve em destaque no segundo programa d’O Clube da Terra. Jorge Reis (Presidente), de José Vala (Treinador) e de Thomas Militão (capitão de equipa) foram os escolhidos para representar o histórico clube do Oeste.

A pandemia de COVID-19 ofereceu-nos uma temporada completamente atípica na época transata e para a época 2020/21 não será diferente. Os adeptos não vão estar nas bancadas do mítico Campo da Mata e isso será notado por toda a equipa do Caldas SC. Apesar de não haver apoio, o treinador José Vala mantém a ideia de que a preparação é igual como sempre e que o clube estará preparado para tudo.

Contudo, foi relembrado, por um dos nossos espetadores, que a opção de ter um «lugar cativo» numa das árvores que rodeiam o estádio do clube está disponível. Situação que já aconteceu durante um dos amigáveis que o Caldas SC fez na preparação para o Campeonato de Portugal.

Inevitavelmente, acabou-se por falar da mítica campanha de 2017/18 na Taça de Portugal. O Caldas SC, na altura apelidado de “tomba-gigantes” e de surpresa da edição, alcançou uma meia-final histórica. O clube do Oeste acabou por ser eliminado pelo CD Aves, que viria a ser o vencedor. José Vala e Thomas Militão não se vão esquecer da moldura humana que compôs o Campo da Mata. Já o presidente afirmou que «o clube renasceu [com a chegada às meias-finais], mas que se manteve».

Num programa onde houve também duras críticas à FPF por causa da restruturação do Campeonato de Portugal e da criação da Terceira Liga. Tanto treinador como presidente acreditam que o Caldas SC deve estar na «linha da frente» e que o objetivo é subir à nova liga criada. Porém, se isso não acontecer «o clube vai sobreviver». Jorge Reis voltou a criticar a FPF por todo o cenário que está montado no Campeonato de Portugal.

Programa com a moderação de Carolina Neto, comentários de João Reis Alves e Rui Cipriano Duarte e a participação de José Vale, Jorge Reis e Thomas Militão.

Moreirense FC 2-0 SC Farense: A sorte não mora no Algarve

A CRÓNICA: Fábio Abreu abriu o portal, Rafael Defendi ficou lá preso

A jornada inaugural da Liga NOS colocou, olhos nos olhos, Moreirense FC e SC Farense, recém-promovido e vice-campeão. O embate, sob o ponto de vista histórico, concretizou-se apenas por duas ocasiões, com vantagem notória para os da casa. Na época 2013/2014, as equipas defrontaram-se na LigaPro: os escritos registam uma vitória caseira (2-1) e um empate forasteiro (0-0). Para a equipa oriunda do Algarve, 20 de setembro sinaliza uma data com um travo adocicado: o regresso ao principal escalão do futebol português e o primeiro jogo oficial na era pós-pandémica. 

Jogo melancólico? Fábio Abreu respondeu à pergunta volvido um minuto do começo da partida: Pedro Amador faz o movimento interior, desmarca Filipe Soares e este, sem olhar a desperdícios, assiste o angolano milimetricamente. O placard mexia! 1-0! 

Se o início foi frenético, o que restou da primeira parte deitou por terra essa condição. Exceção à regra foi Ryan Gauld que, inspirado pelo epíteto de “mini-Messi” outrora recebido, fez abanar a trave da baliza à guarda de Matheus Pasinato, com um remate força e colocação. Ao minuto 26, os algarvios davam mostras de crescimento na partida e faziam bailar o quarteto defensivo adversário. 

À passagem do minuto 35, Lucca envia a bola junto ao canto inferior direito e esta descreve o movimento raso ao mesmo, após mau alívio da defensiva cónega e desatenção de Steven Vitória. 

Apito do árbitro, intervalo no Comendador Joaquim de Almeida Freitas. A superioridade dos algarvios não condizia com o resultado.  

A segunda parte foi descortinada com o mesmo alvoroço: ao minuto 48, Matheus Pasinato, absorvendo de modo astuto as características do relvado, desenha um passe com destino a Pedro Nuno; na resposta, Rafael Defendi antecipa-se e toca a bola com as mãos no limite da grande área. Expulsão! O SC Farense ficou reduzido a dez unidades e viu a sua tarefa complicar-se.

Onze minutos volvidos e resultante da decisão do VAR, os cónegos dilatam a vantagem: Alex Soares, após profundidade da autoria de D’Alberto, extrai o raio-x do primeiro tento e alimenta Pedro Nuno. 2-0! O placard volta a sofrer mutação!

O septuagésimo minuto voltou a dar algum entusiasmo à partida: Filipe Soares recuperou a meio campo, lateralizou para Lucas Silva e este, após corrida desenfreada, assiste Fábio Abreu, que desperdiça. No espaço de cinco minutos (entre os 80 e os 85), Fábio Abreu conseguiu adotar a postura perdulária defronte do guarda-redes algarvio por duas vezes consecutivas, Pedro Amador encarnava no espírito de Forrest Gump e o SC Farense rubricava a sua sentença de morte.

Dada a conjugação dos momentos de jogo, o equilíbrio cercou o relvado. Se os algarvios dominaram a primeira parte, os anfitriões controlaram e assumiram o papel principal na segunda. O fator “sorte” decidiu a favor dos cónegos e não bateu à porta dos visitantes. De parte a parte, boas indicações: as rotinas já conhecidas de Ricardo Soares e as agradáveis surpresas que Sérgio Vieira potenciou, embora sem êxito.

A FIGURA:

GOLO! Moreirense FC, Fábio Abreu aos 2′, Moreirense FC 1-0 SC Farense #LigaNOS
🎥⏱ https://t.co/i9MQezYkZM pic.twitter.com/JF4PbxhYrP

— VSPORTS (@vsports_pt) September 20, 2020

Fábio Abreu – a “magnum opus” deste conjunto proveniente de Moreira de Cónegos. Hoje, pecou na finalização. Mas vê-lo durante uma partida é gratificante. Possante, inteligente sem bola e com disponibilidade total para desgastar um quarteto defensivo bem constituído e estruturado. A forma como constrói e fomenta o aparecimento de de perigo na área adversária, o “jogar de costas” para a baliza e a velocidade aliada ao ímpeto fazem adorar o ponta-de-lança que encerra em si a modernidade.  

O FORA DE JOGO: 

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rafael Defendi – a boa exibição e as aspirações da equipa algarvia, na primeira parte, foram traídas pela expulsão do guarda-redes brasileiro. Comprometeu o esforço e dissolveu a esperança depositada na qualidade de Mansilla, nos pequenos rasgos de Ryan Gauld e no músculo de Lucca.

ANÁLISE TÁTICA MOREIRENSE FC: 

Ricardo Soares, relativamente à época transata, alterou pouco da estratégia que sempre privilegiou e, por isso, a aposta no 4x3x3 não primou pelo fator surpresa. Fábio Abreu, jogador na iminência da saída desde a abertura do mercado, constituía a principal referência de ataque. Alex Soares, apesar de posicionado no setor central do terreno, era o escolhido para assumir a guarida ofensiva. Pedro Amador era aposta em detrimento de Abdu Conté.

As transições ofensivas eram efetuadas, frequentemente, pelo lado esquerdo: Pedro Nuno, violando o interior da quadra, apostava na meia-distância e permitia que Filipe Soares fosse uma opção válida nas suas costas. A profundidade era uma constante, Lucas Silva e Pedro Nuno eram os mais solicitados. Fábio Abreu, no seu estilo, a estancar e a construir a partir de trás.

Após a expulsão, a equipa da casa controlou melhor as investidas algarvias e sossegou com o 2-0: maior pressão sobre o adversário, menos espaço concedido, transições ofensivas rápidas e com superioridade na maioria das vezes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES: 

Matheus Pasinato (6)

D’Alberto (6)

Rosic (6)

F. Pacheco (7)

F. Abreu (7)

Filipe Soares (7)

Lucas Silva (6)

S. Vitória (6)

Alex Soares (6)

Pedro Nuno (6)

Pedro Amador (7)

 SUBS UTILIZADAS: 

 Pires (5)

Matheus S. (4)

Ibrahima (4)

Franco ()

ANÁLISE TÁTICA SC FARENSE: 

Em Moreira de Cónegos, a formação algarvia apresentou-se alicerçada num 4x4x2, sistema tático no qual o músculo do miolo assentava na maior das preocupações. Mansilla e Fabrício Isidoro assumiam a função de uma espécie box-to-box laterais, equilibrando as transições defensivas e ofensivas, enquanto que, a Ryan Gauld, disposto junto do ponta-de-lança, competia a criatividade e a pauta do jogo. 

Início de jogo com a disposição baixa das linhas no terreno. Lucca era o rosto visível do espírito aguerrido, delineando o transporte de bola a partir do seu meio campo defensivo. A aposta na projeção dos laterais foi um ato de pura inteligência e surtia efeito, a pouco e pouco, bem como a profundidade ganha nas costas de D’Alberto. Combinação interessante e triangulações bem desenhadas entre Fábio Nunes e Mansilla.

A expulsão não retirou qualquer réstia de vontade ao SC Farense. O sistema tático esvaiu-se e o coração comandou os movimentos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES: 

Rafael Defendi (4)

Amine (5)

Stojilikovic (5)

Mansilla (7)

Bura (5)

Fabrício Isidoro (6)

Ryan Gauld (6)

Cássio Scheid (5)

Lucca (7)

Alex Pinto (6)

Fábio Nunes (7)

SUBS UTILIZADAS:

Miguel Bandarra (4)

Hugo (6)

H. Marques (4)

Cláudio Falcão (5)

Pedro Henrique (4)

Alvarinho (5)

CONFERÊNCIA BNR:

Redator BnR – Mister, considera que o facto de estar sem competir desde março, período pandémico, teve influência no desempenho da equipa?

Sérgio Vieira (SC Farense) – Esse período foi determinante para ajustar processos lógicos e os índices de competitividade de alguns jogadores, assim como teve a sua preponderância e importância para o desempenho coletivo. Além disso, transitamos para esta época com cerca de 50% do plantel: existem diversos jogadores com problemas físicos como é o caso do Madi Quetá, o César e o Abner, por exemplo. Contudo, perante as circunstâncias, parabenizo a equipa pelo que fez hoje e pela excelente atitude que demonstrou nas quatro linhas.

Redator BnR – Qual é a avaliação que faz da exibição do Pedro Amador, único reforço a encabeçar a titularidade? Considera ter uma boa dor de cabeça pela competitividade com Abdu Conté?

Ricardo Soares (Moreirense FC) – Relativamente ao Pedro, considero que realizou um excelente jogo. A meu ver, é uma grande contratação. A direção esteve muita atenta e foi uma decisão de enorme assertividade. Conheço pessoalmente o Pedro e sei perfeitamente que me dá todas as garantias que necessito. Quanto à questão que inclui o Abdu, creio que irá ser uma enorme luta entre eles. Joga quem estiver melhor, como é lógico. Mas, para mim, sem dúvida nenhuma que é uma ótima dor de cabeça!

Diogo Queirós: O central que se tarda em afirmar na defesa portista

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Mais uma pré-época e mais uma vez não parece ser desta que Diogo Queirós se vai estabelecer no grupo de trabalho às ordens de Sérgio Conceição. O internacional pelas camadas jovens de Portugal faz parte da “geração de 99”, que tem feito as delícias de todos os adeptos portugueses ao conquistar diversas competições internacionais, além disso o atleta também tem tido um percurso de sucesso pela formação azul e branca, tendo capitaneado os “dragãozinhos” para a conquista inédita da “Youth League”, por exemplo.

À soma disso, Queirós é tido como um central de futuro, ou seja, cuja as suas capacidades e qualidades fazem prever que poderá ser um defesa de bom nível, pois é seguro com bola, alia um grande poder de concentração ao desarme e é forte nas bolas paradas, tanto defensivas como ofensivas e não tem medo de assumir a liderança de uma equipa, características que todos os treinadores apreciam num jogador daquela posição.

Desde cedo que o apontam como um “novo Jorge Costa”, histórico defesa dos portistas, contudo o seu futuro não parece passar pelo relvado do Estádio do Dragão. É certo que ainda estamos a falar de um jovem, 21 anos, e que no futebol tudo muda de um momento para o outro, mas num clube com limitações financeiras e falando de um central com qualidade, foi tido como um jogador revelação no campeonato belga, no seu anterior empréstimo ao RE Mouscron, é algo estranho que não seja equacionado para integrar no plantel do FC Porto.

Desta forma, o mais óbvio parece a sua saída, seja em definitivo ou por empréstimo, aqui vai depender muito das esperanças que o clube deposita nele, sendo que o estrangeiro parece ser o cenário mais provável. Nas últimas semanas, o Olympiacos Pireu, orientado por Pedro Martins, foi o emblema mais associado ao futebolista português, para que possa substituir a possível vaga de Rúben Semedo, muito conectado ao SL Benfica.

Por sua vez, é de conhecimento público, que o FC Porto está num mercado para contratar mais um defesa-central, uma vez que Marcano ainda está de contas com uma lesão, enquanto que o futuro de Diogo Leite ainda não está totalmente definido, já que a sua saída ainda é uma realidade. Perante isto, o jovem central português parece ter todos os destinos em abertos menos o da equipa principal dos dragões, pelo menos, para já.

Gigante Pogacar vence Tour de France

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Chegou ao fim mais uma edição do Tour, desta vez com vitória do jovem esloveno Tadej Pogacar (UAE Team Emirates), que fez uma recuperação extraordinária na classificação geral. Na última etapa, nos Campos Elísios, a vitória foi para Sam Bennett. Com um sprint exemplar, o camisola verde bateu toda a concorrência na chegada a Paris.

ETAPA 16

Vamos ao resumo da última semana, com os ciclistas a encontrarem dificuldades logo a seguir ao dia de descanso. Uma etapa talhada para a fuga, em que muitas equipas procuraram estar na frente. Cerca de 20 ciclistas conseguiram ganhar destaque face ao pelotão, com nomes importantes como, Alaphilippe, Alberto Bettiol, Barguil, Carapaz e Neilson Powless. Quentin Pacher era outro dos fugitivos, e conseguiu fugir dos seus colegas de fuga numa das dificuldades do dia.

Atrás dele seguia Carapaz, Kamna, Alaphilippe e Reichenbach. O equatoriano Carapaz e o alemão Kamna deixavam para trás os outros dois elementos, mas depressa sobrou apenas Kamna na frente. O homem da Bora-Hansgrohe abriu uma grande vantagem, que lhe deu espaço suficiente para a vitória, que lhe tinha escapado na etapa 13, onde perdeu apenas para Daniel Martínez (EF Pro Cycling).

Os favoritos chegaram a 16m48s do primeiro lugar, sem grandes alterações na geral, apenas com a troca de lugares entre Tom Dumoulin e de Nairo Quintana, com o primeiro a subir ao nono lugar, enquanto que o segundo desceu para a décima posição.

Nesta etapa, o francês Pierre Rolland (B&B Hotels-Vital Concept) igualou o primeiro lugar de Benoît Cosnefroy na camisola da montanha, ambos com 36 pontos. Jérôme Cousin (Team Total Direct Energie) chegou fora do tempo limite, enquanto que David Gaudu (Groupama-FDJ) não concluiu a etapa.

Chelsea FC 0-2 Liverpool FC: Reds metem a segunda

A CRÓNICA: CHELSEA FC UNS FUROS ABAIXO DO CAMPEÃO

No primeiro grande teste da temporada para ambas as equipas, reds e blues não fizeram um jogo tão bonito como um jardim com rosas e violetas.

O primeiro momento de maior agitação nasce de uma saída em falso de Kepa. Salah aproveitou o desnorte do espanhol e cruzou para Firmino, mas valeu a atenção da defesa do Chelsea.

Nos primeiros minutos, Havertz, no corredor central, funcionou como um facilitador, associando-se com muita qualidade aos seus colegas. Foi a partir daí que o Chelsea chegou à frente. Havertz partia do centro do terreno, mas saía do meio dos centrais com facilidade para libertar espaço para os seus colegas, principalmente Werner.

Ainda assim, foi o Liverpool que controlou o primeiro tempo, dificultando a vida ao Chelsea quando os blues tentavam atacar de forma organizada.

No fechar da primeira parte, como uma gazela, Mané esgueirou-se a Christensen que fez falta para impedir o jogador do Liverpool de se isolar.

Na segunda parte, o jogo mudou. Klopp previu o recuo do Chelsea e estreou o abre-latas Thiago. Cinco minutos depois, Salah, Firmino e Mané triangularam entre si e, com um cruzamento na direita, Firmino encontrou Mané para o primeiro.

Não foi preciso esperar muito para o segundo. Kepa erra a sair a jogar e oferece a bola a Mané que só teve que encostar.

Os londrinos ainda podiam ter reduzido, mas Jorginho deu-se ao luxo de falhar uma grande penalidade. Alisson atirou-se para o seu lado esquerdo e impediu que a bola tocasse nas redes. Pouco depois, novamente Alisson levou a melhor no cara a cara com Abraham.

Após uma temporada brilhante na Premier, o Liverpool é tido como o alvo a abater, pelo que a defesa do título não se avizinha fácil. Para já, alheio a tais pressões, o campeão venceu um Chelsea reforçado, mas longe da sua versão final, averbando a segunda vitória consecutiva, e soma seis pontos em seis possíveis. No próximo jogo, os reds recebem o Arsenal, enquanto os comandados de Frank Lampard vão ao terreno do West Brom.

 

A FIGURA


Sadio Mané – dois golos e muito trabalho no momento de pressão. É o elemento dos três da frente que mais se sacrifica em prol da equipa. Hoje viu o seu esforço ser recompensado.

 

O FORA DE JOGO


Kepa – não foi preciso pensar muito. O espanhol continua a não fazer jus à aposta que nele foi feita. Sempre intranquilo e com erros graves, desequilibrou pela negativa.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Klopp alertou para as dinâmicas variadas que o Chelsea poderia apresentar com os jogadores ao dispor de Frank Lampard, mesmo sem Christian Pulisic, Hakim Ziyech, Ben Chilwell e Thiago Silva. O treinador inglês fez mesmo alterações na equipa: Loftus-Cheek, que desiludiu na primeira jornada, saiu, dando lugar a Kovacic. Desta vez, a equipa apareceu montada em 4-3-3 em detrimento do 4-2-3-1 da jornada anterior. A frente de ataque dos londrinos mostrou-se muito móvel, procurando baralhar a defesa dos reds. A ordem era para jogar apoiado, mas a pressão do Liverpool não deixou, pelo que o Chelsea, só em transição e com poucos toques, se acercou da baliza adversária. Destaque para o pouco envolvimento dos laterais. Embora sem sucesso, o Chelsea insistiu sempre em sair a jogar.

No capítulo defensivo, Werner encarregou-se de defender o lado esquerdo, poupando Havertz a esse momento. A linha mais recuada do Chelsea, sabendo que o ataque à profundidade do Liverpool é letal, controlou bem o espaço nas suas costas. No entanto, na primeira parte, a única vez que não o fez resultou na expulsão. Na segunda parte, arrumou-se em 4-4-1.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kepa (3)

Alonso (4)

Christensen (4)

Zouma (5)

James (4)

Jorginho (4)

Kanté (5)

Kovacic (4)

Mount (5)

Havertz (6)

Werner (7)

SUBS UTILIZADOS

Tomori (4)

Barkley (3)

Abraham (3)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Como habitualmente, e à semelhança do Chelsea, o Liverpool também veio para o jogo em 4‑3‑3. Henderson liderou o meio-campo, quer com bola, quer nos momentos de marcar a pressão. Na frente, as habituais trocas constantes. A ordem de Klopp era simples: asfixiar o Chelsea. Dessa forma, impediram os blues de organizarem os seus ataques e procuraram vertiginosamente ferir a defesa contrária. Com a inclusão de Thiago, a qualidade do jogo de posse dos reds cresceu exponencialmente, o que, uma vez em vantagem, foi importante para a equipa gerir o jogo com bola.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (8)

Fabinho (7)

van Dijk (7)

Robertson (7)

Alexander-Arnold (7)

Wijnaldum (7)

Keita (6)

Henderson (7)

Firmino (7)

Mané (8)

Salah (7)

SUBS UTILIZADOS

Thiago (7)

Milner (6)

Minamino (-)

GP Dell’Emilia Romagna: A redenção de Maverick Viñales

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A CORRIDA: ORA CAI UM E A SEGUIR CAI OUTRO. DEPOIS CAI OUTRO QUE SÓ UM É POUCO

Se isto fosse um daqueles jogos de Taken, havia aquela intro meio que a gritar “ROUND 2”. Porquê? Porque era dia de mais uma corrida em São Marino, Itália, e tínhamos mais uma vez Maverick Viñales (Yamaha) na pole. Porém, já sabemos como acabou a brincadeira a semana passada e aposto que havia fantasmas a passar pela cabeça do espanhol.

O arranque do GP Dell’Emilia Romagna foi, à semelhança do último, péssimo para Vinãles e Jack Miller (Pramac Racing) chegou-se à frente nas primeiras curvas. Contudo, o número 12 não queria deixar fugir nova vitória de corrida e prontamente se meteu à frente do australiano.

As primeiras curvas foram de quedas constantes. Primeiro, foi Aleix Espargaró (Aprilia) a perder o controlo da sua moto e a levar consigo Franco Morbidelli (Petronas Yamaha STR), último vencedor de um GP. Depois, foi Valentino Rossi (Yamaha) a deixar escapar a frente da moto e a perder diversos lugares até que desistiu. Faltava Brad Binder (KTM Factory Racing) cair não uma, mas duas vezes!

Passadas todas as quedas, foi tempo de ver emoção lá na frente. Francesco Bagnaia (Pramac Racing) fez o que quis de Viñales e disse adeus de uma forma muito fácil ao espanhol. Uma vantagem que chegou perto de um segundo, não fosse também cair perto das últimas voltas finais. O italiano ia de forma isolada na frente e acabou por ter um problema na mota e parar à gravilha. Ainda assim, dar destaque ao que o piloto italiano estava a fazer durante o GP.

Com a queda de Bagnaia, Maverick Viñales disse “sim” à liderança e de lá não mais saiu. Era a redenção que se precisava para o espanhol, depois do desastre que tinha sido na semana passada. Foi à 10.ª vez a partir da pole que Viñales conseguiu ganhar finalmente uma corrida.

Contudo, aquilo que emocionava a corrida era a luta pelo 2.º, 3.º e 4.º lugares. Pol Espargaró vinha em 2.º, Fabio Quartararo em 3.º e Joan Mir em 4.º.

Adivinham como ficou? Não? Bem, Mir já tinha dado um ar de sua graça a semana passado ao ficar no pódio na última curva e agora, a três voltas do final, tirou mais um coelho da cartola. Passou ambos os pilotos à sua frente e terminou em 2.º. Quartararo demorou até passar Espargaró, mas quando passou acabou com uma penalização de três segundos… Óbvio que o italiano cedeu o lugar no pódio ao Espargaró, sendo o primeiro pódio da carreira.

Em 5.º lugar, terminou Miguel Oliveira (RedBull Tech3) numa corrida incrível. Partiu de 13.º e está a dar novamente mostras de que pode lutar com «os meninos lá de frente». Mas também dar o devido destaque a Iker Lecuona (RedBull Tech 3), que vinha perto de Miguel Oliveira, mas acabou por ter uma queda. Por fim, Alex Marquez (Honda) terminou em 7.º lugar e deu os primeiros pontos à Honda!

O campeonato fica ao rubro com Andrea Dovizioso (Ducati) ainda em 1.º, mas com uma pequena vantagem de um ponto para Quartararo e Viñales. De destacar, ali a bandeirinha portuguesa no 8.º lugar (!). Enfim, o que seria do campeonato agora se não em duas corridas não tivesse de abandonar…

Académica OAF 1-0 Estoril Praia SAD: Estudantes passam no primeiro exame

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A CRÓNICA: ACADÉMICA X ESTORIL, UMA PARTE PARA CADA LADO

No primeiro jogo oficial da nova temporada, Académica entrou em campo com quatro reforços no onze inicial que, por isso, tiveram direito ao habitual canelão, uma praxe que consiste em levar com uns pontapés no traseiro por parte dos colegas mais experientes no clube e que estão dispostos em duas filas, formando um corredor. Nem a covid-19 impediu o concretizar desta tradição. O Estoril, já com uma jornada nas pernas, só fez uma mexida: Crespo entrou para o lugar de Bruno Lourenço

A Académica não guardava boas memórias das últimas vezes que recebeu o Estoril. Da última vez que as equipas se encontraram no Estádio Cidade de Coimbra, a equipa da linha venceu por nada mais nada menos que 7-2. Se recuássemos mais, no tempo em que ambas as formações ainda mediam forças na Primeira Liga, o resultado foi de 3-0 para os visitantes. Alheia a isso, a Briosa, seis jogos depois da última vitória frente a este adversário, a voltou a ser feliz.

Após um início de jogo encaixado e poucas situações de real perigo, o Estoril ganhou ascendente a partir da meia hora de jogo e dispôs de duas grandes ocasiões para inaugurar o marcador. Aos 37 minutos, Vidigal, com um grande trabalho individual na esquerda, cruza para o segundo poste, onde Crespo remate enrolado, dando ainda hipótese de Aziz, num golpe de agilidade, conseguir empurrar contra o poste. O jogo ganhou ritmo e para correrias e ataques à profundidade está lá Aziz. Fugiu pela segunda vez no jogo a Silvério e nem a ajuda de Zé Castro o impediu de rematar de pé esquerdo. O remate saiu por cima. No início da jogada a Académica pediu penálti.

A segunda parte iniciou-se com uma Académica intranquila e Aziz voltou a causar perigo. No entanto, aos 50 minutos João Mário cruzou e Bouldini, ainda fora de área, cabeceou fora do alcance de Dani Figueira que poderia ter feito mais no lance. O Estoril sentiu o golo e permitiu que, em cima da hora de jogo, a sociedade João Mário/Bouldini voltasse a funcionar. O primeiro encontrou o segundo sozinho dentro de área, mas valeu a excelente defesa de Dani Figueira.

A meio da segunda parte, Traquina abriu o livro. Primeiro uma roleta sobre dois adversários para deixar com água na boca quem assistiu ao encontro. Depois, aos 77 minutos, faz um túnel sobre o seu opositor, desmarca João Mário que atira à barra.

Mesmo no final do jogo, o perigoso cruzamento de Joãozinho não foi transformado em golo. Uma ocasião flagrante que o Estoril não usou para chegar ao empate.

No estádio, vazio como tem sido habitual, os adeptos da Académica marcaram presença com tarjas na bancada, uma delas com a mensagem “A nossa doença não tem cura”. Os gritos de “A-Ca- Dé- Mi- Ca” e “Brioooosa” vindos de fora do estádio (e, por vezes, dentro) foram também audíveis. Dentro do mesmo, Jorge Condorcet, sócio número um da Briosa entrou com os jogadores e encarregou-se de os representar.

No final, o degradado placar do Estádio Cidade de Coimbra fixou-se no 1-0. Com os primeiros três pontos, no primeiro jogo oficial da época, a Académica volta a jogar fora, na quarta-feira, frente ao Cova da Piedade. O Estoril regressa, na quinta-feira, à região centro do país para jogar contra o Académico de Viseu.

 

A FIGURA

João Mário – Foi um dos destaques da Briosa, mostrando-se muito ativo na manobra ofensiva dos estudantes. Um dos homens-chave da formação da casa, fez a assistência para o golo de Bouldini, serviu os avançados com importantes passes de rutura e ainda mandou uma bola à barra da baliza defendida por Dani Figueira, após uma boa jogada de construção ofensiva. Destaque ainda para a grande exibição de Traquina.

 

O FORA DE JOGO

Loirentz Rosier – O médio francês dos estorilenses foi o fora de jogo desta partida, mostrando muitas dificuldades de entrosamento com os colegas de equipa no centro do terreno e pouco deu ao jogo da formação visitante, motivo pelo qual acabou por ser substituído nos primeiros minutos do segundo tempo, dando lugar a Cicero.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A formação da casa entrou perfilada num sistema tático base de 4-4-2, que se transformava num 4-3-3 no momento da transição ofensiva. Com quatro reforços no onze inicial, a turma de Rui Borges entrou bem na partida, assumindo o controlo da posse de bola nos primeiros minutos do encontro e pressionando a primeira linha de construção dos visitantes, mas acabou por abdicar dessa pressão com o decorrer da partida, permitindo algum crescimento do Estoril no encontro. No segundo tempo a equipa cresceu na partida e superiorizou-se ao adversário tanto defensiva como ofensivamente, com João Mário em grande destaque.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (6)

Mike (6)

Zé Castro (6)

Silvério (6)

Bruno Teles (6)

Fabinho (6)

Guima (5)

Dias (6)

João Mário (8)

Traquina (7)

Bouldini (7)

SUBS UTILIZADOS

Furtado (-)

Pedro Pinto (-)

Rafael Vieira (-)

Fábio Vieira (-)

Diogo Pereira (-)

 

 

 

ANÁLISE TÁTICA – ESTORIL PRAIA SAD

Bruno Pinheiro efetuou apenas uma alteração em relação à partida frente ao Arouca, apostando no médio Crespo em detrimento de Bruno Lourenço. O treinador da formação da linha apostou num dispositivo base de 4-2-3-1, que rapidamente mudava para um 4-3-3 no momento atacante, em que os avançados Vidigal e Yakubu se “abriam” de maneira a abrir espaço para que o médio Zé Valente se juntasse ao ataque. Graças às suas dinâmicas ofensivas e ao bom ataque à profundidade dos homens da frente, em especial Yakubu Aziz, os estorilistas foram a equipa que esteve mais perto do golo no primeiro tempo. Já no segundo tempo, a formação lisboeta desceu de rendimento, tendo ido um pouco abaixo após o golo sofrido, mostrando dificuldades em reencontrar-se na partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dani Figueira (5)

João Diogo (5)

Hugo Basto (5)

Hugo Gomes (5)

Joãozinho (5)

Crespo (4)

Rosier (4)

Gamboa (6)

Zé Valente (5)

Yakubu Aziz (6)

Vidigal (7)

SUBS UTILIZADOS

Cicero (-)

Paulinho (-)

Bernardo Vital (-)

André Clovis (-)

 

 

CONFERÊNCIA BNR

BnR: Já se revê nesta equipa da Académica. Que ideias já foram concretizadas e quais ainda quer ver melhoradas?

Rui Borges: Claramente, revejo-me naquilo que é o nosso trabalho na equipa. É o primeiro jogo. Estamos a repetir comportamentos. Não fugiram àquilo que são os nossos princípios. Não estou preocupado. Estou otimista em relação ao futuro.

BnR: O Estoril teve sempre mais sucesso no ataque à profundidade, pelo que mostrou alguma dificuldade em ligar o jogo por dentro e Rosier parece ter passado ao lado nesse momento do jogo. Pensa que podia ter sido por aí que podiam ter mexido com o jogo?

Bruno Pinheiro: Há que dar mérito ao adversário. O Estoril vai sempre querer jogar com a bola. Temos um treinador novo, plantel novo… estas ideias não se consolidam nem em seis meses, mas não vamos abdicar delas.

 

Rescaldo com opinião de Francisco Martins e Pedro Paulo

O impacto da covid-19 no futebol

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O futebol sem os adeptos é “como ir ao circo e não ver palhaços”, rematou de forma tão certeira o capitão da Seleção Nacional, Cristiano Ronaldo, nas declarações proferidas após a recente partida das quinas frente à Suécia, a contar para a Liga das Nações. Poderemos discutir se foi a melhor expressão para retratar a situação, mas todos nós, amantes do futebol, sentimos uma espécie de vazio que teima em não ser preenchido, além duma ligeira revolta pela indefinição quanto a uma data para que tudo volte ao normal.

Mas, o que é o “normal” agora? Antes, era normal juntarmos os amigos e família para uma ida ao estádio e, a cada golo, festejarmos efusivamente com o vizinho da cadeira ao lado, mesmo que este fosse um completo desconhecido. Havia algo que nos unia – o amor ao futebol e ao nosso clube de coração. Era normal cantarmos junto com a claque aquelas músicas que sabemos desde pequeninos, que os nossos pais nos ensinaram orgulhosamente quando ainda nem tínhamos idade para perceber o verdadeiro significado das letras. Na verdade, não precisávamos de perceber, porque já sentíamos aquela emoção indescritível que é ver o nosso clube vencer.

Agora, tudo isto se perdeu. O “normal”, neste momento, é ver cada partida no sofá de nossa casa, que será mais confortável, é certo, mas não será a mesma coisa. Isto se realmente houver jogo, porque o normal agora também é vivermos na incerteza se vai haver algum adiamento a cada jornada, motivado pelos únicos testes positivos que ninguém deseja.

O regresso ao estádio é muito ansiado pelos adeptos Fonte: Bola na Rede

A situação não agrada a ninguém: treinadores e jogadores já manifestaram, por várias vezes, a falta que fazem os adeptos nos estádios para dar aquela motivação extra à equipa ou mesmo para providenciarem a assobiadela necessária para acordar os jogadores quando a exibição não está a ser a melhor. Os clubes, por sua vez, estão também cada vez mais desesperados financeiramente, afetados por uma crise que parece não ter fim e que afeta, sem exceção, todos os setores da sociedade.

O próximo passo, já alcançado noutros campeonatos, também não será o mais agradável, mas é aguardado com ansiedade. Trata-se do regresso às bancadas dos estádios, ainda que afastados pelo já habitual distanciamento social necessário e sempre munidos das nossas mais fiéis amigas nos últimos tempos: as máscaras. Não será o mesmo, é certo. Porém, acredito que, apesar de todas as condicionantes, conseguiremos matar as saudades e dar ao futebol o verdadeiro espetáculo que ele merece.

Obviamente, o panorama atual desperta-nos preocupações muito mais primordiais que o regresso dos adeptos aos estádios, ainda para mais com o recente aumento significativo de novos casos positivos à covid-19 nos últimos dias. De qualquer forma, no seu devido tempo, é importante discutir seriamente entre as entidades responsáveis como e quando vai acontecer este regresso – até porque já foram permitidos a outros deportos e atividades culturais a presença de público -, sob o risco de penalizar de forma irreversível alguns clubes (e todos os que dependem destes) que necessitam das receitas de bilheteiras para sobreviverem. Muito mais tempo sem adeptos e corremos o risco de matar o futebol.