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CD Cova Piedade 0-4 CD Mafra: Quarteto de estreantes dão goleada aos mafrenses

A CRÓNICA: CD MAFRA, A EQUIPA REVELAÇÃO, É CADA VEZ MAIS UMA CERTEZA

Começou em grande a temporada para o CD Mafra, com uma vitória gorda frente ao CD Cova Piedade, que ainda não acertou passo após a manutenção na secretaria. Os problemas nos piedenses começaram logo no aquecimento, com o defesa Kiko Zarabi, ex-SC Covilhã, a lesionar-se e a ter de ser substituído por Francisco Varela. Depois, já com a bola a rolar, veio o domínio do CD Mafra.

Logo a abrir o jogo, Rodrigo Martins fez um remate à meia volta que saiu pouco ao lado da baliza, seguido de uma dupla oportunidade aos 20 minutos, mas nem Carlos Daniel, nem Okitokandjo acertaram com o alvo. Já o melhor que o CD Cova Piedade fez foi uma tentativa de chapéu de Balogun, que passou bem ao lado.

O golo do CD Mafra apareceu com naturalidade aos 26 minutos, com uma má saída do guarda-redes Iuri Miguel a deixar a baliza escancarada, com Carlos Daniel, ex-SC Beira-Mar, a aproveitar para fazer o 1-0, na estreia a marcar com a camisola dos mafrenses.

Por cima do jogo, os comandados de Filipe Cândido foram atrás do segundo golo, mas sem sorte: primeiro, Iuri Miguel fez a defesa da tarde após cabeceamento de Rodrigo Martins, depois foi Kaká a beneficiar de um penálti após ser rasteirado na área, mas chamado a marcar, o brasileiro atirou à barra.

Em desvantagem, Toni Pereira tentou mexer com a equipa ao fazer entrar Wilson Kenidy, Hugo Machado e Edinho para a segunda parte, mas voltou a ser o CD Mafra a estar perto de marcar num remate de fora da área de Rodrigo Martins, defendido por Iuri Miguel, e um cabeceamento de Nuno Campos, também segurado pelo guardião piedense.

Mas os mafrenses conseguiram mesmo aumentar a vantagem aos 67 minutos através de mais um penálti, depois de Okitokandjo ser rasteirado na área por Kakuba. Chamado a marcar, o próprio holandês enganou o guarda-redes e fez o 2-0.

O CD Cova Piedade ficou à deriva com a desvantagem e já à beira dos 80 minutos voltou a ver o CD Mafra festejar: Abel Camará a cabecear ao primeiro poste, Iuri Miguel não consegue agarrar a bola estava assinado o 3-0.

Confortável no jogo, Filipe Cândido ainda lançou os estreantes Rodrigo Moura e Lee, com o coreano a ter uma estreia de sonho, ao aparecer isolado aos 88 minutos, Iuri Miguel ainda conseguiu uma primeira defesa, mas, na recarga, o jovem de 19 anos fechou a goleada nos 4-0 para o CD Mafra.

 

A FIGURA

Okitokandjo – O avançado holandês estreou-se em grande na Segunda Liga, com um golo e 90 minutos a fazer a cabeça em água à defesa do CD Cova Piedade. Mais um talento «Made In CPP» a mostrar serviço no CD Mafra.

O FORA DE JOGO

CD Cova Piedade – Inofensivos durante praticamente todos os 90 minutos da partida, foi para esquecer o arranque dos piedenses na Segunda Liga. Resgatados na secretaria, Toni Pereira tem muito trabalho pela frente para fazer do emblema de Almada uma equipa que consiga um lugar confortável na Segunda Liga.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA PIEDADE

Apesar da lesão de Kiko Zarabi, Toni Pereira manteve a aposta numa linha de três defesas – Yan Victor, Simão Jr. e Francisco Varela – num 5-3-2 que procurava atacar pelas alas, onde surgiam Thabo Cele e as subidas de Alex Kakuba. No ataque, o principal desequilibrador era Miguel Rosa que, no entanto, teve dificuldades para construir oportunidades para Balogun e João Vieira.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Iuri Miguel (7)

João Amorim (6)

Yan Victor (5)

Francisco Varela (5)

Simão Jr. (6)

Alex Kakuba (4)

Thabo Cele (5)

João Patrão (5)

Miguel Rosa (6)

João Vieira (6)

Balogun (6)

SUBS UTILIZADOS

Hugo Machado (6)

Wilson Kenidy (5)

Edinho (5)

Gonçalo Maria (-)

ANÁLISE TÁTICA – CD MAFRA

Filipe Cândido estreou-se ao comando do CD Mafra a apostar num 4-4-2, com Kaká a jogar atrás do ponta-de-lança Okitokandjo. A equipa mostrou sempre uma linha defensiva bem subida, que deixou o CD Cova Piedade pressionado. A linha defensiva de quatro elementos dificultou a vida ao ataque piedense, enquanto os mafrenses procuravam atacar com quatro elementos, ao aproveitar as subidas dos extremo Carlos Daniel e Rodrigo Martins.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Godinho (6)

Nuno Campos (7)

João Miguel (6)

João Cunha (6)

Gui Ferreira (7)

Carlos Daniel (8)

Ismael (6)

Cuca (6)

Rodrigo Martins (7)

Kaká (5)

Okitokandjo (9)

SUBS UTILIZADOS

Andrezinho (6)

Abel Camará (7)

Tomás Domingos (6)

Rodrigo Moura (-)

Lee (7)

5 jogadores que podem explodir sob o comando de Jorge Jesus

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Após uma pré-época prometedora, com sete vitórias em sete partidas, os comandados de Jorge Jesus estão perto do início oficial da temporada, com o jogo decisivo da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões frente aos gregos do PAOK, onde só a vitória interessa aos encarnados.

O clube da Luz tem-se mostrado muito ativo no mercado de transferências, tendo conseguido assegurar jogadores de alto gabarito como Vertonghen e Everton, assim como jovens promissores como Pedrinho e Darwin, que deverão dar muitas alegrias aos benfiquistas já num futuro próximo.

Portanto, esta semana, decidimos olhar para o plantel do SL Benfica e escolhemos cinco jogadores cujo rendimento desportivo pode, porventura, explodir sob o comando de Jorge Jesus.

Mercado de Transferências: A Loucura Total na Compra e Venda de Atletas

Um rei que recusa um Mustang para cumprir o sonho de sair de um castelo montado num cavalo. Um jovem de baixa estatura que ambiciona sair de casa, na qual é vitima alguma violência, por exemplo, um dia levou algumas oito bofetadas alemãs, daquelas que aleijam bastante vindas dos campeões. Uma escavação petrolífera que é desencantada no meio de um jogo de xadrez. Uma estrela das redes sociais a quem é dada a possibilidade de fazer posts com tripas e rojões. Um ex-recluso/atual cidadão exemplar que, farto de iogurtes Oikos e de Platão, deseja muitíssimo voltar a Portugal, mas que entretanto apanhou para aí um bicho e ’tá complicado. Cavani.

Creio que o caro leitor concordará que todas as frases acima enunciadas dariam belíssimos enredos para estupendas e intermináveis novelas. Imagine, então, a loucura total que seria juntar todos estes enredos numa só novela… Seja bem-vindo ao mercado de transferências.

Fala-se bastante no fabuloso trabalho do Diretor Geral de Futebol do Vitória SC, Carlos Freitas. No entanto, creio que há um erro nessa análise. Tal função parece estar a ser desempenhada, não por Carlos Freitas, mas sim por Gustavo Santos, visto tratar-se de uma remodelação ao estilo de Querido, Mudei a Casa. Pelo meio de uma aventura destas, o clube vimaranense surpreende meio país com a extraordinária contratação de Ricardo Quaresma. É que até a forma como o reforço foi anunciado foi algo brilhante.

Cavani.

Lionel, pobre Lionel. Depois do incrível sucesso que foi a passagem de Leonel Pontes pelo comando técnico da equipa principal do Sporting CP, há agora mais um moço chamado Lionel (eu sei que não se escreve bem igual, caro leitor), um bocado menos conhecido, a dar que falar no mundo da bola. Trata-se, portanto de Lionel Messi. Parece que o “baixinhe” (é importante agradecer a Jorge Jesus uma oferta destas) viveu uma experiência absolutamente traumatizante na cidade de Lisboa. Já aconteceu a todos, é normal.

Aparentemente levou oito bofetadas de um grupo de bandidos alemães. Acabou por ser a “gota de água” para Messi, que se recusava a continuar no FC Barcelona, agora treinado por um individuo que também esteve ligado a Lisboa, o que poderia gerar stress pós-traumático no rapaz. No entanto, tratou-se da “gota de água” num copo que ainda está longe de ficar cheio porque nenhum clube se chegou à frente com um rim, que era mais ou menos o valor exigido pelo Barcelona para libertar Messi, pelo que o astro argentino continuará a servir os blaugrana.

Cavani.

Quando é mencionado o xadrez no mundo do futebol há duas possibilidades: os alternos poder-se-ão lembrar de um xadrez verde e branco, então tratar-se-á do Moreirense FC; os restantes lembrar-se-ão do Boavista FC. Ora esse xadrez do Boavista tem sido uma situação curiosa. Então parece que foram levadas a cabo escavações no Bessa, e pelos vistos a coisa correu tão bem que até petróleo desencantaram neste mercado.

O possível 11 do Arsenal FC para a época 2020/21

O Arsenal FC vive tempos algo paradoxais. Dentro do “aparente” positivo, fez sobressair coisas negativas. Dentro do “suposto” negativo, alcançou coisas positivas. Confuso? Desmontemos isso então! Nos primeiros 20 anos da era Arsene Wenger, o clube londrino ficou sempre entre os primeiros quatro classificados da Liga Inglesa, algo que, por si só, merece destaque. Contudo, num tão longo espaço de tempo, apenas conquistou três campeonatos (o último já há 16 anos!) e chegou a estar quase dez anos sem ganhar um único troféu.

Olhando para as últimas quatro épocas, o Arsenal “dançou” entre o quinto e o oitavo lugar, o que conduziu à saída de Wenger em 2017/18 e ao despedimento do sucessor Unai Emery em novembro de 2019. No entanto, os gunners contam agora com um treinador que ainda nem 30 vezes orientou a equipa e já leva dois títulos conquistados – a formação de Mikel Arteta venceu a Taça de Inglaterra (frente ao Chelsea FC) e a Supertaça Inglesa (diante do Liverpool FC), precisamente nos últimos dois jogos oficiais. É, portanto, uma fase positiva dentro de uns últimos tempos mais complicados.

O jovem treinador espanhol de apenas 38 anos – ex-treinador adjunto de Pep Guardiola no Manchester City FC – aproveitou a época transata (considerada uma “época perdida” bem cedo) para experimentar as mais diversas dinâmicas perante o lote de jogadores que tinha e, com isso, implementar a sua filosofia de jogo. Qualificou o Arsenal para a Liga Europa via taça e melhorou o rendimento da equipa num versátil 3-4-3.

Até ao momento, foram oficializadas contratações interessantes para o plantel londrino e que deverão fazer parte da equipa-base de Mikel Arteta para atacar algo mais na presente temporada – desde logo, uma qualificação para a Liga dos Campeões. No caso de não existirem mais impactantes movimentações neste mercado (desde entradas a saídas) e afastando ainda cenários de lesões graves, então é expectável que seja este o “onze-tipo” do Arsenal para a temporada 2020/21.

Antevisão GP San Marino: Bem-vinda, M1!

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A ANTEVISÃO: YAMAHA NOS TREINOS, YAMAHA NA QUALIFICAÇÃO, YAMAHA NA CORRIDA?

O MotoGP está de volta com o Grande Prémio de San Marino, e parece que, durante esta pequena pausa, a Yamaha descobriu a pólvora.

No circuito de Misano, as Yamaha arrancaram e até agora ninguém consegue tocar nelas. Desde o primeiro treino livre que uma M1 tem estado na liderança, e na qualificação até o recorde de pista caiu. Agora, Maverick Vinales é o dono, com 1:31.411s. Na primeira fila, três Yamaha, Vinales, Franco Morbidelli em segundo, Fabio Quartararo em terceiro e Valentino Rossi na quarta posição e o primeiro da segunda fila da grelha. Resta agora saber o que acontece na corrida. Se tudo correr bem, não precisamos de muita previsão nem de ler nas entrelinhas.

Atrás das dominantes Yamaha, as Ducati da Pramac. Jack Miller foi o melhor dos outros e viu o seu companheiro de equipa regressar. Francesco ‘Pecco’ Bagnaia colocou a outra Ducati na sexta posição, a fechar a segunda fila. Após lesão, o italiano ficou a apenas 0.002s de Miller, o que me impressiona muito, mas em corridas as coisas são diferentes.

Já os homens de saída do fabricante italiano continuam num calvário. Andrea Dovizioso foi o melhor na nona posição, enquanto Danilo Petrucci foi apenas 15.º.

Nas Suzuki, as coisas até podiam ter corrido melhor. Alex Rins foi o melhor da marca japonesa, mas, se não fosse o erro de Joan Mir na tentativa final, o resultado poderia ser diferente. Tendo a moto que acho ser a mais equilibrado de todo o plantel, os homens da Suzuki vão fazer de tudo para subir na classificação.

Na KTM, a melhor da marca austríaca é Pol Espargaró na 11.º posição, enquanto Miguel Oliveira vai partir da 12.º posição. Não parece ser o melhor circuito para a RC16, mas sabemos que, pelo menos, Oliveira é um excelente piloto de domingo e pode colocar a sua moto em lugares mais altos.

Por fim, a Honda vê um dos seus pilotos de fora. Cal Crutchlow não participa neste Grande Prémio devido a lesão. O britânico fez a mesma operação do que Dani Pedrosa em 2015, mas a recuperação ainda não está completa. Para não arriscar, o homem da LCR vai esperar até ao Grande Prémio da Catalunha para volta a montar a RC213V. De resto, Alex Marquez e Stefan Bradl continuam na cauda do pelotão, enquanto Takaami Nakagami foi 14.º.

Foto de Capa: Yamaha Racing

Liverpool FC 4-3 Leeds United FC: Reds sorriem num clássico de loucos

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A CRÓNICA: CAMPEÃO SUA PARA VENCER UM LEEDS PROMISSOR

A antecipação era muita para o embate entre Liverpool FC e Leeds United FC, que jogaram hoje, em Anfield Road, um dos grandes clássicos do futebol britânico. Um jogo que já não acontecia na Premier League há 16 anos.

O início foi emocionante. Decorria o minuto 3 quando o defesa alemão Robin Koch colocou o braço à frente dum remate do Salah e o juíz Michael Oliver não perdoou. O egípcio encarregou-se de cobrar o penálti, e estava feito o 1-0.

Mais surpreendente foi a resposta do Leeds United, que tomou o controlo do jogo a partir daí. Aos 9 minutos, ia havendo golo português, de Hélder Costa, mas acaba anulado por existir fora-de-jogo. Apesar da infelicidade, o empate chega mesmo por intermédio de Jack Harrison que, depois dum passe monumental de Philips, fintou Alexander-Arnold e colocou a bola no canto inferior esquerdo da baliza defendida por Allison.

Embora o Leeds estivesse por cima da partida, o Liverpool conseguiu as melhores oportunidades enquanto o jogo estava empatado. Primeiro, um golo anulado a Sadio Mané, depois de Robertson ser encontrado em posição irregular. E finalmente o 2-1, que nasce de bola parada: canto de Robertson batido ao primeiro poste e respetiva cabeçada certeira de Virgil Van Dijk.

Aos 29 minutos, o Leeds torna a empatar o jogo depois dum erro tremendo de Van Dijk, que tenta aliviar uma bola fácil para Robertson, e acaba a oferecer o golo de bandeja ao avançado Patrick Bamford. Bastaram 3 minutos para ver o marcador a mexer de novo, com um golo fenomenal do rei egípcio, que coloca a bola no buraco da agulha que estava descoberto na baliza defendida pelo jovem francês, Meslier. Vale a pena ver.

Ao intervalo, conta-se a história dum jogo de loucos. 3-2 e uma vantagem merecida do Liverpool, que criou mais situações de perigo.

A segunda parte começa bem mais lenta do que a anterior e o primeiro lance de perigo é o terceiro golo anulado da partida, aos 57 minutos. Depois dum passe de Robin Koch para Jack Harrison, o inglês pica a bola por cima de Allison, mas a bandeirola estava levantada e o golo não contou. O Leeds estava novamente a ser a melhor equipa em campo e chegou, com justiça, pela terceira vez ao empate. Um bom cruzamento de Hélder Costa encontra Klich, que não deixa hipóteses a Alisson. O marcador ditava 3-3 aos 66 minutos.

Volvia o minuto 79 quando surge o quarto golo anulado da partida. Van Dijk surge completamente isolado depois dum pontapé de canto e mete a bola na baliza, mas Michael Oliver assinala falta de Curtis Jones sobre Robin Koch.

O Liverpool chega à liderança pela quarta vez no jogo aos 87 minutos, depois do ex-avançado do Valência, Rodrigo, ter feito uma entrada algo infantil sobre Fabinho dentro da grande área. Novo penálti para Salah, novo golo. O egípcio faz o hat-trick e devolve a liderança ao Liverpool.

O resultado final fixa-se nos 4-3, num jogo cheio de plot twists. Apesar de a vitória ser justa, o campeão ia deixando fugir pontos na 1.ª jornada e tem muito trabalho pela frente. Uma palavra de apreço para o Leeds United, que, apesar da derrota deixa uma grande réplica daquilo que ainda pode oferecer aos telespetadores nas próximas 37 jornadas.

A FIGURA

Mohamed Salah – O rei egípcio foi a grande figura do primeiro clássico entre Liverpool e Leeds nos últimos 16 anos. Sempre inconformado com a performance abaixo do esperado do campeão em título, precisou de marcar três golos para garantir um começo vitorioso dos Reds na defesa do título. Mo Salah teve um grande jogo e assume, desde já, a candidatura à Bota de Ouro. Para já, vai à frente. Já lá cantam três!

 O FORA DE JOGO

Trent Alexander-Arnold – Arranque em falso para o prodigioso lateral-direito. Com culpas diretas no primeiro e terceiro golos do Leeds, Alexander-Arnold parece não ter feito uma única ação positiva ao longo de todo o jogo. Fora, talvez, um lançamento em que desmarcou Salah na segunda parte. E isso é dizer suficiente sobre o dia não que teve hoje diante do Leeds. Um jogo para esquecer do inglês de 21 anos.

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

 O carismático Jürgen Klopp apresentou o seu já tradicional 4-3-3 para o início da defesa ao título de campeão da Premier League. Intensidade, velocidade e impiedade. O ritmo imposto pelos campeões até começou por ser completamente vertiginoso, mas foi-se desvanecendo ao longo da partida. Com o mau jogo de Alexander-Arnold, a sempre perigosa ala direita foi inofensiva. O meio-campo tinha Jordan Henderson a passo de caracol, devido a uma lesão de que ainda está a recuperar, e Naby Keita, que não esteve à altura de assumir o protagonismo que lhe era pedido. Até Van Dijk não esteve ao nível expectável, ainda que tenha marcado um golo. Taticamente, vimos o Liverpool do costume: futebol a dois toques, rápido e um contra-ataque sempre perigoso. Mas com um desempenho abaixo do habitual. Os Reds ganham o jogo pela qualidade individual dos jogadores, nomeadamente de Mo Salah.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

 Allison (6)

Alexander-Arnold (4)

Joe Gomez (5)

Virgil Van Dijk (6)

Andy Robertson (7)

Georginio Wijnaldum (7)

Jordan Henderson (6)

Naby Keita (5)

Mohamed Salah (9)

Sadio Mané (7)

Roberto Firmino (5) 

SUBS UTILIZADOS 

Curtis Jones (6)

Joel Matip (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEEDS UNITED FC

 O regresso do Leeds à Premier League não foi fácil, e ditou a sorte que a turma de Marcelo Bielsa fosse visitar a casa do campeão na jornada inaugural da Liga inglesa. Perante o desafio, o argentino de 65 anos montou um 4-1-4-1 com as linhas baixas para tentar assegurar alguma robusteza no meio-campo e limitar a transição rápida do Liverpool. O sensacional Leeds conseguiu anular o Liverpool numa grande e boa parte do jogo e quase conseguiu fugir com pelo menos um ponto para o Norte de Inglaterra. Ficam muito bons sinais, quer individualmente quer na abordagem coletiva da equipa e à sua capacidade de adaptação, não obstante o adversário que tem pela frente. Um futebol ofensivo, ponderado e cheio de ideias. Uma das equipas a acompanhar nesta época da Premier League.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

 Illan Meslier (7)

Luke Ayling (6)

Robin Koch (5)

Pascal Struijk (6)

Stuart Dallas (6)

Kalvin Philips (7)

Hélder Costa (7)

Pablo Hernández (6)

Mateusz Klich (7)

Jack Harrison (7)

Patrick Bamford (6)

SUBS UTILIZADOS

 Rodrigo (5)

Tyler Roberts (6)

Jamie Shackleton (-)

Artigo revisto

FC Vizela 2-1 UD Oliveirense: FC Vizela arranca época em grande velocidade

A CRÓNICA: O RECÉM SUBIDO MOSTRA O ADN DA CIDADE DE VIZELA

O primeiro minuto foi crucial para a formação de Miguel Pedro, em vantagem no marcador com um remate certeiro de Jorge Luiz para uma defesa impossível por parte do guarda-redes da formação vizelense, Coelho.
A desvantagem do FC Vizela parece que fez acordar o emblema da rainha, e uma raça astronómica tomou conta dos jogadores, gerando o golo. Um cruzamento (quase) perfeito para Diogo Ribeiro, que encheu o pé de força e encheu a baliza de Ivo. Dispensou festejar com os colegas de equipa. Ao invés, correu para os braços do técnico Álvaro Pacheco, de forma poética e emotiva.

Após inúmeras tentativas da equipa do FC Vizela de chegar à superioridade no marcador (dando especial destaque a Diogo Ribeiro), Dinis Gorjão assinala o final da primeira parte em Paços de Ferreira.
Uma segunda parte que começa com uma intensidade muito diferente daquela que foi demonstrado na primeira parte da partida no Estádio da Capital do Móvel.

As emoções estavam cada vez mais altas e o emblema da rainha acaba por arrancar uma grande penalidade nos últimos minutos da partida.
Entrou e marcou! Cassiano observa a posição do guarda-redes e o remate para o centro da baliza adversária coloca o FC Vizela em superioridade no marcador.

Os últimos momentos são intensos na área da equipa da casa, como tentativa do UD Oliveirense de chegar pelo menos ao empate. Infelizmente para uns, felizmente para outros, o árbitro termina a partida e o recém subido festeja a primeira vitória naquele que é a primeira grande prova da Segunda Liga Portuguesa.

 

A FIGURA

Diogo Ribeiro – Infeliz com o resultado desde o primeiro minuto da equipa da cidade de Vizela, conseguiu mostrar a qualidade técnica que possui e colocar a formação numa posição mais favorável. Após assinalar o seu primeiro golo da época continuou a persistir na equipa adversária, com inúmeras tentativas.

O FORA DE JOGO

Segundo tempo da partida – Comparativamente à primeira parte, a segunda lavou toda a qualidade técnica e a maioria das tentativas (que são poucas, diga-se de passagem) de golo ficam muito aquém das expetativas colocadas em ambas as equipas a disputar a equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

O técnico Álvaro Pacheco apostou num 4-3-3 para o primeiro jogo da época. A estreia de João Pais na equipa a assumir titularidade na sua primeira experiência na Segunda Liga Portuguesa. Zagbayou assume a responsabilidade de capitão neste primeiro jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ivo (7)

Kouao (6)

Aidara (8)

Mello Costa (7)

Ofori (8)

Zagbayou (9)

Gomes (6)

Samu (7)

Soares (6)

Ribeiro (10)

João Pais (7)

SUBS UTILIZADOS

Tavinho (5)

F. Cann (8)

Ericson (6)

Cassiano (8)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

Ao contrário do adversário, Miguel Pedro apostou numa equipa mais recuada, apresentando um 4-4-2. A saída de Mohammed Lamine nos primeiros minutos de jogo condicionou um pouco a equipa visitante. Oliveira como capitão e apostando em Luiz e Lima como os figurantes mais avançados.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Coelho (8)

Marques (7)

Machado (6)

Raniel (6)

Tavares (7)

Lamine (3)

Gonçalves (9)

Oliveira (5)

Costahende (7)

Lima (6)

J. Teixeira (6)

SUBS UTILIZADOS

Luisinho (6)

S. Davou (5)

Ono (7)

Bortoluzo (7)

António Gomes (5)

Artigo revisto

SL Benfica 26-22 AA Águas Santas: Benfica de Chema entra a vencer

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A CRÓNICA: VITÓRIA IMPORTANTE, MAS POUCO TRANQUILA

Passados vários meses, o Campeonato Andebol1 está de volta e logo com um grande jogo entre o novo Benfica e uma AA Águas Santas reforçada, a prometer colocar muitas dificuldades a todas as equipas. O Benfica, apesar de ter reforçado a equipa durante o verão, já falhou um dos seus principais objetivos desta temporada, tendo sido eliminada da EHF League.

Este jogo marca também o regresso de Pedro Seabra e Nuno Grilo à Luz, sendo que foi o primeiro a abrir o marcador. A equipa de José Silva entrou com um esquema tático defensivo de 6×0, mas que facilmente se transformava em 5×1 e 4×2 para dificultar a circulação ao Benfica.

As águias, que entraram com falhas ofensivamente, algo habitual nos dois jogos oficiais já realizados, tiveram nos primeiros três ataques três falhas técnicas. Para as dificuldades ofensivas da equipa de Chema Rodriguez também contribuiu a grande exibição do veterano António Campos. Do outro lado do campo, a Águas Santas apresentava um ataque mais fluído, mas o bom jogo do reforço Sergey Hernandez ia mantendo o clube da Luz no jogo. A meio da primeira parte o resultado era 3-5.

Desde a exclusão de Matic Suholeznik, os “encarnados” apresentaram uma defesa mais híbrida em contraste com o 6×0 com que iniciaram o jogo, melhorando, então, a prestação defensiva da equipa. O primeiro time-out surgiu aos 23 minutos, pedido por José Silva, numa altura que a equipa maiata só vencia por um golo. José Silva conseguiu com que a equipa reentrasse bem no jogo, recuperando a vantagem de 2/3 golos. O resultado ao intervalo era 9-11.

A paragem de jogo serviu para as duas equipas analisarem o jogo, e, no começo da segunda parte, a equipa da casa entrou melhor, recuperando a desvantagem e conseguindo o primeiro empate da partida aos 40 minutos (14-14), altura em que José Silva pediu para parar o jogo. A Águas Santas ainda conseguiu recuperar a vantagem mínima durante alguns minutos, mas, aos 47, o Benfica conseguiu a primeira vantagem na partida 17-16.

Para esta recuperação do Benfica foi decisiva a boa entrada do central Kukic na segunda parte. A partir deste momento, o Benfica conseguiu encontrar mais espaços na defensiva adversária, privilegiando a ligação com o pivot Paulo Moreno, e Sergey Hernandez fechou o caminho da baliza. Apesar de ter estado atrás do marcador a maioria do jogo, o Benfica entrou a vencer no campeonato com o resultado final a ser 26-22.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sergey Hernandez – Um dos reforços do defeso e um dos que está a ter mais impacto imediato. Vinha com a dura tarefa de substituir Borko, mas está a demonstrar ter capacidade para ser um dos preferidos dos adeptos. Hoje foi decisivo enquanto a equipa teve dificuldades no jogo, não permitindo que a desvantagem fosse maior do que três golos, e conseguiu que a equipa construísse uma vantagem tranquila a partir do momento que passou para a frente do marcador.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Cruz – O experiente lateral esquerdo, várias vezes melhor marcador do Campeonato, não esteve à altura do que nos habituou, não conseguindo contribuir para a grande exibição da sua equipa, que quase levou os três pontos de Lisboa.

 

ANÁLISE TÁTICA SL BENFICA

Numa equipa com treinador e jogadores novos há sempre problemas de adaptação, e o Benfica tem sofrido imenso em termos de organização ofensiva, tendo sido essa a principal diferença na primeira e segunda parte. Djordjic teve um jogo muito longe do que seria esperado, e, na primeira parte, não houve qualquer envolvência dos pivots e pontas no ataque. Na segunda parte, tudo mudou: Arnau assumiu a posição de lateral esquerdo, Kukic entrou em grande nível e Keita e Paulo Moreno foram decisivos na reviravolta.

Em termos defensivos, Sergey Hernandez deu conta do recado, mas, aos quatorze minutos, o Benfica passou de um 6×0 demasiado estático para uma defesa mais dinâmica, o que trouxe grandes dificuldades ao adversário.

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

Sergey Hernandez (8)

João Pais (6)

Carlos Martins (6)

Lazar Kukic (7)

Petar Djordjic (6)

Kevynn Nyokas (6)

Matic Suholeznik (6)

SUBS UTILIZADOS + PONTUAÇÕES

Paulo Moreno (7)

Arnau Garcia (6)

Belone Moreira (6)

Francisco Pereira (5)

Ole Rahmel (5)

Mahamadou Keita (7)

 

ANÁLISE TÁTICA AA ÁGUAS SANTAS

Defensivamente, o AA Águas Santas criou muitas dificuldades ao Benfica na primeira parte, pois apresentou uma defesa que começava num 6×0, mas que muito rapidamente se transformava num 5×1 e 4×2, o que condicionou imenso a circulação duma equipa que nos jogos anteriores demonstrou muita dificuldade nesse momento. Aliado a isto, António Campos fez uma exibição fenomenal. Na segunda parte, o Benfica conseguiu superar as suas dificuldades e foi muito mais eficaz.

Em termos ofensivos, Pedro Seabra fez um grande jogo a controlar a partida, mas os seus companheiros de primeira linha, Nuno Grilo e Pedro Cruz, não estiveram ao seu nível, impedindo assim que a equipa acompanhasse o Benfica nos momentos finais da segunda parte.

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

António Campos (8)

Pedro Seabra (8)

Nuno Grilo (6)

Pedro Cruz (5)

Carlos Santos (5)

Mário Lourenço (7)

Ricardo Mourão (5)

SUBS UTILIZADOS + PONTUAÇÕES

Francisco Fontes (7)

Vasco Santos (4)

João Gomes (5)

Fábio Teixeira (5)

Craig Mcclelland (-)

Miguel Neves (-)

Artigo revisto 

Os 3 melhores golos de Cristiano Ronaldo pela Seleção

Incomparável, fascinante, o melhor do mundo (ou um dos melhores do mundo para os mais sensíveis): estes são alguns dos muitos elogios que se pode fazer a Cristiano Ronaldo. É, inquestionavelmente, o melhor jogador português de todos os tempos – negá-lo é uma forma de cegueira fundada pela aversão à personaOs números não mentem, já lá vão 101 golos, em 165 internacionalizações. À vista parece estar mais um recorde: o de Ali Daei, que leva 109 golos pela seleção iraniana (o que o leva a ser, consequentemente, o melhor marcador de sempre a nível de seleções).

Pelo privilégio de assistir a esta fantástica caminhada de CR7 pela seleção das quinas e por todos os momentos históricos que já nos proporcionou, deixo aqui uma pequena homenagem com os seus melhores golos a serviço de Portugal. Na voz de Nuno Matos – Obrigado, Cristiano.

Antevisão GP Toscânia: Uma nova pista, mas nada de novo

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A ANTEVISÃO: ALGUMAS SURPRESAS… MAS NÃO NA FRENTE, PARA VARIAR

IT’S SATURDAY… QUALI DAY! Os primeiros treinos livres do GP da Toscânia, Itália, deram-nos vídeos extramemente engraçados e incríveis, mas alguns pequenos sustos. Começando por mais um “meme” de Lando Norris e também do embate que destruiu a frente da sua McLaren, acabando com uns quantos a ir parar à gravilha (Charles Leclerc e Nicholas Latifi).

O melhor – ou o pior – estava destinado a Sergio Pérez (Racing Point). O mexicano, ao sair do pit lane, tocou em Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), acabando por virar o finlandês. A “brincadeira” acabou por já oferecer um lugar de penalização por este incidente. Não começa nada bem o GP da Toscânia para Perez, que ainda há poucos dias recebeu a notícia de que não continuará na equipa.

O mesmo Kimi que está há 20 anos nestas andanças, pois, nessa mesma exata data um jovem finlandês fazia testes pela Sauber. De facto, um senhor! De destacar também a data redonda da Ferrari em Mugello, visto que este será o 1000.º Grande Prémio em que veremos um Ferrari a dar voltas aos circuitos.

A primeira e segunda sessões de treinos livres foram dominados pela Mercedes e por Valtteri Bottas, que foi primeiro em ambas. É preciso reforçar que um Ferrari esteve no pódio na primeira sessão (!). Não fosse a terceira sessão de treinos, e era três em três para a Mercedes. Max Verstappen deu conta do recado, mas foi seguido por Valtteri Botas e também Lewis Hamilton.

A Q1 deu a primeira surpresa da tarde em Mugello com Pierre Gasly, último vencedor de um GP, eliminado por muito pouco. Em declarações à comunicação social, disse que uma mudança no motor foi fatal para perder alguns segundos. Os restantes lugares não foram grande surpresa e, infelizmente, já nos habituámos até a ver Vettel nos lugares mais atrás no grid.

A Q2 deu-nos nova surpresa, pois Lando Norris ficou em 11.º lugar e acabou por aqui. Vettel não conseguiu fazer muito mais do seu Ferrari e não passou para a fase final da qualificação. Sem grandes surpresas, tivemos os mesmos de sempre na Q3. Todavia, Leclerc conseguiu atingir a fase que no anterior GP não tinha conseguido.

A Q3 deu-nos aquilo que esperávamos: Lewis Hamilton com mais uma pole position. O britânico foi seguido por Valtteri Bottas e depois por Max Verstappen. Porém, convém dizer que Bottas só não conseguiu melhorar o seu tempo devido à bandeira amarela por causa do peão de Esteban Ocon (Renault). De destacar, os Mercedes na frente (nada de novo) e os dois Red Bull logo a seguir.

Acredito que amanhã teremos uma partida agressiva e a saída daquela primeira curva vai ser importante para todos os pilotos. Ainda assim, se Lewis Hamilton sair com uma boa vantagem, a corrida é sua, a menos que haja algum sacrificado para uma bandeira vermelha (acredito que muitos estejam a torcer por isso, sem que ninguém se magoe). Tudo por uma corrida mais interessante na região da Toscânia.

Sergio Pérez (Racing Point), que já tinha uma penalização, partirá de sétimo, cedendo a posição superior para o seu colega de equipa, Lance Stroll.

EQUIPA A TER EM CONTA

Red Bull Racing Só para não ser básico e não dizer aquilo que vai ser mais do que previsível acontecer, tive de escolher a equipa de Verstappen e Albon. Na segunda linha do grid, uma boa estratégia pode até ser fundamental para ameaçar os dois primeiros lugares das Mercedes. Pode ser que nos dêem a emoção que precisamos.

PILOTO QUE PODERÁ SURPREENDER

Max Verstappen – Meio que é o coração a falar mais alto, mas acredito que o holandês sem percalços pode vir até a vencer o GP da Toscânia. Um bom arranque e uma boa gestão de pneus pode dar uma vitória para Max Verstappen.

Foto de Capa: Mercedes-AMG F1

Artigo revisto