Começou a época da NFL de 2020 e se o primeiro jogo viu os Kansas City Chiefs entrar com o mesmo ritmo da época passada, há quem na liga precise de virar o disco. De seguida, olhamos para cinco jogadores que têm algo a provar durante a época que agora se iniciou.
A CRÓNICA: A SUPERCOPA VAI PARA MADRID PELA TERCEIRA VEZ CONSECUTIVA
O primeiro clássico da temporada foi a final da Supercopa espanhola e acabou com vitória merengue. Num jogo bastante equilibrado, o Real Madrid CF venceu o FC Barcelona por 72-67 e conquistou a sétima Supercopa da sua história, sendo esta a terceira consecutiva.
A primeira parte do encontro ficou marcada pela imprevisibilidade do vencedor final, devido ao domínio defensivo praticado por ambas as equipas. O marcador nunca tinha uma equipa em vantagem durante um largo período de tempo, e mesmo essa vantagem não era tão distanciada como se possa vir a achar. O maior distanciamento no marcador, conseguido nos primeiros dois períodos, foi do Real Madrid CF que, ao quarto minuto do encontro, vencia por 8-3.
Foi uma parte inicial onde o ritmo de jogo foi intenso, que no final do primeiro período o marcador estava num 18-14 favorável ao Real Madrid CF, mas ao intervalo marcava 32-31 para o FC Barcelona.
O terceiro período já foi mais atribulado para os merengues, pois os comandados de Šarūnas Jasikevičius queriam vencer o encontro. A equipa blaugrana conseguiu mesmo segurar a vantagem até ao último minuto do quarto, mas o Real Madrid CF terminou o mesmo a vencer com uma vantagem de apenas um ponto (50-49).
O quarto e último período foi totalmente decisivo para o encerrar do jogo e da Supercopa. E, para além dos dez minutos finais, também Facundo Campazzo foi absolutamente decisivo para o Real Madrid CF. O base anotou 11 pontos neste último quarto e, a 20 segundos do final, concretizou dois pontos que foram fulcrais para a vitória do Real Madrid CF. O base natural de Córdoba foi considerado MVP da Supercopa e os blancos venceram-na, mais uma vez.
Facundo Campazzo – Um dos jogadores fundamentais da equipa merengue na partida. Campazzo foi considerado MVP da Supercopa, após ter anotado 21 pontos, quatro ressaltos e duas assistências. Os dez minutos finais do encontro foram fulcrais na exibição de Campazzo. Metade dos pontos que concretizou ao longo da partida foram marcados nesses dez minutos e foi ele que deu a “machadada final” da vitória do Real Madrid CF.
O FORA DE JOGO
Fonte: ACB
A defesa do FC Barcelona no último período – Os jogadores do FC Barcelona conseguiram conciliar plenamente a defesa e o ataque ao longo do encontro, mas, à entrada para o quarto período, essa tarefa tornou-se mais difícil. Calathes foi expulso da partida por acumulação de faltas e foi nítida a ausência do norte-americano na equipa catalã.
ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF
A equipa de Pablo Laso entrou no encontro a pensar com um cariz defensivo, mas, ao encontrar um adversário com o mesmo pensamento, rapidamente teve de encontrar um equilíbrio entre a defesa e o ataque de forma a não desfasar das ideias iniciais. As inserções de Facundo Campazzo e Alberto Abalde no cinco inicial foram fundamentais para o desenrolar do encontro.
CINCO INICIAL – REAL MADRID CF
Alberto Abalde (7)
Facundo Campazzo (8)
Jaycee Carroll (3)
Gabriel Deck (6)
Walter Tavares (5)
SUBS UTILIZADOS
Sergio Llull (6)
Trey Thompkins (5)
Rudy Fernandez (5)
Usman Garubba (5)
Anthony Randolph (5)
Nicolás Laprovittola (4)
ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA
Tal como o Real Madrid CF, os comandados de Šarūnas Jasikevičius entraram na partida a jogar de forma defensiva, mas sem fazer com que o seu lado ofensivo passasse despercebido. Nikola Mirotic foi o alvo favorito dos companheiros de equipa para aumentar o resultado, mas a expulsão de Calathes foi algo com que o treinador da equipa blaugrana não contava e que acabou por alterar o esquema tático e ofensivo original.
O maior torneio de ténis dos Estados Unidos terminou! Num evento que teve várias surpresas, especialmente no vencedor – é a primeira vez desde o US Open 2016 que o vencedor de um Grand Slam não é Novak Djokovic, Roger Federer ou Rafael Nadal.
Antes da final, nenhum dos finalistas tinha conquistado um Grand Slam. Os dois tenistas que tiveram a proeza de disputar a final de um dos troféus mais importantes do ténis? Alexander Zverev e Dominic Thiem.
Na estreia do BnR Gaming, programa quinzenal do BnR TV sobre vídeojogos, contamos com a presença de JOliveira10, um dos maiores jogadores de FIFA em Portugal. Jota, como é conhecido na comunidade, conta com dois terceiros lugares: um no Christmas Challenge de 2018 e outro na Grande Final da FPF eSports em 2019. Conta também com várias presenças em torneios internacionais como o Major de Atlanta em 2019.
Ao longo de mais de uma hora de conversa, JOliveira10 abordou temas como a sua prestação no Masters de FIFA deste ano, as expectativas para a nova época que está aí à porta ou quem é o principal candidato à conquista do título de campeão nacional 2020/2021. Para o craque de EAFIFA, o SL Benfica é o favorito, embora garanta que não ficaria surpreendido se o FC Porto voltasse a ganhar devido à qualidade da equipa azul e branca e do treinador Sérgio Conceição. JOliveira10 deixou ainda grandes elogios para o SC Braga de Carlos Carvalhal, bem como para a política de contratações do Boavista FC.
JOliveira 10 assumiu ainda que tem a ambição de criar uma marca e um nome que perdure na história do FIFA em Portugal.
Está neste momento a decorrer uma entrevista ao @BolaNaRedePT onde vou falar da carreira, comunidade, o próximo ano entre muitos outros temas.
Quem quiser deixar umas perguntas, é só ir ao chat e perguntar, peço que sejam dificeis! 🙂
Um programa com a moderação de Diogo Soares Loureiro e com os comentários de Renato Gouveia. O BnR Gaming é um programa quinzenal que intercalará com o programa “Clube da Terra”, aos domingos, às 21h30.
A CRÓNICA: PARTIDA INTENSA MARCADA PELA AGRESSIVDADE EXCESSIVA
No duelo a contar para a terceira jornada do campeonato francês, que opôs o campeão em título ao segundo classificado da temporada passada, o Olympique de Marseille venceu em casa do rival, algo que não acontecia há dez anos. Desta forma, a equipa de André Villas-Boas já conta com seis pontos de vantagem sobre a formação parisiense.
O PSG não pode contar com as estrelas da companhia Mbappé, Icardi, Marquinhos e Keylor Navas devido a estarem recentemente infetados com Covid-19. A falta destes jogadores pode ser a explicação da relativa fragilidade defensiva e da ineficácia ofensiva na formação parisiense.
A partida foi praticamente dominada integralmente pelo PSG, que não soube aproveitar a superioridade face ao adversário. Aos 31’ minutos o Olympique de Marseille abriu o marcador por intermédio de Thauvin, num lance de bola parada. O golo foi contra a corrente do jogo, uma vez que o PSG estava por cima na partida.
A partida foi “dura”, com muitas faltas e situações polémicas, principalmente a partir do golo do Olympique de Marseille. A qualidade dos jogadores dentro das quatro linhas não sobressaiu ao nível que seria de esperar devido à agressividade de ambas as equipas, proporcionando uma partida com demasiadas paragens devido à elevada quantidade de lances faltosos.
O segundo tempo começou mais equilibrado e a qualidade individual dos atletas foi aparecendo, apesar das sucessivas pausas provenientes de infrações. Mesmo assim, foi o PSG a ter as melhores ocasiões de golo, mas na baliza adversária estava Mandanda numa noite inspirada. Com o decorrer da partida, os parisienses foram subindo cada vez mais no terreno, “partindo o jogo”, concedendo ao Olympique de Marseille a possibilidade de organizar contra-ataques rápidos com perigo.
O marcador acabou por não sofrer mais mudanças, mantendo-se o 1-0 até ao final do encontro. Nota ainda para as quatro expulsões já no período de descontos, três para o PSG e duas para o Olympique de Marseille. Na equipa da casa, foram admoestados com o cartão vermelho Kurzawa, Paredes e Neymar, e na formação de Marselha, Amavi e Benedetto foram mais cedo para os balneários.
Steve Mandanda – O experiente guardião francês apresentou-se intransponível e respondeu afirmativamente sempre que foi chamado a jogo. O capitão da equipa visitante é uma das principais figuras do clube, mostrando mais uma vez a sua qualidade, desempenhando um papel de extrema importância nesta vitória em casa do rival PSG a contar para o campeonato, algo que não acontecia há dez anos.
Ineficácia do PSG – A superioridade da equipa da capital francesa foi inegável, e contou com um número elevado de ocasiões claras golo, que desperdiçou. A juntar à falta de frieza no momento de colocar a bola no fundo das redes adversárias, esteve Steve Mandanda, que fechou a sua baliza a “sete chaves”. Apesar da qualidade do ataque do PSG, a falta de um verdadeiro “nove” pode justificar a falta de golos, havendo criatividade, mas com ausência de eficácia.
ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN
A formação parisiense apresentou-se num esquema tático de 4-3-3, com a frente de ataque a ser formada por Neymar, descaído para a esquerda, Sarabia pela ala direita e Di María pelo corredor central, trocando de forma constante com Neymar. Com a entrada de Draxler, foi o jogador alemão a posicionar-se com mais frequeência no centro do ataque. A equipa da casa procurava regularmente atacar por espaços interiores, permitindo a subida dos laterais, aproveitando as suas características ofensivas. Os pupilos de Tuchel procuravam ter posse de bola, e sem o esférico subiam as linhas defensivas, fazendo pressão alta à equipa adversária.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Sergio Rico (5)
Alessandro Florenzi (7)
Thilo Kherer (5)
Presnel Kimpembe (5)
Juan Bernat (6)
Idrissa Gueye (6)
Ander Herrera (6)
Marco Verratti (5)
Pablo Sarabia (5)
Neymar (5)
Ángel Di Maria (6)
A equipa de André Villas-Boas alinhou num 4-3-3, focando-se principalmente em baixar as linhas defensivas e sair em transições rápidas no processo ofensivo. Tal como o PSG, o Olympique de Marseille jogou sem um ponta de lança de origem, atuando Maxime López como principal referência atacante. O jogador francês teve um papel importante no processo ofensivo dos marselheses, atuando com liberdade tática, permitindo criar um trio de ataque dinâmico. Com a entrada de Benedetto, a formação de Marselha passou a ter um ponta de lança de raíz, numa altura em que já se encontrava em vantagem no marcador.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Steve Mandanda (8)
Hiroki Sakai (6)
Duje Caleta- Car (7)
Álvaro González (7)
Jordan Amavi (6)
Boubacar Kamara (6)
Valentin Rongier (6)
Pape Gueye (5)
Florian Thauvin (7)
Maxime López (6)
Dimitri Payet (7)
A substituição (Dele) custou a Mourinho a derrota contra um excelente Everton FC
Não tenho quaisquer dúvidas que a Premier League é a melhor liga do mundo. Quando estas duas equipas que aqui se defrontam na primeira jornada, com estes treinadores e com estas fortes estruturas nem sequer são apontadas ao “Top4”, então o viveiro de craques e a competitividade tem de ser enorme.
Tottenham Hotspur FC e Everton FC, treinados por dois ex-campeões europeus entram em campo com equipas reforçadas e melhores (em qualidade) que na época passada. Será desta que Mourinho consegue fazer história com os “Spurs” e ganhar a Primeira Liga Inglesa? Ou, por outra, será desta que o investimento massivo feito pelos de Merseyside os coloca na posição que há muito ambicionam alcançar? Uma coisa é certa, a vitória hoje é uma demonstração de força para os restantes adversários.
Começámos por ver uns primeiros minutos muito calculistas, com as equipas com visível medo de errar e muito “encaixadas” uma na outra. No entanto, considero que até aos 20 minutos, o Everton FC foi ligeiramente superior, com o Tottenham Hotspur FC a responder a seguir e merecer, na minha opinião, estar em vantagem ao intervalo.
Fomos para o descanso com duas grandes oportunidades para cada lado, mas se no caso dos “Toffies”, Richarlison e James erraram o alvo (o primeiro de baliza aberta), Dele Alli e Doherty fizeram tudo bem, mas Pickford fez duas enormes defesas. Até ao momento era o homem do jogo, não só pelas defesas, mas pelos constantes diálogos com os seus jogadores, tal e qual um verdadeiro líder. Excelente primeira parte, que fazia adivinhar um segundo tempo de grande rotação.
Na entrada para a segunda-parte, uma alteração nos “Spurs” que me surpreendeu: Dele Alli deu o seu lugar a Sissoko, numa tentativa de José Mourinho de tornar o meio-campo mais combativo. Não resultou e não só a qualidade de jogo que tiveram na primeira parte caiu, como concederam o golo num lance onde, teoricamente, Sissoko devia ajudar a que ficassem mais fortes. Calvert-Lewin marcou de cabeça na sequência da conversão de um lance de bola parada.
Até final o Everton FC controlou a partida a seu belo prazer, tendo mesmo mais oportunidades para aumentar a vantagem, do que o contrário. Mourinho entra com o pé esquerdo, por sua culpa, mas este Everton é digno vencedor, porque soube ser mais equipa.
Everton FC – Exibição muito sólida dos “Toffees” num dos terrenos mais difíceis da Primeira Liga Inglesa. Souberam controlar o jogo, de forma adulta e coesão defensiva. Um caso sério nesta temporada. Pickford, André Gomes, Allan e Calvert-Lewin estiveram particularmente bem, enquanto Richarlison, apesar de muito ativo, falhou demasiados golos.
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José Mourinho – Ando a ver a série “All Or Nothing: Tottenham Hotspur” e o treinador português ganhou ainda mais o meu respeito (apesar de já o ter). Podia ter colocado aqui apenas “a segunda parte do Tottenham Hotspur FC”, mas não chega.
Acho que Mourinho esteve muito mal ao intervalo, tirando o único jogador que o Everton FC não estava a conseguir marcar (Dele Alli), eliminando assim a capacidade ofensiva que estava a causar dano aos “evertonians”. Mesmo durante o jogo, não percebi a substituição Doherty – Ndombele, porque o reforço estava de facto a ser outro dos melhores dos “Spurs”. Muito trabalho pela frente do português.
ANÁLISE TÁTICA: TOTTENHAM HOTSPUR FC
José Mourinho começou o primeiro jogo oficial da época com a tática esperada, um 4-2-3-1 clássico já neste Tottenham Hotspur FC. Os reforços Doherty e Hojbjerg vão directamente para o onze titular (sem surpresa, digo eu), e com as principais novidades a serem Harry Winks no lugar de Moussa Sissoko e Dier a recuperar aquela que, para mim, é a sua melhor posição no terreno de jogo: defesa-central.
No ataque, o quarteto que irá jogar mais esta época, caso as tão assustadoras lesões não apareçam. Estamos a falar de quatro jogadores muito móveis, com muita qualidade técnico e, sobretudo, com muito “golo”.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Lloris (6)
Doherty (6)
Alderweireld (5)
Dier (5)
Davies (5)
Winks (5)
Hojbjerg (4)
Lucas (6)
Dele Alli (6)
Son (5)
Kane (5)
SUBS UTILIZADOS
Sissoko (5)
Bergwijn (5)
Ndombele (4)
ANÁLISE TÁTICA: EVERTON FC
Este novo Everton FC de Carlo Ancelotti mete respeito a qualquer adversário. O técnico italiano entrou no novo White Hart Lane com um 4-3-3, que em processo ofensivo se transforma num 4-2-4.
A defender, o meio-campo fica compacto com a presença de três jogadores possantes e com capacidade para pressionar (Allan, Doucoure e André Gomes). Já atacar, Calvert-Lewin e Richarlison ficam como pontas de lança, André Gomes uma espécie de médio de ligação e James com liberdade total para deambular na frente. Allan e Doucoure ficam a dar o apoio necessário no meio-campo, impedindo qualquer contra-ataque.
O mercado parece ter aquecido finalmente para os lados do dragão, após as confirmações de Zaidu e Taremi como reforços para Sérgio Conceição, a iminente contratação de Evanílson ao Fluminense e a saída de Fábio Silva para Inglaterra, agora é a vez de Vitor Ferreira seguir os passos de tantos outros jogadores lusos para o Wolverhampton FC, orientado por Nuno Espírito Santo.
Os moldes negociais estão acertados entre ambas direções, ou seja, com os ingleses a receber o talentoso médio por empréstimo, com uma opção de compra obrigatória a cumprir na próxima época num valor de 20 milhões de euros. Desta forma, o emblema sensação da Premier League deixa 60 milhões de euros nos cofres dos azuis e brancos, que assim já tem em posse uma grande fatia do bolo orçamental que tem de cumprir, este verão.
Objetivamente, olhando para o negócio em si, parece ter parecer positivo o trabalho desenvolvido pela direção portista e pelo super-agente Jorge Mendes, já que a possibilidade receber 20 milhões de euros por um jovem com meia época de equipa principal é satisfatório. Contundo, analisando subjetivamente o mesmo, atendendo à qualidade e ao potencial do jogador, já fazem pairar mais dúvidas no ar. Visto que Vitor Ferreira ou “Vitinha”, como é conhecido no meio futebolístico, apresenta características que fazem adivinhar um futuro promissor para o internacional sub-21 por Portugal. Pois, é um centro campista com irreverência, não tendo medo de assumir as despesas da partida, tem passe, tem visão de jogo, bem como uma boa chegada à área contrária, isto é, um atleta que todas as equipas apreciam ter no seu plantel. É certo que tem pouco tempo a atuar no futebol ao mais alto nível, porém foi mais do que suficiente para reconhecer a sua competência.
Assim, após ter chegado à equipa A em janeiro de 2020, tendo Sérgio Conceição afirmado que o jovem seria o reforço daquela janela de mercado, passado 9 meses, o jovem dragão irá agora para Inglaterra, numa mudança que se prevê ficar concluída, assim que Vitor Ferreira chegue dos desafios internacionais com a seleção sub-21 de Portugal. Perante todos os dados apresentados, fica a perceção que a sua saída é algo precoce e que os portistas ganhariam mais em manter o médio criativo nas suas fileiras por mais umas épocas, tanto a nível desportivo como financeiro.
É a hashtag do momento e aquela que melhor define a prova de hoje. Um novo vencedor do Moto GP numa autêntica masterclass de Franco Morbidelli a parecer Marc Márquez nos seus dias de inspiração.
Depois da paragem, o mundial de motociclismo (europeu, como diria o saudoso Casey Stoner), voltou ao asfalto do Circuito Marco Simoncelli para mais um fim-de-semana de emoção… ou então, não.
Se 2020 nos tinha habituado a emoção do início ao fim, a verdade é que hoje ao vermos este grande prémio quase que temos um pequeno deja vu das corridas de Marc Márquez onde o piloto chegava e vencia.
Morbidelli deu uma de Márquez, assaltou a primeira posição logo no arranque da prova e por lá ficou até à bandeirada de xadrez, o que lhe valeu a primeira vitória da carreira na categoria rainha do mundial de motociclismo. Ao ocupar o lugar mais alto do pódio, o piloto da Petronas Yamaha SRT tornou-se no quinto vencedor diferente de 2020. Se não está tudo louco por aqui…
Quanto à corrida… diria que não podia ter sido tão sem sal. É verdade que a fuga de Morbidelli não ajudou à emoção, mas a verdade é que vimos poucas ultrapassagens e momentos de nos tirarem o fôlego. Mais uma vez, a emoção ficou reservada para as últimas curvas onde Joan Mir roubou o terceiro lugar a Valentino Rossi com uma ultrapassagem de mestre. Ironia do destino, diria eu.
Mas a verdade é que, me arrisco a dizer, que este foi uma das provas mais consistentes de Valentino Rossi e que quase nos mostrou que a Yamaha tinha conseguido resolver todos os problemas que tem.
O italiano queria alcançar o 200º pódio na sua home race, e a verdade é que andou lá muito perto. Cheguei mesmo a pensar, que o italiano tinha armas para lutar pela vitória mano a mano com Morbidelli, mas depressa se percebeu que não.
Mir percebeu que Rossi estava em dificuldades e não teve dó nem piedade ao ultrapassar o Il Dottore a poucos metros da reta da meta. Fechando assim o pódio, depois de Morbidelli alcançar a vitória seguido de Peco Bagnaia que esteve implacável e também já tinha ultrapassado Valentino Rossi.
Quanto ao mundial, Fabio Quartararo parece ter deitado tudo a perder com a queda neste fim de semana e a inconsistência que tem apresentado. Quem aproveitou foi Andrea Doviziozo que com o sétimo lugar conquistado hoje, lidera o mundial com mais seis pontos que Quartararo.
Não esquecendo Miguel Oliveira que acabou por terminar a prova no 11º lugar, depois de além de sair da quarta linha da grelha de partida, ter tido um mau arranque. Parece que foi um fim de semana para esquecer tanto para o Português como para a própria KTM. Fica, sem dúvida, um amargo de boca depois da vitória na Áustria.
Il Grande Premio della Toscana Ferrari 1000 2020, ou, como se poderá abreviar apenas por GP da Toscânia, apresentou-se pela primeira vez no circuito mundial da Fórmula 1, na pista de Mugello.
A CORRIDA: HABEMUS DUAS BANDEIRAS À FERRARI!
Cos’è successo qui? Devem perguntar-se os italianos. A emoção parecia ser tanta, que, logo nas primeiras nove voltas, já havia sete desistências, dois acidentes envolvendo quatro carros cada, dois safety car e, como não poderia deixar de ser, a bandeira vermelha.
Logo na primeira curva, Max Verstappen (Red Bull) é apanhado por Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) que acaba por embater em Pierre Gasly (AlphaTauri) e Romain Grosjean (Haas). Só Romain Grosjean e Kimi Raikkonen é que conseguem sair impunes do incidente.
À saída do primeiro safety car, aquilo que parecia uma pura distração de Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo), levou o italiano a embater em Kevin Magnussen (Haas), que, mais uma vez, apresenta o efeito dominó em Carlos Sainz (McLaren) e Nicholas Latifi (Williams), que leva a retirar todos os carros envolvidos.
The incident brings out a RED FLAG 🚩
Four drivers were involved in this crash – Giovinazzi, Latifi, Magnussen and Sainz – all are out of their cars and seemingly ok 👍#TuscanGP 🇮🇹 #F1pic.twitter.com/vE0FuXm0A9
Após cerca de 30 voltas sem grandes surpresas, é na volta 44 que surge o terceiro safety car da corrida, aquando de um furo no pneu de Lance Stroll (Racing Point) que, na luta pelo terceiro lugar de Daniel Ricciardo (Renault) acaba por sair de pista e embater violentamente, ressurgindo, assim, a segunda bandeira vermelha do dia.
No final desta corrida de loucos, acaba por ser a Mercedes a dominar, com Lewis Hamilton a garantir a sua 90.º vitória da carreira, seguindo-se o seu colega de equipa Valtteri Bottas e, para terminar o pódio, temos Alex Albon (Red Bull) que conquista, FINALMENTE, o seu primeiro pódio da carreira na Fórmula 1.
Pertíssimo do pódio, Daniel Ricciardo (Renault) acaba em quarto lugar, com Sergio Perez (Racing Point) a fechar o top 5.
Para finalizar o top 10, temos Lando Norris (McLaren), Daniil Kvyat (AlphaTauri), Charles Leclerc (Ferrari), Kimi Raikkonen (Alfa Romeo), e Sebastian Vettel (Ferrari). Esteban Ocon (Renault) é forçado a retirar o seu carro, e assim, a corrida acaba com um total de oito abandonos e 12 carros em pista.
Mugello apresentou-se como uma pista firme, mas, mais do que isso, a primeira corrida deste circuito vai ficar na História como uma das corridas mais aparatosas dos últimos anos, com o drama à flor da pele e o coração nas mãos de quem viu.
A espécie humana contenta-se com pouco, muito pouco. Apraz-me, por exemplo, ver a minha casa repleta, de amigos ou familiares. Na verdade, enche-me de alegria. É isso mesmo. Erguer a cabeça, olhar discretamente e pensar que aquela gente podia – eventualmente – sofrer sucessivas metamorfoses de modo a assemelhar-se a mobília e a acompanhar-me durante a diáspora que a vida representa. Tudo seria mais fácil.
Ora, tecendo a analogia para o campo futebolístico, dá qualquer coisa como ver o meu José Alvalade XXI cheio, uma autenticidade oval composta pela dosagem certa e equilibrada de gemas e claras, içando cachecóis, bandeiras e tarjas de apoio ao clube e rugindo cânticos que irritam a pele e lhe causam a maior das dobras. O Mundo Sabe Que o Homem, de forte, tem pouco ou nada; portanto, o leitor encontra-se automaticamente dispensado de dissimular o caldo lacrimal aquando da construção de memória fotográfica.
Trago, a público, uma pequena lista sintomática das cheias que uma parte restrita de Lisboa experimentou (atenção: a última atualização foi aplicada em maio de 2018. Porém, dadas as circunstâncias e sabendo de antemão os factos que enjaularam o clube nos últimos dois anos, a atualização seguinte deve aponta para uma margem de erro nula ou quase nula).